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O que ficou claro é que a agência Mundo Criativo tem uma proposta criativa forte e competências técnicas complementares (design, storytelling e tecnologia), mas está travada porque não traduziu essa criatividade em direção estratégica. A dificuldade não é “ter ideias”, e sim organizar decisões essenciais (prioridades, posicionamento, escolhas de mercado e metas), o que faz a equipe perder motivação e evitar investimentos, mesmo pequenos, por falta de segurança sobre o caminho e sobre como se diferenciar das agências já consolidadas. A situação envolve os sócios Alice, Bruno e Carlos, recém-formados, que abriram a agência Mundo Criativo em Florianópolis (SC) para atender pequenos negócios locais com conteúdo digital interativo focado em mídias sociais. Eles começaram com pouquíssimos recursos e enfrentam um mercado com concorrentes estabelecidos, além de não terem ainda estruturado um planejamento que dê clareza de foco, metas e decisões. A Mundo Criativo está sofrendo por não seguir as etapas do Planejamento Estratégico, que existem justamente para reduzir incerteza e orientar escolhas: sem diagnóstico (entendimento do mercado e do próprio negócio), sem definição clara de direção (objetivos e posicionamento) e sem plano de ação, a equipe fica reagindo ao medo do risco. Além disso, a ausência de uma visão estratégica dificulta construir vantagem competitiva. A recomendação é implementar um Planejamento Estratégico enxuto, seguindo a lógica apresentada no livro: (1) diagnóstico do ambiente e do negócio, (2) direcionamento (missão/propósito, objetivos e posicionamento) e (3) plano de ação com metas e responsáveis. No diagnóstico, eles devem mapear o público-alvo com precisão (quais segmentos de pequenos negócios locais têm maior dor e maior capacidade de pagar), levantar concorrentes e identificar oportunidades reais de diferenciação. Para apoiar essa etapa de forma organizada, a ferramenta coerente com o livro é a Análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), que ajuda a transformar percepções soltas em uma leitura estratégica do cenário. A principal aprendizagem é que criatividade, sozinha, não sustenta um negócio: ela precisa ser convertida em estratégia, isto é, em escolhas claras de foco, posicionamento e metas. Ao olhar o caso como vida real, fica evidente que a falta de planejamento não é “um detalhe”, mas a raiz de vários sintomas: medo de investir, perda de motivação e dificuldade de competir. Também aprendi que planejamento estratégico não precisa ser complexo para funcionar. Neste caso, por exemplo, Além disso, o aluno poderá dizer que o desafio contribuiu para consolidar a relação entre teoria e prática, mostrando que a Química vai além dos cálculos e está diretamente ligada à tomada de decisões profissionais.