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ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DO ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO - UNEMAT 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CÁCERES
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE BACHARELADO EM MEDICINA
PRÉ-NATAL
Cáceres-MT, 14 de junho de 2018
IESC IV – COHAB NOVA
T IX – 2018/1
 ACADÊMICOS: Aline Barros Pires
Ediane Teixeira Lima Silva
Gabriel Rocha Alves
Henrique Martins Pinto Schirmbeck
Lucas Henriques de Jesus
Luciana Socorro dos Santos
 PRECEPTORA: Me. Maria Simone Mendes Bezerra
Turma IX - 2018/1
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TÓPICOS ABORDADOS
 A importância da assistência ao pré-natal
 Acolhimento
 Diagnóstico de gravidez
 Roteiro de consultas
 Anamnese
 História clinica 
 Exame físico
 Exames solicitados
 Condutas
 Orientações alimentares
 Medidas IMC
 Cálculo DPP e IG
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Fonte: Google imagens
A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL
 Gestação é processo fisiológico 
 Complicado por processos patológicos perigosos para saúde da mãe e do 
feto em alguns casos 
 Pré-natalista: fisiológico x patológico 
 Conhecimento profundo do processo fisiológico gestacional 
 Percepção contínua  binômio materno-fetal 
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 OBJETIVO: Assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de
um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive
abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas
1. Prevenção de complicações
2. Diagnóstico precoce das intercorrências
3. Tratamento específico
Especialmente nas gestações classificadas como de alto risco
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A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL
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 1ª consulta – preferencialmente até a 12ª semana 
de gestação
 Mensais: até 28 semanas
 Quinzenais: até 36 semanas
 Semanais: até o parto
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A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL
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ACOLHIMENTO
 Relação estabelecida entre os profissionais de saúde e os(as) usuários(as)
 Atitudes profissionais humanizadoras
 Iniciativas: 
(1) se apresentar
(2) chamar os(as) usuários(as) pelo nome
(3) prestar informações sobre condutas e procedimentos que devam ser realizados
(4) escutar e valorizar o que é dito pelas pessoas
(5) garantir a privacidade e a confidencialidade das informações
(6) incentivar a presença do(a) acompanhante, entre outras iniciativas semelhantes
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 Relação de confiança e compromisso dos usuários com equipes e serviços
 Acolhimento da gestante na AB: integralidade do cuidado
 Escuta qualificada, favorecimento do vínculo, avaliação de vulnerabilidades e outros cuidados
 Permitir que a gestante expresse preocupações e angústias 
 Compreender o contexto da gestação – especialmente, as adolescentes
 Estimular a participação do pai nas consultas e atividades de grupo
 Acolher o acompanhante escolhido pela mulher sem oferecer obstáculos à sua participação 
(familiar, amigo/a...)
 Discutir e esclarecer dúvidas de forma individualizada
 Diálogo franco, sensibilidade e capacidade de percepção
 Escuta aberta sem julgamentos e preconceitos
 Deve ocorrer em todos os locais e momentos da atenção à saúde
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ACOLHIMENTO
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
 Para ampliar a captação precoce das gestantes, o Ministério da Saúde, por
intermédio da Rede Cegonha, incluiu o Teste Rápido de Gravidez nos
exames de rotina do pré-natal, que pode ser realizado na própria UBS, o que
acelera o processo necessário para a confirmação da gravidez e o início do
pré-natal
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 Alguns testes urinários têm
baixa taxa de resultados
falsos positivos, mas
elevada taxa de resultados
falsos negativos, o que
pode atrasar o início do
pré-natal.
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
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 Toda mulher da área de abrangência da unidade de saúde e com história de
atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe de
saúde a realizar o Teste Imunológico de Gravidez (TIG), que será solicitado
pelo médico ou enfermeiro.
 Este teste é considerado o
método mais sensível e
confiável, embora seja
também um teste caro [grau
de recomendação D]
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
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 A dosagem de gonadotrofina coriônica humana (ßHCG) para o diagnóstico
precoce da gravidez, com a utilização de medidas quantitativas precisas e
rápidas, tornou este teste mundialmente reconhecido para confirmar a
ocorrência de gravidez. O ßHCG pode ser detectado no sangue periférico da
mulher grávida entre 8 a 11 dias após a concepção. Os níveis plasmáticos
aumentam rapidamente até atingir um pico entre 60 e 90 dias de gravidez
 A maioria dos testes tem sensibilidade para detecção de gravidez
entre 25 a 30mUI/ml
 Resultados falsos positivos ocorrem na faixa entre 2 a 25mUI/ml.
 Do ponto de vista prático, níveis menores que 5mUI/ml são
considerados negativos e acima de 25mUI/ml são considerados
positivos
DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
 Pode-se oferecer à gestante, quando possível, o exame ultrassonográfico,
que, além de melhor determinar a idade gestacional, auxilia na detecção
precoce de gestações múltiplas (inclusive, evidencia o tipo de placentação
nestes casos) e de malformações fetais clinicamente não suspeitas
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 Idealmente, o exame deve ser
realizado entre 10 e 13 semanas,
utilizando-se o comprimento
cabeça–nádega para determinar a
idade gestacional.
 A partir da 15ª semana, a
estimativa de idade gestacional
será feita pela medida do diâmetro
biparietal.
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
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 Pode ser efetuado em 90% das pacientes por intermédio dos sinais clínicos,
dos sintomas e do exame físico em gestações mais avançadas.
 As queixas principais
são devidas ao
atraso menstrual, à
fadiga, à mastalgia,
ao aumento da
frequência urinária e
aos enjoos/vômitos
matinais [grau de
recomendação D (1)]
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
 SINAIS DE PRESUNÇÃO DE GRAVIDEZ:
 Atraso menstrual
 Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas,
salivação excessiva, mudança de apetite, aumento da
frequência urinária e sonolência)
 Modificações anatômicas (aumento do volume das
mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de
Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração
violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do
volume abdominal)
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
 SINAIS DE PROBABILIDADE:
 Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume
 Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se
observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais)
 Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono
dia após a fertilização
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DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ
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 SINAIS DE CERTEZA:
 Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF),
que são detectados pelo sonar a partir de 12
semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas
 Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20
semanas)
 Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser
observado por via transvaginal com apenas 4 a 5
semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a
primeira manifestação do embrião com 6 semanas
gestacionais
Fonte: Google imagens
Fonte: Google imagens
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ROTEIRO/CALENDÁRIO DE CONSULTAS
 As consultas de pré-natal poderão ser realizadas na unidade de saúde ou durante
visitas domiciliares. O calendário de atendimento durante o pré-natal deve ser
programado em função dos períodos gestacionais que determinam maior risco
materno e perinatal
 O calendário deve ser iniciado precocemente (no primeiro trimestre) e deve ser
regular, garantindo-se que todas as avaliações propostas sejam realizadas e que
tanto o Cartão da Gestante quanto a Ficha de Pré-Natal sejam preenchidos
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ROTEIRO/CALENDÁRIO DE CONSULTAS
 O total de consultas deverá ser de, no mínimo, 6 (seis), com acompanhamento
intercalado entre médico e enfermeiro. Sempre que possível, as consultas devem
ser realizadasconforme o seguinte cronograma:
 Até 28ª semana – mensalmente
 Da 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente
 Da 36ª até a 41ª semana – semanalmente
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 A maior frequência de visitas no final da
gestação visa à avaliação do risco perinatal
e das intercorrências clínico-obstétricas mais
comuns nesse trimestre, como trabalho de
parto prematuro, pré-eclâmpsia e eclâmpsia,
amniorrexe prematura e óbito fetal.
ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA
 Anamnese
- História Clínica
 Exame Físico
 Exames Complementares
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 Temas a serem abordados:
 Aspectos socioepidemiológicos
 Antecedentes familiares
 Antecedentes pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos
 Situação da gravidez atual
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA - ANAMNESE
 As anotações deverão ser realizadas tanto no prontuário da unidade quanto
no Cartão da Gestante
 Os fatores de risco deverão ser identificados em destaque no Cartão da
Gestante, uma vez que tal procedimento contribui para alertar os
profissionais de saúde que realizam o acompanhamento pré-natal.
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA - ANAMNESE
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 IDENTIFICAÇÃO:
 Nome
 Número do Cartão Nacional de Saúde
 Idade
 Cor
 Naturalidade
 Procedência
 Endereço atual
 Unidade de referência
 DADOS SOCIOECONÔMICOS:
 Grau de instrução
 Profissão/Ocupação (deve-se identificar fatores de risco)
 Estado civil/união
 Número e idade de dependentes
 Renda familiar
 Condições de moradia
 Condições de saneamento
 Distância da residência até a unidade de saúde
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES FAMILIARES:
 Hipertensão arterial
 Diabetes mellitus
 Malformações congênitas e anomalias genéticas
 Gemelaridade
 Câncer de mama/colo de útero
 Hanseníase
 Doença de Chagas
 Parceiro sexual portador de infecção pelo HIV
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES PESSOAIS GERAIS:
 Hipertensão arterial crônica
 Diabetes mellitus
 Cardiopatias
 Doenças renais crônicas
 Anemias
 Desvio nutricionais
 Epilepsia
 Portadora de infecção pelo HIV
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES PESSOAIS GERAIS:
 Doenças neurológicas e psiquiátricas
 Cirurgia
 Alergias
 Doenças neoplásicas 
 Vacinação
 Uso de medicamentos
 Uso de drogas, tabagismo e alcoolismo
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS: 
 Ciclos menstruais (duração, intervalo e regularidade; menarca)
 Uso de métodos anticoncepcionais prévios
 Infertilidade e esterilidade
 IST’s
 Cirurgias ginecológicas
 Malformações uterinas 
 Mamas (patologias e tratamento)
 Última colpocitologia oncótica (Papanicolau)
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 SEXUALIDADE:
 Inicio da atividade sexual
 Dispareunia (dor ou desconforto durante ato sexual)
 Pratica sexual na gestação atual ou em anteriores
 Número de parceiros da gestante e de seu parceiro
 Uso de preservativos
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS:
 Número de gestações (incluindo abortamentos)
 Número de partos (domiciliar, hospitalar, vaginal, cesárea, fórceps)
 Número de abortamentos (identificar a causa)
 Número de filhos vivos
 Idade na primeira gestação
 Intervalo entre as gestações (em meses)
 Isoimunização Rh
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ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA – HISTÓRIA CLÍNICA
 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS:
 Número de recém-nascidos (pré-termo, a termo, pós-termo);
 Número de RN de baixo peso (de modo que é palpável na sínfise púbica;
 Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical;
 Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical;
 A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da
alturauterina. Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade
gestacional.
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CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP)
 Baseia-se na duração média da gestação normal (280 dias ou 40
semanas, a partir da DUM)
 Regra de Näegele:
 somar sete dias ao primeiro dia da última menstruação e subtrair três
meses ao mês em que ocorreu a última menstruação (ou adicionar nove
meses, se corresponder aos meses de janeiro a março)
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IMC
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Fonte: Cadernos de Atenção Básica, Nº 32
ORIENTAÇÕES ALIMENTARES
 Pelo menos três refeições (café da manhã,
almoço e jantar) e dois lanches saudáveis
por dia, evitando ficar mais de três horas
sem comer
 Evitar “pular” as refeições e “beliscar” entre
as refeições
 Evitar consumir líquidos durante as
refeições
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Fonte: Google imagens
ORIENTAÇÕES ALIMENTARES
 Evitar deitar-se logo após as refeições
 Nas refeições principais, a gestante preencha metade do seu prato com
cereais. Distribuir porções em todas as refeições do dia(preferencia integral)
 consumir diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como
parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e nos
lanches
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ORIENTAÇÕES ALIMENTARES
 Deve-se comer feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes 
na semana
 Deve-se consumir diariamente três porções de leite e derivados e uma 
porção de carnes, aves, peixes ou ovos
 Consumir mais peixes e frangos e sempre preferir as carnes magras
 Deve-se consumir, no máximo, uma porção diária de óleos vegetais, azeite, 
manteiga ou margarina
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ORIENTAÇÕES ALIMENTARES
 Ter atenção à quantidade: uma lata de óleo por mês é suficiente para uma 
família de quatro pessoas
 Evitar refrigerantes e sucos industrializados, biscoitos recheados e outras 
guloseimas no seu dia a dia
 Preferir consumir frutas como sobremesa
 A quantidade de sal por dia deve ser de, no máximo, uma colher de chá rasa 
(5g)
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REFERÊNCIAS
 BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2012. Cadernos de Atenção Básica, n° 32.
 FREITAS, Fernando et. al. Rotinas em Obstetrícia – 6ª ed. 
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