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DENSITOMETRIA ÓSSEA DENSITOMETRIA ÓSSEA •É uma modalidade de Diagnóstico por imagem que determina a densidade mineral óssea de uma ou mais regiões anatômicas do paciente. •Permitindo o diagnóstico de doenças ósseas metabólicas e endócrinas que envolvem alterações na autoregulação dos sais inorgânicos, cálcio e fósforo. A osteoporose é um exemplo. Métodos de avaliação da massa óssea • Radiografia convencional • Densitometria Óssea • Tomografia Computadorizada $$ • Ressonância Magnética $$$ • Espectroscopia (laser, infra-vermelho) • PET Diagnóstico de Osteoporose: Densitometria Óssea O método pode ser utilizado para: •Predizer o risco de fraturas osteoporóticas •Diagnosticar Osteoporose antes da ocorrência de fratura •Monitorar os resultados do tratamento Indicações para a realização de exames de Densitometria Óssea de acordo com o consenso Brasileiro de Osteoporose 2002. METABOLISMO DO OSSO • O osso é um tecido vivo. • O tecido ósseo antigo é removido por células chamadas osteoclastos. • Este tecido é substituído por um novo produzido por células denominadas osteoblastos. •A aquisição de massa óssea é gradual durante a infância e acelerada durante a adolescência até a idade adulta. •Pico de massa óssea:quantidade máxima de massa óssea que um indivíduo acumula desde o nascimento até a maturidade do esqueleto, que ocorre aproximadamente aos 20 anos. •Depois de parar o crescimento e o pico de massa óssea for atingido, a taxa de reabsorção óssea torna-se ligeiramente maior do que a taxa de formação resultando numa diminuição gradual da massa óssea com a idade. •Normalmente, a perde de massa óssea é de cerca de 05 a 1% por ano. •As mulheres tem maior perda óssea do que os homens e é acelerada após a menopausa. •Durante a vida as mulheres perdem cerca de 40% de sua massa óssea, enquanto que os homens perdem cerca de 25%. A taxa de perda de massa óssea varia entre indivíduos e devido a diversos fatores como: • peso corporal, • nível de atividade física, • quantidade de cálcio e vitamina D na dieta • tabagismo • consumo de álcool, • doença ou uso de certos medicamentos a longo prazo. Remodelação óssea Reabsorção: os osteoclastos dissolvem o osso através da ação de enzimas lisossomais e das bombas de prótons que acidificam o meio. Remodelação óssea O período de reabsorção dura cerca de 2 semanas; depois os osteclastos sofrem apoptose. Remodelação óssea Os osteoblastos são recrutados para a cavidade de reabsorção, provavelmente por produtos liberados neste processo de lise óssea. Remodelação óssea Os osteoblastos secretam matriz óssea, denominada matriz osteóide Remodelação óssea Depois de cerca de 11 dias o osteóide começa a se mineralizar, enquanto os osteoblastos continuam a secretar mais osteóide. Remodelação óssea Processo de formação : duração de 2 a 3 meses Remodelação óssea Mineralização: os osteoblastos podem sofrer apoptose . Mineralização Completa Hormônios envolvidos no Metabolismo Ósseo Aumentam a Reabsorção: • PTH • Glicocorticoides • Horm. Tiroidianos • Vit D em altas doses Diminuem a Reabsorção: • Calcitonina • Esteróides sexuais Hormônios envolvidos no Metabolismo Ósseo Aumentam a formação: • GH • Esteróides sexuais • PTH • Vitamina D Diminuem a formação: • Glicocorticóides OSTEOPOROSE Doença caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração de sua microarquitetura, levando à fragilidade e conseqüentemente ao maior risco de fraturas. OSTEOPOROSE Quadro Clínico: Normalmente essa doença evolui de modo silencioso sem manifestações clínicas específicas. Geralmente, o primeiro achado da osteoporose é uma fratura que representa já um estágio mais avançado. Sintomas como: dor lombar, limitação física, diminuição da estatura, encurvamento do tronco para frente podem aparecer. Classificação da Osteoporose • Primária Tipo 1: Pós-menopausa Tipo 2: Senil (>70 anos) • Secundária Idiopática Juvenil Adulto Avaliação Clínica da Osteoporose • História familiar • Identificar presença de fatores de risco • Pesquisar causas secundárias • Antecedente de fraturas prévias • Diminuição da estatura ( >2,5 cm) Apresentação Clínica Freqüentemente assintomática • Dor • Perda de Estatura • Cifose • Diminuição da performance motora Tratamento da Osteoporose OBJETIVOS: •Reduzir o número de fraturas •Reduzir a mortalidade e as seqüelas relacionadas à fraturas •Melhorar a qualidade de vida dos pacientes fraturados Epidemiologia da Osteoporose •Após os 50 anos a incidência de fraturas femorais é o dobro no sexo feminino •80% de todas as fraturas osteoporóticas ocorrem em mulheres por várias razões: menor BMD, ossos menores, maior incidência de quedas, período de maior remodelação ou no climatério, maior perda óssea com o envelhecimento Epidemiologia das Fraturas Osteoporóticas • Maior incidência de fraturas na raça branca do que em asiáticos ou negros; • Variação da incidência no mesmo continente: fatores culturais, étnicos e ambientais; • Cerca de 30 a 50% dos pacientes perdem a independência e necessitam de assistência permanente para deambular; Osteoporose no Homem •A osteoporose em homens só foi reconhecida há cerca de 20 anos •As fraturas ocorrem mais tardiamente, de 5 a 10 anos mais tarde , do que nas mulheres •Causas mais freqüentes de OP secundária em homens no nosso meio: alcoolismo, uso de corticosteróides e hipogonadismo. Risco de Fratura de Quadril Comparado com Outras Doenças Crônicas MULHERES: O risco de fraturas de quadril no tempo remanescente de vida é maior do que o risco de câncer de mama, endométrio e ovário combinados (para mulheres > 50 anos) HOMENS: Este risco é maior do que o risco de câncer de próstata DMO OU BMD O exame de densitometria óssea avalia a “resistência” óssea. Essa resistencia é o resultado da, qualidade do osso, ou seja, da densidade mineral óssea (BMD- bone mineral density). A qualidade óssea é o coletivo para todos os atributos do osso, além de sua massa e densidade, que contribuem para a resistência à fraturas. MEDIDAS QUANTITATIVAS A medição da massa óssea ou, como é normalmente chamada, a densidade óssea, fornece os meios para o diagnóstico da osteoporose e para estimar o risco de fraturas de um indivíduo. As grandezas de Conteúdo Mineral Ósseo – BMC (do inglês Bone Mineral Content), dado em g ou g/cm e Densidade Mineral Óssea – BMD (do inglês Bone Mineral Density), dado em g/cm2 são os parâmetros medidos para análise quantitativa da massa óssea presente. MEDIDAS QUANTITATIVAS A medida isolada da densidade mineral óssea de um indivíduo não oferece um diagnóstico específico de osteoporose. A medida de BMD de um paciente deve ser comparada com valores normais de jovens do mesmo sexo e com indivíduos normais de mesmo sexo e idade e, em alguns casos, mesma etnia e peso. MEDIDAS QUANTITATIVAS Os valores são, então, expressos como porcentagem ou desvio padrão em relação a essa população. Para isso, são usados os índices T-score e Z-score. O índice T- score mede a diferença entre o BMD do paciente e o BMD médio da população jovem normal MEDIDAS QUANTITATIVAS Classificação de osteoporose segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), com relação à BMD (Bone Mineral Density) e DP (desvio padrão): Normal: Densidade mineral óssea (BMD) até 1DP abaixo da média para adultos jovens. Osteopenia: Densidade mineral óssea entre 1 e 2,5 DP abaixo da média para adultos jovens. Osteoporose: Densidade mineral óssea menor e 2,5 DP abaixo da média para adultos jovens. MEDIDAS QUANTITATIVAS Os critérios de diagnostico de osteoporose usando o resultado de T-score foram propostos pela organizaçao mundial de saúde (OMS) em 1994.