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Técnico em 
Radiologia 
 
Módulo III 
Exames Contrastados, Mamografia e 
Densitometria Óssea 
Introdução 
Nesta disciplina serão estudadas as estruturas e funções do 
corpo que utilizam técnicas de imagens com contrastes para 
realçar os órgãos ou estruturas de alguma região. O principal 
objetivo é identificar estruturas e patologias, visando o 
conhecimento de alterações causadas pelas lesões. 
História 
• Em 1896, Após a descoberta dos raios-x, foi publicado o primeiro 
estudo conhecido usando contraste, uma radiografia do 
estômago e do intestino de um porco. 
 
• Era possível observar as suas estruturas e destacar a substância 
contrastada em relação a outras estruturas adjacentes. 
 
História 
 
• O contraste iodado foi utilizado pela primeira vez por E. H. 
Weld, administrado por via intravenosa em 1918, cuja 
substância era iodeto de sódio. 
 
• A partir de então, vários tipos de substâncias passaram por 
testes e evoluções. 
 
• 1960 Wallindford, em um de seus testes, descobriu o uso 
de ácido metrizoico, triiodado e metal acetamido benzoico, 
cujos compostos são os agentes de contraste iodado 
padrão . 
História 
• Em julho de 1927, o neurocirurgião Português Egaz Moniz 
desenvolveu a angiografia cerebral pela introdução de contraste 
na artéria carótida, com punção cervical. 
História 
• Em 1931, J. Licord desenvolveu a mielografia com a introdução 
de um produto radiopaco no espaço subaracnoideo lombar. 
História 
• Em 1970 através de cateteres para angiografia, começou se a 
ocluir (embolização) os vasos tumorais e ou aneurismáticos 
surgindo assim à radiologia intervencionista e terapêutica. 
História 
• Em 1970, surgiu a radiologia intervencionista e terapêutica e J. 
Hounsfield desenvolveu a Tomografia Computadorizada. 
• Em 1971, realizou-se o primeiro estudo de um crânio, em 
Londres. 
 
História 
 
Em 1980 é introduzida a angiografia digital. Entretanto, apesar 
da grande evolução, com redução da morbidade e da 
mortalidade, ainda se apresentavam algumas complicações 
relacionadas aos meios de contraste. 
 
Os contrastes administrados nos pacientes por via oral ou 
venosa, em certos casos podiam ocorrer às chamadas reações 
adversas, que alteram o sistema do organismo do paciente, 
variando de leves alergias com ou sem a verificação de 
náuseas a convulsões ou choque anafilático e óbito. 
 
Contrastes Radiológicos 
• Esse exame é indicado quando o contraste natural não é 
suficiente para a visualização de detalhes anatômicos pela 
técnica radiográfica convencional. 
 
Contrastes Radiológicos 
• Os órgãos e estruturas tornam-se visíveis pela ingestão ou 
injeção de substâncias chamadas de contrastes, que absorvem os 
raios-X, aumentando o contraste da imagem e facilitando o 
exame morfofuncional das estruturas preenchidas por fluidos. 
 
• São utilizados para aumentar (positivos) ou reduzir (negativos) o 
coeficiente de atenuação aos raios X de um tecido ou órgão para 
que destaque as estruturas que o rodeiam tornando-as visíveis 
nas radiografias. 
Classificação dos Meios de Contrastes 
 
Os meios de contrastes são classificados como: 
 
• Administração; 
• Solubilidade; 
• Capacidade de interagir com os raios-X. 
Classificação dos Meios de Contrastes 
Administrações podem ser: 
• Oral ou retal, 
• Parenterais (via intra-arterial ou intravenosa) 
• Endocavitários - administração do contraste 
por uma via de comunicação natural da 
cavidade com o meio exterior. 
• Intracavitários - administração do contraste 
através da parede da cavidade 
(histerossalpingografia) 
Classificação dos Meios de Contrastes 
Solubilidade: 
• Insolúveis - não dissolvem na água nem em 
gorduras . 
 
• hidrossolúveis - se dissolvem na água. 
 
• lipossolúveis - se dissolvem em gorduras 
 
Classificação dos Meios de Contrastes 
Capacidade de interação com os raios-X: 
 
• Positivos ou radiopacos: aumentam a 
capacidade de absorção de radiação ionizante. 
• Negativos ou radiotransparentes: diminuem a 
capacidade de absorção de radiação ionizante. 
 
Características dos Contrastes Artificiais 
Positivos 
 
COM SULFATO DE BÁRIO (BASO4): 
 
Não é reabsorvido pelo sistema biológico, devendo somente ser 
utilizado no trato digestório, quando não há indicações de 
perfurações de vísceras; 
 
 Deve ser misturado à água, ele não se dissolve, ficando em 
suspensão e tendendo a se precipitar com a solução em repouso 
(sempre antes da sua utilização deve ser agitada); 
Contrastes Radiológicos 
COM SULFATO DE BÁRIO (BASO4): 
 
Sua viscosidade está diretamente relacionada ao grau de diluição, 
por água, aplicado ao composto, tornando-o mais ou menos denso 
(BaSO4 é disponível como “pó” ou suspensão baritada em diversas 
concentrações). 
 
• Bário fino tem a consistência de um milk shake fino e usado para 
estudar todo o trato GI. 
 
• Bário espesso e mais difícil de ser engolido, mas é bem 
adequado para uso no esôfago, uma vez que desce lentamente e 
tende a revestir a mucosa 
 
Contrastes Radiológicos 
Indicações: 
Deve ser indicado como meio de contraste radiopaco 
nos estudos radiológicos do trato digestório (esôfago, 
estômago, duodeno, intestino e cólon). 
 
Contraindicações : 
A hipersensibilidade ao bário (muito rara), se há 
suspeita de perfuraçã do trato gastrointestinal. 
 
 
Bário 
• Família metais alcalinos terrosos; 
• Tóxico e altamente reativo; 
• Alto ponto de fusão; 
• Elemento metálico semelhante ao cálcio:alta densidade; 
• Quando absorvido: vômito, cólicas, diarreia, tremores, convulsão 
e até a morte; 
• Cerca de 0,5g é dose fatal. 
SULFATO DE BÁRIO 
 
• BaSO4 
• Pouco solúvel em água e em outros solventes; 
• Forma de pó; 
• Substância densa. 
• Estômago: BaSO4 ( Ba2+ SO4 2-) níveis não tóxicos 
Sulfato de bário 
Uso: oral ou retal 
• Exame do TGI superior (REED) 
• Exame do TGI inferior (enema opaco) 
• Trânsito intestinal 
 
Eliminação: fezes 
 
Contrastes Radiológicos 
Cuidados : 
A suspensão baritada em exames do estômago ou cólon após algum 
tempo pode perder suas características radiológicas ficando 
aglomerados em flocos. Tende a se tornar endurecido nas fezes, 
tornando difícil a evacuação, podendo levar a um quadro de 
fecaloma. 
“Caso celobar” (2003, morte de mais de 20 
pacientes) 
• Em meados de 2003, a população brasileira acompanhou, 
alarmada, o noticiário sobre a morte de mais de 20 pessoas 
após terem ingerido o produto Celobar®, usado para fins de 
contraste em exames radiológicos. 
CASO CELOBAR 
• Este produto consiste essencialmente em uma suspensão de 
sulfato de bário em água. 
• Embora os íons bário sejam extremamente tóxicos ao 
organismo humano, a ingestão desta suspensão é inofensiva. 
• Como o sulfato de bário é pouquíssimo solúvel em água e não 
se dissolve mesmo na presença de ácidos. 
• Passa pelo aparelho digestivo e é eliminado juntamente com as 
fezes, sem que quantidade importante de íons bário seja 
absorvida pelo corpo. 
CASO CELOBAR 
• Sulfato de Bário é produzido pela reação do Carbonato de 
Bário com Ácido sulfúrico. 
 
 
 
• Para garantir que todo o Carbonato de bário tenha reagido 
deve usar excesso de ácido. 
CASO CELOBAR 
• O Sulfato de bário resultante da reação continha resíduos de 
Carbonato de Bário. 
• Erro na produção. 
Por que o carbonato de bário é tóxico? 
• BaCO3 e BaSO4 ambos possuem baixa solubilidade no 
organismo humano. 
• Ao ser ingerido a substância entra em contato com o Ácido 
Clorídrico do estômago HCL. 
• O Carbonato reage com o HCL e se dissolve sendo absorvido 
pelo organismo e causando a intoxicação. 
CONTRASTE IODADO 
• Substâncias radiodensas capazes de melhorar a definição das 
imagens obtidas em exames radiológicos. 
• Os contrastes iodados são opacos aos raios-X; 
• A característica do iodo que o torna opaco aos raios-X é o seu 
elevado número atômico. 
CONTRASTE IODADO 
Os meios de contrasteiodados hidrossolúveis são 
soluções estéreis contendo iodo. 
Por ser hidrossolúvel e facilmente reabsorvido pelo sistema 
biológico, sendo eliminado por via renal ou via biliar. 

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