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Aula 01
Receita Federal (Auditor Fiscal) Direito
Comercial - 2022 (Pré-Edital)
Autor:
Cadu Carrilho
15 de Novembro de 2021
1 
 
Sumário 
REGISTRO ......................................................................................................................................................... 3 
1 - Registro do Empresário ........................................................................................................................ 3 
2 - Órgãos de Registro ............................................................................................................................... 3 
3 - Formalidades do Registro .................................................................................................................... 5 
ESCRITURAÇÃO .............................................................................................................................................. 7 
1 - Obrigações do Empresário .................................................................................................................. 7 
2 - Aspectos Legais dos Livros Empresariais ........................................................................................ 10 
2.1. Classificação dos Livros................................................................................................................. 11 
2.2. Sigilo Dos Livros ............................................................................................................................. 14 
3 - Manutenção Da Escrituração ............................................................................................................. 18 
4 - Força Probante da Escrituração. ....................................................................................................... 18 
PREPOSTO ..................................................................................................................................................... 21 
1 - Regras Gerais ....................................................................................................................................... 21 
1.1. Responsabilidade do Preposto no Exercício da Função ......................................................... 23 
1.2. Teoria da Aparência ...................................................................................................................... 24 
2. Contabilista ou Contador .................................................................................................................... 26 
3. Gerente ................................................................................................................................................... 26 
ESTABELECIMENTO .................................................................................................................................... 29 
1. Definição................................................................................................................................................. 29 
2. Natureza Jurídica do Estabelecimento.............................................................................................. 31 
3. Negócio Jurídico do Estabelecimento .............................................................................................. 32 
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3.1. Efeitos Perante Terceiros .............................................................................................................. 33 
3.2. Eficácia da Alienação .................................................................................................................... 34 
3.3. Responsabilidades em relação aos Débitos .............................................................................. 35 
3.4 Responsabilidades em relação aos Créditos .............................................................................. 38 
4. Concorrência .......................................................................................................................................... 39 
5. Contratos ................................................................................................................................................ 40 
Questões Comentadas ................................................................................................................................. 43 
Lista de Questões .......................................................................................................................................... 94 
Gabarito ........................................................................................................................................................ 114 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cadu Carrilho
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REGISTRO 
1 - Registro do Empresário 
Para adentrarmos melhor ao assunto de Registro, vamos fazer uma rápida revisão do que foi visto na aula 
anterior. O empresário possui algumas obrigações: 
Registro de seus atos no Registro Público de Empresas Mercantis 
Escrituração dos livros 
Levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico 
O registro do empresário se dá pela inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. O RPEM é 
chamado de Junta Comercial, cada Estado da federação tem a sua. Por exemplo no Rio de Janeiro temos a 
Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro ou JUCERJA, em São Paulo temos a JUCESP e por aí vai... 
Código Civil - Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de 
Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
Nesse artigo é muito importante ter atenção ao termo OBRIGATÓRIA, porque as bancas gostam de 
perguntar exatamente isso, se o registro do empresário é ou não obrigatório. Outro fato importante aqui é 
de que o registro deve ser feito ANTES do início da atividade. 
 
2 - Órgãos de Registro 
A pessoa física passa a ser sujeito de direito e obrigações no nascimento com vida, mesmo sabendo dos 
direitos assegurados ao nascituro. As pessoas jurídicas "nascem", passam a ser sujeitas de direitos e 
obrigações com o primeiro registro no cartório devido, esse primeiro registro é chamado de INSCRIÇÃO. 
Portanto, a sociedade, como pessoa jurídica que é, adquire personalidade jurídica com a inscrição no 
registro próprio dos contratos sociais e atos constitutivos. 
Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e 
na forma da lei, dos seus atos constitutivos ( arts. 45 e 1.150 ). 
Como dito, o Registro Público de Empresas Mercantis está a cargo das Juntas Comerciais. E é lá que o 
empresário e a sociedade empresária devem levar seus atos constitutivos para fazer a inscrição e obter o 
seu registro. As sociedades podem ser classificadas em simples e empresárias. A Junta Comercial é um órgão 
que executa os atos de registro dos empresários e das sociedades empresárias. Esse registro deve ser feito 
no início da “vida” do empresário e da sociedade, a chamada constituição e é lá que serão feitos os registros 
referentes às alterações contratuais. Esses atos de registro de alterações são chamados de averbações. 
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Já as sociedades simples devem fazer seus registros em forma de inscrição ou de averbação no cartório 
chamado Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ). 
Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil 
das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a 
sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. 
Haverá uma Junta Comercial por Estadopara o fato de que o local do exercício da atividade empresarial pode ser físico ou pode ser virtual. 
Lei 14.195 – Art. 1.142 - § 1º O estabelecimento não se confunde com o local onde se 
exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. 
A lei trouxe ainda algumas atribuições específicas a serem aplicadas a esse local seja ele físico ou virtual. Em 
relação ao local virtual tem-se que o endereço informado para fins de registro poderá ser o mesmo utilizado 
pelo empresário individual ou de algum sócio em caso de sociedade. Já para o local físico estabelece que a 
fixação do horário de funcionamento será de competência do Município, devendo ser observados os 
requisitos legais previstos na lei da liberdade econômica. 
ESTABELECIMENTO 
complexo de bens 
organizado 
para o exercício da empresa 
por empresário ou sociedade 
materiais 
imateriais 
Patrimônio 
Imóvel 
Não se confunde com... 
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§ 2º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for virtual, o endereço 
informado para fins de registro poderá ser, conforme o caso, o do empresário individual ou 
o de um dos sócios da sociedade empresária. 
§ 3º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico, a fixação do horário 
de funcionamento competirá ao Município, observada a regra geral do inciso II do caput do 
art. 3º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019. (NR) 
 
2. Natureza Jurídica do Estabelecimento 
Universalidade, segundo a doutrina, é o conjunto de elementos que podem ser considerados como coisa 
unitária quando reunidos. Com outras palavras, quando eu pego um monte de bens que estão separados ou 
que podem ser separados e considerados individualmente, coloco todos eles juntos, faço com que todos os 
bens reunidos formem uma unidade. Por exemplo: um monte de livros separados são apenas livros, mas 
quando eu junto todos esses livros em um só lugar dando a esse lugar uma característica específica e única, 
eu crio uma biblioteca. Uma biblioteca, portanto, é uma universalidade. O mesmo caso para um rebanho. 
Quando uma empresa tem a sua falência decretada, todos os bens dessa empresa serão considerados uma 
universalidade, pois reunidos eles comporão a chamada massa falida. O espólio do falecido, os bens de uma 
herança, também seguem essa mesma lógica da massa falida. Todos esses exemplos são considerados como 
universalidade. São bens que quando sozinhos são apenas bens isolados, mas quando juntos e organizados 
podem formar algo único que é a chamada universalidade. 
Por que eu falei isso tudo sobre a universalidade? Porque o estabelecimento é considerado uma 
universalidade. O empresário pega um monte de bens que estão soltos por aí e junta tudo de maneira 
organizada para o exercício da empresa, ao se juntarem esses bens passam a formar uma unidade, chamada 
de universalidade. Existe no ordenamento a classificação em universalidade de fato e universalidade de 
direito. O Estabelecimento é considerado uma universalidade. Mas qual universalidade é o estabelecimento, 
a de fato ou a de direito? 
Universalidade de fato é aquela que decorre da vontade da pessoa em reunir os bens, por exemplo a 
biblioteca, um rebanho. 
CC - Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, 
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. 
Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações 
jurídicas próprias. 
Universalidade de direito é a reunião de bens que se dá por determinação da lei, por exemplo a massa 
falida, o espólio. 
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma 
pessoa, dotadas de valor econômico. 
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A maioria da doutrina entende que o estabelecimento é uma UNIVERSALIDADE DE FATO, já que ele só passa 
a ser uma coisa unitária por vontade do organizador dos bens, o empresário. É com base nesse entendimento 
de universalidade que aprendemos o próximo passo. Digamos que eu seja um empresário e passe em um 
concurso e por isso serei impedido de continuar a atividade, nesse caso eu preciso me desfazer do 
estabelecimento. Eu tenho que vender cada bem separadamente ou posso vender todo o estabelecimento 
como uma coisa só? Exatamente por ser uma universalidade é que posso vender o estabelecimento como 
uma coisa só, pois ele pode ser considerado um único objeto de direitos ou um único objeto de um negócio 
jurídico. Isso não impede que os bens possam também ser vendidos separadamente. 
 
3. Negócio Jurídico do Estabelecimento 
Pode o estabelecimento ser objeto único de negociação, podendo ser objeto de direito e de negócios 
jurídicos. Sejam esses translativos ou constitutivos. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
Negócio Translativo é o tipo de negócio que produz mudança na situação jurídica para ambas as partes. 
Visam transferir a titularidade do estabelecimento. Exemplo é a venda, ou alienação do estabelecimento, 
também chamada de trespasse. Quem vende o estabelecimento deixa de ser o dono e quem compra passa 
a ser o dono. Negócio constitutivo é o que constitui uma situação e que transfere a chamada propriedade 
secundária com o objetivo de permitir a exploração da atividade econômica por meio do estabelecimento 
transferido, a propriedade primária continua sendo do dono original. Terminado o contrato estipulado, o 
que recebeu a propriedade secundária do estabelecimento por meio desse negócio devolve ao dono 
primário do estabelecimento. Exemplos desse tipo de contrato é o usufruto e o arrendamento. 
(FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015) A partir da previsão contida no art. 1.143 do Código Civil, 
segundo o qual “pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos 
ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza”, é possível afirmar que tal instituto tem 
natureza de: 
a) comunhão ou universalidade de direitos; 
b) universalidade de fato; 
c) patrimônio de afetação; 
d) pessoa jurídica de direito privado; 
e) pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
Comentário: O enunciado está falando da possibilidade de o estabelecimento ser negociado como um todo, 
como algo único, por isso ele é considerado uma universalidade e por ser reunido pela vontade do 
empresário, trata-se de uma universalidade de fato. 
Gabarito: B 
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O estabelecimento será objeto dos seguintes negócios jurídicos: 
Negócios translativos - o complexo de bens pode ser negociado como um só. A venda ou alienação do 
estabelecimento empresarial é chamada de TRESPASSE. Trespasse é o contrato oneroso de transferência 
do estabelecimento. Não há na lei o termo TRESPASSE, mas nas questões de concurso há. Esse é o negócio 
onde um empresário ou sociedade empresária vende a outro empresário ou a outra sociedade empresária 
o estabelecimento. O atual titular vende e passa a titularidade total do estabelecimento a outra pessoa que 
será o novo dono. 
Negócios constitutivos - um tipo de contrato constitutivo é o arrendamento, uma espécie de locação que 
abrange todo o complexo de bens que compõem o estabelecimento. O empresário titular do 
estabelecimento passa a outro a possibilidade de explorar a atividade econômica usando o estabelecimento 
negociado por um período determinado no contrato, dando essa permissão por meio de uma retribuição 
financeira. Terminado o contrato o estabelecimento é devolvido ao primeiro dono. Outro tipo de contrato é 
o de usufruto, ondeo usufrutuário recebe o estabelecimento para gozar dos direitos do usufruto durante o 
prazo do contrato. Na prática ocorre muito pouco, mas caracteriza-se por permitir à pessoa que recebe o 
usufruto o direito de retirar por um certo período os frutos e rendimentos provenientes do estabelecimento 
sem alterar a sua substância. O usufruto pode ser oneroso ou gratuito. 
 
 
 
3.1. Efeitos Perante Terceiros 
O negócio jurídico do estabelecimento é feito entre as partes que estão obrigadas a cumprir suas cláusulas 
desde a sua assinatura, porém para produzir EFEITOS perante terceiros é importante que sejam cumpridos 
os dois requisitos quanto ao contrato: AVERBAR NA JUNTA COMERCIAL E PUBLICAR NA IMPRENSA OFICIAL. 
 
OU 
Estabelecimento Doutrina: Universalidade de Fato 
Objeto 
Unitário 
Pode ser... 
Direitos 
Negócios 
Jurídicos 
Translativos 
(transferem) 
Constitutivos 
(constituem) 
Alienação 
(trespasse) 
Usufruto 
Arrendamento 
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Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Os efeitos da transferência do estabelecimento não são imediatos em relação a terceiros. É claro que entre 
as partes os efeitos são válidos desde assinatura do contrato. Para ter efeitos perante terceiros é preciso 
levar o contrato ao Registro Público de Empresas Mercantis para ser averbado e deve ser publicado no 
Diário Oficial, é preciso cumprir os dois requisitos. 
(FCC/TJ-AP/Juiz/2014) Realizado o trespasse do estabelecimento: A eficácia quanto a terceiros independe 
de averbação no Registro Público de Empresas Mercantis e de publicação na imprensa oficial. 
Comentário: Para produzir efeitos quanto a terceiros é necessária a averbação do contrato de alienação do 
estabelecimento no RPEM. Na questão diz que essa eficácia independe de averbação e está errado. 
Gabarito: Incorreta 
 
 
3.2. Eficácia da Alienação 
Não confundir os institutos, enquanto o Art. 1.144 trata dos EFEITOS perante terceiros o Art. 1.145 trata da 
EFICÁCIA do trespasse. Para que o negócio jurídico de alienação do estabelecimento seja eficaz e, portanto, 
não seja objeto de anulação, é preciso que o alienante cumpra alguns requisitos. Primeiramente, ao vender 
o estabelecimento, deve ele ter bens suficientes para pagar os seus credores. Pode ser que o alienante não 
consiga cumprir esse requisito. Se isso ocorrer ele tem outras opções. Como segunda opção para eficácia da 
alienação, pode o alienante, que não tiver bens suficiente para pagar seu passivo, pagar todos os credores, 
e com isso torna-se eficaz a alienação. Finalmente, se ele não pagar todos os credores, ainda há outra opção. 
Ele manda uma “carta” ou notificação a todos os credores. Nessa carta ele informa aos credores que está 
vendendo o estabelecimento e pede o consentimento dos credores para essa operação. Os credores podem 
responder dizendo que não se opõem ou ainda não responder nada. Se em 30 dias eles não responderem, 
considera-se que eles concordaram tacitamente com a alienação, concretizando-se, finalmente, a eficácia 
do trespasse. A última opção de eficácia, portanto, é o consentimento dos credores, esse consentimento 
pode ser expresso ou tácito. 
Contrato de 
Estabelecimento 
Alienação 
Usufruto 
Arrendamento 
Produção de EFEITOS quanto a TERCEIROS 
Averbado no RPEM 
Publicado na Imprensa Oficial 
E 
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Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
 
 
(FCC/TRT-18/Juiz/2014) Em relação ao estabelecimento empresarial: A eficácia da alienação do 
estabelecimento depende sempre, em qualquer situação, do pagamento de todos os credores, ou de seu 
consentimento, de modo expresso ou tácito. 
Comentário: A questão desconsiderou que há outra opção de eficácia da alienação do estabelecimento além 
do pagamento de todos os credores e do consentimento dos credores. É inclusive a primeira opção da lei. Se 
o vendedor do estabelecimento tiver bens suficientes para solver seu passivo a alienação torna-se eficaz. 
Gabarito: Incorreta 
 
3.3. Responsabilidades em relação aos Débitos 
Outra questão interessante do trespasse versa sobre a responsabilidade quanto aos DÉBITOS do 
estabelecimento. Quem deve responder pelos débitos que ocorrerem antes da alienação? Se os débitos 
estiverem devidamente escriturados, o adquirente do estabelecimento responde por esses débitos 
anteriores. Se por acaso, futuramente, um credor quiser cobrar do adquirente um débito do estabelecimento 
que não estava escriturado, o novo dono não tem obrigação de pagar, pois, como não estava escriturado, 
ele nem tinha condições de saber que aquele débito existia. Por isso existe essa condição de que quem 
compra o estabelecimento só responde se o débito estiver escriturado direitinho. Porém, o adquirente não 
responde sozinho. O vendedor ou alienante responde com o comprador de maneira solidária durante um 
ano. A contagem desse prazo de um ano é feita de duas maneiras diferentes conforme o vencimento do 
crédito. Quando por ocasião da publicação do trespasse os débitos estiverem vencidos, conta-se um ano a 
partir desse dia da publicação. Em relação aos créditos que vencerão depois dessa data, conta-se um ano da 
data de vencimento. 
OU 
OU 
Eficácia da Alienação 
Bens suficientes para pagar os credores 
Pagar todos os credores 
Obter o consentimento dos credores 
Notificação com 
prazo de 30 dias 
Expresso Tácito 
OU 
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Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
Exemplo: Um estabelecimento possui dois débitos, vamos chamar de déb 1 e déb 2. O déb 1 vence no dia 
01/01 e o outro vence no dia 01/03. Os dois débitos estão devidamente escriturados. Em meados de janeiro 
é feito o contrato de trespasse, alguns dias depois do contrato ele é averbado na Junta Comercial e, então, 
no dia 01/02 é feita a publicação na imprensa oficial do contrato de trespasse. O adquirente é responsável 
pelo pagamento dos dois débitos já que devidamente escriturados. O alienante, que vende, responde junto 
com o adquirente, ou seja, solidariamente, durante um ano, mas o início da contagem desse prazo ocorre 
de maneira diferente para cada débito. Quando é feito o trespasse o déb 1 já está vencido e, por isso, o 
vendedor responde solidariamente por um ano em relação ao déb 1, contando esse um ano a partir do dia 
da publicação que é o dia 01/02. Já a responsabilidade do vendedor em relação ao déb 2 durará até um ano 
contado do dia em que esse débito vencer, pois o deb 2 é um débito vincendo. Conta-se, então, um ano a 
partir do dia 01/03 quanto ao déb 2 para consideração da responsabilidade solidária do vendedor. 
(FCC/TJ-AP/Juiz/2014) Realizado o trespasse do estabelecimento: O adquirente não responde pelo 
pagamento dos débitos anteriores à transferência que estejam regularmente contabilizados. 
Comentário: Ao comprar um estabelecimento a pessoa passa a ser responsável pelas dívidasdo 
estabelecimento, mas é preciso que essas dívidas estejam contabilizadas. Portanto, dizer que o adquirente 
não responde está errado. 
Gabarito: Incorreta 
Há três observações importantes sobre essa responsabilidade quanto aos débitos: 
- Em relação aos débitos tributários 
- Em relação aos débitos trabalhistas 
- Em relação ao adquirente do estabelecimento na falência. 
A regra da responsabilidade dos débitos tributários do estabelecimento segue o comando do Artigo 133 do 
Código Tributário Nacional. 
CTN - Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por 
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou 
profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob 
firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento 
adquirido, devidos até à data do ato: 
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; 
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 
seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de 
comércio, indústria ou profissão. 
Quanto aos débitos trabalhistas é preciso conhecer a norma da Consolidação das Leis do Trabalho em seu 
Artigo 448. 
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CLT - Art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará 
os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 
10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em 
que os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do 
sucessor. 
Na falência há uma regra específica para o adquirente de um estabelecimento empresarial de um falido. O 
adquirente do estabelecimento de um falido não responde por nenhuma dívida anterior. 
Lei 11.101 de 2005 - Art. 141. Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de ativos, 
inclusive da empresa ou de suas filiais, promovida sob qualquer das modalidades de que 
trata o art. 142: (Redação dada pela Lei nº 14.112, de 2020) 
(...) II – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do 
arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas 
da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho. 
Em relação aos tributários e trabalhistas não aprofundarei, já que são objetos de estudo em outra matéria. 
Vamos ver como é na falência: a empresa que está em estado de falência, precisa vender seu ativo para 
poder pagar seus credores. A lei estipula que essa venda não precisa ser de cada bem separadamente, 
inclusive o responsável por essa venda deve priorizar a venda da empresa como um todo, isso se não quiser 
tentar vender cada estabelecimento da empresa. Portanto, uma empresa que está falindo tem o seu 
estabelecimento levado a leilão, a pessoa que arrematar o estabelecimento do falido em leilão não se 
responsabilizará por nenhum débito anterior daquele estabelecimento. Essa medida é feita para incentivar 
a aquisição dos bens do falido, já que, se fosse para comprar um estabelecimento cheio de dívidas, muitos 
iriam optar por não comprar. O estabelecimento comprado de um falido vem “limpinho” de dívida, zerado. 
 
Responsabilidade dos Débitos - Na alienação 
Quem Compra 
(adquirente) 
Quem Vende 
(devedor primitivo) 
Outras 
responsabilidades 
Na alienação 
Débitos anteriores 
desde que, 
regularmente 
contabilizados 
Solidariamente 
pelo prazo 
de 1 ano 
Créditos vencidos: da publicação 
Outros Créditos: do vencimento 
Tributárias 
Trabalhistas 
Falência 
Na alienação0000 
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(FCC/TJ-AP/Juiz/2014) Realizado o trespasse do estabelecimento: O adquirente que continua a exploração 
do estabelecimento adquirido, não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos 
até a data do ato. 
Comentário: O adquirente do estabelecimento responde sim pelos débitos tributários anteriores. 
Gabarito: Incorreta 
 
3.4 Responsabilidades em relação aos Créditos 
Vimos de quem é a responsabilidade pelos débitos do estabelecimento quando ocorre o trespasse. Agora 
veremos quem tem direito aos CRÉDITOS do estabelecimento. Em relação aos créditos do estabelecimento, 
diferentemente dos débitos, o alienante não precisa comunicar que o trespasse está sendo feito. Desde o 
momento da publicação em diário oficial, já produz efeitos em relação aos CRÉDITOS do 
ESTABELECIMENTO, ou seja, aos DEVEDORES do estabelecimento. Pode acontecer de o DEVEDOR não saber 
que houve a alienação do estabelecimento. Então, esse DEVEDOR se dirige ao antigo dono e paga o que ele 
deve ao antigo dono. Se esse DEVEDOR do estabelecimento fizer isso de boa-fé, ele fica exonerado da dívida, 
ou seja, mesmo que ele tenha feito o pagamento à pessoa errada, ele fica livre da dívida. Isso só vai ocorrer 
se o antigo dono estiver de malandragem e, mesmo tendo vendido o estabelecimento e sabendo que os 
créditos agora são do novo dono, ele aceita receber o pagamento de malandragem, mas o pagador, sem 
saber de nada, estava de boa-fé e por isso ele ficará livre da dívida. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
- CESSÃO DOS CRÉDITOS PRODUZ EFEITOS DESDE A PUBLICAÇÃO 
- MAS SE O DEVEDOR DO CRÉDITO PAGAR AO ANTIGO DONO DE BOA-FÉ FICA EXONERADO DA DÍVIDA. 
 
(FCC/SEFAZ-SP/Fiscal de Rendas/2013) Quanto ao estabelecimento: Se transferido, a cessão de seus 
créditos produzirá efeitos em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, sendo ineficaz o pagamento se o devedor o fizer ao cedente, ainda que de boa-fé. 
Comentário: Os efeitos do trespasse para com os devedores da empresa, ou seja, em relação aos créditos 
da empresa, são produzidos a partir da publicação da transferência. Se o devedor pagar ao antigo dono do 
estabelecimento de boa-fé, ele fica eximido da dívida. 
Gabarito: Incorreta 
 
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4. Concorrência 
Quem vende pode fazer concorrência a quem comprou o estabelecimento? NÃO. 
Regra básica da concorrência: quem vende o estabelecimento não pode fazer concorrência com quem 
comprou durante cinco anos. Essa é a regra legal válida para quando o contrato nada dispuser. Mas, então, 
a concorrência é proibida sempre? Não, pois os contratantes, comprador e vendedor, podem acordar que a 
concorrência poderá ser feita pelo alienante. Ou seja, quando o contrato é omisso quanto à concorrência, 
não pode fazer durante cinco anos. No entanto, pode o contrato de trespasse autorizar que o alienante faça 
concorrência com o adquirente. O prazo de 5 anos para proibição de concorrência é para o caso de trespasse, 
ou seja, alienação do estabelecimento. Quando o contrato for de usufruto ou de arrendamento, essa 
proibição vale pelo período que durar o contrato. Fazer concorrência é uma situação bem vaga, mas 
podemos entender que seria o fato de abrir um negócio com o mesmo ramo de atividade no mesmo bairro, 
ou tentando angariar os mesmos clientes que já eram dele, mas a análise só pode ser feita em relação ao 
caso concreto. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamentoou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
 
 
 
 
 
 
(FCC/TJ-AP/Juiz/2014) Realizado o trespasse do estabelecimento: Não havendo autorização expressa, o 
alienante não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à transferência. 
Comentário: A impossibilidade de concorrência é a regra. A exceção só ocorre se houver expressa previsão 
no contrato de que o alienante pode fazer concorrência. Art. 1.147 
Gabarito: Correta 
 
Concorrência 
do Alienante 
ao Adquirente 
Regra: Não pode 
Prazo de ... 
Exceção: Pode 
5 anos 
prazo do contrato 
Alienação 
(trespasse) 
Usufruto e 
Arrendamento 
havendo autorização expressa 
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5. Contratos 
E os contratos do estabelecimento, o que acontece com eles? A regra para os contratos do estabelecimento 
é a de que os contratos passam do antigo dono para o novo dono. O trespasse acarreta a sub-rogação dos 
contratos do estabelecimento ao adquirente, essa regra é importante, já que, muitas vezes, esses contratos 
são essenciais ao desenvolvimento do negócio e para a continuidade da atividade. A regra básica é a de que 
os contratos do estabelecimento são transmitidos junto com ele. Há três casos de exceção no próprio artigo. 
Uma exceção ocorre em relação aos contratos de caráter pessoal. A outra exceção ocorre quando o próprio 
contrato de transmissão de estabelecimento dispõe de maneira contrária. E por último, nos casos em que 
por motivo justo o contratante queira terminar o contrato. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
- Vejamos as questões sobre os contratos pessoais. O contratante só fez o acordo por causa das 
características pessoais do dono do estabelecimento, como mudou o dono, pode o contratante não querer 
mais continuar com a execução do contrato, já que a pessoa que contratou com ele inicialmente não será 
mais a mesma. Exemplo de contrato de caráter pessoal: O contrato feito entre o dono do estabelecimento e 
o contador. O antigo dono tem uma boa relação com seu contador, ele tem um desconto especial por ser 
amigo, existe uma confiança pessoal entre eles que é inerente a esse tipo de contrato, ou seja, a prestação 
de serviços contábeis é um contrato de natureza pessoal. Na compra do estabelecimento esse tipo de 
contrato não é passado ao comprador de imediato. Agora, imagine um contrato de manutenção de uma 
máquina que precisa que um técnico à inspecione pelo menos uma vez por mês. Quando o antigo titular do 
estabelecimento comprou a máquina, ele fez um contrato de prestação de serviço de manutenção por cinco 
anos, esse tipo de contrato será passado ao adquirente por ocasião do trespasse. 
Observação: Houve uma discussão muito grande em relação ao contrato de aluguel do imóvel onde o 
estabelecimento está localizado. E aí, o contrato de locação é transmitido automaticamente ou não ao 
adquirente? Na verdade, durante muitos anos não houve consenso, tanto que alguns consideravam que o 
contrato de locação é essencial ao desenvolvimento do negócio e outros consideravam o contrato de locação 
de caráter pessoal. Imagina que uma pessoa compre um estabelecimento que funcione em um imóvel 
alugado, passados dois meses da compra, o dono do imóvel pede o imóvel de volta, alegando que não alugou 
para esse novo dono e não quer mais ele ali. Juridicamente é uma situação que causaria insegurança. Por 
outro lado, outros argumentavam que esse tipo de contrato não deveria ser passado ao adquirente 
automaticamente com base no princípio constitucional da propriedade, ou seja, o princípio da proteção à 
propriedade deve prevalecer sobre a regra da sub-rogação. Portanto, em termos práticos, a postura mais 
sensata de quem queira comprar um estabelecimento seria a de ir ao proprietário do imóvel, mostrando 
interesse em adquirir o estabelecimento e perguntar ao dono do imóvel se ele pretende continuar alugando 
o espaço. 
E o que a lei diz sobre essa discussão toda: 
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Lei do inquilinato – Lei 8.245 de 1991 - Art. 13. A cessão da locação, a sublocação e o 
empréstimo do imóvel, total ou parcialmente, dependem do consentimento prévio e 
escrito do locador. 
Com base nesse artigo, conclui-se que o contrato de locação tem caráter pessoal e, portanto, vale a regra 
de que nos casos de contrato pessoal não há sub-rogação automática do contrato ao adquirente do 
estabelecimento. Deve-se pedir autorização do dono do imóvel para que se transmita a locação. 
- Em relação à segunda exceção, devemos atentar também para a frase no início do Artigo: salvo disposição 
em contrário, ou seja, o que vimos acima são regras aplicáveis em caso de omissão desse tipo de estipulação 
no contrato de trespasse, mas pode haver previsão diferente. 
- A terceira exceção, pode ser também que algum dos contratantes não queira continuar com a execução 
do contrato, estou falando dos contratos que existem para o desenvolvimento do negócio e que não tem 
caráter pessoal, nesses casos pode o contratante pedir a rescisão contratual em até 90 dias, se houver justa 
causa para tal. 
Exemplos de contratos que a princípio se sub-rogam: contratos de fornecimentos de matéria-prima, 
contrato com clientes de longa data, contrato de aluguel de máquinas, contrato de telefonia. Trata-se de 
contrato de obrigação bilateral e que continuam valendo. 
(CESPE/TJ-BA/Notário/2014) No que diz respeito à empresa e ao estabelecimento: A sub-rogação do 
adquirente, com caráter pessoal, nos contratos de exploração atinentes ao estabelecimento adquirido, 
incluído o contrato de locação, é a regra geral. 
Comentário: A regra geral é a da sub-rogação dos contratos do estabelecimento a quem compra o 
estabelecimento, porém se o contrato entre o dono do estabelecimento e o terceiro for de caráter pessoal 
a regra não é válida. E o entendimento tem sido no sentido de que o contrato de locação tem caráter pessoal 
e por isso esse tipo de contrato não se sub-roga automaticamente ao adquirente do estabelecimento. Artigo 
1.148. 
Gabarito: Incorreta 
O estabelecimento pode ser vendido como um todo, mas não pode um empresário querer vender apenas o 
nome empresarial. Vender só o nome não pode. Imagina que um determinado empresário tenha bastante 
sucesso no seu negócio, todos gostam de seu atendimento, de seus produtos e o seu nome na praça fica 
bastante conhecido entre os clientes. Ele não pode vender só o “nome”, se ele quiser pode vender todo o 
complexo de bens que compõe o estabelecimento, mas não pode, repita-se, vender só nome. O que pode é 
que o adquirente do estabelecimento compre o estabelecimento e continue usando o mesmo nome 
empresarial anterior com a expressão “sucessor” nesse nome. 
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato 
o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de 
sucessor. 
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(FCC/TJ-AP/Juiz/2014) Realizado o trespasse do estabelecimento: O nome empresarial do titular do 
estabelecimento pode ser incluído na alienação do estabelecimento. 
Comentário: O nome empresarial não pode ser vendido, mas podem as partes concordar em que o 
adquirente do estabelecimento use o mesmonome anterior acrescentando ao nome empresarial a 
expressão “sucessor”. 
Gabarito: Incorreta 
 
Só para complementar: Vamos falar um pouco mais sobre aviamento e um pouco sobre clientela. 
Aviamento é a aptidão que o estabelecimento possui de gerar lucros. É uma qualidade ou atributo do 
estabelecimento. É em função do aviamento que se calcula o valor do estabelecimento. Outros 
doutrinadores também atrelam ao aviamento a diferença entre o valor dos bens considerados em conjunto, 
organizado e o valor dos bens considerados individualmente, ou seja, o sobrevalor agregado aos bens 
quando considerados em conjunto como complexo de bens que compõem o estabelecimento. 
Clientela não faz parte do estabelecimento, é definido pelo conjunto de pessoas que tem o hábito de se 
relacionar com o empresário. Por ocasião do trespasse existe uma expectativa do adquirente em manter a 
clientela do estabelecimento, e se possível até aumentar. E assim como a aviamento, a clientela é um 
atributo do estabelecimento. Não há proteção jurídica específica sobre a questão da clientela em relação ao 
trespasse, mas as questões da concorrência e da livre inciativa devem ser levadas em conta quando do 
trespasse. 
Fica com Deus! Forte abraço. 
Prof. Cadu Carrilho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Questões Assuntos/Números 
REGISTRO - 1 a 10 
ESCRITURAÇÃO - 11 a 23 
PREPOSTO - 24 a 31 
ESTABELECIMENTO - 32 a 59 
 
REGISTRO 
 
1. CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 
A respeito do registro de empresários e de sociedades, assinale a opção correta. 
a) As sociedades simples devem ser inscritas no registro público de empresas mercantis, ainda que não 
exerçam atividade econômica organizada. 
b) Os empresários devem ser inscritos no registro público de empresas mercantis em razão da natureza 
meramente intelectual inerente à sua atividade. 
c) As sociedades simples devem ser inscritas no registro civil de pessoas jurídicas quando exercerem 
atividades profissionais e intelectuais. 
d) Os empresários devem ser inscritos no registro civil de pessoas jurídicas, haja vista que exercem atividade 
econômica organizada. 
e) As sociedades empresárias devem ser inscritas no registro civil de pessoas jurídicas, tendo em vista o 
exercício de atividade econômica organizada. 
Comentários: 
Os empresários e as sociedades empresárias devem fazer a inscrição de seus atos constitutivos no Registro 
Público de Empresas Mercantis (RPEM) e as sociedades simples devem se inscrever no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas (RCPJ). Profissionais que exercem atividade intelectual não são considerados empresários. 
Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil 
das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a 
sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. 
a) Errada – as sociedades simples devem fazer a inscrição dos seus atos constitutivos no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas (RCPJ). 
b) Errada – Atividade de natureza meramente intelectual não é considerado empresário e não há que se falar 
em registro no RPEM. 
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Art. 966 - Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, 
de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
c) Correta – as sociedades simples fazem a inscrição no RCPJ. 
d) Errada – os empresários fazem inscrição no RPEM. 
e) Errada – as sociedades empresárias fazem seu registro de inscrição no RPEM. 
Gabarito: C 
 
2. VUNESP - Fiscal de Cadastro Tributário I (Pref SBC)/2018 
Em relação ao registro do empresário e da sociedade empresária, assinale a alternativa correta. 
a) O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes do cumprimento das 
respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que este o conhecia. 
b) Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo máximo de dez dias úteis, 
contado da lavratura dos atos respectivos. 
c) O anúncio de convocação da assembleia de sócios será publicado por três vezes, ao menos, devendo 
mediar, entre a data da primeira inserção e a da realização da assembleia, o prazo mínimo de trinta dias, 
para a primeira convocação, e de dez dias, para as posteriores. 
d) O registro dos atos sujeitos à formalidade legalmente estabelecida será requerido pela pessoa obrigada 
em lei, e, no caso de omissão ou demora, exclusivamente pelo administrador nomeado. 
e) O registro requerido além do prazo previsto em lei terá seu efeito retroagido à data da lavratura do ato. 
Comentários: 
a) Correta – umas das principais finalidades do Registro é tornar público os atos constitutivos e poder, assim, 
opor a terceiro os atos sujeitos a registro. Antes de devidamente registrado não pode ser oposto a terceiro, 
a não ser que esse terceiro tinha conhecimento da situação e seja possível provar isso. 
Art. 1.154. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes 
do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que 
este o conhecia. 
b) Errada – o prazo legal para apresentação dos documentos no registro é de 30 dias contados da lavratura 
dos atos. 
Art. 1.151, § 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo 
de trinta dias, contado da lavratura dos atos respectivos. 
c) Errada – Os prazos mínimos, nesses casos, entre as convocações são de 8 e 5 dias. 
Art. 1.152. § 3o O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três 
vezes, ao menos, devendo mediar, entre a data da primeira inserção e a da realização da 
assembléia, o prazo mínimo de oito dias, para a primeira convocação, e de cinco dias, para 
as posteriores. 
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d) Errada – a pessoa obrigada por lei a requerer o registro é o administrador e se ele se omitir, aí sim, 
qualquer sócio ou interessado poderá requerer. 
Art. 1.151. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será 
requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão ou demora, pelo sócio ou 
qualquer interessado. 
 e) Errada – Os efeitos dos atos registrados só retroagem se o pedido for feito dentro do prazo legal de 30 
dias, se a requisição de registro for feita depois dos 30 dias os efeitos não retroagem. 
Art. 1.151 - § 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo 
de trinta dias, contado da lavratura dos atos respectivos. 
§ 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo, o registro somente produzirá efeito a 
partir da data de sua concessão. 
Gabarito: A 
 
3. (CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Provimento/2018) 
“João e Maria criaram a empresa de prestação de serviços ‘A Bruxa Doce’, porém não levaram os atos 
constitutivos a registro no prazo previsto em lei.” Diante dessa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
a) Passado o prazo de 30 (trinta) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua concessão. 
b) Passado o prazo de 90 (noventa) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua 
concessão. 
c) Passado o prazo de 60 (sessenta) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua 
concessão. 
d) Passado o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, o registro somente produzirá efeitoa partir da data de sua 
concessão. 
Comentários: 
Os efeitos dos atos registrados só retroagem se o pedido for feito dentro do prazo legal de 30 dias, se a 
requisição de registro for feita depois dos 30 dias os efeitos não retroagem. 
No caso de registro após os 30 dias previstos na lei, será contado o registro a partir da data da concessão do 
registro. Encontramos o que atende o enunciado na alternativa a) afirmando que passado o prazo de 30 
(trinta) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua concessão. 
Art. 1.151. § 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo 
de trinta dias, contado da lavratura dos atos respectivos. 
§ 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo, o registro somente produzirá efeito a 
partir da data de sua concessão. 
Gabarito: A 
 
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4. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Provimento/2017/"2017.1" 
Devem, por regra, fazer o registro de seus atos constitutivos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, 
EXCETO: 
a) Sociedades Empresárias cujo objeto for serviços. 
b) Associações, inclusive esportivas. 
c) Fundações privadas, inclusive educacionais. 
d) Sociedades simples, não se aplicando a sociedades advocatícias, cujo registro é junto à OAB. 
Comentários: 
As sociedades simples, as associações, as fundações devem fazer o registro dos seus atos constitutivos no 
Registro Civil de Pessoas Jurídicas, então não atendem o enunciado as alternativas b), c) e d). Sendo que as 
sociedades de advogados fazem sim o registro na OAB. 
Porém, o enunciado quer saber a exceção em relação ao registro no RCPJ, e no caso seria a sociedade 
empresária elencada na letra a), já que a sociedade empresária, mesmo a que tenha como objeto a prestação 
de serviços, deve fazer o seu registro no Registro Público de Empresas Mercantis. 
Art. 1150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil 
das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a 
sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária 
Gabarito: A 
 
5. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2017 
Julgue o item a seguir, considerando o entendimento legal e doutrinário acerca da figura jurídica do 
empresário e das pessoas jurídicas. 
O empresário, para iniciar suas atividades formalmente, deve se inscrever no registro público de empresas 
mercantis. 
Certo 
Errado 
Comentários: 
A lei exige que o empresário deve fazer a sua inscrição antes do início da sua atividade. Essa inscrição faz 
com que o empresário seja considerado regular e assim esteja exercendo formalmente suas atividades. 
Então, de acordo com a lei, para iniciar suas atividades de maneira regular e formal o empresário deve fazer 
a sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. 
Gabarito: Certa 
 
6. (FCC/SEFAZ-PE/JATTE/2015) 
Em relação ao registro da empresa, é correto afirmar: 
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a) O ato empresarial sujeito a registro não pode, antes do cumprimento das respectivas formalidades, em 
nenhuma hipótese, ser oposto a terceiro. 
b) As sociedades empresárias, dependendo do objeto a que se dedicam, devem registrar-se na Junta 
Comercial do Estado em que estão sediadas. 
c) Os atos do registro de empresa praticados pelas Juntas Comerciais são, em sua totalidade, a matrícula e o 
arquivamento dos atos empresariais. 
d) O registro dos atos empresariais sujeitos à formalidade legal será requerido privativamente pelos sócios 
da empresa. 
e) A principal sanção imposta à sociedade empresária que explora irregularmente sua atividade econômica, 
funcionando sem registro na Junta Comercial, é a responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obrigações da 
sociedade. 
Comentário: 
a) Incorreta – A regra é a de que antes de registrado não pode um ato ser oposto a terceiro, mas se ficar 
provado que o terceiro conhecia o ato, mesmo que não seja registrado, poderá sim haver oposição contra 
esse terceiro conhecedor. 
Art. 1.154. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes 
do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que 
este o conhecia. 
b) Incorreta – O objeto da sociedade definirá se ela será simples ou empresária, então, se a questão afirma 
que é uma sociedade empresária é porque o seu objeto é empresarial e por isso deve ser registrada da Junta 
Comercial. Por isso, a parte que diz que depende do objeto está errada. 
Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil 
das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a 
sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. 
c) Incorreta – Os atos de registro feito pelas Juntas são a matrícula, o arquivamento e a autenticação. 
Lei 8934 de 1994 - Art. 32. O registro compreende: 
I - a matrícula e seu cancelamento (...) 
II - O arquivamento: 
III - a autenticação dos instrumentos de escrituração (...) 
 
d) Incorreta – O registro será requerido pelas pessoas obrigadas pela lei que geralmente é o administrador 
da sociedade ou ainda pode ser requerido por algum sócio ou qualquer interessado. 
Art. 1.151. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será 
requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão ou demora, pelo sócio ou 
qualquer interessado. 
e) Correta – Em regra uma sociedade limitada que tenha seu registro feito corretamente na Junta Comercial 
possui sócios com responsabilidade limitada ao valor investido na sociedade. Porém, se a sociedade limitada 
não fizer o devido registro, ela será considerada uma sociedade em comum e estará sujeita às regras para 
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esse tipo de sociedade despersonificada. Há várias consequências para a não inscrição no registro, a mais 
importante é exatamente o fato de que os sócios de uma sociedade não registrada responderão 
ilimitadamente pelas dívidas da sociedade. 
Gabarito: E 
 
7. (FGV/Prefeitura de Recife/Auditor do Tesouro/2014) 
Alfredo Chaves exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração 
de auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há registro da atividade por parte 
de Alfredo Chaves em nenhum órgão público. Com base nestas informações e nas disposições do Código 
Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de natureza literária. 
b) Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum órgão público. 
c) Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial. 
d) Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em caráter profissional. 
e) Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial. 
Comentário: 
Para chegarmos ao gabarito da questão devemos ter em mente o art. 966 do Código Civil. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elementode empresa. 
a) Incorreta - No caso narrado a atividade intelectual constitui elemento de empresa, sendo Alfredo 
considerado empresário. 
b) Incorreta – O registro diz respeito à regularidade, não servindo para caracterizar a atividade como 
empresária ou não. 
c) Incorreta – A ausência de inscrição não retira a qualidade de empresário. 
d) Incorreta – Ao contrário da assertiva, para ser caracterizado como empresário a atividade econômica deve 
ser organizada. 
e) Correta – Conforme explicado acima, Alfredo Chaves será considerado empresário independentemente 
de inscrição. 
Gabarito: E 
 
8. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) 
O registro na junta comercial, formalidade legal imposta pela lei a toda e qualquer sociedade empresária, é 
requisito necessário para sua submissão ao regime jurídico empresarial. 
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( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
O registro é requisito delineador da regularidade de uma sociedade ou de um empresário e não de sua 
caracterização. Se for caracterizado que uma pessoa exerce empresa de acordo com os parâmetros da teoria 
da empresa, essa pessoa estará sujeita ao regime jurídico empresarial independente do registro. 
Gabarito: Errada 
 
9. (CESPE/ Câmara dos Deputados/Analista/2014) 
Considere que determinada alteração do contrato social de uma sociedade empresária tenha sido decidida, 
assinada pelos sócios e, dois meses depois, levada à junta comercial para o devido registro. Nesse caso, 
deferido o correspondente arquivamento, seus efeitos retroagirão à data da assinatura da alteração do 
contrato social. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
Para que o registro de uma alteração contratual tenha efeitos retroativos é preciso fazer o registro em até 
trinta dias da assinatura, se esse prazo de trinta dias não for atendido, a data para produção de efeitos será 
a efetiva do registro. Então, se o registro for feito dois meses depois da assinatura não haverá retroatividade. 
Art. 1.151. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será 
requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão ou demora, pelo sócio ou 
qualquer interessado. 
§ 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo de trinta 
dias, contado da lavratura dos atos respectivos. 
§ 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo, o registro somente produzirá efeito a 
partir da data de sua concessão. 
Gabarito: Errada 
 
10. (FCC/TJ-AP/Juiz/2014) 
O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, 
a) está sujeito à falência, independente de qualquer registro público. 
b) é obrigado a inscrever-se no Registro Público de Empresas Mercantis. 
c) é obrigado a inscrever-se no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. 
d) pode requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. 
e) não pode constituir empresa individual de responsabilidade limitada. 
Comentário: 
O produtor rural que exerça sua atividade nos conformes do artigo 966 tem a possibilidade legal de fazer a 
sua inscrição no Registro. A lei, ao dar essa possibilidade ao produtor rural, faz com que surja duas situações. 
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Se o rural fizer o seu registro ele será considerado empresário ficando sujeito a todas as situações jurídicas 
típicas de um empresário. Se ele optar por não fazer o registro ele não será considerado empresário. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, 
observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição 
no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de 
inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. 
a) Incorreta – Para estar sujeito a falência é preciso ser empresário e só será empresário se fizer o registro. 
b) Incorreta – É facultado ao produtor rural a inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. 
c) Incorreta – O registro do rural é facultativo, porém essa faculdade é em relação ao registro no RPEM e não 
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, pois esse cartório não faz registro de empresários e sim dos outros 
tipos como sociedade simples, associações e fundações. 
d) Correta – Pode requerer. Perfeito. 
e) Incorreta – Não há essa limitação. Ou seja, pode sim um produtor rural optar pelo uso da Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada para seu exercício como empresário. 
Gabarito: D 
 
ESCRITURAÇÃO 
 
11. VUNESP - Notário e Registrador (TJ RS)/Provimento/2019 
Em relação à escrituração empresarial, é correto afirmar: 
a) O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir 
o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas 
exigidas para aquele. 
b) O juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver quaisquer pendências judiciais, mediante requerimento fundamentado da parte adversa cuja recusa 
tipifica crime de desobediência e de responsabilidade fiscal. 
c) Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no 
caso de escrituração mecanizada ou eletrônica, ficando dispensado em tal circunstância o uso de livro 
apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
d) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
transportes para as margens, salvo se devidamente ressalvadas, sendo vedado o uso de código de números 
ou de abreviaturas. 
e) A escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista, administrador ou economista legalmente 
habilitado, podendo ser substituído por sócio que apresente uma das referidas qualificações, sendo lançados 
no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, podendo ser assinado por bacharel em Ciências 
Contábeis legalmente habilitado, ficando dispensada, nesse caso, a anuência do empresário ou sociedade 
empresária. 
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Comentários: 
a) Correta – Cópia literal do artigo da lei. O empresário e sociedade empresária deve escriturar o livro Diário, 
esse livro pode ser substituído pelo livro Balancetes Diários e Balanços. 
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. 
b) Errada – E lei nos ensina que a exibição integral determinada pelo juiz só pode ser feita em casos e 
situações específicas elencadas na própria lei, ou seja, não está certo dizer que será assim para resolver 
quaisquer pendências judiciais. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
c) Errada – Mesmo que o empresário substitua o livro Diário por fichas, ainda assim precisará ter livro 
apropriado para lançar o balanço patrimonial e do resultado econômico. 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultadoeconômico. 
d) Errada – Essas são as chamadas formalidades intrínsecas, e é permitido sim uso de códigos de números e 
abreviaturas no livro. 
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem 
de livro próprio, regularmente autenticado. 
e) Errada – A escrituração é de responsabilidade do contabilista, não há previsão legal de substituição desse 
profissional como descrito na questão. Só mesmo se não houver nenhum contabilista na localidade. 
Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art. 1.174 , a escrituração ficará sob a responsabilidade de 
contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na localidade. 
Gabarito: A 
 
12. CEBRASPE (CESPE) - Auditor-Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RS)/2019 
A respeito de escrituração e do acesso aos livros e papéis utilizados nessa atividade, assinale a opção correta. 
a) A possibilidade de autorização judicial para exibição integral dos livros e papéis de escrituração é vedada 
em casos de sucessão. 
b) O cumprimento da ordem cronológica da escrituração, com subdivisões de dia, mês e ano, é dispensável; 
basta que sejam lançados todos os registros obrigatórios para o ano em apuração. 
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c) No caso de obrigatoriedade do livro diário, a escrita indireta é possível, mas a reprodução é vedada. Assim, 
pode ser efetuado um único lançamento por espécie de operação referente ao mesmo grupo de contas; e, 
nesse caso, deverá constar o número do primeiro dos documentos agrupados. 
d) A posição diária de cada uma das contas ou dos títulos contábeis deverá ser escriturada no livro diário, de 
acordo com o respectivo saldo, em forma de balancetes diários. 
e) Para efeito de inventário, os bens destinados à exploração da atividade têm de ser avaliados pelo custo 
de aquisição, sendo cabível, no caso de eventual depreciação, a criação de fundo de amortização para 
assegurar a substituição ou conservação dos bens depreciados. 
Comentários: 
a) Errada – A lei diz quais os casos em que o juiz pode autorizar a exibição integral dos livros empresariais, a 
sucessão é um desses casos permitidos por lei. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
b) Errada – As formalidades de preenchimento dos livros na escrituração devem ser seguidas e respeitadas. 
Escriturar em ordem cronológica é uma dessas formalidades que não podem ser dispensadas. 
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
c) Errada – No livro Diário a escrituração deve ser direta ou reprodução, mas não indireta. 
 Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do 
documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações 
relativas ao exercício da empresa. 
d) Errada – A posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis devem ser escrituradas no livro 
Balancetes Diários e Balanços e não no Diário. 
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre: 
I - a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, em 
forma de balancetes diários; 
e) Correta – Pela lei, realmente o inventário deve ser avaliado pelo custo de aquisição e é possível criação de 
fundos de amortização. 
Art. 1.187. Na coleta dos elementos para o inventário serão observados os critérios de 
avaliação a seguir determinados: 
 I - os bens destinados à exploração da atividade serão avaliados pelo custo de aquisição, 
devendo, na avaliação dos que se desgastam ou depreciam com o uso, pela ação do tempo 
ou outros fatores, atender-se à desvalorização respectiva, criando-se fundos de 
amortização para assegurar-lhes a substituição ou a conservação do valor; 
Gabarito: E 
 
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13. CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Estado (CAGE RS)/2018 
Considerando o disposto no Código Civil sobre o livro diário, assinale a opção correta. 
a) A prescrição ou decadência dos atos consignados no diário não eximem o empresário e a entidade 
empresária da sua guarda por um prazo adicional de cinco anos. 
b) Antes de ser colocado em uso, o livro diário deverá ser autenticado no Registro Público de Empresas 
Mercantis, salvo disposição especial de lei. 
c) Mesmo no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica, o diário não poderá ser substituído por fichas. 
d) O balanço patrimonial e o de resultado econômico devem ser lançados em livro distinto do diário. 
e) No diário, deve constar unicamente a assinatura do técnico em ciências contábeis legalmente habilitado 
e responsável pelos lançamentos nele efetuados. 
Comentários: 
a) Errada – toda escrituração do empresário ou sociedade deve ser guardada pelo prazo decadencial ou 
prescricional das obrigações contidas nos livros e documentos, não há, portanto, um prazo adicional de 5 
anos além desses já estipulados. 
Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa 
guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, 
enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados 
b) Correta – O livro Diário, como qualquer outro livro obrigatório, deve ser autenticado antes de ser colocado 
em uso. Essa autenticação deve ser feita no Registro Público de Empresas Mercantis. 
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, 
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
c) Errada – O livro Diário é obrigatório e pode sim ser substituído por fichas. 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica 
d) Errada – O balanço patrimonial e o resultado econômico devem ser lançados no livro Diário. 
e) Errada – Os livros, inclusive o Diário, devem ser assinados pelo contabilista e pelo empresário ou sociedade 
empresária. 
Art. 1184 § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, 
devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e 
pelo empresário ou sociedade empresária 
Gabarito: B 
 
14. CESGRANRIO - Advogado (PETROBRAS)/Júnior/2018 
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Os funcionários de uma empresa terminaram o ano de 2017 muito insatisfeitos com os valores que lhes eram 
pagos a título de participação nos lucros da sociedade. Decidiram, então, ajuizar ação cautelar para exibição 
integral dos livros e papéis da escrituração empresarial. 
Nesse caso, o juiz só pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis da empresa se for necessária para 
a) decretar falência, exclusivamente. 
b) resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência. 
c) apurar se a atividade empresarial gerou lucros no exercício financeiro. 
d) verificar se a empresa pagou corretamente os tributos incidentes sobre sua atividade empresarial.e) resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, apenas. 
Comentários: 
A lei prevê as situações que devem ocorrer que autorizam a exibição integral dos livros pelo juiz. A exibição 
integral é autorizada pelo juiz nos casos de sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à 
conta de outrem, ou em caso de falência. 
Assim, encontramos a resposta na letra b). As outras alternativas ou não estão na lei ou são restritivas. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência 
Gabarito: B 
 
15. FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Jurídicas e Sociais, Direito/2018 
A prova pelos livros dos empresários submete-se à regra, segundo a qual 
a) os livros e fichas dos empresários e das sociedades só provam contra eles e não a seu favor, porque são 
atos unilaterais. 
b) o juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência, mas essa restrição não se aplica às autoridades fazendárias, no exercício da 
fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) a prova resultante dos livros e fichas, quando extraídos sem vício extrínseco ou intrínseco e forem 
confirmados por outros subsídios, é bastante, mesmo nos casos em que a lei exige escrito particular 
revestido de requisitos essenciais, podendo ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos 
lançamentos, mas não é bastante quando exigível escritura pública. 
d) não é admissível quando o litígio se trava com quem também não seja empresário. 
e) a confissão resultante da recusa de exibição de livros pelo empresário em juízo não pode ser elidida por 
qualquer outra prova, exceto a pericial. 
Comentários: 
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a) Errada – Os livros de um empresário podem sim provar a seu favor, desde que estejam escriturados dentro 
dos aspectos legais e formais adequados. 
CPC - Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos por lei provam 
a favor de seu autor no litígio entre empresários. 
CC - Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a 
que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, 
forem confirmados por outros subsídios. 
b) Correta – Essa alternativa reproduz o que está escrito em dois artigos do Código Civil, trata da exibição 
integral dos livros autorizada pelo juiz previsão do artigo 1.191 e do acesso pelas autoridades fazendárias 
aos livros no que tange aos impostos de acordo com o artigo 1.193. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte 
ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) Errada – Se a lei exige escritura pública para prova, a prova de livro e ficha não é bastante. 
Art. 226 - Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos 
em que a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, 
e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
d) Errada – os livros empresariais podem sim ser utilizados no litígio entre empresários. 
 Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos por lei provam a 
favor de seu autor no litígio entre empresários. 
e) Errada – Em regra, toda prova é relativa e pode ser refutada, ou seja, a confissão resultante de recusa 
pode sim ser elidida por prova em contrário. 
Art. 1.192 - Parágrafo único. A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova 
documental em contrário. 
Gabarito: B 
 
16. FCC - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEF SC)/Gestão Tributária/2018 
Em relação à escrituração empresarial, é correto afirmar: 
a) O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação deve, somente se requerido pelo autor da 
demanda, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, sejam examinados na presença do 
empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles 
se extrair o que interessar à questão. 
b) Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, 
poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou 
não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei; essas restrições ao exame da escrituração, em 
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parte ou por inteiro, aplicam-se igualmente às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência. 
d) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
transportes para as margens; é defeso o uso de código de números ou de abreviaturas, em qualquer 
hipótese. 
e) Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, 
devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis; a autenticação far-se-á ainda que o 
empresário ou a sociedade empresária não estejam inscritos regularmente, sob pena de ineficácia de seu 
conteúdo. 
Comentários: 
a) Errada – Essa situação de mostrar os livros na presença do empresário pode ser feita pelo juiz de ofício, 
mas também pode ser requerida pela parte. O erro está em afirmar que só pode a requerimento da parte. 
Art. 1.191, § 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a 
requerimento ou de ofício, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, 
sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade empresária a que 
pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles se extrair o que interessar à 
questão. 
b) Errada – Apesar de existir a regra do sigilo dos livros empresariais, a própria lei traz exceção ao afirmar 
que as autoridades fazendárias terão sim acesso aos livros no que tange a apuração de imposto. 
Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob 
qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a 
sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas 
em lei. 
Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte 
ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) Correta – Essa alternativa está de acordo com a lei, pois elenca os casos previstos legalmente que 
autorizam o juiz a ordenar a exibição integral dos livros. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéisde escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
d) Errada – A questão está de acordo com o artigo 1.183, mas diz que é proibido (defeso) uso de códigos de 
números, enquanto a lei permite sim o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem de livro 
próprio, regularmente autenticado. 
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Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem 
de livro próprio, regularmente autenticado. 
e) Errada – A autenticação dos livros deve ser feita, no entanto só é possível fazer essa autenticação para os 
empresários ou sociedades que estejam devidamente inscritas no Registro Público de Empresas Mercantis. 
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, 
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou a 
sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. 
Gabarito: C 
 
17. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor (PROCON MA)/2017 
A respeito da escrituração das sociedades empresárias, vigora a seguinte regra: 
a) As restrições estabelecidas em lei ao exame da escrituração empresarial, em parte ou por inteiro, aplicam-
se igualmente às autoridades fazendárias, que só por ordem judicial poderão fiscalizar a regularidade dos 
lançamentos respectivos. 
b) Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, 
devem ser autenticados em Cartório de Títulos e Documentos, esteja inscrito ou não o empresário. 
c) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
transportes para as margens; é defeso o uso de código de números ou de abreviaturas, mesmo que constem 
de livro próprio, autenticado regularmente. 
d) A sociedade empresária que adotar o sistema de fichas fica dispensada do uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
e) O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência. 
Comentários: 
a) Errada – Existe a regra do sigilo dos livros empresarias que deve ser obedecida, porém essa restrição não 
se aplica às autoridades fazendárias em relação ao imposto e seu pagamento. 
Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte 
ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais 
b) Errada – Os livros empresariais devem ser autenticados, mas o local da autenticação não é o Cartório de 
Títulos e sim o Registro Público de Empresas Mercantis. 
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Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, 
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
c) Errada – É permitido sim que sejam usados códigos de números e de abreviaturas na escrituração que 
deve seguir as formalidades intrínsecas e extrínsecas. 
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem 
de livro próprio, regularmente autenticado. 
d) Errada – Tem que escriturar o livro Diário, se optar por substituir o Diário por fichas, ainda assim, deverá 
usar um livro apropriado para o balanço patrimonial e de resultado econômico. 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico 
e) Correta – Essa está de acordo com lei, pois nos ensina sobre a situações em que o juiz pode autorizar a 
exibição integral dos livros empresariais. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
Gabarito: E 
 
18. (CESPE/TCE-RN/Auditor/2015) 
Sociedade empresária que não estiver devidamente inscrita não terá direito de autenticação de livros 
obrigatórios em junta comercial. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
A autenticação é um dos tipos de atos que podem ser praticados pelas Juntas Comerciais. O empresário ou 
sociedade empresária que queira autenticar algum livro escriturado precisará estar devidamente inscrito 
nessa Junta. A autenticação é uma das formalidades exigidas pela lei a ser cumprida pelo empresário em 
relação ao livro escriturado por ele. 
Art. 1.181 Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, 
ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. 
Gabarito: Correta 
 
19. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015/ADAPTADA) 
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Sobre a escrituração do empresário, é correto afirmar que: 
a) o pequeno empresário, assim definido como o empresário individual caracterizado como microempresa 
que aufira receita bruta anual até o limite de R$ 81.000,00 está dispensado de levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico; 
b) entre os valores do ativo do patrimônio do empresário não pode figurar a quantia efetivamente paga a 
título de aviamento de estabelecimento adquirido por ele, pois esse valor deve figurar no passivo; 
c) o balanço patrimonial deve ser lançado no Livro Diário e o balanço de resultado econômico no Livro Razão, 
devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário; 
d) o juiz só poderá autorizar a exibição parcial dos livros e papéis de escrituração do empresário quando 
necessária para resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à 
conta de outrem, ou em caso de falência; 
e) os livros obrigatórios para todo e qualquer empresário, assim compreendidos o Diário, Caixa e Registro de 
Duplicatas, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis, a cargo das Juntas 
Comerciais, antes de postos em uso. 
Comentário: 
a) Correta – O art. 1.179, §2º do Código Civil dispensa o pequeno empresário do dever de levantar 
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
CC - Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, 
em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
§da Federação brasileira e essas juntas serão órgãos subordinados 
administrativamente ao ente estadual, porém, em relação às questões técnicas de registro, elas devem 
seguir as regras do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). As resoluções, 
instruções normativas e orientações da atividade fim de registro das juntas ficarão a cargo do DREI, pois tem 
relevância nacional. A lei que regula o Registro Público de Empresas Mercantis e disposições afins é a Lei 
8.934 de 1994. 
Lei 8934 de 1994 - Art. 5º Haverá uma junta comercial em cada unidade federativa, com 
sede na capital e jurisdição na área da circunscrição territorial respectiva. 
Art. 6º As juntas comerciais subordinam-se, administrativamente, ao governo do 
respectivo ente federativo e, tecnicamente, ao Departamento Nacional de Registro 
Empresarial e Integração, nos termos desta Lei. 
Há três tipos diferentes de registros na junta, um deles é a matrícula, o outro tipo é o arquivamento e, por 
fim, temos a autenticação. 
Art. 32. O registro compreende: 
I - a matrícula e seu cancelamento: dos leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes 
comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais; 
II - O arquivamento: 
a) dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de firmas 
mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas; 
b) dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade de que trata a Lei nº 6.404, de 15 de 
dezembro de 1976; 
c) dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a funcionar no 
Brasil; 
d) das declarações de microempresa; 
e) de atos ou documentos que, por determinação legal, sejam atribuídos ao Registro 
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou daqueles que possam interessar ao 
empresário e às empresas mercantis; 
III - a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis registradas 
e dos agentes auxiliares do comércio, na forma de lei própria. 
Para fazer esse registro, o empresário individual preenche um formulário, assina, paga as taxas e dá entrada 
no RPEM, enquanto a sociedade faz diferente, os sócios elaboram e assinam um contrato social e é esse 
documento que será levado ao RPEM. 
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As sociedades simples farão sua inscrição em outro cartório chamado de Registro Civil das Pessoas Jurídicas 
que além da inscrição da sociedade simples faz o registro das fundações, associações e entidades religiosas. 
 
(FCC/SEFAZ-PE/JATTE/2015) Os atos do registro de empresa praticados pelas Juntas Comerciais são, em sua 
totalidade, a matrícula e o arquivamento dos atos empresariais. 
Comentário: Faltou a questão citar a autenticação. 
Gabarito: Errada 
 
3 - Formalidades do Registro 
O empresário individual deve ser o próprio requerente do registro. Já nas sociedades, o registro deve ser 
pedido pelo administrador, caso ele não o faça, outro sócio ou terceiro interessado pode fazer esse 
requerimento. Pela lei, o registro deve ser feito em até 30 dias da assinatura. Se feito dentro de 30 dias 
conta-se como constituída a empresa desde o dia da assinatura, ou seja, se, depois de assinado, o ato 
constitutivo for levado a registro dez dias após a assinatura, considera-se a data de registro retroativa a da 
assinatura. Se for levado a registro depois de 30 dias, a data a ser contada para produzir efeitos quanto a 
terceiros, é a da concessão do registro, não retroagindo à da assinatura. Existem pessoas incumbidas da 
responsabilidade de levar os documentos de constituição da sociedade no RPEM ou RCPJ, caso essas pessoas 
não façam isso, serão responsabilizadas por perdas e danos, e ainda, ocorre a permissão legal de que seja 
requerido o registro por algum sócio ou por qualquer interessado. Geralmente, nos casos das sociedades, 
essa responsabilidade fica a cargo do administrador. 
Art. 1.151. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será 
requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão ou demora, pelo sócio ou 
qualquer interessado. 
§ 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo de trinta 
dias, contado da lavratura dos atos respectivos. 
§ 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo, o registro somente produzirá efeito a 
partir da data de sua concessão. 
Sociedade personalidade jurídica 
Sociedade Simples Empresário e Sociedade Empresária 
e na forma da lei 
 dos atos constitutivos 
Registro Público de Empresas Mercantis Registro Civil das Pessoas Jurídicas 
INSCRIÇÃO 
no REGISTRO próprio 
Juntas 
Comerciais 
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§ 3o As pessoas obrigadas a requerer o registro responderão por perdas e danos, em caso 
de omissão ou demora. 
 
 
(FAURGS/TJ-RS/Notário/2015) O arquivamento do contrato social de uma sociedade por quotas de 
responsabilidade limitada perante a Junta Comercial competente, dentro de 45 (quarenta e cinco) dias 
contados de sua assinatura, produzirá eficácia retroativa. 
Comentário: O prazo para que o registro seja retroativo ao dia do ato da lavratura será de 30 dias. 
Gabarito: Errada 
O legislador delegou ao órgão de registro a responsabilidade por analisar e verificar a legitimidade de quem 
assina e pede o registro, observando se o pedido está de acordo com o que a lei permite. Se forem 
encontradas irregularidades, o requerente pode ser notificado para saná-las, se for o caso. 
Art. 1.153. Cumpre à autoridade competente, antes de efetivar o registro, verificar a 
autenticidade e a legitimidade do signatário do requerimento, bem como fiscalizar a 
observância das prescrições legais concernentes ao ato ou aos documentos apresentados. 
Parágrafo único. Das irregularidades encontradas deve ser notificado o requerente, que, se 
for o caso, poderá saná-las, obedecendo às formalidades da lei. 
Falamos tanto de registro, mas qual é o objetivo do registro, qual a sua principal função? A principal função 
do registro é dar publicidade aos atos e contratos. Fazer com que os terceiros possam ter acesso aos dados 
do empresário e das sociedades. E, por isso, antes de registrado, não é possível se opor a alguma 
responsabilidade contratual contra terceiro, pois, como o ato não foi registrado, o terceiro não tem como 
conhecer alguma cláusula específica daquele contrato não registrado. 
Art. 1.154. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes 
do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que 
este o conhecia. 
Registro 
requerido pela pessoa 
obrigada em lei 
omissão ou demora 
sócio ou qualquer 
interessado. 
lavratura dos atos requerido além do prazo 
respondem por 
perdas e danos prazo de trinta dias efeitos da concessão 
pode 
pedir 
APRESENTAÇÃO ou REQUERIMENTO 
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Parágrafo único. O terceiro não pode alegar ignorância, desde que cumpridas as referidas 
formalidades. 
A partir do momento que um ato é levado a registro, é possível que qualquer pessoa compareça à Junta e 
solicite uma certidão daquele empresário ou da sociedade empresária, então algum terceiro que se sinta 
prejudicado, não pode alegar desconhecimento, já que ele poderia ter tido acesso aos dados daquele 
empresário regularmente inscrito. Portanto, o ato sujeito a registro não pode, antes do cumprimento das 
respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que este o conhecia. E ainda, o terceiro não 
pode alegar ignorância, desde que cumpridas as referidas formalidades. Se o ato ou contrato está registrado 
poderá ser oposto a terceiro, ou também poderá ser oposto se não estiver registrado, mas de alguma outra 
maneira2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art. 
970. 
LC 123 - Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação do disposto 
nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), o empresário 
individual caracterizado como microempresa na forma desta Lei Complementar que aufira 
receita bruta anual até o limite previsto no § 1o do art. 18-A. 
 Art. 18-A. O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos 
impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, 
independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, na forma prevista neste 
artigo. 
§ 1o Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário individual 
que se enquadre na definição do art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código 
Civil, ou o empreendedor que exerça as atividades de industrialização, comercialização e 
prestação de serviços no âmbito rural, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário 
anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples 
Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo. 
b) Incorreta – O aviamento consiste na capacidade de gerar potencial lucro e pode configurar no ativo desde 
que se proceda a respectiva amortização. 
Art. 1.187. Parágrafo único. Entre os valores do ativo podem figurar, desde que se preceda, 
anualmente, à sua amortização: 
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III - a quantia efetivamente paga a título de aviamento de estabelecimento adquirido pelo 
empresário ou sociedade. 
c) Incorreta – O lançamento do balanço patrimonial e o de resultado econômico é realizado no livro Diário, 
sendo incorreto afirmar que o lançamento do balanço de resultado econômico será no Livro Razão. 
Art. 1.184 - § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado 
econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente 
habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. 
d) Incorreta – Os casos indicados na alternativa autorizam a exibição integral dos livros. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
e) Incorreta – O livro Caixa e o livro Registro de Duplicatas não são obrigatórios para todo e qualquer 
empresário. Ademais, a regra é a autenticação na Junta Comercial. 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Gabarito: A 
 
20. (PUC-PR/PGE-PR/Procurador/2015) 
O contador encarregado da escrituração de uma sociedade limitada é pessoalmente responsável perante os 
preponentes pelos atos dolosos, e perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos culposos. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
O contador é um preposto e é a pessoa encarregada pela escrituração e contabilidade do empresário ou da 
sociedade empresária. Se agir com dolo, esse contador responde solidariamente juntamente com o 
empresário perante terceiros. E se agir com culpa responde perante o empresário pessoalmente. 
Art. 1.177 - Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente 
responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
Gabarito: Errada 
 
21. (CESPE/SEFAZ-ES/AFRE/2013) 
I - O empresário e a sociedade empresária são obrigados a adotar um sistema de contabilidade, mecanizado 
ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação 
respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Os livros comerciais podem ser analisados, sem nenhuma restrição, pelas autoridades fazendárias. 
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( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
I – Correta - Questão que está de acordo com o Artigo 1.179 do CC. Uma das obrigações do empresário é 
fazer a escrituração de acordo com os padrões e formalidades exigidos pela lei. E em consonância com a 
documentação de cada situação. 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de 
contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
II – Incorreta - As autoridades fazendárias têm permissão para analisar os livros do empresário, porém eles 
precisam se ater e analisar apenas as questões relativas aos impostos e tributos de um modo geral, no que 
tange a fiscalização e pagamento desses tributos. 
 
22. (CESPE/TRT-5/Juiz/2013) 
Conforme previsto no Código Civil, a escrituração do livro diário e do livro caixa é obrigatória para todos os 
empresários. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
Vimos que por regra, o livro diário é obrigatório e o livro caixa é um tipo de livro facultativo. Enquanto o 
diário é obrigatório. 
Gabarito: Incorreta 
 
23. (ESAF/Receita Federal/AFRFB/2012) 
I - O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir 
o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas 
exigidas para aquele. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - O juiz ou tribunal pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração empresarial quando 
necessária para resolver qualquer questão de caráter patrimonial. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
I – Correta - De acordo com o Artigo 1.185. Apesar de o livro Diário ser obrigatório, ele pode ser substituído 
por um sistema de fichas usando, então, um livro chamado Balancetes Diários e Balanços. 
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. 
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II – Incorreta - A autorização do juiz, para exibição dos livros não ocorre para resolver questão de caráter 
patrimonial, há alguns casos, como vimos, que o juiz pode permitir a exibição dos livros. 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
 
PREPOSTO 
 
24. (FCC - Defensor Público do Estado do Amazonas/2018/"Prova Reaplicada") 
Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos 
a) e relativos à atividade da empresa, desde que autorizados por escrito. 
b) mesmo que não sejam relativos à atividade da empresa ou que não tenham sido autorizados por escrito. 
c) e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. 
d) ou fora deles, desde que relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. 
e) ou fora deles, ainda que não relativos à atividade da empresa ou que não autorizados por escrito. 
Comentários: 
A rega válida realmente é a de que o preponente responde pelos atos de seus prepostos praticados no 
estabelecimento. Essa regra segue a chamada teoria da aparência, de maneira que essa responsabilidade 
está relacionadaa atividade da empresa e não precisa que haja uma ordem por escrito para isso. Assim, 
encontramos a resposta na alternativa c) dizendo que os preponentes são responsáveis pelos atos de 
quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que 
não autorizados por escrito. 
Nas atividades praticadas por preposto fora do estabelecimento deve-se respeitar os poderes conferidos ao 
preposto por escrito. 
Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados 
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados 
por escrito. 
Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, somente 
obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito, cujo instrumento 
pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor. 
Gabarito: C 
 
25. CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Estado de Sergipe/2017 
Com relação ao empresário e aos prepostos, assinale a opção correta de acordo com a legislação pertinente. 
a) A inscrição do empresário na junta comercial é requisito para a sua caracterização. 
b) A lei prevê cobrança de multa do incapaz que exercer diretamente atividade própria de empresário. 
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c) O gerente de empresa poderá delegar poderes de representação, uma vez que as prerrogativas a ele 
conferidas, embora pessoais, são transferíveis. 
d) No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante terceiros, pelos atos 
culposos. 
e) O empresário casado pode alienar os bens imóveis que integram o patrimônio da empresa sem outorga 
conjugal. 
Comentários: 
a) Errada – Questão sobre a teoria da empresa, a inscrição do empresário na junta comercial é requisito 
delineador de sua regularidade e não de sua caracterização. 
b) Errada – Incapaz pode exercer empresa como empresário, desde que seja devidamente representado ou 
assistido, não há que se falar em aplicação de multa para o incapaz. O juiz precisa autorizar esse exercício 
por incapaz. 
c) Errada – o gerente é um preposto, e como tal, não poderá ser substituído na sua função, não podendo 
delegar poder a ele conferido, pois se assim fizer responderá pessoalmente pelos atos do substituto. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas. 
d) Errada – Na preposição o preposto só responde pelos atos culposos perante o preponente e por atos 
dolosos perante terceiros. 
Art. 1.177 - Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente 
responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
e) Correta – O empresário casado pode sim alienar o imóvel da empresa sem precisar da permissão do 
cônjuge. 
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que 
seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-
los de ônus real. 
Gabarito: E 
 
26. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor (PROCON MA)/2017 
Quanto aos prepostos, é correto afirmar: 
a) Gerente é o preposto, permanente ou temporário, no exercício da sede da empresa, cujos poderes se 
estendem sobre suas filiais ou sucursais. 
b) O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena 
de os sócios da empresa responderem solidariamente pelas obrigações contraídas e o preposto responder 
subsidiariamente pelos atos do substituto. 
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c) Salvo autorização expressa ou assentimento tácito, o preposto não poderá negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, direta ou indiretamente, de operação do mesmo gênero da que lhe foi atribuída, 
sob pena de responder por perdas e danos materiais e morais. 
d) Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos 
necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados e, na falta de estipulação diversa, 
consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes. 
e) As limitações contidas aos poderes outorgados ao gerente serão sempre ineficazes em relação às pessoas 
com quem ela tratar. 
Comentários: 
a) Errada – O gerente é um preposto permanente no exercício da empresa, dizer que pode ser temporário 
está errado. Essa preposição de gerente pode ser feita em filial também. 
Art. 1.172. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede 
desta, ou em sucursal, filial ou agência 
b) Errada – O preposto não pode colocar outra pessoa em seu lugar, se fizer isso responderá pessoalmente 
pelos atos dessa pessoa. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas 
c) Errada – Está quase tudo certo, menos a parte que diz “assentimento tácito”, a regra é a proibição prevista 
na lei de negociar por conta própria, só admite-se exceção se houver autorização expressa. 
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que 
lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo 
preponente os lucros da operação 
d) Correta – Essa está de acordo com a lei, o gerente pode praticar os atos de gerência e se tiver mais de um 
gerente sem poderes específicos os poderes serão considerados solidários entre eles. 
Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a 
praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. 
Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes 
conferidos a dois ou mais gerentes 
e) Errada – Só serão ineficazes em relação a terceiros enquanto não arquivados e averbados no Registro 
Público de Empresas Mercantis, porém em relação a pessoas que contratar vale o que estiver estipulado 
entre eles. 
Art. 1.174. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a 
terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de 
Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o 
gerente 
Gabarito: D 
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27. FCC - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ GO)/2018 
Quanto aos prepostos e à escrituração das empresas, é correto afirmar: 
a) Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, exceto se não autorizados por escrito. 
b) Em nenhuma hipótese pode o preposto negociar por conta própria ou de terceiro, nem participar de 
operação do mesmo gênero da que lhe foi fixada, sob pena de responder por perdas e danos. 
c) Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos 
necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados; os poderes conferidos a dois ou mais 
gerentes serão sempre solidários. 
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema mecanizado de contabilidade, 
bem como levantar semestralmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
e) Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, 
poderáfazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou 
não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei. 
Comentários: 
a) Errada – Em regra, os preponentes são sim responsáveis pelos atos dos prepostos em seus 
estabelecimentos ainda que não estejam com autorização por escrito. 
Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados 
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados 
por escrito. 
b) Errada – O preposto até pode sim negociar em conta própria desde que tenha autorização expressa para 
isso. 
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que 
lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo 
preponente os lucros da operação. 
c) Errada – Os poderes delegados a dois ou mais gerentes sem especificações consideram-se solidários entre 
eles. 
Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a 
praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. 
Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes 
conferidos a dois ou mais gerentes. 
d) Errada – O sistema de contabilidade pode ser mecanizado ou não mecanizado e o balanço patrimonial e 
de resultado econômico devem ser levantados anualmente. 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de 
contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
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correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
e) Correta – Esse assunto é de escrituração e está de acordo com o previsto no artigo 1.190. 
Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob 
qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a 
sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas 
em lei. 
Gabarito: E 
 
28. (CESPE/TJ-AM/Juiz/2016) 
No que se refere às espécies de empresário, seus auxiliares e colaboradores e aos nomes e livros 
empresariais, analise: 
I - É suficiente autorização verbal do empresário para que seu preposto possa fazer-se substituir no 
desempenho da preposição. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Caso crie o chamado caixa dois, falsificando a escrituração do empresário preponente, o contabilista 
responderá subsidiariamente ao empresário pelas consequências de tal conduta. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - São livros empresariais todos os exigidos do empresário por força das legislações empresarial, trabalhista, 
fiscal e previdenciária. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
I – Incorreta – Essa questão trata da possibilidade de o preposto não fazer o seu trabalho e passar para outra 
pessoa fazer. Para pedir que alguém o substituía ele precisa fazer isso por escrito, não pode ser verbal. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas. 
II – Incorreta – O preposto que agir com dolo responde solidariamente perante terceiros e se agir dentro das 
suas funções responderá pessoalmente pelos atos culposo perante o preponente e não perante terceiro, 
mas apenas perante o preponente. 
Art. 1.177 - Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente 
responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
III – Incorreta – Livros empresariais são os livros que devem ser escriturados pelo empresário por exercerem 
atividade empresária, ou seja, são os livros que a lei diz que devem ser escriturados por ser a pessoa uma 
empresária. No entanto, outros livros são obrigatórios e devem ser escriturados, mas não são chamados de 
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livros empresariais e sim de livros fiscais, ou previdenciários ou trabalhistas e devem ser escriturados em 
virtude de lei específica sobre o assunto e não por causa da condição de empresário. 
 
29. (FCC/TJ-PI/Juiz/2015) 
João, empresário do ramo de venda de sapatos, constituiu Paulo seu preposto, a fim de auxiliá-lo. Nesse 
caso, Paulo 
a) presume-se autorizado, à falta de proibição expressa de João, a negociar por conta própria ou de terceiro. 
b) pode fazer-se substituir no desempenho da preposição desde que isso não tenha sido proibido, 
expressamente e por escrito, por João. 
c) presume-se autorizado, perante terceiros, a receber em nome de João papéis, bens e valores relacionados 
à empresa. 
d) pode, mesmo sem autorização expressa de João, participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi 
cometida, desde que o faça indiretamente. 
e) é pessoalmente responsável pelas obrigações que contrair em nome de João, ainda que o faça nos limites 
da preposição, sem dolo ou culpa. 
Comentário: 
a) Incorreta – A regra é a de que o preposto não pode negociar por conta própria ou por conta de terceiro, 
a não ser que tenha autorização expressa para isso. 
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que 
lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo 
preponente os lucros da operação. 
b) Incorreta – O preposto tem que exercer suas funções diretamente não podendo ser substituído se não for 
uma autorização por escrito. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas. 
c) Correta - O preposto pode receber papéis, bens e valores e essa recepção é considerada perfeita como se 
tivesse sido entregue ao preponente, já que essa é uma autorização presumível em função da lei. 
Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, 
encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja 
prazo para reclamação. 
d) Incorreta – O preposto não pode participar de operação do mesmo gênero que foi delegada a ele, ou seja, 
não pode fazer concorrência interna com seu patrão. Está na parte final do Artigo 1.170 acima. 
e) Incorreta – Se agir com culpa dentro do limite de suas funções responde perante o preponente, mas se 
agir com dolo responde solidariamente com o preponente perante terceiros. 
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Art. 1.177 - Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente 
responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
Gabarito: C 
 
30. (FEPESE/Prefeitura de Florianópolis/Auditor Fiscal/2014) 
De acordo com o Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de empresa. 
a) O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta 
daquele. 
b) O preposto pode, a qualquer tempo no exercício do seu oficio, fazer-se substituir por alguém de sua 
confiança no desempenho da preposição. 
c) Ao preposto não é vedado negociar por conta própria ou de terceiro, tampouco lhe é vedado participar, 
desde que indiretamente,de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida. 
d) O gerente não pode estar em juízo em nome do preponente, mesmo que pelas obrigações resultantes do 
exercício da sua função. 
e) A responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, é limitada aos atos autorizados por escrito. 
Comentário: 
a) Correta – O gerente age em nome próprio, mas à conta do seu patrão e por isso, mesmo que o ato seja 
praticado pelo gerente, o preponente responde junto. 
Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu 
próprio nome, mas à conta daquele. 
b) Incorreta – O preposto não pode se fazer substituir no desempenho de suas funções. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas. 
c) Incorreta – Ao preposto é vedado negociar por conta própria ou de terceiro, a não ser que tenha 
autorização expressa para isso. 
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que 
lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo 
preponente os lucros da operação. 
d) Incorreta – O preposto que seja gerente pode comparecer ao juízo representando o seu patrão quando 
for um assunto do exercício de sua função. 
Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações 
resultantes do exercício da sua função. 
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e) Incorreta – A regra é a de que o preposto pode praticar os atos necessários ao exercício da atividade 
mesmo que não haja poder específico concedido por escrito, então, o preposto não fica limitado ao que 
estiver escrito em função da chamada teoria da aparência. 
 
Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a 
praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. 
Gabarito: A 
 
31. (FCC/SEFAZ-SP/Agente Fiscal/2013) 
Instrução: Na questão, assinale a alternativa correta em relação ao assunto proposto. Em relação aos 
gerentes dos estabelecimentos empresariais: 
I. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial 
ou agência. 
II. O gerente não pode estar em Juízo em nome do preponente, mesmo que pelas obrigações resultantes do 
exercício de sua função, por se tratar de capacidade exclusiva do representante legal do estabelecimento. 
III. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta 
daquele. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) I e II. 
c) I. 
d) II. 
e) III. 
Comentário: 
I – Correta – O gerente é um preposto, é aquela pessoa que está no dia a dia da empresa em permanente e 
presente exercício do desenvolvimento da atividade. 
Art. 1.172. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede 
desta, ou em sucursal, filial ou agência. 
II – Incorreta – O gerente pode sim estar em juízo em nome do preponente. 
Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações 
resultantes do exercício da sua função. 
III – Correta – O patrão responde com o gerente pelos atos que o gerente praticar em seu nome, mas à conta 
do patrão. 
Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu 
próprio nome, mas à conta daquele. 
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Gabarito: A 
 
ESTABELECIMENTO 
 
32. FUNDEP - Defensor Público do Estado de Minas Gerais/2019/VIII 
Analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas. 
I. A cláusula de não concorrência empresarial proíbe que o alienante do estabelecimento comercial se 
restabeleça no mesmo ramo empresarial, 
PORQUE 
II. a cláusula de não concorrência empresarial tem prazo de duração de 5 anos. 
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta. 
a) A afirmativa I é verdadeira, e a afirmativa II é falsa. 
b) A afirmativa I é falsa, e a afirmativa II é verdadeira. 
c) Ambas as afirmativas são verdadeiras, mas a afirmativa II não justifica a afirmativa I. 
d) Ambas as afirmativas são falsas, e a afirmativa II não justifica a afirmativa I. 
Comentários: 
I – Incorreta - A cláusula de não concorrência empresarial visa impedir que o alienante do estabelecimento 
exerça concorrência com o adquirente. Entretanto, tal cláusula não é absoluta, podendo ser afastada caso 
haja autorização expressa ou decorridos cinco anos da transferência. E ainda, o alienante pode se 
restabelecer em outra cidade por exemplo. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
II – Correta - Assertiva correta, tendo em vista que a cláusula de não concorrência empresarial possui o prazo 
de cinco anos de duração. 
Gabarito: B 
 
33. VUNESP - Inspetor Fiscal de Rendas (Pref GRU)/2019 
A respeito do estabelecimento, assim entendido todo complexo de bens organizado para exercício da 
empresa, por empresário, ou por sociedade empresária, assinale a alternativa correta. 
a) O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento por 
alienante solvente, produzirá efeitos quanto a terceiros mediante averbação à margem da inscrição do 
empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, independentemente 
de publicação. 
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b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
contabilizados ou não, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. 
c) Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do adquirente nos contratos 
estipulados para exploração do estabelecimento, se tiverem caráter pessoal. 
d) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência; independentemente de qualquer 
outra circunstância, o devedor responderá por perdas e danos se, não obstante a cessão, pagar tais créditos 
ao cedente. 
e) Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende, além dos requisitos legais ordinariamente exigidos em qualquer alienação de 
estabelecimento, do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou 
tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. 
Comentários: 
a) Errada. Para que o contrato de alienação do estabelecimento empresarial tenha efeito contra terceiros, 
além da averbação à margem da inscrição do empresário ou da sociedade empresária no Registro Público de 
Empresas Mercantis deve haver a publicação na imprensa oficial. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
b) Errada. Ao contrário do afirmado, os débitos devem estar regularmente contabilizadospara que o 
adquirente do estabelecimento responda pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) Errada. A transferência somente importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para 
exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
d) Errada. A afirmação de que a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência está correta. 
Entretanto, não podemos afirmar que o devedor responderá por perdas e danos independe de qualquer 
outra circunstância, pois ficará exonerado de tal responsabilidade caso pague de boa-fé. 
 
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Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
e) Correta. A assertiva está nos exatos termos do art. 1.145 do Código Civil. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
Gabarito: E 
 
34. VUNESP - Notário e Registrador (TJ RS)/Provimento/2019 
Em relação ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: 
a) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente, nos dois anos subsequentes à transferência, aplicando-se tal proibição no caso de cessão, 
arrendamento ou usufruto do estabelecimento, pelo prazo de três anos. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde 
que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de 
dois anos, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, ficando exonerado perante os devedores, 
em relação aos vincendos. 
c) Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
d) Independentemente de não restarem bens suficientes para solver o passivo do alienante, a eficácia da 
alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, 
de modo expresso em 60 dias a partir de sua notificação. 
e) A transferência não importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do 
estabelecimento, mesmo se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em trinta 
dias a contar da assinatura do instrumento. 
Comentários: 
a) Errada - A cláusula de concorrência tem vigência por CINCO anos após a transferência. No caso de 
arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição de concorrência persistirá durante o prazo do 
contrato. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
b) Errada – Na verdade, o devedor primitivo continua solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. Esse 
prazo é contado desde a publicação quando vencidos, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
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Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) Correta – O art. 1.143 do Código Civil determina que o estabelecimento pode ser objeto unitário de direitos 
e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
d) Errada – A contrário do afirmado, somente quando não restarem bens suficientes para solver o seu 
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do 
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 da notificação. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
e) Errada – Via de regra, a transferência não importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados 
para exploração do estabelecimento, mesmo se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir 
o contrato em NOVENTA a contar da PUBLICAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA, se ocorrer justa causa, ressalvada, 
neste caso, a responsabilidade do alienante. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
Gabarito: C 
 
35. VUNESP - Notário e Registrador (TJ AL)/Remoção/2019 
Em relação ao trespasse de estabelecimento, é correto afirmar: 
a) o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes 
à transferência, salvo autorização expressa no contrato. 
b) a sociedade empresária poderá ter mais de um estabelecimento, no entanto, para fins de direitos e de 
negócios jurídicos, translativos ou constitutivos; todos os estabelecimentos devem ser considerados de 
forma conjunta. 
c) a alienação de estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros desde a assinatura do contrato. 
d) a eficácia da alienação do estabelecimento não depende do pagamento ou anuência de todos os credores, 
mesmo que o alienante se torne insolvente em razão do trespasse. 
Comentários: 
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a) Correta – Salvo estipulação em contrário, a vedação de não concorrência ao adquirente perdura por cinco 
anos após a transferência. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
b) Errada – De fato, a sociedade empresária poderá ter mais de um estabelecimento. Entretanto, para fins 
de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos; o estabelecimento será considerado como 
objeto unitário. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objetounitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
c) Errada – A alienação de estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à 
margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
d) Errada – A eficácia da alienação do estabelecimento DEPENDE do pagamento ou anuência de todos os 
credores, mesmo que o alienante se torne insolvente em razão do trespasse, de modo expresso ou tácito, 
em trinta dias a partir de sua notificação. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
Gabarito: A 
 
36. COPS UEL - Procurador do Município (Londrina)/Serviço de Procuradoria Jurídica/2019 
Sabendo que o Estabelecimento Empresarial é um dos elementos da empresa, considere as afirmativas a 
seguir. 
I. Segundo o atual Código Civil, para que a alienação do estabelecimento empresarial produza efeitos frente 
a terceiros, deverá o contrato ser averbado na Junta Comercial, à margem da inscrição do empresário ou da 
sociedade empresária, bem como publicado na imprensa oficial. 
II. O conjunto de bens organizado pelo empresário ou pela sociedade empresária para fins de desenvolver 
sua atividade é denominado “estabelecimento empresarial”, sendo possível formalizar um termo que tenha 
por objeto, além da alienação o arrendamento do mesmo, sendo vedado apenas o usufruto. 
III. O alienante não pode fazer concorrência ao adquirente do estabelecimento empresarial nos 3 anos 
subsequentes à transferência, salvo com autorização expressa neste sentido. 
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IV. A eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores ou do 
consentimento destes de modo expresso ou tácito, caso ao alienante do estabelecimento não restarem bens 
suficientes para solver o seu passivo. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
I) Correta – A assertiva está correta, sendo a literalidade do disposto no art. 1.144 do Código Civil. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
II) Errada – A primeira parte da assertiva está correta. O único erro constante no item é a afirmação de que 
é vedado o usufruto do estabelecimento empresarial. 
Art. 1.147. Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a 
proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
III) Errada – O alienante não pode fazer concorrência ao adquirente do estabelecimento empresarial nos 5 
anos subsequentes à transferência, salvo com autorização expressa neste sentido. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
IV) Correta – Nos exatos termos do art. 1.145 do Código Civil. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
Gabarito: B 
 
37. CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2019 
O estabelecimento comercial é todo o complexo de bens, materiais e imateriais, organizado para o exercício 
da empresa. Os bens materiais do estabelecimento comercial incluem 
a) o ponto comercial. 
b) marcas e patentes. 
c) os contratos. 
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d) o nome empresarial. 
e) as mercadorias. 
Comentários: 
a) Errada – O ponto comercial, em que pese integrar o conceito de estabelecimento comercial, é um bem 
imaterial. 
b) Errada – As marcas e patentes são bens imateriais e integram o conceito de estabelecimento. 
c) Errada – Os contratos também são bens imateriais. 
d) Errada – O nome empresarial é bem imaterial do estabelecimento. 
e) Correta – As mercadorias, além de integrarem o conceito de estabelecimento, são bens materiais. 
Vejamos entendimento do STJ nesse sentido: 
O "estabelecimento comercial" é composto por patrimônio material e imaterial, 
constituindo exemplos do primeiro os bens corpóreos essenciais à exploração comercial, 
como mobiliários, utensílios e automóveis, e, do segundo, os bens e direitos industriais, 
como patente, nome empresarial, marca registrada, desenho industrial e o ponto. (...) 
(REsp 633.179/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 
02/12/2010, DJe 01/02/2011) 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
Gabarito: E 
 
38. VUNESP - Delegado de Polícia (PC BA)/2018 
Com relação ao estabelecimento empresarial, assinale a alternativa correta. 
a) O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só 
produzirá efeitos quanto às partes e a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, 
ou da sociedade empresária, no Registro Público de Pessoas Jurídicas, e de publicado na imprensa local. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
mesmo não contabilizados, continuando o devedor primitivo subsidiariamente obrigado, pelo prazo de três 
anos, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) A transferência do estabelecimento importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para 
exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato 
em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
d) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente, nos dez anos subsequentes à transferência; no caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição persistirá durante o prazo contratual, não podendo ser superior a cinco anos. 
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da assinatura do contrato, e, a partir da publicação da 
transferência, o devedor que pagar ao cedente, mesmo de boa-fé, terá que pagar novamente ao adquirente. 
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Comentários: 
a) Errada – A publicação deve ocorrer na imprensa OFICIAL. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quantoa terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
b) Errada – O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, quando contabilizados. Ademais, o devedor primitivo continua solidariamente obrigado pelo 
prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do 
vencimento. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) Correta – Assertiva nos exatos termos do art. 1.148 do Código Civil. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
d) Errada – O prazo da não concorrência é de cinco anos, não dez. No caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato, não havendo outro 
limite temporal a não ser o da duração contratual. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
e) Errada – A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento DA PUBLICAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA. Ademais, de fato, o devedor 
ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
Gabarito: C 
 
39. IESES - Notário e Registrador (TJ AM)/Remoção/2018 
O complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária é 
chamado de: 
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a) Estabelecimento. 
b) Estoque. 
c) Empresário. 
d) Empresa. 
Comentários: 
a) Correta – O conceito exposto no enunciado consiste no estabelecimento empresarial. 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
b) Errada – O estoque consiste em mercadorias, produtos e outros elementos que se encontram na posse da 
empresa ou empresário. 
c) Errada – O conceito de empresário está exposto no art. 966 do CC, sendo aquele que profissionalmente 
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
d) Errada – Empresa é a atividade econômica. 
Gabarito: A 
 
40. FCC - Defensor Público (DPE AP)/2018 
Quanto ao estabelecimento: 
a) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente nos cinco anos subsequentes à transferência; no caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento essa proibição persistirá durante o prazo do contrato. 
b) Os contratos que tenham por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento 
produzirão efeitos imediatos em relação a terceiros, pela presunção de publicidade deles decorrente. 
c) Seja qual for a situação patrimonial do passivo do alienante, a eficácia da alienação do estabelecimento 
depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, necessariamente expresso, em 
trinta dias a partir de sua notificação. 
d) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
contabilizados ou não, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. 
e) A transferência do estabelecimento sempre importará a sub-rogação do adquirente nos contratos 
estipulados para exploração do estabelecimento tendo ou não caráter pessoal, facultado aos terceiros 
rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência. 
Comentários: 
a) Correta – A assertiva está conforme o disposto no art. 1.147 do CC: 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
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Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
b) Errada – Tais contratos só produzirão efeitos contra terceiros se forem averbados à margem da inscrição 
do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e publicados na 
imprensa oficial. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
c) Errada – A eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do 
consentimento destes, necessariamente expresso, em trinta dias a partir de sua notificação. Essa 
condicionante só se aplica caso o alienante não possua bens suficientes para solver o passivo. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
d) Errada – O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, se contabilizados. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
e) Errada – A transferência do estabelecimento nem sempre importará a sub-rogação do adquirente nos 
contratos estipulados para exploração do estabelecimento NÃO tendo caráter pessoal, facultado aos 
terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
Gabarito: A 
 
41. CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018 
Em relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e à sucessão comercial, à 
natureza e às espécies de nome empresarial e ao registro de empresas, julgue o item a seguir. 
O imóvel de uma sociedade empresarial utilizado exclusivamente como clube para seus funcionáriosintegra 
o estabelecimento empresarial. 
( ) Certo ( ) Errado 
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Comentário: 
Assertiva errada. Somente são considerados como estabelecimento o complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. Assim, como o referido clube não é 
utilizado para o exercício da empresa, não será considerado como parte do estabelecimento empresarial. O 
STJ já posicionou-se sobre o tema, dizendo que esse tipo de imóvel não utilizado na atividade empresarial 
não faz parte do estabelecimento. 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
Gabarito: Errada. 
 
42. CESGRANRIO - Advogado (PETROBRAS)/Júnior/2018 
Uma empresária do ramo de moda alienou o seu estabelecimento para um primo, que ali deu continuidade 
à exploração da mesma atividade. Nesse caso, de acordo com o Código Civil de 2002, 
a) a empresária não pode fazer concorrência ao primo, nos cinco anos subsequentes à transferência, se não 
houver autorização expressa. 
b) a empresária não pode fazer concorrência ao primo, nos três anos subsequentes à transferência, se não 
houver autorização expressa. 
c) o rapaz não responde por débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, 
conforme consta no contrato de trespasse. 
d) o primo responde com exclusividade pelas dívidas vencidas, regularmente contabilizadas, pelo prazo de 
um ano a partir da publicação do contrato, conforme o contrato de trespasse. 
e) os dois respondem solidariamente pelas dívidas vencidas, regularmente contabilizadas, pelo prazo de dois 
anos a partir da publicação do contrato, conforme o contrato de trespasse. 
Comentários: 
a) Correta – Permite-se a concorrência caso haja autorização expressa. Quando essa autorização inexistir, a 
concorrência é vedada pelo prazo de cinco anos da transferência. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
b) Errada – Como dito anteriormente, o prazo de vedação da concorrência é de cinco anos. 
c) Errada – O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
d) Errada – Conforme visto acima, o primo não responderá com exclusividade, pois o devedor primitivo 
continua solidariamente responsável pelo prazo de um ano. 
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e) Errada – A responsabilidade perdura por um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, 
quanto aos outros, da data do vencimento. 
Gabarito: A 
 
43. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Remoção/2017/"2017.1" 
O adquirente do estabelecimento empresarial responde pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados. Por qual prazo continua o devedor primitivo 
solidariamente obrigado quanto aos créditos vencidos e os por vencer? 
a) 2 anos da publicação ou do vencimento. 
b) 3 anos da publicação ou do vencimento. 
c) 1 ano da publicação ou do vencimento. 
d) 5 anos da publicação ou do vencimento. 
Comentários: 
A assertiva correta é a letra “c”, pois o devedor primitivo continua solidariamente obrigado pelo prazo de 
um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento, 
nos termos do art. 1.146 do CC. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
Gabarito: C 
 
44. FCC - Juiz do Trabalho (Unificado)/2017 
Joaquim, tradicional padeiro, regularmente inscrito em junta comercial como empresário individual, vende 
seu estabelecimento para Manoel, que passa a exercer a atividade, no mesmo lugar para a mesma clientela. 
No que se refere ao contrato de trespasse, 
a) caso o contrato não disponha em contrário, Joaquim poderá imediatamente fazer concorrência a Manoel, 
em face da liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, bem como em face do princípio 
da livre concorrência. 
b) caso Joaquim tenha débitos – de índole civil, trabalhista e tributária – anteriores à transferência, 
regularmente contabilizados como decorrentes do exercício da empresa, Manoel, em decorrência da 
sucessão, será responsável pelo pagamento de tais dívidas, liberando-se de imediato a responsabilidade de 
Joaquim. 
c) para que tenha validade e produza efeitos entre as partes, o contrato de trespasse deverá ser averbado à 
margem da inscrição empresarial de Joaquim, na Junta Comercial, e publicado na imprensa oficial. 
d) caso Joaquim tenha créditos referentes ao estabelecimento transferido, a cessão de tais recebíveis para 
Manoel produzirá efeito com relação aos respectivos devedores a partir do momento da publicação da 
transferência, mas os devedores ficarão exonerados se, de boa-fé, efetuarem os pagamentos a Joaquim. 
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e) ressalvada disposição em contrário, a transferência do estabelecimento importa sub-rogação do 
adquirente Manoel nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, inclusive os de caráter 
pessoal. 
Comentários: 
a) Errada – O alienante não poderá fazer concorrência com adquirente pelo prazo de cinco anos, salvo 
estipulação em contrário. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
b) Errada – O adquirente responde pelos débitos contabilizados. Ademais, o devedor primitivo continua 
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, 
quanto aos outros, da data do vencimento. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) Errada – O contrato deve ser averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, 
no Registro Público de Empresas Mercantis, e publicado na imprensa oficial. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
d) Correta – A assertiva está correta, conforme o disposto no art. 1.149 do CC. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
e) Errada – Ressalvada disposição em contrário, a transferência do estabelecimento importa sub-rogação do 
adquirente Manoel nos contratos estipuladospara exploração do estabelecimento, exceto os de caráter 
pessoal. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
Gabarito: D 
 
45. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça/2017 
Após a alienação e entrega de um estabelecimento comercial, entre duas sociedades empresárias, o objeto 
do negócio foi penhorado em face de dívida contabilizada do vendedor constituída antes do negócio. 
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A respeito dessa situação hipotética, julgue o item, considerando as premissas civilistas sobre o direito de 
empresa. 
O negócio jurídico realizado na referida situação hipotética constitui um trespasse. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários: 
Assertiva correta. Estamos diante do trespasse, conceituado como o contrato oneroso que gera a 
transferência do estabelecimento empresarial. No que tange à penhora realizada, temos que a alienar o 
estabelecimento comercial, o devedor deve conservar bens suficientes para pagar seus credores ou deverá 
obter o consentimento destes para a alienação. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
Gabarito: Certo. 
 
46. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça/2017 
Após a alienação e entrega de um estabelecimento comercial, entre duas sociedades empresárias, o objeto 
do negócio foi penhorado em face de dívida contabilizada do vendedor constituída antes do negócio. 
A respeito dessa situação hipotética, julgue o item, considerando as premissas civilistas sobre o direito de 
empresa. 
O estabelecimento comercial é todo o complexo de bens, inclusive bens de natureza imóvel, organizados 
para o exercício da empresa. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários: 
A assertiva está correta. Nos termos do art. 1.142 do Código Civil, estabelecimento comercial é todo o 
conjunto de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
Quanto aos bens imóveis, o entendimento do STJ é no sentido de integrarem o conceito de estabelecimento. 
FALÊNCIA. AÇÃO REVOCATÓRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA. ALIENAÇÃO DE 
ESTABELECIMENTO COMERCIAL DENTRO DO TERMO LEGAL DA FALÊNCIA. INCIDÊNCIA DAS 
SÚMULAS 5 E 7. PRAZO DECADENCIAL. ESTABELECIMENTO COMERCIAL. ALIENAÇÃO DE 
BENS INCORPÓREOS. INEFICÁCIA EM RELAÇÃO À MASSA. (...)3. O "estabelecimento 
comercial" é composto por patrimônio material e imaterial, constituindo exemplos do 
primeiro os bens corpóreos essenciais à exploração comercial, como mobiliários, utensílios 
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e automóveis, e, do segundo, os bens e direitos industriais, como patente, nome 
empresarial, marca registrada, desenho industrial e o ponto. (...) (REsp 633.179/MT, Rel.: 
Min. Luis Felipe Salomão, Órgão Julgador: 4ª Turma, j. em 02.12.2010, p. em DJe 
01.02.2011) 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
Gabarito: Certo 
 
47. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor (PROCON MA)/2017 
Ocorrendo a alienação de estabelecimento empresarial, 
a) o adquirente responde pelo pagamento dos débitos de natureza civil ou mercantil, anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente 
obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, ressalvada a dispensa 
de publicação concedida às microempresas e empresas de pequeno porte, e, quanto aos outros créditos, da 
data do vencimento. 
b) o alienante só poderá fazer concorrência ao adquirente, depois de decorridos dois anos do recebimento 
do preço e, se foi a vista, decorridos dez anos no mesmo Município ou cinco anos em Municípios diferentes. 
c) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da transferência, dada a publicidade da tradição, não podendo o 
devedor que pagar ao cedente alegar que o fez de boa-fé. 
d) se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a alienação do estabelecimento 
será ineficaz de pleno direito. 
e) o contrato que tenha esse objeto ou o usufruto ou arrendamento do estabelecimento produzirá efeitos 
imediatos quanto a terceiros, haja vista a celeridade e informalidade dos negócios empresariais. 
Comentários: 
a) Correta – Para que o adquirente do estabelecimento responda pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados, sendo o devedor primitivo solidariamente obrigado 
pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e aos outros, da data do 
vencimento. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
LC. 123/71, Art. 71. Os empresários e as sociedades de que trata esta Lei Complementar, 
nos termos da legislação civil, ficam dispensados da publicação de qualquer ato societário. 
b) Errada – A cláusula de não concorrência comercial vigora por cinco anos, salvo se houver autorização 
expressa permitindo a concorrência. Ademais, a vedação não diferencia prazos para a concorrência no 
mesmo município ou em município diverso. 
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Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
c) Errada – A cessão dos créditos produz efeito desde a publicação. Ademais, o devedor ficará exonerado se 
de boa-fé pagar ao cedente. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
d) Errada – Ao contrário do afirmado, caso não restem bens suficientes para solver o passivo, a da alienação 
do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo 
expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
e) Errada – Não haverá a produção imediata de efeitos.Estes somente correrão, quanto a terceiros, depois 
de averbado à margem da inscrição e de publicado na imprensa oficial 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Gabarito: A 
 
48. (FAURGS/TJ-RS/Juiz/2016) 
Assinale a alternativa correta sobre estabelecimento empresarial no Código Civil. 
a) O pagamento ou o consentimento de todos os credores é imprescindível para validade e eficácia da 
alienação do estabelecimento. 
b) O adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
desde que regularmente contabilizados. 
c) O alienante do estabelecimento, não havendo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao 
adquirente nos cinco anos subsequentes à transferência. 
d) O contrato que tenha por objeto a alienação do estabelecimento só produz efeitos quanto a terceiros 
depois de averbado no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz efeito em relação aos respectivos 
devedores, independentemente de publicação da transferência e da boa-fé do devedor que pagar ao 
cedente. 
Comentário: 
a) Incorreta – A primeira condição de eficácia da alienação do estabelecimento é o fato de restarem bens 
suficientes para solver o passivo. Se não sobrar bens dependerá do pagamento ou do consentimento. 
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Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
b) Incorreta – Os débitos do estabelecimento que estejam corretamente contabilizados na venda passarão 
a ser responsabilidade do adquirente. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, (...) 
c) Correta - A proibição de concorrência do vendedor do estabelecimento é a regra que nem precisa estar 
escrita para ser válida, já que é o que está previsto na lei. Essa proibição de concorrência é de 5 anos. Só 
poderá fazer concorrência caso haja expressa autorização do adquirente do estabelecimento. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
d) Incorreta – Para que o contrato de alienação de estabelecimento tenha efeitos perante terceiros é preciso 
que seja feita a averbação e a publicação. A averbação deve ser feita no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
e) Incorreta – A cessão de créditos produz efeito em relação ao devedor do estabelecimento a partir do 
momento em que essa alienação é publicada. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da 
transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
Gabarito: C 
 
49. (VUNESP/TJ-RJ/Juiz/2016) 
Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento empresarial. 
a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o 
passivo, dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de 
modo expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação. 
b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da empresa, o estabelecimento não pode 
ser objeto unitário de negócios jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza. 
c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros a 
partir da data de sua assinatura. 
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d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, independentemente de estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto 
aos créditos vencidos. 
e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos 
subsequentes à assinatura do contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido 
contrário. 
Comentário: 
a) Correta – A eficácia da alienação do estabelecimento só vale se restarem bens suficientes para pagar o 
passivo, se isso não acontecer vamos ao segunda possibilidade que é o pagamento de todos os credores e 
se ainda não for possível esse pagamento, os credores podem dar seu consentimento de modo tácito ou de 
modo expresso em um prazo de 30 dias do dia em que forem notificados da alienação. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
b) Incorreta – O estabelecimento pode ser objeto unitário de negócio jurídico, ou seja, como um complexo 
de bens, ele pode ser negociado como algo único. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
c) Incorreta - O trespasse produz efeitos para terceiros quando o contrato de alienação é averbado no RPEM 
e quando é publicado. A data da assinatura só produz efeitos entre as partes signatárias. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
d) Incorreta – Quem adquire o estabelecimento se encarrega de pagar as dívidas anteriores desde que essas 
dívidas estejam devidamente escrituradas para que ele saiba o que está assumindo. O devedor que vendeu 
o estabelecimento também continua responsável por essas dívidas pelo prazo de um ano de maneira 
solidária ao comprador. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
e) Incorreta – A concorrência é proibida em regra, mas as partes podem estipular uma autorização por escrito 
de concorrência. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
Gabarito: A 
 
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50. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015) 
A partir da previsão contida no art. 1.143 do Código Civil, segundo o qual “pode o estabelecimento ser objeto 
unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a suao terceiro conhecia o ato ou contrato. 
O órgão de registro tem a incumbência de verificar a regularidade das publicações determinadas em lei e 
essas publicações devem ser feitas em órgão oficial do governo bem como em jornal de grande circulação e 
a lei ainda trata de como deve ser feita a convocação de assembleia de sócios, com a publicação dessa 
convocação por pelo menos 3 vezes e um prazo mínimo entre a primeira convocação e a assembleia de 8 
dias e as demais de 5 dias. 
Art. 1.152. Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das publicações 
determinadas em lei, de acordo com o disposto nos parágrafos deste artigo. 
§ 1 o Salvo exceção expressa, as publicações ordenadas neste Livro serão feitas no órgão 
oficial da União ou do Estado, conforme o local da sede do empresário ou da sociedade, e 
em jornal de grande circulação. 
§ 2 o As publicações das sociedades estrangeiras serão feitas nos órgãos oficiais da União e 
do Estado onde tiverem sucursais, filiais ou agências. 
§ 3 o O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três vezes, ao 
menos, devendo mediar, entre a data da primeira inserção e a da realização da assembléia, 
o prazo mínimo de oito dias, para a primeira convocação, e de cinco dias, para as 
posteriores. 
 
ESCRITURAÇÃO 
1 - Obrigações do Empresário 
O empresário possui algumas obrigações: 
- Registo de seus atos no Registro Público de Empresas Mercatins 
- Escrituração dos livros 
- Levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico 
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Vou explicar resumidamente como funciona a dinâmica empresarial e atrelar essa dinâmica às obrigações 
do empresário. O exemplo serve tanto para a sociedade como para o empresário individual, mas vou chamar 
apenas de empresário. O empresário preenche o formulário de empresário individual, assina e leva à Junta 
Comercial para inscrição e registro. Depois ele leva esse registro aos órgãos públicos, geralmente aos órgãos 
de fiscalização. Obtêm, então, CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal etc. Digamos que esse nosso 
empresário seja um vendedor de mercadoria no varejo. Após obter a inscrição como contribuinte ele está 
apto a comprar produtos. O empresário compra produtos e recebe esses produtos acompanhados por uma 
nota fiscal emitida pelo fornecedor, já que toda circulação de mercadoria enseja a obrigatoriedade de 
emissão da nota fiscal. O nosso empresário vende o produto a um consumidor final e para isso emite um 
documento fiscal que pode ser uma nota fiscal ou um cupom fiscal. Essas notas fiscais são chamadas de 
documentos fiscais. Diante dessa realidade de fatos e documentos temos a estipulação legal de que o 
empresário tem como obrigação manter um sistema de contabilidade e uma das obrigações da contabilidade 
é fazer a escrituração de todos os documentos atinentes à atividade. Então, o empresário pega a nota fiscal 
referente às mercadorias que ele comprou e escritura no livro de entradas de mercadoria. Também pega a 
nota fiscal emitida por ele na venda do produto e escritura no livro de saída. Escriturar, portanto, é organizar 
em um livro o que acontece no desenvolvimento da atividade ao longo dos dias, reproduzindo nesses 
livros os conteúdos dos documentos que comprovam a operação escriturada. 
O livro é preenchido com base nos documentos. Encerrado o mês, o empresário faz a declaração ao fisco, ou 
seja, preenche a declaração com base nos dados do livro escriturado e envia por meio eletrônico. Hoje em 
dia, a maioria dos livros e notas são eletrônicos. Nessa declaração está também o cálculo do imposto devido. 
Após o envio da declaração é possível emitir o boleto para pagamento do imposto. Geralmente, no 
encerramento do exercício, com base nas declarações e livros escriturados, são elaboradas as 
demonstrações contábeis, como o balanço patrimonial e a demonstração de resultado do exercício. A 
transcrição dos documentos fiscais nos livros, ou seja, escrever nos livros contábeis os itens do documento 
da operação é a chamada ESCRITURAÇÃO, que é uma obrigação do empresário, em regra, a não ser nos 
casos em que a própria lei dispense. Portanto, a escrituração é concretizada pelos documentos que registram 
e comprovam a operação, pelos livros contábeis e fiscais que contêm de maneira organizada a escrita desses 
documentos, pelas declarações enviadas ao fisco que ensejam o pagamento dos impostos e, por fim, pelas 
demonstrações contábeis. 
A Escrituração possui três funções principais: 
- Gerencial 
- Documental 
- Fiscal 
A função gerencial existe para controle das operações, auxílio na tomada de decisões administrativa e 
financeira. O empresário consegue observar, por meio da escrituração, como está o desenvolvimento da 
empresa no que tange ao lucro ou prejuízo. Sabe onde pode e deve investir para melhorar o desempenho 
de sua atividade e qual os pontos fortes e fracos de sua atividade. A escrituração corretamente elaborada dá 
subsídios ao empresário para melhorar o seu negócio. 
A função documental visa interesse de terceiros, investidores, sócios, bancos, credores, fornecedores e 
clientes. É importante que terceiros interessados na empresa saibam como está o desenvolvimento do 
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negócio. Um investidor não quer investir em uma empresa em rumo de insolvência e para isso é interessante 
que ele veja como está o negócio por meio da escrituração. 
A função fiscal é uma função que visa o controle e a fiscalização dos impostos e tributos a serem recolhidos 
de forma geral. 
Apesar dessas importantes funções apresentadas, precisamos saber que o empresário faz a escrituração 
porque ele é obrigado por lei. A Escrituração deve ser uniforme e seguir normas, leis, técnicas e 
pronunciamentos que estabelecem um padrão na elaboração da escrituração. A escrituração é feita nos 
livros de maneira organizada. Tudo o que acontece na empresa como fato contábil deve ser documentado e 
esse documento deve ser escriturado (nota fiscal, fatura, duplicata, pagamento). Nos termos da lei, temos 
que esse registro do documento, feito nos livros contábeis ou fiscais, pode ser feito manualmente, de 
maneira mecanizada (máquina de escrever) ou por processamento eletrônico de dados (computador). No 
fim do exercício, os registros contábeis serão apurados e consolidados nas demonstrações do balanço 
patrimonial e do resultado do exercício. 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de 
contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
 
 
(ESAF/Receita Federal/AFRFB/2012) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um 
sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de 
resultado econômico. 
Comentário: Os detalhes que devemos saber sobre o Artigo 1.179 são: escrituração é obrigatória, sistema 
mecanizado ou não, escrituração uniforme dos livros, de acordo com os documentos e levantar BP e DRE são 
obrigações do empresário também. 
Empresário e Sociedade Empresária 
Obrigados 
Escrituração... 
sistema de 
contabilidade 
 
mecanizado 
não mecanizado 
escrituração 
uniforme de 
seus livros 
correspondência 
documentação 
respectiva 
levantar 
anualmente 
resultado econômico 
balanço patrimonial 
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Gabarito: Correta 
Quem é responsável pela elaboração da Escrituração do empresário?natureza”, é possível afirmar que tal instituto tem natureza de: 
a) comunhão ou universalidade de direitos; 
b) universalidade de fato; 
c) patrimônio de afetação; 
d) pessoa jurídica de direito privado; 
e) pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
Comentário: 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
a) Incorreta – O estabelecimento não pode ser caracterizado como uma universalidade de direitos pois não 
decorre de lei. 
b) Correta – Como a reunião de bens se dá pela vontade do empresário, estamos diante de uma 
universalidade de fato. Assim, o estabelecimento pode ser objeto unitário de direitos e negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, desde que compatíveis com a sua natureza 
c) Incorreta – O patrimônio de afetação consiste na separação de parte do patrimônio que serve para 
assegurar a continuidade de uma atividade específica. 
d) Incorreta – As pessoas jurídicas de direito privado são as associações, as sociedades, as fundações, as 
organizações religiosas, os partidos políticos e as empresas individuais de responsabilidade limitada, nos 
termos do art. 44 do Código Civil. 
e) Incorreta – O estabelecimento é o complexo de bens utilizados para o exercício da empresa, não se 
confundindo com o conceito de pessoa. 
Gabarito: B 
 
51. (FGV/Prefeitura de Recife/Auditor do Tesouro/2014) 
Condado Confeitaria Ltda. arrendou o estabelecimento de uma de suas filiais, situado na cidade de Buíque, 
à sociedade empresária Calumbi, Machados & Cia. Ltda. Não houve notificação prévia do arrendamento aos 
credores quirografários do arrendador, apenas a publicação legal do contrato e seu arquivamento na Junta 
Comercial. O contrato foi celebrado pelo prazo de quatro anos e contém estipulação estabelecendo que, 
durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer concorrência ao arrendatário na cidade de Buíque. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a estipulação contratual é: 
a) válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição de concorrência ao arrendador 
persiste durante o prazo do contrato. 
b) nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência, 
impedindo o restabelecimento do arrendador. 
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c) anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazo de proibição de concorrência ao 
arrendador limita-se aos cinco anos subsequentes à transferência. 
d) não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso de alienação do 
estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos. 
e) é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo arrendamento do estabelecimento, o 
arrendador deveria ter notificado previamente seus credores quirografários. 
Comentário: 
A estipulação contratual é válida. O contrato foi devidamente averbado na junta comercial e publicado na 
imprensa oficial. Assim, os requisitos do art. 1.144 do Código Civil foram cumpridos. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
Ademais, ao contrário da alienação, o arrendamento não tem sua eficácia condicionada ao pagamento dos 
credores ou o seu consentimento mediante notificação. 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou 
do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação. 
No que diz respeito à proibição de concorrência do arrendante com o arrendatário, temos que a proibição é 
válida e persistirá durante o prazo do contrato. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. 
 Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
 Gabarito: A 
 
52. (FCC/SEFAZ-SP/Fiscal de Rendas/2013) 
Quanto ao estabelecimento: 
a) Não pode ele ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, ainda 
que compatíveis com sua natureza. 
b) Seu adquirente responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente 
contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, 
quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) No caso de seu arrendamento ou usufruto, não haverá vedação possível à concorrência empresarial. 
d) Não havendo autorização expressa, seu alienante não pode fazer concorrência ao adquirente, nos dez 
anos subsequentes à transferência. 
Comentário: 
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a) Incorreta - Pode sim, o estabelecimento, ser objeto unitário de negócio jurídico. E ainda, é preciso que o 
negócio jurídico a ser feito com o estabelecimento seja compatível com a sua natureza. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
b) Correta - O item trouxe a reprodução literal do Artigo 1.146 e coaduna com toda nossa explicação sobre 
a responsabilidade do pagamento dos débitos anteriores ao trespasse. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) Incorreta - A regra da proibição de concorrência vale tanto para a alienação, quanto para o arrendamento 
e também para o usufruto. A diferença entre eles para a aplicação dessa regra está no prazo de proibição. 
Na alienação esse prazo é de 5 anos e nos outros dois contratos a proibição deve durar enquanto durar o 
contrato. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição 
prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. 
d) Incorreta - O prazo de não concorrência é de 5 anos e não de 10 anos. 
Gabarito: B 
 
53. (FCC/TJ-PE/Juiz/2013) 
O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde 
que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de 
um ano, contado da publicação quanto aos créditos vencidos, e da data do vencimento em relação aos 
demais. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
Essa questão está de acordo com o Artigo 1.146. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor 
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos 
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
Gabarito: Correta 
 
54. (FGV/OAB/Exame da Ordem/2013) 
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No contrato de alienação doestabelecimento da sociedade empresária Chaves & Cia Ltda., com sede em 
Theobroma, ficou pactuado que não haveria sub-rogação do adquirente nos contratos celebrados pelo 
alienante, em vigor na data da transferência, relativos ao fornecimento de matéria-prima para o exercício da 
empresa. Um dos sócios da sociedade empresária consulta sua advogada para saber se a estipulação é válida. 
Consoante as disposições legais sobre o estabelecimento, assinale a afirmativa correta. 
a) A estipulação é nula, pois o contrato de alienação do estabelecimento não pode afastar a sub-rogação do 
adquirente nos contratos celebrados anteriormente para sua exploração. 
b) A estipulação é válida, pois o contrato de alienação do estabelecimento pode afastar a sub-rogação do 
adquirente nos contratos celebrados anteriormente para sua exploração. 
c) A estipulação é anulável, podendo os terceiros rescindir seus contratos com a sociedade empresária em 
até 90 (noventa) dias a contar da publicação da transferência. 
d) A estipulação é considerada não escrita, por desrespeitar norma de ordem pública que impõe a 
solidariedade entre alienante e adquirente pelas obrigações referentes ao estabelecimento. 
Comentário: 
A regra geral sobre os contratos de um estabelecimento é a de que ao vender o estabelecimento passa-se 
junto os seus contratos, porém pode, sem problema algum, haver previsão diferente disso no próprio 
contrato de trespasse. Ou seja, pode colocar no contrato de trespasse uma cláusula dizendo que 
determinado contrato em vigor não será repassado para o adquirente do estabelecimento. E foi isso que o 
enunciado disse que aconteceu. Portanto, a cláusula ou estipulação é válida. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem 
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da 
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
Gabarito: B 
 
55. (FCC/TRT-18/Juiz/2012) 
Em relação ao estabelecimento empresarial: 
I - Não havendo proibição expressa, o alienante do estabelecimento poderá fazer concorrência ao 
adquirente, a qualquer tempo. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento, produz 
efeitos jurídicos imediatos, tanto em relação às partes, como em relação a terceiros. 
( ) Certo ( ) Errado 
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Comentário: 
I – Incorreta - Se o contrato for omisso, vale a regra da não permissão da concorrência. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
II – Correta - A questão em tela coaduna com o que está previsto no Artigo 1.143, sobre a possibilidade de o 
estabelecimento ser objeto de negócio jurídico. Esse negócio pode ser constitutivo, ou seja, que se constitui 
ou translativo. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
III – Incorreta - Os efeitos jurídicos do contrato que envolve estabelecimento só são imediatos entre as partes 
que assinam o contrato. Quanto a terceiros os efeitos não são imediatos, para produzir efeitos quanto a 
terceiros só depois de averbado no RPEM e publicado na imprensa oficial. Art. 1.144 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
 
56. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) 
O alienante do estabelecimento, salvo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 
cinco anos subsequentes à transferência. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
De acordo com o Artigo 1.147 do CC. Quem vende o estabelecimento não pode fazer concorrência com quem 
compra durante 5 anos da transferência, a não ser que haja autorização expressa para isso. 
Gabarito: Correta 
 
57. (FCC/TRT-18/Juiz/2012) 
Em relação ao estabelecimento empresarial: 
I - Não havendo proibição expressa, o alienante do estabelecimento poderá fazer concorrência ao 
adquirente, a qualquer tempo. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento, produz 
efeitos jurídicos imediatos, tanto em relação às partes, como em relação a terceiros. 
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( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
I – Incorreta - Se o contrato for omisso, vale a regra da não permissão da concorrência. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode 
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. 
II – Correta - A questão em tela coaduna com o que está previsto no Artigo 1.143, sobre a possibilidade de o 
estabelecimento ser objeto de negócio jurídico. Esse negócio pode ser constitutivo, ou seja, que se constitui 
ou translativo. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, 
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
III – Incorreta - Os efeitos jurídicos do contrato que envolve estabelecimento só são imediatos entre as partes 
que assinam o contrato. Quanto a terceiros os efeitos não são imediatos, para produzir efeitos quanto a 
terceiros só depois de averbado no RPEM e publicado na imprensa oficial. Art. 1.144 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da 
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. 
 
58. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) 
O alienante do estabelecimento, salvo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 
cinco anos subsequentes à transferência. 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentário: 
De acordo com o Artigo 1.147 do CC. Quem vende o estabelecimento não pode fazer concorrência com quem 
compra durante 5 anos da transferência, a não ser que haja autorização expressa para isso. 
Gabarito: Correta 
 
59. (FCC/TRT-4/Juiz/2012) 
Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende 
a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e tributários. 
b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60 (sessenta) dias de sua notificação. 
c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 
(trinta) dias a partir de sua notificação. 
d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários. 
e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia real. 
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Comentário: 
a) Incorreta – o erro está em dizero SOMENTE, pois sabemos que há outra opção. 
b) Incorreta – o prazo para resposta da notificação não é de 60 dias e sim de 30 dias. 
c) Correta – De acordo com o Artigo 1.145 do CC. 
d) Incorreta – Na análise da eficácia da alienação não devemos analisar apenas os débitos tributários ou 
trabalhistas, mas é preciso analisar a eficácia em relação a todos os credores. 
e) Incorreta – Outra alternativa que não tem nada a ver com o enunciado. 
Gabarito: C 
 
Que privilégio para mim que você tenha escolhido e decidido participar dessa jornada pelo Direito 
Empresarial junto comigo. Não irá se arrepender. Vamos com garra, com foco e com fé!!! 
Vamos continuar com foco. Não desista. 
Grande Abraço 
Cadu Carrilho. 
 
 
 
 
LISTA DE QUESTÕES 
 
REGISTRO 
 
1. CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 
A respeito do registro de empresários e de sociedades, assinale a opção correta. 
a) As sociedades simples devem ser inscritas no registro público de empresas mercantis, ainda que não 
exerçam atividade econômica organizada. 
b) Os empresários devem ser inscritos no registro público de empresas mercantis em razão da natureza 
meramente intelectual inerente à sua atividade. 
c) As sociedades simples devem ser inscritas no registro civil de pessoas jurídicas quando exercerem 
atividades profissionais e intelectuais. 
d) Os empresários devem ser inscritos no registro civil de pessoas jurídicas, haja vista que exercem atividade 
econômica organizada. 
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e) As sociedades empresárias devem ser inscritas no registro civil de pessoas jurídicas, tendo em vista o 
exercício de atividade econômica organizada. 
 
2. VUNESP - Fiscal de Cadastro Tributário I (Pref SBC)/2018 
Em relação ao registro do empresário e da sociedade empresária, assinale a alternativa correta. 
a) O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes do cumprimento das 
respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que este o conhecia. 
b) Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo máximo de dez dias úteis, 
contado da lavratura dos atos respectivos. 
c) O anúncio de convocação da assembleia de sócios será publicado por três vezes, ao menos, devendo 
mediar, entre a data da primeira inserção e a da realização da assembleia, o prazo mínimo de trinta dias, 
para a primeira convocação, e de dez dias, para as posteriores. 
d) O registro dos atos sujeitos à formalidade legalmente estabelecida será requerido pela pessoa obrigada 
em lei, e, no caso de omissão ou demora, exclusivamente pelo administrador nomeado. 
e) O registro requerido além do prazo previsto em lei terá seu efeito retroagido à data da lavratura do ato. 
 
3. (CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Provimento/2018) 
“João e Maria criaram a empresa de prestação de serviços ‘A Bruxa Doce’, porém não levaram os atos 
constitutivos a registro no prazo previsto em lei.” Diante dessa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
a) Passado o prazo de 30 (trinta) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua concessão. 
b) Passado o prazo de 90 (noventa) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua 
concessão. 
c) Passado o prazo de 60 (sessenta) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua 
concessão. 
d) Passado o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua 
concessão. 
 
4. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Provimento/2017/"2017.1" 
Devem, por regra, fazer o registro de seus atos constitutivos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, 
EXCETO: 
a) Sociedades Empresárias cujo objeto for serviços. 
b) Associações, inclusive esportivas. 
c) Fundações privadas, inclusive educacionais. 
d) Sociedades simples, não se aplicando a sociedades advocatícias, cujo registro é junto à OAB. 
 
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5. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2017 
Julgue o item a seguir, considerando o entendimento legal e doutrinário acerca da figura jurídica do 
empresário e das pessoas jurídicas. 
O empresário, para iniciar suas atividades formalmente, deve se inscrever no registro público de empresas 
mercantis. 
Certo 
Errado 
 
6. (FCC/SEFAZ-PE/JATTE/2015) 
Em relação ao registro da empresa, é correto afirmar: 
a) O ato empresarial sujeito a registro não pode, antes do cumprimento das respectivas formalidades, em 
nenhuma hipótese, ser oposto a terceiro. 
b) As sociedades empresárias, dependendo do objeto a que se dedicam, devem registrar-se na Junta 
Comercial do Estado em que estão sediadas. 
c) Os atos do registro de empresa praticados pelas Juntas Comerciais são, em sua totalidade, a matrícula e o 
arquivamento dos atos empresariais. 
d) O registro dos atos empresariais sujeitos à formalidade legal será requerido privativamente pelos sócios 
da empresa. 
e) A principal sanção imposta à sociedade empresária que explora irregularmente sua atividade econômica, 
funcionando sem registro na Junta Comercial, é a responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obrigações da 
sociedade. 
 
7. (FGV/Prefeitura de Recife/Auditor do Tesouro/2014) 
Alfredo Chaves exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração 
de auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há registro da atividade por parte 
de Alfredo Chaves em nenhum órgão público. Com base nestas informações e nas disposições do Código 
Civil, assinale a afirmativa correta. 
a) Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de natureza literária. 
b) Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum órgão público. 
c) Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial. 
d) Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em caráter profissional. 
e) Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial. 
 
8. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) 
O registro na junta comercial, formalidade legal imposta pela lei a toda e qualquer sociedade empresária, é 
requisito necessário para sua submissão ao regime jurídico empresarial. 
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( ) Certo ( ) Errado 
 
9. (CESPE/ Câmara dos Deputados/Analista/2014) 
Considere que determinada alteração do contrato social de uma sociedade empresária tenha sido decidida, 
assinada pelos sócios e, dois meses depois, levada à junta comercial para o devido registro. Nesse caso, 
deferido o correspondente arquivamento, seus efeitos retroagirão à data da assinatura da alteração do 
contrato social. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10. (FCC/TJ-AP/Juiz/2014) 
O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, 
a) está sujeito à falência, independente de qualquer registro público. 
b) é obrigado a inscrever-se no Registro Público de Empresas Mercantis. 
c) é obrigado a inscrever-se no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. 
d) pode requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. 
e) não pode constituir empresa individual de responsabilidade limitada. 
 
ESCRITURAÇÃO 
 
11. VUNESP - Notário e Registrador (TJ RS)/Provimento/2019 
Em relação à escrituração empresarial, é correto afirmar: 
a) O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir 
o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas 
exigidaspara aquele. 
b) O juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver quaisquer pendências judiciais, mediante requerimento fundamentado da parte adversa cuja recusa 
tipifica crime de desobediência e de responsabilidade fiscal. 
c) Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no 
caso de escrituração mecanizada ou eletrônica, ficando dispensado em tal circunstância o uso de livro 
apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
d) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
transportes para as margens, salvo se devidamente ressalvadas, sendo vedado o uso de código de números 
ou de abreviaturas. 
e) A escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista, administrador ou economista legalmente 
habilitado, podendo ser substituído por sócio que apresente uma das referidas qualificações, sendo lançados 
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no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, podendo ser assinado por bacharel em Ciências 
Contábeis legalmente habilitado, ficando dispensada, nesse caso, a anuência do empresário ou sociedade 
empresária. 
 
12. CEBRASPE (CESPE) - Auditor-Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RS)/2019 
A respeito de escrituração e do acesso aos livros e papéis utilizados nessa atividade, assinale a opção correta. 
a) A possibilidade de autorização judicial para exibição integral dos livros e papéis de escrituração é vedada 
em casos de sucessão. 
b) O cumprimento da ordem cronológica da escrituração, com subdivisões de dia, mês e ano, é dispensável; 
basta que sejam lançados todos os registros obrigatórios para o ano em apuração. 
c) No caso de obrigatoriedade do livro diário, a escrita indireta é possível, mas a reprodução é vedada. Assim, 
pode ser efetuado um único lançamento por espécie de operação referente ao mesmo grupo de contas; e, 
nesse caso, deverá constar o número do primeiro dos documentos agrupados. 
d) A posição diária de cada uma das contas ou dos títulos contábeis deverá ser escriturada no livro diário, de 
acordo com o respectivo saldo, em forma de balancetes diários. 
e) Para efeito de inventário, os bens destinados à exploração da atividade têm de ser avaliados pelo custo 
de aquisição, sendo cabível, no caso de eventual depreciação, a criação de fundo de amortização para 
assegurar a substituição ou conservação dos bens depreciados. 
 
13. CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Estado (CAGE RS)/2018 
Considerando o disposto no Código Civil sobre o livro diário, assinale a opção correta. 
a) A prescrição ou decadência dos atos consignados no diário não eximem o empresário e a entidade 
empresária da sua guarda por um prazo adicional de cinco anos. 
b) Antes de ser colocado em uso, o livro diário deverá ser autenticado no Registro Público de Empresas 
Mercantis, salvo disposição especial de lei. 
c) Mesmo no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica, o diário não poderá ser substituído por fichas. 
d) O balanço patrimonial e o de resultado econômico devem ser lançados em livro distinto do diário. 
e) No diário, deve constar unicamente a assinatura do técnico em ciências contábeis legalmente habilitado 
e responsável pelos lançamentos nele efetuados. 
 
14. CESGRANRIO - Advogado (PETROBRAS)/Júnior/2018 
Os funcionários de uma empresa terminaram o ano de 2017 muito insatisfeitos com os valores que lhes eram 
pagos a título de participação nos lucros da sociedade. Decidiram, então, ajuizar ação cautelar para exibição 
integral dos livros e papéis da escrituração empresarial. 
Nesse caso, o juiz só pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis da empresa se for necessária para 
a) decretar falência, exclusivamente. 
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b) resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência. 
c) apurar se a atividade empresarial gerou lucros no exercício financeiro. 
d) verificar se a empresa pagou corretamente os tributos incidentes sobre sua atividade empresarial. 
e) resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, apenas. 
 
15. FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Jurídicas e Sociais, Direito/2018 
A prova pelos livros dos empresários submete-se à regra, segundo a qual 
a) os livros e fichas dos empresários e das sociedades só provam contra eles e não a seu favor, porque são 
atos unilaterais. 
b) o juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência, mas essa restrição não se aplica às autoridades fazendárias, no exercício da 
fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) a prova resultante dos livros e fichas, quando extraídos sem vício extrínseco ou intrínseco e forem 
confirmados por outros subsídios, é bastante, mesmo nos casos em que a lei exige escrito particular 
revestido de requisitos essenciais, podendo ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos 
lançamentos, mas não é bastante quando exigível escritura pública. 
d) não é admissível quando o litígio se trava com quem também não seja empresário. 
e) a confissão resultante da recusa de exibição de livros pelo empresário em juízo não pode ser elidida por 
qualquer outra prova, exceto a pericial. 
 
16. FCC - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEF SC)/Gestão Tributária/2018 
Em relação à escrituração empresarial, é correto afirmar: 
a) O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação deve, somente se requerido pelo autor da 
demanda, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, sejam examinados na presença do 
empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles 
se extrair o que interessar à questão. 
b) Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, 
poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou 
não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei; essas restrições ao exame da escrituração, em 
parte ou por inteiro, aplicam-se igualmente às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
c) O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência. 
d) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
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transportes para as margens; é defeso o uso de código de números ou de abreviaturas, em qualquer 
hipótese. 
e) Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, 
devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis; a autenticação far-se-á ainda que o 
empresário ou a sociedade empresária não estejam inscritos regularmente, sob pena de ineficácia de seu 
conteúdo. 
 
17. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor(PROCON MA)/2017 
A respeito da escrituração das sociedades empresárias, vigora a seguinte regra: 
a) As restrições estabelecidas em lei ao exame da escrituração empresarial, em parte ou por inteiro, aplicam-
se igualmente às autoridades fazendárias, que só por ordem judicial poderão fiscalizar a regularidade dos 
lançamentos respectivos. 
b) Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, 
devem ser autenticados em Cartório de Títulos e Documentos, esteja inscrito ou não o empresário. 
c) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou 
transportes para as margens; é defeso o uso de código de números ou de abreviaturas, mesmo que constem 
de livro próprio, autenticado regularmente. 
d) A sociedade empresária que adotar o sistema de fichas fica dispensada do uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
e) O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para 
resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, 
ou em caso de falência. 
 
18. (CESPE/TCE-RN/Auditor/2015) 
Sociedade empresária que não estiver devidamente inscrita não terá direito de autenticação de livros 
obrigatórios em junta comercial. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
19. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015) 
Sobre a escrituração do empresário, é correto afirmar que: 
a) o pequeno empresário, assim definido como o empresário individual caracterizado como microempresa 
que aufira receita bruta anual até o limite de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) está dispensado de levantar 
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico; 
b) entre os valores do ativo do patrimônio do empresário não pode figurar a quantia efetivamente paga a 
título de aviamento de estabelecimento adquirido por ele, pois esse valor deve figurar no passivo; 
c) o balanço patrimonial deve ser lançado no Livro Diário e o balanço de resultado econômico no Livro Razão, 
devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário; 
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d) o juiz só poderá autorizar a exibição parcial dos livros e papéis de escrituração do empresário quando 
necessária para resolver questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à 
conta de outrem, ou em caso de falência; 
e) os livros obrigatórios para todo e qualquer empresário, assim compreendidos o Diário, Caixa e Registro de 
Duplicatas, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis, a cargo das Juntas 
Comerciais, antes de postos em uso. 
 
20. (PUC-PR/PGE-PR/Procurador/2015) 
O contador encarregado da escrituração de uma sociedade limitada é pessoalmente responsável perante os 
preponentes pelos atos dolosos, e perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos culposos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
21. (CESPE/SEFAZ-ES/AFRE/2013) 
I - O empresário e a sociedade empresária são obrigados a adotar um sistema de contabilidade, mecanizado 
ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação 
respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Os livros comerciais podem ser analisados, sem nenhuma restrição, pelas autoridades fazendárias. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
22. (CESPE/TRT-5/Juiz/2013) 
Conforme previsto no Código Civil, a escrituração do livro diário e do livro caixa é obrigatória para todos os 
empresários. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
23. (ESAF/Receita Federal/AFRFB/2012) 
I - O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir 
o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas 
exigidas para aquele. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - O juiz ou tribunal pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração empresarial quando 
necessária para resolver qualquer questão de caráter patrimonial. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
PREPOSTO 
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24. (FCC - Defensor Público do Estado do Amazonas/2018/"Prova Reaplicada") 
Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos 
a) e relativos à atividade da empresa, desde que autorizados por escrito. 
b) mesmo que não sejam relativos à atividade da empresa ou que não tenham sido autorizados por escrito. 
c) e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. 
d) ou fora deles, desde que relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. 
e) ou fora deles, ainda que não relativos à atividade da empresa ou que não autorizados por escrito. 
 
25. CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Estado de Sergipe/2017 
Com relação ao empresário e aos prepostos, assinale a opção correta de acordo com a legislação pertinente. 
a) A inscrição do empresário na junta comercial é requisito para a sua caracterização. 
b) A lei prevê cobrança de multa do incapaz que exercer diretamente atividade própria de empresário. 
c) O gerente de empresa poderá delegar poderes de representação, uma vez que as prerrogativas a ele 
conferidas, embora pessoais, são transferíveis. 
d) No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante terceiros, pelos atos 
culposos. 
e) O empresário casado pode alienar os bens imóveis que integram o patrimônio da empresa sem outorga 
conjugal. 
 
26. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor (PROCON MA)/2017 
Quanto aos prepostos, é correto afirmar: 
a) Gerente é o preposto, permanente ou temporário, no exercício da sede da empresa, cujos poderes se 
estendem sobre suas filiais ou sucursais. 
b) O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena 
de os sócios da empresa responderem solidariamente pelas obrigações contraídas e o preposto responder 
subsidiariamente pelos atos do substituto. 
c) Salvo autorização expressa ou assentimento tácito, o preposto não poderá negociar por conta própria ou 
de terceiro, nem participar, direta ou indiretamente, de operação do mesmo gênero da que lhe foi atribuída, 
sob pena de responder por perdas e danos materiais e morais. 
d) Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos 
necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados e, na falta de estipulação diversa, 
consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes. 
e) As limitações contidas aos poderes outorgados ao gerente serão sempre ineficazes em relação às pessoas 
com quem ela tratar. 
 
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27. FCC - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ GO)/2018 
Quanto aos prepostos e à escrituração das empresas, é correto afirmar: 
a) Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, exceto se não autorizados por escrito. 
b) Em nenhuma hipótese pode o preposto negociar por conta própria ou de terceiro, nem participar de 
operação do mesmo gênero da que lhe foi fixada, sob pena de responder por perdas e danos. 
c) Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos 
necessários ao exercíciodos poderes que lhe foram outorgados; os poderes conferidos a dois ou mais 
gerentes serão sempre solidários. 
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema mecanizado de contabilidade, 
bem como levantar semestralmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
e) Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, 
poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou 
não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei. 
 
28. (CESPE/TJ-AM/Juiz/2016) 
No que se refere às espécies de empresário, seus auxiliares e colaboradores e aos nomes e livros 
empresariais, analise: 
I - É suficiente autorização verbal do empresário para que seu preposto possa fazer-se substituir no 
desempenho da preposição. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Caso crie o chamado caixa dois, falsificando a escrituração do empresário preponente, o contabilista 
responderá subsidiariamente ao empresário pelas consequências de tal conduta. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - São livros empresariais todos os exigidos do empresário por força das legislações empresarial, trabalhista, 
fiscal e previdenciária. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
29. (FCC/TJ-PI/Juiz/2015) 
João, empresário do ramo de venda de sapatos, constituiu Paulo seu preposto, a fim de auxiliá-lo. Nesse 
caso, Paulo 
a) presume-se autorizado, à falta de proibição expressa de João, a negociar por conta própria ou de terceiro. 
b) pode fazer-se substituir no desempenho da preposição desde que isso não tenha sido proibido, 
expressamente e por escrito, por João. 
c) presume-se autorizado, perante terceiros, a receber em nome de João papéis, bens e valores relacionados 
à empresa. 
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d) pode, mesmo sem autorização expressa de João, participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi 
cometida, desde que o faça indiretamente. 
e) é pessoalmente responsável pelas obrigações que contrair em nome de João, ainda que o faça nos limites 
da preposição, sem dolo ou culpa. 
 
30. (FEPESE/Prefeitura de Florianópolis/Auditor Fiscal/2014) 
De acordo com o Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de empresa. 
a) O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta 
daquele. 
b) O preposto pode, a qualquer tempo no exercício do seu oficio, fazer-se substituir por alguém de sua 
confiança no desempenho da preposição. 
c) Ao preposto não é vedado negociar por conta própria ou de terceiro, tampouco lhe é vedado participar, 
desde que indiretamente, de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida. 
d) O gerente não pode estar em juízo em nome do preponente, mesmo que pelas obrigações resultantes do 
exercício da sua função. 
e) A responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, é limitada aos atos autorizados por escrito. 
 
31. (FCC/SEFAZ-SP/Agente Fiscal/2013) 
Instrução: Na questão, assinale a alternativa correta em relação ao assunto proposto. Em relação aos 
gerentes dos estabelecimentos empresariais: 
I. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial 
ou agência. 
II. O gerente não pode estar em Juízo em nome do preponente, mesmo que pelas obrigações resultantes do 
exercício de sua função, por se tratar de capacidade exclusiva do representante legal do estabelecimento. 
III. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta 
daquele. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) I e II. 
c) I. 
d) II. 
e) III. 
 
ESTABELECIMENTO 
 
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32. FUNDEP - Defensor Público do Estado de Minas Gerais/2019/VIII 
Analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas. 
I. A cláusula de não concorrência empresarial proíbe que o alienante do estabelecimento comercial se 
restabeleça no mesmo ramo empresarial, 
PORQUE 
II. a cláusula de não concorrência empresarial tem prazo de duração de 5 anos. 
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta. 
a) A afirmativa I é verdadeira, e a afirmativa II é falsa. 
b) A afirmativa I é falsa, e a afirmativa II é verdadeira. 
c) Ambas as afirmativas são verdadeiras, mas a afirmativa II não justifica a afirmativa I. 
d) Ambas as afirmativas são falsas, e a afirmativa II não justifica a afirmativa I. 
 
33. VUNESP - Inspetor Fiscal de Rendas (Pref GRU)/2019 
A respeito do estabelecimento, assim entendido todo complexo de bens organizado para exercício da 
empresa, por empresário, ou por sociedade empresária, assinale a alternativa correta. 
a) O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento por 
alienante solvente, produzirá efeitos quanto a terceiros mediante averbação à margem da inscrição do 
empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, independentemente 
de publicação. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
contabilizados ou não, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. 
c) Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do adquirente nos contratos 
estipulados para exploração do estabelecimento, se tiverem caráter pessoal. 
d) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência; independentemente de qualquer 
outra circunstância, o devedor responderá por perdas e danos se, não obstante a cessão, pagar tais créditos 
ao cedente. 
e) Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende, além dos requisitos legais ordinariamente exigidos em qualquer alienação de 
estabelecimento, do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou 
tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. 
 
34. VUNESP - Notário e Registrador (TJ RS)/Provimento/2019 
Em relação ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: 
a) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente, nos dois anos subsequentes à transferência, aplicando-se tal proibição no caso de cessão, 
arrendamento ou usufruto do estabelecimento, pelo prazo de três anos. 
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b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde 
que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de 
dois anos, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, ficando exonerado perante os devedores, 
em relação aos vincendos. 
c) Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
d) Independentemente de não restarem bens suficientes para solver o passivo do alienante, a eficácia da 
alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, 
de modo expresso em 60 dias a partir de sua notificação. 
e) A transferência não importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do 
estabelecimento, mesmo se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em trinta 
dias a contar daassinatura do instrumento. 
 
35. VUNESP - Notário e Registrador (TJ AL)/Remoção/2019 
Em relação ao trespasse de estabelecimento, é correto afirmar: 
a) o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes 
à transferência, salvo autorização expressa no contrato. 
b) a sociedade empresária poderá ter mais de um estabelecimento, no entanto, para fins de direitos e de 
negócios jurídicos, translativos ou constitutivos; todos os estabelecimentos devem ser considerados de 
forma conjunta. 
c) a alienação de estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros desde a assinatura do contrato. 
d) a eficácia da alienação do estabelecimento não depende do pagamento ou anuência de todos os credores, 
mesmo que o alienante se torne insolvente em razão do trespasse. 
 
36. COPS UEL - Procurador do Município (Londrina)/Serviço de Procuradoria Jurídica/2019 
Sabendo que o Estabelecimento Empresarial é um dos elementos da empresa, considere as afirmativas a 
seguir. 
I. Segundo o atual Código Civil, para que a alienação do estabelecimento empresarial produza efeitos frente 
a terceiros, deverá o contrato ser averbado na Junta Comercial, à margem da inscrição do empresário ou da 
sociedade empresária, bem como publicado na imprensa oficial. 
II. O conjunto de bens organizado pelo empresário ou pela sociedade empresária para fins de desenvolver 
sua atividade é denominado “estabelecimento empresarial”, sendo possível formalizar um termo que tenha 
por objeto, além da alienação o arrendamento do mesmo, sendo vedado apenas o usufruto. 
III. O alienante não pode fazer concorrência ao adquirente do estabelecimento empresarial nos 3 anos 
subsequentes à transferência, salvo com autorização expressa neste sentido. 
IV. A eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores ou do 
consentimento destes de modo expresso ou tácito, caso ao alienante do estabelecimento não restarem bens 
suficientes para solver o seu passivo. 
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Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
37. CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2019 
O estabelecimento comercial é todo o complexo de bens, materiais e imateriais, organizado para o exercício 
da empresa. Os bens materiais do estabelecimento comercial incluem 
a) o ponto comercial. 
b) marcas e patentes. 
c) os contratos. 
d) o nome empresarial. 
e) as mercadorias. 
 
38. VUNESP - Delegado de Polícia (PC BA)/2018 
Com relação ao estabelecimento empresarial, assinale a alternativa correta. 
a) O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só 
produzirá efeitos quanto às partes e a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, 
ou da sociedade empresária, no Registro Público de Pessoas Jurídicas, e de publicado na imprensa local. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
mesmo não contabilizados, continuando o devedor primitivo subsidiariamente obrigado, pelo prazo de três 
anos, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) A transferência do estabelecimento importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para 
exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato 
em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
d) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente, nos dez anos subsequentes à transferência; no caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição persistirá durante o prazo contratual, não podendo ser superior a cinco anos. 
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da assinatura do contrato, e, a partir da publicação da 
transferência, o devedor que pagar ao cedente, mesmo de boa-fé, terá que pagar novamente ao adquirente. 
 
39. IESES - Notário e Registrador (TJ AM)/Remoção/2018 
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O complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária é 
chamado de: 
a) Estabelecimento. 
b) Estoque. 
c) Empresário. 
d) Empresa. 
 
40. FCC - Defensor Público (DPE AP)/2018 
Quanto ao estabelecimento: 
a) Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao 
adquirente nos cinco anos subsequentes à transferência; no caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento essa proibição persistirá durante o prazo do contrato. 
b) Os contratos que tenham por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento 
produzirão efeitos imediatos em relação a terceiros, pela presunção de publicidade deles decorrente. 
c) Seja qual for a situação patrimonial do passivo do alienante, a eficácia da alienação do estabelecimento 
depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, necessariamente expresso, em 
trinta dias a partir de sua notificação. 
d) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
contabilizados ou não, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. 
e) A transferência do estabelecimento sempre importará a sub-rogação do adquirente nos contratos 
estipulados para exploração do estabelecimento tendo ou não caráter pessoal, facultado aos terceiros 
rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência. 
 
41. CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018 
Em relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e à sucessão comercial, à 
natureza e às espécies de nome empresarial e ao registro de empresas, julgue o item a seguir. 
O imóvel de uma sociedade empresarial utilizado exclusivamente como clube para seus funcionários integra 
o estabelecimento empresarial. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
42. CESGRANRIO - Advogado (PETROBRAS)/Júnior/2018 
Uma empresária do ramo de moda alienou o seu estabelecimento para um primo, que ali deu continuidade 
à exploração da mesma atividade. Nesse caso, de acordo com o Código Civil de 2002, 
a) a empresária não pode fazer concorrência ao primo, nos cinco anos subsequentes à transferência, se não 
houver autorização expressa. 
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b) a empresária não pode fazer concorrência ao primo, nos três anos subsequentes à transferência, se não 
houver autorização expressa. 
c) o rapaz não responde por débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, 
conforme consta no contrato de trespasse. 
d) o primo responde com exclusividade pelas dívidas vencidas, regularmente contabilizadas, pelo prazo de 
um ano a partir da publicação do contrato, conforme o contrato de trespasse. 
e) os dois respondem solidariamente pelas dívidas vencidas, regularmente contabilizadas, pelo prazo de dois 
anos a partir da publicação do contrato, conforme o contrato de trespasse. 
 
43. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Remoção/2017/"2017.1" 
O adquirente do estabelecimento empresarial responde pelo pagamento dosdébitos anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados. Por qual prazo continua o devedor primitivo 
solidariamente obrigado quanto aos créditos vencidos e os por vencer? 
a) 2 anos da publicação ou do vencimento. 
b) 3 anos da publicação ou do vencimento. 
c) 1 ano da publicação ou do vencimento. 
d) 5 anos da publicação ou do vencimento. 
 
44. FCC - Juiz do Trabalho (Unificado)/2017 
Joaquim, tradicional padeiro, regularmente inscrito em junta comercial como empresário individual, vende 
seu estabelecimento para Manoel, que passa a exercer a atividade, no mesmo lugar para a mesma clientela. 
No que se refere ao contrato de trespasse, 
a) caso o contrato não disponha em contrário, Joaquim poderá imediatamente fazer concorrência a Manoel, 
em face da liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, bem como em face do princípio 
da livre concorrência. 
b) caso Joaquim tenha débitos – de índole civil, trabalhista e tributária – anteriores à transferência, 
regularmente contabilizados como decorrentes do exercício da empresa, Manoel, em decorrência da 
sucessão, será responsável pelo pagamento de tais dívidas, liberando-se de imediato a responsabilidade de 
Joaquim. 
c) para que tenha validade e produza efeitos entre as partes, o contrato de trespasse deverá ser averbado à 
margem da inscrição empresarial de Joaquim, na Junta Comercial, e publicado na imprensa oficial. 
d) caso Joaquim tenha créditos referentes ao estabelecimento transferido, a cessão de tais recebíveis para 
Manoel produzirá efeito com relação aos respectivos devedores a partir do momento da publicação da 
transferência, mas os devedores ficarão exonerados se, de boa-fé, efetuarem os pagamentos a Joaquim. 
e) ressalvada disposição em contrário, a transferência do estabelecimento importa sub-rogação do 
adquirente Manoel nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, inclusive os de caráter 
pessoal. 
 
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45. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça/2017 
Após a alienação e entrega de um estabelecimento comercial, entre duas sociedades empresárias, o objeto 
do negócio foi penhorado em face de dívida contabilizada do vendedor constituída antes do negócio. 
A respeito dessa situação hipotética, julgue o item, considerando as premissas civilistas sobre o direito de 
empresa. 
O negócio jurídico realizado na referida situação hipotética constitui um trespasse. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
46. CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça/2017 
Após a alienação e entrega de um estabelecimento comercial, entre duas sociedades empresárias, o objeto 
do negócio foi penhorado em face de dívida contabilizada do vendedor constituída antes do negócio. 
A respeito dessa situação hipotética, julgue o item, considerando as premissas civilistas sobre o direito de 
empresa. 
O estabelecimento comercial é todo o complexo de bens, inclusive bens de natureza imóvel, organizados 
para o exercício da empresa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
47. FCC - Fiscal de Defesa do Consumidor (PROCON MA)/2017 
Ocorrendo a alienação de estabelecimento empresarial, 
a) o adquirente responde pelo pagamento dos débitos de natureza civil ou mercantil, anteriores à 
transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente 
obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, ressalvada a dispensa 
de publicação concedida às microempresas e empresas de pequeno porte, e, quanto aos outros créditos, da 
data do vencimento. 
b) o alienante só poderá fazer concorrência ao adquirente, depois de decorridos dois anos do recebimento 
do preço e, se foi a vista, decorridos dez anos no mesmo Município ou cinco anos em Municípios diferentes. 
c) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos 
respectivos devedores, desde o momento da transferência, dada a publicidade da tradição, não podendo o 
devedor que pagar ao cedente alegar que o fez de boa-fé. 
d) se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a alienação do estabelecimento 
será ineficaz de pleno direito. 
e) o contrato que tenha esse objeto ou o usufruto ou arrendamento do estabelecimento produzirá efeitos 
imediatos quanto a terceiros, haja vista a celeridade e informalidade dos negócios empresariais. 
 
48. (FAURGS/TJ-RS/Juiz/2016) 
Assinale a alternativa correta sobre estabelecimento empresarial no Código Civil. 
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a) O pagamento ou o consentimento de todos os credores é imprescindível para validade e eficácia da 
alienação do estabelecimento. 
b) O adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
desde que regularmente contabilizados. 
c) O alienante do estabelecimento, não havendo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao 
adquirente nos cinco anos subsequentes à transferência. 
d) O contrato que tenha por objeto a alienação do estabelecimento só produz efeitos quanto a terceiros 
depois de averbado no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz efeito em relação aos respectivos 
devedores, independentemente de publicação da transferência e da boa-fé do devedor que pagar ao 
cedente. 
 
49. (VUNESP/TJ-RJ/Juiz/2016) 
Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento empresarial. 
a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o 
passivo, dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de 
modo expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação. 
b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da empresa, o estabelecimento não pode 
ser objeto unitário de negócios jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza. 
c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros a 
partir da data de sua assinatura. 
d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, independentemente de estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto 
aos créditos vencidos. 
e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos 
subsequentes à assinatura do contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido 
contrário. 
 
50. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015) 
A partir da previsão contida no art. 1.143 do Código Civil, segundo o qual “pode o estabelecimento ser objeto 
unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua 
natureza”, é possível afirmar que tal instituto tem natureza de: 
a) comunhão ou universalidade de direitos; 
b) universalidade de fato; 
c) patrimônio de afetação; 
d) pessoa jurídica de direito privado; 
e) pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
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51. (FGV/Prefeitura de Recife/Auditor do Tesouro/2014) 
Condado Confeitaria Ltda. arrendou o estabelecimento de uma de suas filiais, situado na cidade de Buíque, 
à sociedade empresária Calumbi, Machados & Cia. Ltda. Não houve notificação prévia do arrendamento aos 
credores quirografários do arrendador, apenas a publicação legal do contrato e seu arquivamento na Junta 
Comercial. O contrato foi celebrado pelo prazode quatro anos e contém estipulação estabelecendo que, 
durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer concorrência ao arrendatário na cidade de Buíque. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a estipulação contratual é: 
a) válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição de concorrência ao arrendador 
persiste durante o prazo do contrato. 
b) nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência, 
impedindo o restabelecimento do arrendador. 
c) anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazo de proibição de concorrência ao 
arrendador limita-se aos cinco anos subsequentes à transferência. 
d) não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso de alienação do 
estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos. 
e) é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo arrendamento do estabelecimento, o 
arrendador deveria ter notificado previamente seus credores quirografários. 
 
52. (FCC/SEFAZ-SP/Fiscal de Rendas/2013) 
Quanto ao estabelecimento: 
a) Não pode ele ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, ainda 
que compatíveis com sua natureza. 
b) Seu adquirente responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente 
contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, 
quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
c) No caso de seu arrendamento ou usufruto, não haverá vedação possível à concorrência empresarial. 
d) Não havendo autorização expressa, seu alienante não pode fazer concorrência ao adquirente, nos dez 
anos subsequentes à transferência. 
 
53. (FCC/TJ-PE/Juiz/2013) 
O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde 
que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de 
um ano, contado da publicação quanto aos créditos vencidos, e da data do vencimento em relação aos 
demais. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
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54. (FGV/OAB/Exame da Ordem/2013) 
No contrato de alienação do estabelecimento da sociedade empresária Chaves & Cia Ltda., com sede em 
Theobroma, ficou pactuado que não haveria sub-rogação do adquirente nos contratos celebrados pelo 
alienante, em vigor na data da transferência, relativos ao fornecimento de matéria-prima para o exercício da 
empresa. Um dos sócios da sociedade empresária consulta sua advogada para saber se a estipulação é válida. 
Consoante as disposições legais sobre o estabelecimento, assinale a afirmativa correta. 
a) A estipulação é nula, pois o contrato de alienação do estabelecimento não pode afastar a sub-rogação do 
adquirente nos contratos celebrados anteriormente para sua exploração. 
b) A estipulação é válida, pois o contrato de alienação do estabelecimento pode afastar a sub-rogação do 
adquirente nos contratos celebrados anteriormente para sua exploração. 
c) A estipulação é anulável, podendo os terceiros rescindir seus contratos com a sociedade empresária em 
até 90 (noventa) dias a contar da publicação da transferência. 
d) A estipulação é considerada não escrita, por desrespeitar norma de ordem pública que impõe a 
solidariedade entre alienante e adquirente pelas obrigações referentes ao estabelecimento. 
 
55. (FCC/TRT-18/Juiz/2012) 
Em relação ao estabelecimento empresarial: 
I - Não havendo proibição expressa, o alienante do estabelecimento poderá fazer concorrência ao 
adquirente, a qualquer tempo. 
( ) Certo ( ) Errado 
II - Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento, produz 
efeitos jurídicos imediatos, tanto em relação às partes, como em relação a terceiros. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
56. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) 
O alienante do estabelecimento, salvo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 
cinco anos subsequentes à transferência. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
57. (FCC/TRT-18/Juiz/2012) 
Em relação ao estabelecimento empresarial: 
I - Não havendo proibição expressa, o alienante do estabelecimento poderá fazer concorrência ao 
adquirente, a qualquer tempo. 
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( ) Certo ( ) Errado 
II - Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
( ) Certo ( ) Errado 
III - O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou o arrendamento do estabelecimento, produz 
efeitos jurídicos imediatos, tanto em relação às partes, como em relação a terceiros. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
58. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) 
O alienante do estabelecimento, salvo autorização expressa, não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 
cinco anos subsequentes à transferência. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
59. (FCC/TRT-4/Juiz/2012) 
Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende 
a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e tributários. 
b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60 (sessenta) dias de sua notificação. 
c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 
(trinta) dias a partir de sua notificação. 
d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários. 
e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia real. 
 
GABARITO 
 
1. C 
2. A 
3. A 
4. A 
5. CERTA 
6. E 
7. E 
8. ERRADA 
9. ERRADA 
10. D 
11. A 
12. E 
13. B 
14. B 
15. B 
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16. C 
17. E 
18. CERTA 
19. A 
20. ERRADA 
21. C, E 
22. ERRADA 
23. C, E 
24. C 
25. E 
26. D 
27. E 
28. E, E, E 
29. C 
30. A 
31. C, E, E 
32. B 
33. E 
34. C 
35. A 
36. B 
37. E 
38. C 
39. A 
40. A 
41. ERRADA 
42. A 
43. C 
44. D 
45. CERTA 
46. CERTA 
47. A 
48. C 
49. A 
50. B 
51. A 
52. B 
53. CERTA 
54. B 
55. E, C, E 
56. CERTA 
57. E, C, E 
58. CERTA 
59. C 
 
 
 
 
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2261425A responsabilidade pela escrituração 
é do CONTABILISTA, formado e com registro no CRC. O empresário também assina e responde pela 
escrituração e pelas demonstrações, mas quem faz e fica com a guarda dos livros, geralmente é o contador. 
O contabilista é um preposto, falaremos mais sobre contador e contabilista em breve. 
Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art. 1.174, a escrituração ficará sob a 
responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na 
localidade. 
 
2 - Aspectos Legais dos Livros Empresariais 
Formalidades extrínsecas – refere-se aos aspectos dos livros antes da escrituração ou aspectos externos da 
escrituração. Os livros empresariais devem ser autenticados na Junta comercial. O empresário deve 
autenticar os livros obrigatórios. O empresário pode autenticar os livros facultativos. Empresário irregular 
não pode autenticar livros na Junta. Os livros devem ser encadernados, as folhas numeradas, devendo ter 
também termo de abertura e encerramento. 
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, 
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou a 
sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. 
Formalidades intrínsecas – refere-se ao conteúdo da escrituração, que está na parte interna do livro. Os 
livros devem ser escriturados: em ordem cronológica, sem rasura, sem borrões, sem sinais, sem linha em 
branco, sem entrelinhas, sem emendas e em idioma e moeda nacionais. 
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem 
de livro próprio, regularmente autenticado. 
(ESAF/Receita Federal/AFRFB/2012) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em 
forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, 
borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens, sendo permitido o uso de código de números ou 
de abreviaturas, que constem de livro próprio, regularmente autenticado. 
Comentário: Trata-se da relação das formalidades intrínsecas que precisam ser cumpridas em relação à 
contabilidade e escrituração do empresário. De acordo com o Artigo 1.183 
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Gabarito: Correta 
 
 
 
2.1. Classificação dos Livros 
Livros Fiscais: sempre obrigatórios. Livros Comerciais que se dividem em: obrigatórios e facultativos. Os 
livros fiscais são sempre obrigatórios, pois estão previstos assim nas leis tributárias e no interesse da 
fiscalização e arrecadação. A legislação também obriga a escrituração de alguns livros comerciais. Já outros 
livros ficam a critério do próprio empresário fazê-lo ou não. São os chamados livros facultativos. 
2.1.1 Livros Facultativos 
1179 § 1o Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos 
interessados. 
O dispositivo do artigo 1.180 é o que trata dos livros obrigatórios. E aqui, no artigo 1.179, o legislador 
autorizou ao empresário a elaboração de outros livros que o empresário possa achar necessário, ficando a 
seu critério escriturá-lo ou não. Ou seja, não há obrigatoriedade de escrituração dos livros facultativos. 
Livro Caixa - Um exemplo de livro facultativo para alguns tipos de empresas seria o Livro Caixa, para outros 
ele é um livro obrigatório. Esse livro é o que controla a movimentação do dinheiro ao longo do dia. 
2.1.2 Dispensa de Escrituração ao pequeno empresário. 
1179 § 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere 
o art. 970. 
livros obrigatórios 
fichas 
antes de postos 
em uso 
Devem ser AUTENTICADOS 
Registro Público de Empresas 
Mercantis.autenticados 
sem que esteja inscrito 
pode os livros não obrigatórios A ESCRITURAÇÃO 
- idioma e moeda corrente nacionais 
- ordem cronológica de dia, mês e ano, 
- sem intervalos em branco, 
- nem entrelinhas, borrões, rasuras, 
- sem emendas ou transportes para as margens 
NÃO SE FARÁ 
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Já aprendemos quem é o pequeno empresário. É aquele previsto no Artigo 68 da LC 123. Ele está dispensado 
de manter um sistema de contabilidade uniforme e não precisa manter a escrituração dos livros. Apesar de 
existir essa dispensa, na prática, as legislações fiscais não dispensam tal escrituração, por causa da 
necessidade dessas informações quanto à apuração e cobrança dos impostos devidos. 
2.1.3 Livros Obrigatórios 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
O livro Diário é o livro comercial obrigatório segundo o Código Civil. Pode ser escrito à mão. Pode ser 
escriturado em fichas. Ainda que se use fichas para escriturar o diário, não se dispensas o lançamento do 
balanço e do resultado em livro próprio apropriado. Livro Diário - Em regra, o livro diário deve ser escriturado 
todo dia, colocando-se nele tudo que estiver relativo ao exercício da empresa, que ocorreu naquele dia. 
Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do 
documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações 
relativas ao exercício da empresa. 
Pode-se, ainda, dividir a escrituração em Diário principal e Diário Auxiliar. Pode ser feita a escrituração 
resumida com no máximo 30 dias nesses livros auxiliares. 
Art. 1.184 - § 1o Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam 
o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou 
realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares 
regularmente autenticados, para registro individualizado, e conservados os documentos 
que permitam a sua perfeita verificação. 
Art. 1.184 - § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado 
econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente 
habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. 
Os livros diários auxiliares serão usados quando o empresário quiser ter um livro diário principal e esse 
abranger muitas informações ou operações realizadas fora do estabelecimento. Ele elabora livros auxiliares 
dentro dos padrões contábeis e depois consolida tudo no Diário principal. No final do exercício, o balanço 
patrimonial e o resultado econômico serão lançados no livro Diário Principal. Tanto o contabilista como o 
empresário devem assinar essas duas demonstrações. 
Digamos que ao invés de adotar o sistema manual de escrituração do livro Diário, o empresário prefira adotar 
o sistema de fichas. O que pode ser feito então? Nesse caso, o empresário pode substituir o Livro Diário pelo 
Balancete Diário e Balanço. Esse procedimento visa dar mais praticidade na escrituração, essa rapidez é 
facilitada pela informática. 
Cadu Carrilho
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Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. 
No Livro Balancetes Diários e Balanço devemser escrituradas as posições diárias de cada uma das contas 
ou títulos contábeis de acordo com o respectivo saldo em forma de balancetes diário. Além disso, deve ser 
escriturado nesse livro o Balanço Patrimonial e o de Resultado Econômico no fim do exercício. 
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre: 
I - a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, em 
forma de balancetes diários; 
II - o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício. 
 
 
 
Livro DIÁRIO 
individuação, clareza e caracterização do documento 
dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações 
Pode ser 
Substituído 
por... 
escrituração mecanizada 
ou eletrônica. 
Indispensável 
assinados por técnico em Ciências Contábeis 
legalmente habilitado e pelo empresário ou 
sociedade empresária 
Livro Balancetes 
Diários e Balanços 
pode ser... resumida, 
total não mais que 30 
dias 
balanço patrimonial 
resultado econômico 
sistema de fichas de 
lançamentos 
não dispensa o uso de 
livro apropriado 
Operações numerosas ou 
fora do estabelecimento 
livros 
auxiliares 
documentos 
mesmas formalidades 
extrínsecas 
balanço patrimonial e o de 
resultado econômico 
Cadu Carrilho
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Livro Razão - é outro livro obrigatório para alguns tipos de empresários. Ao estudar as matérias de direito 
tributário e de contabilidade, você encontra nas normas da receita federal a obrigatoriedade de escrituração 
do Livro Razão para os contribuintes que apuram o imposto de renda pelo Lucro Real. 
(CESPE/SEFAZ-ES/AFRE/2013) O livro diário é obrigatório a todos os empresários, podendo, contudo, ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Comentário: O livro diário, como aprendemos, se encaixa em um dos livros comerciais obrigatórios e que 
devem ser escriturados. Esse livro pode ser substituído por fichas, sendo que essas fichas podem ser 
mecanizadas ou eletrônica, de acordo com o Artigo 1.180. O erro da questão está em afirmar que TODOS os 
empresários são obrigados a escriturar o livro diário, pois há o Artigo 1.179 parágrafo segundo, dizendo que 
o pequeno empresário está dispensado de todo esse sistema de escrituração inclusive da escrituração do 
livro Diário. 
Gabarito: Incorreta 
 
2.2. Sigilo Dos Livros 
A regra a ser observada é a do sigilo, ou seja, os livros empresariais estão protegidos pelo sigilo de suas 
informações e esse sigilo só pode ser quebrado nos casos previstos em lei. Esse sigilo traz proteção, não 
apenas contra pessoas comuns ou contra os concorrentes do empresário, mas também, contra autoridades, 
juízes e até mesmo tribunais. 
Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, 
sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário 
ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades 
prescritas em lei. 
Esse artigo é o que esclarece o princípio do sigilo dos livros empresariais. Não cabe ao juiz ou qualquer 
autoridade determinar que se verifique se o empresário está cumprindo as formalidades previstas em lei na 
escrituração dos seus livros. A não ser que a lei dê essa permissão, ou seja, a regra é que ninguém pode ver 
os livros do empresário, mas pode a lei determinar que, em alguns casos específicos, seja permitido o acesso 
às informações dos livros. Portanto, essa é a regra, mas posso dizer que existem exceções. As exceções estão 
previstas no próprio artigo 1.190, “ressalvados os casos previstos em lei”. Então, em regra, os livros 
comerciais estão protegidos pelo sigilo. Um juiz não pode, a seu bel prazer, pedir para ver se os livros do 
empresário estão de acordo com o que manda a lei. 
(FCC/TJ-PE/Juiz/2013) O juiz poderá, livremente e sem ressalvas, determinar diligências para verificar se o 
empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, as formalidades prescritas em lei em seus livros e 
fichas contábeis. 
Comentário: Precisamos conhecer a regra de que os livros empresariais estão protegidos pelo sigilo, então, 
não pode o juiz autorizar diligência em livros apenas para verificar se o empresário está cumprindo as 
formalidades prescritas em lei. Há casos em que a lei permite essa quebra de sigilo. 
Gabarito: Incorreta 
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Há casos específicos, em situações descritas pela própria lei, que essa regra será afastada. Esses casos estão 
previstos no Código Civil e no Código de Processo Civil. Juiz poderá, então, autorizar a exibição dos livros de 
maneira INTEGRAL, ou seja, mostrar o livro todo, nos casos de sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. O CPC é um pouco diferente e por vezes 
as provas perguntam sobre o CC, outras vezes do CPC. Segundo o CPC o juiz pode ordenar que se tenha 
acesso aos livros INTEGRALMENTE, quando a parte fizer requerimento nesse sentido, nos casos de 
liquidação de sociedade; sucessão por morte de sócio; e quando e como determinar a lei. 
CC - Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de 
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou 
sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. 
Novo CPC - Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição integral dos 
livros empresariais e dos documentos do arquivo: 
I - na liquidação de sociedade; 
II - na sucessão por morte de sócio; 
III - quando e como determinar a lei. 
Então nesses casos específicos e pontuais, afasta-se o princípio do sigilo, para exibição dos livros apenas 
quando houver essa necessidade, dando ao juiz mais subsídios em relação ao que está sendo discutido e 
ajudar no julgamento da causa. Essa exibição, pela regra dos artigos em comento, pode ser integral, ou seja, 
exibição do livro todo, atente-se que só pode nesses casos previstos taxativamente na lei e tem que haver 
requerimento da parte. 
Art. 421. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição parcial dos livros e dos 
documentos, extraindo-se deles a suma que interessar ao litígio, bem como reproduções 
autenticadas. 
Ou conforme o artigo 421, pode ser que o juiz requeira apenas exibição de parte do livro que interessa ao 
litígio em questão, esse caso será feito de modo a pegar apenas a parte do livro que interessa ao juiz para 
resolver o conflito e pode ser feito de ofício pelo juiz. 
(CESPE/TRT-5/Juiz/2012) O juiz pode determinar, em qualquer tipo de litígio, a exibição integral dos livros 
do empresário. 
Comentário: O juiz só pode autorizar a exibição integral dos livros empresariais em alguns casos específicos 
determinados pela lei. São eles: sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência. E ainda, na liquidação de sociedade; na sucessão por morte de sócio; quando 
e como determinar a lei. 
Gabarito: Incorreta 
E os auditores fiscais, seguem a regra do sigilo? Fiscal pode ter acesso aos livros empresariais? Vejamos: 
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Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte 
ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais. 
As autoridades fazendárias podem solicitar os livros fiscais, independentemente de autorização judicial, 
mas eles só podem fazer isso nos casos em que a exibição do livro for importante para a fiscalização e em 
relação à apuraçãoe ao pagamento do imposto. Podem solicitar até mesmo outros livros além dos fiscais, 
mas precisam respeitar o escopo de que esse acesso deve ser apenas no exercício da fiscalização e 
pagamento de impostos. Mesmo que não houvesse essa disposição no Código Civil, sabemos que em todos 
os entes existem Legislações Tributárias específicas que dão acesso ao fiscal sobre os livros do contribuinte 
e bastaria essa legislação tributária específica para afastar o princípio do sigilo dos livros empresariais. 
Porém, o legislador do código quis deixar livre de qualquer discussão essa questão, ao inserir essa 
autorização no código logo após a regra do sigilo. 
Pense como seria se o contribuinte do imposto pudesse não entregar os livros às autoridades fazendárias, 
alegando sigilo dos livros. O auditor fiscal ia ficar de mãos atadas em relação ao seu trabalho de fiscalização, 
cobrança do imposto devido e da infringência à legislação tributária. O entendimento do STF é interessante 
no sentido de que limita a averiguação do fiscal ao que lhe é inerente em relação à cobrança do imposto. Só 
devendo acessar a parte do livro que interessa a sua investigação. 
Súmula 439 do STF - Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer 
livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigação. 
A outra súmula do STF também estabelece limitação quanto ao exame dos livros comerciais. O juiz deve 
determinar a exibição do livro para resolver um litígio, porém não deve o juiz, conforme a súmula, permitir 
a exibição de partes do livro que não tenham nada a ver com o que está sendo discutido. Deve-se limitar a 
exibição do livro apenas em relação ao que está em briga entre as partes. 
Súmula 260 do STF - O exame de livros comerciais, em ação judicial, fica limitado as 
transações entre os litigantes. 
E ainda, é admitido pelo Tribunal Maior que a exibição dos livros pode ser feita como medida preventiva, o 
objetivo dessa medida é o de ter acesso às informações dos livros o quanto antes, para que, 
preventivamente, seja evitado que se altere algum dado do livro, fazendo com o que julgamento do litígio 
possa ser prejudicado. 
Súmula 390 do STF - A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida como 
medida preventiva. 
 
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(CESPE/BACEN/Procurador/2013) A exibição dos livros comerciais não pode ser requerida como medida 
preventiva, ficando limitada às transações entre os litigantes. 
Comentário: Pela súmula do STF é possível sim a exibição dos livros empresariais a ser requerida de maneira 
preventiva. Porém, deve essa exibição, conforme a súmula 260 do STF, ser limitada apenas às situações que 
envolvem o conflito. 
Gabarito: Incorreta 
 
Regra: Sigilo 
dos Livros 
O juiz só poderá autorizar a exibição dos livros e papéis de escrituração 
integral parcial 
juiz pode, de ofício 
suma que interessar ao litígio, 
bem como reproduções autenticadas 
- sucessão, 
- comunhão 
- sociedade 
- administração 
- gestão à conta de outrem 
- falência 
- liquidação de sociedade 
- sucessão morte de sócio 
- quando e como determinar a 
lei 
SIGILO 
DOS 
LIVROS 
 
Salvo as 
exceções 
previstas 
em lei 
Requerimento 
da parte 
Resolver 
questões 
CC 
NÃO SE APLICAM às 
autoridades fazendárias 
nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob 
qualquer pretexto 
poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o 
empresário ou a sociedade empresária 
observam, ou não, em seus livros e fichas, as 
formalidades prescritas em lei. 
Essas 
RESTRIÇÕES: 
NO exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos 
CPC 
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3 - Manutenção Da Escrituração 
Além de escriturar é preciso manter em bom estado de conservação os livros objeto da escrituração. Pois, 
mesmo que o fisco não esteja fiscalizando o empresário no momento, esses livros precisam estar guardados 
para que sejam apresentados caso solicitados pelas autoridades fiscais, ou por algum juiz, ou em caso de 
falência. Enfim, é importante a manutenção dos livros até que os atos neles reproduzidos percam sua eficácia 
por ocasião da decadência ou prescrição. 
Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa 
guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, 
enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados. 
(ESAF/Receita Federal/AFRFB/2012) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em 
boa guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, enquanto não 
ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados. 
Comentário: Todos os documentos e livros do empresário devem ser guardados e bem conservados 
enquanto os direitos e obrigações ali contidos não estiverem prescritos ou decadentes. Após decorrido o 
prazo de prescrição e decadência o empresário pode jogar tudo fora. 
Gabarito: Correta 
 
 
4 - Força Probante da Escrituração. 
Outra importância da escrituração está na questão das provas que os livros do empresário podem produzir. 
Os livros podem ser usados como prova, tanto a favor como contra o empresário dono do livro. Os livros 
provam a favor do empresário quando estão corretamente escriturados e quando suas informações possam 
ser comprovadas por qualquer outro meio permitido em direito. Além disso, os livros podem ser usados a 
favor do empresário quando houver litígio entre empresários e estiverem de acordo com os requisitos 
legais. 
empresário e a sociedade empresária... 
obrigados a conservar em boa guarda TODA... 
escrituração, correspondência e mais papéis 
não ocorrer prescrição ou decadência 
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Os livros provam contra o empresário independentemente de qualquer questão da regularidade dessa 
escrituração. Por isso, que as vezes, vemos na televisão as reportagens, em que um caderninho escrito à 
caneta é apreendido e usado como prova contra a pessoa que o possui. Essas provas não são absolutas, ou 
seja, cabe ao empresário provar que o conteúdo do livro, que prova contra ele, não está de acordo com o 
que ocorreu de fato. 
CC - Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a 
que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, 
forem confirmados por outros subsídios 
Novo CPC - Art. 417. Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao 
empresário, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os 
lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. 
Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos por lei provam a 
favor de seu autor no litígio entre empresários. 
Porém, quando a lei exige Escritura Pública a prova feita apenas com os livros não é suficiente e nem quando 
se exija escrito particular com requisitos especiais. 
CC – Art. 226 Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos 
casos em que a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos 
especiais, e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. 
Sobre a escrituração, por fim, temos o chamado PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE DA ESCRITURAÇÃO 
CONTÁBIL. 
Novo CPC - Art. 419. A escrituração contábil é indivisível, e, se dos fatos que resultam dos 
lançamentos, uns são favoráveis ao interesse de seu autor e outros lhe são contrários, 
ambos serão considerados em conjunto, como unidade. 
 
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220 
 
 
 
(FCC/TCE-PR/Analista/2011) Os livros e fichas dos empresários e sociedades: 
a) somente fazem prova contra as pessoas a que pertencerem. 
b) nada provam contra as pessoas a que pertencem, mas provam em seu favor, quando, escriturados sem 
vícios extrínsecos ou intrínsecos, forem confirmados por outros subsídios. 
c) provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou 
intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. 
d) constituem meio de prova bastante, quando escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, mesmo nos 
casos em que a lei exige escritura pública. 
e) só constituem meio de prova nos litígios entre empresários. 
Comentário: a) Incorreta - Os livros do empresário fazem prova contra e a favor do empresário. 
b) Incorreta – Os livros provam contra o seu dono independente de condição. 
c) Correta – Provam contra o empresário independente de condição. Para provar a favor o livro precisa estar 
escriturado sem vício e ainda, suas informações devem ser confirmadas por outros meios. 
d) Incorreta – Quando a lei exigir escritura público, os livros não são suficientes para fazer prova. 
FORÇA DE PROVA dos LIVROS 
A FAVOR 
CONTRA 
escriturados sem vício forem 
confirmados por outros 
subsídios 
Independente de condição 
No litígio entre 
empresários 
PODE demonstrar, por todos os meios 
permitidos em direito, que os lançamentos 
não correspondem à verdade dos fatos. 
cumpram os 
requisitos da lei 
A prova 
resultante dos 
livros e fichas 
não é 
bastante 
casos em que 
lei exige escritura pública, 
ou escrito particular 
revestido de requisitos 
especiais, 
pode ser ilidida pela 
comprovação da falsidade ou 
inexatidão dos lançamentos 
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e) Nos litígios entre empresários, os livros que estão de acordo com a lei podem ser usados como prova e a 
questão errou por limitar a prova do livro apenas em caso de litígio entre empresários, já que há outros tipos 
de litígio em que os livros podem ser usados como prova. Exemplo: relação de consumo, etc. 
Gabarito: C 
 
PREPOSTO 
O empresário não exerce sozinho a sua atividade. Existem pessoas que o auxiliam e colaboram para o 
desenvolvimento do seu negócio. O termo técnico-jurídico para esses auxiliares ou colaboradores é 
“PREPOSTO”. A preposição é bem semelhante ao mandato, instituto que é aprendido no direito civil. A 
preposição é um poder semelhante ao da procuração dada pelo empresário aos seus auxiliares ou 
colaboradores. Mas, diferentemente da procuração, não há um documento com o título “preposição”. O que 
existe são outros fatores e documentos que ensejam a preposição, como o contrato de trabalho ou o 
contrato de prestação de serviço. O preposto pode ser um empregado do empresário (exemplo: gerente) 
ou pode ser um prestador de serviço (exemplo: contador), ou seja, um profissional autônomo que presta 
serviço ao empresário. Portanto, esses contratos são os que caracterizam a preposição como um contrato 
de mandato remunerado. O empresário é o preponente e o auxiliar é o preposto. Preposto é a pessoa que 
substitui o titular do negócio e age como se fosse o próprio empresário agindo. 
O Código Civil divide esse assunto em três partes: regras gerais, gerente e contabilistas. 
 
 
1 - Regras Gerais 
PREPOSIÇÃO – poder de representação semelhante ao mandato. Vejamos as REGRAS GERAIS da preposição: 
O empresário confia ao seu preposto algumas atribuições inerentes ao que lhe foi passado na preposição. 
Portanto, o preposto que recebe a atribuição não pode passar essa atribuição a outra pessoa. Pois, se ele 
fizer isso, vai responder pessoalmente pelo que o outro fizer. O empresário tem um preposto, esse preposto 
não tem autorização por escrito para delegar a um terceiro suas tarefas como preposto, mas, mesmo assim, 
ele delega, então, ao passar a sua atribuição a outra pessoa, ele vai responder pessoalmente por tudo que 
essa outra pessoa fizer. 
PREPOSTO 
Contrato de Trabalho 
Prestador de Serviço 
É o auxiliar ou colaborador do empresário 
Exemplos: 
Gerente 
Contabilista 
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Em regra, quem responde junto a terceiros pelos atos do preposto é o preponente, o empresário. Porém, 
pode o preposto responder pessoalmente se ele fizer a delegação a um terceiro de sua atribuição. 
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto 
e pelas obrigações por ele contraídas. 
(ESAF/MTE/AFT/2010) O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da 
preposição, sob pena de responder, pessoalmente, pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele 
contraídas. 
Comentário: Questão está de acordo com o Artigo 1.169 visto acima. 
Gabarito: Correta 
Outra regra interessante versa sobre a possibilidade de o preposto ser concorrente com o preponente. Você 
acha que um preposto pode fazer concorrência com o empresário ou preponente a quem ele representa? 
Não pode. Imagina um gerente de uma loja de venda de aparelho celular. Entra um cliente na loja querendo 
comprar um celular, ao invés de oferecer um aparelho da loja, o gerente oferece um aparelho que ele mesmo 
vende. Pode isso? Claro que não. É proibido ao preposto fazer concorrência com o preponente. Só poderá 
fazer concorrência nos casos em que haja autorização expressa para isso. 
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria 
ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da 
que lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo 
preponente os lucros da operação. 
(FCC/TJ-PE/Juiz/2013) O preposto do estabelecimento pode negociar livremente por conta própria ou de 
terceiro, bem como participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, salvo vedação 
expressa a respeito. 
Comentário: A nossa legislação proíbe a concorrência que o preposto queira fazer contra quem lhe deu a 
preposição. Ele não pode negociar por conta própria e nem participar de operação do mesmo gênero do 
empresário que ele representa. Artigo 1.170 
Gabarito: Incorreta 
 
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1.1. Responsabilidade do Preposto no Exercício da Função 
O empresário e a sociedade empresária são os preponentes, os donos do negócio, os titulares do 
estabelecimento e são responsáveis pelos atos de qualquer dos seus prepostos, desde que feitos no interior 
do estabelecimento e se relacionem com a atividade empresarial ainda que ali desenvolvido. A regra é a 
responsabilidade do preponente quando o preposto exerce sua função normalmente. Quando o preposto 
age com culpa, a responsabilidade perante terceiros continua sendo do preponente, só que a 
responsabilidade do preposto passa a ser pessoal perante o preponente. Quando o preposto agir com dolo, 
aí responde juntamente o preposto e o preponente, sendo, portanto, nesse caso caracterizada a 
responsabilidade solidária. 
Art. 1.177 - Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente 
responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. 
PREPOSTO AGIU COM CULPA→ PESSOALMENTE RESPONSÁVEL→ PERANTE O 
PREPONENTE 
PREPOSTO AGIU COM DOLO → SOLIDARIAMENTE RESPONSÁVEL→ COM O 
PREPONENTE PERANTE TERCEIROS 
Não 
pode 
sem autorização escrita fazer-se substituir no desempenho da preposição 
sob pena de responder pessoalmente pelos 
atos do substituto e pelas obrigaçõescontraídas 
negociar por conta própria ou de terceiro 
nem participar de operação do mesmo gênero da 
que lhe foi cometida 
sob pena de responder por perdas e danos 
e de serem retidos pelo preponente os 
lucros da operação 
 
salvo autorização expressa 
PREPOSTO 
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1.2. Teoria da Aparência 
Em simples palavras, a teoria da aparência caracteriza-se pelo princípio da boa-fé, ou seja, vale como 
verdade o que parece ser a verdade. Um gerente, dentro do estabelecimento, aparenta estar fazendo suas 
funções de gerente conforme autorizado pelo dono do negócio. Então, quando um fiscal chega no 
estabelecimento ele pergunta pelo gerente. O gerente aparece e não precisa mostrar nenhum documento 
dizendo que ele é o gerente e nem quais os poderes que lhe foram atribuídos. Pode, muito bem, o fiscal 
entregar uma intimação a esse gerente e essa intimação fica valendo como se tivesse sido entregue ao 
empresário titular do estabelecimento. O mesmo exemplo poderia ser válido em caso de entrega de 
mercadorias por uma transportadora. A mercadoria pode ser recebida por um preposto do empresário que 
esteja no estabelecimento. O gerente recebe a mercadoria, pois como preposto, ele aparenta ter poderes 
para tal. Por isso, considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou de valores feita a um preposto, como 
se fosse feita ao próprio empresário. 
Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, 
encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja 
prazo para reclamação. 
Em relação à Teoria da Aparência ainda temos mais dois dispositivos. Esses se diferenciam pelo local do 
exercício da preposição. Em regra, tudo que o preposto fizer dentro do estabelecimento é válido como se 
estivesse sendo feito pelo dono da empresa. Ou seja, a responsabilidade será do preponente. Um preposto 
que negocia com cliente, negocia com fornecedor ou causa algum dano a terceiro no exercício da preposição 
dentro da loja, faz com que a responsabilidade por todas essas obrigações recaia sobre o preponente. Não 
precisa que o preposto mostre um contrato de trabalho com as suas atribuições em decorrência da teoria 
da aparência. Veja a regra: 
Responsabilidade do PREPOSTO 
Agiu... 
com CULPA REGULARMENTE com DOLO 
NÃO responde 
Responde 
PESSOALMENTE 
Responde 
SOLIDARIAMENTE 
Perante o 
PREPONENTE 
Com o PREPONENTE 
Perante TERCEIROS 
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Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados 
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados 
por escrito. 
Quando o preposto exercer a preposição fora do estabelecimento a regra é diferente. Não vale a teoria da 
aparência. O preposto vai a algum lugar em nome do empresário e faz alguma coisa em nome dele. Nesse 
caso, o preposto precisa mostrar algum documento ou comprovação que está ali em nome do dono do 
negócio. 
Art. 1.178 - Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, 
somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito, cujo 
instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor. 
(ESAF/MTE/AFT/2010) Em regra, considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, 
encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto. 
Comentário: O preposto pode receber um bem, papel, ou valor que foi enviado para ser entregue ao 
empresário. Ele recebe e, se não for contrário a esse recebimento, ou seja, se não protestar esse 
recebimento, considerar-se-á perfeita a entrega. 
Gabarito: Correta 
 
 
 
Responsabilidade 
do PREPONENTE 
nos seus 
estabelecimentos 
pelos atos de 
quaisquer 
prepostos 
atividade da 
empresa 
se os recebeu sem protesto, salvo nos casos 
em que haja prazo para reclamação 
ainda que não 
autorizados por 
escrito 
Considera-se perfeita a entrega de 
papéis, bens ou valores ao preposto, 
encarregado pelo preponente 
suprido pela 
certidão ou cópia 
autêntica 
nos limites dos 
poderes 
conferidos por 
escrito 
fora do 
estabelecimento 
praticados 
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2. Contabilista ou Contador 
O contador ou contabilista é o profissional da contabilidade contratado pelo empresário para a execução 
dos serviços contábeis necessários ao desenvolvimento da empresa. Essa contratação pode ser por contrato 
de trabalho ou por contrato de prestação de serviço. O contador é um preposto do empresário. Geralmente, 
o empresário delega a função de escrituração e das questões contábeis a um contador ou como chamado 
nesse caso, contabilista. O contador, por ter o conhecimento técnico adequado, é o profissional que cumpre 
as obrigações escriturais e contábeis do empresário. Mas essa delegação de função não faz com que o 
empresário se exima de qualquer responsabilidade pela contabilidade da empresa. Na verdade, o 
empresário responde pela contabilidade da empresa. A contabilidade é feita pelo contador, mas o 
empresário responde como se ele mesmo tivesse feito. O empresário não pode dar mole e deixar com que 
o contador faça o que quiser, mesmo porque, ele também assina tudo que for feito pelo contador em relação 
a sua empresa. A exceção ocorre quando o contador agir de má-fé, nesse caso quem responde é o contador. 
Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos 
prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-
fé, os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. 
 
3. Gerente 
Nem todos os empresários ou sociedades terão um porte suficiente para que se contrate um gerente. Em 
muitos casos os próprios sócios ou o próprio empresário serão os gerentes do negócio. Porém, sabemos que 
em algumas atividades o sócio não tem condições de ficar à frente da atividade gerindo a empresa no dia a 
dia, então eles contratam um preposto que será responsável pela administração e gerência das atividades 
do cotidiano da empresa. O gerente é um empregado do empresário e é um preposto que fica 
permanentemente no exercício da empresa. O empresário confia a esse preposto poderes de chefia 
autorizando-o a “tocar” o negócio em nome dele. Esse gerente pode ser da sede da empresa ou até mesmo 
instituídos como gerente de filial. 
Art. 1.172. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na sede 
desta, ou em sucursal, filial ou agência. 
(CESPE/BACEN/Procurador/2013) O gerente é uma espécie de preposto cuja peculiaridade é o caráter 
permanente de sua condição. 
Comentário: O gerente é um preposto. O gerente é um tipo de preposto que fica permanentemente no 
exercício da empresa. Artigo 1.172. 
Gabarito: Correta 
O gerente não precisa ficar pedindo permissão para exercer sua função ou andar com um papel em suas 
mãos dizendo quais as suas atribuições e quais os poderes delegados a ele pelo preponente. Ele pode 
praticar todos os atos inerentes ao exercício da gerência, a não ser que seja algum ato em que a própria lei 
exija poderes especiais. 
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Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a 
praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. 
(ESAF/MTE/AFT/2010) Considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício 
dos poderes que lhe foram outorgados, mesmo quando a lei exigir poderes especiais. 
Comentário: O gerente é um tipo de prepostoque pode praticar todos os atos necessários para que ele 
possa exercer a sua gerência. A não ser que a lei exija poderes especiais para um determinado tipo de 
gerência, nesse caso o preposto precisa estar autorizado. Por isso o erro da questão. 
Gabarito: Incorreta 
E quando ocorre de em uma mesma empresa ter mais de um gerente? Se não houver clara definição da 
função de cada um dos gerentes, todos eles serão responsáveis solidários pelos poderes e pelas 
responsabilidades surgidas em decorrência da gerência. 
Art. 1.173 - Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os 
poderes conferidos a dois ou mais gerentes. 
(ESAF/MTE/AFT/2010) Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes conferidos a 
dois ou mais gerentes. 
Comentário: Os poderes conferidos de maneira geral a todos os gerentes fazem com que essa delegação de 
poder acarrete uma solidariedade entre eles. 
Gabarito: Correta 
Em regra, como vimos, o gerente pode negociar normalmente exercendo os poderes inerentes ao cargo que 
ocupa. Caso o preponente queira limitar algum poder ao gerente, de maneira específica, essa limitação 
precisa ser levada a registro na Junta Comercial. Se fizer esse registro, o dono do negócio vai poder opor-se 
a terceiro por alguma responsabilidade de atos praticados pelo gerente fora de seus limites. A não ser que, 
mesmo que o registro da limitação não seja feito, a pessoa que negociou com o gerente sabia que o gerente 
não tinha poderes para tal negócio e se o preponente conseguir provar que o negociador sabia dessa 
limitação, poderá se opor da responsabilidade perante esse terceiro. 
Art. 1.174. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, 
dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas 
Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente. 
Parágrafo único. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a modificação ou 
revogação do mandato ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas 
Mercantis. 
A regra da preposição de gerência é a de que o gerente age em nome do preponente e à conta do 
preponente, e por isso a responsabilidade é do preponente. Mas há casos em que o gerente pode agir em 
seu próprio nome, mas se dizendo representante do preponente. Nesse caso específico a responsabilidade 
é solidária entre preposto-gerente e preponente-empresário. 
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Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu 
próprio nome, mas à conta daquele. 
O gerente pode representar o titular em juízo. Em caso de litígio judicial por algum problema que tenha 
ocorrido na empresa, pode o gerente ir ao juízo em nome do preponente, afinal ele tem melhores condições 
de dizer ao juiz o que aconteceu, já que, muitas vezes, ele está mais perto do que acontece dentro da 
empresa do que o próprio dono. 
Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações 
resultantes do exercício da sua função. 
(ESAF/MTE/AFT/2010) O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações resultantes 
do exercício da sua função. 
Comentário: Um dos poderes legais conferidos ao gerente é o de poder representar o empresário em juízo. 
Artigo 1.176. 
Gabarito: Correta 
 
 
Preposto: Gerente 
preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência 
Quando a lei não exigir 
poderes especiais, 
solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes 
gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício 
dos poderes outorgados 
O gerente pode estar 
em juízo 
O preponente responde 
com o gerente 
Na falta de estipulação 
diversa, 
pelos atos que gerente pratique em seu próprio nome, 
mas à conta daquele 
em nome do preponente, pelas obrigações resultantes 
do exercício da sua função 
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ESTABELECIMENTO 
 
1. Definição 
Já aprendemos que empresa é a atividade, e que empresário é quem exerce a atividade. Como que o 
empresário faz para exercer sua atividade, com que instrumentos ele faz isso? É por meio do 
estabelecimento. Portanto, estabelecimento é o complexo de bens que, organizados pelo empresário, 
possibilita o exercício da atividade empresária. Esses bens que compõem o estabelecimento são tanto bens 
materiais como imateriais, ou podemos dizer tangíveis e intangíveis. Ele surge quando o empresário, com o 
fim de exercer atividade econômica, reúne e organiza vários bens, que juntos formam uma unidade, 
chamada de universalidade. Muitos confundem estabelecimento com o local ou o imóvel. Estabelecimento 
é um conceito mais abrangente, pois ele é composto por bens materiais como mercadorias, máquinas, 
instalações, tecnologia, o imóvel etc. E é composto também pelos bens incorpóreos ou imateriais como as 
marcas, patentes, direitos, ponto etc. A reunião desses bens agrega um valor chamado pela doutrina de 
aviamento. Cada um dos bens considerados individualmente possuem um valor, quando esses bens são 
organizados de forma a compor o estabelecimento, faz com que o valor do estabelecimento constituído seja 
maior do que a soma de todos os bens individualmente considerados, essa diferença de valor que é o 
aviamento. O aviamento é a diferença a maior que é atribuída ao estabelecimento pela capacidade que os 
bens organizados do estabelecimento têm de obter lucro. O conceito de estabelecimento não se confunde 
com o de patrimônio da empresa, o estabelecimento faz parte do patrimônio e nem se confunde com imóvel 
onde a atividade é desenvolvida. 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. 
Portanto, pela definição legal do que é estabelecimento, devemos atentar para o fato de que 
estabelecimento é formado quando um empresário, que se enquadre no conceito do Artigo 966, organiza 
alguns bens que juntos formam o chamado complexo de bens e esses bens organizados vão possibilitar o 
exercício da atividade econômica que é a empresa. Esse empresário que organiza pode ser tanto o 
empresário individual como a sociedade empresária. Sei que no dia a dia, nós, muitas vezes, usamos o termo 
“estabelecimento” para nos referirmos a uma “loja”. Mais uma vez fica minha dica. Você pode continuar 
falando assim sem problema, mas em termos técnicos, jurídicos e para a prova, é muito importante não 
confundir estabelecimento com o imóvel onde a empresa funciona. A doutrina chama o local onde funciona 
a empresa de ponto comercial. Aprendemos em contabilidade o que é patrimônio, que é composto por bens, 
direitos e obrigações, enquanto estabelecimento é um conceito que abrange os bens, podendo ser bens 
materiais e imateriais. 
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(FGV/ALE-MT/Procurador/2013) O complexo de bens organizados de forma racional para o exercício da 
empresa, entendida esta como a atividade economicamente organizada para a produção de bens e serviços, 
por empresário ou sociedade empresária, é denominado 
a) estabelecimento. 
b) patrimônio líquido. 
c) ações. 
d) sociedade em comum. 
e) balanço patrimonial. 
Comentário: O enunciado da questão nos trouxe o conceito de estabelecimento. Não podemos confundir 
estabelecimento com o imóvel onde é exercida a empresa e nem com o patrimônio da empresa. 
Gabarito: A 
A Lei 14.195 de 2021 acrescentou alguns parágrafos a esse artigo 1.142 do CC, estipulando legalmente que 
não se pode confundir estabelecimento com o local onde se exerce a atividade empresarial e apontando

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