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Imprimir PONTO DE PARTIDA Os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são essenciais na automação industrial e dividem-se em dois tipos principais: compactos e modulares. Os CLPs compactos possuem uma estrutura integrada, com CPU, entradas e saídas (I/O) e fonte de alimentação em um único módulo. São ideais para aplicações pequenas, com espaço limitado e controle simples, sendo fáceis de instalar e econômicos. Os CLPs modulares, por sua vez, são formados por módulos independentes (CPU, I/O, etc.), o que confere maior flexibilidade e escalabilidade. São adequados para aplicações de médio a grande porte, nas quais a complexidade e a necessidade de expansão são maiores. A especificação e o dimensionamento de um CLP envolvem a análise dos requisitos do sistema, como número e tipo de entradas e saídas, capacidade de processamento, comunicação com outros sistemas, robustez e possibilidade de expansão. A escolha entre um CLP compacto ou modular dependerá dessas especificações, do orçamento e das exigências de manutenção e flexibilidade. Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: a empresa de automação AutoTech recebeu a seguinte solicitação do representante de um de seus clientes, a Alfa Embalagens: Aula 1 TIPOS DE CLPS Os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são essenciais na automação industrial e dividem-se em dois tipos principais: compactos, que possuem uma estrutura integrada, e modulares, que por sua vez, são formados por módulos independentes, conferindo maior flexibilidade e escalabilidade. CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP) Aula 1 - Tipos de CLPs Aula 2 - Linguagens de programação de CLPs Aula 3 - Programação de CLPs em linguagem Ladder Aula 4 - Programação avançada em linguagem Ladder Aula 5 - Encerramento da unidade Referências 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 1/28 “Nosso processo de empacotamento tem se tornado um gargalo para as demais áreas da logística. As embalagens vendidas no atacado possuem diferentes tamanhos e formatos, então o processo de empacotamento ainda é manual. Mas os operadores do pacote precisam abastecer os carrinhos que serão levados até a sala ao lado, da expedição. Os carrinhos abastecidos ficam pesados, e a carga compromete a visão para efetuar manobras. Além disso, como o empacotamento é manual, por vezes pacotes sem a etiqueta na qual constam os dados do destinatário, como o QR Code da nota fiscal eletrônica, o endereço e a composição de itens do pacote, passam despercebidos. Isso também é algo ruim, já que gera retrabalho para o setor e uma dificuldade de rastreamento. Ainda não podemos pensar em recorrer a robôs ou tecnologias de ponta, pois nossa empresa é nova e, no momento, nosso poder de investimento está restrito. Contudo, nosso crescimento depende de bons processos, e atualmente está complicado executar o básico, que é empacotar e destinar os lotes para ficarem disponíveis aos entregadores. Nosso barracão é atendido por entregadores autônomos, de plataformas e aplicativos. Esses profissionais ganham no volume, portanto não podem esperar ou receber pacotes sem a etiqueta. Na realidade, eu me coloco no lugar deles, e também não gostaria de esperar. Aguardo um orçamento da AutoTech para resolver esse desafio.” Breno é engenheiro de automação na AutoTech, e prontamente atendeu a Alfa Embalagens, comprometendo-se a responder ao pedido com algumas possibilidades de melhoria, dentro de um limite de investimento mais contido. Breno entende que precisa pensar em soluções comerciais de mercado que sejam muito econômicas, tanto para a implantação quanto para possíveis manutenções. Você acompanhará Breno nesta jornada em busca de uma solução econômica para a Alfa Embalagens. Bons estudos! VAMOS COMEÇAR Boas-vindas, estudante! Nesta videoaula, apresentaremos os Controladores Lógicos Programáveis! Os CLPs compreendem um universo de processos, instrumentação, programação, diagramas elétricos, lógica e diagrama de blocos. Contudo, antes de avançarmos para os aspectos mais práticos da programação dos CLPs, precisamos conhecê-los bem! Por meio deste conteúdo, você descobrirá quais são as características, a arquitetura básica e os tipos de CLP. Esses conceitos são fundamentais para evoluirmos no entendimento das questões relacionadas à programação e simulação de CLPs. Vamos lá! PONTO DE PARTIDA Os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são essenciais na automação industrial e dividem-se em dois tipos principais: compactos e modulares. Os CLPs compactos possuem uma estrutura integrada, com CPU, entradas e saídas (I/O) e fonte de alimentação em um único módulo. São ideais para aplicações pequenas, com espaço limitado e controle simples, sendo fáceis de instalar e econômicos. Os CLPs modulares, por sua vez, são formados por módulos independentes (CPU, I/O, etc.), o que confere maior flexibilidade e escalabilidade. São adequados para aplicações de médio a grande porte, nas quais a complexidade e a necessidade de expansão são maiores. A especificação e o dimensionamento de um CLP envolvem a análise dos requisitos do sistema, como número e tipo de entradas e saídas, capacidade de processamento, comunicação com outros sistemas, robustez e possibilidade de expansão. A escolha entre um CLP compacto ou modular dependerá dessas especificações, do orçamento e das exigências de manutenção e flexibilidade. Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: a empresa de automação AutoTech recebeu a seguinte solicitação do representante de um de seus clientes, a Alfa Embalagens: Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 2/28 “Nosso processo de empacotamento tem se tornado um gargalo para as demais áreas da logística. As embalagens vendidas no atacado possuem diferentes tamanhos e formatos, então o processo de empacotamento ainda é manual. Mas os operadores do pacote precisam abastecer os carrinhos que serão levados até a sala ao lado, da expedição. Os carrinhos abastecidos ficam pesados, e a carga compromete a visão para efetuar manobras. Além disso, como o empacotamento é manual, por vezes pacotes sem a etiqueta na qual constam os dados do destinatário, como o QR Code da nota fiscal eletrônica, o endereço e a composição de itens do pacote, passam despercebidos. Isso também é algo ruim, já que gera retrabalho para o setor e uma dificuldade de rastreamento. Ainda não podemos pensar em recorrer a robôs ou tecnologias de ponta, pois nossa empresa é nova e, no momento, nosso poder de investimento está restrito. Contudo, nosso crescimento depende de bons processos, e atualmente está complicado executar o básico, que é empacotar e destinar os lotes para ficarem disponíveis aos entregadores. Nosso barracão é atendido por entregadores autônomos, de plataformas e aplicativos. Esses profissionais ganham no volume, portanto não podem esperar ou receber pacotes sem a etiqueta. Na realidade, eu me coloco no lugar deles, e também não gostaria de esperar. Aguardo um orçamento da AutoTech para resolver esse desafio.” Breno é engenheiro de automação na AutoTech, e prontamente atendeu a Alfa Embalagens, comprometendo-se a responder ao pedido com algumas possibilidades de melhoria, dentro de um limite de investimento mais contido. Breno entende que precisa pensar em soluções comerciais de mercado que sejam muito econômicas, tanto para a implantação quanto para possíveis manutenções. Você acompanhará Breno nesta jornada em busca de uma solução econômica para a Alfa Embalagens. Bons estudos! Conhecendo os CLPs Novalor deve estar abaixo de um limite específico. Exemplo de comparação Menor Que (LES) Nesse exemplo, a instrução confere se o valor armazenado no registrador é menor que 10. Se a condição for verdadeira, a saída será ativada. As instruções de desvio permitem alterar o fluxo de execução do programa com base em condições específicas. As principais instruções incluem Desvio Condicional (JMP), Sub-rotina (JSR) e Retorno de Sub-rotina (RET) (Prudente, 2010). A instrução Desvio Condicional (JMP) é usada para desviar o fluxo de execução do programa para uma etiqueta específica se uma condição for verdadeira. É útil para criar loops ou saltos condicionais no programa. Exemplo de Desvio Condicional (JMP) Nesse exemplo, a instrução desviará o fluxo de execução do programa para a etiqueta LBL1 se a condição for verdadeira. A instrução Sub-rotina (JSR) é usada para chamar uma sub-rotina específica no programa. Sub-rotinas são blocos de código que podem ser executados de forma independente e reutilizados em diferentes partes do programa. Exemplo de Sub-rotina (JSR) Nesse exemplo, a instrução chama a sub-rotina ĭ1, que é executada de modo independente. A instrução Retorno de Sub-rotina (RET) é utilizada para retornar ao ponto de chamada após a execução de uma sub-rotina. É uma instrução essencial para garantir que o fluxo de execução do programa retorne corretamente depois da execução de uma sub-rotina. Exemplo de Retorno de Sub-rotina (RET) Nesse exemplo, a instrução retorna ao ponto de chamada após a execução da sub-rotina. A programação avançada em linguagem Ladder é, portanto, uma habilidade indispensável para profissionais de automação industrial. O domínio de temporizadores, contadores, funções matemáticas e aritméticas, e instruções de comparação e desvio permite a criação de sistemas de controle robustos e eficientes (Natale, 2008, Prudente, 2010). Esses componentes e instruções são cruciais para a implementação de soluções de automação que atendam às necessidades específicas de cada aplicação, garantindo a eficiência e a confiabilidade dos processos industriais. VAMOS EXERCITAR? Revisão e otimização de um sistema SCADA Breno e Laura receberam um desafio por parte da empresa Alfa Embalagens. Eles precisam apresentar uma proposta que resolva os problemas de eficiência em uma das linhas de produção de caixas de papelão dessa organização. A linha de produção é composta por várias etapas, incluindo corte, dobramento, colagem e 1∨ ----[]---- [GRTN7:0, 10] ----()----? N7:0 1∨ ----[]---- [LESN7:0, 10] ----()---- ĭ N7:0 1∨ ----[]---- [JMPLBL1] ----()---- ĭ 1∨ ----[]---- [JSR_1] ----()---- ĭ 1∨ ----[]---- [RET] ----()---- 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 22/28 empacotamento. Breno e Laura estudaram todas as condições de contorno e chegaram a uma alternativa para resolver o desafio, implementando um sistema de controle avançado em linguagem Ladder. Para tanto, foi preciso considerar os passos descritos a seguir: Passo 1: configuração dos temporizadores e contadores Primeiro, Breno e Laura configuraram um temporizador retentivo (RTO) para acumular o tempo de operação de cada máquina, mesmo que a linha fosse interrompida. Em seguida, configuraram um contador ascendente (CTU) para contar o número de caixas produzidas e acionar um alarme quando um lote de 1.000 caixas fosse completado. Passo 2: implementação das funções matemáticas Para calcular a eficiência da linha de produção, Breno e Laura utilizaram uma função de multiplicação que calcula a eficiência com base no tempo de operação ( ) e no número de caixas produzidas ( ). O resultado é armazenado em . Passo 3: utilização das instruções de comparação e desvio Para monitorar as condições da linha de produção, Breno e Laura usaram uma instrução de comparação (EQU) que compara o número de caixas produzidas ( ) com o valor de referência (1.000 caixas) e aciona o alarme se a condição for verdadeira. Além disso, implementaram uma instrução de desvio condicional (JMP) na intenção de desviar o fluxo de produção para uma linha de backup em caso de falha em qualquer etapa. Passo 4: integração do sistema Com todos os componentes configurados, Breno e Laura integraram o sistema em um diagrama Ladder completo: Descrição do funcionamento 1. Temporizador retentivo (RTO): acumula o tempo de operação de cada máquina, mesmo que a linha seja interrompida. 2. Contador ascendente (CTU): conta o número de caixas produzidas e aciona um alarme quando um lote de 1.000 caixas for completado. 3. Função de multiplicação: calcula a eficiência da linha de produção com base no tempo de operação e no número de caixas produzidas. 4. Instrução de comparação (EQU): compara o número de caixas produzidas com o valor de referência (1.000 caixas) e aciona o alarme. 5. Instrução de desvio condicional (JMP): desvia o fluxo de produção para uma linha de backup em caso de falha em qualquer etapa. Com a implementação desse sistema de controle avançado em linguagem Ladder, o engenheiro Breno e a programadora Laura conseguiram otimizar a linha de produção da Alfa Embalagens. A utilização de temporizadores e contadores avançados, funções matemáticas e aritméticas, e instruções de comparação e desvio garantiu que todas as etapas da produção fossem sincronizadas e que a produção ocorresse sem interrupções, aumentando a eficiência e a confiabilidade do sistema. A supervisora do projeto, Dra. Marta, fica muito satisfeita com a abordagem adotada por Breno e Laura. Ela tem recebido elogios da empresa Alfa Embalagens sobre a conduta muito profissional dos seus dois colaboradores. Eles deverão atuar em projetos de maior envergadura no futuro. 1∨ ----[]---- [RTO,T1, 10s] ----()---- 1 ∧ − −−− [] − − −−[CTUC1, 1000] − − −−() − −−− N7:0 N7:1 N7:2 1∨ ----[]---- [MULN7:0,N7:1,N7:2] ----()----? N7:1 1∨ ----[]---- [EQUN7:1, 1000] ----()----? 1∨ ----[]---- [JMPLBL1] ----()----? 1∨ ----[]------- [RTOT1, 10s] --------()----? 2∨ ----[]------- [CTUC1, 1000] -------()----? 3∨ ----[]---- [MULN7:0,N7:1,N7:2] ----()----? 4∨ ----[]------- [EQUN7:1, 1000] ------()----? 5∨ ----[]-------- [JMPLBL1] --------()----? 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 23/28 Saiba mais Para ampliar os seus conhecimentos sobre os temas estudados nesta aula, recomendamos a leitura do capítulo “8 – Sistemas sequenciais” do livro Controladores Lógicos Programáveis, escrito por Claiton Franch e Valter Luis Arlindo de Camargo. No texto em questão apresentam-se, de forma didática e acessível, os conceitos e práticas relacionados aos temporizadores e contadores, com exercícios práticos. O conteúdo sugerido pode ser acessado pela Minha Biblioteca, como também pelo link disponível a seguir. Acesse o conteúdo clicando aqui PONTO DE CHEGADA Olá, estudante! Nesta videoaula, retomaremos os principais temas abordados durante as aulas referentes aos tipos de CLP, às linguagens de programação de CLPs, à programação de CLPs em linguagem Ladder e à programação avançada em linguagem Ladder. Com essas informações, você consolidará seu entendimento sobre o Controlador Lógico Programável (CLP) e saberá efetivamente como projetar sistemas de controle baseados em CLPs, realizando a sua correta programação e especificação. Você entenderá como os conteúdos das aulas contribuíram para o desenvolvimento da competência associada a esta unidade de aprendizagem, além de conhecer possíveis aplicações práticas resultantes dessa nova aptidão. Vamos lá! Desejamos bons estudos! Programação inteira Olá, estudante! Durante as aulas desta unidade de aprendizagem você investigou, no âmbitodos tipos de CLP, as características e o funcionamento dos CLPs compactos, dos CLPs modulares e a especificação e o dimensionamento de um CLP para um projeto. No contexto de linguagens de programação de CLPs, você examinou exemplos e atributos das linguagens com Diagrama de Blocos Estruturados (FBD - Function Block Diagram), Texto Estruturado e Grafcet. No tocante à Programação de CLPs em linguagem Ladder, você foi apresentado à estrutura e aos elementos básicos desse modelo de programação gráfica, bem como à programação de circuitos lógicos em Ladder. Além disso, no que concerne à programação avançada em linguagem Ladder, você foi introduzido à utilização de temporizadores e contadores em Ladder, à programação de funções matemáticas e aritméticas, e, por fim, ao uso de instruções de comparação e desvio em Ladder. Esses conhecimentos são necessários para desenvolver a competência associada a esta unidade de aprendizagem, que é “Compreender e saber projetar sistemas de controle baseados em controladores lógicos programáveis, realizando a sua correta programação e especificação”. Os CLPs compactos integram CPU, entradas/saídas (I/O) e fonte de alimentação em um único módulo, mostrando-se ideais para aplicações simples, em função do menor custo associado a eles e ao seu tamanho reduzido. Já os CLPs modulares possuem módulos separados para CPU, I/O, comunicação e fonte de alimentação, oferecendo alta flexibilidade e expansibilidade. Estes últimos são adequados para aplicações complexas. A especificação de um CLP envolve a determinação de requisitos de I/O, memória, processamento e interfaces de comunicação, enquanto o dimensionamento considera a quantidade de entradas e saídas necessárias, a possibilidade de expansão e a compatibilidade com outros sistemas (Prudente, 2010). As linguagens de programação de CLPs incluem: o Diagrama de Blocos Estruturados (FBD – Function Block Diagram), que é uma programação gráfica baseada em blocos funcionais; o Texto Estruturado, uma linguagem textual de alto nível semelhante a Pascal; e o Grafcet, que utiliza etapas e transições para modelar processos sequenciais. Aula 5 ENCERRAMENTO DA UNIDADE 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 24/28 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536533605/epubcfi/6/36[%3Bvnd.vst.idref%3DCLP_MIOLO-17]!/4[CLP_MIOLO-17]/2[_idContainer414]/26/114/2 É HORA DE PRATICAR Gestão da produção para maximização de lucro Você é um engenheiro recém-contratado por uma fábrica de embalagens, a Mestre do Papelão e Irmãos Ltda. A você foi confiada a tarefa de auxiliar na modernização da linha de produção, que atualmente opera de forma semiautomática. Dra. Joana é a gerente de produção da fábrica e conta com uma vasta experiência na operação dos equipamentos, mas tem pouca familiaridade com sistemas automatizados. Ela designa uma equipe para trabalhar sob a sua coordenação na nova proposta de funcionamento. Você realiza uma reunião de kick-off para dar início ao projeto e promove diversas discussões, bem como uma sessão de brainstorming, durante a qual são elencadas duas questões norteadoras para o projeto: 1. Como a automação da linha de produção pode aumentar a eficiência e reduzir erros operacionais? 2. Qual é o equipamento CLP mais adequado para essa aplicação e como deve ser feita a programação? Analisando o processo fabril, a equipe identifica várias etapas para uma linha de produção: corte, montagem e embalagem de caixas de papelão. Atualmente, essas etapas são realizadas com intervenção manual, o que gera inconsistências e baixa eficiência. Depois de vários workshops com a equipe, você, junto com um colega, Arnaldo, especialista em programação em Ladder, sugere a utilização de um Controlador Lógico Programável (CLP) para automatizar todo o processo. Após uma análise detalhada, a equipe escolhe o Siemens S7-1200, por causa de sua flexibilidade, capacidade de expansão e facilidade de programação. Especificação do equipamento: Modelo: Siemens S7-1200 Entradas digitais: 16 Saídas digitais: 16 Entradas analógicas: 4 Saídas analógicas: 2 Comunicação: Profinet, Modbus TCP/IP Software de programação: TIA Portal Arnaldo começa a programação utilizando o TIA Portal. A lógica de controle é dividida em três principais blocos: corte, montagem e embalagem, como mostra a Figura 1, a seguir. Figura 1 | Programação do CLP Fonte: elaborada com inteligência artificial por Cogna-IA. A equipe trabalha para instalar o CLP e conectar todos os sensores e atuadores. Após a instalação, Arnaldo carrega o programa no CLP e realiza testes para garantir que todas as etapas funcionem conforme o planejado. Depois do processo de implementação, a linha de produção se torna mais eficiente. A automação reduz o tempo de ciclo e praticamente elimina os erros operacionais. Nesse cenário, você observa uma melhoria significativa na consistência dos produtos e na produtividade da equipe. A automação da linha de produção com o CLP Siemens S7-1200 não apenas aumentou a eficiência, mas também diminuiu os erros operacionais. A escolha do equipamento ideal e o uso da programação adequada foram fundamentais para o sucesso do projeto. Você demonstrou que a colaboração entre engenharia e operação é essencial para a implementação bem-sucedida de sistemas automatizados. A equipe 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 25/28 multifuncional designada pela Dra. Joana para atuar no desenvolvimento do projeto fez um excelente trabalho. Você foi elogiado pela Dra. Joana, que gostou muito da sua conduta no projeto juntamente com Arnaldo e os demais membros do grupo. DÊ O PLAY! Olá, estudante! Convidamos você a ouvir este podcast, no qual conversaremos sobre as melhores práticas na utilização de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs). Esse assunto é de grande importância para sua atuação profissional, pois existem diversos fatores que favorecem o sucesso da operação e manutenção de CLPs na indústria. Uma abordagem sistemática é fundamental para uma operação eficiente dos equipamentos controlados com CLPs. Vamos conhecer mais detalhes sobre essa abordagem sistemática! Aproveite este conteúdo! ASSIMILE O mapa mental a seguir resume, em uma pequena esquematização visual, os conceitos mais relevantes vinculados aos Controladores Lógicos Programáveis. Você deve aproveitar o material para aprofundar seu entendimento sobre esses aspectos e compreender a importância de cada elemento. Fonte: elaborado pelo autor. AULA 1 FILIPPO FILHO, G. Automação de processos e de sistemas. São Paulo: Érica, 2014. [Minha Biblioteca]. FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. Controladores lógico programáveis: sistemas discretos e analógicos. 3. ed. São Paulo: Érica, 2021. IEEE TRANSACTIONS ON AUTOMATIC CONTROL. ISSN: 0018-9286. Engineering – Electrical Engineering. [ProQuest]. IEEE TRANSACTIONS ON AUTOMATION SCIENCE AND ENGINEERING. ISSN: 1545-5955. Engineering – Electrical Engineering. [ProQuest]. INTERNATIONAL FEDERATION OF ROBOTICS. World Robotics – Industrial Robots. Disponível em: https://ifr.org/wr-industrial-robots. Acesso em: 20 ago. 2024. REFERÊNCIAS 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 26/28 https://ifr.org/wr-industrial-robots LAMB, F. Automação industrial na prática: série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2015. [Minha Biblioteca]. MATARIC, M. J. Introdução à robótica. São Paulo: Unesp/Blucher, 2014. NATALE, F. Automação industrial: sériebrasileira de tecnologia. 10. ed. São Paulo: Érica, 2008. [Minha Biblioteca]. PETRUZELLA, F. D. Controladores Lógicos Programáveis. 4. ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580552836/pageid/0. Acesso em: 25 set. 2024. PRUDENTE, F. Automação industrial: PLC: programação e instalação. Rio de Janeiro: LTC, 2010. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial PLC: teoria e aplicações: curso básico. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. [Minha Biblioteca]. SANTOS, W. E. dos. Robótica industrial: fundamentos, tecnologias, programação e simulação. São Paulo: Érica, 2014. SILVA, E. A. da. Introdução às linguagens de programação para CLP. São Paulo: Blucher, 2016. AULA 2 FILIPPO FILHO, G. Automação de processos e de sistemas. São Paulo: Érica, 2014. [Minha Biblioteca]. FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. Controladores lógico programáveis: sistemas discretos e analógicos. 3. ed. São Paulo: Érica, 2021. IEEE TRANSACTIONS ON AUTOMATIC CONTROL. ISSN: 0018-9286. Engineering – Electrical Engineering. [ProQuest]. IEEE TRANSACTIONS ON AUTOMATION SCIENCE AND ENGINEERING. ISSN: 1545-5955. Engineering – Electrical Engineering. [ProQuest]. INTERNATIONAL FEDERATION OF ROBOTICS. World Robotics – Industrial Robots. Disponível em: https://ifr.org/wr-industrial-robots. Acesso em: 20 ago. 2024. LAMB, F. Automação industrial na prática: série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2015. [Minha Biblioteca]. MATARIC, M. J. Introdução à robótica. São Paulo: Unesp/Blucher, 2014. NATALE, F. Automação industrial: série brasileira de tecnologia. 10. ed. São Paulo: Érica, 2008. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial: PLC: programação e instalação. Rio de Janeiro: LTC, 2010. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial PLC: teoria e aplicações: curso básico. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. [Minha Biblioteca]. SANTOS, W. E. dos. Robótica industrial: fundamentos, tecnologias, programação e simulação. São Paulo: Érica, 2014. SILVA, E. A. da. Introdução às linguagens de programação para CLP. São Paulo: Blucher, 2016. AULA 3 FILIPPO FILHO, G. Automação de processos e de sistemas. São Paulo: Érica, 2014. [Minha Biblioteca]. FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. Controladores lógico programáveis: sistemas discretos e analógicos. 3. ed. São Paulo: Érica, 2021. IEEE TRANSACTIONS ON AUTOMATIC CONTROL. ISSN: 0018-9286. Engineering – Electrical Engineering. [ProQuest]. LAMB, F. Automação industrial na prática: série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2015. [Minha Biblioteca]. NATALE, F. Automação industrial: série brasileira de tecnologia. 10. ed. São Paulo: Érica, 2008. [Minha Biblioteca]. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 27/28 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580552836/pageid/0 Imagem de capa: Storyset e ShutterStock. PETRUZELLA, F. D. Controladores Lógicos Programáveis. 4. ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014. PRUDENTE, F. Automação industrial: PLC: programação e instalação. Rio de Janeiro: LTC, 2010. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial PLC: teoria e aplicações: curso básico. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. [Minha Biblioteca]. ROQUE, L. A. O. L. Automação de processos com linguagem Ladder e sistemas supervisórios. Rio de Janeiro: LTC, 2014. SILVA, E. A. da. Introdução às linguagens de programação para CLP. São Paulo: Blucher, 2016. AULA 4 ALVES, J. L. Instrumentação, controle e automação de processos. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. FILIPPO FILHO, G. Automação de processos e de sistemas. São Paulo: Érica, 2014. [Minha Biblioteca]. FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. Controladores lógico programáveis: sistemas discretos e analógicos. 3. ed. São Paulo: Érica, 2021. LAMB, F. Automação industrial na prática: série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2015. [Minha Biblioteca]. NATALE, F. Automação industrial: série brasileira de tecnologia. 10. ed. São Paulo: Érica, 2008. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial: PLC: programação e instalação. Rio de Janeiro: LTC, 2010. [Minha Biblioteca]. PRUDENTE, F. Automação industrial PLC: teoria e aplicações: curso básico. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. [Minha Biblioteca]. AULA 5 ALVES, J. L. Instrumentação, controle e automação de processos. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. FILIPPO FILHO, G. Automação de processos e de sistemas. São Paulo: Érica, 2014. LAMB, F. Automação industrial na prática: série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2015. NATALE, F. Automação industrial: série brasileira de tecnologia. 10. ed. São Paulo: Érica, 2008. PRUDENTE, F. Automação industrial: PLC: programação e instalação. Rio de Janeiro: LTC, 2010. PRUDENTE, F. Automação industrial PLC: teoria e aplicações: curso básico. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 28/28 https://storyset.com/ https://www.shutterstock.com/pt/final do século XIX, os sistemas produtivos tiveram o auxílio de soluções mecânicas para automatizar tarefas. Já no início do século XX, passaram a ser utilizadas soluções elétricas, por meio de relés e contatores. Ou seja, tarefas repetitivas e críticas já vêm sendo controladas e automatizadas para que sejam executadas sem a plena atuação de um humano há um certo tempo. Os circuitos integrados (CIs) evoluíram nas últimas décadas, além de serem inseridos no chão de fábrica. Mas foi a utilização dos computadores comerciais que mudou substancialmente esse cenário. Até então, qualquer alteração na organização ou nas etapas produtivas demandava muitos ajustes físicos e até mesmo a reconfiguração das máquinas. Atualmente, a lógica de controle está constituída por meio de softwares e pode ser alterada de forma mais fácil por um especialista, inclusive a partir de outra localidade, de forma remota, enquanto a instrumentação e os demais conjuntos de hardware que compõem a estrutura física podem ser mantidos, conforme a necessidade. Essa é a maior vantagem dos sistemas eletrônicos atuais frente às soluções de automação mecânicas e elétricas. Estamos em uma época na qual sistemas generativos de inteligência artificial (IA) podem criar códigos-fonte, embora ainda seja altamente necessária a presença do profissional no entendimento dos desafios, ou mesmo para validar a solução desenvolvida pela IA. Ao longo de sua história de evolução, o Controlador Lógico Programável (CLP, ou PLC, do termo em inglês Programmable Logic Controller) foi desenvolvido para atender à indústria automobilística americana. As primeiras aplicações do CLP surgiram na General Motors, em 1968, justamente para superar as dificuldades em modificar a lógica dos painéis de controle a cada mudança nas linhas de produção, que antes gerava grandes custos e perda de tempo. O sucesso dessa abordagem, na época, se deu pela competitividade do CLP, por ser simples para programar, de fácil manutenção, pelo fato de possuir uma configuração em módulos, de ter um tamanho compacto e apresentar um custo aceitável pelos seus benefícios (Franchi; Camargo, 2021). A International Electrotechnical Commission (IEC) define um CLP como um sistema eletrônico digital projetado para uso industrial, o qual utiliza uma memória programável para armazenar instruções específicas, como lógica, sequenciamento, temporização, contagem e operações aritméticas. Ele controla diferentes tipos de máquinas ou processos por meio de entradas e saídas (E/S) – ou, em inglês, inputs e outputs (I/O) – digitais ou analógicas. Ao longo do tempo, os CLPs evoluíram para equipamentos mais sofisticados, capazes de controlar não apenas funções lógicas, mas também malhas analógicas (Franchi; Camargo, 2021). Na pirâmide da automação industrial, os CLPs estão em uma camada intermediária, conectando a camada de instrumentação com a camada de sistemas SCADA e os demais softwares de alto nível. Possuem a capacidade de armazenar instruções para controlar os processos industriais, a partir de 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 3/28 funções organizadas e sequenciadas, compostas por lógicas aritméticas, de comparação, instruções de desvio, manipulação de dados, temporização e contagem (Silva, 2016). Os CLPs são projetados e construídos para atuarem em ambientes hostis, como em altas temperaturas, com presença de ruídos elétricos, poluição atmosférica, ambientes úmidos, etc. Os fabricantes e modelos diferem em aspectos como quantidade de entradas e saídas, memória, conjunto de instruções, velocidade de processamento, conectividade, flexibilidade, IHM, entre outros fatores. Os CLPs podem ser compactos ou modulares. Além disso, podem exibir características específicas, como alta velocidade, alta capacidade de entradas e saídas, maior segurança e ainda podem ser programados em rede industrial, com recursos avançados de comunicação com e sem fio. Cada projeto, indústria e processo a ser automatizado exige uma escolha de modelo e o desenvolvimento de um software específico. Mas, em geral, todos os CLPs possuem: A CPU: na qual são processados os programas elaborados pelos usuários e os programas de autodiagnóstico. A memória volátil: em que são armazenados os dados temporários, como sinais de entrada e saída e estado das variáveis. Nesse local, quando se desliga o CLP, os dados são perdidos. A memória permanente: na qual são armazenadas as programações do usuário, as informações de funcionamento e configurações, e o sistema operacional do CLP. Nesse local, os dados permanecem íntegros mesmo com a falta de alimentação do CLP. O software é codificado em computadores tradicionais e, então, é carregado na memória do equipamento CLP de interesse. Nesse contexto, você já consegue compreender que o CLP tem os seguintes modos de operação: modo de execução, o qual detalharemos mais adiante; e modo de programação, no qual o CLP está off-line em relação à linha de produção e viabiliza o download do programa, isto é, permite baixar do computador para o CLP, bem como possibilita o upload, isto é, a ação de subir do CLP para o computador ou outro servidor. Para editar o código-fonte de um programa, utilizamos uma interface indicada pelo fabricante. Nessa interface, deve-se escolher o modelo correto, pois a programação ocorrerá de acordo com os recursos de E/S, tamanho de memória, comunicação, etc. Em modo de execução, também chamado de RUN, o CLP executa o mesmo ciclo em looping, sendo que, em cada ciclo, ele executa três etapas básicas: leitura das entradas, execução do programa e atualização das saídas. Dentro do modo de execução, há um autodiagnóstico. Nesse contexto, se os componentes e variáveis internas do CLP não estiverem adequados, ele não conseguirá executar o programa e ficará em estado de falha. Todas essas etapas podem ser expandidas para obter um melhor entendimento do que acontece fisicamente no CLP e estão descritas na Figura 1, a seguir. Figura 1 | Funcionamento do CLP 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 4/28 Fonte: Franchi e Camargo (2021, p. 17). O tempo de varredura, ou tempo de ciclo que o CLP tomará para executar o programa criado pelo usuário, é definido pelo seu tamanho e complexidade, bem como por configurações do controle de execução do CLP. Esse tempo de ciclo deve ser compatível com o desafio na indústria, ou seja, com o tempo máximo tolerável para que o processo de interesse seja controlado (Silva, 2016). SIGA EM FRENTE Tipos e características de CLPs Os CLPs são classificados em dois tipos: compactos e modulares. Todos os recursos do CLP compacto estão em um único “case”. Portas E/S, CPU e interface de comunicação estão acoplados em uma mesma estrutura. Um diagrama que resume como são organizados os recursos dos CLPs do tipo compacto está ilustrado na Figura 2. Figura 2 | Diagrama de blocos do CLP compacto Fonte: adaptada de Franchi e Camargo (2021). A grande vantagem dos CLPs compactos é o seu custo reduzido. Eles já conseguem atender a uma variedade de processos de menor porte. Permitem, até mesmo, um certo nível de expansão, porém só conseguem aumentar até quatro entradas, por exemplo. Já nos CLPs modulares, os recursos estão 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 5/28 divididos em módulos e podem ser inseridos e retirados conforme a necessidade do processo, pois são encaixáveis. Os CLPs modulares são constituídos poruma estrutura em que cada módulo desempenha uma função específica. Fisicamente, esses módulos são acoplados no rack, também chamado de chassi. O processador e a memória podem estar em um único módulo, com uma fonte de alimentação separada, ou podem ser combinados em um mesmo gabinete. Além disso, pode-se escolher um módulo apenas com as portas de entrada, ou um módulo de E/S, e adicionar mais módulos de entradas e/ou saídas, mais módulos de comunicação, e assim por diante, formando uma configuração adequada para sistemas de médio e grande porte. Se o processo ficar mais complexo ou mais amplo, esse tipo modular favorecerá a capacidade de expansão do CLP, o que otimizará o acompanhamento das necessidades que surgirem. Outras vantagens dos CLPs modulares são uma maior velocidade, mais memória e mais recursos de programação. Alguns módulos especiais disponibilizados pelos fabricantes incluem: entrada para termopares, entrada para PT100, contagem rápida (encoder), controle de motor de passo, medição de parâmetros elétricos (tensão, corrente, potências ativas e reativa, etc.), comunicação de redes industriais, controle PID e servo acionamento (Silva, 2016). Assim como os sensores e atuadores digitais, as portas de E/S digitais dos CLPs só operam em 1 ou 0, podendo ser NPN ou PNP, respectivamente. Elas fornecem ao CLP potencial negativo ou positivo no acionamento. A saída digital também realiza a abertura ou o fechamento de um contato que permite energizar ou desenergizar dispositivos de sinalização ou de ativação de atuadores. Os dispositivos de sinalização podem ser lâmpadas, buzinas ou sirenes. Os atuadores mais comuns incluem motores elétricos em geral, além de motores e cilindros hidráulicos ou pneumáticos. Vale ressaltar que a saída digital energiza o dispositivo de acionamento dos atuadores, e não os atuadores de modo direto. Normalmente, a saída de um CLP é capaz apenas de acionar pequenos relés com capacidade máxima de corrente de 8 A em seus contatos ou transistores com capacidade máxima de condução de 2 A. Tais dispositivos controlam a energização das bobinas dos contatores, das válvulas direcionais de sistemas hidráulicos e pneumáticos, entre outros componentes. Já as unidades analógicas trabalham em conjunto com conversores A/D e D/A, de 8 bits ou 12 bits, e podem assumir qualquer valor entre: 0 a 20 mA, ou 4 a 20 mA, diante de sinal em corrente. 0 a 10 Vcc; 0 a 5 Vcc; -5 Vcc a +5 Vcc; -10 Vcc a +10 Vcc, diante de sinal em tensão. Um exemplo de atuação do CLP em processos industriais será apresentado na Figura 3, a seguir. Figura 3 | CLP como controle em processos a) Contínuos b) Discretos Fonte: Filippo Filho (2014, p. 74). VAMOS EXERCITAR 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 6/28 Solução econômica de automação O Breno, da AutoTech, buscou uma solução econômica, respeitando a complexidade do processo empreendido na Alfa Embalagens. Como os pacotes dos pedidos possuem diferentes tamanhos e formatos, o processo de empacotamento continuará sendo manual. Já o abastecimento do setor de expedição será automatizado, com o uso de sensor de presença, esteira e CLP. Esteiras são equipamentos populares nas indústrias, então é possível adquiri-las novas ou usadas, se a Alfa Embalagens preferir. Os operadores do pacote, em vez de encherem os carrinhos com pacotes e, em seguida, levá-los para a sala de expedição, colocarão os pacotes na esteira. O serviço ficará bem melhor para esses operadores, visto que, além dos aspectos ergonômicos atrelados à ação de empurrar o carrinho, eles conseguirão reduzir esses intervalos no período de deslocamento e, por consequência, concluirão a entrega de mais pacotes em menos tempo. Com uma atividade menos cansativa, a atenção dedicada à colagem da etiqueta tende a aumentar. Mesmo assim, sugere-se a instalação de um sensor na linha, que avisa quando há pacotes sem etiqueta. Breno propôs a instalação de um sensor para acompanhar a colocação dos pacotes na esteira. Na presença de mais pacotes, a esteira aumenta a velocidade; do contrário, reduz a velocidade ou para. Outro sensor implantado no início da esteira apontará a ausência da etiqueta e emitirá um alerta assim que o pacote passar por ele. Os pacotes seguirão na esteira até o piso da sala da expedição, onde serão agrupados por destino, aguardando a retirada. Observe que toda a comunicação entre sensores e esteira precisa ser feita com CLPs, e, por sua simplicidade, modelos mais econômicos já atendem ao desafio da Alfa Embalagens. Uma opção adicional é a implementação de um braço robótico, ou mecanismo similar, no final da esteira, a fim de efetuar a separação das localidades de entrega e empilhar os pacotes em paletes específicos, de acordo com as informações da etiqueta. No entanto, essa solução tende a elevar o custo de investimento. A Alfa Embalagens ficou satisfeita com a solução proposta por Breno, isto é, com a sugestão de instalar os sensores, a esteira e o CLP. No entanto, a empresa ainda não investirá no braço robótico, deixando esse passo para uma próxima oportunidade. O diretor da Alfa Embalagens agradeceu e elogiou a abordagem desenvolvida por Breno na intenção de encontrar uma solução economicamente viável para a organização. Saiba mais O livro Controladores Lógicos Programáveis, de Frank D. Petruzella, é um material totalmente dedicado à exploração de conceitos relativos à programação dos CLPs. Sugerimos a leitura dos capítulos 1 e 2 dessa obra, intitulados “Visão geral dos controladores lógicos programáveis (CLPs)” e “CLP – Componentes do equipamento”, respectivamente. Ambos os capítulos apresentam imagens de CLPs utilizados no mercado da automação, além de versarem sobre aspectos pertinentes a esse contexto, como o funcionamento e o detalhamento de uma operação no CLP. Logo, trata-se de um material que complementará os seus estudos acerca desse assunto. O conteúdo indicado pode ser acessado pela Minha Biblioteca, como também pelo link disponível a seguir. Acesse o conteúdo clicando aqui Aula 2 LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO DE CLPS Dentro da automação industrial, há uma área dedicada à programação de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs). É comum que as atividades desse segmento sejam realizadas por um profissional que tenha bom conhecimento em lógica de programação, arquitetura de CLPs e processos industriais. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 7/28 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580552836/pageid/0 PONTO DE PARTIDA As linguagens de programação de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são essenciais para a automação industrial, pois permitem a criação de lógicas complexas para o controle de processos. Dentre as principais linguagens, destaca-se o Diagrama de Blocos Estruturados (FBD), que utiliza blocos gráficos para representar funções lógicas e operações. A linguagem FBD é intuitiva e visual, facilitando a compreensão e a manutenção de sistemas. Por exemplo, um bloco pode representar uma operação AND, conectando entradas e saídas de forma clara. Outra linguagem importante é o Texto Estruturado (ST, do inglês Structured Text), que se assemelha a linguagens de programação de alto nível, como a Pascal. A linguagem ST é poderosa e flexível, viabilizando a criação de algoritmos complexos com estruturas de controle como loops e condicionais. Um exemplo de código ST pode incluir um loop FOR para iterar sobre uma série de valores, realizando cálculos ou verificações. Por fim, a linguagem Grafcet (ou GRAFCET) é utilizada para modelar sistemas sequenciais. Ela representa estados e transiçõesde maneira gráfica, sendo ideal para processos que seguem uma sequência definida de etapas. Um exemplo de Grafcet pode abranger estados que representam diferentes fases de um processo de manufatura, com transições baseadas em condições específicas, como sensores ou temporizadores. Cada uma dessas linguagens possui características únicas que a tornam adequada para diferentes tipos de aplicação em automação industrial, proporcionando flexibilidade e eficiência no desenvolvimento de sistemas de controle. Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: a empresa de automação AutoTech é especializada em todas as atividades que envolvem a automação, desde as instalações físicas de equipamentos de instrumentação, infraestrutura de rede industrial até a programação de CLPs. A Alfa Embalagens teve um crescimento no número de pedidos e agora precisa expandir sua estrutura, fazendo com que haja mais pontos de coleta para os entregadores, além de aumentar o tamanho das esteiras para cobrir o novo barracão. Sendo assim, a programação no CLP precisa ser atualizada. Um pedido especial do setor de expedição foi instalar um painel luminoso com um contador de pacotes, a cada novo pacote embalado, e disponibilizar esse contador para que todos vejam a produtividade em tempo real. Como a Alfa Embalagens não tem funcionários específicos para o setor de automação, solicitar essa programação para a empresa parceira, a AutoTech, é uma boa opção. Laura é a programadora designada pela AutoTech para implementar essa nova funcionalidade de contador de pacotes, e ela assumirá o projeto. Laura ficará responsável pelo recém-elaborado código criado para controlar as esteiras. Em uma próxima manutenção, pode ser que outro funcionário da AutoTech fique incumbido dessa tarefa, ou, ainda, que outra empresa seja contratada. Diante desse caso, Laura deve arcar com o compromisso de adotar a solução de programação que melhor se adeque ao cenário, além de justificar, juntamente com o restante do time de engenharia, os motivos que levaram à escolha da linguagem em questão, o que ficará documentado na memória de projeto da AutoTech e da Alfa Embalagens. Você acompanhará Laura nessa jornada! Bons estudos! VAMOS COMEÇAR Boas-vindas, estudante! Nesta videoaula, apresentaremos a programação dos CLPs! Além de entender como funcionam os CLPs e conhecer suas principais características, você descobrirá como a programação desses controladores viabiliza a sua utilização na prática! No mercado de trabalho, faltam profissionais com conhecimento e disponibilidade para atender à demanda das indústrias, não necessariamente pelo fato de a atividade de programação ser difícil, mas por requerer dedicação e estudo. Quem sabe essa não pode ser uma das suas próximas atividades como profissional na automação? Vamos lá! Iniciando na programação em CLP Dentro da automação industrial, há uma área dedicada à programação de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs). É comum que as atividades desse segmento sejam realizadas por um profissional que tenha bom conhecimento em lógica de programação, arquitetura de CLPs e processos industriais. Os CLPs estão presentes de forma maciça nas plantas industriais, permitindo o controle de processos e máquinas de 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 8/28 maneira eficiente e flexível. Para programar esses dispositivos, diversas linguagens de programação foram desenvolvidas, cada uma com características e aplicações específicas. Nesta aula, discorreremos sobre três dessas linguagens: Grafcet, Texto Estruturado (ST) e Diagrama de Blocos Estruturados (FBD). É natural que um programador tenha mais facilidade ou familiaridade com uma ou outra linguagem, mas conhecer cada uma delas é importante, até mesmo para ser capaz de optar pela mais adequada a cada desafio. Outros pontos de atenção para o programador são a organização e a legibilidade do código, pois garantem que um projeto possa ser facilmente entendido por outro programador, facilitando melhorias e manutenções no código. Um programa de CLP, assim como um sistema de computação em geral, é um ativo vivo na empresa, e sua sustentação e continuidade devem ser levadas em conta, afinal, para cada novo processo a ser automatizado, ou a cada alteração na planta, é necessário iniciar um novo código ou modificar o existente. Além disso, as tecnologias, de tempos em tempos, requerem uma atualização, seja por segurança ou por exigência do fabricante. Vamos, então, conhecer primeiro a linguagem Grafcet, ou GRAPhique FOctionnel de Commande Etape/Transition, criada pela Associação Francesa para a Cibernética Econômica e Técnica. Trata-se de uma linguagem gráfica utilizada para descrever o comportamento sequencial de sistemas automatizados. Ela é amplamente utilizada na Europa e normatizada pela IEC 60848, ou seja, as regras da linguagem Grafcet seguem essa norma e, para obter mais informações, devemos consultá-la na íntegra (Lamb, 2015). A estrutura básica do Grafcet é composta por etapas (steps) e transições (transitions). As etapas representam estados do sistema, enquanto as transições determinam as condições, ou gatilhos, para a mudança de uma etapa para outra. Grafcet é uma linguagem que se aplica a sistemas sequenciais e que avançam de forma discreta. Etapas (steps): representam estados ou condições do sistema. Cada etapa pode estar ativa ou inativa. Transições (transitions): são condições lógicas que determinam a mudança de uma etapa para outra. Ações (actions): são operações executadas quando uma etapa está ativa. Nesse caso, consideramos que as etapas são formadas por estados de acionamento, como motor girando à esquerda ou lâmpada apagada. Já as transições são leituras da planta, podendo ser denotadas por uma contagem de tempo, uma contagem de produtos ou uma temperatura acima de 36° C, por exemplo. O passo a passo para implementar um sistema em Grafcet será apresentado na Figura 1, a seguir. Figura 1 | Modelagem para Grafcet Fonte: elaborada pelo autor. Entre duas etapas quaisquer, sempre deve haver uma única transição, a qual representa a possibilidade de um sistema evoluir de uma etapa para outra, seguindo um caminho ou trajetória, desde que seja satisfeita uma condição lógica específica, chamada de receptividade (Franchi; Camargo, 2021). Outra linguagem adequada para programação em CLPs é a de Texto Estruturado (ST), regulada pela norma IEC 61131-3. Trata-se de uma linguagem de alto nível semelhante à linguagem Pascal e C. Os programadores de computadores que lidam com linguagens de alto nível terão mais facilidade com a ST. Comandos como if, then, else e for são aceitos pela linguagem, e a elaboração de cálculos, comparações e atribuição seguem a simbologia matemática. Ela também conta com blocos de código, que podem incluir variáveis, operadores, instruções de controle de fluxo e funções (Prudente, 2011). Assim como em outras linguagens de programação, seus comandos são dados em inglês e sua aparência remete a um texto, como será mostrado mais adiante. A última linguagem que apresentamos nesta aula é o Diagrama de Blocos Estruturados (FBD, do inglês Function Block Diagram). Assim como a Grafcet, trata-se de uma linguagem gráfica que utiliza blocos de função para representar operações lógicas e aritméticas. Ela é normatizada pela IEC 61131-3. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDescr… 9/28 A estrutura do FBD é composta por blocos de função conectados por linhas que representam o fluxo de dados. Nesse contexto, os blocos de função denotam operações ou funções específicas, e as conexões sãolinhas que conectam os blocos de função, representando o fluxo de dados (Silva, 2016). Há blocos já implementados que podem ser incorporados ao projeto, os quais executam funções bastante utilizadas, como funções lógicas, contadores, Set/Reset ou blocos que o próprio programador pode criar, encapsulando e organizando o programa em setores específicos. SIGA EM FRENTE Aparência de cada linguagem Você deve estar curioso sobre a aparência de cada linguagem. Já vamos descobrir como as linguagens mencionadas anteriormente se apresentam, mas, primeiro, entenderemos onde os códigos são construídos: nas chamadas interfaces de programação. Os fabricantes podem indicar as interfaces, porém, na maioria das vezes, os programas são instalados em um computador. A função básica dessa abordagem é permitir que o programador construa o código-fonte, mas funções adicionais, como simulação de plantas e do funcionamento do CLP, otimizam muito o trabalho desse profissional. Recursos visuais, como a identificação dos comandos de cada linguagem, ou mesmo indicativos de erro de construção do programa, também melhoram a produtividade. A linguagem Grafcet, como já aprendemos, representa uma linguagem gráfica, então a lógica é organizada de maneira visual, dentro dos componentes da linguagem – nesse caso, as etapas e as transições. A Figura 2 ilustra a aparência de um programa que implementa uma lógica para acionar e parar um motor em linguagem Grafcet. Figura 2 | Modelagem para Grafcet Fonte: acervo do autor. Observe que mesmo um programa em Grafcet possui trechos em Texto Estruturado (ST). Já a Figura 3 exibe a aparência de um programa inteiramente escrito em linguagem ST. Figura 3 | Programa em linguagem ST a) Programa em Grafcet b) Implementação das ações e transições 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 10/28 Fonte: acervo do autor. Esse programa verifica se o botão SET está com nível lógico 1 (True) e, então, acende a lâmpada. Contudo, se o botão RESET estiver com nível lógico 1 (True), apagará a lâmpada. Essa ideia de Set/Reset é muito usada para o acionamento de motores, quando, por segurança, utilizam-se esses dois botões em uma lógica de intertravamento. O exemplo da Figura 3 realiza a mesma operação do código apresentado anteriormente em Grafcet (Figura 2), porém, no lugar do motor, foi aplicada a representação de uma lâmpada. Figura 4 | Programa em linguagem FBD – Diagrama de Blocos Estruturados Fonte: acervo do autor. O bloco RS é um recurso pronto da linguagem FBD que realiza a operação Set/Reset descrita anteriormente. Esse tipo de recurso pronto simplifica a atividade para o programador. Você conheceu três linguagens de programação populares para CLP. Outro ponto interessante a ser assimilado nesse contexto é o fato de que um programa principal pode ter um ou mais Program Organization Units (POUs), que são subprogramas, e cada POU pode ser desenvolvido em uma linguagem, conforme os recursos de que a linguagem em questão dispõe para resolver aquele desafio. Isso será possível se a interface de desenvolvimento permitir mais de uma linguagem. O software CODESYS, por exemplo, aceita todas as linguagens estudadas aqui, entre outras. VAMOS EXERCITAR? Programação de um contador de pacotes Estudante, você percebeu que Laura tem acesso a pelo menos três linguagens de programação que podem ser utilizadas na automação do contador de pacotes: Grafcet, Texto Estruturado e FBD. Ao analisar o desafio com base na Figura 1, obtemos as seguintes condições de contorno: Especificação do processo: Há uma entrada: o sensor de presença capaz de detectar pacotes que entram na esteira. Há uma variável de controle: o contador, sendo que não há necessidade de observar valores máximos dessa variável; só se espera que seja sempre maior ou igual a zero. Há uma saída: o valor da variável “contador” a ser enviado para um codificador que mostrará o valor da variável em um display ou TV. Divisão do processo em etapas: Atualizar o contador. Mostrar o valor da variável. Descrição da parte sequencial para o controle das etapas: Para entrar na etapa de atualizar o contador, é necessário que na transição tenha sido detectado mais um pacote pelo sensor de presença. Desenho da parte combinacional de cada etapa: Assim que o sensor detecta o pacote, incrementa o contador em uma unidade e, então, atualiza o valor enviado para o codificador do display. Implementação do processo: As Figuras 5, 6 e 7, a seguir, apresentam a implementação do programa nas linguagens Grafcet, ST e FBD, respectivamente. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 11/28 Figura 5 | Exemplo em Grafcet Fonte: acervo do autor. A linguagem Grafcet pode ser utilizada, porém ela é mais indicada para casos em que há uma quantidade maior de etapas e transições, pois, além dos trechos de declaração de variáveis, ainda é necessário implementar a etapa “Atualiza” com sua ação “Incrementa” e a transição do Sensor. Seguindo e aproveitando o mesmo raciocínio para a linguagem Grafcet, a resolução em linguagem de Texto Estruturado será exibida na Figura 6: Figura 6 | Exemplo em ST Fonte: acervo do autor. Como a linguagem FBD possui blocos prontos, Laura também pode implementar a solução a partir da estrutura de um bloco já existente, o CTU, como mostra a Figura 7: Figura 7 | Exemplo em FBD Fonte: acervo do autor. Nesse caso, é preciso conectar as entradas e saídas do bloco, indicando que a detecção acontece na borda de subida do sensor, e a saída é a variável contador. Informações opcionais que não são usadas no exemplo da Alfa Embalagens são a opção Reset, fixada em FALSE, e o PV, que é uma espécie de indicador de quando se atinge o valor desejado – que é 1.000 no exemplo analisado. Esperamos que você tenha acompanhado o raciocínio de Laura para resolver o desafio no que diz respeito à característica das linguagens! Para obter uma proposta de resolução, foi importante reconhecer e diferenciar as linguagens. Laura apresentou a sugestão para os responsáveis da Alfa Embalagens, os quais agradeceram e sinalizaram que deverão implementar o painel luminoso com o contador de pacotes o quanto antes. Saiba mais O livro Introdução às linguagens de programação para CLP, de Edison Alfredo da Silva, é inteiramente dedicado às principais linguagens de programação para CLPs. O capítulo 2, com o título “Norma IEC 61131-3 aplicada ao Controlador Lógico Programável”, apresenta muitos conceitos de programação 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 12/28 aplicados nesse contexto, como tarefas, funções, acesso à memória, tipos e controle de variáveis. Esses elementos são explicados detalhadamente no texto indicado, por isso recomendamos a leitura! O conteúdo sugerido pode ser acessado pela Minha Biblioteca, como também pelo link disponível a seguir. Acesse o conteúdo clicando aqui PONTO DE PARTIDA Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: a empresa de automação AutoTech visita novamente as dependências da Alfa Embalagem. Desta vez, a solicitação é para que Breno prepare um novo projeto direcionado à área de embalagem de cosméticos. Breno foi até a empresa para saber quais devem ser as especificações da proposta com o pessoal da Alfa Embalagem. Ele identificou que a área de engenharia quer adaptar a esteira de pacote para uma nova linha de produção de envase de cosméticos. O setor de produção vem enfrentando problemasfrequentes no sistema de transporte das embalagens nas linhas de envase e paletização. Durante esse processo, algumas embalagens estão sendo mal posicionadas no transportador, o que causa falhas de paletização. Além disso, em certos momentos, o sistema para por completo em função da falta de detecção das embalagens. O objetivo da AutoTech é automatizar o sistema para identificar a presença das embalagens e garantir o posicionamento correto desses itens em relação ao bico de envase, evitando paradas na produção. Breno já sabe que deve programar um CLP para efetuar o controle da esteira transportadora de embalagens. O sistema deverá detectar a embalagem, posicioná-la corretamente para o processo de envase e paletização, e, em caso de erro ou ausência de detecção, acionar um alarme e desligar a esteira para impedir danos. Vale ressaltar que Breno sabe que uma possível ampliação na linha é viável, e a Alfa Embalagens já adiantou que deseja pensar na sustentação desses projetos de automação. A empresa quer treinar seu time de engenharia e manutenção para dar suporte e realizar pequenos ajustes no programa em CLP. Diante do cenário exposto, Breno deve pensar em algumas alternativas que facilitem o trabalho do time. Vamos acompanhar Breno nesse desafio? Bons estudos! VAMOS COMEÇAR Boas-vindas, estudante! Estamos avançando no campo da programação de CLPs. Na videoaula de hoje, trataremos da programação por meio da linguagem Ladder, muito conhecida na área de automação industrial. Essa linguagem conta com diversos recursos de programação, ao mesmo tempo que é de simples construção. O mercado precisa de profissionais com expertise nessa área, então esta é uma ótima oportunidade de você evoluir em conhecimento! Desejamos a você bons estudos! Introdução à linguagem Ladder A programação de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) em Ladder é amplamente utilizada para desenvolver o controle de processos e sistemas de manufatura, principalmente por causa da simplicidade atrelada a essa linguagem no que diz respeito à criação de programas. Também conhecida como diagrama de escada, a linguagem Ladder é baseada em símbolos que representam relés e contatos, remetendo ao controle elétrico tradicional. Aula 3 PROGRAMAÇÃO DE CLPS EM LINGUAGEM LADDER A programação por meio da linguagem Ladder, muito conhecida na área de automação industrial, conta com diversos recursos de programação, ao mesmo tempo que é de simples construção. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 13/28 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521210528/pageid/27 Vale lembrar que, na década de 1960, quando os sistemas de controle industrial foram criados, iniciou-se um processo de migração dos tradicionais painéis de relés eletromecânicos para os CLPs. Naquela época, os engenheiros de controle precisavam de uma solução para substituir os complexos e volumosos painéis de relés usados para controlar máquinas e processos industriais, já que os sistemas baseados em relés eram de difícil modificação, além de serem propensos a falhas mecânicas, o que motivou a busca por uma solução mais eficiente. Para facilitar a transição dos engenheiros e técnicos de controle, a linguagem de programação escolhida foi fundamentada no diagrama de contatos e bobinas, similar aos esquemas de controle com relés eletromecânicos. Nasceu assim o Ladder Diagram (LD), que se tornou a linguagem gráfica padrão para programar CLPs, mantendo a familiaridade com o controle elétrico e favorecendo a adoção da nova tecnologia. Assim como outras linguagens de programação para CLP, a linguagem Ladder segue as regulamentações da norma IEC 61131-3. Em comparação a Instruction List (IL), Structured Text (ST), Function Block Diagram (FBD) e Grafcet, que são as demais linguagens regulamentadas pela norma IEC 61131-3, a Ladder permanece como uma das mais populares, especialmente em indústrias onde o pessoal de manutenção e os operadores de máquinas estão mais acostumados com diagramas elétricos. A Figura 1, a seguir, ilustra a aparência da linguagem Ladder. Figura 1 | Exemplo de programa em linguagem Ladder Fonte: Silva (2016, p. 165). A linguagem Ladder é baseada na lógica de contatos virtuais, em que o programa aciona bobinas de saídas a partir de valores aferidos por sensores ou chaves conectados à entrada dos CLPs, com o objetivo de ligar motores, lâmpadas ou realizar contagem, temporizações ou controles proporcionais, integrais e derivativos (Roque, 2014). A ativação das saídas de um CLP depende da configuração dos contatos de entrada, que são organizados em um programa Ladder. Esse programa é responsável por controlar as saídas de acordo com as combinações lógicas estabelecidas por meio de instruções e contatos virtuais. Apesar de o CLP ter substituído grande parte dos controles lógicos baseados em relés, os relés eletromagnéticos ainda são usados como dispositivos auxiliares para comutar os equipamentos de entrada e saída. O CLP foi projetado para substituir relés menores que exercem funções lógicas, mas que não suportam correntes ou tensões altas. Além disso, é importante entender o funcionamento e a terminologia dos relés para converter corretamente os diagramas elétricos em programas Ladder (Petruzella, 2014). A Figura 2 apresenta uma esquematização dos contatos das bobinas. Figura 2 | Representação de bobinas Fonte: Petruzella (2014, p. 110). Um relé é uma chave magnética que geralmente possui uma única bobina, mas pode ter vários contatos. Quando a bobina está desenergizada, a armadura fica afastada do núcleo por uma mola, e, quando energizada, cria um campo eletromagnético que movimenta a armadura, acionando ou desligando os contatos. A bobina e os contatos são isolados eletricamente. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 14/28 O símbolo de um relé é representado por duas linhas paralelas que indicam os contatos, sendo que a letra “M” normalmente designa bobinas de contatores para motores, enquanto o termo “CR” é usado para relés de controle. Os contatos normalmente abertos (NA) ficam abertos até que a bobina seja energizada, enquanto os normalmente fechados (NF) permanecem fechados até a bobina ser ativada. SIGA EM FRENTE Conhecendo mais a linguagem Ladder A linguagem Ladder representa funções lógicas utilizando contatos e relés, com duas barras verticais simbolizando os polos positivo e negativo de uma fonte de energia. O ambiente de programação se parece com uma escada, o que explica o nome “Ladder”, que significa “degrau” em inglês. Essa ideia pode ser observada na Figura 1, exibida anteriormente. Cada “degrau” do programa consiste na combinação entre condições de entrada (contatos normalmente abertos e normalmente fechados) e uma instrução de saída ao final da linha, denotada pela bobina do relé, que ativará ou desativará a saída do CLP. A Figura 3, a seguir, apresenta os símbolos utilizados para representar contatos. Figura 3 | Símbolos de contato em linguagem Ladder, por fabricante Fonte: Franchi e Camargo (2021, p. 39). Os contatos apresentados na Figura 3 são combinados de forma lógica para implementar os eventos reais. A Figura 4 elenca os símbolos utilizados para representar as bobinas. Figura 4 | Símbolos de bobinas em linguagem Ladder, por fabricante Fonte: Franchi e Camargo (2021, p. 40). A popularidade da linguagem Ladder se deve a diversas vantagens associadas a ela, que incluem (Franchi; Camargo, 2021): Familiaridade: como a linguagem Ladder é baseada em esquemas elétricos de relés, técnicos e engenheiros que têm experiência com sistemas elétricos aprendem facilmente a utilizá-la.Essa familiaridade acelera o processo de aprendizagem para a programação de CLPs e favorece a adoção do CLP em ambientes industriais. Facilidade de visualização: a estrutura gráfica do Ladder é intuitiva e fácil de interpretar. Cada linha do diagrama representa um circuito de controle, Simplicidade para controle discreto: a linguagem Ladder é particularmente eficaz para aplicações de controle discreto, como ligar ou desligar motores, válvulas e atuadores. É ideal para sistemas nos quais o controle lógico é predominantemente binário (on/off). Manutenção simples: por causa de sua natureza gráfica, os técnicos e engenheiros podem realizar alterações no programa com certa facilidade, por vezes diretamente no chão de fábrica, sem a necessidade de ferramentas complexas de desenvolvimento. Grande compatibilidade: a maioria dos CLPs no mercado oferece suporte à linguagem Ladder, tornando-a uma opção universal em diversas plataformas de hardware. Em contrapartida, há algumas desvantagens da programação em Ladder que devem ser consideradas, sobretudo no que se refere a limitações. Confira a seguir: Dificuldade em controle avançado: embora seja excelente para controle discreto, a linguagem Ladder pode se tornar complicada e pouco intuitiva quando utilizada para controle analógico, cálculos matemáticos complexos ou algoritmos de controle avançados, como controle PID. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 15/28 Programas extensos: à medida que o controle se torna mais sofisticado, a linguagem Ladder pode gerar programas muito extensos e difíceis de gerenciar. Aplicações que exigem uma lógica mais elaborada podem tirar mais proveito de linguagens textuais, como a Structured Text (ST), por causa de sua maior compactação e clareza para a manipulação de dados. Baixa modularidade: embora seja possível criar blocos de função em Ladder, a modularidade e a reutilização de código são menos evidentes do que em linguagens como FBD ou ST, nas quais a criação de bibliotecas e funções reutilizáveis é mais prática. Manutenção em aplicações complexas: quando o sistema de controle cresce em complexidade, a manutenção de programas em Ladder pode ficar mais difícil, especialmente se o programa não foi bem estruturado desde o início. A linguagem Ladder pode ser utilizada para implementar inúmeros programas para CLP, a fim de atender a desafios da automação. A Figura 5 mostra um exemplo em que contatos são combinados para acionar, de forma retentiva, a bobina (nesse caso, o motor). Figura 5 | Diagrama de comando de uma partida direta: (a) diagrama elétrico; (b) respectivo diagrama em Ladder Fonte: Franchi e Camargo (2021, p. 42). A programação em Ladder é amplamente utilizada em diversas indústrias em virtude de sua simplicidade e eficiência para controlar processos discretos. Confira, a seguir, algumas das principais aplicações dessa linguagem: Controle de máquinas: a linguagem Ladder é frequentemente usada para controlar máquinas industriais, como prensas, furadeiras, sistemas de corte e outras máquinas de manufatura. O controle de motores, válvulas e sensores é fácil implementado com a lógica binária da linguagem. Automação de linhas de produção: nas fábricas, a linguagem Ladder é utilizada para controlar esteiras transportadoras e sistemas de envase, etiquetagem e paletização. A capacidade de integrar sensores, atuadores e sinais de controle faz do Ladder uma escolha ideal para essas tarefas repetitivas. Controle de sistemas HVAC: em grandes edifícios comerciais e industriais, sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) podem ser controlados por CLPs programados em Ladder, a fim de gerenciar automaticamente as unidades de ventilação, bombas e compressores com base em sinais de sensores de temperatura e pressão. Processos de embalagem: as máquinas de embalagem, como enchedoras, seladoras e formadoras de caixas, são comumente controladas por CLPs programados em Ladder, por causa da necessidade de controle sequencial e de sincronização de diversos dispositivos. Sistemas de segurança: o Ladder também é usado em sistemas de controle de segurança, como sistemas de parada de emergência e bloqueio de portas. A simplicidade da lógica binária permite programar rapidamente respostas de segurança a falhas no sistema. Assim, percebemos que a programação de CLPs em Ladder ainda é uma escolha popular na automação industrial por causa da simplicidade, familiaridade e eficiência no controle de processos discretos fornecidas por essa linguagem. Embora apresente algumas limitações em aplicações mais complexas, as vantagens da Ladder a tornam uma ferramenta poderosa para aplicações industriais tradicionais. A padronização da linguagem pela IEC 61131-3 assegura sua compatibilidade com diversas plataformas, garantindo que a Ladder se mantenha como uma linguagem relevante e amplamente utilizada na indústria. VAMOS EXERCITAR? a) Diagrama elétrico b) Diagrama elétrico em Ladder 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 16/28 Resolvendo o desafio Estudante, você já conheceu o desafio enfrentado por Breno, que é realizar o controle de uma esteira transportadora de embalagens. O sistema deverá detectar a embalagem, posicioná-la corretamente para o processo de envase e paletização, e, em caso de erro ou ausência de detecção, acionar um alarme e desligar a esteira para evitar danos. Requisitos: Um sensor de presença detecta quando uma embalagem está na esteira, acionando-a. Um segundo sensor de posição garante que a embalagem esteja corretamente alinhada para o processo de envase. Caso a embalagem não esteja posicionada corretamente, a esteira deve parar e um alarme precisa ser acionado. Ao retirar a embalagem mal posicionada, corrigindo o problema, a esteira religa e volta a funcionar normalmente. O operador pode desligar o sistema a qualquer momento, por questões de segurança. Algumas informações que Breno descreveu para o programa são: Liga/Sensor de presença (I1): liga a alimentação da esteira ao detectar uma embalagem na entrada desse equipamento. Botão Desliga (I2): desliga a alimentação da esteira por segurança. Sensor de posição (I3): verifica o alinhamento correto da embalagem, a fim de alertar quando uma embalagem estiver fora dos limites desejados. Motor da esteira (Q1): aciona a movimentação da esteira. Alarme (Q2): aciona o alarme. Figura 6 | Modelagem da solução em Ladder Fonte: elaborada pelo autor. Saiba mais O livro Controladores Lógicos Programáveis, de Frank D. Petruzella, em seu sexto capítulo, chamado “Fundamentos do desenvolvimento de diagramas e programas em lógica Ladder para o CLP”, apresenta conceitos interessantes sobre o funcionamento dos equipamentos envolvidos na automação, para facilitar o entendimento de sua atuação no programa em Ladder. O capítulo em questão destaca, entre outros assuntos, o funcionamento de relés eletromagnéticos. O conteúdo sugerido pode ser acessado pela Minha Biblioteca, como também pelo link disponível a seguir. PETRUZELLA, F. D. Controladores Lógicos Programáveis. 4. ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014. Acesse o conteúdo clicando aqui PONTO DE PARTIDA Aula 4 PROGRAMAÇÃO AVANÇADA EM LINGUAGEM LADDER O uso da linguagem Ladder pode otimizar a linha de produção, a fim de garantir que todas as etapas sejam sincronizadas e que a produção ocorra sem interrupções. 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 17/28 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580552836/pageid/108Olá, estudante! A linguagem Ladder avançada permite a criação de sistemas de controle mais complexos e eficientes, incorporando temporizadores e contadores avançados, funções matemáticas e aritméticas, instruções de comparação e desvio, manipulação de dados, integração com outros sistemas e ferramentas de diagnóstico e monitoramento (Alves, 2010, Lamb, 2015). O domínio dessas técnicas avançadas é essencial para profissionais de automação industrial que desejam criar sistemas robustos e eficientes (Prudente, 2011). A utilização de blocos de função, sub-rotinas e módulos oportuniza uma programação mais organizada e modular, facilitando a manutenção e a atualização do sistema (Natale, 2008). Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação: a AutoTech, empresa de automação que presta serviços para a fabricante de embalagens Alfa Embalagens, recebeu uma nova demanda desse cliente. A Alfa Embalagens vem enfrentando problemas de eficiência em uma de suas linhas de produção de caixas de papelão, a qual é composta por várias etapas, incluindo corte, dobramento, colagem e empacotamento. O desafio é criar um sistema de controle avançado utilizando a linguagem Ladder para otimizar a linha de produção, a fim de garantir que todas as etapas sejam sincronizadas e que a produção ocorra sem interrupções. O engenheiro Breno e a programadora Laura foram incumbidos de propor uma solução para esse desafio. O sistema deve incluir: Temporizadores e contadores avançados para controlar o tempo de cada etapa e contar o número de caixas produzidas. Funções matemáticas e aritméticas para calcular a eficiência da linha de produção e ajustar automaticamente os tempos de operação. Instruções de comparação e desvio para monitorar as condições da linha de produção e desviar o fluxo de produção em caso de falhas ou necessidades de manutenção. O sistema deve utilizar um temporizador retentivo (RTO) para acumular o tempo de operação de cada máquina, mesmo que a linha seja interrompida. Além disso, precisa ter um contador ascendente (CTU) que conte o número de caixas produzidas e acione um alarme quando um lote de 1.000 caixas for completado. Para calcular a eficiência da linha de produção, deve-se utilizar uma função de multiplicação que calcule a eficiência com base no tempo de operação e no número de caixas produzidas. O sistema também precisa incluir uma instrução de comparação (EQU) que compare o número de caixas produzidas com o valor de referência (1.000 caixas) e acione o alarme se a condição for verdadeira. Por fim, deve ser implementada uma instrução de desvio condicional (JMP) que desvie o fluxo de produção para uma linha de backup em caso de falha em qualquer etapa. Você acompanhará Breno e Laura na resolução dessa demanda. Para tanto, utilize as ferramentas que serão apresentadas nesta jornada de aprendizagem. Vamos lá! Bons estudos! VAMOS COMEÇAR Olá, estudante! Nesta videoaula, discorreremos sobre conceitos que envolvem a utilização de temporizadores e contadores na linguagem Ladder, a programação de funções matemáticas e aritméticas, e o uso de instruções de comparação e desvio em Ladder. Tais conteúdos são de grande importância para sua prática profissional, pois são muito utilizados na indústria, sobretudo na programação dos Controladores Lógicos Programáveis. Convidamos você a assistir a este material dedicado à abordagem desses assuntos para consolidar a teoria que será apresentada. Desejamos um bom momento de estudos! Vamos lá! Temporizadores e contadores em Ladder Olá, estudante! Os temporizadores são componentes essenciais em sistemas de automação, pois permitem a execução de ações após um determinado período. São amplamente utilizados para controlar o tempo de operação de máquinas, processos e eventos. Existem três tipos principais de temporizadores em Ladder: temporizador on- delay (TON), temporizador off-delay (TOF) e temporizador retentivo (RTO). O temporizador on-delay (TON) é um dos temporizadores mais comuns utilizados em sistemas de automação. Ele inicia a contagem do tempo quando a entrada é ativada e aciona a saída após o tempo configurado. Esse tipo de temporizador é útil para atrasar a ativação de uma saída após a detecção de uma condição de entrada 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 18/28 (Alves, 2010). Por exemplo, em uma linha de produção, o TON pode ser usado para garantir que uma máquina só comece a operar após um determinado tempo de preparação. Isso é especialmente útil em processos nos quais é necessário um tempo de espera para que os componentes estejam prontos para a próxima etapa. Exemplo de temporizador on-delay (TON) Nesse exemplo, o temporizador é configurado para um atraso de 10 segundos. Quando a entrada é ativada, o temporizador começa a contar e, após 10 segundos, a saída é ativada. O temporizador off-delay (TOF) funciona de maneira oposta ao TON. Ele desativa a saída após o tempo configurado quando a entrada é desativada. Esse tipo de temporizador é útil em situações nas quais é preciso manter uma saída ativada por um período específico após a desativação da entrada (Alves, 2010). Por exemplo, em um sistema de ventilação, o TOF pode ser usado para manter os ventiladores funcionando por alguns minutos após o desligamento do sistema principal, garantindo a remoção de calor residual. Exemplo de temporizador off-delay (TOF) Nesse exemplo, o temporizador é configurado para um atraso de 5 segundos. Quando a entrada é desativada, o temporizador começa a contar e, após 5 segundos, a saída é desativada. O temporizador retentivo (RTO) é um tipo especial de temporizador que acumula o tempo de contagem mesmo que a entrada seja desativada e reativada. Isso significa que o RTO mantém o valor do tempo acumulado entre ciclos de operação, tornando-o ideal para aplicações nas quais é necessário rastrear o tempo total de operação de um processo ou máquina (Alves, 2010). Por exemplo, o RTO pode ser usado para monitorar o tempo total de operação de uma máquina ao longo de um turno de trabalho, ainda que a máquina seja desligada e ligada várias vezes. Exemplo de temporizador retentivo (RTO) Nesse exemplo, o temporizador é configurado para um tempo acumulado de 15 segundos. O temporizador acumula o tempo de operação sempre que a entrada é ativada e mantém o valor acumulado mesmo que a entrada seja desativada. Os contadores são utilizados para contar eventos ou objetos em sistemas de automação. São essenciais para rastrear a quantidade de produtos, ciclos de operação ou qualquer outro evento que precise ser monitorado. Existem dois tipos principais de contadores em Ladder: contador ascendente (CTU) e contador descendente (CTD). O contador ascendente (CTU) incrementa o valor do contador a cada pulso de entrada. Esse modelo de contador é vantajoso para rastrear a quantidade de eventos que ocorrem ao longo do tempo, como o número de peças produzidas em uma linha de montagem (Lamb, 2015). Por exemplo, em uma linha de produção de garrafas, o CTU pode ser usado para contar o número de garrafas que passam por um sensor, possibilitando o monitoramento da produção em tempo real. Exemplo de contador ascendente (CTU) Nesse exemplo, o contador é configurado para contar até 100. A cada pulso de entrada, o valor do contador é incrementado. Quando o contador atinge 100, a saída é ativada, indicando que 100 eventos foram contados. O contador descendente (CTD) decrementa o valor do contador a cada pulso de entrada. Esse modelo de contador é útil para rastrear a quantidade de eventos restantes até que uma condição específica seja atendida, como o número de peças restantes em um lote de produção (Lamb, 2015). Por exemplo, em um sistema de embalagem, o CTD pode ser usado para contar o número de caixas restantesaté que um lote esteja completo, viabilizando o ajuste do processo de embalagem quando necessário. 1∨ ----[]---- [TON,T1, 10, s] ----()----⏐↓T1 1∨ ----[]---- [TOF,T2, 5, s] ----()----⏐↓T2 1∨ ----[]---- [RTO,T3, 15s] ----()----⏐↓T3 1∨ ----[]---- [CTUC1, 100] ----()----⏐↓C1 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 19/28 Exemplo de contador descendente (CTD) Nesse exemplo, o contador é configurado para começar em 50. A cada pulso de entrada, o valor do contador é decrementado. Quando o contador atinge 0, a saída é ativada, indicando que 50 eventos foram contados. Existem diversas aplicações práticas muito importantes atreladas aos contadores mencionados, as quais apresentaremos a seguir. Controle de tempo de operação Em uma linha de produção de alimentos, os temporizadores podem ser usados para controlar o tempo de cozimento de produtos. Um temporizador on-delay (TON) pode garantir que um forno comece a operar apenas após um tempo de pré-aquecimento, enquanto um temporizador off-delay (TOF) pode manter o forno ligado por alguns minutos depois do término do ciclo de cozimento para preservar a uniformidade do produto (Alves, 2010). Monitoramento de produção Em uma fábrica de automóveis, os contadores podem ser usados para monitorar a produção de peças. Um contador ascendente (CTU) é capaz de rastrear o número de peças produzidas em uma linha de montagem, enquanto um contador descendente (CTD) consegue monitorar o número de peças restantes até que um lote esteja completo. Isso permite um controle preciso da produção e otimiza o planejamento de manutenção e reabastecimento (Lamb, 2015). Em resumo, os temporizadores e contadores são componentes fundamentais em sistemas de automação, pois viabilizam o controle preciso do tempo de operação e a contagem de eventos. A compreensão e a utilização eficaz desses componentes são fatores cruciais para a criação de sistemas de controle robustos e eficientes. Com a linguagem Ladder, engenheiros e técnicos podem implementar temporizadores e SIGA EM FRENTE Funções matemáticas e aritméticas e instruções de comparação e desvio em Ladder As operações matemáticas básicas em Ladder incluem adição, subtração, multiplicação e divisão. Essas operações são fundamentais para cálculos de controle e ajustes de processos, pois permitem que os sistemas de automação realizem tarefas como ajuste de setpoints, cálculos de eficiência e controle de processos em tempo real (Prudente, 2011). A operação de adição em Ladder é utilizada para somar dois ou mais valores e armazenar o resultado em um registrador. É frequentemente usada para acumular valores, como a soma de produtos em uma linha de produção ou a soma de tempos de operação. Exemplo de adição Nesse exemplo, os valores armazenados nos registradores e são somados, e o resultado é armazenado no registrador . A operação de subtração é adotada para subtrair um valor de outro e armazenar o resultado. É útil para calcular diferenças, como a diferença entre um valor medido e um valor de referência. Exemplo de subtração Nesse exemplo, o valor armazenado no registrador é subtraído do valor armazenado no registrador , e o resultado é armazenado no registrador . A operação de multiplicação é usada para multiplicar dois valores e armazenar o resultado. É comumente aplicada em cálculos de escala, como a conversão de unidades ou o cálculo de eficiência. Exemplo de multiplicação 1∨ ----[]---- [CTDC2, 50] ----()---? C2 1∨ ----[]---- [ADDN7:0,N7:1,N7:2] ----()----? N7:0 N7:1 N7:2 1∨ ----[]---- [iN7:0,N7:1,N7:2] ----()----? N7:1 N7:0 N7:2 1∧ ----[]---- [*MULN7:0,N7:1,N7:2*] ----()----? 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 20/28 Nesse exemplo, os valores armazenados nos registradores e são multiplicados, e o resultado é armazenado no registrador . A operação de divisão é utilizada para dividir um valor por outro e armazenar o resultado. É útil para cálculos de proporção, como a divisão de um valor total pelo número de unidades. Exemplo de divisão Nesse exemplo, o valor armazenado no registrador é dividido pelo valor armazenado no registrador , e o resultado é armazenado no registrador . Além das operações básicas, a linguagem Ladder suporta funções matemáticas avançadas, como exponenciação, logaritmos e funções trigonométricas. Tais funções são úteis em aplicações complexas de controle, em que cálculos mais sofisticados são necessários para otimizar o desempenho do sistema (Filippo Filho, 2014). A função de exponenciação é usada para elevar um valor a uma determinada potência. É útil em cálculos de crescimento exponencial, como o crescimento populacional ou o aumento de pressão em sistemas hidráulicos. Exemplo de exponenciação Nesse exemplo, o valor armazenado no registrador é elevado à potência armazenada no registrador , e o resultado é armazenado no registrador . A função de logaritmo é adotada para calcular o logaritmo de um valor. É importante em cálculos de escala logarítmica, como a medição de intensidade sonora ou a escala de pH. Exemplo de logaritmo Nesse exemplo, o logaritmo do valor armazenado no registrador é calculado, e o resultado é armazenado no registrador . As funções trigonométricas, como seno, cosseno e tangente, são empregadas para cálculos de ângulos e distâncias em sistemas de controle que envolvem movimento ou posicionamento. Exemplo de função trigonométrica (seno) Nesse exemplo, o seno do valor armazenado no registrador é calculado, e o resultado é armazenado no registrador . As instruções de comparação são utilizadas para comparar valores e tomar decisões com base nos resultados. As principais instruções incluem: Igual (EQU), Diferente (NEQ), Maior Que (GRT) e Menor Que (LES) (Natale, 2008). A instrução Igual (EQU) é usada para comparar dois valores e verificar se são iguais. É útil para verificar condições específicas, como se um valor medido é igual a um valor de referência. Exemplo de comparação Igual (EQU) Nesse exemplo, a instrução confere se o valor armazenado no registrador é igual a 10. Se a condição for verdadeira, a saída será ativada. A instrução Diferente (NEQ) é utilizada para comparar dois valores e verificar se são diferentes. É importante para conferir condições em que uma diferença específica é esperada. Exemplo de comparação Diferente (NEQ) Nesse exemplo, a instrução verifica se o valor armazenado no registrador é diferente de 10. Se a condição for verdadeira, a saída será ativada. N7:0 N7:1 N7:2 1 ∧ − −−− [] − − −−[*÷N7 : 0,N7 : 1,N7 : 2*] − − −−() − −−− N7:0 N7:1 N7:2 1 ∧ − −−− [] − − −−[*exp N7 : 0,N7 : 1*] − − −−() − −−− N7:0 N7:1 N7:2 1 ∧ − −−− [] − − −−[*log N7 : 0,N7 : 1*] − − −−() − −−− N7:0 N7:1 1∨ ----[]---- [sinN7:0,N7:1] ----()----? N7:0 N7:1 1∨ ----[]---- [EQUN7:0, 10] ----()----? N7:0 1∨ ----[]---- [?N7:0, 10] ----()----? N7:0 28/01/2026, 16:54 ptcldd_252_u3_aut_pro_ind https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=eder.tecnologias%40gmail.com&usuarioNome=EDER+CARLOS+FERNANDES&disciplinaDescricao=&atividadeId=4866877&atividadeDes… 21/28 A instrução Maior Que (GRT) é usada para comparar dois valores e verificar se um valor é maior que o outro. É útil para analisar condições em que um valor deve exceder um limite específico. Exemplo de comparação Maior Que (GRT) Nesse exemplo, a instrução verifica se o valor armazenado no registrador é maior que 10. Se a condição for verdadeira, a saída será ativada. A instrução Menor Que (LES) é utilizada para comparar dois valores e verificar se um valor é menor que o outro. É útil para verificar condições em que um