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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES 
 
T2045008N 
EXAME NACIONAL DE RESIDÊNCIA 
EDITAL Nº 4/2022 - RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL E EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE 
UNIPROFISSIONAL E MULTIPROFISSIONAL 2022/2023 
 
FONOAUDIOLOGIA 
 
 
 
 
Nível 
SUPERIOR 
 
Turno 
TARDE 
 
PROVA 
02 
Lembre-se de marcar o 
número acima na folha 
de respostas! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fraudar ou tentar fraudar 
Concursos Públicos é Crime! 
Previsto no art. 311 - A do 
Código Penal
 
 Sobre o material recebido pelo candidato 
✓ Além deste Caderno de Questões com sessenta questões objetivas, 
você receberá do fiscal de sala a Folha de Respostas. 
✓ Confira seu nome, o número do seu documento e o número de sua 
inscrição em todos os documentos entregues pelo fiscal. Além disso, não 
se esqueça de conferir seu Caderno de Questões quanto a falhas de 
impressão e de numeração e se a profissão corresponde àquela para a 
qual você se inscreveu. 
✓ O não cumprimento a qualquer uma das determinações constantes em 
Edital, no presente Caderno e na Folha de Respostas incorrerá na 
eliminação do candidato. 
 
 Sobre o material a ser devolvido pelo candidato 
✓ O único documento válido para avaliação é a Folha de Respostas. 
✓ Na Folha de Respostas, preencha o campo destinado à assinatura. As 
respostas das questões objetivas devem ser preenchidas da seguinte 
maneira: ● 
✓ Na Folha de Respostas, só é permitido o uso de caneta esferográfica 
transparente de cor azul ou preta. Esse documento deve ser devolvido 
ao fiscal na saída, devidamente preenchido e assinado. 
 
 Sobre a duração do exame e a permanência na sala 
✓ O prazo de realização do exame é de 4 (quatro) horas, incluindo a 
marcação da Folha de Respostas. 
✓ Após 60 (sessenta) minutos do início do exame, o candidato estará 
liberado para utilizar o sanitário ou deixar definitivamente o local de 
aplicação, não podendo, no entanto, levar o Caderno de Questões e 
nenhum tipo de anotação de suas respostas. 
✓ O candidato poderá levar consigo o Caderno de Questões somente se 
aguardar em sala até o término do prazo de realização do exame 
estabelecido em edital. 
✓ Os três últimos candidatos só poderão retirar-se da sala juntos, após 
assinatura do Termo de Fechamento do Envelope de Retorno. 
 
 Sobre a divulgação dos Cadernos de Questões e dos Gabaritos 
✓ Os Cadernos de Questões e os Gabaritos Preliminares estarão 
disponíveis no site do Enare no endereço eletrônico 
https://enare.ebserh.gov.br, conforme previsto em Edital. 
 
NOME DO CANDIDATO 
 
INSCRIÇÃO 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 2 
 
Competências (Conhecimentos, 
Habilidades, Atitudes) Comuns 
1 
No contexto histórico das políticas públicas no 
Brasil, no início dos anos 1990, as relações 
internas ao Sistema Único de Saúde passaram a 
ser subordinadas por normas técnicas publicadas 
em Portarias Ministeriais. As Normas 
Operacionais Básicas, conhecidas como NOBs, 
foram o principal instrumento legal para a 
 
(A) participação comunitária no SUS por meio da 
criação das conferências de saúde. 
(B) descentralização das ações de saúde, 
particularmente as de atenção básica. 
(C) regionalização e hierarquização efetiva dos 
serviços de saúde. 
(D) habilitação plena dos municípios de pequeno 
porte para serviços de alta complexidade. 
(E) contratualização da rede de serviços do SUS nas 
regiões de saúde. 
 
2 
A participação institucionalizada da sociedade 
civil na política de saúde foi concebida como 
controle social, ou seja, como intervenção da 
sociedade organizada nas ações do Estado na 
gestão do gasto público. Assim, pode-se afirmar 
que, atualmente, configura-se como um dos 
canais institucionais de participação social na 
política de saúde o(a) 
 
(A) conselho de saúde. 
(B) plenária de saúde. 
(C) gestão plena de assistência à saúde. 
(D) formação dos centros de controle em saúde. 
(E) auditoria participativa em saúde. 
 
3 
Em relação à Lei nº 8.080/90, é correto afirmar que 
 
(A) está incluída, no campo de atuação do Sistema 
Único de Saúde (SUS), a execução das ações de 
assistência terapêutica integral, exceto a 
farmacêutica. 
(B) a assistência às pessoas, por intermédio de 
ações de promoção, proteção e recuperação da 
saúde, não contará com a participação da 
iniciativa privada. 
(C) as conferências de saúde devem ter 50% de 
representação de prestadores de serviços e 50% 
de representação dos usuários. 
(D) são competências prioritariamente municipais a 
elaboração e a atualização bimestral do plano de 
saúde. 
(E) as populações indígenas devem ter acesso 
garantido ao SUS, em âmbito local, regional e de 
centros especializados, de acordo com suas 
necessidades. 
 
4 
Marina, 20 anos de idade, deu entrada em uma 
unidade de saúde sozinha, andando, visivelmente 
angustiada e queixando-se de dor abdominal. 
Após 40 minutos esperando, voltou à recepção 
relatando aumento da dor, mas foi reconduzida 
para que esperasse a sua vez na fila. Depois de 30 
minutos, caiu desacordada, sendo levada em 
seguida para o atendimento. Marina foi conduzida 
ao Hospital onde passou por uma laparotomia de 
emergência. Considerando o caso, a Política 
Nacional de Humanização e o acolhimento nos 
serviços de saúde, são objetivos a serem 
alcançados, EXCETO 
 
(A) melhoria do acesso dos usuários aos serviços de 
saúde, estruturando a forma tradicional de 
entrada por filas e ordem de chegada. 
(B) humanização das relações entre profissionais de 
saúde e pessoa usuária do serviço de saúde, 
com escuta de suas demandas. 
(C) mudança de objeto (da doença para o sujeito). 
(D) aumento da responsabilização dos profissionais 
de saúde em relação às pessoas que utilizam os 
serviços e aumento do vínculo e da confiança 
entre eles. 
(E) aumento do grau de autonomia e de 
protagonismo dos usuários no processo de 
produção de saúde, considerando o vínculo 
terapêutico. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 3 
 
5 
A educação interprofissional (EIP) orientada para 
o trabalho em equipe é apontada como 
componente de uma ampla reforma do modelo de 
formação profissional e de atenção à saúde. 
Nesse sentido, é correto afirmar que 
 
(A) a EIP é sinalizada como um processo de 
socialização no qual os estudantes passam a 
criar uma identidade com a profissão escolhida, 
os seus valores, a cultura, os papéis e os 
conhecimentos específicos. 
(B) na EIP, as atividades educativas ocorrem entre 
estudantes de duas ou mais profissões 
conjuntamente, no entanto, de forma paralela, 
sem haver necessariamente interação entre eles. 
(C) na EIP, duas ou mais profissões de saúde 
aprendem uma sobre a outra, aprimorando 
atitudes, conhecimento, habilidades e 
comportamentos para a prática colaborativa. 
(D) a educação profissional em saúde pode ser 
interdisciplinar com base na interação e na 
integração das diferentes disciplinas de cada 
área, sendo sinônimo de interprofissionalidade. 
(E) a formação dos profissionais de saúde pautada 
na EIP é embasada no modelo de ensino por 
disciplinas e enfatiza a dimensão biológica e o 
substrato anatomopatológico do processo saúde-
doença. 
 
6 
Dentre os componentes das Redes de Atenção em 
Saúde, o registro eletrônico em saúde, o 
prontuário clínico, os sistemas de acesso 
regulado à atenção e os sistemas de transporte 
em saúde são exemplos de sistemas 
 
(A) de apoio. 
(B) de governança. 
(C) logísticos. 
(D) intermediários. 
(E) de informação. 
 
7 
Foi realizado um estudo clínico randomizado 
(ECR) com mães de neonatos prematuros com 
peso ≤ 1.750 g. Essas mães foram submetidas a 
sessões de musicoterapia três vezes por semana 
durante 60 minutos. Os desfechos foram os 
índices de aleitamento materno na ocasião da alta 
hospitalar do bebê e em consultas de seguimento 
(7-15 dias, 30 e 60 dias após a alta). Sobre esse 
tipo de estudo epidemiológico, écorreto afirmar 
que 
 
(A) permite que a natureza determine o seu curso: o 
investigador mede, mas não intervém na 
pesquisa. 
(B) avalia a relação entre as doenças e outras 
variáveis de interesse que existem em uma 
população definida (exposição e desfecho são 
medidos no mesmo momento). 
(C) a incidência da doença é comparada entre dois 
ou mais grupos que diferem quanto à exposição 
a um possível fator de risco. 
(D) contempla uma série de casos (descrição de uma 
série de pacientes) ou relatos de caso 
(descrições de pacientes individuais). 
(E) se baseia na comparação entre duas ou mais 
intervenções, as quais são controladas pelos 
pesquisadores e aplicadas de forma aleatória em 
um grupo de participantes. 
 
8 
Supondo que, no ano de 2018, no Brasil, 
ocorreram 1.862 mortes de mulheres por causas 
relacionadas à gravidez, ao parto e ao puerpério, 
sendo que o número de nascidos vivos foi de 
2.944.932, a Razão de Mortalidade Materna desse 
ano é de, aproximadamente, 
 
(A) 6,3. 
(B) 630. 
(C) 63,2. 
(D) 1,5. 
(E) 15,8. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 4 
 
9 
A Organização Mundial da Saúde emitiu alerta 
sobre casos de Monkeypox em países não 
endêmicos. Dessa forma, em 23 de maio de 2022, 
foi ativada a Sala de Situação de Monkeypox. 
Sobre a Sala de Situação, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
 
(A) São espaços de inteligência em saúde, dotados 
de visão integral e intersetorial que, partindo da 
análise e da avaliação permanente da situação 
de saúde, atuam como instância integradora da 
informação que gera a vigilância em saúde. 
(B) Constitui-se como um órgão de assessoria direta 
capaz de aportar informação oportuna e 
relevante para apoiar, com uma base técnico-
científica, o processo de tomada de decisões. 
(C) Tem atuado na padronização das informações e 
na orientação dos fluxos de notificação e 
investigação para as secretarias de saúde 
estaduais, municipais e distrito federal, bem 
como para os laboratórios centrais e de 
referência de saúde pública. 
(D) A Sala de Situação em Saúde é o espaço físico 
destinado a atender pessoas com sintomas 
relacionados à doença e realizar os testes 
necessários para comprovação dela, quando 
existe alerta epidemiológico. 
(E) Permite detectar casos, avaliar os riscos e 
impactos à saúde e monitorar e analisar os 
dados para subsidiar a tomada de decisão dos 
gestores e técnicos nas orientações estratégicas 
adequadas e oportunas para o enfrentamento do 
evento de saúde pública. 
 
10 
Considere que um profissional de saúde, ao 
prestar assistência a um paciente internado por 
complicações relacionadas à Covid-19, utilize os 
seguintes Equipamentos de Proteção Individual: 
máscara tipo PFF2; touca descartável; protetor 
facial; avental e luvas. Após assistência, ao 
proceder à desparamentação, o último EPI a ser 
removido deve ser 
 
(A) a máscara tipo PFF2. 
(B) a touca descartável. 
(C) o protetor facial. 
(D) o avental. 
(E) as luvas. 
 
11 
Analisando sob a ótica das implicações bioéticas 
e das atuais discussões diante da vacinação em 
massa contra Covid-19, um dos principais 
argumentos dos grupos relacionados à hesitação 
ou recusa vacinal – o movimento antivacina – está 
pautado em qual princípio bioético principialista? 
 
(A) Justiça. 
(B) Equidade. 
(C) Autonomia. 
(D) Não maleficência. 
(E) Beneficência. 
 
12 
Um grupo de acadêmicos da residência 
multiprofissional organizou, em uma Unidade de 
Saúde, “A semana de promoção à saúde do 
trabalhador”. Considerando as características 
conceituais da “Promoção em Saúde”, uma das 
ações realizadas poderia ser 
 
(A) a coleta de preventivo das trabalhadoras. 
(B) a verificação de pressão arterial. 
(C) a vacinação. 
(D) a coleta de exames de sangue. 
(E) orientações quanto à alimentação adequada e 
saudável. 
 
13 
Lucas é gestor de uma unidade de saúde de 
grande porte que tem destaque como modelo de 
trabalho em equipe no cenário estadual. Os 
comportamentos gerenciais de Lucas procuram 
transformar os liderados e os inspiram a ir além 
das expectativas, transcendendo o interesse 
pessoal pelo bem da organização. Lucas, como 
gestor, apresenta os seguintes comportamentos: 
influência idealizada, motivação inspiradora, 
estimulação intelectual e consideração 
individualizada, investindo tempo em atividades 
de mentoria e reconhecendo que os liderados têm 
desejos e necessidades diferentes. Diante dos 
aspectos descritos, é correto afirmar que Lucas 
se aproxima do estilo de liderança 
 
(A) autocrático. 
(B) transformacional. 
(C) intuitivo. 
(D) construtivo. 
(E) corporativo. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 5 
 
14 
A “segurança do paciente” é um dos atributos da 
qualidade da assistência à saúde e está 
relacionada 
 
(A) à otimização do uso dos equipamentos de saúde. 
(B) à qualidade da assistência sem distinção de 
características pessoais, como gênero e etnia. 
(C) à utilização abrangente de tecnologias duras 
para diagnósticos precisos. 
(D) a evitar lesões e danos nos pacientes, 
decorrentes do cuidado que tem como objetivo 
ajudá-los. 
(E) a diminuir atrasos que tenham efetivo potencial 
de dano para quem presta o cuidado. 
 
15 
Conforme Artigo 3° da Política Nacional da 
Atenção Básica (Portaria nº 2.436/17), é uma 
diretriz do SUS e da RAS, a ser operacionalizada 
na Atenção Básica, a 
 
(A) integralidade do cuidado. 
(B) equidade / justiça social. 
(C) ordenação da rede. 
(D) igualdade. 
(E) centralidade no trabalhador de saúde. 
 
16 
Luiz tem 50 anos e, há 10 anos, foi diagnosticado 
com Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes 
tipo 2. Ano passado, foi submetido à cirurgia de 
revascularização do miocárdio e, mais tarde, 
sofreu um acidente vascular encefálico, 
permanecendo com sequelas motoras. 
Considerando o Modelo de Atenção às Condições 
Crônicas (MACC) e a pirâmide de risco, a forma de 
resposta adequada à condição descrita é 
 
(A) intervenções de prevenção à saúde. 
(B) gestão de caso. 
(C) autocuidado apoiado. 
(D) gerenciamento de risco. 
(E) cuidados intermediários. 
 
17 
A estratégia Consultório de Rua visa ampliar o 
acesso da população em situação de rua aos 
serviços de saúde. Sobre as Equipes de 
Consultório de Rua (eCR), assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) As equipes são formadas minimamente por seis 
profissionais de nível superior. 
(B) As atividades da eCR não incluem a busca ativa 
e o cuidado aos usuários de álcool e outras 
drogas. 
(C) O agente social, quando houver na eCR, será 
considerado equivalente ao profissional de nível 
superior. 
(D) As modalidades de eCR não poderão agregar 
Agentes Comunitários de Saúde, 
complementando suas ações. 
(E) As eCRs desempenham suas atividades in loco, 
de forma itinerante, desenvolvendo ações 
integradas às Unidades Básicas de Saúde. 
 
18 
De acordo com a Norma Regulamentadora 32 (NR 
32), a classificação dos agentes biológicos, que 
distribui os agentes em classes de risco de 1 a 4, 
considera que é uma das características da 
Classe de risco 4 
 
(A) a não existência de profilaxia e tratamento eficaz. 
(B) o risco individual baixo. 
(C) o risco coletivo moderado. 
(D) o risco de propagação à coletividade baixo. 
(E) o risco individual moderado. 
 
19 
Realizada com indicadores que reflitam a forma 
de atuação, consiste em conhecer, supervisionar 
e garantir a qualidade do processo de prestação 
de serviços de acordo com padrões de excelência 
técnica. A sua execução envolve, por exemplo, 
auditoria de prontuários. As considerações fazem 
referência à avaliação de 
 
(A) processo. 
(B) estrutura. 
(C) pares. 
(D) integração. 
(E) perfil. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 6 
 
20 
Considerando a ‘integralidade’ como eixo 
prioritário de uma política de saúde e como meio 
de concretizar a saúde comouma questão de 
cidadania, assinale a alternativa correta sobre o 
tema. 
 
(A) Tem como foco principal a especialização 
crescente dos profissionais de saúde. 
(B) É o princípio organizativo do Sistema Único de 
Saúde que estabelece os níveis crescentes de 
complexidade. 
(C) Compreende o espaço físico, social, profissional 
e de relações interpessoais que deve estar em 
sintonia com um projeto de saúde voltado para a 
atenção acolhedora, resolutiva e humana. 
(D) O sistema de saúde deve estar preparado para 
ouvir o usuário, entendê-lo inserido em seu 
contexto social e, a partir daí, atender às 
demandas e necessidades dessa pessoa. 
(E) Implica a capacidade dos serviços em oferecer a 
determinada população todas as modalidades de 
assistência, com ênfase nas tecnologias duras 
para a humanização da assistência. 
 
 
Competências (Conhecimentos, 
Habilidades, Atitudes) Específicas 
21 
Sobre o manejo nutricional e o uso de vias 
alternativas de alimentação em pacientes com 
comprometimento cognitivo, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a 
seguir e assinale a alternativa com a sequência 
correta. 
 
( ) O uso de sondas nasoenterais ou 
gastrostomia pode prevenir infecções 
pulmonares por aspirações de alimentos. 
( ) A gastrostomia não impede o risco de 
aspiração de saliva, portanto pode ser 
necessário um trabalho interdisciplinar para 
cuidados com higiene oral e ajustes de 
medicações. 
( ) Os estudos têm mostrado que as sondas de 
alimentação não melhoram os índices de 
saúde e de qualidade de vida nessa 
população. 
 
(A) V – V – V. 
(B) V – F – V. 
(C) F – V – V. 
(D) F – F – F. 
(E) F – F – V. 
 
22 
A intubação orotraqueal é indicada pela equipe 
multidisciplinar com qual objetivo? 
 
(A) Manter o paciente mais alerta e estável para 
melhor controle da doença de base. 
(B) Fornecer conforto e ventilação adequada ao 
paciente. 
(C) Evitar a necessidade do uso prolongado da 
traqueostomia, minimizando o impacto na 
deglutição. 
(D) Diminuir o risco de broncoaspiração e de 
infecções hospitalares. 
(E) Reduzir o gasto energético causado pela 
respiração espontânea para potencializar o 
ganho de peso. 
 
23 
As traqueostomias com cuff são utilizadas para 
qual finalidade? 
 
(A) Bloquear a via aérea superior impedindo a 
broncoaspiração de saliva. 
(B) Vedar a via aérea durante o uso da ventilação 
mecânica garantindo melhor ajuste ventilatório. 
(C) Permitir melhora da proteção laringotraqueal da 
via aérea durante a alimentação por via oral. 
(D) Diminuir a quantidade de secreção e de 
aspirações laringotraqueais necessárias durante 
o dia. 
(E) Permitir que o paciente se alimente com mais 
segurança por via oral, sem risco de 
broncoaspiração. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 7 
 
24 
O conjunto de fibras musculares distribuídas no 
interior de um músculo e inervadas por uma 
mesma fibra nervosa recebe o nome de “unidade 
motora”. As unidades motoras, quando 
estimuladas, podem gerar ou não contração 
muscular, e o número de unidades motoras em 
cada músculo é variável. Sobre as unidades 
motoras dos músculos da face, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) Os músculos da expressão facial são pequenos e 
possuem poucas fibras musculares, por isso são 
capazes de contrações fortes e pouco precisas. 
(B) Os músculos da mastigação são pequenos e 
possuem muitas fibras musculares, por isso são 
capazes de contrações fortes e pouco precisas. 
(C) Os músculos da expressão facial são pequenos e 
possuem poucas fibras musculares, por isso são 
capazes de movimentos finos e precisos. 
(D) Os músculos da mastigação são grandes e 
possuem poucas fibras, sendo capazes de 
contrações fortes e precisas. 
(E) Os músculos da expressão facial são grandes e 
capazes de executar movimentos fortes e 
rápidos. 
 
25 
O conhecimento sobre a transição 
faringoesofágica (TFE) é de grande importância 
para o diagnóstico e tratamento das disfunções 
da fase faríngea da deglutição. Sobre a TFE, 
assinale a alternativa correta. 
 
(A) É conhecida como a sede do esfíncter laríngeo, 
sendo fundamental para a proteção 
laringotraqueal. 
(B) Apresenta uma pressão basal alta, mesmo em 
repouso, e é constituída pelo músculo 
cricofaríngeo constritor inferior da faringe. 
(C) É a região do Esfincter Esofágico Superior (EES) 
e se abre ativamente quando há o abaixamento 
do hioide e da laringe. 
(D) Formada basicamente pela ação do músculo 
cricotireóideo é responsável por coordenar a 
abertura e o fechamento laríngeo durante a 
deglutição. 
(E) Os músculos cricofaríngeo e o palatofaríngeo 
integram essa TFE e são responsáveis pela 
proteção da via aérea superior. 
 
26 
Durante o mês de julho, foi instituído, no Brasil, o 
“Julho Verde”. Trata-se de uma Campanha 
Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e 
Pescoço (CACP). Leia as alternativas a seguir e 
assinale a que é um mito relacionado ao câncer 
de cabeça e pescoço (CACP). 
 
(A) O consumo de álcool associado ao tabaco 
aumenta o risco de desenvolver CACP. 
(B) Dieta rica em carne vermelha pode aumentar o 
risco de CACP. 
(C) Condições como hiper ou hipotiroidismo estão 
associadas com o câncer de tireoide. 
(D) Consumir frutas e verduras pode ser fator de 
proteção para o CACP. 
(E) Próteses dentárias adaptadas podem causar 
câncer de boca. 
 
27 
O Teste da Orelhinha é um teste realizado em 
recém-nascidos e faz parte do programa de 
Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), que 
é um direito de todos os recém-nascidos em 
território nacional, sendo garantido pela Lei 
Federal nº 12.303/2010. Sobre os testes 
recomendados pela TANU, é correto afirmar que 
 
(A) são testes que envolvem avaliações de funções 
executivas superiores e potencial evocado de 
tronco encefálico. 
(B) são recomendados testes eletroacústicos tais 
como audiometria tonal liminar e Potencial 
Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. 
(C) são recomendados procedimentos de registro de 
Emissões Otoacústicas Evocadas e o Potencial 
Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. 
(D) são recomendados testes de triagens que 
identifiquem com precisão o tipo e o grau da 
perda auditiva com intuito de intervir 
precocemente. 
(E) são testes simples e de rápida execução por 
qualquer profissional da saúde treinado para a 
realização dos testes. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 8 
 
28 
A Gerontologia é uma das novas especialidades 
da Fonoaudiologia instituída por Resolução do 
CFFa em 2015. A respeito das atribuições e 
competências do profissional fonoaudiólogo 
especialista em Gerontologia, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
 
(A) Requer conhecimentos sobre a epidemiologia do 
envelhecimento para prevenir e tratar 
adequadamente essa população. 
(B) São necessários conhecimentos sobre 
farmacologia, pois as situações de polifarmácias 
são comuns nessa população. 
(C) Sua atuação se dá na promoção, prevenção, 
avaliação, no diagnóstico e na habilitação dos 
distúrbios relacionados à audição, ao equilíbrio, à 
fala, linguagem, deglutição, motricidade oral e 
voz. 
(D) A capacitação para atuar nessa especialidade 
deve privilegiar o conhecimento sobre Políticas 
Públicas de Saúde do Idoso e a promoção de 
saúde, sem foco nos cuidados paliativos. 
(E) O trabalho deve focar na reabilitação 
fonoaudiológica da capacidade funcional do 
idoso, porém deve incluir ações de promoção e 
prevenção de saúde. 
 
29 
A atuação do Fonoaudiólogo Educacional visa 
colaborar com o processo educativo e suas 
ações. Podem ser eixos de trabalho do 
profissional que atua nas escolas: 
 
(A) Acolhimento da Demanda, Análise da Situação 
Institucional, Proposição de Estratégias e 
Implantação de Propostas. 
(B) Acolhimento da Demanda, Atendimentos Clínicos 
Individualizados, Planejamento Educacional e 
Implantação de Propostas. 
(C) Análise da Situação Institucional, AtendimentosClínicos no Contraturno, Planejamento 
Educacional e Implantação de Propostas. 
(D) Análise da Situação Institucional, Monitoramento 
das Ações, Atendimentos Clínicos 
Individualizados e Implantação de Propostas. 
(E) Análise da Situação Institucional, Atendimentos 
Clínicos em Grupo/Turmas, Planejamento 
Educacional e Implantação de Propostas. 
 
30 
O paciente laringectomizado total necessita de 
treinamentos e orientações para se adaptar a sua 
nova condição. Além das possibilidades de 
treinamento para a produção da voz, uma 
reabilitação respiratória pode ser necessária, pois 
 
(A) o ar inalado passa pelo nariz, mas entra 
diretamente na traqueia, impedindo que ele 
realize adequadamente a voz laríngea. 
(B) a mudança na forma de respirar pode gerar uma 
capacidade pulmonar e uma habilidade 
respiratória reduzida. 
(C) a retirada da laringe pode gerar uma 
despressurização pulmonar, tornando o 
mecanismo de tosse menos produtivo. 
(D) a insuflação pulmonar torna-se mais rápida e 
eficiente. 
(E) o ar inalado é aquecido pela cavidade laríngea e 
chega mais quente aos pulmões, dificultando o 
seu aproveitamento. 
 
31 
As disfunções orais em recém-nascidos são 
objetos de estudo e de atuação do fonoaudiólogo. 
A literatura alerta que a sua ocorrência é alta e 
preocupante, pois pode comprometer a ação dos 
músculos e a postura dos movimentos orais para 
amamentação. Sobre as disfunções orais, 
assinale a alternativa que NÃO apresenta uma de 
suas causas. 
 
(A) Alterações Anatômicas. 
(B) Imaturidade. 
(C) Alterações Oclusais. 
(D) Alterações Neurológicas. 
(E) Uso de Bicos Artificiais. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 9 
 
32 
Legalmente respaldada, uma avaliação 
fonoaudiológica da amamentação em situação 
ambulatorial deve incluir: 
 
(A) anamnese; avaliação da mãe, do recém-nascido 
(RN) e da mamada. 
(B) avaliação da mãe e da mamada; indicações de 
medicação para aumento da lactação e 
complementos, quando necessário. 
(C) anamnese; avaliação da sucção do RN em sonda 
dedo com fórmula láctea, seguida da avaliação 
da mamada. 
(D) avaliação da Sucção Não Nutritiva e Nutritiva do 
RN; situação das mamas; controle glicêmico do 
bebê e ajuste de fórmulas antirrefluxo. 
(E) anamnese; avaliação da mamada e da sucção do 
RN; controle de peso e estímulos físicos e 
farmacológicos para aumento de produção láctea 
da mãe. 
 
33 
Em relação à produção da voz, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
 
(A) As pregas vocais, localizadas na laringe, são a 
fonte produtora dos sons da fala. 
(B) A região da supraglote e todo o trato vocal são 
responsáveis pela amplificação e modulação dos 
sons. 
(C) Ocorre por um mecanismo de transformação da 
energia aerodinâmica advinda do fluxo de ar dos 
pulmões em energia acústica por meio da 
vibração glótica. 
(D) O processo de ressonância vocal ocorre na 
porção subglótica, portanto sofre variação da 
pressão aerodinâmica dos pulmões. 
(E) A frequência vocal é dada pelo número de 
vibrações das pregas vocais por segundo. 
 
34 
Referente à anatomofisiologia da orelha humana, 
relacione a função com a respectiva porção da 
orelha. 
 
A. Orelha externa. 
B. Orelha média. 
C. Orelha interna. 
 
 
( ) Tem objetivo de atenuar a perda que ocorre 
na transmissão da onda sonora do meio 
aéreo para o meio líquido da cóclea. 
( ) É responsável pela transdução de energia 
acústica em energia elétrica. 
( ) É responsável pela proteção da membrana do 
tímpano e pela manutenção do equilíbrio de 
temperatura e umidade necessário para a 
preservação da elasticidade da membrana. 
 
(A) B – C – A. 
(B) B – A – C. 
(C) A – C – B. 
(D) A – B – C. 
(E) C – A – B. 
 
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FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 10 
 
35 
Menino de 6 anos queixa-se de trocas de sons na 
fala. Durante a avaliação fonoaudiológica, foi 
identificado que a criança substitui os sons: [k] 
por [t] e [g] por [d]. Uma avaliação de motricidade 
orofacial identificou que a criança é respiradora 
oral e tem tonsilas palatinas hipertróficas 
Mallampati grau III, além de dificuldades de 
mobilizar o dorso da língua na fala. Assinale a 
alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica e 
a conduta terapêutica mais adequada para o caso. 
 
(A) Distúrbio articulatório pela alteração miofuncional 
causada pela hipertrofia amigdaliana / É indicado 
encaminhamento para Otorrinolaringologia com 
urgência. 
(B) Desvio Fonológico causado pela não percepção 
da movimentação do dorso da língua causada 
pela restrição da mobilidade que as tonsilas 
hipertróficas causam / Deve-se iniciar terapia 
fonoaudiológica para readequação da respiração 
e para propriocepção e treino articulatório para 
produção do fonema [k]. 
(C) Distúrbio articulatório pela alteração miofuncional 
causada pela hipertrofia amigdaliana / É indicado 
iniciar terapia fonoaudiológica para readequação 
da respiração e para propriocepção e treino 
articulatório para produção do fonema [k]. 
(D) Desvio Fonológico causado pela não percepção 
da movimentação do dorso da língua causada 
pela restrição da mobilidade que as tonsilas 
hipertróficas causam / Deve-se encaminhar com 
urgência para o Otorrinolaringologista. 
(E) Distúrbio articulatório pela alteração miofuncional 
causada pela hipertrofia amigdaliana / Deve-se 
iniciar terapia fonoaudiológica focada no treino de 
percepção e movimentação da língua seguido do 
treino articulatório para emissão adequada do 
fonema [k]. 
 
36 
Mulher, 42 anos, pós-AVC de 30 dias, tendo ficado 
hospitalizada por 10 dias na enfermaria do 
hospital, sem necessidade de suporte ventilatório, 
apresenta queixas de dificuldade para engolir, 
relatando que sente a língua “grossa” e não sente 
bem o lado direito da face. Refere, ainda, uma 
alteração na fala: “minha voz tá estranha”. Na 
avaliação clínica da deglutição, não apresentou 
alterações de deglutição em nenhuma das 
consistências ofertadas. Em relação à fala, notou-
se uma fala pastosa e com velocidade de fala 
diminuída e hipoestesia no terço inferior da 
hemiface direita. Assinale a alternativa que 
apresenta as melhores condutas/opções 
terapêuticas para esse caso. 
 
(A) Trabalhar com manobras facilitadoras para tentar 
estabelecer uma deglutição eficaz, suspendendo, 
nesse primeiro momento, a ingesta de líquidos 
finos. 
(B) Trabalhar com exercícios de leitura em voz baixa 
buscando melhora da articulação da fala. 
(C) Trabalhar com terapia de estimulação tátil 
térmica intra e extra oral e com exercícios 
miofuncionais focados em melhorar a mobilidade 
e a função de fala com foco na precisão 
articulatória. 
(D) Trabalhar com exercícios de memória e atenção, 
buscando estimular a neuroplasticidade para 
favorer o retorno espontâneo das funções 
alteradas. 
(E) Trabalhar com massagens intra e extraorais 
buscando restaurar alterações de mobilidade da 
língua causadas pelo AVC e manter a dieta via 
enteral. 
 
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FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 11 
 
37 
Menina de 12 anos com distorção dos grupos 
consonantais [tr] e [dr]. Já realizou terapia 
fonoaudiológica anteriormente por cerca de 3 
anos. Relata que consegue perceber a diferença 
entre os sons, porém não consegue produzi-los 
de maneira diferente. Na avaliação miofuncional, 
foi identificada restrição na mobilidade da língua 
para os lados e na protusão causada por uma 
alteração significativa do frênulo lingual. 
 
(A) A fonoaudióloga deve entrar em contato com 
outro profissional que realiza a cirurgia, 
solicitando a sua realização e comentando sobre 
o erro de diagnóstico da profissional 
fonoaudióloga. 
(B) A fonoaudióloga deve explicar à paciente sobre a 
necessidade de encaminhamento para a cirurgia 
de correção a fim de atingir sucesso na terapia 
fonoaudiológica, sem desmerecer o trabalho 
fonoaudiológico realizado anteriormente, 
seguindo os princípios éticosprofissionais. 
(C) A fonoaudióloga deve encaminhar a paciente 
urgentemente para frenectomia e orientar que 
entre com uma denúncia junto ao conselho 
profissional contra a outra profissional que não 
recomendou anteriormente a cirurgia. 
(D) A fonoaudióloga deve entrar em contato com a 
fonoaudiológa que realizou anteriormente a 
terapia, mencionar o erro de conduta e exigir que 
ela se retrate perante a paciente. 
(E) A fonoaudióloga deve explicar para a paciente 
sobre o fato de sua dificuldade ser causada por 
uma alteração estrutural que não pode ser 
modificada, o que implica em um limite 
terapêutico fonoaudiológico. 
 
38 
Criança, 2 anos e 11 meses, com queixa de atraso 
na fala, não emite palavra alguma, somente sons 
inespecíficos. Iniciou na escola há cerca de 11 
meses, e a escola encaminhou para neuropediatra 
e fonoaudióloga a fim de avaliar possível 
diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista 
(TEA). Foram realizados exames de neuroimagem, 
eletroencefalograma e laboratoriais, todos com 
sinais de normalidade. A avaliação 
fonoaudiológica indicou sinais de atraso de fala, 
porém com linguagem não verbal adequada para 
a idade, presença de brincadeiras simbólicas, 
sinais de afetividade e contato visual. Qual seria a 
tomada de decisão mais adequada para esse 
caso? 
 
(A) Sinalizar à escola e à família sobre o diagnóstico 
de TEA e encaminhar para avaliação e 
acompanhamento psicológico. 
(B) Antes de qualquer conclusão diagnóstica, 
encaminhar para uma avaliação auditiva da 
criança. 
(C) Devem-se investigar alterações comportamentais 
e indicar tratamento precoce com neuropsicólogo 
que utilize a metodologia ABA. 
(D) Devem-se orientar os pais a matricular a criança 
em uma escola e reavaliar a evolução em 6 
meses. 
(E) Devem-se orientar os pais sobre o 
desenvolvimento singular de cada criança e 
sugerir um retorno após 1 ano para 
acompanhamento. 
 
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FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 12 
 
39 
Homem, 42 anos, pós-Covid-19, com uso de 
traqueostomia metálica e sonda nasoenteral, 
recebeu alta hospitalar após 84 dias, sendo 
desses 51 em UTI e mais de 40 dias em ventilação 
mecânica. Apresenta dificuldades de oclusão da 
traqueostomia por longos períodos. Na avaliação 
fonoaudiológica, os seguintes sinais chamam a 
atenção: voz soprosa e com loudness fraco, 
deglutição de pastoso (pudim) com traqueostomia 
ocluída sem sinais sugestivos de alteração, 
porém com queda de saturação superior a 5 
pontos após ingesta de líquidos finos e 
espessados (néctar). Assinale a alternativa que 
apresenta a hipótese diagnóstica e a conduta 
mais adequada para esse caso. 
 
(A) Afasia causada pela presença da traqueostomia 
de longa permanência dificultando a produção da 
voz. Deve-se iniciar com terapia indireta para 
fonação e treino para oclusão da traqueostomia. 
(B) Disfagia e Disfonia causadas pelo longo período 
de uso de ventilação mecânica e traqueostomia 
que causou uma alteração de pressurização 
subglótica. Deve-se encaminhar o paciente para 
fisioterapia a fim de adequar o reestabelecimento 
da pressão e a decanulação para posterior 
trabalho fonoaudiológico. 
(C) Disfagia causada pelo longo período de uso de 
ventilação mecânica e traqueostomia que 
causou uma alteração de pressurização 
subglótica. Deve-se trabalhar com terapia direta 
com líquidos finos para melhor conforto 
respiratório do paciente e entrar em contato com 
fisioterapia para acompanhar o processo de 
decanulação traqueal. 
(D) Disartrofonia causada por incoordenação da 
respiração e da deglutição causada pelo uso 
prolongado da traqueostomia. Deve-se contatar o 
fisioterapeuta sobre a importância do treino 
multidisciplinar para decanulação e adotar uma 
conduta expectante até que seja possível a 
oclusão da traqueostomia e o treino seguro da 
via oral. 
(E) Disfagia e Disfonia. Deve-se iniciar, juntamente 
com o fisioterapeuta, um trabalho de 
readequação da respiração e fonação e iniciar a 
terapia direta da deglutição com pastoso, com 
intuito de treino da via oral, a fim de evoluir para 
consistências mais fluidas. 
 
40 
Mulher, 68 anos, boa saúde geral, procura 
atendimento fonoaudiológico por voz rouca e 
soprosa há mais de 1 ano. A idosa refere que isso 
ocorreu após cirurgia de tireoide, porém não 
apresenta queixas de disfagia. Encaminhada para 
laringoscopia, foi detectada uma voz de “banda” 
produzida pela contração das bandas 
ventriculares. A terapia fonoaudiológica foi 
iniciada com exercícios vocais para desativar a 
contração das bandas ventriculares e reativar a 
voz glótica. Após uma semana de treino, a 
paciente apresentou melhora significativa na 
qualidade vocal, no entanto queixou-se de 
engasgo com líquidos finos. Quais são a possível 
hipótese para esse acontecimento e a conduta 
fonoaudiológica mais adequada? 
 
(A) A voz de banda estava provocando muita tensão 
laríngea e, ao realizar os exercícios, causou uma 
fadiga da musculatura pelo desuso / A conduta 
adequada é manter os exercícios para ganhar 
maior resistência vocal e manter a ingesta de 
líquidos finos por via oral. 
(B) A voz de banda estava auxiliando na proteção 
laringotraqueal da paciente, e ao iniciar com 
exercícios que desativaram esse mecanismo, a 
disfagia foi detectada / A conduta deve ser 
manter o exercício vocal e a ingesta oral livre, 
porém realizar um encaminhamento para melhor 
investigação de alterações glóticas que possam 
colocar em risco a deglutição da paciente. 
(C) A presbifonia pode ser a causa principal das 
alterações vocais encontradas / Deve-se orientar 
e trabalhar com a paciente para aceitação e 
reconhecimento da sua nova qualidade vocal, 
visto que há um limite terapêutico para esse 
caso. 
(D) A voz de banda estava atrapalhando a adução 
das pregas vocais verdadeiras e causando uma 
incoordenação entre deglutição X respiração 
X fonação / A conduta de exercícios deve ser 
mantida, uma vez que o risco da aspiração de 
líquidos é mínimo, visto que a paciente é 
saudável e deseja melhora do padrão vocal. 
(E) A contração vestibular, causada pela voz de 
banda, estava auxiliando no fechamento do 
vestíbulo laríngeo e deve ser mantida para 
garantir segurança da deglutição / Sugere-se 
adequação de consistências alimentares para 
evitar engasgos diários com líquidos, bem como 
encaminhamento e avaliação objetiva para 
melhor investigação de alterações glóticas. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 13 
 
41 
Bebê com 20 dias de vida, com mãe relatando 
dificuldades na amamentação e no ganho de 
peso, tendo sido introduzido leite artificial com 7 
dias de vida na mamadeira como forma de 
complementação. A mãe deseja muito manter o 
aleitamento materno exclusivo e buscou 
odontopediatra por indicação de consultora de 
amamentação para investigar a necessidade de 
frenectomia. A odontopediatra encaminhou antes 
para avaliação fonoaudiológica. Ao realizar o 
“Teste da Linguinha”, o bebê obteve o Escore 3 e, 
na avaliação da mamada, foi identificada alteração 
na abertura de boca do bebê com dificuldades de 
pega adequada, movimentação somente vertical 
da língua, porém boa extração de leite da mama. 
Na avaliação da sucção não nutritiva, 
detectaram-se perda de pressão intraoral, falta de 
ritmo de sucção, restrição de abertura mandibular 
e pressão excessiva de orbicular. A 
fonoaudióloga definiu como hipótese diagnóstica 
Disfunção Oral gerada pela confusão de bicos 
causada pela introdução precoce de bicos 
artificiais. Tendo em vista essa avaliação e a 
hipótese diagnóstica, qual conduta seria 
adequada para esse caso? 
 
(A) Retirar o bico artificial e complementar com uma 
via alternativa (sonda peito, copinho ou sonda 
dedo) a ser definida pela família e pelo 
fonoaudiólogo, além de terapia fonoaudiológica 
para adequação da disfunção. 
(B) Indicar frenectomia e trabalhar no pós-cirúrgico 
para readequação dadisfunção oral. 
(C) Manter conduta de mamada e complemento e 
trabalhar com exercícios de manipulação oral do 
bebê para adequação da função de sucção. 
(D) Manter conduta alimentar e encaminhar o bebê 
para realização da frenectomia e para osteopatia 
com objetivo de readequar contrações 
associadas à dificuldade de mobilidade de língua. 
(E) Retirar o bico artificial e orientar a 
complementação via copo, acompanhando o 
ganho de peso. 
 
42 
Fonoaudiólogo escolar identificou na escola uma 
demanda de trabalho sobre disfluência, uma vez 
que uma criança de 5 anos tem sofrido bullying, e 
as professoras sentem dificuldade em lidar com a 
situação. Tendo em vista a resolução que prevê a 
atuação do fonoaudiólogo especialista em 
disfluência, assinale a alternativa que apresenta 
uma conduta adequada para esse caso. 
 
(A) Trabalhar na escola, juntamente com a equipe 
pedagógica, um programa de conscientização 
sobre as disfluências com alunos e professores. 
(B) Orientar professores para acalmar a criança e 
solicitar que ela se acalme e respire para falar 
quando identificar uma ruptura com travamento 
da fala. 
(C) Sugerir que os professores esclareçam aos 
alunos a respeito da disfluência e criar punições 
para crianças que desrespeitarem. 
(D) Sugerir que o aluno tenha um tutor em sala de 
aula que o acompanhe e o ajude a acalmar e 
recuperar a fluência de fala quando houver 
rupturas de fala. 
(E) Indicar que a criança seja transferida para outra 
turma em que ela não seja vista como gaga. 
 
43 
Fonoaudióloga que realiza atendimento clínico em 
uma Unidade Básica de Saúde atende dois irmãos 
com queixa de atraso de linguagem. Durante uma 
das sessões, uma das crianças conta para a 
terapeuta sobre situações de possível violência 
infantil que ele e o irmão sofrem em casa. Qual é a 
conduta que a fonoaudióloga deve assumir 
perante esse caso? 
 
(A) Interromper o atendimento fonoaudiológico e 
avisar imediatamente o serviço social para 
notificação do conselho tutelar. 
(B) Continuar o atendimento fonoaudiológico com 
intuito de manter o vínculo de confiança com o 
paciente, porém não tocar mais nesse assunto 
durante as sessões, deixando-o para a terapia 
psicológica. 
(C) Notificar equipe de assistência social e 
psicológica e continuar o atendimento 
fonoaudiológico com intuito de manter o vínculo 
de confiança e dar espaço para a criança falar 
mais sobre o assunto, caso sinta necessidade. 
(D) Encaminhar o paciente e o irmão para um abrigo 
com ajuda do setor de serviço social, com intuito 
de protegê-los de qualquer tipo de violência 
doméstica. 
(E) Avisar o serviço de psicologia e serviço social 
para que agendem com os pais uma reunião 
para elucidar melhor o que tem ocorrido. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 14 
 
44 
Criança de 2 anos de idade, nascida prematura de 
30 semanas, permanece em UTI neonatal por 2 
meses. Atualmente apresenta atraso de fala. Ao 
investigar o porquê do atraso, os pais 
descobriram que a criança tem uma alteração 
auditiva que não foi detectada pelo “Teste da 
Orelhinha” – Emissões Otoacústicas – realizado 
ainda dentro do hospital. Com base nos seus 
conhecimentos sobre audiologia infantil, assinale 
a alternativa que classifica adequadamente o 
possível tipo de perda e por que ela não foi 
identificada pelo Teste da Orelhinha. 
 
(A) Perda Auditiva do Tipo Condutiva / Não 
identificada pelo Teste da Orelhinha, por possível 
obstrução do conduto auditivo por vérnix. 
(B) Perda Auditiva do Tipo Mista / As Emissões 
Otoacústicas não foram capazes de detectar o 
componente sensorial da perda auditiva, pois não 
é possível obter dados sobre as células ciliadas 
internas nesse exame. 
(C) Neuropatia Auditiva / Não foi identificada ao 
nascimento pelo Teste da Orelhinha, porque 
esse teste investiga apenas alterações em nível 
coclear, e a neuropatia auditiva está associada a 
um comprometimento da resposta neural. 
(D) Perda Auditiva do tipo condutiva causada por 
possível doença de Menière que alterou 
propriedades mecânicas da cóclea / Por isso não 
puderam ser identificadas no teste das EOA. 
(E) Perda Auditiva do tipo neurossensorial / Não 
pode ser identificada, pois as EOAs não são 
capazes de registrar o limiar tonal por condução 
óssea. 
 
45 
Idoso, 75 anos, com Demência do Tipo Alzheimer 
diagnosticada há cerca de 3 anos, apresenta 
dificuldades progressivas de deglutição, tendo 
sido suspensa a dieta por via oral. Foi 
gastrostomizado há 1 ano, entretanto permanece 
com histórico de pneumonias aspirativas de 
repetição e engasgos com saliva. Qual é o tipo da 
disfagia e a possível explicação da alteração 
disfágica? 
 
(A) Disfagia Mecânica causada pelo desuso da 
musculatura envolvida na deglutição, visto que o 
paciente não se alimenta por via oral há 1 ano. 
(B) Disfagia Mecânica causada pela presença da 
gastrostomia e uso de medicações que podem 
comprometer a proteção da via aérea. 
(C) Disfagia Neurogênica com possível aspiração de 
saliva causando pneumonia de repetição. 
(D) Presbifagia com possível redução da produção 
de saliva e da motilidade digestiva. 
(E) Disfagia Neurogênica com possível perda de 
força dos músculos supra-hióideos causando 
aumento do refluxo gastroesofágico e aspiração 
retrógrada. 
 
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FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 15 
 
46 
Adulto de 23 anos foi encaminhado pelo 
ortodontista para terapia fonoaudiológica a fim de 
“adequar a posição da língua” (sic). Durante a 
avaliação miofuncional, foi identificado que o 
paciente possui uma má oclusão do tipo Classe II 
divisão 1 de Angle, com palato atrésico e 
hipofunção de língua e lábios. Paciente apresenta 
respiração oral, mesmo após tratamento com 
otorrinolaringologista, ausência de vedamento 
labial e dificuldades de mastigação de alimentos 
sólidos. Sobre a conduta e os objetivos 
terapêuticos adequados para esse caso, assinale 
a alternativa correta. 
 
(A) Iniciar com terapia miofuncional com exercícios 
que foquem o fortalecimento do músculo 
orbicular dos lábios que se encontra em 
hipofunção. 
(B) Iniciar terapia realizando treinos funcionais para 
respiração e propriocepção sobre o 
posicionamento adequado da língua em repouso, 
seguidos de exercícios que foquem adequação 
de mastigação. 
(C) Informar ao paciente sobre suas alterações, 
porém esclarecer que o tratamento 
fonoaudiológico só será possível após o término 
do tratamento ortodôntico. 
(D) Contatar o ortodontista e esclarecer sobre a 
impossibilidade de intervenção fonoaudiológica 
nesse momento, uma vez que as condições 
anatômicas não permitem trabalhar a respiração 
nasal e o reposicionamento adequado de língua. 
(E) Orientar que o paciente busque outro médico 
ortodontista para indicação do uso de CPAP 
nasal de modo terapêutico para auxiliar na 
adequação das estruturas alteradas. 
 
47 
Idosa, 80 anos, institucionalizada após internação 
recente por uma infecção urinária, apresentou 
perda de peso de cerca de 8 kg em 40 dias. 
Atualmente, tem se alimentado bem, mas tem 
apresentado engasgos frequentes durante as 
refeições. Na avaliação fonoaudiológica da 
deglutição, foi identificada deglutição segura com 
sólidos macios e líquidos, com uma alteração de 
adaptação da prótese dentária, que tem se 
deslocado com frequência durante a mastigação e 
a deglutição. Cuidadores relatam que o uso de 
fixadores de próteses dentárias não foi eficiente 
para resolver o deslocamento durante a 
mastigação. Sem o uso das próteses dentárias, a 
paciente apresenta mastigação segura e eficiente 
com sólidos macios, porém engasgos com 
folhosos, grãos e farináceos. Qual conduta seria 
adequada para esse caso? 
 
(A) Indicar alimentação exclusiva com alimentos 
líquidos que não necessitam do uso das próteses 
dentárias. 
(B) Manter dieta por via oral líquida e contatar o 
serviço de nutrição para avaliar a possibilidade 
deuso de suplementos via sonda. 
(C) Manter dieta livre, evitando grãos, folhosos e 
sólidos duros, sem uso da prótese dentária, até 
que seja possível adaptação da prótese dentária. 
(D) Orientar e insistir no uso de fixadores para as 
próteses dentárias e manter dieta líquida. 
(E) Suspender a via oral e solicitar uso de via 
alternativa de alimentação, tendo em vista o risco 
nutricional da paciente. 
 
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FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 16 
 
48 
Menino, 9 anos, apresentando Transtorno do 
Déficit de Atenção e Hiperatividade, dificuldades 
no processo de aprendizagem, divagação durante 
a realização das atividades e desorganização. 
Sobre o papel e/ou objetivos da atuação 
fonoaudiológica nesse caso, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a 
seguir e assinale a alternativa com a sequência 
correta. 
 
( ) Fonoaudiólogo atuará no aperfeiçoamento da 
atenção e em outros transtornos advindos do 
TDHA, como transtornos de leitura e escrita. 
( ) Atuar no aprimoramento das habilidades 
comunicativas. 
( ) Orientação dos pais e profissionais da 
educação sobre as dificuldades da criança do 
ponto de vista emocional e psíquico fazendo 
uso de uma metodologia apropriada como o 
método ABA. 
( ) Trabalhar com Habilidades de Atenção e 
Memória Auditiva. 
 
(A) V – V – F – V. 
(B) F – V – F – V. 
(C) V – F – F – V. 
(D) V – F – V – V. 
(E) V – V – F – F. 
 
49 
A comunicação suplementar e alternativa (CSA) é 
uma área que busca desenvolver, de modo 
interdisciplinar, recursos e estratégias para 
garantir comunicação de indivíduos que vivem 
alguma condição de impedimento ou limitação de 
uso de fala. Sobre os seus objetivos e sua 
implementação prática, qual das seguintes 
alternativas pode ser considerada um mito? 
 
(A) O seu uso o mais precoce possível pode auxiliar 
na estruturação e no desenvolvimento da 
linguagem. 
(B) Deve ser utilizada após os 5 anos, para que não 
haja um prejuízo no desenvolvimento de fala 
causado pelo uso da CSA. 
(C) Os melhores recursos a serem utilizados serão 
aqueles que se adaptam à realidade do indivíduo 
e da família. 
(D) Em geral, é necessário o uso de mais de um 
recurso para atender a todas as situações de 
comunicação. 
(E) Vários profissionais podem fazer uso dos 
sistemas de CSA, uma vez que esse uso não 
exclusivamente fonoaudiológico. 
 
50 
Paciente adulto, 68 anos, internado em Unidade 
de Terapia Intensiva há 4 dias em entubação 
orotraqueal após possível AVC isquêmico com 
queda de mesmo nível durante o episódio. A 
equipe médica solicita avaliação fonoaudiológica 
após 1 hora da extubação, pois houve perda da 
sonda enteral durante o procedimento e a equipe 
deseja introduzir via oral. Qual seria a conduta 
fonoaudiológica adequada nesse caso? 
 
(A) Realizar avaliação clínica completa da deglutição 
o mais precoce possível, evitando qualquer 
ingesta oral sem segurança. 
(B) Realizar a avaliação clínica da deglutição apenas 
com alimentos pastosos para iniciar aos poucos 
a introdução da via oral. 
(C) Realizar avaliação clínica indireta da deglutição e 
adotar uma conduta expectante até 
ressensibilização laríngea para avaliação e treino 
de deglutição com alimentos. 
(D) Não realizar avaliação clínica da deglutição, e 
sim um teste de screening com água para 
verificar o risco da disfagia. 
(E) Realizar avaliação clínica da deglutição, porém 
utilizar pequenos volumes nas consistências 
líquidas e pastosas a fim de minimizar o risco de 
aspiração. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 17 
 
51 
Criança de 5 anos, surdo, oralizado e fazendo uso 
de Implante Coclear há 2 anos. A mãe deseja que 
ele ingresse em uma escola regular bilíngue. A 
escola, sem saber como proceder e como 
viabilizar as melhores condições de aprendizagem 
para o aluno, contrata um fonoaudiólogo escolar 
para assessoria. Diante desse caso, quanto às 
ações que o fonoaudiólogo poderia realizar para 
contribuir com a escola e com o aluno, informe se 
é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a 
seguir e assinale a alternativa com a sequência 
correta. 
 
( ) Disponibilizar e discutir informações de 
aspectos relacionados à condição especial da 
criança e que possam beneficiar tanto o 
professor quanto o aluno. 
( ) Auxiliar na inclusão efetiva do aluno tanto 
em relação aos aspectos educacionais 
quanto aos de acessibilidade na 
comunicação. 
( ) Realizar aferições de ruído e buscar soluções 
para melhora da saúde auditiva de todos. 
( ) Ajudar na formação e capacitação de um 
tutor fluente em LIBRAS para auxiliar o 
professor e aluno durante as aulas. 
( ) Realizar um trabalho de treinamento auditivo 
individualizado durante o período de aulas 
para melhorar o desempenho auditivo da 
criança na escola. 
 
(A) F – V – V – F – F. 
(B) V – F – V – V – F. 
(C) V – V – V – F – V. 
(D) F – V – F – F – V. 
(E) V – V – V – F – F. 
 
52 
Mulher, 54 anos, professora, com diagnóstico de 
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) apresentando 
dificuldades de fala e de deglutição. Já estava 
com alimentação oral do tipo pastosa e sólida 
macia, usando gastrostomia para suporte 
nutricional. Apresenta perda progressiva e rápida 
dos movimentos da língua, o que tem prejudicado 
a deglutição e a fala. Qual seria a conduta/objetivo 
terapêutico mais adequado para o caso? 
 
(A) Manter a dieta por via oral na consistência e 
quantidade que for segura e introduzir o trabalho 
de comunicação alternativa. 
(B) Suspender totalmente via oral e trabalhar com 
exercícios isotônicos e isométricos de língua e 
lábios. 
(C) Manter dieta por via oral na consistência segura 
e iniciar um programa de exercícios para 
propriocepção e hipertonia dos órgãos 
fonoarticulatórios. 
(D) Suspender totalmente via oral e indicar terapia de 
fotobiomodulação para aumentar a produção de 
saliva e facilitar a deglutição. 
(E) Manutenção da dieta por via oral, diminuindo o 
volume e aumentando os movimentos 
deglutitórios, e estimulação tátil térmica e 
gustativa para melhora da precisão dos 
movimentos articulatórios. 
 
53 
Mulher, 25 anos, com afasia de artéria cerebral 
média à esquerda após AVC. Apresenta 
dificuldade em desenvolver fala fluente, porém 
tem boa compreensão, leitura e escrita 
preservadas. Consegue repetir algumas palavras 
e apresenta jargões ao tentar se comunicar 
espontaneamente. Qual alternativa apresenta a 
estratégia mais eficiente para reabilitação da fala 
nesse caso? 
 
(A) Trabalhar com lista de palavras para repetição 
em voz alta. 
(B) Atividades de nomeação e de fala com outras 
entonações. 
(C) Trabalhar com estratégia de curvas melódicas 
mesmo que acompanhada de jargões. 
(D) Trabalhar aspectos articulatórios e 
proprioceptivos da fala, buscando melhora na 
sincronia entre fala e linguagem. 
(E) Trabalhar com estratégias que auxiliem no 
aumento do vocabulário, trabalhar com palavras 
e expressões funcionais. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 18 
 
54 
Homem, 45 anos, refere engasgos noturnos e 
ronco. Foi diagnosticado com Apneia Obstrutiva 
do Sono, tendo apresentado vários episódios de 
dessaturação durante a polissonografia. Tem 
histórico de ganho de peso de cerca de 10kg nos 
últimos anos e recentemente, com uso de 
medicação antidepressiva, tem relatado piora do 
quadro. Procura atendimento fonoaudiológico, 
pois não se acostumou com uso do CPAP 
(Continuous Positive Airway Pressure - Pressão 
Positiva Contínua nas Vias Aéreas) indicado pelo 
médico otorrinolaringologista. Pensando na 
abordagem interdisciplinar necessária para o 
manejo desses casos, qual seria a atitude mais 
correta do profissional fonoaudiólogo? 
 
(A) Sugerir, em contato com o otorrinolaringologista, 
que o paciente suspenda o uso do CPAP para 
melhor avaliação e aproveitamento da terapia 
fonoaudiológica. 
(B) Realizaruma avaliação de motricidade orofacial, 
contatar um dentista especializado em sono e 
entrar em contato com profissional 
otorrinolaringologista para estes buscarem juntos 
estratégias para melhor manejo do quadro. 
(C) Orientar sobre higiene do sono e sugerir terapia 
fonoaudiológica após término da terapia com 
CPAP. 
(D) Esclarecer ao paciente sobre a importância da 
perda de peso e iniciar terapia fonoaudiológica 
após uma consulta com nutricionista. 
(E) Sugerir, em contato com médico, o uso de 
oxigenioterapia constante durante o sono, em 
vista do risco de hipoventilação. 
 
55 
Criança, 1 ano e 2 meses, nascida prematura de 
29 semanas, tendo passado cerca de 60 dias em 
UTI neonatal, apresenta ganho de peso bem 
abaixo do esperado e alimenta-se via gastrotomia 
somente com líquidos (leite artificial) por via oral. 
Observam-se, ainda, hiper-reatividade ao toque 
intra e extraoral e recusa de uso de qualquer 
utensílio que não seja mamadeira. O pediatra 
exige avaliação videofluroscópica da deglutição 
para liberação de qualquer outra consistência por 
via oral. Casos como esse exigem um trabalho 
interdisciplinar e, pensando nisso, assinale a 
alternativa que descreve uma ação INADEQUADA 
para o manejo desse caso. 
 
(A) A fonoaudióloga deve convencer a família sobre 
a importância da realização da videofluroscopia 
da deglutição, uma vez que não é possível 
estabelecer uma conduta fonoaudiológica sem 
esse resultado. 
(B) A fonoaudióloga deve realizar estratégias de 
dessensibilização intra e extra oral e orientar a 
família a fazer o mesmo em casa. 
(C) A fonoaudióloga deve contatar ou indicar o 
acompanhamento com nutricionista para 
investigar o porquê do baixo ganho de peso. 
(D) A fonoaudióloga deve contatar o médico pediatra 
e explicar os objetivos do trabalho, ainda que a 
criança não tenha realizado exame de 
videofluroscopia. 
(E) A fonoaudióloga deve buscar realizar trabalho 
com estimulação intra e extraoral para reduzir a 
hiper-reatividade oral e para que possa, aos 
poucos, realizar uma avaliação clínica da 
deglutição. 
 
56 
Sobre alterações na cóclea e a sua 
correspondência com o grau de perda auditiva, é 
correto afirmar que 
 
(A) em perdas auditivas em torno de 70 dBNS, há 
lesão apenas das células ciliadas internas. 
(B) perdas auditivas maiores do que 70 dBNS 
causam perdas apenas nas células ciliadas 
externas. 
(C) perdas auditivas leves não causam lesões nas 
células ciliadas, apenas alteram a função 
sensorial. 
(D) perdas auditivas leves e moderadas 
normalmente correspondem a uma perda parcial 
da função de amplificação das células ciliadas 
externas. 
(E) em perdas auditivas em torno de 70 dBNS, há 
lesão somente das células ciliadas externas, sem 
prejuízo da função sensorial. 
 
Exame Nacional de Residência INSTITUTO AOCP 
 
FONOAUDIOLOGIA Tipo 02 – Página 19 
 
57 
A reabilitação de pessoas com traumatismos 
cranioencefálicos (TCE) exige um programa de 
reabilitação interdisciplinar e dinâmico. Sobre os 
sintomas que os pacientes podem apresentar, é 
correto afirmar que 
 
(A) fadiga mental pode ser um sintoma transitório 
pós-lesão cerebral, sua persistência não é um 
sinal comum e deve ser investigada. 
(B) agnosias são desordens de reconhecimento que 
podem ocorrer pós-TCE e que podem 
comprometer a neurofuncionalidade do indivíduo. 
(C) quadros emocionais/comportamentais tais como: 
depressão, ansiedade e distúrbio do sono são 
exemplos de quadros que são frequentemente 
confundidos, porém não estão relacionados a um 
episódio de TCE. 
(D) distúrbios da função cognitiva, como dificuldade 
de automonitoramento e de organização, são 
distúrbios típicos de lesões de lobo parietal e 
occipital. 
(E) alterações de memória podem estar presentes 
nas fases aguda e intermediária e não devem ser 
tratadas com fármacos de modo a permitir melhor 
recuperação cerebral. 
 
58 
Frênulos linguais alterados podem causar 
diversas alterações em bebês, adultos e crianças. 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o 
diagnóstico e o impacto das alterações de 
frênulos linguais. 
 
(A) Imprecisão articulatória e outras alterações na 
fala podem ser causadas por alterações de 
frênulos. 
(B) Alterações de mastigação de alimentos mais 
duros podem ser sintomas de frênulos linguais 
alterados. 
(C) É comum causar dificuldades de amamentação e 
desmame precoce. 
(D) O Protocolo Bristol de Avaliação da Língua 
(BTAT) é mais recomendado para avaliação de 
frênulos linguais em adultos e crianças. 
(E) Frênulos linguais encurtados podem reduzir a 
abertura da boca durante a fala. 
 
59 
Sobre a atuação do fonoaudiólogo nos distúrbios 
alimentares pediátricos, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Por tratar-se de uma área nova, a nova resolução 
do CFFa dispõe sobre o precedente em se 
trabalhar com base na experiência dos 
profissionais, uma vez que ainda não estão 
disponíveis bons níveis de evidência para 
tomada de decisão na área. 
(B) O fonoaudiólogo deve basear sua tomada de 
decisão na decisão médica, uma vez que 
legalmente ele é o responsável pela mudança da 
conduta alimentar. 
(C) O fonoaudiólogo deve integrar uma equipe 
multidisciplinar para diagnóstico e gerenciamento 
dos Distúrbios Alimentares. 
(D) O fonoaudiólogo deve preocupar-se, também, em 
adequar as necessidades nutricionais e calóricas 
do seu paciente e não apenas atuar em aspectos 
miofuncionais orais. 
(E) O fonoaudiólogo não tem respaldo legal para 
atuação nos distúrbios alimentares pediátricos, 
apesar de conhecimento técnico comprovado da 
área. 
 
60 
Um dos sinais comumente encontrado na 
avaliação clínica da deglutição é um escape 
posterior. Trata-se de um sinal clínico semelhante 
ao atraso no reflexo da deglutição. Referente às 
semelhanças e/ou diferenças entre esses dois 
sinais, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O atraso no disparo do reflexo da deglutição é 
indicativo de disfagia, e o escape posterior 
prematuro pode ser considerado esperado. 
(B) O atraso no reflexo da deglutição é esperado em 
alguns tipos de alimentos, e o escape prematuro 
do bolo é sugestivo de uma disfagia. 
(C) Os sintomas clínicos, apesar de parecidos, 
podem ser identificados em uma avaliação clínica 
completa. 
(D) A causa não é um fator relevante, pois ambos 
indicam alteração de sensibilidade laríngea e 
exigem a mesma conduta. 
(E) O exame de videofluroscopia não é capaz de 
identificar a diferença entre os sinais, pois avalia 
a sensibilidade laríngea.

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