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BOVINOS TAURINOS E ZEBUÍNOS
 
Os bovinos se dividem em dois grandes grupos. Esta espécia Bos taurus é dívida em duas subespécies: Bos taurus taurus e Bos taurus indicus que apresentam uma série de diferenças.
Os animais da subespécie Bos taurus taurus são chamados de bovinos taurinos ou europeus, por sua origem européia. São animais, geralmente, reconhecidos por sua alta produtividade. No entanto, por serem de origem européia são menos resistentes a temperaturas altas, carrapatos, umidade excessiva, ou seja, características do nosso clima tropical. Um exemplo clássico desses animais seria a vaca holandesa.
Os animais da subespécie Bos taurus indicus são chamados de bovinos zebuínos. Estes animais tem origem na ásia. São conhecidos por serem animais extremamente resistentes a temperaturas altas, carrapatos, doenças,etc. No entanto, tem uma produtividade mais baixa. Um exemplo clássico seria o Nelore.
Considerando esses fatores, geralmente no Brasil procuramos cruzar os taurinos, que têm uma produtividade melhor, com os zebuínos, que são mais resistentes e adaptados ao nosso clima tropical.
Como diferenciar eles?
· Os taurinos tem orelhas pequenas e mais em pé. Já os zebuínos têm orelhas bem pendulares e grandes.
· Os zebuínos têm cupim. Os taurinos não. O cupim é aquele ‘montinho’ que fica no dorso dos bois e vacas zebuínas, próximo ao pescoço.
Os taurinos não tem uma barbela ou é menos desenvolvida, enquanto que os zebuínos tem barbelas bem desenvolvidas.
No Brasil, predominam as raças zebuínas (B. indicus) Nelore, Guzerá, Tabapuã e Brahman, bem como mestiços zebuínos e produtos de cruzamentos de zebuínos com as raças taurinas. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), 90% dos registros genealógicos são da raça Nelore, razão pela qual se deduz que essa raça pode representar cerca de 60% do rebanho nacional ou 78% do rebanho de corte, com um efetivo estimado em 120 milhões de cabeças.
Na região Sul, predominam as raças de origem taurina (B. taurus) e as raças compostas de B. taurus e B. indicus. Essas raças podem também ocorrer, em menor proporção, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, especialmente em áreas de altitude acima de cerca de 600 m.
DENTRE AS RAÇAS DE ORIGEM TAURINA, CITAM-SE: 
· Aberdeen Angus,
·  Red Angus, 
· Simental,
· Hereford,
· Limousin, 
· Pardo Suiço Corte,
·  Charolês,
· Marchigiana, 
· Blonde d’Aquitaine, 
· Caracu, 
· Senepol, e Devon. 
· Dentre as compostas, citam-se: Brangus, Braford, Canchim, Simbrasil, Santa Gertrudis, Bonsmara e Montana Tropical.
A produção de carne bovina é uma das atividades econômicas mais importantes do Brasil. Para os pecuaristas, a prática tende a ser bastante rentável, desde que alguns cuidados sejam tomados, e certos pontos, avaliados. Por exemplo, conhecer bem as raças de touro é fundamental para entender o quanto as características dos animais impactam a produção.
Isso, porque cada linhagem se adapta de maneira diferente aos diversos biomas brasileiros e apresenta resultados ímpares de produção — fruto dos melhoramentos genéticos. 
Portanto, ao calcular o custo de produção do gado de corte, o pecuarista deve saber exatamente em que está colocando seu dinheiro, para ter certeza de que esse é um investimento seguro.
Dentre as raças de gado de corte, podemos destacar as principais: nelore, brahman, angus, senepol, guzerá, hereford, limousin.
 Na bovinocultura de leite não é diferente, o que demanda ao homem do campo conseguir extrair o máximo de seu rebanho com números cada vez mais reduzidos de animais.
Para atingir essa eficiência produtiva e a qualidade do leite, é importante que o produtor rural saiba quais raças de bovinos de leite são ideais tanto para a atividade em sua região. Dentre as principais raças mais criadas no Brasil, podemos destacar: Holandesa, Pardo Suíço, Jersey, Girolando.
MELHORAMENTO GENÉTICO
SISTEMAS DE CRUZAMENTOS GENÉTICOS
Basicamente os cruzamentos podem ser classificados em três sistemas: 
i) cruzamento simples;
ii) ii) cruzamento contínuo; e
iii) iii) cruzamento rotacionado ou alternado.
i) Sistema de cruzamento simples - é definido como sendo o acasalamento envolvendo somente duas raças com produção da primeira geração de mestiços, os chamados F1. Não há continuidade, machos e fêmeas são destinados ao abate. Neste caso, há necessidade de que parte do rebanho de fêmeas seja mantido como rebanho puro para produção de fêmeas de reposição, tanto para o próprio rebanho puro quanto para aquele que produzirá os mestiços. Neste caso, a proporção do rebanho total de fêmeas que deve participar do cruzamento é importante para que se possa promover seleção. Caso contrário, estas fêmeas têm de ser adquiridas de outros criadores.
ii) Cruzamento contínuo - também chamado de cruzamento absorvente, tem a finalidade de substituir uma raça ou "grau de sangue" por outra, pelo uso contínuo desta segunda. Produz animais conhecidos como "puros por cruza" ou PC.
 iii) Cruzamento rotacionado ou alternado contínuo - é aquele em que a raça do pai é alternada a cada geração. Pode ser de duas ou mais raças. Neste caso, é importante que as raças sejam semelhantes para algumas características como tamanho corporal e produção de leite por razões que serão discutidas mais à frente e se relacionam com adequação do genótipo ao ambiente geral.