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Enquadramento e classificação dos
corpos d’água
Você vai estudar os aspectos conceituais, as conexões do enquadramento com outros instrumentos e
políticas públicas, e o processo de elaboração do enquadramento dos corpos d’água.
Prof. Renildes Matos
1. Itens iniciais
Propósito
Os conhecimentos sobre o enquadramento de corpos de água e sua interação com outras políticas, assim
como os usos múltiplos da água e a Resolução Conama nº 357/2005 são elementos essenciais para assegurar
a manutenção dos padrões de qualidade dos recursos hídricos.
Objetivos
Identificar os conceitos e procedimentos para a elaboração e implementação do enquadramento dos 
corpos d’água, segundo a legislação vigente.
Reconhecer os principais usos da água, como em indústria, agropecuária, abastecimento humano, 
entre outros.
Analisar os aspectos da Resolução Conama nº 357, de 2005.
Introdução
Neste vídeo, vamos apresentar os conceitos e procedimentos para a elaboração e implementação do
enquadramento dos corpos d’água, os principais usos da água e a Resolução Conama nº 357. Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. Enquadramento de corpos d’água
Corpos d’água: enquadramento e etapas para
implementação
Neste vídeo, vamos apresentar conceitos sobre o enquadramento dos corpos d’água e as suas etapas
técnicas. Acompanhe!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Enquadramento dos corpos d’água, segundo legislação
vigente
Neste vídeo, vamos apresentar os aspectos conceituais, as interfaces do enquadramento com outros
instrumentos, bem como as políticas públicas e os processo de elaboração do enquadramento. Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) foi instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, e tem
como objetivos principais:
 
Assegurar a disponibilidade de água em padrões de qualidade adequados aos usos.
Utilizar racional e integradamente os recursos hídricos.
Utilizar racional e integradamente os recursos hídricos.
Incentivar e promover a captação, a preservação e o aproveitamento das águas pluviais.
A implementação da PNRH se dá pela aplicação de seis instrumentos, vamos conferi-los!
Planos de recursos hídricos.
Enquadramento dos corpos d’água em classes segundo os usos preponderantes da água.
Outorga dos direitos de uso de recursos hídricos.
Cobrança pelo uso de recursos hídricos.
Compensação a municípios.
Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos (SIRH).
O enquadramento é muito importante, principalmente quando se trata de lançamento de efluentes advindos
de indústrias e de estações de tratamento de esgoto ou qualquer outro tipo de uso com o poder de alterar a
qualidade das águas superficiais.
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Jovens coletando água de uma piscina de água da chuva.
Conforme o art. 9º da PNRH, o enquadramento é o processo que garante os padrões de qualidade da água
compatíveis com os usos que dela se faz ou se pretende, em equilíbrio com a capacidade de investimentos da
sociedade, representada por governos e atores envolvidos.
Os recursos hídricos, uma de nossas maiores riquezas, são fundamentais para a nossa qualidade de
vida. As necessidades mais importantes dependem da qualidade dos rios que cortam campos,
florestas e cidades.
Cuidar da preservação e recuperação de nossas águas é uma obrigação de todos, mas, para isso, é preciso
planejar e conciliar os mais diferentes interesses, necessidades e usos, desde empresas, companhias de
saneamento, indústrias, associações de pescadores, hidrelétricas, agricultura, turismo e comunidades
ribeirinhas até grandes centros urbanos.
O Brasil, um país de enormes proporções e com grandes diferenças regionais, precisa aprender, como primeiro
passo a fim de planejar e conciliar os diferentes interesses, a enxergar e compreender os nossos rios de uma
forma abrangente. Para isso, nossa orientação deve ter como base três olhares diferentes:
O que temos?
O rio que temos é a constatação da realidade
atual dos corpos hídricos. Precisamos conhecer
a fundo cada corpo d’água, suas características
originais, as diversas formas de utilização, as
comunidades a que serve e principalmente seu
estado atual de preservação ou degradação.
O que queremos?
O rio que queremos representa a visão da
sociedade para o futuro que deseja para os
cursos d'água, ou seja, é a expressão de um
desejo de um quadro idealizado, mas algumas
vezes impossível.
O que podemos ter?
O rio que podemos ter representa uma medição
entre a vontade e a realidade, uma projeção
realista objetiva do melhor resultado possível,
considerando os limites técnicos, sociais e
econômicos existentes com um tempo
estabelecido para alcançar as metas desejadas.
A partir da reflexão apresentada sobre os três diferentes olhares em relação aos nossos rios, observe agora
as etapas do enquadramento.
O rio que temos
Condição atual: Monitoramento da qualidade da
água na bacia.
O rio que queremos
Vontade: Primeiro, sonhamos; em seguida,
vimos o que é preciso, e concluímos com o que
queremos.
O rio que podemos ter
Limitações técnicas e econômicas: Modelagem
da qualidade futura dos corpos d’água e
avaliação técnica.
A PNRH, Lei das Águas, contempla esses três pontos ao apontar dois instrumentos fundamentais para a
gestão das águas de nosso país: o enquadramento dos corpos d’água em classes segundo seus usos
preponderantes e os planos de recursos hídricos.
A Resolução do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) nº 91/2008 dispõe sobre os procedimentos
gerais para o enquadramento dos corpos d’água superficiais e subterrâneos. Segundo a resolução, o processo
de elaboração da proposta de enquadramento será dado com ampla participação da comunidade da bacia
hidrográfica, por meio da realização de consultas públicas, encontros técnicos, oficinas de trabalhos e outros.
A aprovação final do enquadramento depende dos conselhos de recursos hídricos dos estados e do Distrito
Federal ou do CNRH, conforme o domínio a que pertence o corpo hídrico.
Comentário
O enquadramento é uma ferramenta de planejamento que se aplica a qualquer corpo d’água e para que
passe a valer, de acordo com a legislação, é necessário prever metas intermediárias e progressivas de
qualidade de água a partir de sua utilização, até que se alcance a meta final desejada. 
As classes de enquadramento podem variar da mais exigente, que reúne as melhores condições possíveis que
um corpo d'água pode ter, até a menos exigente, em que são admitidos os níveis mais elevados de poluição.
Baseiam-se nos níveis de qualidade que os corpos d'água deveriam ter para atender às diferentes
necessidades de uso estabelecidas pela sociedade.
Por exemplo, o grau mais elevado de exigências se aplica a áreas de preservação ambiental e de proteção a
comunidades aquáticas, enquanto para a navegação o grau de exigência é muito menor. Esse controle pode
ser feito por:
Fiscalização
Através de fontes poluidoras, bem como
captações, aplicação de multas, outorga,
zoneamento do uso do solo, criação de
unidades de conservação, entre outros.
Controle econômico
Através de medidas de controle econômico,
como cobrança pelo lançamento de efluentes
tratados ou captações e pagamentos por
serviços ambientais.
O enquadramento é referência para o planejamento da gestão das águas e do meio ambiente, embasando
diversas condutas e decisões, como a outorga de direito de uso da água, a definição da cobrança por esse
uso, e o licenciamento e monitoramento ambiental.
As principais questões do processo de enquadramento são:
Quais são os usos dos recursos hídricos atuais e futuros pretendidos pela sociedade para o corpo
d’água?
Qual a condição de qualidades atual do corpo d’água e a classe de enquadramento?
Qual classe de enquadramento deve ser estabelecida para atender aos usos pretendidos?
Quais são os parâmetros de qualidade de água prioritários para atender aos usos pretendidosdessa
bacia?
Quais são as fontes de poluição que causam alteração desses parâmetros?
Quais as ações necessárias para diminuir a poluição a um nível compatível com os usos pretendidos?
Quais são os custos e o tempo necessário para implementar essas ações?
Quais são as fontes desses recursos para executar tais ações?
Etapas técnicas do enquadramento
Neste vídeo, vamos apresentar informações básicas relativas às definições das diretrizes, com base nas
legislações vigentes que nortearam a proposta de enquadramento, elencando as etapas consideradas e a
função de cada uma no contexto geral de enquadramento. Acompanhe!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O enquadramento requer base técnica para avaliar as condições atuais de qualidade da água e o potencial de
atendimento aos usos pretendidos, bem como uma base institucional e legal, que são os mecanismos e
instrumentos os quais permitem a realização de ações necessárias para alcançar essas metas.
Da mesma forma, necessita de bases políticas para o processo participativo e para definição dos usos
pretendidos, considerando e ouvindo todos os atores sociais da bacia hidrográfica.
O processo de enquadramento é dividido nas seguintes etapas técnicas, confira!
Diagnóstico da bacia
Significa identificar qual é o cenário atual da bacia hidrográfica a ser enquadrada, Os principais
aspectos observados nessa etapa são: os usos preponderantes, a condição atual dos corpos d’água e
a identificação de áreas reguladas por legislação específica, tendo como exemplo as Unidades de
Conservação.
Prognóstico da bacia
É a previsão de cenários futuros, assim dizendo o rio que nós queremos, estando incluso os usos
pretendidos, a estimativa do crescimento populacional, das práticas industriais e agrícolas. A
definição dos parâmetros prioritários para o enquadramento, a vazão de referência para o
enquadramento, a promoção das disponibilidades e demandas de água e das cargas poluidoras e a
modelagem da quantidade e qualidade dos corpos hídricos.
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A elaboração do enquadramento
É a proposta do rio que podemos ter. São as metas definidas através do diagnóstico, do prognóstico e
a elaboração da proposta do enquadramento para os trechos do rio.
Análise e deliberações do comitê da bacia e do conselho de recursos hídricos
É a etapa de análise e seleção de uma das propostas de enquadramento elaboradas e seu respectivo
Programa de Efetivação do Enquadramento.
Implementação do programa de efetivação
É a implementação das ações propostas pelo enquadramento para que sejam atingidas as metas de
qualidade de água.
A gestão da qualidade das águas deve contar com o planejamento a partir de metas progressivas e gestão
participativa. O enquadramento é um instrumento previsto também pelas políticas estaduais e deve ser
utilizado como referência para os outros instrumentos da PNRH, como a outorga e as cobranças de recursos
hídricos.
O enquadramento, utilizado como referência para outorga, assim como para a cobrança dos recursos hídricos,
tem relação direta com o PNRH porque ambos são instrumentos de planejamento. Também serve de
referência para instrumentos de gestão ambiental, como o licenciamento e o monitoramento, sendo uma
significativa conexão entre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e o Sistema
Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).
O Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) é subsidiado pelo enquadramento. As
articulações se dão em nível municipal por meio do plano diretor, que indica as regiões que podem ser
utilizadas para os usos preponderantes e, por sua vez, também se relaciona com os planos de saneamento.
São realizadas consultas públicas após cada etapa do enquadramento, e o público dessas consultas
deve ser o mais variado possível, de modo a permitir uma identificação das diversas visões de
futuro, ou seja, de todos os usuários.
Deve integrar órgãos públicos, lideranças, empresários, agricultores, pescadores, organizações não
governamentais, entre outros, como forma de garantir principalmente os usos múltiplos e a gestão
participativa e descentralizada dos recursos hídricos.
Comentário
Uma proposta de enquadramento requer revisões sucessivas para o devido acompanhamento dos
resultados pretendidos e para as possíveis adequações ao longo do tempo. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
Analise as assertivas a seguir nos termos da Política Nacional de Recursos Hídricos.
 
I. O enquadramento dos corpos d’água em classes, segundo os usos preponderantes da água, visa assegurar
qualidade compatível com os usos mais exigentes e diminuir os custos de combate à poluição, mediante
ações preventivas permanentes.
II. Para planejar e conciliar os diferentes interesses e usos da água é necessário compreender os rios com três
olhares diferentes: o que temos, o que queremos e o que podemos ter. O rio que podemos ter representa a
visão da sociedade para o futuro que deseja para os cursos d'água.
III. O enquadramento dos recursos hídricos em classes, segundo os usos preponderantes da água, não é um
instrumento de gestão da PNRH.
 
Assinale a seguir a alternativa correta.
A
Apenas I.
B
I, II.
C
Apenas II.
D
I e III.
E
Todas.
A alternativa A está correta.
O enquadramento dos corpos d'água em classes, segundo os usos preponderantes da água, visa assegurar
às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas e diminuir os custos de
combate à poluição, mediante ações preventivas permanentes. O rio que podemos ter representa uma
projeção realista objetiva do melhor resultado possível, considerando os limites técnicos, sociais e
econômicos existentes com um tempo estabelecido para alcançar as metas desejadas. O enquadramento é
um dos seis instrumentos da PNRH.
Questão 2
Uma equipe de engenheiros foi contratada, com intuito de construir um parque aquático próximo a uma bacia
hidrográfica. O intuito do empreendimento é não gerar impacto ambiental negativo, além de poder utilizar a
água da bacia hidrográfica. Nessa situação, inicia-se um estudo de processo de enquadramento, realizando-
se
A
prognóstico da bacia.
B
enquadramento.
C
diagnóstico da bacia.
D
análise de deliberações do comitê da bacia.
E
implementação do programa de efetivação.
A alternativa C está correta.
Para se realizar um processo de enquadramento, deve-se iniciar pelo diagnóstico da bacia, para que seja
levantado o uso preponderante dessa bacia e sua condição atual de corpos d'água.
2. Usos da água nas bacias hidrográficas
Principais usos da água pelos diferentes usuários
Neste vídeo, vamos discutir sobre os usos múltiplos da água a partir de sua categorização, seus usos
consuntivos e não consuntivos, e seus usuários. Também vamos compreender os usos múltiplos dos recursos
hídricos com a qualidade de água necessária, auxiliando o planejamento ambiental da bacia hidrográfica e o
uso sustentável dos seus recursos naturais. Acompanhe!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Os diversos usos da água incluem o fornecimento para a população, a irrigação e os usos agrícolas, usos
industriais, bem como para a produção de eletricidade, aquicultura, usos recreativos, navegação e transporte
aquático.
Observe a diferença entre o uso consuntivo e o não consuntivo da água!
A água é utilizada de várias formas, praticamente em todas as atividades humanas, seja para sobrevivência,
seja para produzir e trocar bens e serviços.
Como em outros países e regiões do mundo, os usos dados à água no Brasil são diversos, e a intensidade de
seu uso está relacionada ao desenvolvimento econômico, social e agrícola nas bacias.
Os usos de consumo no Brasil incluem abastecimento público (tanto urbano como rural), industrial e irrigação.
Em relação aos usos não consuntivos, podemos mencionar hidroeletricidade, pesca, navegação, agricultura,
turismo e lazer.
No cenário brasileiro, quando a água não é tratada (como muitas vezes acontece),o descarte em
reservatórios, rios e lagos torna-se um problema que deve ser seriamente considerado, uma vez que
o recurso torna-se inútil para qualquer outra atividade que dependa de água limpa.
A harmonização dos usos deve obedecer às peculiaridades e diferentes necessidades. A qualidade das águas
não é significativa para determinados usos, como a navegação, que necessita apenas de quantidades mínimas
para sua transitabilidade. Contudo, a água com atributos qualitativos é essencial para o abastecimento
humano e deve ser mantida para garantir o atendimento a essa necessidade.
A Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) prevê que a gestão dos recursos hídricos deve sempre
proporcionar o uso múltiplo das águas, tais como geração de energia elétrica, transporte aquaviário, lavagem
e limpezas diversas, dessedentação, resfriamento de caldeiras, uso em processos produtivos variados,
irrigação de culturas agrícolas, entre muitos outros.
Consuntivo 
Quando há consumo, ou seja, a diferença
entre o volume entregue e o volume
baixado. 
Não consuntivo 
Quando não há consumo, como a
geração de energia elétrica, que utiliza
o volume armazenado em barragens. 
Comentário
Diferentes setores usuários de recursos hídricos passam a ter igualdade de direito de acesso à água,
exceto quando há uma situação de escassez: nesse caso, o uso prioritário deve ser o consumo humano
e a dessedentação de animais. 
A multiplicidade de demandas ou aspirações que convergem em recursos hídricos limitados tornou mais
evidente os conflitos pela água. Não podendo ser satisfeitas simultaneamente, essas demandas materializam
relações antagônicas que surgem da colisão de posições e interesses em torno da quantidade, qualidade e
oportunidade da água disponível para os diferentes atores.
Embora a água tenha um lugar preponderante no centro das disputas, estão presentes conotações culturais,
históricas, territoriais, sociais, políticas, econômicas e distributivas fundamentais para sua compreensão e
resolução, resultando em um grande desafio para a gestão nacional.
Os múltiplos usos e as implicações produzidas são de dimensão e distribuição heterogênea pelo Brasil,
principalmente devido ao crescimento urbano exagerado e sem planejamento – evidenciado pela elevada
densidade demográfica nas grandes cidades, e na expansão desenfreada no uso industrial e agrícola, sem
controle de técnicas e análise de impactos gerados.
Os múltiplos usos da água e o desenvolvimento econômico da nação geraram conflitos nas seguintes áreas e
ocasiões. Confira:
 
Agricultura e abastecimento em áreas urbanas.
Produção agroindustrial e desmatamento que afetaram o abastecimento público, o que por sua vez
alterou as áreas de recarga dos aquíferos e a qualidade nas nascentes.
Resíduos sólidos não tratados de origem urbana e a qualidade das águas superficiais e subterrâneas.
Hidrelétricas nos afluentes do Rio Amazonas e interrupção do ciclo hidrossocial.
Forte poluição por metais tóxicos, eutrofização, uso excessivo de fertilizantes na agricultura, descarga
de água doméstica sem tratamento e custos de tratamento.
Custo do tratamento devido à degradação das fontes, ao desmatamento e à contaminação de
aquíferos.
Impacto da água degradada na saúde humana, principalmente em regiões urbanas e metropolitanas.
No Brasil, o maior volume concedido para usos consuntivos de água é aquele que corresponde ao uso agrícola
agrupado. Nesse caso, está sendo considerada principalmente a água utilizada para irrigação, seguido pelo
abastecimento urbano e rural, dessedentação de animais, indústrias, termelétricas e mineração.
Na imagem a seguir, podemos identificar os usos consuntivos setoriais e evaporação líquida no Brasil em
2020, de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
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Usos consuntivos setoriais e evaporação líquida no Brasil em 2020 (imagem
atualizada em novembro de 2021).
Os usos consuntivos setoriais, tais como irrigação, abastecimento, industrial, geração termoelétrica e
consumo animal, estão intimamente interligados com as taxas de evaporação líquida no Brasil. Isso significa
que a quantidade de água perdida devido à evaporação influencia de maneira significativa a disponibilidade
desses recursos para os respectivos setores. Vejamos cada um dos casos!
Irrigação
O principal uso da água é agrícola. Em termos de uso das águas nacionais se refere principalmente à
água para irrigação na prática agrícola. Um volume considerável é perdido por evaporação. Também
ocorre a contaminação da água nos lençóis freáticos pelo emprego de agrotóxicos de forma
indiscriminada, alterando a sua qualidade.
Abastecimento público
A distribuição é feita a partir de redes de água potável (domicílios, indústrias e aqueles que estão
ligados a essas redes). A disponibilidade de água em grande quantidade e qualidade suficientes para
consumo humano é uma das demandas básicas da população, uma vez que afeta diretamente a
saúde e o bem-estar em geral. Devido a uma elevada urbanização e sistemas ineficientes de
recolhimento e tratamento de esgoto no país, altas cargas poluidoras afetam a qualidade da água.
Indústria
As empresas captam água diretamente de rios, córregos, lagos e aquíferos do país e suas atividades
são constituídas pelas indústrias extrativistas e de transformação. As de transformação com maior
consumo de água são a sucroenergética, papel e celulose, abate e produtos de carne, e bebidas
alcoólicas.
Em relação à indústria extrativista, um grande destaque no consumo de água se deve à mineração.
Hoje é consenso que a atividade mineradora, assim como outras atividades produtivas que utilizam a
água como um importante insumo, provoca alterações nos mananciais naturais.
Tais impactos devem necessariamente ser controlados. Na maioria das atividades produtivas que
utilizam água, há consenso sobre a necessidade de incorporar de forma integrada a gestão dos
recursos hídricos para garantir conservação, qualidade e uso racional. Uma empresa que não se
preocupa com os impactos que gera em sua área de influência perde credibilidade e respeito perante
as autoridades, a comunidade e o mercado, cada vez mais exigentes na proteção do ambiente.
Termoelétrica
A geração de energia termoelétrica demanda altos volumes de água, devido aos sistemas de
resfriamento necessários em algumas das tecnologias comumente adotadas nas usinas térmicas.
Animal
O termo substitui o conceito de dessedentação, pois é uma forma mais abrangente que envolve
também as operações de manejo, limpeza dos animais e instalações das estruturas rurais.
No Brasil, o uso animal destaca-se para a pecuária, em que a produção industrial de gado contamina
diretamente os lençóis freáticos, as águas superficiais e os rios por meio do manejo dos dejetos do
gado, e indiretamente, pelo uso de pesticidas e aditivos alimentares (hormônios, antibióticos etc.)
para o gado.
Evaporação líquida dos reservatórios
Os reservatórios são corpos d’água criados em situações em que a disponibilidade hídrica não é
suficiente para suprir as demandas existentes nas atividades humanas, como abastecimento urbano e
rural, geração de energia, combate a inundações, controle de estiagens, entre outros.
O objetivo é gerenciar a disponibilidade do recurso com base em sua demanda, mitigando assim o
efeito de sua variabilidade natural.
As perdas por evaporação em reservatórios podem representar uma perda significativa de água,
sendo importante a inclusão desse item no planejamento e na gestão de recursos hídricos para a
segurança hídrica dos usuários de água e da população.
Apesar da geração de energia hidrelétrica ser importante como um dos usos da água, a geração de energia
hidrelétrica é caracterizada como não consuntiva. Porém, na fase de planejamento das hidrelétricas, o uso
consuntivo é contabilizado nas projeções para o período de concessão, de forma a estimar a disponibilidade
de água no local do empreendimento e a energia a ser gerada, em conformidade com as diretrizes do PNRH.Verificando o aprendizado
Questão 1
(IF-RS – 2016) Entende-se por uso do recurso hídrico qualquer atividade humana que, de qualquer modo,
altere as condições naturais das águas superficiais ou subterrâneas. Os usos podem ser classificados em
consuntivos ou não consuntivos. Em relação a essa classificação, assinale a sequência que ilustra o
preenchimento correto dos parênteses de cima para baixo.
 
(1) Uso consuntivo
(2) Uso não consuntivo
( ) Pesca
( ) Abastecimento urbano e rural
( ) Irrigação
( ) Dessedentação animal
( ) Navegação
( ) Abastecimento industrial
( ) Geração hidrelétrica
A
1 – 1 – 1 – 1 – 2 – 1 – 2
B
1 – 1 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2
C
2 – 1 – 1 – 1 – 2 – 1 – 1
D
2 – 1 – 1 – 1 – 2 – 1 – 2
E
1 – 2 – 2 – 2 – 1 – 2 – 1
A alternativa D está correta.
Os usos consuntivos da água referem-se aos que retiram a água de sua fonte natural diminuindo sua
disponibilidade espacial e temporalmente. Exemplos: dessedentação de animais, irrigação, abastecimento
público, processamento industrial etc. Os usos não consuntivos da água referem-se aos usos que retornam
à fonte de suprimento, praticamente a totalidade da água utilizada, podendo haver alguma modificação no
seu padrão temporal de disponibilidade. Exemplos: navegação, recreação, psicultura, hidroeletricidade etc.
Questão 2
(INAZ do Pará – 2015) Sobre as bacias hidrográficas, julgue e marque a alternativa que representa as
atividades a serem desenvolvidas em bacias de usos consuntivos.
A
Irrigação; abastecimento público; navegação.
B
Pesca; geração de energia; navegação.
C
Pesca; abastecimento público; irrigação.
D
Abastecimento público; agricultura; indústria.
E
Recreação; piscicultura; abastecimento público.
A alternativa D está correta.
As atividades a serem desenvolvidas em bacias de usos consuntivos envolvem a gestão e utilização dos
recursos hídricos de forma que atendam às demandas humanas e econômicas, como abastecimento de
água, agricultura, indústria e geração de energia. Essas atividades visam garantir o uso sustentável da
água, considerando sua disponibilidade limitada e a necessidade de preservação dos ecossistemas
aquáticos.
3. Resolução Conama nº 357/2005
Classificação dos corpos d’água e das águas superficiais
Neste vídeo, vamos compreender a Resolução Conama nº 357, que dispõe sobre a classificação dos corpos
d’água e estabelece as diretrizes ambientais para o enquadramento em classes de usos preponderantes.
Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Classificação dos corpos d’água
Neste vídeo, veremos o enquadramento de corpos d’água, um dos instrumentos previstos na PNRH.
Acompanhe!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Instrumentos de gestão
Um dos instrumentos propostos pela Lei das Águas é o enquadramento de corpos hídricos. Trata-se de um
recurso de gestão que garante a qualidade de água e assegura que seja compatível com a demanda, de
acordo com os princípios da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH).
A Resolução Conama nº 357/2005 dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e estabelece as
diretrizes ambientais para o enquadramento em classes de usos preponderantes, ou seja, os usos
mais comuns dentro da bacia hidrográfica, que variam de acordo com a realidade de cada bacia.
O objetivo da Resolução Conama nº 357/2005 é assegurar às águas a qualidade compatível com os usos mais
exigentes, bem como diminuir os custos de combate à poluição, mediante ações preventivas permanentes.
Para estabelecer esses objetivos de qualidade, é preciso seguir três passos. Vejamos:
 
Avaliar a condição atual do rio, ou seja, o rio que nós temos.
Discutir com a população da bacia a condição da qualidade desejada para aquele rio, ou seja, o rio que 
queremos ter.
Pactuar a meta com os diferentes atores da bacia. Dessa forma obtém-se um prognóstico do rio que 
podemos ter (considerando as limitações técnicas e econômicas para o alcance dessas metas).
Como a gestão dos recursos hídricos no Brasil deve proporcionar o uso múltiplo das águas, é preciso analisar
quais serão os usos preponderantes na região a ser enquadrada. Cada tipo de uso pressupõe uma maior ou
menor exigência de qualidade de água.
Por exemplo, a qualidade de água exigida para o abastecimento humano ou para a preservação das
comunidades aquáticas é muito mais restritiva do que o uso para a navegação. Por isso foram criadas as
classes de qualidade de água.
Embora os usos múltiplos sejam o objetivo geral de todos os instrumentos para a gestão das águas, alguns
não são mencionados na resolução, como os que veremos a seguir.
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Uso industrial
Os requisitos de qualidade variam muito de acordo com o tipo de indústria. Por exemplo, uma
indústria de bebidas exige uma qualidade de água muito superior, tal como uma indústria siderúrgica.
Geração hidrelétrica
As substâncias que afetam a durabilidade dos equipamentos devem ser controladas. Por exemplo, a
eutrofização também causa a proliferação de algas no reservatório, que podem danificar as turbinas
da hidrelétrica, bem como o assoreamento.
Diluição de efluentes
Não existem requisitos de qualidade da água para diluição de efluentes.
A resolução trata de águas superficiais, subdivididas em duas categorias: águas costeiras e águas doces. As
águas costeiras são subdivididas em salinas e salobras e as águas doces são águas de rios e reservatórios.
Observe na imagem!
Categorias de águas superficiais e subdivisões.
Vejamos como a resolução dividiu as águas do território nacional.
Doces
Com salinidade ≤ 0,05%.
Salobras
Com 0,05%próximas ao solo consumidas cruas sem remoção de película; e irrigação de
parques, jardins, campos desportivos e de lazer, com os quais o público possa vir a ter contato
direto.
Classe 2 – Destinada à pesca amadora e recreação de contato secundário.
Classe 3 – Destinada à navegação e harmonia da paisagem.
Águas salinas
Classe especial – Destinada à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de
conservação de proteção integral e do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.
Classe 1 – Destinada à recreação de contato primário; proteção das comunidades aquáticas;
aquicultura e atividade de pesca.
Classe 2 – Destinada à pesca amadora e recreação de contato secundário.
Classe 3 – Destinada à navegação e harmonia da paisagem.
A classificação de corpos d’água já foi realizada para muitas bacias hidrográficas no Brasil, mas a maioria
ainda permanece como Classe 2.
Veja nesta tabela um resumo dos padrões estabelecidos pela resolução do Conama para alguns dos principais
constituintes da qualidade da água que estão mais diretamente associados aos efluentes urbanos.
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/05356/pdf/tabela.pdf
Estação de tratamento de água.
A lista completa de parâmetros abrangidos é muito maior, e a legislação completa deve ser consultada, se
necessário. A fixação dos valores-limite é baseada na experiência internacional e é impulsionada
principalmente pela proteção da saúde humana e das espécies aquáticas.
Comentário
Além da lista dos diversos parâmetros e dos valores-limite claramente estabelecidos na legislação, a
Resolução Conama nº 357/2005 especifica que a qualidade dos ambientes aquáticos pode ser avaliada,
quando for o caso, por indicadores biológicos utilizando organismos ou comunidades aquáticas. 
Classificação das águas superficiais
Neste vídeo, veremos a Resolução Conama nº 357, que classifica as águas com o objetivo de ser uma
ferramenta de gestão dos recursos hídricos, elucidando alguns princípios básicos no que se refere à qualidade
da água. Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Como todos os instrumentos de planejamento e gestão dos recursos hídricos apresentados pela Lei das
Águas, esse instrumento também usa como unidade de planejamento a bacia hidrográfica e como unidade de
enquadramento o trecho do rio. A escolha por trecho se deve às grandes variações e diferenças entre os
trechos de nascente, cabeceira e jusante.
A classificação considera as águas superficiais para os usos preponderantes em função da alocação de fontes
pontuais de poluição no entorno dos corpos de águas superficiais. As ações antrópicas no corpo hídrico e os
usos do entorno têm reflexo direto na qualidade da água do corpo hídrico que vai receber os seus efluentes.
Assim, é preciso que essa classificação seja feita considerando o entorno e sua realidade.
A lei considera também que a qualidade das
águas superficiais se apresenta em sua maioria
inadequada para o consumo humano. Ou seja,
com exceção da classe especial que demanda
um simples tratamento preliminar de
desinfecção, precisam ser tratadas. As demais
classes, principalmente a 2 e 3, devem passar
por um tratamento primário e secundário dentro
de uma estação de tratamento de água.
Nessa classificação, objetiva-se também a
manutenção do volume de água no corpo
hídrico superficial. Quando cada classe é
estabelecida no enquadramento, novas
diretrizes de uso e ocupação do solo também deverão ser definidas, porque todas as ações antrópicas
refletem diretamente no corpo hídrico.
Resumindo
O enquadramento representa de maneira indireta o mecanismo de controle do uso e ocupação do solo.
O município estabelece as condições de ocupação do solo através do plano diretor e da lei de
zoneamento urbano. À medida que se estabelece um padrão de qualidade de água, limita-se também a
forma de ocupação daquele determinado território. No entanto, o planejamento da ocupação do solo por
meio do zoneamento e do plano diretor vai interferir na qualidade da água dessa bacia. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
(FUNIVERSA - 2011) A boa gestão dos recursos hídricos é fundamental para a sustentabilidade do Distrito
Federal. Nesse aspecto, o enquadramento dos corpos de água deve estar baseado não necessariamente no
seu estado atual, mas nos níveis de qualidade para atender às necessidades da comunidade. A Resolução
Conama nº 357/2005 estabelece a classificação e as diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos
d’água superficiais. Assinale a seguir a alternativa correta com relação ao enquadramento das águas doces.
A
Classe especial: águas destinadas ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção.
B
Classe 1: águas que podem ser destinadas ao abastecimento para consumo humano, após tratamento
convencional.
C
Classe 2: águas que podem ser destinadas ao abastecimento para consumo humano, após tratamento
simplificado.
D
Classe 3: águas que podem ser destinadas à navegação.
E
Classe 4: águas que podem ser destinadas à pesca amadora.
A alternativa A está correta.
De acordo com a Resolução Conama nº 357/2005 em seu art. 4º, "as águas doces são classificadas em: I –
classe especial: águas destinadas: A) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção [...]".
Questão 2
(CESPE/CEBRASPE – 2009) Na Resolução Conama nº 357/2005, a água doce é adotada como água com
salinidade igual ou inferior a 0,05%. Em relação ao enquadramento dos corpos hídricos de água doce disposto
nessa resolução, marque a seguir a alternativa correta.
A
A Resolução Conama nº 357/2005 classifica os corpos hídricos de água doce em quatro classes.
B
Os corpos hídricos de classes I e II são destinados à dessendentação de animais.
C
Os corpos hídricos de classes I, II e III são destinados ao abastecimento doméstico após tratamento
simplificado.
D
O enquadramento do corpo hídrico deve ser definido com base na qualidade da água.
E
A recreação de contato primário é admitida apenas para as classes I e II.
A alternativa E está correta.
De acordo com o art. 4º da resolução, as águas doces são destinadas à "recreação de contato primário,
tais como natação, esqui aquático e mergulho [...], à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de
frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película [...] à
recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho [...] à recreação de contato
secundário; [...] e à dessedentação de animais".
4. Conclusão
Considerações finais
Vimos algumas considerações acerca de instrumentos de gestão estabelecidos pela Política Nacional de
Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/97) e o enquadramento dos corpos de água em classes de usos
predominantes, de acordo com a Resolução nº 357/2005 do Conama, que possibilita o estabelecimento de
objetivos a serem alcançados, ou mantidos, em um segmento de corpo d'água, de acordo com seus usos
predominantes.
O enquadramento de corpos d'água representa o estabelecimento da meta de qualidade da água a ser
alcançada, ou mantida, em um segmento de corpo d'água, de acordo com os usos pretendidos. Seu objetivo é
assegurar a qualidade da água, bem como reduzir os custos de combate à poluição hídrica por meio de ações
preventivas permanentes.
Além disso, analisamos outros instrumentos de gestão de recursos hídricos, como o licenciamento ambiental,
que, embora não seja um instrumento da PNRH, deve observar as classes de classificação no licenciamento
de atividades que captam ou lançam efluentes em rios enquadrados.
Explore +
Saiba mais sobre o enquadramento dos corpos d’água explorado os sites das principais entidades e
instituições da área, incluindo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a 
Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH). Vale a pesquisa!
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO. ANA. Usos da água. Conjuntura dos recursos
hídricos no Brasil 2021. Brasília:ANA, 2021.
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HÍDRICOS. ABRH. Lista de discussão eletrônica da Comissão de
Gestão de Recursos Hídricos (CGE). Porto Alegre: ABRH, s. d. Consultado na internet em: 18 set. 2023.
 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a
classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as
condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Brasília, DF: Conama, 2005.
 
BRASIL. Senado Federal. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos
Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21
da Constituição Federal, e altera o art. Iº da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº
7.990, de 28 de dezembro de 1989. Brasília, DF: Senado Federal, 1990.
	Enquadramento e classificação dos corpos d’água
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Enquadramento de corpos d’água
	Corpos d’água: enquadramento e etapas para implementação
	Conteúdo interativo
	Enquadramento dos corpos d’água, segundo legislação vigente
	Conteúdo interativo
	O que temos?
	O que queremos?
	O que podemos ter?
	O rio que temos
	O rio que queremos
	O rio que podemos ter
	Comentário
	Fiscalização
	Controle econômico
	Etapas técnicas do enquadramento
	Conteúdo interativo
	Diagnóstico da bacia
	Prognóstico da bacia
	A elaboração do enquadramento
	Análise e deliberações do comitê da bacia e do conselho de recursos hídricos
	Implementação do programa de efetivação
	Comentário
	Verificando o aprendizado
	2. Usos da água nas bacias hidrográficas
	Principais usos da água pelos diferentes usuários
	Conteúdo interativo
	Comentário
	Irrigação
	Abastecimento público
	Indústria
	Termoelétrica
	Animal
	Evaporação líquida dos reservatórios
	Verificando o aprendizado
	3. Resolução Conama nº 357/2005
	Classificação dos corpos d’água e das águas superficiais
	Conteúdo interativo
	Classificação dos corpos d’água
	Conteúdo interativo
	Instrumentos de gestão
	Uso industrial
	Geração hidrelétrica
	Diluição de efluentes
	Doces
	Salobras
	Salinas
	Águas doces
	Águas salobras
	Águas salinas
	Comentário
	Classificação das águas superficiais
	Conteúdo interativo
	Resumindo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Explore +
	Referências

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