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Senac EAD Produção Textual Individual 1 DISCIPLINA INSTRUMENTOS PÚBLICOS DE GESTÃO AMBIENTAL PROFESSOR (A) ELTIZA RONDINO VASQUES PTI - Produção Textual Individual TEMA Dimensões da gestão ambiental TEXTO BASE A Conferência do Clima (COP 28) dos Emirados Árabes entra para a história como a Conferência das Partes que apresentou diretrizes mais precisas para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ainda que sob fortes críticas, a última versão do Primeiro Balanço Global do Acordo de Paris (First Global Stocktake) reafirma a solidez dos recentes estudos científicos que concluem que a ação humana foi causa determinante para o aquecimento médio global, que é da ordem de 1,1°C, e cujos efeitos deletérios já podem ser sentidos em todas as regiões do planeta. O relatório assinala que conservar, proteger e restaurar os ecossistemas terrestres e marinhos é o caminho de sucesso prospectado para se alcançar o objetivo de manter o aquecimento global em menos de 2°C. A ação humana traduz-se no crescimento populacional, na urbanização acelerada e na intensificação das atividades econômicas com base em sistemas integrados de infraestrutura, que exigem grande consumo energético, sobretudo de fontes ofertadas pela indústria fóssil, amplificando a pressão sobre os recursos naturais e elevando a urgência da adoção de práticas econômicas de menor intensidade de carbono. Hoje, os sistemas de infraestrutura respondem por 79% das emissões globais de gases de efeito estufa. A nova economia, ou nova ordem econômica mundial verde, que substitui processos produtivos de grande emissão de gases de efeito estufa, exige pesados investimentos em tecnologias e infraestrutura sustentáveis, que podem, em contrapartida, gerar um aumento de 4% ao ano do Produto Interno Bruto (PIB) global até 2030. Esses dados demonstram a importância de destinar olhares à infraestrutura sustentável, a fim de torná-la uma realidade cada vez mais evidente. Dentre as tecnologias e caminhos tecnológicos descarbonizadores estão a eletrificação do que for eletrificável, o uso do hidrogênio verde nos processos produtivos em substituição aos vetores fósseis e o incremento da geração de energia eólica e solar. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a modernização desses sistemas, por meio da adoção de fontes limpas e eficientes de energia e a substituição gradual dos processos produtivos de alta intensidade de carbono pode representar o cumprimento de 92% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O documento final da COP 28 ressalta que os fundos climáticos provenientes dos compromissos firmados por países, entidades privadas e filantropos, combinados com políticas públicas eficiente e estabilidade regulatória conferida pelos estados, podem viabilizar a transição energética e econômica para um modelo mais equilibrado e harmonioso, assegurando um futuro mais sustentável para as gerações vindouras. Senac EAD Produção Textual Individual 2 Em resumo, respeitando as circunstâncias nacionalmente diferenciadas dos signatários, os esforços para o enfrentamento do aquecimento climático relacionados à transição energética deverão se concentrar em: • triplicar a capacidade de oferta de energias renováveis e duplicar a eficiência energética até 2030; • descomissionar usinas de carvão e acelerar os investimentos em sistemas energéticos de baixo carbono, permitindo a transição energética de forma equilibrada e segura; • acelerar a redução das emissões de metano; reduzir as emissões por meio da célere adoção de novas modais de transporte carbono zero ou de baixa emissão de carbono; • e, por fim, abandonar subsídios ineficientes à indústria fóssil que não sejam direcionados para a eliminação da pobreza energética. A COP 15, conferência realizada pela ONU, iniciou em 7 de dezembro de 2022, em Montreal, no Canadá e se estendeu até o dia 19. A Conferência contou com a presença de governos de diversos países, totalizando mais de 70 governantes, além de outros representantes. A participação do Brasil aconteceu em meio a cobranças dos grupos ambientalistas, pela preservação da Amazônia e ainda foi marcada pela presença da equipe de transição do Governo Federal. As pautas em questão abrangeram pontos como preservação das florestas tropicais, inclusão dos povos nativos e mudanças climáticas. No entanto, a preservação do Cerrado brasileiro também foi assunto no evento. O objetivo principal desta Conferência foi definir um marco global para preservar a biodiversidade, em um documento com metas previstas para 2030 e 2050. A exemplo, do modelo das Cidades Inteligentes, o plano é melhorar a relação da sociedade com o meio ambiente. São planos audaciosos, quando se trata de países em desenvolvimento, como o Brasil, visto que, serão cobradas ações para conservar no mínimo 30% das regiões, marinhas, terrestres e costeiras de todo o mundo. Além disso, pelo menos 20% dos ecossistemas de água doce, marítimo e terrestre degradados, devem receber ações para restauração. Outro ponto importante a se destacar, é o direcionamento de medidas de controle para reduzir as taxas de introdução de espécies invasoras, reduzir o uso de pesticidas e eliminar os resíduos de plástico. Considerando que todas as crises ambientais (seja no clima, seja na biodiversidade) e o bem-estar humano estão interligados, é urgente que os países estabeleçam caminhos para implementar as metas do Marco Global da Biodiversidade, e que boa parte desses caminhos sejam definidos já na próxima Conferência das Partes, a COP 16 de Biodiversidade, que será em 2024, ainda sem local definido. “Para a COP 16, a expectativa é que os países tenham avançado nas suas estratégias nacionais para a biodiversidade. Além disso, o tema de ‘clima e biodiversidade’ precisa caminhar. Essas são crises irmãs e ambas precisam de ações que gerem os melhores resultados no curto, médio e longo prazo. Frequentemente os extremos climáticos batem à nossa porta e a perda da biodiversidade, apesar de uma crise mais silenciosa, também segue acelerada e as perdas são irreversíveis. Não há tempo a perder”, afirma Cristiane Mazzetti. porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil e gestora ambiental. Senac EAD Produção Textual Individual 3 Fontes: DELGADO, FERNANDA; PIMENTEL, CÁCIA. Resumo da COP 28: o Sistema Financeiro em evidência para a consolidação da nova economia. EPBR, 2023. Disponível em: https://epbr.com.br/resumo-da-cop-28-o- sistema-financeiro-em-evidencia-para-a-consolidacao-da-nova-economia/ Acesso em: 4 fev. 2024. GEO SEM FRONTEIRAS. COP 15: saiba o que aconteceu na Conferência de Biodiversidade da ONU. 2022. Disponível em: https://geosemfronteiras.org/blog/cop-15-a-conferencia-da-onu/ Acesso em: 4 fev. 2024. MODELLI, LAÍS. Um ano do Marco Global da Biodiversidade: governos precisam agir para frear perda de espécies. Greenpeace, 2023. Disponível em: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/um-ano-do-marco- global-da-biodiversidade-governos-precisam-agir-para-frear-perda-de-especies/ Acesso em: 4 fev. 2024. ENUNCIADO Baseado nas informações do texto acima e na abordagem de Barbieri (2016), de que a gestão ambiental inclui as dimensões espacial, institucional e temática, responda as questões abaixo, usando as informações do texto, como base para as respostas. a) sobre a dimensão temática da gestão ambiental: quais importantes eventos ambientais apontados nos textos ocorreram em 2022 e 2023 e quais os temas são tratados em cada um desses eventos? b) sobre a dimensão institucional da gestão ambiental: quem são os atores envolvidos nos eventos mencionados no texto? Quem são os responsáveis por assumir os compromissos negociados internacionalmente nas conferências e implantar nacionalmente? ORIENTAÇÕES GERAIS Orientação de Entrega: Esta atividade deverá ser entregue no item Produção Textual Individual do menu principal. Prazo de Entrega: Consultaro calendário de atividades Tamanho máximo do texto: 30 linhas ou 1 página. Uso de fontes de terceiros (citações) deve ser referenciada conforme Guia de Normalização do Senac: http://www3.sp.senac.br/hotsites/campus_santoamaro/cd/arquivos/biblioteca/guia_ normatizacao.pdf Critérios de Avaliação: Consultar a seguir “Critério de avaliação PTI”