Logo Passei Direto
Buscar

aula-00-v1 Questões Comentadas de Português INTELECÇÃO DE TEXTO

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Aula 00
Questões Comentadas de Português p/ INSS - Técnico de Seguro Social
Professor: Rafaela Freitas
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 96 
INTELECÇÃO DE TEXTO. MECANISMO DE COESÃO DE TEXTUAL. REDAÇÃO 
(CONFRONTO E RECONHECIMENTO DE FRASES CORRETAS E 
INCORRETAS) 
 
 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO......................................................................................1 
CRONOGRAMA E OBJETIVO DO CURSO......................................................2 
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................4 
QUESTÕES COMENTADAS........................................................................5 
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA......................................58 
GABARITOS..........................................................................................96 
 
 
Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais 
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a 
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os 
professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe 
adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos ;-) 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Olá, caros alunos do Estratégia Concursos! É com muita satisfação que 
começaremos com esta aula um curso inteiro com questões comentadas que 
irá prepará-lo para o certame do INSS – Técnico de Seguro Social!! Não dá 
para ficarmos esperando o edital, pois sabemos que será um concurso 
concorrido e quanto antes começar a sua preparação, mais completa ela será! 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 96 
Minha função aqui é ajudá-lo da melhor maneira possível a alcançar o seu 
objetivo, pois o seu sucesso é também o meu! 
Para que me conheça, falarei brevemente sobre mim: meu nome é 
Rafaela Freitas, sou graduada em Letras pela Universidade Federal de 
Juiz de Fora, onde resido, e pós-graduada em Ensino de Língua 
Portuguesa, pela mesma instituição (UFJF). Desde que me formei, em 2008, 
tenho trabalhado com a preparação dos alunos para os mais diversos 
concursos públicos, em cursos presenciais, no que tenho colocado ênfase em 
minha carreira, embora também trabalhe com turmas preparatórias para 
vestibulares. Sou uma apaixonada pela nossa língua mãe e por ensiná-la! 
Tenham a certeza de que o português, já neste curso, não será um problema, 
mas sim a solução! Você sabe muito mais dessa língua do que imagina! Confie 
em mim e principalmente em seu potencial! 
Alunos que estão começando a se preparar encontrarão aqui todos os 
“macetes” e dicas de que precisam para um estudo objetivo. Os concurseiros 
já experientes terão com o curso uma fonte de revisão para se aprimorarem e 
se atualizarem bastante na Língua Portuguesa. Todos sairão ganhando! 
 
OBJETIVO E CRONOGRAMA DO CURSO 
 
Este curso tem por objetivo trazer para os alunos questões comentadas 
de língua portuguesa, tendo como base o último edital para INSS. Como 
não sabemos qual será abanca organizadora do próximo certame, vou usar 
questões de uma das bancas mais tradicionais do Brasil: Fundação Carlos 
Chagas. Obviamente, tão logo saia edital e não sendo a FCC a banca 
organizadora, incluirei uma aula com análise e questões da banca escolhida! 
Para que o curso seja completo e satisfatório, proponho que seja dividido 
da seguinte maneira: 
 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 96 
CRONOGRAMA 
AULA MATÉRIA LIBERAÇÃO 
0 
Questões comentadas sobre compreensão e 
interpretação de textos, tipologia textual, 
significação das palavras. 
 13/02/2015 
1 
Questões comentadas sobre redação de 
correspondências oficiais. 
23/02/2015 
2 
Questões comentadas sobre ortografia oficial, 
acentuação gráfica, pontuação. 
03/03/2015 
3 
Questões comentadas sobre emprego das 
classes de palavras. 
13/03/2015 
4 
Questões comentadas sobre sintaxe da oração e 
do período. 
23/03/2015 
5 
Questões comentadas sobre concordância 
nominal e verbal 
03/04/2015 
6 
Questões comentadas sobre regências nominal e 
verbal, emprego do sinal indicativo de crase. 
13/04/2015 
 
 
Desde já, coloco-me à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento, 
pelo e-mail: rafaelafreitas@estrategiaconcursos.com.br ou ainda pelo 
fórum de dúvidas. 
 
 
 
Será um prazer tê-lo como aluno! Bons estudos! 
 
 
 
 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 96 
1. INTRODUÇÃO 
 
INTELECÇÃO (INTERPRETAÇÃO) TEXTUAL 
 
“Evidentemente, tudo pode ser visto nos textos, lá é que todo tipo de 
fenômeno acontece.” (ANTUNES, 2007, p. 139) 
Ler o mundo através dos mais diversos textos com os quais nos 
deparamos em nosso cotidiano é uma tarefa no mínimo reveladora! 
 
Caros, alunos, o conteúdo desta aula é de suma importância para o 
desenvolvimento de toda a prova do certame do qual vocês irão participar. 
Digo toda a prova, pois a interpretação não está presente apenas na prova de 
Língua Portuguesa, é preciso interpretar em todas as outras disciplinas! São 
textos e enunciados que trazem informações implícitas e explícitas que 
precisam ser compreendidas para que você, concurseiro, atinja o seu objetivo 
maior que é a aprovação. 
Diante disso, devo dizer aquilo que talvez você já saiba: A leitura é o 
meio mais eficaz para chegarmos ao conhecimento, portanto, precisamos 
aprender a ler! A leitura precisa se tornar um hábito na vida de um 
concurseiro. Um candidato “antenado” com os acontecimentos atuais, 
conhecedor de textos literários, entendedor de charges e textos de humor 
chegará ao sucesso com mais facilidade (ou menos dificuldade, rsrs) do que 
aquele que lê pouco ou nada. E digo ler de verdade! Não passar os olhos! Ler é 
dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de qualquer texto, seja 
literário, narrativo, instrucional, jornalístico, persuasivo, possibilidades que se 
misturam e se tornam infinitas. 
 
 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 96 
 
A dificuldade na compreensão e interpretação de textos deve-se a falta do 
hábito da leitura. Sim! Então, desenvolva o hábito da leitura. Que tal 
estabelecer agora uma meta de ler, pelo menos, um livro por mês? Leia o que 
você mais gosta! Não importa o gênero. Crie o hábito da leitura e o gosto por 
ela. Quando passamos a gostar de algo, compreendemos melhor seu 
funcionamento. Nesse caso, as palavras tornam-se familiares a nós mesmos. 
Não se deixe levar pela falsa impressão de que ler não faz diferença. 
 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Em fins do ano passado foi aprovada na Comissão de Constituição e 
Justiça do Senado a denominada Emenda Constitucional da Felicidade, que 
introduz no artigo 6º da Constituição Federal, relativo aos direitos sociais,29. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A afirmação de que os dicionários podem ajudar a 
incendiar debates confirma-se, no texto, pelo fato de que o verbete 
discriminar 
(A) padece de um sentido vago e impreciso, gerando por isso inúmeras 
controvérsias entre os usuários. 
(B) apresenta um sentido secundário, variante de seu sentido principal, 
que não é reconhecido por todos. 
(C) abona tanto o sentido legítimo como o ilegítimo que se costuma 
atribuir a esse vocábulo. 
(D) faz pensar nas dificuldades que existem quando se trata de 
determinar a origem de um vocábulo. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 96 
(E) desdobra-se em acepções contraditórias que correspondem a 
convicções incompatíveis. 
 
Comentário: O verbete da palavra discriminar traz duas acepções 
controversas, contraditórias entre si, isso nos demonstra a dificuldade 
existente para determinar a origem dos vocábulos. 
GABARITO: E 
 
30. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Diz-se que tratar igualmente os desiguais é 
perpetuar a desigualdade. 
Da afirmação acima é coerente deduzir esta outra: 
(A) Os homens são desiguais porque foram tratados com o mesmo critério 
de igualdade. 
(B) A igualdade só é alcançável se abolida a fixação de um mesmo critério 
para casos muito diferentes. 
(C) Quando todos os desiguais são tratados desigualmente, a 
desigualdade definitiva torna-se aceitável. 
(D) Uma forma de perpetuar a igualdade está em sempre tratar os iguais 
como se fossem desiguais. 
(E) Critérios diferentes implicam desigualdades tais que os injustiçados 
são sempre os mesmos. 
 
Comentário: Para termos de fato uma sociedade igualitária, não devemos 
continuar tratando igualmente os desiguais. Cada caso necessita ser tratado 
com seu critério específico para que todos possam ter as mesmas chances e 
possibilidades. 
GABARITO: B 
 
 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 96 
Violência e naturalidade 
 
Há na ficção do grande Machado de Assis páginas tão admiráveis quanto 
duras − ou mesmo cínicas, preferem alguns. 
Lembremos este trecho famoso do romance Quincas Borba: " − Não há 
morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode 
determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há 
vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência de outra, e a 
destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador 
e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. 
As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire 
forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em 
abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, 
não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse 
caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a 
outra e recolhe os despojos. Daí a alegria e ousadia da vitória, os hinos, 
aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. 
Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo 
motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou 
vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação 
que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as 
batatas.” 
Aqui, Machado leva ao extremo a tese que chancela a lei do mais forte, a 
competitividade brutal que esmaga o perdedor. Parece concordar com ela, 
apesar do tom extremamente irônico, e talvez concorde mesmo − mas a 
caprichosa naturalidade com que o nosso escritor aborda as violências mais 
radicais faz desconfiar que ele também nos esteja provocando. Machado sabe 
que uma das formas mais eficazes de mostrar a barbárie está em naturalizá-la. 
É uma operação sutil, em que ele prefere apresentar os atos mais selvagens 
como se fizessem parte da plena rotina. Os leitores mais sensíveis acusarão o 
golpe, e terão que enfrentar a pergunta tremenda: se tanta violência decorre 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 96 
com tamanha naturalidade, que sentido terá aquilo que os homens vêm 
chamando de civilização? 
(Diego Munhoz, inédito) 
 
31. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
No trecho citado de Quincas Borba, o narrador deseja demonstrar que não há 
morte baseado na convicção de que 
(A) ao fim e ao cabo todos acabamos nos submetendo aos princípios da 
natureza que regem nossas vidas. 
(B) as aclamações dos vitoriosos sobrepõem-se aos lamentos e às aflições 
dos derrotados na batalha. 
(C) a extinção de uma das partes é vista, acima de tudo, como a 
proclamação da vida da outra parte. 
(D) a natureza opera de modo a evitar conflitos, pois o que importa é a 
conservação de cada indivíduo. 
(E) as lutas no interior das espécies têm por objetivo aprimorar e 
desenvolver suas qualidades naturais. 
 
Comentário: esta questão faz lembrar da máxima: é preciso que um chore 
para o outro sorrir. A morte não existe se representa a vida para o outro. Foi 
isso que o autor quis demonstrar citando Quincas Borba. 
GABARITO: C 
 
32. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. Com a frase A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a 
conservação, pretende-se demonstrar que muitas vezes os efeitos da paz que 
se segue à guerra são mais perniciosos que a própria guerra. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 96 
II. Com a expressão o homem só comemora e ama o que lhe é 
aprazível o autor quer justificar, ironicamente, o fato de que por vezes os 
próprios vencidos acabam participando das aclamações dos vitoriosos. 
III. Com a frase nenhuma pessoa canoniza uma ação que 
virtualmente a destrói o autor deseja mostrar que as comemorações dos 
vitoriosos de uma guerra constituem uma compreensível e natural celebração 
da vida. 
 
Em relação ao texto está correto o que se afirma SOMENTE em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) I e II. 
(D) III. 
(E) II e III. 
 
Comentário: apenas a III está correta. Vejamos o erro das outras: 
I. Com a frase A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a 
conservação, pretende-se demonstrar que muitas vezes os efeitos da paz que 
se segue à guerra são mais perniciosos que a própria guerra. – ERRADA. 
Pernicioso é algo prejudicial. A assertiva está dizendo que a paz pós-
guerra é mais prejudicial do que a própria guerra. 
II. Com a expressão o homem só comemora e ama o que lhe é 
aprazível o autor quer justificar, ironicamente, o fato de que por vezes os 
próprios vencidos acabam participando das aclamações dos vitoriosos. – 
ERRADA. Os vencidos não participam das aclamações dos vitoriosos. 
Com a expressão o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível, o 
autor quer justificar o “prazer” da guerra. 
GABARITO: D 
 
33. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
No terceiro parágrafo do texto, e com base na citação de Machadode Assis, 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 96 
elabora-se a seguinte interpretação do modo pelo qual nosso grande autor 
acerca-se da violência humana: 
(A) o humor e a ironia típicos do escritor acabam suavizando os efeitos 
das violências que descreve. 
(B) tratar a violência como se ela fosse trivial acaba redundando, 
sutilmente, em sua intensificação. 
(C) visando a escandalizar os leitores mais sensíveis, o escritor exagera 
na expressão dos atos violentos. 
(D) a lei do mais forte é adotada implacavelmente pelo autor, que não 
apenas a reconhece como a defende. 
(E) os leitores desse grande ficcionista são por ele levados a crer que o 
triunfo da civilização é indiscutível. 
 
Comentário: Machado fala sobre a violência de maneira que ela parece ser 
natural na vida humana. Na verdade é e aí está o questionamento ao qual ele 
quer nos levar: com tanta violência, intensificada e crescente, cadê o que 
chamamos de civilização? 
Dessa forma, o autor NÃO suaviza a violência (A), não quer escandalizar o 
leitor (B). Machado não defende a Lei do mais forte (D). O autor não quer nos 
levar a crer que o triunfo civilização é indiscutível, pelo contrário, é 
questionável. 
GABARITO: B 
 
34. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um 
segmento em: 
(A) não chegam a nutrir-se suficientemente (2º parágrafo) = mal 
conseguem locupletar-se. 
(B) recolhe os despojos (2ºparágrafo) = assenhora-se dos galardões. 
(C) virtualmente a destrói (2º parágrafo) = imaginariamente a perpetra. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 96 
(D) apesar do tom extremamente irônico (3º parágrafo) = malgrado a 
tonalidade de um enorme sarcasmo. 
(E) É uma operação sutil (3º parágrafo) = trata-se de uma intervenção 
displicente. 
 
Comentário: esta questão quer saber sobre o seu conhecimento lexical, 
além da interpretação textual. É possível que você não conheça todas as 
palavras envolvidas nas alternativas, então, vamos recorrer a um dicionário 
para chegarmos ao gabarito! A seguir vai um glossário com algumas das 
palavras. 
Glossário: 
Locupletar = v.t.d. e v.pron. Ocasionar sua própria riqueza; aumentar 
fortuna; enriquecer; v.t.d. v.bit. e v.pron. Fazer ficar cheio; ocasionar o 
acúmulo ou preenchimento de; encher ou encher-se. 
Despojos = s.m.pl. Restos ou fragmentos; tudo o que pode ser 
considerado sobra; aquilo que resta. 
Galardão = s.m. Reconhecimento e/ou compensação por serviços de um 
valor muito elevado. Figurado. Em que há premiação; homenagem ou glória 
Perpetra = do verbo Perpetrar: v.t. Cometer, praticar, realizar (ato 
condenável). 
Malgrado = s.m. Quem está em desagrado com; ausência de agrado; 
desprazer: o jantar, a malgrado do cozinheiro, esteve fora dos padrões. 
prep. Não obstante; apesar de. 
Displicente = pessoa descuidada. 
GABARITO: D 
 
Fundas canções 
 
“Existirmos, a que será que se destina?” − pergunta um verso de Caetano 
Veloso em sua bela canção “Cajuína”, nascida numa visita a amigo em 
Teresina. Que faz numa canção popular essa pergunta fundamental sobre o 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 96 
propósito mesmo da vida humana? − perguntarão aqueles que preferem 
separar bem as coisas, julgando que somente os gêneros “sérios” podem 
querer dar conta das questões “sérias”. O preconceito está em não admitir que 
haja inteligência − e das fulgurantes, como a de Caetano Veloso − entre 
artistas populares. O fato é que a pergunta dessa canção, tão sintética e 
pungente, incide sobre o primeiro dos nossos enigmas: o da finalidade da 
nossa existência. 
Não seria difícil encontrarmos em nosso cancioneiro exemplos outros de 
pontos de reflexão essencial sobre nossa condição no mundo. Em “A vida é um 
moinho”, de Cartola, ou em “Esses moços”, de Lupicínio Rodrigues, ou ainda 
em “Juízo final”, de Nelson Cavaquinho, há agudos lampejos reflexivos, 
nascidos de experiências curtidas e assimiladas. Não se trata de “sabedoria 
popular”: é sabedoria mesmo, sem adjetivo, filtrada por espíritos sensíveis que 
encontraram na canção os meios para decantar a maturidade de suas 
emoções. Até mesmo numa marchinha de carnaval, como “A jardineira”, do 
Braguinha, perguntamos: “Ó jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi 
que te aconteceu?” − para saber que a tristeza dela vem da morte de uma 
camélia. Essa pequena tragédia, cantada enquanto se dança, mistura-se à 
alegria de todos e funde no canto da vida o advento natural da morte: “Foi a 
camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu...” 
Mesmo em nosso folclore, compositores anônimos alcançaram um tom 
elevado na dicção aparentemente ingênua de uma cantiga de roda. Enquanto 
se brinca, canta-se: “Menina, minha menina / Faz favor de entrar na roda / 
Cante um verso bem bonito / Diga adeus e vá-se embora”. Não será essa uma 
expressão justa do sentido mesmo de nossa vida: entrar na roda, dizer a que 
veio e ir-se embora? É o que cantam as alegres crianças de mãos dadas, muito 
antes de se preocuparem com a metafísica ou o destino da humanidade. 
(BARROSO, Silvino, inédito) 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 96 
 
35. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) O sentido essencial desse texto, 
considerado no conjunto e na perspectiva adotada pelo autor, está 
adequadamente expresso na seguinte formulação: 
(A) é da natureza mesma da arte popular expressar, em linguagem 
rebuscada e hermética, os temas que perturbam os filósofos e costumam ecoar 
nos seus mais altos tratados. 
(B) a canção popular encontra a justificativa mesma da sua existência no 
fato de responder em linguagem altissonante as questões que costumam afligir 
nossas vidas. 
(C) muitas vezes ocorre que se encontre numa canção popular a 
expressão de uma grande sabedoria, nascida e decantada a partir de uma 
funda experiência. 
(D) os artistas populares habilitados a tratar dos mais profundos temas 
em suas canções não deixam de acusar a formação acadêmica que lhes dá 
respaldo. 
(E) a sabedoria popular dispensa esse adjetivo toda vez que 
surpreendemos, na letra de uma canção, uma versão facilitada dos clássicos e 
folclóricos ditados. 
 
Comentário: existe um preconceito de que os autores de músicas 
populares não têm inteligência suficiente para falar sobre temas tidos como 
“filosóficos”. O autor do texto se coloca contra tal preconceito, afirmando que 
nas músicas populares podemos encontrar expressões da sabedoria e fruto das 
experiências de quem escreve. 
Quando os autores populares falam sobre questões existenciais, não 
fazem isso de maneira rebuscada e hermética, como afirma na alternativa A, e 
não fazem suas reflexões de maneira alta e intensa (altissonante), como 
sugere a alternativa B. A alternativa D está totalmente fora do que foi tratado 
no texto, bem como a alternativa E. 
GABARITO: C 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões ComentadasProfª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 96 
 
36. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, o autor estranha a presença de uma reflexão tão 
aguda, em tom conclusivo, na letra de compositor popular, que melhor faria se 
viesse a dar voz a questões menos complexas 
II. No segundo parágrafo, os exemplos de canções elencados pelo autor 
do texto servem-lhe como argumento para contestar a relevância do 
questionamento expresso no verso de Caetano Veloso, citado no parágrafo 
anterior. 
III. No terceiro parágrafo, os versos de uma conhecida cantiga de roda 
são lembrados como exemplo do alcance trágico que se pode reconhecer nas 
palavras que as crianças cantam enquanto brincam. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) III, apenas. 
 
Comentário: Apenas a assertiva III está correta. Vamos ver o que há de 
errado nas outras. 
I. No primeiro parágrafo, o autor estranha a presença de uma reflexão tão 
aguda, em tom conclusivo, na letra de compositor popular, que melhor faria se 
viesse a dar voz a questões menos complexas. – ERRADA. O autor NÃO 
estranha tal reflexão na voz popular. 
II. No segundo parágrafo, os exemplos de canções elencados pelo autor 
do texto servem-lhe como argumento para contestar a relevância do 
questionamento expresso no verso de Caetano Veloso, citado no parágrafo 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 96 
anterior. - ERRADA. Os exemplos dados pelo autor servem para provar 
que não cabe o preconceito intelectual contra os artistas populares. 
GABARITO: E 
 
37. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Considerando-se o contexto, 
traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em: 
(A) o preconceito está em não admitir (1º parágrafo) = a razão alegada 
leva à inclusão. 
(B) agudos lampejos reflexivos (2º parágrafo) = súbitas e cortantes 
reflexões. 
(C) experiências curtidas e assimiladas (2º parágrafo) = vivências 
prazerosas e alienadas. 
(D) filtrada por espíritos sensíveis (2º parágrafo) = purificada por mentes 
pragmáticas. 
(E) dicção aparentemente ingênua (3º parágrafo) = pronúncia 
supostamente engenhosa. 
 
Comentário: questão típica de concursos, quer testar seu conhecimento 
léxico. Quanto mais você foi um leitor ativo, mais palavras conhecerá da língua 
e terá mais facilidade com questões desse tipo. No caso desta aula, vou 
colocar a seguir um glossário para ajudar a fazer esta questão. Procure todas 
as palavras que não souber o significado no dicionário! 
Lampejos = Brilho ou clarão repentino. Breve, de curta duração, que 
passa rápido. 
Súbitas = Flexão de súbito. Aquilo que acontece sem previsão, que é 
repentino ou inesperado. 
Pragmática: ADJ. Característica das pessoas que são realistas, práticas, 
objetivas. 
Engenhosa = ADJ. pessoa dotada de engenho, talento. 
GABARITO: B 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 96 
Pobres palavras 
 
Lendo um romance, tropecei na palavra inexorável. É uma das que 
mantenho desconhecidas, desde rapazola, quando peguei gosto de ler. 
Desconhecida porque, mesmo já tendo lido inexorável muitas vezes, nunca 
quis saber o sentido. Parece uma palavra em desuso, dessas que ficam lá nos 
velhos armazéns da língua, coberta de poeira, até que alguém pega e coloca 
numa frase como uma roupa no varal. O leitor é quem recolhe essas roupas, 
uma por uma, menos as que, como inexorável, a gente não sabe o que é, 
deixa lá, para que volte sozinha ao armazém e fique lá mofando até que... 
Bem, desta vez fiquei com pena da pobre inexorável e fui ao dicionário. E 
inexorável é implacável. Eu já desconfiava disso, tantas vezes li que o destino 
é inexorável, e fiquei feliz porque o significado justifica a pompa da palavra. 
Porque a primeira vez que fui ao dicionário desvendar uma palavra, foi uma 
inenarrável (olha outra pomposa aí) decepção. Era a palavra inconsútil. Em 
prosa e poesia, volta e meia lá vinha a inconsútil. Um dia, já na casa dos 
quarenta, a barba começando a grisalhar, não aguentei mais as décadas de 
ignorância e fui ao dicionário. E inconsútil é apenas “sem costura”. 
Tantos mantos inconsúteis e eu não conseguia ver algo em comum entre 
eles para achar o sentido da palavra, e eram apenas mantos sem costura. 
Fiquei acabrunhado (esta nem pomposa, é atrapalhada mesmo). 
(PELLEGRINI, Domingos. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: 
Panda Books, 2007, p. 40-41) 
 
38. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Depreende-se corretamente da 
leitura do texto que, para o autor, 
(A) o aspecto sonoro das palavras não permite que se façam suposições 
acerca de seu sentido. 
(B) o dicionário é um armazém de decepções, tal como lhe pareceu no 
caso do termo inexorável. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 96 
(C) palavras como inconsútil apenas confirmam, no dicionário, a 
significação que já era previsível. 
(D) o dicionário pode frustrar a quem atribuía a uma palavra a 
grandiosidade que o sentido não confirma. 
(E) palavras como acabrunhado podem atrair um leitor pela mesma razão 
que ocorre com inexorável 
 
Comentário: 
(A) o aspecto sonoro das palavras não permite que se façam suposições 
acerca de seu sentido. – Aos contrário, foi assim que ele passou anos 
sem saber exatamente o que era inexorável, mas imaginando. 
(B) o dicionário é um armazém de decepções, tal como lhe pareceu no 
caso do termo inexorável. – Não, o autor não afirmou que o dicionário é 
um armazém de decepções, a frustação pode acontecer, mas não é 
regra. 
(C) palavras como inconsútil apenas confirmam, no dicionário, a 
significação que já era previsível. – Não, a palavra inconsútil, para o autor, 
não era previsível. 
(D) o dicionário pode frustrar a quem atribuía a uma palavra a 
grandiosidade que o sentido não confirma. – ok! 
(E) palavras como acabrunhado podem atrair um leitor pela mesma razão 
que ocorre com inexorável. – o texto não trouxe essa afirmação. 
GABARITO: D 
 
39. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. Para o autor do texto, o desuso a que se condenam muitas palavras é 
comparável a um depósito de coisas inúteis, que só voltam a ter valor quando 
alguém as investiga e lhes reconhece a utilidade. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 96 
II. Muitas vezes roçamos o real sentido de uma palavra pelo contexto em 
que surge, pelas expressões em que foi empregada, como no caso de destino 
inexorável. 
III. A frustração sentida pelo autor quando pesquisou o vocábulo 
inconsútil deveu-se ao fato de que a pompa dessa palavra não correspondia à 
trivialidade de seu sentido. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
Comentário: está correto o que se afirmaem todas as assertivas. 
GABARITO: A 
 
40. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para estes três 
emparelhamentos de frases: 
 
I. É uma das que mantenho desconhecidas desde rapazola. 
Quando rapazinho, dei por desconhecidas palavras como essa. 
II. (...) fiquei feliz porque o significado justifica a pompa da palavra. 
(...) fez-me feliz o fato de a solenidade da palavra legitimar-se no seu 
sentido. 
III. (...) não aguentei mais as décadas de ignorância. 
(...) tornou-se inócuo para mim ignorar aquelas décadas. 
 
Considerando-se o contexto, há equivalência de sentido entre as frases 
emparelhadas em 
(A) I, II e III. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 96 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
Comentário: vamos analisar os casos: 
I. É uma das que mantenho desconhecidas desde rapazola. 
Quando rapazinho, dei por desconhecidas palavras como essa. 
Ouve alteração no sentido, pois a expressão “Quando rapazinho” 
indica que ele deu como desconhecidas as palavras no passado, não no 
presente da escrita, como entende na primeira frase. 
III. (...) não aguentei mais as décadas de ignorância. 
(...) tornou-se inócuo para mim ignorar aquelas décadas. 
É importante saber que inócuo = Que não causa dano NEM 
BENEFÍCIO. Assim observa-se a alteração de sentido, pois, na segunda 
frase, ignorar aquelas décadas não faz diferença, enquanto na primeira 
faz. 
GABARITO: E 
 
Nosso jeitinho 
 
Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil, 
lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade − entre várias − de 
se adaptar aos nossos costumes. 
“Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”, explicou. “Custei a entender 
que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum impasse é definitivo: sempre 
haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde fazer o motor do carro velho 
funcionar com um pedaço de arame até conseguir que o primo do amigo do 
chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos convença este último a 
influenciar o Diretor no despacho de um processo”. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 96 
Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa 
“informalidade” − que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema – também 
batizado pelos sociólogos como o do “favor” − não deixa de ser simpático, 
embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que 
jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond 
tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim 
dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo 
místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus 
é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com 
nosso modo tão jeitoso de viver. 
É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a 
solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação 
instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência, 
que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se 
formaliza de algum modo − e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado, 
comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática 
clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha 
que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito 
de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu 
a esperança. 
(Abelardo Trabulsi, inédito) 
 
41. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) A singular condição que é a marca do jeitinho brasileiro está 
caracterizada no seguinte segmento: 
(A) Se adaptar aos nossos costumes (1º parágrafo). 
(B) Os beneficiados nunca reclamam (2º parágrafo). 
(C) Comprometido o seu anonimato (3º parágrafo). 
(D) Aquela simpática clandestinidade (3º parágrafo). 
(E) Se encaminha para alguma transparência (3º parágrafo). 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 96 
Comentário: releia o seguinte trecho “(...) e o jeitinho passa a ser 
facilmente desmascarado, comprometido o seu anonimato e perdendo força 
aquela simpática clandestinidade que sempre o protegeu.” O nosso jeitinho 
está condicionado a essa tal simpática clandestinidade que pode estar 
ameaçada. 
GABARITO: D 
 
42. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. O amigo estrangeiro justifica ao autor do texto por que não lhe fora 
possível adaptar-se aos nossos costumes, dado que não chegou a entender 
perfeitamente como é que funciona o chamado jeitinho brasileiro. – ERRADA. 
O amigo estrangeiro adaptou-se sim, mas depois de entender o nosso 
jeitinho. 
II. A prática do jeitinho brasileiro é vista como informal porque não se 
tornou, propriamente, um fenômeno social marcante, a ser analisado no 
âmbito dos costumes coletivos de fato representativos de um modo de agir. – 
ERRADA. Na verdade, tornou-se um fenômeno social marcante sim, 
mas precisa ser informal porque nem sempre é licito. Embora 
conhecida, é uma prática conhecida. 
III. O fato de os tempos modernos favorecerem a transparência, a 
divulgação instantânea e o registro dos nossos atos vem acarretando algum 
entrave à prática do favor, que depende bastante do anonimato que a cerca. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) II e III. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 96 
 
Comentário: apenas a III está correta. Vejamos as outras: 
I. O amigo estrangeiro justifica ao autor do texto por que não lhe fora 
possível adaptar-se aos nossos costumes, dado que não chegou a entender 
perfeitamente como é que funciona o chamado jeitinho brasileiro. – ERRADA. 
O amigo estrangeiro adaptou-se sim, mas depois de entender o nosso 
jeitinho. 
II. A prática do jeitinho brasileiro é vista como informal porque não se 
tornou, propriamente, um fenômeno social marcante, a ser analisado no 
âmbito dos costumes coletivos de fato representativos de um modo de agir. – 
ERRADA. Na verdade, tornou-se um fenômeno social marcante sim, 
mas precisa ser informal porque nem sempre é licito. Embora 
conhecida, é uma prática conhecida. 
GABARITO: C 
 
43. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se INADEQUADAMENTE o sentido de 
um segmento em: 
(A) nenhum impasse é definitivo (1º parágrafo) = nenhuma instância é 
peremptória. 
(B) Os beneficiados nunca reclamam (2º parágrafo) = os favorecidos 
jamais protestam. 
(C) uma espécie de providencialismo (2º parágrafo) = algo como uma 
intervenção da Providência. 
(D) comprometido o seu anonimato (3º parágrafo) = prejudicada sua 
condição anônima. 
(E) contornar esse problema (3º parágrafo) = se esquivar dessa 
dificuldade. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico deSeguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 96 
Comentário: nesta questão é importante voltar ao texto e ter um 
dicionário em mãos! Atenção! Cuidado com a palavra INADEQUADAMENTE no 
enunciado! Pegadinha! É para marcar a ERRADA. 
De acordo com as definições abaixo, podemos concluir que a alternativa 
que não corresponde é a A. 
Instância = s.f. Qualidade daquilo que é iminente; particularidade do que 
pode acontecer a qualquer momento; atributo do que está prestes a 
acontecer; iminência. Qualidade daquilo que é realizado de modo 
perseverante; em que há perseverança; persistência. 
Peremptória = adj. Que permite; que se consegue colocar fim; que tende 
a se extinguir ou terminar. Que é determinante; que define; definitivo. 
GABARITO: A 
 
44. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) É correto inferir da leitura do texto que a prática do jeitinho, no Brasil, 
(A) é vista como piada pela totalidade da população, que a considera 
folclórica, embora muita gente ainda busque levá-la a sério. 
(B) predomina entre os setores menos favorecidos da população, uma vez 
que os demais são atendidos por um sistema de valores mais justo. 
(C) vem perdendo força por conta da informalidade maior de outras 
práticas sociais, menos democráticas, mas mais difundidas pela internet. 
(D) está intimamente associada às convicções religiosas, uma vez que 
dela só costumam valer-se aqueles cuja fé em Deus se mostra inabalável. 
(E) conta com alguma simpatia do amigo estrangeiro, que espera seja ela 
capaz de sobreviver aos desafios dos tempos modernos. 
 
Comentário: Vejamos o que há de errado em cada uma das alternativas: 
A – Completamente errada. O jeitinho brasileiro não é visto como piada 
nem folclore. 
B – Não só os menos favorecidos utilizam o jeitinho brasileiro para tirar 
vantagem e conseguir algo. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 96 
C – O jeitinho não vem perdendo força nem espaço para outras práticas 
(que nem são citadas) 
D – O que se falou sobre Deus ser brasileiro não quer dizer que só se vale 
do jeitinho para conseguir algo aqueles que possuem fé e convicções 
religiosas. 
GABARITO: E 
 
Lista de questões comentadas nesta aula 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Em fins do ano passado foi aprovada na Comissão de Constituição e 
Justiça do Senado a denominada Emenda Constitucional da Felicidade, que 
introduz no artigo 6º da Constituição Federal, relativo aos direitos sociais, frase 
com a menção de que são essenciais à busca da felicidade. 
Pondera-se também que a busca individual pela felicidade pressupõe a 
observância da felicidade coletiva. Há felicidade coletiva quando são 
adequadamente observados os itens que tornam mais feliz a sociedade. E a 
sociedade será mais feliz se todos tiverem acesso aos básicos serviços públicos 
de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer, entre outros, ou seja, 
justamente os direitos sociais essenciais para que se propicie aos indivíduos a 
busca da felicidade. 
Pensa-se possível obter a felicidade a golpes de lei, em quase ingênuo 
entusiasmo, ao imaginar que, por dizer a Constituição serem os direitos sociais 
essenciais à busca da felicidade, se vai, então, forçar os entes públicos a 
garantir condições mínimas de vida para, ao mesmo tempo, humanizar a 
Constituição. 
A menção à felicidade era própria da concepção de mundo do Iluminismo, 
quando a deusa razão assomava ao Pantheon e a consagração dos direitos de 
liberdade e de igualdade dos homens levava à crença na contínua evolução da 
sociedade para a conquista da felicidade plena sobre a Terra. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 96 
Trazer para os dias atuais, depois de todos os percalços que a História 
produziu para os direitos humanos, a busca da felicidade como fim do Estado 
de Direito é um anacronismo patente, sendo inaceitável hoje a inclusão de 
convicções apenas compreensíveis no irrepetível contexto ideológico do 
Iluminismo. 
Confunde-se nessas proposições bem-intencionadas, politicamente 
corretas, o bem-estar social com a felicidade. A educação, a segurança, a 
saúde, o lazer, a moradia e outros mais são considerados direitos 
fundamentais de cunho social pela Constituição exatamente por serem 
essenciais ao bem-estar da população no seu todo. A satisfação desses direitos 
constitui prestação obrigatória do Estado, visando dar à sociedade bem-estar, 
sendo desnecessária, portanto, a menção de que são meios essenciais à busca 
da felicidade para se gerar a pretensão legítima ao seu atendimento. 
O povo pode ter intensa alegria, por exemplo, ao se ganhar a Copa do 
Mundo de Futebol, mas não há felicidade coletiva, e sim bem-estar coletivo. A 
felicidade é um sentimento individual tão efêmero como variável, a depender 
dos valores de cada pessoa. Em nossa época consumista, a felicidade pode ser 
vista como a satisfação dos desejos, muitos ditados pela moda ou pelas 
celebridades. Ter orgulho, ter sucesso profissional podem trazer felicidade, 
passível de ser desfeita por um desastre, por uma doença. 
Assim, os direitos sociais são condições para o bem-estar, mas nada têm 
a ver com a busca da felicidade. Sua realização pode impedir de ser infeliz, 
mas não constitui, de forma alguma, dado essencial para ser feliz. 
(Miguel Reale Júnior. O Estado de S. Paulo, A2, Espaço Aberto, 5 de fevereiro de 2011, 
com adaptações) 
 
01. (INSS – 2012 - Perito Médico Previdenciário – FCC) Afirma-se 
corretamente que o autor 
(A) está convencido de que uma sociedade só poderá ser plenamente feliz 
se lhe for permitida a realização de todas as suas expectativas, principalmente 
quanto aos seus direitos básicos. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 96 
(B) critica, tomando por base as obrigações do Estado de Direito e os 
conceitos de felicidade e de bem-estar coletivo, a proposta de Emenda 
Constitucional por considerá-la inócua e defasada. 
(C) defende a concessão, pelo Estado, de garantias constitucionais para 
que a sociedade tenha qualidade de vida, imprescindível à sensação de bem-
estar coletivo, que se torna o caminho para a felicidade geral. 
(D) censura a tardia preocupação do Senado brasileiro em oferecer 
condições mínimas de qualidade de vida à população, com a oferta dos direitos 
básicos que venham a garantir a felicidade geral. 
(E) faz referência à necessária conscientização de que o bem-estar da 
população é um bem indiscutível, especialmente quanto à liberdade e à 
igualdade, a partir dos princípios que embasaram o Iluminismo. 
 
02. (INSS – 2012 - Perito Médico Previdenciário – FCC) Em relação 
ao desenvolvimento textual, está INCORRETO o que consta em: 
(A) Os dois primeiros parágrafos introduzem o assunto que será analisado 
a seguir. 
(B) Há passagens no texto que evidenciam o posicionamento do autor 
sobre o assunto em pauta. 
(C) No 4º parágrafo identifica-se a argumentação de que se vale o autor 
para embasar a opinião que será defendida no parágrafo seguinte. 
(D) O exemplo tomado à Copa do Mundo, no 6º parágrafo, compromete o 
encadeamento das ideias defendidas no texto. 
(E) O últimoparágrafo constitui uma conclusão coerente de toda a 
discussão apresentada. 
 
Diante do futuro 
 
Que me importa o presente? No futuro é que está a existência dos 
verdadeiros homens. Guyau*, a quem não me canso de citar, disse em uma de 
suas obras estas palavras: “Porventura sei eu se viverei amanhã, se viverei 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 96 
mais uma hora, se a minha mão poderá terminar esta linha que começo? A 
vida está por todos os lados cercada pelo Desconhecido. Todavia executo, 
trabalho, empreendo; e em todos os meus atos, em todos os meus 
pensamentos, eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a 
contar. A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, 
estende-se ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse 
consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o 
futuro as resgatará − e sigo o meu caminho. Essa incerteza que me comprime 
de todos os lados equivale para mim a uma certeza e torna possível a minha 
liberdade − é o fundamento da moral especulativa com todos os riscos. O meu 
pensamento vai adiante dela, com a minha atividade; ele prepara o mundo, 
dispõe do futuro. Parece-me que sou senhor do infinito, porque o meu poder 
não é equivalente a nenhuma quantidade determinada; quanto mais trabalho, 
mais espero.” 
* Jean-Marie Guyau (1854-1888), filósofo e poeta francês. (PRADO, Antonio Arnoni 
(org.). Lima Barreto: uma autobiografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. p. 164) 
 
03. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Lima Barreto vale-se do texto de Guyau para 
defender a tese de que 
(A) as projeções do futuro só importam quando estiverem visceralmente 
ligadas às experiências do presente. 
(B) o futuro ganha plena importância quando temos a convicção de que 
todas as nossas ações são duradouras. 
(C) as ações do presente têm sua importância determinada pelo valor 
intrínseco de que se revestem. 
(D) as ações do presente ganham sentido quando projetadas e 
executadas com vistas ao futuro. 
(E) o futuro só é do nosso domínio quando nossas ações no tempo 
presente logram antevê-lo e iluminá-lo. 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 96 
04. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O fato de nossa vida estar cercada pelo 
Desconhecido não deve implicar uma restrição aos empreendimentos 
humanos, já que, para Guyau, 
(A) a incerteza do futuro não elimina a possibilidade de tomá-lo como 
parâmetro dos nossos empreendimentos. 
(B) os nossos atos tendem a se tornar estéreis quando pautados por uma 
visão otimista do futuro. 
(C) a brevidade do tempo que temos para viver autoriza-nos a viver o 
presente com o máximo de intensidade. 
(D) o fundamento da moral especulativa está em planejar o futuro sem 
atentar para as circunstâncias presentes. 
(E) o trabalho estéril executado no presente acumula energias que serão 
desfrutadas no futuro. 
 
Questão de gosto 
 
A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando 
alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de 
conversa, inútil discutir”. 
A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. 
“Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.” Questão de 
gosto. 
Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e 
argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando 
despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, 
e pronto, estamos conversados. 
Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto 
próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute. Mas se tudo é 
questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência 
vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 96 
definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, 
uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa 
análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga 
as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das 
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas 
contradições. 
(Emiliano Barreira, inédito) 
 
05. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Definida como instância definitiva da mais rasa 
subjetividade, a questão de gosto opõe-se, terminantemente, 
(A) à atribuição de mérito à naturalidade de uma primeira impressão. 
(B) ao primado do capricho pessoal, ao qual tantas vezes se apela. 
(C) à dinâmica de argumentos criteriosos na condução de uma polêmica. 
(D) ao subterfúgio de que nos valemos para evitar um princípio de 
discussão. 
(E) ao princípio da recusa a qualquer fundamentação racional numa 
discussão. 
 
06. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. No 1º parágrafo, a menção a Beethoven e a fanfarra de colégio ilustra 
bem a disposição do autor em colocar lado a lado manifestações artísticas de 
valor equivalente. 
II. No 2º parágrafo, o termo despoticamente qualifica o modo pelo qual 
alguns interlocutores dispõem-se a desenvolver uma polêmica. 
III. No 3º parágrafo, a expressão servidão ao capricho realça a 
acomodação de quem não se dispõe a enfrentar a argumentação crítica. 
 
Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 96 
(A) I. 
(B) I e II. 
(C) II. 
(D) II e III. 
(E) III. 
 
07. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Ao longo do texto o autor se vale de expressões 
de sentido antagônico, para bem marcar a oposição entre uma razão crítica e 
uma mera manifestação do gosto. É o que se constata quando emprega 
(A) encerrar uma discussão e nenhuma polêmica. 
(B) engolir em seco e impedido de argumentar. 
(C) desafio de ponderar e estanca o discurso crítico. 
(D) tudo é questão de gosto e tudo se relativiza. 
(E) servidão ao capricho e fórmulas ditatoriais. 
 
Sobre a publicação de livros 
 
Muito se tem discutido, recentemente, sobre direitos e restrições na 
publicação de livros. Veja-se o que dizia o filósofo Voltaire, em 1777: “Não vos 
parece, senhores, que em se tratando de livros, só se deve recorrer aos 
tribunais e soberanos do Estado quando o Estado estiver sendo comprometido 
nesses livros? Quem quiser falar com todos os seus compatriotas só poderá 
fazê-lo por meio de livros: que os imprima, então, mas que responda por sua 
obra. Se ela for ruim, será desprezada; se for provocadora, terá sua réplica; se 
for criminosa, o autor será punido; se for boa, será aproveitada, mais cedo ou 
mais tarde.” 
(Voltaire, O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins 
Fontes, 2001. p. 56) 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
ProfªRafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 96 
08. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A posição de Voltaire está corretamente 
resumida na seguinte frase: 
(A) A publicação de livros é uma questão de Estado e somente na 
instância do Estado deve ser administrada. (B) Os autores de livros, soberanos 
para emitir suas opiniões, devem permanecer à margem das sanções dos 
tribunais. 
(C) A única consequência admissível da publicação de um livro é a reação 
do público leitor, a quem cabe o juízo definitivo. 
(D) Afora alguma razão de Estado, não se deve incriminar um autor pela 
divulgação de suas ideias. 
(E) O Estado só deve ser invocado para julgar um livro quando isso 
constituir manifesta exigência do público. 
 
Atenção: Para responder à questão a seguir, considere o texto: 
 
O MAQUINISTA empurra a manopla do acelerador. O trem cargueiro 
começa a avançar pelos vastos e desertos prados do Cazaquistão, deixando 
para trás a fronteira com a China. 
O trem segue mais ou menos o mesmo percurso da lendária Rota da 
Seda, antigo caminho que ligava a China à Europa e era usado para o 
transporte de especiarias, pedras preciosas e, evidentemente, seda, até cair 
em desuso, seis séculos atrás. 
Hoje, a rota está sendo retomada para transportar uma carga igualmente 
preciosa: laptops e acessórios de informática fabricados na China e enviados 
por trem expresso para Londres, Paris, Berlim e Roma. 
A Rota da Seda nunca foi uma rota única, mas sim uma teia de caminhos 
trilhados por caravanas de camelos e cavalos a partir de 120 a.C., quando 
Xi'an − cidade do centro-oeste chinês, mais conhecida por seus guerreiros de 
terracota − era a capital da China. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 96 
As caravanas começavam cruzando os desertos do oeste da China, 
viajavam por cordilheiras que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas e 
então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio 
e além. 
Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. Mas, à 
medida que a navegação marítima se expandiu e que o centro político da 
China se deslocou para Pequim, a atividade econômica do país migrou na 
direção da costa. 
Hoje, a geografia econômica está mudando outra vez. Os custos 
trabalhistas nas cidades do leste da China dispararam na última década. Por 
isso as indústrias estão transferindo sua produção para o interior do país. 
O envio de produtos por caminhão das fábricas do interior para os portos 
de Shenzhen ou Xangai − e de lá por navios que contornam a Índia e cruzam o 
canal de Suez − é algo que leva cinco semanas. O trem da Rota da Seda reduz 
esse tempo para três semanas. A rota marítima ainda é mais barata do que o 
trem, mas o custo do tempo agregado por mar é considerável. 
Inicialmente, a experiência foi realizada nos meses de verão, mas agora 
algumas empresas planejam usar o frete ferroviário no próximo inverno 
boreal. Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das 
temperaturas que podem atingir 40°C negativos. 
(Adaptado de: www1.folhauol.com.br/FSP/newyorktimes/122473) 
 
09. (TRT-19 – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Depreende-se 
corretamente do texto: 
(A) A lendária Rota da Seda foi abandonada porque as caravanas de 
camelos e cavalos tinham dificuldade de enfrentar o frio extremo da região. 
(B) A expansão da navegação marítima colaborou para que, no passado, a 
atividade comercial da China migrasse na direção da costa. 
(C) O frete ferroviário deve ser substituído pelo transporte marítimo no 
inverno, já que a carga a ser transportada pode ser danificada pelas baixas 
temperaturas. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 96 
(D) A partir da retomada da Rota da Seda, as fábricas chinesas voltaram a 
exportar quantidades significativas de especiarias. 
(E) A navegação chinesa se expandiu e o transporte marítimo atingiu o 
seu auge durante a época em que Xi’an era a capital da China. 
 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Falo somente do que falo: 
do seco e de suas paisagens, 
Nordestes, debaixo de um sol 
ali do mais quente vinagre: 
que reduz tudo ao espinhaço, 
cresta o simplesmente folhagem, 
folha prolixa, folharada, 
onde possa esconder-se a fraude. 
 
Falo somente por quem falo: 
por quem existe nesses climas 
condicionados pelo sol, 
pelo gavião e outras rapinas: 
e onde estão os solos inertes 
de tantas condições caatinga 
em que só cabe cultivar 
o que é sinônimo da míngua 
 
Falo somente para quem falo: 
quem padece sono de morto 
e precisa um despertador 
acre, como o sol sobre o olho: 
que é quando o sol é estridente, 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 96 
a contrapelo, imperioso, 
e bate nas pálpebras como 
se bate numa porta a socos. 
(Trecho de “Graciliano Ramos”. João Cabral de Melo Neto. Melhores poemas de João 
Cabral de Melo Neto. SECCHIN, Antonio Carlos (Sel.), São Paulo: Global, 2013, formato 
ebook) 
 
10. (TRT-19 – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Considere as 
afirmações abaixo. 
 
I. Ao lançar mão da imagem de um despertador (terceira estrofe), o poeta 
visa a chamar para uma situação de miséria a atenção de um leitor indiferente. 
II. É expressa no poema a intenção de dar voz a pessoas submetidas a 
um contexto de privação. 
III. Depreende-se do poema que a miséria provocada pela seca se 
esconde nas folhas prolixas da paisagem. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e III. 
(B) II e III. 
(C) II. 
(D) III. 
(E) I e II. 
 
As 4 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo. 
 
Sobre a efemeridade das mídias 
 
Um congresso recente, em Veneza, dedicou-se à questão da efemeridade 
dos suportes de informação, desde a tábua de argila, o papiro e o pergaminho 
até o livro impresso e os atuais meios eletrônicos. O livro impresso, até agora, 
demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 96 
feitos de papel de trapos. A partir de meados do século XIX, passou-se ao 
papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 
anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos de 1940 para ver 
como muitos se desfazem ao ser folheados). Há muito tempo se realizam 
estudos para salvar todos os livros que abarrotam nossas bibliotecas; uma das 
soluções mais adotadas é escanear todas as páginas e passá-las para um 
suporte eletrônico. 
Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e a 
conservação de informações, da foto ao filme, do disco à memória do 
computador, são mais perecíveis que o livro. As velhas fitas cassetes, com 
pouco tempo de uso se enrolavam todas, e saíam mascadas; as fitas de vídeo 
perdem as cores e a definição com facilidade. Tivemos tempo suficiente para 
ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não 
para verificar quanto dura um CD-ROM, que, saudadocomo a invenção que 
substituiria o livro, ameaça sair rapidamente do mercado, porque podemos 
acessar on-line os mesmos conteúdos por um custo menor. Sabemos que 
todos os suportes mecânicos, elétricos ou eletrônicos são rapidamente 
perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos 
a saber. Basta um pico de tensão, um raio no jardim para desmagnetizar uma 
memória. Se houvesse um apagão bastante longo, não poderíamos usar 
nenhuma memória eletrônica. 
Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão do que para a 
conservação das informações. É possível que, dentro de alguns séculos, a 
única forma de ler notícias sobre o passado continue sendo a consulta a um 
velho e bom livro. Não, não sou um conservador reacionário. Gravei em disco 
rígido portátil de 250 gigabytes as maiores obras primas da literatura 
universal. Mas estou feliz porque os livros continuam em minha biblioteca – 
uma garantia para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane. 
(Adaptado de Umberto Eco – UOL – Notícias – NYT/ 26/04/2009) 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 96 
11. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) Analisando diferentes 
mídias, o autor tem sua atenção voltada, sobretudo, para 
 
(A) o grau de obsolescência dos livros antigos, mormente os centenários. 
(B) a conservação dos livros, que se vem revelando cada vez mais 
precária. 
(C) o conservadorismo de quem rejeita os suportes modernos de 
informação. 
(D) a preservação das informações, quaisquer que sejam seus suportes. 
(E) a fidedignidade das informações que circulam em suportes eletrônicos. 
 
12. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, afirma-se que vem sendo processada a cópia 
eletrônica de livros para preservar a massa de informações dos volumes que 
lotam nossas bibliotecas. 
II. No segundo parágrafo, considera-se não apenas a efemeridade dos 
últimos suportes de mídia, mas também aspectos éticos envolvidos na 
transmissão de informações on-line. 
III. No terceiro parágrafo, o autor sugere que informações impressas em 
livro estão mais seguras do que as que se veem processando em suportes 
mais avançados. 
 
Está correto o que se afirma em 
(A) III, apenas. 
(B) II e III, apenas. 
(C) I, II e III. 
(D) I e II, apenas. 
(E) I e III, apenas. 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 96 
13. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) O autor nega que seja um 
conservador reacionário – negativa que pode ser justificada atentando-se para 
o segmento 
(A) consulta a um velho e bom livro. 
(B) Gravei em disco rígido portátil. 
(C) mais para a difusão do que para a conservação das informações. 
(D) única forma de ler notícias sobre o passado. 
(E) os livros continuam em minha biblioteca. 
 
14. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) É correto deduzir das 
afirmações do texto que 
(A) a confiabilidade de suportes simples pode superar a dos mais 
complexos. 
(B) a limitação da mídia eletrônica revela-se na transmissão de 
informações. 
(C) já houve tempo suficiente para se precisar a durabilidade do disco 
rígido. 
(D) a obsolescência de todos os suportes de informação tem a mesma 
causa. 
(E) os livros feitos de papel de trapo não resistem mais que cinco séculos. 
 
As 5 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo. 
 
Caipiradas 
 
A gente que vive na cidade procurou sempre adotar modos de ser, pensar 
e agir que lhe pareciam os mais civilizados, os que permitem ver logo que uma 
pessoa está acostumada com o que é prescrito de maneira tirânica pelas 
modas – moda na roupa, na etiqueta, na escolha dos objetos, na comida, na 
dança, nos espetáculos, na gíria. A moda logo passa; por isso, a gente da 
cidade deve e pode mudar, trocar de objetos e costumes, estar em dia. Como 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 96 
consequência, se entra em contato com um grupo ou uma pessoa que não 
mudaram tanto assim; que usam roupa como a de dez anos atrás e 
respondem a um cumprimento com certa fórmula desusada; que não sabem 
qual é o cantor da moda nem o novo jeito de namorar; quando entra em 
contato com gente assim, o citadino diz que ela é caipira, querendo dizer que é 
atrasada e portanto meio ridícula. 
Diz, ou dizia; porque hoje a mudança é tão rápida que o termo está 
saindo das expressões de todo dia e serve mais para designar certas 
sobrevivências teimosas ou alteradas do passado: músicas caipiras, festas 
caipiras, danças caipiras, por exemplo. Que, aliás, na maioria das vezes, 
conhecemos não praticadas por caipiras, mas por gente que finge de caipira e 
usa a realidade do seu mundo como um produto comercial pitoresco. 
Nem podia ser de outro modo, porque o mundo em geral está mudando 
depressa demais, e nada pode ficar parado. Hoje, creio que não se pode falar 
mais de criatividade cultural no universo do caipira, porque ele quase acabou. 
O que há é impulso adquirido, resto, repetição – ou paródia e imitação 
deformada, mais ou menos parecida. Há, registre-se, iniciativas culturais com 
o fito de fixar o que sobra de autêntico no mundo caipira. É o caso do disco 
Caipira. Raízes e frutos, do selo Eldorado, gravado em 1980, que será 
altamente apreciado por quantos se interessem por essa cultura tão especial, e 
já quase extinta. 
(Adaptado de Antonio Candido, Recortes) 
 
15. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) No primeiro 
parágrafo, estabelece-se uma contraposição entre as expressões 
(A) “logo passa” e “estar em dia”, destacando parâmetros adotados pelos 
caipiras. 
(B) “de maneira tirânica” e “está acostumada”, enfatizando as críticas dos 
citadinos aos modos caipiras. 
(C) “deve” e “pode mudar”, sublinhando os impulsos a que os caipiras têm 
que se render. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 96 
(D) “é atrasada” e “meio ridícula”, acentuando a variabilidade que ocorre 
com as modas. 
(E) “mais civilizados” e “fórmula desusada”, identificando pontos de vista 
adotados pelos citadinos. 
 
16. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Atente para as 
seguintes afirmações sobre o primeiro parágrafo: 
 
I. Com a expressão “o que é prescrito de maneira tirânica”, o autor está 
qualificando modos de ser, pensar e agir, com cuja imposição os citadinos 
estão acostumados. 
II. A submissão dos citadinos aos valores da moda é a causa de uma 
alternância de valores que reflete uma clara hesitação entre o que é velho e o 
que é novo. 
III. No último e longo período, a sequência de pontos e vírgulas destaca 
uma enumeração de traços que identificam um caipira aos olhos do citadino. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em: 
 
(A) II e III, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I, II e III. 
(D) III, apenas. 
(E) I e III, apenas. 
 
17. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Atentando-se para 
o 2º parágrafo, é correto afirmar que o segmento 
(A) “Diz, ou dizia” sugere a velocidade com que um novo elemento da 
moda aprimora um anterior. 
(B) “certas sobrevivências teimosas ou alteradas”designa a precária 
permanência de costumes caipiras. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 96 
(C) “o termo está saindo das expressões de todo dia” refere-se à moda 
que deixa de ser seguida. 
(D) “um produto comercial pitoresco” traduz a maneira pela qual o 
citadino reconhece a moda que ele mesmo promove. 
(E) “a realidade do seu mundo” está-se referindo ao universo do citadino. 
 
18. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Ao afirmar que o 
universo do caipira (...) quase acabou, o autor emprega o termo quase em 
função 
(A) de remanescerem repetições e paródias que aludem ao mundo caipira. 
(B) de as mudanças do nosso tempo ocorrerem em alta velocidade. 
(C) de iniciativas culturais que reavivam e fortalecem os costumes 
caipiras. 
(D) da fermentação cultural que se propaga criativamente nesse universo. 
(E) da autenticidade que o citadino ainda reconhece nos costumes 
caipiras. 
Da utilidade dos prefácios 
 
Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em 
100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de 
falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio 
ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia 
ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio 
adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou 
antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a 
serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que 
inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres. 
Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e 
prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda − o que não 
justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em 
muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio − fosse pelo estilo do 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 96 
prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência 
das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto 
principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de 
uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a 
possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e 
inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final 
vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto 
principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser 
bem mais curto. 
Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos 
maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de 
uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como 
se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também 
linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando 
o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele 
conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio 
acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio 
poético. 
(Aderbal Siqueira Justo, inédito) 
 
19. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O primeiro e o segundo parágrafos estabelecem 
entre si uma relação de 
(A) causa e efeito, uma vez que das convicções expressas no primeiro 
resultam, como consequência natural, as expostas no segundo. 
(B) de complementaridade, pois o que se afirma no segundo ajuda a 
compreender a mesma tese defendida e desenvolvida no primeiro. 
(C) inteira independência, pois o tema do primeiro não se espelha no 
segundo, já que o autor do texto quer apenas enumerar diferentes estilos. 
(D) contraposição, pois a perspectiva de valor adotada no primeiro é 
confrontada com outra que a relativiza e nega no segundo. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 96 
(E) similitude, pois são ligeiras as variações do argumento central que 
ambos sustentam em relação à utilidade e à necessidade dos prefácios. 
 
20. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considere as afirmações abaixo. 
 
I. No primeiro parágrafo, a assertiva o prefácio seria um estraga-prazeres 
traduz o efeito imediato da causa indicada na assertiva os prefácios são textos 
inúteis. 
II. No segundo parágrafo, o autor afirma que vai de encontro à tese 
defendida no primeiro porque pode ocorrer que um prefácio represente a parte 
melhor de um livro. 
III. No terceiro parágrafo, o autor se vale de uma ocorrência real para 
demonstrar que o gênio inventivo de escritores iniciantes propicia prefácios 
igualmente criativos. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) II e III. 
 
21. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Ao lado de razões mais pessoais, marcadas por 
alguma subjetividade, o autor indica, como prova objetiva da utilidade de 
certos prefácios, o fato de que 
(A) Machado de Assis os julgava obras-primas pelo poder de alta concisão 
de que seriam capazes. 
(B) eles antecipam, para o leitor mais desavisado, alguns fragmentos 
essenciais à compreensão do texto principal. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 96 
(C) algumas bibliografias valorizam-nos de modo especial, em detrimento 
do texto principal do livro. 
(D) as apresentações da poesia de Cecília Meireles faziam ver tanto a 
beleza dos poemas como a da escritora. 
(E) os prefaciadores são escolhidos a partir de um critério inteiramente 
idôneo, o que impede favoritismos. 
 
22. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se 
adequadamente o sentido de um segmento em: 
(A) Garantido o tom elogioso (1º parágrafo) = assumido o teor 
argumentativo. 
(B) generalização devastadora (2º parágrafo) = interação improdutiva. 
(C) glosar uma observação (2º parágrafo) = variar uma consideração. 
(D) ninguém controla a possibilidade (2o parágrafo) = não se pode 
esboçar a hipótese. 
(E) consistência das ideias defendidas (2º parágrafo) = subserviência às 
teses propaladas. 
 
Considere o texto abaixo − um fragmento de O espírito das leis, obra 
clássica do filósofo francês Montesquieu, publicada em 1748. 
 
[Do espírito das leis] 
 
Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto 
o mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que 
por sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo 
físico segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres 
particulares inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente, 
sujeitos a erro; e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si 
mesmos. (...) 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitaswww.estrategiaconcursos.com.br 78 de 96 
O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é 
governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as 
leis que Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser 
poderia, a todo instante, esquecer seu criador − Deus, pelas leis da religião, 
chamou-o a si; um tal ser poderia, a todo instante, esquecer-se de si mesmo 
− os filósofos advertiram-no pelas leis da moral. 
(Montesquieu Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 33 e 34) 
 
23. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A razão invocada por Montesquieu para afirmar 
que Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto 
o mundo físico deve-se ao fato de que 
(A) as leis que regem o mundo físico acabam por ser menos previsíveis do 
que aquelas elaboradas pelos homens. 
(B) os limites da natureza humana acabam levando os homens a criar leis 
que eles próprios modificam ou transgridem. 
(C) o governo do mundo físico é a aspiração que têm os homens de 
controlarem tudo o que está ao seu alcance. 
(D) mundo inteligente, governado por Deus, cumpre as leis que escapam 
completamente à jurisdição humana. 
(E) o mundo inteligente, ao contrário do mundo físico, tem leis mais 
flexíveis e mais justas que as da natureza. 
 
24. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considere as seguintes afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, afirma-se que é da natureza humana buscar agir 
em estrita conformidade com as leis divinas, materializadas no mundo físico. 
II. No primeiro parágrafo, depreende-se que Montesquieu considera que 
as leis que governam o mundo físico são exemplos de uma eficiência que os 
homens deveriam perseguir no governo do mundo inteligente. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 96 
III. No segundo parágrafo, a religião e a filosofia surgem, cada uma em 
sua esfera, como possíveis corretivos para as negligências e os desvios da 
conduta humana. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) III, apenas. 
 
25. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) De acordo com a lógica do texto, as afirmações O 
homem esquece seu criador e Deus chama-o para si estão clara e 
corretamente articuladas na seguinte frase: 
(A) Ainda quando se esqueça de seu criador, o homem busca seu 
chamado. 
(B) Embora Deus o chame para si, o homem esquece seu criador. 
(C) Não obstante o homem possa esquecer seu criador, este o chama 
para si. 
(D) Deus chama o homem para si, conquanto ele não deixe de esquecê-lo. 
(E) Mesmo que viesse a esquecê-lo, o chamado de Deus seria ouvido pelo 
homem. 
 
Leia o texto a seguir: 
 
Fotografias 
Toda fotografia é um portal aberto para outra dimensão: o passado. A 
câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo, transformando o que 
é naquilo que já não é mais, porque o que temos diante dos olhos é 
transmudado imediatamente em passado no momento do clique. Costumamos 
dizer que a fotografia congela o tempo, preservando um momento passageiro 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 96 
para toda a eternidade, e isso não deixa de ser verdade. Todavia, existe algo 
que descongela essa imagem: nosso olhar. Em francês, imagem e magia 
contêm as mesmas cinco letras: image e magie. Toda imagem é magia, e 
nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado nas 
geleiras eternas do tempo fotográfico. 
Toda fotografia é uma espécie de espelho da Alice do País das Maravilhas, 
e cada pessoa que mergulha nesse espelho de papel sai numa dimensão 
diferente e vivencia experiências diversas, pois o lado de lá é como o albergue 
espanhol do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. Além 
disso, o significado de uma imagem muda com o passar do tempo, até para o 
mesmo observador. 
Variam, também, os níveis de percepção de uma fotografia. Isso ocorre, 
na verdade, com todas as artes: um músico, por exemplo, é capaz de perceber 
dimensões sonoras inteiramente insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, 
um fotógrafo profissional lê as imagens fotográficas de modo diferente 
daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia, a “escrita da luz”. Mas é 
difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. 
(Adaptado de Pedro Vasquez, em Por trás daquela foto. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2010) 
 
26. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O segmento do texto que ressalta a ação mesma 
da percepção de uma foto é: 
(A) A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo. 
(B) a fotografia congela o tempo. 
(C) nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante 
aprisionado. 
(D) o significado de uma imagem muda com o passar do tempo. 
(E) Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 96 
27. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) No contexto do último parágrafo, a referência aos 
vários níveis de percepção de uma fotografia remete 
(A) à diversidade das qualidades intrínsecas de uma foto. 
(B) às diferenças de qualificação do olhar dos observadores. 
(C) aos graus de insensibilidade de alguns diante de uma foto. 
(D) às relações que a fotografia mantém com as outras artes. 
(E) aos vários tempos que cada fotografia representa em si mesma. 
 
28. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. Ao dizer, no primeiro parágrafo, que a fotografia congela o tempo, o 
autor defende a ideia de que a realidade apreendida numa foto já não pertence 
a tempo algum. 
II. No segundo parágrafo, a menção ao ditado sobre o albergue espanhol 
tem por finalidade sugerir que o olhar do observador não interfere no sentido 
próprio e particular de uma foto. 
III. Um fotógrafo profissional, conforme sugere o terceiro parágrafo, vê 
não apenas uma foto, mas os recursos de uma linguagem específica nela 
fixados. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma SOMENTE em 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I. 
(D) II. 
(E) III. 
 
Discriminar ou discriminar? 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 96 
Os dicionários não são úteis apenas para esclarecer o sentido de um 
vocábulo; ajudam, com frequência, a iluminar teses controvertidas e mesmo a 
incendiar debates. Vamos ao Dicionário Houaiss, ao verbete discriminar, e lá 
encontramos, entre outras, estas duas acepções: a) perceber diferenças; 
distinguir, discernir; b) tratar mal ou de modo injusto, desigual, um indivíduo 
ou grupo de indivíduos, em razão de alguma característica pessoal, cor da 
pele, classe social, convicções etc. 
Na primeira acepção, discriminar é dar atenção às diferenças, supõe um 
preciso discernimento; o termo transpira o sentido positivo de quem reconhece 
e considera o estatutofrase 
com a menção de que são essenciais à busca da felicidade. 
Pondera-se também que a busca individual pela felicidade pressupõe a 
observância da felicidade coletiva. Há felicidade coletiva quando são 
adequadamente observados os itens que tornam mais feliz a sociedade. E a 
sociedade será mais feliz se todos tiverem acesso aos básicos serviços públicos 
de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer, entre outros, ou seja, 
justamente os direitos sociais essenciais para que se propicie aos indivíduos a 
busca da felicidade. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 96 
Pensa-se possível obter a felicidade a golpes de lei, em quase ingênuo 
entusiasmo, ao imaginar que, por dizer a Constituição serem os direitos sociais 
essenciais à busca da felicidade, se vai, então, forçar os entes públicos a 
garantir condições mínimas de vida para, ao mesmo tempo, humanizar a 
Constituição. 
A menção à felicidade era própria da concepção de mundo do Iluminismo, 
quando a deusa razão assomava ao Pantheon e a consagração dos direitos de 
liberdade e de igualdade dos homens levava à crença na contínua evolução da 
sociedade para a conquista da felicidade plena sobre a Terra. 
Trazer para os dias atuais, depois de todos os percalços que a História 
produziu para os direitos humanos, a busca da felicidade como fim do Estado 
de Direito é um anacronismo patente, sendo inaceitável hoje a inclusão de 
convicções apenas compreensíveis no irrepetível contexto ideológico do 
Iluminismo. 
Confunde-se nessas proposições bem-intencionadas, politicamente 
corretas, o bem-estar social com a felicidade. A educação, a segurança, a 
saúde, o lazer, a moradia e outros mais são considerados direitos 
fundamentais de cunho social pela Constituição exatamente por serem 
essenciais ao bem-estar da população no seu todo. A satisfação desses direitos 
constitui prestação obrigatória do Estado, visando dar à sociedade bem-estar, 
sendo desnecessária, portanto, a menção de que são meios essenciais à busca 
da felicidade para se gerar a pretensão legítima ao seu atendimento. 
O povo pode ter intensa alegria, por exemplo, ao se ganhar a Copa do 
Mundo de Futebol, mas não há felicidade coletiva, e sim bem-estar coletivo. A 
felicidade é um sentimento individual tão efêmero como variável, a depender 
dos valores de cada pessoa. Em nossa época consumista, a felicidade pode ser 
vista como a satisfação dos desejos, muitos ditados pela moda ou pelas 
celebridades. Ter orgulho, ter sucesso profissional podem trazer felicidade, 
passível de ser desfeita por um desastre, por uma doença. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 96 
Assim, os direitos sociais são condições para o bem-estar, mas nada têm 
a ver com a busca da felicidade. Sua realização pode impedir de ser infeliz, 
mas não constitui, de forma alguma, dado essencial para ser feliz. 
(Miguel Reale Júnior. O Estado de S. Paulo, A2, Espaço Aberto, 5 de fevereiro de 2011, 
com adaptações) 
 
01. (INSS – 2012 - Perito Médico Previdenciário – FCC) Afirma-se 
corretamente que o autor 
(A) está convencido de que uma sociedade só poderá ser plenamente feliz 
se lhe for permitida a realização de todas as suas expectativas, principalmente 
quanto aos seus direitos básicos. 
(B) critica, tomando por base as obrigações do Estado de Direito e os 
conceitos de felicidade e de bem-estar coletivo, a proposta de Emenda 
Constitucional por considerá-la inócua e defasada. 
(C) defende a concessão, pelo Estado, de garantias constitucionais para 
que a sociedade tenha qualidade de vida, imprescindível à sensação de bem-
estar coletivo, que se torna o caminho para a felicidade geral. 
(D) censura a tardia preocupação do Senado brasileiro em oferecer 
condições mínimas de qualidade de vida à população, com a oferta dos direitos 
básicos que venham a garantir a felicidade geral. 
(E) faz referência à necessária conscientização de que o bem-estar da 
população é um bem indiscutível, especialmente quanto à liberdade e à 
igualdade, a partir dos princípios que embasaram o Iluminismo. 
 
Comentário: a alternativa B responde corretamente ao enunciado. 
Vejamos o que há de errado nas outras: 
(A) está convencido de que uma sociedade só poderá ser plenamente feliz 
se lhe for permitida a realização de todas as suas expectativas, principalmente 
quanto aos seus direitos básicos. – ERRADA. O autor se coloca contra a 
ideia de que a garantia dos direitos básicos são também garantia de 
uma sociedade feliz (confirme no último parágrafo). 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 96 
 (C) defende a concessão, pelo Estado, de garantias constitucionais para 
que a sociedade tenha qualidade de vida, imprescindível à sensação de bem-
estar coletivo, que se torna o caminho para a felicidade geral. – ERRADA. A 
posição do autor é justamente contrária. Segundo ele, o Estado deve 
garantir os direitos básicos para gerar bem-estar à sociedade. A 
felicidade é individual e depende de cada um (confirme nos parágrafos 
6 e 7). 
(D) censura a tardia preocupação do Senado brasileiro em oferecer 
condições mínimas de qualidade de vida à população, com a oferta dos direitos 
básicos que venham a garantir a felicidade geral. – ERRADA. O autor não 
censura e nem diz achar tardia a preocupação do Senado. 
(E) faz referência à necessária conscientização de que o bem-estar da 
população é um bem indiscutível, especialmente quanto à liberdade e à 
igualdade, a partir dos princípios que embasaram o Iluminismo. – ERRADA. 
Para o autor a visão iluminista não se aplica nos dias de hoje da 
mesma maneira. Tal ideia seria hoje um anacronismo, porque 
funcionou para aquela época (confirme no parágrafo 5). 
GABARITO: B 
 
02. (INSS – 2012 - Perito Médico Previdenciário – FCC) Em relação 
ao desenvolvimento textual, está INCORRETO o que consta em: 
(A) Os dois primeiros parágrafos introduzem o assunto que será analisado 
a seguir. 
(B) Há passagens no texto que evidenciam o posicionamento do autor 
sobre o assunto em pauta. 
(C) No 4º parágrafo identifica-se a argumentação de que se vale o autor 
para embasar a opinião que será defendida no parágrafo seguinte. 
(D) O exemplo tomado à Copa do Mundo, no 6º parágrafo, compromete o 
encadeamento das ideias defendidas no texto. 
(E) O último parágrafo constitui uma conclusão coerente de toda a 
discussão apresentada. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 96 
Comentário: trata-se de um texto argumentativo. O autor discorda da 
chamada Emenda Constitucional da Felicidade e formula a sua tese a fim de 
contestar o que diz nela. Dentre as alternativas desta questão, a única 
INCORRETA (cuidado com o que pede o enunciado, é para marcar a errada) 
é a D, pois o exemplo da copa do mudo foi usada acertadamente pelo autor 
para confirmar o argumento de que bem-estar coletivo não é o mesmo que 
felicidade. 
GABARITO: D 
 
Diante do futuro 
 
Que me importa o presente? No futuro é que está a existência dos 
verdadeiros homens. Guyau*, a quem não me canso de citar,do que é diferente. Discriminar o certo do errado é o 
primeiro passo no caminho da ética. Já na segunda acepção, discriminar é 
deixar agir o preconceito, é disseminar o juízo preconcebido. Discriminar 
alguém: fazê-lo objeto de nossa intolerância. 
Diz-se que tratar igualmente os desiguais é perpetuar a desigualdade. 
Nesse caso, deixar de discriminar (no sentido de discernir) é permitir que uma 
discriminação continue (no sentido de preconceito). Estamos vivendo uma 
época em que a bandeira da discriminação se apresenta em seu sentido mais 
positivo: trata-se de aplicar políticas afirmativas para promover aqueles que 
vêm sofrendo discriminações históricas. Mas há, por outro lado, quem veja 
nessas propostas afirmativas a forma mais censurável de discriminação... É o 
caso das cotas especiais para vagas numa universidade ou numa empresa: é 
uma discriminação, cujo sentido positivo ou negativo depende da convicção de 
quem a avalia. As acepções são inconciliáveis, mas estão no mesmo verbete 
do dicionário e se mostram vivas na mesma sociedade. 
(Aníbal Lucchesi, inédito) 
 
29. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A afirmação de que os dicionários podem ajudar a 
incendiar debates confirma-se, no texto, pelo fato de que o verbete 
discriminar 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 96 
(A) padece de um sentido vago e impreciso, gerando por isso inúmeras 
controvérsias entre os usuários. 
(B) apresenta um sentido secundário, variante de seu sentido principal, 
que não é reconhecido por todos. 
(C) abona tanto o sentido legítimo como o ilegítimo que se costuma 
atribuir a esse vocábulo. 
(D) faz pensar nas dificuldades que existem quando se trata de 
determinar a origem de um vocábulo. 
(E) desdobra-se em acepções contraditórias que correspondem a 
convicções incompatíveis. 
 
30. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Diz-se que tratar igualmente os desiguais é 
perpetuar a desigualdade. 
Da afirmação acima é coerente deduzir esta outra: 
(A) Os homens são desiguais porque foram tratados com o mesmo critério 
de igualdade. 
(B) A igualdade só é alcançável se abolida a fixação de um mesmo critério 
para casos muito diferentes. 
(C) Quando todos os desiguais são tratados desigualmente, a 
desigualdade definitiva torna-se aceitável. 
(D) Uma forma de perpetuar a igualdade está em sempre tratar os iguais 
como se fossem desiguais. 
(E) Critérios diferentes implicam desigualdades tais que os injustiçados 
são sempre os mesmos. 
 
Violência e naturalidade 
 
Há na ficção do grande Machado de Assis páginas tão admiráveis quanto 
duras − ou mesmo cínicas, preferem alguns. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 96 
Lembremos este trecho famoso do romance Quincas Borba: " − Não há 
morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode 
determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há 
vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência de outra, e a 
destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador 
e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. 
As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire 
forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em 
abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, 
não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse 
caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a 
outra e recolhe os despojos. Daí a alegria e ousadia da vitória, os hinos, 
aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. 
Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo 
motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou 
vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação 
que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as 
batatas.” 
Aqui, Machado leva ao extremo a tese que chancela a lei do mais forte, a 
competitividade brutal que esmaga o perdedor. Parece concordar com ela, 
apesar do tom extremamente irônico, e talvez concorde mesmo − mas a 
caprichosa naturalidade com que o nosso escritor aborda as violências mais 
radicais faz desconfiar que ele também nos esteja provocando. Machado sabe 
que uma das formas mais eficazes de mostrar a barbárie está em naturalizá-la. 
É uma operação sutil, em que ele prefere apresentar os atos mais selvagens 
como se fizessem parte da plena rotina. Os leitores mais sensíveis acusarão o 
golpe, e terão que enfrentar a pergunta tremenda: se tanta violência decorre 
com tamanha naturalidade, que sentido terá aquilo que os homens vêm 
chamando de civilização? 
(Diego Munhoz, inédito) 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 96 
31. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
No trecho citado de Quincas Borba, o narrador deseja demonstrar que não há 
morte baseado na convicção de que 
(A) ao fim e ao cabo todos acabamos nos submetendo aos princípios da 
natureza que regem nossas vidas. 
(B) as aclamações dos vitoriosos sobrepõem-se aos lamentos e às aflições 
dos derrotados na batalha. 
(C) a extinção de uma das partes é vista, acima de tudo, como a 
proclamação da vida da outra parte. 
(D) a natureza opera de modo a evitar conflitos, pois o que importa é a 
conservação de cada indivíduo. 
(E) as lutas no interior das espécies têm por objetivo aprimorar e 
desenvolver suas qualidades naturais. 
 
32. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. Com a frase A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a 
conservação, pretende-se demonstrar que muitas vezes os efeitos da paz que 
se segue à guerra são mais perniciosos que a própria guerra. 
II. Com a expressão o homem só comemora e ama o que lhe é 
aprazível o autor quer justificar, ironicamente, o fato de que por vezes os 
próprios vencidos acabam participando das aclamações dos vitoriosos. 
III. Com a frase nenhuma pessoa canoniza uma ação que 
virtualmente a destrói o autor deseja mostrar que as comemorações dos 
vitoriosos de uma guerra constituem uma compreensível e natural celebração 
da vida. 
 
Em relação ao texto está correto o que se afirma SOMENTE em 
(A) I. 
(B) II. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 96 
(C) I e II. 
(D) III. 
(E) II e III. 
 
33. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
No terceiro parágrafo do texto, e com base na citação de Machado de Assis, 
elabora-se a seguinte interpretação do modo pelo qual nosso grande autor 
acerca-se da violência humana: 
(A) o humor e a ironia típicos do escritor acabam suavizando os efeitos 
das violências que descreve. 
(B) tratar a violência como se ela fosse trivial acaba redundando, 
sutilmente, em sua intensificação. 
(C) visando a escandalizar os leitores mais sensíveis, o escritor exagera 
naexpressão dos atos violentos. 
(D) a lei do mais forte é adotada implacavelmente pelo autor, que não 
apenas a reconhece como a defende. 
(E) os leitores desse grande ficcionista são por ele levados a crer que o 
triunfo da civilização é indiscutível. 
 
34. (CETAM – 2014 - Analista Técnico Educacional - Direito – FCC) 
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um 
segmento em: 
(A) não chegam a nutrir-se suficientemente (2º parágrafo) = mal 
conseguem locupletar-se. 
(B) recolhe os despojos (2ºparágrafo) = assenhora-se dos galardões. 
(C) virtualmente a destrói (2º parágrafo) = imaginariamente a perpetra. 
(D) apesar do tom extremamente irônico (3º parágrafo) = malgrado a 
tonalidade de um enorme sarcasmo. 
(E) É uma operação sutil (3º parágrafo) = trata-se de uma intervenção 
displicente. 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 87 de 96 
Fundas canções 
 
“Existirmos, a que será que se destina?” − pergunta um verso de Caetano 
Veloso em sua bela canção “Cajuína”, nascida numa visita a amigo em 
Teresina. Que faz numa canção popular essa pergunta fundamental sobre o 
propósito mesmo da vida humana? − perguntarão aqueles que preferem 
separar bem as coisas, julgando que somente os gêneros “sérios” podem 
querer dar conta das questões “sérias”. O preconceito está em não admitir que 
haja inteligência − e das fulgurantes, como a de Caetano Veloso − entre 
artistas populares. O fato é que a pergunta dessa canção, tão sintética e 
pungente, incide sobre o primeiro dos nossos enigmas: o da finalidade da 
nossa existência. 
Não seria difícil encontrarmos em nosso cancioneiro exemplos outros de 
pontos de reflexão essencial sobre nossa condição no mundo. Em “A vida é um 
moinho”, de Cartola, ou em “Esses moços”, de Lupicínio Rodrigues, ou ainda 
em “Juízo final”, de Nelson Cavaquinho, há agudos lampejos reflexivos, 
nascidos de experiências curtidas e assimiladas. Não se trata de “sabedoria 
popular”: é sabedoria mesmo, sem adjetivo, filtrada por espíritos sensíveis que 
encontraram na canção os meios para decantar a maturidade de suas 
emoções. Até mesmo numa marchinha de carnaval, como “A jardineira”, do 
Braguinha, perguntamos: “Ó jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi 
que te aconteceu?” − para saber que a tristeza dela vem da morte de uma 
camélia. Essa pequena tragédia, cantada enquanto se dança, mistura-se à 
alegria de todos e funde no canto da vida o advento natural da morte: “Foi a 
camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu...” 
Mesmo em nosso folclore, compositores anônimos alcançaram um tom 
elevado na dicção aparentemente ingênua de uma cantiga de roda. Enquanto 
se brinca, canta-se: “Menina, minha menina / Faz favor de entrar na roda / 
Cante um verso bem bonito / Diga adeus e vá-se embora”. Não será essa uma 
expressão justa do sentido mesmo de nossa vida: entrar na roda, dizer a que 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 88 de 96 
veio e ir-se embora? É o que cantam as alegres crianças de mãos dadas, muito 
antes de se preocuparem com a metafísica ou o destino da humanidade. 
(BARROSO, Silvino, inédito) 
 
35. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) O sentido essencial desse texto, 
considerado no conjunto e na perspectiva adotada pelo autor, está 
adequadamente expresso na seguinte formulação: 
(A) é da natureza mesma da arte popular expressar, em linguagem 
rebuscada e hermética, os temas que perturbam os filósofos e costumam ecoar 
nos seus mais altos tratados. 
(B) a canção popular encontra a justificativa mesma da sua existência no 
fato de responder em linguagem altissonante as questões que costumam afligir 
nossas vidas. 
(C) muitas vezes ocorre que se encontre numa canção popular a 
expressão de uma grande sabedoria, nascida e decantada a partir de uma 
funda experiência. 
(D) os artistas populares habilitados a tratar dos mais profundos temas 
em suas canções não deixam de acusar a formação acadêmica que lhes dá 
respaldo. 
(E) a sabedoria popular dispensa esse adjetivo toda vez que 
surpreendemos, na letra de uma canção, uma versão facilitada dos clássicos e 
folclóricos ditados. 
 
36. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, o autor estranha a presença de uma reflexão tão 
aguda, em tom conclusivo, na letra de compositor popular, que melhor faria se 
viesse a dar voz a questões menos complexas 
II. No segundo parágrafo, os exemplos de canções elencados pelo autor 
do texto servem-lhe como argumento para contestar a relevância do 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 89 de 96 
questionamento expresso no verso de Caetano Veloso, citado no parágrafo 
anterior. 
III. No terceiro parágrafo, os versos de uma conhecida cantiga de roda 
são lembrados como exemplo do alcance trágico que se pode reconhecer nas 
palavras que as crianças cantam enquanto brincam. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) III, apenas. 
 
37. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Considerando-se o contexto, 
traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em: 
(A) o preconceito está em não admitir (1º parágrafo) = a razão alegada 
leva à inclusão. 
(B) agudos lampejos reflexivos (2º parágrafo) = súbitas e cortantes 
reflexões. 
(C) experiências curtidas e assimiladas (2º parágrafo) = vivências 
prazerosas e alienadas. 
(D) filtrada por espíritos sensíveis (2º parágrafo) = purificada por mentes 
pragmáticas. 
(E) dicção aparentemente ingênua (3º parágrafo) = pronúncia 
supostamente engenhosa. 
 
Pobres palavras 
 
Lendo um romance, tropecei na palavra inexorável. É uma das que 
mantenho desconhecidas, desde rapazola, quando peguei gosto de ler. 
Desconhecida porque, mesmo já tendo lido inexorável muitas vezes, nunca 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 96 
quis saber o sentido. Parece uma palavra em desuso, dessas que ficam lá nos 
velhos armazéns da língua, coberta de poeira, até que alguém pega e coloca 
numa frase como uma roupa no varal. O leitor é quem recolhe essas roupas, 
uma por uma, menos as que, como inexorável, a gente não sabe o que é, 
deixa lá, para que volte sozinha ao armazém e fique lá mofando até que... 
Bem, desta vez fiquei com pena da pobre inexorável e fui ao dicionário. E 
inexorável é implacável. Eu já desconfiava disso, tantas vezes li que o destino 
é inexorável, e fiquei feliz porque o significado justifica a pompa da palavra. 
Porque a primeira vez que fui ao dicionário desvendar uma palavra, foi uma 
inenarrável (olha outra pomposa aí) decepção. Era a palavra inconsútil. Em 
prosa e poesia, volta e meia lá vinha a inconsútil. Um dia, já na casa dos 
quarenta, a barba começando a grisalhar, não aguentei mais as décadas de 
ignorância e fui ao dicionário. E inconsútil é apenas “sem costura”. 
Tantos mantos inconsúteis e eu não conseguia ver algo em comum entre 
eles para achar o sentido da palavra, e eram apenas mantos semcostura. 
Fiquei acabrunhado (esta nem pomposa, é atrapalhada mesmo). 
(PELLEGRINI, Domingos. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: 
Panda Books, 2007, p. 40-41) 
 
38. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Depreende-se corretamente da 
leitura do texto que, para o autor, 
(A) o aspecto sonoro das palavras não permite que se façam suposições 
acerca de seu sentido. 
(B) o dicionário é um armazém de decepções, tal como lhe pareceu no 
caso do termo inexorável. 
(C) palavras como inconsútil apenas confirmam, no dicionário, a 
significação que já era previsível. 
(D) o dicionário pode frustrar a quem atribuía a uma palavra a 
grandiosidade que o sentido não confirma. 
(E) palavras como acabrunhado podem atrair um leitor pela mesma razão 
que ocorre com inexorável 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 91 de 96 
 
39. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. Para o autor do texto, o desuso a que se condenam muitas palavras é 
comparável a um depósito de coisas inúteis, que só voltam a ter valor quando 
alguém as investiga e lhes reconhece a utilidade. 
II. Muitas vezes roçamos o real sentido de uma palavra pelo contexto em 
que surge, pelas expressões em que foi empregada, como no caso de destino 
inexorável. 
III. A frustração sentida pelo autor quando pesquisou o vocábulo 
inconsútil deveu-se ao fato de que a pompa dessa palavra não correspondia à 
trivialidade de seu sentido. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
40. (TCE/PI - 2014 - Médico – FCC) Atente para estes três 
emparelhamentos de frases: 
 
I. É uma das que mantenho desconhecidas desde rapazola. 
Quando rapazinho, dei por desconhecidas palavras como essa. 
II. (...) fiquei feliz porque o significado justifica a pompa da palavra. 
(...) fez-me feliz o fato de a solenidade da palavra legitimar-se no seu 
sentido. 
III. (...) não aguentei mais as décadas de ignorância. 
(...) tornou-se inócuo para mim ignorar aquelas décadas. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 92 de 96 
 
Considerando-se o contexto, há equivalência de sentido entre as frases 
emparelhadas em 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
Nosso jeitinho 
 
Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil, 
lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade − entre várias − de 
se adaptar aos nossos costumes. 
“Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”, explicou. “Custei a entender 
que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum impasse é definitivo: sempre 
haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde fazer o motor do carro velho 
funcionar com um pedaço de arame até conseguir que o primo do amigo do 
chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos convença este último a 
influenciar o Diretor no despacho de um processo”. 
Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa 
“informalidade” − que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema – também 
batizado pelos sociólogos como o do “favor” − não deixa de ser simpático, 
embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que 
jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond 
tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim 
dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo 
místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus 
é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com 
nosso modo tão jeitoso de viver. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 93 de 96 
É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a 
solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação 
instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência, 
que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se 
formaliza de algum modo − e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado, 
comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática 
clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha 
que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito 
de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu 
a esperança. 
(Abelardo Trabulsi, inédito) 
 
41. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) A singular condição que é a marca do jeitinho brasileiro está 
caracterizada no seguinte segmento: 
(A) Se adaptar aos nossos costumes (1º parágrafo). 
(B) Os beneficiados nunca reclamam (2º parágrafo). 
(C) Comprometido o seu anonimato (3º parágrafo). 
(D) Aquela simpática clandestinidade (3º parágrafo). 
(E) Se encaminha para alguma transparência (3º parágrafo). 
 
42. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. O amigo estrangeiro justifica ao autor do texto por que não lhe fora 
possível adaptar-se aos nossos costumes, dado que não chegou a entender 
perfeitamente como é que funciona o chamado jeitinho brasileiro. – ERRADA. 
O amigo estrangeiro adaptou-se sim, mas depois de entender o nosso 
jeitinho. 
II. A prática do jeitinho brasileiro é vista como informal porque não se 
tornou, propriamente, um fenômeno social marcante, a ser analisado no 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 94 de 96 
âmbito dos costumes coletivos de fato representativos de um modo de agir. – 
ERRADA. Na verdade, tornou-se um fenômeno social marcante sim, 
mas precisa ser informal porque nem sempre é licito. Embora 
conhecida, é uma prática conhecida. 
III. O fato de os tempos modernos favorecerem a transparência, a 
divulgação instantânea e o registro dos nossos atos vem acarretando algum 
entrave à prática do favor, que depende bastante do anonimato que a cerca. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) II e III. 
 
43. (TCE/RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil – 
FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se INADEQUADAMENTE o sentido de 
um segmento em: 
(A) nenhum impasse é definitivo (1º parágrafo) = nenhuma instância é 
peremptória. 
(B) Os beneficiados nunca reclamam (2º parágrafo) = os favorecidos 
jamais protestam. 
(C) uma espécie de providencialismo (2º parágrafo) = algo como uma 
intervenção da Providência. 
(D) comprometido o seu anonimato (3º parágrafo) = prejudicada sua 
condição anônima. 
(E) contornar esse problema (3º parágrafo) = se esquivar dessa 
dificuldade. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 95 de 96 
 
44. (TCE/RS – 2014 - Auditor PúblicoExterno - Engenharia Civil – 
FCC) É correto inferir da leitura do texto que a prática do jeitinho, no Brasil, 
(A) é vista como piada pela totalidade da população, que a considera 
folclórica, embora muita gente ainda busque levá-la a sério. 
(B) predomina entre os setores menos favorecidos da população, uma vez 
que os demais são atendidos por um sistema de valores mais justo. 
(C) vem perdendo força por conta da informalidade maior de outras 
práticas sociais, menos democráticas, mas mais difundidas pela internet. 
(D) está intimamente associada às convicções religiosas, uma vez que 
dela só costumam valer-se aqueles cuja fé em Deus se mostra inabalável. 
(E) conta com alguma simpatia do amigo estrangeiro, que espera seja ela 
capaz de sobreviver aos desafios dos tempos modernos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 96 de 96 
GABARITO 
 
01. B 
02. D 
03. D 
04. A 
05. C 
06. E 
07. C 
08. D 
09. B 
10. E 
11. D 
12. E 
13. B 
14. A 
15. E 
16. E 
17. B 
18. A 
19. D 
20. B 
21. C 
22. C 
23. B 
24. D 
25. C 
26. C 
27. B 
28. E 
29. E 
30. B 
31. C 
32. D 
33. B 
34. D 
35. C 
36. E 
37. B 
38. D 
39. A 
40. E 
41. D 
42. C 
43. A 
44. E 
 
Chegamos ao final da nossa primeira aula! Espero que tenham 
gostado! No caso de qualquer dúvida, já sabem, entrem em contato 
comigo por meio do fórum de dúvidas ou pelo e-mail 
rafaelafreitas@estrategiaconcursos.com.br 
 
Estou aqui para isso! 
 
Abraços, Rafaela Freitas. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreiradisse em uma de 
suas obras estas palavras: “Porventura sei eu se viverei amanhã, se viverei 
mais uma hora, se a minha mão poderá terminar esta linha que começo? A 
vida está por todos os lados cercada pelo Desconhecido. Todavia executo, 
trabalho, empreendo; e em todos os meus atos, em todos os meus 
pensamentos, eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a 
contar. A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, 
estende-se ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse 
consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o 
futuro as resgatará − e sigo o meu caminho. Essa incerteza que me comprime 
de todos os lados equivale para mim a uma certeza e torna possível a minha 
liberdade − é o fundamento da moral especulativa com todos os riscos. O meu 
pensamento vai adiante dela, com a minha atividade; ele prepara o mundo, 
dispõe do futuro. Parece-me que sou senhor do infinito, porque o meu poder 
não é equivalente a nenhuma quantidade determinada; quanto mais trabalho, 
mais espero.” 
* Jean-Marie Guyau (1854-1888), filósofo e poeta francês. (PRADO, Antonio Arnoni 
(org.). Lima Barreto: uma autobiografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. p. 164) 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 96 
03. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Lima Barreto vale-se do texto de Guyau para 
defender a tese de que 
(A) as projeções do futuro só importam quando estiverem visceralmente 
ligadas às experiências do presente. 
(B) o futuro ganha plena importância quando temos a convicção de que 
todas as nossas ações são duradouras. 
(C) as ações do presente têm sua importância determinada pelo valor 
intrínseco de que se revestem. 
(D) as ações do presente ganham sentido quando projetadas e 
executadas com vistas ao futuro. 
(E) o futuro só é do nosso domínio quando nossas ações no tempo 
presente logram antevê-lo e iluminá-lo. 
 
Comentário: esta questão quer saber a tese do autor. Em um texto 
argumentativa, a tese é a opinião de quem o escreve sobre determinado 
assunto. No texto em questão o autor usa a citação de Guyau sobre o futuro 
concordando com ele. Esta é a tese: viver o presente projetando e executando 
ações para o futuro. 
GABARITO: D 
 
04. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O fato de nossa vida estar cercada pelo 
Desconhecido não deve implicar uma restrição aos empreendimentos 
humanos, já que, para Guyau, 
(A) a incerteza do futuro não elimina a possibilidade de tomá-lo como 
parâmetro dos nossos empreendimentos. 
(B) os nossos atos tendem a se tornar estéreis quando pautados por uma 
visão otimista do futuro. 
(C) a brevidade do tempo que temos para viver autoriza-nos a viver o 
presente com o máximo de intensidade. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 96 
(D) o fundamento da moral especulativa está em planejar o futuro sem 
atentar para as circunstâncias presentes. 
(E) o trabalho estéril executado no presente acumula energias que serão 
desfrutadas no futuro. 
 
Comentário: O autor citado tem um otimismo latente no que se refere ao 
futuro. Ainda que não seja certo, o autor vive pensando nele. Vive o presente 
voltado para o futuro, sem pensar que a energia perdida hoje seja estéril. O 
fundamento especulativo é viver com a certeza do futuro, mesmo que, na 
verdade, seja incerto. 
GABARITO: A 
 
Questão de gosto 
 
A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando 
alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de 
conversa, inútil discutir”. 
A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. 
“Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.” Questão de 
gosto. 
Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e 
argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando 
despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, 
e pronto, estamos conversados. 
Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto 
próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute. Mas se tudo é 
questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência 
vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a 
definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, 
uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa 
análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 96 
as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das 
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas 
contradições. 
(Emiliano Barreira, inédito) 
 
05. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Definida como instância definitiva da mais rasa 
subjetividade, a questão de gosto opõe-se, terminantemente, 
(A) à atribuição de mérito à naturalidade de uma primeira impressão. 
(B) ao primado do capricho pessoal, ao qual tantas vezes se apela. 
(C) à dinâmica de argumentos criteriosos na condução de uma polêmica. 
(D) ao subterfúgio de que nos valemos para evitar um princípio de 
discussão. 
(E) ao princípio da recusa a qualquer fundamentação racional numa 
discussão. 
 
Comentário: A instância definitiva da mais rasa subjetividade é a tal 
questão de gosto, citada no texto, é quando as discussão deixam de acontecer, 
porque gosto não se discute. Dessa forma, não adianta argumentar, discutir, 
gosto é gosto. Isso se opões então à dinâmica de argumentação e polêmica. 
GABARITO: C 
 
06. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. No 1º parágrafo, a menção a Beethoven e a fanfarra de colégio ilustra 
bem a disposição do autor em colocar lado a lado manifestações artísticas de 
valor equivalente. 
II. No 2º parágrafo, o termo despoticamente qualifica o modo pelo qual 
alguns interlocutores dispõem-se a desenvolver uma polêmica. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 96 
III. No 3º parágrafo, a expressão servidão ao capricho realça a 
acomodação de quem não se dispõe a enfrentar a argumentação crítica. 
 
Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) I e II. 
(C) II. 
(D) II e III. 
(E) III. 
 
Comentário: a única alternativa correta é a III, pois, ao estarem 
acomodados nas suas próprias opiniões, a argumentação não faz sentido. 
Vamos ver o que há de errado nas outras: 
I. No 1º parágrafo, a menção a Beethoven e a fanfarra de colégio ilustra 
bem a disposição do autor em colocar lado a lado manifestações artísticas de 
valor equivalente. – tais manifestações artísticas são de valor opostos. 
II. No 2º parágrafo, o termo despoticamente qualifica o modo pelo qual 
alguns interlocutores dispõem-se a desenvolver uma polêmica. – Não se 
desenvolve polêmica despoticamente, pois dessa maneira as opiniões não 
seriam levadas em conta. 
GABARITO:E 
 
07. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Ao longo do texto o autor se vale de expressões 
de sentido antagônico, para bem marcar a oposição entre uma razão crítica e 
uma mera manifestação do gosto. É o que se constata quando emprega 
(A) encerrar uma discussão e nenhuma polêmica. 
(B) engolir em seco e impedido de argumentar. 
(C) desafio de ponderar e estanca o discurso crítico. 
(D) tudo é questão de gosto e tudo se relativiza. 
(E) servidão ao capricho e fórmulas ditatoriais. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 96 
 
Comentário: esta questão busca uma alternativa que tenha antagonismo 
entre as partes, ou seja, uma oposição. É o que temos na alternativa C. Nas 
outras, uma expressão está em conformidade com a outra. 
GABARITO: C 
 
Sobre a publicação de livros 
 
Muito se tem discutido, recentemente, sobre direitos e restrições na 
publicação de livros. Veja-se o que dizia o filósofo Voltaire, em 1777: “Não vos 
parece, senhores, que em se tratando de livros, só se deve recorrer aos 
tribunais e soberanos do Estado quando o Estado estiver sendo comprometido 
nesses livros? Quem quiser falar com todos os seus compatriotas só poderá 
fazê-lo por meio de livros: que os imprima, então, mas que responda por sua 
obra. Se ela for ruim, será desprezada; se for provocadora, terá sua réplica; se 
for criminosa, o autor será punido; se for boa, será aproveitada, mais cedo ou 
mais tarde.” 
(Voltaire, O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins 
Fontes, 2001. p. 56) 
08. (TRT-2ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A posição de Voltaire está corretamente 
resumida na seguinte frase: 
(A) A publicação de livros é uma questão de Estado e somente na 
instância do Estado deve ser administrada. (B) Os autores de livros, soberanos 
para emitir suas opiniões, devem permanecer à margem das sanções dos 
tribunais. 
(C) A única consequência admissível da publicação de um livro é a reação 
do público leitor, a quem cabe o juízo definitivo. 
(D) Afora alguma razão de Estado, não se deve incriminar um autor pela 
divulgação de suas ideias. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 96 
(E) O Estado só deve ser invocado para julgar um livro quando isso 
constituir manifesta exigência do público. 
 
Comentário: a opinião de Valtaire está resumida na alternativa D. 
Vejamos as outras: 
(A) A publicação de livros é uma questão de Estado e somente na 
instância do Estado deve ser administrada. – A publicação de livros NÃO é 
uma questão de Estado. 
(B) Os autores de livros, soberanos para emitir suas opiniões, devem 
permanecer à margem das sanções dos tribunais. – Voltaire descorda disso, 
ele acha que, se os autores são soberanos para emitir suas opiniões, 
devem responder por elas, não ficarem às margens dos tribunais. 
(C) A única consequência admissível da publicação de um livro é a reação 
do público leitor, a quem cabe o juízo definitivo. – Voltaire não afirmou isso. 
 (E) O Estado só deve ser invocado para julgar um livro quando isso 
constituir manifesta exigência do público. – Voltaire não falou sobre isso. 
GABARITO: D 
 
Atenção: Para responder à questão a seguir, considere o texto: 
 
O MAQUINISTA empurra a manopla do acelerador. O trem cargueiro 
começa a avançar pelos vastos e desertos prados do Cazaquistão, deixando 
para trás a fronteira com a China. 
O trem segue mais ou menos o mesmo percurso da lendária Rota da 
Seda, antigo caminho que ligava a China à Europa e era usado para o 
transporte de especiarias, pedras preciosas e, evidentemente, seda, até cair 
em desuso, seis séculos atrás. 
Hoje, a rota está sendo retomada para transportar uma carga igualmente 
preciosa: laptops e acessórios de informática fabricados na China e enviados 
por trem expresso para Londres, Paris, Berlim e Roma. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 96 
A Rota da Seda nunca foi uma rota única, mas sim uma teia de caminhos 
trilhados por caravanas de camelos e cavalos a partir de 120 a.C., quando 
Xi'an − cidade do centro-oeste chinês, mais conhecida por seus guerreiros de 
terracota − era a capital da China. 
As caravanas começavam cruzando os desertos do oeste da China, 
viajavam por cordilheiras que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas e 
então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio 
e além. 
Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. Mas, à 
medida que a navegação marítima se expandiu e que o centro político da 
China se deslocou para Pequim, a atividade econômica do país migrou na 
direção da costa. 
Hoje, a geografia econômica está mudando outra vez. Os custos 
trabalhistas nas cidades do leste da China dispararam na última década. Por 
isso as indústrias estão transferindo sua produção para o interior do país. 
O envio de produtos por caminhão das fábricas do interior para os portos 
de Shenzhen ou Xangai − e de lá por navios que contornam a Índia e cruzam o 
canal de Suez − é algo que leva cinco semanas. O trem da Rota da Seda reduz 
esse tempo para três semanas. A rota marítima ainda é mais barata do que o 
trem, mas o custo do tempo agregado por mar é considerável. 
Inicialmente, a experiência foi realizada nos meses de verão, mas agora 
algumas empresas planejam usar o frete ferroviário no próximo inverno 
boreal. Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das 
temperaturas que podem atingir 40°C negativos. 
(Adaptado de: www1.folhauol.com.br/FSP/newyorktimes/122473) 
 
09. (TRT-19 – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Depreende-se 
corretamente do texto: 
(A) A lendária Rota da Seda foi abandonada porque as caravanas de 
camelos e cavalos tinham dificuldade de enfrentar o frio extremo da região. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 96 
(B) A expansão da navegação marítima colaborou para que, no passado, a 
atividade comercial da China migrasse na direção da costa. 
(C) O frete ferroviário deve ser substituído pelo transporte marítimo no 
inverno, já que a carga a ser transportada pode ser danificada pelas baixas 
temperaturas. 
(D) A partir da retomada da Rota da Seda, as fábricas chinesas voltaram a 
exportar quantidades significativas de especiarias. 
(E) A navegação chinesa se expandiu e o transporte marítimo atingiu o 
seu auge durante a época em que Xi’an era a capital da China. 
 
Comentário: este modelo de questão é típico das provas da FCC. 
Depreender do texto é poder afirmar algo a partir da leitura dele. Vamos 
analisar as alternativas: 
(A) A lendária Rota da Seda foi abandonada porque as caravanas de 
camelos e cavalos tinham dificuldade de enfrentar o frio extremo da região. - 
ERRADA. A lendário Rota da Seda foi abandonada quando a atividade 
econômica do país mudou para a costa, devido às grandes navegações 
e ao deslocamento do centro político da China para Pequim. 
 (C) O frete ferroviário deve ser substituído pelo transporte marítimo no 
inverno, já que a carga a ser transportada podeser danificada pelas baixas 
temperaturas. ERRADA. Os cuidados para que as cargas não sejam 
danificadas pelas baixas temperaturas deverão ser tomados, mas a 
ideia é que, mesmo durante o inverno boreal, o transporte seja 
ferroviário. 
(D) A partir da retomada da Rota da Seda, as fábricas chinesas voltaram a 
exportar quantidades significativas de especiarias. ERRADA. O texto não fala 
nada sobre as empresas voltarem a vender especiarias. 
(E) A navegação chinesa se expandiu e o transporte marítimo atingiu o 
seu auge durante a época em que Xi’an era a capital da China. ERRADA. O 
desenvolvimento e o auge do transporte marítimo levaram a capital da 
China para Pequim. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 96 
GABARITO: B 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Falo somente do que falo: 
do seco e de suas paisagens, 
Nordestes, debaixo de um sol 
ali do mais quente vinagre: 
que reduz tudo ao espinhaço, 
cresta o simplesmente folhagem, 
folha prolixa, folharada, 
onde possa esconder-se a fraude. 
 
Falo somente por quem falo: 
por quem existe nesses climas 
condicionados pelo sol, 
pelo gavião e outras rapinas: 
e onde estão os solos inertes 
de tantas condições caatinga 
em que só cabe cultivar 
o que é sinônimo da míngua 
 
Falo somente para quem falo: 
quem padece sono de morto 
e precisa um despertador 
acre, como o sol sobre o olho: 
que é quando o sol é estridente, 
a contrapelo, imperioso, 
e bate nas pálpebras como 
se bate numa porta a socos. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 96 
(Trecho de “Graciliano Ramos”. João Cabral de Melo Neto. Melhores poemas de João 
Cabral de Melo Neto. SECCHIN, Antonio Carlos (Sel.), São Paulo: Global, 2013, formato 
ebook) 
 
10. (TRT-19 – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Considere as 
afirmações abaixo. 
 
I. Ao lançar mão da imagem de um despertador (terceira estrofe), o poeta 
visa a chamar para uma situação de miséria a atenção de um leitor indiferente. 
II. É expressa no poema a intenção de dar voz a pessoas submetidas a 
um contexto de privação. 
III. Depreende-se do poema que a miséria provocada pela seca se 
esconde nas folhas prolixas da paisagem. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e III. 
(B) II e III. 
(C) II. 
(D) III. 
(E) I e II. 
 
Comentário: trata-se de um texto literário, de um poema dividido em três 
estrofes. Na primeira, o eu-lírico fala de algo “Falo somente do que falo”, na 
segunda ele fala por alguém “Falo somente por quem falo” e na terceira ele 
fala para alguém “Falo somente para quem falo”. O tema é a seca, a vida 
difícil e miserável do sertão, tema recorrente de João Cabral de Melo Neto. 
Depois dessa breve análise, vamos ver as assertivas: 
I. Ao lançar mão da imagem de um despertador (terceira estrofe), o poeta 
visa a chamar para uma situação de miséria a atenção de um leitor indiferente. 
– CORRETO. O eu-lírico (voz do poeta) chama a atenção do leitor 
desatento como se ele precisasse de um despertador para acordar e 
ver o que se passa! 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 96 
II. É expressa no poema a intenção de dar voz a pessoas submetidas a 
um contexto de privação. - CORRETA. O eu-lírico fala pelos miseráveis, dá 
a voz para aqueles que não podem se expressar 
III. Depreende-se do poema que a miséria provocada pela seca se 
esconde nas folhas prolixas da paisagem. ERRADA. A miséria provocada 
pela seca não se esconde, se mostra na folhagem seca, cresta e 
abundante. 
GABARITO: E 
 
As 4 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo. 
 
Sobre a efemeridade das mídias 
 
Um congresso recente, em Veneza, dedicou-se à questão da efemeridade 
dos suportes de informação, desde a tábua de argila, o papiro e o pergaminho 
até o livro impresso e os atuais meios eletrônicos. O livro impresso, até agora, 
demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros 
feitos de papel de trapos. A partir de meados do século XIX, passou-se ao 
papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 
anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos de 1940 para ver 
como muitos se desfazem ao ser folheados). Há muito tempo se realizam 
estudos para salvar todos os livros que abarrotam nossas bibliotecas; uma das 
soluções mais adotadas é escanear todas as páginas e passá-las para um 
suporte eletrônico. 
Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e a 
conservação de informações, da foto ao filme, do disco à memória do 
computador, são mais perecíveis que o livro. As velhas fitas cassetes, com 
pouco tempo de uso se enrolavam todas, e saíam mascadas; as fitas de vídeo 
perdem as cores e a definição com facilidade. Tivemos tempo suficiente para 
ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não 
para verificar quanto dura um CD-ROM, que, saudado como a invenção que 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 96 
substituiria o livro, ameaça sair rapidamente do mercado, porque podemos 
acessar on-line os mesmos conteúdos por um custo menor. Sabemos que 
todos os suportes mecânicos, elétricos ou eletrônicos são rapidamente 
perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos 
a saber. Basta um pico de tensão, um raio no jardim para desmagnetizar uma 
memória. Se houvesse um apagão bastante longo, não poderíamos usar 
nenhuma memória eletrônica. 
Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão do que para a 
conservação das informações. É possível que, dentro de alguns séculos, a 
única forma de ler notícias sobre o passado continue sendo a consulta a um 
velho e bom livro. Não, não sou um conservador reacionário. Gravei em disco 
rígido portátil de 250 gigabytes as maiores obras primas da literatura 
universal. Mas estou feliz porque os livros continuam em minha biblioteca – 
uma garantia para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane. 
(Adaptado de Umberto Eco – UOL – Notícias – NYT/ 26/04/2009) 
 
11. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) Analisando diferentes 
mídias, o autor tem sua atenção voltada, sobretudo, para 
 
(A) o grau de obsolescência dos livros antigos, mormente os centenários. 
(B) a conservação dos livros, que se vem revelando cada vez mais 
precária. 
(C) o conservadorismo de quem rejeita os suportes modernos de 
informação. 
(D) a preservação das informações, quaisquer que sejam seus suportes. 
(E) a fidedignidade das informações que circulam em suportes eletrônicos. 
 
Comentário: o autor do texto tem o objetivo de falar sobre a conservação 
das informações. Ele analisa a efemeridade dos meios, ou seja, o quanto eles 
duram pouco. O autor gosta de livros impressos, mas não dispensou guardar 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 96 
as maiores obras primas da literatura em um disco rígido, poisnão importa o 
suporte, mas sim que as informações sejam preservadas. 
GABARITO: D 
 
12. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) Atente para as seguintes 
afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, afirma-se que vem sendo processada a cópia 
eletrônica de livros para preservar a massa de informações dos volumes que 
lotam nossas bibliotecas. 
II. No segundo parágrafo, considera-se não apenas a efemeridade dos 
últimos suportes de mídia, mas também aspectos éticos envolvidos na 
transmissão de informações on-line. 
III. No terceiro parágrafo, o autor sugere que informações impressas em 
livro estão mais seguras do que as que se veem processando em suportes 
mais avançados. 
 
Está correto o que se afirma em 
(A) III, apenas. 
(B) II e III, apenas. 
(C) I, II e III. 
(D) I e II, apenas. 
(E) I e III, apenas. 
 
Comentário: vejamos cada assertiva: 
I. No primeiro parágrafo, afirma-se que vem sendo processada a cópia 
eletrônica de livros para preservar a massa de informações dos volumes que 
lotam nossas bibliotecas. – CORRETA. Os livros têm sido escaneados e 
preservados em cópia eletrônica. 
II. No segundo parágrafo, considera-se não apenas a efemeridade dos 
últimos suportes de mídia, mas também aspectos éticos envolvidos na 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 96 
transmissão de informações on-line. - ERRADA. Nada foi falado sobre 
aspectos éticos. 
III. No terceiro parágrafo, o autor sugere que informações impressas em 
livro estão mais seguras do que as que se veem processando em suportes 
mais avançados. - CORRETO. Segundo o autor, os livros duram mais. 
GABARITO: E 
 
13. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) O autor nega que seja um 
conservador reacionário – negativa que pode ser justificada atentando-se para 
o segmento 
(A) consulta a um velho e bom livro. 
(B) Gravei em disco rígido portátil. 
(C) mais para a difusão do que para a conservação das informações. 
(D) única forma de ler notícias sobre o passado. 
(E) os livros continuam em minha biblioteca. 
 
Comentário: a alternativa correta é a B. O autor justifica o fato de não ser 
um conservador reacionário por fazer cópias em disco rígido. 
GABARITO: B 
 
14. (TRT/16 – 2009 - ENGENHARIA – FCC) É correto deduzir das 
afirmações do texto que 
(A) a confiabilidade de suportes simples pode superar a dos mais 
complexos. 
(B) a limitação da mídia eletrônica revela-se na transmissão de 
informações. 
(C) já houve tempo suficiente para se precisar a durabilidade do disco 
rígido. 
(D) a obsolescência de todos os suportes de informação tem a mesma 
causa. 
(E) os livros feitos de papel de trapo não resistem mais que cinco séculos. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 96 
 
Comentário: a questão pede que você faça uma inferência do texto, que 
deduza algo segundo as informações dadas. A alternativa A está correta, pois 
os suportes simples como o papel podem ser mais confiáveis. Analisando o que 
há de errado nas outras: 
B – a limitação da mídia está na conservação das informações, não na 
transmissão. 
C – O autor não fala nada sobre isso. 
D – Essa generalização do TODOS está equivocada. 
E – Os livros feitos de papel de trapo resistem pelo menos 500 anos, ou 
seja, pode durar mais do que cinco séculos. 
GABARITO: A 
 
As 5 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo. 
 
Caipiradas 
 
A gente que vive na cidade procurou sempre adotar modos de ser, pensar 
e agir que lhe pareciam os mais civilizados, os que permitem ver logo que uma 
pessoa está acostumada com o que é prescrito de maneira tirânica pelas 
modas – moda na roupa, na etiqueta, na escolha dos objetos, na comida, na 
dança, nos espetáculos, na gíria. A moda logo passa; por isso, a gente da 
cidade deve e pode mudar, trocar de objetos e costumes, estar em dia. Como 
consequência, se entra em contato com um grupo ou uma pessoa que não 
mudaram tanto assim; que usam roupa como a de dez anos atrás e 
respondem a um cumprimento com certa fórmula desusada; que não sabem 
qual é o cantor da moda nem o novo jeito de namorar; quando entra em 
contato com gente assim, o citadino diz que ela é caipira, querendo dizer que é 
atrasada e portanto meio ridícula. 
Diz, ou dizia; porque hoje a mudança é tão rápida que o termo está 
saindo das expressões de todo dia e serve mais para designar certas 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 96 
sobrevivências teimosas ou alteradas do passado: músicas caipiras, festas 
caipiras, danças caipiras, por exemplo. Que, aliás, na maioria das vezes, 
conhecemos não praticadas por caipiras, mas por gente que finge de caipira e 
usa a realidade do seu mundo como um produto comercial pitoresco. 
Nem podia ser de outro modo, porque o mundo em geral está mudando 
depressa demais, e nada pode ficar parado. Hoje, creio que não se pode falar 
mais de criatividade cultural no universo do caipira, porque ele quase acabou. 
O que há é impulso adquirido, resto, repetição – ou paródia e imitação 
deformada, mais ou menos parecida. Há, registre-se, iniciativas culturais com 
o fito de fixar o que sobra de autêntico no mundo caipira. É o caso do disco 
Caipira. Raízes e frutos, do selo Eldorado, gravado em 1980, que será 
altamente apreciado por quantos se interessem por essa cultura tão especial, e 
já quase extinta. 
(Adaptado de Antonio Candido, Recortes) 
 
15. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) No primeiro 
parágrafo, estabelece-se uma contraposição entre as expressões 
(A) “logo passa” e “estar em dia”, destacando parâmetros adotados pelos 
caipiras. 
(B) “de maneira tirânica” e “está acostumada”, enfatizando as críticas dos 
citadinos aos modos caipiras. 
(C) “deve” e “pode mudar”, sublinhando os impulsos a que os caipiras têm 
que se render. 
(D) “é atrasada” e “meio ridícula”, acentuando a variabilidade que ocorre 
com as modas. 
(E) “mais civilizados” e “fórmula desusada”, identificando pontos de vista 
adotados pelos citadinos. 
Comentário: a única oposição apresentada é a que existe entre “mais 
civilizados” e “fórmula desusada”, pois indica o modo bom e o modo ruim de 
ser, segundo um citadino. 
GABARITO: E 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 96 
 
16. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Atente para as 
seguintes afirmações sobre o primeiro parágrafo: 
 
I. Com a expressão “o que é prescrito de maneira tirânica”, o autor está 
qualificando modos de ser, pensar e agir, com cuja imposição os citadinos 
estão acostumados. 
II. A submissão dos citadinos aos valores da moda é a causa de uma 
alternância de valores que reflete uma clara hesitação entre o que é velho e o 
que é novo. 
III. No último e longo período, a sequência de pontos e vírgulas destaca 
uma enumeração de traços que identificam um caipira aos olhos do citadino. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em: 
 
(A) II e III, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I, II e III. 
(D) III, apenas. 
(E) I e III, apenas. 
 
Comentário: Vamos analisar as afirmações: 
I. CORRETA 
II. A submissão dos citadinosaos valores da moda é a causa de uma 
alternância de valores que reflete uma clara hesitação entre o que é 
velho e o que é novo. – ERRADA. Os citadinos buscam sempre o que é 
novo. O que é velho é caipira. 
III. CORRETA 
GABARITO: E 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 96 
17. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Atentando-se para 
o 2º parágrafo, é correto afirmar que o segmento 
(A) “Diz, ou dizia” sugere a velocidade com que um novo elemento da 
moda aprimora um anterior. 
(B) “certas sobrevivências teimosas ou alteradas” designa a precária 
permanência de costumes caipiras. 
(C) “o termo está saindo das expressões de todo dia” refere-se à moda 
que deixa de ser seguida. 
(D) “um produto comercial pitoresco” traduz a maneira pela qual o 
citadino reconhece a moda que ele mesmo promove. 
(E) “a realidade do seu mundo” está-se referindo ao universo do citadino. 
 
Comentário: vamos reler o 2º parágrafo. 
“Diz, ou dizia; porque hoje a mudança é tão rápida que o termo está 
saindo das expressões de todo dia e serve mais para designar certas 
sobrevivências teimosas ou alteradas do passado: músicas caipiras, festas 
caipiras, danças caipiras, por exemplo. Que, aliás, na maioria das vezes, 
conhecemos não praticadas por caipiras, mas por gente que finge de caipira e 
usa a realidade do seu mundo como um produto comercial pitoresco”. 
A – Não... “Diz, ou dizia” indica que tudo muda, até a forma de falar e 
designar algo. 
B – Sim... sobrevivência teimosa é a dos hábitos caipiras. 
C – Não... a moda continua a ser seguida, o que muda é o nome que se 
dá àqueles que não a seguem. 
D – Não... o produto comercial pitoresco não é a moda, mas o que foge 
dela. 
E – Não... refere-se àquele que finge ser caipira. 
GABARITO: B 
 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 96 
18. (TRT/16 – 2012 - TECNICO JUDICIÁRO – FCC) Ao afirmar que o 
universo do caipira (...) quase acabou, o autor emprega o termo quase em 
função 
(A) de remanescerem repetições e paródias que aludem ao mundo caipira. 
(B) de as mudanças do nosso tempo ocorrerem em alta velocidade. 
(C) de iniciativas culturais que reavivam e fortalecem os costumes 
caipiras. 
(D) da fermentação cultural que se propaga criativamente nesse universo. 
(E) da autenticidade que o citadino ainda reconhece nos costumes 
caipiras. 
 
Comentário: vamos contextualizar o trecho retirado do texto: “porque o 
mundo em geral está mudando depressa demais, e nada pode ficar parado. 
Hoje, creio que não se pode falar mais de criatividade cultural no universo do 
caipira, porque ele quase acabou. O que há é impulso adquirido, resto, 
repetição – ou paródia e imitação deformada, mais ou menos parecida.” 
Ao ler o trecho dentro do contexto, fica claro que a alternativa correta é a 
A. 
GABARITO: A 
 
Da utilidade dos prefácios 
 
Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em 
100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de 
falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio 
ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia 
ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio 
adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou 
antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a 
serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que 
inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 96 
Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e 
prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda − o que não 
justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em 
muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio − fosse pelo estilo do 
prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência 
das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto 
principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de 
uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a 
possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e 
inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final 
vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto 
principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser 
bem mais curto. 
Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos 
maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de 
uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como 
se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também 
linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando 
o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele 
conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio 
acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio 
poético. 
(Aderbal Siqueira Justo, inédito) 
 
19. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O primeiro e o segundo parágrafos estabelecem 
entre si uma relação de 
(A) causa e efeito, uma vez que das convicções expressas no primeiro 
resultam, como consequência natural, as expostas no segundo. 
(B) de complementaridade, pois o que se afirma no segundo ajuda a 
compreender a mesma tese defendida e desenvolvida no primeiro. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 96 
(C) inteira independência, pois o tema do primeiro não se espelha no 
segundo, já que o autor do texto quer apenas enumerar diferentes estilos. 
(D) contraposição, pois a perspectiva de valor adotada no primeiro é 
confrontada com outra que a relativiza e nega no segundo. 
(E) similitude, pois são ligeiras as variações do argumento central que 
ambos sustentam em relação à utilidade e à necessidade dos prefácios. 
 
Comentário: O primeiro parágrafo apresenta a perspectiva de que os 
prefácios são inúteis. Tal perspectiva é refutada, confrontada pela opinião 
contrária do autor. Segundo ele, os prefácios são importantíssimos, podendo 
chegar até a sobressair com relação à obra em si. 
GABARITO: D 
 
20. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considere as afirmações abaixo. 
 
I. No primeiro parágrafo, a assertiva o prefácio seria um estraga-prazeres 
traduz o efeito imediato da causa indicada na assertiva os prefácios são textos 
inúteis. 
II. No segundo parágrafo, o autor afirma que vai de encontro à tese 
defendida no primeiro porque pode ocorrer que um prefácio represente a parte 
melhor de um livro. 
III. No terceiro parágrafo, o autor se vale de uma ocorrência real para 
demonstrar que o gênio inventivo de escritores iniciantes propicia prefácios 
igualmente criativos. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
02970091682
02970091682 - MagnaRosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 96 
(E) II e III. 
 
Comentário: vamos analisar cada afirmação: 
I. No primeiro parágrafo, a assertiva o prefácio seria um estraga-prazeres 
traduz o efeito imediato da causa indicada na assertiva os prefácios são textos 
inúteis. – ERRADA. No primeiro parágrafo temos duas perspectivas para 
os prefácios: são inúteis e estraga-prazeres. As duas coexistem, se 
adicionam. 
II. No segundo parágrafo, o autor afirma que vai de encontro à tese 
defendida no primeiro porque pode ocorrer que um prefácio represente a parte 
melhor de um livro. CORRETA 
III. No terceiro parágrafo, o autor se vale de uma ocorrência real para 
demonstrar que o gênio inventivo de escritores iniciantes propicia prefácios 
igualmente criativos. – ERRADA. O caso demonstra que quem faz o 
prefácio pode estar melhor preparado do que autores iniciantes das 
obras prefaciadas. 
GABARITO: B 
 
21. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Ao lado de razões mais pessoais, marcadas por 
alguma subjetividade, o autor indica, como prova objetiva da utilidade de 
certos prefácios, o fato de que 
(A) Machado de Assis os julgava obras-primas pelo poder de alta concisão 
de que seriam capazes. 
(B) eles antecipam, para o leitor mais desavisado, alguns fragmentos 
essenciais à compreensão do texto principal. 
(C) algumas bibliografias valorizam-nos de modo especial, em detrimento 
do texto principal do livro. 
(D) as apresentações da poesia de Cecília Meireles faziam ver tanto a 
beleza dos poemas como a da escritora. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 96 
(E) os prefaciadores são escolhidos a partir de um critério inteiramente 
idôneo, o que impede favoritismos. 
 
Comentário: o autor prova a utilidade dos prefácios ao citar que em 
algumas bibliografias são citados apenas os prefácios das obras, sendo o 
restante claramente desnecessário: “Há casos célebres de bibliografias que 
indicam apenas o prefácio de uma obra, ficando claro que o restante é 
desnecessário”. 
GABARITO: C 
 
22. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se 
adequadamente o sentido de um segmento em: 
(A) Garantido o tom elogioso (1º parágrafo) = assumido o teor 
argumentativo. 
(B) generalização devastadora (2º parágrafo) = interação improdutiva. 
(C) glosar uma observação (2º parágrafo) = variar uma consideração. 
(D) ninguém controla a possibilidade (2o parágrafo) = não se pode 
esboçar a hipótese. 
(E) consistência das ideias defendidas (2º parágrafo) = subserviência às 
teses propaladas. 
 
Comentário: vejamos cada alternativa: 
(A) Garantido o tom elogioso (1º parágrafo) = assumido o teor 
argumentativo – ERRADA: elogiar não é argumentar. 
(B) generalização devastadora (2º parágrafo) = interação improdutiva – 
ERRADA: conceitos bem diferentes. 
(C) glosar uma observação (2º parágrafo) = variar uma consideração – 
CORRETA: glosar = variar 
(D) ninguém controla a possibilidade (2º parágrafo) = não se pode 
esboçar a hipótese. – ERRADA: controlar é diferente de esboçar. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 96 
(E) consistência das ideias defendidas (2º parágrafo) = subserviência às 
teses propaladas – ERRADA: consistência é diferente de subserviência. 
GABARITO: C 
 
Considere o texto abaixo − um fragmento de O espírito das leis, obra 
clássica do filósofo francês Montesquieu, publicada em 1748. 
 
[Do espírito das leis] 
 
Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto 
o mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que 
por sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo 
físico segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres 
particulares inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente, 
sujeitos a erro; e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si 
mesmos. (...) 
O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é 
governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as 
leis que Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser 
poderia, a todo instante, esquecer seu criador − Deus, pelas leis da religião, 
chamou-o a si; um tal ser poderia, a todo instante, esquecer-se de si mesmo 
− os filósofos advertiram-no pelas leis da moral. 
(Montesquieu Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 33 e 34) 
 
23. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) A razão invocada por Montesquieu para afirmar 
que Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto 
o mundo físico deve-se ao fato de que 
(A) as leis que regem o mundo físico acabam por ser menos previsíveis do 
que aquelas elaboradas pelos homens. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 96 
(B) os limites da natureza humana acabam levando os homens a criar leis 
que eles próprios modificam ou transgridem. 
(C) o governo do mundo físico é a aspiração que têm os homens de 
controlarem tudo o que está ao seu alcance. 
(D) mundo inteligente, governado por Deus, cumpre as leis que escapam 
completamente à jurisdição humana. 
(E) o mundo inteligente, ao contrário do mundo físico, tem leis mais 
flexíveis e mais justas que as da natureza. 
 
Comentário: vamos voltar ao texto: “Falta muito para que o mundo 
inteligente seja tão bem governado quanto o mundo físico, pois ainda que o 
mundo inteligente possua também leis que por sua natureza são invariáveis, 
não as segue constantemente como o mundo físico segue as suas. 
(...)Como ser inteligente, viola incessantemente as leis que Deus estabeleceu e 
modifica as que ele próprio estabeleceu” 
O homem viola e modifica as leis que ele mesmo estabeleceu. 
GABARITO: B 
 
24. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Considere as seguintes afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, afirma-se que é da natureza humana buscar agir 
em estrita conformidade com as leis divinas, materializadas no mundo físico. 
II. No primeiro parágrafo, depreende-se que Montesquieu considera que 
as leis que governam o mundo físico são exemplos de uma eficiência que os 
homens deveriam perseguir no governo do mundo inteligente. 
III. No segundo parágrafo, a religião e a filosofia surgem, cada uma em 
sua esfera, como possíveis corretivos para as negligências e os desvios da 
conduta humana. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
(A) I, II e III. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 96 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) III, apenas. 
 
Comentário: a única errada é a afirmativa I, pois, ao contrário do que está 
nela, o homem vive burlando as leis. 
GABARITO: D 
 
25. (TRT-16ª – 2014 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) De acordocom a lógica do texto, as afirmações O 
homem esquece seu criador e Deus chama-o para si estão clara e 
corretamente articuladas na seguinte frase: 
(A) Ainda quando se esqueça de seu criador, o homem busca seu 
chamado. 
(B) Embora Deus o chame para si, o homem esquece seu criador. 
(C) Não obstante o homem possa esquecer seu criador, este o chama 
para si. 
(D) Deus chama o homem para si, conquanto ele não deixe de esquecê-lo. 
(E) Mesmo que viesse a esquecê-lo, o chamado de Deus seria ouvido pelo 
homem. 
 
Comentário: a ideia é que, mesmo que o homem se esqueça de Deus, Ele 
o chama para si. 
GABARITO: C 
 
Leia o texto a seguir: 
 
Fotografias 
Toda fotografia é um portal aberto para outra dimensão: o passado. A 
câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo, transformando o que 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 96 
é naquilo que já não é mais, porque o que temos diante dos olhos é 
transmudado imediatamente em passado no momento do clique. Costumamos 
dizer que a fotografia congela o tempo, preservando um momento passageiro 
para toda a eternidade, e isso não deixa de ser verdade. Todavia, existe algo 
que descongela essa imagem: nosso olhar. Em francês, imagem e magia 
contêm as mesmas cinco letras: image e magie. Toda imagem é magia, e 
nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado nas 
geleiras eternas do tempo fotográfico. 
Toda fotografia é uma espécie de espelho da Alice do País das Maravilhas, 
e cada pessoa que mergulha nesse espelho de papel sai numa dimensão 
diferente e vivencia experiências diversas, pois o lado de lá é como o albergue 
espanhol do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. Além 
disso, o significado de uma imagem muda com o passar do tempo, até para o 
mesmo observador. 
Variam, também, os níveis de percepção de uma fotografia. Isso ocorre, 
na verdade, com todas as artes: um músico, por exemplo, é capaz de perceber 
dimensões sonoras inteiramente insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, 
um fotógrafo profissional lê as imagens fotográficas de modo diferente 
daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia, a “escrita da luz”. Mas é 
difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. 
(Adaptado de Pedro Vasquez, em Por trás daquela foto. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2010) 
 
26. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) O segmento do texto que ressalta a ação mesma 
da percepção de uma foto é: 
(A) A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo. 
(B) a fotografia congela o tempo. 
(C) nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante 
aprisionado. 
(D) o significado de uma imagem muda com o passar do tempo. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 96 
(E) Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. 
 
Comentário: a percepção da foto vem pelo olhar que descongela a 
imagem na memória. A ação da percepção da imagem é essa. 
GABARITO: C 
 
27. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) No contexto do último parágrafo, a referência aos 
vários níveis de percepção de uma fotografia remete 
(A) à diversidade das qualidades intrínsecas de uma foto. 
(B) às diferenças de qualificação do olhar dos observadores. 
(C) aos graus de insensibilidade de alguns diante de uma foto. 
(D) às relações que a fotografia mantém com as outras artes. 
(E) aos vários tempos que cada fotografia representa em si mesma. 
 
Comentário: como acontece com todas as artes e com a fotográfica não é 
diferente, quem conhece mais sobre elas possuem uma percepção melhor. É o 
caso de um fotógrafo analisando uma imagem fotográfica, ele terá uma 
percepção mais apurada, embora mantenha sempre a magia. 
GABARITO: B 
 
28. (TRT-11ª – 2012 - ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA 
ADMINISTRATIVA – FCC) Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. Ao dizer, no primeiro parágrafo, que a fotografia congela o tempo, o 
autor defende a ideia de que a realidade apreendida numa foto já não pertence 
a tempo algum. 
II. No segundo parágrafo, a menção ao ditado sobre o albergue espanhol 
tem por finalidade sugerir que o olhar do observador não interfere no sentido 
próprio e particular de uma foto. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 96 
III. Um fotógrafo profissional, conforme sugere o terceiro parágrafo, vê 
não apenas uma foto, mas os recursos de uma linguagem específica nela 
fixados. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma SOMENTE em 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I. 
(D) II. 
(E) III. 
 
Comentário: apenas a III está correta. Vejamos as outras duas: 
I. Ao dizer, no primeiro parágrafo, que a fotografia congela o tempo, o 
autor defende a ideia de que a realidade apreendida numa foto já não pertence 
a tempo algum. – ERRADA: a realidade apreendida pertence ao passado. 
Está congelada na fotografia apenas. 
II. No segundo parágrafo, a menção ao ditado sobre o albergue espanhol 
tem por finalidade sugerir que o olhar do observador não interfere no sentido 
próprio e particular de uma foto. – ERRADA: interfere sim, pois cada um 
traz consigo as lembranças às quais a imagem se referem. 
GABARITO: E 
 
Discriminar ou discriminar? 
 
Os dicionários não são úteis apenas para esclarecer o sentido de um 
vocábulo; ajudam, com frequência, a iluminar teses controvertidas e mesmo a 
incendiar debates. Vamos ao Dicionário Houaiss, ao verbete discriminar, e lá 
encontramos, entre outras, estas duas acepções: a) perceber diferenças; 
distinguir, discernir; b) tratar mal ou de modo injusto, desigual, um indivíduo 
ou grupo de indivíduos, em razão de alguma característica pessoal, cor da 
pele, classe social, convicções etc. 
02970091682
02970091682 - Magna Rosaria Ferreira
Língua Portuguesa p/ INSS 
Técnico de Seguro Social 
Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 00 
 
Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 96 
Na primeira acepção, discriminar é dar atenção às diferenças, supõe um 
preciso discernimento; o termo transpira o sentido positivo de quem reconhece 
e considera o estatuto do que é diferente. Discriminar o certo do errado é o 
primeiro passo no caminho da ética. Já na segunda acepção, discriminar é 
deixar agir o preconceito, é disseminar o juízo preconcebido. Discriminar 
alguém: fazê-lo objeto de nossa intolerância. 
Diz-se que tratar igualmente os desiguais é perpetuar a desigualdade. 
Nesse caso, deixar de discriminar (no sentido de discernir) é permitir que uma 
discriminação continue (no sentido de preconceito). Estamos vivendo uma 
época em que a bandeira da discriminação se apresenta em seu sentido mais 
positivo: trata-se de aplicar políticas afirmativas para promover aqueles que 
vêm sofrendo discriminações históricas. Mas há, por outro lado, quem veja 
nessas propostas afirmativas a forma mais censurável de discriminação... É o 
caso das cotas especiais para vagas numa universidade ou numa empresa: é 
uma discriminação, cujo sentido positivo ou negativo depende da convicção de 
quem a avalia. As acepções são inconciliáveis, mas estão no mesmo verbete 
do dicionário e se mostram vivas na mesma sociedade. 
(Aníbal Lucchesi, inédito)

Mais conteúdos dessa disciplina