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JUNIOR, Helvécio Miranda Magalhães. Redes de Atenção à Saúde rumo à integralidade. Divulgação em saúde para debate [on-line] 52 (2014) 15-37 - Resumo

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JUNIOR, Helvécio Miranda Magalhães. Redes de Atenção à Saúde rumo à integralidade. Divulgação em saúde para debate [on-line] 52 (2014) 15-37
220 pág.

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Resumo sobre Redes de Atenção à Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) O conceito de Redes de Atenção à Saúde (RAS) é um tema central no debate sobre a saúde pública no Brasil, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). As RAS são entendidas como uma organização dinâmica e horizontal dos serviços de saúde, com o objetivo de garantir acesso, continuidade e integralidade no atendimento à população. Este conceito já está embasado na Constituição Federal, que estabelece que as ações e serviços de saúde devem integrar uma rede regionalizada e hierarquizada. A proposta das RAS é romper com a fragmentação do sistema de saúde, que historicamente tem sido um dos principais obstáculos à qualidade e ao acesso aos serviços de saúde no Brasil. A trajetória do SUS, desde sua criação até os dias atuais, revela um processo marcado por desafios significativos, como a fragmentação dos serviços e a dificuldade de planejamento. O SUS foi estruturado a partir de uma mobilização social que buscava um sistema de saúde mais justo e acessível, mas a implementação efetiva das RAS ainda enfrenta barreiras. A falta de articulação entre os diferentes níveis de atenção e a predominância de um modelo assistencial centrado em hospitais são características que dificultam a efetividade das RAS. A proposta é que as RAS promovam uma atenção mais integrada, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenhe um papel central na coordenação do cuidado, especialmente para pacientes com doenças crônicas que necessitam de acompanhamento contínuo. A implementação das RAS no Brasil é um processo recente, iniciado em 2011, e representa um avanço na organização do SUS. A governança das RAS é complexa, pois envolve a articulação entre diferentes esferas de gestão e a necessidade de um planejamento que considere as especificidades territoriais. A literatura aponta que a estruturação de sistemas em redes é o caminho mais eficiente para garantir a integralidade do cuidado, especialmente diante do aumento das doenças crônicas e da necessidade de intervenções que considerem os custos crescentes dos sistemas de saúde. A construção de uma rede de serviços interconectados e a promoção de uma comunicação eficaz entre os pontos de atenção são fundamentais para a realização dos princípios constitucionais de universalidade e integralidade. Além disso, a revista "Divulgação em Saúde para Debate" apresenta uma coletânea de artigos que discutem as RAS sob diferentes perspectivas, abordando desde a saúde materno-infantil até a saúde mental e a atenção a pessoas com deficiência. Os artigos analisam as políticas públicas implementadas, os desafios enfrentados e as experiências práticas que têm sido desenvolvidas no âmbito do SUS. A expectativa é que essa discussão contribua para a consolidação das RAS e para a melhoria da qualidade do atendimento à saúde no Brasil, servindo como referência para gestores e profissionais da saúde. Destaques As Redes de Atenção à Saúde (RAS) visam garantir acesso, continuidade e integralidade no atendimento à saúde. A fragmentação do SUS é um desafio histórico que dificulta a efetividade das RAS. A Atenção Primária à Saúde (APS) deve ser o centro da comunicação e coordenação do cuidado. A implementação das RAS é um processo recente que busca integrar os serviços de saúde em diferentes níveis. A revista "Divulgação em Saúde para Debate" oferece uma análise abrangente sobre as RAS e suas implicações para a saúde pública no Brasil.

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