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03 Atos - Estudo 03 - 25 05 15

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Rev. André Arêa		Página | 1
ESTUDO BÍBLICO
Rev. André Arêa
Data: 15/05/25
Local: IP Mutuaguaçu	
*Tema:* _A Soberana Vontade de Deus_
*1º Sub Tema:* _A Igreja em Jerusalém (2.1 – 8.1a)_
*2º Sub Tema:* _O Poder na Igreja de Cristo – 2.1-47_
*3º Sub Tema:* _As Grandezas de Deus_
*Texto Bíblico:* _Atos 2.1-13_
LEITURA BÍBLICA
Atos 2.1-13
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes[footnoteRef:1]a, estavam todos reunidos no mesmo lugar; [1: a Lv 23.15–21; Dt 16.9–11] 
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. 
5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 
6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. 
7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 
8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 
9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 
10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 
11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 
12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 
13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados![footnoteRef:2] [2: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.1–13.] 
INTRODUÇÃO
	Iniciamos aqui a segunda grande seção livro de Atos. Esta seção (At 2.1 – 8a) será dividida em cinco partes: 
1. O poder na Igreja de Cristo (At 2.1-47); 
2. O poder do Nome de Jesus Cristo (At 3.1-26); 
3. Como viver pelo Nome de Jesus Cristo (At 4.1 – 5.42); 
4. A organização do Organismo (At 6.1-7); 
5. Uma vida que vale a pena (At 6.8 – 8.1a).
	Os fatos aqui registrados circunscrevem à vida da Igreja de Cristo quando a mesma ainda estava na imediações de Jerusalém. 
	Faltava ainda chegar “8 ...em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”[footnoteRef:3] (At 1.8). [3: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 1.8.] 
	Ali em Jerusalém, os apóstolos receberam o Espírito Santo não somente como cumprimento profecia divina de Joel 2.28-30: “28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. 30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.”[footnoteRef:4] [4: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Jl 2.28–30.] 
	Mas, como a última etapa da obra de redenção que Cristo veio efetuar a nosso favor.
I. A Igreja em Jerusalém (2.1 – 8.1a)
A. O Poder na Igreja de Cristo – 2.1-47
	Este capítulo será dividido em quatro mensagens: 
1. As Grandezas de Deus (v.1-13); 
2. Jesus é o Senhor e Cristo (v.14-36); 
3. O Resultado da Pregação do Evangelho (v.37-41); 
4. A Unidade da Igreja de Cristo (v.42-47).
1. As Grandezas de Deus – 2.1-13
	O poder na Igreja de Cristo é o poder do próprio Cristo. Ao presenciarem o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos, as pessoas que ali estavam se dividiram em dois grupos: 
· Um que ficou atônito e perplexo diante do fato, 
· E outro que, descrente, zombava dos apóstolos. 
	No v.11 os judeus que presenciaram o fato exclamaram: “11 ...Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” [footnoteRef:5] [5: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] 
	Daqui tiramos o ponto central dessa passagem: As grandezas de Deus.
	Precisamos compreender o que essas palavras significam à luz do que aconteceu aqui. 
	Em primeiro lugar vejamos que as grandezas de Deus
a. Estão relacionadas com a obra do Espírito Santo - v.1-4
	“1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes[footnoteRef:6]a, estavam todos reunidos no mesmo lugar;” [footnoteRef:7] (v.1). [6: a Lv 23.15–21; Dt 16.9–11] [7: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.1–13.] 
	O Pentecostes era uma das festas religiosas dos judeus a qual era celebrada no quinquagésimo dia após a Páscoa (Lv 23.15-16: “15 Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. 16 Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao Senhor.”[footnoteRef:8]; Dt 16.9-12: “9 Sete semanas contarás; quando a foice começar na seara, entrarás a contar as sete semanas. 10 E celebrarás a Festa das Semanas ao Senhor, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o Senhor, teu Deus, te houver abençoado. 11 Alegrar-te-ás perante o Senhor, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua ci dade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome. 12 Lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e guardarás estes estatutos, e os cumprirás.[footnoteRef:9]b”[footnoteRef:10]). [8: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lv 23.15–16.] [9: b Nm 28.26–31] [10: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Dt 16.9–12.] 
	Era também chamada de “...Festa das Semanas...” ou “...Festa da Colheita...[footnoteRef:11]” (Êx 23.16), e na ocasião os judeus apresentavam em oferta ao Senhor Deus os primeiros frutos colhidos (Nm 28.26: “26 Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao Senhor, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis.”[footnoteRef:12]). [11: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Êx 23.16.] [12: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Nm 28.26.] 
	A partir do ano 70 d.C., com a destruição de Jerusalém pelas hordas de Tito, general romano, os judeus passaram a comemorar essa festa em referência à entrega dos Dez Mandamentos no Sinai. 
	Lucas diz que “1...estavam todos reunidos no mesmo lugar;” [footnoteRef:13] (v.1), o qual era uma área ampla, pois, no v.2 vemos que era uma casa e todos estavam assentados. [13: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.1–13.] 
· Aplicação v.1
	O que se destaca aqui novamente é a obediência dos discípulos. Eles estavam onde deveriam estar e fazendo o que deveriam fazer, a saber, deveriam estar em Jerusalém e juntos em comunhão. 
	Para você, obedecer a Cristo zelando por estar reunido com os irmãos e em comunhão com eles é um fator crucial?
	“2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.”[footnoteRef:14](v.2). [14: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.2.] 
	Ainda que se tratasse de uma promessa dos tempos do Antigo Testamento (Joel 2.28-30: “28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. 30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.”[footnoteRef:15]), e reafirmada por Cristo para acontecer naqueles dias, o Espírito Santo veio “2...de repente...”[footnoteRef:16](v.2) mostrando assim a Sua soberania e liberdade paraagir como e quando bem entender que deve agir. [15: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Jl 2.28–30.] [16: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.2.] 
	Um som vindo do céu “2...como de um vento impetuoso,...”[footnoteRef:17](v.2), o som não era de um vento forte, mas, como de um vento forte. [17: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.2.] 
	Trata-se aqui de uma analogia, pois, o Espírito Santo não é um vento, mas, é como um vento que soprou poderosamente naquela manhã, “2...e encheu toda a casa onde estavam assentados.”[footnoteRef:18](v.2). [18: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.2.] 
	O Espírito Santo vem do céu, a habitação de Deus, e não do firmamento ou da atmosfera que nos cerca. Ele não é um vento; Ele age como o vento, a saber, ninguém sabe de onde Ele vem e para onde vai (cf. Ez 37.9,14: “9 Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.... ...14 Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor.”[footnoteRef:19]; Jo 3.8: “8 O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.”[footnoteRef:20]). [19: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Ez 37.9, 14.] [20: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Jo 3.8.] 
· Aplicação v.2
	O Espírito Santo é soberano sobre a Igreja e ela é plenificada pela Sua presença quando está reunida para adorar a Deus. 
	Insisto na pergunta que fiz há pouco: Para você, obedecer a Cristo 
zelando por estar reunido com os irmãos é um fator crucial? 
	Deus pode vivificar os corações quando Ele bem entender, mas, não resta dúvidas que é na comunhão dos Seus filhos em torno Dele para adorá-Lo que Ele os revigora de forma especial.
	“3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.”[footnoteRef:21] (v.3). [21: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.3.] 
	Temos outra analogia aqui. Não eram línguas de fogo, mas, línguas, flamas como de fogo, ou seja, a aparência e o comportamento dessas “...línguas...”[footnoteRef:22] (algo que parecia uma língua, uma flama) lembravam as flamas de um fogo. [22: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.3.] 
	Assim como se diz em 1Rs 18.38 que “38 Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego.”[footnoteRef:23] [23: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Rs 18.38.] 
	O fogo ali lambeu a água, o que é uma prosopopeia (atribuir a elementos inanimados características humanas e animadas). 
	Aquilo que eles viram cair do céu sobre eles em forma de línguas, não eram de fogo, mas tinham o aspecto de fogo. 
	Vale lembrar que todas as vezes que caiu fogo do céu, foi em decorrência do juízo de Deus contra o pecado como expressão da Sua santidade (Gn 19.23-29: “23 Saía o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. 24 Então, fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor, sobre Sodoma e Gomorra[footnoteRef:24]b. 25 E subverteu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra. 26 E a mulher de Ló[footnoteRef:25]c olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal. 27 Tendo-se levantado Abraão de madrugada, foi para o lugar onde estivera na presença do Senhor; 28 e olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina e viu que da terra subia fumaça, como a fumarada de uma fornalha. 29 Ao tempo que destruía as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló do meio das ruínas, quando subverteu as cidades em que Ló habitara.”[footnoteRef:26]; 2Sm 6.6-7: “6 Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. 7 Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus.”[footnoteRef:27]; 1Rs 18.38: “38 Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego.”[footnoteRef:28]são algumas das referências). [24: b Mt 10.15; 11.23–24; Lc 10.12; 17.29; 2 Pe 2.6; Jd 7] [25: c Lc 17.32] [26: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Gn 19.23–29.] [27: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 2Sm 6.6–7.] [28: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Rs 18.38.] 
	Assim como em Êx 3.2-5: “2 Apareceu-lhe o Anjo do Senhor[footnoteRef:29]a numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. 3 Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? 4 Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! 5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.”[footnoteRef:30] [29: a At 7.30–34] [30: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Êx 3.2–5.] 
	Deus não consumiu nem a sarça e nem Moisés com Seu fogo santo, aqui os discípulos também não foram destruídos, mas, sim, marcados poderosamente com o Espírito Santo. 
· Aplicação v.3
	Um fato importante é que assim como não podemos ver o vento, mas só sentir os seus efeitos, também não vemos o Espírito Santo, mas, os efeitos maravilhosos de Sua presença podem ser vistos e percebidos. 
	A presença do Espírito Santo no coração do crente arde, aquece e ilumina como o fogo. 
	A ação do Espírito Santo pode ser vista em sua vida? 
	Que provas concretas podem ser dadas da obra Dele em seu coração? 
	O fruto Dele é permanente em sua vida?
	“4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”[footnoteRef:31] (v.4). [31: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.4.] 
	As figuras que se assemelhavam a “3...línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um...”[footnoteRef:32] (v.3), eram símbolos do que o Espírito Santo pretendia para os discípulos. [32: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.3.] 
	As línguas que os discípulos “4...passaram a falar (...), segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”[footnoteRef:33] (v.4), foram idiomas daquelas quinze nações diferentes, desde a Pérsia no Oriente até Roma no Ocidente. [33: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.4.] 
	Essas línguas nada tem a ver com as línguas extáticas de 1Co 14 (“1 Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. 2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 3 Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. 4 O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. 5 Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação. 6 Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? 7 É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitemsons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara? 8 Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? 9 Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar. 10 Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido. 11 Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim. 12 Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja. 13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar. 14 Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. 16 E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes; 17 porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado. 18 Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. 19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua. 20 Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos. 21 Na lei está escrito: Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.[footnoteRef:34]a 22 De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que creem. 23 Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? 24 Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; 25 tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós. 26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação. 27 No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. 28 Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus. 29 Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem. 30 Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro. 31 Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados. 32 Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas; 33 porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, 34 conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. 35 Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja. 36 Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros? [34: a Is 28.11–12] 
37 Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. 38 E, se alguém o ignorar, será ignorado. 39 Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas. 40 Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.”[footnoteRef:35]), pois, enquanto essas necessitavam de [35: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Co 14.1–40.] 
intérpretes, as línguas aqui em Atos 2 não necessitavam, pois, cada um ouvia e entendia “6...na sua própria língua.”[footnoteRef:36] (v.6). [36: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.6.] 
· Aplicação v.4
	O derramamento do Espírito Santo promoveu o enchimento dos discípulos com o Seu poder. 
	É fato que milagres, sinais e prodígios eram feitos pelos apóstolos (At 2.43: “43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.”[footnoteRef:37]), mas, sem dúvida alguma, o que mais se destaca na vida dos apóstolos é a coragem, a ousadia e a perseverança com que pregaram o Evangelho, e isso porque estavam sob o controle do Espírito Santo. [37: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.43.] 
	O poder de Cristo na Sua Igreja é para pregação do Evangelho. Observe que aqui no derramamento do Espírito, eles falavam em outras línguas “4...segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”[footnoteRef:38] (v.4), mostrando assim, que eles estavam sob o controle do Espírito Santo e de forma consciente se submetiam a Ele; não estavam em êxtase. [38: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.4.] 
	Todo aquele que está cheio do Espírito Santo está sob o domínio Dele. 
	Em sua vida você tem revelado ser cheio e dominado pelo Espírito Santo?
	Vemos também que as grandezas de Deus
b. Estão relacionadas à Palavra de Deus - v.5-13
	“5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.”[footnoteRef:39] (v. 5) isso nos mostra que esses judeus, na verdade eram descendentes de judeus que nasceram em outro país. [39: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.5.] 
	Eles não eram convertidos ao Evangelho, e a piedade descrita aqui era em referência ao Judaísmo, ou seja, eles obedeciam a Lei Mosaica fielmente. 
	Os judeus devotos eram descendentes daqueles que foram deportados nos cativeiros assírio e babilônico. Eles alimentavam o desejo terminar seus dias em Jerusalém, e por isso eram “5...vindos de todas as nações debaixo do céu.”[footnoteRef:40] (v. 5), prenunciando assim a proclamação do Evangelho a todas as nações como ordenara o Senhor Jesus. [40: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.5.] 
· Aplicação v.5
	Chamo a sua atenção aqui para o real significado de uma vida piedosa. Piedade significa obediência. Esses judeus eram obedientes à Lei Mosaica, mas, nada sabiam sobre Aquele para quem a Lei apontava: Jesus. 
	É possível as pessoas viverem uma vida de piedade que em nada lhes 
dá algum conhecimento da pessoa de Cristo. Tal piedade é inútil para salvação. 
	Sua piedade está embasada na Pessoa de Jesus? Você O conhece?
	“6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.” [footnoteRef:41] (v.6). [41: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.6.] 
	Devemos supor que em algum momento os discípulos saíram daquele recinto onde receberam o Espírito Santo e tiveram contato com a multidão. 
	Algumas versões traduzem por “som” em vez de “...voz...”[footnoteRef:42] e qualquer uma dessas duas está correta e o significado é o mesmo. [42: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.6.] 
	Os apóstolos começaram a pregar o Evangelho e a multidão que ali 
estava ficou perplexa, confusa com o que estava presenciando, pois, os apóstolos falavam nas línguas daquelas nações (ao todo quinze). 
	Os apóstolos falavam o aramaico e, alguns dentre eles, também o 
grego. Os judeus piedosos que ficaram perplexos com a cena ouviram os apóstolos falando nas línguas daquelas nações ali presentes. 
	Como poderiam homens tão simples, pescadores (os galileus eram 
considerados atrasados e incultos) que não tiveram uma educação formal e nem mesmo aprenderam outras línguas, estarem falando agora em outras quinze línguasdiferentes “11...as grandezas de Deus?”[footnoteRef:43] [43: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] 
	É por esta razão que “7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” [footnoteRef:44] (v.7-8). [44: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.7-8.] 
	Lá na torre de Babel a raça humana sofreu com a confusão das línguas por causa de sua arrogância e prepotência, agora, com o Espírito Santo cumprindo a promessa de Deus, a Igreja mostra ao mundo que o Evangelho de Cristo põe ordem no que um dia foi bagunçado. 
	Na proclamação do Evangelho, vidas de todas as nações são alcançadas e agregadas à Família de Deus. 
	Outro ponto que merece nossa consideração aqui é o de que este evento foi único na História. Além disso, o que eles presenciaram aqui foi um milagre Divino que autenticou a mensagem que Pedro trouxe logo em seguida veremos isso em Atos 2.14-36. 
· Aplicação v.6-8
	A obra da pregação da Palavra de Deus deve ser feita somente pelo poder do Espírito Santo. 
	Ainda que Ele possa valer-se da cultura e estudos de uma pessoa, Ele pode levantar quem Ele quiser para proclamar com poder e ousadia o Evangelho. 
	O que vemos aqui foi o que o Senhor Jesus prometeu aos doze apóstolos em Lc 12.11-12: “11 Quando vos levarem às sinagogas e perante os governadores e as autoridades, não vos preocupeis quanto ao modo por que respondereis, nem quanto às coisas que tiverdes de falar. 12 Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.[footnoteRef:45]d”[footnoteRef:46] [45: d Mt 10.17–20] [46: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 12.11–12.] 
	Em todo o livro de Atos veremos os apóstolos recebendo o cumprimento dessa promessa de Jesus. 
	Em quem você confia quando prega o Evangelho a uma pessoa? 
	Sua confiança está no Espírito Santo para tão somente colocar a Palavra de Deus em Sua boca, como também aplicá-la ao coração dos homens? 
	Deus lhe deu recursos e certamente Ele os utilizará, mas, não se esqueça de que somente o Espírito Santo pode capacitá-lo plenamente, e abrir o coração dos pecadores ao Evangelho.
	“9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” [footnoteRef:47] (v.9-13). [47: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.9–13.] 
	Nestes versos encontramos listadas diversas nacionalidades ali presentes: 
· Oriente Médio: Pártia, Média, Elão e Mesopotâmia; Arábia (da Nabateia, presumivelmente); 
· Ásia Menor (via Judeia): Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia e Panfília; 
· África Egito e Cirene; 
· Subindo pelo Mar Mediterrâneo: Ilha de Creta;
· E chegando ao Ocidente: Roma. 
	Lucas parece agrupar os povos por características linguísticas, pois, seu objetivo é enfatizar que no Pentecostes as boas-novas de Cristo transcendem as barreiras das línguas[footnoteRef:48]. [48: Cf. KISTEMAKER, 2006, p.116] 
	Todos estes estavam “12...atônitos e perplexos...” [footnoteRef:49] (v.12), ou seja, espantados, assustados e confusos, pois, como podia acontecer algo tão impressionante assim? [49: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.12.] 
	Contudo, por mais impressionante que tenha sido tudo isso, a mensagem não ficou comprometida, pois, eles ouviram em suas “11...próprias línguas as grandezas de Deus?” [footnoteRef:50] (v.11). [50: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] 
	A palavra “11...grandezas...” [footnoteRef:51] (v.11), aqui é um adjetivo e como tal atribui qualidade ao substantivo, que aqui é “11...Deus...”[footnoteRef:52] (v.11). [51: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] [52: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] 
	Assim sendo, a julgar pelo discurso de Pedro a seguir, as grandezas 
de Deus aqui são as obras que se referem à vida, morte e ressurreição de Jesus. Mas, há outro fato que 
merece a nossa atenção aqui, a saber, o resultado. Enquanto uns demonstraram temor e espanto pelas “11...grandezas de Deus?” [footnoteRef:53] (v.11) ali reveladas, “13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados! [footnoteRef:54] (v.13). [53: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.11.] [54: Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), At 2.13.] 
	A mensagem do Evangelho sempre será um divisor de águas: tanto atrairá os pecadores arrependidos como repelirá os arrogantes e zombeteiros para que sofram as consequências de suas ações pecaminosas. 
· Aplicação v.9-13
	Quando você prega o Evangelho se deixa abater pela zombaria dos arrogantes, ou permanecesse firme e confiante no poder do Espírito Santo? 
	Não se intimide com os opositores. Confie no poder do Espírito Santo que Ele concedeu à Sua Igreja.
Para Pensarmos e Praticarmos
	Que Deus Quer Que façamos? O Espírito Santo capacita a Igreja para pregar a Palavra de Deus, por isso:
1) A pregação da Palavra é obra que você deve realizar confiado somente no Espírito Santo. Quer seja pessoalmente ou apoiando outros na obra missionária, é de suma importância que você confie no Espírito Santo e O obedeça em todas as situações.
2) Pregue o Evangelho, pois, a fé vem pelo ouvir. O método de Deus trazer pecadores à vida em Cristo é a pregação da Sua Palavra e para manejar bem a “espada do Espírito” você precisa do Espírito Santo!
	A Igreja de Cristo recebeu o poder Dele para anunciar as grandezas de Deus. Qualquer outra mensagem que ela pregar será traição à causa do Evangelho e um insulto ao Espírito Santo.

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