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Contratos a Termo no Trabalho

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DIREITO DO TRABALHO
Tipos de Contratos a Termo
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260116195773
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DireiTo Do Trabalho 
Tipos de Contratos a Termo 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Tipos de Contratos a Termo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Noções mais Aprofundadas de Contrato por Prazo Determinado . . . . . . . . . . . . . 5
2. Noções sobre Nulidade Absoluta e Relativa do Contrato de Trabalho . . . . . . . . 10
3. Estabilidades no Contrato de Trabalho por Prazo Determinado . . . . . . . . . . . . . 15
4. Contrato a Termo na Área Rural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
5. Contrato Provisório da Lei n. 9.601/2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
6. Extinção e Aprofundamento das Verbas Rescisórias no Contrato por Prazo 
Determinado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
7. As Cláusulas Assecuratórias de Direito Recíproco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Os 24 Pontos Importantes para Revisão de Contratos Individuais de Trabalho . 32
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Questão de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
 
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Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃoaPreSeNTaÇÃo
Olá, meu(a) querido(a) aluno(a)! Como você está? Vamos para mais uma aula proveitosa, 
aproximando-se de sua sonhada aprovação!
Eu e a equipe do GRAN estamos aqui para turbinar seus estudos e ajudá-lo(a) a ser 
aprovado(a)! Meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente, sou Juíza do Trabalho 
Substituta no TRT da 7ª Região.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para lhe dar o máximo de dicas, exercícios 
e responder a questões de provas anteriores. Nesse ponto, este material vai ajudá-lo(a) a 
chegar à posse. Espero seu feedback sobre a forma de explicação, didática e dúvidas lá no 
fórum do aluno.
Este material está repleto de informações importantíssimas para as suas provas. Eu 
também elaborei questões inéditas para você verificar como a banca poderia surpreendê-
lo(a). Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou esperando 
as dúvidas no fórum do aluno! Preparado(a)? Sempre acredite em si mesmo(a) e lute pelo 
que você sonha! Pegue o café e vamos nessa!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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TIPOS DE CONTRATOS A TERMOTIPOS DE CONTRATOS A TERMO
1 . NoÇÕeS MaiS aProFUNDaDaS De CoNTraTo Por 1 . NoÇÕeS MaiS aProFUNDaDaS De CoNTraTo Por 
PraZo DeTerMiNaDoPraZo DeTerMiNaDo
Já aprofundamos a ideia de que a regra é a presunção pelo contrato de trabalho ser 
por prazo indeterminado em decorrência do princípio aplicado no direito do trabalho, que 
é o da continuidade das relações trabalhistas, e porque se trata de trabalho de prestações 
sucessivas, presumindo a continuidade do vínculo entre as partes – empregado e empregador. 
Aplica-se o teor da Súmula 212 do TST.
HOMERO BATISTA, em Manual de Direito do Trabalho (2023; 49), aborda a presunção do 
contrato por prazo indeterminado como regra:
O contrato de trabalho por prazo indeterminado é aquele que melhor atende aos objetivos do 
Direito do Trabalho, proporcionando renda e segurança para quem dele retira o sustento e, de 
outro lado, organização e planejamento para quem dele retira a energia produtiva.
Por isso se diz que, na dúvida, a presunção recai sobre o contrato sem prazo determinado, 
observando-se o princípio da continuidade da relação de emprego.
DICA
em razão de ser o contrato de trabalho de trato sucessivo 
e da sua continuidade inerente, resulta a consequência 
de que a indeterminação do prazo se presume, cabendo a 
quem alega o contrário o encargo de provar a celebração 
de contrato a termo .
A CLT trata do tema,de ter conseguido outro emprego ou 
ter motivos pessoais para não continuar. Nesse caso, o trabalhador receberá 13º 
salário proporcional, recolhimentos do FGTS e férias mais um terço. O FGTS não será 
liberado e não terá direito à multa dos 40% do FGTS. Aqui também não cabe seguro-
desemprego, independentemente de o trabalhador não ter outro emprego “em vista”;
 Obs.: Lembre-se de que, sempre que a decisão de encerrar o pacto é do trabalhador, ele 
perde o direito de levantamento do FGTS e de se habilitar junto ao Ministério da 
Economia para receber o seguro-desemprego.
• extinção anormal do contrato de trabalho, por demissão antecipada do contrato. 
Aqui, é o empregador que não quer manter mais no quadro o trabalhador sem justo 
motivo. É o que conhecemos como dispensa sem justa causa. Daí porque o obreiro 
receberá todos os direitos. Nesse caso, o trabalhador receberá 13º salário proporcional, 
recolhimentos do FGTS e férias mais um terço. O FGTS será liberado, com a multa 
de 40%, e aqui se aplica, ainda, a multa prevista no artigo 479 da CLT, que dispõe:
Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o 
empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a 
que teria direito até o término do contrato. Parágrafo único – Para a execução do que dispõe o 
presente artigo, o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito de acordo com o 
prescrito para o cálculo da indenização referente à rescisão dos contratos por prazo indeterminado. 
A doutrina prevalecente entende que se acumula a multa dos 40% do FGTS com a multa do 
artigo 479 da CLT.
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• extinção anormal do contrato de trabalho por acordo entre empregado e empregador 
– as partes: nessa situação, empregado e empregador possuem interesse em encerrar 
amigavelmente a relação antes do prazo estipulado inicialmente. Para isso, socorre-
se da Reforma Trabalhista, que trouxe essa nova modalidade de ruptura contratual 
mediante acordo e, com isso, aqui se aplica o que já foi visto no contrato de trabalho 
por prazo indeterminado, principalmente, do artigo 484-A da CLT, sendo devidos pela 
metade o aviso prévio e a multa do FGTS (que passa a ser de 20%). Não há direito 
aqui ao recebimento do seguro-desemprego;
• extinção anormal do contrato de trabalho a pedido do trabalhador ou dispensa pela 
empresa quando existem no contrato cláusulas assecuratórias de direito recíproco. 
Nesse ponto, existe a peculiaridade de aplicação das normas que norteiam o contrato 
de trabalho por prazo indeterminado, com a possibilidade de dispensa pelo empregador 
do recebimento do empregado das seguintes verbas: aviso prévio, inclusive, com 
projeção no contrato; 13º salário proporcional; férias proporcionais com 1/3; FGTS 
com multa dos 40%. Quando se trata de pedido de demissão, aplicam-se as mesmas 
regras do contrato por prazo indeterminado, nos termos do artigo 481 da CLT;
• extinção anormal do contrato de trabalho quando existe justa causa. Nesse caso, o fim 
do contrato de trabalho a termo ocorre por culpa do empregado, que incorre em um 
dos comportamentos negativos previstos no artigo 482 da CLT. Vamos estudar justa 
causa em outro momento. Assim, como foi do trabalhador a iniciativa de encerrar o 
pacto por um ato indevido que cometeu, logo, só terá direito ao saldo de salários e 
verbas que tenha direito por motivo da sua condição de trabalho, como algum adicional, 
por exemplo. O empregador terá que fazer os recolhimentos de FGTS normalmente 
do trabalhador, mas sem ser obrigado a arcar com a multa dos 40% do FGTS. Além 
disso, nessa hipótese, o trabalhador só terá direito às verbas de natureza vencidas no 
que tange às férias e 13º salário. Assim, o obreiro poderá receber suas férias vencidas 
mais um terço, mas não poderá receber as férias proporcionais. Muito cuidado com 
essa modalidade, pois ela é a de maior prejuízo ao trabalhador. Daí porque, no âmbito 
processual, é ônus do empregador demonstrar uma das hipóteses de justa causa. 
Mais um detalhe que muitos perguntam e você já sabe: é possível, sim, dispensa por 
justa causa em contrato por prazo indeterminado.
Destaca-se a importância das Súmulas n. 125, 261 e 328 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 125 do TST, CONTRATO DE TRABALHO. ART. 479 da CLT. O art. 479 da CLT 
aplica-se ao trabalhador optante pelo FGTS admitido mediante contrato por prazo 
determinado, nos termos do art. 30, § 3º, do Decreto n. 59.820, de 20.12.1966.
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Súmula n. 261 do TST FÉRIAS PROPORCIONAIS. PEDIDO DE DEMISSÃO. CONTRATO 
VIGENTE HÁ MENOS DE UM ANO (nova redação) – O empregado que se demite antes 
de complementar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais.
Súmula N. 328 – FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. O pagamento das férias, integrais 
ou proporcionais, gozadas ou não, na vigência da CF/1988, sujeita-se ao acréscimo do 
terço previsto no respectivo art. 7º, XVII.
Segue mapa mental para auxiliar na fixação das informações:
VERBAS 
RESCISÓRIAS 
DO CONTRATO 
POR PRAZO 
DETERMINADO 
Contratos que têm cláusu-
las assecuratórias de direito 
recíproco: aplicam-se as regras do 
contrato por prazo indeterminado.
Contrato que se encerra pelo 
decurso do prazo: pagamento dos 
saldos de salários, férias com 1/3 
proporcionais, 13º salário proporcional, 
recolhimentos do FGTS sem multa e COM 
liberação ao trabalhador do FGTS que foi 
depositado
Contrato que se encerra antes do prazo 
pelo empregador: pagamento de todas as 
verbas além da multa do art. 479 da CLT, 
além da multa dos 40% do FGTS
Contrato que se encerra antes do 
prazo pelo empregador: tem direito a 
pagamento dos saldos de salários, 
férias com 1/3 proporcionais, 13º 
salário proporcional, recolhimentos do 
FGTS sem multa e sem liberação ao 
trabalhador
Contrato que se encerra por acordo 
mútuo: aplicação da regra do artigo 
484-A da CLT
7 . aS ClÁUSUlaS aSSeCUraTÓriaS De DireiTo 7 . aS ClÁUSUlaS aSSeCUraTÓriaS De DireiTo 
reCÍProCoreCÍProCo
Quando ocorrem essas cláusulas no contrato de trabalho significam que, apesar de ser 
um contrato de trabalho por prazo determinado, haverá aplicação das normas benéficas 
do contrato de trabalho por prazo indeterminado. É o caso, por exemplo, da possibilidade 
de exigência do aviso prévio.
Nesse sentido, é o artigo 481 da CLT:
Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco 
de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por 
qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
O contrato de trabalho por prazo determinado possui regras diferentes das do contrato de 
trabalho por prazo indeterminado. Nesse ponto, alguns contratos de trabalho determinados 
(mas não todos) trazem a previsão de aplicar algumas normas do contrato indeterminado, 
como, por exemplo, o aviso prévio.
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Nesse caso, quando ocorre, diz-se que existem CLÁUSULAS ASSECURATÓRIAS DE DIREITO 
RECÍPROCO. Se isso não estiver expresso no contrato de prazo determinado, aplicam-se as 
regras já estudadas na modalidade contratual.
8 . oS 24 PoNToS iMPorTaNTeS Para reViSÃo De 8 . oS 24 PoNToS iMPorTaNTeS Para reViSÃo De 
CoNTraToS iNDiViDUaiS De TrabalhoCoNTraToS iNDiViDUaiS De Trabalho
Que tal revisar, em 24 pontos, os aspectos mais cobrados em provas objetivas por 
diversas bancas? Analise abaixo os aspectos mais importantes, com os artigos mais cobrados 
e, ainda, o entendimento jurisprudencial atualizado e aplicável às explicações do nosso 
SUPER ROTEIRO:
• 1. Função Social dos contratos: incidência do art. 444, caput, da CLT. Existe autonomia 
da vontade das partes, mas isso não ocorre de forma absoluta, sendo mister que se 
observem as normas de ordem pública e as normas de negociação coletiva, desde 
que mais favoráveis ao trabalhador. Ainda deve seguir os princípios que norteiam a 
dignidade da pessoa humana. Logo, os contratos regidos pela legislação trabalhista 
são mais “controlados” que os de natureza meramente civil. “Assim, o princípio da 
função social da propriedade se desdobra em princípio da função social da empresa 
e princípio da função social dos contratos (em geral) e do contrato de trabalho em 
particular”, como diz LEITE (2022;455).
• 2. Denominação dos contratos: pode-se dizer contrato de emprego quando se observam 
as figuras principais do empregado e do empregador. A doutrina majoritariamente 
utiliza a expressão contrato de trabalho. Isso difere daquela dicotomia que fazemos 
entre relação de emprego e relação de trabalho. Utilizaremos, como na CLT, contrato 
individual de trabalho.
• 3. Conceito: o artigo 442 da CLT nos ajuda a definir o conceito. Diz LEITE (2022;459): 
de forma simples, portanto, conceituamos o contrato individual de trabalho como 
o negócio jurídico regulado pelo direito do trabalho que estabelece um conjunto de 
direitos para o empregado e para o empregador. O artigo 443 da CLT determina que 
o contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado.
• 4. Características do contrato: ele é bilateral ou sinalagmático (direitos e obrigações 
recíprocos), oneroso, consensual ou não real, consensual e não solene, de trato 
sucessivo ou de execução continuada de adesão. Sobre este último, LEITE (2022;459) 
diz: “porquanto, via de regra, o empregado adere às condições impostas unilateralmente 
pelo empregador”.
• 5. Morfologia do contrato: a) em regra, não requer forma especial, salvo quando a lei 
expressamente fizer previsão em contrário; b) a prova do contrato pode ser feita de 
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qualquer forma, com destaque para a Súmula 12 do TST que trata da presunção juris 
tantum das anotações na CTPS (Obs.: hoje temos a CTPS digital com a lei 13.874/2019 
e pela MPT 671/2021); c) “o conteúdo do contrato de trabalho decorre do seu caráter 
sinalagmático, isto é, compõe-se de obrigações mútuas e em iguais proporções a cargo 
dos seus sujeitos” (LEITE 2022;462); d) observar o conteúdo trazido pela Reforma 
Trabalhista com o artigo 444, parágrafo único da CLT quanto à arbitragem individual, 
cuja constitucionalidade é discutida no STF, mediante a cláusula compromissória de 
arbitragem: nível superior com remuneração superior ao dobro do maior benefício 
pago no RGPS. Neste caso, deve existir expressa concordância.
• 6. Elementos essenciais do contrato: manifestação livre de boa-fé da vontade, agente 
capaz, objeto idôneo e forma prescrita ou não defesa em lei. Temos o agente capaz 
(maior de 18 anos, em regra, mas se admite contrato de aprendizagem aos 14 anos); 
o objeto deve ser lícito, possível e determinado ou determinável. Observar a aplicação 
do art. 104 do CC.
• 7. Elementos acidentais do contrato: termo, condição e encargo. Observar a aplicação 
do art. 105 do CC. Aqui também se aplicam os artigos 121 a 124 do CC.
• 8. Nulidades do contrato: existência de vício ou defeito. Diz LEITE (2022;470): A 
nulidade do negócio jurídico consiste no reconhecimento da existência de um vício 
ou defeito que o impeça de ter existência legal ou de produzir efeitos. A distinção 
entre defeito e vício do ato jurídico está em que este atinge diretamente a vontade 
das partes (exemplos: dolo, erro, coação); aquele, a vontade de terceiros (exemplos: 
simulação e fraude contra credores).
• 9. Nulidade absoluta: veja o art. 166 do CC. LEITE (2022;471) apresenta exemplos: a) 
do empregado com menos de 16 anos (salvo na condição de aprendiz aos 14 anos); b) 
que tenha por objeto atividade proibida, ilegal ou ilícita; c) que não obedeça à forma 
prescrita em lei; d) em que não tenha sido cumprido requisito que a lei considera da 
substância do ato (ex: concurso público para investidura do servidor em emprego 
público). Podemos também colocar aqui as situações de simulação e fraude. Observar 
a OJ 199 do TST da SDI-I e a súmula 363 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
OJ 199 DA SBDI-1 DO TST JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. 
OBJETO ILÍCITO É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de 
atividade inerente à prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, que subtrai 
o requisito de validade para a formação do ato jurídico.
Súmula N. 363 do TST CONTRATO NULO. EFEITOS. A contratação de servidor público, após 
a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo 
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art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação 
pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do 
salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
• 10. Nulidade relativa: aplicação do art. 171 do CC no direito do trabalho. Observar 
aqui a distinção entre TRABALHO PROIBIDO E TRABALHO ILÍCITO. Nesse sentido, é a 
decisão do TST sobre o caso de trabalho de PM em empresa que pode ser proibido, 
mas não é ilegal: O serviço de segurança que o policial militar presta a empresas 
privadas pode constituir transgressão disciplinar ao regulamento da corporação, 
mas não é ilícito. Esse foi o entendimento da Quinta Turma do Tribunal Superior 
do Trabalho ao confirmar decisão de segunda instância que reconheceu os direitos 
trabalhistas de um policial militar decorrentes do vínculo empregatício dele com uma 
empresa. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (2ª Região) concluiu que não 
havia qualquer impedimento para o policial prestar serviços a empresas privadas 
durante as folgas e que, se existisse qualquer proibição da corporação, caberia a 
ela estabelecer a punição. A decisão foi adotada no caso de um PM que trabalhou 
na empresa Microservice Microfilmagens e Reproduções Técnicas, de São Paulo, no 
período de setembro de 1989 a 1992. Em recurso, a empresa argumentou que o policial 
não era seu empregado e apenas prestava serviços eventuais e que haveria vínculo 
de emprego se houvesse, entreoutros requisitos, habitualidade e subordinação. No 
pedido para ser excluído da condenação o pagamento de saldo salarial, aviso prévio, 
férias e depósitos do FGTS, a empregadora também alegou ser ilegal a contratação de 
policial militar. Trabalho proibido não é trabalho ilícito, afirmou o relator do recurso 
no TST, juiz convocado Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. O serviço de segurança 
que o policial executa para empresas privadas pode revelar-se proibido, por não ser 
permitido o exercício de outra atividade profissional fora do regime que vincula o 
militar ao Estado, mas não se equipara à execução de trabalho ilícito, disse. O relator 
fundamentou-se na Orientação Jurisprudencial 167 do TST. Para o juiz Vieira de Mello, 
o policial pode ser punido pela corporação por trabalhar em serviços de segurança; 
contudo, perante o empregador, que se beneficiou do trabalho lícito, deve prevalecer 
a proteção emergente da legislação em que se regulam as relações de trabalho, em 
face do princípio do contrato-realidade. Em relação à alegação de que não existiu 
vínculo empregatício do PM com a empresa, o relator ressaltou que, como o TRT-
SP julgou comprovado, pelos depoimentos de testemunhas, a existência de vínculo 
empregatício, seria necessário o reexame de fatos e da prova para examinar essa 
alegação, o que seria inviável na instância extraordinária do TST. (RR 472031/1998)
• 11. Contrato em cooperativa: não há relação de emprego da cooperativa com os 
cooperados, salvo situação de fraude. A sociedade cooperativa é uma associação 
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voluntária de pessoas em que os cooperados buscam benefícios mútuos. A relação 
deve ser baseada na confiança, solidariedade e na ação coletiva, mas há casos em que 
o sistema cooperativo é desvirtuado e transformado em uma relação de emprego, 
sem que sejam observados os direitos trabalhistas. Apesar de vantajoso, às vezes, o 
sistema de cooperativas é desvirtuado, permitindo a ocorrência de fraudes trabalhistas. 
O caso mais comum é quando uma cooperativa é criada, mas funciona como uma 
empresa: os supostos sócios cumprem horários, mas não participam de reuniões e 
não recebem os lucros.
• 12. Contrato de parceria entre salão de beleza e cabeleireiro, barbeiro, esteticista, 
manicure, pedicure, depilador e maquiador: Lei 12.952/2012. A norma determina que 
o dono do salão e os profissionais que trabalham no local façam um contrato formal 
de parceria para garantir condições adequadas de segurança e saúde para todos. 
Prevê que os salões de beleza poderão celebrar contratos de parceria, por escrito, 
sem vínculo de emprego, onde uma cota-parte dos valores pagos pelos clientes 
ficará com os profissionais pela prestação de serviços de beleza, e a outra cota-parte 
ficará com o salão a título de atividade de aluguel de bens móveis e de utensílios, 
além dos serviços de gestão e apoio administrativo. O contrato de parceria deverá 
ser homologado pelo sindicato dos salões e dos profissionais e, na ausência destes, 
pelo órgão local do Ministério do Trabalho e Emprego. A norma prevê ainda que o 
contrato tenha, obrigatoriamente, o percentual das retenções pelo salão-parceiro dos 
valores recebidos por cada serviço prestado pelo profissional-parceiro; a obrigação, 
por parte do salão, de reter e recolher os tributos e contribuições previdenciárias 
devidos pelo profissional-parceiro. Veja o julgado do TST: Salão de beleza comprova 
que contrato com manicure era de parceria e não de emprego. A Oitava Turma do 
Tribunal Superior do Trabalho proveu recurso do Conceito LM Studio de Beleza Ltda., 
de Belo Horizonte (MG), e afastou o reconhecimento do vínculo de emprego de uma 
manicure. A Turma entendeu configurado contrato de parceria, em que o proprietário 
coloca à disposição de profissionais espaço físico, carteira de clientes e instalações. 
A comissão de 60% recebida por ela também foi considerada incompatível com a 
relação de emprego. O relator do recurso do Studio ao TST, desembargador convocado 
Breno Medeiros, entendeu evidenciado contrato de parceria, pelo qual a trabalhadora 
exercia a função de manicure, utilizando instrumentos próprios, a estrutura física do 
Studio e recebia comissão de 60% pelos serviços. Uma vez comprovada a liberdade 
da manicure na agenda, decidindo dias e horários de trabalho, para o relator, o fato 
de o agendamento ser feito na recepção não caracteriza subordinação jurídica. O 
desembargador observou que o contrato de parceria é prática rotineira no ramo dos 
salões de beleza, onde o proprietário coloca à disposição de cabeleireiros, massagistas, 
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depiladoras e manicures, além do espaço físico, sua carteira de clientes e instalações. 
Citando julgados do Tribunal nesse sentido, Breno Medeiros reformou o acórdão regional 
e restabeleceu a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de 
vínculo de emprego. A decisão foi unânime. (Lourdes Côrtes/CF) Processo: RR-1315-
96.2014.5.03.0185. Ainda sobre este contrato, é importante destacar: Para fins de 
homologação, os contratos de parceria deverão conter as seguintes cláusulas: I – 
percentual das retenções pelo salão-parceiro dos valores recebidos por cada serviço 
prestado pelo profissional-parceiro; II – obrigação, por parte do salão-parceiro, de 
retenção e de recolhimento dos tributos e contribuições sociais e previdenciárias 
devidos pelo profissional-parceiro em decorrência da atividade deste na parceria; 
III – condições e periodicidade do pagamento do profissional-parceiro, por tipo 
de serviço oferecido; IV – direitos do profissional-parceiro quanto ao uso de bens 
materiais necessários ao desempenho das atividades profissionais e sobre o acesso 
e circulação nas dependências do estabelecimento; V – possibilidade de rescisão 
unilateral do contrato, no caso de não subsistir interesse na sua continuidade, 
mediante aviso prévio de, no mínimo, trinta dias; VI – responsabilidades de ambas 
as partes com a manutenção e higiene de materiais e equipamentos, das condições 
de funcionamento do negócio e do bom atendimento aos clientes; e VII – obrigação, 
por parte do profissional-parceiro, de manutenção da regularidade de sua inscrição 
perante as autoridades fazendárias.
A ADI 5625 do STF declarou constitucional a lei de parceria. Decisão de julgamento: 1) É 
constitucional a celebração de contrato civil de parceria entre salões de beleza e profissionais 
do setor, nos termos da Lei 13.352, de 27 de outubro de 2016; 2) É nulo o contrato civil de 
parceria referido quando utilizado para dissimular relação de emprego de fato existente, 
a ser reconhecida sempre que se fizerem presentes seus elementos caracterizadores.
• 13. Contrato por tempo indeterminado: é a regra, aplicando-se a Súmula 212 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
• 14. Contrato por prazo certo: temos os contratos por prazo determinado previstos no 
art. 443 da CLT que traz as seguintes condições: a) termo prefixado; b) execuçãode 
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serviços especificados; c) realização de certo acontecimento suscetível de previsão 
aproximada. Além disso, LEITE (2022;511-512) traz os seguintes exemplos: contrato 
por obra certa (Lei 2959/58), contrato de safra (Lei 5889/73), contrato de experiência, 
contrato a prazo certo, contrato de técnico estrangeiro (Dec-Lei 691/69), contrato 
de atleta profissional (Lei 9615/98), contrato de artistas (Lei 6533/78), contrato de 
aprendizagem (CLT – arts. 426 a 433).
• 15. Regras na interpretação dos contratos: LEITE (2022;513) traz para nossa aula: a) 
havendo dúvida sobre a duração do contrato, deve prevalecer a indeterminação do 
prazo; b) o contrato a termo deve ser celebrado por escrito; c) conversão do contrato 
por tempo determinado em indeterminado, em algumas hipóteses; d) presunção em 
favor do contrato indeterminado; e) se o contrato contiver cláusula assecuratória do 
direito recíproco de rescisão antes do termo estipulado, se esse direito for exercido, 
aplicam-se as regras alusivas à rescisão dos contratos sem determinação de prazo; 
f) se não contiver tal cláusula, a rescisão antecipada, pelo empregador, implica 
pagamento do restante do contrato, pela metade (CLT, arts. 479, 480 e 481).
• 16. Contrato de experiência: faz parte do contrato por prazo determinado. No máximo: 
90 dias. Aplicação da Súmula 244 do TST sobre a garantia provisória no emprego da 
gestante e, ainda, da Súmula 378 do TST em relação à garantia provisória do acidentado. 
No caso da grávida, não se atinge a obreira de contrato temporário. Neste sentido, é o 
TST: Segundo expôs na decisão, a modalidade de contratação não garante o direito à 
estabilidade destinada a gestantes, não sendo aplicável o disposto no item III da Súmula 
244 do TST, que reconhece o direito mesmo nos contratos por tempo determinado. A 
matéria foi recentemente apreciada em incidente de assunção de competência, pelo 
TST, nos autos do processo 0005639-31.2013.5.12.0051. Foi fixada a tese jurídica de 
que a garantia de estabilidade provisória à empregada gestante é inaplicável ao regime 
de trabalho temporário, disciplinado pela Lei 6.019/1974. A modalidade de contratação 
temporária não garante o direito à estabilidade provisória à empregada gestante, 
prevista no artigo 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias. Embora a CLT não determine um tempo mínimo de duração, o parágrafo 
único do artigo 445 define que o contrato de experiência não poderá exceder 90 dias. 
Existe ainda a possibilidade de uma única prorrogação contratual, desde que ela não 
ultrapasse o período determinado pela lei. Caso ocorra mais de uma prorrogação, 
o contrato passará a vigorar com prazo indeterminado, conforme o estabelecido 
pelo artigo 451. Por fim, é importante lembrar que o empregado em período de 
experiência terá os mesmos direitos trabalhistas do profissional contratado por prazo 
indeterminado. Sendo assim, caso não seja contratado em definitivo, é obrigação do 
empregador dar a devida baixa na carteira de trabalho, além de realizar o pagamento 
das verbas trabalhistas. É importante o conhecimento do entendimento do TST:
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Contrato de experiência após dispensa da mesma função é considerado fraude: A 
Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho anulou o contrato de experiência 
firmado pela Louis Dreyfus Company Sucos S.A. com um colhedor de laranjas de 
Batatais (SP) para a mesma função da qual fora dispensado três meses antes. Para 
os ministros, a agroindústria desvirtuou a finalidade do contrato de experiência e 
fraudou a legislação trabalhista. Para o ministro, não há dúvidas de que a modalidade 
de contratação teve por finalidade fraudar a legislação trabalhista, cujo intuito é o 
de fomentar a continuidade das relações de trabalho por meio do contrato por prazo 
indeterminado. Segundo ele, o TST tem entendido que, quando a empresa já teve a 
oportunidade de aferir as aptidões do empregado, por meio de contratação anterior, 
o contrato de experiência que lhe sucede perde sua natureza, passando-se à regra 
geral do contrato por tempo indeterminado. A decisão foi unânime. (GS/CF) Processo: 
RRAg-10038-71.2018.5.15.0075
• 17. Contrato a prazo (provisório) previsto na Lei 9601/98: As convenções e os acordos 
coletivos de trabalho poderão instituir contrato de trabalho por prazo determinado, de 
que trata o art. 443 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, independentemente 
das condições estabelecidas em seu § 2º, em qualquer atividade desenvolvida pela 
empresa ou estabelecimento, para admissões que representem acréscimo no número 
de empregados. São garantidas as estabilidades provisórias da gestante; do dirigente 
sindical, ainda que suplente; do empregado eleito para cargo de direção de comissões 
internas de prevenção de acidentes; do empregado acidentado, nos termos do art. 
118 da Lei N. 8.213, de 24 de julho de 1991, durante a vigência do contrato por prazo 
determinado, que não poderá ser rescindido antes do prazo estipulado pelas partes.
• 18. Contrato temporário (Lei n. 13.429/2017): Trabalho temporário é aquele prestado 
por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca 
à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à necessidade de 
substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de 
serviços. Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, devidamente registrada 
no Ministério do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição 
de outras empresas temporariamente. Considera-se prestação de serviços a terceiros 
a transferência feita pela contratante da execução de quaisquer de suas atividades, 
inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica de direito privado prestadora 
de serviços que possua capacidade econômica compatível com a sua execução. A 
empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por 
seus trabalhadores, ou subcontrata outras empresas para realização desses serviços. 
É responsabilidade da empresa contratante garantir as condições de segurança, 
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higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas 
dependências ou em local por ela designado. A contratante estenderá ao trabalhador 
da empresa de trabalho temporário o mesmo atendimento médico, ambulatorial e de 
refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências da contratante 
ou local por ela designado. O contrato de trabalho temporário pode versar sobre o 
desenvolvimento de atividades-meio e atividades-fim a serem executadas na empresa 
tomadora de serviços. Antes da alteração realizada pelo Decreto 10.060/2019, o prazo 
máximo de contrato temporário estabelecido pela Lei6.019/1974 era de três meses. 
O artigo 25 do decreto aumentou-o para 180 dias corridos, independentemente 
de a prestação de serviço ocorrer em dias consecutivos ou não. Se comprovada a 
manutenção das condições que justificaram a contratação temporária, o contrato 
poderá ser prorrogado apenas uma vez, por até 90 dias corridos, consecutivos ou não. 
Ou seja, o prazo máximo, nessas condições, é de 270 dias, após o qual o trabalhador 
temporário só poderá ser colocado à disposição da mesma tomadora de serviços 
depois de 90 dias. Se a nova contratação ocorrer antes desse prazo, fica caracterizado 
o vínculo empregatício.
• 19. Alteração do contrato de trabalho: LEITE (2022;671) afirma: “Podemos dizer 
que três princípios norteiam o instituto da alteração do contrato de trabalho: pacta 
sunt servanda, autonomia de vontade e inalterabilidade contratual”. Num primeiro 
momento, os contratos devem ser cumpridos. No caso da autonomia da vontade, as 
partes possuem liberdade (relativa com os ditames da ordem pública e do patamar 
civilizatório mínimo) de elaboração das regras que norteiam suas relações jurídicas, 
conforme o art. 444 da CLT. Algumas alterações contratuais são permitidas diante do 
exercício do jus variandi do empregador. LEITE (2022;675) conceitua: “... que significa o 
direito de o empregador, em situações excepcionais, alterar unilateralmente algumas 
cláusulas do contrato de trabalho, desde que o exercício de tal direito não implique, 
para o empregado, prejuízos diretos ou indiretos, materiais ou morais”. Exemplos de 
jus variandi legítimo: arts. 468, §1º, 499, §1º, 469, §1º, 450, 461, §4º, tudo da CLT. Em 
contraposição ao jus variandi, temos o jus resistentiae (direito de resistência), em que 
surge o direito do empregado de resistir ao cumprimento de ordens ilegais, ilícitas 
ou contrárias às cláusulas previstas no contrato de trabalho. Exemplo de direito de 
resistência do empregado é quando se tornam abusivas as hipóteses do art. 469, 
§1º, ocasião em que pode pedir liminarmente, na JT, a suspensão do ato patronal 
até a decisão final do processo (trânsito em julgado). Se a liminar é concedida, não 
pode o empregador usar MS para fins de reverter a decisão, conforme se observa 
pela leitura da OJ 67 da SBDI-II do TST.
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JURISPRUDÊNCIA
67. MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSFERÊNCIA. ART. 659, IX, DA CLT (inserida em 
20.09.2000). Não fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de 
transferência de empregado, em face da previsão do inciso IX do art. 659 da CLT.
• 20. A inalterabilidade contratual objetiva (relacionada ao conteúdo da relação) está 
prevista no artigo 468 da CLT. LEITE (2022;671) traz as condições para a alteração do 
contrato de trabalho: a) as partes, de comum acordo, consentirem com a alteração; 
b) desta alteração não resultará prejuízo direto ou indireto para o empregado. A 
alteração SUBJETIVA ocorre quando existe a mudança do empregador, como ocorre 
com a sucessão trabalhista na figura do empregador. Cuidado quando se trata de 
redução salarial e a alteração da jornada, pois é preciso: a) por meio de CCT ou ACT; 
b) respeitadas as condições mínimas de dignidade da pessoa; c) haja outras cláusulas 
compensatórias na negociação coletiva. A Reforma Trabalhista fez previsão de alteração 
nos parágrafos do artigo 468 da CLT, principalmente, com a flexibilização da Súmula 
372 do TST, com a flexibilização da retirada da função de confiança que se tenha 
recebido por, no mínimo, 10 anos. Conheça também o teor da Súmula 265 do TST em 
que a alteração do turno com a supressão do adicional noturno não é ilícita, sendo 
possível a supressão, pois se trata de salário – condição. Veja a Súmula 265:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 265 – ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. 
POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO A transferência para o período diurno de trabalho 
implica a perda do direito ao adicional noturno.
• 21. Exemplo de julgado do TST em 2023 extraído do site oficial: 27/02/23 – A Oitava 
Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que o Município de Tietê (SP) 
restabeleça o pagamento de uma gratificação paga durante quatro anos a um motorista 
de ambulância, até ser cancelada. Para o colegiado, a supressão da parcela configura 
alteração contratual prejudicial ao motorista, o que é proibido por lei. Gratificação 
suspensa. Na ação, o trabalhador contou que foi contratado pelo Município após 
aprovação em concurso público, em 2007. A gratificação, instituída por lei municipal 
para o exercício de atividades especiais, correspondia a 50% do seu salário base e foi 
paga de 2009 a 2013, quando foi cancelada, inicialmente por uma portaria e, depois, 
por lei complementar. Diante desse quadro, argumentou que qualquer alteração 
contratual só poderia ocorrer com o seu consentimento e desde que não lhe causasse 
prejuízos (artigo 468 da CLT) ou redução salarial, uma vez que foram mantidas as 
mesmas condições de trabalho. Critério da administração. O município, por outro lado, 
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afirmou que a lei municipal que instituiu a gratificação previa expressamente que ela 
não se incorporaria aos salários e poderia ser cancelada, a critério da administração. 
Funções diferenciadas. Para o juiz da Vara do Trabalho de Tietê, o motorista tinha 
direito ao restabelecimento da gratificação porque teria sido vítima de uma alteração 
contratual lesiva. No Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), 
porém, o município conseguiu afastar a condenação. O TRT avaliou que a parcela visava 
remunerar o exercício de funções diferenciadas, o que não se aplicaria ao motorista de 
ambulância, e havia previsão expressa de não incorporação da gratificação ao salário. 
Ainda segundo o TRT, o Poder Judiciário está impedido de deferir verba sem previsão 
em lei, por força da Súmula Vinculante 37 do Supremo Tribunal Federal. Súmula 51 
do TST. Coube à ministra Delaíde Miranda analisar o recurso do motorista no TST. 
Ela destacou que o entendimento do Tribunal é de que o ente público se equipara ao 
empregador privado em direitos e obrigações quando contrata trabalhadores sob o 
regime da CLT, como no caso. Desse modo, a revogação da lei municipal configurou, 
na realidade, alteração lesiva do contrato. Ela ressaltou que o motorista deixou 
de receber uma parcela paga por cerca de quatro anos, sem que tenha ocorrido 
modificação das suas condições de trabalho. Por fim, destacou que, de acordo com a 
Súmula 51 do TST, as cláusulas regulamentares que revoguem ou alterem vantagens 
deferidas anteriormente só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação 
ou alteração do regulamento. A decisão foi unânime. (Lilian Fonseca/CF). Processo: 
RR-12591-17.2017.5.15.0111
• 22. LEITE (2022;676): “Não se deve, porém, confundir rebaixamento com reversão 
ao cargo efetivo, pois este pressupõe a existência de um cargo efetivo ocupado pelo 
empregado antes de ter sido guindado ao cargo de confiança (CLT, arts. 450 e 499), 
caso em que a alteração contratual será legalmente permitida, nos termos do novel 
§1º do art. 468 da CLT, sendo certo que essa alteração, com ou sem justo motivo, 
não assegurará ao empregadoo pagamento de gratificação correspondente, que 
não será incorporada ao contrato de trabalho, independentemente do tempo de 
exercício na respectiva função de confiança (CLT, art. 468, §2º, acrescentado pela Lei 
13.467/2017), ficando, assim, prejudicada a Súmula 372 do TST.”
• 23. Transferência do empregado do local de trabalho: encontra-se a previsão no artigo 
469 da CLT e artigo 470, sendo que este último afirma que as despesas resultantes 
da transferência correrão por conta do empregador. LEITE (2022;681) afirma: “Trata-
se, pois, de uma ajuda de custo, de natureza indenizatória, que deve ser paga pelo 
empregador que transferir o empregado. Tais despesas devem alcançar não apenas os 
gastos comprovados de deslocamento (transporte, mudança, passagens, combustível, 
alimentação no trajeto etc.) do empregado, como também de sua família”. Somente 
é transferência quando implica MUDANÇA DE DOMICÍLIO, aplicando-se a Súmula 29 
do TST (acréscimo nas despesas de transporte – suplemento salarial):
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JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 29 – TRANSFERÊNCIA. Empregado transferido, por ato unilateral do 
empregador, para local mais distante de sua residência, tem direito a suplemento 
salarial correspondente ao acréscimo da despesa de transporte.
• 24. LEITE (2022;679) diz as hipóteses em que se admite a transferência: a) quando 
não acarretar a mudança de domicílio do empregado; b) dos empregados exercentes 
de cargo de confiança; c) dos empregados cujos contratos tenham como condição, 
implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra da real necessidade do 
serviço, observando-se o teor da Súmula 43 do TST, sendo ônus do empregador 
demonstrar a real necessidade do serviço; d) no caso de extinção do estabelecimento 
em que o obreiro exercia suas funções; e) havendo (real) necessidade do serviço, 
situação em que o empregador pagará um adicional de 25% incidente, a nosso 
sentir, sobre a remuneração, enquanto perdurar a situação, tanto para os cargos 
comissionados ou não, consoante a leitura da OJ 113 da SBDI-1 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA. CARGO DE CONFIANÇA OU PREVISÃO CONTRATUAL DE 
TRANSFERÊNCIA. DEVIDO. DESDE QUE A TRANSFERÊNCIA SEJA PROVISÓRIA. O fato de 
o empregado exercer cargo de confiança ou a existência de previsão de transferência 
no contrato de trabalho não exclui o direito ao adicional. O pressuposto legal apto a 
legitimar a percepção do mencionado adicional é a transferência provisória.
• 25. No que se refere à prescrição quando se refere à alteração contratual, entende-
se que se aplica o teor da Súmula 294 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 294 – PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO. 
Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de 
alteração do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja 
também assegurado por preceito de lei.
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RESUMORESUMO
• O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez, passará a vigorar sem determinação de prazo.
• O trabalho proibido não ofende à legislação penal, muito embora ofenda algum 
preceito constitucional. O caso clássico cobrado nas provas é o do menor de 18 anos 
que trabalhará em condições insalubres, perigosas e no labor noturno. Ou ainda 
quando um menor de 14 anos trabalhar.
• A Súmula n. 244 do TST não foi cancelada. Dispõe:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 244 do TST. GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – O desconhecimento do 
estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização 
decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). II – A garantia de emprego à gestante 
só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, 
a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de 
estabilidade. III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista 
no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, 
mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.
• Em 2019, houve julgamento do TST no sentido da inaplicabilidade da estabilidade 
da gestante para as mulheres com contrato temporário. Verificava-se, em 2019, no 
TST, que existia a exceção do contrato por prazo determinado, nos termos do inciso 
III da súmula n. 244 do TST. Em 2020, houve um julgamento do TST em relação à não 
extensão da estabilidade da gestante, nem para contrato temporário nem por prazo 
determinado. Mas, na prova, seguimos a súmula n. 244 do TST, que não foi cancelada.
• A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela 
Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da 
prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando essas contratações 
quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser 
o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do 
art. 19-A da Lei n. 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo 
de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS.
• O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho, prevista no art. 
118 da Lei n. 8.213/1991.
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• O contrato de safra não é do tipo formalístico, podendo ser tacitamente ajustado e 
provado por todos os meios de prova lícitos previstos na lei processual. Aplicam-se ao 
contrato de safra todas as características do contrato por prazo determinado na CLT.
• Com a aprovação da Lei n. 13.475/2017, a nova lei do Aeronauta, pilotos e comissários 
de voo não podem atuar como terceirizados; logo, não podem ser temporários.
• Não existe criação de vínculo direto com a Administração Pública em caso de 
terceirização ilícita. Isso nos exatos termos da súmula n. 331 do TST, inciso II:
• A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo 
de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional 
(art. 37, II, da CF/1988).
• Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa 
de trabalho temporário, que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de 
serviços para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente 
ou à demanda complementar de serviços.
• As características desse contrato provisório podem ser resumidas na lição de GODINHO 
(2020, p. 708-709) como sendo:
− duração do prazo consensual que se limita também pelo prazo de dois anos, tal 
como na generalidade dos contratos a termo;
− em regra, é o termo certo com data certa;
− a sucessividade contratual é descaracterizada: afasta aincidência da regra da CLT 
no caso do artigo 452 da CLT em que, apesar de novo contrato provisório em menos 
de seis meses, não leva à indeterminação do contrato de trabalho;
− é um contrato formal e solene, escrito;
− pode haver mais de uma prorrogação, não se aplicando a regra do artigo 451 da 
CLT; ou seja, várias prorrogações não descaracterizam o contrato provisório;
− pactuação do contrato provisório: existe a obrigatoriedade de autorização em 
negociação coletiva, seja por acordo ou convenção coletiva;
− aqui também não se aplica, nas rescisões antecipadas de contrato, aquela multa 
do artigo 479 da CLT, mas se aplica a condenação em multa de 40% no caso de dis-
pensa sem justa causa antecipada do trabalhador, lembrando que o recolhimento 
de FGTS aqui é de 2% sobre a remuneração do obreiro, também de forma mensal;
− não se aplica também aqui a regra do artigo 480 da CLT.
• Cláusulas assecuratórias de direito recíproco podem ser conceituadas nos termos 
do artigo 481 da CLT:
Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco 
de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por 
qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
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Maria Rafaela
• Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, metade da 
remuneração a que teria direito até o término do contrato.
• Havendo termo estipulado, o empregado não poderá se desligar do contrato sem 
justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador pelos prejuízos que 
desse fato lhe resultarem.
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
CONTRATO A 
TERMO NO BRASIL 
Serviços cuja natureza ou transitoriedade 
justifique a predeterminação do prazo do con-
trato
Atividades empresariais de caráter transitório
Hipóteses em legislação extravagante
Contrato de experiência
Contrato de aprendizagem
Profissionais altamente qualifica-
dos como atletas, artistas etc.
É aquele que não é protegido pelo Direito do Trabalho 
Realização de um crime/contravenção penal ou concorre 
para realização deles
Ex.: tráfico de drogas, jogo do bicho, exercício irregular da 
medicina
Atividades criminosas que buscam algum amparo no 
Direito do Trabalho 
LICITUDE DO 
OBJETO DO 
TRABALHO
Trabalho ilícito 
É aquele protegido pelo Direito do Trabalho, com 
repercussão trabalhista e previdenciária 
Aqui desrespeita norma imperativa vedatória do labor
Existe o descumprimento de uma norma, por exemplo, 
colocar um menor de 18 anos em ambiente insalubre
Trabalho proibido 
ou irregular
Caso de trabalho ilícito
Não se resguardam os direitos trabalhistas
Ex.: OJ 199 da SDI 1 - jogo do bicho 
Não gera efeitos
NULIDADES DO 
CONTRATO DE 
TRABALHO
Nulidade 
Absoluta
Caso de trabalho proibido
Resguardam-se os direitos trabalhistas e previdenciários
Ex.: trabalho infantil menor de 14 anos
Gera efeitos trabalhistas 
Nulidade 
Relativa
CONTRATO DE 
TRABALHO NO 
ÂMBITO RURAL
Regra: por prazo indeterminado
De safra: dura enquanto for necessário por condições de 
estações, colheitas etc. Não tem prazo definido, mas é algo que não é 
permanente
Por tempo determinado: dentro do período de um ano, superar dois 
meses e o contrato aqui deve ser escrito. Não admite prorrogação
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Não se aplicam as regras dos artigos 
451, 452, 479 e 480 da CLT
Pode prorrogar várias vezes
Pode contratar de novo antes de seis 
meses
Contrato formal e solene
Recolhimentos de FGTS de 2%
Extensão das garantias provisórias nos 
empregos
Não pode exceder dois anos 
Pode ser em qualquer atividade da empresa 
ou estabelecimento
Tem que existir a negociação coletiva 
autorizando - ACT ou CCT
CONTRATO 
PROVISÓRIO
Lei n. 6.019/1974 alterada em 2017
Admite terceirização de atividade-fim e de 
atividade-meio 
Terceirização - relação trilateral 
Prazo: 180 dias podendo ser prorrogado por mais 90 
dias
Interposta pessoa - ele é empregado de uma empresa, 
mas presta serviços em outra 
Não garante as estabilidades (garantias 
provisórias no emprego)
Contrato 
temporário 
Lei n. 9.601/2008
Contratação direta do trabalhador sem interposta 
pessoa
Garante todas as estabilidades (garantias provisórias 
no emprego)
Existem limites legais de números de empregos a 
serem contratados
Prazo máximo de dois anos
Contrato 
provisório
Contrato por prazo 
determinado pela CLT
RELAÇÃO A 
TERMO DE 
TRABALHO 
VERBAS 
RESCISÓRIAS 
DO CONTRATO 
POR PRAZO 
DETERMINADO 
Contratos que têm cláusu-
las assecuratórias de direito 
recíproco: aplicam-se as regras do 
contrato por prazo indeterminado.
Contrato que se encerra pelo 
decurso do prazo: pagamento dos 
saldos de salários, férias com 1/3 
proporcionais, 13º salário proporcional, 
recolhimentos do FGTS sem multa e COM 
liberação ao trabalhador do FGTS que foi 
depositado
Contrato que se encerra antes do prazo 
pelo empregador: pagamento de todas as 
verbas além da multa do art. 479 da CLT, 
além da multa dos 40% do FGTS
Contrato que se encerra antes do 
prazo pelo empregador: tem direito a 
pagamento dos saldos de salários, 
férias com 1/3 proporcionais, 13º 
salário proporcional, recolhimentos do 
FGTS sem multa e sem liberação ao 
trabalhador
Contrato que se encerra por acordo 
mútuo: aplicação da regra do artigo 
484-A da CLT
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QUESTÃO DE CONCURSOQUESTÃO DE CONCURSO
001. 001. (MS CONCURSOS/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO/2009) Assinale a proposição correta:
a) O trabalho ilícito e o trabalho proibido acarretam as mesmas consequências para a 
relação de emprego.
b) Conforme orientação jurisprudencial do TST, a relação de trabalho entre o apontador do 
jogo do bicho e o dono da banca deve ser preservada para os efeitos trabalhistas.
c) É exemplo de trabalho proibido por lei aquele prestado por estrangeiro com visto de 
turista.
d) É ilícito o trabalho prestado por menor de 18 anos em atividades insalubres.
e) A relação de emprego entre marido e mulher é proibida.
002. 002. (FGV/EXAME DA ORDEM OAB/2010) No contexto da teoria das nulidades do contrato 
de trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Configurado o trabalho ilícito, é devido ao empregado somente o pagamento da 
contraprestação salarial pactuada.
b) Os trabalhos noturno, perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são 
modalidades de trabalho proibidoou irregular.
c) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade, que não seja aprendiz, é modalidade 
de trabalho ilícito, não gerando qualquer efeito.
d) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida 
o contrato de trabalho.
003. 003. (CESPE/AGU/PROCURADOR JURÍDICO/2007) Julgue o item seguinte, levando em 
conta a Constituição de 1988, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a jurisprudência 
do Tribunal Superior do Trabalho. Suponha-se que determinada prefeitura, com base na 
CLT, tenha contratado, por prazo indeterminado, sem a realização de concurso público, 
empregado para a prestação de atividades regulares afetas àquela unidade da Federação. 
Nessa situação, o contrato de trabalho é nulo e produz como únicos efeitos o pagamento 
ao empregado da contraprestação pactuada em relação às horas trabalhadas, respeitado o 
valor da hora do salário mínimo, e o pagamento dos valores referentes ao depósito do FGTS.
004. 004. (FCC/PROCURADORIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE/PROCURADOR DO 
ESTADO/2014) Iara Delfina, de 16 anos, foi contratada como operadora de bomba de gasolina 
no Posto Mata Estrela, dirigido por seu pai e que se situa a 50 quilômetros de Natal, cidade 
onde reside. A empregadora, cuidadosa no pagamento de suas obrigações trabalhistas 
decorrentes da legislação, remunera Iara corretamente, a qual recebe mensalmente salário, 
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horas extras, adicional de periculosidade, além de conceder-lhe vale-transporte e auxílio-
refeição, conforme determina a convenção coletiva da categoria. Considerados os fatos 
narrados, o trabalho prestado por Iara, à luz da Consolidação das Leis do Trabalho e da 
Constituição da República, é
a) permitido porque o Posto Mata Estrela é dirigido pelo pai de Iara.
b) permitido porque Iara já atingiu a idade de 16 anos completos.
c) proibido porque Iara exerce trabalho em condições de periculosidade.
d) permitido porque a Constituição da República se sobrepõe à CLT e fomenta o dever 
social à profissionalização.
e) proibido porque Iara não é aprendiz, hipótese autorizadora do trabalho descrito.
005. 005. (FCC/PREFEITURA DE CUIABÁ–MT/PROCURADOR MUNICIPAL/2014): Segundo a 
jurisprudência do TST, em caso de contratação sem concurso público de empregado regido 
pela CLT, pela Administração Pública Indireta,
a) o contrato é válido, porque a existência de irregularidade administrativa não vicia o 
contrato de trabalho celebrado entre agentes capazes.
b) diante dos princípios da primazia da realidade e protetor, a relação jurídica é válida para 
todos os efeitos legais.
c) o contrato é nulo, não produzindo qualquer efeito, face à exigência constitucional do 
concurso público.
d) o contrato é válido, porque a existência de irregularidade administrativa não pode ser 
reconhecida pela própria Administração Pública.
e) não é possível reconhecer a validade do contrato de trabalho, mas ao trabalhador 
confere direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de 
horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes 
aos depósitos do FGTS.
006. 006. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) Julgue o item que se segue.
A nulidade é total se resultar de defeito grave em elemento essencial do contrato, estendendo 
seus efeitos ao conjunto do pacto.
007. 007. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho e do STF, julgue o item a seguir, a respeito de 
FGTS e de relação de trabalho e de emprego. Caso um contrato de trabalho entabulado pela 
administração pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação do contratado 
em concurso público, o trabalhador não terá direito ao depósito do FGTS, ainda que tenha 
direito ao salário relativo aos serviços prestados.
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008. 008. (IBFC/EBSHER/ADVOGADO/2016) Julgue o item que se segue.
Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que for 
executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 6 (seis) horas.
009. 009. (PUC/PGE-PR/PROCURADOR DO ESTADO/2015) Em relação aos contratos de trabalho 
celebrados com a Administração Pública sem concurso público após a Constituição Federal 
de 1988, é CORRETO afirmar:
a) Considerando o princípio da primazia da realidade, o contrato de trabalho, inclusive 
os celebrados para empregos em comissão, é válido para todos os efeitos jurídicos, 
independentemente da responsabilidade do administrador público.
b) O contrato é nulo, sem que se possa reconhecer qualquer direito ao trabalhador.
c) O contrato é anulável, sendo devidos todos os direitos ao trabalhador até o trânsito em 
julgado da decisão que reconhecer a irregularidade.
d) Considerando as Convenções da OIT ratificadas pelo Brasil, o contrato de trabalho é 
válido e é garantido ao trabalhador o rol de direitos elencados na Constituição Federal.
e) O contrato de trabalho é nulo, somente conferindo ao trabalhador direito ao pagamento 
da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o 
valor da hora do salário-mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
010. 010. (FGV/PGM NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2014) Em agosto de 2012, um Município 
contratou diretamente uma pessoa física para atendimento ao público no balcão de uma 
de suas repartições, sem concurso público e sem que ela ocupasse cargo de confiança ou 
houvesse qualquer urgência. Um ano após, realizou a dispensa dessa pessoa, sem nada lhe 
pagar, o que motivou o ajuizamento de reclamação trabalhista pela pessoa contratada. Sobre 
essa situação, de acordo com o entendimento do TST e STF, assinale a afirmativa correta.
a) O caso envolve trabalho ilícito e, assim, nenhum direito poderá ser reconhecido, sob pena 
de burla à Constituição Federal.
b) O contrato em tela é proibido, mas como o trabalho beneficiou o Município e a sociedade 
em geral, são devidos todos os direitos normalmente (aviso prévio, 13º salário, férias e FGTS).
c) É princípio basilar no Direito que não pode haver enriquecimento ilícito, daí porque, como 
o serviço foi aproveitado, é garantido apenas o salário à pessoa contratada.
d) O contrato é válido porque se trata de um ato administrativo. Todos os direitos serão 
respeitados (aviso prévio, 13º salário, férias e FGTS) e a dispensa deve ser motivada, sob 
pena de reintegração, conforme decidiu o STF.
e) Trata-se de contrato nulo, ensejando o pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e 
dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
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011. 011. (FUNDATEC/PROCURADORIA DO RIO GRANDE DO SUL/PROCURADOR DO ESTADO/2011) 
Julgue o item que se segue.Ainda que desvirtuada a finalidade do contrato de estágio celebrado na vigência da 
Constituição Federal de 1988, é inviável o reconhecimento do vínculo empregatício com 
ente da Administração Pública direta ou indireta, por força do art. 37, II, da CF/1988, 
bem como o deferimento de indenização pecuniária, exceto em relação ao pagamento da 
contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor 
da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
012. 012. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Julgue o item que se segue.
Enquadrando-se a atividade prestada em tipo legal criminal, inválida a contratação que, 
assim, não tem qualquer repercussão trabalhista.
013. 013. (CESGRANRIO/EPE/ADVOGADO/2012) Quando da declaração da nulidade de determinado 
contrato de trabalho, verifica-se que
a) a contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso 
público, somente lhe confere direito ao pagamento da contraprestação pactuada em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário-mínimo, e 
dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
b) as verbas resilitórias, e apenas elas, na ausência de concurso público, são devidas, 
evitando-se, assim, o enriquecimento sem causa da parte contratante.
c) o contrato entre policial militar e empresa privada é nulo de pleno direito, sendo ilegítimo 
o reconhecimento, em sede judicial, da existência da relação de emprego.
d) os efeitos da declaração retroagem, alcançando o momento do ajuste.
e) os salários e as verbas resilitórias são devidos ao empregado na ausência de concurso 
público, dado o caráter comutativo da relação de emprego.
014. 014. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado, dentre outros requisitos, 
mediante celebração de contrato escrito, em duas vias, uma para cada parte, do qual 
conste, no mínimo, expressa autorização em acordo coletivo ou convenção, identificação 
do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado, indicação da respectiva 
matrícula e identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição 
do Trabalhador – NIT.
015. 015. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Julgue o item que se segue.
Entre as modalidades de contrato de trabalho por prazo determinado previstas pelo 
ordenamento jurídico está o contrato de trabalho por pequeno prazo previsto pelo art. 14-A 
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da Lei n. 5.889/1973 (Lei do Trabalho Rural). A não inclusão do trabalhador rural contratado 
por pequeno prazo na GFIP pressupõe a inexistência de contratação nesta modalidade, sem 
prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência de relação 
jurídica diversa.
016. 016. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) Julgue o item que se segue.
O produtor rural pessoa física pode contratar trabalhador rural por pequeno prazo para o 
exercício de atividades de natureza temporária, desde que dentro do ano agrícola.
017. 017. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Em relação ao trabalhador rural contratado 
por pequeno prazo, é INCORRETO afirmar que:
a) a contribuição do segurado trabalhador rural contratado sob esta modalidade é de 8% 
(oito por cento) sobre o respectivo salário de contribuição.
b) além de remuneração equivalente à do trabalhador rural permanente, são assegurados 
os demais direitos de natureza trabalhista.
c) sua contratação só poderá ser realizada por produtor rural pessoa física, proprietário 
ou não, que explore diretamente atividade agro econômica.
d) a contratação que, dentro do período de um ano, superar três meses fica convertida 
em contrato de trabalho por prazo indeterminado, observando-se os termos da legislação 
aplicável.
e) o produtor rural pessoa física poderá realizar sua contratação para o exercício de atividades 
de natureza temporária.
018. 018. (FCC/TRT-1ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Em relação ao trabalho temporário, é 
correto afirmar:
a) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do pessoal regular e 
permanente da empresa ou em caso de serviços excepcionais que não se inserem na atividade 
fim da empresa contratante.
b) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por atividade colocar à 
disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores.
c) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviço ou cliente 
pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o motivo justificador da demanda de 
trabalho temporário.
d) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros 
com visto provisório de permanência no país.
e) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, 
com relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de cento e vinte dias, salvo 
autorização do Ministério do Trabalho.
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019. 019. (CESPE/TRT-10ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato temporário só será válido em se tratando de serviço cuja natureza ou transitoriedade 
justifique a predeterminação do prazo, de atividades empresariais de caráter transitório e 
de contrato de experiência.
020. 020. (CESPE/TRT-10ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho temporário pode ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente 
ou por escrito.
021. 021. (FCC/TRT-4ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011/ADAPTADA) No contrato de trabalho 
temporário, o contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora 
ou cliente, com relação a um mesmo empregado, NÃO
a) possui prazo mínimo, mas não poderá exceder seis meses, em qualquer hipótese, 
convertendo-se automaticamente em contrato individual de trabalho por prazo indeterminado.
b) possui prazo mínimo e nem máximo para ser celebrado devendo observar a demanda 
que gerou a contratação extraordinária.
c) poderá exceder de 180 dias, salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério 
do Trabalho e Previdência Social.
d) poderá exceder de sessenta dias, salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério 
do Trabalho e Previdência Social.
e) possui prazo mínimo, mas não poderá exceder trinta dias, em qualquer hipótese, convertendo-
se automaticamente em contrato individual de trabalho por prazo indeterminado.
022. 022. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2013) Com fundamento nas disposições da 
CLT, em relação ao contrato de trabalho por prazo determinado, o mesmo
a) não é admitido pelo ordenamento jurídico brasileiro.
b) pode ser prorrogado, tácita ou expressamente, por no máximo três vezes.
c) pode ser celebrado livremente pelas partes, para qualquer tipo de atividade empresarial.
d) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos, ou, no caso de contrato de experiência, 
não poderá ser estipulado por mais de 90 dias.
e) será considerado por prazo indeterminado se suceder, dentro de um ano, a outro contrato 
por prazo determinado.
023. 023. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA TÉCNICO/2010) Julgue o item que se segue.
Contrato de experiência é o negócio jurídico por meio do qual empregado e empregador, 
no âmbitoprivado, aferem reciprocamente suas condutas, com o objetivo de uma futura, 
porém incerta, efetivação do ajuste precário em contrato por tempo indeterminado, que 
pode ser celebrado por prazo não superior a três meses, sob pena de passar a vigorar sem 
determinação de prazo.
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024. 024. (CESPE/TRT-21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010) Julgue o item que se segue.
Contrato de experiência é o negócio jurídico por meio do qual empregado e empregador, 
no âmbito privado, aferem reciprocamente suas condutas visando a uma futura, porém 
incerta, efetivação do ajuste precário em contrato por tempo indeterminado. O referido 
contrato pode ser celebrado por prazo não superior a três meses, sob pena de passar a 
vigorar sem determinação de prazo.
025. 025. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2009) Julgue o item que se segue.
O estrangeiro portador de visto provisório ou definitivo poderá ser contratado como 
trabalhador temporário.
026. 026. (UPA/PREFEITURA DE BARBALHA-CE/ADVOGADO/2017) De acordo com a Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), o contrato de experiência não poderá exceder de:
a) 30 dias.
b) 60 dias.
c) 90 dias.
d) 120 dias.
027. 027. (FEPESE/DPE-SC/DEFENSOR PÚBLICO/2012) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de atividade empresarial cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação 
do prazo;
b) de acréscimo extraordinário de serviços;
c) de contrato de experiência.
Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a 
outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
028. 028. (FAFIPA/PREFEITURA DE SARANDI-RS/PROCURADOR/2016) Julgue o item que se segue.
Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência não dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de 
certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.
029. 029. (CESPE/DATAPREV/ADVOGADO/2006) Paulo, policial militar, trabalhava como segurança 
para a pessoa jurídica Iota. Em 7 de maio de 2005, Paulo teve seu contrato rescindido com 
Iota, sem receber nenhuma verba. Diante desse fato, Paulo ajuizou reclamação trabalhista 
contra a empresa, que em sua contestação, alegou inexistência de vínculo empregatício, 
em razão de Paulo ser policial militar, o que o impediria de celebrar contrato de trabalho, 
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em virtude de expressa proibição existente no estatuto do policial militar. Nessa situação, 
com base na legislação trabalhista vigente, é possível afirmar que a existência da aludida 
proibição não é fato impediente à configuração do vínculo empregatício.
030. 030. (GANZAROLI/PREFEITURA DE ESTRELA DO NORTE-GO/AGENTE ADMINISTRATIVO/2019) 
Julgue o item que se segue.
Rescisão: Art. 479 da CLT. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, 
sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, 
a metade, da remuneração a que teria direito até o término do contrato.
031. 031. (GANZAROLI/PREFEITURA DE ESTRELA DO NORTE -GO/AGENTE ADMINISTRATIVO/2019) 
Julgue o item que se segue.
Art. 480 da CLT Havendo termo estipulado, o empregado poderá se desligar do contrato, 
sem justa causa, e não precisa ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que 
deste fato lhe resultarem
032. 032. (FEPESE/PREFEITURA DE ITAJAI-SC/ASSISTENTE JURÍDICO/2020) De acordo com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, é correto afirmar:
a) Ao final do prazo fixado para o contrato de trabalho por prazo determinado, a sua 
prorrogação, tácita ou automática, deverá observar as mesmas condições que foram 
inicialmente pactuadas.
b) No contrato de trabalho intermitente, recebida a convocação, o empregado terá o prazo 
de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
c) O contrato de trabalho por prazo determinado somente será válido em se tratando de 
serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.
d) O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por período 
superior a dois anos e inferior a noventa dias.
e) A excepcionalidade da estipulação de contrato verbal de trabalho exige a observância 
dos preceitos jurídicos adequados à sua legitimidade, bem como de elementos mínimos 
de prova para a comprovação da sua existência.
033. 033. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO ROQUE/ADVOGADO/2020) Julgue o item que se segue.
Determinada empresa, objetivando suprir a necessidade transitória de mão de obra motivada 
pelo acidente de trabalho de uma de suas empregadas, poderá adotar a seguinte providência: 
contratação de outro empregado por prazo determinado, desde que também seja do sexo 
feminino.
034. 034. (VUNESP/PREFEITURA DE ESTÂNCIA TURÍSTICA DE GUARATINGUETÁ/PROCURADOR/2019) 
O contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, 
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ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados 
em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do 
empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria, é o
a) de prazo determinado.
b) trabalho intermitente.
c) trabalho temporário.
d) teletrabalho.
e) trabalho autônomo.
035. 035. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2019) Considere a seguinte 
situação hipotética: Carla foi contratada por empresa de trabalho temporário que a 
colocou à disposição de empresa tomadora de serviços para exercer determinado trabalho 
temporário, nos moldes do que preceitua a Lei Federal n. 13.429/2017. A propósito do tema,
a) o contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-
meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços.
b) aplica-se ao trabalhador temporário, contratado pela tomadora de serviços, o contrato 
de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
c) o trabalho temporário destina-se, dentre outras hipóteses, a atender à demanda 
complementar de serviços, que é a oriunda de fatores imprevisíveis ou, quando decorrente 
de fatores previsíveis, tenha natureza contínua, periódica ou sazonal.
d) dependendo do ramo da empresa tomadora de serviços, poderá existir vínculo de emprego 
entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
e) o contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá 
exceder o prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não, sendo vedada a prorrogação 
deste prazo, ainda que comprovada a manutenção das condições que o ensejaram.
036. 036. (IADES/APEX BRASIL/ANALISTA JURÍDICO/2018) Julgue o itemdefinindo o conceito de contrato de trabalho por prazo determinado 
e as hipóteses previstas para sua configuração:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;
b) de atividades empresariais de caráter transitório;
c) de contrato de experiência.
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Entre as características dos contratos a termo, têm-se:
• lapsos temporais pré-determinados/pré-fixados quanto ao início e ao término do 
pacto laboral;
• esses lapsos temporais são estreitos e rígidos e devem ser observados, sob pena de 
caracterização de contrato de trabalho por prazo indeterminado;
• possuem regras também acerca da sua sucessividade, haja vista que o desrespeito 
aos prazos do pacto laboral, bem como sua prorrogação, classifica o contrato como 
de prazo indeterminado;
• nesses contratos, as repercussões de verbas rescisórias são mais limitadas;
• possuem regras mais restritivas quanto às causas de suspensão e interrupção do 
contrato de trabalho e das garantias provisórias de emprego, conhecidas como 
estabilidade provisória.
Destaca-se aqui também que os contratos de atletas profissionais, artistas etc. são 
contratos específicos e podem ser firmados por prazo determinado.
Além disso, não foi explorado no livro anterior, mas aqui se mostra o CONTRATO 
PROVISÓRIO, tratado pela Lei n. 9.601/1998, que trará os principais pontos para as provas. 
Isso significa que nem todas as possibilidades de contrato a termo estão regidas pela CLT, 
podendo estar também em leis extravagantes, como ocorre com o contrato provisório, o 
contrato de atleta profissional, o contrato de safra e o do trabalhador rural temporário, 
entre outros.
Nos casos dos contratos por prazo determinado, há o prazo previsto na lei, como regra, 
de dois anos. Mas é preciso observar algumas peculiaridades para fins de provas objetivas.
Por exemplo, o contrato de experiência é de 90 dias. Você também deve ficar atento às 
regras de contagem dos prazos, ou seja, se são em dias, meses ou anos, pois isso influencia, 
na prática, a contagem real, bem como para fins de gabarito de provas.
DICA
Quando as regras e requisitos dos contratos de trabalho 
por prazo determinado são descumpridos, considera-
se, para todos os efeitos trabalhistas, como contrato de 
trabalho por prazo indeterminado . Considera-se por prazo 
indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 
(seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo 
se a expiração deste depender da execução de serviços 
especializados ou da realização de certos acontecimentos .
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Pela caracterização do contrato de trabalho como determinado, deve-se levar 
em consideração o aspecto de serviços cuja natureza ou transitoriedade justifique a 
predeterminação do prazo.
Temos a possibilidade de substituir temporariamente algum funcionário que esteja de 
férias, com suspensão do contrato de trabalho, licença do auxílio-doença etc. Nesse caso, 
é preciso suprir a vaga enquanto o seu titular se encontra afastado.
Algumas atividades empresariais, pela sua natureza, possuem caráter transitório ou 
aumentam suas atividades em determinados períodos do ano. Aqui, a transitoriedade se 
refere à atividade do empresariado.
O problema da transitoriedade não se refere à atividade do empregado, mas sim ao 
foco do contrato a termo, que é do EMPREGADOR.
EXEMPLO
Aumento da produção da fábrica de chocolates em períodos de Páscoa e Natal, ou de empresas 
sazonais relacionadas à venda de fogos de artifício no período junino.
Outra hipótese é a do contrato de experiência, já estudado no livro anterior. A peculiaridade 
é o prazo mais exíguo de apenas 90 dias.
É possível a prorrogação, desde que seja obedecido o prazo máximo de 90 dias, já 
contando o tempo da prorrogação.
EXEMPLO
Contrato original de 45 dias que pode ser prorrogado por mais 45 dias. Nesse ponto, destaca-
se a obediência ao prazo máximo de 90 dias. O contrato de experiência deve ser redigido.
Um detalhe importante quanto a essa prorrogação do contrato de trabalho é que ela 
não precisa estar expressa, desde que no contrato original haja menção à possibilidade de 
prorrogação. Sendo assim, basta cumprir o prazo.
EXEMPLO
Se Joe é empregado contratado na modalidade de experiência por, inicialmente, 30 dias, 
posso prorrogar por mais 60 dias, por exemplo, chegando a 90 dias, sem problema algum na 
contratação, se, quando o contratei, avisei que seria possível a prorrogação.
Outro ponto importante é que não pode haver mais de uma prorrogação, apesar de não 
extrapolar o prazo de 90 dias. Sendo assim, no caso de Joe, eu posso prorrogar os 30 dias 
dele por mais 30 dias, por exemplo.
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Mas não posso prorrogar uma segunda vez os 30 dias, mesmo que não extrapole os 90 
dias. Sendo assim, é preciso ter cuidado com esses dois aspectos:
1) máximo de 90 dias;
2) só pode haver uma prorrogação, que precisa estar prevista no contrato original 
como possível.
Nesse ponto, é o artigo 451 da CLT:
O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for prorrogado 
mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
001. 001. (INSTITUTO ÁGUIA/CEAGESP/ADVOGADO TRABALHISTA/2018) O prazo máximo do 
contrato de trabalho na modalidade de experiência será de:
a) 30 (trinta) dias.
b) 45 (quarenta e cinco) dias.
c) 90 (noventa) dias.
d) 60 (sessenta) dias.
O prazo máximo é de 90 dias, nos termos da CLT:
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
Letra c.
O contrato de experiência precisa ser anotado na CTPS do trabalhador, como qualquer 
contrato de trabalho no Brasil.
Por fim, sobre o prazo dos contratos a termo, podemos observar a incidência do artigo 
443, § 1º.
Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo 
prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento 
suscetível de previsão aproximada.
Com base nisso, pode-se fixar no contrato a termo um prazo determinado (termo certo) 
com a data prefixada; mediante um termo previsto em função da execução de serviços 
previamente especificados (ex.:que se segue.
As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação 
de serviços e nas respectivas tomadoras de serviço e contratante regem-se pela Lei n. 
6.019/1974. Com o término da contratação temporária, o trabalhador temporário poderá 
ser colocado à disposição do mesmo tomador de serviços, sem intervalo, para novo período 
de contratação.
037. 037. (IADES/APEX BRASIL/ANALISTA JURÍDICO/2018) Julgue o item que se segue.
As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação 
de serviços e nas respectivas tomadoras de serviço e contratante regem-se pela Lei n. 
6.019/1974. O contrato não poderá ser superior a 180 dias, consecutivos ou não.
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038. 038. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/2018) Julgue o item 
que se segue.
A Lei n. 6.019, de 3 de janeiro de 1974, é omissa no estabelecimento de período de proibição 
(“quarentena”) aplicável ao empregado demitido pela empresa contratante; por conseguinte, 
é permitido que esse trabalhador, imediatamente, volte a prestar serviços à mesma empresa, 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços.
039. 039. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/2018) Julgue o item 
que se segue.
A empresa contratante é solidariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes 
ao período em que ocorrer a prestação de serviços.
040. 040. (FEPESE/CELESC/ADVOGADO/2018) É correto afirmar acerca do contrato de trabalho:
a) O contrato de experiência não poderá exceder 180 dias.
b) O contrato de trabalho verbal não poderá ser estipulado por mais de dois anos.
c) O contrato por prazo determinado somente será válido se suceder, dentro de seis meses, 
a outro contrato por prazo determinado.
d) O somatório de prorrogações do contrato de trabalho temporário não poderá exceder 
a dois anos.
e) O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
041. 041. (MP/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO DO ACRE/2017) De acordo com a Lei n. 13.429, 
de 31.03.2017, em relação ao contrato de trabalho temporário firmado com o mesmo 
empregador, é CORRETO afirmar que
a) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por até 
noventa dias.
b) não poderá exceder ao prazo de duzentos e setenta dias, podendo ser prorrogado por 
até trinta dias.
c) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, sem possibilidade de prorrogação.
d) poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por igual prazo.
e) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por igual 
prazo por ato do Ministério do Trabalho.
042. 042. (FUNDEP/CRM-MG/ADVOGADO/2017) Julgue o item que se segue.
O contrato a termo deve ser expresso ou tácito, escrito ou verbal, sendo que, no caso do 
contrato a termo expresso, deve ser comunicado ao empregado o tempo de duração, pois 
a finalidade é que as partes contratantes tenham conhecimento do prazo de vigência do 
contrato para não serem surpreendidas com o seu término sem qualquer aviso prévio.
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043. 043. (FCC/TRT-21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
A empresa Ajax Produções contratou os serviços de dois operadores de som para atender à 
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente, optando pelo 
regime de trabalho temporário. Conforme legislação que regula o trabalho temporário, o 
contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com 
relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de um ano, sujeito a apenas uma 
prorrogação por igual período.
044. 044. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/ 2016) A empresa Beta & Gama Construções S/A 
celebrou contrato escrito com a empresa Potencial Humano Mão de Obra, onde constou 
expressamente o motivo justificador da demanda, ou seja, atender a um acréscimo 
extraordinário de serviços para cobrir reparos emergenciais em hidroelétrica com ruptura 
parcial de barreira, com duração de três meses. Essa situação caracteriza
a) contrato de trabalho avulso.
b) terceirização ilícita de atividade fim.
c) prestação de serviços de trabalho autônomo de natureza civil.
d) contrato de trabalho temporário.
e) contrato de trabalho na modalidade experiência.
045. 045. (NC-UFPR/COPEL/ADVOGADO JUNIOR/2015) Julgue o item que se segue.
O contrato de experiência pode ser prorrogado por tantas vezes quanto for necessário, 
respeitado o limite máximo de 90 (noventa) dias.
046. 046. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Julgue o item que se segue.
Em razão de ser o contrato de trabalho de trato sucessivo e da sua continuidade inerente, 
resulta a consequência de que a indeterminação do prazo se presume, cabendo a quem 
alega o contrário o encargo de provar a celebração de contrato a termo.
047. 047. (FGV/COMPESA/ANALISTA DE GESTÃO/2014) A legislação faculta aos empregadores 
contratar os empregados por dois períodos de experiência, com prazo não superior a 
noventa dias. A vantagem para a empresa é a de que, caso o empregado não seja aprovado 
no prazo previsto, a incidência de encargos sociais será menor. Com relação a esse período 
de experiência funcional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
(  ) � Caso o empregado não seja aprovado, ao final do período de experiência receberá 
os dias trabalhados, aviso prévio, décimo terceiro e férias proporcionais.
(  ) � Caso a empresa rescinda o contrato de experiência antes do término do período 
contratual, deverá pagar ao empregado a metade do valor que ele receberia ao final 
do prazo previsto.
(  ) � O contrato pode ser por 45 dias prorrogável por mais 45 dias.
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As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e V.
b) V, F e V.
c) F, F e F.
d) V, V e V.
e) F, V e V.
048. 048. (COPESE-UFT/PREFEITURA DE ARAGUAIANA-TO/PROCURADOR/2014) Julgue o item 
que se segue.
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato de 
trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias proporcionais, 
ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses.
049. 049. (COPESE-UFT/PREFEITURA DE ARAGUAIANA-TO/PROCURADOR/2014) Julgue o item 
que se segue.
Não cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência.
050. 050. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 3 meses no mesmo tipo de atividade, ou por 
tempo superior a 6 meses em outro tipo de atividade.
051. 051. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) o contrato de trabalho intermitente 
poderá ser celebrado verbalmente,sem a necessidade de ser registrado na CTPS, quando 
for previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
052. 052. (FCC/TRT-23ª/2015) Sobre consórcio de empregadores, considere:
I – O consórcio de empregadores é figura relativamente nova no direito brasileiro e 
encontra regulação legal restrita ao ambiente rural. Sua institucionalização atende aos 
anseios não só dos empregadores, mas, também, àqueles dos trabalhadores, a uns e 
outros resguardando contra vicissitudes decorrentes das atividades peculiares ao campo, 
naturalmente descontínuas.
II – O consórcio simplificado de produtores rurais é formado pela união de produtores 
rurais pessoas físicas, que outorgam a um deles poderes para contratar, gerir e demitir 
trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes.
III – O Direito do Trabalho não permite que se deixe o empregado ao desamparo; 
consequentemente, se o exame da situação concreta revela que a prestação de serviços 
se desenvolveu em violação das normas trabalhistas, não pode o produtor rural, que 
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usufruiu daquele benefício, eximir-se de sua responsabilidade para com o empregado. 
Assim, os demais integrantes do consórcio, além daquele a quem tenham sido outorgados 
os poderes previstos em lei, têm responsabilidade subsidiária pelos direitos trabalhistas 
dos empregados.
IV – O consórcio de empregadores rurais ganha corpo com o pacto de solidariedade, registrado 
em cartório de títulos e documentos e que deverá conter a identificação de cada produtor, 
seu endereço pessoal e o de sua propriedade rural, também com o respectivo registro no 
INCRA ou informações relativas a parceria, arrendamento ou equivalente e a matrícula no 
INSS de cada um dos produtores rurais. Ainda, o consórcio deverá ser matriculado no INSS 
em nome do empregador a quem hajam sido outorgados os poderes.
Está correto o que consta APENAS em
a) III e IV.
b) I, II e IV.
c) I e II.
d) I, III e IV.
e) I, II e III.
053. 053. (FCC/TRT-24ª/2010) O princípio que faz prevalecer a restrição à autonomia da vontade 
no contrato trabalhista, em contraponto à diretriz civil de soberania das partes no ajuste 
das condições contratuais, é, especificamente, o princípio
a) da condição mais benéfica.
b) da imperatividade das normas trabalhistas.
c) da primazia da realidade sobre a forma.
d) da continuidade da relação de emprego.
e) do in dubio pro operatio.
054. 054. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA/2015) O Tribunal Superior do Trabalho editou a Súmula 
de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato de 
trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
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055. 055. (FCC/PGE-GO/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Julgue o item que se segue.
Em relação aos princípios que norteiam o Direito do Trabalho, considerando-se a doutrina, 
a legislação e as Súmulas de Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho,
a) de acordo com o princípio da intangibilidade contratual objetiva, o conteúdo do contrato de 
emprego pode ser modificado, caso ocorra efetiva mudança no plano do sujeito empresarial.
b) o princípio da irrenunciabilidade informa que o Direito do Trabalho impede a supressão 
de direitos trabalhistas em face do exercício, pelo devedor trabalhista, de prerrogativa legal.
c) não há nenhum dispositivo expresso que atribui aos princípios uma função integrativa ou 
que indique a primazia do interesse público na Consolidação das Leis do Trabalho, porque 
a mesma regula o contrato individual nas relações de trabalho.
d) em razão do princípio da primazia da realidade sobre a forma, o Juiz do Trabalho privilegia 
a situação de fato, devidamente comprovada, em detrimento dos documentos ou do rótulo 
conferido à relação de direito material.
e) o princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui presunção favorável ao 
empregador, razão pela qual tanto o ônus da prova quanto seu término é do empregado, 
nas hipóteses em que são negados a prestação dos serviços e o despedimento.
056. 056. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Julgue o item que se segue.
A mudança da titularidade da empresa implica sucessão de empregadores, havendo 
substituição do empregador.
057. 057. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Julgue o item que se segue.
Os contratos por prazo determinado terão prazo mínimo de 30 dias e máximo de um ano, 
exceto o contrato de trabalho intermitente, cujo prazo máximo será de 3 anos.
058. 058. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Julgue o item que se segue.
Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo 
empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços 
daquela.
059. 059. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 meses, a 
outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
060. 060. (INÉDITA/2024) Julgue o item que se segue.
A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade 
provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, se contratual ou administrativo, 
ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo determinado.
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061. 061. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA/2024) Julgue o item que se segue.
O contrato de experiência poderá exceder a 90 dias, desde que não ultrapasse o prazo de 
2 anos.
062. 062. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA/2024) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por prazo determinado que, de forma tácita ou expressa, for 
prorrogado por mais de uma vez, passará automaticamente a vigorar por prazo indeterminado.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. b
3. C
4. c
5. e
6. C
7. E
8. E
9. e
10. e
11. C
12. C
13. a
14. C
15. C
16. E
17. d
18. d
19. E
20. E
21. c
22. d
23. E
24. E
25. E
26. c
27. C
28. E
29. C
30. C
31. E
32. b
33. E
34. c
35. a
36. E
37. E
38. E
39. E
40. e
41. a
42. E
43. E
44. d
45. E
46. C
47. E
48. C
49. C
50. E51. E
52. b
53. b
54. b
55. d
56. C
57. E
58. C
59. C
60. C
61. E
62. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (MS CONCURSOS/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO/2009) Assinale a proposição correta:
a) O trabalho ilícito e o trabalho proibido acarretam as mesmas consequências para a 
relação de emprego.
b) Conforme orientação jurisprudencial do TST, a relação de trabalho entre o apontador do 
jogo do bicho e o dono da banca deve ser preservada para os efeitos trabalhistas.
c) É exemplo de trabalho proibido por lei aquele prestado por estrangeiro com visto de 
turista.
d) É ilícito o trabalho prestado por menor de 18 anos em atividades insalubres.
e) A relação de emprego entre marido e mulher é proibida.
Aqui trata da diferença entre trabalho proibido e ilícito, bem como da OJ n. 199 da SDI-
1 do TST. Veja a OJ e o quadro esquematizado abaixo acerca das diferenças. Orientação 
Jurisprudencial n. 199 da SDI-I do TST:
JURISPRUDÊNCIA
É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de 
validade para a formação do ato jurídico.
Trabalho ilícito Trabalho proibido
trabalho ilegal
nulidade absoluta
sem efeitos trabalhistas
Jogo do bicho
trabalho irregular
nulidade relativa
com efeitos trabalhistas e previdenciários
menores de 18 anos em condições insalubres, 
perigosas e noturnas
estrangeiro com visto de turista
Letra c.
002. 002. (FGV/EXAME DA ORDEM OAB/2010) No contexto da teoria das nulidades do contrato 
de trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Configurado o trabalho ilícito, é devido ao empregado somente o pagamento da 
contraprestação salarial pactuada.
b) Os trabalhos noturno, perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são 
modalidades de trabalho proibido ou irregular.
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c) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade, que não seja aprendiz, é modalidade 
de trabalho ilícito, não gerando qualquer efeito.
d) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida 
o contrato de trabalho.
Aqui trata da diferença entre trabalho proibido e ilícito, bem como da OJ n. 199 da SDI-
1 do TST. Veja a OJ e o quadro esquematizado abaixo acerca das diferenças. Orientação 
Jurisprudencial 199 da SDI-I do TST:
JURISPRUDÊNCIA
É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de 
validade para a formação do ato jurídico.
Trabalho ilícito Trabalho proibido
trabalho ilegal
nulidade absoluta
sem efeitos trabalhistas
Jogo do bicho
trabalho irregular
nulidade relativa
com efeitos trabalhistas e previdenciários
menores de 18 anos em condições insalubres, 
perigosas e noturnas
estrangeiro com visto de turista
Letra b.
003. 003. (CESPE/AGU/PROCURADOR JURÍDICO/2007) Julgue o item seguinte, levando em 
conta a Constituição de 1988, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a jurisprudência 
do Tribunal Superior do Trabalho. Suponha-se que determinada prefeitura, com base na 
CLT, tenha contratado, por prazo indeterminado, sem a realização de concurso público, 
empregado para a prestação de atividades regulares afetas àquela unidade da Federação. 
Nessa situação, o contrato de trabalho é nulo e produz como únicos efeitos o pagamento 
ao empregado da contraprestação pactuada em relação às horas trabalhadas, respeitado o 
valor da hora do salário mínimo, e o pagamento dos valores referentes ao depósito do FGTS.
A questão está correta, nos termos exatos da súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
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2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Certo.
004. 004. (FCC/PROCURADORIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE/PROCURADOR DO 
ESTADO/2014) Iara Delfina, de 16 anos, foi contratada como operadora de bomba de gasolina 
no Posto Mata Estrela, dirigido por seu pai e que se situa a 50 quilômetros de Natal, cidade 
onde reside. A empregadora, cuidadosa no pagamento de suas obrigações trabalhistas 
decorrentes da legislação, remunera Iara corretamente, a qual recebe mensalmente salário, 
horas extras, adicional de periculosidade, além de conceder-lhe vale-transporte e auxílio-
refeição, conforme determina a convenção coletiva da categoria. Considerados os fatos 
narrados, o trabalho prestado por Iara, à luz da Consolidação das Leis do Trabalho e da 
Constituição da República, é
a) permitido porque o Posto Mata Estrela é dirigido pelo pai de Iara.
b) permitido porque Iara já atingiu a idade de 16 anos completos.
c) proibido porque Iara exerce trabalho em condições de periculosidade.
d) permitido porque a Constituição da República se sobrepõe à CLT e fomenta o dever 
social à profissionalização.
e) proibido porque Iara não é aprendiz, hipótese autorizadora do trabalho descrito.
A hipótese da questão é sobre trabalho de menor de 18 anos em ambiente perigoso – postos 
de gasolina, sendo devido o pagamento do adicional de periculosidade e seus reflexos. Com 
base nisso, o trabalho é proibido. Não se trata nem de admitir trabalho como aprendiz. Sendo 
assim, a hipótese correta é a de trabalho proibido, até porque isso é previsão expressa da 
CF/88, como já estudamos.
Letra c.
005. 005. (FCC/PREFEITURA DE CUIABÁ–MT/PROCURADOR MUNICIPAL/2014): Segundo a 
jurisprudência do TST, em caso de contratação sem concurso público de empregado regido 
pela CLT, pela Administração Pública Indireta,
a) o contrato é válido, porque a existência de irregularidade administrativa não vicia o 
contrato de trabalho celebrado entre agentes capazes.
b) diante dos princípios da primazia da realidade e protetor, a relação jurídica é válida para 
todos os efeitos legais.
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c) o contrato é nulo, não produzindo qualquer efeito, face à exigência constitucional do 
concurso público.
d) o contrato é válido, porque a existência de irregularidade administrativa não pode ser 
reconhecida pela própria Administração Pública.
e) não é possível reconhecer a validade do contrato de trabalho, masao trabalhador 
confere direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de 
horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes 
aos depósitos do FGTS.
O contrato, no caso, é nulo, mas concede efeitos ao trabalhador. A questão está baseada 
na Súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Letra e.
006. 006. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) Julgue o item que se segue.
A nulidade é total se resultar de defeito grave em elemento essencial do contrato, estendendo 
seus efeitos ao conjunto do pacto.
Já vimos a diferença entre trabalho com nulidade absoluta e relativa. No caso de nulidade 
absoluta, como no trabalho ilícito, nada se aproveita. Com base nisso, estende-se, sim, ao 
conjunto do pacto.
Certo.
007. 007. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA RR/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho e do STF, julgue o item a seguir, a respeito de 
FGTS e de relação de trabalho e de emprego. Caso um contrato de trabalho entabulado pela 
administração pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação do contratado 
em concurso público, o trabalhador não terá direito ao depósito do FGTS, ainda que tenha 
direito ao salário relativo aos serviços prestados.
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A assertiva está errada, pois está em desconformidade com a súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Errado.
008. 008. (IBFC/EBSHER/ADVOGADO/2016) Julgue o item que se segue.
Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que for 
executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 6 (seis) horas.
A assertiva acima leva a erro o candidato por um detalhe. De fato, é proibido o trabalho 
noturno aos menores de 18 anos. Mas, para fins de se considerar trabalho noturno, o horário 
é das 22h às 5h e não 6 horas. É por isso que está errado. Veja a CLT:
Art. 404. Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que 
for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas.
Errado.
009. 009. (PUC/PGE-PR/PROCURADOR DO ESTADO/2015) Em relação aos contratos de trabalho 
celebrados com a Administração Pública sem concurso público após a Constituição Federal 
de 1988, é CORRETO afirmar:
a) Considerando o princípio da primazia da realidade, o contrato de trabalho, inclusive 
os celebrados para empregos em comissão, é válido para todos os efeitos jurídicos, 
independentemente da responsabilidade do administrador público.
b) O contrato é nulo, sem que se possa reconhecer qualquer direito ao trabalhador.
c) O contrato é anulável, sendo devidos todos os direitos ao trabalhador até o trânsito em 
julgado da decisão que reconhecer a irregularidade.
d) Considerando as Convenções da OIT ratificadas pelo Brasil, o contrato de trabalho é 
válido e é garantido ao trabalhador o rol de direitos elencados na Constituição Federal.
e) O contrato de trabalho é nulo, somente conferindo ao trabalhador direito ao pagamento 
da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o 
valor da hora do salário-mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
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A questão está em conformidade com o teor da Súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Letra e.
010. 010. (FGV/PGM NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2014) Em agosto de 2012, um Município 
contratou diretamente uma pessoa física para atendimento ao público no balcão de uma 
de suas repartições, sem concurso público e sem que ela ocupasse cargo de confiança ou 
houvesse qualquer urgência. Um ano após, realizou a dispensa dessa pessoa, sem nada lhe 
pagar, o que motivou o ajuizamento de reclamação trabalhista pela pessoa contratada. Sobre 
essa situação, de acordo com o entendimento do TST e STF, assinale a afirmativa correta.
a) O caso envolve trabalho ilícito e, assim, nenhum direito poderá ser reconhecido, sob pena 
de burla à Constituição Federal.
b) O contrato em tela é proibido, mas como o trabalho beneficiou o Município e a sociedade 
em geral, são devidos todos os direitos normalmente (aviso prévio, 13º salário, férias e FGTS).
c) É princípio basilar no Direito que não pode haver enriquecimento ilícito, daí porque, como 
o serviço foi aproveitado, é garantido apenas o salário à pessoa contratada.
d) O contrato é válido porque se trata de um ato administrativo. Todos os direitos serão 
respeitados (aviso prévio, 13º salário, férias e FGTS) e a dispensa deve ser motivada, sob 
pena de reintegração, conforme decidiu o STF.
e) Trata-se de contrato nulo, ensejando o pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e 
dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
A questão está em conformidade com a súmula n. 363 do TST.
CONTRATO NULO. EFEITOS: A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, 
conferindo-lhe somente o direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo 
e os valores referentes aos depósitos do FGTS.
Letra e.
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011. 011. (FUNDATEC/PROCURADORIA DO RIO GRANDE DO SUL/PROCURADOR DO ESTADO/2011) 
Julgue o item que se segue.
Ainda que desvirtuada a finalidade do contrato de estágio celebrado na vigência da 
Constituição Federal de 1988, é inviável o reconhecimento do vínculo empregatício com 
ente da Administração Pública direta ou indireta, por força do art. 37, II, da CF/1988, 
bem como o deferimento de indenização pecuniária, exceto em relaçãoao pagamento da 
contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor 
da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
A assertiva está em conformidade com a súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Certo.
012. 012. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Julgue o item que se segue.
Enquadrando-se a atividade prestada em tipo legal criminal, inválida a contratação que, 
assim, não tem qualquer repercussão trabalhista.
Exatamente, aqui tratamos de trabalho ilícito sem repercussão. Veja o esquema abaixo 
para ajudar na distinção:
Trabalho ilícito Trabalho proibido
trabalho ilegal
nulidade absoluta
sem efeitos trabalhistas
Jogo do bicho
trabalho irregular
nulidade relativa
com efeitos trabalhistas e previdenciários
menores de 18 anos em condições insalubres, 
perigosas e noturnas
Trabalho infantil
estrangeiro com visto de turista
Certo.
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013. 013. (CESGRANRIO/EPE/ADVOGADO/2012) Quando da declaração da nulidade de determinado 
contrato de trabalho, verifica-se que
a) a contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso 
público, somente lhe confere direito ao pagamento da contraprestação pactuada em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário-mínimo, e 
dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
b) as verbas resilitórias, e apenas elas, na ausência de concurso público, são devidas, 
evitando-se, assim, o enriquecimento sem causa da parte contratante.
c) o contrato entre policial militar e empresa privada é nulo de pleno direito, sendo ilegítimo 
o reconhecimento, em sede judicial, da existência da relação de emprego.
d) os efeitos da declaração retroagem, alcançando o momento do ajuste.
e) os salários e as verbas resilitórias são devidos ao empregado na ausência de concurso 
público, dado o caráter comutativo da relação de emprego.
Diante disso, destaca-se que a questão está em conformidade com a súmula n. 363 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem 
prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 
2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em 
relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, 
e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Letra a.
014. 014. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado, dentre outros requisitos, 
mediante celebração de contrato escrito, em duas vias, uma para cada parte, do qual 
conste, no mínimo, expressa autorização em acordo coletivo ou convenção, identificação 
do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado, indicação da respectiva 
matrícula e identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição 
do Trabalhador – NIT.
A questão está em conformidade com a Lei n. 5.889, de 8 de junho de 1973, principalmente 
sobre o artigo 14-A:
Art. 14-A. O produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por 
pequeno prazo para o exercício de atividades de natureza temporária.
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§ 1º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 1 (um) 
ano, superar 2 (dois) meses fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
observando-se os termos da legislação aplicável.
§ 2º A filiação e a inscrição do trabalhador de que trata este artigo na Previdência Social decorrem, 
automaticamente, da sua inclusão pelo empregador na Guia de Recolhimento do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, cabendo à Previdência 
Social instituir mecanismo que permita a sua identificação.
§ 3º O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado mediante a inclusão do 
trabalhador na GFIP, na forma do disposto no § 2º deste artigo, e I – mediante a anotação na 
Carteira de Trabalho e Previdência Social e em Livro ou Ficha de Registro de Empregados; ou 
II – mediante contrato escrito, em 2 (duas) vias, uma para cada parte, onde conste, no mínimo: 
a) expressa autorização em acordo coletivo ou convenção coletiva; b) identificação do produtor 
rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e indicação da respectiva matrícula; c) 
identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição do Trabalhador 
– NIT.
Certo.
015. 015. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Julgue o item que se segue.
Entre as modalidades de contrato de trabalho por prazo determinado previstas pelo 
ordenamento jurídico está o contrato de trabalho por pequeno prazo previsto pelo art. 14-A 
da Lei n. 5.889/1973 (Lei do Trabalho Rural). A não inclusão do trabalhador rural contratado 
por pequeno prazo na GFIP pressupõe a inexistência de contratação nesta modalidade, sem 
prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência de relação 
jurídica diversa.
A assertiva está correta, nos termos do artigo 14-A mencionado:
§ 6º A não inclusão do trabalhador na GFIP pressupõe a inexistência de contratação na forma 
deste artigo, sem prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência 
de relação jurídica diversa.
Certo.
016. 016. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) Julgue o item que se segue.
O produtor rural pessoa física pode contratar trabalhador rural por pequeno prazo para o 
exercício de atividades de natureza temporária, desde que dentro do ano agrícola.
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Dispõe o artigo 14-A:
O produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por pequeno prazo 
para o exercício de atividades de natureza temporária. Ora, não existe qualquer condicionamento 
para que seja realizado no ano agrícola. Aqui existe o contrato de safra, logo, não tem sentido a 
assertiva, pois extrapola os limites do contrato por prazo determinado.
Errado.
017. 017. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Em relação ao trabalhador rural contratado 
por pequeno prazo, é INCORRETO afirmar que:
a) a contribuição do segurado trabalhador rural contratado sob esta modalidade é de 8% 
(oito por cento) sobre o respectivo salário de contribuição.
b) além de remuneração equivalente à do trabalhador rural permanente, são assegurados 
os demais direitos de natureza trabalhista.
c) sua contrataçãosó poderá ser realizada por produtor rural pessoa física, proprietário 
ou não, que explore diretamente atividade agro econômica.
d) a contratação que, dentro do período de um ano, superar três meses fica convertida 
em contrato de trabalho por prazo indeterminado, observando-se os termos da legislação 
aplicável.
e) o produtor rural pessoa física poderá realizar sua contratação para o exercício de atividades 
de natureza temporária.
A questão está em conformidade com o artigo 14-A da Lei do Trabalhador Rural e seus 
parágrafos. Destaca-se:
Art. 14-A. O produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por 
pequeno prazo para o exercício de atividades de natureza temporária.
§ 1º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 1 (um) 
ano, superar 2 (dois) meses fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
observando-se os termos da legislação aplicável.
§ 2º A filiação e a inscrição do trabalhador de que trata este artigo na Previdência Social decorrem, 
automaticamente, da sua inclusão pelo empregador na Guia de Recolhimento do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, cabendo à Previdência 
Social instituir mecanismo que permita a sua identificação.
§ 3º O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado mediante a inclusão do 
trabalhador na GFIP, na forma do disposto no § 2º deste artigo, e I – mediante a anotação na 
Carteira de Trabalho e Previdência Social e em Livro ou Ficha de Registro de Empregados; ou 
II – mediante contrato escrito, em 2 (duas) vias, uma para cada parte, onde conste, no mínimo: 
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a) expressa autorização em acordo coletivo ou convenção coletiva; b) identificação do produtor 
rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e indicação da respectiva matrícula; c) 
identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição do Trabalhador 
– NIT
§ 4º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só poderá ser realizada por produtor 
rural pessoa física, proprietário ou não, que explore diretamente atividade agro econômica.
§ 5º A contribuição do segurado trabalhador rural contratado para prestar serviço na forma 
deste artigo é de 8% (oito por cento) sobre o respectivo salário de contribuição definido no 
inciso I do caput do art. 28 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991.
§ 6º A não inclusão do trabalhador na GFIP pressupõe a inexistência de contratação na forma 
deste artigo, sem prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência 
de relação jurídica diversa.
§ 7º Compete ao empregador fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias nos 
termos da legislação vigente, cabendo à Previdência Social e à Receita Federal do Brasil instituir 
mecanismos que facilitem o acesso do trabalhador e da entidade sindical que o representa às 
informações sobre as contribuições recolhidas.
§ 8º São assegurados ao trabalhador rural contratado por pequeno prazo, além de remuneração 
equivalente à do trabalhador rural permanente, os demais direitos de natureza trabalhista.
A letra d está errada, pois são apenas dois meses.
Letra d.
018. 018. (FCC/TRT-1ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Em relação ao trabalho temporário, é 
correto afirmar:
a) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do pessoal regular e 
permanente da empresa ou em caso de serviços excepcionais que não se inserem na atividade 
fim da empresa contratante.
b) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por atividade colocar à 
disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores.
c) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviço ou cliente 
pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o motivo justificador da demanda de 
trabalho temporário.
d) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros 
com visto provisório de permanência no país.
e) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, 
com relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de cento e vinte dias, salvo 
autorização do Ministério do Trabalho.
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A questão está nos termos da Lei n. 6.019/1974, principalmente com os seguintes artigos:
Art. 2º Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa 
de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, 
para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda 
complementar de serviços.
Art. 4º Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, devidamente registrada no Ministério 
do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas 
temporariamente.
Art. 10. Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de 
emprego entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
§ 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não.
Art. 17. É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros 
com visto provisório de permanência no País.
Letra d.
019. 019. (CESPE/TRT-10ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato temporário só será válido em se tratando de serviço cuja natureza ou transitoriedade 
justifique a predeterminação do prazo, de atividades empresariais de caráter transitório e 
de contrato de experiência.
O único erro da questão é tratar do contrato temporário, que é regido por leis específicas, 
das quais já tratamos na parte teórica. A questão quis fazer confusão, tentando levar o 
candidato ao erro quanto ao trabalho temporário e ao contrato por prazo determinado. 
Apenas nesse último caso, previsto na CLT, é que se encaixariam as hipóteses.
Errado.
020. 020. (CESPE/TRT-10ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho temporário pode ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente 
ou por escrito.
Por ser um contrato de exceção, deve ser expresso e escrito. Nesse ponto, destaca-se a Lei 
do Trabalho Temporário, especificamente,
Art. 11. O contrato de trabalho celebrado entre empresa de trabalho temporário e cada um dos 
assalariados colocados à disposição de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, 
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escrito e dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores por 
esta Lei.
Errado.
021. 021. (FCC/TRT-4ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011/ADAPTADA) No contrato de trabalho 
temporário, o contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora 
ou cliente, com relação a um mesmo empregado, NÃO
a)possui prazo mínimo, mas não poderá exceder seis meses, em qualquer hipótese, 
convertendo-se automaticamente em contrato individual de trabalho por prazo indeterminado.
b) possui prazo mínimo e nem máximo para ser celebrado devendo observar a demanda 
que gerou a contratação extraordinária.
c) poderá exceder de 180 dias, salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério 
do Trabalho e Previdência Social.
d) poderá exceder de sessenta dias, salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério 
do Trabalho e Previdência Social.
e) possui prazo mínimo, mas não poderá exceder trinta dias, em qualquer hipótese, convertendo-
se automaticamente em contrato individual de trabalho por prazo indeterminado.
A questão acima foi atualizada para constar o prazo real e atual para fins de prova: 180 
dias. Isso nos termos do artigo 10 da Lei n. 6.019/1974 atualizada.
Letra c.
022. 022. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2013) Com fundamento nas disposições da 
CLT, em relação ao contrato de trabalho por prazo determinado, o mesmo
a) não é admitido pelo ordenamento jurídico brasileiro.
b) pode ser prorrogado, tácita ou expressamente, por no máximo três vezes.
c) pode ser celebrado livremente pelas partes, para qualquer tipo de atividade empresarial.
d) não poderá ser estipulado por mais de 2 anos, ou, no caso de contrato de experiência, 
não poderá ser estipulado por mais de 90 dias.
e) será considerado por prazo indeterminado se suceder, dentro de um ano, a outro contrato 
por prazo determinado.
A resposta está na CLT, da qual destacamos os principais artigos:
Art. 443, § 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência 
dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização 
de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.
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§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;
b) de atividades empresariais de caráter transitório;
c) de contrato de experiência. (...)
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
Letra d.
023. 023. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA TÉCNICO/2010) Julgue o item que se segue.
Contrato de experiência é o negócio jurídico por meio do qual empregado e empregador, 
no âmbito privado, aferem reciprocamente suas condutas, com o objetivo de uma futura, 
porém incerta, efetivação do ajuste precário em contrato por tempo indeterminado, que 
pode ser celebrado por prazo não superior a três meses, sob pena de passar a vigorar sem 
determinação de prazo.
A CLT faz menção ao prazo de 90 dias, que é diferente do prazo de três meses. Logo, a 
alternativa está incorreta, pois tem, sim, relevância jurídica. Nesse ponto, destaque-se a CLT:
Art. 445.
Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
Errado.
024. 024. (CESPE/TRT-21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010) Julgue o item que se segue.
Contrato de experiência é o negócio jurídico por meio do qual empregado e empregador, 
no âmbito privado, aferem reciprocamente suas condutas visando a uma futura, porém 
incerta, efetivação do ajuste precário em contrato por tempo indeterminado. O referido 
contrato pode ser celebrado por prazo não superior a três meses, sob pena de passar a 
vigorar sem determinação de prazo.
Observe que a mesma banca utilizou a mesma questão em duas provas diferentes no mesmo 
ano e para níveis de cargos distintos. Veja a questão anterior e esta. A CLT faz menção ao 
prazo de 90 dias, que é diferente do prazo de três meses. Logo, a alternativa está incorreta, 
pois tem, sim, relevância jurídica. Nesse ponto, destaque-se a CLT: “Art. 445, Parágrafo 
único. O contrato de experiência não poderá exceder a 90 (noventa) dias.”
Errado.
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025. 025. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2009) Julgue o item que se segue.
O estrangeiro portador de visto provisório ou definitivo poderá ser contratado como 
trabalhador temporário.
Nos termos da Lei n. 6.019/1974, que trata do trabalho temporário:
Art. 17 É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros 
com visto provisório de permanência no País. Trata-se de trabalho na modalidade proibida.
Errado.
026. 026. (UPA/PREFEITURA DE BARBALHA-CE/ADVOGADO/2017) De acordo com a Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), o contrato de experiência não poderá exceder de:
a) 30 dias.
b) 60 dias.
c) 90 dias.
d) 120 dias.
Aqui, o gabarito é de 90 dias, nos termos da CLT:
Art. 445, Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
Letra c.
027. 027. (FEPESE/DPE-SC/DEFENSOR PÚBLICO/2012) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de atividade empresarial cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação 
do prazo;
b) de acréscimo extraordinário de serviços;
c) de contrato de experiência.
Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a 
outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
A assertiva está em conformidade com o disposto na CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Certo.
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028. 028. (FAFIPA/PREFEITURA DE SARANDI-RS/PROCURADOR/2016) Julgue o item que se segue.
Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência não dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de 
certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.
A assertiva está incorreta, na medida em que está em desconformidade com a CLT. Dispõe 
a CLT:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
Errado.
029. 029. (CESPE/DATAPREV/ADVOGADO/2006) Paulo, policial militar, trabalhava como segurança 
para a pessoa jurídica Iota. Em 7 de maio de 2005, Paulo teve seu contrato rescindido com 
Iota, sem receber nenhuma verba. Diantedesse fato, Paulo ajuizou reclamação trabalhista 
contra a empresa, que em sua contestação, alegou inexistência de vínculo empregatício, 
em razão de Paulo ser policial militar, o que o impediria de celebrar contrato de trabalho, 
em virtude de expressa proibição existente no estatuto do policial militar. Nessa situação, 
com base na legislação trabalhista vigente, é possível afirmar que a existência da aludida 
proibição não é fato impediente à configuração do vínculo empregatício.
Esse tipo de questão é corriqueiro nas provas, daí a insistência nessas avaliações. Nota-se, 
principalmente, que é possível, sim, a caracterização de vínculo empregatício. Destaque a 
súmula:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 386 do TST
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA 
PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de 
relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Certo.
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030. 030. (GANZAROLI/PREFEITURA DE ESTRELA DO NORTE-GO/AGENTE ADMINISTRATIVO/2019) 
Julgue o item que se segue.
Rescisão: Art. 479 da CLT. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, 
sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, 
a metade, da remuneração a que teria direito até o término do contrato.
De fato, analisando o teor do artigo da CLT, tem-se:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o termo do contrato.
Certo.
031. 031. (GANZAROLI/PREFEITURA DE ESTRELA DO NORTE -GO/AGENTE ADMINISTRATIVO/2019) 
Julgue o item que se segue.
Art. 480 da CLT Havendo termo estipulado, o empregado poderá se desligar do contrato, 
sem justa causa, e não precisa ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que 
deste fato lhe resultarem
O trabalhador terá que arcar, sim, com os prejuízos. Nesse sentido, destaque-se a CLT:
Art. 480. Havendo termo estipulado, o empregado não se poderá desligar do contrato, sem 
justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato 
lhe resultarem.”
Errado.
032. 032. (FEPESE/PREFEITURA DE ITAJAI-SC/ASSISTENTE JURÍDICO/2020) De acordo com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, é correto afirmar:
a) Ao final do prazo fixado para o contrato de trabalho por prazo determinado, a sua 
prorrogação, tácita ou automática, deverá observar as mesmas condições que foram 
inicialmente pactuadas.
b) No contrato de trabalho intermitente, recebida a convocação, o empregado terá o prazo 
de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
c) O contrato de trabalho por prazo determinado somente será válido em se tratando de 
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d) O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por período 
superior a dois anos e inferior a noventa dias.
e) A excepcionalidade da estipulação de contrato verbal de trabalho exige a observância 
dos preceitos jurídicos adequados à sua legitimidade, bem como de elementos mínimos 
de prova para a comprovação da sua existência.
Nesse ponto, destacam-se os artigos da CLT:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;
b) de atividades empresariais de caráter transitório;
c) de contrato de experiência. (…)
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451. (…)
Art. 451. O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. (…)
Art. 452-A, § 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder 
ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
Letra b.
033. 033. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO ROQUE/ADVOGADO/2020) Julgue o item que se segue.
Determinada empresa, objetivando suprir a necessidade transitória de mão de obra motivada 
pelo acidente de trabalho de uma de suas empregadas, poderá adotar a seguinte providência: 
contratação de outro empregado por prazo determinado, desde que também seja do sexo 
feminino.
Não existe qualquer discriminação em toda a CLT ou até mesmo na lei do trabalho temporário 
e provisório acerca da preferência por algum dos gêneros.
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034. 034. (VUNESP/PREFEITURA DE ESTÂNCIA TURÍSTICA DE GUARATINGUETÁ/PROCURADOR/2019) 
O contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, 
ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados 
em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do 
empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria, é o
a) de prazo determinado.
b) trabalho intermitente.
c) trabalho temporário.
d) teletrabalho.
e) trabalho autônomo.
Com a aprovação da Lei n. 13.475/2017, a nova Lei do Aeronauta, pilotos e comissários de 
voo não podem atuar como terceirizados; logo, não podem ser temporários.
Letra c.
035. 035. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2019) Considere a seguinte 
situação hipotética: Carla foi contratada por empresa de trabalho temporário que a 
colocou à disposição de empresa tomadora de serviços para exercer determinado trabalho 
temporário, nos moldes do que preceitua a Lei Federal n. 13.429/2017. A propósito do tema,
a) o contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-
meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços.
b) aplica-se ao trabalhador temporário, contratado pela tomadora de serviços, o contrato 
de experiência previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
c) o trabalho temporário destina-se, dentre outrashipóteses, a atender à demanda 
complementar de serviços, que é a oriunda de fatores imprevisíveis ou, quando decorrente 
de fatores previsíveis, tenha natureza contínua, periódica ou sazonal.
d) dependendo do ramo da empresa tomadora de serviços, poderá existir vínculo de emprego 
entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
e) o contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá 
exceder o prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não, sendo vedada a prorrogação 
deste prazo, ainda que comprovada a manutenção das condições que o ensejaram.
Analisando a legislação correlata mencionada na questão, temos importante análise do 
artigo 9º: “§ 3º O contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de 
atividades-meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços.” 
No caso das outras alternativas, nota-se:
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Art. 10. Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de 
emprego entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
§ 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não.
§ 2º O contrato poderá ser prorrogado por até noventa dias, consecutivos ou não, além do 
prazo estabelecido no § 1º deste artigo, quando comprovada a manutenção das condições que 
o ensejaram.
§ 4º Não se aplica ao trabalhador temporário, contratado pela tomadora de serviços, o contrato 
de experiência previsto no parágrafo único do art. 445 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
§ 5º O trabalhador temporário que cumprir o período estipulado nos §§ 1º e 2º deste artigo 
somente poderá ser colocado à disposição da mesma tomadora de serviços em novo contrato 
temporário, após noventa dias do término do contrato anterior.
§ 6º A contratação anterior ao prazo previsto no § 5º deste artigo caracteriza vínculo empregatício 
com a tomadora.
§ 7º A contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao 
período em que ocorrer o trabalho temporário, e o recolhimento das contribuições previdenciárias 
observará o disposto no art. 31 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991.
Letra a.
036. 036. (IADES/APEX BRASIL/ANALISTA JURÍDICO/2018) Julgue o item que se segue.
As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação 
de serviços e nas respectivas tomadoras de serviço e contratante regem-se pela Lei n. 
6.019/1974. Com o término da contratação temporária, o trabalhador temporário poderá 
ser colocado à disposição do mesmo tomador de serviços, sem intervalo, para novo período 
de contratação.
Destaca-se aqui a Lei n. 6.019/1974 atualizada:
Art. 5º-D. O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de 
dezoito meses, contados a partir da demissão do empregado.
Errado.
037. 037. (IADES/APEX BRASIL/ANALISTA JURÍDICO/2018) Julgue o item que se segue.
As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação 
de serviços e nas respectivas tomadoras de serviço e contratante regem-se pela Lei n. 
6.019/1974. O contrato não poderá ser superior a 180 dias, consecutivos ou não.
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A assertiva está errada, pois está em desconformidade com a lei mencionada no enunciado 
da questão, especificamente o artigo 10:
§ 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não.
§ 2º O contrato poderá ser prorrogado por até noventa dias, consecutivos ou não, além do 
prazo estabelecido no § 1º deste artigo, quando comprovada a manutenção das condições que 
o ensejaram.
Errado.
038. 038. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/2018) Julgue o item 
que se segue.
A Lei n. 6.019, de 3 de janeiro de 1974, é omissa no estabelecimento de período de proibição 
(“quarentena”) aplicável ao empregado demitido pela empresa contratante; por conseguinte, 
é permitido que esse trabalhador, imediatamente, volte a prestar serviços à mesma empresa, 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços.
Existe expressa previsão em sentido contrário ao que consta no enunciado da questão. 
Alerte-se, ainda, que há quarentena. Diante disso, veja o dispositivo legal:
Art. 5º-D. O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de 
dezoito meses, contados a partir da demissão do empregado.
Errado.
039. 039. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/2018) Julgue o item 
que se segue.
A empresa contratante é solidariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes 
ao período em que ocorrer a prestação de serviços.
A responsabilidade é subsidiária e não solidária. Diante disso, analise-se a Lei do Trabalho 
Temporário, no artigo 10.
§ 7º A contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao 
período em que ocorrer o trabalho temporário, e o recolhimento das contribuições previdenciárias 
observará o disposto no art. 31 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991.
Errado.
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040. 040. (FEPESE/CELESC/ADVOGADO/2018) É correto afirmar acerca do contrato de trabalho:
a) O contrato de experiência não poderá exceder 180 dias.
b) O contrato de trabalho verbal não poderá ser estipulado por mais de dois anos.
c) O contrato por prazo determinado somente será válido se suceder, dentro de seis meses, 
a outro contrato por prazo determinado.
d) O somatório de prorrogações do contrato de trabalho temporário não poderá exceder 
a dois anos.
e) O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
Observe-se aqui a importância dos seguintes artigos da CLT:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando:
a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;
b) de atividades empresariais de caráter transitório;
c) de contrato de experiência. (…)
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por maisde 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias (…)
Art. 451. O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Letra e.
041. 041. (MP/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO DO ACRE/2017) De acordo com a Lei n. 13.429, 
de 31.03.2017, em relação ao contrato de trabalho temporário firmado com o mesmo 
empregador, é CORRETO afirmar que
a) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por até 
noventa dias.
b) não poderá exceder ao prazo de duzentos e setenta dias, podendo ser prorrogado por 
até trinta dias.
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c) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, sem possibilidade de prorrogação.
d) poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por igual prazo.
e) não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, podendo ser prorrogado por igual 
prazo por ato do Ministério do Trabalho.
O gabarito é a alternativa “a”, conforme a Lei do Trabalho Temporário, especificamente, o 
artigo.
Art. 10. Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de 
emprego entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
§ 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não.
§ 2º O contrato poderá ser prorrogado por até noventa dias, consecutivos ou não, além do 
prazo estabelecido no § 1º deste artigo, quando comprovada a manutenção das condições que 
o ensejaram.
Letra a.
042. 042. (FUNDEP/CRM-MG/ADVOGADO/2017) Julgue o item que se segue.
O contrato a termo deve ser expresso ou tácito, escrito ou verbal, sendo que, no caso do 
contrato a termo expresso, deve ser comunicado ao empregado o tempo de duração, pois 
a finalidade é que as partes contratantes tenham conhecimento do prazo de vigência do 
contrato para não serem surpreendidas com o seu término sem qualquer aviso prévio.
O contrato a termo é a exceção; logo, deve ser por escrito, até porque tem prazo máximo 
de duração. Portanto, não procede essa informação.
Errado.
043. 043. (FCC/TRT-21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
A empresa Ajax Produções contratou os serviços de dois operadores de som para atender à 
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente, optando pelo 
regime de trabalho temporário. Conforme legislação que regula o trabalho temporário, o 
contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com 
relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de um ano, sujeito a apenas uma 
prorrogação por igual período.
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A assertiva está errada, na medida em que o contrato de trabalho temporário, tratado pela 
Lei n. 6.019/1974, prevê que sua duração máxima pode ser de 180 dias, prorrogável por 
mais 90 dias. Nesse sentido, destaque-se o artigo
Art. 10. Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de 
emprego entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
§ 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não.
§ 2º O contrato poderá ser prorrogado por até noventa dias, consecutivos ou não, além do 
prazo estabelecido no § 1º deste artigo, quando comprovada a manutenção das condições que 
o ensejaram.
Errado.
044. 044. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/ 2016) A empresa Beta & Gama Construções S/A 
celebrou contrato escrito com a empresa Potencial Humano Mão de Obra, onde constou 
expressamente o motivo justificador da demanda, ou seja, atender a um acréscimo 
extraordinário de serviços para cobrir reparos emergenciais em hidroelétrica com ruptura 
parcial de barreira, com duração de três meses. Essa situação caracteriza
a) contrato de trabalho avulso.
b) terceirização ilícita de atividade fim.
c) prestação de serviços de trabalho autônomo de natureza civil.
d) contrato de trabalho temporário.
e) contrato de trabalho na modalidade experiência.
Ora, nesse caso, o trabalhador é do tipo temporário, na medida em que, dentro do prazo legal 
de até 180 dias, passa a trabalhar para atender à necessidade emergencial do empregador. 
Não é avulso, pois o trabalhador aqui é subordinado e não possui contrato de experiência. 
Também não se trata de autônomo, uma vez que o trabalhador foi chamado a laborar com 
todos os pressupostos do artigo 3º da CLT, mediante subordinação jurídica.
Letra d.
045. 045. (NC-UFPR/COPEL/ADVOGADO JUNIOR/2015) Julgue o item que se segue.
O contrato de experiência pode ser prorrogado por tantas vezes quanto for necessário, 
respeitado o limite máximo de 90 (noventa) dias.
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O contrato de experiência é de 90 dias e, nesse período, é admitida uma prorrogação apenas, 
mas deve ocorrer dentro do prazo. Dessa forma, essa é a previsão expressa na CLT.
Errado.
046. 046. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Julgue o item que se segue.
Em razão de ser o contrato de trabalho de trato sucessivo e da sua continuidade inerente, 
resulta a consequência de que a indeterminação do prazo se presume, cabendo a quem 
alega o contrário o encargo de provar a celebração de contrato a termo.
É exatamente essa ideia, qual seja, é contrato por prazo indeterminado. Nesse sentido, nota-
se que a presunção é da regra do contrato por prazo indeterminado, mediante prestações 
sucessivas. A exceção é o contrato por prazo determinado, que precisa ser demonstrado, 
seja pelo documento escrito ou por qualquer outro meio de prova licitamente admitido 
no direito.
Certo.
047. 047. (FGV/COMPESA/ANALISTA DE GESTÃO/2014) A legislação faculta aos empregadores 
contratar os empregados por dois períodos de experiência, com prazo não superior a 
noventa dias. A vantagem para a empresa é a de que, caso o empregado não seja aprovado 
no prazo previsto, a incidência de encargos sociais será menor. Com relação a esse período 
de experiência funcional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
(  ) � Caso o empregado não seja aprovado, ao final do período de experiência receberá 
os dias trabalhados, aviso prévio, décimo terceiro e férias proporcionais.
(  ) � Caso a empresa rescinda o contrato de experiência antes do término do período 
contratual, deverá pagar ao empregado a metade do valor que ele receberia ao finalum médico que vai trabalhar em uma situação específica 
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de calamidade pública e é contratado temporariamente) e mediante termo previsto em 
função da realização de determinado acontecimento suscetível de previsão aproximada 
(o termo é incerto, mas sabe-se que será temporário). Nesse último caso, temos como 
exemplo o contrato de safra.
Por fim, analise o mapa mental a seguir.
CONTRATO A 
TERMO NO BRASIL 
Serviços cuja natureza ou transitoriedade 
justifique a predeterminação do prazo do con-
trato
Atividades empresariais de caráter transitório
Hipóteses em legislação extravagante
Contrato de experiência
Contrato de aprendizagem
Profissionais altamente qualifica-
dos como atletas, artistas etc.
Destaco a existência de algumas teses vinculantes do TST do ano de 2025 que podem 
ser cobradas nas próximas provas:
1) IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA PACIFICADA NA SÚMULA 
N. 12. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
valem como prova absoluta, mas apenas relativa.
2) IRR 270 – POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM 
EMPRESA PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar;
3) IRR 254 – DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. PRESUNÇÃO. EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA 
GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. DIREITO À REINTEGRAÇÃO. Presume-se discriminatória 
a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite 
estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego;
4) IRR 262 – AVISO-PRÉVIO. CONCESSÃO NA FLUÊNCIA DA GARANTIA DE EMPREGO. 
INVALIDADE. É inválida a concessão do aviso-prévio na fluência da garantia de emprego, 
ante a incompatibilidade dos dois institutos;
5) IRR 66 – O número de trabalhadores que exercem as atividades de motorista e de 
cobrador de empresa de transporte coletivo deve integrar a base de cálculo a ser utilizada 
na apuração do cumprimento da cota de aprendizagem prevista no artigo 429 da CLT;
6) IRR 60 – A ausência de anotação do vínculo de emprego na Carteira de Trabalho não 
caracteriza dano moral in re ipsa, sendo necessária a comprovação de constrangimento 
ou prejuízo sofrido pelo trabalhador em seu patrimônio imaterial para ensejar a reparação 
civil, nos termos dos arts. 186 e 927 do Código Civil;
7) IRR 192 – A retenção injustificada da CTPS por tempo superior ao fixado na lei configura 
ato ilícito ensejador de dano moral por presunção.
Por último, destaca-se uma informação importante para sua prova: com a aprovação 
da Lei n. 13.475/2017, a nova Lei do Aeronauta, pilotos e comissários de voo não podem 
atuar como terceirizados; logo, não podem ser temporários.
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 Obs.: Cuidado com essa ressalva para fins de concurso! AERONAUTAS NÃO PODEM SER 
TEMPORÁRIOS NEM TERCEIRIZADOS!
O art. 20 da nova lei dispõe que “A função remunerada dos tripulantes a bordo de 
aeronave deverá, obrigatoriamente, ser formalizada por meio de contrato de trabalho 
firmado diretamente com o operador da aeronave.” Fique esperto nisso aí!
DICA
Com a aprovação da lei n . 13 .475/2017, a nova lei do 
aeronauta, pilotos e comissários de voo não podem atuar 
como terceirizados; logo, não podem ser temporários . 
Cuidado com essa ressalva para fins de concurso! 
aeroNaUTaS NÃo PoDeM Ser TeMPorÁrioS e NeM 
TerCeiriZaDoS!
2 . NoÇÕeS Sobre NUliDaDe abSolUTa e relaTiVa Do 2 . NoÇÕeS Sobre NUliDaDe abSolUTa e relaTiVa Do 
CoNTraTo De TrabalhoCoNTraTo De Trabalho
Nesse ponto, é preciso voltar àquela análise já feita sobre trabalho proibido (irregular) 
e ilícito. O trabalho proibido não ofende à legislação penal, embora ofenda algum preceito 
constitucional.
O caso clássico cobrado nas provas é o do menor de 18 anos que trabalhará em 
condições insalubres, perigosas e no labor noturno, ou ainda quando um menor de 14 
anos trabalhar.
Assim, não se poderia desrespeitar frontalmente o trabalhador que está sendo vítima 
do sistema social e econômico e, assim, apesar do trabalho proibido, são garantidos os 
direitos referentes à natureza trabalhista e previdenciária para aqueles que laboram nessas 
condições.
Desta feita, no caso de trabalho infantil, crianças e adolescentes serão protegidos pelo 
direito do trabalho e pelo direito previdenciário, punindo-se, na esfera administrativa e até 
penal, o empregador que fizer a contratação proibida.
É por isso que não se poderia penalizar duplamente o trabalhador. Nesse contexto, o 
trabalho proibido tem uma nulidade relativa, razão pela qual se levam em consideração os 
aspectos protecionistas em níveis trabalhistas e previdenciários para o trabalhador.
Logo, o trabalhador será protegido em razão dos princípios da dignidade da pessoa 
humana e do patamar civilizatório mínimo.
É diferente do que ocorre, por exemplo, quando se trata de contravenção penal ou tipo 
penal (crime) que seja o objeto do trabalho. Nesse caso, é trabalho ilícito e, portanto, não 
surte efeito algum para o viés trabalhista e previdenciário.
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E, dessa feita, os efeitos do contrato de trabalho ilegal são de nulidade absoluta. Isso 
porque nada se aproveita! Portanto, tudo é desconsiderado. Os casos clássicos aqui são da 
OJ n. 199 da SDI-1 do TST, que trata do jogo do bicho. Para o TST, não há qualquer efeito 
naquela relação.
Com base nisso, há, ao final do material, o anexo de jurisprudência para você sintonizar 
melhor a prática jurisprudencial.
Quando se trata de nulidade absoluta, temos presente o elemento do ilícito.
Portanto, é nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade 
inerente à prática do jogo do bicho, por exemplo, em razão da ilicitude de seu objeto, o 
que afasta o requisito de validade para a formação do ato jurídico. Outros exemplos são 
casos de trabalho envolvendo contrabando e tráfico de entorpecentes. Esse, aliás, é o 
entendimento do TST.
Em suma, a nulidade é total se resultar de defeito grave em elemento essencial do 
contrato, estendendo seus efeitos ao conjunto do pacto.
Ocorre nulidade absoluta quando, no contrato, são feridas normas de proteção ao 
trabalho que dizem respeito a interesses que se sobrepõem aos individuais e envolvem a 
tutela de interesse público.
Quando se trata de nulidade relativa, apesar dos vícios do contrato, mantém-se esse 
contrato para fins de seus efeitos, clamando-se pelo princípio da proteção e da boa-fé 
contratual do trabalhador.
Então, se um menor de 18 anos desempenha atividade insalubre, embora haja impedimento 
constitucional, o menor receberá o adicional de insalubridade com os reflexos em todas as 
verbas rescisórias.do prazo previsto.
(  ) � O contrato pode ser por 45 dias prorrogável por mais 45 dias.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e V.
b) V, F e V.
c) F, F e F.
d) V, V e V.
e) F, V e V.
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O contrato de experiência é de, no máximo, 90 dias. Nesse período, pode ser prorrogado 
uma vez, desde que não ultrapasse os 90 dias. Além disso, é imprescindível dizer que, em 
regra, contratos a termo, incluindo o contrato de experiência, por terem data certa para 
encerrar, não dão direito ao aviso prévio. Se forem encerrados antes do prazo, atraem a 
incidência da multa do artigo 479 da CLT:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o termo do contrato.
Letra e.
048. 048. (COPESE-UFT/PREFEITURA DE ARAGUAIANA-TO/PROCURADOR/2014) Julgue o item 
que se segue.
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato de 
trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias proporcionais, 
ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses.
Verdade, pois a ruptura contratual a termo, a pedido, a rescisão indireta e a sem justa causa 
é que dão direito, sim, ao trabalhador de receber tanto as férias quanto 1/3 e 13º salário 
proporcionais.
Certo.
049. 049. (COPESE-UFT/PREFEITURA DE ARAGUAIANA-TO/PROCURADOR/2014) Julgue o item 
que se segue.
Não cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência.
A resposta está correta, na medida em que a figura do aviso prévio é incompatível com o 
contrato a termo. Na verdade, somente quando existe cláusula assecuratória de direitos 
recíprocos é que é possível admitir o aviso prévio. Em situações de antecipação do término 
do contrato preestabelecido, incide a multa do artigo 479 da CLT:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o termo do contrato.
Certo.
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050. 050. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 3 meses no mesmo tipo de atividade, ou por 
tempo superior a 6 meses em outro tipo de atividade.
A assertiva está em desacordo com a CLT.
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
Errado.
051. 051. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) o contrato de trabalho intermitente 
poderá ser celebrado verbalmente, sem a necessidade de ser registrado na CTPS, quando 
for previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Segundo a CLT, o contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do 
salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam 
a mesma função, em contrato intermitente ou não.
Errado.
052. 052. (FCC/TRT-23ª/2015) Sobre consórcio de empregadores, considere:
I – O consórcio de empregadores é figura relativamente nova no direito brasileiro e 
encontra regulação legal restrita ao ambiente rural. Sua institucionalização atende aos 
anseios não só dos empregadores, mas, também, àqueles dos trabalhadores, a uns e 
outros resguardando contra vicissitudes decorrentes das atividades peculiares ao campo, 
naturalmente descontínuas.
II – O consórcio simplificado de produtores rurais é formado pela união de produtores 
rurais pessoas físicas, que outorgam a um deles poderes para contratar, gerir e demitir 
trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes.
III – O Direito do Trabalho não permite que se deixe o empregado ao desamparo; 
consequentemente, se o exame da situação concreta revela que a prestação de serviços 
se desenvolveu em violação das normas trabalhistas, não pode o produtor rural, que 
usufruiu daquele benefício, eximir-se de sua responsabilidade para com o empregado. 
Assim, os demais integrantes do consórcio, além daquele a quem tenham sido outorgados 
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os poderes previstos em lei, têm responsabilidade subsidiária pelos direitos trabalhistas 
dos empregados.
IV – O consórcio de empregadores rurais ganha corpo com o pacto de solidariedade, registrado 
em cartório de títulos e documentos e que deverá conter a identificação de cada produtor, 
seu endereço pessoal e o de sua propriedade rural, também com o respectivo registro no 
INCRA ou informações relativas a parceria, arrendamento ou equivalente e a matrícula no 
INSS de cada um dos produtores rurais. Ainda, o consórcio deverá ser matriculado no INSS 
em nome do empregador a quem hajam sido outorgados os poderes.
Está correto o que consta APENAS em
a) III e IV.
b) I, II e IV.
c) I e II.
d) I, III e IV.
e) I, II e III.
A questão de prova refere-se ao consórcio de empregadores rurais. O consórcio de 
empregadores rurais é o mais novo modelo de contratação no campo, que consiste em uma 
sociedade de produtores rurais para a gestão coletiva da mão de obra. Conceitualmente, 
são diversas as denominações dadas a essa nova forma de contratação rural, sendo a mais 
utilizada a de “Consórcio de Empregadores”. De acordo com a Lei 8.212, em seu artigo 25-
A, o Consórcio de Empregadores equipara-se ao empregador rural pessoa física, formado 
pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgam a um deles poderes para 
contratar, gerir e demitir trabalhadores para a prestação de serviços, exclusivamente, aos 
seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. 
Nesse consórcio, verifica-se a solidariedade ativa e passiva, ou seja, todos os empregadores 
que integram o consórcio serão responsáveis pelas obrigações trabalhistas, assim como 
os empregados serão solidários em relação a todos os empregadores. A relação entre as 
partes é regida por apenas um contrato de trabalho, sendo que os empregadores também 
serão solidários em relação às obrigações previdenciárias. A integralidade do dispositivo 
em comento:
Art. 25-A. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores 
rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes 
para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos 
seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos.
§ 1º O documento de que trata o caput deverá conter a identificaçãode cada produtor, seu 
endereço pessoal e o de sua propriedade rural, bem como o respectivo registro no Instituto Nacional 
de Colonização e Reforma Agrária – INCRA ou informações relativas a parceria, arrendamento 
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ou equivalente e a matrícula no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS de cada um dos 
produtores rurais.
§ 2º O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem hajam sido 
outorgados os poderes, na forma do regulamento.
§ 3º Os produtores rurais integrantes do consórcio de que trata o caput serão responsáveis 
solidários em relação às obrigações previdenciárias.
Letra b.
053. 053. (FCC/TRT-24ª/2010) O princípio que faz prevalecer a restrição à autonomia da vontade 
no contrato trabalhista, em contraponto à diretriz civil de soberania das partes no ajuste 
das condições contratuais, é, especificamente, o princípio
a) da condição mais benéfica.
b) da imperatividade das normas trabalhistas.
c) da primazia da realidade sobre a forma.
d) da continuidade da relação de emprego.
e) do in dubio pro operatio.
O princípio da imperatividade das normas trabalhistas veda exatamente os abusos cometidos 
nas negociações coletivas, impondo limites às tratativas de acordos e convenções coletivas 
de trabalho. Destaca-se que a imperatividade tem a ideia de que as normas protetivas são 
de ordem pública.
Letra b.
054. 054. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA/2015) O Tribunal Superior do Trabalho editou a Súmula 
de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato de 
trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
A Súmula 212 trata exatamente do princípio da continuidade da relação de emprego, ao 
abordar as presunções de que, na dúvida, a dispensa foi sem justa causa e que os contratos 
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de trabalho são de prazo indeterminado. Nesse sentido, tem-se claramente que a ideia é 
que os salários e as relações são de natureza sucessiva.
Letra b.
055. 055. (FCC/PGE-GO/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Julgue o item que se segue.
Em relação aos princípios que norteiam o Direito do Trabalho, considerando-se a doutrina, 
a legislação e as Súmulas de Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho,
a) de acordo com o princípio da intangibilidade contratual objetiva, o conteúdo do contrato de 
emprego pode ser modificado, caso ocorra efetiva mudança no plano do sujeito empresarial.
b) o princípio da irrenunciabilidade informa que o Direito do Trabalho impede a supressão 
de direitos trabalhistas em face do exercício, pelo devedor trabalhista, de prerrogativa legal.
c) não há nenhum dispositivo expresso que atribui aos princípios uma função integrativa ou 
que indique a primazia do interesse público na Consolidação das Leis do Trabalho, porque 
a mesma regula o contrato individual nas relações de trabalho.
d) em razão do princípio da primazia da realidade sobre a forma, o Juiz do Trabalho privilegia 
a situação de fato, devidamente comprovada, em detrimento dos documentos ou do rótulo 
conferido à relação de direito material.
e) o princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui presunção favorável ao 
empregador, razão pela qual tanto o ônus da prova quanto seu término é do empregado, 
nas hipóteses em que são negados a prestação dos serviços e o despedimento.
a) Errada. A própria CLT afirma que não altera as condições jurídicas do contrato de trabalho.
b) Errada. Tendo em vista que existem situações que podem levar à indisponibilidade do bem 
de família na execução trabalhista em detrimento do trabalhador, por exemplo. Também 
se citam como exemplos a prescrição e a decadência.
c) Errada. Diante do que consta no artigo 8 da CLT.
e) Errada. É favorável ao empregado.
Letra d.
056. 056. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Julgue o item que se segue.
A mudança da titularidade da empresa implica sucessão de empregadores, havendo 
substituição do empregador.
A sucessão empresarial se caracteriza pela transferência do estabelecimento sem que ocorra 
paralisação da atividade. Esse fenômeno jurídico tem por objetivo proteger e garantir a 
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manutenção dos benefícios do empregado que foram adquiridos no curso do contrato de 
trabalho, quando existir alteração na estrutura jurídica e econômica da empresa.
Certo.
057. 057. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Julgue o item que se segue.
Os contratos por prazo determinado terão prazo mínimo de 30 dias e máximo de um ano, 
exceto o contrato de trabalho intermitente, cujo prazo máximo será de 3 anos.
Contrato por prazo determinado, com prazo mínimo de 30 dias e máximo de até dois anos, 
sendo que o contrato de trabalho intermitente é uma modalidade de contrato por prazo 
indeterminado, sem sujeição a prazo.
Errado.
058. 058. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Julgue o item que se segue.
Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo 
empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços 
daquela.
A assertiva está em conformidade com a CLT:
Art. 442, Parágrafo único. Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, 
não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores 
de serviços daquela.
Certo.
059. 059. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 meses, a 
outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
A assertiva está em conformidade com a CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Certo.
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060. 060. (INÉDITA/2024) Julgue o item que se segue.
A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade 
provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, se contratual ou administrativo,ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo determinado.
Verifique as decisões atuais de nossas jurisprudências: gestante contratada por prazo 
determinado ou ocupante de cargo em comissão tem direito à licença-maternidade e à 
estabilidade provisória, conforme o n. RE 842.844 – Tema 542 RG. A tese fixada é a seguinte: 
“A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade 
provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, se contratual ou administrativo, 
ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo determinado.” Dada a 
prevalência da proteção constitucional à maternidade e à infância, a gestante contratada 
pela Administração Pública por prazo determinado ou ocupante de cargo em comissão 
também possui direito à licença-maternidade de 120 dias e à estabilidade provisória, desde 
a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
Certo.
061. 061. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA/2024) Julgue o item que se segue.
O contrato de experiência poderá exceder a 90 dias, desde que não ultrapasse o prazo de 
2 anos.
Nos termos da CLT, o contrato de experiência não pode ultrapassar 90 dias. O prazo de dois 
anos mencionado pela CLT serve apenas para o cômputo máximo do contrato de trabalho 
por prazo determinado nas outras hipóteses. Tudo isso nos termos do art. 443 da CLT.
Errado.
062. 062. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA/2024) Julgue o item que se segue.
O contrato de trabalho por prazo determinado que, de forma tácita ou expressa, for 
prorrogado por mais de uma vez, passará automaticamente a vigorar por prazo indeterminado.
Nos termos da CLT, a prorrogação do contrato de trabalho por prazo determinado é permitida 
apenas uma vez; caso ocorra mais de uma prorrogação, configura-se como contrato de 
trabalho por prazo indeterminado.
Certo.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2011.
BRASIL. Código Civil Brasileiro. Brasília: Senado, 2002.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (1943). Brasília: Senado, 1943.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado, 1988.
______. Lei Complementar n. 150, de 1º de junho de 2015 (Regulamenta o Trabalhador 
Doméstico).
Lei n. 6.001, de 19 de dezembro de 1973. Estatuto do Índio.
Lei n. 5.889, de 8 de junho de 1973. Lei do Trabalhador Rural.
______ Supremo Tribunal Federal. Brasília: acesso em outubro de 2020. Site oficial: www.
stf.jus.br
Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em outubro de 2020. Site oficial: www.tst.
jus.br
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11. ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19. ed. São Paulo: Editora LTr, 
2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: 
com os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTr, 2017.
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ANEXOANEXO
Orientação Jurisprudencial n. 199 da SDI-I do TST
É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de validade 
para a formação do ato jurídico.
Súmula n. 363 do TST
CONTRATO NULO. EFEITOS. A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia 
aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, conferindo-
lhe somente o direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número 
de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo e os valores referentes 
aos depósitos do FGTS.
STF – TEMA 308 DA REPERCUSSÃO GERAL
Tema 308 da Lista da Repercussão Geral: “A Constituição de 1988 comina de nulidade 
as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas 
referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 
2º), não gerando essas contratações quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos 
empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período 
trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos 
efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS.”
Súmula n. 244 do TST
GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. I – O desconhecimento do estado gravídico pelo 
empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade 
(art. 10, II, “b” do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta ocorrer durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos 
correspondentes a esse período.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese 
de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Súmula n. 378 do TST.
ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 118 DA LEI N. 8.213/1991. 
I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade 
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provisória por um período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado 
acidentado. II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior 
a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, 
após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução 
do contrato de trabalho. III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo 
determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho 
prevista no art. 118 da Lei n. 8.213/1991.
Súmula n. 386 do TST
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA. 
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento da relação de 
emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento 
de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o 
vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário 
(Lei n. 6.019, de 03.01.1974).
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera 
vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional 
(art. 37, II, da CF/1988).
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços 
especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistam a pessoalidade 
e a subordinaçãodireta.
IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica 
a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto a essas obrigações, desde 
que tenha participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem 
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta 
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente na 
fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviços 
como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das 
obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.
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VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
Súmula n. 125 do TST
CONTRATO DE TRABALHO. ART. 479 DA CLT. O art. 479 da CLT aplica-se ao trabalhador 
optante pelo FGTS admitido mediante contrato por prazo determinado, nos termos do art. 
30, § 3º, do Decreto n. 59.820, de 20/12/1966.
Súmula n. 261 do TST
FÉRIAS PROPORCIONAIS. PEDIDO DE DEMISSÃO. CONTRATO VIGENTE HÁ MENOS DE UM 
ANO (nova redação) – O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de 
serviço tem direito a férias proporcionais.
Súmula n. 328
FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. O pagamento das férias, integrais ou proporcionais, 
gozadas ou não, na vigência da CF/1988, sujeita-se ao acréscimo do terço previsto no 
respectivo art. 7º, XVII.
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	Sumário
	Apresentação
	Tipos de Contratos a Termo
	1. Noções mais Aprofundadas de Contrato por Prazo Determinado
	2. Noções sobre Nulidade Absoluta e Relativa do Contrato de Trabalho
	3. Estabilidades no Contrato de Trabalho por Prazo Determinado
	4. Contrato a Termo na Área Rural
	5. Contrato Provisório da Lei n. 9.601/2008
	6. Extinção e Aprofundamento das Verbas Rescisórias no Contrato por Prazo Determinado
	7. As Cláusulas Assecuratórias de Direito Recíproco
	8. Os 24 Pontos Importantes para Revisão de Contratos Individuais de Trabalho
	Resumo
	Mapa Mental
	Questão de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AnexoDa mesma forma, incluem-se como exemplos: a situação irregular de estrangeiros e a 
contratação de trabalhador no serviço público sem concurso público; os efeitos do contrato 
de trabalho são resguardados.
Aqui é preciso ter cautela quanto ao entendimento do TST sobre pessoas que laboram 
em estabelecimentos que realizam atividades ilícitas, como casas de jogos de azar.
Então, houve, sim, entendimento do TST que é importante para a sua prova no seguinte 
sentido: existem casos em que, apesar da ilicitude do negócio, o serviço prestado não diz 
respeito diretamente ao seu desenvolvimento.
“É o caso de seguranças, faxineiros ou garçons que, casualmente, estão trabalhando em 
estabelecimentos ilegais, mas que poderiam perfeitamente executar o mesmo trabalho 
em locais lícitos.”
Com essa conjuntura, o TST já vem entendendo que é possível flexibilizar, concedendo 
os efeitos de uma nulidade relativa e, com isso, resguardando os efeitos jurídicos da relação 
para o trabalhador.
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JURISPRUDÊNCIA
No processo n. AIRR-1021-85.2016.5.11.0012 foi dito pelo Ministro Relator que:
[...] há de se reconhecer a validade do contrato de trabalho do empregado que, a 
despeito de prestar serviço em local destinado a atividade ilícita, não realiza atividade 
diretamente vinculada à contravenção legal. “O empregador não pode se favorecer da 
própria torpeza para não arcar com as obrigações trabalhistas.
DICA
Para o TST, existem casos em que, apesar da ilicitude do 
negócio, o serviço prestado não diz respeito diretamente 
ao seu desenvolvimento, como, por exemplo, garçons de 
casas de bingo ou de prostituição .
002. 002. (INÉDITA/2026) O trabalho imoral no Brasil desponta como caso de nulidade absoluta, 
sem repercussão jurídico trabalhistas.
Exatamente. O trabalho imoral possui os mesmos efeitos que o trabalho ilícito/ilegal, 
razão pela qual se caracteriza como nulidade absoluta, sem gerar efeitos trabalhistas e 
previdenciários.
Certo.
Outro ponto importante, ainda, diz respeito às discussões sobre o conceito e os efeitos 
do trabalho chamado IMORAL. Abordamos acima o trabalho ilícito e proibido.
O trabalho imoral é aquele que afronta os bons costumes, quando a imoralidade apresenta 
violação de normas, regras e princípios que regem a sociedade. Exemplo: prostituição.
As consequências desse tipo de trabalho equiparam-se à ideia de trabalho ilegal ou 
ilícito. Logo, também será considerado nulo, tendo em vista as mesmas consequências do 
trabalho ilegal.
Lembre-se de que há as nomenclaturas: trabalho imoral; trabalho ilícito ou ilegal; e 
trabalho proibido/irregular. Quando se menciona, na questão de prova, trabalho ilegal, 
refere-se a trabalho nulo, sem qualquer efeito jurídico.
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Sendo assim:
Classificação do trabalho
Trabalho ilícito Trabalho proibido Trabalho imoral
trabalho ilegal
nulidade absoluta
sem efeitos trabalhistas
trabalho irregular
nulidade relativa
com efeitos trabalhistas e 
previdenciários
ofende os bons costumes
nulidade absoluta
sem efeitos trabalhistas
Revise comigo dois mapas mentais.
É aquele que não é protegido pelo Direito do Trabalho 
Realização de um crime/contravenção penal ou concorre 
para realização deles
Ex.: tráfico de drogas, jogo do bicho, exercício irregular da 
medicina
Atividades criminosas que buscam algum amparo no 
Direito do Trabalho 
LICITUDE DO 
OBJETO DO 
TRABALHO
Trabalho ilícito 
É aquele protegido pelo Direito do Trabalho, com 
repercussão trabalhista e previdenciária 
Aqui desrespeita norma imperativa vedatória do labor
Existe o descumprimento de uma norma, por exemplo, 
colocar um menor de 18 anos em ambiente insalubre
Trabalho proibido 
ou irregular
Caso de trabalho ilícito
Não se resguardam os direitos trabalhistas
Ex.: OJ 199 da SDI 1 - jogo do bicho 
Não gera efeitos
NULIDADES DO 
CONTRATO DE 
TRABALHO
Nulidade 
Absoluta
Caso de trabalho proibido
Resguardam-se os direitos trabalhistas e previdenciários
Ex.: trabalho infantil menor de 14 anos
Gera efeitos trabalhistas 
Nulidade 
Relativa
Por fim, torna-se relevante trazer aqui uma súmula muito importante para as provas 
relacionadas à temática, quando se verifica a contratação de servidor público que descumpriu 
a obrigatoriedade constitucional do concurso público:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 363 do TST CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após 
a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo 
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art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação 
pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do 
salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.
Pela Súmula acima do TST, apenas o servidor com contrato nulo terá direito ao salário 
e aos depósitos do FGTS. Essa súmula foi ratificada pelo STF em tese firmada no Tema 308 
da Lista de Repercussão Geral:
A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração 
Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação 
em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando essas contratações quaisquer efeitos 
jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos 
salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao 
levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS.
Em suma, ainda que desvirtuada a finalidade do contrato de trabalho celebrado na 
vigência da Constituição Federal de 1988, é inviável o reconhecimento do vínculo empregatício 
com ente da Administração Pública direta ou indireta, por força do art. 37, II, da CF/1988, 
bem como o deferimento de indenização pecuniária, exceto em relação ao pagamento da 
contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor 
da hora do salário-mínimo e os valores referentes aos depósitos do FGTS.
A competência para analisar essa situação específica de nulidade do servidor com a 
Administração Pública e a condenação da Súmula n. 386 do TST é da Justiça do Trabalho, 
conforme decisão recente do próprio Supremo Tribunal Federal.
003. 003. (INÉDITA/2026) A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal 
pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade 
da prévia aprovação em concurso público, não gerando, essas contratações, quaisquer 
efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, sem ressalvas, pois do 
nulo nada se pode reconhecer.
A assertiva está incorreta, na medida em que existe, sim, direito ao salário e aos recolhimentos 
de FGTS. Nesse ponto, destaca-se a tese firmada no Tema 308 da Lista da Repercussão Geral:
JURISPRUDÊNCIA
A Constituiçãode 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração 
Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia 
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aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, 
quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser 
o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do 
art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de 
Garantia por Tempo de Serviço – FGTS.
Errado.
3 . eSTabiliDaDeS No CoNTraTo De Trabalho Por 3 . eSTabiliDaDeS No CoNTraTo De Trabalho Por 
PraZo DeTerMiNaDoPraZo DeTerMiNaDo
O contrato a termo tem uma lógica diferente da do contrato por prazo indeterminado, 
razão pela qual as concepções de suspensão e interrupção do contrato de trabalho devem 
ser ponderadas.
Em regra, as garantias provisórias de emprego não possuem o mesmo tratamento 
jurídico e extensão no caso de contrato por prazo indeterminado. Contudo, há situações 
específicas que exigem uma cautela maior do Judiciário trabalhista.
Os casos de suspensão e interrupção do contrato de trabalho se limitam ao prazo do 
contrato, não se podendo extrapolar o prazo legal.
Nesse sentido, destaque-se a CLT, no artigo 472, § 2º:
Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes 
interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação.
Nesse ponto, destaca Godinho (2020, p. 678):
Quer a norma dizer, portanto, que, inexistindo pactuação favorável efetuada pelas partes, o 
tempo de afastamento por suspensão ou interrupção será computado no prazo para a respectiva 
terminação do contrato. Os mesmos fundamentos inviabilizam, efetivamente, conferir-se a 
incidência às garantias de emprego no âmbito dos contratos a prazo. A fixação de um termo final 
ao contrato, em hipóteses legalmente já restringidas, torna incompatível o posterior acoplamento 
de uma competência legal típica de contratos de duração certa […]. (GODINHO, 2020, p. 678):
Com base nisso, é preciso abordar as duas exceções que a jurisprudência aceita como 
possíveis, apesar da modalidade de contrato por prazo determinado:
• acidente de trabalho;
• gestante e nascituro.
No caso do acidente de trabalho, estamos tratando aqui da situação em que o trabalhador 
se acidentou efetivamente no trabalho, a caminho (acidente de trajeto) ou adoeceu em 
decorrência do trabalho.
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Perceba que estar doente no trabalho com contrato por prazo determinado não gera 
o direito à estabilidade. Isso porque a doença precisa ter alguma relação com o trabalho. 
Assim, é necessário que o afastamento do trabalhador esteja relacionado ao ambiente e 
ao processo laborativo. Trata-se de um malefício sofrido em relação ao trabalho.
Nesse ponto, destaca-se uma súmula importante do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 378 do TST. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 
118 DA LEI N. 8.213/1991. I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 que 
assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação 
do auxílio-doença ao empregado acidentado. II – São pressupostos para a concessão da 
estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-
doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que 
guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. (primeira parte 
– III – III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado 
goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista 
no art. 118 da Lei n. 8.213/1991.
O TST já enfrentou essa problemática, constatando que, com a alteração no texto da 
súmula n. 378, com o acréscimo do inciso III, “esta Corte firmou entendimento no sentido 
de que o empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no artigo 118 
da Lei 8.213/1991”.
Com base nisso, existe a proteção da jurisprudência do TST para fins de estabilidade do 
trabalhador com contrato por prazo determinado quando se está diante de um acidente 
de trabalho.
Outra situação muito interessante de estabilidade é em relação à gestante, aplicando-
se a súmula n. 244 do TST, que dispõe:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 244 do TST. GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais 
direitos correspondentes ao período de estabilidade.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.
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Em 2019, houve julgamento do TST no sentido da inaplicabilidade da estabilidade da 
gestante para as mulheres com contrato temporário. Verificava-se, em 2019, no TST, que 
existia a exceção do contrato por prazo determinado, nos termos do inciso III da súmula 
n. 244 do TST.
Mas houve avanço jurisprudencial.
Temos uma importante decisão do TST em novembro de 2020, na qual a gestante não 
consegue estabilidade no emprego após o fim do prazo do contrato por prazo determinado.
Em suma, em novembro de 2020, já há precedentes para não estender a estabilidade à 
gestante, seja para casos de contrato temporário ou para contrato por prazo determinado. 
Lembre-se, no entanto, de que o teor da súmula n. 244, III, inclui o caso de contrato por 
prazo determinado.
Segundo a última visão do TST, em julgamento da 4ª Turma do TST em novembro de 
2020, a decisão do STF é clara ao eleger dois pressupostos da estabilidade da gestante: a 
anterioridade da gravidez à terminação do contrato e a dispensa sem justa causa.
No entendimento do TST, o conceito de estabilidade diz respeito à impossibilidade de 
terminação do contrato de trabalho por ato imotivado do empregador, “não afastando que 
o contrato termine por outras causas, em que há manifestação de vontade do empregado, 
como no caso do pedido de demissão, nos contratos por prazo determinado e no contrato 
de trabalho temporário”.
Nesse caso, já existe entendimento do TST que retira o direito de estabilidade para 
contratos por prazo determinado e temporário.
Porém, fique atento, ainda, se for cobrado o enunciado da Súmula n. 244 do TST. Existe, 
ainda, séria polêmica doutrinária sobre esse tema. Isso significa que pode haver reviravoltas 
no assunto.Além disso, a Súmula n. 244 do TST não foi cancelada.
O STF teve uma recente decisão sobre o assunto. Verifique as decisões atuais de nossas 
jurisprudências: gestante contratada por prazo determinado ou ocupante de cargo em 
comissão tem direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória no RE 842.844 – 
Tema 542 RG.
A tese fixada:
JURISPRUDÊNCIA
A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade 
provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, se contratual ou 
administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo 
determinado.
Dada a prevalência da proteção constitucional à maternidade e à infância, a gestante 
contratada pela Administração Pública por prazo determinado ou ocupante de cargo 
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em comissão também possui direito à licença-maternidade de 120 dias e à estabilidade 
provisória, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
A proteção ao trabalho da mulher gestante é uma medida justa e necessária que 
independe da natureza do vínculo empregatício (celetista, temporário ou estatutário), da 
modalidade do prazo do contrato ou da forma de provimento (em caráter efetivo ou em 
comissão).
A garantia constitucional é genérica e incondicional, circunstância que atende ao princípio 
da máxima efetividade dos direitos fundamentais e assegura à trabalhadora gestante não 
apenas o emprego, mas uma gravidez protegida e digna para o nascituro, inclusive no que 
diz respeito às necessidades do período pós-parto, em especial à amamentação.
A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade 
provisória, independentemente do regime jurídico aplicável, seja contratual ou administrativo, 
ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo determinado.
Sobre o tema, o TST, em 2025, emitiu os seguintes entendimentos em teses vinculantes:
1) IAC 2 do TST – é inaplicável ao regime de trabalho temporário, disciplinado pela Lei n. 
6.019/1974, a garantia de estabilidade provisória à empregada gestante, prevista no art. 
10, II, “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias;
2) IRR 163 – A garantia de emprego da gestante, prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT/
CF, é cabível no contrato de experiência, modalidade de contrato por prazo determinado;
3) IRR 119 – A dúvida razoável e objetiva sobre a data de início da gravidez e sua 
contemporaneidade ao contrato de trabalho não afasta a garantia de emprego à gestante;
4) IRR 55 – A validade do pedido de demissão da empregada gestante, detentora 
da garantia provisória de emprego prevista no artigo 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), está condicionada à assistência do sindicato 
profissional ou da autoridade local competente, nos termos do artigo 500 da CLT;
5) IRR 134 – A recusa da empregada gestante em retornar ao trabalho, mesmo diante 
de oferta de emprego pelo empregador, não configura renúncia à garantia prevista no art. 
10, II, “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), subsistindo o direito 
à indenização substitutiva em relação ao período de estabilidade gestacional.
Estabilidade Gestante – Contrato Temporário de Trabalho – Lei n. 6.019/1974 – FIXAÇÃO DE 
TESE É inaplicável ao regime de trabalho temporário, disciplinado pela Lei n. 6.019/1974, 
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a garantia de estabilidade provisória à empregada gestante, prevista no art. 10, II, “b”, do 
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Tese fixada em Incidente de Assunção de 
Competência.
A garantia de emprego da gestante, prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT/CF, é aplicável ao 
contrato de experiência, modalidade de contrato por prazo determinado.
4 . CoNTraTo a TerMo Na Área rUral4 . CoNTraTo a TerMo Na Área rUral
Iremos usar novamente uma lei conhecida, que é a do trabalhador rural.
Trata-se da Lei n. 5.889, de 8 de junho de 1973. Precisamos relembrar aqui as partes 
da relação de trabalho rural.
Diante disso, empregado rural é toda pessoa física que, em propriedade rural ou prédio 
rústico, presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a dependência 
deste e mediante salário.
Por sua vez, o empregador rural é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que 
explora atividade agroeconômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou 
por meio de prepostos e com auxílio de empregados.
A regra, assim como no trabalho urbano, é a de contrato por prazo indeterminado.
No entanto, é possível a realização de contrato a termo. Assim, faz-se também a previsão 
do contrato de safra. Veja:
Art. 11. Ao empregado rural maior de dezesseis anos é assegurado salário mínimo igual ao de 
empregado adulto.
Parágrafo único. Ao empregado menor de dezesseis anos é assegurado salário mínimo fixado 
em valor correspondente à metade do salário mínimo estabelecido para o adulto.
Art. 12. Nas regiões em que se adota a plantação subsidiária ou intercalar (cultura secundária), a 
cargo do empregado rural, quando autorizada ou permitida, será objeto de contrato em separado.
Parágrafo único. Embora devendo integrar o resultado anual a que tiver direito o empregado 
rural, a plantação subsidiária ou intercalar não poderá compor a parte correspondente ao salário 
mínimo na remuneração geral do empregado, durante o ano agrícola.
Art. 13. Nos locais de trabalho rural serão observadas as normas de segurança e higiene 
estabelecidas em portaria do ministro do Trabalho e Previdência Social.
Art. 14. Expirado normalmente o contrato, a empresa pagará ao safrista, a título de indenização 
do tempo de serviço, importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal, por 
mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias.
Parágrafo único. Considera-se contrato de safra o que tenha sua duração dependente de variações 
estacionais da atividade agrária.
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No contrato de safra, temos um contrato de trabalho cujo termo final é fixado de acordo 
com as condições estacionais da atividade agrária. Não se trata de prestação continuada 
nem de trato sucessivo.
GODINHO (2020, p. 697) conceitua:
É o contrato de safra um pacto autorizado em face de serviço cuja natureza ou transitoriedade 
justifique a predeterminação do prazo (artigo 443, §2, a, CLT). Seu termo pode ser fixado nos 
moldes celetistas que “pela execução de serviços especificados” concernentes à safra (plantio, 
colheita etc), quer pela realização de “certo acontecimento suscetível de previsão aproximada” 
(extinção do período de safra, por exemplo), quer mesmo pelo termo cronológico – desde que 
este se ajuste à efetiva “variação estacional da atividade agrária. (GODINHO, 2020, p. 697)
O termo final do contrato de safra é, em geral, incerto. Não se pode fixarexatamente 
a data do término do contrato e do serviço desempenhado.
Além disso, pode não coincidir com o momento de término do contrato de trabalho para 
todos os trabalhadores daquela plantação, pois podem ter atividades diferentes.
Geralmente, neste trabalho no campo, leva-se em consideração períodos de trabalho 
e descanso, sem datas previamente definidas ou facilmente previsíveis. Com base nisso, 
tem-se uma situação peculiar. Esse contrato de safra pode ser tácito ou expresso, escrito 
ou verbal.
DICA
o contrato de safra não é do tipo formalístico, podendo 
ser tacitamente ajustado e provado por todos os meios de 
prova lícitos previstos na lei processual .
Aplicam-se ao contrato de safra todas as características do contrato por prazo 
determinado na CLT. Também podem ser provados todos os meios de prova admitidos 
no direito.
É diferente o contrato de safra do contrato de trabalho temporário rural. Neste último 
caso, existe um limite temporal fixado e, com base nisso, o produtor rural pessoa física 
poderá realizar a contratação de trabalhador rural por pequeno prazo para o exercício de 
atividades de natureza temporária.
A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 
1 (um) ano, superar 2 (dois) meses, fica convertida em contrato de trabalho por prazo 
indeterminado, observando-se os termos da legislação aplicável.
A filiação e a inscrição do trabalhador de que trata este artigo na Previdência Social 
decorrem, automaticamente, da sua inclusão pelo empregador na Guia de Recolhimento do 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), cabendo 
à Previdência Social instituir mecanismo que permita sua identificação.
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Nesse caso de contrato por prazo determinado, deve ser feito mediante contrato escrito, 
em 2 (duas) vias, uma para cada parte, nas quais conste, no mínimo:
• expressa autorização em acordo coletivo ou convenção coletiva;
• identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e 
indicação da respectiva matrícula;
• identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição do 
Trabalhador – NIT.
A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só poderá ser realizada por produtor 
rural pessoa física, proprietário ou não, que explore diretamente atividade agroeconômica. 
A contribuição do segurado trabalhador rural contratado para prestar serviço por prazo 
determinado é de 8% (oito por cento) sobre o respectivo salário de contribuição.
A não inclusão do trabalhador na GFIP pressupõe a inexistência de contratação nos 
termos legais do artigo 14-A da Lei do Trabalho Rural, sem prejuízo da comprovação, por 
qualquer meio admitido em direito, da existência de relação jurídica diversa.
Compete ao empregador fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias nos 
termos da legislação vigente, cabendo à Previdência Social e à Receita Federal do Brasil 
instituir mecanismos que facilitem o acesso dos trabalhadores e da entidade sindical que 
os representa às informações sobre as contribuições recolhidas.
São assegurados ao trabalhador rural contratado por pequeno prazo, além de remuneração 
equivalente à do trabalhador rural permanente, os demais direitos de natureza trabalhista.
Todas as parcelas devidas ao trabalhador a que se refere este artigo serão calculadas 
dia a dia e pagas diretamente a ele mediante recibo.
Assim, a regra é que o contrato é por prazo indeterminado.
No entanto, pode ser temporário em duas hipóteses mencionadas na Lei do Trabalho 
Rural. Pode ser tanto contrato de safra quanto contrato de trabalhador rural por pequeno 
prazo para o exercício de atividades de natureza temporária.
Nessas situações mencionadas, não se aplicam as ideias de terceirização trabalhista.
Nos dois casos, os direitos trabalhistas são próprios dos contratos a termo, dispondo a 
lei que todas as parcelas devidas ao trabalhador a que se refere serão calculadas dia a dia 
e pagas diretamente mediante recibo.
004. 004. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Entre as modalidades de contrato de trabalho 
por prazo determinado previstas pelo ordenamento jurídico está o contrato de trabalho 
por pequeno prazo previsto pelo art. 14-A da Lei n. 5.889/1973 (Lei do Trabalho Rural). São 
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assegurados ao trabalhador rural contratado por pequeno prazo, além da remuneração 
equivalente à do trabalhador rural permanente, os demais direitos de natureza trabalhista.
A assertiva está correta, sendo devidos todos os direitos trabalhistas previstos para o 
contrato por prazo determinado. Está de acordo com a literalidade do dispositivo. Em 
regra, esse tipo de assunto tem como abordagem os exatos termos do artigo 14-A da Lei 
do Trabalho Rural.
Certo.
005. 005. (FCC/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) A contratação de trabalhador rural por pequeno 
prazo que dentro do período de um ano superar 45 dias fica convertida em contrato de 
trabalho por prazo indeterminado.
A assertiva contém o prazo errado. O prazo mencionado pela lei é de 2 meses. Veja a Lei do 
Trabalho Rural: artigo 14-A, § 1º:
A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 1 (um) ano, 
superar 2 (dois) meses fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
observando-se os termos da legislação aplicável.
Errado.
CONTRATO DE 
TRABALHO NO 
ÂMBITO RURAL
Regra: por prazo indeterminado
De safra: dura enquanto for necessário por condições de 
estações, colheitas etc. Não tem prazo definido, mas é algo que não é 
permanente
Por tempo determinado: dentro do período de um ano, superar dois 
meses e o contrato aqui deve ser escrito. Não admite prorrogação
5. CONTRATO PROVISÓRIO DA LEI N. 9.601/20085. CONTRATO PROVISÓRIO DA LEI N. 9.601/2008
No livro digital anterior, falamos muito sobre o contrato temporário no que se refere à 
terceirização trabalhista. Vamos abordar o contrato a termo conhecido como CONTRATO 
PROVISÓRIO.
As convenções e os acordos coletivos de trabalho poderão instituir contrato de trabalho 
por prazo determinado, de que trata o art. 443 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 
em qualquer atividade desenvolvida pela empresa ou estabelecimento, para admissões que 
representem acréscimo no número de empregados.
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Nessa negociação coletiva, é importante destacar que, seja na convenção coletiva ou 
no acordo coletivo, deve constar:
I – a indenização para as hipóteses de rescisão antecipada do contrato de que trata 
este artigo, por iniciativa do empregador ou do empregado, não se aplica o disposto nos 
arts. 479 e 480 da CLT;
II – as multas pelo descumprimento de suas cláusulas.
DICA
Neste contrato provisório, não se aplica a ideia de que 
mais de uma prorrogação leva ao contrato de trabalho por 
prazo indeterminado. Com base nisso, nessa modalidade 
de contrato, se houver mais de uma prorrogação, isso não 
implica na automática transformação em contrato de 
trabalho por prazo indeterminado .
É importante a expressa previsão legal acerca da extensão das garantias provisórias 
no emprego.
Dispõe o artigo 1º, § 4º, da Lei em estudo que são garantidas as estabilidades provisórias 
da gestante; do dirigente sindical, ainda que suplente; do empregado eleito para cargo de 
direção de comissões internas de prevenção de acidentes; do empregado acidentado, nos 
termos do art. 118 da Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, durante a vigência do contrato por 
prazo determinado, que não poderá ser rescindido antes do prazo estipulado pelas partes.
Dessa forma, nessa modalidade de contrato de trabalho provisório, existe a proteção 
das garantias provisórias no emprego.
A empresa tem limitação do quantitativo de empregados que podem contratar nessa 
modalidade. Isso já foi uma pergunta cobrada em provas. Pergunta-se se existe limite de 
contratação. A resposta é positiva. Aliás, segundo a lei, temos o artigo 3º a seguir:
Art. 3º O número de empregados contratados nos termos do art. 1º desta Lei observará o limite 
estabelecido no instrumento decorrente da negociação coletiva, não podendo ultrapassar os 
seguintes percentuais, que serão aplicados cumulativamente:
I – cinquenta por cento do número de trabalhadores, para a parcela inferior a cinquenta empregados;
II – trinta e cinco por cento do número de trabalhadores, para a parcela entre cinquenta e cento 
e noventa e nove empregados; e
III – vinte por cento do número de trabalhadores, para a parcela acima de duzentos empregados.
Parágrafo único. As parcelas referidas nos incisos deste artigo serão calculadas sobre a média 
aritmética mensal do número de empregados contratados por prazo indeterminado do 
estabelecimento, nos seis meses imediatamente anteriores ao da data de publicação desta Lei.
A Lei do Trabalho Provisório, Lei n. 9.601/1998, trouxe uma dinâmica menos burocrática 
e restritiva para a contratação temporária no Brasil. Por isso, uma parcela considerável da 
doutrina criticou essa nova abordagem por flexibilizar demais os direitos trabalhistas.
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EXEMPLO
Por exemplo, o recolhimento de FGTS nessa modalidade de contrato é de 2% em vez de 8% em 
um contrato por prazo indeterminado. Por sua vez, o empregador tem vantagens tributárias 
e creditícias, servindo esta lei como ferramenta para aumentar os postos de trabalho.
Essa lei trouxe uma nova espécie de contrato a termo.
Afinal de contas, diante de todas as exposições no livro anterior e neste, fica contundente 
que o contrato a termo é um gênero, sendo o trabalho provisório, por prazo determinado, 
temporário, de experiência, de safra etc. as suas espécies.
O contrato provisório pode ocorrer em qualquer situação empresarial. A lei não trouxe 
situações restritivas.
 Obs.: O contrato provisório pode ocorrer em qualquer atividade desenvolvida pela empresa 
ou pelo estabelecimento.
006. 006. (INÉDITA/2026) Nas situações de contrato de experiência e trabalho provisório só 
pode ser possível a realização desses contratos para atividades fins da empresa, não sendo 
admitidas para as atividades meio do empreendimento.
Nos termos da Lei n. 9.601/1998, é possível trabalhar em qualquer atividade do 
empreendimento pela empresa ou estabelecimento, independentemente das hipóteses 
previstas no artigo 443 da CLT, do qual se encaixa aqui o contrato de experiência.
Errado.
As características desse contrato provisório podem ser resumidas na lição de Godinho 
(2020, p. 708-709) como sendo:
• duração do prazo consensual que se limita também pelo prazo de dois anos, tal como 
na generalidade dos contratos a termo;
• em regra, é o termo certo com data certa;
• a sucessividade contratual é descaracterizada: afasta a incidência da regra da CLT 
no caso do artigo 452 da CLT em que, apesar de novo contrato provisório em menos 
de seis meses, não leva à indeterminação do contrato de trabalho;
• é um contrato formal e solene, escrito;
• pode haver mais de uma prorrogação, não se aplicando a regra do artigo 451 da CLT; 
ou seja, várias prorrogações não descaracterizam o contrato provisório;
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• pactuação do contrato provisório: existe a obrigatoriedade de autorização em 
negociação coletiva, seja por acordo ou convenção coletiva;
• aqui também não se aplica, nas rescisões antecipadas de contrato, aquela multa do 
artigo 479 da CLT, mas se aplica a condenação em multa de 40% no caso de dispensa 
sem justa causa antecipada do trabalhador, lembrando que o recolhimento de FGTS 
aqui é de 2% sobre a remuneração do obreiro, também de forma mensal;
• não se aplica também aqui a regra do artigo 480 da CLT.
Saber essas características é um diferencial para a sua prova! Por isso, venha recordar 
comigo as regras dos artigos 479 e 480 da CLT, não aplicáveis aos contratos provisórios:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o término do contrato.
Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou 
incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente 
à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
Art. 480. Havendo termo estipulado, o empregado não poderá se desligar do contrato, sem 
justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato 
lhe resultarem.
§ 1º A indenização, porém, não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em 
idênticas condições.
DICA
Não se aplica ao contrato provisório a regra do artigo 451 
da ClT . ou seja, não se aplica aqui o seguinte teor:
art . 452 . Considera-se por prazo indeterminado todo 
contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro 
contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste 
depender da execução de serviços especializados ou da 
realização de certos acontecimentos .
Não se aplicam aos contratos provisórios as regras dos artigos 451, 452, 479 e 480 da CLT.
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007. 007. (INÉDITA/2026) Dispõe a CLT: Art. 452 – Considera-se por prazo indeterminado todo 
contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, 
salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização 
de certos acontecimentos. Não se aplica esse preceito ao:
a) contrato provisório
b) contrato de experiência
c) contrato de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do 
prazo;
d) contrato em atividades empresariais de caráter transitório
Nos termos do artigo 1º,§ 2º, da Lei n. 9.601/1998, não se aplicam aqui as regras da CLT 
quanto aos artigos 451 e 452 para os contratos provisórios. Os demais casos estão previstos 
expressamente na CLT.
Letra a.
Veja o mapa mental que preparei para você ficar 100% antenado(a).
Não se aplicam as regras dos artigos 
451, 452, 479 e 480 da CLT
Pode prorrogar várias vezes
Pode contratar de novo antes de seis 
meses
Contrato formal e solene
Recolhimentos de FGTS de 2%
Extensão das garantias provisórias nos 
empregos
Não pode exceder dois anos 
Pode ser em qualquer atividade da empresa 
ou estabelecimento
Tem que existir a negociação coletiva 
autorizando - ACT ou CCT
CONTRATO 
PROVISÓRIO
É importante trazer a diferença entre o trabalho provisório e o trabalho temporário. 
Saiba que todo o material de aula está atualizado pela Lei n. 13.429/2017. Essa lei foi 
interessante porque permitiu a terceirização tanto para as atividades-fim quanto para as 
atividades-meio.
Destaca-se, ainda, o seguinte: o trabalho provisório é a contratação direta da pessoa 
do trabalhador.
O trabalho temporário é a contratação feita por interposta pessoa jurídica. Assim, é 
preciso interpretar a questão para verificar se está se referindo ao trabalho provisório, que 
tem contornos próprios, ou ao trabalho temporário.
Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de 
trabalho temporário, que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços para 
atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda 
complementar de serviços.
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Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica devidamente registrada no Ministério 
do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas, 
temporariamente.
Veja esse mapa mental para esclarecer bem:
Lei n. 6.019/1974 alterada em 2017
Admite terceirização de atividade-fim e de 
atividade-meio 
Terceirização - relação trilateral 
Prazo: 180 dias podendo ser prorrogado por mais 90 
dias
Interposta pessoa - ele é empregado de uma empresa, 
mas presta serviços em outra 
Não garante as estabilidades (garantias 
provisórias no emprego)
Contrato 
temporário 
Lei n. 9.601/2008
Contratação direta do trabalhador sem interposta 
pessoa
Garante todas as estabilidades (garantias provisórias 
no emprego)
Existem limites legais de números de empregos a 
serem contratados
Prazo máximo de dois anos
Contrato 
provisório
Contrato por prazo 
determinado pela CLT
RELAÇÃO A 
TERMO DE 
TRABALHO 
Lembre-se de que, se a contratação for irregular com o ente público, isso não gera 
formação de vínculo direto com a Administração. Lembre-se de usar a súmula n. 331 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o 
vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário 
(Lei n. 6.019, de 03.01.1974).
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera 
vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou 
fundacional (art. 37, II, da CF/1988).
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de 
serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente 
a pessoalidade e a subordinação direta.
IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica 
a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, 
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desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo 
judicial.
V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem 
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta 
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente 
na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora 
de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero 
inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente 
contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
008. 008. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) A contratação irregular de trabalhador, 
mediante empresa interposta, gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração 
pública direta, indireta ou fundacional.
Não existe criação de vínculo direto com a Administração Pública em caso de terceirização 
ilícita. Isso nos exatos termos da súmula n. 331 do TST, inciso II:
JURISPRUDÊNCIA
A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo 
de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional 
(art. 37, II, da CF/1988).
Errado.
6 . eXTiNÇÃo e aProFUNDaMeNTo DaS VerbaS 6 . eXTiNÇÃo e aProFUNDaMeNTo DaS VerbaS 
reSCiSÓriaS No CoNTraTo Por PraZo DeTerMiNaDoreSCiSÓriaS No CoNTraTo Por PraZo DeTerMiNaDo
Já tratamos no livro digital anterior do nosso curso, mas agora irei aprofundar algumas 
informações. Primeiramente, a depender da forma como o contrato de trabalho a termo 
se encerra, por iniciativa do empregado ou do empregador, haverá o direito ao recebimento 
de algumas verbas trabalhistas.
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É preciso conhecer qual foi a modalidade de ruptura contratual para fins de verificação 
dos direitos.
Além disso, é preciso saber se o contrato por prazo determinado possui as chamadas 
cláusulas assecuratórias de direito recíproco, ocasião em que se incluem na condenação 
outros direitos previstos para a modalidade do contrato por prazo indeterminado, como, 
por exemplo, a concessão de aviso prévio.
No caso do contrato de trabalho por prazo determinado, a extinção pode ocorrer:
• extinção normal do contrato que ocorre quando existe o cumprimento do seu prazo 
em conformidade com os limites legais. Nesse caso, o trabalhador receberá 13º 
salário proporcional, recolhimentos do FGTS e férias mais um terço. O FGTS pode 
ser liberado, mas sem a multa dos 40%. Quando o fim do contrato de trabalho não 
ocorre pelo fim do prazo, tem-se que é extinção anormal do contrato de trabalho e, 
nesse caso, vamos verificar a aplicação da multa dos 40% do FGTS, se é devida ou 
não, bem como a incidência da multa do artigo 479 da CLT;
• extinção anormal do contrato de trabalho, em face de pedido de demissão do 
trabalhador. Nesse caso, antes de terminar o prazo do contrato, o trabalhador 
revela que não tem mais interesse em continuar no emprego. Aqui, o motivo do 
trabalhador é irrelevante, do ponto de vista

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