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DIREITO DO TRABALHO
Contrato de Trabalho – Contrato por 
Prazo Determinado e Indeterminado
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260113008107
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIreITo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado . . . . . . . . . . . . 5
1. Contratos Expressos, Tácitos e Plurais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Contrato por Tempo Indeterminado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3. Contrato por Prazo Determinado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4. Contrato Temporário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5. Contrato de Trabalho Intermitente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6. Contrato de Experiência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
7. Contrato de Safra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Contrato de Aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
 
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃoaPreSeNTaÇÃo
Olá, meu (minha) querido(a) aluno(a)! Como você está? Vamos para mais uma aula 
proveitosa, aproximando-se de sua sonhada aprovação!
Eu e a equipe do GRAN estamos aqui para turbinar seus estudos a fim de que você 
seja aprovado! Meu nome é Maria Rafaela de Castro e, atualmente, sou Juíza do Trabalho 
Substituta no TRT da 7ª Região.
Vamos fornecer o máximo de dicas, teóricas, exercícios e responder questões de provas 
anteriores. Nesse ponto, esse material vai ajudar você a chegar à posse. Espero seu feedback 
sobre a forma de explicação, didática e dúvidas lá no fórum do aluno.
O material está repleto de informações importantíssimas para as suas provas. Eu também 
elaborei questões inéditas para você verificar como a banca poderia surpreendê-lo. Espero 
que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou esperando as dúvidas 
no fórum do aluno! Preparado? Sempre acredite em si mesmo e lute pelo que você sonha! 
Pegue o café (descafeinado, rs) e vamos nessa!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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CONTRATO DE TRABALHO – CONTRATO POR PRAZO CONTRATO DE TRABALHO – CONTRATO POR PRAZO 
DETERMINADO E INDETERMINADODETERMINADO E INDETERMINADO
1 . CoNTraToS eXPreSSoS, TÁCIToS e PlUraIS1 . CoNTraToS eXPreSSoS, TÁCIToS e PlUraIS
Contrato é o acordo tácito ou expresso mediante o qual as partes ajustam condições, 
direitos e deveres. Tecnicamente, surge como o resultado da vontade de seres juridicamente 
livres que são capazes de firmar obrigações entre si, observando-se a licitude do objeto.
Nesse conceito, já temos claramente os requisitos para firmar um contrato, como 
sujeitos capazes, objeto lícito e juridicamente possível, obedecendo aos requisitos exigidos 
pelos artigos 2º e 3º da CLT. Por isso, é importante ter em mente sempre a disposição dos 
artigos acima, pois caem em prova quando envolvem o assunto contrato de trabalho:
Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da 
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais 
liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem 
fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.da hora trabalhada 
inferior ao que ganha o pessoal efetivo do estabelecimento;
b) O trabalhador só recebe no dia em que efetivamente laborar, podendo, assim, ter 
contrato com diversos empregadores;
c) O empregador tem que avisar ao trabalhador sobre o chamado ao labor com, pelo 
menos, 3 dias corridos de antecedência. Veja a pegadinha da prova: não são dias úteis;
d) Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao 
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. Veja a pegadinha da prova: contagem em 
dias úteis;
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e) A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de tra-
balho intermitente;
f) Penalidade em caso de descumprimento das obrigações contratuais: aceita a oferta 
para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo motivo, pagará à 
outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração 
que seria devida, permitida a compensação em igual prazo;
g) Verbas recebidas pelo trabalhador após cada prestação de serviço: ao final de cada 
período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento imediato das seguintes 
parcelas: I – remuneração; II – férias proporcionais com acréscimo de um terço; III – décimo 
terceiro salário proporcional; IV – repouso semanal remunerado; e V – adicionais legais. No 
recibo, devem constar as discriminações de todas as parcelas pagas ao trabalhador;
h) Férias do trabalhador intermitente: a cada doze meses, o empregado adquire o direito 
a usufruir, nos doze meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá 
ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador;
i) Recolhimentos mensais do empregador: o empregador efetuará o recolhimento da 
contribuição previdenciária e o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
j) Possui direito, sim, ao vale-transporte e pode receber os direitos previstos em eventual 
acordo ou convenção coletiva da categoria à qual pertence.
Por fim, deixo o mapa mental para você:
CONTRATO 
DE TRABALHO 
INTERMITENTE
Deve ser celebrado 
por escrito.
Recusa do trabalhador não implica o 
fim do contrato intermitente.
Deve conter especificamente o valor da 
hora de trabalho, que não pode ser inferior 
ao valor horário do salário mínimo ou 
àquele devido aos demais empregados do 
estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não.
Penalidade por descumprimento: 
multa de 50% da remuneração que 
seria devida.
Prazos: convocação do empregador - 3 dias 
corridos; recusa do trabalhador - 1 dia útil.
Não pode existir discriminação quanto ao 
valor do salário-hora.
6 . CoNTraTo De eXPerIÊNCIa6 . CoNTraTo De eXPerIÊNCIa
O contrato de experiência é uma espécie de contrato a termo. Sua principal característica 
é seu prazo e sua finalidade. Ele só vale até 90 dias, não podendo ultrapassar esse período. 
Sua regulamentação é feita pela CLT. Admite apenas uma prorrogação, que deve ocorrer 
dentro do prazo de 90 dias. Como já foi dito, 90 dias não são 3 meses. Logo, é preciso ficar 
atento à contagem do prazo em dias.
A finalidade desse contrato é justamente fazer essa análise probatória das partes, para 
que se conheçam e entendam se existe afinidade entre elas até firmarem um contrato de 
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trabalho por tempo indeterminado. Esse período de prova, como já se disse, pode ser de 
até 90 dias. Portanto, ele deve ser um contrato ESCRITO.
Se não existe contrato escrito, entende-se que se trata de trabalho por prazo 
indeterminado. A prorrogação, como foi dito, só pode ocorrer uma vez e deve ser feita 
considerando-se que o total (prazo inicial e prazo prorrogado) seja, no máximo, de 90 dias.
Se o empregador quiser rescindir o contrato de experiência, aplica-se o pagamento da 
indenização prevista no artigo 479 da CLT, que dispõe:
Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a 
remuneração a que teria direito até o termo do contrato.
Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou 
incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente 
à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
Aqui se aplicam também aquelas regras que já foram explicadas sobre a possibilidade de 
inserção no contrato de trabalho das CLÁUSULAS ASSECURATÓRIAS DE DIREITO RECÍPROCO.
Nos termos do que já estudamos sobre contrato de prazo determinado, aplicam-se as 
garantias do acidentado e da gestante. Por ser um contrato previsto na CLT, aqui se aplica 
a súmula 244 do TST e, com isso, existe, sim, a garantia da gestante no emprego.
005. 005. (VUNESP/PROVA DA OAB-SP/2007) Com respeito ao contrato de experiência, é lícito 
afirmar que
a) poderá ser contratado por 90 (noventa dias e prorrogado por mais 90 (noventa dias)
b) não poderá exceder o prazo de 90 (noventa dias).
c) poderá ser firmado por prazo não superior a 02 (dois) anos, autorizada a prorrogação 
por mais 02 (dois) anos.
d) poderá ser firmado por prazo não superior a 02 (dois) anos, vedada a prorrogação.
A CLT é clara ao afirmar que não se pode exceder o prazo de 90 dias. É admitida uma 
prorrogação, mas deve ocorrer dentro desse prazo. Exemplo: 45 dias mais 45 dias; 30 dias 
mais 60 dias, etc.
Letra b.
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006. 006. (TRT-3ª/TRT-3ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) A admissão mediante contrato 
de experiência não constitui óbice à aquisição da estabilidade provisória da empregada 
gestante, visto que a proteção da maternidade deve prevalecer em face do término 
inicialmente previsto para o contrato.
De fato, existe total compatibilidade do contrato de trabalho a termo com a estabilidade 
da gestante. Nesse caso, aplica-se o teor da Súmula 244 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – O desconhecimento do estado gravídico 
pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da 
estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). II – A garantia de emprego à gestante só autoriza 
a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia 
restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. 
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Certo.
007. 007. (TRT-3ª/TRT-3ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) O contrato de experiência 
pode ser prorrogado, respeitado o limite máximo de trêsmeses.
Temos que ter muito cuidado em como é feita a contagem do período de experiência. Aqui, 
a lei é específica e não pode ultrapassar 90 dias. Quando se menciona na questão “3 meses”, 
é errado, na medida em que a contagem dos prazos varia se é por dia, mês ou ano. Diante 
disso, é uma pegadinha comum em concursos. Muito cuidado! Prazo de experiência: 90 dias.
Errado.
008. 008. (TRT-9ª/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2007) Segundo a jurisprudência 
dominante no Tribunal Superior do Trabalho, constatando-se a gravidez da empregada 
durante o curso do contrato de experiência, fica-lhe assegurada garantia de emprego desde 
a confirmação da gravidez e até cinco meses após o parto.
Está correto, nos termos da Súmula 244 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – O desconhecimento do estado gravídico 
pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da 
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estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). II – A garantia de emprego à gestante só autoriza 
a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia 
restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. 
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Certo.
Por fim, o contrato de experiência é um contrato autônomo e independente, razão 
pela qual, com o término do seu prazo, não é obrigatória a contratação na modalidade de 
contrato por prazo indeterminado.
7 . CoNTraTo De SaFra7 . CoNTraTo De SaFra
É um contrato tipicamente do meio rural, envolvendo uma situação peculiar quanto 
aos trabalhadores rurais. Aqui, trata-se de um pacto autorizado em face do serviço, cuja 
natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. Estamos tratando de 
uma situação de execução de serviços específicos.
Importante análise sobre a abrangência do contrato de safra, segundo GODINHO 
(2020, p. 697):
Embora a expressão safra reporte-se mais diretamente à noção de produção e colheita, tem a 
jurisprudência compreendido que o lapso temporal dedicado ao preparo do solo e plantio também 
pode dar ensejo a um regular contrato de safra. O regulamento normativo da Lei n. 5889/73 já 
se encaminhava nessa direção ampliativa: referindo-se às variações estacionais das atividades 
agrárias dispunha estarem assim englobadas “as tarefas normalmente executadas no período 
compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita.
A previsão deste contrato está nos artigos 12 a 14 da Lei n. 5.889/73. Nesse ponto, 
registre-se:
Art. 12. Nas regiões em que se adota a plantação subsidiária ou intercalar (cultura secundária), a 
cargo do empregado rural, quando autorizada ou permitida, será objeto de contrato em separado.
Parágrafo único. Embora devendo integrar o resultado anual a que tiver direito o empregado 
rural, a plantação subsidiária ou intercalar não poderá compor a parte correspondente ao salário 
mínimo na remuneração geral do empregado, durante o ano agrícola.
Art. 13. Nos locais de trabalho rural serão observadas as normas de segurança e higiene 
estabelecidas em portaria do ministro do Trabalho e Previdência Social.
Art. 14. Expirado normalmente o contrato, a empresa pagará ao safrista, a título de indenização 
do tempo de serviço, importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal, por 
mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias.
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Parágrafo único. Considera-se contrato de safra o que tenha sua duração dependente de variações 
estacionais da atividade agrária.
Art. 14-A. O produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por 
pequeno prazo para o exercício de atividades de natureza temporária.
§ 1º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 1 (um) 
ano, superar 2 (dois) meses fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
observando-se os termos da legislação aplicável.
§ 2º A filiação e a inscrição do trabalhador de que trata este artigo na Previdência Social decorrem, 
automaticamente, da sua inclusão pelo empregador na Guia de Recolhimento do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, cabendo à Previdência 
Social instituir mecanismo que permita a sua identificação.
§ 3º O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado mediante a inclusão do 
trabalhador na GFIP, na forma do disposto no § 2º deste artigo, e
I – mediante a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social e em Livro ou Ficha de 
Registro de Empregados; ou
II – mediante contrato escrito, em 2 (duas) vias, uma para cada parte, onde conste, no mínimo:
a) expressa autorização em acordo coletivo ou convenção coletiva;
b) identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e indicação 
da respectiva matrícula; c) identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número 
de Inscrição do Trabalhador – NIT.
§ 4º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só poderá ser realizada por produtor 
rural pessoa física, proprietário ou não, que explore diretamente atividade agroeconômica.
§ 5º A contribuição do segurado trabalhador rural contratado para prestar serviço na forma 
deste artigo é de 8% (oito por cento) sobre o respectivo salário de contribuição definido no 
inciso I do caput do art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.
§ 6º A não inclusão do trabalhador na GFIP pressupõe a inexistência de contratação na forma 
deste artigo, sem prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência 
de relação jurídica diversa.
§ 7º Compete ao empregador fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias nos 
termos da legislação vigente, cabendo à Previdência Social e à Receita Federal do Brasil instituir 
mecanismos que facilitem o acesso do trabalhador e da entidade sindical que o representa às 
informações sobre as contribuições recolhidas.
§ 8º São assegurados ao trabalhador rural contratado por pequeno prazo, além de remuneração 
equivalente à do trabalhador rural permanente, os demais direitos de natureza trabalhista.
§ 9º Todas as parcelas devidas ao trabalhador de que trata este artigo serão calculadas dia a dia 
e pagas diretamente a ele mediante recibo.
§ 10 O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS deverá ser recolhido e poderá ser levantado 
nos termos da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990.
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009. 009. (TRT-3ª/TRT-3ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2009) O contratode curto prazo rural 
é um contrato a termo que pode ser celebrado por até dois meses, prorrogáveis por mais 
dois, para o exercício de atividades de natureza temporária por empregador pessoa física.
Não existe previsão de prorrogação do prazo de dois meses. Note-se o artigo 14-A da Lei 
do Trabalho Rural:
§ 1º A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo que, dentro do período de 1 (um) 
ano, superar 2 (dois) meses fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
observando-se os termos da legislação aplicável.
Errado.
8 . CoNTraTo De aPreNDIZaGeM8 . CoNTraTo De aPreNDIZaGeM
Trata-se de um assunto que já abordei anteriormente, mas, pela alta incidência nas provas, 
resolvi repetir aqui as regras mais importantes em relação ao contrato de aprendizagem, 
aceitável juridicamente a partir dos 14 anos.
Nesse ponto, nos exatos termos da CLT (e farei comentários oportunos para seu êxito 
nas provas), duas observações se tornam relevantes: 1) o contrato de aprendizagem é um 
contrato de exceção; logo, deve ser escrito e preencher os requisitos legais, sob pena de 
caracterização como contrato por prazo indeterminado; 2) o trabalho do menor de 14 anos 
não é admitido, sendo um trabalho proibido.
Considera-se menor, para os efeitos da CLT, o trabalhador de quatorze a dezoito anos. O 
trabalho do menor reger-se-á por disposições específicas, exceto no serviço em oficinas 
em que trabalhem exclusivamente pessoas da família do menor e esteja este sob a direção 
do pai, da mãe ou do tutor.
O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, 
ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social, nem em horários e locais que não 
permitam a frequência à escola.
Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que 
for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. Isso 
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também é preceito constitucional. Ocorrendo essa situação, haverá trabalho PROIBIDO, 
com a proteção do trabalhador, inclusive em aspectos previdenciários.
O trabalho do menor tem limites. Não pode laborar em qualquer lugar. Por exemplo, ao 
menor não será permitido o trabalho: I – nos locais e serviços perigosos ou insalubres; II – 
em locais ou serviços prejudiciais à sua moralidade. O trabalho exercido nas ruas, praças e 
outros logradouros dependerá de prévia autorização do Juiz da Infância e Juventude, ao 
qual cabe verificar se a ocupação é indispensável à sua própria subsistência ou à de seus 
pais, avós ou irmãos e se dessa ocupação não poderá advir prejuízo à sua formação moral.
Diante disso, considera-se prejudicial à moralidade do menor o trabalho: a) prestado 
de qualquer modo em teatros de revista, cinemas, boates, cassinos, cabarés, dancings e 
estabelecimentos análogos; b) em empresas circenses, em funções de acróbata, saltimbanco, 
ginasta e outras semelhantes; c) de produção, composição, entrega ou venda de escritos, 
impressos, cartazes, desenhos, gravuras, pinturas, emblemas, imagens e quaisquer outros 
objetos que possam, a juízo da autoridade competente, prejudicar sua formação moral; d) 
consistente na venda a varejo de bebidas alcoólicas.
No caso das situações “a” e “b” acima, percebe-se uma certa flexibilidade do legislador, 
pois pode ser autorizado o trabalho nesses lugares, desde que a representação tenha fim 
educativo ou a peça em que participe não possa ser prejudicial à sua formação moral e desde 
que se certifique de que a ocupação do menor seja indispensável à própria subsistência 
ou à de seus pais, avós ou irmãos, e não advenha nenhum prejuízo à sua formação moral.
Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de trabalho, 
desde que o serviço possa acarretar prejuízos de ordem física ou moral. Para maior segurança 
no trabalho e garantia da saúde dos menores, a autoridade fiscalizadora poderá proibir-
lhes o gozo dos períodos de repouso nos locais de trabalho.
Existe o direito à anotação da CTPS. Haverá a Carteira de Trabalho e Previdência Social 
para todos os menores de 18 anos, sem distinção de sexo, empregados em empresas ou 
estabelecimentos de fins econômicos e naqueles que lhes forem equiparados.
Os menores de 18 anos só poderão ser admitidos como empregados nas empresas 
ou estabelecimentos de fins econômicos e naqueles que lhes forem equiparados quando 
possuírem a CTPS, salvo a hipótese do art. 422 da CLT.
É dever dos responsáveis legais de menores – pais, mães ou tutores – afastá-los de 
empregos que diminuam consideravelmente seu tempo de estudo, reduzam o tempo de 
repouso necessário à sua saúde e constituição física ou prejudiquem sua educação moral.
Os estabelecimentos situados em local onde a escola estiver a maior distância de 2 (dois) 
quilômetros e que ocuparem, permanentemente, mais de 30 (trinta) menores analfabetos, 
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de 14 (quatorze) a 18 (dezoito) anos, serão obrigados a manter local apropriado em que 
lhes seja ministrada a instrução primária.
E qual contrato norteia tal relação?
Ora, é um contrato a termo previsto na CLT, denominado “Contrato de Aprendizagem”.
E o que significa? O conceito legal é que se trata de um contrato de trabalho especial, 
ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete 
a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em 
programa de aprendizagem a formação técnico-profissional metódica, compatível com seu 
desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz a executar com zelo e diligência 
as tarefas necessárias a essa formação.
A idade máxima de 24 anos não se aplica a aprendizes portadores de deficiência. O contrato 
de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto quando se 
tratar de aprendiz portador de deficiência.
A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social, matrícula e frequência do aprendiz na escola, caso não tenha concluído 
o ensino médio, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação 
de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. Ao aprendiz, salvo 
condição mais favorável, será garantido o salário mínimo por hora.
O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto 
quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.
A formação técnico-profissional mencionada caracteriza-se por atividades teóricas e 
práticas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva desenvolvidas 
no ambiente de trabalho.
Para os fins do contrato de aprendizagem, a comprovação da escolaridade do aprendiz 
com deficiência deve considerar, sobretudo, as habilidades e competências relacionadas 
à profissionalização.
Nas localidades onde não houver oferta de ensino médio para o cumprimento do disposto 
na CLT, a contratação do aprendiz poderá ocorrer sem a frequência à escola, desde que ele 
já tenha concluído o ensino fundamental.
Para o aprendiz com deficiência, com 18 (dezoito) anos ou mais, a validade docontrato 
de aprendizagem pressupõe anotação na CTPS, bem como matrícula e frequência em 
programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em 
formação técnico-profissional metódica.
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Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos 
cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem um número de aprendizes equivalente a cinco 
por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada 
estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. Essa obrigatoriedade 
não se aplica quando o empregador for uma entidade sem fins lucrativos que tenha por 
objetivo a educação profissional.
Os estabelecimentos poderão destinar até 10% (dez por cento) de sua cota de aprendizes 
à formação técnico-profissional metódica em áreas relacionadas a práticas de atividades 
desportivas, à prestação de serviços relacionados à infraestrutura, incluindo as atividades de 
construção, ampliação, recuperação e manutenção de instalações esportivas, e à organização 
e promoção de eventos esportivos.
Os estabelecimentos poderão ofertar vagas de aprendizes a adolescentes usuários 
do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD) nas condições a serem 
dispostas em instrumentos de cooperação celebrados entre os estabelecimentos e os 
gestores locais responsáveis pela prevenção do uso indevido, pela atenção e pela reinserção 
social de usuários e dependentes de drogas.
A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a 
aprendizagem ou pelas entidades mencionadas nos incisos II e III do art. 430, caso em que 
não gera vínculo de emprego com a empresa tomadora dos serviços.
A duração do trabalho do aprendiz não excederá seis horas diárias, sendo vedadas a 
prorrogação e a compensação de jornada. O limite poderá ser de até oito horas diárias para 
os aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, se forem computadas as 
horas destinadas à aprendizagem teórica.
O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 
24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a hipótese de aprendiz com deficiência, ou ainda 
antecipadamente nas seguintes hipóteses: I – desempenho insuficiente ou inadaptação 
do aprendiz, salvo para o aprendiz com deficiência que estiver desprovido de recursos de 
acessibilidade, de tecnologias assistivas e de apoio necessário ao desempenho de suas 
atividades; II – falta disciplinar grave; III – ausência injustificada à escola que implique perda 
do ano letivo; ou IV – a pedido do aprendiz.
010. 010. (VUNESP/PREFEITURA DE FRANCISCO MORATO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2019) A idade 
máxima permitida aos aprendizes portadores de deficiência é de 24 (vinte e quatro) anos.
No caso, a CLT menciona que a idade máxima para o contrato de aprendizagem é de 24 anos, 
mas existe exceção exatamente para as pessoas com deficiência, que podem ultrapassar 
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essa idade. Por exemplo, pode existir um menor aprendiz de 30 anos, desde que seja uma 
pessoa com deficiência. Nesse sentido, destaque-se a CLT:
Art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por 
prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) 
e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-
profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o 
aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.
§ 3º O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto 
quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.
§ 5º A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de 
deficiência.
Errado.
011. 011. (VUNESP/PREFEITURA DE FRANCISCO MORATO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2019) O 
contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 1 (um) ano quando se 
tratar de aprendiz portador de deficiência.
O contrato de aprendizagem, em regra, não pode ultrapassar 2 (dois) anos. Porém, se for 
uma pessoa com deficiência, pode ultrapassar esse período. Nesse sentido, destaque-se 
a CLT:
Art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por 
prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) 
e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-
profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o 
aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.
§ 3º O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto 
quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.
§ 5º A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de 
deficiência.
Errado.
012. 012. (CESPE/PROCURADORIA DO MUNICÍPIO DE BOA VISTA-RR/PROCURADOR DO 
MUNICÍPIO/2019) João, de dezoito anos de idade, foi contratado como frentista em um 
posto de gasolina localizado em Boa Vista – RR. O contrato de trabalho foi firmado em 
regime de tempo parcial para uma jornada de vinte e cinco horas semanais. Considerando 
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essa situação hipotética, julgue o item seguinte de acordo com a Constituição Federal de 
1988 e a CLT. A idade de João não constitui óbice ao exercício da atividade de frentista, uma 
vez que a Constituição Federal de 1988 admite o trabalho em condições de periculosidade 
aos maiores de dezoito anos de idade.
A assertiva traz uma questão importante tanto em nível de CLT quanto em nível 
infraconstitucional. De fato, com 18 anos, João já pode laborar em ambientes perigosos, 
insalubres e noturnos. Antes dos 18 anos, trata-se de trabalho proibido. Esse tipo de 
questionamento pode ocorrer tanto em provas de Direito do Trabalho quanto em Direito 
Constitucional.
Certo.
013. 013. (CESPE/TRT-7ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Adolescente de dezessete anos de idade 
participou de entrevista de emprego para exercer a atividade de auxiliar no armazenamento 
de botijões de gás, os quais seriam expostos para a venda em um posto de gasolina. Nessa 
situação, o adolescente
a) poderá ser contratado para trabalhar em horário compatível com o período escolar e 
anterior às vinte e duas horas.
b) não poderá ser contratado, por expressa proibição legal.
c) após contratado, seus pais ou responsável legal, deverão assinar seus recibos de pagamento 
de salários.
d) deverá ser contratado na categoria de menor aprendiz.
No caso acima, temos um rapaz de 17 anos que seria chamado a trabalhar em ambienteperigoso. Com isso, sequer se pode cogitar a contratação desse adolescente, por expressa 
proibição legal. Sendo assim, nem a conivência de seu representante legal nem a situação 
de emancipação civil podem afastar a proibição de que não se pode inserir um menor de 
18 anos em ambiente insalubre, perigoso ou noturno.
Letra b.
014. 014. (QUADRIX/CF-DO/SECRETÁRIO EXECUTIVO/2017) Um trabalhador, com idade inferior 
a catorze anos, presta serviço lícito, pessoal e subordinado para determinado empregador, 
exercendo as atividades de trabalho de forma pessoal, onerosa, consensual, continuada e 
subordinada. Com base nesse caso hipotético, julgue o seguinte item a respeito de contrato 
de trabalho. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a idade mínima para trabalhar 
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é de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos catorze anos de idade. 
Dessa forma, o contrato de trabalho do caso hipotético apresentado, apesar de proibido, 
produzirá seus efeitos trabalhistas, pois a norma deverá ser interpretada de maneira a 
beneficiar seu destinatário.
A questão sintetiza a ideia de trabalho proibido, bem como apresenta as idades permitidas 
pelo legislador constituinte para trabalhar no Brasil. O trabalho proibido não desampara 
o trabalhador, pois ele sofreria uma dupla penalização. Logo, é protegido, sim, em nível 
trabalhista e previdenciário.
Certo.
CONTRATO DE 
APRENDIZAGEM
É o contrato de 
trabalho especial.
É devida a anotação 
em CTPS do aprendiz.
Pessoa com deficiência: pode 
ultrapassar os 2 anos e pode 
ultrapassar a idade máxima de 24 
anos.
Prazo máximo de 2 anos.
 Menor tem que estar inscrito em 
programa de aprendizagem de 
formação técnico-profissional 
metódica, compatível com o seu 
desenvolvimento físico, moral e 
psicológico.
Ajustado por escrito e por 
prazo determinado.
Em que o empregador se 
compromete a assegurar ao 
maior de 14 e menor de 24 anos.
Se você gostou do material ou tem críticas, dê um feedback e poste suas dúvidas lá no 
fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estude!
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RESUMORESUMO
O contrato pode ser tácito ou expresso, por escrito ou verbal, por prazo determinado 
ou indeterminado. No entanto, a regra é o contrato por prazo indeterminado, diante do 
princípio da continuidade das relações de emprego. Por ser exceção ao sistema do princípio 
da continuidade do contrato de trabalho, o contrato por prazo determinado precisa ser 
formalizado mediante contrato escrito e preenchendo diversos requisitos.
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum. Ou seja, as anotações da CTPS não são 
absolutas, podendo ser provado que estão erradas. Daí a ideia de presunção relativa.
O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, 
caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I – por metade: a) o aviso prévio, 
se indenizado; e b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, 
prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990; II – na integralidade, as 
demais verbas trabalhistas.
A dispensa sem justa causa tem os mesmos efeitos que a rescisão indireta. Esta última 
ocorre quando há uma falta grave do empregador que torna a situação laboral insustentável, 
gerando o fim do contrato de trabalho entre as partes.
A regra é a existência do contrato por prazo indeterminado. Se os contratos por prazo 
determinado não estiverem revestidos de suas formalidades, entende-se que seus efeitos 
serão os de um contrato por prazo indeterminado, inclusive para efeitos de pagamento 
de verbas rescisórias, garantias provisórias no emprego e modalidades de suspensão e 
interrupção do contrato de trabalho.
O trabalho proibido ou irregular tem os efeitos reconhecidos pelo Direito do Trabalho e 
efeitos previdenciários. O trabalho ilícito, que é um crime ou concorre para ele, não possui 
efeitos protetivos do Direito do Trabalho.
É proibido ao menor de 18 anos o labor insalubre, periculoso e noturno. Antes dos 18 
anos, o trabalhador não tem capacidade plena para todos os atos trabalhistas e, até mesmo, 
para o ajuizamento de demandas. Com base nisso, não se aplicam aqui os efeitos de uma 
eventual emancipação civil no Direito do Trabalho, principalmente na tutela protetiva.
Os contratos por prazo determinado não podem exceder 2 anos, sendo que o contrato 
de experiência não pode ultrapassar 90 dias. Se houver desrespeito a esses prazos, entende-
se que se trata de contrato de trabalho por prazo indeterminado. Os contratos por prazo 
determinado ou a termo são exceções no sistema e, portanto, exigem certa formalidade 
na sua elaboração. Se houver vícios na forma, entende-se que se trata de contrato de 
trabalho por prazo indeterminado.
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A regra para os contratos por prazo determinado é de 2 anos, sendo que, no caso de 
contrato de experiência, 90 dias. Lembre-se de que 2 anos não são 24 meses e 90 dias não 
são três meses. Fique atento a essa informação para as provas objetivas. As prorrogações 
dos contratos de trabalho por prazo determinado devem contemplar o máximo, qual seja, 
2 anos ou 90 dias. Assim, a prorrogação não pode extrapolar esses prazos. A prorrogação 
deve ser expressa, sob pena de se considerar que se trata de transformação em contrato 
por prazo indeterminado.
O contrato de trabalho por prazo determinado possui regras diferentes das do contrato de 
trabalho por prazo indeterminado. Nesse ponto, alguns contratos de trabalho determinados 
(mas não todos) trazem a previsão de aplicar algumas normas do contrato indeterminado, 
como, por exemplo, o aviso prévio. Nesse caso, quando ocorre, diz-se que existem CLÁUSULAS 
ASSECURATÓRIAS DE DIREITO RECÍPROCO. Se isso não estiver expresso no contrato de prazo 
determinado, aplicam-se as regras já estudadas na modalidade contratual.
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.
O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do 
salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam 
a mesma função, em contrato intermitente ou não.
Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e 
por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 
14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem 
formaçãotécnico-profissional metódica, compatível com seu desenvolvimento físico, 
moral e psicológico, e o aprendiz a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a 
essa formação.
No caso do contrato de aprendizagem, a idade máxima de 24 anos não se aplica a 
aprendizes portadores de deficiência. O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado 
por mais de 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência.
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
LICITUDE 
DO OBJETO 
DO 
TRABALHO
É aquele que não é protegido pelo direito do trabalho.
Realização de um crime/contravenção penal ou concorre para 
realização deles.
Ex.: tráfico de drogas, jogo do bicho, exercício irregular da 
medicina.
Atividades criminosas que buscam algum amparo no Direito do 
Trabalho.
É aquele protegido pelo Direito do Trabalho, com repercussão 
trabalhista e previdenciária.
Aqui desrespeita norma imperativa vedatória do labor.
Existe o descumprimento de uma norma: por exemplo, 
coloca um menor de 18 anos em ambiente insalubre.
Trabalho proibido
Trabalho ilícito
VERBAS 
RESCISÓRIAS
Dispensa sem 
justa causa 
ou rescisão 
indireta
Extinção por 
mútuo acordo
Pedido de 
demissão
Extinção do 
estabelecimento
Dispensa por 
justa causa
FGTS com multa dos 40%, pode rece-
ber seguro-desemprego se preencher 
os requisitos legais, aviso prévio, 
férias com 1/3 e 13º salário propor-
cionais, férias vencidas com 1/3 e 13º 
salário vencido, além de todas as par-
celas previstas em negociação cole-
tiva, saldo de salários etc.
Novidade da Reforma Trabalhista no 
artigo 484-A da CLT.
O trabalhador pode movimentar até 
80% de sua conta vinculada do FGTS, 
não receberá seguro-desemprego e 
receberá pela metade (50%) do valor do 
aviso prévio e multa de FGTS de apenas 
20%, e as demais verbas receberá na 
integralidade.
FGTS com multa dos 40%, pode receber 
seguro-desemprego se preencher os 
requisitos legais, aviso prévio, férias com 
1/3 e 13º salário proporcionais, férias 
vencidas com 1/3 e 13º salário vencido, 
além de todas as parcelas previstas em 
negociação coletiva, saldo de salários etc.
Na pandemia vai surgir a discussão quanto 
à força maior e fato do príncipe, que 
veremos depois.
Recebe apenas o 13º salário e as férias 
proporcionais mais 1/3, não receberá o 
levantamento do FGTS nem tem direito à 
multa dos 40%. Não tem direito ao aviso 
prévio também.
Só tem direito ao saldo de salários, 
bem com férias mais 1/3 e 13º salários 
vencidos. O TST decidiu, em 2020, que 
não existe direito ao recebimento de 
verbas proporcionais.
CONTRATO DE 
TRABALHO 
POR TEMPO 
INDETERMINADO
Interrupção: quando ocorre até 15 dias de afastamento 
previdenciário e mantém todos os direitos do 
trabalhador, inclusive, recolhimentos do FGTS.
Suspensão: a partir do 16º dia do afastamento 
previdenciário e não mantém todos os direitos do 
trabalhador. Acontece a suspensão também no período 
de greve. 
GREVE SUSPENDE CONTRATO DE TRABALHO.
Estabilidade da mulher grávida, dirigente sindical, 
membro da CIPA, diretor de cooperativa obreira.
Indenização pelo período da estabilidade.
Direito à reintegração.
Quando é sem justa causa dá direito ao aviso prévio, FGTS com 
multa dos 40%, férias proporcionais, 13º salário proporcional.
Se for sem justa causa e preencher os requisitos legais, terá 
direito ao seguro-desemprego.
Se a dispensa for a pedido (pedido de demissão) ou por justa 
causa mudam as verbas.
Rescisão indireta tem os efeitos da dispensa sem justa causa.
Verbas 
rescisórias
Garantias provisórias 
no emprego
Interrupção e suspensão 
do contrato de trabalho
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CONTRATO 
POR TEMPO 
DETERMINADO
Profissionais 
altamente 
qualificados como 
atletas, artistas 
etc.
Hipóteses em legislação 
extravagante.
Contrato de 
aprendizagem.
Substituição de férias ou 
licença previdenciária 
de um funcionário.
Atendimento a acréscimo 
extraordinário de serviços 
na empresa.
Obra específica.
Serviços cuja natureza ou 
transitoriedade justifique a 
predeterminação do prazo 
do contrato.
Até 90 dias.
Uma prorrogação nesse 
período máximo de 90 dias.
Contrato de 
experiência.
Atividade empresariais 
de caráter transitório.
VERBAS 
RESCISÓRIAS 
DO CONTRATO 
POR PRAZO 
DETERMINADO
Contratos que têm cláusulas 
assecuratórias de direito recíproco: 
aplicam-se as regras do contrato por 
prazo indeterminado.
Contrato que se encerra por acordo 
mútuo: aplicação da regra do artigo 
484-A da CLT.
Contrato que se encerra pelo decurso do 
prazo: pagamento dos saldos de salários, 
férias com 1/3 proporcionais, 13º salário 
proporcional, recolhimento do FGTS sem 
multa e com liberação ao trabalhador do 
FGTS que foi depositado.
Contrato que se encerra antes do prazo 
pelo empregado: tem direito a pagamento 
dos saldos de salários, férias com 1/3 
proporcionais, 13º salário proporcional, 
recolhimento do FGTS sem multa e sem 
liberação ao trabalhador.
Contrato que se encerra antes do 
prazo pelo empregador: pagamento 
de todas as verbas, além da multa do 
artigo 479 da CLT além da multa dos 
40% do FGTS.
CONTRATO 
DE TRABALHO 
INTERMITENTE
Deve ser celebrado 
por escrito.
Recusa do trabalhador não implica o 
fim do contrato intermitente.
Deve conter especificamente o valor da 
hora de trabalho, que não pode ser inferior 
ao valor horário do salário mínimo ou 
àquele devido aos demais empregados do 
estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não.
Penalidade por descumprimento: 
multa de 50% da remuneração que 
seria devida.
Prazos: convocação do empregador - 3 dias 
corridos; recusa do trabalhador - 1 dia útil.
Não pode existir discriminação quanto ao 
valor do salário-hora.
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CONTRATO DE 
APRENDIZAGEM
É o contrato de 
trabalho especial.
É devida a anotação 
em CTPS do aprendiz.
Pessoa com deficiência: pode 
ultrapassar os 2 anos e pode 
ultrapassar a idade máxima de 24 
anos.
Prazo máximo de 2 anos.
 Menor tem que estar inscrito em 
programa de aprendizagem de 
formação técnico-profissional 
metódica, compatível com o seu 
desenvolvimento físico, moral e 
psicológico.
Ajustado por escrito e por 
prazo determinado.
Em que o empregador se 
compromete a assegurar ao 
maior de 14 e menor de 24 anos.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS001. 001. (INÉDITA/2024) Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de 
licença maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico 
aplicado, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão ou seja 
contratada por tempo determinado.
002. 002. (INÉDITA/2024) Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de 
licença maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico 
aplicado, se contratual ou administrativo, com exceção se ocupar cargo em comissão.
003. 003. (INÉDITA/2024) Para o STF, não deve ser admitida nenhuma diferenciação artificial 
entre trabalhadoras da esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em questão.
004. 004. (CESPE/PGM-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2023) A existência de penalidade disciplinar 
no Estatuto do Policial Militar impede o reconhecimento da relação de emprego decorrente 
do trabalho particular prestado por policial militar diretamente a empresa privada.
005. 005. (CESPE/PGM-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2023) É vedada a utilização da modalidade 
de contrato de trabalho temporário para a atividade fim da contratante.
006. 006. (IBFC/PREFEITURA DE ITATIBA/ADVOGADO/2022) Considera-se como de prazo 
determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da 
execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível 
de previsão aproximada.
007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA/PROCURADOR/2023) Recebida a convocação para 
o trabalho intermitente, o empregado terá o prazo de 3 dias corridos para responder ao 
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
008. 008. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA/PROCURADOR/2023) Recebida a convocação para o 
trabalho intermitente, o empregado terá o prazo de 48 horas para responder ao chamado, 
presumindo-se, no silêncio, o aceite.
009. 009. (FCC/TRT9/ANALISTA/2022) Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores, 
as obrigações trabalhistas, com exceção das contraídas à época em que os empregados 
trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor.
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010. 010. (FUNATEC/CAMARA DE PRESIDENTE DUTRA/DIRETOR DE RH/2022) Segundo os termos 
da CLT, considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 
__________, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu 
da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
A alternativa que completa corretamente a lacuna é:
a) 03 meses
b) 06 meses
c) 12 meses
d) 18 meses
011. 011. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-PR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Para fins de 
contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência 
prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.
012. 012. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-PR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Considera-se 
por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 12 (doze) meses, a outro 
contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de 
serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
013. 013. (PUC-PR/PARANACIDADE/ADVOGADO/2016) Poderá ser considerado por prazo 
determinado um contrato que suceder a outro dessa mesma modalidade, desde que entre 
um e outro tenham se passado mais de três meses.
014. 014. (PUC-PR/PARANACIDADE/ADVOGADO/2016) Os contratos de trabalho por prazo 
determinado não podem ser fixados por período superior a 1 (um) ano, com a ressalva do 
contrato de experiência, que, por sua vez, não pode ultrapassar a vigência de 90 (noventa) dias.
015. 015. (INSTITUTO AOCP/CÂMARA LEGISLATIVA DO RIO BRANCO-AC/ANALISTA JURÍDICO/2016) 
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção absoluta, mas apenas presunção relativa.
016. 016. (FAEPESUL/PREFEITURA DE SÃO JOÃO BATISTA-SC/ADVOGADO/2016) Analise as 
assertivas abaixo e assinale a alternativa correta em relação ao disposto na Consolidação das 
Leis do Trabalho: I- A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades 
legais, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º da 
CLT. II- O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente. III- Durante o período de inatividade, o empregado poderá prestar 
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serviços de qualquer natureza a outros tomadores de serviço, que exerçam ou não a mesma 
atividade econômica, utilizando contrato de trabalho intermitente ou outra modalidade 
de contrato de trabalho. a) Estão corretas apenas as assertivas I e III;
b) Estão corretas todas as assertivas;
c) Estão corretas apenas as assertivas I e II;
d) Estão corretas apenas as assertivas II e III
e) Está correta apenas a assertiva III.
017. 017. (MULTIRIO/PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO-RJ/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATI-
VO/2011) De acordo com a nova redação dada à CLT pela Lei 11.644/2008, o empregador 
está impedido de exigir a comprovação de experiência profissional prévia num mesmo tipo 
de atividade por tempo superior a:
a) 3 meses
b) 6 meses
c) 12 meses
d) 24 meses
018. 018. (FEPESE/DPE-SC/2012) Considera-se por prazo indeterminado todo contrato 
que suceder, dentro de seis meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a 
expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de 
certos acontecimentos
019. 019. (FAFIPA/PREFEITURA DE SARANDI-RS/2016) Considera-se como de prazo determinado 
o contrato de trabalho cuja vigência não dependa de termo prefixado ou da execução de 
serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão 
aproximada.
020. 020. (CONPASS/PREFEITURA DE VIVÊNCIA PE/2015) Sobre os elementos do contrato de 
trabalho NÃO se pode afirmar o que consta em:
a) Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de 
emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento 
de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
b) É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto.
c) Os contratos de trabalho dependem de forma solene.
d) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários.
e) O empregado, para ser agente capaz de assumir direitos e obrigações trabalhistas, deve 
atender os requisitos da CLT.
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021. 021. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE VIANA-ES/ADVOGADO/2019) No que serefere às 
características do contrato de trabalho, julgue os itens a seguir:
I – O contrato de trabalho é sinalagmático, isto é, possui obrigações contrapostas. Existe, 
assim, reciprocidade entre as obrigações contratuais, ensejando equilíbrio formal entre as 
prestações onerosas. Correta, pois essa é a noção do contrato de trabalho.
II – A característica do contrato de trabalho denominada “intuito personae” é uma 
característica que atinge apenas o empregado, sendo estranha ao outro ente pactuante. 
Correto, é uma característica obrigatória do empregado e não, do empregador.
III – O contrato de trabalho é contrato de trato sucessivo, as prestações centrais sucedem-
se continuadamente no tempo, cumprindo-se e vencendo-se, seguidamente, ao longo do 
prazo contratual. Dessa forma, a relação de trabalho é uma relação de “débito permanente”. 
Correto, pelo princípio da continuidade da relação de emprego.
Pode-se afirmar que está CORRETO o que se diz em:
a) Apenas II.
b) II e III.
c) Apenas I.
d) I, II e III.
022. 022. (INSTITUTO AOCP/EMPREL/ASSISTENTE DE OPERAÇÕES E MONITORAMENTO/2019) 
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 12 (doze) meses no mesmo tipo de atividade.
023. 023. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) Considerando a 
jurisprudência do TST a respeito da rescisão do contrato de trabalho, julgue o item seguinte. 
Se uma empresa contratar empregado mediante contrato de experiência pelo prazo de 
quarenta e cinco dias, sem cláusula quanto à possibilidade de prorrogação automática do 
contrato, e, após dois meses de trabalho, o empregado for demitido, caberá à empresa 
pagar todas as verbas rescisórias como se o contrato tivesse sido celebrado por tempo 
indeterminado.
024. 024. (IBADE/CÂMARA DE PORTO VELHO-RO/PROCURADOR/2019) Pode-se apontar como 
correto, em relação ao contrato de trabalho, regido pela CLT, que:
a) o referido contrato só pode ser firmado expressamente.
b) contrato de trabalho por prazo determinado de dois anos poderá ser prorrogado uma 
única vez, por igual período.
c) é exigida forma especial para a validade e eficácia do contrato em apreço, motivo pelo 
qual não é permitida a forma verbal.
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d) no caso de contrato de experiência, este pode ser prorrogado uma única vez, desde que 
não exceda o prazo de 90 dias.
e) contrato de experiência pode ser estipulado oralmente e não pode exceder o prazo de 
180 dias.
025. 025. (INAZ DO PARÁ/FUNDA GOTA DE ARARAQUARA-SP/ADVOGADO/2018) O contrato de 
trabalho, dentro de uma visão civilista, é composto de diversos aspectos e elementos. 
Deste modo, podemos elencar que são elementos essenciais ( jurídico-formais) do contrato 
de trabalho:
a) capacidade das partes, objeto, forma prescrita, higidez de vontade.
b) capacidade das partes, licitude do objeto, forma vedada, higidez de vontade.
c) capacidade das partes, licitude do objeto, forma prescrita ou não vedada, higidez de 
vontade.
d) capacidade das partes, objeto, forma prescrita ou não vedada, vício de vontade.
026. 026. (FCC/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Em relação ao contrato individual de 
trabalho, conforme regras contidas na Consolidação das Leis do Trabalho,
a) para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de atividade.
b) poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por prazo 
determinado ou indeterminado, não se incluindo a prestação de trabalho intermitente, 
que deve ser por escrito.
c) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
um ano, sujeito a duas prorrogações, por igual período.
d) considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de três meses, 
a outro contrato por prazo determinado, em qualquer situação. e) os contratos de trabalho 
dos empregados serão afetados pela mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa, desde que tenha sido ajustada cláusula específica neste sentido.
027. 027. (CESPE/EMAP/ANALISTA JURÍDICO/2018) Conforme as disposições da Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT), julgue o seguinte item. O contrato individual de trabalho poderá ser 
celebrado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita; poderá ter prazo indeterminado 
ou determinado; e poderá destinar-se à prestação de trabalho intermitente.
028. 028. (VUNESP/PAULIPREV-SP/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2018) Assinale a alternativa que 
define corretamente o contrato de trabalho.
a) Ato jurídico negocial em que o empregado, pessoa natural ou jurídica, presta serviços de 
forma pessoal, subordinada e não eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, 
sua remuneração.
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b) Negócio jurídico bilateral em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma 
impessoal, subordinada e eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, sua 
remuneração.
c) Negócio jurídico em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma pessoal, 
subordinada e não eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, sua 
remuneração.
d) Ato jurídico negocial bilateral em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de 
forma pessoal, insubordinada e eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, 
sua remuneração.
e) Negócio jurídico em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma pessoal, 
subordinada e não eventual ao empregador, dispensada a contraprestação, sua remuneração.
029. 029. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG/2018) Para identificar uma relação 
de emprego é formado o contrato de emprego. A expressão, entretanto, consagrada na 
prática e nos concursos públicos, é o contrato de trabalho (sinônimos: contrato de trabalho 
stricto senso, vínculo empregatício e relação de emprego). São características do contrato 
de trabalho, EXCETO:
a) Oneroso.
b) Consensual.
c) Especialidade.
d) Trato sucessivo.
030. 030. (CESPE/TRT-7ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Empregado e empregador são os sujeitos 
do contrato de emprego. Analisados isoladamente, o conceito de empregado demanda a 
presença de
a) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade.
b) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade.
c) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e onerosidade.
d) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade.
031. 031. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) O contrato 
de trabalho poderá ser acordado
a) de forma tácita ou expressa, verbalmente ou por escrito.
b) de forma tácita ou expressa, desde que seja por prazo indeterminado.
c) verbalmente ou por escrito, não se admitindo o acordo tácito.
d) verbalmente, exceto quando se tratar de contrato por prazo determinado.
e) tacitamente, desde que o empregado não seja menor de 18 anos.
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032. 032. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-RR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Considera-se 
por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 12 (doze) meses, a outro 
contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de 
serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
033. 033. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BOA VISTA/RORAIMA/ADMINISTRADOR/2004) No que se 
refere a contrato individual de trabalho, julgue o item a seguir. Pode ser celebrado de forma 
tácita com trabalhador com idade inferior a 14 anos, se houver autorização expressa por 
parte de seus genitores.
034. 034. (QUADRIX/CRQ-4ª REGIÃO -SP/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Com base na 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), julgue o item. Para fins de contratação, o empregador 
tem o direito de exigir do candidato a comprovação de, no mínimo, seis meses de exercício 
prévio da função a ser desempenhada.
035. 035. (INÉDITA/2020) O contrato de trabalho por prazo determinado deve conter no contrato 
de trabalho obrigatoriamente a vigência que dependa de termo prefixado ou da execução 
de serviços especificados, mas não pode se basear em data acerca da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
036. 036. (FEPESE/DEFENSORIA PÚBLICA SANTA CATARINA/2012) Considera-se por prazo 
indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a outro contrato por prazo 
determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados 
ou da realização de certos acontecimentos.
037. 037. (FUNCAB/AFEAM/2009) O contrato de experiência não poderá exceder de 120 (cento 
e vinte) dias.
038. 038. (CESPE/DATAPREV/2006) No item abaixo é apresentada uma situação hipotética 
seguida de uma assertiva a ser julgada.
Paulo, policial militar, trabalhava como segurança para a pessoa jurídica Iota. Em 7 de maio 
de 2005, Paulo teve seu contrato rescindido com Iota, sem receber nenhuma verba. Diante 
desse fato, Paulo ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa, que em sua contestação, 
alegou inexistência de vínculo empregatício, em razão de Paulo ser policial militar, o que o 
impediria de celebrar contrato de trabalho, em virtude de expressa proibição existente no 
estatuto do policial militar. Nessa situação, com base na legislação trabalhista vigente, é 
possível afirmar que a existência da aludida proibição não é fato impediente à configuração 
do vínculo empregatício.
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039. 039. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO/2018) Conforme as disposições da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), julgue o seguinte item. O contrato individual de trabalho poderá 
ser celebrado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita; poderá ter prazo indeterminado 
ou determinado; e poderá destinar-se à prestação de trabalho intermitente.
040. 040. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Segundo jurisprudência consolidada do 
Tribunal Superior do Trabalho, o trabalho humano prestado com os elementos da relação 
de emprego, mesmo sendo ilícito o objeto do respectivo contrato expresso ou tácito, leva 
à produção de determinados efeitos jurídicos trabalhistas, em virtude do princípio da 
primazia da realidade sobre a forma e do princípio da irretroação das nulidades no Direito 
do Trabalho.
041. 041. (FCC/PREFEITURA DE CAMPINAS-SP/PROCURADOR/2016) No universo do trabalho 
há determinadas situações fáticas em que a doutrina, com fulcro na legislação, atribui a 
natureza de relação de trabalho. Em contrapartida, há outras que são classificadas como 
relação de emprego, consubstanciando-se em contrato de trabalho regido pela Consolidação 
das Leis do Trabalho. Nesse sentido, o caráter intuitu personae expressa a pessoalidade da 
relação de emprego que deve se fazer presente nos seus dois polos, tanto do contratante 
empregador quanto do empregado prestador dos serviços.
042. 042. (INSTITUTO CIDADES/PREFEITURA DE ITUAÇU-GO/ PROCURADOR JURÍDICO/2015) 
Quando da assinatura do contrato de trabalho, se as partes ficarem silentes quanto ao 
prazo, o contrato será tido como assinado pelo prazo de 1 (um) ano.
043. 043. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Não é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, ainda que preenchidos 
os requisitos da CLT, em razão de exercício de trabalho ilícito por expressa vedação legal, 
cabendo penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
044. 044. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Sobre contrato de trabalho 
e relação empregatícia é INCORRETO afirmar que:
a) A subordinação é a concepção jurídica da dependência do empregado em relação ao 
empregador, atribuindo a este os poderes de direção, controle e disciplina, não sendo 
necessária a supervisão técnica, mas sim a possibilidade de o empregador intervir nas 
atividades do empregado
b) Desde que presentes os requisitos da relação de emprego o texto consolidado trabalhista 
não distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o executado no 
domicílio do empregado ou à distância.
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c) Em razão de ser o contrato de trabalho de trato sucessivo e da sua continuidade inerente, 
resulta a consequência de que a indeterminação do prazo se presume, cabendo a quem 
alega o contrário o encargo de provar a celebração de contrato a termo.
d) O contrato de trabalho é bilateral e não sinalagmático ou comutativo, visto que as 
obrigações das partes nem sempre se equivalem, ficando a alteridade a cargo do empregador 
e não pode ser ajustado de forma tácita porque é indispensável a sua anotação em Carteira 
de Trabalho.
e) O pacto laboral atribuiu ao empregado uma obrigação de fazer infungível e intransmissível, 
razão pela qual a morte do empregado dissolve, ipso facto, o contrato de trabalho.
045. 045. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA TRABALHISTA/ 2013) Segundo entendimento 
jurisprudencial dominante, reconhece-se o vínculo empregatício de “apontador” de jogo 
do bicho, já que não se trata de objeto ilícito, mas de vício gerador de nulidade relativa.
046. 046. (FGV/PREFEITURA DE RECIFE/ ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/2014) Assinale a opção 
que indica uma característica do contrato de emprego.
a) É sinalagmático.
b) É gratuito.
c) É real.
d) É instantâneo.
e) Não possui alteridade.
047. 047. (INÉDITA/2021) O empregador terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para anotar na 
CTPS, em relação aos trabalhadores que admitir, a data de admissão, a remuneração e 
as condições especiais, se houver, facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou 
eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério da Economia.
048. 048. (FCC/TRT-3ª/ ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O contrato de trabalho é
I – Um contrato de direito público, devido à forte limitação sofrida pela autonomia davontade na estipulação de seu conteúdo.
II – Concluído, como regra, intuito personae em relação à pessoa do empregador
III – Um contrato sinalagmático.
IV – Um contrato sucessivo. A relação jurídica de emprego é uma “relação de débito 
permanente”, em que entra como elemento típico a continuidade, a duração.
V – Um contrato consensual. A lei, via de regra, não exige forma especial para sua validade. 
Considerando as proposições acima, está correto o que consta APENAS em
a) III, IV e V.
b) III e V.
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c) I, II e V.
d) I, III e IV.
e) I, II e IV.
049. 049. (TRT-16ª/TRT-16ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Não forma vínculo de 
emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância e de conservação e limpeza, 
bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que 
inexistente a pessoalidade e a subordinação direta, bem como no caso de trabalho temporário 
previsto na Lei n. 6.019, de 03.01.1974.
050. 050. (TRT-6ª/TRT-6ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2010) Sobre as hipóteses de contrato 
de trabalho a termo, é legítimo asseverar:
a) Os contratos a termo, inclusive o de experiência, previsto na Consolidação das Leis do 
Trabalho, com duração máxima de 90 (noventa) dias, permite prorrogações em casos de 
serviços inadiáveis ou de força maior. Errado, são de dois anos o prazo.
b) São modalidades de contrato a termo: contrato de experiência, contrato de safra, 
contrato rural por pequeno prazo, contrato por obra certa, contrato por temporada e 
contrato provisório (Lei n. 9.601/98). Correto, são espécies de contrato a termo.
c) Os contratos a termo têm a finalidade única de aferir a adequação do empregado ao 
serviço. Errado, podendo ter várias finalidades, nos termos da CLT.
d) A Lei n. 9.601/98 não impôs qualquer limitação em relação ao número de trabalhadores 
que podem ser contratados por prazo determinado.
e) A contratação de empregados por prazo certo tem como requisito essencial a assistência 
sindical nos casos de prestação de serviço em território estrangeiro.
051. 051. (TRT-4ª/TRT-4ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) O contrato de experiência, 
por ser uma espécie excepcional de contrato, deve ser formalizado mediante contrato 
por escrito ou, ao menos, com o devido registro de tal condição na carteira de trabalho do 
empregado. Dessa forma, não se admite, em regra, a existência de contrato de experiência 
verbal, devendo haver prova de que a pactuação ocorreu por prazo determinado.
052. 052. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é vedada ao 
contratante a utilização dos trabalhadores da empresa de prestação de serviços que 
exerçam atividades idênticas às de outros trabalhadores diretamente contratados por ela.
053. 053. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA/2018) Marcela, supervisora do setor de embalagens da Empresa 
de Lâmpadas CTMR Ltda. foi injustamente dispensada, sendo contratada uma empresa de 
serviços terceirizados. Marcela foi contratada imediatamente como empregada da empresa 
terceirizada. Neste caso, é correto afirmar que Marcela
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a) não poderá prestar serviços para sua antiga empregadora na qualidade de empregada 
da empresa prestadora de serviços terceirizados, podendo, entretanto, prestar serviços 
para outras tomadoras de serviços da terceirizada.
b) não poderá prestar serviços para sua antiga empregadora na qualidade de empregada da 
empresa prestadora de serviços terceirizados, em hipótese alguma, sob pena de configuração 
de fraude às leis trabalhistas.
c) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, na qualidade de empregada da 
empresa prestadora de serviços terceirizados, desde que cumpra o prazo de carência de 
doze meses, contados a partir de sua demissão.
d) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, na qualidade de empregada da 
empresa prestadora de serviços terceirizados, desde que cumpra o prazo de carência de 
dezoito meses, contados a partir de sua demissão.
e) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, mas não na qualidade de empregada 
da empresa prestadora de serviços terceirizados, e, sim, através de pessoa jurídica própria, 
abrindo uma empresa.
054. 054. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2008) Joana possui 18 anos de idade. Catarina tem 21 anos 
de idade. Débora possui 13 anos de idade. João tem 23 anos de idade. Jean possui 30 anos 
de idade e é portador de deficiência. Nesses casos, estão compreendidos entre a idade 
mínima e a idade máxima prevista na legislação para celebrarem contrato de aprendizagem
a) Joana, Catarina, Débora, João e Jean.
b) Joana, Catarina, João e Jean, apenas.
c) Joana e Catarina, apenas.
d) Débora e Joana, apenas.
e) Joana, Catarina e Jean, apenas.
055. 055. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é vedada a 
contratação de trabalhadores por meio de empresa de prestação de serviços determinados 
para exercício das atividades-fim da contratante.
056. 056. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é responsabilidade da 
empresa de prestação de serviços garantir as condições de segurança, higiene e salubridade 
dos trabalhadores quando o trabalho for realizado nas dependências da contratante.
057. 057. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Considera-se por prazo indeterminado todo contrato 
que suceder, dentro de 6 meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a 
expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de 
certos acontecimentos.
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058. 058. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade 
cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes 
e os tomadores de serviços daquela.
059. 059. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) os contratos por prazo determinado terão 
prazo mínimo de 30 dias e máximo de um ano, exceto o contrato de trabalho intermitente, 
cujo prazo máximo será de 3 anos.
060. 060. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) O contratante deverá 
estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços o mesmo atendimento médico, 
ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências 
da contratante, ou local por ela designado.
061. 061. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) a empresa 
contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao 
período em que ocorrer a prestação de serviços.
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica 
própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente 
pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses 
e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, 
nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Na prática, percebe-se que ocorre no Direito do Trabalho o mesmo que acontece com 
o Direito do Consumidor, em que os contratos de trabalho são “ditados” pelo empregador, 
transformando-se em verdadeiros contratos de adesão.
É nesse ponto que surge a necessidade da aplicação dos princípios específicos do Direito 
do Trabalho, destacando-se os seguintes: o princípio da proteção, o da continuidade da 
relação trabalhista, o da boa-fé e o princípio da primazia da realidade sobre a forma, já 
estudados.
Os elementos essenciais do contrato de trabalho, portanto, são os seguintes, com suas 
delimitações fundamentais para responder às questões de provas.
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a) Agentes capazes: tanto o empregado quanto o empregador precisam ser capazes, 
nos termos da legislação civil, para assumirem obrigações no contrato de trabalho. A CF/88 
estabelece que o trabalho é admitido a partir dos 16 anos, mas admite-se a contratação aos 
14 anos, na condição de aprendiz. Como a capacidade plena, segundo o CC, é aos 18 anos, as 
doutrinas trabalhistas e civilistas sustentam que, dos 16 aos 18 anos, existe a incapacidade 
relativa. Pode o trabalhador realizar alguns atos, como prestar serviço e assinar recibos de 
pagamento. Para ajuizar a demanda, precisa da atuação do seu assistente/responsável legal. 
Abaixo dos 16 anos, trata-se de absolutamente incapaz. Lembre-se de que já mencionei 
diversas vezes, em nossos materiais, que é proibido o trabalho noturno, perigoso, penoso 
e insalubre para os menores de 18 anos.
Segundo o Código Civil, é relativamente incapaz aquele que tem entre 16 e 18 anos. Aos 18 
anos, é plenamente capaz. Abaixo dos 16 anos, temos a incapacidade absoluta. Perceba-
se que haverá situação de restrição à realização de alguns atos trabalhistas e, ainda, do 
ajuizamento da demanda. A emancipação que se conhece no âmbito civil não se aplica na 
esfera trabalhista. Ou seja, apesar de emancipado, um jovem de 16 anos continua com as 
restrições que estamos comentando aqui, inclusive não podendo, com base nisso, ter labor 
noturno, insalubre ou periculoso.
b) Objeto lícito: o objeto do trabalho prestado pelo trabalhador tem os limites de ser 
algo lícito para fins de ser reconhecido pelo Direito do Trabalho. Ora, o trabalho ilícito, com 
aspectos criminais, por exemplo, não possui proteção no Direito do Trabalho. Por exemplo, 
aquele que faz entregas para o tráfico de drogas etc. O objeto ilícito do contrato de trabalho 
é, portanto, aquele que é um tipo penal ou concorre para a configuração dele. Não se pode 
confundir trabalho ilícito com trabalho proibido ou irregular. 
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Para isso, veja o mapa mental abaixo:
LICITUDE 
DO OBJETO 
DO 
TRABALHO
É aquele que não é protegido pelo direito do trabalho.
Realização de um crime/contravenção penal ou concorre para 
realização deles.
Ex.: tráfico de drogas, jogo do bicho, exercício irregular da 
medicina.
Atividades criminosas que buscam algum amparo no Direito do 
Trabalho.
É aquele protegido pelo Direito do Trabalho, com repercussão 
trabalhista e previdenciária.
Aqui desrespeita norma imperativa vedatória do labor.
Existe o descumprimento de uma norma: por exemplo, 
coloca um menor de 18 anos em ambiente insalubre.
Trabalho proibido
Trabalho ilícito
Em suma, mentalize para a sua prova: de acordo com a Constituição Federal de 1988, 
a idade mínima para trabalhar é de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir 
dos quatorze anos de idade.
É possível citar dois entendimentos jurisprudenciais importantes que podem ser cobrados 
com frequência nas provas:
JURISPRUDÊNCIA
OJ 199 da SDI 1 do TST: 199. JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. 
OBJETO ILÍCITO É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de 
atividade inerente à prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que 
subtrai o requisito de validade para a formação do ato jurídico.
SÚMULA 386 do TST: POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO 
COM EMPRESA PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o 
reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, 
independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no 
Estatuto do Policial Militar.
c) Forma regular ou não proibida: no Direito do Trabalho, não existe, em regra, prática 
solene. Porém, isso é quando tratamos de contrato de trabalho por prazo indeterminado. 
Se o contrato for de exceção, como, por exemplo, por prazo determinado, de aprendizagem, 
contrato de atleta profissional, artista profissional etc., é preciso que se cumpram as 
formalidades legais. Da mesma forma, alguns atos trabalhistas precisam ser documentados 
como garantias das partes, tais quais os holerites (recibos de pagamento), TRCT (Termo de 
Rescisão do Contrato de Trabalho) etc. Lembre-se de que a CTPS tem presunção relativa 
nas suas anotações, nos termos da súmula 12 do TST.
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d) Higidez de manifestação de vontade: as partes, no contrato de trabalho, possuem 
interesse na prestação do serviço e na continuidade da relação, em tese. A vontade de 
tal ocorrer é firme e livre, desimpedida. Se isso não for livre, caracteriza-se um vício de 
consentimento.
No Direito do Trabalho, o contrato pode ser tácito ou expresso, por escrito ou verbal, 
por prazo determinado ou indeterminado. No entanto, a regra é o contrato por prazo 
indeterminado, diante do princípio da continuidade das relações de emprego.
Por ser exceção, o contrato por prazo determinado precisa ser formalizado mediante 
contrato escrito e preenchendo diversos requisitos.
Com base nisso, vamos explorar o artigo 442 da CLT:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Parágrafo único. Qualquerhttps://www.gran.com.br
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GABARITOGABARITO
1. C
2. E
3. C
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. E
10. b
11. C
12. E
13. E
14. E
15. C
16. b
17. b
18. C
19. E
20. c
21. d
22. E
23. C
24. d
25. c
26. a
27. C
28. c
29. c
30. a
31. a
32. E
33. E
34. E
35. E
36. C
37. E
38. C
39. C
40. E
41. E
42. E
43. E
44. d
45. E
46. a
47. C
48. a
49. C
50. b
51. C
52. E
53. d
54. b
55. E
56. E
57. C
58. C
59. E
60. E
61. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2024) Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de 
licença maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico 
aplicado, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão ou seja 
contratada por tempo determinado.
Em 2023, num importante julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a 
gestante contratada pela administração pública por prazo determinado ou em cargo em 
comissão tem direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória desde a confirmação 
da gravidez até cinco meses após o parto. Segundo o relator, o direito à licença-maternidade 
tem por razão as necessidades da mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância 
dos cuidados com a criança, especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. 
Já a estabilidade temporária tem por objetivo primordial a proteção do bebê que ainda 
vai nascer. Assim, as condições materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, 
também, a trabalhadora gestante.
Certo.
002. 002. (INÉDITA/2024) Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de 
licença maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico 
aplicado, se contratual ou administrativo, com exceção se ocupar cargo em comissão.
Em 2023, num importante julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a 
gestante contratada pela administração pública por prazo determinado ou em cargo em 
comissão tem direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória desde a confirmação 
da gravidez até cinco meses após o parto. Segundo o relator, o direito à licença-maternidade 
tem como fundamento as necessidades da mulher e do bebê no período pós-parto, além 
da importância dos cuidados com a criança, especialmente a amamentação nos primeiros 
meses de vida. Já a estabilidade provisória tem como objetivo primordial a proteção do 
bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições materiais de proteção à natalidade acabam 
por beneficiar, também, a trabalhadora gestante.
Errado.
003. 003. (INÉDITA/2024) Para o STF, não deve ser admitida nenhuma diferenciação artificial 
entre trabalhadoras da esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em questão.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a gestante contratada pela administração 
pública por prazo determinado ou em cargo em comissão tem direito à licença-maternidade 
e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem como fundamento as necessidades 
da mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância dos cuidados com a criança, 
especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade provisória 
tem como objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições 
materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, a trabalhadora gestante. 
Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e 
à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicado, seja contratual 
ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão ou seja contratada por tempo 
determinado. Não deve ser admitida nenhuma diferenciação artificial entre trabalhadoras 
da esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em questão. Pensar de modo diverso, 
a seu ver, seria admitir que a servidora contratada a título precário jamais contaria com a 
tranquilidade e segurança para exercer a maternidade e estaria à mercê do desejo unilateral 
do patrão.
Certo.
004. 004. (CESPE/PGM-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2023) A existência de penalidade disciplinar 
no Estatuto do Policial Militar impede o reconhecimento da relação de emprego decorrente 
do trabalho particular prestado por policial militar diretamente a empresa privada.
A assertiva afronta o teor da Súmula 386 do TST, que admite a possibilidade de reconhecimento 
de vínculo de emprego no caso em comento.
Errado.
005. 005. (CESPE/PGM-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2023) É vedada a utilização da modalidade 
de contrato de trabalho temporário para a atividade fim da contratante.
Para o STF, a terceirização por ser de atividade – fim e atividade – meio.
Errado.
006. 006. (IBFC/PREFEITURA DE ITATIBA/ADVOGADO/2022) Considera-se como de prazo 
determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da 
execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível 
de previsão aproximada.
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Trata-se das hipóteses trazidas pela CLT.
Certo.
007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA/PROCURADOR/2023) Recebida a convocação para 
o trabalho intermitente, o empregado terá o prazo de 3 dias corridos para responder ao 
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
Nos termos da CLT:
Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário 
mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não.
§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de 
serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.
Certo.
008. 008. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA/PROCURADOR/2023) Recebida a convocação para o 
trabalho intermitente, o empregado terá o prazo de 48 horas para responder ao chamado, 
presumindo-se, no silêncio, o aceite.
Nos termos da CLT:
Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário 
mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não.
§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestaçãode 
serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.
§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, 
presumindo-se, no silêncio, a recusa.
Errado.
009. 009. (FCC/TRT9/ANALISTA/2022) Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores, 
as obrigações trabalhistas, com exceção das contraídas à época em que os empregados 
trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor.
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Ocorrendo a sucessão trabalhista, a empresa sucessora assume as obrigações trabalhistas 
devidas pela empresa sucedida, na forma do art. 448-A. Dispõe a CLT:
Art. 448-A, Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora 
quando ficar comprovada fraude na transferência.
O TST tem firme jurisprudência no sentido de que a sucessão trabalhista transfere para o 
sucessor a exclusiva responsabilidade pelos encargos trabalhistas decorrentes das relações 
de emprego da empresa sucedida, na forma do que dispõem os arts. 10 e 448 da CLT, salvo 
se comprovadas, no caso concreto, hipóteses excepcionais de fraude ou mesmo quando 
constatada a absoluta insuficiência econômica da empresa sucessora.
Errado.
010. 010. (FUNATEC/CAMARA DE PRESIDENTE DUTRA/DIRETOR DE RH/2022) Segundo os termos 
da CLT, considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 
__________, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu 
da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
A alternativa que completa corretamente a lacuna é:
a) 03 meses
b) 06 meses
c) 12 meses
d) 18 meses
Nos termos da CLT:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
Letra b.
011. 011. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-PR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Para fins de 
contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência 
prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.
A disposição da questão está em conformidade com a alteração feita em 2008 na CLT, na 
qual se apregoou: Artigo 442, parágrafo único – Qualquer que seja o ramo de atividade da 
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sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem 
entre estes e os tomadores de serviços daquela.
Certo.
012. 012. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-PR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Considera-se 
por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 12 (doze) meses, a outro 
contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de 
serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Aqui o erro está no prazo, pois o correto é 6 (seis) meses. Nesse sentido, destaco o seguinte 
na CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Errado.
013. 013. (PUC-PR/PARANACIDADE/ADVOGADO/2016) Poderá ser considerado por prazo 
determinado um contrato que suceder a outro dessa mesma modalidade, desde que entre 
um e outro tenham se passado mais de três meses.
Percebe-se o mesmo raciocínio da questão anterior, com a aplicação da CLT e o equívoco 
no prazo:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Errado.
014. 014. (PUC-PR/PARANACIDADE/ADVOGADO/2016) Os contratos de trabalho por prazo 
determinado não podem ser fixados por período superior a 1 (um) ano, com a ressalva do 
contrato de experiência, que, por sua vez, não pode ultrapassar a vigência de 90 (noventa) dias.
Na verdade, o equívoco aqui está nos prazos. Veja a CLT:
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
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Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. O prazo do 
contrato de experiência está correto como sendo de 90 dias.
Errado.
015. 015. (INSTITUTO AOCP/CÂMARA LEGISLATIVA DO RIO BRANCO-AC/ANALISTA JURÍDICO/2016) 
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção absoluta, mas apenas presunção relativa.
A alternativa está em consonância com o disposto na súmula do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 12 do TST
CARTEIRA PROFISSIONAL (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. As 
anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção “juris et de jure”, mas apenas “juris tantum”.
Certo.
016. 016. (FAEPESUL/PREFEITURA DE SÃO JOÃO BATISTA-SC/ADVOGADO/2016) Analise as 
assertivas abaixo e assinale a alternativa correta em relação ao disposto na Consolidação das 
Leis do Trabalho: I- A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades 
legais, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º da 
CLT. II- O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente. III- Durante o período de inatividade, o empregado poderá prestar 
serviços de qualquer natureza a outros tomadores de serviço, que exerçam ou não a mesma 
atividade econômica, utilizando contrato de trabalho intermitente ou outra modalidade 
de contrato de trabalho. a) Estão corretas apenas as assertivas I e III;
b) Estão corretas todas as assertivas;
c) Estão corretas apenas as assertivas I e II;
d) Estão corretas apenas as assertivas II e III
e) Está correta apenas a assertiva III.
Dispõe a CLT:
Art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades legais, com 
ou sem exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista.
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Com base nisso, está correta assertiva I, poiso intermitente é um tipo de empregado.
No caso da assertiva II, está correta, na medida em que reproduz exatamente o teor do 
artigo da CLT:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente. É preciso que seja um contrato formal.
A assertiva III também está correta, na medida em que se observa a literalidade:
Art. 452-A. Durante o período de inatividade, o empregado poderá prestar serviços de qualquer 
natureza a outros tomadores de serviço, que exerçam ou não a mesma atividade econômica, 
utilizando contrato de trabalho intermitente ou outra modalidade de contrato de trabalho.
Logo, todas as assertivas estão corretas e, com isso, a alternativa correta é a B.
Letra b.
017. 017. (MULTIRIO/PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO-RJ/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATI-
VO/2011) De acordo com a nova redação dada à CLT pela Lei 11.644/2008, o empregador 
está impedido de exigir a comprovação de experiência profissional prévia num mesmo tipo 
de atividade por tempo superior a:
a) 3 meses
b) 6 meses
c) 12 meses
d) 24 meses
A alternativa é a B, no seguinte sentido:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
Letra b.
018. 018. (FEPESE/DPE-SC/2012) Considera-se por prazo indeterminado todo contrato 
que suceder, dentro de seis meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a 
expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de 
certos acontecimentos
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A resposta está em conformidade com a CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Certo.
019. 019. (FAFIPA/PREFEITURA DE SARANDI-RS/2016) Considera-se como de prazo determinado 
o contrato de trabalho cuja vigência não dependa de termo prefixado ou da execução de 
serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão 
aproximada.
A assertiva está incorreta, na medida em que se trata do próprio conceito de trabalho a 
termo. Nesse ponto, destaco:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza 
ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de 
caráter transitório; c) de contrato de experiência.
Errado.
020. 020. (CONPASS/PREFEITURA DE VIVÊNCIA PE/2015) Sobre os elementos do contrato de 
trabalho NÃO se pode afirmar o que consta em:
a) Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de 
emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento 
de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
b) É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto.
c) Os contratos de trabalho dependem de forma solene.
d) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários.
e) O empregado, para ser agente capaz de assumir direitos e obrigações trabalhistas, deve 
atender os requisitos da CLT.
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Para a resposta desta questão, faz-se uso de dois entendimentos jurisprudenciais e da CLT.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 386 do TST
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA 
PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de 
relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
OJ 199 da SDI 1 do TST: 199. JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. 
OBJETO ILÍCITO É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de 
atividade inerente à prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que 
subtrai o requisito de validade para a formação do ato jurídico.
Pela CLT, temos o seguinte:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
a) Certa. Nos termos da Súmula 386 do TST.
b) Certa. Conforme a OJ 199 da SDI-1 do TST.
c) Errada. Em tese, não precisam.
d) Certa. Conforme consta na CL.
e) Certa. Exige agente capaz.
Letra c.
021. 021. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE VIANA-ES/ADVOGADO/2019) No que se refere às 
características do contrato de trabalho, julgue os itens a seguir:
I – O contrato de trabalho é sinalagmático, isto é, possui obrigações contrapostas. Existe, 
assim, reciprocidade entre as obrigações contratuais, ensejando equilíbrio formal entre as 
prestações onerosas. Correta, pois essa é a noção do contrato de trabalho.
II – A característica do contrato de trabalho denominada “intuito personae” é uma 
característica que atinge apenas o empregado, sendo estranha ao outro ente pactuante. 
Correto, é uma característica obrigatória do empregado e não, do empregador.
III – O contrato de trabalho é contrato de trato sucessivo, as prestações centrais sucedem-
se continuadamente no tempo, cumprindo-se e vencendo-se, seguidamente, ao longo do 
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prazo contratual. Dessa forma, a relação de trabalho é uma relação de “débito permanente”. 
Correto, pelo princípio da continuidade da relação de emprego.
Pode-se afirmar que está CORRETO o que se diz em:
a) Apenas II.
b) II e III.
c) Apenas I.
d) I, II e III.
Todas as alternativas estão corretas, conforme expliquei em cada inciso. Para finalizar, 
destacam-se os seguintes dispositivos da CLT:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinadoou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Letra d.
022. 022. (INSTITUTO AOCP/EMPREL/ASSISTENTE DE OPERAÇÕES E MONITORAMENTO/2019) 
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 12 (doze) meses no mesmo tipo de atividade.
Aqui temos a aplicação da CLT:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade. O erro está no prazo mencionado na questão.
Errado.
023. 023. (CESPE/PGM MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) Considerando a 
jurisprudência do TST a respeito da rescisão do contrato de trabalho, julgue o item seguinte. 
Se uma empresa contratar empregado mediante contrato de experiência pelo prazo de 
quarenta e cinco dias, sem cláusula quanto à possibilidade de prorrogação automática do 
contrato, e, após dois meses de trabalho, o empregado for demitido, caberá à empresa 
pagar todas as verbas rescisórias como se o contrato tivesse sido celebrado por tempo 
indeterminado.
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Exatamente como consta na assertiva, na medida em que o contrato por prazo determinado 
foi prorrogado de forma equivocada, sem previsão de cláusula automática de prorrogação. 
Sendo assim, os efeitos do contrato passam a ser de prazo indeterminado e, no momento 
da rescisão, deve ser tudo pago nesta modalidade.
Certo.
024. 024. (IBADE/CÂMARA DE PORTO VELHO-RO/PROCURADOR/2019) Pode-se apontar como 
correto, em relação ao contrato de trabalho, regido pela CLT, que:
a) o referido contrato só pode ser firmado expressamente.
b) contrato de trabalho por prazo determinado de dois anos poderá ser prorrogado uma 
única vez, por igual período.
c) é exigida forma especial para a validade e eficácia do contrato em apreço, motivo pelo 
qual não é permitida a forma verbal.
d) no caso de contrato de experiência, este pode ser prorrogado uma única vez, desde que 
não exceda o prazo de 90 dias.
e) contrato de experiência pode ser estipulado oralmente e não pode exceder o prazo de 
180 dias.
Com isso, incide a CLT:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 
(dois) anos, observada a regra do art. 451. Parágrafo único. O contrato de experiência não poderá 
exceder de 90 (noventa) dias. Art. 451. O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita 
ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
Letra d.
025. 025. (INAZ DO PARÁ/FUNDA GOTA DE ARARAQUARA-SP/ADVOGADO/2018) O contrato de 
trabalho, dentro de uma visão civilista, é composto de diversos aspectos e elementos. 
Deste modo, podemos elencar que são elementos essenciais ( jurídico-formais) do contrato 
de trabalho:
a) capacidade das partes, objeto, forma prescrita, higidez de vontade.
b) capacidade das partes, licitude do objeto, forma vedada, higidez de vontade.
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c) capacidade das partes, licitude do objeto, forma prescrita ou não vedada, higidez de 
vontade.
d) capacidade das partes, objeto, forma prescrita ou não vedada, vício de vontade.
De fato, o contrato de trabalho deve ter agente capaz, objeto lícito, higidez de vontade e 
forma prescrita ou não vedada em lei. Nesse sentido, anote-se o disposto na CLT:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Letra c.
026. 026. (FCC/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Em relação ao contrato individual de 
trabalho, conforme regras contidas na Consolidação das Leis do Trabalho,
a) para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de atividade.
b) poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por prazo 
determinado ou indeterminado, não se incluindo a prestação de trabalho intermitente, 
que deve ser por escrito.
c) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
um ano, sujeito a duas prorrogações, por igual período.
d) considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de três meses, 
a outro contrato por prazo determinado, em qualquer situação. e) os contratos de trabalho 
dos empregados serão afetados pela mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa, desde que tenha sido ajustada cláusula específica neste sentido.
Aqui há a aplicação da CLT. Pela CLT, temos o seguinte:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
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Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais 
de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.Parágrafo único. O contrato de experiência não 
poderá exceder de 90 (noventa) dias.
Art. 448. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos 
de trabalho dos respectivos empregados.
a) Certa. Não se pode exigir experiência.
b) Errada. Expressamente se inclui o contrato intermitente.
c) Errada. O prazo é de dois anos.
d) Errada. Aqui, o prazo é de seis meses.
e) Errada. Não são afetados.
Letra a.
027. 027. (CESPE/EMAP/ANALISTA JURÍDICO/2018) Conforme as disposições da Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT), julgue o seguinte item. O contrato individual de trabalho poderá ser 
celebrado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita; poderá ter prazo indeterminado 
ou determinado; e poderá destinar-se à prestação de trabalho intermitente.
A assertiva está em conformidade com a CLT:
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
deemprego.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Certo.
028. 028. (VUNESP/PAULIPREV-SP/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2018) Assinale a alternativa que 
define corretamente o contrato de trabalho.
a) Ato jurídico negocial em que o empregado, pessoa natural ou jurídica, presta serviços de 
forma pessoal, subordinada e não eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, 
sua remuneração.
b) Negócio jurídico bilateral em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma 
impessoal, subordinada e eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, sua 
remuneração.
c) Negócio jurídico em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma pessoal, 
subordinada e não eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, sua 
remuneração.
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d) Ato jurídico negocial bilateral em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de 
forma pessoal, insubordinada e eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, 
sua remuneração.
e) Negócio jurídico em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma pessoal, 
subordinada e não eventual ao empregador, dispensada a contraprestação, sua remuneração.
Nesse passo, destaca-se a CLT:
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
a) Errada. É negócio jurídico.
b) Errada. É negócio jurídico, mas é feito de forma pessoal.
c) Certa. Nos termos dos artigos 2º e 3º da CLT.
d) Errada. É negócio jurídico.
e) Errada. O contrato é oneroso.
Letra c.
029. 029. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE BELO HORIZONTE-MG/2018) Para identificar uma relação 
de emprego é formado o contrato de emprego. A expressão, entretanto, consagrada na 
prática e nos concursos públicos, é o contrato de trabalho (sinônimos: contrato de trabalho 
stricto senso, vínculo empregatício e relação de emprego). São características do contrato 
de trabalho, EXCETO:
a) Oneroso.
b) Consensual.
c) Especialidade.
d) Trato sucessivo.
A especialidade não consta como requisito do contrato de trabalho. O contrato de trabalho 
é um negócio jurídico em que o empregado, pessoa natural, presta serviços de forma 
pessoal, subordinada e não eventual ao empregador, recebendo, como contraprestação, 
sua remuneração. Está correta a alternativa “c”, nos termos dos artigos 2º e 3º da CLT.
Nesse passo, destaca-se a CLT:
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Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual 
a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Letra c.
030. 030. (CESPE/TRT-7ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Empregado e empregador são os sujeitos 
do contrato de emprego. Analisados isoladamente, o conceito de empregado demanda a 
presença de
a) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade.
b) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e onerosidade.
c) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e onerosidade.
d) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade.
Nos termos do artigo 3º da CLT: “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante 
salário.” Logo, só podem ser pessoas físicas com dependência. Assim, a alternativa correta 
é a “a”.
Letra a.
031. 031. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) O contrato 
de trabalho poderá ser acordado
a) de forma tácita ou expressa, verbalmente ou por escrito.
b) de forma tácita ou expressa, desde que seja por prazo indeterminado.
c) verbalmente ou por escrito, não se admitindo o acordo tácito.
d) verbalmente, exceto quando se tratar de contrato por prazo determinado.
e) tacitamente, desde que o empregado não seja menor de 18 anos.
Nos termos da CLT, a alternativa correta é a “a”. Isso porque: “Art. 443. O contrato individual 
de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, 
por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente.” 
Com base nisso, não existem as restrições mencionadas, pois extrapolam a interpretação 
do artigo 443 da CLT, que não fez diferenciações ou restrições.
Letra a.
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032. 032. (KLC/PREFEITURA DE ICARAÍMA-RR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) Considera-se 
por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 12 (doze) meses, a outro 
contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de 
serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Na verdade, o prazo aqui é de seis meses. Veja a CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste depender da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Errado.
033. 033. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BOA VISTA/RORAIMA/ADMINISTRADOR/2004) No que se 
refere a contrato individual de trabalho, julgue o item a seguir. Pode ser celebrado de forma 
tácita com trabalhador com idade inferior a 14 anos, se houver autorização expressa por 
parte de seus genitores.
Primeiramente, só se admite trabalho no Brasil a partir dos 16 anos, sendo que pode ser 
aprendiz somente a partir dos 14 anos. A questão trata de trabalho proibido no Brasil; logo, 
não pode ser firmado.
Errado.
034. 034. (QUADRIX/CRQ-4ª REGIÃO -SP/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Com base na 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), julgue o item. Para fins de contratação, o empregador 
tem o direito de exigir do candidato a comprovação de, no mínimo, seis meses de exercício 
prévio da função a ser desempenhada.
Nesse caso, está errado, pois é o oposto do que trata a CLT. Conforme a lei, nota-se:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
Errado.
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DIreITo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
Maria Rafaela
035. 035. (INÉDITA/2020) O contrato de trabalho por prazo determinado deve conter no contrato 
de trabalho obrigatoriamente a vigência que dependa de termo prefixado ou da execução 
de serviços especificados, mas não pode se basear em data acerca da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
A assertiva está contrariando a CLT no que se refere ao contrato por prazo determinado. 
Veja-se exatamente o teor:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
Errado.
036. 036. (FEPESE/DEFENSORIA PÚBLICA SANTA CATARINA/2012) Considera-se por prazo 
indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a outro contrato por prazo 
determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados 
ou da realização de certos acontecimentos.
A assertiva está correta em conformidade com a CLT:
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Certo.
037. 037. (FUNCAB/AFEAM/2009) O contrato de experiência não poderá exceder de 120 (cento 
e vinte) dias.
O prazo do contrato de experiência não pode ultrapassar 90 dias, nos termos da CLT. Está 
errado, em razão da “pegadinha” comum das bancas em relação ao prazo.
Errado.
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DIreITo Do Trabalho 
Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
Maria Rafaela
038. 038. (CESPE/DATAPREV/2006) No item abaixo é apresentada uma situação hipotética 
seguida de uma assertiva a ser julgada.
Paulo, policial militar, trabalhava como segurança para a pessoa jurídica Iota. Em 7 de maio 
de 2005, Paulo teve seu contrato rescindido com Iota, sem receber nenhuma verba. Diante 
desse fato, Paulo ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa, que em sua contestação, 
alegou inexistência de vínculo empregatício, em razão de Paulo ser policial militar, o que o 
impediria de celebrar contrato de trabalho, em virtude de expressa proibição existente no 
estatuto do policial militar. Nessa situação, com base na legislação trabalhista vigente, é 
possível afirmar que a existência da aludida proibição não é fato impediente à configuração 
do vínculo empregatício.
Verdade, pois é possível configurar, sim, a relação de emprego, uma vez que estamos tratando 
de trabalho desempenhado e jurisprudencialmente aceito. Nesse sentido, é recorrente a 
cobrança da Súmula 386 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA 
PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento da 
relação de emprego entre o policial militar e a empresa privada, independentemente 
do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Certo.
039. 039. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO/2018) Conforme as disposições da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), julgue o seguinte item. O contrato individual de trabalho poderá 
ser celebrado de forma tácita ou expressa, verbal ou escrita; poderá ter prazo indeterminado 
ou determinado; e poderá destinar-se à prestação de trabalho intermitente.
Você percebe a “insistência das bancas” em torno do artigo da CLT que elastece a forma 
de contrato de trabalho no Brasil. Destaca-se:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
Certo.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
Maria Rafaela
040. 040. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Segundo jurisprudência consolidada do 
Tribunal Superior do Trabalho, o trabalho humano prestado com os elementos da relação 
de emprego, mesmo sendo ilícito o objeto do respectivo contrato expresso ou tácito, leva 
à produção de determinados efeitos jurídicos trabalhistas, em virtude do princípio da 
primazia da realidade sobre a forma e do princípio da irretroação das nulidades no Direito 
do Trabalho.
No Brasil, não se admitem efeitos aos trabalhos ilícitos. O que a jurisprudência contempla 
é a proteção do trabalho proibido. Nesse ponto, destaca-se que a ilicitude do objeto não 
tem o condão de propiciar efeitos trabalhistas. Exemplo disso é a OJ 199 da SDI-I do TST:
OJ 199 da SDI 1 do TST: 199. JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. OBJETO 
ILÍCITO É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de validade 
para a formação do ato jurídico.
Errado.
041. 041. (FCC/PREFEITURA DE CAMPINAS-SP/PROCURADOR/2016) No universo do trabalho 
há determinadas situações fáticas em que a doutrina, com fulcro na legislação, atribui a 
natureza de relação de trabalho. Em contrapartida, há outras que são classificadas como 
relação de emprego, consubstanciando-se em contrato de trabalho regido pela Consolidação 
das Leis do Trabalho. Nesse sentido, o caráter intuitu personae expressa a pessoalidade da 
relação de emprego que deve se fazer presente nos seus dois polos, tanto do contratante 
empregador quanto do empregado prestador dos serviços.
Aqui, analisando tanto a aplicação dos artigos 2º e 3º da CLT, vê-se claramente que a 
pessoalidade é apenas requisito de um dos polos. Somente o empregado precisa ter a 
pessoalidade. No caso do empregador, em regra, não é necessário ter pessoalidade. Isso 
se justifica até mesmo pela previsão de artigos na CLT que admitem sucessão empresarial, 
por exemplo.
Errado.
042. 042. (INSTITUTO CIDADES/PREFEITURA DE ITUAÇU-GO/ PROCURADOR JURÍDICO/2015) 
Quando da assinatura do contrato de trabalho, se as partes ficarem silentes quanto ao 
prazo, o contrato será tido como assinado pelo prazo de 1 (um) ano.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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Não existe qualquer previsão acerca do silêncio em relação ao prazo. Ora, se existe a 
configuração dos artigos 2º e 3º da CLT, é óbvio que estamos tratando de contrato por prazo 
indeterminado. O tempo laborado pelo trabalhador será aquele efetivamente trabalhado,em nome do princípio da primazia da realidade sobre a forma. A presunção é de que se 
trata de contrato por prazo indeterminado.
Errado.
043. 043. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Não é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, ainda que preenchidos 
os requisitos da CLT, em razão de exercício de trabalho ilícito por expressa vedação legal, 
cabendo penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
A assertiva está errada, pois é possível configurar, sim, a relação de emprego, uma vez que 
estamos tratando do trabalho desempenhado e jurisprudencialmente aceito. Nesse sentido, 
é recorrente a cobrança da Súmula 386 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA 
PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de 
relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
Errado.
044. 044. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Sobre contrato de trabalho 
e relação empregatícia é INCORRETO afirmar que:
a) A subordinação é a concepção jurídica da dependência do empregado em relação ao 
empregador, atribuindo a este os poderes de direção, controle e disciplina, não sendo 
necessária a supervisão técnica, mas sim a possibilidade de o empregador intervir nas 
atividades do empregado
b) Desde que presentes os requisitos da relação de emprego o texto consolidado trabalhista 
não distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento empresarial e o executado no 
domicílio do empregado ou à distância.
c) Em razão de ser o contrato de trabalho de trato sucessivo e da sua continuidade inerente, 
resulta a consequência de que a indeterminação do prazo se presume, cabendo a quem 
alega o contrário o encargo de provar a celebração de contrato a termo.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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d) O contrato de trabalho é bilateral e não sinalagmático ou comutativo, visto que as 
obrigações das partes nem sempre se equivalem, ficando a alteridade a cargo do empregador 
e não pode ser ajustado de forma tácita porque é indispensável a sua anotação em Carteira 
de Trabalho.
e) O pacto laboral atribuiu ao empregado uma obrigação de fazer infungível e intransmissível, 
razão pela qual a morte do empregado dissolve, ipso facto, o contrato de trabalho.
Cada alternativa tem o seu centro principal apontado, salvo a “d”, que é a única incorreta. 
As alternativas estão baseadas nos artigos 2 e 3 da CLT. Além disso, o contrato de trabalho 
é bilateral, sendo um negócio jurídico, sinalagmático e comutativo, ficando a alteridade 
(risco do empreendimento) a cargo do empregador, podendo ser ajustado de forma tácita 
ou expressa, nos termos do artigo 442 da CLT:
Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de 
emprego.
Analisando cada uma, tem-se:
a) Certa. Esse é o conceito de subordinação jurídica presente no artigo 3º da CLT.
b) Certa. Não existe distinção.
c) Certa. Presume-se, sim, a relação de emprego pelo princípio da continuidade da relação 
de emprego e por se tratar de contrato de trato sucessivo.
d) Errada. É sinalagmático, na medida em que se podem estabelecer deveres e direitos 
recíprocos, podendo ser tácito ou expresso.
e) Certa. É uma relação personalíssima em relação ao trabalho do empregado.
Letra d.
045. 045. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA TRABALHISTA/ 2013) Segundo entendimento 
jurisprudencial dominante, reconhece-se o vínculo empregatício de “apontador” de jogo 
do bicho, já que não se trata de objeto ilícito, mas de vício gerador de nulidade relativa.
A resposta está na OJ 199 da SDI-1 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
199. JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. OBJETO ILÍCITO
É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à 
prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de 
validade para a formação do ato jurídico.
Errado.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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046. 046. (FGV/PREFEITURA DE RECIFE/ ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/2014) Assinale a opção 
que indica uma característica do contrato de emprego.
a) É sinalagmático.
b) É gratuito.
c) É real.
d) É instantâneo.
e) Não possui alteridade.
O contrato de trabalho é sinalagmático. Segundo o artigo 442 da CLT, são criadas obrigações 
e direitos recíprocos entre as partes. Logo, é a alternativa “a”. Não pode ser gratuito, pois 
a onerosidade é característica da relação de emprego, sendo isso que difere do trabalho 
voluntário. Não é real, mas sim pessoal, pois aqui a relação é entre obrigações pessoais. 
Não é instantâneo, na medida em que o contrato de trabalho é de prestação continuada e 
possui alteridade, transferindo para o empregador os ônus e riscos do seu empreendimento.
Letra a.
047. 047. (INÉDITA/2021) O empregador terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para anotar na 
CTPS, em relação aos trabalhadores que admitir, a data de admissão, a remuneração e 
as condições especiais, se houver, facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou 
eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério da Economia.
A questão está correta, diante do exato teor do artigo 29 da CLT e da atualização recente, 
no ano de 2019.
Certo.
048. 048. (FCC/TRT-3ª/ ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O contrato de trabalho é
I – Um contrato de direito público, devido à forte limitação sofrida pela autonomia da 
vontade na estipulação de seu conteúdo.
II – Concluído, como regra, intuito personae em relação à pessoa do empregador
III – Um contrato sinalagmático.
IV – Um contrato sucessivo. A relação jurídica de emprego é uma “relação de débito 
permanente”, em que entra como elemento típico a continuidade, a duração.
V – Um contrato consensual. A lei, via de regra, não exige forma especial para sua validade. 
Considerando as proposições acima, está correto o que consta APENAS em
a) III, IV e V.
b) III e V.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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c) I, II e V.
d) I, III e IV.
e) I, II e IV.
O inciso I está errado, pois o contrato de trabalho é de direito privado. O inciso II está errado, 
pois a pessoalidade refere-se somente à pessoa do empregado, e não do empregador. O inciso 
III está correto, na medida em que estamos tratando de contrato sinalagmático. O inciso 
IV está correto, bem como o inciso V, pelas características da própria relação contratual. 
Nesse ponto, destacam-se aqui as características dos contratos de trabalho, em tese.
Letra a.
049. 049. (TRT-16ª/TRT-16ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Não forma vínculo de 
emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância e de conservaçãoe limpeza, 
bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que 
inexistente a pessoalidade e a subordinação direta, bem como no caso de trabalho temporário 
previsto na Lei n. 6.019, de 03.01.1974.
Aplica-se, para responder à questão, o item III da Súmula 331 do TST.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE I – A contratação de trabalhadores 
por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador 
dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário. II – A contratação irregular de 
trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os 
órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF). 
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de 
serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a 
pessoalidade e a subordinação direta. IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, 
por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços 
quanto àquelas obrigações, desde que tenha participado da relação processual e conste 
também do título executivo judicial. V – Os entes integrantes da Administração Pública 
direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso 
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 
21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais 
e legais da prestadora de serviços como empregadora. A aludida responsabilidade 
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não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela 
empresa regularmente contratada. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador 
de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referente ao período 
da prestação laboral.
Certo.
050. 050. (TRT-6ª/TRT-6ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2010) Sobre as hipóteses de contrato 
de trabalho a termo, é legítimo asseverar:
a) Os contratos a termo, inclusive o de experiência, previsto na Consolidação das Leis do 
Trabalho, com duração máxima de 90 (noventa) dias, permite prorrogações em casos de 
serviços inadiáveis ou de força maior. Errado, são de dois anos o prazo.
b) São modalidades de contrato a termo: contrato de experiência, contrato de safra, 
contrato rural por pequeno prazo, contrato por obra certa, contrato por temporada e 
contrato provisório (Lei n. 9.601/98). Correto, são espécies de contrato a termo.
c) Os contratos a termo têm a finalidade única de aferir a adequação do empregado ao 
serviço. Errado, podendo ter várias finalidades, nos termos da CLT.
d) A Lei n. 9.601/98 não impôs qualquer limitação em relação ao número de trabalhadores 
que podem ser contratados por prazo determinado. Errado, pois existe limite.
e) A contratação de empregados por prazo certo tem como requisito essencial a assistência 
sindical nos casos de prestação de serviço em território estrangeiro. Errado.
Destaque-se na CLT:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza 
ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo b) de atividades empresariais de 
caráter transitório; c) de contrato de experiência.
Analisando a Lei de Trabalho Temporário mencionada na questão, verifica-se o seguinte:
Art. 3º O número de empregados contratados nos termos do art. 1º desta Lei observará o limite 
estabelecido no instrumento decorrente da negociação coletiva, não podendo ultrapassar os 
seguintes percentuais, que serão aplicados cumulativamente: I – cinquenta por cento do número 
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de trabalhadores, para a parcela inferior a cinquenta empregados; II – trinta e cinco por cento do 
número de trabalhadores, para a parcela entre cinquenta e cento e noventa e nove empregados; e 
III – vinte por cento do número de trabalhadores, para a parcela acima de duzentos empregados.
Letra b.
051. 051. (TRT-4ª/TRT-4ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) O contrato de experiência, 
por ser uma espécie excepcional de contrato, deve ser formalizado mediante contrato 
por escrito ou, ao menos, com o devido registro de tal condição na carteira de trabalho do 
empregado. Dessa forma, não se admite, em regra, a existência de contrato de experiência 
verbal, devendo haver prova de que a pactuação ocorreu por prazo determinado.
Sim, está correto, pois o contrato de experiência é uma exceção e, portanto, deve ser escrito 
ou devidamente anotado na CTPS do trabalhador. Nesse ponto, não se admite contrato de 
experiência verbal.
Certo.
052. 052. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é vedada ao 
contratante a utilização dos trabalhadores da empresa de prestação de serviços que 
exerçam atividades idênticas às de outros trabalhadores diretamente contratados por ela.
Não há nenhum impeditivo legal para tais fins; inclusive, permite-se, com a nova lei de 
terceirização, que haja labor tanto na atividade-meio quanto na atividade-fim. Nesse 
sentido, destaca-se a legislação:
Art. 5º-A Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação 
de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal. (Redação 
dada pela Lei n. 13.467, de 2017).
Errado.
053. 053. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA/2018) Marcela, supervisora do setor de embalagens da Empresa 
de Lâmpadas CTMR Ltda. foi injustamente dispensada, sendo contratada uma empresa de 
serviços terceirizados. Marcela foi contratada imediatamente como empregada da empresa 
terceirizada. Neste caso, é correto afirmar que Marcela
a) não poderá prestar serviços para sua antiga empregadora na qualidade de empregada 
da empresa prestadora de serviços terceirizados, podendo, entretanto, prestar serviços 
para outras tomadoras de serviços da terceirizada.
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b) não poderá prestar serviços para sua antiga empregadora na qualidade de empregada da 
empresa prestadora de serviços terceirizados, em hipótese alguma, sob pena de configuração 
de fraude às leis trabalhistas.
c) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, na qualidade de empregada da 
empresa prestadorade serviços terceirizados, desde que cumpra o prazo de carência de 
doze meses, contados a partir de sua demissão.
d) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, na qualidade de empregada da 
empresa prestadora de serviços terceirizados, desde que cumpra o prazo de carência de 
dezoito meses, contados a partir de sua demissão.
e) poderá prestar serviços para a Empresa de Lâmpadas, mas não na qualidade de empregada 
da empresa prestadora de serviços terceirizados, e, sim, através de pessoa jurídica própria, 
abrindo uma empresa.
A resposta reside na lei de terceirização, atualizada em 2017, especialmente no artigo 5º-D. O 
empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa na qualidade 
de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de dezoito meses, 
contados a partir da demissão do empregado. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
Letra d.
054. 054. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2008) Joana possui 18 anos de idade. Catarina tem 21 anos 
de idade. Débora possui 13 anos de idade. João tem 23 anos de idade. Jean possui 30 anos 
de idade e é portador de deficiência. Nesses casos, estão compreendidos entre a idade 
mínima e a idade máxima prevista na legislação para celebrarem contrato de aprendizagem
a) Joana, Catarina, Débora, João e Jean.
b) Joana, Catarina, João e Jean, apenas.
c) Joana e Catarina, apenas.
d) Débora e Joana, apenas.
e) Joana, Catarina e Jean, apenas.
Define-se o contrato de aprendizagem como um contrato especial de trabalho, ajustado por 
escrito e por prazo determinado, não superior a 2 anos, em que o empregador se compromete 
a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos, inscrito em programa de aprendizagem, 
formação técnico-profissional metódica, compatível com seu desenvolvimento físico, moral 
e psicológico, e o aprendiz a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa 
formação. Essa idade pode ser superior a 24 anos no caso de pessoa com deficiência. Na 
questão, todos podem, salvo Débora, que só tem 13 anos. Ela precisaria ter 14 anos.
Letra b.
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055. 055. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é vedada a 
contratação de trabalhadores por meio de empresa de prestação de serviços determinados 
para exercício das atividades-fim da contratante.
Não há nenhum impeditivo legal para tais fins; inclusive, permite-se, com a nova lei de 
terceirização, que haja labor tanto na atividade-meio quanto na atividade-fim. Nesse 
sentido, destaca-se a legislação:
Art. 5º-A Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação 
de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal. (Redação 
dada pela Lei n. 13.467, de 2017).
Errado.
056. 056. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) é responsabilidade da 
empresa de prestação de serviços garantir as condições de segurança, higiene e salubridade 
dos trabalhadores quando o trabalho for realizado nas dependências da contratante.
A responsabilidade para tais fins é da contratante, ou seja, da tomadora do serviço, nos 
termos da legislação que assinala de forma expressa. Destaque-se: artigo 9º, § 1º. É 
responsabilidade da empresa contratante garantir as condições de segurança, higiene e 
salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou 
em local por ela designado.
Errado.
057. 057. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Considera-se por prazo indeterminado todo contrato 
que suceder, dentro de 6 meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a 
expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de 
certos acontecimentos.
A assertiva está em conformidade com a CLT:
Art. 452 – Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste depender da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
Certo.
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058. 058. (FCC/TRT-24ª/ANALISTA/2006) Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade 
cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes 
e os tomadores de serviços daquela.
A assertiva está em conformidade com a CLT:
Art. 442, parágrafo único. Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, 
não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores 
de serviços daquela.
Certo.
059. 059. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) os contratos por prazo determinado terão 
prazo mínimo de 30 dias e máximo de um ano, exceto o contrato de trabalho intermitente, 
cujo prazo máximo será de 3 anos.
Contrato por prazo determinado, com prazo mínimo de 30 dias e máximo de até dois anos, 
sendo que o contrato de trabalho intermitente é uma modalidade de contrato por prazo 
indeterminado, sem sujeição a prazo.
Errado.
060. 060. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) O contratante deverá 
estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços o mesmo atendimento médico, 
ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências 
da contratante, ou local por ela designado.
É uma faculdade do empregador, conforme se observa no teor da Lei do Trabalho Temporário, 
alterada pela Lei 13.467/2017, qual seja:
Art. 5º-A, § 4º. A contratante poderá estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços 
o mesmo atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, 
existente nas dependências da contratante ou em local por ela designado.
Errado.
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061. 061. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DF/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) a empresa 
contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao 
período em que ocorrer a prestação de serviços.
A assertiva está em conformidade com a Lei de Trabalho Temporário, destacando-se o 
artigo 10, § 7º. A contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas 
referentes ao período em que ocorrer o trabalho temporário, e o recolhimento das 
contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei n. 8.212, de 24 de 
julho de 1991 (incluído pela Lei n. 13.429, de 2017).
Certo.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011.
BRASIL. Código Civil Brasileiro. Brasília: Senado, 2002.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (1943). Consolidação das Leis do Trabalho. 
Brasília: Senado, 1943.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado, 1988.
BRASIL. Lei Complementar n. 150 de 01 de junho de 2015. Regulamenta o Trabalho 
Doméstico.
BRASIL. Lei n. 6.001 de 19 de dezembro de 1973. Estatuto do Índio.
BRASIL. Lei n. 5.889 de 8 de junho de 1973. Lei do Trabalhador Rural.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Brasília: acesso em outubro/2020. Site oficial: www.stf.
jus.br
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em outubro/2020. Site oficial: www.
tst.jus.br
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11. ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19. ed. São Paulo: Editora LTr, 
2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: 
Com os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTr, 2017.
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ANEXOANEXO
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 12 do TST
CARTEIRA PROFISSIONAL (mantida). As anotações apostas pelo empregador na carteira 
profissional do empregado não geram presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum.
Súmula n. 125 do TST
CONTRATO DE TRABALHO. ART. 479 DA CLT. O art. 479 da CLT aplica-se ao trabalhador 
optante pelo FGTS admitido mediante contrato por prazo determinado, nos termos do art. 
30, § 3º, do Decreto n. 59.820, de 20/12/1966.
Súmula n. 261 do TST
FÉRIAS PROPORCIONAIS. PEDIDO DE DEMISSÃO. CONTRATO VIGENTE HÁ MENOS DE UM 
ANO (nova redação) – O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de 
serviço tem direito a férias proporcionais.
Sumula n. 328
FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. O pagamento das férias, integrais ou proporcionais, 
gozadas ou não, na vigência da CF/1988, sujeita-se ao acréscimo do terço previsto no 
respectivo art. 7º, XVII.
Súmula n. 244 do TST
GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA
I – O desconhecimento do estado gravídico por parte do empregador não afasta o 
direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta ocorrer durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos 
correspondentes a esse período.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese 
de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Gestante com contrato temporário não tem direito à garantia provisória de emprego. 
A decisão segue o entendimento recente do Pleno do TST.
03/07/20 – Uma consultora de vendas que prestou serviços para a Tim Celular S.A. em 
Cuiabá (MT) e soube de sua gravidez após o fim do contrato temporário não tem direito à 
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garantia provisória de emprego. A decisão da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho 
segue entendimento recente do Pleno do TST, que considerou inaplicável a estabilidade da 
gestante no caso de contratação temporária.
GraVIDeZ
A consultora foi contratada pela Spot Representações e Serviços Ltda., de Brasília (DF), 
para prestar serviços à TIM até 12/02/2016. O laudo de ultrassonografia obstétrica, de 
06/05/2016, comprovou que ela estava grávida de 13 semanas na data da dispensa. Em sua 
defesa, a Spot alegou que a estabilidade provisória prevista no artigo 10, inciso II, alínea 
“b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) seria incompatível com a 
contratação temporária.
CoMPaTIbIlIDaDe
Condenada ao pagamento de indenização no primeiro grau, a Spot recorreu ao Tribunal 
Regional do Trabalho da 23ª Região (MT), que manteve a sentença por entender que não há 
incompatibilidade entre a garantia constitucional à estabilidade provisória gestacional e a 
modalidade contratual. Segundo o TRT, a empregada que se descobrir gestante durante o 
contrato por prazo determinado, “a exemplo do temporário”, tem garantido o seu direito 
ao emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. “Eventual 
dispensa implementada durante esse interregno é ilegal e, portanto, anulável”, registrou.
eFeITo VINCUlaNTe
A relatora do recurso de revista da Spot, ministra Kátia Arruda, destacou que, em 
novembro de 2019, o Pleno do TST, ao julgar o Incidente de Assunção de Competência 
(IAC-5639-31.2013.5.12.0051), considerou inaplicável a garantia de estabilidade provisória 
à empregada gestante contratada sob o regime de trabalho temporário previsto na Lei 
6.019/1974.
Por ter efeito vinculante, o entendimento do Pleno foi adotado pela Turma.
A decisão foi unânime.
(LT/RR)
Processo: RR-722-05.2016.5.23.0003
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE I – A contratação de trabalhadores 
por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos 
serviços, salvo no caso de trabalho temporário. II – A contratação irregular de trabalhador, 
mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração 
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Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF). III – Não forma vínculo de emprego 
com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de 
conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do 
tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. IV – O inadimplemento 
das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária 
do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que tenha participado da 
relação processual e conste também do título executivo judicial. V – Os entes integrantes da 
Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições 
do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 
n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações 
contratuais e legais da prestadora de serviços como empregadora. A aludida responsabilidade 
não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa 
regularmente contratada. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange 
todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.
OJ 199 da SDI-1 do TST: 199. JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. 
OBJETOque seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe 
vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços 
daquela.
É importante trazer à baila uma situação de 2008 que é considerável para fins de 
concurso, por ser muito cobrada. Veja:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
001. 001. (KLC/PREFEITURA DE ICARAIMA-PR/PROCURADOR JURÍDICO/2015) O contrato individual 
de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e 
por prazo determinado ou indeterminado.
A assertiva está correta, nos termos do artigo 442. O contrato individual de trabalho é o 
acordo tácito ou expresso correspondente à relação de emprego. Nesse ponto, entende-se 
ainda por contrato aquele que pode ser por prazo determinado ou indeterminado.
Certo.
Isso significa também que, para uma relação de emprego ser considerada, é dispensável 
a anotação na CTPS do trabalhador. Ele pode trabalhar de forma clandestina, sendo uma 
infração do empregador não assinar o contrato de trabalho.
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Registre-se a inovação legislativa, em 2019, sobre o prazo do empregador para realizar a 
anotação do contrato de trabalho na CLT, disposto expressamente no artigo 29 da referida 
legislação:
O empregador terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para anotar na CTPS, em relação aos trabalhadores 
que admitir, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, facultada 
a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas 
pelo Ministério da Economia.
Além disso, se Luísa é empregada doméstica, mas o empregador se recusa a assinar 
sua CTPS ou ela própria não quis receber, isso “não faz sumir” a relação de emprego entre 
as partes.
Pode ocorrer de o empregador anotar o contrato de trabalho, mas com a função 
errada ou um salário menor. Por isso, essa anotação na CTPS é relativa, pois permite que o 
trabalhador discuta judicialmente as anotações feitas pelo empregador na CTPS.
Nesse ponto, o que consta na CTPS também não tem validade absoluta. Sobre isso, o 
TST tratou do tema na súmula 12:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 12 do TST
CARTEIRA PROFISSIONAL As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional 
do empregado não geram presunção juris et de jure”, mas apenas juris tantum”.
Esse contrato de trabalho é de direito privado. Essa é a doutrina majoritária no Brasil, na 
medida em que trata de relações privadas entre as partes. Contudo, na CLT, temos regras 
imperativas, ou seja, de ordem pública.
Podemos estabelecer algumas características do contrato de trabalho, trazendo da 
doutrina de Godinho (2019, p. 630-632):
a) sinalagmático: quando se firma um contrato de trabalho, são firmados direitos e 
obrigações recíprocas entre as partes. Por exemplo, enquanto o empregador se obriga a 
pagar salários e a tornar o ambiente digno e salubre, o empregado se compromete a realizar 
o serviço com presteza e pontualidade. São direitos e obrigações de ambos os lados;
b) consensual: há um viés de informalidade, bastando o interesse tácito entre as partes 
para estabelecerem uma relação de emprego. Nesse ponto, o contrato é tácito. Ocorre que, 
quando os contratos forem por prazo determinado, exige-se solenidade, pois são situações 
de exceção, em nome do princípio da continuidade da relação de emprego;
c) trato sucessivo: o salário tem natureza alimentar. Sendo assim, entende-se que o 
contrato de trabalho vai prosseguir por tempos, como uma espécie de débito permanente. 
Em regra, o contrato de trabalho é indeterminado, diante de sua continuidade;
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d) atividade: a atividade contratada é a prestação principal. Nesse sentido, GODINHO 
(2019; 631) enfatiza que:
Trata-se de característica associada à anterior, denotando a qualidade de ser o contrato de 
emprego um pacto que tem como uma de suas obrigações centrais a prestação de fazer, que se 
cumpre continuamente no tempo. Do ponto de vista do empregado, a atividade contratada é 
a prestação principal (facienda necessitas); do ponto de vista do empregador, é a própria causa 
de formação do contrato.
e) oneroso: existe a contraprestação financeira diante do serviço executado pelo 
empregado;
f) alteridade: a empresa é responsável pelo ônus do seu empreendimento, pelos riscos 
da atividade econômica, não podendo repassar tais prejuízos, direta ou indiretamente, ao 
trabalhador;
g) complexidade: acompanhado de outros contratos, que são os acessórios. Não é só o 
contrato de trabalho, mas existem relações paralelas e interligadas.
Nessa perspectiva, vou trabalhar com você as espécies de contrato de trabalho mais 
cobradas em provas. Antes, deixo um artigo da CLT com grande incidência nas provas 
de concurso:
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade.
Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação 
de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.
O TST, em 2025, editou diversas teses importantes sobre a natureza jurídica da relação 
de emprego, das quais devemos ter conhecimento para as provas:
JURISPRUDÊNCIA
1) IRR 23 – A Lei n. 13.467/2017 possui aplicação imediata aos contratos de trabalho 
em curso, passando a regular os direitos decorrentes de lei cujos fatos geradores 
tenham se efetivado a partir de sua vigência: 2) IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. 
ANOTAÇÕES. MATÉRIA PACIFICADA NA SÚMULA N. 12. As anotações apostas pelo 
empregador na carteira profissional do empregado não valem como prova absoluta, 
mas apenas relativa; 3) IRR 270 – POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO 
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EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, 
é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa 
privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista 
no Estatuto do Policial Militar.
Um aspecto importante é o SALÃO PARCEIRO e o contrato de parceria, conforme a 
ADI 5625, declarando-se a CONSTITUCIONALIDADE DA LEI 13.572/2016 – LEI DO SALÃO 
PARCEIRO. O STF decidiu que o contrato de parceria entre salões e profissionais de 
beleza é constitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a contratação 
de profissionais de beleza sob a forma de parceria, prevista na Lei do Salão Parceiro (Lei 
13.352/2016), não ofende a proteção constitucional daILÍCITO. É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade 
inerente à prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito 
de validade para a formação do ato jurídico.
JUSTIÇa Do Trabalho reCoNheCe VÍNCUlo De PolICIal MIlITar QUe FaZIa 
SeGUraNÇa Para IGreJa
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não acolheu recurso da Igreja Universal 
do Reino de Deus e manteve a condenação que a obrigou a reconhecer o vínculo de emprego 
de um policial militar que prestava serviço como segurança para a instituição em Belo 
Horizonte (MG). De acordo com o ministro Augusto César de Carvalho, relator do processo 
na Turma, a condenação está de acordo com a Súmula 386 do TST, que reconhece a relação 
de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual 
cabimento de penalidade disciplinar imposta pela corporação devido ao acúmulo de funções.
O policial começou a trabalhar na Igreja Universal em outubro de 2003, sem a assinatura 
da carteira de trabalho, e foi demitido em fevereiro de 2008.
Durante esse período, sua escala de serviço era compatível com a da Polícia Militar. O 
juízo da 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) reconheceu o vínculo e determinou o 
registro na CTPS, além do pagamento de horas extras e verbas rescisórias.
A Universal recorreu da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), 
alegando que, sendo o reclamante um policial militar, o vínculo seria nulo, pois a prestação 
de serviço privada seria “expressamente vetada” pelo regulamento interno da Polícia Militar. 
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O caso, de acordo com a Igreja, seria similar ao da contratação sem concurso pelo serviço 
público ou à acumulação remunerada de cargos públicos.
No entanto, o TRT manteve a condenação, considerando a sentença “clara e objetiva 
quanto à presença dos pressupostos da relação de emprego”, estando o recurso da Igreja 
“em confronto com a Súmula 386”.
TST
A Universal interpôs agravo de instrumento ao TST com o objetivo de liberar seu recurso 
de revista, trancado pelo Regional, para análise pela Corte. A Sexta Turma, porém, não deu 
provimento ao agravo com base nas Súmulas 386, que reconhecem o vínculo privado com 
policiais militares, e 126, que não permitem o reexame de fatos e provas nessa fase do 
processo. (Augusto Fontenele/CF)
Processo: AIRR-35840-57.2008.5.03.0010
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 386 do TST
POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA 
PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de 
relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.
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	Sumário
	Apresentação
	Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado
	1. Contratos Expressos, Tácitos e Plurais
	2. Contrato por Tempo Indeterminado
	3. Contrato por Prazo Determinado
	4. Contrato Temporário
	5. Contrato de Trabalho Intermitente
	6. Contrato de Experiência
	7. Contrato de Safra
	8. Contrato de Aprendizagem
	Resumo
	Mapa Mental
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexorelação de emprego. Por decisão 
majoritária, o Plenário julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5625. 
De acordo com o entendimento prevalecente no julgamento, a celebração de contrato de 
parceria entre salões de beleza e cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, 
depiladores e maquiadores é constitucional, desde que não seja utilizada como forma de 
fraudar a relação de emprego. A tese proposta pelo relator e aprovada pela maioria do 
Plenário foi a seguinte:
JURISPRUDÊNCIA
“É constitucional a celebração de contrato civil de parceria entre salões de beleza e 
profissionais do setor, nos termos da Lei 13.352/2016. É nulo o contrato civil de parceria 
referido quando utilizado para dissimular relação de emprego de fato existente, a ser 
reconhecida sempre que se fizer presente seus elementos caracterizadores”.
O STF decide que o contrato de parceria entre salões e profissionais de beleza é constitucional. 
É constitucional a celebração de contrato civil de parceria entre salões de beleza e profissionais 
do setor, nos termos da Lei 13.352/2016. É nulo o contrato civil de parceria referido quando 
utilizado para dissimular relação de emprego de fato existente, a ser reconhecida sempre 
que se fizerem presentes seus elementos caracterizadores.
2 . CoNTraTo Por TeMPo INDeTerMINaDo2 . CoNTraTo Por TeMPo INDeTerMINaDo
Aqui é importante destacar que, pelo princípio da continuidade da relação de emprego, 
esse modelo de contratação é a regra. Na irregularidade dos contratos solenes que deveriam 
ser temporários, uma das principais consequências é considerá-los como contrato por 
tempo indeterminado.
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Os destaques desse tipo de contrato, na melhor doutrina de Godinho (2020, p. 663), 
são em três vieses: a) interrupção e suspensão do contrato de trabalho; b) estabilidade e 
garantias de emprego; c) efeitos rescisórios.
No que se refere aos efeitos das rescisões contratuais (o que mais desperta interesse nas 
bancas), organizei um mapa mental para que você possa entender o que o trabalhador recebe 
na rescisão quando se trata da ruptura do contrato de trabalho por prazo indeterminado.
Veja que a dispensa sem justa causa tem os mesmos efeitos que a rescisão indireta. 
Esta última trata justamente de quando existe uma falta grave do empregador que faz 
com que a situação laboral se torne insustentável, gerando o fim do contrato de trabalho 
entre as partes.
A extinção do estabelecimento gera, atualmente, discussões quanto às teorias de força 
maior e fato do príncipe. Mas isso será matéria para um livro nosso específico.
Por derradeiro, vamos destacar aqui a novidade da Reforma Trabalhista, que é a 
possibilidade de extinção do contrato de trabalho por mútuo acordo entre as partes. 
Acredito que seja “o queridinho” das provas. Então, veja o artigo 484-A da CLT a seguir:
Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, 
caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas:
I – por metade:
a) o aviso prévio, se indenizado; e
b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do 
art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990;
II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas.
VERBAS 
RESCISÓRIAS
Dispensa sem 
justa causa 
ou rescisão 
indireta
Extinção por 
mútuo acordo
Pedido de 
demissão
Extinção do 
estabelecimento
Dispensa por 
justa causa
FGTS com multa dos 40%, pode rece-
ber seguro-desemprego se preencher 
os requisitos legais, aviso prévio, 
férias com 1/3 e 13º salário propor-
cionais, férias vencidas com 1/3 e 13º 
salário vencido, além de todas as par-
celas previstas em negociação cole-
tiva, saldo de salários etc.
Novidade da Reforma Trabalhista no 
artigo 484-A da CLT.
O trabalhador pode movimentar até 
80% de sua conta vinculada do FGTS, 
não receberá seguro-desemprego e 
receberá pela metade (50%) do valor do 
aviso prévio e multa de FGTS de apenas 
20%, e as demais verbas receberá na 
integralidade.
FGTS com multa dos 40%, pode receber 
seguro-desemprego se preencher os 
requisitos legais, aviso prévio, férias com 
1/3 e 13º salário proporcionais, férias 
vencidas com 1/3 e 13º salário vencido, 
além de todas as parcelas previstas em 
negociação coletiva, saldo de salários etc.
Na pandemia vai surgir a discussão quanto 
à força maior e fato do príncipe, que 
veremos depois.
Recebe apenas o 13º salário e as férias 
proporcionais mais 1/3, não receberá o 
levantamento do FGTS nem tem direito à 
multa dos 40%. Não tem direito ao aviso 
prévio também.
Só tem direito ao saldo de salários, 
bem com férias mais 1/3 e 13º salários 
vencidos. O TST decidiu, em 2020, que 
não existe direito ao recebimento de 
verbas proporcionais.
Veja esse outro mapa mental que deixa mais claro na hora da prova:
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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CONTRATO DE 
TRABALHO 
POR TEMPO 
INDETERMINADO
Interrupção: quando ocorre até 15 dias de afastamento 
previdenciário e mantém todos os direitos do 
trabalhador, inclusive, recolhimentos do FGTS.
Suspensão: a partir do 16º dia do afastamento 
previdenciário e não mantém todos os direitos do 
trabalhador. Acontece a suspensão também no período 
de greve. 
GREVE SUSPENDE CONTRATO DE TRABALHO.
Estabilidade da mulher grávida, dirigente sindical, 
membro da CIPA, diretor de cooperativa obreira.
Indenização pelo período da estabilidade.
Direito à reintegração.
Quando é sem justa causa dá direito ao aviso prévio, FGTS com 
multa dos 40%, férias proporcionais, 13º salário proporcional.
Se for sem justa causa e preencher os requisitos legais, terá 
direito ao seguro-desemprego.
Se a dispensa for a pedido (pedido de demissão) ou por justa 
causa mudam as verbas.
Rescisão indireta tem os efeitos da dispensa sem justa causa.
Verbas 
rescisórias
Garantias provisórias 
no emprego
Interrupção e suspensão 
do contrato de trabalho
3 . CoNTraTo Por PraZo DeTerMINaDo3 . CoNTraTo Por PraZo DeTerMINaDo
São contratos de trabalho excetuais à regra de indeterminabilidade do contrato de 
trabalho, razão pela qual os requisitos formais são relevantes. Trata-se de contrato com 
prazo pré-fixado.
Os valores e verbas na rescisão do contrato são diferentes dos do contrato de trabalho 
por prazo indeterminado. O contrato por prazo determinado ou a termo dá a ideia de que 
existe um dia para começar ou extinguir-se a eficácia de um negócio jurídico.
Questiona-se: as regras de interrupção e suspensão do contrato de trabalho são aplicadas?
Existem exceções relevantes que admitem a suspensão do contrato de trabalho, alterando, 
portanto, a data do seu término entre as partes. É o caso dos acidentes de trabalho e a 
garantia de trabalho à gestante, tendo como proteção central o nascituro. No final do livro, 
apresento recente decisão do TST, de 2020, acerca desse assunto para você aprofundar11.
Há diferença entre contrato de trabalho por prazo determinado – os previstos na CLT 
que estamos estudando agora – e os contratos de trabalho temporário, assunto do próximo 
capítulo. Isso significa que, nos casos de contrato por prazo determinado, nos moldesda 
CLT, verifica-se que ainda existe, pelo TST, o direito à garantia da gestante e ao nascituro.
Com isso, aplica-se aqui a Súmula 244 do TST, ainda que haja a decisão de 2020 do TST. 
Logo, no contrato por prazo determinado, é considerado:
1 A decisão da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho segue entendimento recente do Pleno do TST, que considerou 
inaplicável a estabilidade da gestante no caso de contratação temporária.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 244 do TST
GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais 
direitos correspondentes ao período de estabilidade.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Os contratos por prazo determinado não podem exceder a 2 anos, sendo que o contrato de 
experiência não pode ultrapassar 90 dias. Se houver desrespeito a esses prazos, entende-
se que se trata de contrato de trabalho por prazo indeterminado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a gestante contratada pela administração 
pública por prazo determinado ou em cargo em comissão tem direito à licença-maternidade 
e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem como razão as necessidades da 
mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância dos cuidados com a criança, 
especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade provisória 
tem como objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições 
materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, a trabalhadora gestante. 
GUARDE NO SEU CORAÇÃO: nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao 
gozo de licença-maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime 
jurídico aplicado, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão ou 
seja contratada por tempo determinado. Não deve ser admitida nenhuma diferenciação 
artificial entre trabalhadoras da esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em 
questão. Pensar de modo diverso, a seu ver, seria admitir que a servidora contratada a título 
precário jamais contaria com a tranquilidade e segurança para exercer a maternidade e 
estaria à mercê do desejo unilateral do patrão.
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Também é importante guardar algumas decisões importantes do TST de 2025 em formato 
vinculante:
JURISPRUDÊNCIA
1) IRR 125 do TST: Para fins de garantia provisória de emprego prevista no artigo 
118 da Lei n. 8.213/1991, não é necessário o afastamento por período superior a 15 
(quinze) dias ou a percepção de auxílio-doença acidentário, desde que reconhecido, 
após a cessação do contrato de trabalho, o nexo causal ou concausal entre a doença 
ocupacional e as atividades desempenhadas no curso da relação de emprego; 2) IRR 
279: O ajuizamento de ação trabalhista após decorrido o período de garantia de 
emprego não configura abuso do exercício do direito de ação, pois este está submetido 
apenas ao prazo prescricional inscrito no art. 7º, XXIX, da Constituição da República de 
1988, sendo devida a indenização desde a dispensa até a data do término do período 
estabilitário; 3) IRR 119: A dúvida razoável e objetiva sobre a data de início da gravidez 
e sua contemporaneidade ao contrato de trabalho não afasta a garantia de emprego 
à gestante; 4) IRR 163: A garantia de emprego da gestante, prevista no art. 10, II, “b”, 
do ADCT/CF, é cabível no contrato de experiência, modalidade de contrato por prazo 
determinado; 5) IRR 55: A validade do pedido de demissão da empregada gestante, 
detentora da garantia provisória de emprego prevista no artigo 10, inciso II, alínea 
“b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), está condicionada à 
assistência do sindicato profissional ou da autoridade local competente, nos termos 
do artigo 500 da CLT; 6) IRR 134: A recusa da empregada gestante em retornar ao 
trabalho, mesmo diante de oferta de emprego pelo empregador, não configura renúncia 
à garantia prevista no art. 10, II, “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
(ADCT), subsistindo o direito à indenização substitutiva em relação ao período de 
estabilidade gestacional.
Destaquem-se na CLT os seguintes dispositivos relevantes para as provas:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de 
trabalho intermitente.
§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada.
§ 2º O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando:
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a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;
b) de atividades empresariais de caráter transitório;
c) de contrato de experiência.
§ 3º Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com 
subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e 
de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade 
do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria.
Art. 444. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes 
interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos 
contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.
Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput deste artigo aplica-se às hipóteses 
previstas no art. 611-A desta Consolidação, com a mesma eficácia legal e preponderância sobre 
os instrumentos coletivos, no caso de empregado portador de diploma de nível superior e que 
percebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime 
Geral de Previdência Social.
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 
2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
Parágrafoúnico. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
A regra é um prazo de 2 anos, sendo que, no caso de contrato de experiência, 90 dias. 
Lembre-se de que 2 anos não são 24 meses e 90 dias não são três meses. Fique atento a 
essa informação para as provas objetivas.
As prorrogações dos contratos de trabalho por prazo determinado devem contemplar o 
máximo, ou seja, 2 anos ou 90 dias. Portanto, a prorrogação não pode extrapolar esses prazos.
Nos termos do artigo 451 da CLT, a prorrogação pode ser expressa ou tácita. Contudo, 
a hipótese de ocorrência, ou seja, a possibilidade de que o empregador tenha interesse 
em prorrogar o contrato de trabalho deve estar expressamente prevista no contrato de 
trabalho originário.
A prorrogação só pode ocorrer uma vez durante o prazo máximo permitido pela lei do 
contrato a termo!
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Destacam-se os artigos abaixo da CLT, muito cobrados em provas:
Art. 450. Ao empregado chamado a ocupar, em comissão, interinamente, ou em substituição 
eventual ou temporária, cargo diverso do que exercer na empresa, serão garantidas a contagem 
do tempo naquele serviço, bem como volta ao cargo anterior.
Art. 451. O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for 
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) 
meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução 
de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos.
A sucessividade do contrato de trabalho prevista no artigo 452 da CLT deve ser analisada 
com cautela. Tratei com você acima sobre a questão da prorrogação. Agora, vou abordar a 
sucessividade do contrato de trabalho.
A sucessividade do contrato de trabalho visa evitar fraudes. Assim, um contrato por 
prazo determinado com uma empresa só pode ocorrer novamente com aquele mesmo 
trabalhador após seis meses.
Sendo o caso de sucessão, deve-se efetivamente observar esse lapso de 6 meses. Repito: 
não é o mesmo que 180 dias. Com base nisso, se esse prazo não for obedecido entre um 
contrato e outro, entende-se que se trata de contrato por prazo indeterminado.
Explicando melhor: se o contrato é por prazo determinado, entende-se que já se sabe 
o dia em que encerrará.
Logo, o instituto do aviso prévio não teria sentido. Porém, quando se trata de um contrato 
por prazo determinado, existem cláusulas assecuratórias de direitos recíprocos, que podem 
estabelecer as condições, direitos e benefícios do contrato por prazo indeterminado e, 
nesse caso, haverá a possibilidade do aviso prévio.
Geralmente, é o empregador quem decide se o contrato por prazo determinado conterá 
essas cláusulas ou não.
Nesse caso, o aviso prévio passa a fazer parte do contrato, tanto em relação ao obreiro 
quanto ao patrão. Enfatizo: essas cláusulas devem estar expressas, sob pena de não serem 
consideradas.
002. 002. (TRT-9ª/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2007) O contrato por prazo 
determinado que for prorrogado mais de uma vez, tácita ou expressamente, passará a 
vigorar por tempo indeterminado.
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Está correto, pois admite-se uma prorrogação que deve ocorrer dentro do período de dois 
anos. Dessa forma, só haverá prorrogação em contrato indeterminado se ultrapassar os 
dois anos, com ou sem prorrogação, que pode ser expressa ou tácita. Nesse caso, o contrato 
de trabalho passará a ser considerado por tempo indeterminado.
Certo.
Para a prova objetiva, você deve saber que os dispositivos da CLT se referem, sobretudo, 
ao lapso temporal para fins de segunda contratação do mesmo trabalhador na modalidade 
de contrato por prazo determinado, no intervalo de seis meses.
Vejamos as hipóteses do contrato por prazo determinado nesse mapa mental abaixo:
CONTRATO 
POR TEMPO 
DETERMINADO
Profissionais 
altamente 
qualificados como 
atletas, artistas 
etc.
Hipóteses em legislação 
extravagante.
Contrato de 
aprendizagem.
Substituição de férias ou 
licença previdenciária 
de um funcionário.
Atendimento a acréscimo 
extraordinário de serviços 
na empresa.
Obra específica.
Serviços cuja natureza ou 
transitoriedade justifique a 
predeterminação do prazo 
do contrato.
Até 90 dias.
Uma prorrogação nesse 
período máximo de 90 dias.
Contrato de 
experiência.
Atividade empresariais 
de caráter transitório.
Nesse ponto, destacam-se os efeitos rescisórios do pagamento quando do encerramento 
do contrato de emprego. Mas antes, é preciso explicar o que são CLÁUSULAS ASSECURATÓRIAS 
DE DIREITO RECÍPROCO.
Quando ocorrem essas cláusulas no contrato de trabalho, significam que, apesar de ser 
um contrato de trabalho por prazo determinado, haverá aplicação das normas benéficas 
do contrato de trabalho por prazo indeterminado. É o caso, por exemplo, da possibilidade 
de exigência do aviso prévio.
Nesse sentido, é o artigo 481 da CLT:
Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco 
de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por 
qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
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O contrato de trabalho por prazo determinado possui regras diferentes das do contrato de 
trabalho por prazo indeterminado. Nesse ponto, alguns contratos de trabalho determinados 
(mas não todos) trazem a previsão de aplicar algumas normas do contrato indeterminado, 
como, por exemplo, o aviso prévio. Nesse caso, quando ocorre, diz-se que existem CLÁUSULAS 
ASSECURATÓRIAS DE DIREITO RECÍPROCO. Se isso não estiver expresso no contrato de prazo 
determinado, aplicam-se as regras já estudadas na modalidade contratual.
No caso do contrato de trabalho por prazo determinado, pode ocorrer:
a) A extinção normal do contrato ocorre quando há o cumprimento do seu prazo, 
em conformidade com os limites legais. Nesse caso, o trabalhador receberá 13º salário 
proporcional, recolhimentos do FGTS e férias acrescidas de um terço. O FGTS pode ser 
liberado, mas sem a multa de 40%. Quando o fim do contrato de trabalho não ocorre pelo 
término do prazo, considera-se a extinção anormal do contrato de trabalho;
extinção anormal do contrato de trabalho, em face de pedido de demissão do trabalhador: 
nesse caso, o trabalhador receberá 13º salário proporcional, recolhimentos do FGTS e férias 
acrescidas de um terço. O FGTS não será liberado e o trabalhador não terá direito à multa 
de 40% do FGTS;
c) extinção anormal do contrato de trabalho, por demissão antecipada do contrato: 
nesse caso, o trabalhador receberá 13º salário proporcional,recolhimentos do FGTS e férias 
acrescidas de um terço. O FGTS será liberado, com a multa de 40%, e aqui se aplica, ainda, 
a multa prevista no artigo 479 da CLT, que dispõe:
Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o 
empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a 
que teria direito até o termo do contrato.
Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou 
incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente 
à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.
d) extinção anormal do contrato de trabalho por acordo entre empregado e empregador 
– as partes: aqui se aplica o que já foi visto no contrato de trabalho por prazo indeterminado, 
principalmente, ao artigo 484-A da CLT, sendo devidos pela metade do aviso prévio e a multa 
do FGTS (que passa a ser de 20%). Não há direito aqui ao recebimento do seguro-desemprego;
e) extinção anormal do contrato de trabalho a pedido do trabalhador ou dispensa pela 
empresa quando existem no contrato cláusulas assecuratórias de direito recíproco. Nesse 
ponto, há a peculiaridade de aplicação das normas que norteiam o contrato de trabalho por 
prazo indeterminado, com a possibilidade de dispensa pelo empregador do recebimento 
pelo empregado das seguintes verbas: aviso prévio, inclusive com projeção no contrato; 13º 
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salário proporcional; férias proporcionais com 1/3; FGTS com multa de 40%. Quando se trata 
de pedido de demissão, aplicam-se as mesmas regras do contrato por prazo indeterminado, 
nos termos do artigo 481 da CLT.
Destaca-se a importância das Súmulas 125, 261 e 328 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 125 do TST
CONTRATO DE TRABALHO. ART. 479 da CLT. O art. 479 da CLT aplica-se ao trabalhador 
optante pelo FGTS admitido mediante contrato por prazo determinado, nos termos 
do art. 30, § 3º, do Decreto n. 59.820, de 20.12.1966.
Súmula n. 261 do TST
FÉRIAS PROPORCIONAIS. PEDIDO DE DEMISSÃO. CONTRATO VIGENTE HÁ MENOS 
DE UM ANO (nova redação) – O empregado que se demite antes de complementar 12 
(doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais.
Súmula n. 328
FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL. O pagamento das férias, integrais ou proporcionais, 
gozadas ou não, na vigência da CF/1988, sujeita-se ao acréscimo do terço previsto no 
respectivo art. 7º, XVII.
VERBAS 
RESCISÓRIAS 
DO CONTRATO 
POR PRAZO 
DETERMINADO
Contratos que têm cláusulas 
assecuratórias de direito recíproco: 
aplicam-se as regras do contrato por 
prazo indeterminado.
Contrato que se encerra por acordo 
mútuo: aplicação da regra do artigo 
484-A da CLT.
Contrato que se encerra pelo decurso do 
prazo: pagamento dos saldos de salários, 
férias com 1/3 proporcionais, 13º salário 
proporcional, recolhimento do FGTS sem 
multa e com liberação ao trabalhador do 
FGTS que foi depositado.
Contrato que se encerra antes do prazo 
pelo empregado: tem direito a pagamento 
dos saldos de salários, férias com 1/3 
proporcionais, 13º salário proporcional, 
recolhimento do FGTS sem multa e sem 
liberação ao trabalhador.
Contrato que se encerra antes do 
prazo pelo empregador: pagamento 
de todas as verbas, além da multa do 
artigo 479 da CLT além da multa dos 
40% do FGTS.
4 . CoNTraTo TeMPorÁrIo4 . CoNTraTo TeMPorÁrIo
Aqui temos a previsão da Lei n. 6.019/74 e suas alterações posteriores.
Difere, portanto, do contrato por prazo determinado, pois, neste caso, como já visto, 
há a previsão e o enquadramento na CLT. Em linha diferente, o contrato de trabalho 
temporário é regido por lei específica, atualizada desde 2017, cujos aspectos mais relevantes 
abordarei a seguir.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de 
trabalho temporário, que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços para 
atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda 
complementar de serviços.
As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação 
de serviços e nas respectivas tomadoras de serviços e contratantes são regidas pela 
legislação específica da qual falamos. É proibida a contratação de trabalho temporário para 
a substituição de trabalhadores em greve, salvo nos casos previstos em lei.
É proibida a contratação de trabalho temporário para a substituição de trabalhadores em 
greve, salvo nos casos previstos em lei.
Considera-se complementar a demanda de serviços que seja oriunda de fatores 
imprevisíveis ou, quando decorrente de fatores previsíveis, tenha natureza intermitente, 
periódica ou sazonal. É reconhecida a atividade da empresa de trabalho temporário que 
passa a integrar o plano básico de enquadramento sindical.
Considera-se prestação de serviços a terceiros a transferência feita pela contratante da 
execução de quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica 
de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade econômica compatível 
com a execução.
Trata-se de contratação formal, sob pena de descaracterização para que se reconheça 
como contrato por prazo indeterminado, sendo declarada como empregadora a empresa que 
se beneficia diretamente da prestação de serviços. O contrato de trabalho celebrado entre 
a empresa de trabalho temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição de 
uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito, e dele deverão constar, 
expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores.
Quem são os personagens dessa relação trilateral?
a) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, devidamente registrada no 
Ministério do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras 
empresas temporariamente;
b) Empresa tomadora de serviços é a pessoa jurídica ou entidade a ela equiparada que 
celebra contrato de prestação de trabalho temporário com a empresa definida no art. 4º 
da mencionada;
c) O contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com a empresa de 
prestação de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade 
principal.
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Contrato de Trabalho – Contrato por Prazo Determinado e Indeterminado 
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Não se configura vínculo empregatício entre os trabalhadores ou sócios das empresas 
prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante. O contrato 
celebrado pela empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviços será por escrito, 
ficando à disposição da autoridade fiscalizadora no estabelecimento da tomadora de serviços.
São requisitos para o funcionamento da empresa de prestação de serviços a terceiros: 
I – provade inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); II – registro na Junta 
Comercial; III – capital social compatível com o número de empregados, observando-se os 
seguintes parâmetros: a) empresas com até dez empregados – capital mínimo de R$ 10.000,00 
(dez mil reais); b) empresas com mais de dez e até vinte empregados – capital mínimo 
de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais); c) empresas com mais de vinte e até cinquenta 
empregados – capital mínimo de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais); d) empresas 
com mais de cinquenta e até cem empregados – capital mínimo de R$ 100.000,00 (cem 
mil reais); e) empresas com mais de cem empregados – capital mínimo de R$ 250.000,00 
(duzentos e cinquenta mil reais).
Os direitos dos trabalhadores temporários são assuntos importantes para a prova, 
sendo sempre cobrados, assegurando-se os mesmos direitos que forem executados nas 
dependências da tomadora, nas mesmas condições: I – relativas a: a) alimentação garantida 
aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios; b) direito de utilizar os 
serviços de transporte; c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências 
da contratante ou local por ela designado; d) treinamento adequado, fornecido pela 
contratada, quando a atividade o exigir. II – sanitárias, de medidas de proteção à saúde, de 
segurança no trabalho e de instalações adequadas à prestação do serviço.
Contratante e contratada poderão estabelecer, se assim entenderem, que os empregados 
da contratada farão jus a salário equivalente ao pago aos empregados da contratante, além 
de outros direitos.
Nos contratos que impliquem a mobilização de empregados da contratada em número 
igual ou superior a 20% (vinte por cento) dos empregados da contratante, esta poderá 
disponibilizar aos empregados da contratada os serviços de alimentação e atendimento 
ambulatorial em outros locais apropriados e com igual padrão de atendimento, com vistas 
a manter o pleno funcionamento dos serviços existentes.
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É vedada à contratante a utilização dos trabalhadores em atividades distintas daquelas 
que foram objeto do contrato com a empresa prestadora de serviços. Os serviços contratados 
poderão ser executados nas instalações físicas da empresa contratante ou em outro local, 
de comum acordo entre as partes.
É responsabilidade do contratante garantir as condições de segurança, higiene e 
salubridade dos trabalhadores quando o trabalho for realizado em suas dependências ou 
em local previamente convencionado em contrato.
A contratante poderá estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços o 
mesmo atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, 
existente nas dependências da contratante ou em local por ela designado.
A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas 
referentes ao período em que ocorrer a prestação de serviços e pelo recolhimento das 
contribuições previdenciárias.
Não pode figurar como contratada a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham, 
nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregados 
ou trabalhadores sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou sócios forem 
aposentados.
O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso do prazo 
de dezoito meses, contados a partir da demissão. O intervalo de 18 meses pode cair na 
prova. Contagem do prazo em meses.
É responsabilidade da empresa contratante garantir as condições de segurança, higiene 
e salubridade dos trabalhadores quando o trabalho for realizado em suas dependências ou 
em local por ela designado.
A contratante estenderá ao trabalhador da empresa de trabalho temporário o mesmo 
atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente 
nas dependências da contratante ou em local por ela designado.
O contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-
meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços. Qualquer que 
seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de emprego entre ela e 
os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário.
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O contrato de trabalho temporário, em relação ao mesmo empregador, não poderá exceder 
ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou não. O contrato poderá ser prorrogado 
por até noventa dias, consecutivos ou não, além do prazo estabelecido de 180 dias, quando 
comprovada a manutenção das condições que o ensejaram. Ou seja, um contrato temporário 
no Brasil pode chegar a 270 dias.
Não se aplica ao trabalhador temporário, contratado pela tomadora de serviços, o 
contrato de experiência previsto no parágrafo único do art. 445 da Consolidação das Leis 
do Trabalho (CLT).
A contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes 
ao período em que ocorrer o trabalho temporário e pelo recolhimento das contribuições 
previdenciárias.
Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva que proíba a contratação do 
trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado 
à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.
Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos: a) remuneração 
equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora ou 
cliente, calculada à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário-
mínimo regional; b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não 
excedentes de duas; c) férias proporcionais; d) repouso semanal remunerado; e) adicional 
por trabalho noturno; f) indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do 
contrato; g) seguro contra acidente de trabalho; h) proteção previdenciária nos termos do 
disposto na Lei Orgânica da Previdência Social.
É obrigatório o registro do contrato temporário na CTPS do trabalhador.
A empresa tomadora ou cliente é obrigada a comunicar à empresa de trabalho temporário 
a ocorrência de todo acidente cuja vítima seja um assalariado posto à sua disposição, 
considerando-se, para efeito da legislação específica, local de trabalho tanto aquele onde 
se efetua a prestação do trabalho quanto a sede da empresa de trabalho temporário.
Constituem justa causa para a rescisão do contrato do trabalhador temporário os atos 
e circunstâncias mencionados nos artigos 482 e 483 da Consolidação das Leis do Trabalho, 
ocorridos entre o trabalhador e a empresa de trabalho temporário ou entre este e a empresa 
cliente onde estiver prestando serviço.
No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora ou cliente 
é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, no que 
tange ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como, em referência 
ao mesmo período, pela remuneração e indenização previstas nesta Lei.
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É defeso às empresas de prestação de serviços temporários a contratação de estrangeiros 
com visto provisório de permanência no país. É vedado à empresa de trabalho temporário 
cobrar do trabalhador qualquer importância, mesmo a título de mediação, podendo apenas 
efetuar os descontos previstos em lei.
As regras acima estudadas não se aplicam às empresas de vigilância e transporte de valores, 
permanecendo as respectivas relações de trabalho reguladas por legislação especial e, 
subsidiariamente, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
003. 003. (INÉDITA/2021) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação 
de estrangeiros com visto provisório de permanência no País.
A assertiva está correta, exatamente nos termos previstos em leis internacionais, no serviço 
de imigração e, ainda, na lei específica que trata do trabalho temporário, especialmente 
no artigo 17: é defeso às empresas de prestação de serviços temporários a contratação de 
estrangeiros com visto provisório de permanência no país.
Certo.
004. 004. (INÉDITA/2021) Não é possível em nenhuma situação a contratação de trabalho 
temporário para substituição de trabalhadores em movimentos grevistas.
Nesse ponto, não se admite o contrato de substituição temporária, mas, de forma excepcional, 
no caso de greve. Nesse sentido, destaque-se o artigo a seguir da Lei do Trabalho Temporário 
no Brasil:
Art. 2º Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa 
de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, 
para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda 
complementar de serviços. § 1º É proibida a contratação de trabalho temporário para a substituição 
de trabalhadores em greve, salvo nos casos previstos em lei.
Errado.
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Por último, vamos relembrar aqui a Súmula 331 do TST, muito importante para as 
provas objetivas:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 331 do TST
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE I – A contratação de trabalhadores 
por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador 
dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário. II – A contratação irregular de 
trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os 
órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF) 
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de 
serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a 
pessoalidade e a subordinação direta. IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, 
por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços 
quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste 
também do título executivo judicial. V – Os entes integrantes da Administração Pública 
direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso 
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 8.666, de 
21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais 
e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade 
não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela 
empresa regularmente contratada. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de 
serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período 
da prestação laboral.
5 . CoNTraTo De Trabalho INTerMITeNTe5 . CoNTraTo De Trabalho INTerMITeNTe
Esse modelo de contrato foi trazido pela Reforma Trabalhista. Por ser um contrato de 
exceção, deve ser feito por escrito e conter especificamente o valor da hora de trabalho. 
Esse valor deve obedecer, no mínimo, ao salário mínimo constitucional.
É uma modalidade de contrato de trabalho muito criticada por não prever diversas 
proteções sociais a essa categoria. Nesse sentido, conceitua Godinho (2020, p. 686):
Pacto formalístico, necessariamente celebrado por escrito, busca afastar ou restringir as garantias 
que a ordem jurídica confere à jornada de trabalho e, do mesmo modo, ao salário, colocando 
o trabalhador em situação de profunda insegurança e vulnerabilidade, tanto quanto à efetiva 
duração do trabalho quanto à sua efetiva remuneração.
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Destaca-se, primeiramente, na CLT, o seguinte:
Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário 
mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não
§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de 
serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.
§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, 
presumindo-se, no silêncio, a recusa.
§ 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho 
intermitente.
§ 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo 
motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da 
remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual prazo.
§ 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo 
o trabalhador prestar serviços a outros contratantes.
§ 6º Ao final de cada período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento 
imediato das seguintes parcelas:
I – remuneração;
II – férias proporcionais com acréscimo de um terço;
III – décimo terceiro salário proporcional;
IV – repouso semanal remunerado; e
V – adicionais legais.
§ 7º O recibo de pagamento deverá conter a discriminação dos valores pagos relativos a cada 
uma das parcelas referidas no § 6º deste artigo.
§ 8º O empregador efetuará o recolhimento da contribuição previdenciária e o depósito do Fundo 
de Garantia do Tempo de Serviço, na forma da lei, com base nos valores pagos no período mensal 
e fornecerá ao empregado comprovante do cumprimento dessas obrigações.
§ 9º A cada doze meses, o empregado adquire direito a usufruir, nos doze meses subsequentes, 
um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo 
empregador.
Pela leitura dos dispositivos, destacam-se, principalmente, algumas características.
a) É garantida a isonomia, pois o intermitente não pode ter o cálculo

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