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DIREITO DO TRABALHO
Interrupção e Suspensão do 
Contrato de Trabalho
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260113012304
 
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIreITo Do Trabalho 
Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Conceito e Diferenças das Causas de Interrupção e Suspensão do Contrato 
de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Causas de Suspensão do Contrato de Trabalho na CLT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3. Causas de Interrupção do Contrato de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4. Acidente de Trabalho ou Doença Profissional: Suspensão ou Interrupção? . . . . 22
5. Licença-Maternidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
6. Afastamentos Previstos na Lei Maria da Penha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
7. Inquérito para Apuração de Falta Grave . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Suspensão para Qualificação Profissional do Empregado . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
9. Contratos de Trabalho a Termo: Causas de Suspensão e Interrupção. . . . . . . . . 34
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
 
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DIreITo Do Trabalho 
Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃoaPreSeNTaÇÃo
Olá, meu(a) querido(a) aluno(a)! Como você está? Meu nome é Maria Rafaela de Castro 
e, atualmente, sou Juíza do Trabalho Substituta no TRT da 7ª Região.
Seguindo na sua preparação para as provas de Direito do Trabalho, você deve ter percebido 
algumas peculiaridades na minha metodologia, pensadas para o seu sucesso.
Gosto muito de usar um livro-base como referência e adotei o livro do professor e 
ministro do TST, Maurício Godinho Delgado. Foi o livro que usei na minha aprovação no 
cargo de juíza e acho importante trazer alguns trechos dele para você.
Uso também muita jurisprudência e a lei seca no texto escrito para ajudá-lo a fixar 
melhor o que você precisa saber para as provas. Além disso, gosto de trazer mapas mentais 
para fixarmos melhor o conhecimento e, principalmente, “abuso” da jurisprudência, porque 
acho mais fácil para você entender, muitas vezes, o texto sumular ou legal.
No fim do material, você terá acesso à legislação mais cobrada nas provas, em trechos, 
para ajudá-lo a memorizar melhor, sem precisar manusear o Vademécum o tempo inteiro.
Também inclui questões inéditas para você surpreender a banca e não o contrário! Eu e 
toda a equipe do Gran Cursos Online estamos aqui para lhe dar o máximo de dicas, teóricas, 
exercícios e responder a muitas questões de provas anteriores. Nesse ponto, este material 
vai ajudá-lo a chegar à posse.
Espero seu feedback sobre a forma de explicação, didática e dúvidas no fórum do aluno.
Estou aguardando suas dúvidas no fórum do aluno! Confie em si mesmo e conte com 
nossa equipe do Gran Cursos Online. Terei o maior prazer em conversar com você no fórum 
e até gravar aulas com os conteúdos. Vamos começar?
Abraços!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DO CONTRATO DE INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DO CONTRATO DE 
TRABALHOTRABALHO
1 . CoNCeITo e DIFereNÇaS DaS CaUSaS De INTerrUPÇÃo 1 . CoNCeITo e DIFereNÇaS DaS CaUSaS De INTerrUPÇÃo 
e SUSPeNSÃo Do CoNTraTo De Trabalhoe SUSPeNSÃo Do CoNTraTo De Trabalho
Após tratar das alterações possíveis e lícitas do contrato de trabalho, é momento 
de entender este assunto, que é muito importante para as provas objetivas de Direito 
do Trabalho.
São situações nas quais o contrato de trabalho fica sobrestado, deDIreITo Do Trabalho 
Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
6 . aFaSTaMeNToS PreVISToS Na leI MarIa Da PeNha6 . aFaSTaMeNToS PreVISToS Na leI MarIa Da PeNha
Se uma mulher, vítima de violência doméstica, for afastada temporariamente do local 
de trabalho pelo juízo competente, visando preservar a manutenção do vínculo trabalhista 
e resguardar sua integridade física e psicológica, essa situação configura hipótese de 
suspensão do contrato de trabalho.
Essa é a conclusão da Lei Maria da Penha, nos termos da Lei n. 11.340/2006, que aduz 
a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho.
Na prática, isso gera grandes problemas para a mulher agredida, pois, como vimos, a 
suspensão não gera o direito do empregador de pagar os salários ou recolher o FGTS, bem 
como o tempo de serviço, mas apenas na manutenção do seu emprego.
Lembre-se de que a própria norma legal permite a remoção da mulher agredida quando 
se tratar de serviço público na Administração Direta e Indireta.
O Tribunal Superior do Trabalho entende que a hipótese cuida da suspensão do contrato 
de trabalho, razão pela qual não há pagamento de salário:
JURISPRUDÊNCIA
“(…) Esclarece-se que a questão ora tratada não se confunde com as hipóteses previstas 
no artigo 9º, § 2º, incisos I e II, da Lei n. 11.340/2006, sendo aquelas hipóteses, sim, 
de competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou 
supletivamente, das varas criminais. Isso porque, naquelas hipóteses, sendo a vítima 
servidora pública, pode o juiz da ação determinar sua remoção, ou sendo empregada, 
o afastamento do local do trabalho e manutenção do vínculo de emprego. Ou seja, 
trata-se de hipótese legal de suspensão do vínculo empregatício por ordem judicial, 
sem a percepção de remuneração. (…)” (AIRR-608-59.2017.5.10.0014, 2ª Turma, Relator 
Ministro José Roberto Freire Pimenta, DEJT 14/12/2018).
Observe o dispositivo da lei de que tratamos:
Art. 9º, § 2º O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para 
preservar sua integridade física e psicológica:
II – manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, 
por até seis meses.
A aplicação da Lei Maria da Penha gera a suspensão do contrato de trabalho.
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Para não deixar em desamparo a mulher vítima de agressões, a Lei Maria da Penha prevê 
entendimentos no STJ no sentido de garantir benefício previdenciário. Com isso, haveria 
uma atenuação da situação financeira da mulher que, se tal não ocorresse, seria duplamente 
punida. Anote-se o julgamento do STJ relativamente recente:
O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, entendeu que é devido o pagamento de 
auxílio-doença pelo INSS, mas os 15 primeiros dias correm por conta do empregador:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR. MEDIDA PROTETIVA. 
AFASTAMENTO DO EMPREGO. MANUTENÇÃO DO VÍNCULO TRABALHISTA. (…) INTERRUPÇÃO 
DO CONTRATO DE TRABALHO. PAGAMENTO. (…) FALTA JUSTIFICADA. PAGAMENTO DE 
INDENIZAÇÃO. AUXÍLIO DOENÇA. INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. (…) 2. Tem 
direito ao recebimento de salário a vítima de violência doméstica e familiar que teve 
como medida protetiva imposta ao empregador a manutenção de vínculo trabalhista 
em decorrência de afastamento do emprego por situação de violência doméstica e 
familiar, ante o fato de a natureza jurídica do afastamento ser a interrupção do contrato 
de trabalho, por meio de interpretação teleológica da Lei n. 11.340/2006. 3. Incide o 
auxílio-doença, diante da falta de previsão legal, referente ao período de afastamento 
do trabalho, quando reconhecida ser decorrente de violência doméstica e familiar, pois 
tal situação advém da ofensa à integridade física e psicológica da mulher e deve ser 
equiparada aos casos de doença da segurada, por meio de interpretação extensiva da 
Lei Maria da Penha. 4. Cabe ao empregador o pagamento dos quinze primeiros dias de 
afastamento da empregada vítima de violência doméstica e familiar e fica a cargo do 
INSS o pagamento do restante do período de afastamento estabelecido pelo juiz, com 
necessidade de apresentação de atestado que confirme estar a ofendida incapacitada 
para o trabalho e desde que haja aprovação do afastamento pela perícia do INSS, por 
incidência do auxílio-doença, aplicado ao caso por meio de interpretação analógica. 
(…) (REsp 1757775/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado 
em 20/08/2019, DJe 02/09/2019)
Com isso, conclui-se, neste primeiro momento, que cabe ao Instituto Nacional do Seguro 
Social (INSS) arcar com a subsistência da mulher que tiver de se afastar do trabalho para 
se proteger de violência doméstica. Contudo, é importante ter cuidado, pois se trata de um 
entendimento em construção tanto na doutrina quanto na jurisprudência. Acredito que as 
provas objetivas abordarão o texto da lei, mas, caso aprofundem, marquem a suspensão 
do contrato de trabalho, diante do precedente do TST.
A Lei Maria da Penha (LMP) garante à mulher vítima de violência doméstica direitos 
trabalhistas cruciais, como estabilidade provisória no emprego por até 6 meses e 
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manutenção do vínculo empregatício se precisar se afastar do trabalho por medida 
protetiva, com pagamento dos primeiros 15 dias pelo empregador e pelo INSS a partir do 16º 
dia (como auxílio-doença), garantindo sua proteção enquanto se reorganiza. Pode inclusive 
haver mudança de local de trabalho, se necessário, conforme decisões recentes do STF.
O STF, no Tema 1370, garantiu que mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica 
(Lei Maria da Penha) têm direito à remuneração por até 6 meses, com o vínculo mantido, e 
definiu o custeio: o empregador paga os 15 primeiros dias, e o INSS o restante (ou auxílio 
LOAS se não segurada), reforçando a proteção econômica integral e possibilitando a ação 
regressiva do INSS contra o agressor.
Na referida tese, a tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: 1) Compete ao juízo 
estadual, no exercício da jurisdição criminal, especialmente aquele responsável pela aplicação 
da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), fixar a medida protetiva prevista no art. 9º, § 2º, 
II, da referida lei, inclusive quanto à requisição de pagamento de prestação pecuniária em 
favor da vítima afastada do local de trabalho, ainda que o cumprimento material da decisão 
fique sob o encargo do INSS e do empregador; 2) Nos termos do que dispõe o art. 109, I, da 
Constituição Federal, compete à Justiça Federal processar e julgar as ações regressivas que, 
com fundamento no art. 120, II, da Lei n. 8.213/1991, deverão ser ajuizadas pela Autarquia 
Previdenciária Federal contra os responsáveis nos casos de violência doméstica e familiar 
contra a mulher; 3) A expressão constante da lei (“vínculo trabalhista”) deve abranger a 
proteção da mulher visando à manutenção de sua fonte de renda, qualquer que seja ela, 
da qual tenha que se afastar em face da violência sofrida, conforme apreciação do Poder 
Judiciário. A prestação pecuniária decorrente da efetivação da medida protetiva prevista 
no art. 9º, § 2º, II,da Lei n. 11.340/2006 possui natureza previdenciária ou assistencial, 
conforme o vínculo jurídico da mulher com a seguridade social: (i) previdenciária, quando a 
mulher for segurada do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte 
individual, facultativa e segurada especial, hipótese em que a remuneração dos primeiros 
15 dias será de responsabilidade do empregador (quando houver), e o período subsequente 
será custeado pelo INSS, independentemente de cumprimento de período de carência. No 
caso de inexistência de relação de emprego de segurada do Regime Geral de Previdência 
Social, o benefício será arcado integralmente pelo INSS; (ii) assistencial, quando a mulher 
não for segurada da previdência social, hipótese em que a prestação assume natureza de 
benefício eventual decorrente de vulnerabilidade temporária, cabendo ao Estado, na forma 
da Lei n. 8.742/1993 (LOAS), prover a assistência financeira necessária. Nesse caso, o juízo 
competente deverá atestar que a mulher destinatária da medida de afastamento do local 
de trabalho não possuirá, em razão de sua implementação, quaisquer meios de prover a 
própria manutenção.
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012. 012. (INÉDITA/2021) Eduarda foi agredida sistematicamente pelo seu marido, ocasião em 
que, numa ação criminosa, fez uso das medidas asseguradas na Lei Maria da Penha. Ela 
tem um emprego como vendedora numa loja do Shopping Iguatemi. Sendo assim, quanto 
ao seu contrato de trabalho:
a) é suspenso
b) é interrompido
c) é extinto pela modalidade de dispensa sem justa causa
d) é removida
O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar 
sua integridade física e psicológica:
II – manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, 
por até seis meses. Isso nos termos da Lei Maria da Penha.
Para o TST, trata-se de uma situação de suspensão do contrato de trabalho. Logo, o contrato 
é suspenso. Contudo, poderá haver repercussão em benefícios previdenciários, nos termos 
da linha de entendimento do STJ.
Letra a.
7 . INQUÉrITo Para aPUraÇÃo De FalTa GraVe7 . INQUÉrITo Para aPUraÇÃo De FalTa GraVe
É um instrumento utilizado para formalizar a dispensa do empregado que possui garantia 
de emprego, com o objetivo de aplicar a dispensa por justa causa. Ou seja, é um procedimento 
formal que deve ser seguido para penalizar posteriormente determinado empregado.
Mas deve ser o caso de interpor inquérito para apurar falta grave para qualquer trabalhador 
com garantia provisória no emprego? Não, a doutrina e a jurisprudência entendem que 
isso se aplica apenas ao caso de garantia sindical de emprego, inclusive com o respaldo da 
jurisprudência do STF nesse tocante.
GODINHO (2020, p. 1321) aduziu que não é considerado essencial esse inquérito para a 
apuração de falta grave para as demais garantias de emprego (por exemplo, mulher gestante, 
dirigente eleito de CIPA, empregado acidentado, diretor de cooperativa obreira etc.).
Enquanto apura o referido inquérito para a apuração da falta grave, é uma faculdade do 
empregador suspender aquele trabalhador. Assim, é possível, sim, a suspensão liminar do trabalhador.
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A Orientação Jurisprudencial 137 da SDI-2 estabelece, como direito líquido e certo do 
empregador, a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, 
até a decisão final do inquérito em que se apura a falta grave. Esse é o entendimento 
recente do TST.
No processamento do inquérito que ocorre em uma das Varas do Trabalho, as partes 
podem apresentar até seis testemunhas.
O prazo para a interposição deste inquérito é de 30 dias contados da data da suspensão 
pelo empregador, e o STF já declarou como prazo decadencial. O STF deixa isso evidente na 
Súmula 403 do seu tribunal.
Nesse sentido, destaca-se a CLT:
Art. 853. Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido 
com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, 
dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado.
Art. 854. O processo do inquérito perante a Junta ou Juízo obedecerá às normas estabelecidas 
no presente Capítulo, observadas as disposições desta Seção.
Art. 855. Se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do 
inquérito pela Junta ou Juízo não prejudicará a execução para pagamento dos salários devidos 
ao empregado, até a data da instauração do mesmo inquérito.
O juiz do trabalho pode conceder medida liminar, até a decisão final do processo, em 
reclamações trabalhistas que visam reintegrar o empregado dirigente sindical afastado, 
suspenso ou dispensado pelo empregador, nos termos do artigo 659, X, da CLT.
8 . SUSPeNSÃo Para QUalIFICaÇÃo ProFISSIoNal Do 8 . SUSPeNSÃo Para QUalIFICaÇÃo ProFISSIoNal Do 
eMPreGaDoeMPreGaDo
Existe, aqui, a suspensão do contrato de trabalho para qualificação profissional: o 
contrato de trabalho poderá ser suspenso por um período de dois a cinco meses para a 
participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão 
em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado. Nesse 
período, o contrato de trabalho não poderá ser suspenso mais de uma vez no intervalo de 
dezesseis meses.
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Não se esqueça: PERÍODO DE DOIS A CINCO MESES. Não haverá remuneração nem direito 
ao recolhimento do FGTS, pois é causa de suspensão.
Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o 
empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze 
dias da suspensão contratual. Veja bem: 15 dias!
O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem 
natureza salarial, durante o período de suspensão contratual, com valor a ser definido 
em convenção ou acordo coletivo. MAS NÃO É SALÁRIO, pois a suspensão do contrato de 
trabalho faz o sobrestamento das obrigações trabalhistas.
Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos 
pelo empregador.
Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual 
ou nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao 
empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, uma multa 
a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento 
sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
Cuidado com a descaracterização dessa suspensãodo contrato de trabalho: se, durante 
a suspensão, não for ministrado o curso ou programa de qualificação profissional, ou 
se o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada a 
suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos 
sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem 
como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
Veja o mapa mental para ajudar a fixar:
Suspensão do 
contrato por 
qualificação 
profissional na CLT
Por um período de dois a 
cinco meses.
Não poderá ser suspenso por 
mais de uma vez no período de 
16 meses..
Para participação do empregado 
em curso ou programa de 
qualificação profissional 
oferecido pelo empregador,
Com duração equivalente à 
suspensão contratual.
Deverá notificar o respectivo 
sindicato, com antecedência 
mínima de 15 dias da 
suspensão contratual. 
Mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência 
formal do empregado.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
Anote-se aqui a transcrição legal que trata do tema:
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, 
para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o 
disposto no art. 471 desta Consolidação.(Incluído pela Medida Provisória n. 2.164-41, de 2001)
§ 1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.(Incluído pela Medida Provisória n. 2.164-41
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses. (Incluído pela Medida Provisória 
n. 2.164-41,
§ 3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador. (Incluído pela Medida Provisória n. 2.164-41, de 2001)
§ 5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato. (Incluído pela Medida Provisória n. 
2.164-41, de 2001
§ 6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos 
sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem 
como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.(Incluído pela Medida Provisória n. 
2.164-41, de 2001)
§7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
9 . CoNTraToS De Trabalho a TerMo: CaUSaS De 9 . CoNTraToS De Trabalho a TerMo: CaUSaS De 
SUSPeNSÃo e INTerrUPÇÃoSUSPeNSÃo e INTerrUPÇÃo
Duas discussões tornam-se importantes para fins de provas objetivas:
A primeira discussão refere-se ao afastamento acidentário no contrato a termo: nos 
termos da jurisprudência dominante do TST, reconhece-se a estabilidade provisória do 
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artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 ao empregado que sofrer acidente de trabalho, mesmo 
nos contratos a termo.
Para tanto, temos a Súmula n. 378 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 118 DA LEI N. 8.213/1991.
I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade 
provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado 
acidentado.
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias 
e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após 
a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução 
do contrato de emprego.
III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. 
118 da Lei n. 8.213/1991.
A segunda discussão é quanto à estabilidade da grávida: aqui temos a aplicação da 
súmula 244 do TST, embora já exista entendimento de Turmas do TST, no ano de 2020, no 
sentido de não estender a estabilidade às empregadas grávidas em contrato a termo.
Segue o entendimento do Pleno do TST na data de novembro de 2019: gestante com 
contrato temporário não tem direito à garantia provisória de emprego. Em novembro 
de 2019, o Pleno do TST, ao julgar o Incidente de Assunção de Competência (IAC-5639-
31.2013.5.12.0051), considerou inaplicável a garantia de estabilidade provisória à empregada 
gestante contratada sob o regime de trabalho temporário previsto na Lei n. 6.019/1974. 
Por ter efeito vinculante, o entendimento do Pleno foi adotado pela Turma.
Nesse ponto, destaca-se, ainda, a súmula para tais fins:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 244
Gestante – Estabilidade Provisória
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT).
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II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais 
direitos correspondentes ao período de estabilidade.
A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso 
II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese 
de admissão mediante contrato por tempo determinado.
Nas outras situações de garantia provisória no emprego, não consta proteção 
jurisprudencial como o caso de cipeiro, dirigente sindical, representante de empregados 
etc.
O Supremo Tribunal Federal(STF) decidiu que a gestante contratada pela administração 
pública por prazo determinado ou em cargo em comissão tem direito à licença-maternidade 
e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
Bons estudos!
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RESUMORESUMO
Suspensão do contrato de trabalho Interrupção do contrato de trabalho
• Sustação temporária dos principais efeitos do 
contrato de trabalho.
• Mantém o vínculo entre as partes.
• Não há obrigações pecuniárias pelo empregador 
e nem direito do trabalhador ao recolhimento do 
FGTS do período suspenso.
• É uma suspensão ampliada.
Não são mantidas, nesse período, as obrigações 
trabalhistas.
• Sustação temporária da principal obrigação do 
empregado no contrato de trabalho.
• Mantém o vínculo entre as partes.
• Há obrigações pecuniárias pelo empregador e 
existe o direito do trabalhador ao recolhimento 
do FGTS do período interrompido.
• É uma sustação restrita. Alguns a denominam de 
suspensão parcial do contrato (GODINHO, 2020; 
1287).
• São mantidas, nesse período, as obrigações 
trabalhistas.
Causas de suspensão do contrato de trabalho:
Motivos lícitos do empregado Motivos ilícitos do empregado
• Participação pacífica em greve;
• Encargo público não obrigatório;
• Eleição para cargo de direção sindical;
• Eleição para cargo de diretor de sociedade 
anônima;
• Licença não remunerada;
• Afastamento para qualificação profissional, 
mediante negociação coletiva e concordância 
expressa do empregador;
• Suspensão no caso da MP 936, que veremos no 
próximo capítulo.
• Suspensão disciplinar porque o empregado 
cometeu algum comportamento passível de 
punição.
• Suspensão do empregado estável para a 
instauração de inquérito para a apuração de falta 
grave. Nesse caso, tem-se a súmula 197 do STF: 
O EMPREGADO COM REPRESENTAÇÃO SINDICAL 
SÓ PODE SER DESPEDIDO MEDIANTE INQUÉRITO 
EM QUE SE APURE FALTA GRAVE.
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
Suspensão e interrupção 
do contrato de trabalho: 
CARACTERÍSTICAS
SUSPENSÃO
Sustação AMPLA e BILATERAL de efeitos do 
contrato de trabalho.
Situação RESTRITA e UNILATERAL dos efeitos 
do contrato de trabalho.
Preserva a vigência do contrato de trabalho.
Preserva a vigência do contrato de trabalho.
Praticamente todas as cláusulas contratuais não se 
aplicam durante a suspensão.
Praticamente todas as cláusulas contratuais se 
aplicam durante a interrupção.
Exemplo: 16º dia de doença do trabalhador que 
passa a receber auxílio doença pelo INSS.
Exemplo: os 15 primeiros dias de doença do trabalhador 
que apresenta o atestado ao empregador.
O empregado não presta serviço e o empregador 
não paga salário e nem recolhe FGTS.
O empregado não presta serviço, mas o 
empregado paga o salário e recolhe o FGTS.
INTERRUPÇÃO
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Interrupção 
do contrato 
de trabalho - 
CAUSAS DA CLT
Até dois dias consecutivos, em caso de 
falecimento do cônjuge, ascendente, 
descendente, irmão ou pessoa que, 
declarada em sua carteira de trabalho 
e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica. 
Até três dias, em cada 12 meses de trabalho, 
em caso de realização de exames preventivos 
de câncer devidamente comprovada.
Até três dias consecutivos, em virtude de 
casamento. LICENÇA GALA.
Por um dia, em cada 12 meses de 
trabalho, em caso de doação voluntária 
de sangue devidamente comprovada. 
Por um dia por ano para acompanhar filho de 
até seis anos em consulta médica. 
Pelo tempo que se fizer necessário, quando, 
na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial 
de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro. 
Pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver 
que comparecer a juízo. 
Até dois dias consecutivos ou não, para o fim 
de se alistar eleitor.
Nos dias em que estiver comprovadamente 
realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino 
superior. 
Trabalhador 
acidentado/doente
INTERRUPÇÃO DO CONTRATO - o empregador 
arca com a remuneração.
SUSPENSÃO DO CONTRATO - o INSS 
passa a se responsabilizar.
Até 15 dias de atestado.
A partir do 16º dia de atestado.
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Licença-
maternidade
É garantido à empregada, 
durante a gravidez, sem 
prejuízo do salário e demais 
direitos:
Transferência de função, 
quando as condições de 
saúde o exigirem, assegurada 
a retomada da função 
anteriormente exercida, logo 
após o retorno ao trabalho.
Dispensa do horário de trabalho 
pelo tempo necessário para a 
realização de, no mínimo, seis 
consultas médicas e demais 
exames complementares.
A empregada gestante tem 
direito à licença-maternidade 
de 120 dias.
Sem prejuízo do emprego 
e do salário.
A empregada deve, mediante 
atestado médico, notificar o seu 
empregador da data do início 
do afastamento do emprego, 
que poderá ocorrer entre o 28º 
dia antes do parto e ocorrência 
deste. 
Suspensão do 
contrato por 
qualificação 
profissional na CLT
Por um período de dois a 
cinco meses.
Não poderá ser suspenso por 
mais de uma vez no período de 
16 meses..
Para participação do empregado 
em curso ou programa de 
qualificação profissional 
oferecido pelo empregador,
Com duração equivalente à 
suspensão contratual.
Deverá notificar o respectivo 
sindicato, com antecedência 
mínima de 15 dias da 
suspensão contratual. 
Mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência 
formal do empregado.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2026) Daniel, empregado com CTPS assinada de uma grande empresa 
multinacional em Natal, sensibiliza-se com campanhas de doação de sangue que vê na TV 
e pretende ser doador contumaz, pois é uma pessoa de ótima saúde. Para tal, ele procura 
o RH da empresa para fins de se informar se pode faltar ao serviço e, assim, o advogado 
da empresa, analisando o artigo 473 da CLT, para resolver corretamente a dúvida dele deve 
responder:a) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de 
sangue devidamente comprovada
b) por um dia, em cada 6 (seis) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada
c) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária ou 
compulsória de sangue devidamente comprovada
d) por um dia, independentemente da quantidade de vezes por ano, em caso de doação 
voluntária ou compulsória de sangue devidamente comprovada
e) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação compulsória de 
sangue, independentemente de comprovação.
002. 002. (INÉDITA/2026) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo 
do salário, exceto:
a) até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob 
sua dependência econômica
b) até 3 (três) dias úteis, em virtude de casamento
c) até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva
d) nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
e) por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
003. 003. (INÉDITA/2026) O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois 
a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação 
profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, 
mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do 
empregado. Sobre essa forma de suspensão do contrato, assinale a alternativa INCORRETA, 
nos termos do tema da CLT:
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a) Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o 
empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de dez 
dias da suspensão contratual.
b) O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em mais de uma vez no período de 
dezesseis meses.
c) O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual, com valor a ser definido em convenção 
ou acordo coletivo.
d) Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos 
pelo empregador.
e) Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de 
qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, 
ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato 
dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas 
na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
004. 004. (INÉDITA/2026) Conforme entendimento do TST sobre verbas salariais, analise a 
questão INCORRETA sobre o tema:
a) Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, inclusive 
nas férias, o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído.
b) Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas.
c) A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, não integra o cálculo 
da gratificação natalina.
d) O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este 
acrescido de outros adicionais.
e) Empregado transferido, por ato unilateral do empregador, para local mais distante de 
sua residência, tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa 
de transporte.
005. 005. (INÉDITA/2026) No caso de culpa recíproca que enseja o fim do pacto laboral, o 
trabalhador terá direito às seguintes verbas, conforme entendimento sumulado do TST:
a) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro 
salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
b) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, a integralidade do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais e multa de 40% do FGTS
c) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro 
salário e das férias proporcionais e multa de 40% do FGTS
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d) tem direito a integralidade do valor do aviso prévio, mas só de 50% do valor do décimo 
terceiro salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
e) Não tem direito ao aviso prévio, mas tem direito a a 50% (cinquenta por cento) do décimo 
terceiro salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
006. 006. (FCC/TRT5/ANALISTA/2022) Julgue o item que se segue.
Albino é empregado celetista e deseja participar de um curso de qualificação profissional 
oferecido pelo seu empregador. Nessa situação, com base no que prevê a Consolidação 
das Leis do Trabalho, o contrato de trabalho de Albino poderá ser interrompido pelo prazo 
máximo de 5 meses, com a percepção normal dos salários.
007. 007. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença maternidade 
e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicado, se contratual 
ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo 
determinado.
008. 008. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença maternidade 
e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicado, se contratual 
ou administrativo, com exceção se ocupar cargo em comissão.
009. 009. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Para o STF, não deve ser admitida nenhuma diferenciação artificial entre trabalhadoras da 
esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em questão.
010. 010. (FADESP/PREFEITURA DE PARAUAPEBAS/PROCURADOR/2023) Julgue o item que se segue.
Considera-se exemplo de interrupção do contrato individual do trabalho a ausência ao 
serviço pelo tempo necessário para acompanhar a esposa ou companheira, em até 6 (seis) 
consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez.
011. 011. (CESPE/TRT8/TÉCNICO/2023) Marina, empregada celetista na sociedade empresária 
Delta Ltda., apresentou atestado de afastamento de sete dias em razão de doença não 
relacionada com sua atividade laboral. Nessa situação hipotética, de acordo com as regras 
de suspensão e interrupção do contrato de trabalho, o contrato de trabalho de Marina será:
a) interrompido, ela receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias não será computado como tempo de serviço.
c) interrompido, e ela não receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento, 
mas o período de sete dias será computado como tempo de serviço.
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c) interrompido, ela receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias será computado como tempo de serviço.
d) suspenso, ela receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias será computado como tempo de serviço.
e) suspenso, ela não receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e 
o período de sete dias será computado como tempo de serviço.
012. 012. (CESPE/DATAPREV/ADVOGADO/2023) Determinado tribunal do trabalho editou uma 
súmula jurisprudencial prevendo que empregado pode deixar de comparecer ao serviço, 
sem prejuízo do salário, por oito dias consecutivos em caso de nascimento de filho. A 
partir dessa situação hipotética, julgue o item que se segue, com base nas disposições da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A CLT prevê expressamente que o empregado pode 
deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por cinco dias consecutivos em 
caso de nascimento de filho.
013. 013. (QUADRIX/COFFITO/ADVOGADO/2023) Julgue o item que se segue.
O afastamento do empregado em razão das exigências do serviço militar não constituirá 
motivo para a alteração ou a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador, 
sendo que o empregado continuará a receber sua remuneração durante os primeiros noventa 
dias desse afastamento.
014. 014. (FGV/AL-MA/ADVOGADO/2023) A suspensão contratual se diferencia da interrupção 
porque nesta o empregador deve pagar o salário do período correspondente, ao passo 
que naquela, não. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica um caso que envolve 
interrupção e seu respectivo prazo, contanto que devidamente comprovado.
a) Até três dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge.
b) Nos dias em que o empregado estiver realizando provas de concurso público.
c) Até dois dias úteis em virtude de casamento.
d) Um dia por ano para acompanhar filho de até dez anos de idade em consulta médica.
e) Até três dias, em cada doze meses de trabalho, para realizar exames preventivos de câncer.
015. 015. (CESPE/PGM-RN/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2023) Sem prejuízo da percepção do 
salário, o empregado celetista poderá deixar de comparecer ao serviço por
a) até cinco dias úteis, em virtude de casamento.
b) cinco dias consecutivos, em caso de nascimento de filho.
c) um dia por mês, para acompanhar filho de até doze anos de idade em consulta médica.
d) até sete dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge.
e) um dia a cada seis meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue.
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016. 016. (FGV/EXAME DA ORDEM/2019) Determinada sociedade empresária ampliou os benefícios 
de seus empregados para fidelizá-los e evidenciar sua responsabilidade social. Dentre outras 
medidas, aderiu voluntariamente ao programa de empresa cidadã e, assim, aumentou o 
período de licença-maternidade e o de licença-paternidade de seus empregados. Marcondes, 
empregado da referida empresa, que será pai em breve, requereu ao setor de recursos 
humanos a ampliação do seu período de licença-paternidade, e agora deseja saber quanto 
tempo ficará afastado. Assinale a opção que, de acordo com a Lei, indica o período total 
da licença-paternidade que Marcondes aproveitará.
a) 5 dias.
b) 10 dias.
c) 15 dias.
d) 20 dias.
017. 017. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Considere as seguintes hipóteses:
I – Camila, irmã de Vânia, faleceu hoje em razão de complicações decorrentes de uma 
cirurgia estética.
II – Fernanda se casou hoje às 19:00 horas. A cerimônia está marcada na casa da família 
na cidade de Itapetininga.
III – Norberto pretende se alistar eleitor, nos termos da legislação pertinente.
IV – Sônia está grávida. Gilberto, seu marido, pretende acompanhar suas consultas 
médicas para possibilitar um contato próximo com seu filho. Nesses casos, de acordo com 
a Consolidação das Leis do Trabalho, Vânia, Fernanda, Norberto e Gilberto poderão deixar 
de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, respectivamente, por até
a) três dias consecutivos, três dias consecutivos, dois dias consecutivos ou não, cinco dias.
b) dois dias consecutivos, dois dias consecutivos, três dias consecutivos ou não, dois dias.
c) dois dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias.
d) três dias consecutivos, dois dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias.
e) dois dias consecutivos, três dias consecutivos, dois dias consecutivos ou não, dois dias.
018. 018. (FCC/TRT6/TÉCNICO/2018) Interrupção e suspensão do contrato empregatício são 
institutos que tratam da sustação, restrita ou ampliada, dos efeitos contratuais durante 
certo lapso temporal. Assim, enquadram-se como modalidades de interrupção e suspensão, 
respectivamente:
a) afastamento por doença até o 15º dia − aposentadoria por invalidez.
b) descanso semanal remunerado − depoimento como testemunha judicial ao tempo que 
for necessário.
c) qualificação profissional para participação do empregado promovido pelo empregador 
− férias anuais.
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d) dias em que estiver realizando exame vestibular para ingresso no ensino superior 
– licença-paternidade.
e) encargo público não obrigatório − doação de sangue voluntária por um dia a cada 12 meses.
019. 019. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Para a proteção do emprego, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período 
improrrogável de 2 a 5 meses, para participação do empregado em curso ou programa de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador, desde que haja concordância formal do 
empregado e independentemente de previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
020. 020. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro encargo 
público, constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por parte do 
empregador, não se configurando hipótese de suspensão ou interrupção do contrato de trabalho.
021. 021. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde ou de assistência médica oferecido 
pela empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de 
auxílio-doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez.
022. 022. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2017) Urano teve o seu contrato de trabalho suspenso em 
razão de licença por gozo do benefício previdenciário de auxílio-doença previdenciário 
comum (código B-31). Neste período de suspensão do contrato, o empregado terá direito
a) aos depósitos do FGTS durante a paralisação dos serviços.
b) ao pagamento dos salários pelo empregador do período de afastamento.
c) a computar o tempo de afastamento para todos os efeitos legais.
d) às vantagens ocorridas na sua ausência que tenham sido atribuídas à categoria que 
pertencia.
e) à prorrogação do final do contratopor prazo determinado, mesmo que não tenha havido 
prévio acordo com o empregador.
023. 023. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Catarina ficou afastada do trabalho por 120 
dias em razão de licença-maternidade. Ao retornar às suas funções, escorregou em uma 
escada da empresa, sofrendo fraturas que exigiram seu afastamento do trabalho por 45 
dias. Recebeu auxílio doença acidentário. Após a alta do INNS retornou às suas atividades, 
mas um mês depois a empresa lhe concedeu férias, tendo em vista que o término do período 
concessivo estava próximo. Em relação ao contrato de trabalho, os períodos de afastamento 
de Catarina caracterizam, respectivamente
a) interrupção, interrupção durante 15 dias, suspensão durante 30 dias e interrupção.
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b) suspensão, suspensão durante 15 dias, interrupção durante 30 dias e suspensão.
c) suspensão, suspensão durante 45 dias e suspensão.
d) interrupção, interrupção durante 45 dias e interrupção.
e) interrupção, suspensão durante 15 dias, interrupção durante 30 dias e interrupção.
024. 024. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
Considera-se justificada a ausência do empregado por 1 dia por ano para acompanhar 
filho de até 6 anos em consulta médica e de até dois dias para acompanhar cônjuge ou 
companheira gestante em exames e consultas médicas.
025. 025. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
O empregado tem direito de faltar, sem prejuízo do salário, por até dois dias consecutivos 
em virtude de falecimento de primo de primeiro grau, desde que referido parente residisse 
com o mesmo, independente de ciência do empregador desta condição.
026. 026. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
Na suspensão do contrato de trabalho para participação do empregado em curso de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador, poderá este conceder ao trabalhador 
ajuda de custo mensal sem prejuízo da suspensão contratual, desde que inferior a 50% do 
salário.
027. 027. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Nos termos da MP 936, durante o estado de calamidade pública, o empregador poderá 
acordar a suspensão temporária do contrato de trabalho de seus empregados, de forma 
setorial, departamental, parcial ou na totalidade dos postos de trabalho, pelo prazo máximo 
de 60 (sessenta) dias, fracionável em 2 (dois) períodos de até 30 (trinta) dias, podendo ser 
prorrogado por prazo determinado em ato do Poder Executivo.
028. 028. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Nos termos da MP 936, fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado 
que receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, em decorrência 
da redução da jornada de trabalho e do salário ou da suspensão temporária do contrato 
de trabalho, durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e do salário 
ou de suspensão temporária do contrato de trabalho.
029. 029. (INÉDITA/2021) Está configurada a suspensão dos efeitos do contrato de trabalho 
em caso de
a) férias anuais remuneradas.
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b) ausência ao serviço por 03 dias consecutivos em virtude de casamento.
c) aposentadoria por invalidez.
d) férias coletivas de determinado setor da empresa.
e) no dia em que o trabalhador estiver comprovadamente realizando exame vestibular para 
ingresso em ensino superior.
030. 030. (FCC/TRT-14ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Um dos princípios do Direito do Trabalho é 
a continuidade da relação de emprego. Entretanto, há determinadas situações que ocorre 
uma sustação temporária das obrigações e efeitos do contrato de trabalho, denominadas 
pela Doutrina como suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. É considerada como 
modalidade de suspensão do contrato de trabalho:
a) aposentadoria por invalidez.
b) licença-paternidade.
c) afastamento em caso de aborto espontâneo e não criminoso.
d) repouso semanal remunerado.
e) afastamento por 2 dias consecutivos em caso de falecimento de cônjuge.
031. 031. (INÉDITA/2026) Paula e Joyce são empregadas de uma mesma sociedade empresária. 
O irmão de Paula faleceu e o empregador não autorizou sua ausência ao trabalho. Vinte dias 
depois, Joyce se casou e o empregador também não autorizou sua ausência ao trabalho 
em nenhum dia. Como advogado(a) das empregadas, você deverá requerer
a) em ambos os casos, a ausência ao trabalho por três dias consecutivos.
b) um dia de ausência ao trabalho para Paula e de três dias para Joyce.
c) a ausência ao trabalho por dois dias consecutivos, no caso de Paula e, de até três dias, 
para Joyce.
d) a ausência ao trabalho por dois úteis dias no caso de Paula e, de até três dias úteis, para 
Joyce.
032. 032. (FGV/EXAME DA ORDEM/2016) Após ter sofrido um acidente do trabalho reconhecido 
pela empresa, que emitiu a competente CAT, um empregado afastou-se do serviço e passou 
a receber auxílio-doença acidentário. Sobre a situação descrita, em relação ao período no 
qual o empregado recebeu benefício previdenciário, assinale a afirmativa correta.
a) A situação retrata caso de suspensão contratual e a empresa ficará desobrigada de 
depositar o FGTS na conta vinculada do trabalhador.
b) Ocorrerá interrupção contratual e a empresa continua com a obrigação de depositar o 
FGTS para o empregado junto à CEF.
c) Ter-se-á suspensão contratual e a empresa continuará obrigada a depositar o FGTS na 
conta vinculada do trabalhador.
d) Haverá interrupção contratual e a empresa estará dispensada de depositar o FGTS na 
conta vinculada do trabalhador.
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033. 033. (FGV/EXAME DA ORDEM/2016) Maria trabalha para a sociedade empresária Beta e 
recentemente foi aposentada por invalidez. Diante desse fato, a empresa cancelou o plano 
de saúde de Maria. Em relação à hipótese retratada e de acordo com a lei e o entendimento 
sumulado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária agiu corretamente, pois a aposentadoria por invalidez rompeu 
o contrato de trabalho.
b) A sociedade empresária poderia, diante da situação retratada e a seu exclusivo critério, 
manter ou não o plano de saúde.
c) A sociedade empresária terá obrigação de manter o plano por 12 meses, quando terminaria 
a estabilidade da obreira.
d) A sociedade empresária se equivocou, porque o contrato está suspenso, devendo ser 
mantido o plano de saúde.
034. 034. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item a seguir, 
referente a alteração, suspensão, interrupção e rescisão do contrato de trabalho. Se uma 
mulher vítima de violência doméstica for afastada temporariamente do local de trabalho, 
pelo juízo competente, visando preservar a manutenção do vínculo trabalhista e resguardar 
sua integridade física e psicológica, essa situação configurará hipótese de suspensão docontrato de trabalho.
035. 035. (FCC/METRÔ/ADVOGADO JÚNIOR/2014) Considere a seguinte situação hipotética: 
Samanta, empregada do Metrô, está marcando seu casamento com Laercius e, para marcar 
sua viagem de lua de mel, consultou sua vizinha Rubineia, advogada, questionando-lhe sobre 
as suas faltas após o casamento. Rubineia lhe respondeu que, de acordo com a Consolidação 
das Leis do Trabalho, ela poderá faltar até
a) 5 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de interrupção do contrato de trabalho.
b) 3 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de interrupção do contrato de trabalho.
c) 5 dias consecutivos ou 3 intermitentes, desde que compensados posteriormente.
d) 5 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de suspensão do contrato de trabalho.
e) 3 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de suspensão do contrato de trabalho.
036. 036. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item que se segue.
No tocante à suspensão do contrato de trabalho para que o empregado participe de curso ou 
programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, é certo que se o empregado 
for dispensado durante a suspensão do contrato ou nos três meses subsequentes ao seu 
retorno ao trabalho, terá direito, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em 
vigor, à multa prevista em convenção ou acordo coletivo, cujo valor será, no mínimo, igual 
à metade do montante da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
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037. 037. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item que se segue.
No tocante a suspensão do contrato de trabalho para que o empregado participe de curso 
ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, é certo que o prazo 
da suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional do empregado 
(de dois a cinco meses) poderá ser prorrogado, não havendo necessidade de previsão em 
acordo ou convenção coletiva.
038. 038. (FGV/EXAME DA ORDEM/2014) Os empregados da empresa Calçados Ribeiro Ltda. 
decidem entrar em greve para reivindicar aumento de salário. A greve foi deliberada e 
votada em assembleia convocada apenas para tal, tendo o empregador sido comunicado 
com 48 horas de antecedência acerca do movimento paredista. Durante a greve, de acordo 
com a Lei,
a) os contratos de trabalho ficarão interrompidos.
b) não há uma diretriz própria, na medida em que a Lei é omissa a respeito, cabendo ao 
Judiciário decidir.
c) o empregador pode contratar imediatamente substitutos para o lugar dos grevistas.
d) os contratos de trabalho ficarão suspensos.
039. 039. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Flávia, empregada da empresa KKK Ltda. foi 
eleita diretora, com poderes de direção plenos, ou seja, não permanecendo a subordinação 
jurídica inerente à relação de emprego. Em razão da eleição, Flávia se dirigiu ao setor que 
trabalhava para contar a notícia aos seus colegas de trabalho, mas não conseguiu contar 
a notícia para sua secretária Larissa que está de férias e para a copeira Luísa, que não 
compareceu ao serviço porque se casou ontem. No tocante a suspensão e interrupção do 
contrato de trabalho, nas hipóteses descritas
a) os contratos de trabalho de Flávia, Larissa e Luísa foram suspensos.
b) o contrato de trabalho de Flávia foi interrompido e os contratos de Larissa e Luísa estão 
suspensos.
c) o contrato de trabalho de Flávia está suspenso e os contratos de Larissa e Luísa foram 
interrompidos.
d) os contratos de trabalho de Flávia, Larissa e Luísa foram interrompidos.
e) os contratos de trabalho de Flávia e Luísa foram interrompidos e contrato de Larissa 
foi suspenso.
040. 040. (IBFC/PROCURADOR JURÍDICO/2018) Assinale a alternativa correta sobre qual a figura 
jurídica que identifica a total paralisação dos efeitos do contrato de trabalho.
a) Suspensão
b) Interrupção
c) Celebração
d) Mitigação
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041. 041. (AOCP/TRT-1ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2018) Mário e José são funcionários da Empresa 
Eletrônicos Ltda. Em uma conversa, Mário contou que irá precisar ser afastado de seu cargo, 
pois assumirá um mandato como dirigente sindical, e José informou ao colega de trabalho 
que irá se casar no mês seguinte. Considerando os casos ora apresentados, em qual situação 
devem permanecer os contratos de trabalho de Mário e José, respectivamente?
a) Mário tem direito à suspensão contratual e José tem direito à interrupção contratual.
b) Ambos têm direito à suspensão contratual.
c) Mário tem direito à interrupção contratual e José tem direito à suspensão contratual.
d) Ambos têm direito à interrupção contratual.
e) Mário terá seu contrato rescindido por parte do empregador, pois não é sabido o período 
em que o mesmo permanecerá como dirigente sindical, e José tem direito à suspensão 
contratual.
042. 042. (FCC/TRT-15ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2013) Fabiana, empregada da empresa “KLJ 
Ltda.”, sofreu acidente doméstico queimando-se na cozinha, e em razão das queimaduras, 
terá que se ausentar do serviço por treze dias. Enquanto Fabiana enfrentava uma situação 
difícil, seu irmão, Caio, empregado da empresa “DGR Ltda.” presenciava o nascimento do 
seu filho e está gozando de licença-paternidade. Doralice, amiga dos irmãos, e também 
empregada da empresa “KLJ Ltda.”, está de férias e em razão de suas férias visitará os 
irmãos para prestar seu apoio. Nestes casos, a ausência de Fabiana, a licença-paternidade 
de Caio e as férias de Doralice configuram
a) interrupção do contrato de trabalho.
b) suspensão do contrato de trabalho.
c) suspensão, interrupção e interrupção do contrato de trabalho, respectivamente.
d) interrupção, suspensão e suspensão do contrato de trabalho, respectivamente.
e) suspensão, interrupção e suspensão do contrato de trabalho, respectivamente.
043. 043. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Liliana, Sheila e Ana são empregadas da 
empresa CCC Ltda. Na última semana Liliana se ausentou de seu serviço por um dia para 
prestar exame de vestibular para ingresso na Faculdade; Sheila está ausente há cinco dias, 
tendo em vista que participa na qualidade de jurada de julgamento perante o Tribunal do 
Júri de São Paulo. Hoje Ana está gozando de seu intervalo semanal remunerado. Nestes 
casos, ocorreu a
a) interrupção apenas do contrato de trabalho de Ana.
b) suspensão de todos os contratos de trabalho.
c) interrupção de todos os contratos de trabalho.
d) suspensão apenas do contrato de trabalho de Ana.
e) suspensão apenas do contrato de trabalho de Liliana e Ana.
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044. 044. (CESPE/TRT-17ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item seguinte, com relação 
ao contrato individual de trabalho. Opera-se a suspensão do contrato de trabalho quando 
o empregado ascende ao cargo de diretor de sociedade anônima,passando a ser, por 
conseguinte, representante legal da pessoa jurídica.
045. 045. (CESPE/AGU/PROCURADOR 2ª CATEGORIA/2013) Julgue o item que se segue.
O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário por até dois 
dias consecutivos para se alistar como eleitor. Nesse caso, como o obreiro permanece 
recebendo sua remuneração, ocorre a interrupção do contrato de trabalho.
046. 046. (CESPE/PG-DF/PROCURADOR DO DF/2018) Conforme a jurisprudência dominante do 
TST, a CF e a legislação pertinente, julgue o item que se segue.
Não há incidência do fundo de garantia do tempo de serviço sobre o valor pago a título de 
ajuda de custo, participação em lucros ou resultados e férias indenizadas. Por outro lado, 
há manutenção da incidência dessa contribuição em algumas hipóteses de suspensão do 
contrato de trabalho, como, por exemplo, em caso de afastamento para a prestação do 
serviço militar obrigatório.
047. 047. (FCC/AFAP/ADVOGADO/2018) Felipe, auxiliar administrativo, completou 18 anos e 
pretende se alistar como eleitor; Silmara, recepcionista, necessita ausentar- se do emprego 
para acompanhar consulta médica de seu filho de 5 anos de idade; Gerson, gerente, pretende 
acompanhar sua esposa grávida em consulta médica pré-natal. Considerando que todos 
são empregados, pela lei vigente, é correto dizer que podem faltar ao serviço, sem prejuízo 
do salário, considerando-se interrupção do contrato de trabalho, pelos seguintes períodos, 
respectivamente, por
a) até 5 dias consecutivos ou não; por 3 dias por ano e até 3 dias.
b) até 3 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 2 dias.
c) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 2 dias.
d) até 2 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 3 dias.
e) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 5 dias.
048. 048. (FCC/AFAP-AP/ANALISTA/2019) Felipe, auxiliar administrativo, completou 18 anos e 
pretende se alistar como eleitor; Silmara, recepcionista, necessita ausentar-se do emprego 
para acompanhar consulta médica de seu filho de 5 anos de idade; Gerson, gerente, pretende 
acompanhar sua esposa grávida em consulta médica pré-natal. Considerando que todos 
são empregados, pela lei vigente, é correto dizer que podem faltar ao serviço, sem prejuízo 
do salário, considerando-se interrupção do contrato de trabalho, pelos seguintes períodos, 
respectivamente, por
a) até 5 dias consecutivos ou não; por 3 dias por ano e até 3 dias.
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b) até 3 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 2 dias.
c) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 2 dias.
d) até 2 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 3 dias.
e) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 5 dias.
049. 049. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde ou de assistência médica oferecido 
pela empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de 
auxílio-doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez.
050. 050. (FCC/TRT-2ª/TÉCNICO/2018) Vânia, empregada regularmente contratada da empresa 
Embalagens “D” Ltda., quando estava grávida de 22 semanas, infelizmente sofreu um 
aborto espontâneo, comprovado por atestado médico oficial. Neste caso, seu contrato de 
trabalho será
a) suspenso, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 10 dias.
b) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 10 dias.
c) suspenso, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 15 dias.
d) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 2 semanas.
e) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 15 dias.
051. 051. (FCC/TRT-11ª/ANALISTA/2017) Lucila, em razão da abertura involuntária do colo do 
útero, de forma prematura, comprovada por atestado médico oficial, sofreu um aborto na 
segunda semana de gestação. Neste caso, o contrato de trabalho de Lucila será
a) interrompido e ela terá direito a dez dias de repouso.
b) suspenso e ela terá direito a duas semanas de repouso.
c) interrompido e ela terá direito a duas semanas de repouso.
d) suspenso e ela terá direito a quinze dias de repouso.
e) suspenso e ela terá direito a uma semana de repouso.
052. 052. (FCC/TST/ANALISTA/2017) Julgue o item que se segue.
Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior, não poderá o empregado deixar de 
comparecer na empresa.
053. 053. (FCC/TST/ANALISTA/2017) Julgue o item que se segue.
É causa de suspensão do contrato de trabalho o afastamento do empregado para cumprimento 
das exigências do serviço militar sendo que, implementada a baixa do respectivo encargo, 
o empregado deverá reassumir imediatamente o seu emprego, sob pena de se caracterizar 
abandono.
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054. 054. (FCC/TRT-20ª/TÉCNICO/2016) Plutão, empregado da Construtora Piramidal Olímpica 
S/A, foi convocado e prestou o serviço militar compulsório. Nesse caso, sobre a suspensão 
do período aquisitivo de férias durante o período correspondente à prestação de serviço 
militar obrigatório, é correto afirmar:
a) Haverá suspensão, desde que ele retorne ao emprego nos 90 dias seguintes à cessação 
do serviço militar obrigatório.
b) Haverá suspensão, desde que ele compareça ao estabelecimento no prazo de 60 dias, 
contados da data em que se verificar sua baixa.
c) Não haverá suspensão, porque não há previsão legal para suspensão de período aquisitivo 
de férias, mas apenas de interrupção.
d) A suspensão depende de haver previsão em norma coletiva da categoria, porque não há 
previsão legal para esta suspensão.
e) Haverá suspensão, desde que ele se apresente dentro do período aquisitivo de gozo 
relativo ao período concessivo que se pretende a suspensão.
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GABARITOGABARITO
1. a
2. b
3. a
4. c
5. a
6. E
7. C
8. E
9. C
10. C
11. c
12. C
13. C
14. e
15. b
16. d
17. e
18. a
19. E
20. E
21. C
22. d
23. a
24. C
25. E
26. E
27. C
28. C
29. b
30. a
31. c
32. c
33. d
34. C
35. b
36. E
37. E
38. d
39. c
40. a
41. a
42. a
43. c
44. C
45. C
46. C
47. c
48. c
49. C
50. e
51. c
52. E
53. E
54. a
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2026) Daniel, empregado com CTPS assinadade uma grande empresa 
multinacional em Natal, sensibiliza-se com campanhas de doação de sangue que vê na TV 
e pretende ser doador contumaz, pois é uma pessoa de ótima saúde. Para tal, ele procura 
o RH da empresa para fins de se informar se pode faltar ao serviço e, assim, o advogado 
da empresa, analisando o artigo 473 da CLT, para resolver corretamente a dúvida dele deve 
responder:
a) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de 
sangue devidamente comprovada
b) por um dia, em cada 6 (seis) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada
c) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária ou 
compulsória de sangue devidamente comprovada
d) por um dia, independentemente da quantidade de vezes por ano, em caso de doação 
voluntária ou compulsória de sangue devidamente comprovada
e) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação compulsória de 
sangue, independentemente de comprovação.
a) Certa. A questão se resolve em casos de interrupção de trabalho, nos termos do artigo 
da CLT:
Art. 473 O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: (…) IV 
por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada (…)
b) Errada. É 1 dia a cada 12 meses.
c) Errada. É apenas em caso de doação voluntária que a lei faz previsão.
d) Errada. É 1 dia a cada 12 meses e, apenas em caso de doação voluntária, que a lei faz 
previsão.
e) Errada. É somente em caso de doação voluntária e depende de comprovação.
Letra a.
002. 002. (INÉDITA/2026) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo 
do salário, exceto:
a) até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob 
sua dependência econômica
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b) até 3 (três) dias úteis, em virtude de casamento
c) até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva
d) nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
e) por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
a) Certa. A assertiva está de acordo com o artigo 473, I da CLT.
b) Errada. A assertiva está errada, pois são dois dias consecutivos, conforme o art. 473, II 
da CLT.
c) Certa. A assertiva está de acordo com o artigo 473, V da CLT.
d) Certa. A assertiva está de acordo com o artigo 473, VII da CLT.
e) Certa. A assertiva está de acordo com o artigo 473, XI da CLT.
Letra b.
003. 003. (INÉDITA/2026) O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois 
a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação 
profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, 
mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do 
empregado. Sobre essa forma de suspensão do contrato, assinale a alternativa INCORRETA, 
nos termos do tema da CLT:
a) Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o 
empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de dez 
dias da suspensão contratual.
b) O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em mais de uma vez no período de 
dezesseis meses.
c) O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual, com valor a ser definido em convenção 
ou acordo coletivo.
d) Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos 
pelo empregador.
e) Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de 
qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, 
ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato 
dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas 
na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
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a) Errada. A assertiva está errada, pois está em discordância com o art. 476-A, § 1º:
Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.
b) Certa. A assertiva está correta, conforme o teor do art. 476-A, § 2º.
c) Certa. A assertiva está correta, conforme o teor do art. 476-A, § 3º.
d) Certa. A assertiva está correta, conforme o teor do art. 476-A, § 4º.
e) Certa. A assertiva está correta, conforme o teor do art. 476-A, § 6º.
Letra a.
004. 004. (INÉDITA/2026) Conforme entendimento do TST sobre verbas salariais, analise a 
questão INCORRETA sobre o tema:
a) Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, inclusive 
nas férias, o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído.
b) Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas.
c) A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, não integra o cálculo 
da gratificação natalina.
d) O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este 
acrescido de outros adicionais.
e) Empregado transferido, por ato unilateral do empregador, para local mais distante de 
sua residência, tem direito a suplemento salarial correspondente ao acréscimo da despesa 
de transporte.
a) Certa. A assertiva está em exato teor com a Súmula 159, I, do TST.
b) Certa. A alternativa b está em conformidade com o teor da Súmula 172 do TST.
c) Errada. A assertiva é o oposto do que dispõe a Súmula 45 do TST: a remuneração do 
serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo da gratificação natalina 
prevista na Lei n. 4.090, de 13.07.1962.
d) Certa. A assertiva está em conformidade com o teor da Súmula 191, I, do TST.
e) Certa. A assertiva está em conformidade com a Súmula 29 do TST.
Letra c.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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005. 005. (INÉDITA/2026) No caso de culpa recíproca que enseja o fim do pacto laboral, o 
trabalhador terá direito às seguintes verbas, conforme entendimento sumulado do TST:
a) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro 
salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
b) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, a integralidade do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais eforma restrita 
ou ampla, em relação aos sujeitos — empregado e empregador — e quanto ao objeto da 
prestação pactuada.
No caso da suspensão, temos um sobrestamento mais amplo, e, na interrupção, temos 
um sobrestamento mais restrito. Destaca-se que, em ambos os casos, ficam mantidos os 
vínculos de emprego. O que os diferencia é se haverá sobrestamento de todas as parcelas 
do contrato de trabalho.
001. 001. (INÉDITA/2021) As causas de suspensão e interrupção do contrato mantêm o vínculo 
de trabalho vigente.
Destaca-se que, nos dois casos, permanecem mantidos os vínculos de emprego. O que os 
diferencia é se haverá o sobrestamento de todas as parcelas do contrato de trabalho.
Certo.
As garantias provisórias no emprego não possuem qualquer alteração no caso de suspensão 
ou interrupção do contrato de trabalho (GODINHO, 2020, p. 1287). Porém, tais garantias de 
emprego preservam a plena vigência e eficácia de todas as cláusulas do pacto empregatício 
durante todo o prazo da respectiva garantia (...)
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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Quais são as causas de suspensão? Quais são as causas de interrupção? Antes de verificar 
as hipóteses da CLT, é necessário entender as diferenças. Mas é importante saber que, nas 
duas situações, o vínculo de emprego é mantido entre as partes.
Então, vou começar com uma tabela de diferenças para, depois, seguirmos na parte teórica:
Suspensão do contrato de trabalho Interrupção do contrato de trabalho
• Sustação temporária dos principais efeitos do 
contrato de trabalho.
• Mantém o vínculo entre as partes.
• Não há obrigações pecuniárias pelo empregador 
nem direito do trabalhador ao recolhimento do 
FGTS do período suspenso.
• É uma sustação ampliada.
Não são mantidas, nesse período, as obrigações 
trabalhistas.
• Sustação temporária da principal obrigação do 
empregado no contrato de trabalho.
• Mantém o vínculo entre as partes.
• Há obrigações pecuniárias pelo empregador e 
existe o direito do trabalhador ao recolhimento 
do FGTS do período interrompido.
• É uma sustação restrita. Alguns denominam-na 
suspensão parcial do contrato (GODINHO, 2020; 
1287).
• São mantidas, nesse período, as obrigações 
trabalhistas.
Por oportuno, trarei as definições de GODINHO (2020;1291) acerca dos conceitos das 
duas situações.
Suspensão e interrupção 
do contrato de trabalho: 
CARACTERÍSTICAS
SUSPENSÃO
Sustação AMPLA e BILATERAL de efeitos do 
contrato de trabalho.
Situação RESTRITA e UNILATERAL dos efeitos 
do contrato de trabalho.
Preserva a vigência do contrato de trabalho.
Preserva a vigência do contrato de trabalho.
Praticamente todas as cláusulas contratuais não se 
aplicam durante a suspensão.
Praticamente todas as cláusulas contratuais se 
aplicam durante a interrupção.
Exemplo: 16º dia de doença do trabalhador que 
passa a receber auxílio doença pelo INSS.
Exemplo: os 15 primeiros dias de doença do trabalhador 
que apresenta o atestado ao empregador.
O empregado não presta serviço e o empregador 
não paga salário e nem recolhe FGTS.
O empregado não presta serviço, mas o 
empregado paga o salário e recolhe o FGTS.
INTERRUPÇÃO
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002. 002. (INÉDITA/2021) Richard se acidenta e precisa de afastamento de 10 dias para se 
recuperar. Fábio, seu irmão, no mesmo acidente, precisa de um afastamento de 30 dias. 
No caso dos dois, temos:
a) Richard terá interrupção do contrato de trabalho, assim como Fábio, pois o acidente é 
o mesmo.
b) Richard e Fábio terão o contrato suspenso.
c) Richard terá interrupção do contrato de trabalho, e Fábio, por sua vez, interrupção do 
contrato até o 15º dia e do 16º dia, suspensão.
d) Richard terá suspensão do contrato de trabalho e Fábio, por sua vez, suspensão do 
contrato até o 15º dia e do 16º dia de interrupção.
Até o 15º dia de afastamento do trabalhador, é caso de interrupção do contrato de trabalho. 
A partir do 16º dia, é caso de suspensão. O fato de o acidente ser o mesmo não altera em 
nada o gabarito.
Letra c.
Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas 
as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia 
na empresa.
Muito cuidado agora! Tivemos uma lei recente que mudou alguns pontos que serão 
LEMBRADOS pelas nossas bancas em relação à MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.116, DE 4 DE MAIO 
DE 2022, E À CONVERSÃO NA LEI N. 14.457, DE 21 DE SETEMBRO DE 2022.
No dia 23/09/2022, a MP foi convertida em lei, da qual vamos estudar agora!
Com essas mudanças, foram efetivadas as seguintes:
1) Às mulheres empregadas é garantido igual salário em relação aos empregados que 
exerçam idêntica função prestada ao mesmo empregador, nos termos dos arts. 373-A e 
461 da CLT.
2) O Sistema Nacional de Emprego (Sine) implementará iniciativas com vistas à melhoria 
da empregabilidade de mulheres, especialmente daquelas: que tenham filho, enteado ou 
guarda judicial de crianças de até 5 (cinco) anos de idade; que sejam chefes de família 
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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monoparental; ou com deficiência ou com filho com deficiência. ALERTA: PRIORIDADE PARA 
AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA!
3) MUDANÇA NA CLT:
Art. 163. Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e 
de Assédio (Cipa), em conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e 
Previdência, nos estabelecimentos ou nos locais de obra nelas especificadas.
4) MUDANÇA NA CLT: INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO – Art. 473, III: III 
por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, de adoção ou de guarda 
compartilhada; X pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou companheira 
em até 6 (seis) consultas médicas ou em exames complementares durante o período de 
gravidez. Parágrafo único. O prazo a que se refere o inciso III do caput deste artigo será 
contado a partir da data de nascimento do filho.
CUIDADO COM O QUE MUDOU NA CLT! GUARDE NO CORAÇÃO OS ARTIGOS ACIMA!
Medidas de Qualificação das Mulheres
Nesse caso, temos as situações de possibilidade de suspensão do contrato de trabalho 
para qualificação profissional e estímulo à ocupação das vagas de gratuidade dos serviços 
sociais autônomos. Como podemos esquematizar isso para as provas?
Suspensão do Contrato de Trabalho para 
Qualificação Profissional
Estímulo à Ocupação das Vagas de Gratuidade 
dos Serviços Sociais Autônomos
Requisição formal da empregada interessada.
Estimular a qualificação de mulheres e o 
desenvolvimento de habilidades e competências 
em áreas estratégicas ou com menor participação 
feminina.
Poderá suspender o contrato de trabalho para 
participação em curso ou em programa de qualificação 
profissional oferecido pelo empregador.
Cuidado! SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO.
A suspensão do contrato de trabalho será formalizada 
por meio demulta de 40% do FGTS
c) tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro 
salário e das férias proporcionais e multa de 40% do FGTS
d) tem direito a integralidade do valor do aviso prévio, mas só de 50% do valor do décimo 
terceiro salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
e) Não tem direito ao aviso prévio, mas tem direito a a 50% (cinquenta por cento) do décimo 
terceiro salário e das férias proporcionais e multa de 20% do FGTS.
Prevista no artigo 484 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a culpa recíproca ocorre 
quando empregado e empregador dão causa à rescisão do contrato de trabalho por 
cometerem faltas graves concomitantemente. Como consequência, deve haver a divisão 
da responsabilidade entre os dois lados. Dispõe a Súmula 14 do TST: “Reconhecida a culpa 
recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado tem direito a 
50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias 
proporcionais.” Por isso, a alternativa A é a correta.
b) Errada. A assertiva está incorreta, pois contraria a súmula 14 do TST e, ainda, a multa 
do FGTS é de 20%.
c) Errada. A assertiva está incorreta, pois a multa do FGTS é de 20%.
d) Errada. A assertiva está incorreta, pois contraria a súmula 14 do TST.
e) Errada. A assertiva está incorreta, pois contraria a súmula 14 do TST, que estabelece o 
direito a 50% do aviso prévio.
Letra a.
006. 006. (FCC/TRT5/ANALISTA/2022) Julgue o item que se segue.
Albino é empregado celetista e deseja participar de um curso de qualificação profissional 
oferecido pelo seu empregador. Nessa situação, com base no que prevê a Consolidação 
das Leis do Trabalho, o contrato de trabalho de Albino poderá ser interrompido pelo prazo 
máximo de 5 meses, com a percepção normal dos salários.
É caso de contrato suspenso, conforme a CLT, e não de contrato interrompido ou alterado.
Errado.
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007. 007. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença maternidade e 
à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicado, se contratual ou 
administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão, ou seja, contratada por tempo determinado.
Em 2023, em um importante julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a 
gestante contratada pela administração pública por prazo determinado ou em cargo em 
comissão tem direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória desde a confirmação 
da gravidez até cinco meses após o parto. Segundo o STF:
JURISPRUDÊNCIA
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem por razão as necessidades da 
mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância com os cuidados da criança, 
especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade temporária 
tem por objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições 
materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, a trabalhadora gestante.
Certo.
008. 008. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença maternidade 
e à estabilidade provisória, independentemente do regime jurídico aplicado, se contratual 
ou administrativo, com exceção se ocupar cargo em comissão.
Em 2023, em um importante julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a 
gestante contratada pela administração pública por prazo determinado ou em cargo em 
comissão tem direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória desde a confirmação 
da gravidez até cinco meses após o parto. Segundo o STF:
JURISPRUDÊNCIA
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem por razão as necessidades da 
mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância com os cuidados da criança, 
especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade temporária 
tem por objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições 
materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, a trabalhadora gestante.
Errado.
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009. 009. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
Para o STF, não deve ser admitida nenhuma diferenciação artificial entre trabalhadoras da 
esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em questão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a gestante contratada pela administração 
pública por prazo determinado ou em cargo em comissão tem direito à licença-maternidade 
e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
Segundo o STF:
JURISPRUDÊNCIA
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem por razão as necessidades 
da mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância com os cuidados da 
criança, especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade 
temporária tem por objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, 
as condições materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, 
a trabalhadora gestante. Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito 
ao gozo de licença maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do 
regime jurídico aplicado, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em 
comissão ou seja contratada por tempo determinado. Não deve ser admitida nenhuma 
diferenciação artificial entre trabalhadoras da esfera pública e da privada, seja qual 
for o contrato em questão. Pensar de modo diverso, a seu ver, seria admitir que a 
servidora contratada a título precário jamais contaria com a tranquilidade e segurança 
para exercer a maternidade e estaria à mercê do desejo unilateral do patrão.
Certo.
010. 010. (FADESP/PREFEITURA DE PARAUAPEBAS/PROCURADOR/2023) Julgue o item que se segue.
Considera-se exemplo de interrupção do contrato individual do trabalho a ausência ao 
serviço pelo tempo necessário para acompanhar a esposa ou companheira, em até 6 (seis) 
consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez.
A possibilidade está prevista na CLT:
Art. 473, X – pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou companheira em até 6 (seis) 
consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez.
Certo.
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011. 011. (CESPE/TRT8/TÉCNICO/2023) Marina, empregada celetista na sociedade empresária 
Delta Ltda., apresentou atestado de afastamento de sete dias em razão de doença não 
relacionada com sua atividade laboral. Nessa situação hipotética, de acordo com as regras 
de suspensão e interrupção do contrato de trabalho, o contrato de trabalho de Marina será:
a) interrompido, ela receberá a verba salarialcorrespondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias não será computado como tempo de serviço.
c) interrompido, e ela não receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento, 
mas o período de sete dias será computado como tempo de serviço.
c) interrompido, ela receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias será computado como tempo de serviço.
d) suspenso, ela receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e o 
período de sete dias será computado como tempo de serviço.
e) suspenso, ela não receberá a verba salarial correspondente aos dias de afastamento e 
o período de sete dias será computado como tempo de serviço.
Conforme a CLT:
Art. 471. Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as 
vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. 
Até 15 dias de afastamento por atestado médico, o contrato de trabalho está interrompido, 
com o direito de receber todos os dias de falta pelo seu empregador.
Letra c.
012. 012. (CESPE/DATAPREV/ADVOGADO/2023) Determinado tribunal do trabalho editou uma 
súmula jurisprudencial prevendo que empregado pode deixar de comparecer ao serviço, 
sem prejuízo do salário, por oito dias consecutivos em caso de nascimento de filho. A 
partir dessa situação hipotética, julgue o item que se segue, com base nas disposições da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A CLT prevê expressamente que o empregado pode 
deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por cinco dias consecutivos em 
caso de nascimento de filho.
Está disposto na CLT:
Art. 473, III – por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, de adoção ou de 
guarda compartilhada
Certo.
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013. 013. (QUADRIX/COFFITO/ADVOGADO/2023) Julgue o item que se segue.
O afastamento do empregado em razão das exigências do serviço militar não constituirá 
motivo para a alteração ou a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador, 
sendo que o empregado continuará a receber sua remuneração durante os primeiros noventa 
dias desse afastamento.
Dispõe a CLT:
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por 
parte do empregador.
§ 1º Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em 
virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique o 
empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo de 30 
(trinta) dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo 
a que estava obrigado.
§ 5º Durante os primeiros 90 (noventa) dias desse afastamento, o empregado continuará 
percebendo sua remuneração.
Certo.
014. 014. (FGV/AL-MA/ADVOGADO/2023) A suspensão contratual se diferencia da interrupção 
porque nesta o empregador deve pagar o salário do período correspondente, ao passo 
que naquela, não. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica um caso que envolve 
interrupção e seu respectivo prazo, contanto que devidamente comprovado.
a) Até três dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge.
b) Nos dias em que o empregado estiver realizando provas de concurso público.
c) Até dois dias úteis em virtude de casamento.
d) Um dia por ano para acompanhar filho de até dez anos de idade em consulta médica.
e) Até três dias, em cada doze meses de trabalho, para realizar exames preventivos de câncer.
Dispõe o art. 473 da CLT:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica;
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento
III – por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, de adoção ou de guarda 
compartilhada;
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IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada; até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, 
nos termos da lei respectiva; no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço 
Militar referidas na letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço 
Militar); nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior; pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver 
que comparecer a juízo; pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante 
de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual 
o Brasil seja membro; pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou companheira em 
até 6 (seis) consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez; 
por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica;
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra e.
015. 015. (CESPE/PGM-RN/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2023) Sem prejuízo da percepção do 
salário, o empregado celetista poderá deixar de comparecer ao serviço por
a) até cinco dias úteis, em virtude de casamento.
b) cinco dias consecutivos, em caso de nascimento de filho.
c) um dia por mês, para acompanhar filho de até doze anos de idade em consulta médica.
d) até sete dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge.
e) um dia a cada seis meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue.
a) Errada. É até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento.
b) Certa. A lei menciona: por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, 
adoção ou guarda compartilhada.
c) Errada. A lei prevê: por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em 
consulta médica.
d) Errada. Na medida em que a lei prevê: até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento 
do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de 
trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica.
e) Errada. Por um dia, a cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária 
de sangue devidamente comprovada.
Letra b.
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016. 016. (FGV/EXAME DA ORDEM/2019) Determinada sociedade empresária ampliou os benefícios 
de seus empregados para fidelizá-los e evidenciar sua responsabilidade social. Dentre outrasmedidas, aderiu voluntariamente ao programa de empresa cidadã e, assim, aumentou o 
período de licença-maternidade e o de licença-paternidade de seus empregados. Marcondes, 
empregado da referida empresa, que será pai em breve, requereu ao setor de recursos 
humanos a ampliação do seu período de licença-paternidade, e agora deseja saber quanto 
tempo ficará afastado. Assinale a opção que, de acordo com a Lei, indica o período total 
da licença-paternidade que Marcondes aproveitará.
a) 5 dias.
b) 10 dias.
c) 15 dias.
d) 20 dias.
O período total da licença-paternidade que Marcondes aproveitará será de 20 dias.
Letra d.
017. 017. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Considere as seguintes hipóteses:
I – Camila, irmã de Vânia, faleceu hoje em razão de complicações decorrentes de uma 
cirurgia estética.
II – Fernanda se casou hoje às 19:00 horas. A cerimônia está marcada na casa da família 
na cidade de Itapetininga.
III – Norberto pretende se alistar eleitor, nos termos da legislação pertinente.
IV – Sônia está grávida. Gilberto, seu marido, pretende acompanhar suas consultas 
médicas para possibilitar um contato próximo com seu filho. Nesses casos, de acordo com 
a Consolidação das Leis do Trabalho, Vânia, Fernanda, Norberto e Gilberto poderão deixar 
de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, respectivamente, por até
a) três dias consecutivos, três dias consecutivos, dois dias consecutivos ou não, cinco dias.
b) dois dias consecutivos, dois dias consecutivos, três dias consecutivos ou não, dois dias.
c) dois dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias.
d) três dias consecutivos, dois dias consecutivos, três dias consecutivos, três dias.
e) dois dias consecutivos, três dias consecutivos, dois dias consecutivos ou não, dois dias.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra e.
018. 018. (FCC/TRT6/TÉCNICO/2018) Interrupção e suspensão do contrato empregatício são institutos 
que tratam da sustação, restrita ou ampliada, dos efeitos contratuais durante certo lapso 
temporal. Assim, enquadram-se como modalidades de interrupção e suspensão, respectivamente:
a) afastamento por doença até o 15º dia − aposentadoria por invalidez.
b) descanso semanal remunerado − depoimento como testemunha judicial ao tempo que 
for necessário.
c) qualificação profissional para participação do empregado promovido pelo empregador 
− férias anuais.
d) dias em que estiver realizando exame vestibular para ingresso no ensino superior 
– licença-paternidade.
e) encargo público não obrigatório − doação de sangue voluntária por um dia a cada 12 meses.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra a.
019. 019. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Para a proteção do emprego, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período 
improrrogável de 2 a 5 meses, para participação do empregado em curso ou programa de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador, desde que haja concordância formal do 
empregado e independentemente de previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Sobre esse assunto, destaca-se a temática na CLT:
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, 
para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o 
disposto no art. 471 desta Consolidação.
§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensãocontratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
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§3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador.
§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato
§6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais 
referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às 
sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
§7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Errado.
020. 020. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho 
por parte do empregador, não se configurando hipótese de suspensão ou interrupção do 
contrato de trabalho.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, na qual vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
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VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Errado.
021. 021. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde ou de assistência médica oferecido 
pela empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de 
auxílio-doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez.
Muito cobrado em provas, é a hipótese de suspensão do contrato quando o empregado é 
aposentado por invalidez, ocasião em que seu contrato de trabalho ficará suspenso durante 
o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício, nos exatos 
termos do artigo 475 da CLT.
Certo.
022. 022. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2017) Urano teve o seu contrato de trabalho suspenso em 
razão de licença por gozo do benefício previdenciário de auxílio-doença previdenciário 
comum (código B-31). Neste período de suspensão do contrato, o empregado terá direito
a) aos depósitos do FGTS durante a paralisação dos serviços.
b) ao pagamento dos salários pelo empregador do período de afastamento.
c) a computar o tempo de afastamento para todos os efeitos legais.
d) às vantagens ocorridas na sua ausência que tenham sido atribuídas à categoria que 
pertencia.
e) à prorrogação do final do contrato por prazo determinado, mesmo que não tenha havido 
prévio acordo com o empregador.
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Neste período de suspensão do contrato, o empregado terá direito às vantagens ocorridas 
na sua ausência que tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia.
Letra d.
023. 023. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Catarina ficou afastada do trabalho por 120 
dias em razão de licença-maternidade. Ao retornar às suas funções, escorregou em uma 
escada da empresa, sofrendo fraturas que exigiram seu afastamento do trabalho por 45 
dias. Recebeu auxílio doença acidentário. Após a alta do INNS retornou às suas atividades, 
mas um mês depois a empresa lhe concedeu férias, tendo em vista que o término do período 
concessivo estava próximo. Em relação ao contrato de trabalho, os períodos de afastamento 
de Catarina caracterizam, respectivamente
a) interrupção, interrupção durante 15 dias, suspensão durante 30 dias e interrupção.
b) suspensão, suspensão durante 15 dias, interrupção durante 30 dias e suspensão.
c) suspensão, suspensão durante 45 dias e suspensão.
d) interrupção, interrupção durante 45 dias e interrupção.
e) interrupção, suspensão durante 15 dias, interrupção durante 30 dias e interrupção.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
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X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra a.
024. 024. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
Considera-se justificada a ausência do empregado por 1 dia por ano para acompanhar 
filho de até 6 anos em consulta médica e de até dois dias para acompanhar cônjuge ou 
companheira gestante em exames e consultas médicas.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Certo.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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025. 025. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
O empregado tem direito de faltar, sem prejuízo do salário, por até dois dias consecutivos 
em virtude de falecimento de primo de primeiro grau, desde que referido parente residisse 
com o mesmo, independente de ciência do empregador desta condição.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Errado.
026. 026. (FCC/TRT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Julgue o item que se segue.
Na suspensão do contrato de trabalho para participação do empregado em curso de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador, poderá este conceder ao trabalhador 
ajuda de custo mensal sem prejuízo da suspensão contratual, desde que inferior a 50% do 
salário.
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Sobre esse assunto, destaca-se a temática na CLT, art. 476-A: o contrato de trabalho poderá 
ser suspenso por um período de dois a cinco meses para a participação do empregado em 
curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, com duração 
equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o disposto no art. 471 desta 
Consolidação.
§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
§3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período desuspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador.
§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato
§6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais 
referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às 
sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
§7º prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Errado.
027. 027. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Nos termos da MP 936, durante o estado de calamidade pública, o empregador poderá 
acordar a suspensão temporária do contrato de trabalho de seus empregados, de forma 
setorial, departamental, parcial ou na totalidade dos postos de trabalho, pelo prazo máximo 
de 60 (sessenta) dias, fracionável em 2 (dois) períodos de até 30 (trinta) dias, podendo ser 
prorrogado por prazo determinado em ato do Poder Executivo.
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DIreITo Do Trabalho 
Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
A assertiva está correta, nos exatos termos da MP 936 e da Lei n. 14.020/2020. A MP 
936/2020, convertida em lei, tratou da hipótese de suspensão do contrato de trabalho.
Certo.
028. 028. (INÉDITA/2021) Julgue o item que se segue.
Nos termos da MP 936, fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado 
que receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, em decorrência 
da redução da jornada de trabalho e do salário ou da suspensão temporária do contrato 
de trabalho, durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e do salário 
ou de suspensão temporária do contrato de trabalho.
A assertiva está correta, nos exatos termos da MP 936 e da Lei n. 14.020/2020. A MP 
936/2020, convertida em lei, tratou da hipótese de suspensão do contrato de trabalho.
Certo.
029. 029. (INÉDITA/2021) Está configurada a suspensão dos efeitos do contrato de trabalho 
em caso de
a) férias anuais remuneradas.
b) ausência ao serviço por 03 dias consecutivos em virtude de casamento.
c) aposentadoria por invalidez.
d) férias coletivas de determinado setor da empresa.
e) no dia em que o trabalhador estiver comprovadamente realizando exame vestibular para 
ingresso em ensino superior.
Muito cobrado em provas, é a hipótese de suspensão do contrato quando o empregado é 
aposentado por invalidez, ocasião em que seu contrato de trabalho ficará suspenso durante 
o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício, nos exatos 
termos do artigo 475 da CLT.
Letra b.
030. 030. (FCC/TRT-14ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Um dos princípios do Direito do Trabalho é 
a continuidade da relação de emprego. Entretanto, há determinadas situações que ocorre 
uma sustação temporária das obrigações e efeitos do contrato de trabalho, denominadas 
pela Doutrina como suspensão ou interrupção do contrato de trabalho. É considerada como 
modalidade de suspensão do contrato de trabalho:
a) aposentadoria por invalidez.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
b) licença-paternidade.
c) afastamento em caso de aborto espontâneo e não criminoso.
d) repouso semanal remunerado.
e) afastamento por 2 dias consecutivos em caso de falecimento de cônjuge.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra a.
031. 031. (INÉDITA/2026) Paula e Joyce são empregadas de uma mesma sociedade empresária. 
O irmão de Paula faleceu e o empregador não autorizou sua ausência ao trabalho. Vinte dias 
depois, Joyce se casou e o empregador também não autorizou sua ausência ao trabalho 
em nenhum dia. Como advogado(a) das empregadas, você deverá requerer
a) em ambos os casos, a ausência ao trabalho por três dias consecutivos.
b) um dia de ausência ao trabalho para Paula e de três dias para Joyce.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
c) a ausência ao trabalho por dois dias consecutivos, no caso de Paula e, de até três dias, 
para Joyce.
d) a ausência ao trabalho por dois úteis dias no caso de Paula e, de até três dias úteis, para 
Joyce.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra c.
032. 032. (FGV/EXAME DA ORDEM/2016) Após ter sofrido um acidente do trabalho reconhecido 
pela empresa, que emitiu a competente CAT, um empregado afastou-se do serviço e passou 
a receber auxílio-doença acidentário. Sobre a situação descrita, em relação ao período no 
qual o empregado recebeu benefício previdenciário, assinale a afirmativa correta.
a) A situação retrata caso de suspensão contratual e a empresa ficará desobrigada de 
depositar o FGTS na conta vinculada do trabalhador.
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b) Ocorrerá interrupção contratual e a empresa continua com a obrigação de depositar o 
FGTS para o empregado junto à CEF.
c) Ter-se-á suspensão contratual e a empresa continuará obrigada a depositar o FGTS na 
conta vinculada do trabalhador.
d) Haverá interrupção contratual e a empresa estará dispensada de depositar o FGTS na 
conta vinculada do trabalhador.
Terá suspensão contratual, e a empresa continuará obrigada a depositar o FGTS na conta 
vinculada do trabalhador.
Letra c.
033. 033. (FGV/EXAME DA ORDEM/2016) Maria trabalha para a sociedade empresária Beta e 
recentemente foi aposentada por invalidez. Diante desse fato, a empresa cancelou o plano 
de saúde de Maria. Em relação à hipótese retratada e de acordo com a lei e o entendimento 
sumulado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A sociedade empresária agiu corretamente, pois a aposentadoria por invalidez rompeu 
o contrato de trabalho.
b) A sociedade empresária poderia, diante da situação retratada e a seu exclusivo critério, 
manter ou não o plano de saúde.
c) A sociedade empresária terá obrigação de manter o plano por 12 meses, quando terminaria 
a estabilidade da obreira.
d) A sociedade empresária se equivocou, porque o contrato está suspenso, devendo ser 
mantido o plano de saúde.
Muito cobrado em provas, é a hipótese de suspensão do contrato quando o empregado 
for aposentado por invalidez, ocasião em que terá o seu contrato de trabalho suspenso 
durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício, nos 
exatos termos do artigo 475 da CLT.
Letra d.
034. 034. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item a seguir, 
referente a alteração, suspensão, interrupção e rescisão do contrato de trabalho. Se uma 
mulher vítima de violência doméstica for afastada temporariamente do local de trabalho, 
pelo juízo competente, visando preservar a manutenção do vínculo trabalhista e resguardar 
sua integridade física e psicológica, essa situação configurará hipótese de suspensão do 
contrato de trabalho.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
Sim, conforme expresso na Lei Maria da Penha.
(…) Esclarece-se que a questão ora tratada não se confunde com as hipóteses previstas no 
artigo 9º, § 2º, incisos I e II, da Lei n. 11.340/2006, sendo aquelas hipóteses, sim, de competência 
dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou supletivamente, das varas 
criminais. Isso porque, naquelas hipóteses, em sendo a vítima servidora pública, pode o juiz da ação 
determinar sua remoção, ou sendo empregada, o afastamento do local do trabalho e manutenção 
do vínculo de emprego. Ou seja, trata-se de hipótese legal de suspensão do liame empregatício 
por ordem judicial, sem a percepção de remuneração. (…)” (AIRR-608-59.2017.5.10.0014, 2ª 
Turma, Relator Ministro Jose Roberto Freire Pimenta, DEJT 14/12/2018).
Certo.
035. 035. (FCC/METRÔ/ADVOGADO JÚNIOR/2014) Considere a seguinte situação hipotética: 
Samanta, empregada do Metrô, está marcando seu casamento com Laercius e, para marcar 
sua viagem de lua de mel, consultou sua vizinha Rubineia, advogada, questionando-lhe sobre 
as suas faltas após o casamento. Rubineia lhe respondeu que, de acordo com a Consolidação 
das Leis do Trabalho, ela poderá faltar até
a) 5 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de interrupção do contrato de trabalho.
b) 3 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de interrupção do contrato de trabalho.
c) 5 dias consecutivos ou 3 intermitentes, desde que compensados posteriormente.
d) 5 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de suspensão do contrato de trabalho.
e) 3 dias consecutivos, tratando-se de hipóteses de suspensão do contrato de trabalho.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
VII – nos diasem que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra b.
036. 036. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item que se segue.
No tocante à suspensão do contrato de trabalho para que o empregado participe de curso ou 
programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, é certo que se o empregado 
for dispensado durante a suspensão do contrato ou nos três meses subsequentes ao seu 
retorno ao trabalho, terá direito, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em 
vigor, à multa prevista em convenção ou acordo coletivo, cujo valor será, no mínimo, igual 
à metade do montante da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
Sobre esse assunto, destaca-se a temática na CLT:
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, 
para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o 
disposto no art. 471 desta Consolidação.
§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
§3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador.
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§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato
§6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais 
referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às 
sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
§7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Errado.
037. 037. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO DE CATEGORIA 2/2014) Julgue o item que se segue.
No tocante a suspensão do contrato de trabalho para que o empregado participe de curso 
ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, é certo que o prazo 
da suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional do empregado 
(de dois a cinco meses) poderá ser prorrogado, não havendo necessidade de previsão em 
acordo ou convenção coletiva.
Sobre esse assunto, destaca-se a temática na CLT:
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, 
para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o 
disposto no art. 471 desta Consolidação.
§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
§3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato
§6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais 
referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às 
sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
§7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Errado.
038. 038. (FGV/EXAME DA ORDEM/2014) Os empregados da empresa Calçados Ribeiro Ltda. 
decidem entrar em greve para reivindicar aumento de salário. A greve foi deliberada e 
votada em assembleia convocada apenas para tal, tendo o empregador sido comunicado 
com 48 horas de antecedência acerca do movimento paredista. Durante a greve, de acordo 
com a Lei,
a) os contratos de trabalho ficarão interrompidos.
b) não há uma diretriz própria, na medida em que a Lei é omissa a respeito,cabendo ao 
Judiciário decidir.
c) o empregador pode contratar imediatamente substitutos para o lugar dos grevistas.
d) os contratos de trabalho ficarão suspensos.
A greve causa a suspensão do contrato de trabalho, conforme previsto na Lei de Greve.
Letra d.
039. 039. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Flávia, empregada da empresa KKK Ltda. foi 
eleita diretora, com poderes de direção plenos, ou seja, não permanecendo a subordinação 
jurídica inerente à relação de emprego. Em razão da eleição, Flávia se dirigiu ao setor que 
trabalhava para contar a notícia aos seus colegas de trabalho, mas não conseguiu contar 
a notícia para sua secretária Larissa que está de férias e para a copeira Luísa, que não 
compareceu ao serviço porque se casou ontem. No tocante a suspensão e interrupção do 
contrato de trabalho, nas hipóteses descritas
a) os contratos de trabalho de Flávia, Larissa e Luísa foram suspensos.
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b) o contrato de trabalho de Flávia foi interrompido e os contratos de Larissa e Luísa estão 
suspensos.
c) o contrato de trabalho de Flávia está suspenso e os contratos de Larissa e Luísa foram 
interrompidos.
d) os contratos de trabalho de Flávia, Larissa e Luísa foram interrompidos.
e) os contratos de trabalho de Flávia e Luísa foram interrompidos e contrato de Larissa 
foi suspenso.
A eleição do empregado para o cargo de diretor poderá ou não suspender o contrato de 
trabalho. O contrato de trabalho ficará suspenso quando, no exercício da função de diretor, 
não permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego, não se computando, 
neste caso, o tempo de serviço do período do mandato.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica.
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra c.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
040. 040. (IBFC/PROCURADOR JURÍDICO/2018) Assinale a alternativa correta sobre qual a figura 
jurídica que identifica a total paralisação dos efeitos do contrato de trabalho.
a) Suspensão
b) Interrupção
c) Celebração
d) Mitigação
Quando ocorre a total inatividade dos direitos trabalhistas, temos o caso da suspensão do 
contrato de trabalho.
Letra a.
041. 041. (AOCP/TRT-1ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2018) Mário e José são funcionários da Empresa 
Eletrônicos Ltda. Em uma conversa, Mário contou que irá precisar ser afastado de seu cargo, 
pois assumirá um mandato como dirigente sindical, e José informou ao colega de trabalho 
que irá se casar no mês seguinte. Considerando os casos ora apresentados, em qual situação 
devem permanecer os contratos de trabalho de Mário e José, respectivamente?
a) Mário tem direito à suspensão contratual e José tem direito à interrupção contratual.
b) Ambos têm direito à suspensão contratual.
c) Mário tem direito à interrupção contratual e José tem direito à suspensão contratual.
d) Ambos têm direito à interrupção contratual.
e) Mário terá seu contrato rescindido por parte do empregador, pois não é sabido o período 
em que o mesmo permanecerá como dirigente sindical, e José tem direito à suspensão 
contratual.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica.
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
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VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra a.
042. 042. (FCC/TRT-15ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2013) Fabiana, empregada da empresa “KLJ 
Ltda.”, sofreu acidente doméstico queimando-se na cozinha, e em razão das queimaduras, 
terá que se ausentar do serviço por treze dias. Enquanto Fabiana enfrentava uma situação 
difícil, seu irmão, Caio,empregado da empresa “DGR Ltda.” presenciava o nascimento do 
seu filho e está gozando de licença-paternidade. Doralice, amiga dos irmãos, e também 
empregada da empresa “KLJ Ltda.”, está de férias e em razão de suas férias visitará os 
irmãos para prestar seu apoio. Nestes casos, a ausência de Fabiana, a licença-paternidade 
de Caio e as férias de Doralice configuram
a) interrupção do contrato de trabalho.
b) suspensão do contrato de trabalho.
c) suspensão, interrupção e interrupção do contrato de trabalho, respectivamente.
d) interrupção, suspensão e suspensão do contrato de trabalho, respectivamente.
e) suspensão, interrupção e suspensão do contrato de trabalho, respectivamente.
Fabiana, empregada da empresa “KLJ Ltda.”, sofreu um acidente doméstico, queimando-se 
na cozinha, e, em razão das queimaduras, terá que se ausentar do serviço por treze dias. É 
caso de interrupção, pois somente o afastamento a partir do 16º dia, quando é encaminhada 
ao INSS para receber auxílio-doença, pode-se falar em suspensão. No caso de Caio, ele 
estava gozando de licença-paternidade, o que garante seu afastamento sem prejuízo de 
salário. Logo, é caso de interrupção do contrato. Doralice, por sua vez, está de férias, que 
é o caso clássico de interrupção do contrato, como veremos no teor da CLT.
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As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica.
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra a.
043. 043. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Liliana, Sheila e Ana são empregadas da 
empresa CCC Ltda. Na última semana Liliana se ausentou de seu serviço por um dia para 
prestar exame de vestibular para ingresso na Faculdade; Sheila está ausente há cinco dias, 
tendo em vista que participa na qualidade de jurada de julgamento perante o Tribunal do 
Júri de São Paulo. Hoje Ana está gozando de seu intervalo semanal remunerado. Nestes 
casos, ocorreu a
a) interrupção apenas do contrato de trabalho de Ana.
b) suspensão de todos os contratos de trabalho.
c) interrupção de todos os contratos de trabalho.
d) suspensão apenas do contrato de trabalho de Ana.
e) suspensão apenas do contrato de trabalho de Liliana e Ana.
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As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica.
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Letra c.
044. 044. (CESPE/TRT-17ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) Julgue o item seguinte, com relação 
ao contrato individual de trabalho. Opera-se a suspensão do contrato de trabalho quando 
o empregado ascende ao cargo de diretor de sociedade anônima, passando a ser, por 
conseguinte, representante legal da pessoa jurídica.
Sobre esse assunto, destaca-se a temática na CLT:
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, 
para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o 
disposto no art. 471 desta Consolidação.
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§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador 
deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão 
contratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput 
deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
§3º O empregador poderáacordo individual, acordo coletivo ou 
convenção coletiva de trabalho.
Durante o período de suspensão do contrato de 
trabalho, a empregada fará jus à bolsa de qualificação 
profissional.
Mediante a celebração de ajustes e parcerias com a 
União.
Poderão implementar medidas que estimulem a 
matrícula de mulheres em cursos de qualificação em 
todos os níveis e áreas de conhecimento.
Se ocorrer a celebração dos termos de ajuste ou de 
parcerias, os serviços nacionais de aprendizagem 
desenvolvem ferramentas de monitoramento e 
estratégias para a inscrição e a conclusão dos cursos 
por mulheres.
Especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, 
desenvolvimento e inovação.
Serão priorizadas as mulheres hipossuficientes vítimas 
de violência doméstica e familiar com registro de 
ocorrência policial.
ALERTA: precisa ter o registro de ocorrência policial.
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Mediante requisição formal da empregada interessada, para estimular a qualificação de 
mulheres e o desenvolvimento de habilidades e competências em áreas estratégicas ou 
com menor participação feminina, o empregador poderá suspender o contrato de trabalho 
para participação em curso ou em programa de qualificação profissional oferecido por ele.
É criticável essa ideia de suspensão do contrato, pois deixa a trabalhadora sem recebimento 
de salários e sem o recolhimento do FGTS.
O curso ou o programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador priorizará 
áreas que promovam a ascensão profissional da empregada ou áreas com baixa participação 
feminina, tais como ciência, tecnologia, desenvolvimento e inovação.
Além da bolsa de qualificação profissional, durante o período de suspensão do contrato 
de trabalho, o empregador poderá conceder à empregada ajuda compensatória mensal, 
sem natureza salarial.
Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador encaminhará 
ao Ministério do Trabalho os dados referentes às empregadas que terão o contrato de 
trabalho suspenso.
E se houver dispensa durante este período de suspensão? Se ocorrer a dispensa da 
empregada no transcurso do período de suspensão ou nos 6 (seis) meses subsequentes ao 
seu retorno ao trabalho, o empregador pagará à empregada, além das parcelas indenizatórias 
previstas na legislação, uma multa a ser estabelecida em convenção ou em acordo coletivo, 
que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o valor da última remuneração mensal 
anterior à suspensão do contrato de trabalho.
Olhe essa previsão de indenização: se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período 
de suspensão ou nos 6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará 
à empregada, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida 
em convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o 
valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
APOIO AO RETORNO AO TRABALHO APÓS O TÉRMINO DA LICENÇA-MATERNIDADE: outra 
medida de apoio importante é a “Suspensão do Contrato de Trabalho de Pais Empregados”. 
Essa suspensão deve ocorrer mediante requisição formal do empregado interessado.
E, então, o empregador poderá suspender o contrato de trabalho do empregado com 
filho cuja mãe tenha encerrado o período da licença-maternidade para: I prestar cuidados e 
estabelecer vínculos com os filhos; II acompanhar o desenvolvimento dos filhos; e III apoiar 
o retorno ao trabalho de sua esposa ou companheira.
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Como ocorre a suspensão? Em que situações? Para a participação em curso ou em 
programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, formalizada por meio 
de acordo individual, de acordo coletivo ou de convenção coletiva de trabalho.
CUIDADO! A suspensão ocorrerá por meio de acordo individual, acordo coletivo ou 
convenção coletiva de trabalho.
A suspensão do contrato de trabalho será efetuada após o término da licença-maternidade 
da esposa ou companheira do empregado.
O curso ou o programa de qualificação profissional deverá ser oferecido pelo empregador, 
terá carga horária máxima de 20 (vinte) horas semanais e será realizado exclusivamente na 
modalidade não presencial, preferencialmente de forma assíncrona. CUIDADO! 20 HORAS 
SEMANAIS E NÃO PRESENCIAL.
Paga-se bolsa de qualificação.
CARGA HORÁRIA MÁXIMA: O curso ou o programa de qualificação profissional deverá ser oferecido 
pelo empregador e terá carga horária máxima de 20 (vinte) horas semanais. Além da bolsa de 
qualificação profissional, durante o período de suspensão do contrato de trabalho, o empregador 
poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial.
Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador 
OBRIGATORIAMENTE encaminhará ao Ministério do Trabalho os dados referentes aos 
empregados que terão o contrato de trabalho suspenso para apoiar o retorno ao trabalho 
de suas esposas ou companheiras.
REPETE-SE A REGRA: se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de 
suspensão ou nos 6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador 
pagará ao empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa 
a ser estabelecida em convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem 
por cento) sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
Nessa medida de apoio, quais são os deveres do empregador? Dar ampla divulgação aos 
seus empregados sobre a possibilidade de apoiar o retorno ao trabalho de suas esposas 
ou companheiras após o término do período da licença-maternidade; orientar sobre os 
procedimentos necessários para firmar acordo individual para suspensão do contrato de 
trabalho com qualificação; e promover ações periódicas de conscientização sobre parentalidade 
responsiva e igualitária para impulsionar a adoção da medida por seus empregados.
Temos alterações no Programa Empresa Cidadã, em que poderá ser compartilhado 
entre a empregada e o empregado requerente, desde que ambos sejam empregados de 
pessoa jurídica aderente ao Programa e que a decisão seja adotada conjuntamente, na 
forma estabelecida em regulamento.
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A prorrogação poderá ser usufruída pelo empregado da pessoa jurídica que aderir ao 
Programa somente após o término da licença-maternidade, desde que seja requerida com 
30 (trinta) dias de antecedência.
Fica a empresa participante do Programa Empresa Cidadã autorizada a substituir o 
período de prorrogação da licença-maternidade pela redução da jornada de trabalho em 
50% (cinquenta por cento) pelo período de 120 (cento e vinte) dias. Para que isso ocorra, 
deve-se fazer o pagamento integral do salário à empregada ou ao empregado pelo períodoconceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza 
salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor 
a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo 
empregador.
§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou 
nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em 
convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato
§6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação 
profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada 
a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais 
referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às 
sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.
§7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo 
de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus 
correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Certo.
045. 045. (CESPE/AGU/PROCURADOR 2ª CATEGORIA/2013) Julgue o item que se segue.
O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário por até dois 
dias consecutivos para se alistar como eleitor. Nesse caso, como o obreiro permanece 
recebendo sua remuneração, ocorre a interrupção do contrato de trabalho.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
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IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Certo.
046. 046. (CESPE/PG-DF/PROCURADOR DO DF/2018) Conforme a jurisprudência dominante do 
TST, a CF e a legislação pertinente, julgue o item que se segue.
Não há incidência do fundo de garantia do tempo de serviço sobre o valor pago a título de 
ajuda de custo, participação em lucros ou resultados e férias indenizadas. Por outro lado, 
há manutenção da incidência dessa contribuição em algumas hipóteses de suspensão do 
contrato de trabalho, como, por exemplo, em caso de afastamento para a prestação do 
serviço militar obrigatório.
A CLT aborda a questão nos seguintes moldes: os dispositivos dos artigos 471 e 472, caput, 
da CLT que dispõem: ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de 
sua volta, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a 
que pertencia na empresa.
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por 
parte do empregador.
Certo.
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047. 047. (FCC/AFAP/ADVOGADO/2018) Felipe, auxiliar administrativo, completou 18 anos e 
pretende se alistar como eleitor; Silmara, recepcionista, necessita ausentar- se do emprego 
para acompanhar consulta médica de seu filho de 5 anos de idade; Gerson, gerente, pretende 
acompanhar sua esposa grávida em consulta médica pré-natal. Considerando que todos 
são empregados, pela lei vigente, é correto dizer que podem faltar ao serviço, sem prejuízo 
do salário, considerando-se interrupção do contrato de trabalho, pelos seguintes períodos, 
respectivamente, por
a) até 5 dias consecutivos ou não; por 3 dias por ano e até 3 dias.
b) até 3 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 2 dias.
c) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 2 dias.
d) até 2 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 3 dias.
e) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 5 dias.
As causas de interrupção estão previstas na CLT, nas quais vemos claramente os prazos de 
afastamento:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na 
letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o 
período de gravidez de sua esposa ou companheira
XI – por 1 (um) dia porano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada.
Certo.
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Maria Rafaela
048. 048. (FCC/AFAP-AP/ANALISTA/2019) Felipe, auxiliar administrativo, completou 18 anos e 
pretende se alistar como eleitor; Silmara, recepcionista, necessita ausentar-se do emprego 
para acompanhar consulta médica de seu filho de 5 anos de idade; Gerson, gerente, pretende 
acompanhar sua esposa grávida em consulta médica pré-natal. Considerando que todos 
são empregados, pela lei vigente, é correto dizer que podem faltar ao serviço, sem prejuízo 
do salário, considerando-se interrupção do contrato de trabalho, pelos seguintes períodos, 
respectivamente, por
a) até 5 dias consecutivos ou não; por 3 dias por ano e até 3 dias.
b) até 3 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 2 dias.
c) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 2 dias.
d) até 2 dias consecutivos ou não; por 2 dias por ano e até 3 dias.
e) até 2 dias consecutivos ou não; por 1 dia por ano e até 5 dias.
A resposta está na leitura do artigo 473 da CLT, destacando-se que, no caso de eleitor, serão 
dois dias consecutivos ou não; um dia para acompanhar filho até seis anos de idade; e, no 
caso do acompanhamento da esposa grávida, na época da questão, eram dois dias. Mas, 
com a MP 1116/2022, passou a ser de seis dias. Então, fique esperto!
Letra c.
049. 049. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Julgue o item que se segue.
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde ou de assistência médica oferecido 
pela empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de 
auxílio-doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez.
Nesse sentido, é a Súmula 440 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 440 – AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. 
SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À MANUTENÇÃO 
DE PLANO DE SAÚDE OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA. Assegura-se o direito à manutenção 
de plano de saúde ou de assistência médica oferecido pela empresa ao empregado, não 
obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de auxílio-doença acidentário 
ou de aposentadoria por invalidez.
Certo.
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050. 050. (FCC/TRT-2ª/TÉCNICO/2018) Vânia, empregada regularmente contratada da empresa 
Embalagens “D” Ltda., quando estava grávida de 22 semanas, infelizmente sofreu um 
aborto espontâneo, comprovado por atestado médico oficial. Neste caso, seu contrato de 
trabalho será
a) suspenso, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 10 dias.
b) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 10 dias.
c) suspenso, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 15 dias.
d) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 2 semanas.
e) interrompido, e Vânia terá direito a um repouso remunerado de 15 dias.
No caso de aborto espontâneo, existe um repouso remunerado de duas semanas, sendo 
essa uma situação de interrupção do contrato de trabalho.
Letra e.
051. 051. (FCC/TRT-11ª/ANALISTA/2017) Lucila, em razão da abertura involuntária do colo do 
útero, de forma prematura, comprovada por atestado médico oficial, sofreu um aborto na 
segunda semana de gestação. Neste caso, o contrato de trabalho de Lucila será
a) interrompido e ela terá direito a dez dias de repouso.
b) suspenso e ela terá direito a duas semanas de repouso.
c) interrompido e ela terá direito a duas semanas de repouso.
d) suspenso e ela terá direito a quinze dias de repouso.
e) suspenso e ela terá direito a uma semana de repouso.
No caso de aborto espontâneo, existe um repouso remunerado de duas semanas, sendo 
essa uma situação de interrupção do contrato de trabalho.
Letra c.
052. 052. (FCC/TST/ANALISTA/2017) Julgue o item que se segue.
Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior, não poderá o empregado deixar de 
comparecer na empresa.
O artigo 472 da CLT considera que é situação de interrupção do contrato de trabalho e, 
portanto, o empregado tem direito a: VII, nos dias em que estiver comprovadamente 
realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior.
Errado.
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053. 053. (FCC/TST/ANALISTA/2017) Julgue o item que se segue.
É causa de suspensão do contrato de trabalho o afastamento do empregado para cumprimento 
das exigências do serviço militar sendo que, implementada a baixa do respectivo encargo, 
o empregado deverá reassumir imediatamente o seu emprego, sob pena de se caracterizar 
abandono.
Na verdade, ele tem 30 dias para retornar ao emprego, conforme consta na CLT:
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por 
parte do empregador.
§ 1º Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em 
virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique o 
empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo de 30 
(trinta) dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo 
a que estava obrigado.
Errado.
054. 054. (FCC/TRT-20ª/TÉCNICO/2016) Plutão, empregado da Construtora Piramidal Olímpica 
S/A, foi convocado e prestou o serviço militar compulsório. Nesse caso, sobre a suspensão 
do período aquisitivo de férias durante o período correspondente à prestação de serviço 
militar obrigatório, é correto afirmar:
a) Haverá suspensão, desde que ele retorne ao emprego nos 90 dias seguintes à cessação 
do serviço militar obrigatório.
b) Haverá suspensão, desde que ele compareça ao estabelecimento no prazo de 60 dias, 
contados da data em que se verificar sua baixa.
c) Não haverá suspensão, porque não há previsão legal para suspensão de período aquisitivo 
de férias, mas apenas de interrupção.
d) A suspensão depende de haver previsão em norma coletiva da categoria, porque não há 
previsão legal para esta suspensão.
e) Haverá suspensão, desde que ele se apresente dentro do período aquisitivo de gozo 
relativo ao período concessivo que se pretende a suspensão.
A alternativa correta está em conformidade com a CLT:
Art. 132. O tempo de trabalho anterior à apresentação do empregado para serviço militar 
obrigatório será computado no período aquisitivo, desde que ele compareça ao estabelecimento 
dentro de 90 (noventa) dias da data em que se verificar a respectiva baixa
Letra a.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2011.
BRASIL. Código Civil. Brasília: Senado, 2002.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília: Senado, 1943.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado, 1988.
BRASIL. LEI N.º 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. SENADO, 1996.
Supremo Tribunal Federal. Brasília: acesso em março de 2021. Site oficial: www.stf.jus.br
Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em março de 2021. Site oficial: www.tst.jus.br
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ANEXOANEXO
Súmula do TST n. 378
ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 118 DA LEI N. 8.213/1991.
I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade 
provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado 
acidentado.
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 
dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após 
a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do 
contrato de emprego.
III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza 
da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. 
118 da Lei n. 8.213/1991.
Súmula n. 440 do TST
AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. SUSPENSÃO DO 
CONTRATO DE TRABALHO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À MANUTENÇÃO DE PLANO DE 
SAÚDE OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA. Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde 
ou de assistência médica oferecido pela empresa ao empregado, não obstante suspenso 
o contrato de trabalho em virtude de auxílio doença acidentário ou de aposentadoria por 
invalidez.
Súmula n. 197 do STF
O EMPREGADO COM REPRESENTAÇÃO SINDICAL SÓ PODE SER DESPEDIDO MEDIANTE 
INQUÉRITO EM QUE SE APURE FALTA GRAVE.
MARIA DA PENHA E SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO
“(…) Esclarece-se que a questão ora tratada não se confunde com as hipóteses 
previstas no artigo 9º, § 2º, incisos I e II, da Lei n. 11.340/2006, sendo aquelas hipóteses, 
sim, de competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou 
supletivamente, das varas criminais. Isso porque, naquelas hipóteses, em sendo a vítima 
servidora pública, pode o juiz da ação determinar sua remoção, ou sendo empregada, o 
afastamento do local do trabalho e manutenção do vínculo de emprego. Ou seja, trata-se de 
hipótese legal de suspensão do liame empregatício por ordem judicial, sem a percepção de 
remuneração. (…)” (AIRR-608-59.2017.5.10.0014, 2ª Turma, Relator Ministro Jose Roberto 
Freire Pimenta, DEJT 14/12/2018).
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LEI MARIA DA PENHA E O STJ
RECURSO ESPECIAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR. MEDIDA PROTETIVA. AFASTAMENTO 
DO EMPREGO. MANUTENÇÃO DO VÍNCULO TRABALHISTA. (…) INTERRUPÇÃO DO CONTRATO 
DE TRABALHO. PAGAMENTO. (…) FALTA JUSTIFICADA. PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO. AUXÍLIO 
DOENÇA. INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. (…) 2. Tem direito ao recebimento de 
salário a vítima de violência doméstica e familiar que teve como medida protetiva imposta 
ao empregador a manutenção de vínculo trabalhista em decorrência de afastamento do 
emprego por situação de violência doméstica e familiar, ante o fato de a natureza jurídica 
do afastamento ser a interrupção do contrato de trabalho, por meio de interpretação 
teleológica da Lei n. 11.340/2006. 3. Incide o auxílio-doença, diante da falta de previsão 
legal, referente ao período de afastamento do trabalho, quando reconhecida ser decorrente 
de violência doméstica e familiar, pois tal situação advém da ofensa à integridade física e 
psicológica da mulher e deve ser equiparada aos casos de doença da segurada, por meio de 
interpretação extensiva da Lei Maria da Penha. 4. Cabe ao empregador o pagamento dos 
quinze primeiros dias de afastamento da empregada vítima de violência doméstica e familiar 
e fica a cargo do INSS o pagamento do restante do período de afastamento estabelecido 
pelo juiz, com necessidade de apresentação de atestado que confirme estar a ofendida 
incapacitada para o trabalho e desde que haja aprovação do afastamento pela perícia do 
INSS, por incidência do auxílio-doença, aplicado ao caso por meio de interpretação analógica. 
(…) (REsp 1757775/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 
20/08/2019, DJe 02/09/2019)
TST mantém suspensão de dirigente sindical para apuração de falta grave
A instauração de inquérito é direito do empregador.
02/09/19 – A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal 
Superior do Trabalho manteve a suspensão de um almoxarife da Koch Metalúrgica S. A., 
de Cachoeirinha (RS), para apuração de falta grave. Ao negar provimento a recurso do 
empregado em mandado de segurança, os ministros entenderam que a empresa tem direito 
de suspendê-lo até o julgamento definitivo do inquérito.
Fraude
Após afastar o empregado, detentor de estabilidade por exercer cargo de direção no 
sindicato, a metalúrgica ajuizou na 1ª Vara do Trabalho de Cachoeirinha inquérito para 
apuração de falta grave, visando ao reconhecimento do ato de improbidade cometido por 
ele e à rescisão do contrato de trabalho por justa causa. Segundo a empresa, o almoxarife, 
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juntamente com empregados da fornecedora de gás, foram flagrados simulando a substituição 
de botijões de gás, com o intuito de obtenção de vantagem patrimonial.
O empregado negou ter cometido irregularidades e requereu, em tutela provisória de 
urgência, a reintegração no emprego. O pedido, no entanto, foi indeferido pelo juízo. Contra 
essa decisão o sindicalista ajuizou o mandado de segurança, mas o Tribunal Regional do 
Trabalho da 4ª Região (RS) garantiu ao empregador o direito de suspender o empregado 
durante o curso do inquérito.
Apuração
O relator do recurso ordinário do empregado, ministro Agra Belmonte, observou que, de 
acordo com o artigo 494 da CLT, o empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso 
de suas funções, mas a sua dispensa só se tornará efetiva após o inquérito mediante o 
qual se verifique a procedência da acusação. A suspensão, no caso, perdurará até a decisão 
final do processo.
Com fundamento nesse dispositivo, a Orientação Jurisprudencial 137 da SDI-2 estabelece 
como direito líquido e certo do empregador a suspensão doempregado, ainda que detentor 
de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave.
Ainda segundo o ministro, o indeferimento de tutela provisória com vistas à reintegração 
do empregado afastado não é passível de discussão por meio de mandado de segurança, em 
razão do enquadramento na hipótese exceptiva do art. 494 da CLT, que prevê a suspensão 
do empregado acusado de falta grave.
Por unanimidade, a SDI-2 negou provimento ao recurso.
(MC/CF)
Processo: RO-22055-79.2018.5.04.0000
Empresa vai reintegrar dirigente sindical suspenso durante apuração de falta grave
A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do 
Trabalho rejeitou o recurso da Momenta Farmacêutica Ltda. em que ela pretendia reverter 
ato de juiz que tinha determinado a reintegração de dirigente sindical suspenso do emprego 
durante inquérito para apuração de falta grave. Para os ministros, a empresa não conseguiu 
demonstrar a ilegalidade do ato e terá de reintegrar o empregado.
Suspensão do contrato
O dirigente foi suspenso pela empresa acusado de cometer falta grave relacionada a baixa 
produtividade, incapacidade de atingir metas, uso indevido do cartão de abastecimento 
e faltas ao serviço. Para a Momenta, as condutas representavam ato de improbidade, 
previsto no artigo 482 da CLT. Segundo a empresa, o afastamento foi necessário para se 
concluir o inquérito que apurava o caso, a fim de saber se caberia rescisão contratual por 
justa causa do empregado.
Durante a suspensão, o empregado pediu ao juízo da 3ª Vara do Trabalho de Natal 
(RN), nos autos do inquérito que apurava a falta grave, a sua reintegração ao emprego. No 
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pedido, ele argumentou não ter cometido nenhuma das faltas mencionadas e quis o fim 
da suspensão do contrato. O dirigente fez apelo pela reintegração, pois, segundo ele, a 
ausência de salário colocava em risco a sua subsistência e dos familiares.
Mandado de segurança
O juízo da Vara do Trabalho acolheu o pedido do empregado e determinou a imediata 
reintegração aos quadros da empresa. Por causa da decisão, a Farmacêutica impetrou 
mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região contra o ato do 
juiz. Para a empresa, o juízo de primeiro grau violou o direito líquido e certo de suspender 
o empregado até o fim do inquérito.
Mas, segundo o TRT, não há direito líquido e certo à suspensão do contrato de trabalho 
quando o empregado é detentor da garantia de emprego concedida a dirigentes sindicais 
(artigo 543, parágrafo 3º, da CLT). De acordo com o Tribunal Regional, a suspensão imposta 
ao dirigente limitou a atuação sindical, o que implicou prejuízo moral à categoria profissional 
por ele representada. Houve também prejuízo individual ao empregado, que estaria com a 
própria subsistência comprometida.
No recurso à SDI-2 do TST, a Farmacêutica argumentou que as Orientações Jurisprudenciais 
65 e 137 dessa Subseção garantem ao empregador a suspensão do empregado até a conclusão 
do inquérito para a apuração de falta grave.
TST
Segundo a relatora, ministra Maria Helena Mallmann, o artigo 494 da CLT permite que 
o empregado acusado de falta grave seja suspenso de suas funções. No entanto, com base 
nesse artigo, consagrou-se, no âmbito do TST, o entendimento de que não fere direito 
líquido e certo a determinação liminar de reintegração ao emprego de dirigente sindical.
De acordo com a ministra, não representa ato ilícito do empregador a mera suspensão 
do empregado para apuração de falta grave. Contudo, segundo ela, isso não impede que, 
durante a investigação, o magistrado se convença do direito defendido pelo detentor da 
estabilidade provisória e determine seu retorno ao trabalho.
Para a relatora, a empresa não demonstrou, no mandado de segurança, prova pré-
constituída capaz de invalidar os fundamentos descritos pela autoridade coatora que 
preside o inquérito judicial para apuração de falta grave. “Nesse caso, não foi demonstrada 
a ilegalidade ou abusividade do ato”, observou.
Por unanimidade, a SDI-2 acompanhou o voto da ministra Mallmann, mas a Farmacêutica 
apresentou embargos de declaração, ainda não julgados.
(RR/GS)
Processo: RO-245-11.2017.5.21.0000
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Trabalhador acidentado durante contrato de experiência tem estabilidade reconhecida
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Visolux Comunicação 
e Sinalização Visual Ltda., de Curitiba (PR), a pagar os salários relativos ao período de 
estabilidade a um operador de máquinas que sofreu acidente no período de experiência e foi 
demitido durante o período de licença previdenciária. A decisão segue a jurisprudência do TST, 
que reconhece o direito à estabilidade a empregados contratados por prazo determinado.
Na reclamação trabalhista, o operador disse que o acidente ocorreu menos de um mês 
depois da contratação, quando manuseava chapas de aço. Depois de passar por uma cirurgia 
para não perder os movimentos da mão esquerda, ficou mais de dois meses afastado pelo 
INSS, mas, durante o afastamento, recebeu o comunicado de dispensa. Afirmando ter 
direito à garantia provisória de emprego de 12 meses após o fim do afastamento (artigo 
118 da Lei n. 8.213/1991), pediu a reintegração ou o pagamento de indenização referente 
aos salários e demais parcelas pelo período de estabilidade.
Tanto o juízo de primeiro grau quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) 
julgaram improcedente o pedido, pelo fato de o acidente ter ocorrido durante o contrato de 
experiência. Para o Regional, nessa circunstância o empregado já sabe a data do término do 
contrato, e o acidente, por si só, não é suficiente para assegurar a manutenção do emprego.
A decisão foi reformada no TST pelo relator do recurso do operário, ministro Renato 
de Lacerda Paiva. Ele ressalvou seu entendimento pessoal no sentido de que o benefício 
previdenciário não transforma o contrato a termo em contrato por prazo indeterminado. 
No entanto, seguiu a jurisprudência do Tribunal consolidada na Súmula 378, item III.
A decisão foi unânime. Após a publicação do acórdão, a empresa opôs embargos 
declaratórios, ainda não examinados.
(Lourdes Côrtes/CF)
Processo: RR-1516-04.2011.5.09.0872
Súmula n. 244
Gestante – Estabilidade Provisória
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o 
período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos 
correspondentes ao período de estabilidade.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese 
de admissão mediante contrato por tempo determinado.
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Gestante com contrato temporário não tem direito à garantia provisória de emprego
03/07/20 – Uma consultora de vendas que prestou serviços para a Tim Celular S.A. em 
Cuiabá (MT) e soube de sua gravidez após o fim do contrato temporário não tem direito à 
garantia provisória de emprego. A decisão da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho 
segue entendimento recente do Pleno do TST, que considerou inaplicável a estabilidade da 
gestante no caso de contratação temporária.
Gravidez
A consultora foi contratada pela Spot Representações e Serviços Ltda., de Brasília (DF), 
para prestar serviços à TIM até 12/2/2016. O laudo de ultrassonografia obstétrica, de 
6/5/2016, comprovou que ela estava grávida de 13 semanas na data da dispensa. Em sua 
defesa, a Spot alegou que a estabilidade provisória prevista no artigo 10, inciso II, alínea 
“b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) seria incompatível com a 
contratação temporária.
Compatibilidade
Condenada ao pagamento de indenização no primeiro grau, a Spot recorreu ao Tribunal 
Regional do Trabalho da 23ª Região (MT), que manteve a sentença, por entender que não há 
incompatibilidade entre a garantia constitucional à estabilidade provisória gestacional e a 
modalidade contratual. Segundo o TRT, a empregada que se descubra gestante durante o 
contrato por prazo determinado, “a exemplo do temporário”, tem garantido o seu direito 
ao emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. “Eventual 
dispensa implementada durante esse interregno é ilegal e, portanto, anulável”, registrou.
Efeito vinculante
A relatora do recurso de revista da Spot, ministra Kátia Arruda, destacou que, em 
novembro de 2019, o Pleno do TST, ao julgar Incidente de Assunção de Competência (IAC-
5639-31.2013.5.12.0051), considerou inaplicável a garantia de estabilidade provisória à 
empregada gestante contratada sob o regime de trabalho temporário previsto na Lei n. 
6.019/1974.
Por ter efeito vinculante, o entendimento do Pleno foi adotado pela Turma.
A decisão foi unânime.
(LT/RR)
Processo: RR-722-05.2016.5.23.0003
Legislação Correlata Importante
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DA SUSPENSÃO E DA INTERRUPÇÃO – CLT
Art. 471. Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua 
volta, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que 
pertencia na empresa.
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou 
de outro encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato 
de trabalho por parte do empregador.
§ 1º Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou 
em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que 
notifique o empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo 
máximo de 30 (trinta) dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a 
terminação do encargo a que estava obrigado.
§ 2º Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem 
as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva 
terminação.
§ 3º Ocorrendo motivo relevante de interesse para a segurança nacional, poderá a 
autoridade competente solicitar o afastamento do empregado do serviço ou do local de 
trabalho, sem que se configure a suspensão do contrato de trabalho.
§ 4º O afastamento a que se refere o parágrafo anterior será solicitado pela autoridade 
competente diretamente ao empregador, em representação fundamentada com audiência 
da Procuradoria Regional do Trabalho, que providenciará desde logo a instauração do 
competente inquérito administrativo.
§ 5º Durante os primeiros 90 (noventa) dias desse afastamento, o empregado continuará 
percebendo sua remuneração.
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário:
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, 
descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência 
social, viva sob sua dependência econômica;
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de 
sangue devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da 
lei respectiva.
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas 
na letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
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VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular 
para ingresso em estabelecimento de ensino superior.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo.
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de 
entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do 
qual o Brasil seja membro.
X – até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares 
durante o período de gravidez de sua esposa ou companheira;
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de 
exames preventivos de câncer devidamente comprovada.
Art. 474. A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa 
na rescisão injusta do contrato de trabalho.
Art. 475. O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de 
trabalho durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício.
§ 1º Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria 
cancelada, ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, 
facultado, porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de 
trabalho, nos termos dos arts. 477 e 478, salvo na hipótese de ser ele portador de estabilidade, 
quando a indenização deverá ser paga na forma do art. 497.
§ 2º Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, 
com este, o respectivo contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido 
ciência inequívoca da interinidade ao ser celebrado o contrato.
Art. 476. Em caso de seguro doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado 
em licença não remunerada, durante o prazo desse benefício.
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco 
meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional 
oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante 
previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal doempregado, 
observado o disposto no art. 471 desta Consolidação.
§1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o 
empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze 
dias da suspensão contratual.
§2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto 
no caput deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses.
§3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem 
natureza salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput deste 
artigo, com valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
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§4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa 
de qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos 
pelo empregador.
§5º Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual 
ou nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao 
empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser 
estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre 
o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
§ 6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de 
qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, 
ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato 
dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas 
na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo. 
(Incluído pela Medida Provisória n. 2.164-41, de 2001)
§ 7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo 
coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com 
o ônus correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no respectivo período.
Texto Integral da MP n. 1116/2022 (ainda Esperando a Conversão em Lei)
MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.116, DE 4 DE MAIO DE 2022
Exposição de motivos
Institui o Programa Emprega + Mulheres e Jovens e altera a Lei n. 11.770, de 9 de 
setembro de 2008, e a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 
5.452, de 1º de maio de 1943.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, 
adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
CaPÍTUlo I CaPÍTUlo I 
Do ProGraMa eMPreGa + MUlhereS e JoVeNSDo ProGraMa eMPreGa + MUlhereS e JoVeNS
Art. 1º Fica instituído o Programa Emprega + Mulheres e Jovens, destinado à inserção 
e à manutenção de mulheres e jovens no mercado de trabalho por meio da implementação 
das seguintes medidas:
I – para apoio à parentalidade na primeira infância:
a) pagamento de reembolso-creche;
b) liberação de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS para auxílio 
no pagamento de despesas com creche; e
c) manutenção ou subvenção de instituições de educação infantil pelos serviços sociais;
II – para flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade:
a) teletrabalho para mães empregadas e para pais empregados;
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b) regime de tempo parcial;
c) regime especial de compensação de jornada de trabalho por meio de banco de horas;
d) jornada de doze horas trabalhadas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, 
quando a atividade permitir;
e) antecipação de férias individuais; e
f) horário de entrada e de saída flexíveis;
III – para qualificação de mulheres, em áreas estratégicas para a ascensão profissional:
a) liberação de valores do FGTS para auxílio no pagamento de despesas com qualificação;
b) suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional; e
c) estímulo à ocupação das vagas de gratuidade dos serviços sociais autônomos por 
mulheres e priorização de mulheres vítimas de violência doméstica;
IV – para apoio ao retorno ao trabalho das mulheres após o término da licença-maternidade:
a) suspensão do contrato de trabalho de pais empregados para acompanhamento do 
desenvolvimento dos filhos; e
b) flexibilização do usufruto da prorrogação da licença-maternidade, conforme prevista 
na Lei n. 11.770, de 9 de setembro de 2008; V – para reconhecimento de boas práticas na 
promoção da empregabilidade das mulheres: instituição do Selo Emprega + Mulher; e
VI – para incentivo à contratação de jovens por meio da aprendizagem profissional:
a) instituição do Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de Aprendizes; e
b) alterações na aprendizagem profissional, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho, 
aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943.
CaPÍTUlo II CaPÍTUlo II 
Do aPoIo À PareNTalIDaDe Na PrIMeIra INFÂNCIaDo aPoIo À PareNTalIDaDe Na PrIMeIra INFÂNCIa
Reembolso-creche
Art. 2º Ficam os empregadores autorizados a adotar o benefício de reembolso-creche, 
de que trata a alínea “s” do § 9º do art. 28 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, desde 
que cumpridos os seguintes requisitos:
I – o benefício será destinado ao pagamento de creche ou de pré-escola de livre escolha 
da empregada ou do empregado, ou outra modalidade de prestação de serviços de mesma 
natureza, comprovadas as despesas realizadas;
II – o benefício poderá ser concedido à empregada ou ao empregado que possua filhos 
entre quatro meses e cinco anos de idade, sem prejuízo dos demais preceitos de proteção 
à maternidade;
III – os empregadores darão ciência às empregadas e aos empregados da existência do 
benefício e dos procedimentos necessários a sua utilização; e
IV – o benefício será oferecido de forma não discriminatória e não configurará premiação.
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Parágrafo único. Ato do Poder Executivo federal disporá sobre os limites de valores para 
a concessão do reembolso-creche.
Art. 3º A implementação do reembolso-creche ficará condicionada à formalização de 
acordo individual, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho.
Parágrafo único. O acordo ou a convenção a que se refere o caput estabelecerá condições, 
prazos e valores, sem prejuízo do cumprimento dos demais preceitos de proteção à 
maternidade.
Art. 4º Os valores pagos a título de reembolso-creche:
I – não possuem natureza salarial;
II – não se incorporam à remuneração para quaisquer efeitos;
III – não constituem base de incidência de contribuição previdenciária ou do FGTS; e
IV – não se configuram como rendimento tributável da empregada ou do empregado.
Art. 5º Os empregadores que adotarem o benefício do reembolso-creche ficam 
desobrigados da instalação de local apropriado para a guarda e a assistência de filhos deempregadas no período da amamentação, nos termos do disposto no § 1º do art. 389 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
Liberação de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para auxílio no pagamento 
de despesas com creche
Art. 6º Fica autorizado o saque de valores acumulados na conta individual vinculada ao 
FGTS para auxílio no pagamento de despesas com creche para filho, enteados ou criança 
sob guarda judicial com até cinco anos de idade.
Parágrafo único. Resolução do Conselho Curador do FGTS disporá sobre a quantidade 
de parcelas, o valor máximo do saque, o limite do saldo da conta individual vinculada ao 
FGTS que poderão ser utilizados e os demais requisitos necessários ao cumprimento do 
disposto no caput.
Manutenção ou subvenção de instituições de educação infantil pelos serviços 
sociais autônomos
Art. 7º Os seguintes serviços sociais autônomos manterão ou subvencionarão, de acordo 
com a sua disponibilidade orçamentária, instituições de educação infantil destinadas 
especialmente aos filhos de empregadas e empregados:
I – Serviço Social da Indústria, de que trata o Decreto-Lei n. 9.403, de 25 de junho de 1946;
II – Serviço Social do Comércio, de que trata o Decreto-Lei n. 9.853, de 13 de setembro 
de 1946; e
III – Serviço Social do Transporte, de que trata a Lei n. 8.706, de 14 de setembro de 1993.
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CaPÍTUlo III CaPÍTUlo III 
Da FleXIbIlIZaÇÃo Do reGIMe De Trabalho Para aPoIo À PareNTalIDaDeDa FleXIbIlIZaÇÃo Do reGIMe De Trabalho Para aPoIo À PareNTalIDaDe
Teletrabalho para mães empregadas e para pais empregados
Art. 8º Os empregadores priorizarão as empregadas e os empregados com filho, enteados 
ou criança sob guarda judicial com até quatro anos de idade na alocação de vagas para as 
atividades que possam ser efetuadas por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho 
a distância, nos termos do disposto no Capítulo II-A do Título II da Consolidação das Leis 
do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
Flexibilização do regime de trabalho e das férias para os pais empregados
Art. 9º No âmbito dos poderes diretivo e gerencial do empregador, poderão ser adotadas 
uma ou mais das seguintes medidas, com vistas a promover a conciliação entre o trabalho 
e os cuidados decorrentes da paternidade:
I – regime de tempo parcial, nos termos do disposto no art. 58-A da Consolidação das 
Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
II – regime especial de compensação de jornada de trabalho por meio de banco de horas, 
nos termos do disposto no art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
III – jornada de doze horas trabalhadas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, 
nos termos do disposto no art. 59-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
IV – antecipação de férias individuais; e
V – horário de entrada e de saída flexíveis.
§ 1º As medidas de que trata este artigo poderão ser adotadas durante o primeiro ano:
I – do nascimento do filho ou enteado;
II – da adoção; ou
III – da guarda judicial.
§ 2º As medidas de que trata este artigo deverão ser formalizadas por meio de acordo 
individual, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho.
Regime especial de compensação de jornada de trabalho por meio de banco de horas
Art. 10. Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho de empregado em regime 
de compensação de jornada por meio de banco de horas, as horas acumuladas ainda não 
compensadas serão:
I – descontadas das verbas rescisórias devidas ao empregado, na hipótese de banco de 
horas em favor do empregador; ou
II – pagas juntamente com as verbas rescisórias, na hipótese de banco de horas em 
favor do empregado.
Antecipação de férias individuais
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Art. 11. A antecipação de férias individuais poderá ser concedida ao empregado que se 
enquadre nos critérios estabelecidos no § 1º do art. 9º, ainda que não tenha transcorrido 
o seu período aquisitivo.
Parágrafo único. As férias antecipadas não poderão ser usufruídas em período inferior 
a cinco dias corridos.
Art. 12. Para as férias concedidas na forma prevista no art. 11, o empregador poderá 
optar por efetuar o pagamento do adicional de um terço de férias após a sua concessão, 
até a data em que é devida a gratificação natalina prevista no art. 1º da Lei n. 4.749, de 12 
de agosto de 1965.
Art. 13. O pagamento da remuneração da antecipação das férias na forma do art. 11 
poderá ser efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao início do gozo das férias, 
hipótese em que não se aplica o disposto no art. 145 da Consolidação das Leis do Trabalho, 
aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
Art. 14. Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho, os valores das férias ainda 
não usufruídas serão pagos juntamente com as verbas rescisórias devidas.
Parágrafo único. Na hipótese de período aquisitivo não adquirido, as férias antecipadas 
e usufruídas serão descontadas das verbas rescisórias devidas ao empregado no caso de 
pedido de demissão.
Horários de entrada e saída flexíveis
Art. 15. Quando a atividade permitir, os horários fixos da jornada de trabalho poderão ser 
flexibilizados ao empregado que se enquadre nos critérios estabelecidos no § 1º do art. 9º.
Parágrafo único. A flexibilização de que trata o caput ocorrerá em intervalo de horário 
previamente estabelecido, considerados os limites inicial e final de horário de trabalho diário.
CaPÍTUlo IV CaPÍTUlo IV 
Da QUalIFICaÇÃo De MUlhereS eM ÁreaS eSTraTÉGICaS Para aSCeNSÃo ProFISSIo-Da QUalIFICaÇÃo De MUlhereS eM ÁreaS eSTraTÉGICaS Para aSCeNSÃo ProFISSIo-
NalNal
Qualificação de mulheres com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
Art. 16. Fica autorizado o saque, por mulheres, de valores acumulados na conta individual 
vinculada ao FGTS para pagamento de despesas com qualificação profissional.
§ 1º Resolução do Conselho Curador do FGTS disporá sobre os valores máximos, os prazos 
de utilização, o público prioritário e os demais requisitos necessários ao cumprimento do 
disposto no caput.
§ 2º Ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência estabelecerá as áreas de 
qualificação profissional prioritárias, com vistas a aumentar a inserção de mulheres em 
setores estratégicos com menor participação feminina ou a promover a ascensão profissional.
Suspensão do contrato de trabalho para qualificação de mulheres em áreas estratégicas
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Art. 17. Para estimular a qualificação de mulheres e o desenvolvimento de habilidades e 
competências em áreas estratégicas ou com menor participação feminina, os empregadores 
poderão suspender o contrato de trabalhopara participação em curso ou em programa de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador.
§ 1º Na hipótese prevista no caput, a suspensão do contrato de trabalho será formalizada 
por meio de acordo individual, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, nos 
termos do disposto no art. 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
§ 2º O curso ou o programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador 
priorizará áreas que promovam a ascensão profissional da empregada ou áreas com baixa 
participação feminina, tais como ciência, tecnologia, desenvolvimento e inovação.
§ 3º Durante o período de suspensão do contrato de trabalho, a empregada fará jus à bolsa 
de qualificação profissional de que trata o art. 2º-A da Lei n. 7.998, de 11 de janeiro de 1990.
§ 4º Além da bolsa de qualificação profissional, durante o período de suspensão do 
contrato de trabalho, o empregador poderá conceder à empregada ajuda compensatória 
mensal, sem natureza salarial.
§ 5º Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador 
encaminhará ao Ministério do Trabalho e Previdência os dados referentes às empregadas 
que terão o contrato de trabalho suspenso.
Estímulo à ocupação das vagas de gratuidade dos serviços sociais autônomos por 
mulheres e priorização de mulheres vítimas de violência doméstica
Art. 18. As entidades dos serviços sociais autônomos implementarão medidas que 
estimulem a ocupação das vagas de gratuidade por mulheres em todos os níveis e áreas 
de conhecimento.
§ 1º Para fins do disposto no caput, serão desenvolvidas, pelos serviços sociais autônomos, 
ferramentas de monitoramento e estratégias para a inscrição e a conclusão dos cursos por 
mulheres, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, desenvolvimento e inovação.
§ 2º As mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar com registro de ocorrência 
policial deverão ser incluídas nos critérios de priorização para preenchimento das vagas de 
gratuidade a que se refere o caput.
CaPÍTUlo V CaPÍTUlo V 
DO APOIO AO RETORNO AO TRABALHO APÓS O TÉRMINO DA LICENÇA-MATERNIDADEDO APOIO AO RETORNO AO TRABALHO APÓS O TÉRMINO DA LICENÇA-MATERNIDADE
Suspensão do contrato de trabalho de pais empregados para acompanhamento do 
desenvolvimento dos filhos
Art. 19. Os empregadores poderão suspender o contrato de trabalho dos empregados 
cuja esposa ou companheira tenha encerrado o período da licença-maternidade para:
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I – prestar cuidados e estabelecer vínculos com os filhos;
II – acompanhar o desenvolvimento dos filhos; e
III – apoiar o retorno ao trabalho de sua esposa ou companheira.
§ 1º A suspensão do contrato de trabalho ocorrerá nos termos do disposto no art. 476-
A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943, para 
participação em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, 
formalizada por meio de acordo individual, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho.
§ 2º A suspensão do contrato de trabalho será efetuada após o término da licença-
maternidade da esposa ou companheira do empregado.
§ 3º O curso ou o programa de qualificação profissional deverá ser oferecido pelo 
empregador, terá carga horária máxima de vinte horas semanais e será realizado exclusivamente 
na modalidade não presencial, preferencialmente, de forma assíncrona.
§ 4º A limitação prevista no § 2º do art. 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho, 
aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943, não se aplica à suspensão do contrato de 
trabalho de que trata este artigo.
§ 5º O empregado fará jus à bolsa de qualificação profissional de que trata o art. 2º-A 
da Lei n. 7.998, de 1990.
§ 6º Além da bolsa de qualificação profissional, durante o período de suspensão do 
contrato de trabalho, o empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória 
mensal, sem natureza salarial.
Art. 20. Durante o período de suspensão do contrato de trabalho de que trata o art. 19, 
o empregado beneficiário não poderá exercer qualquer atividade remunerada e o seu filho, 
enteado ou criança sob guarda judicial não poderá ser mantido em creche ou instituição 
que preste serviços de mesma natureza.
Parágrafo único. Na hipótese de descumprimento do disposto no caput, o empregado 
beneficiário perderá o direito à suspensão do contrato de trabalho, sem prejuízo do 
ressarcimento ao erário.
Art. 21. O empregador dará ampla divulgação aos seus empregados sobre a possibilidade 
de apoiar o retorno ao trabalho de suas esposas ou companheiras após o término do período 
da licença-maternidade e orientar sobre os procedimentos necessários para firmar acordo 
individual para suspensão do contrato de trabalho com qualificação.
Art. 22. Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador 
encaminhará ao Ministério do Trabalho e Previdência os dados referentes aos empregados 
que terão o contrato de trabalho suspenso para apoiar o retorno ao trabalho de suas 
esposas ou companheiras.
Alterações no Programa Empresa Cidadã
Art. 23. A Lei n. 11.770, de 2008, passa a vigorar com as seguintes alterações:
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“Art. 1º § 3º A prorrogação de que trata o inciso I do caput poderá ser compartilhada 
entre a empregada e o empregado requerente, desde que ambos sejam empregados de 
pessoa jurídica aderente ao programa e que a decisão seja adotada conjuntamente, na 
forma estabelecida em regulamento.
§ 4º Na hipótese prevista no § 3º, a prorrogação poderá ser usufruída pelo empregado 
da pessoa jurídica que aderir ao programa somente após o término da licença-maternidade, 
desde que seja requerida com trinta dias de antecedência.” (NR)
“Art. 1º-A. Fica a empresa participante do Programa Empresa Cidadã autorizada a 
substituir o período de prorrogação da licença-maternidade, de que trata o inciso I do 
caput do art. 1º, pela redução de jornada de trabalho em cinquenta por cento pelo período 
de cento e vinte dias.
§ 1º São requisitos para efetuar a substituição de que trata o caput:
I – pagamento integral do salário à empregada ou ao empregado pelo período de cento 
e vinte dias; e
II – acordo individual firmado entre o empregador e a empregada ou o empregado.
§ 2º A substituição de que trata o caput poderá ser concedida na forma prevista no § 
3º do art. 1º.” (NR)
CaPÍTUlo VI CaPÍTUlo VI 
Do reCoNheCIMeNTo De boaS PrÁTICaS Na ProMoÇÃo Da eMPreGabIlIDaDe Da MUlherDo reCoNheCIMeNTo De boaS PrÁTICaS Na ProMoÇÃo Da eMPreGabIlIDaDe Da MUlher
Art. 24. Fica instituído o Selo Emprega + Mulher.
§ 1º São objetivos do Selo Emprega + Mulher:
I – reconhecer as boas práticas de empregadores que visem, dentre outros:
a) ao estímulo à contratação, à ocupação de postos de liderança e à ascensão profissional 
de mulheres;
b) à divisão igualitária das responsabilidades parentais;
c) à promoção da cultura de igualdade entre mulheres e homens;
d) à oferta de acordos flexíveis de trabalho; e
e) à concessão de licenças para mulheres e homens que permitam o cuidado e a criação 
de vínculos com seus filhos; e
II – reconhecer as empresas quese destaquem pela organização, pela manutenção e pelo 
provimento de creches e pré-escolas para atender às necessidades de suas empregadas e 
de seus empregados.
§ 2º Ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência disporá sobre o regulamento 
do Selo Programa Emprega + Mulher.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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CaPÍTUlo VII CaPÍTUlo VII 
Do INCeNTIVo À CoNTraTaÇÃo De aDoleSCeNTeS e JoVeNS Por MeIo Da aPreNDIZa-Do INCeNTIVo À CoNTraTaÇÃo De aDoleSCeNTeS e JoVeNS Por MeIo Da aPreNDIZa-
GeM ProFISSIoNalGeM ProFISSIoNal
Art. 25. Fica instituído o Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de Aprendizes.
Parágrafo único. São objetivos do Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de 
Aprendizes:
I – ampliar o acesso de adolescentes e jovens ao mercado de trabalho por meio da 
aprendizagem profissional;
II – garantir o cumprimento integral da cota de aprendizagem profissional;
III – ofertar incentivos para a regularização da contratação de aprendizes; e
IV – estabelecer procedimento especial para regularização da cota de aprendizagem 
profissional dos setores que apresentem baixa taxa de contratação de aprendizes.
Art. 26. As empresas e entidades que aderirem ao Projeto Nacional de Incentivo à 
Contratação de Aprendizes:
I – terão prazos para regularização da cota de aprendizagem profissional, nos termos 
previstos nos instrumentos de formalização da adesão;
II – não serão autuadas pela inobservância ao cumprimento da cota de aprendizagem 
profissional durante o prazo concedido para regularização do cumprimento da referida cota;
III – poderão cumprir a cota de aprendizagem profissional em quaisquer estabelecimentos 
da empresa ou da entidade, localizados na mesma unidade federativa, pelo prazo de dois anos;
IV – terão o processo administrativo trabalhista de imposição de multa pelo descumprimento 
da cota de aprendizagem profissional suspenso durante o prazo concedido para regularização 
do cumprimento da referida cota no âmbito do Projeto; e
V – terão reduzido em cinquenta por cento o valor da multa decorrente de auto de 
infração lavrado anteriormente à adesão ao Projeto, ressalvados os débitos inscritos em 
dívida ativa da União, na hipótese de a infração ser exclusivamente relacionada ao não 
cumprimento da cota de aprendizagem profissional, desde que a empresa ou a entidade 
cumpra a cota mínima ao final do prazo concedido no Projeto.
§ 1º Os benefícios de que trata este artigo terão caráter transitório e serão considerados 
a partir da data de adesão das empresas e das entidades ao Projeto.
§ 2º A suspensão do processo a que se refere o inciso IV do caput interrompe a contagem 
dos prazos de prescrição previstos no §1º do art. 1º e no art. 1º-A da Lei n. 9.873, de 23 de 
novembro de 1999.
Art. 27. O Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de Aprendizes será regulamentado 
em ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência e será destinado a todas as empresas 
e entidades obrigadas a contratar aprendizes, nos termos do disposto no art. 429 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
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§ 1º A adesão ao Projeto previsto no caput será facultativa e importará compromisso 
de regularização de conduta.
§ 2º A regularização da contratação dos aprendizes será realizada nos prazos previstos 
no regulamento de que trata o caput.
§ 3º A empresa ou a entidade que aderir ao Projeto cumprirá integralmente a cota mínima 
de aprendizes durante os prazos estabelecidos, considerados todos os seus estabelecimentos, 
na forma prevista na legislação.
§ 4º O Ministério do Trabalho e Previdência poderá estabelecer condições especiais para 
setores econômicos com baixa taxa de contratação de aprendizes.
§ 5º As representações dos setores econômicos de que trata o § 4º e os serviços nacionais 
de aprendizagem poderão ser incluídos em ações especiais setoriais, para fins de cumprimento 
integral da cota de aprendizagem profissional, a serem conduzidas pela inspeção do trabalho.
§ 6º As representações dos setores econômicos de que trata o § 4º são responsáveis 
por participar das discussões relativas ao cumprimento integral da cota de aprendizagem 
profissional.
§ 7º As empresas e as entidades dos setores econômicos de que trata o § 4º que aderirem 
ao Projeto estarão sujeitas a procedimento especial de fiscalização, com o objetivo de 
regularização progressiva da cota de aprendizagem profissional, por meio da assinatura 
de termo de compromisso que estabeleça condições específicas, conforme estabelecido 
em ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência.
§ 8º Os termos de compromisso terão duração máxima de dois anos e terão as suas 
penalidades vinculadas aos valores das infrações previstas na Consolidação das Leis do 
Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
§ 9º Para fins do disposto no § 8º, na hipótese de descumprimento do termo de 
compromisso, caberá a elevação das penalidades em três vezes para as obrigações infringidas.
§ 10 Na hipótese de ser assinado pela autoridade máxima regional ou nacional em 
matéria de inspeção do trabalho, o termo de compromisso terá eficácia de título executivo 
extrajudicial, conforme estabelecido em ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência.
Art. 28. A Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 
1943, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 428 § 3º O contrato de aprendizagem profissional não poderá ter duração superior 
a três anos, exceto:
I – quando se tratar de pessoa com deficiência, hipótese em que não há limite 
máximo de prazo;
II – quando o aprendiz for contratado com idade entre quatorze e quinze anos incompletos, 
hipótese em que poderá ter seu contrato firmado pelo prazo de até quatro anos; ou
III – quando o aprendiz se enquadrar nas situações previstas no § 5º do art. 429, hipótese 
em que poderá ter seu contrato firmado pelo prazo de até quatro anos.
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§ 5º A idade máxima prevista no caput não se aplica:
I – a pessoas com deficiência, que poderão ser contratadas como aprendizes em qualquer 
idade a partir de quatorze anos; ou
II – a aprendizes inscritos em programas de aprendizagem profissional que envolvam 
o desempenho de atividades vedadas a menores de vinte e um anos de idade, os quais 
poderão ter até vinte e nove anos de idade.
§ 9º O contrato de aprendizagem profissional poderá ser prorrogado, por meio de aditivo 
contratual e anotação na CTPS, respeitado o prazo máximo de quatro anos, na hipótese de 
continuidade de itinerário formativo, conforme estabelecido em ato do Ministro de Estado 
do Trabalho e Previdência.
§ 10 Na hipótese prevista no § 9º, a continuidade do itinerário formativo poderá ocorrer 
pelo reconhecimento dos cursos ou de parte decursos da educação profissional e tecnológica 
de graduação como atividade teórica de curso de aprendizagem profissional.
§ 11 Para fins do disposto no § 10, considera-se o início do itinerário formativo aquele 
que tenha ocorrido a partir de curso ou de parte de curso:
I – de educação profissional técnica de nível médio; ou
II – de itinerário da formação técnica e profissional do ensino médio.
§ 12 Nas hipóteses previstas nos § 9º a § 11, desde que o estabelecimento cumpridor 
da cota de aprendizagem profissional seja mantido, poderá haver alteração:
I – da entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica; e
II – do programa de aprendizagem profissional.” (NR)
“Art. 429 § 4º O aprendiz contratado por prazo indeterminado pela empresa ou entidade 
ao término do seu contrato de aprendizagem profissional continuará a ser contabilizado para 
fins de cumprimento da cota de aprendizagem profissional enquanto estiver contratado, 
considerado o período máximo de doze meses para essa contabilização.
§ 5º Para fins de cumprimento da cota de aprendizagem profissional, será contabilizada 
em dobro a contratação de aprendizes, adolescentes ou jovens, que se enquadrem nas 
seguintes hipóteses:
I – sejam egressos do sistema socioeducativo ou estejam em cumprimento de medidas 
socioeducativas;
II – estejam em cumprimento de pena no sistema prisional;
III – integrem famílias que recebam benefícios financeiros de que trata a Lei n. 14.284, 
de 29 de dezembro de 2021, e de outros que venham a substituí-los;
IV – estejam em regime de acolhimento institucional;
V – sejam protegidos no âmbito do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes 
Ameaçados de Morte, instituído pelo art. 109 do Decreto n. 9.579, de 22 de novembro de 2018;
VI – sejam egressos do trabalho infantil; ou
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VII – sejam pessoas com deficiência.” (NR)
“Art. 430 I – instituições educacionais que oferecem educação profissional e tecnológica;
§ 6º Para fins do disposto nesta Consolidação, as instituições educacionais que oferecem 
educação profissional e tecnológica compreendem:
I – as instituições de educação profissional e tecnológica públicas dos sistemas de ensino 
federal, estaduais, distrital e municipais;
II – as instituições de ensino médio das redes públicas de educação que desenvolvam 
o itinerário de formação técnica e profissional ou o itinerário formativo integrado que 
contenha unidades curriculares, etapas ou módulos de cursos de educação profissional e 
tecnológica, nos termos do disposto no inciso V do caput e do § 3º do art. 36 da Lei n. 9.394, 
de 20 de dezembro de 1996; e
III – as instituições educacionais privadas que legalmente ofertem:
a) cursos técnicos de nível médio;
b) itinerário de formação técnica e profissional do ensino médio; ou
c) cursos de educação profissional tecnológica de graduação.” (NR)
“Art. 431. A contratação do aprendiz poderá ser efetivada:
I – de forma direta pelo estabelecimento que se obrigue ao cumprimento da cota de 
aprendizagem profissional; ou
II – de forma indireta:
a) pelas entidades a que se referem os incisos II e III do caput do art. 430;
b) por entidades sem fins lucrativos não abrangidas pelo disposto na alínea “a”, entre 
outras, de:
1. assistência social;
2. cultura;
3. educação;
4. saúde;
5. segurança alimentar e nutricional;
6. proteção do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;
7. ciência e tecnologia;
8. promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos;
9. desporto; ou
10. atividades religiosas; ou
c) por microempresas ou empresas de pequeno porte.
§ 1º Aos candidatos rejeitados pela seleção profissional será oferecida, tanto quanto 
possível, orientação profissional para ingresso em atividade mais adequada às qualidades 
e às aptidões demonstradas.
§ 2º Para fins do disposto na alínea “a” do inciso II do caput, as atividades práticas do 
contrato de aprendizagem profissional poderão ser executadas nessas entidades ou nos 
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estabelecimentos cumpridores da cota de aprendizagem profissional, a que se refere o 
inciso I do caput, e não gerará vínculo empregatício com esses estabelecimentos.
§ 3º Para fins do disposto nas alíneas “b” e “c” do inciso II do caput, as atividades 
práticas do contrato de aprendizagem profissional serão executadas nessas entidades ou 
empresas e não gerará vínculo empregatício com os estabelecimentos cumpridores da cota 
de aprendizagem profissional, a que se refere o inciso I do caput.
§ 4º Nas hipóteses previstas neste artigo, os aprendizes deverão estar matriculados nos 
cursos de aprendizagem profissional das entidades a que se refere o art. 430.
§ 5º Ato do Ministro de Estado do Trabalho e Previdência poderá regulamentar as 
condições e as hipóteses para a contratação de forma indireta prevista neste artigo.” (NR)
“Art. 432 § 3º O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os 
aprendizes que já tiverem completado o ensino médio.
§ 4º O tempo de deslocamento do aprendiz entre as entidades a que se refere o art. 430 
e o estabelecimento onde se realizará a aprendizagem profissional não será computado 
na jornada diária.” (NR)
“Art. 434.
Parágrafo único. Na hipótese de descumprimento da cota de aprendizagem profissional 
pelo estabelecimento, será aplicada a multa prevista no art. 47 desta Consolidação, por 
aprendiz não contratado.” (NR)
Art. 29. Os contratos de terceirização de mão de obra preverão as formas de alocação 
dos aprendizes da contratada nas dependências da empresa ou da entidade contratante, 
em quantitativos equivalentes aos estabelecidos no art. 429 da Consolidação das Leis do 
Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943.
CaPÍTUlo VIII CaPÍTUlo VIII 
DISPoSIÇÕeS FINaISDISPoSIÇÕeS FINaIS
Art. 30. A contagem em dobro prevista no § 5º do art. 429 da Consolidação das Leis do 
Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943, somente será aplicável aos contratos 
de aprendizagem profissional celebrados após a publicação desta Medida Provisória, e será 
vedada a aplicação do dispositivo por meio da substituição dos atuais aprendizes.
Art. 31. O disposto no § 4º do art. 429 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943, somente será aplicável aos contratos por prazo indeterminado 
celebrados após a publicação desta Medida Provisória.
Art. 32. Às mulheres empregadas é garantido igual salário em relação aos empregados 
que exerçam idêntica função prestada ao mesmo empregador, nos termos do disposto nos 
art. 373-A e art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 
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Art. 33. O Sistema Nacional de Emprego – Sine implementará iniciativasde 120 (cento e vinte) dias e firmar um acordo individual entre o empregador e a empregada 
ou o empregado interessado em adotar a medida.
CUIDADO COM AS MUDANÇAS NA LEI DA EMPRESA CIDADÃ. É sempre uma boa pedida 
para as provas!
Vamos para questões inéditas que criei com muito carinho para você?
003. 003. (INÉDITA/2022) Quanto às MEDIDAS PARA QUALIFICAÇÃO DE MULHERES do Programa 
em estudo na lei, tem-se a Suspensão do Contrato de Trabalho para Qualificação Profissional 
que estipula, entre outros que, durante o período de suspensão do contrato de trabalho, a 
empregada fará jus à bolsa de qualificação profissional e o empregador poderá conceder 
à empregada ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial.
A assertiva está em conformidade com a legislação.
Art. 15. Mediante requisição formal da empregada interessada, para estimular a qualificação 
de mulheres e o desenvolvimento de habilidades e de competências em áreas estratégicas ou 
com menor participação feminina, o empregador poderá suspender o contrato de trabalho para 
participação em curso ou em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador.
§ 1º Na hipótese prevista no caput deste artigo, a suspensão do contrato de trabalho será 
formalizada por meio de acordo individual, de acordo coletivo ou de convenção coletiva de 
trabalho, nos termos do art. 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943.
§ 2º O curso ou o programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador priorizará 
áreas que promovam a ascensão profissional da empregada ou áreas com baixa participação 
feminina, tais como ciência, tecnologia, desenvolvimento e inovação.
§ 3º Durante o período de suspensão do contrato de trabalho, a empregada fará jus à bolsa de 
qualificação profissional de que trata o art. 2º-A da Lei n. 7.998, de 11 de janeiro de 1990.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
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§ 4º Além da bolsa de qualificação profissional, durante o período de suspensão do contrato 
de trabalho, o empregador poderá conceder à empregada ajuda compensatória mensal, sem 
natureza salarial.
§ 5º Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador encaminhará 
ao Ministério do Trabalho e Previdência os dados referentes às empregadas que terão o contrato 
de trabalho suspenso.
§ 6º Se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período de suspensão ou nos 6 (seis) 
meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará à empregada, além 
das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em convenção 
ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
Certo.
004. 004. (INÉDITA/2022) Quanto às MEDIDAS PARA QUALIFICAÇÃO DE MULHERES do Programa 
em estudo na lei, tem-se a Suspensão do Contrato de Trabalho para Qualificação Profissional 
que estipula, entre outros que, se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do 
período de suspensão ou nos 6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o 
empregador pagará à empregada, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, 
multa a ser estabelecida em convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 
100% (cem por cento) sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão 
do contrato de trabalho.
A assertiva está em conformidade com a legislação:
Art. 15. Mediante requisição formal da empregada interessada, para estimular a qualificação 
de mulheres e o desenvolvimento de habilidades e de competências em áreas estratégicas ou 
com menor participação feminina, o empregador poderá suspender o contrato de trabalho para 
participação em curso ou em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador.
§ 1º Na hipótese prevista no caput deste artigo, a suspensão do contrato de trabalho será 
formalizada por meio de acordo individual, de acordo coletivo ou de convenção coletiva de 
trabalho, nos termos do art. 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943.
§ 2º O curso ou o programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador priorizará 
áreas que promovam a ascensão profissional da empregada ou áreas com baixa participação 
feminina, tais como ciência, tecnologia, desenvolvimento e inovação.
§ 3º Durante o período de suspensão do contrato de trabalho, a empregada fará jus à bolsa de 
qualificação profissional de que trata o art. 2º-A da Lei n. 7.998, de 11 de janeiro de 1990.
§ 4º Além da bolsa de qualificação profissional, durante o período de suspensão do contrato 
de trabalho, o empregador poderá conceder à empregada ajuda compensatória mensal, sem 
natureza salarial.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
§ 5º Para fins de pagamento da bolsa de qualificação profissional, o empregador encaminhará 
ao Ministério do Trabalho e Previdência os dados referentes às empregadas que terão o contrato 
de trabalho suspenso.
§ 6º Se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período de suspensão ou nos 6 (seis) 
meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará à empregada, além 
das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em convenção 
ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
Certo.
005. 005. (INÉDITA/2022) Quanto às MEDIDAS PARA QUALIFICAÇÃO DE MULHERES do Programa 
em estudo na lei, tem-se a Suspensão do Contrato de Trabalho para Qualificação Profissional 
que estipula, entre outros que, se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do 
período de suspensão ou nos 6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o 
empregador pagará à empregada:
a) além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em 
convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o 
valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
b) além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em 
convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) sobre 
o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
c) além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em 
convenção ou em acordo coletivo, que será, no máximo, 100% (cem por cento) sobre o valor 
da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
d) além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em 
convenção ou em acordo coletivo, que será de, no máximo, 50% (cinquenta por cento) 
sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
A assertiva A está em conformidade com a legislação, tanto em percentuais quanto em 
valor mínimo:
Art. 15, § 6º Se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período de suspensão ou nos 
6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará à empregada, 
além dascom vistas à 
melhoria da empregabilidade de mulheres, especialmente daquelas que tenham filhos, 
enteados ou guarda judicial de crianças de até cinco anos de idade.
Art. 34. A Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 
1943, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art.473.
III – por cinco dias consecutivos, em caso de nascimento de filho;
X – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa 
ou companheira em até seis consultas médicas, ou exames complementares, durante o 
período de gravidez;
Parágrafo único. O prazo a que se refere o inciso III do caput será contado a partir da 
data de nascimento do filho.” (NR)
Art. 35. Ficam revogados:
I – o parágrafo único do art. 431 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
II – o art. 11 do Decreto-Lei n. 229, de 28 de fevereiro de 1967, na parte em que altera o 
inciso III do caput do art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1943;
III – o art. 1º da Lei n. 10.097, de 19 de dezembro de 2000, na parte em que altera o 
inciso I do caput do art. 430 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-
Lei n. 5.452, de 1943;
IV – o art. 18 da Lei n. 11.180, de 23 de setembro de 2005, na parte em que altera o § 5º do 
art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
V – o art. 19 da Lei n. 11.788, de 25 de setembro de 2008, na parte em que altera o § 3º do 
art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1943;
VI – o art. 37 da Lei n. 13.257, de 8 de março de 2016, na parte em que altera o inciso 
X do caput do art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 
5.452, de 1943; e
VII – o art. 5º da Lei n. 13.420, de 13 de março de 2017.
Art. 36. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 4 de maio de 2022; 201º da Independência e 134º da República.
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	Sumário
	Apresentação
	Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho
	1. Conceito e Diferenças das Causas de Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho
	2. Causas de Suspensão do Contrato de Trabalho na CLT
	3. Causas de Interrupção do Contrato de Trabalho
	4. Acidente de Trabalho ou Doença Profissional: Suspensão ou Interrupção?
	5. Licença-Maternidade
	6. Afastamentos Previstos na Lei Maria da Penha
	7. Inquérito para Apuração de Falta Grave
	8. Suspensão para Qualificação Profissional do Empregado
	9. Contratos de Trabalho a Termo: Causas de Suspensão e Interrupção
	Resumo
	Mapa Mental
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexoparcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em convenção 
ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
Letra a.
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Interrupção e Suspensão do Contrato de Trabalho 
Maria Rafaela
006. 006. (INÉDITA/2022) Se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período de 
suspensão ou nos 3 (três) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador 
pagará à empregada, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser 
estabelecida em convenção ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem 
por cento) sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato 
de trabalho.
A assertiva está em desconformidade com a legislação.
Art. 15, § 6º Se ocorrer a dispensa da empregada no transcurso do período de suspensão ou nos 
6 (seis) meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará à empregada, 
além das parcelas indenizatórias previstas na legislação, multa a ser estabelecida em convenção 
ou em acordo coletivo, que será de, no mínimo, 100% (cem por cento) sobre o valor da última 
remuneração mensal anterior à suspensão do contrato de trabalho.
Errado.
007. 007. (INÉDITA/2022) Assinale a alternativa INCORRETA nos termos do que se dispõe acerca 
Do Estímulo à Ocupação das Vagas de Gratuidade dos Serviços Sociais Autônomos:
a) As entidades dos serviços nacionais de aprendizagem, observadas suas leis de regência 
e regulamentos, mediante a celebração de ajustes e de parcerias com a União, poderão 
implementar medidas que estimulem a matrícula de mulheres em cursos de qualificação, 
em todos os níveis e áreas de conhecimento.
b) Se ocorrer a celebração dos termos de ajustes ou de parcerias, os serviços nacionais de 
aprendizagem desenvolvem ferramentas de monitoramento e estratégias para a inscrição 
e a conclusão dos cursos por mulheres, especialmente nas áreas de ciência, de tecnologia, 
de desenvolvimento e de inovação.
c) Para tais fins serão priorizadas as mulheres hipossuficientes vítimas de violência doméstica 
e familiar independentemente de registro de ocorrência policial.
d) A ideia é implementar medidas que estimulem a matrícula de mulheres em cursos de 
qualificação, em todos os níveis e áreas de conhecimento.
A única alternativa incorreta é a E, pois necessita do registro de ocorrência policial. Vejamos 
o teor da lei:
Art. 16. As entidades dos serviços nacionais de aprendizagem, observadas suas leis de regência e 
regulamentos, mediante a celebração de ajustes e de parcerias com a União, poderão implementar 
medidas que estimulem a matrícula de mulheres em cursos de qualificação, em todos os níveis 
e áreas de conhecimento.
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§ 1º Se ocorrer a celebração dos termos de ajustes ou de parcerias a que se refere o caput deste 
artigo, os serviços nacionais de aprendizagem desenvolvem ferramentas de monitoramento e 
estratégias para a inscrição e a conclusão dos cursos por mulheres, especialmente nas áreas de 
ciência, de tecnologia, de desenvolvimento e de inovação.
§ 2º Para fins do disposto no caput deste artigo, serão priorizadas as mulheres hipossuficientes 
vítimas de violência doméstica e familiar com registro de ocorrência policial.
Letra c.
2 . CaUSaS De SUSPeNSÃo Do CoNTraTo De Trabalho 2 . CaUSaS De SUSPeNSÃo Do CoNTraTo De Trabalho 
Na ClTNa ClT
As suspensões do contrato de trabalho podem ocorrer, por exemplo, por motivo alheio 
à vontade do trabalhador. Com isso, destacamos as hipóteses na CLT:
A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão 
injusta do contrato de trabalho.
O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho 
durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício.
Há ainda a situação que já vimos acerca do afastamento previdenciário por motivo 
de acidente de trabalho ou doença ocupacional a partir do 16º dia. Lembre-se de que os 
primeiros quinze dias de afastamento geram situação de interrupção do contrato de trabalho.
Destaque-se a Súmula n. 440 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 440
AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. SUSPENSÃO DO 
CONTRATO DE TRABALHO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À MANUTENÇÃO DE PLANO 
DE SAÚDE OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA. Assegura-se o direito à manutenção de plano 
de saúde ou de assistência médica oferecido pela empresa ao empregado, não obstante 
suspenso o contrato de trabalho em virtude de auxílio doença acidentário ou de 
aposentadoria por invalidez.
Nos termos do artigo 476 da CLT, em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, 
o empregado é considerado em licença não remunerada durante o prazo desse benefício.
Temos, ainda, a suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação do 
trabalhador, qual seja, o contrato de trabalho poderá ser suspenso por um período de dois 
a cinco meses para a participação do empregado em curso ou programa de qualificação 
profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, 
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mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do 
empregado, observado o disposto no art. 471 desta Consolidação.
Por motivo de força maior, há casos de suspensão do contrato de trabalho e de encargo 
público obrigatório no caso do serviço militar.
O afastamento do empregado, em virtude das exigências do serviço militar ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho 
por parte do empregador.
Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em 
virtude das exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique 
o empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo 
de 30 (trinta) dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou da terminação 
do encargo a que estava obrigado.
Ocorrendo motivo relevante de interesse para a segurança nacional, a autoridade competente 
poderá solicitar o afastamento do empregado do serviço ou do local de trabalho, sem que 
se configure a suspensão do contrato de trabalho.
Outra hipótese é a prestação de serviço militar. Após a sua baixa, o empregado deve 
informar ao empregador e retornar ao seu posto de trabalho, que ficou suspenso.
Um encargo público obrigatório é um caso de suspensão do contrato de trabalho, em 
que o empregado deve intimar o empregador por telegrama ou carta registrada, dentro 
de 30 dias do término do encargo público, sobre sua intenção de retorno ao contrato de 
trabalho original.
A suspensão possui alguns efeitos contratuais, como, por exemplo, o obreironão pode 
revelar os segredos confidenciais da empresa nem denegrir a imagem do empregador.
Não se olvide do teor da súmula 440 do TST, que já vimos, e a empresa, no período de 
suspensão ou interrupção, obrigatoriamente deve manter o plano de saúde ou assistência 
médica oferecido pela empresa ao empregado. Por sua vez, o empregador não pode dispensar 
o trabalhador sem justa causa.
Existe a particularidade de o empregado cometer justa causa quando atua de forma 
a prejudicar a atividade econômica do seu empregador, como, por exemplo, revelando 
indevidamente os segredos da empresa ou fazendo concorrência desleal. Há apenas o 
detalhe de que a aplicação da justa causa será feita imediatamente após o término da 
situação de suspensão do contrato de trabalho.
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GODINHO (2020, p. 1297) sustenta que “existem interpretações de que a restrição à 
dispensa não abrange aquelas motivadas por justa causa, que podem, assim, consumar-se, 
sem ressalvas, no próprio período suspensivo”.
Esse raciocínio é interessante porque, se houve justa causa por parte do empregador e 
o obreiro pretende a rescisão indireta, não poderia esperar o término da causa suspensiva.
Agora, é possível, durante o momento da suspensão, o empregado pedir demissão? 
A resposta da doutrina entende que sim; é possível que exista validamente o pedido de 
demissão do obreiro enquanto persiste uma situação de suspensão do contrato de trabalho. 
Logo, o raciocínio de justa causa e rescisão indireta parece encontrar amparo também.
Quando o obreiro está em situação de suspensão, ele precisa retornar ao trabalho no 
prazo de 30 dias, sob pena de ser considerado como abandono de emprego. Nesse caso, 
tem-se o teor da Súmula 32 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 32 do TST
ABANDONO DE EMPREGO
Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no 
prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o 
motivo de não o fazer.
A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão 
injusta do contrato de trabalho.
Existem situações de suspensão do contrato de trabalho por motivo lícito ou ilícito 
atribuível ao empregado, as quais podemos especificar na tabela.
Motivos lícitos do empregado Motivos ilícitos do empregado
• Participação pacífica em greve;
• Encargo público não obrigatório;
• Eleição para cargo de direção sindical;
• Eleição para cargo de diretor de sociedade 
anônima;
• Licença não remunerada;
• Afastamento para qualificação profissional, 
mediante negociação coletiva e concordância 
expressa do empregador;
• Suspensão no caso da MP 936, que veremos no 
próximo capítulo.
• Suspensão disciplinar porque o empregado 
cometeu algum comportamento passível de 
punição.
• Suspensão do empregado estável para a 
instauração de inquérito para a apuração de falta 
grave. Nesse caso, tem-se a súmula 197 do STF: 
O EMPREGADO COM REPRESENTAÇÃO SINDICAL 
SÓ PODE SER DESPEDIDO MEDIANTE INQUÉRITO 
EM QUE SE APURE FALTA GRAVE.
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Importa destacar que os movimentos grevistas suspendem o contrato de trabalho. Ou 
seja, não há direito ao pagamento pelos dias não trabalhados, salvo se a greve for por um 
movimento comprovadamente ilícito do empregador.
Lembre-se: os dispositivos dos artigos 471 e 472, caput, da CLT dispõem que, ao empregado 
afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as vantagens que, 
em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa.
Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro 
encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por 
parte do empregador.
Temos, ainda, a suspensão do contrato de trabalho para qualificação profissional, em 
que, nos termos do artigo 476-A da CLT, o contrato de trabalho poderá ser suspenso por um 
período de dois a cinco meses para a participação do empregado em curso ou programa de 
qualificação profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão 
contratual, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência 
formal do empregado. Trataremos com mais detalhes em um capítulo próprio.
ALERTA DE PROVA: É a hipótese de suspensão do contrato quando o empregado é 
aposentado por invalidez, ocasião em que terá o seu contrato de trabalho suspenso durante 
o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício, nos exatos 
termos do artigo 475 da CLT.
Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, 
ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, 
porém, ao empregador o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho, nos 
termos dos arts. 477 e 478 da CLT, salvo na hipótese de ser ele portador de estabilidade, 
quando a indenização deverá ser paga na forma do art. 497 da CLT.
Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, com 
este, o respectivo contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido ciência 
inequívoca da interinidade ao ser celebrado o contrato.
 Obs.: Em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado 
em licença não remunerada durante o prazo desse benefício.
Há suspensão do contrato quando o empregado for aposentado por invalidez, ocasião em 
que seu contrato de trabalho ficará suspenso durante o prazo fixado pelas leis de previdência 
social para a efetivação do benefício.
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008. 008. (INÉDITA/2021) Natália se aposentou por invalidez e, assim, seu contrato:
a) é suspenso
b) é alterado
c) é extinto sem justa causa.
d) é interrompido
É a hipótese de suspensão do contrato quando o empregado é aposentado por invalidez, 
ocasião em que terá suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis 
de previdência social para a efetivação do benefício, nos exatos termos do artigo 475 da CLT.
Letra a.
 Obs.: Se uma mulher, vítima de violência doméstica, for afastada temporariamente do 
local de trabalho pelo juízo competente, visando preservar a manutenção do vínculo 
trabalhista e resguardar sua integridade física e psicológica, essa situação configura 
hipótese de suspensão do contrato de trabalho.
Registre-se o IRR 125 do TST: Para fins de garantia provisória de emprego prevista no 
artigo 118 da Lei n. 8.213/1991, não é necessário o afastamento por período superior a 
15 (quinze) dias ou a percepção de auxílio-doença acidentário, desde que, após a cessação 
do contrato de trabalho, seja reconhecido o nexo causal ou concausal entre a doença 
ocupacional e as atividades desempenhadas no curso da relação de emprego.Ainda existe a previsão na Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), no artigo 9º, § 2º, 
I, para fins de permitir a remoção prioritária quando a servidora pública for integrante da 
Administração direta e indireta. Veja que não existe previsão para a iniciativa privada.
Porém, no artigo 9º, § 2º, II, existe a possibilidade de manutenção do emprego da obreira 
por até seis meses. Há uma discussão na doutrina sobre quem deve pagar o salário e se é 
caso de suspensão ou interrupção do contrato de trabalho.
Não há consenso ainda; porém, majoritariamente em relação aos escritos já feitos, a 
tendência é que seja hipótese de suspensão do contrato de trabalho e o empregador não 
teria obrigações financeiras, mas apenas de manter “a vaga” da obreira ocupada por até 6 
meses. Portanto, seis meses é o prazo máximo.
A Lei Maria da Penha (LMP) garante à mulher vítima de violência doméstica direitos 
trabalhistas cruciais, como estabilidade provisória no emprego por até 6 meses e 
manutenção do vínculo empregatício se precisar se afastar do trabalho por medida 
protetiva, com pagamento dos primeiros 15 dias pelo empregador e pelo INSS a partir do 16º 
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dia (como auxílio-doença), garantindo sua proteção enquanto se reorganiza. Pode inclusive 
haver mudança de local de trabalho, se necessário, conforme decisões recentes do STF.
O STF, no Tema 1370, garantiu que mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica 
(Lei Maria da Penha) têm direito à remuneração por até 6 meses, com vínculo mantido, e 
definiu o custeio: o empregador paga os 15 primeiros dias, e o INSS o restante (ou auxílio 
LOAS, se não segurada), reforçando a proteção econômica integral e possibilitando a ação 
regressiva do INSS contra o agressor.
Na referida tese, a tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: 1) Compete ao juízo 
estadual, no exercício da jurisdição criminal, especialmente aquele responsável pela aplicação 
da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), fixar a medida protetiva prevista no art. 9º, § 2º, 
II, da referida lei, inclusive quanto à requisição de pagamento de prestação pecuniária em 
favor da vítima afastada do local de trabalho, ainda que o cumprimento material da decisão 
fique sob o encargo do INSS e do empregador; 2) Nos termos do que dispõe o art. 109, I, da 
Constituição Federal, compete à Justiça Federal processar e julgar as ações regressivas que, 
com fundamento no art. 120, II, da Lei n. 8.213/1991, deverão ser ajuizadas pela Autarquia 
Previdenciária Federal contra os responsáveis nos casos de violência doméstica e familiar 
contra a mulher; 3) A expressão constante da lei (“vínculo trabalhista”) deve abranger a 
proteção da mulher visando à manutenção de sua fonte de renda, qualquer que seja ela, 
da qual tenha que se afastar em face da violência sofrida, conforme apreciação do Poder 
Judiciário. A prestação pecuniária decorrente da efetivação da medida protetiva prevista 
no art. 9º, § 2º, II, da Lei n. 11.340/2006 possui natureza previdenciária ou assistencial, 
conforme o vínculo jurídico da mulher com a seguridade social: (i) previdenciária, quando a 
mulher for segurada do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte 
individual, facultativa e segurada especial, hipótese em que a remuneração dos primeiros 
15 dias será de responsabilidade do empregador (quando houver), e o período subsequente 
será custeado pelo INSS, independentemente de cumprimento de período de carência. No 
caso de inexistência de relação de emprego de segurada do Regime Geral de Previdência 
Social, o benefício será arcado integralmente pelo INSS; (ii) assistencial, quando a mulher 
não for segurada da previdência social, hipótese em que a prestação assume natureza de 
benefício eventual decorrente de vulnerabilidade temporária, cabendo ao Estado, na forma 
da Lei n. 8.742/1993 (LOAS), prover a assistência financeira necessária. Nesse caso, o juízo 
competente deverá atestar que a mulher destinatária da medida de afastamento do local 
de trabalho não possuirá, em razão de sua implementação, quaisquer meios de prover a 
própria manutenção.
3 . CaUSaS De INTerrUPÇÃo Do CoNTraTo De Trabalho3 . CaUSaS De INTerrUPÇÃo Do CoNTraTo De Trabalho
As hipóteses de interrupção do contrato de trabalho estão previstas no artigo 473 da 
CLT, em que o contrato de trabalho está vigente, mas são mantidos os salários e todas as 
obrigações trabalhistas e previdenciárias.
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Quando o empregado suspende a execução dos serviços para a empresa na qual trabalha, 
mas continua recebendo normalmente sua remuneração, ocorre a interrupção do contrato 
de trabalho. Exatamente nesse ponto, há uma situação de interrupção em que persistem 
todas as obrigações do contrato de trabalho.
Nas situações abaixo, estão as pausas justificadas para o trabalhador não comparecer 
ao serviço e, mesmo assim, manter em vigor todas as obrigações trabalhistas do seu 
empregador. Para fins de prova, é importante memorizar os prazos justificados e se são 
dias corridos ou úteis. Veja alguns comentários em caixa-alta na sequência:
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: ISSO 
PORQUE É O CASO DE INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO.
I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, 
irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica.
AQUI SÃO DOIS DIAS CONSECUTIVOS, O QUE CHAMAMOS DE LICENÇA NOJO. A DEPENDÊNCIA 
ECONÔMICA SOMENTE PARA A PESSOA. OS DEMAIS POSSUEM PRESUMIDO O ASPECTO EMOCIONAL.
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; LICENÇA GALA – 3 DIAS CONSECUTIVOS, 
SEJA RELIGIOSO OU CIVIL.
III – por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana; ESSE DISPOSITIVO 
VAI TER RELEITURA COM A LICENÇA-PATERNIDADE.
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada; TEM QUE DEMONSTRAR AO EMPREGADOR QUE FEZ A DOAÇÃO.
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei 
respectiva. VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar 
referidas na letra “c” do art. 65 da Lei n. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar). 
É IMPORTANTE QUE AQUI SÃO DIAS CONSECUTIVOS OU NÃO.
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino superior. CUIDADO! AQUI É PARA NÍVEL UNIVERSITÁRIO. 
NÃO PODE SER USADO, POR EXEMPLO, PARA VESTIBULAR EM CURSOS TÉCNICOS OU DE PÓS 
GRADUAÇÃO, MESTRADO OU DOUTORADO. NÃO FOI ESTABELECIDO O NÚMERO DE DIAS.
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo. QUANDO, POR 
EXEMPLO, SERÁ TESTEMUNHA.
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro. IMPORTANTE QUE AQUI NÃO SE FIXA PRAZO DE AFASTAMENTO.
X – pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou companheiraem até 6 (se is) 
consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez;
XI – por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica.
XII – até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames 
preventivos de câncer devidamente comprovada. IMPORTANTE PORQUE TAMBÉM NÃO SÃO DIAS 
CORRIDOS.
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Com o mapa mental, temos as seguintes facilidades para estudar os pontos mais 
importantes que representam a INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO:
Interrupção 
do contrato 
de trabalho - 
CAUSAS DA CLT
Até dois dias consecutivos, em caso de 
falecimento do cônjuge, ascendente, 
descendente, irmão ou pessoa que, 
declarada em sua carteira de trabalho 
e previdência social, viva sob sua 
dependência econômica. 
Até três dias, em cada 12 meses de trabalho, 
em caso de realização de exames preventivos 
de câncer devidamente comprovada.
Até três dias consecutivos, em virtude de 
casamento. LICENÇA GALA.
Por um dia, em cada 12 meses de 
trabalho, em caso de doação voluntária 
de sangue devidamente comprovada. 
Por um dia por ano para acompanhar filho de 
até seis anos em consulta médica. 
Pelo tempo que se fizer necessário, quando, 
na qualidade de representante de entidade 
sindical, estiver participando de reunião oficial 
de organismo internacional do qual o Brasil seja 
membro. 
Pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver 
que comparecer a juízo. 
Até dois dias consecutivos ou não, para o fim 
de se alistar eleitor.
Nos dias em que estiver comprovadamente 
realizando provas de exame vestibular para 
ingresso em estabelecimento de ensino 
superior. 
Existem situações de interrupção: pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou 
companheira em até 6 (seis) consultas médicas ou em exames complementares durante 
o período de gravidez; por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos 
em consulta médica; e até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de 
realização de exames preventivos de câncer devidamente comprovados.
4 . aCIDeNTe De Trabalho oU DoeNÇa ProFISSIoNal: 4 . aCIDeNTe De Trabalho oU DoeNÇa ProFISSIoNal: 
SUSPeNSÃo oU INTerrUPÇÃo?SUSPeNSÃo oU INTerrUPÇÃo?
É importante destacar suas peculiaridades, pois, a depender do prazo de afastamento, 
pode ser causa de suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, com todas as 
consequências que já estudamos.
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No entanto, mesmo quando ocorre a suspensão do contrato de trabalho, surgem 
quatro consequências importantes para a sua prova que tornam esse assunto tão peculiar 
e tratado em separado:
• computam-se esse tempo de afastamento para fins da sua estabilidade no emprego;
• Se houver relação de acidente de trabalho ou doença decorrente do trabalho, haverá 
o direito ao recolhimento do FGTS do período do afastamento a ser feito pelo 
empregador. É óbvio que, se a doença não tiver qualquer relação com o trabalho, 
será o caso de não recolher o FGTS;
• conta-se como período aquisitivo de férias, desde que o afastamento seja inferior 
a seis meses, conforme o artigo 131, III, da CLT;
• possuirá o direito à manutenção do plano de saúde nos termos da súmula 440 do TST.
Nessa sistemática, podemos melhor entender com o seguinte mapa:
Trabalhador 
acidentado/doente
INTERRUPÇÃO DO CONTRATO - o empregador 
arca com a remuneração.
SUSPENSÃO DO CONTRATO - o INSS 
passa a se responsabilizar.
Até 15 dias de atestado.
A partir do 16º dia de atestado.
A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão 
injusta do contrato de trabalho. CUIDADO COM ESSE PRAZO! MAIS DE 30 DIAS, OU SEJA, A 
PARTIR DO 31º DIA!
O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho 
durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício. 
Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, 
ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, 
porém, ao empregador o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho, salvo 
na hipótese de ser ele portador de estabilidade, quando a indenização deverá ser paga na 
forma do art. 497.
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Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, com 
este, o respectivo contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido ciência 
inequívoca da interinidade ao ser celebrado o contrato.
Em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado em 
licença não remunerada durante o prazo desse benefício.
O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, para 
a participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em 
convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado.
Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o 
empregador deverá notificar o respectivo sindicato com antecedência mínima de quinze 
dias da suspensão contratual.
O contrato de trabalho não poderá ser suspenso mais de uma vez no período de dezesseis meses.
O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem 
natureza salarial, durante o período de suspensão contratual, com valor a ser definido em 
convenção ou acordo coletivo.
Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de 
qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos 
pelo empregador.
Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual 
ou nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao 
empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, uma multa 
a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, 100% sobre o 
valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.
5. LICENÇA-MATERNIDADE5. LICENÇA-MATERNIDADE
O prazo de afastamento da maternidade, em casos de parto ou adoção de criança ou 
obtenção de guarda judicial de criança, é de 120 dias, nos termos do artigo 392-A da CLT.
A confirmação do estado de gravidez, advinda no curso do contrato de trabalho, ainda 
que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada 
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gestante a estabilidade provisória prevista na alínea “b” do inciso II do art. 10 do Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias, bem como se aplica ao empregado adotante ao 
qual tenha sido concedida guarda provisória para fins de adoção.
A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, 
sem prejuízo do emprego e do salário. Trata-se de uma INTERRUPÇÃO DO CONTRATO 
DE TRABALHO.
Para tais fins, a empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador 
da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo 
oitavo) dia antes do parto e a ocorrência deste.
Acerca dos períodos acima, os períodos de repouso, antes e depois do parto, poderão 
ser aumentados em 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado médico. Em caso de 
parto antecipado, a mulher terá direito a 120 (cento e vinte) dias.
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança ou 
adolescente terá licença-maternidade por um período de 120 dias.
Algumas inovações foram consideráveis para analisar a perspectiva prática da adotante, 
guardiã e do pai da criança em que a mãe segurada da previdência social faleceu. Então, 
temos as seguintes regras normativas:
• A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial 
de guarda à adotante ou guardiã;
• A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-maternidade 
a apenas um dos adotantes ou guardiães empregados ou empregadas;
• Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado 
o gozo de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante 
a que teria direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
Todas essas regras se aplicam também ao empregado que adotar ou obtiver guarda 
judicial para fins de adoção. Houve, então, uma equiparação legal das situações fático-
jurídicas apresentadas.
É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos:
I – transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, assegurada a retomada 
da função anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho;
II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis 
consultas médicas e demais exames complementares.
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Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo 
de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
009. 009. (INÉDITA/2021) Reinaldo é casado com Juliana que, no parto, faleceu, deixando gêmeos. 
Juliana era empregada segurada do RGPS. Nesse caso, Reinaldo terá gozo de licença por 
todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe. 
Porém, não será aplicado no caso de falecimento dos filhos e nem no caso de o cônjuge ou 
companheiro abandoná-los.
Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo 
de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
Certo.
010. 010. (INÉDITA/2021) Reinaldo é casado com Juliana que, no parto, faleceu, assim como o 
filho do casal. Juliana era empregada segurada do RGPS. Nesse caso, Reinaldo terá gozo 
de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe.
Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo 
de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
Errado.
011. 011. (INÉDITA/2021) Reinaldo é casado com Juliana que, no parto, faleceu. O filho do casal 
sobreviveu, no entanto, foi abandonado pelo pai, que viajou para o Norte do país para 
trabalhar e a criança foi criada pela mãe de Reinaldo, aposentada. Juliana era empregada 
segurada do RGPS. Nesse caso, Reinaldo terá gozo de licença por todo o período da licença-
maternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe.
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Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo 
de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria 
direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.
Errado.
Nesse ponto, destaca-se o mapa mental para ajudá-lo ainda mais no aprendizado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a gestante contratada pela administração 
pública por prazo determinado ou em cargo em comissão tem direito à licença-maternidade 
e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
Segundo o relator, o direito à licença-maternidade tem por razão as necessidades da 
mulher e do bebê no período pós-parto, além da importância dos cuidados com a criança, 
especialmente a amamentação nos primeiros meses de vida. Já a estabilidade temporária 
tem por objetivo primordial a proteção do bebê que ainda vai nascer. Assim, as condições 
materiais de proteção à natalidade acabam por beneficiar, também, a trabalhadora gestante. 
GUARDE NO SEU CORAÇÃO: Nos termos do STF, a trabalhadora gestante tem direito ao 
gozo de licença-maternidade e à estabilidade provisória, independentemente do regime 
jurídico aplicado, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comissão, ou 
seja, contratada por tempo determinado. Não deve ser admitida nenhuma diferenciação 
artificial entre trabalhadoras da esfera pública e da privada, seja qual for o contrato em 
questão. Pensar de modo diverso, a seu ver, seria admitir que a servidora contratada a título 
precário jamais contaria com a tranquilidade e segurança para exercer a maternidade e 
estaria à mercê do desejo unilateral do patrão.
Licença-
maternidade
É garantido à empregada, 
durante a gravidez, sem 
prejuízo do salário e demais 
direitos:
Transferência de função, 
quando as condições de 
saúde o exigirem, assegurada 
a retomada da função 
anteriormente exercida, logo 
após o retorno ao trabalho.
Dispensa do horário de trabalho 
pelo tempo necessário para a 
realização de, no mínimo, seis 
consultas médicas e demais 
exames complementares.
A empregada gestante tem 
direito à licença-maternidade 
de 120 dias.
Sem prejuízo do emprego 
e do salário.
A empregada deve, mediante 
atestado médico, notificar o seu 
empregador da data do início 
do afastamento do emprego, 
que poderá ocorrer entre o 28º 
dia antes do parto e ocorrência 
deste. 
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