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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Teoria dos Fatos Jurídicos 
Processuais
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240516025825
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
 
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Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
 
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Aline Oliveira
aPreseNTaÇÃoaPreseNTaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, mas já fui Assessora no MPRJ. Sou pós-graduada 
em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito 
Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado (a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais 
Aline Oliveira
TEORIA DOS FATOS JURÍDICOS PROCESSUAISTEORIA DOS FATOS JURÍDICOS PROCESSUAIS
Olá, pessoal. Tudo bem? Na aula de hoje vamos analisar um tema que tem relação com 
direito civil.
Novamente, um tema que não localizei questões da banca FGV. Trata-se de um tema 
muito doutrinário e levando em consideração que ainda não foi cobrado na prova da OAB 
a sua incidência é inexistente até o momento rs, mas não se esqueça que consta no Edital.
Segue o tópico do Edital da OAB que iremos estudar hoje:
Teoria dos fatos jurídicos processuais.
Partiremos da concepção de Pontes de Miranda sobre fato jurídico para posteriormente 
chegarmos à chamada teoria dos fatos jurídicos processuais. Citam-se, dessa maneira, 
como planos do mundo jurídico: plano da existência, plano de validade e plano de eficácia 
(escada ponteana).
Sobre os conceitos de fato, ato e negócio jurídico, cumpre-se mencionar um esquema 
elaborado por Flávio Tartuce1:
O fato pode ser jurídico ou não jurídico. Será fato jurídico quando tiver relevância 
jurídica. O fato jurídico lato sensu ou em sentido amplo se divide em: fato natural ou fato 
jurídico stricto sensu e em fato humano ou fato jurígeno.
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Ato jurídico é um fato jurídico com elemento volitivo. Parcela da doutrina defende que 
além do elemento volitivo, exige-se que o ato seja lícito para se caracterizar um ato jurídico. 
Nesse sentido, Flávio Tartuce2 nos ensina:
b)ATO JURÍDICO – Trata-se de um fato jurídico com elemento volitivo e conteúdo lícito. 
Estou filiado à corrente doutrinária que afirma que o ato ilícito não é jurídico, por ser 
antijurídico (contra o direito). Essa é a opinião de Zeno Veloso, citando ainda o posicionamento 
de Orosimbo Nonato, Vicente Ráo, Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho.127 
Todavia, a questão não é pacífica, pois doutrinadores como Pontes de Miranda sustentam 
que o ato ilícito também é ato jurídico.128 Esse também é o posicionamento de José Carlos 
Moreira Alves, autor da Parte Geral do Código Civil de 2002.129
FÓRMULA. Ato Jurídico = Fato + Direito + Vontade + Licitude.
Paula Sarno3 e Francisco Amaral, por sua vez, defendem que o fato ilícito também é 
considerado como jurídico. Vejamos:
Diz-se que se a função do fato jurídico (mais especificamente ato jurídico) é criar direitos e 
obrigações e o fato jurídico ilícito só cria obrigação para o sujeito responsável,independente de 
sua vontade ou até contra ela, logo esse fato não pode ser reputado jurídico. Sucede que –no 
campo do Direito Privado, o fato contrário ao direito (como o fato ilícito) tem o efeito de gerar 
uma relação jurídica entre aquele a quem seja imputável (=responsável) e aquele que sofre suas 
conseqüências (vítima)||. Essa relação jurídica tem a mesma configuração daquela que decorre 
do fato lícito. Se o fato ilícito não cria direitos para quem o praticou, faz nascer um direito para 
quem sofreu as suas conseqüências.11
Neste sentido, Francisco Amaral, considerando os fatos ilícitos como jurídicos, sob o fundamento 
de que também produzem efeitos jurídicos. Inclusive, aproxima-se mais ainda do escólio ora 
exposto, por não visualizar a existência de fato jurídico em sentido estrito contrário ao direito. 
Só fatos voluntários, defende, podem ser contrários ao direito.
Demais disso, é de se notar que, enquanto o CC/16, no seu art. 81, excluía o ato ilícito como tipo 
de ato jurídico, por ser contrário ao direito, o CC/2002 corrigiu o equívoco.12
Negócio jurídico envolve a composição de interesses das partes que tem por finalidade 
produzir efeitos jurídicos entre os envolvidos. Especificamente sobre negócio jurídico 
processual, é oportuno mencionar o que nos ensina Flávio Tartuce4. Alerto, entretanto, 
que o tema negócio jurídico processual será abordado em outra aula.
Novidade festejada por muitos, e criticada por outros, o Código de Processo Civil de 2015 passou 
a tratar do que se denomina negócios jurídicos processuais, tema abordado por Fredie Didier 
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3 https://processoemdebate.com/wp-content/uploads/2010/09/paula_sarno_braga___teoria_do_fato_jurdico_proces-
sual.pdf
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https://jigsaw.vitalsource.com/books/9786559646999/epub/OEBPS/Text/08_chapter02.xhtml#footnote-127
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https://jigsaw.vitalsource.com/books/9786559646999/epub/OEBPS/Text/08_chapter02.xhtml#footnote-129
https://processoemdebate.com/wp-content/uploads/2010/09/paula_sarno_braga___teoria_do_fato_jurdico_processual.pdf
https://processoemdebate.com/wp-content/uploads/2010/09/paula_sarno_braga___teoria_do_fato_jurdico_processual.pdf
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Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais 
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Jr. e Pedro Henrique Pedrosa Nogueira, com profundidade ímpar.133 Cuida-se de projeção da 
teoria geral dos atos e negócios jurídicos, para o âmbito do processo civil brasileiro, presente, na 
expressão alemã, um contrato processual (Prozessvertrage). A propósito, o segundo doutrinador 
citado, em dissertação de mestrado defendida na UFBA, sob a orientação do primeiro, assim 
define a nova figura: “negócio jurídico processual é o fato jurídico voluntário em cujo suporte 
fático, descrito em norma processual, esteja conferido ao respectivo sujeito o poder de 
escolher a categoria jurídica ou de estabelecer, dentro dos limites fixados no próprio 
ordenamento jurídico, certas situações jurídicas processuais. Estando ligado ao poder de 
autorregramento da vontade, o negócio jurídico processual esbarra em limitações preestabelecidas 
pelo ordenamento jurídico, como sucede em todo negócio jurídico”.134 Sobre o instituto, o art. 
190 do CPC/2015 prevê que, versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, 
é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento, com o fito de 
ajustá-lo às especificidades da causa. As partes ainda podem convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. Não se trata de uma 
total novidade no sistema processual, pois já existiam negócios jurídicos processuais típicos, 
tratados anteriormente pela lei. A título de ilustração, podem ser citadas a arbitragem e a 
cláusula de eleição de foro. Em complemento, Fernando Gajardoni cita alguns exemplos em que, 
para ele, seria possível a estipulação de negócios jurídicos processuais atípicos. Vejamos dez deles: 
“(i) ampliação de prazos para resposta, recursos e manifestação em geral (Enunciado n. 19 do 
FPPC); (ii) redução de prazos para resposta, recurso e manifestações em geral (acautelando-se, 
apenas, para que a convenção não inviabilize o direito constitucional de defesa e, por conseguinte, 
seja considerada de objeto ilícito) (Enunciado n. 21 do FPPC); (iii) estabelecimento de uma fase 
extrajudicial, prévia ou concomitante à ação judicial, de tentativa de conciliação/medição; (iv) 
exclusão de atos processuais previstos abstratamente no procedimento aplicável ao caso (como a 
audiência de conciliação/mediação do art. 334 do CPC/2015); (v) inversão da ordem de produção 
de provas no processo; (vi) redistribuição das regras sobre ônus da prova, vista essa como regra 
de procedimento (se bem que, nesse caso, já há autorização legal expressa no art. 373, § 3º, do 
CPC/2015, o que torna uma convenção típica sobre procedimento); (vii) estabelecimento de novas 
formas de intimação ou citação, como comunicação por e-mail, WhatsApp, telefone, citação 
por advogado etc.; (viii) estabelecimento de novas formas de colheita de prova (por telefone, 
e-mail, extrajudicialmente etc.); (ix) opção por memoriais escritos em vez de debate oral em 
audiências; (x) suspensão do processo para tentativa de acordo (se bem que, também neste 
caso, já há autorização legal expressa no artigo 313, II, CPC/2015, sendo, portanto, convenção 
típica sobre rito”.135 (grifo nosso)
Ao conceituar ato jurídico stricto sensu, Flávio Tartuce5 alerta que os efeitos da 
manifestação de vontade estão predeterminados pela lei. O doutrinador acrescenta o 
conceito elaborado por Marcos Bernardes de Mello:
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Para Marcos Bernardes de Mello, destacado intérprete da obra de Pontes de Miranda, o ato 
jurídico stricto sensu é um “fato jurídico que tem por elemento nuclear do suporte fático a 
manifestação ou declaração unilateral de vontade cujos efeitos jurídicos são prefixados pelas 
normas jurídicas e invariáveis, não cabendo às pessoas qualquer poder de escolha da categoria 
jurídica ou de estruturação do conteúdo das relações respectivas”.
Ato-fato jurídico ou ato real, segundo Tartuce6, é “um fato jurídico qualificado por 
uma vontade não relevante juridicamente em um primeiro momento; mas que se revela 
relevante por seus efeitos. Além do exemplo dos últimos doutrinadores, pode ser citada 
a hipótese em que alguém encontra um tesouro sem querer, ou seja, sem vontade para 
tais fins. Por fim, anote-se que no meu entendimento, pelo menos a priori e nos exemplos 
apontados, não há a necessidade de se criar uma categoria própria para solucionar ou 
enquadrar tais situações.”.
Agora que já retomamos esses conceitos, vamos passar à análise da denominada teoria 
dos fatos jurídicos processuais.
O fato processual pode ser lícito ou ilícito. Os fatos processuais lícitos são divididos em: 
fato processual em sentido estrito, ato-fato processual e ato processual em sentido amplo.
O fato jurídico processual em sentido estrito é um fato natural que provoca 
consequências jurídicas no processo. Exemplo: morte de uma das partes ou do procurador 
que leva a suspensão doprocesso.
Art. 313. Suspende-se o processo:
I – pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante 
legal ou de seu procurador;
Entretanto, isso não é pacífico na doutrina, conforme destaca Paula Sarno. Como o 
foco aqui é para a 1ª fase da OAB não vamos mencionar todas as discussões levantadas 
pela brilhante autora, mas é oportuno citar a levantada por Daniel Mitidiero e a trazida por 
Eduardo Couture, este último que corrobora com o que entende Paula Sarno:
Daniel Mitidiero, não obstante admita a existência de fatos jurídicos processuais em sentido 
estrito, defende que só se enquadrariam nesse conceito os acontecimentos naturais ocorridos 
dentro do processo e aptos a produzir efeitos nesta mesma sede (ex.: omissões). A morte de uma 
das partes ou de seus procuradores seria fato jurídico estritamente material que se processualiza 
– o que não o transformaria em fato jurídico processual.63
Na linha de intelecção ora seguida, Eduardo Couture admite existir fato jurídico processual 
em sentido estrito que seria –qualquer acontecimento suscetível de produzir efeitos jurídicos 
processuais||, trazendo como exemplos uma inundação que venha a suspender um prazo processual, 
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a existência de uma relação de parentesco do juiz com a parte, que o impede de conhecer da 
causa etc.64-65
É possível citar, ainda, como exemplo de fato jurídico processual em sentido estrito: 
suspensão do processo por motivo de força maior (art. 313 do CPC) e calamidade pública 
(art. 222, §2, do CPC). Essa questão de calamidade pública foi revisitada, em virtude das 
fortes chuvas que causaram inúmeros prejuízos ao Estado de Rio Grande do Sul em 2024. 
Vejamos aos dispositivos legais citados:
Art. 313. Suspende-se o processo:
(...)
VI – por motivo de força maior;
Art. 222. Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá 
prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses.
§ 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes.
§ 2º Havendo calamidade pública, o limite previsto no caput para prorrogação de prazos poderá 
ser excedido.
O acontecimento jurídico passa a ser processual quando ele é suporte fático de uma 
norma jurídica processual, como suporte para algo que será discutido perante o Poder 
Judiciário, evidentemente, com a sua provocação, em respeito ao princípio da inércia da 
jurisdição. Como exemplo, é possível citar um acidente de trânsito (é um fato jurídico) 
que se torna um fato jurídico processual com o ajuizamento de uma ação indenizatória, 
buscando uma responsabilização decorrente dos danos causados.
É oportuno esclarecer que é possível um fato jurídico processual pensando no futuro. 
A título de exemplo, cita-se uma nota promissória que irá vencer em 45 dias. Ao perceber 
que o patrimônio do emitente da nota promissória está sendo dilapidado, temos um fato 
jurídico (promessa de pagamento – representada por uma nota promissória que somente 
irá vencer em 45 dias), mas é possível se acautelar por meio da tutela provisória de urgência 
de natureza cautelar de arresto.
Ato-fato processual é um ato humano, independentemente de voluntariedade, que 
resulta em um fato capaz de provocar mudança no processo. Paula Sarno acrescenta:
Sua existência é admitida por J. J. Calmon de Passos — atitude raríssima dentre os processualistas 
— que o conceitua como –ato que o direito trata como se de um mero fato (em sentido estrito) se 
cuidasse (...) São atos, por conseguinte suscetíveis de consumação no processo, mas tratados pelo 
legislador como se meros fatos eles fossem, por abstrair, na espécie, toda e qualquer indagação 
a respeito da vontade do agente que o consumou. Exemplo disso é o pagamento do preparo. Se 
feito, será eficaz, pouco importando quem o fez e com que intenção praticou o ato||.66
Ainda com este invulgar escólio, Daniel Mitidiero, que define os atos fatos processuais como –atos 
que a ordem jurídica recepciona como meros fatos (...) embora em seus suportes fáticos possa 
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haver vontade humana, o mundo jurídico toma esta por irrelevante, abstraindo da mesma para 
a liberação de eficácia jurídica||.67
Podem ser: a) materiais, resultando em fatos irremovíveis — como o comparecimento físico 
da parte em audiência, o pagamento de custas, o preparo; b) indenizativos, resultando em 
prejuízos indenizáveis, independentemente de culpa — como a antecipação de tutela revogada 
que causou prejuízos à contraparte (art. 273, § 3º, do CPC), exemplo este muito bem lembrado 
por Fredie Didier Junior em obra não publicada, dentre outros, como a execução provisória que 
causou prejuízo ao executado, com superveniente reforma/anulação do título (art. 475-O, CPC), 
a medida cautelar, que tenha causado prejuízo ao requerido, desde que supervenientemente 
revogada (art. 811, CPC); c) caducificantes, em que há uma inação do titular do direito por lapso 
temporal, que resulta na extinção desse direito, como se dá com a perda de prazos (que gera 
preclusão temporal) ou com o abandono da causa, que leva à extinção do processo e, ocorrendo 
três vezes, gera a perempção do direito de ação, impedindo a re-propositura da demanda (art. 
268, p. único, CPC)
Os atos processuais em sentido lato são atos humanos que decorrem de uma vontade 
consciente exteriorizada, capazes de produzir resultados dentro do processo juridicamente 
protegidos ou não proibidos.
Atos processuais são todos os atos jurídicos que têm relevância ou que podem influenciar 
na atuação do Estado-juiz ao longo de todo o procedimento. Os atos processuais implicam 
no impulso oficial do procedimento. Atos jurídicos processuais são, portanto, aqueles 
praticados pelos sujeitos do processo e se destinam a produzir efeitos no processo.
Os atos processuais em sentido estrito previstos em categorias pré-definidas e com 
efeitos previstos na legislação processual. Paula Sarno cita como exemplos: a contestação, 
a penhora, a interposição de recurso, as intervenções de terceiros.
Nos negócios processuais, por sua vez, há possibilidade de regramento da categoria 
jurídica e dos seus resultados. É oportuno mencionar outro trecho dos ensinamentos de 
Paula Sarno:
Transpondo as concepções de Marcos Bernardes de Mello69, pode-se dizer que os negócios 
processuais podem ser regidos por normas cogentes, quando só resta a escolha pela categoria 
eficacial — ex.: desistência da ação ou de recurso, reconhecimento da procedência do pedido, não 
oposição de exceção de incompetência etc —, ou podem encontrar-se no âmbito da dispositividade, 
quando também é possível o regramento do conteúdo eficacial do negócio, sempre dentro de 
balizas legais mínimas — ex.: foro de eleição, convenção para substituição de bem penhorado, 
convenção para distribuição do ônus da prova, convenção de arbitragem 70, a transação, dentre 
outros.
(...)
Os negócios processuais podem, ademais, ser declarações de vontade unilaterais — como a 
desistência da ação, reconhecimento da procedência do pedido, renúncia ao direito discutido, 
desistência do recurso etc —, bilaterais — abrangendo, por exemplo,a não oposição de exceção de 
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incompetência relativa, foro de eleição, acordo para a suspensão do processo —, ou plurilaterais 
— como seria a suspensão convencional, convenção para distribuição do ônus da prova, dentre 
outros, avençadas entre opostos e opoente ou por sujeitos de qualquer outra relação processual 
plurilateral (assim entendida aquela com mais de dois lados, e, não, com mais de duas partes), ou, 
ainda, a convenção de arbitragem firmada no bojo de contrato social (plurilateral por natureza), 
dentre outros.
Na verdade, afiguram-se plurilaterais convenções processuais firmadas entre litisconsortes 
simples — que são tratados, em regra, como partes (lados) distintas no processo, razão porque 
os atos de um não beneficiam nem prejudicam os outros, salvo exceções legais (arts. 48, e 320, 
I, CPC).74
Há ainda a possibilidade de atos processuais ilícitos e negócios processuais ilícitos. O 
quadro abaixo sintetiza o que leciona Paula Sarno7:
Ato processual ilícito
Indenizativos Caducificantes Invalidantes Autorizantes
Litigância de má-fé 
e ato atentatório 
à dignidade da 
jurisdição.
Remoção do 
inventariante, multa
por ato atentatório à 
dignidade da justiça
não-intervenção do MP, nas 
hipóteses em que há interesse 
público envolvido na causa; a 
prática de atos processuais por 
pessoa não
inscrita na OAB; decisão 
proferida por magistrado 
absolutamente
incompetente ou impedido.
a conduta do devedor
executado de impedir 
a entrada do oficial de 
justiça, tentando obstar 
a penhora, que
autoriza o oficial de 
justiça, mediante ordem 
judicial, a arrombar 
portas (art. 846)
Por fim, como exemplo de negócio jurídico processual ilícito, Paula Sarno destaca o 
conluio entre as partes para a condução de um processo simulado em fraude a credores.
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sual.pdf
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RESUMORESUMO
Nessa aula, você deve memorizar principalmente:
• Quadro extraído do livro do Tartuce:
• O fato pode ser jurídico ou não jurídico. Será fato jurídico quando tiver relevância 
jurídica.
− O fato jurídico lato sensu ou em sentido amplo se divide em: fato natural ou fato 
jurídico stricto sensu e em fato humano ou fato jurígeno.
• Ato jurídico é um fato jurídico com elemento volitivo. Parcela da doutrina defende 
que além do elemento volitivo, exige-se que o ato seja lícito para se caracterizar um 
ato jurídico.
• Negócio jurídico envolve a composição de interesses das partes que tem por finalidade 
produzir efeitos jurídicos entre os envolvidos.
• O CPC/2015 passou a tratar do que se denomina negócios jurídicos processuais, mas 
já existiam negócios jurídicos processuais típicos, tratados anteriormente pela lei. 
Como exemplos é possível mencionar a arbitragem e a cláusula de eleição de foro.
• No ato jurídico stricto sensu os efeitos da manifestação de vontade estão 
predeterminados pela lei.
• Ato-fato jurídico ou ato real, segundo Tartuce8, é “um fato jurídico qualificado por 
uma vontade não relevante juridicamente em um primeiro momento; mas que se 
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revela relevante por seus efeitos. Além do exemplo dos últimos doutrinadores, pode 
ser citada a hipótese em que alguém encontra um tesouro sem querer, ou seja, sem 
vontade para tais fins. Por fim, anote-se que no meu entendimento, pelo menos a 
priori e nos exemplos apontados, não há a necessidade de se criar uma categoria 
própria para solucionar ou enquadrar tais situações.”.
• Os fatos processuais lícitos são divididos em: fato processual em sentido estrito, 
ato-fato processual e ato processual em sentido amplo.
• O fato jurídico processual em sentido estrito é um fato natural que provoca 
consequências jurídicas no processo. Exemplo: morte de uma das partes ou do 
procurador que leva a suspensão do processo. Lembre, entretanto, que isso não é 
pacífico na doutrina.
• Ato-fato processual é um ato humano, independentemente de voluntariedade, 
que resulta em um fato capaz de provocar mudança no processo.
• Os atos processuais em sentido lato são atos humanos que decorrem de uma 
vontade consciente exteriorizada, capazes de produzir resultados dentro do processo 
juridicamente protegidos ou não proibidos.
• Os atos processuais em sentido estrito previstos em categorias pré-definidas e 
com efeitos previstos na legislação processual. Paula Sarno cita como exemplos: a 
contestação, a penhora, a interposição de recurso, as intervenções de terceiros.
• Nos negócios processuais, por sua vez, há possibilidade de regramento da categoria 
jurídica e dos seus resultados.
Ato processual ilícito
Indenizativos Caducificantes Invalidantes Autorizantes
Litigância de má-fé 
e ato atentatório 
à dignidade da 
jurisdição.
Remoção do 
inventariante, multa
por ato atentatório à 
dignidade da justiça
não-intervenção do MP, nas 
hipóteses em que há interesse 
público envolvido na causa; a 
prática de atos processuais por 
pessoa não
inscrita na OAB; decisão 
proferida por magistrado 
absolutamente
incompetente ou impedido.
a conduta do devedor
executado de impedir 
a entrada do oficial de 
justiça, tentando obstar 
a penhora, que
autoriza o oficial de 
justiça, mediante ordem 
judicial, a arrombar 
portas (art. 846)
• Como exemplo de negócio jurídico processual ilícito, Paula Sarno destaca o conluio 
entre as partes para a condução de um processo simulado em fraude a credores.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2024) O fato jurídico em sentido estrito se divide em: fato natural ou fato 
jurídico stricto sensu e em fato humano ou fato jurígeno.
002. 002. (INÉDITA/2024) Ato jurídico é um fato jurídico independentemente de elemento volitivo.
003. 003. (INÉDITA/2024) O CPC/2015 inovou o ordenamento jurídico por ser o pioneiro na 
previsão de negócios jurídicos processuais típicos.
004. 004. (INÉDITA/2024) O ato jurídico stricto sensu é um fato jurídico que tem por elemento 
nuclear do suporte fático a manifestação ou declaração unilateral de vontade cujos efeitos 
jurídicos são prefixados pelas normas jurídicas e invariáveis.005. 005. (INÉDITA/2024) O fato jurídico processual em sentido amplo é um fato natural que 
provoca consequências jurídicas no processo.
006. 006. (INÉDITA/2024) Segundo parcela da doutrina, a morte de uma das partes é um exemplo 
de fato jurídico processual em sentido estrito.
007. 007. (INÉDITA/2024) A suspensão do processo por motivo de força maior e por calamidade 
pública são exemplos de fato jurídico processual em sentido estrito.
008. 008. (INÉDITA/2024) Não é possível um fato jurídico processual pensando no futuro.
009. 009. (INÉDITA/2024) Ato-fato processual é um ato humano, independentemente de 
voluntariedade, que resulta em um fato capaz de provocar mudança no processo.
010. 010. (INÉDITA/2024) Atos processuais são todos os atos jurídicos que têm relevância ou 
que podem influenciar na atuação do Estado-juiz ao longo de todo o procedimento.
011. 011. (INÉDITA/2024) São exemplos de atos processuais em sentido estrito: contestação, a 
penhora e a interposição de recurso.
012. 012. (INÉDITA/2024) É vedado o regramento da categoria jurídica dos negócios processuais 
e dos seus resultados.
013. 013. (INÉDITA/2024) Não existem atos processuais ilícitos.
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014. 014. (INÉDITA/2024) É exemplo de ato processual invalidante a não-intervenção do MP, nas 
hipóteses em que há interesse público envolvido na causa.
015. 015. (INÉDITA/2024) É exemplo de ato processual indenizativo: ato atentatório à dignidade 
da jurisdição.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. E
3. E
4. C
5. E
6. C
7. C
8. E
9. C
10. C
11. C
12. E
13. E
14. C
15. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2024) O fato jurídico em sentido estrito se divide em: fato natural ou fato 
jurídico stricto sensu e em fato humano ou fato jurígeno.
Na verdade, é o fato jurídico lato sensu ou em sentido amplo se divide em: fato natural 
ou fato jurídico stricto sensu e em fato humano ou fato jurígeno.
Errado.
002. 002. (INÉDITA/2024) Ato jurídico é um fato jurídico independentemente de elemento volitivo.
Ato jurídico é um fato jurídico com elemento volitivo. Parcela da doutrina defende que 
além do elemento volitivo, exige-se que o ato seja lícito para se caracterizar um ato jurídico. 
Nesse sentido, Flávio Tartuce9 nos ensina:
b)ATO JURÍDICO – Trata-se de um fato jurídico com elemento volitivo e conteúdo lícito. Estou 
filiado à corrente doutrinária que afirma que o ato ilícito não é jurídico, por ser antijurídico 
(contra o direito). Essa é a opinião de Zeno Veloso, citando ainda o posicionamento de Orosimbo 
Nonato, Vicente Ráo, Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho.127 Todavia, a questão não 
é pacífica, pois doutrinadores como Pontes de Miranda sustentam que o ato ilícito também é 
ato jurídico.128 Esse também é o posicionamento de José Carlos Moreira Alves, autor da Parte 
Geral do Código Civil de 2002.129
FÓRMULA. Ato Jurídico = Fato + Direito + Vontade + Licitude.
Errado.
003. 003. (INÉDITA/2024) O CPC/2015 inovou o ordenamento jurídico por ser o pioneiro na 
previsão de negócios jurídicos processuais típicos.
Já havia previsão legal de negócios jurídicos processuais típicos.
Negócio jurídico envolve a composição de interesses das partes que tem por finalidade 
produzir efeitos jurídicos entre os envolvidos. Especificamente sobre negócio jurídico 
processual, é oportuno mencionar o que nos ensina Flávio Tartuce10. Alerto, entretanto, 
que o tema negócio jurídico processual será abordado em outra aula.
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https://jigsaw.vitalsource.com/books/9786559646999/epub/OEBPS/Text/08_chapter02.xhtml#footnote-128
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Novidade festejada por muitos, e criticada por outros, o Código de Processo Civil de 2015 passou 
a tratar do que se denomina negócios jurídicos processuais, tema abordado por Fredie Didier 
Jr. e Pedro Henrique Pedrosa Nogueira, com profundidade ímpar.133 Cuida-se de projeção da 
teoria geral dos atos e negócios jurídicos, para o âmbito do processo civil brasileiro, presente, na 
expressão alemã, um contrato processual (Prozessvertrage). A propósito, o segundo doutrinador 
citado, em dissertação de mestrado defendida na UFBA, sob a orientação do primeiro, assim 
define a nova figura: “negócio jurídico processual é o fato jurídico voluntário em cujo suporte 
fático, descrito em norma processual, esteja conferido ao respectivo sujeito o poder de 
escolher a categoria jurídica ou de estabelecer, dentro dos limites fixados no próprio 
ordenamento jurídico, certas situações jurídicas processuais. Estando ligado ao poder de 
autorregramento da vontade, o negócio jurídico processual esbarra em limitações preestabelecidas 
pelo ordenamento jurídico, como sucede em todo negócio jurídico”.134 Sobre o instituto, o art. 
190 do CPC/2015 prevê que, versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, 
é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento, com o fito de 
ajustá-lo às especificidades da causa. As partes ainda podem convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. Não se trata de uma 
total novidade no sistema processual, pois já existiam negócios jurídicos processuais típicos, 
tratados anteriormente pela lei. A título de ilustração, podem ser citadas a arbitragem e a 
cláusula de eleição de foro. Em complemento, Fernando Gajardoni cita alguns exemplos em que, 
para ele, seria possível a estipulação de negócios jurídicos processuais atípicos. Vejamos dez deles: 
“(i) ampliação de prazos para resposta, recursos e manifestação em geral (Enunciado n. 19 do 
FPPC); (ii) redução de prazos para resposta, recurso e manifestações em geral (acautelando-se, 
apenas, para que a convenção não inviabilize o direito constitucional de defesa e, por conseguinte, 
seja considerada de objeto ilícito) (Enunciado n. 21 do FPPC); (iii) estabelecimento de uma fase 
extrajudicial, prévia ou concomitante à ação judicial, de tentativa de conciliação/medição; (iv) 
exclusão de atos processuais previstos abstratamente no procedimento aplicável ao caso (como a 
audiência de conciliação/mediação do art. 334 do CPC/2015);(v) inversão da ordem de produção 
de provas no processo; (vi) redistribuição das regras sobre ônus da prova, vista essa como regra 
de procedimento (se bem que, nesse caso, já há autorização legal expressa no art. 373, § 3º, do 
CPC/2015, o que torna uma convenção típica sobre procedimento); (vii) estabelecimento de novas 
formas de intimação ou citação, como comunicação por e-mail, WhatsApp, telefone, citação 
por advogado etc.; (viii) estabelecimento de novas formas de colheita de prova (por telefone, 
e-mail, extrajudicialmente etc.); (ix) opção por memoriais escritos em vez de debate oral em 
audiências; (x) suspensão do processo para tentativa de acordo (se bem que, também neste 
caso, já há autorização legal expressa no artigo 313, II, CPC/2015, sendo, portanto, convenção 
típica sobre rito”.135 (grifo nosso)
Errado.
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004. 004. (INÉDITA/2024) O ato jurídico stricto sensu é um fato jurídico que tem por elemento 
nuclear do suporte fático a manifestação ou declaração unilateral de vontade cujos efeitos 
jurídicos são prefixados pelas normas jurídicas e invariáveis.
É o conceito trazido por Marcos Bernardes de Mello. Vejamos:
Ao conceituar ato jurídico stricto sensu, Flávio Tartuce11 alerta que os efeitos da manifestação 
de vontade estão predeterminados pela lei. O doutrinador acrescenta o conceito elaborado 
por Marcos Bernardes de Mello:
Para Marcos Bernardes de Mello, destacado intérprete da obra de Pontes de Miranda, o ato 
jurídico stricto sensu é um “fato jurídico que tem por elemento nuclear do suporte fático a 
manifestação ou declaração unilateral de vontade cujos efeitos jurídicos são prefixados pelas 
normas jurídicas e invariáveis, não cabendo às pessoas qualquer poder de escolha da categoria 
jurídica ou de estruturação do conteúdo das relações respectivas”.
Certo.
005. 005. (INÉDITA/2024) O fato jurídico processual em sentido amplo é um fato natural que 
provoca consequências jurídicas no processo.
Na verdade, é o fato jurídico processual em sentido estrito.
Errado.
006. 006. (INÉDITA/2024) Segundo parcela da doutrina, a morte de uma das partes é um exemplo 
de fato jurídico processual em sentido estrito.
O fato jurídico processual em sentido estrito é um fato natural que provoca consequências 
jurídicas no processo. Exemplo: morte de uma das partes ou do procurador que leva a 
suspensão do processo.
Art. 313. Suspende-se o processo:
I – pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante 
legal ou de seu procurador;
Certo.
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007. 007. (INÉDITA/2024) A suspensão do processo por motivo de força maior e por calamidade 
pública são exemplos de fato jurídico processual em sentido estrito.
É possível citar como exemplo de fato jurídico processual em sentido estrito: suspensão do 
processo por motivo de força maior (art. 313 do CPC) e calamidade pública (art. 222, §2, 
do CPC). Essa questão de calamidade pública foi revisitada, em virtude das fortes chuvas 
que causaram inúmeros prejuízos ao Estado de Rio Grande do Sul em 2024. Vejamos aos 
dispositivos legais citados:
Art. 313. Suspende-se o processo:
(...)
VI – por motivo de força maior;
Art. 222. Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá 
prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses.
§ 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes.
§ 2º Havendo calamidade pública, o limite previsto no caput para prorrogação de prazos poderá 
ser excedido.
Certo.
008. 008. (INÉDITA/2024) Não é possível um fato jurídico processual pensando no futuro.
É possível um fato jurídico processual pensando no futuro. A título de exemplo, cita-se uma 
nota promissória que irá vencer em 45 dias. Ao perceber que o patrimônio do emitente da 
nota promissória está sendo dilapidado, temos um fato jurídico (promessa de pagamento – 
representada por uma nota promissória que somente irá vencer em 45 dias), mas é possível 
se acautelar por meio da tutela provisória de urgência de natureza cautelar de arresto.
Errado.
009. 009. (INÉDITA/2024) Ato-fato processual é um ato humano, independentemente de 
voluntariedade, que resulta em um fato capaz de provocar mudança no processo.
Ato-fato processual é um ato humano, independentemente de voluntariedade, que 
resulta em um fato capaz de provocar mudança no processo. Paula Sarno acrescenta:
Sua existência é admitida por J. J. Calmon de Passos — atitude raríssima dentre os processualistas 
— que o conceitua como –ato que o direito trata como se de um mero fato (em sentido estrito) se 
cuidasse (...) São atos, por conseguinte suscetíveis de consumação no processo, mas tratados pelo 
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legislador como se meros fatos eles fossem, por abstrair, na espécie, toda e qualquer indagação 
a respeito da vontade do agente que o consumou. Exemplo disso é o pagamento do preparo. Se 
feito, será eficaz, pouco importando quem o fez e com que intenção praticou o ato||.66
Ainda com este invulgar escólio, Daniel Mitidiero, que define os atos fatos processuais como –atos 
que a ordem jurídica recepciona como meros fatos (...) embora em seus suportes fáticos possa 
haver vontade humana, o mundo jurídico toma esta por irrelevante, abstraindo da mesma para 
a liberação de eficácia jurídica||.67
Podem ser: a) materiais, resultando em fatos irremovíveis — como o comparecimento físico 
da parte em audiência, o pagamento de custas, o preparo; b) indenizativos, resultando em 
prejuízos indenizáveis, independentemente de culpa — como a antecipação de tutela revogada 
que causou prejuízos à contraparte (art. 273, § 3º, do CPC), exemplo este muito bem lembrado 
por Fredie Didier Junior em obra não publicada, dentre outros, como a execução provisória que 
causou prejuízo ao executado, com superveniente reforma/anulação do título (art. 475-O, CPC), 
a medida cautelar, que tenha causado prejuízo ao requerido, desde que supervenientemente 
revogada (art. 811, CPC); c) caducificantes, em que há uma inação do titular do direito por lapso 
temporal, que resulta na extinção desse direito, como se dá com a perda de prazos (que gera 
preclusão temporal) ou com o abandono da causa, que leva à extinção do processo e, ocorrendo 
três vezes, gera a perempção do direito de ação, impedindo a re-propositura da demanda (art. 
268, p. único, CPC)
Certo.
010. 010. (INÉDITA/2024) Atos processuais são todos os atos jurídicos que têm relevância ou 
que podem influenciar na atuação do Estado-juiz ao longo de todo o procedimento.
Atos processuais são todos os atos jurídicos que têm relevância ou que podem influenciar 
na atuação do Estado-juiz ao longo de todo o procedimento. Os atos processuais implicam 
no impulso oficial do procedimento.Atos jurídicos processuais são, portanto, aqueles 
praticados pelos sujeitos do processo e se destinam a produzir efeitos no processo.
Certo.
011. 011. (INÉDITA/2024) São exemplos de atos processuais em sentido estrito: contestação, a 
penhora e a interposição de recurso.
Os atos processuais em sentido estrito previstos em categorias pré-definidas e com 
efeitos previstos na legislação processual. Paula Sarno cita como exemplos: a contestação, 
a penhora, a interposição de recurso, as intervenções de terceiros.
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012. 012. (INÉDITA/2024) É vedado o regramento da categoria jurídica dos negócios processuais 
e dos seus resultados.
Nos negócios processuais, por sua vez, há possibilidade de regramento da categoria jurídica 
e dos seus resultados. É oportuno mencionar um trecho dos ensinamentos de Paula Sarno:
Transpondo as concepções de Marcos Bernardes de Mello69, pode-se dizer que os negócios 
processuais podem ser regidos por normas cogentes, quando só resta a escolha pela categoria 
eficacial — ex.: desistência da ação ou de recurso, reconhecimento da procedência do pedido, não 
oposição de exceção de incompetência etc —, ou podem encontrar-se no âmbito da dispositividade, 
quando também é possível o regramento do conteúdo eficacial do negócio, sempre dentro de 
balizas legais mínimas — ex.: foro de eleição, convenção para substituição de bem penhorado, 
convenção para distribuição do ônus da prova, convenção de arbitragem 70, a transação, dentre 
outros.
(...)
Os negócios processuais podem, ademais, ser declarações de vontade unilaterais — como a 
desistência da ação, reconhecimento da procedência do pedido, renúncia ao direito discutido, 
desistência do recurso etc —, bilaterais — abrangendo, por exemplo, a não oposição de exceção de 
incompetência relativa, foro de eleição, acordo para a suspensão do processo —, ou plurilaterais 
— como seria a suspensão convencional, convenção para distribuição do ônus da prova, dentre 
outros, avençadas entre opostos e opoente ou por sujeitos de qualquer outra relação processual 
plurilateral (assim entendida aquela com mais de dois lados, e, não, com mais de duas partes), ou, 
ainda, a convenção de arbitragem firmada no bojo de contrato social (plurilateral por natureza), 
dentre outros.
Na verdade, afiguram-se plurilaterais convenções processuais firmadas entre litisconsortes 
simples — que são tratados, em regra, como partes (lados) distintas no processo, razão porque 
os atos de um não beneficiam nem prejudicam os outros, salvo exceções legais (arts. 48, e 320, 
I, CPC).74
Errado.
013. 013. (INÉDITA/2024) Não existem atos processuais ilícitos.
Há a possibilidade de atos processuais ilícitos e negócios processuais ilícitos. O quadro 
abaixo sintetiza o que leciona Paula Sarno12:
12 https://processoemdebate.com/wp-content/uploads/2010/09/paula_sarno_braga___teoria_do_fato_jurdico_proces-
sual.pdf
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e ato atentatório 
à dignidade da 
jurisdição.
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a conduta do devedor
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Errado.
014. 014. (INÉDITA/2024) É exemplo de ato processual invalidante a não-intervenção do MP, nas 
hipóteses em que há interesse público envolvido na causa.
A ausência de intervenção do Ministério Público nessas causas gera nulidade.
Certo.
015. 015. (INÉDITA/2024) É exemplo de ato processual indenizativo: ato atentatório à dignidade 
da jurisdição.
Destaca-se que em diversos momentos do CPC/2015 há referência aos atos atentatórios 
a dignidade da jurisdição.
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e 
de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo:
I – expor os fatos em juízo conforme a verdade;
II – não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que são destituídas de 
fundamento;
III – não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou à defesa 
do direito;
IV – cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar 
embaraços à sua efetivação;
V – declinar, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o endereço residencial 
ou profissional onde receberão intimações, atualizando essa informação sempre que ocorrer 
qualquer modificação temporária ou definitiva;
VI – não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso.
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VII – informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário 
e, no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de 
citações e intimações. (Incluído pela Lei n. 14.195, de 2021)
§ 1º Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas no 
caput de que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça.
§ 2º A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, 
devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao 
responsável multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da 
conduta.
§ 3 o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 2º será inscrita como 
dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua 
execução observará o procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no 
art. 97.
§ 4º A multa estabelecida no § 2º poderá ser fixada independentemente da incidência das 
previstas nos arts. 523, § 1º, e 536, § 1º.
§ 5º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2º poderá ser 
fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.
§ 6º Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria Pública e do Ministério 
Público não se aplica o disposto nos §§ 2º a 5º, devendo eventual responsabilidade disciplinar 
ser apurada pelo respectivo órgão de classe ou corregedoria, ao qual o juiz oficiará.
§ 7º Reconhecida violaçãoao disposto no inciso VI, o juiz determinará o restabelecimento do 
estado anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado, 
sem prejuízo da aplicação do § 2º.
§ 8º O representante judicial da parte não pode ser compelido a cumprir decisão em seu lugar.
Certo.
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	Sumário
	Apresentação
	Teoria dos Fatos Jurídicos Processuais
	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado

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