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Relatório Técnico-Estratégico: PNIB – 
Blueprint para um Sistema Nacional de 
Rastreabilidade Individual Bovina 
(2025-2032) 
 
 
I. O Imperativo da Rastreabilidade: PNIB como 
Ferramenta de Governança e Competitividade Global 
 
O Brasil, detentor do maior rebanho comercial do mundo, com 238,2 milhões de bovinos, 
iniciou um processo de transformação estrutural da sua pecuária através do lançamento do 
Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos (PNIB). Esta iniciativa, 
popularmente chamada de “CPF do boi,” transcende o mero cumprimento de formalidades 
mercadológicas. O PNIB estabelece uma infraestrutura de gestão e compliance que é 
fundamental para a projeção da carne brasileira em um cenário global cada vez mais exigente 
em segurança alimentar, sanidade e sustentabilidade. 
 
1.1. Contexto Regulatório: Marco Legal do PNIB e o Plano Estratégico 
2025–2032 
 
O PNIB representa uma política pública robusta, estruturada para o período de 01 de janeiro 
de 2025 até 31 de dezembro de 2032.1 A base legal para esta iniciativa remonta ao Decreto nº 
7.623, de 22 de novembro de 2011 1, e sua implementação foi formalizada sob a coordenação 
direta do Departamento de Saúde Animal (DSA/MAPA), após um amplo debate com todos os 
atores da cadeia produtiva, conforme estabelecido na Portaria SDA/MAPA Nº 1.113, de 14 de 
maio de 2024.2 
O escopo do PNIB é universal, comprometendo-se com a rastreabilidade individual 
abrangente de todo o rebanho nacional.3 É importante notar que o plano aplica-se 
independentemente do destino comercial da carne, seja para o mercado interno ou externo.3 
Esta universalidade transforma a rastreabilidade de um diferencial competitivo ou um 
requisito específico de exportação em um custo de entrada obrigatório para a pecuária 
nacional. Para o desenvolvimento de um sistema de controle, essa mudança é crucial, pois 
exige que a solução tecnológica seja escalável e economicamente acessível para a vasta base 
de produtores, incluindo aqueles que historicamente não buscavam a certificação de alto 
valor. 
O cronograma de implementação do PNIB está dividido em etapas que convergem para a 
conclusão em 31/12/2032.2 A fase inicial, que abrange o período de 2025 a 2026, é 
estratégica. Este tempo é dedicado à transição, testes e aperfeiçoamento das ações, focando 
na criação do sistema informatizado federal e na implementação da Base Central de Dados 
(BCD).2 
A janela crítica de 2025 a 2026 impõe uma urgência na integração tecnológica. Durante este 
período, os Órgãos Executores de Sanidade Animal (OESAS) estaduais devem ajustar seus 
sistemas para que suas bases de dados se alinhem aos objetivos do PNIB.2 Isso requer que 
AgTechs e empresas desenvolvedoras de sistemas atuem proativamente, buscando a 
homologação e participando de projetos piloto — como os já lançados em estados como 
Goiás e Rio Grande do Sul 5 — para assegurar que seus hardwares e softwares estejam desde 
o início compatíveis com a arquitetura e os padrões de dados do futuro sistema federal. A 
arquitetura de software deve ser flexível o suficiente para interagir com sistemas legados 
estaduais em plena fase de ajuste. 
 
1.2. A Universalização da Identificação: PNIB vs. SISBOV 
 
O cerne do PNIB é a criação do “CPF animal,” um código único que permite a coleta e 
consulta de dados detalhados sobre o histórico de vida de cada bovino ou búfalo.6 Este 
identificador individual é a chave para rastrear a origem do animal, as propriedades por onde 
passou, os tratamentos recebidos, o histórico de vacinação e o atendimento a requisitos de 
bem-estar, sanidade e nutrição.6 
Historicamente, o Brasil contava com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de 
Origem Bovina e Bubalina (SISBOV), um protocolo oficial criado para atender as exigências de 
exportação de mercados premium, notadamente a União Europeia.7 O SISBOV fornecia um 
histórico individual completo, cobrindo controle de origem, vacinação e movimentação.7 O 
PNIB não anula o SISBOV, mas o transcende, servindo como a nova infraestrutura 
regulatória e tecnológica que sustentará a rastreabilidade massiva e compulsória. O plano 
prevê que o futuro sistema nacional se integre com as bases estaduais, estabelecendo a BCD 
como o repositório definitivo da informação oficial.6 
Um ponto de inflexão regulatório é o momento da identificação: o PNIB exige que a 
identificação individual seja obrigatória antes da primeira movimentação do animal.2 Essa 
regra se aplica a todos os animais que transitarem no território nacional, independentemente 
do motivo.2 
A imposição da identificação precoce garante que o sistema registre a Propriedade de 
Identificação (PIC) de origem e o histórico sanitário básico desde o início da vida do animal. 
Tal medida é vital para a biosegurança nacional, pois em caso de ocorrência de doenças, a 
localização e o rastreamento das origens dos animais contaminados tornam-se imediatos, 
evitando que medidas sanitárias generalizadas sejam impostas e protegendo a reputação 
internacional do país contra embargos totais.6 
Portanto, enquanto o SISBOV era um protocolo de certificação que garantia um sobrepreço 
pela carne rastreada, o PNIB é a espinha dorsal tecnológica que torna a rastreabilidade a 
base de dados auditável. O novo sistema a ser desenvolvido deve, assim, ser capaz de 
gerenciar a granularidade de dados exigida pelo PNIB (ID ISO 076, BCD), mas também manter 
a capacidade de gerar relatórios que sejam compatíveis com os protocolos privados ou as 
exigências de certificação de alto valor existentes, assegurando compatibilidade e 
continuidade de mercado. 
 
II. Requisitos de Compliance Internacional e a 
Modelagem de Dados ESG 
 
A adoção do PNIB é uma resposta estratégica não apenas a necessidades internas de gestão 
sanitária, mas principalmente a uma nova onda de exigências de compliance global que 
vincula a exportação de commodities à sustentabilidade e à prova de origem. 
 
2.1. O Desafio da EUDR: Rastreabilidade End-to-End e a Prova de 
Desmatamento Zero 
 
A União Europeia (UE) é um dos mercados de destino mais importantes para a carne bovina 
brasileira, sendo o segundo maior destino das exportações de carne bovina de Goiás, por 
exemplo, em 2023.9 O acesso a este mercado está agora intrinsecamente ligado ao 
cumprimento do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento 
(EUDR).10 
A EUDR exige que as empresas comprovem que o gado não foi criado em áreas desmatadas e 
que todo o seu histórico sanitário e de manejo esteja rigorosamente documentado.9 Isso 
representa uma mudança paradigmática: o foco anterior, muitas vezes limitado aos últimos 90 
dias de vida do animal, é substituído pela exigência de uma rastreabilidade completa e 
end-to-end, cobrindo o ciclo de vida inteiro.9 
Para o sistema de rastreabilidade, isso implica que a simples identificação individual, o 
"Quem" (o CPF do boi), e o registro da movimentação, o "Quando/Para Onde" (as datas de 
trânsito), são insuficientes. A EUDR exige o "Onde" histórico em relação ao uso da terra. A 
rastreabilidade individual deve ser complementada com o georreferenciamento de 
compliance. 
O sistema a ser desenvolvido deve, portanto, vincular cada evento de movimentação e 
permanência do animal (o Código de Identificação da Propriedade – PIC) ao 
georreferenciamento preciso e atualizado da fazenda. Isso exige a integração com APIs 
robustas capazes de consultar dados geoespaciais e mapas de desmatamento (o que 
constitui o núcleo da Declaração de Due Diligence da Sustentabilidade – DDS). Uma falha na 
precisão da vinculação ID Animal–PIC ao longo do tempo representa um risco de compliance 
regulatório de desmatamento zero. 
O mercado, impulsionado pela pressão regulatória da UE, está atuando como catalisador da 
adoção tecnológica. Os frigoríficos exportadores, sujeitos à EUDR, exigirão a rastreabilidade 
completa de seus fornecedores antes da data final de conclusão do PNIB em 2032. Portanto, 
osistema deve priorizar funcionalidades de relatórios EUDR, garantindo que o investimento 
do produtor se converta em uma vantagem competitiva imediata. A conformidade não é 
apenas o cumprimento da lei, mas sim uma garantia de que o produto brasileiro permanecerá 
competitivo globalmente.10 A rastreabilidade completa tem o potencial de agregar valor ao 
produto, garantir estabilidade de preços em momentos de crises sanitárias e pode, em um 
estado como Goiás, por exemplo, gerar um acréscimo significativo no PIB estadual.9 
 
2.2. Padrões Sanitários Globais: OIE e Codex Alimentarius 
 
Além dos requisitos ambientais, o PNIB reforça o compromisso do Brasil com a segurança 
alimentar e a sanidade animal. O sistema de rastreabilidade individual permite comprovar com 
precisão o histórico sanitário de cada animal, incluindo tratamentos e vacinações.6 
Essa capacidade de documentação detalhada é essencial para cumprir os padrões 
internacionais estabelecidos pelo Codex Alimentarius e pela Organização Mundial de 
Saúde Animal (OIE).11 O Brasil, como membro da OMC, está sujeito às deliberações desses 
acordos.11 Ao rastrear o histórico sanitário de forma individualizada, o país demonstra um 
controle de biosegurança superior, o que facilita o acesso a mercados mais exigentes e reduz 
a probabilidade de embargos gerais motivados por surtos localizados. O PNIB, ao 
universalizar esta prática, eleva o patamar de confiança internacional na cadeia produtiva da 
carne bovina brasileira. 
 
III. Especificações Técnicas Fundamentais para o 
Desenvolvimento do Sistema 
 
O desenvolvimento de um sistema de controle de rebanho deve ter como ponto de partida as 
especificações técnicas obrigatórias ditadas pelo PNIB, focando na interoperabilidade e na 
integridade dos dados na origem. 
 
3.1. Hardware de Identificação: Detalhamento dos Dispositivos Padrão 
PNIB 
 
O Plano Nacional impõe requisitos claros para os elementos de identificação individual. A 
rastreabilidade individual obrigatória, a ser utilizada antes da primeira movimentação, exige 
uma solução de identificação dual.2 
O padrão PNIB requer: 
1. Um Brinco auricular do tipo bandeira padrão PNIB em uma das orelhas; e 
2. Um Botton auricular padrão PNIB na outra orelha.2 
Crucialmente, a regulamentação exige que pelo menos um dos dispositivos seja 
eletrônico.2 Esta exigência de redundância (físico e eletrônico) é vital para a integridade e a 
durabilidade do sistema de identificação em campo. Caso ambos os dispositivos sejam não 
eletrônicos, o MAPA exige a presença de um Brinco auricular do tipo bandeira e um Botton 
auricular, um em cada orelha, garantindo a identificação visual mínima.2 
O padrão de interoperabilidade é o requisito técnico mais crítico. A numeração de 
identificação dos dispositivos eletrônicos deve ser compatível com a norma ISO 076.2 Este 
padrão internacional garante que o ID do animal será reconhecido globalmente. Em termos de 
características físicas, o elemento principal deve ter a coloração amarela Pantone, entre 
100 e 102 C, e possuir a característica de ser inviolável.2 
A exigência de identificação dual e inviolável visa proteger a cadeia de custódia e a 
integridade dos dados. No entanto, o sistema precisa incorporar um protocolo robusto de 
"perda e substituição" para gerenciar a rotina de campo. Se um brinco eletrônico for perdido, 
o botton físico pode manter a identidade primária, mas o sistema digital deve registrar 
imediatamente a perda e a eventual substituição do dispositivo físico, garantindo que o 
histórico de IDs secundários esteja sempre vinculado ao ID primário (ISO 076). 
O desenvolvimento do sistema de software deve, portanto, incluir um módulo de Gestão de 
Identificação que não apenas cadastre o ID (ISO 076), mas que também gerencie a 
associação e o status operacional (ativo, perdido, substituído) dos dois dispositivos físicos. 
Tabela 1: Parâmetros Técnicos de Identificação e Padrões PNIB 
 
Elemento Padrão/Especifica
ção Técnica 
Requisito Legal 
(ISO/MAPA) 
Significância para 
o Projeto 
Dispositivos 
Obrigatórios 
Brinco tipo 
bandeira e Botton 
auricular 
Portaria SDA/MAPA 
Nº 1.113/2024 2 
Exige o 
gerenciamento da 
associação de dois 
dispositivos físicos 
ao ID único do 
animal 
(redundância de 
campo). 
Tecnologia 
Eletrônica 
Pelo menos um 
dispositivo deve ser 
eletrônico 
Especificação 
Técnica PNIB 2 
Necessidade de 
desenvolver ou 
integrar interfaces 
de comunicação 
com leitores 
RFID/EID (leitura 
automatizada). 
Numeração ISO 076 Norma 
Internacional de 
Identificação 
Eletrônica 2 
Critério de 
Interoperabilidade 
Global: O ID 
central do sistema 
deve seguir este 
padrão para 
garantir o 
reconhecimento 
internacional. 
Coloração e 
Segurança 
Amarelo Pantone 
(100 a 102 C) e 
Inviolável 
Especificação 
Técnica PNIB 2 
Auxilia na 
identificação visual 
rápida e protege a 
integridade da 
identidade do 
animal. 
 
3.2. Arquitetura da Identificação Individual: O Ciclo de Vida do "CPF 
do Boi" 
 
A arquitetura de identificação do PNIB deve ser modelada para rastrear todo o ciclo de vida 
do animal, desde o nascimento até o abate. O sistema precisa registrar a localização de 
nascimento, a movimentação entre propriedades, os tratamentos recebidos e o histórico 
reprodutivo.6 
O modelo internacional de rastreabilidade de sucesso, como o National Livestock 
Identification System (NLIS) da Austrália, utiliza três elementos estruturais fundamentais: 
identificação animal individual, um Código de Identificação da Propriedade (PIC) e uma Base 
Central de Dados que monitora a movimentação.12 
No contexto brasileiro, a arquitetura deve tratar o PIC como a âncora geográfica e de 
responsabilidade legal. O PIC, que identifica a fazenda, é a chave para a conformidade com a 
EUDR. O sistema de controle de rebanho não deve tratar o PIC apenas como um código 
alfanumérico estático, mas sim como uma entidade geoespacial, associada a atributos de 
tempo (datas de entrada e saída do animal) e governança (vínculo com o Nome e CPF/CNPJ 
do Produtor 1). 
A precisão na vinculação do ID Animal ao PIC ao longo do tempo é o que permite a 
rastreabilidade completa do histórico de uso da terra, que é o requisito central para o 
compliance de desmatamento zero. A arquitetura precisa ser desenhada para coletar estes 
dados geoespaciais em cada evento de movimentação, garantindo a rastreabilidade da 
fazenda de origem ao prato do consumidor. 
 
IV. Estrutura e Fluxo de Dados: A Base Central Federal 
e a Inteligência do Sistema 
 
O sucesso do PNIB depende fundamentalmente da integração eficiente e segura de dados 
entre as pontas da cadeia produtiva e a Base Central de Dados (BCD) gerida pelo MAPA. 
 
4.1. O Sistema Informatizado Federal e a Base Central de Dados (BCD) 
 
A Base Central de Dados (BCD) será o repositório central e a autoridade máxima de 
rastreabilidade no país.2 Ela foi projetada principalmente para rastrear a movimentação dos 
animais sob o viés sanitário.2 A BCD deverá albergar um conjunto mínimo de dados, incluindo 
informações do produtor (nome completo, CPF/CNPJ) e as propriedades a eles vinculadas.1 
A estratégia de arquitetura mais eficiente para o sistema é o modelo Hub-and-Spoke (Centro 
e Pontas). A BCD federal funciona como o Hub de autoridade sanitária. Os Spokes ou pontas 
de coleta são os sistemas estaduais (OESAS), os sistemas privados (AgTechs como o do 
usuário) e os sistemas de frigoríficos. 
O sistema a ser desenvolvido (AgTech) atuará como um middleware inteligente. Sua função 
primária será capturar dados de alta granularidade e valor agregado (como os indicadores de 
gestão zootécnica e o Precision Livestock Farming – PLF) diretamente na fazenda. Contudo, 
para a BCD, o sistema deve ser desenhado para transmitir apenas o conjunto mínimo e 
obrigatório de dados sanitários e de movimentação, protegendo a propriedade intelectual 
e a confidencialidade dos dados gerenciais internos do produtor. Isso requer um Módulo de 
Sincronizaçãoe Filtragem que garanta o fluxo de informação regulatória, sem comprometer a 
vantagem competitiva do produtor. 
 
4.2. Integração de Dados Obrigatórios: MAPA, OESAS e Protocolos 
Privados 
 
A implementação do PNIB exige um alinhamento institucional complexo. Os OESAS devem 
ajustar seus sistemas informatizados para alinhar suas bases de dados aos objetivos do 
PNIB.2 Além disso, o PNIB prevê a inclusão e o controle de animais participantes de Protocolos 
Privados, sejam eles homologados ou não pelo MAPA.2 Exemplos incluem protocolos para 
certificação de fêmeas não tratadas com estradiol ou protocolos de qualidade de couro.7 
O sistema de controle deve ser desenhado para gerenciar e exportar diferentes camadas de 
dados, desde os obrigatórios para a BCD até os específicos para certificações de mercado. 
Tabela 2: Entidades de Dados Críticos e Requisitos de Integração na Base Central do PNIB 
 
Entidade de 
Dados 
Dados Essenciais 
(Mínimos BCD) 
Dados Detalhados 
(Sistema AgTech - 
Valor Agregado) 
Requisito de 
Compliance 
Crítico 
Produtor/Proprieda
de 
CPF/CNPJ, Nome, 
PIC (Código de 
Propriedade), 
Cadastro na BCD 
Histórico de 
manejo, 
Documentos 
fundiários, Status 
de certificação (ex: 
orgânico) 
LGPD, Vinculação 
de 
responsabilidade 
sanitária e legal.1 
Animal ID Único (ISO 076), 
Data/PIC de 
Nascimento, Sexo, 
Espécie, Status 
Ativo/Abatido 
Histórico de 
desempenho 
(GPD), Eficiência 
Alimentar, Histórico 
Reprodutivo (para 
fêmeas) 6 
Rastreabilidade 
individual e 
indicadores de 
gestão técnica. 
Sanidade Data da Vacinação 
(Oficial), Tipo, Lote, 
Testes Oficiais 
Tratamentos com 
medicamentos 
(carência), 
Detalhes de 
nutrição, Histórico 
de doenças 
Biosegurança, 
Prevenção de 
riscos sanitários.6 
Movimentação Data, PIC de 
Origem, PIC de 
Destino, Finalidade 
do Trânsito 
Meio de 
Transporte, Dados 
da GTA, Tempo de 
permanência na 
propriedade 
Compliance 
EUDR: 
Rastreamento do 
histórico 
geoespacial e 
prova de legalidade 
de uso da terra.2 
Abate/Processame
nto 
Data do Abate, 
Estabelecimento, ID 
da Carcaça 
Rendimento de 
carcaça, Percentual 
de gordura, 
Qualidade de 
acabamento 
(Modelo NLIS) 11 
Feedback 
zootécnico e 
Conformidade de 
Destino. 
 
4.3. Governança de Dados, Segurança e Proteção de Informações 
(LGPD e Acesso) 
 
A gestão de uma base de dados que abrange 238,2 milhões de indivíduos requer um rigoroso 
controle de segurança e governança. O sistema deve estar em total conformidade com a Lei 
Geral de Proteção de Dados (LGPD) 13, especialmente no que tange aos dados pessoais dos 
produtores (CPF, CNPJ, nome e propriedades vinculadas).1 Embora o MAPA disponibilize 
informações sobre dados abertos e integridade 14, os dados detalhados de gestão zootécnica 
e PLF coletados pelo sistema privado do usuário devem ser protegidos como ativos 
estratégicos do produtor. 
Um elemento crucial da rastreabilidade eletrônica é a sua capacidade de atuar como barreira 
contra fraudes. A exigência de inviolabilidade do dispositivo 2 serve como proteção física. No 
plano digital, o sistema de controle deve incluir mecanismos avançados de auditoria. 
A BCD do PNIB centraliza o registro das movimentações, permitindo o rastreamento da 
cadeia de custódia. O sistema privado pode complementar essa fiscalização com o uso de 
algoritmos de auditoria baseados em análise de dados. Estes algoritmos devem ser capazes 
de detectar anomalias, como padrões de movimentação irregulares, o surgimento de animais 
"fantasmas" (sem histórico de nascimento ou compra), datas de eventos inconsistentes, ou 
trânsitos entre PICs sem o registro de transporte oficial na BCD. Essa camada de inteligência 
(usando, por exemplo, técnicas de machine learning para detecção de anomalias) é 
fundamental para garantir a integridade dos dados e, consequentemente, a credibilidade do 
sistema brasileiro perante os mercados internacionais. 
 
V. Lições Aprendidas e Modelos de Referência 
Internacional 
 
A implementação do PNIB deve aproveitar a experiência de sistemas de rastreabilidade de 
sucesso global, adaptando as melhores práticas à complexa realidade da pecuária brasileira. 
 
5.1. Estudo de Caso: National Livestock Identification System (NLIS) da 
Austrália 
 
O NLIS (National Livestock Identification Scheme) da Austrália, gerenciado pela Meat and 
Livestock Australia (MLA) desde 1998 11, oferece um modelo de referência altamente 
relevante. O NLIS utiliza identificação individual eletrônica, associa cada animal a um Código 
de Identificação da Propriedade (PIC) e registra todas as movimentações em uma Base 
Central de Dados.12 
O aspecto mais valioso do NLIS, para além da conformidade sanitária e de segurança 
alimentar, é a sua contribuição para a produtividade da cadeia. O sistema possui interfaces 
com os frigoríficos que permitem informar ao produtor dados detalhados sobre as carcaças 
dos animais abatidos, como rendimento, percentual de gordura e qualidade de acabamento.11 
Esta funcionalidade transforma a obrigatoriedade regulatória em uma vantagem competitiva 
direta. Ao receber feedback preciso e acionável, o produtor pode tomar decisões gerenciais 
mais informadas, melhorando a genética, a nutrição e a eficiência alimentar do seu rebanho.6 
O sistema AgTech brasileiro deve replicar essa funcionalidade de feedback de carcaça. Isso 
incentivará a adesão voluntária e rápida dos produtores, pois oferece ganhos diretos de 
produtividade, tornando a rastreabilidade uma ferramenta de gestão inteligente, e não 
apenas um custo regulatório. 
 
5.2. Análise Comparativa: PNIB e NLIS — Semelhanças Estruturais e 
Desafios de Escala 
 
Existem semelhanças estruturais claras entre o PNIB e o NLIS: ambos se apoiam em pilares 
como a identificação individual eletrônica (ID ISO 076), o controle de localização via código 
de propriedade (PIC) e a centralização de dados para fins de biosegurança. 
Contudo, o principal desafio do PNIB é a escala. O Brasil opera com o maior rebanho 
comercial do mundo (238,2 milhões de bovinos), em um território de dimensões continentais, 
caracterizado por uma enorme diversidade logística, de modelos produtivos e de 
conectividade. 
A dimensão do rebanho e a baixa conectividade em vastas regiões produtoras impõem uma 
restrição técnica crucial: o sistema não pode depender exclusivamente de internet em tempo 
real para a captação de dados. O custo-benefício de exigir infraestrutura de 
telecomunicações imediata em todas as fazendas é inviável no curto prazo. 
Portanto, a arquitetura do sistema do usuário precisa ser construída com robusta capacidade 
de sincronização off-line. Os dispositivos de leitura em campo e os aplicativos móveis 
usados pelos técnicos e produtores devem ser capazes de armazenar os registros de manejo, 
vacinação e movimentação localmente. A transmissão em lote dos dados para a Base Central 
(BCD/Sistema Privado) deve ocorrer de forma assíncrona, assim que a conexão (satélite ou 
móvel) for restabelecida. Esta estratégia minimiza a fricção na adoção em campo, garante a 
continuidade da coleta de dados operacionais e mantém a integridade dos registros mesmo 
em ambientes logísticos e tecnológicos adversos. 
 
VI. Recomendações e Plano de Ação para o Projeto de 
Criação do Sistema (2025–2032) 
 
A criação do sistema de controle de rebanho deve ser abordada como um projeto estratégico 
de longo prazo, alinhado com as fases regulatórias do PNIB e focado em agregar valor 
técnico ao produtor. 
 
6.1. Faseamento do Projeto (Alinhamento com o Cronograma PNIB) 
 
O projeto de desenvolvimento e implementação da solução deve ser dividido em fases que 
reflitam o cronograma oficial do PNIB, garantindo que as funcionalidades de compliance 
sejam entregues nas janelas críticas de regulamentação. 
Tabela 3: Cronograma Estratégico do PNIB e Marcos Críticos do Projeto (AgTech) 
 
Período Fase PNIB 
(Estratégico - 
Objetivo Central Ações Críticas do 
Projeto de 
MAPA) Sistema (AgTech) 
2025 – 2026 Transição,Testes, 
Criação da BCD e 
Ajuste OESAS 
(Etapas 1-2) 2 
Estabelecer o 
framework 
regulatório e 
tecnológico 
federal. 
MVP de 
Compliance: 
Desenvolver e 
homologar o 
Módulo Core (ID 
ISO 
076/Cadastro/Movi
mentação). 
Garantir a 
integração de 
dados sanitários 
mínimos à BCD 
federal (Módulo de 
Sincronização). 
Participar de 
projetos piloto.5 
2027 – 2029 Expansão e 
Consolidação 
(Etapa 3) 
Aumento da 
adoção obrigatória. 
Refinamento dos 
protocolos 
sanitários. 
Valorização do 
Produto: 
Implementar 
Módulos PLF, 
Sanidade 
Detalhada e 
Protocolos 
Específicos (ex: 
certificação 
Estradiol 7). Foco 
na usabilidade 
mobile e na 
arquitetura off-line. 
2030 – 2032 Universalização e 
Garantia (Etapa 4) 1 
Identificação de 
todo o rebanho em 
trânsito. Auditoria 
completa de 
compliance 
internacional. 
Auditoria e 
Inteligência: 
Implementar 
Módulos de 
Geoverificação 
EUDR (DDS). 
Otimizar a 
integração de 
Feedback de 
Carcaça. 
Estabilização e 
escalabilidade da 
infraestrutura para 
absorver o rebanho 
total. 
 
6.2. Requisitos Funcionais Mínimos (Módulos de Sistema) 
 
Para garantir a aderência completa ao PNIB e maximizar o valor agregado ao produtor, o 
sistema deve ser estruturado nos seguintes módulos funcionais: 
 
Módulo de Identificação e Onboarding 
 
● Cadastro de Produtores e PIC: Vincular os dados legais do produtor (CPF/CNPJ) às 
Propriedades de Identificação (PIC), conforme exigido pela BCD.1 
● Registro de ID Eletrônico: Utilização de leitores RFID/EID para leitura automatizada do 
número ISO 076.2 
● Gestão de Identificação Física: Protocolo interno para registro de perda e substituição 
de dispositivos (brinco e botton), mantendo o histórico de IDs vinculados ao animal. 
 
Módulo de Movimentação e Compliance Sanitário 
 
● Registro de Movimentação Compulsória: Funcionalidade para registrar 
obrigatoriamente a origem, destino e finalidade de todo trânsito de animais antes que ele 
ocorra, conforme a regulação.2 
● Histórico Sanitário Detalhado: Registro de vacinações (oficiais) e tratamentos 
medicamentosos, incluindo a gestão de tempo de carência para garantir a segurança 
alimentar. 
● Comunicação MAPA/OESAS: Interface de comunicação robusta para exportar o 
conjunto mínimo de dados sanitários e de movimentação para a Base Central de Dados 
federal e sistemas estaduais (OESAS), garantindo a conformidade regulatória. 
 
Módulo de Gestão Geoespacial (EUDR Ready) 
 
● Georreferenciamento de PICs: Mapeamento geográfico preciso de todas as 
propriedades onde o animal permaneceu. 
● Auditoria de Desmatamento (DDS): Esta é uma funcionalidade crítica para exportação. 
O sistema deve fornecer mecanismos para a auditoria automática ou semi-automática do 
histórico de movimentação de cada animal em relação a áreas mapeadas de 
desmatamento. Isso garante que o sistema pode fornecer, a qualquer momento, a prova 
de legalidade do uso da terra exigida para os mercados de alto valor, particularmente a 
União Europeia.9 
 
Módulo de Valor Agregado (PLF e Mercado) 
 
● Zootecnia e Desempenho: Monitoramento contínuo de indicadores zootécnicos (Ganho 
Médio Diário – GPD, idade ao abate) e registro detalhado de eficiência alimentar e 
histórico reprodutivo.6 
● Feedback de Carcaça (Modelo NLIS): Desenvolvimento de interface com os frigoríficos 
para importação de dados de carcaça pós-abate (rendimento, qualidade), 
transformando a rastreabilidade em uma poderosa ferramenta de melhoria genética e 
produtiva, seguindo o modelo australiano.11 
 
6.3. Estratégia de Adoção e Incentivo 
 
Para garantir a rápida e ampla adoção do sistema, a solução tecnológica deve ser 
posicionada não como um ônus regulatório, mas como um investimento estratégico. 
A estratégia deve enfatizar: 
1. Ganhos em Gestão Técnica: A rastreabilidade individual permite aos produtores avaliar 
o desempenho específico de cada animal, facilitando a tomada de decisões de manejo 
mais precisas, resultando em otimização do rebanho e redução de custos.6 
2. Mitigação de Riscos e Estabilidade: O sistema deve ser promovido como um seguro 
contra crises sanitárias. A capacidade de rastreamento rápido protege o produtor de 
medidas generalizadas e garante a estabilidade de preços, mesmo em momentos de 
incerteza sanitária.9 
3. Vantagem Competitiva por Antecipação: Incentivar a adoção do sistema nas fases 
iniciais (2025-2026) permite que os produtores testem e ajustem suas rotinas.16 Mais 
importante, aqueles que se preparam antecipadamente têm acesso imediato e garantido 
aos protocolos de bonificação de alto valor (EUDR, Protocolos Privados), assegurando 
uma vantagem competitiva no mercado internacional. O preparo precoce reduz riscos, 
amplia oportunidades e agrega valor ao rebanho.16 
Trabalhos citados 
1. Plano Estratégico 2025 - 2032 - Portal Gov.br, acesso a novembro 18, 2025, 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/docu
mentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/pnibv-planeja
mento-estrategico-2025-2032.pdf 
2. Rastreabilidade e Identificação Individual de Bovinos ... - Portal Gov.br, acesso a 
novembro 18, 2025, 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/docu
mentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/apresentacao-
rastreabilidade.pdf 
3. Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB).pdf - 
Insper Agro Global, acesso a novembro 18, 2025, 
https://agro.insper.edu.br/storage/papers/January2025/Policy%20Brief%20-%20Pl
ano%20Nacional%20de%20Identificac%CC%A7a%CC%83o%20Individual%20de
%20Bovinos%20e%20Bu%CC%81falos%20(PNIB).pdf 
4. Rastreabilidade de bovinos e búfalos avança e pecuaristas têm até 2032 para se 
adaptar | Agropecuária MS | Sistema Famasul, acesso a novembro 18, 2025, 
https://portal.sistemafamasul.com.br/noticias/rastreabilidade-de-bovinos-e-b%C
3%BAfalos-avan%C3%A7a-e-pecuaristas-t%C3%AAm-at%C3%A9-2032-para-s
e-adaptar 
5. Projeto piloto de rastreabilidade bovina é lançado durante a Expointer, acesso a 
novembro 18, 2025, 
https://www.agricultura.rs.gov.br/projeto-piloto-de-rastreabilidade-bovina-e-lanc
ado-durante-a-expointer 
6. PNIB: Tudo o que você precisa saber - RadarBov, acesso a novembro 18, 2025, 
https://radarbov.com/blog/pnib-tudo-o-que-voce-precisa-saber/ 
7. Rastreabilidade bovina: A chave para conquistar o mercado - Ponta Agro, acesso 
a novembro 18, 2025, https://pontaagro.com/rastreabilidade-bovina-tudo-sobre/ 
8. Declaração CONPEDI, acesso a novembro 18, 2025, 
https://site.conpedi.org.br/publicacoes/q8nne93g/cq0snpvz/2Y6M36ISO04SlPVE.
pdf 
9. N O TA EXE CUTIV A, acesso a novembro 18, 2025, 
https://goias.gov.br/imb/wp-content/uploads/sites/29/2025/08/Nota_executiva_00
3_2025_rastreabilidade_bovina_e_competitividade_internacional.pdf 
10. Tudo Sobre a EUDR: O Que É, Quem Será Afetado e Como se Preparar para as 
Novas Regras Ambientais da União Europeia - MartinsZanchet, acesso a 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/pnibv-planejamento-estrategico-2025-2032.pdf
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/pnibv-planejamento-estrategico-2025-2032.pdf
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/pnibv-planejamento-estrategico-2025-2032.pdf
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/apresentacao-rastreabilidade.pdf
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/apresentacao-rastreabilidade.pdf
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/carne-bovina/2025/72a-ro-18-03-2025/apresentacao-rastreabilidade.pdfhttps://agro.insper.edu.br/storage/papers/January2025/Policy%20Brief%20-%20Plano%20Nacional%20de%20Identificac%CC%A7a%CC%83o%20Individual%20de%20Bovinos%20e%20Bu%CC%81falos%20(PNIB).pdf
https://agro.insper.edu.br/storage/papers/January2025/Policy%20Brief%20-%20Plano%20Nacional%20de%20Identificac%CC%A7a%CC%83o%20Individual%20de%20Bovinos%20e%20Bu%CC%81falos%20(PNIB).pdf
https://agro.insper.edu.br/storage/papers/January2025/Policy%20Brief%20-%20Plano%20Nacional%20de%20Identificac%CC%A7a%CC%83o%20Individual%20de%20Bovinos%20e%20Bu%CC%81falos%20(PNIB).pdf
https://portal.sistemafamasul.com.br/noticias/rastreabilidade-de-bovinos-e-b%C3%BAfalos-avan%C3%A7a-e-pecuaristas-t%C3%AAm-at%C3%A9-2032-para-se-adaptar
https://portal.sistemafamasul.com.br/noticias/rastreabilidade-de-bovinos-e-b%C3%BAfalos-avan%C3%A7a-e-pecuaristas-t%C3%AAm-at%C3%A9-2032-para-se-adaptar
https://portal.sistemafamasul.com.br/noticias/rastreabilidade-de-bovinos-e-b%C3%BAfalos-avan%C3%A7a-e-pecuaristas-t%C3%AAm-at%C3%A9-2032-para-se-adaptar
https://www.agricultura.rs.gov.br/projeto-piloto-de-rastreabilidade-bovina-e-lancado-durante-a-expointer
https://www.agricultura.rs.gov.br/projeto-piloto-de-rastreabilidade-bovina-e-lancado-durante-a-expointer
https://radarbov.com/blog/pnib-tudo-o-que-voce-precisa-saber/
https://pontaagro.com/rastreabilidade-bovina-tudo-sobre/
https://site.conpedi.org.br/publicacoes/q8nne93g/cq0snpvz/2Y6M36ISO04SlPVE.pdf
https://site.conpedi.org.br/publicacoes/q8nne93g/cq0snpvz/2Y6M36ISO04SlPVE.pdf
https://goias.gov.br/imb/wp-content/uploads/sites/29/2025/08/Nota_executiva_003_2025_rastreabilidade_bovina_e_competitividade_internacional.pdf
https://goias.gov.br/imb/wp-content/uploads/sites/29/2025/08/Nota_executiva_003_2025_rastreabilidade_bovina_e_competitividade_internacional.pdf
novembro 18, 2025, 
https://martinszanchet.com.br/blog/tudo-sobre-a-eudr-o-que-e-quem-sera-afet
ado-e-como-se-preparar-para-as-novas-regras-ambientais-da-uniao-europeia/ 
11. ANÁLISE DA ADOÇÃO DE SISTEMAS DE ... - PESC/Coppe, acesso a novembro 18, 
2025, https://www.cos.ufrj.br/uploadfile/publicacao/1941.pdf 
12. National Livestock Identification System (NLIS) - Integrity Systems, acesso a 
novembro 18, 2025, 
https://www.integritysystems.com.au/identification--traceability/national-livestoc
k-identification-system/ 
13. Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) | Secretaria 
da Agricultura e do Abastecimento, acesso a novembro 18, 2025, 
https://www.agricultura.pr.gov.br/Arquivo/Plano-Nacional-de-Identificacao-Indivi
dual-de-Bovinos-e-Bufalos-PNIB 
14. Ministro Fávaro lança Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e 
Búfalos, acesso a novembro 18, 2025, 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/ministro-favaro-lanca-plan
o-nacional-de-identificacao-individual-de-bovinos-e-bufalos 
15. PNIB — Ministério da Agricultura e Pecuária - Portal Gov.br, acesso a novembro 
18, 2025, 
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-
animal/rastreabilidade-animal/pnib 
16. Identificação individual: Calendário de rastreabilidade bovina avança! - Ponta 
Agro, acesso a novembro 18, 2025, 
https://pontaagro.com/identificacao-individual/ 
https://martinszanchet.com.br/blog/tudo-sobre-a-eudr-o-que-e-quem-sera-afetado-e-como-se-preparar-para-as-novas-regras-ambientais-da-uniao-europeia/
https://martinszanchet.com.br/blog/tudo-sobre-a-eudr-o-que-e-quem-sera-afetado-e-como-se-preparar-para-as-novas-regras-ambientais-da-uniao-europeia/
https://www.cos.ufrj.br/uploadfile/publicacao/1941.pdf
https://www.integritysystems.com.au/identification--traceability/national-livestock-identification-system/
https://www.integritysystems.com.au/identification--traceability/national-livestock-identification-system/
https://www.agricultura.pr.gov.br/Arquivo/Plano-Nacional-de-Identificacao-Individual-de-Bovinos-e-Bufalos-PNIB
https://www.agricultura.pr.gov.br/Arquivo/Plano-Nacional-de-Identificacao-Individual-de-Bovinos-e-Bufalos-PNIB
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/ministro-favaro-lanca-plano-nacional-de-identificacao-individual-de-bovinos-e-bufalos
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/ministro-favaro-lanca-plano-nacional-de-identificacao-individual-de-bovinos-e-bufalos
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/rastreabilidade-animal/pnib
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/rastreabilidade-animal/pnib
https://pontaagro.com/identificacao-individual/
	Relatório Técnico-Estratégico: PNIB – Blueprint para um Sistema Nacional de Rastreabilidade Individual Bovina (2025-2032) 
	I. O Imperativo da Rastreabilidade: PNIB como Ferramenta de Governança e Competitividade Global 
	1.1. Contexto Regulatório: Marco Legal do PNIB e o Plano Estratégico 2025–2032 
	1.2. A Universalização da Identificação: PNIB vs. SISBOV 
	II. Requisitos de Compliance Internacional e a Modelagem de Dados ESG 
	2.1. O Desafio da EUDR: Rastreabilidade End-to-End e a Prova de Desmatamento Zero 
	2.2. Padrões Sanitários Globais: OIE e Codex Alimentarius 
	III. Especificações Técnicas Fundamentais para o Desenvolvimento do Sistema 
	3.1. Hardware de Identificação: Detalhamento dos Dispositivos Padrão PNIB 
	3.2. Arquitetura da Identificação Individual: O Ciclo de Vida do "CPF do Boi" 
	IV. Estrutura e Fluxo de Dados: A Base Central Federal e a Inteligência do Sistema 
	4.1. O Sistema Informatizado Federal e a Base Central de Dados (BCD) 
	4.2. Integração de Dados Obrigatórios: MAPA, OESAS e Protocolos Privados 
	4.3. Governança de Dados, Segurança e Proteção de Informações (LGPD e Acesso) 
	V. Lições Aprendidas e Modelos de Referência Internacional 
	5.1. Estudo de Caso: National Livestock Identification System (NLIS) da Austrália 
	5.2. Análise Comparativa: PNIB e NLIS — Semelhanças Estruturais e Desafios de Escala 
	VI. Recomendações e Plano de Ação para o Projeto de Criação do Sistema (2025–2032) 
	6.1. Faseamento do Projeto (Alinhamento com o Cronograma PNIB) 
	6.2. Requisitos Funcionais Mínimos (Módulos de Sistema) 
	Módulo de Identificação e Onboarding 
	Módulo de Movimentação e Compliance Sanitário 
	Módulo de Gestão Geoespacial (EUDR Ready) 
	Módulo de Valor Agregado (PLF e Mercado) 
	6.3. Estratégia de Adoção e Incentivo 
	Trabalhos citados

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