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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
TRANSCRIÇÃO 
 
 
UNIDADE 01: Informação e Conhecimento 
LIÇÃO 05: Machine Learning 
 
Você sabe o que é Machine Learning? 
Usar máquinas para ajudar os humanos a se virar melhor na vida não é ideia nova. 
Machine learning, que em português significa aprendizado de máquina, é o novo 
capítulo dessa história. Será que as máquinas irão substituir os humanos? Vamos todos 
ficar desempregados? São perguntas que vamos discutir neste vídeo. 
Machine Learning é um tipo de Inteligência Artificial que permite que computadores 
tomem decisões com ajuda de algoritmos que reconhecem padrões e se tornam 
capazes de fazer previsões. 
Este é Anderson, meu computador, ele passou uma temporada na cozinha de casa e 
descobriu que quando eu misturo laranja com água, isto vira suco de laranja. Também 
aprendeu que leite com banana vira uma vitamina deliciosa. Como ele é programado 
para aprender, um dia ele viu leite e sorvete e eu nem precisei ensinar a receita do 
milkshake, ele juntou os dois no computador e ainda colocou uma calda de chocolate. 
Mas, como meu computador Anderson aprendeu a fazer milkshake se eu só ensinei a 
fazer suco de laranja e vitamina de banana? Em 1952, um engenheiro, Arthur Samuel, 
escreveu um programinha para um computador jogar damas com humanos. 
O computador analisava o jogo e aprendia com os erros e acertos do adversário, 
acabando a partida, o computador conseguia prever melhor as táticas do jogo. Então, 
em 1959, o engenheiro Samuel criou o termo machine learning, que podemos traduzir 
como aprendizado de máquina. Essa habilidade do computador para aprender sozinho 
é a base de várias invenções atuais. 
Você andaria no carro sem motorista? Em Cingapura já estão sendo testados táxis sem 
motoristas, para chamar basta dar o sinal, pelo aplicativo, é claro. 
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
TRANSCRIÇÃO 
 
 
Outro exemplo, em 2016 em Colorado, nos Estados Unidos, um caminhão sem 
motorista andou 200 km carregando 50 mil latinhas de cerveja. 
Ao sair da fábrica o carro autônomo sabe reconhecer as ruas, um sinal fechado e 
algumas coisas que possam surgir na frente dele, como um cachorro. Assim como os 
humanos, o carro autônomo e algumas máquinas inteligentes, como o meu 
computador Anderson, aprendem com os erros, já nós, humanos, temos medo de 
errar. 
Outro dia, minha filha deixou a chuteira dela em cima da pia da cozinha, não me 
pergunte como, e o Anderson descobriu que fazer um suco de chuteira não dá certo, 
registrou o erro e tudo bem, seguiu em frente aprendendo e, mais, compartilha com 
outras máquinas tudo o que aprendeu, percebe o perigo? Quanto mais máquinas nas 
redes, elas erram e aprendem e os erros vão diminuindo muito rapidamente. Será que 
as máquinas ainda vão realizar um sonho antigo da humanidade, que é chegar a 
perfeição? 
Vamos devagar! Os carros sem motoristas andam apenas em rotas pré determinadas e 
ainda são incapazes de detectar buracos, por exemplo. 
Se inteligência artificial fosse uma categoria de cinema, provavelmente, o Oscar iria 
para Watson, o supercomputador da IBM. Ele já ganhou prêmios na TV, desenhou 
roupas, criou receitas e agora trabalha até com medicina. 
Em 2016, médicos japoneses pediram ajuda ao Watson para um caso em que eles não 
encontravam um diagnóstico. Em 10 minutos a máquina cruzou dados de centenas de 
milhares de artigos médicos e diagnosticou uma leucemia e salvou a vida da paciente. 
Nas olimpíadas do Rio, o jornal Washington Post publicou notícias dos jogos sem ajuda 
de humanos. 
As máquinas tomaram o lugar dos humanos? Segundo alguns cientistas, não é uma 
questão de se, mas de quando.

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