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CLARETIANO CENTRO UNIVERSITÁRIO GRADUAÇÃO BACHARELADO EM FISIOTERAPIA DOR ONCOLÓGICA E CEFALEIA CRUZEIRO DO SUL 2025 LUZIANE ANDRADE SABINO 1 DOR ONCOLÓGICA E CEFALEIA CRUZEIRO DO SUL 2025 LUZIANE ANDRADE SABINO Portifólio descritivo apresentado ao Curso de Graduação Bacharelado de Fisioterapia do Centro Universitário Claretiano, a ser utilizado como diretrizes para obtenção de aprovação no trabalho de conclusão do 4°e 5º semestre da disciplina de Fisiologia do exercício. Orientador(a): Prof.(a) José Deivide Silva Pinheiro. 2 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO_____________________________________________________04 2.REFERENCIAL TEORICO__________________________________________ 05 2.1Cefaleia................................................................................................................. 05 2.2 Dor Oncológica................................................................................................... 06 3.CONCLUSÃO______________________________________________________07 4.REFERÊNCIA_____________________________________________________ 08 3 INTRODUÇÃO Nesta síntese, abordo dois tipos de dor muito presentes na prática clínica: a cefaleia e a dor oncológica. Ambas impactam significativamente a qualidade de vida das pessoas, embora tenham origens, características e abordagens terapêuticas diferentes. A cefaleia, por exemplo, é uma dor comum que pode estar ligada a fatores como estresse, postura ou condições neurológicas. Já a dor oncológica está associada ao câncer e aos efeitos de seu tratamento, sendo mais complexa e exigindo cuidados específicos. Com este trabalho, busco apresentar, de forma clara e objetiva, as principais informações sobre cada uma, destacando a importância do olhar fisioterapêutico no cuidado e no alívio da dor. 4 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Cefaleia A cefaleia é uma das queixas mais frequentes entre os pacientes nos serviços de saúde, podendo se manifestar de formas variadas e com múltiplas causas. Trata-se de uma dor localizada na cabeça ou na parte superior do pescoço, que pode surgir de maneira súbita ou progressiva, com intensidade leve, moderada ou incapacitante. Ela é classificada em primária (quando não há uma doença de base associada) e secundária (quando é consequência de outra condição clínica). Entre os tipos primários, destacam-se: Cefaleia tensional: geralmente relacionada à tensão muscular, estresse emocional e má postura. A dor costuma ser bilateral, com sensação de peso ou pressão. Enxaqueca: de origem neurológica, a dor costuma ser unilateral, latejante e pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som. Pode ter fatores desencadeantes como jejum, estresse, alterações hormonais ou estímulos sensoriais. Cefaleia em salvas: dor muito intensa, localizada geralmente ao redor do olho, de curta duração, mas que ocorre em séries ao longo do dia. No caso das cefaleias secundárias, a dor é sinal de alerta para condições como hipertensão arterial, meningite, tumores, sinusite ou efeitos colaterais de medicamentos. Nesses casos, o acompanhamento médico é essencial. O tratamento deve ser direcionado conforme o tipo de cefaleia, levando em conta a frequência e intensidade das crises, além dos impactos na rotina do paciente. O uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou específicos para enxaqueca (como triptanos) pode ser indicado. Porém, o simples uso de remédios não resolve todos os casos. O que devemos frisar é que nem toda dor de cabeça deve ser tratada com remédio imediato. É fundamental entender o que está causando a dor. Muitas vezes, hábitos simples, como dormir bem, manter uma boa alimentação, beber bastante água e controlar o estresse já fazem muita diferença. Além disso, a fisioterapia tem um papel super importante, principalmente nas cefaleias tensionais. Técnicas como liberação miofascial, massagem, exercícios posturais e orientações ergonômicas ajudam muito a aliviar a dor e prevenir novas crises. Percebi que o olhar fisioterapêutico vai além da dor: ele busca a causa, respeita o corpo e promove qualidade de vida. 5 2.2 Dor Oncológica A dor oncológica é um dos sintomas mais difíceis vivenciados por pessoas com câncer. Ela pode ser causada tanto pelo crescimento e disseminação do tumor, quanto pelos efeitos adversos dos tratamentos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Essa dor pode ser nociceptiva (quando envolve estruturas como ossos, músculos e vísceras), neuropática (quando há lesão ou compressão de nervos) ou uma mistura das duas. Pode ser contínua ou episódica, leve ou extremamente intensa, e está fortemente ligada ao sofrimento físico e emocional. Durante meus estudos, entendi que tratar a dor oncológica vai muito além de oferecer um remédio. É preciso ter um olhar humano, empático e acolhedor. O tratamento deve ser individualizado, e muitas vezes é necessário usar medicamentos mais fortes, como os opioides, sempre com orientação médica. Mas o que me chamou atenção é que a fisioterapia também pode ajudar muito esses pacientes, com técnicas que promovem conforto, aliviam a dor, melhoram a mobilidade e trazem mais dignidade nesse momento tão delicado. É um trabalho feito com carinho, paciência e muito respeito pelos limites de cada pessoa. No entanto a fisioterapia também exerce um papel fundamental nesse processo. Quando bem indicada, ela pode ajudar na mobilidade, na redução da dor, no relaxamento muscular e na prevenção de complicações secundárias, como contraturas e rigidez articular. Os recursos fisioterapêuticos devem ser utilizados de forma cuidadosa e respeitosa, sempre considerando o quadro clínico, os limites e os objetivos do paciente. Além disso, é essencial o envolvimento de outros profissionais, como psicólogos e cuidadores, pois a dor oncológica não é apenas física: ela carrega um forte peso emocional, afetivo e existencial. Escutar, acolher e oferecer conforto fazem parte do processo terapêutico. 6 CONCLUSÃO Tanto a cefaleia quanto a dor oncológica são experiências dolorosas que vão além do aspecto físico. Elas exigem um olhar atento, sensível e técnico por parte dos profissionais de saúde. Reconhecer os diferentes tipos de dor, entender suas causas e aplicar intervenções eficazes são atitudes que fazem toda a diferença na vida de quem sofre com elas. Como futura fisioterapeuta, acredito que o cuidado vai muito além da aplicação de técnicas. Envolve escuta, empatia, conhecimento e, acima de tudo, compromisso com o alívio do sofrimento. É isso que transforma o tratamento em cuidado humano e faz com que a fisioterapia seja uma ferramenta poderosa no enfrentamento da dor. 7 REFERÊNCIAS MERSKEY, H.; BOGDUK, N. Classification of Chronic Pain: Descriptions of Chronic Pain Syndromes and Definitions of Pain Terms. 2. ed. Seattle: IASP Press, 1994. 8