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Aula 03 Posicionamento radiográfico em animais de pequeno porte Radiologia Veterinária Radioproteção Sala de Exame A sala de exames radiográficos em medicina veterinária obedece as mesmas normas da medicina humana; deve ser ampla, permitir boa movimentação do pessoal, possuir oxigênio e aparelho de anestesia volátil, com todos os acessórios a ele inerentes. É necessário ainda que possua todos os fármacos necessários para os procedimentos, tais como anestésicos, medicamentos para reversão de complicações anestésicas e decorrentes do uso de agentes contrastantes. Devemos ter em mente que animais domésticos ou pets exóticos necessitam de um ambiente sossegado para sua contenção. PEDIDO DE EXAMES O técnico deve receber o pedido de exames, que deverá conter: nome do proprietário, espécie do animal, raça, sexo, idade e nome do profissional veterinário solicitante, além do número de registro do exame. Introdução: Apresentaremos inicialmente as projeções radiológicas para pequenos animais e, posteriormente, as utilizadas em equinos uma vez que nesta espécie somos obrigados a realizar uma série de projeções para uma completa exploração radiológicas das articulações dos membros, dividindo-as em BÁSICAS e ACESSÓRIAS PEQUENOS ANIMAIS - BÁSICAS VENTRODORSAL (VD) os raios X penetram pelo ventre e emergem pelo dorso do paciente. O paciente, na maioria das ocasiões, está em decúbito dorsal. DORSOVENTRAL (DV) os raios X penetram pelo dorso e saem pelo ventre do paciente. O decúbito do paciente é o ventral. LATERAL ESQUERDA (Lat E) as radiações X incidem pela parede lateral esquerda e emergem pela parede lateral direita. O decúbito é o lateral direito. Ventro dorsal Lateral Ventro dorsal Vd e Lateral Radiografia de um quati fêmea Importante saber: Alguns autores utilizam a nomenclatura para as projeções Laterais a terminação Látero Lateral especificando se é Direita ou Esquerda. Tal fato deve-se em razão de que podemos realizar projeções Laterais com obliquidade com o objetivo de tornar mais pronunciado uma determinada região de um órgão ou um acidente anatômico ósseo. A obliquidade pode se dar no sentido cranial ou no sentido caudal. Para que não haja confusão é aconselhável que as projeções Laterais Oblíquas sejam consideradas projeções diferenciadas das Laterais, com abreviações próprias, e que sejam usadas como projeções acessórias. Posicionamento em animais exóticos Radiologia veterinária Cobra Tartaruga Radiografia de peixes Muitos devem se perguntar como é possível tirar um raio x de um peixe já que este é um animal que vive na água. É possível retira-lo rapidamente da água para fazer o exame, quando necessário, sem causar danos ao animal. Isso porque esse exame é muito rápido. Em caso de exames mais longos e complexos, utiliza-se de técnicas de sedação e anestesia, de acordo com a necessidade, além de outras estratégias como bombeamento de água pelas brânquias. Tucano Felinos grandes Cintilografia em um cavalo Medicina Nuclear na Radiologia Veterinária A medicina nuclear veterinária fornece aos médicos um diagnóstico e um tratamento para os animais. Para o diagnóstico, as imagens da medicina nuclear permitem uma visualização da anatomia e da fisiologia dos animais, assim como é a medicina nuclear em humanos. O radioisótopo mais utilizado para o diagnóstico veterinário nuclear é Tecnécio 99m, que tem uma meia vida de 6 horas e é eliminado do organismo em 24 horas. São vários os exames de medicina nuclear em animais, entre eles estão: Cintilografia Óssea Cintilografia Renal Cintilografia de Perfusão Cardíaca Cintilografia Pulmonar Um dos tratamentos da medicina nuclear veterinária é contra o hipertireoidismo, que acontece na maioria dos gatos. Muitos especialistas fazem tratamentos com iodoterapia, utilizando o Iodo 131. Métodos de Contenção Os métodos de contenção é um conjunto de meios para manter os animais na posição adequada na hora dos procedimentos, para evitar repetição de exame por exemplo. Outro objetivo da contenção é proteger o profissional nos procedimentos. Existem dois tipos de contenção: física e química. Na contenção física, são utilizadas a força física do profissional para segurar os animais e acessórios de contenção, como: focinheiras, laços, ganchos, colares, argolas de fixação, entre outros acessórios. Na contenção química, substâncias químicas são administradas nos animais por via oral, venosa, intra muscular, entre outras. Estas substâncias são sedativos para conter os animais durante os procedimentos, principalmente na radioterapia. Métodos de Contenção Radioterapia na Radiologia Veterinária Nomenclatura - Posicionamentos o D-V: Dorso Ventral (feixe de raios incide no dorso e emerge no ventre do animal atingindo o filme) o V-D: Ventro Dorsal o L-D ou L-E: lateral (incide de um lado e emerge no outro) o Cr-Ca e Ca-Cr: Crânio - Caudal e Caudo Cranial (usados para membros da porção proximal até o carpo ou tarso) o D-P e P-D: Dorso Palmar/Plantar e Palmo/Planto Dorsal (usados a partir do carpo/tarso inclusive.) o Radiografia Látero Lateral da Cavidade Abdominal o Região Crânio Dorsal o Região Crânio Ventral o Região Média o Região Caudo Dorsal o Região Caudo Ventral Assim teremos: Lateral Oblíqua Direita Anterior ou Cranial (Lat.ODA ou LODCr) as radiações X penetram pela parede lateral direita com obliquidade no sentido crânio-caudal, Lateral Oblíqua Direita Posterior ou Caudal (Lat. ODP ou LODCa) as radiações X penetram pela parede lateral direita com obliquidade no sentido caudo-cranial, Lateral Oblíqua Esquerda Anterior ou Cranial (Lat. OEA ou LOECr) as radiações X penetram pela parede lateral esquerda com obliquidade no sentido crânio-caudal e Lateral Oblíqua Esquerda Posterior ou Caudal (Lat. OEP ou LOECa) as radiações X penetram pela parede lateral esquerda com obliquidade no sentido caudo-cranial. Incidências básicas ANTERO-POSTERIOR (AP) usada para designar as projeções radiológicas utilizadas para os estudos dos membros dos animais. As radiações penetram pela face anterior e emergem pela face posterior dos membros. Alguns autores utilizam esta nomenclatura para os exames que se realizam da porção proximal até o carpo ou tarso, utilizando a designação DORSO-PALMAR/PLANTAR (D-P) para os exames radiológicos das porções distais dos membros dos animais. Látero lateral Posicionamento pra ver escápula: Para ver escápula: Para ver escapula ventro dorsal Posicionamento de crânio Formatos de cabeça: Dolicocefálica (cabeça longa - Collie); Mesaticefálica (tipo médio - Pastor); Braquicefálica (tipo curto - Boxer e Pequinês) Posicionamento de crânio Posicionamento do crânio para projeção lateral: Crânio em decúbito lateral direito, com auxílio de uma cunha para evitar distorções geométricas, patas dianteiras e traseiras estendidas, raio central entre a orelha e o olho, dorsal ao arco zigomático. Posicionamento de crânio Posicionamento do crânio para projeção ventrodorsal: Crânio em decúbito dorsal; animal colocado em uma calha e auxiliado por uma tala de isopor no crânio do animal para evitar rotações. Raio central entre a orelha e o olho, dorsal ao arco zigomático. Posicionamento de crânio Posicionamento do crânio para projeção dorsoventral: Crânio em decúbito ventral; animal colocado sobre a mesa de procedimento sem auxílio da cunha. Raio central entre a orelha e o olho, dorsal ao arco zigomático. Posicionamento do crânio para projeção oblíqua médio-lateral da maxila com boca aberta: Crânio obliquado; animal colocado sobre a mesa de procedimento, também com o auxílio da cunha de isopor. Raio central direcionado em ângulo reto com o chassi. Posicionamento de crânio Posicionamento de crânio Posicionamento frontal para avaliação do forame magno: decúbito dorsal, pescoço flexionado até que o palato duro fique perpendicular. Raio central inserido entre os olhosdo animal. Posicionamento do Tórax Posicionamento para a projeção lateral da cavidade torácica – posiciona-se o animal com o lado esquerdo sobre a mesa, membros anteriores e posteriores estendidos, alinhando o esterno com a coluna torácica, utilizando-se uma cunha. Posicionamento para a projeção ventro-dorsal da cavidade torácica: Membros anteriores estendidos, assim como os posteriores, colocando-se o animal em uma calha para evitar rotações torácicas que poderiam levar a distorções geométricas. É necessário alinhar a coluna torácica ao esterno. Posicionamento do Tórax Posicionamento para a projeção dorsoventral da cavidade torácica: Membros anteriores e posteriores estendidos, sendo que o esterno deve estar alinhado com a coluna torácica. Posicionamento do Tórax Radiografias devem ser realizadas durante o pico da pausa inspiratória, para se acentuar o contraste entre as estruturas. A posição e aparência da víscera normal dependem das relações posturais, fase do ciclo respiratório, estado fisiológico, conformação física e geometria dos raios-x, variações na silhueta cardíaca, no diafragma e parênquima pulmonar. Radiografia torácica realizada em pico de pausa inspiratória Radiografia torácica realizada em fase expiratória Posicionamento do Tórax Posicionamento da Coluna Vertebral Posicionamento do paciente para radiografia de coluna cervical em projeção lateral: posiciona-se o animal com o lado esquerdo/direito sobre a mesa, membros anteriores recuados e posteriores estendidos, é necessário uma cunha de isopor para apoiar a região da cabeça. O raio incide na região do pescoço. Deve-se colimar toda região cervical. Posicionamento da Coluna Vertebral Posicionamento da coluna cervical para projeção ventrodorsal: Membros anteriores recuados, assim como os posteriores, é necessário uma cunha de isopor para apoiar a região da cabeça. O raio incide na região do pescoço. Deve-se colimar toda região cervical. Posicionamento de coluna vertebral para projeção lateral: posiciona-se o animal com o lado esquerdo/direito sobre a mesa, membros anteriores e posteriores estendidos, é necessário uma cunha de isopor para apoiar a região da coluna. O raio incide na região central abdominal. Deve-se colimar toda região de interesse. Posicionamento da Coluna Vertebral Posicionamento de coluna vertebral para projeção ventrodorsal: Membros anteriores estendidos, assim como os posteriores, colocando-se o animal em uma cunha de isopor. O raio incide abaixo do peitoral do animal. A área de interesse deverá ser colimada. Posicionamento da Coluna Vertebral Posicionamento da Cavidade Abdominal Posicionamento laterolateral da cavidade abdominal Posicionamento ventro-dorsal da cavidade abdominal Posicionamento da Cavidade Abdominal Posicionamento dos Membros Anteriores (MMAA) Posicionamento da articulação do ombro e do braço para projeção mediolateral: Membro anterior direito estendido com animal em decúbito lateral direito. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Posicionamento da articulação do cotovelo para projeção médio-lateral: Membro anterior levemente flexionado com animal em decúbito lateral direito. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Anteriores (MMAA) Radiografia do cotovelo e antebraço em projeção craniocaudal: Membro anterior com animal em decúbito esternal. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Anteriores (MMAA) Posicionamento da articulação carpal para projeção mediolateral: Membro anterior com animal em decúbito lateral. Raio incidente na altura do esporão. Posicionamento dos Membros Anteriores (MMAA) Posicionamento da articulação carpal para projeção dorsopalmar: Membro anterior com animal em decúbito ventral. Quando a ótica é carpo, metacarpo e falanges. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Anteriores (MMAA) Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação do ombro e do braço para projeção mediolateral: Membro anterior direito estendido com animal em decúbito lateral direito. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Posicionamento da articulação do cotovelo para projeção médio-lateral: Membro anterior levemente flexionado com animal em decúbito lateral direito. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Radiografia do cotovelo e antebraço em projeção craniocaudal: Membro anterior com animal em decúbito esternal. Como a espessura do membro em tela é inferior a 10cm, não há necessidade de grade difusora. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação carpal para projeção mediolateral: Membro anterior com animal em decúbito lateral. Raio incidente na altura do esporão. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação carpal para projeção dorsopalmar: Membro anterior com animal em decúbito ventral. Quando a ótica é carpo, metacarpo e falanges. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da coxa e articulação do joelho para projeção mediolateral: Membro posterior com animal em decúbito lateral direito. Colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação do joelho em projeção caudocranial: Membros posteriores em decúbito dorsal. Deve-se colimar a área de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação tarsal em projeção lateromedial: Membro posterior com animal em decúbito lateral. A região de interesse deverá ser colimada. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da articulação tarsal em projeção dorsoplantar: membro posterior com animal em decúbito ventral ou esternal. Deve-se colimar a região de interesse. Posicionamento dos Membros Posteriores (MMPP) Posicionamento da Pelve Posicionamento da pelve para projeção Laterolateral: Região pélvica com membros estendidos com animal em decúbito lateral. Raio central incidente na altura da crista ilíaca. Posicionamento da Pelve Posicionamento da pelve para projeção ventrodorsal: Região pélvica com a parte dorsal sobre a mesa, as patas afastadas uma da outra e o raio central incidindo logo acima da genitália do animal. Posicionamento radiográfico em animais de grande porte Radiologia Veterinária Planos e delimitações Planos e delimitações Caudo ventral Lateral joelho image670.png image680.png image4.png image1.png image2.png image3.png image660.png image5.jpeg image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.png image30.png image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.png image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.png image41.png image42.png image43.png image44.jpeg image45.png image46.jpeg image47.jpeg image48.jpeg image49.png image50.jpeg image51.jpeg image52.png image53.jpeg image54.jpeg image55.png image56.png image57.png image58.png image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.png image71.jpeg image72.jpeg image73.jpeg image74.jpeg image75.jpeg image76.jpeg image77.pngimage78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.png image85.png image86.png image87.jpeg image88.jpeg image89.jpeg image90.jpeg image91.jpeg image92.png image93.jpeg image94.png image95.png image96.jpeg image97.png image98.png image99.jpeg image100.png image101.png image102.jpeg image103.png image104.png image105.jpeg image106.png image107.png image108.png image109.png image110.png image111.png image112.png image113.jpeg image114.png image115.png image116.png image117.png image118.png image119.jpeg image120.jpeg image121.jpeg image122.jpeg image123.jpeg