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Interpretação de Texto A Interpretação em concursos públicos Diferentemente do que muitos pensam, a interpretação não é algo que “cada pessoa pode ter uma”, ainda mais se estamos falando de concursos públicos. Interpretar textos é, antes de tudo, compreender o que se leu. Em certames, a interpretação deve ser objetiva e todos os candidatos devem chegar ao mesmo “resultado”, que é o gabarito. Para que haja essa compreensão, é necessária uma leitura muito atenta e algumas técnicas. I. Hábito de leitura. O hábito de leitura fará com que você conheça cada vez um número maior de palavras e isso influenciará significativamente na compreensão textual. O candidato que sabe poucas palavras terá pouco domínio das ideias elencadas. II. Bom conhecimento da gramática A gramática normativa não traz apenas um conglomerado de regras e pressupostos sem nenhum tipo de ligação. A norma-padrão é viva e atua diretamente em todos os momentos da vida, e não seria diferente na hora da sua prova. Um sujeito composto; uma crase; uma vírgula e muitos outros elementos mudam a resposta de uma questão e o entendimento de um texto. É preciso, portanto, além de ler, entender o que se está lendo. Esse entendimento também deve ser pautado nas relações sintáticas presentes em um texto. III. Domínio das tipologias textuais Cada tipo de texto tem um objetivo. O estudo das tipologias, além de te garantir uma questãozinha objetiva que sempre cai na prova, irá te auxiliar a identificar a intenção comunicativa do texto que você está lendo. Cada tipo apresenta palavras características, elementos de coesão mais utilizados, formas particulares de passar uma informação e vários outros fatores que auxiliam na interpretação. Vejamos: você conseguiu identificar que o texto da sua prova é do tipo narrativo; logo em seguida lê a seguinte assertiva – “O autor do texto tenta persuadir o leitor ao afirmar que ...” – neste momento, conhecendo as características presentes no conteúdo, você marca errado para a questão. Fique de olho para não: “Extrapolar Esse é o erro mais comum. O texto vai até um limite e o examinador oferece uma assertiva que “vai além” desse limite. O examinador inventa aspectos que não estão contidos no texto e o candidato, por não ter entendido bem o texto, preenche essas lacunas com a imaginação, fazendo outras associações, à margem do texto, estimulado pela assertiva errada. O exemplo mais perigoso é a extrapolação com informação verdadeira, mas que não está no texto. Dicas de interpretação Separei para você dicas para serem utilizadas em momentos diferentes. As primeiras serão para o momento que estiver estudando; as últimas, para as provas. No seu momento de estudo ✓ Não leia “só com a mente”. ✓ Releia o texto e marque todas as palavras que não sabe o significado. ✓ Busque o significado das palavras desconhecidas (Sempre). ✓ Elabore uma pergunta para cada parágrafo e responda. ✓ Faça resumos dos parágrafos. ✓ Pratique a leitura em ambientes mais agitados de vez em quando. (Não sabemos o ruído que poderá ocorrer no dia da sua prova; teste sua concentração). No dia da sua prova ✓ Grife, faça anotações e aponte as palavras-chave (Nada de prova “limpinha”). ✓ Se a frase estiver muito difícil de entender, passe para a ordem direta. ✓ Atente-se à extrapolação. ✓ Não leia “só com a mente”. ✓ Lembre-se que interpretação (a ideia está implícita) é diferente de compreensão (a ideia está explícita) e aplique essa diferença na resolução das questões. ✓ Leia a questão primeiro que o texto. (Faça o teste antes). ✓ Atente-se aos mecanismos de coesão textual.