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MOD1	-	AULA3
Transcrito	por	TurboScribe.ai.	Atualize	para	Ilimitado	para	remover	esta	mensagem.
Vamos	falar	um	pouco	sobre	evidências	de	eficácia	da	ABA.	Atualmente	a	gente	já	tem	muitos
estudos	 que	 têm	 indicada	 a	 eficácia	 de	 intervenções	 baseadas	 em	 ABA,	 tanto	 dos	 seus
procedimentos	específicos	quanto	de	pacotes	de	 intervenção,	processos	de	 intervenção	mais
amplos	que	utilizam	vários	dos	procedimentos.	O	primeiro	estudo	que	demonstrou	que	ABA
era	mais	eficiente	do	que	outros	tratamentos	ou	do	que	um	volume	menor	de	intervenção	foi
publicado	em	1987	por	um	pesquisador	chamado	Ivar	Lovás.
Esse	pesquisador	ele	focou	em	crianças	menores	de	4	anos,	então	nós	temos	muitas	evidências
de	que	crianças	entre	2	e	5	anos,	as	intervenções	baseadas	em	ABA	para	crianças	entre	2	e	5
anos	foram	as	mais	 investigadas	até	agora	e	que	a	gente	tem	bons	dados,	bons	resultados	a
respeito	 disso	 e	 existem	 outras	 intervenções	 para	 crianças	 mais	 velhas,	 para	 intervenções
específicas	 para	 habilidades	 sociais,	 para	 desenvolver	 habilidades	 para	 o	 trabalho,	 por
exemplo,	e	com	adultos	também.	Mas	nós	vamos	falar	um	pouquinho	sobre	essa	pesquisa	do
Lovás.	 A	hipótese	do	 Lovás	 é	de	que	 crianças	 com	desenvolvimento	 típico,	 crianças	que	não
tem	nenhum	atraso	no	desenvolvimento,	elas	aprendem	no	ambiente	cotidiano,	no	ambiente
natural	delas,	a	todo	momento,	enquanto	elas	estão	acordadas.
E	crianças	autistas	não.	Essa	é	a	hipótese	dele,	de	que	as	crianças	autistas	elas	não	aprendem
nessas	interações	do	cotidiano	com	os	pais	ou	com	os	irmãos	ou	na	escola,	elas	não	aprendem
desse	 jeito	 como	 as	 crianças	 com	 desenvolvimento	 típico.	 E	 na	 hipótese	 dele,	 se	 a	 gente
oferecer	 um	 ambiente	 de	 aprendizagem	 que	 seja	 mais	 rico,	 especialmente	 preparado	 para
ajudar	essas	crianças	e	que	seja	mais	intensivo	e	abrangente,	as	crianças	autistas	mais	jovens,
entre	 2	 e	 5	 anos,	 vão	 aprender	 mais	 e	 vão,	 possivelmente,	 ingressar	 na	 primeira	 série,	 no
primeiro	 ano	de	 escolarização,	 como	os	 seus	 pares	 típicos,	 ou	 como	 as	 outras	 crianças	 com
desenvolvimento	típico.
Essa	era	a	hipótese	do	Lovás	nessa	pesquisa.	E,	para	isso,	ele	recrutou	crianças,	então	ele	tinha,
nesse	estudo,	3	grupos,	eram	19	crianças	nos	grupos	de	tratamento,	então	eram	2	grupos	de
tratamento,	1	grupo	de	controle	e	21	crianças	no	grupo	de	controle.	Nesse	grupo	1,	que	é	de
tratamento,	as	crianças	recebiam	40	horas	de	intervenção	individual	por	semana	ou	mais.
Então,	pensem,	é	como	uma	criança	receber	8	horas	ou	mais	de	intervenção	por	dia.	Então,	faz
sentido	com	a	hipótese	dele,	na	hipótese	dele	essa	criança	deveria	aprender	enquanto	ela	está
acordada,	então	é	como	se	fosse	o	dia	 inteiro.	No	segundo	grupo,	também	era	um	grupo	de
intervenção,	mas	era	um	grupo	chamado	de	tratamento	mínimo.
Então,	 para	 esse	 segundo	 grupo	 de	 crianças,	 eram	 oferecidas	 10	 horas	 ou	 menos	 de
intervenção	 individual	por	semana.	Então,	uma	variável	 importante	aqui	não	era	só	o	tipo	de
intervenção,	mas	era	o	volume	de	intervenção,	o	volume	de	horas	semanal.	Esses	dois	grupos
https://turboscribe.ai/pt/?ref=pdf_export_upsell
https://turboscribe.ai/pt/subscribed?ref=pdf_export_upsell
de	intervenção	receberam	intervenções	por	2	anos	ou	mais.
Então,	é	intensivo	em	termos	de	número	de	horas	e	também	durante	muito	tempo,	2	anos	ou
mais.	 O	 terceiro	 grupo,	 que	 tinha	 21	 crianças,	 recebeu	 10	 horas	 ou	 menos	 de	 intervenção
semanal,	mas	por	outra	equipe	diferente,	não	a	equipe	do	pesquisador,	do	 Ivor	Lovás.	Essas
crianças	passaram	por	baterias	de	testes,	de	avaliações,	antes	de	ingressar	na	pesquisa,	nesse
programa	de	intervenção,	e	depois	de	terem	completado	o	primeiro	ano	de	estudos,	ou	seja,	lá
pelos	6,	7	anos	de	idade.
A	 intervenção	 para	 todas	 as	 crianças	 incluiu	 terapeutas	 treinados	 e	 os	 pais.	 Então,	 os	 pais
também	 foram	 treinados,	 eles	 receberam	 orientação	 para	 dar	 continuidade	 às	 intervenções
que	eram	feitas	pelos	profissionais,	só	que	em	casa.	Qual	foi	o	resultado	desse	estudo?	Ao	final,
eles	completaram	com	sucesso	o	primeiro	ano	numa	classe	regular,	ou	seja,	não	é	uma	classe
especial,	é	uma	classe	regular.
Então,	vamos	ver	os	números,	 vamos	ver	o	quanto	as	crianças	dos	 três	grupos	conseguiram
completar	com	sucesso	o	primeiro	ano.	Então,	o	grupo	1,	que	é	aquele	que	recebeu	40	horas
de	 intervenção	 ou	mais,	 nesse	 grupo	 9	 de	 19	 crianças,	 ou	 seja,	 47%	das	 crianças	 conseguiu
completar	o	primeiro	ano	numa	classe	regular	com	sucesso.	Do	grupo	2,	aquele	que	recebeu
10	horas	de	intervenção	e	era	da	equipe	do	Iberlovás,	nesse	grupo	nenhuma	criança	conseguiu
completar	o	primeiro	ano	com	sucesso.
E	no	terceiro	grupo,	que	era	uma	equipe	diferente,	mas	também	10	horas	de	intervenção	por
semana,	 uma	 criança	 de	 21	 crianças,	 ou	 seja,	 2%,	 conseguiu	 completar	 o	 primeiro	 ano	 com
sucesso.	Então,	vejam,	há	uma	diferença	muito	grande,	né?	Se	no	grupo	1,	47%	conseguiu,	no
grupo	2,	 nenhuma	 criança	 conseguiu,	 e	 no	grupo	3,	 apenas	 2%,	 ou	 seja,	 uma	 criança	de	 21
crianças,	a	gente	percebe	que	essa	 intervenção	 foi	bastante	eficaz	para	 fazer	 com	que	essas
crianças	conseguissem	atingir	um	nível	de	desenvolvimento	que	permitissem	a	elas	 interagir
bem	com	seus	pares	e	completar	o	primeiro	ano	da	escolarização	com	seus	pares,	com	outras
crianças	com	desenvolvimento	típico.	Essa	intervenção,	com	esse	volume	de	horas,	recebe	um
nome	específico.
Ela	é	chamada	de	Intervenção	Comportamental	Intensiva	e	Precoce.	A	gente	às	vezes	vê	essa
sigla,	 né,	 EIBI,	 que	 significa	 Early	 Intensive	 Behavior	 Intervention.	 Vocês	 vão	 perceber	 que
muitos	 termos	 que	 acabam	 sendo	 divulgados,	 né,	 e	 nós	 vamos	 conhecendo	 no	 Brasil,	 em
português,	eles	são	termos	que	se	baseiam	nos	nomes	em	inglês,	assim	como	o	ABBA,	que	nós
já	falamos.
Então,	 EIBI	 é	 a	 sigla	 para	 Intervenção	 Comportamental	 Intensiva	 e	 Precoce,	 que	 são	 esses
modelos	de	trabalho	baseado	em	muitas	horas	semanalmente,	são	 intervenções	que	a	gente
às	 vezes	 chama	 de	 um	 para	 um,	 né,	 é	 uma	 intervenção	 que	 tem	 um	 terapeuta	 para	 uma
criança,	mas	isso	não	significa	que	essa	intervenção	precise	acontecer	num	ambiente	onde	só
estejam	essas	duas	pessoas.	Ela	pode	acontecer,	e	muitas	vezes	acontece,	num	ambiente	onde
tem	 outras	 crianças	 também	 sendo	 atendidas,	 essa	 intervenção	 pode	 acontecer	 na	 escola,
pode	 acontecer	 em	 casa,	 pode	 acontecer	 numa	 clínica,	 então	 outras	 pessoas	 podem	 estar
presentes,	 mas	 uma	 característica	 importante	 é	 que	 um	 terapeuta	 está	 ali	 à	 disposição	 e
focado	 na	 intervenção	 de	 uma	 criança.	 Ao	 longo	 do	 percurso,	 pode	 ser	 que	 essa	 criança	 já
desenvolveu	várias	habilidades	e	não	seja	necessário	ter	um	terapeuta	para	uma	criança.
Então,	às	vezes	a	gente	tem	duas	crianças	para	um	terapeuta,	e	as	crianças	também,	porque	é
importante,	porque	elas	precisam	aprender	que	elas	 vão	 ter	 sempre	um	adulto	à	disposição
delas	 o	 tempo	 todo.	 Elas	 vão	 dividir	 a	 atenção	 com	 outra	 criança,	 a	 atenção	 do	 adulto	 com
outra	criança,	ou	com	outras	crianças,	que	é	o	que	acontece	no	contexto	escolar,	sempre,	né.
Então,	 depois	 desse	 artigo	 do	 Novas,	 muitos	 outros	 programas	 de	 intervenção	 precoce	 e
intensiva	publicaram	seus	resultados.
A	gente	tem	alguns	estudos	aí	dos	anos	80,	90,	dos	anos	2000,	e	até	hoje	a	gente	tem	estudos
de	centros	de	intervenção	que	publicam	seus	resultados,	então	eles	não	estão	aqui	publicando
resultados	de	procedimentos	específicos,	mas	desses	programas	de	 intervenção.	Por	 isso	eu
disse	 antes	 que	 existem	 evidências	 científicas	 dos	 procedimentos	 específicos	 e	 existem
evidências	 científicas	 de	 programas	 de	 intervenção	 que	 incluem	 esses	 procedimentos
específicos.	 Os	 estudos	mais	 recentes,	 as	 pesquisas	 de	 os	 artigos	mais	 recentes	 publicados,
eles	trazem	algumas	informações	bastante	relevantes,	e	a	gente	chama	esses	estudos	de	meta-
análises.
Então	o	quesão	essas	meta-análises?	São	estudos	que	reúnem	informações	de	vários	artigos
publicados	 desses	 programas	 que	 eu	 mencionei	 agora,	 desses	 programas	 de	 intervenção
intensiva	 e	 precoce,	 e	 ajuda	 a	 compilar	 e	 entender	mais	 esses	 dados.	 Então	 nós	 temos	 um
exemplo	 de	 um	 estudo	 que	 é	 de	Macridiane	 e	 colaboradores,	 de	 2018,	 e	 nesse	 estudo	 eles
analisaram,	 a	 equipe	 analisou	 29	 estudos,	 assim	 como	 o	 estudo	 do	 LOVASCO,	 aquelas
características	 de	 um	 programa	 específico	 de	 intervenção.	 Nesse	 artigo	 de	 Macridiane	 e
colaboradores,	eles	identificaram	que	a	efetividade	da	ABA	atinge	três	áreas.
Scores	de	QI	em	testes	de	inteligência	verbais	e	não	verbais,	linguagem	receptiva	e	expressiva,
aquela	linguagem	quando	eu	falo	alguma	coisa,	eu	quero	expressar	alguma	coisa,	essa	não	é
uma	 linguagem	 analítica	 ou	 comportamental,	 mas	 é	 uma	 linguagem	 que	 a	 gente	 usa,
linguagem	expressiva	e	receptiva.	Então	a	linguagem	receptiva	é	o	que	eu	compreendo	a	partir
do	que	as	pessoas	 falam	comigo	e	a	 linguagem	expressiva	é	aquilo	que	eu	 falo,	que	eu	sou
capaz	de	expressar	e	como	eu	aprendo	isso.	E	comportamento	adaptativo,	adaptação	a	rotinas,
atividades	 de	 vida	 diária,	 que	 a	 gente	 chama	 às	 vezes,	 que	 é	 arrumar	 uma	 cama,	 se	 vestir,
tomar	um	banho,	escovar	os	dentes,	usar	o	banheiro,	que	são	atividades,	preparar	um	lanche,
né,	pra	gente	mesmo,	são	atividades	que	todo	mundo	faz	e	essas	intervenções	também	talvez
ajudem	nisso.
Vamos	 olhar	 um	 pouco	 sobre	 esses	 resultados.	 Então,	 nesse	 estudo	 de	 2018,	 os	 autores
identificaram	 que	 os	 programas	 de	 aba,	 eles	 foram	moderadamente	 a	 muito	 eficazes	 para
melhorar	 habilidades	 intelectuais,	 habilidades	 de	 comunicação.	 Então,	 muito	 eficazes,
moderadamente	 a	 muito	 eficazes	 para	 esses	 dois	 grupos	 de	 habilidades	 intelectuais	 e
comunicação.
Eles	 foram	 moderadamente	 eficazes	 para	 melhorar	 alguns	 outros,	 então,	 scores	 de	 QI,
comportamento	adaptativo	e	socialização.	Essas	áreas	de	desenvolvimento.	Eles	foram	pouco
eficazes	para	melhorar	habilidades	de	vida	diária.
Então,	 o	 desempenho	 nessas	 rotinas	 do	 dia	 a	 dia,	 como	 eu	 já	mencionei,	 esses	 programas
foram	pouco	eficazes.	Talvez	esse	seja	um	dado	interessante	para	que,	quando	outras	pessoas
forem	 elaborar	 outros	 programas,	 elas	 se	 atentem	 também	 para	 incluir	 programas	 para
habilidades	de	vida	diária.	Talvez	esse	não	seja	 tanto	o	 foco	da	maioria	dos	programas,	mas
percebam	que	essas	 evidências	 são	bastante	 robustas	no	 sentido	de	 indicar	que	aba	é,	 sim,
uma	prática	baseada	em	evidência,	nos	seus	procedimentos	específicos	e	nos	seus	programas,
num	programa	de	intervenção	intensiva	e	precoce.
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