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ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VARELA BARCA 
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA 
PROFESSOR: JEFFERSON EUFRÁSIO 
 
PLANEJAMENTO PARA O 2º ANO – ENSINO MÉDIO 
 
AULA 1: APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA, DO PROFESSOR E COMBINADOS 
Caros alunos, bem-vindos ao 1º Bimestre!!! 
Eu me chamo Jefferson Eufrásio e serei o seu professor da disciplina Educação Física. 
Nesse nosso 1º encontro iremos “bater um papo” para nos conhecermos melhor e combinarmos algumas coisas 
para que nossa disciplina funcione bem. 
Aguardo a presença de todos vocês!!! 
Até mais 
 
Conversa inicial sobre a Educação física, suas mudanças, o que se estuda e sua introdução na área das 
linguagens. 
Explicar a Educação Física nas fases quem eles passaram (Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II) e agora, 
no Ensino Médio. 
Falar sobre essa fase da adolescência e as cobranças sociais sobre vários aspectos, como por exemplo, os 
profissionais. 
Falar também sobre a parte emocional e psicológica desse processo. 
 
Combinar sobre as aulas teóricas e práticas. 
Construir as regras do uso da quadra – normas, saídas para água e banheiro, roupas, garrafa de água e etc... 
Falar sobre as metodologias que serão utilizadas e o processo de avaliação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 2: DINÂMICAS DE GRUPO - PRÁTICA 
 
 
AULA 3: EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS CONTEÚDOS: O QUE VAMOS ESTUDAR? 
 
AULA 4: AULAS PRÁTICAS 
 
AULA 5: AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 1: PRÁTICAS CORPORAIS IV: DANÇA 
Caros alunos, 
Essa semana iremos aprender um pouco mais sobre a Dança. A dança é uma das práticas corporais mais antigas 
da humanidade, compondo ritos de passagem, costumes, festejos e até mesmo algumas práticas de luta e 
guerra das sociedades de todos os tempos. Ela faz parte do nosso cotidiano e da nossa história. 
Em nossa aula presencial aprofundaremos mais o assunto. 
 
Aguardo todos vocês no dia e horário marcado!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
Nessa aula iremos utilizar os slides para introduzir o assunto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 2: PRÁTICAS CORPORAIS IV: DANÇA – CATEGORIAS E CLASSIFICAÇÕES 
Caros alunos, 
Essa semana vamos dar continuidade ao conteúdo “Dança”, estudando as classificações e as categorias. 
Aguardo todos vocês no dia e horário marcado!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
Nessa aula iremos utilizar os slides. Eles contêm os vídeos ilustrativos de cada categoria na qual as danças estão 
inseridas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 3: PRÁTICAS CORPORAIS IV: DANÇA – CATEGORIAS E CLASSIFICAÇÕES 
Caros alunos, 
Essa semana continuaremos estudando as classificações e as categorias das danças. 
Aguardo todos vocês no dia e horário marcado!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
 
Nessa aula iremos continuar utilizando os slides. Eles contêm os vídeos ilustrativos de cada categoria na qual as 
danças estão inseridas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 4: PRÁTICAS CORPORAIS IV: DANÇA – CATEGORIAS E CLASSIFICAÇÕES 
Caros alunos, 
Essa semana iremos reforçar o que já aprendemos até aqui com uma atividade em sala. 
Aguardo todos vocês no dia e horário marcado!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
 
Nessa aula iremos utilizar o texto que deu origem as aulas anteriores. 
O texto complementar utilizado está em anexo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VARELA BARCA 
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA PROFESSOR: JEFFERSON EUFRÁSIO 
 
TEXTO COMPLEMENTAR – PRÁTICAS CORPORAIS IV: DANÇA 
 
 Nosso corpo é linguagem! Podemos nos expressar por meio de ações, gestos, movimentos e relações 
com as outras pessoas e com o espaço ao redor. 
 Ao longo do tempo, o ser humano desenvolveu diferentes formas de expressão, como a interpretação 
no Teatro e no Cinema, as coreografias na Dança e o canto na Música. Todas elas costumam envolver questões 
estéticas, filosóficas e políticas. Para entender melhor essas manifestações, vamos analisar uma apresentação 
da cantora Beyoncé, em 2016, na final do campeonato de futebol americano conhecido como Super Bowl. Essa 
apresentação está disponível no YouTube no endereço https://www.youtube.com/watch?v=SDPITj1wlkg 
 Nessa ocasião, tanto a coreografia quanto o figurino fizeram alusões aos Panteras Negras – partido da 
década de 1960 que lutava pelos direitos civis dos afrodescendentes nos Estados Unidos, denunciando a 
violência policial que sofriam. Dessa forma, embora a principal ferramenta de um cantor seja a voz, nessa 
apresentação, Beyoncé lançou mão de muitos elementos de comunicação corporal, conferindo à sua 
performance um caráter fortemente político. 
 Como você viu, na apresentação de Beyoncé, a Dança se relaciona com diversas linguagens artísticas, 
por exemplo, o Teatro e a Música. Além disso, a Dança tem sido uma maneira muito comum de se expressar. 
Ela pode ser uma forma de lazer, de celebração religiosa, de criação artística, de atividade esportiva ou a união 
de tudo isso. Ela é uma das expressões da linguagem do corpo e usa as possibilidades de movimento para 
simbolizar alegrias, tristezas, vida e morte, para celebrar o amor, a paz, a tradição, entre muitas outras situações 
e sentimentos. 
 
Pense um pouco: Em que momentos você costuma dançar: em festas, em apresentações, quando está só? 
Você dança para se exercitar, para curtir uma música, para se divertir com os amigos? 
 
 Você, provavelmente, já experimentou a dança em algum momento de sua vida. Já parou para pensar 
nos diferentes significados que ela carrega? A dança é uma das práticas corporais mais antigas da humanidade, 
compondo ritos de passagem, costumes, festejos e até mesmo algumas práticas de luta e guerra das sociedades 
de todos os tempos. Há diversos registros dessa prática em todo o mundo, como em pinturas rupestres, que 
retratam essa relação íntima entre as pessoas e a dança desde antigas eras. Antes da fala e da escrita, 
sentimentos e emoções eram transmitidos por meio de movimentos como giros, palmas e batidas de pés no 
chão, o que fez da linguagem corporal um dos principais elementos de comunicação e expressão. 
 Há milhares de maneiras de dançar, do samba de roda à dança contemporânea, do balé clássico ao funk. 
Cada expressão dessa arte reflete elementos da cultura e da identidade de quem dança. Por exemplo, os 
movimentos vigorosos do break refletem aspectos da vida nos centros urbanos dos Estados Unidos. 
 Podemos produzir e consumir Dança nos mais diversos espaços, contextos e plataformas – palcos, 
templos, parques e videoclipes. As formas de dançar são variadas. Entre os jovens, também há diversas 
maneiras de se expressar por meio do movimento. No Brasil, são múltiplos os exemplos, como o break, o forró, 
o samba e as coreografias de axé. Uma nova modalidade de dança que ganhou a internet nos últimos anos é o 
passinho. 
 O passinho é uma expressão bastante popular entre os jovens e foi considerada um patrimônio cultural 
da cidade do Rio de Janeiro, em 2018, por causa da sua relação com a identidade de vários jovens e adolescentes 
das comunidades da cidade. Ela se originou da cultura do funk carioca, misturando-se a elementos de outras 
danças, como o frevo, o break e a capoeira, e popularizando-se em vídeos de jovens dançando com seus amigos. 
Com essa divulgação nas redes, a dança do passinho se tornou uma manifestação para muitos expressarem sua 
identidade. 
https://www.youtube.com/watch?v=SDPITj1wlkg
 O corpo que dança é carregado de emoções, sentimentos, desejos, fantasias e experiências tão 
importantes nos processos de criação e composição dos dançarinos quanto a técnica, essencial para a 
prevenção de lesões, para a qualidade de execução e para o resultado estéticodo movimento. 
 A dança, portanto, está presente no dia a dia, de diferentes formas e em variados contextos. Está nas 
ruas, nas casas, nos teatros, nos shows, nas escolas, entre tantos outros espaços. Como representação artística, 
a dança usa o corpo para se comunicar e, juntamente com a música e a dramatização, destaca-se como 
elemento importante da cultura corporal de movimento. 
 Para facilitar o nosso aprendizado, alguns autores fazem uma classificação da dança. Segue um exemplo 
abaixo: 
 
PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO DA DANÇA 
 
 
DANÇAS FOLCLÓRICAS/ÉTNICAS 
Englobam as manifestações populares que caracterizam a cultura de regiões 
específicas de estados e países. Exemplos: maculelê, boi-bumbá, catita, 
carimbó, siriri, chula, chiba, xaxado, coco, frevo, dança de São Gonçalo. Entre 
as internacionais, podemos citar o flamenco, o vira, corridinho, tarantela, 
dabke, entre outras. 
 
DANÇAS CLÁSSICAS 
Agrupam as práticas consideradas tradicionais da dança, que possuem 
reconhecimento internacional. Exemplos: ballet clássico e suas fases, como o 
ballet blanc, as escolas de balé russa, francesa, dinamarquesa, entre outras, o 
jazz e o sapateado. 
 
DANÇAS DE RUA 
Agregam as manifestações que surgiram da expressão urbana. Exemplos: street 
dance, funk, passinho, hip-hop, e seus estilos como break, waacking, locking, 
popping, freestyle, entre outros. 
 
 
DANÇAS CIRCULARES 
Danças realizadas em círculos, envolvendo união e troca de sensações entre as 
pessoas, que valorizam os elementos da natureza e/ou religiosos. Também são 
conhecidas como danças dos povos ou danças circulares sagradas. Exemplos: 
cirandas, danças características de alguns povos como a Irish Mandala 
(irlandeses), danças medievais e danças religiosas feitas em círculo. 
 
DANÇAS DE SALÃO 
Compreende as danças de baile realizadas aos pares. Exemplos: forró, samba 
de gafieira, salsa, diferentes tipos de valsa, chá-chá-chá, bolero, rumba, 
mambo, tango, zouk, samba rock, pagode de salão, sertanejo, entre outros. 
 
 
DANÇAS ELETRÔNICAS 
Esta categoria refere-se às danças que possuem grande expressividade em 
baladas e raves e que as músicas sofreram ampla influência do 
desenvolvimento das tecnologias, apresentando mixagens e muitas batidas. 
Alguns exemplos são o psytrance, rebolation, house, shuflle, tecno, pop, entre 
outros. 
 
DANÇAS CRIATIVAS 
Engloba as práticas voltadas ao tratamento da expressividade e exploração de 
movimentos. Exemplos: brincadeiras e rodas cantadas, jogos rítmicos, 
atividades de expressão corporal, as mímicas e pantomimas (representação de 
uma história através apenas de ações). 
 
Cuidado com o preconceito 
 Nem todos gostam do mesmo estilo de dança ou têm a mesma desenvoltura. Mas todos podem (e 
devem) dançar! Independentemente de gênero, idade, deficiência física ou contexto cultural, qualquer pessoa 
possui essa capacidade de se expressar. Portanto, valorize sempre a Dança, pois essa arte inspira, desperta 
emoções e, é claro, merece respeito. 
 
 
 
 
 
AULA 5: DANÇA, ARTE, HOBBY, ESPORTE... 
Caros alunos, 
Nessa semana vamos pensar a dança como arte, como um hobby e como um esporte. Sem dúvida, a dança é 
uma das mais belas formas de expressão do ser humano. Tem o poder de alegrar, emocionar, divertir, inspirar 
e, apesar da companhia da música, faz tudo sem o uso das palavras. 
Em nossa aula presencial aprofundaremos mais o assunto. 
 
Aguardo todos vocês!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
O TEXTO COMPLEMENTAR PARA ESTUDO ESTÁ EM ANEXO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VARELA BARCA 
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA PROFESSOR: JEFFERSON EUFRÁSIO 
 
PRÁTICAS CORPORAIS: DANÇA – TEXTO COMPLEMENTAR 
 
NOS GIROS DA DANÇA 
 A dança é uma arte! Não, não é… digo, é sim! Mas não somente uma arte, é um hobby e um esporte 
também. Sem dúvida, é uma das mais belas formas de expressão do ser humano. Tem o poder de alegrar, 
emocionar, divertir, inspirar e, apesar da companhia da música, faz tudo sem o uso das palavras. 
 Muito podem dizer os gestos suaves de uma bailarina que interpreta um cisne em seus últimos 
momentos de vida. Um casal dançando tango ou valsa na mais perfeita sincronia e harmonia pode nos remeter 
a uma sensação de sedução e paixão, tudo com muito requinte. O samba, o frevo e o forró contagiam com 
alegria qualquer um que se proponha a observar os passos dos dançarinos. Assim, a dança é um poema em si, 
e poesia para quem estabelece alguma relação com ela, nem que seja a de mero observador. É a substituição 
da palavra pelo movimento. 
 Como hobby, é alívio e prazer. Quem gosta, encontra na dança um meio para fugir do stress do trabalho 
e dos afazeres do dia a dia, aproveitando, ao mesmo tempo, para se deixar levar pelas sensações presentes nos 
gestos e ações. Valéria Christina Maldonado, 42 anos, é aluna de street dance e alega que, tanto para ela quanto 
para as amigas, a dança é uma válvula de escape, um momento para esquecer o mundo e se dedicar unicamente 
a ela. 
 Por outro lado, não há como negar o lado esportivo da arte de dançar. Ora, os músculos não são 
exercitados a cada passo? E os quilinhos perdidos no suor de cada movimento? Não é justo esquecer os 
benefícios físicos que a dança pode trazer. Ajuda a queimar calorias, fortalece a musculatura, melhora o 
condicionamento aeróbico e a capacidade cardiorrespiratória. Além disso, pode trazer benefícios psicológicos 
também, já que o corpo, ao exercitar-se, faz com que o cérebro libere uma substância magnífica chamada 
serotonina, responsável pela sensação de alegria e bem-estar. É... a dança é a parceira perfeita para 
acompanhar todas as etapas de nossas vidas. 
 Luisa Peralta Krauze, 20 anos, professora de street dance, concorda. Para ela, é possível usar a dança 
como forma de praticar um exercício físico ou para se expressar, tanto artística quanto culturalmente. E relata 
ainda que, para si, a dança é uma fuga, um escape do stress, uma forma de se desprender da realidade. 
 O mundo tem mais cor com a dança. E o mais importante de tudo é que todos podem dançar! Sim, 
todos, à sua própria maneira ou limitações, podem usufruir dessa arte do prazer. Basta se permitir. Acredito 
que a expressão “dance como se ninguém estivesse olhando”, na verdade, quer dizer: “ei, esqueça tudo, tire os 
sentimentos da mente e os coloque nos movimentos. E sinta, somente sinta e aproveite a sensação”. 
[...] 
NOVAES, Mariana. Nos giros da dança. Medium, 21 nov. 2014. Disponível em: https://medium.com/bola-da-vez/nos-giros-da-danca-
afa6ae107562. Acesso em: 7 jul. 2020. 
Texto II 
Dança é a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de 
música. [...] É considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos artísticos como a música, o teatro, 
a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir tanto as mais simples quanto as mais fortes emoções. 
O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um meio para adquirir 
conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvolvimento da criatividade e importante forma de 
comunicação. Através da dança, uma pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser 
acompanhada por instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos. 
[...] 
 
SIGNIFICADOS de dança. Significados, 16 jul. 2019. Disponível em: https://www.significados.com.br/danca/. Acesso em: 8 jul. 2020. 
 
 
Texto III 
[...] 
Todos os estilos de dança trazem inúmeros benefícios, como o aumento da flexibilidade, o aprimoramento da 
coordenação motora, a melhora cardiorrespiratória, o aumento da circulação sanguínea, mantêm a pressão 
arterial controlada, ativam o sistema linfático, otimizam o condicionamento aeróbico e, o principal, liberam 
endorfina. Além de ser um exercício físicoexcelente, dançar é também uma grande terapia. Quem dança 
trabalha sua socialização com os colegas da turma, combate a timidez e a depressão, aumenta sua autoestima 
e disposição para enfrentar o dia a dia. É um exercício que interliga mente e corpo. 
[...] 
DIAS, Karina. Os benefícios da dança como atividade física. Portal da Educação Física, 9 jun. 2016. Disponível em: 
https://www.educacaofisica.com.br/fitness2/os-beneficios-da-danca-como-atividade-fisica-2/. Acesso em: 8 jul. 2020. 
 
VAMOS REFLETIR: 
a) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que dança é arte e expressão 
corporal? 
b) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que dança é esporte e atividade 
física? 
 
A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA 
Como integrante do componente curricular de Educação Física, a prática da dança tem alguns objetivos: 
• melhorar e aperfeiçoar as capacidades motoras, tais como agilidade, coordenação, flexibilidade articular e 
ritmo; 
• desenvolver as potencialidades socioemocionais que favoreçam a cooperação, a socialização e a liderança; 
• melhorar a qualidade de vida em relação às aptidões físicas; 
• desenvolver as habilidades motoras e a consciência corporal; 
• aprimorar a consciência rítmica. 
Esses objetivos estão relacionados à nossa consciência de corporeidade. Mas você sabe o que é isso? 
A corporeidade é o modo como o indivíduo percebe-se e compreende-se e situa-se corporalmente, 
permitindo assim processos interativos, expressivos e comunicacionais. Constitui-se em um processo de 
tomada de consciência de si e uma forma de linguagem: a linguagem corporal. Essa consciência é importante 
não só na dança, mas também nas relações cotidianas, uma vez que estamos constantemente utilizando nosso 
corpo, o que faz com que estejamos envolvidos corporalmente em todas as nossas ações. 
Assim, quando uma pessoa pratica atividade física e está atenta à sua corporeidade, sua ação motora 
torna-se mais intencional e consciente. Desse modo, ao realizar a ação motora, o sujeito sente, deseja, 
comunica, enfim, posiciona-se corporalmente de uma forma melhor. 
 
A motricidade voluntária 
A dança é composta de movimentos voluntários, ou seja, que dependem de nossa vontade. Os 
movimentos voluntários, como caminhar, falar, mastigar, são decorrentes da integração do interesse, da 
necessidade e da vontade da pessoa com o complexo funcionamento de seu sistema nervoso. Esse sistema 
contém uma rede de neurotransmissores* que enviam e recebem sinais elétricos do cérebro, local onde são 
processados e transformados em ação. 
Uma atividade física coloca em funcionamento a integração de todos os sistemas orgânicos da pessoa, 
mas sua parte visível é composta pelos músculos, ossos e articulações. Ao saltar em uma direção, por exemplo, 
realizamos ações voluntárias que projetam o movimento e que intencionam percorrer determinada área. Do 
mesmo modo, a dança envolve noções de sentido e de ritmo do movimento. Assim, a manifestação de 
movimentos ou tarefas motoras gerados pela dança envolvem uma cadeia de estímulos em sua execução. 
*Neurotransmissores: moléculas que têm a função de transmitir os impulsos nervosos entre os neurônios. 
 
ABAURRE, M. L. M. Moderna Plus: linguagens e suas tecnologias. v. 3 São Paulo: Moderna, 2020. 
AULA 6: DANÇA E DIVERSIDADE 
Caros alunos, 
Essa semana vamos reconhecer a diversidade presente na dança, refletir sobre a realidade da dança nas 
periferias e da dança praticada pela população idosa e por pessoas com deficiência e analisar o papel da dança 
na Educação Física. 
Em nossa aula presencial aprofundaremos mais o assunto. 
 
Aguardo todos vocês!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
 
O TEXTO COMPLEMENTAR PARA ESTUDO ESTÁ EM ANEXO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VARELA BARCA 
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA PROFESSOR: JEFFERSON EUFRÁSIO 
 
TEXTO DA AULA – O CORPO NA DIVERSIDADE DA DANÇA 
 
OBJETIVOS: 
1. Reconhecer a diversidade presente na dança. 
2. Refletir sobre a realidade da dança nas periferias e da dança praticada pela população idosa e por pessoas com 
deficiência. 
3. Analisar o papel da dança na Educação Física. 
 
É bem provável que a maioria das pessoas, ao observar alguém dançando, foque a atenção na agilidade e na 
beleza dos movimentos corporais; entretanto, há uma multiplicidade de fatores ligados à dança, pois ela faz parte da 
cultura de uma sociedade. 
Dessa forma, além de movimentos corporais, a dança está relacionada às emoções e às intenções da pessoa que 
a executa, ao seu grupo social, ao espaço onde ela é praticada, entre outros aspectos. 
A dança é uma prática social da cultura corporal de movimento, configurando-se de duas formas: a teatral (como 
profissão) e a social (como entretenimento). Por isso, a dança não se resume apenas ao corpo executando gestos e 
movimentos: há uma diversidade de fatores envolvidos nessa linguagem corporal capazes de expressar valores e 
identidades. 
Na escola, a dança se constitui como um dos elementos que favorecem o aprofundamento do autoconhecimento. 
Ela nos permite construir a imagem de nosso próprio corpo e de nossos movimentos, tornando-se essencial para a 
construção da nossa identidade, além de contribuir para a formação da nossa consciência social. 
 
Os diversos contextos da dança 
A dança é uma prática que está muito presente no dia a dia das periferias. Desde os salões, passando pelos 
centros comunitários até as ruas, sua riqueza de movimentos reflete a diversidade populacional desses espaços. 
Como a dança é capaz de refletir comportamentos, crenças e valores, muitos ambientes periféricos geralmente 
desvalorizados conseguem ganhar visibilidade por meio dela. Assim, populações marginalizadas e costumeiramente 
excluídas socialmente constroem espaços e tempos de lazer por meio da Arte. 
 
Que estilos de dança provenientes das periferias você conhece? Quais são suas percepções em relação a esses 
estilos de dança? 
 
Break: mais que uma dança, uma expressão estética 
O hip-hop é um movimento que abrange elementos da moda, da música e do grafite. Além disso, ele possui 
manifestações ligadas à dança: o break. Tal criação artística apresenta características próprias, que são fortemente 
expressas nas músicas e nos movimentos corporais. Por isso, o break pode ser considerado também uma forma de 
socialização. 
No break, é possível perceber a apropriação de elementos do ambiente urbano. Rampas, escadas e calçadas são 
incorporadas aos movimentos coreográficos improvisados, gerando novos desafios e dificuldades na execução dos 
movimentos corporais. As roupas e os acessórios também têm sua importância na composição do figurino para a prática 
dessa dança. 
Além disso, várias palavras e expressões da língua inglesa são incorporadas no hip-hop e, consequentemente, no 
break. Confira abaixo três fundamentos básicos que esses dançarinos executam. 
 
1. Top rock 
 
É uma combinação de passos feita em 
pé antes da execução dos movimentos 
de chão e é muitas vezes usada para 
iniciar a apresentação. 
 
 
2. Freeze 
 
É um passo em que se trava todo o 
corpo, “congelando” o movimento. 
Nesse momento, quem o executa fica 
em uma posição de equilíbrio intensivo. 
3. Footwork 
 
É um fundamento que carrega a essência do break, movimento de chão que envolve passos e 
giros. 
Como o corpo é visto na cultura hip-hop? Quais são os códigos gestuais, linguísticos e comportamentais que 
revelam a natureza cultural desse movimento? 
 
No hip-hop, o corpo comunica por meio do break, com seus passos característicos, que se apropriam de elementos 
do ambiente urbano, como rampas, escadas e calçadas. Além disso, as roupas e os acessórios – que compõem o figurino 
– e a linguagem – como o uso das gírias e a influência da língua inglesa – são elementos que também caracterizam o hip- 
-hop, movimentosurgido na periferia dos Estados Unidos na década de 1970, cujos protagonistas eram jovens imigrantes 
latinos, jamaicanos e afro-americanos. 
A disseminação da cultura hip-hop está fortemente relacionada aos jovens das periferias, sua diversidade e seus 
anseios por espaços públicos de convívio, socialização e lazer. Essa forma de arte faz com que esses jovens se apropriem 
dos espaços disponíveis, estabelecendo por meio do corpo novos significados a eles. 
É na figura dos b-boys e b-girls que esse movimento ganha forma nas ruas, quadras poliesportivas ou escolas. E 
a dança é apenas um dos elementos que compõem sua identidade: seus gestos, suas roupas e suas gírias complementam 
os traços que configuram a originalidade de seus adeptos. 
 
1. Qual é o papel da dança no lazer das pessoas do lugar onde você mora? 
2. Em sua localidade, são realizados encontros ou brincadeiras dançantes? Com qual frequência? Existem 
espaços próprios para a dança? 
3. Por que é importante haver espaços destinados à dança em um bairro ou comunidade, por exemplo? 
 
A dança como socialização 
Como você viu no início deste capítulo, a dança não se restringe apenas à execução de movimentos corporais. 
Ela também é um meio de nos relacionarmos com as pessoas na sociedade. 
Atualmente, entre os tipos de dança mais conhecidos e praticados, estão as danças de salão. Elas configuram um 
constante jogo de interação, em que os corpos reproduzem coreografias entrelaçando-se durante os movimentos. 
As danças de salão têm uma natureza lúdica e proporcionam uma experiência do brincar com o próprio corpo em 
relação ao outro. Nessa prática, há um forte sincronismo com a música e, com isso, desenvolve-se a noção de 
pertencimento ao espaço. Nesse tipo de dança, o conjunto dos movimentos bem-executados, evitando o contato com 
outros casais, cria uma estética agradável aos observadores. 
 
As academias de danças de salão 
Nas últimas décadas, com a popularização das danças de salão, houve um grande aumento na procura por escolas 
e academias de dança – espaços onde ocorrem aulas coletivas e individuais, além de bailes e mostras. Esse aumento na 
procura por aulas de dança gera benefícios não só para a saúde e o bem-estar de seus praticantes, mas também reflete 
na economia, aquecendo o setor de prestação de serviços. 
As academias de dança são espaços que favorecem a elaboração e o desenvolvimento de novas habilidades e 
técnicas. Além disso, nesses espaços, os papéis relacionados ao gênero na dança são discutidos e as velhas tradições 
são reinventadas. Assim, o homem deixa de ter a obrigatoriedade de conduzir a mulher, e ambos adquirem protagonismo 
na condução da dança. Estabelece-se, então, uma relação de troca, baseada na cumplicidade. 
 
1. Quais danças realizadas em pares você conhece? 
2. Como essas danças são executadas? Cite algumas características ou movimentos de que você se lembre. 
3. Você nota atitudes de companheirismo nas danças em pares? Explique. 
 
A dança ao alcance de todos 
Como foi visto até aqui, a dança é uma forma de expressão corporal e um importante mecanismo de socialização. 
Ela é uma prática extremamente benéfica e está ao alcance de todos, sem exceção. 
 
„ Dança na terceira idade 
Ao envelhecer, o corpo vai perdendo, aos poucos, a tonicidade muscular, o equilíbrio, a agilidade e outras funções 
motoras. Junto a essas perdas, podem surgir também problemas relacionados à memória e à sociabilidade. Quando 
praticada pela população idosa, a dança se torna uma forte aliada na manutenção de um estilo de vida saudável, no qual 
os indivíduos misturam lazer e atividade física de baixo impacto. 
A dança fortalece os músculos, ajuda a recuperar a estabilidade motora e melhora a respiração e a circulação 
sanguínea. Ela também possibilita que o idoso desenvolva seus vínculos sociais, importantes em qualquer fase da vida. 
A dança na terceira idade deve ser praticada preferencialmente após uma avaliação médica e sob supervisão de 
um profissional que adapte a prática de acordo com seu público. Dois dos ritmos mais praticados por essa população são 
o bolero e o forró e existe também a modalidade sênior, em que é possível diminuir o ritmo e até mesmo dançar sentado. 
 
„ Dança e (d)eficiência 
A dança para pessoas com deficiência é uma excelente forma de manutenção da atividade corporal, além de 
promover a inclusão social. 
Essa modalidade mostra que não são apenas corpos “perfeitos” e fisicamente bem condicionados que podem 
dançar, e, dessa forma, rompe preconceitos e demonstra a grande complexidade do corpo e suas potencialidades. 
Os benefícios da prática da dança por pessoas com deficiência não estão relacionados apenas à reabilitação física 
ou às finalidades terapêuticas. Atualmente, a prática da dança por essas pessoas vem, aos poucos, tornando-se uma 
forma de manifestação cultural, artística, esportiva e competitiva, provando a versatilidade não só de quem a prática, mas 
também da própria modalidade. 
 
Você já viu pessoas idosas ou com deficiência praticando atividades de dança no lugar onde você vive? Como 
essas atividades podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas? 
 
 
 
ABAURRE, M. L. M. Moderna Plus: linguagens e suas tecnologias. v. 3 São Paulo: Moderna, 2020. 
AULA 7: A DANÇA NOS DIFERENTES CONTEXTOS SOCIAIS 
Caros alunos, 
Nessa semana, você vai conhecer mais sobre o hip-hop, uma cultura de luta, com foco nas danças que compõem 
o movimento. Também vai aprender como essas danças se profissionalizam e ganham espaço em diferentes 
contextos, como a rua, o palco, a televisão e a internet. 
Em nossa aula presencial aprofundaremos mais o assunto. 
 
Aguardo todos vocês!!! 
 
Uma ótima semana!!! 
 
 
 
O TEXTO COMPLEMENTAR PARA ESTUDO ESTÁ EM ANEXO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VARELA BARCA 
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA PROFESSOR: JEFFERSON EUFRÁSIO 
 
TEXTO DA AULA – DANÇAR PARA DIZER O QUE PENSO 
 
Você já sentiu vontade de expressar sua indignação ao deparar com uma situação de injustiça? O que 
faz você querer ser ouvido? De que formas podemos lutar e levantar a nossa voz? Alguns movimentos culturais 
nascem justamente da necessidade de denunciar as injustiças sociais. É o caso do hip-hop. 
A cultura hip-hop abrange diferentes expressões artísticas, como a música, as artes visuais e a dança. 
Fazem parte dessa cultura o MC (mestre de cerimônias) e o rap, na música; o grafite, nas artes visuais; e o 
breaking, na dança. Há também expressões ligadas à literatura, à moda, entre outras manifestações 
socioculturais. 
Nesta aula, você vai conhecer mais sobre o hip-hop, essa cultura de luta, com foco nas danças que 
compõem o movimento. Também vai aprender como essas danças se profissionalizam e ganham espaço em 
diferentes contextos, como a rua, o palco, a televisão e a internet. 
 
LEITURA 1 
Você assistirá ao teaser da obra Dança por correio, do grupo Zumb.boys. O vídeo apresenta uma 
“entrega especial”, que contou com artistas convidados e ocorreu em um bairro periférico da cidade de São 
Paulo, no ano de 2017, em comemoração dos 10 anos do núcleo artístico. Disponível em: 
 
 
Papo aberto sobre a dança 
 
1. Com base no que você viu e no título da performance, descreva em que consiste a Dança por correio. 
2. O que mais chamou a sua atenção nesse teaser? Como lidaria com a situação se ela ocorresse em seu 
bairro e você fosse convidado a participar? 
3. Observe o ambiente em que a apresentação ocorre e o diálogo entre a dança e o espaço. Na sua opinião, 
qual é a intenção dos dançarinos ao propor essa intervenção? 
4. Qual é a importância do espaço em que Dança por correio acontece? Você acha que seria diferente se a 
dança ocorresse dentro de um teatro? Por quê? 
 
Por dentro da dança 
1. O grupo Zumb.boys é uma companhia de dança fortemente marcadapelo breaking. Descreva os movimentos 
desse tipo de dança observados no vídeo. Você conhece o nome de algum deles? Já dançou breaking ou algo 
parecido? 
2. Assista novamente ao trecho que se inicia em 3:13, em que o dançarino realiza um salto-mortal. De que 
outra prática corporal esse movimento pode ter sido trazido? Quais são as características dele e as exigências 
físicas e motoras para realizá-lo? 
3. Descreva as reações do público e suas interações com os dançarinos. O que acontece quando uma pessoa 
do público recebe a carta em que está escrito “Não me olhe”? 
4. Observe a forma como o vídeo é filmado e editado. Na sua opinião, as opções feitas pelo cinegrafista 
contribuem para transmitir a manifestação artística a quem não assistiu à apresentação ao vivo? O que é 
possível destacar no modo como a filmagem foi realizada considerando a proposta desse espetáculo? 
 
Dança por correio é uma espécie de jogo lúdico; de forma leve, convida o público a participar. No entanto, o 
Zumb.boys também possui obras mais contundentes, que discutem as injustiças sociais, como a dança O que 
se rouba (2015), em que o grupo faz uma análise sobre o desejo humano de possuir bens materiais e imateriais. 
Acesse o vídeo dessa dança na internet. 
 
Você sabe por que o movimento hip-hop tem esse nome? Trata-se de uma associação das palavras hip 
(quadril, em inglês) e hop (saltar, também em inglês). Assim, a expressão hip-hop (“saltar balançando o quadril”) 
refere-se originalmente ao breaking. Quando o breaking surgiu nos Estados Unidos, na década de 1970, 
dançarinos organizavam bailes e festas nas ruas, nos ginásios e nas escolas, estimulando os jovens a dançar 
em vez de brigar. Os grupos também incentivavam o grafite como forma de arte, e não apenas como uma 
maneira de demarcar territórios. O mais famoso desses grupos foi a Universal Zulu Nation, que tinha como líder 
o DJ Afrika Bambaataa, responsável por batizar, no início dos anos 1980, o movimento que já existia havia 
algum tempo. 
O breaking foi a primeira manifestação de dança no movimento hip-hop, mas, posteriormente, foram 
incorporadas a ele outras formas de dançar, como locking, popping, hip-hop dance, house dance, wacking, 
entre outras. Hoje, “dançar hip-hop” significa praticar qualquer uma dessas danças urbanas ou todas elas. 
A dança breaking ocorre em diferentes contextos e apresenta como uma de suas principais 
características as batalhas, isto é, quando os dançarinos competem entre si. Conheça uma cypher (ou batalha 
de dança): https://www.youtube.com/watch?v=ex6vGMOJBes 
 
Bate-papo de respeito com Márcio Greyk, diretor do grupo Zumb.boys. 
 
“A nossa intenção é expor tudo o que pode ser roubado, e não nos ater apenas aos roubos materiais. Roubos 
imateriais certamente são roubos concretos e de reverberações tão 'violentas' quanto qualquer outro. O grande 
roubo nesse caso, para nós, é o roubo do possível. Quando a sociedade diz a um indivíduo aonde ele precisa 
chegar, mas não apresenta condições e recursos para que ele possa ir, como uma educação de qualidade, 
hospitais, segurança pública, ela está roubando o desenvolvimento desse indivíduo. É desse roubo das 
possibilidades de poder construir e de poder ser que estamos tratando. O roubo da oportunidade, da infância, 
da vida, dos sonhos, do direito à igualdade.” 
 
Você concorda com o diretor do grupo Zumb.boys? Na sua opinião, como a sociedade rouba a infância, 
a vida e os sonhos dos indivíduos? Você se sente injustiçado de alguma forma? Acredita que a arte 
possa ser uma maneira de denunciar os problemas sociais? 
 
LEITURA 2 
 
Assista ao teaser da obra Nêgo (eu.ele.nós.tudo preto), apresentada nos EUA em 2014 pela Companhia 
Urbana de Dança, e conheça esse grupo formado por dançarinos brasileiros de hip-hop que alcançaram 
reconhecimento internacional a partir dos trabalhos acadêmicos de Sônia Destri Lie. Disponível em: 
. 
A Companhia Urbana de Dança também foi responsável por criar a coreografia da abertura de um 
popular programa de televisão. Assista ao vídeo em: . 
 
Papo aberto sobre a dança 
1. Associe o título Nêgo (eu.ele.nós.tudo preto) à dança apresentada no teaser que você viu. Do que essa obra 
trata? 
2. Você acha que, ao realizar uma coreografia para a abertura de um programa jornalístico popular, o valor 
político do hip-hop, associado às críticas sociais, é diminuído? Por quê? 
3. O vídeo de abertura do programa de TV conta com recursos que particularizam a apresentação de dança 
em relação àquelas mais frequentes. Que recursos você observou? Qual das apresentações mais o instiga a 
conhecer o trabalho da companhia? Por quê? 
4. Que elementos das danças urbanas da cultura hip-hop você consegue identificar nas apresentações 
registradas nos vídeos? E da dança contemporânea? 
 
Assim como a Companhia Urbana de Dança, o Grupo de Rua, outro grupo do estado do Rio de Janeiro, 
dirigido por Bruno Beltrão, obteve reconhecimento internacional com um trabalho baseado nas danças da 
cultura hip-hop, mas que ganhou roupagem contemporânea nos palcos. Conheça uma das obras do grupo: 
. 
 
Intenção em movimento 
A origem do movimento hip-hop remonta aos sound systems, aparelhos de som que se colocavam nos 
porta-malas dos carros, nos guetos jamaicanos, para animar os bailes. Nesses bailes, os MCs costumavam 
discursar – usando uma espécie de “canto falado” – sobre assuntos como a violência nas favelas de Kingston, 
capital da Jamaica, entre outros temas relacionados às injustiças sociais. 
No final da década de 1960, muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os EUA por 
causa de uma crise socioeconômica que se abateu sobre a ilha. Assim, forçado a deixar sua terra natal, o DJ 
jamaicano Kool Herc foi para os EUA e introduziu nos bailes da periferia da cidade de Nova York a tradição dos 
sound systems e do canto falado, inspirando os DJs estadunidenses e, por consequência, dando origem aos 
rappers. 
Na dança, o breaking surgiu influenciado pelos imigrantes porto-riquenhos, que expressavam suas 
insatisfações políticas por meio da expressão corporal. Tanto latinos quanto afrodescendentes sofriam 
injustiças sociais e encontraram na cultura hip-hop uma forma de se manifestar e reivindicar direitos em um 
país estrangeiro. 
Você já sabe que na cultura hip-hop existem várias danças urbanas. Com o grupo Zumb.boys, conheceu 
o breaking e seus movimentos no nível baixo (chão). 
 
 
Vários autores. Se liga nas linguagens. v. 6. São Paulo: Moderna, 2020. 
https://www.youtube.com/watch?v=ex6vGMOJBes
AULA 08: SEMANA DE AVALIAÇÃO DO 1º BIMESTRE 
Caros alunos, chegou o período da nossa AVALIAÇÃO DO 1º BIMESTRE. Leiam com bastante atenção e cuidado 
antes de responder as questões. 
Desejo Boa Sorte para todos e uma ótima semana!!!

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