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Maria Nilza: A jornada contra o câncer de mama SENAC (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM) Turma 127 Alunas: Denise Machado, Dulcineia Sobrinho, Tatiane Carvalho Roselma Rodriguez Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. No Brasil, são estimados cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama anualmente para o triênio 2023-2025, sendo a principal causa de morte por câncer entre as mulheres O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Carcinoma é um tipo de câncer que se origina nas células epiteliais. Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento Os dados do INCA mostram que as regiões Sul e Sudeste têm as maiores taxas de incidência de câncer de mama no Brasil, enquanto a região norte apresenta as taxas mais baixas. Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento Câncer de Mama no Brasil por Região (Estimativa 2023): Região Sudeste: 39.330 casos novos Região Sul: 11.230 casos novos Região Centro- Oeste: 4.950 casos novos Região Nordeste: 15.690 casos novos Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento Região Norte: 2.410 casos novos No Acre, foram registrados mais de 670 casos de câncer de mama entre 2019 e julho de 2023, com 64 novos casos e 4 óbitos no período de janeiro a julho de 2023. Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento a idade avançada, Exposição a hormônios (como a terapia de reposição hormonal pós-menopausa e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais), história reprodutiva (primeira menstruação precoce, menopausa tardia, nenhuma gravidez ou primeira gravidez tardia, e não amamentar), sedentarismo Histórico familiar e pessoal da doença, Sobrepeso e obesidade (especialmente após a menopausa), consumo de bebidas alcoólicas, e exposição a radiações ionizantes e certas substâncias químicas. Os fatores de risco para o câncer de mama incluem: Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento Exame Clínico das Mamas Exame Clínico das Mamas Exames de Imagem Exames de Imagem Biópsia e análise histopatológica Biópsia e análise histopatológica O diagnóstico do câncer de mama envolve a combinação de exame clínico das mamas, exames de imagem (como mamografia e ultrassonografia) e a realização de uma biópsia para confirmar a presença e o tipo do tumor através de análise laboratorial. É fundamental a avaliação médica para interpretar os achados e determinar a necessidade da biópsia, que é essencial para a confirmação definitiva da doença. Câncer de mama Fatores de risco Diagnóstico Tratamento O tratamento do câncer de mama é individualizado, envolvendo uma combinação de abordagens local e sistêmica, que podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo (como imunoterapia e terapias com anticorpos) e, em casos específicos, inibidores de PARP. A escolha depende do tipo e estágio do tumor, buscando eliminar as células cancerosas, prevenir a recorrência e preservar a qualidade de vida da paciente. Maria Nilza A história de: Maria Nilza da Silva 55 nos – Rio Branco, AC DESCOBERTA DA DOENÇA E PRIMEIROS SINTOMAS: Como foi que você descobriu o câncer de mama? Resposta: Eu descobri em 2009, quando apareceu um caroço muito pequeno no seio. Eu fazia ultrassom todos os anos, mas sempre dava negativo. O caroço não crescia, nem aparecia nos exames. Quando começou a mudar? Resposta: Ele começou a crescer, ficou achatado e duro. Aí, em 2020, na terceira ultrassom que fiz, finalmente deu o resultado positivo. Esse caroço doía? Resposta: Não no início. Mas depois que cresceu, eu comecei a sentir muita dor nas costas. Além da dor nas costas, você percebeu outros sinais no corpo? Resposta: Sim. Eu sentia uma dor forte nas costas, um peso no braço, e surgiram caroços. A palma da minha mão também ficou toda vermelha, coçando. Há casos de câncer de mama na sua família? Resposta: Sim. Depois de mim, tive uma sobrinha e um sobrinho diagnosticados, e agora tem outro sobrinho também. DIAGNÓSTICO E IMPACTO EMOCIONAL DA NOTÍCIA: Qual foi o desafio do tratamento e como você recebeu a notícia do diagnóstico? Resposta: Quando recebi a notícia, foi muito difícil. Eu entrei na sala achando que seria só mais um exame sem nada, como das outras vezes. Mas o médico pediu para chamar a acompanhante, e naquele momento eu já percebi que tinha dado errado. Eu não conseguia nem entender direito o que ele falava, fiquei nervosa, caída em cima da mesa. Como foi aceitar o diagnóstico? Resposta: No começo foi desesperador, parecia que não tinha saída. Eu passei uma noite inteira sem conseguir dormir, com dores e pensamentos ruins. Mas depois pensei: se eu me desesperar, vai ser pior. Então entreguei tudo nas mãos de Deus e decidi me fortalecer. A gente sente tudo depois que descobre, parece que o corpo começa a doer mais. Pergunta: Quanto tempo faz que você está em tratamento? Resposta: Faz um ano e cinco meses desde que descobri e comecei o tratamento. Pergunta: Nesse período, você precisou mudar hábitos de vida? Resposta: Sim. Tive que mudar minha alimentação, passei a cuidar mais do que eu como. Disseram que eu não podia comer carne de porco nem tomar refrigerante. Caminhada eu quase não faço, tentei algumas vezes, mas senti dor e inchaço. EXAMES, TRATAMENTOS E ROTINA HOSPITALAR: Quais exames você fez no início do tratamento? Resposta: Fiz mamografias e ultrassons. Foram duas ultrassons, uma aqui e outra no Hospital do Amor. Depois precisei fazer exames para a cirurgia, mas a máquina do NACOM quebrou, então fui transferida para o Hospital do Amor, onde consegui continuar o processo. Você ficou internada? Resposta: Não, era só para consultas. Em Porto Velho também não cheguei a ficar internada, apenas consultas e procedimentos. Você conseguiu continuar trabalhando durante esse período? Resposta: Não. Eu já estava sentindo sintomas fortes, não tinha mais força. Pedi para sair do trabalho e logo depois veio o resultado da biópsia confirmando o câncer. Teve acompanhamento psicológico no hospital? Resposta: Não, não tive acompanhamento psicológico. Só no Hospital do Amor havia essa possibilidade, mas como era longe e tinha custo, não consegui fazer. Qual foi o maior desafio nesse processo de tratamento? Resposta: O mais difícil foi a questão das viagens, porque eu precisava me deslocar para os hospitais, o que gerava muito gasto e cansaço. Isso é complicado, porque além da doença, ainda tem essa parte financeira. EFEITOS FÍSICOS, EMOCIONAIS E ORIENTAÇÕES MÉDICAS: Quais foram os impactos físicos do tratamento? Resposta: Sinto muito cansaço, dor no braço e fraqueza. Qualquer esforço me deixa parada, sem conseguir continuar. E os impactos emocionais? Resposta: No começo foi difícil, mas depois eu procurei não me desesperar. Eu não fico pensando se vai voltar ou não, só sigo em frente. Tento não chorar nem me entregar, porque isso enfraquece a mente e atrapalha a recuperação. Que orientações médicas você recebeu? Resposta: Os médicos disseram para não pegar sol, evitar febre, não me isolar nem ficar chorando. Também recomendaram manter uma boa alimentação, com frutas e saladas, e evitar carne de porco e refrigerante. Você mora sozinha? Resposta: Sim, moro sozinha, mas tenho vizinhos e pessoas que passam aqui para me ajudar. Além do câncer, você tem outros problemas de saúde? Resposta: Tenho problema de tireoide e faço reposição hormonal, mas não tenho pressão alta. ROTINA DE VIAGENS, ACOMPANHAMENTO E EXPECTATIVAS PARA O FUTURO: Como é a sua rotina de viagens para o tratamento? Resposta: Preciso ir a Porto Velho com frequência. Geralmente vou de lotação, que custa cerca de R$80,00 (R$20,00 meue R$20,00 da acompanhante, por trecho). Muitas vezes fico o dia todo no hospital, o que é cansativo. O maior gasto é realmente o deslocamento. O hospital oferece apoio para alimentação? Resposta: Sim, eles oferecem refeição tanto para mim quanto para a acompanhante. Como foi depois da cirurgia? Resposta: Depois da cirurgia precisei voltar para retirar os pontos e depois iniciar as sessões de radioterapia. Também faço acompanhamento para controlar os efeitos. Como você se sente hoje em relação ao tratamento? Resposta: Hoje estou mais tranquila. Ainda sinto cansaço e algumas limitações físicas, mas sigo em tratamento e aguardando as próximas consultas. Tento me manter forte e com fé. Qual é a sua maior expectativa para o futuro? Resposta: Espero continuar o tratamento até o fim, recuperar a saúde e não deixar que a doença volte. Quero ter forças para superar e seguir com minha vida. Medicamentos: Tapazol: Reduz a produção de hormônios da tireoide, usado no hipertireoidismo. Cloridrato de Propranolol: Controla pressão alta, arritmias e sintomas de ansiedade. Letrozol: trata câncer de mama hormônio-dependente em mulheres pós- menopausa. Ossodex: Suplemento com cálcio e vitamina D, fortalece ossos e previne osteoporose. DIA DE VISITA: LOCAL DA RETIRADA DO TUMOR: LADO DIREITO AUXÍLIO NA COMPRA DOS REMÉDIOS: Orientações gerais Inclua diariamente frutas, verduras e legumes na sua alimentação. Eles são ricos em nutrientes, como fibras, vitaminas e minerais, e vão contribuir para o bom funcionamento do intestino e para garantir a oferta de todos os nutrientes de que seu organismo precisa. Exclua os alimentos ultraprocessados da sua dieta. Alimentos ultraprocessados são aqueles prontos para o consumo, que não necessitam de preparo, como biscoitos recheados, embutidos, salgadinhos de pacote, refrigerantes, macarrão instantâneo, mistura para bolos, barra de cereal, refrigerantes, temperos prontos e produtos congelados. Falta de apetite Faça pequenas refeições com intervalos de tempo menores entre elas. Tente comer de 2 em 2 horas. Não se preocupe em comer tudo, mas faça um esforço para consumir aquilo que mais te agradar; Tente não pular as refeições, mesmo que não tenha vontade de comer; Sugestões para enriquecer algumas preparações: Adicione azeite ou outro óleo vegetal, creme de leite fresco ou gema de ovo em sopas, purês e mingaus; mingaus e vitaminas de frutas também ficam mais calóricos se você misturar farinhas, como as de aveia, maisena, fubá e arroz. Cuidado: As farinhas ultraprocessadas contêm muito açúcar na composição e, por isso, devem ter seu consumo restrito. São exemplos de farinhas ultraprocessadas as mucilagens e farinhas multicereais, que contêm açúcar na sua composição; nas sopas: varie os vegetais e adicione macarrão, carne, frango e ovo. REFERÊNCIAS: ● INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA, [2022]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt- br/assuntos/cancer/tipos/mama.. ● INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Incidência do câncer de mama. Rio de Janeiro: INCA; 26 set. 2022 (atualizado em 27 set. 2023). Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de- mama/dados-e-numeros/incidencia ● G1. (2023, 3 de outubro). Não dá para romantizar, diz uma das mais de 60 pessoas diagnosticadas com câncer de mama no AC este ano. https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2023/10/03/nao-da- para-romantizar-diz-uma-das-mais-de-60-pessoas-diagnosticadas-com-cancer-de-mama-no- ac-este-ano.ghtml https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2023/10/03/nao-da-para-romantizar-diz-uma-das-mais-de-60-pessoas-diagnosticadas-com-cancer-de-mama-no-ac-este-ano.ghtml https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2023/10/03/nao-da-para-romantizar-diz-uma-das-mais-de-60-pessoas-diagnosticadas-com-cancer-de-mama-no-ac-este-ano.ghtml https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2023/10/03/nao-da-para-romantizar-diz-uma-das-mais-de-60-pessoas-diagnosticadas-com-cancer-de-mama-no-ac-este-ano.ghtml FIM Slide 1: Maria Nilza: A jornada contra o câncer de mama Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10: Maria Nilza Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21: Medicamentos: Slide 22: DIA DE VISITA: Slide 23: LOCAL DA RETIRADA DO TUMOR: Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27: REFERÊNCIAS: Slide 28: FIM