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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 122 
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GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Extensão Rural 
 
 
ORGANIZAÇÕES DE ATER 
 
 
7.1 INTRODUÇÃO 
 
Os serviços de Ater, tanto públicos quanto privados, têm como missão incen-
tivar e dar suporte a projetos voltados para o crescimento rural sustentável. Isso inclui 
atividades nas áreas da agricultura, silvicultura, pesca e extrativismo. O foco é no re-
forço da agricultura familiar e do setor agropecuário como um todo, buscando elevar 
o ganho financeiro das famílias rurais e melhorar seu padrão de vida. Como resultado, 
há também um impulso às atividades agroindustriais. 
Para a execução desses serviços, é imprescindível o suporte de entidades e 
organizações dedicadas a promover a Ater. De acordo com a Pnater, são considera-
das entidades ou organizações de Ater aquelas que têm “a relação permanente e 
contínua com os agricultores familiares e outros grupos alvo da extensão, e que rea-
lizam uma vasta gama de atividades necessárias para o reforço da agricultura familiar 
e o fomento do desenvolvimento rural sustentável, com toda a sua complexidade.” 
Nesse contexto, fica evidente o papel desempenhado pelas entidades de as-
sistência técnica e extensão rural. 
 
 
7.2 ORGANIZAÇÕES DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL 
 
A missão central das iniciativas de extensão rural pública é impulsionar o de-
senvolvimento rural sustentável. Isso é feito por meio de programas de assistência 
técnica que visam elevar os rendimentos das atividades rurais e dos agricultores, me-
lhorar as condições de vida no campo, aumentar a competitividade agrícola e zelar 
pela conservação dos recursos naturais. 
Para alcançar esses objetivos, o Sistema Nacional Descentralizado de Ater 
conta com a colaboração de diversos agentes, conforme estabelecido pela Pnater 
(2007): 
• órgãos públicos de Ater nos níveis municipal, estadual e federal; 
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• entidades de Ater associadas ou em parceria com o governo; 
• serviços especializados em Extensão Pesqueira; 
• associações de agricultores familiares envolvidas em Ater; 
• ONGs que participam de Ater; 
• cooperativas de técnicos e agricultores que promovem ações de Ater; 
• instituições educacionais que realizam ações de Ater em sua região de atu-
ação; 
• Casas Familiares Rurais (CFR), Escolas Família Agrícola (EFA) e demais 
organizações que utilizam a Pedagogia da Alternância e realizam ações de 
Ater; 
• redes e consórcios envolvidos com Ater; 
• outras entidades que sigam os princípios e diretrizes da Pnater. 
 
Atualmente, a presença da extensão rural oficial é notada em praticamente 
todos os municípios brasileiros. Essa ampla difusão faz com que a estrutura se torne 
um ponto de referência essencial no meio rural, atuando como o principal canal para 
as iniciativas de fomento do governo direcionadas à agricultura familiar e aos peque-
nos produtores. 
A concepção do trabalho, das estratégias e da implementação é constante-
mente moldada através de articulações e colaborações institucionais em diferentes 
níveis. Nos municípios, a extensão opera por meio de acordos de cooperação com as 
administrações municipais e suas secretarias relevantes (frequentemente a Secretaria 
de Agricultura e Abastecimento), assegurando o provimento dos serviços essenciais 
para o progresso das comunidades rurais. 
 
Sindicatos de trabalhadores rurais, cooperativas, e associações de agri-
cultores desempenham um papel imprescindível ao longo desse processo, con-
tribuindo ativamente para o suporte à produção e comercialização agrícola. 
 
No âmbito regional e estadual, a dinâmica de parcerias se intensifica através 
do engajamento com entidades ligadas aos Sistemas Estaduais de Agricultura e or-
ganizações cujos projetos abrangem a população rural. Essas partes envolvidas nos 
sistemas de Ater colaboram estreitamente com os governos municipais. Para cada 
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município, são estabelecidas prioridades, projetos e atividades fundamentais, defi-
nindo-se os públicos-alvo e os resultados esperados para impulsionar o desenvolvi-
mento rural e aprimorar a qualidade de vida das famílias. 
No âmbito externo ao governo, a colaboração é intensa com entidades repre-
sentativas de agricultores e produtores, tais como a Federação dos Agricultores, a 
Federação dos Trabalhadores da Agricultura, e a Federação dos Trabalhadores da 
Agricultura Familiar, além das cooperativas (OCB), o SEBRAE, o SENAR, e as princi-
pais instituições de crédito rural, destacando-se o Banco do Brasil. Essas parcerias 
são fundamentais para implementar iniciativas voltadas ao Desenvolvimento Rural 
Sustentável (DRS). 
É igualmente relevante ressaltar o papel das empresas que fornecem insumos 
e suplementos agrícolas, assim como das organizações envolvidas na comercializa-
ção e processamento de produtos agropecuários. Estas dispõem de uma estrutura 
robusta capaz de prestar assistência técnica, especialmente aos produtores de escala 
média e grande. 
 
 
7.3 ENTIDADES PARTICIPANTES DO SISTEMA NACIONAL DE ATER 
 
O fim da Embrater em 1990 levou à desestruturação do sistema oficial de 
assistência técnica e extensão rural, culminando na deterioração da coordenação e 
integração das entidades executoras, o que resultou na degradação da infraestrutura 
até então existente. Esse cenário desencadeou debates sobre a implementação de 
políticas e programas de desenvolvimento rural governamentais por entidades não 
governamentais, sindicatos, associações, cooperativas e empresas privadas. 
No entanto, como essas organizações e entidades se encaixam na trajetória 
da Ater? Este segmento revelará as organizações e entidades que contribuíram para 
o sistema nacional de Ater ao longo do tempo. 
 
7.3.1 Arcabouço institucional da Assistência Técnica e Extensão Rural 
 
Da mesma forma que a desativação da Embrater em 1990, o Movimento dos 
Sem Terra (MST) e o movimento sindical dos trabalhadores rurais, sob a liderança da 
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Confederação Nacional de Trabalhadores da Agricultura (Contag), empreenderam ini-
ciativas para validar politicamente a noção de agricultor familiar. Esse conceito influ-
enciou significativamente as políticas governamentais ao longo dos anos 90, promo-
vendo a reforma agrária e reforçando essa classe de agricultores. 
Consequentemente, em 1996, foi lançado o Programa Nacional de Fortaleci-
mento da Agricultura Familiar (Pronaf), com um orçamento que se expandiu a cada 
temporada. Durante sua fase de consolidação, os movimentos sociais lutaram por um 
serviço de Ater público, gratuito e de alta qualidade, fomentando o interesse em de-
senvolver um modelo institucional descentralizado, plural e sem custos de assistência 
estatal e não estatal. 
Portanto, percebemos que a progressão do setor agropecuário nacional se 
apoia na adoção de diversas políticas públicas federais, estaduais e municipais, atra-
vés do envolvimento de vários especialistas em assistência técnica e extensão rural. 
O setor rural beneficia-se dessas políticas, implementadas tanto por serviçospúblicos 
quanto privados de Ater, focados em uma educação continuada e supervisionada, não 
formal, trazendo benefícios econômicos, sociais e ambientais para a sociedade. A As-
sociação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Asbraer) representa e defende este amplo sistema público de Ater, colaborando com 
parceiros civis, governamentais e privados. 
Os catalisadores de mudança são os mais de 16 mil extensionistas rurais, que 
cobrem 96% dos municípios brasileiros. Estes profissionais integram técnicas e políti-
cas públicas, promovem investimentos governamentais e os levam ao campo, estimu-
lando líderes e comunidades beneficiadas. 
Segue a apresentação das principais instituições públicas de Ater do país. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 19 - Entidades participantes do Sistema Nacional de Ater 
 
Fonte: ASBRAER (2014). 
 
Para centralizar e otimizar a coordenação das políticas de extensão rural e 
assistência técnica no país, em 2013, estabeleceu-se a Agência Nacional de Assis-
tência Técnica e Extensão Rural (Anater). Ligada ao Ministério do Desenvolvimento 
Agrário, sua função é fomentar, coordenar e executar iniciativas de assistência técnica 
e extensão rural, promovendo a inovação tecnológica e a disseminação de conheci-
mentos científicos. A agência também se dedica a apoiar o emprego de tecnologias 
sociais e os conhecimentos tradicionais dos agricultores, além de incentivar o refina-
mento e a implementação de novas metodologias. A criação da Anater teve como 
objetivo estabelecer colaborações com entidades estaduais, instituições e empresas 
do setor, buscando harmonizar as ações em todas as unidades federativas e expandir 
a rede de serviços disponíveis aos seus usuários. Essa instituição tem, ainda, a capa-
cidade de firmar acordos e outras formas de cooperação com entidades internacionais 
e instituições estrangeiras. 
 
 
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7.3.2 Modelo de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR 
 
Para exemplificar, vamos explorar agora o método de Assistência Técnica im-
plementado pelo SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, uma organiza-
ção associada à Confederação Nacional de Agricultura (CNA). Seu propósito é coor-
denar, administrar e executar a educação profissional rural e a promoção social de 
jovens e adultos envolvidos no setor rural em todo o Brasil. 
O modelo inovador de assistência 
técnica lançado pelo SENAR, chamado As-
sistência Técnica e Gerencial (ATeG), é uma 
iniciativa significativa do setor privado e do 
agronegócio voltada para estimular o avanço 
e o desenvolvimento sustentável das ativida-
des rurais no país. Esse modelo também se 
destaca como uma via de inserção no mer-
cado de trabalho para profissionais do Agro-
negócio, além de promover o crescimento de 
pequenos e médios agricultores e de famílias 
agrícolas. Ele visa superar um dos grandes desafios enfrentados pelas propriedades 
rurais, que é a eficiência de sua gestão. 
O SENAR (Serviço Nacional de Aprendizado Rural) tem contribuído, ao longo 
de mais de duas décadas, para a Formação Profissional Rural (FPR) e a Promoção 
Social (PS) de indivíduos no setor rural, desempenhando um papel fundamental na 
elevação da qualidade de vida e no fomento ao desenvolvimento sustentável do país. 
A estrutura do SENAR, devido à sua ampla disseminação, missão e objetivos 
estratégicos, técnicos e operacionais focados na educação do meio rural, introduziu 
em 2013 a Metodologia ATeG. Este modelo visa atender especificamente aos produ-
tores da classe C, além de facilitar a progressão dos produtores das classes D e E 
para uma faixa de renda superior, conforme ilustrado no esquema a seguir. 
 
 
 
 
Figura 20 – Técnico do SENAR a 
campo. 
 
Fonte: Banco de imagens do SENAR (2016). 
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Figura 21 - Classes de Produtores Rurais no Brasil - Atuação do ATeG. 
 
Fonte: Senso Agropecuário (2015) 
 
O programa ATeG do SENAR baseia-se na capacitação gerencial dos agri-
cultores e na difusão de tecnologias avançadas, impulsionando o crescimento de di-
versas cadeias produtivas do agronegócio. Neste contexto, a atuação do técnico, em-
pregando uma abordagem educacional específica que se fundamenta na andragogia, 
é crucial para aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida de agricultores e tra-
balhadores do campo. É previsto que produtores das classes A e B, com condições 
financeiras mais estáveis, busquem sua própria assistência técnica. Portanto, o SE-
NAR prioriza as propriedades das classes C, D e E no âmbito do modelo ATeG. 
O intuito é abranger agricultores de todas as partes do Brasil, ofere-
cendo acesso a um tipo de assistência técnica que está diretamente ligado a um 
sólido programa de capacitação gerencial. Isso inclui as atividades de Formação 
Profissional Rural e de Promoção Social que o SENAR já realiza tradicional-
mente. 
A ATeG define metas específicas tanto para o produtor quanto para o técnico, 
conforme delineado pela Administração Central do SENAR: 
 
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Para o produtor: 
• Promover o empreendedorismo e a gestão sustentável do empreendi-
mento. 
• Aumentar a renda e a produtividade através da busca por eficiência e efi-
cácia. 
• Incrementar a rentabilidade. 
• Determinar o perfil tecnológico, social e econômico dos agricultores assis-
tidos. 
• Desenvolver o planejamento estratégico para as propriedades rurais assis-
tidas. 
 
Para o técnico: 
• Facilitar o ingresso no mercado de trabalho. 
• Apostar na educação continuada. 
• Preparar técnicos extensionistas qualificados, versáteis e voltados para a 
administração do negócio rural. 
 
No modelo operacional da ATeG, espera-se que um técnico acompanhe entre 
25 a 30 agricultores, e para cada grupo de até 15 técnicos de campo, um supervisor 
é designado. Estes supervisores, por sua vez, reportam-se a um coordenador esta-
dual. A supervisão técnica e financeira do sistema ATeG do SENAR é realizada atra-
vés de uma Central de Inteligência, situada na sede da Administração Central do SE-
NAR, em Brasília. 
O processo para os produtores contratarem o serviço da ATeG começa com 
uma reunião de sensibilização, após a qual se espera a adesão dos interessados. 
Com o grupo de produtores estabelecido, dá-se início às atividades da ATeG, que 
envolvem uma visita mensal de quatro horas aos produtores. 
A visita técnica deve ocorrer por meio dos seguintes passos: 
 
 
 
 
 
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Figura 22 - Cinco passos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) 
 
Fonte: SENAR (2016). 
 
Diagnóstico produtivo individualizado 
O processo inicia com a fase de diagnóstico, a ser executada durante as visi-
tas iniciais. Essa etapaenvolve a aplicação de um Questionário Social, que o produtor 
deve preencher para fornecer os dados necessários ao diagnóstico. Paralelamente, é 
fundamental acessar o inventário de recursos disponíveis na propriedade e coletar 
informações técnicas e econômicas obtidas nas primeiras interações do técnico de 
campo com o local assistido. Com estas informações, torna-se viável estabelecer os 
parâmetros necessários para a elaboração de um Diagnóstico Produtivo Individuali-
zado. 
 
Planejamento estratégico 
Após o diagnóstico produtivo individualizado, o próximo passo é a criação de 
um planejamento estratégico anual, elaborado em conjunto pelo técnico e pelo produ-
tor, fundamentado na análise da situação 
presente. A ATeG do SENAR adota o mé-
todo PDCA como padrão para o desen-
volvimento do planejamento estratégico 
das propriedades assistidas. Esse mé-
todo visa o acompanhamento e a adapta-
O ciclo PDCA, ou método PDCA, é uma 
abordagem interativa de gestão que se 
divide em quatro etapas: planejar (plan), 
executar (do), verificar (check) e agir cor-
retivamente (adjust). Essa metodologia é 
empregada para promover o controle e 
aprimoramento contínuo dos processos e 
produtos. 
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ção das estratégias estabelecidas, garantindo que todas as ações estejam alinhadas 
para o cumprimento das metas estabelecidas. 
 
 
Adequação tecnológica 
Na terceira fase, ocorre a implementação das tecnologias estabelecidas no 
planejamento, acompanhada da execução de controles e do monitoramento do pro-
cesso produtivo. Nesta etapa, é crucial que o produtor realize todos os registros ne-
cessários para o acompanhamento da produção. O técnico, por sua vez, oferece mo-
nitoramento e suporte, utilizando um software específico e cadernos de campo forne-
cidos pelo SENAR. Este sistema de registro e acompanhamento é projetado para as-
segurar uma visão clara do progresso da produção e facilitar a identificação de áreas 
que necessitam de ajustes ou melhorias. 
 
Capacitação profissional complementar 
No quarto e último passo, abre-se a oportunidade para realizar treinamentos 
específicos do portfólio do SENAR, destinados aos produtores de diferentes grupos. 
Este estágio visa integrar as ações de Formação Profissional Rural com a Assistência 
Técnica e Gerencial, atendendo assim de maneira eficaz às necessidades dos produ-
tores rurais. O técnico de campo desempenha um papel vital ao identificar as deman-
das de capacitação dos produtores acompanhados. Identificando as principais lacu-
nas no processo produtivo, torna-se possível executar ações focadas que potenciali-
zam o desenvolvimento técnico e gerencial das propriedades. 
Por exemplo, a análise realizada pelo técnico pode revelar a necessidade de 
capacitar os produtores em técnicas de controle integrado de pragas para minimizar 
o uso de inseticidas, ou em métodos para melhorar as condições do solo através da 
adubação orgânica, ou ainda em estratégias para a recuperação de nascentes. Essas 
iniciativas direcionadas contribuem significativamente para o avanço sustentável e efi-
ciente das atividades rurais. 
 
 
 
 
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Avaliação sistemática de resultados 
No quinto passo, após a conclusão do primeiro ciclo produtivo, os técnicos de 
campo e o produtor procedem com a avaliação do modelo de produção e dos resulta-
dos obtidos, utilizando os indicadores de desempenho previamente definidos no pla-
nejamento da propriedade. Esta etapa permite verificar o progresso em termos de 
adoção de tecnologias, aumento da produtividade e melhoria da rentabilidade. 
Os registros técnicos e econômicos feitos diariamente pelo produtor são reu-
nidos e, em seguida, inseridos em softwares especializados pelos técnicos de campo. 
Isso possibilita a análise do custo de produção para cada atividade desenvolvida, for-
necendo dados cruciais para a tomada de decisões no gerenciamento das proprieda-
des assistidas. Os dados coletados durante as visitas são enviados ao supervisor, que 
é responsável pela validação e armazenamento dessas informações na central de 
inteligência do SENAR. 
A análise sistemática dos dados coletados permite que a equipe técnica, em 
conjunto com o produtor, avalie os indicadores técnicos e econômicos das atividades 
e faça escolhas estratégicas para o desenvolvimento da propriedade. Desta forma, o 
SENAR oferece aos produtores rurais um modelo de assistência que integra orienta-
ção tecnológica e suporte gerencial, enfatizando a gestão eficiente do ponto de vista 
econômico. Esse acompanhamento resulta em mudanças significativas nas empresas 
e propriedades rurais, promovendo maior produtividade, aumento de renda e melhoria 
na qualidade de vida no campo. 
 
 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO 
 
1 - Qual é o papel da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Anater)? 
a) Fomentar o uso exclusivo de tecnologias importadas na agricultura. 
b) Limitar a atuação de entidades privadas no setor de assistência técnica. 
c) Fomentar, coordenar e executar políticas de Ater, promovendo inovação tecno-
lógica e conhecimento científico. 
d) Excluir organizações não governamentais do sistema de Ater. 
 
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2 - Qual é o foco principal da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR? 
a) Promover apenas a formação profissional rural sem oferecer suporte gerencial. 
b) Estimular o desenvolvimento sustentável das atividades rurais, superando desa-
fios de gestão nas propriedades. 
c) Focar exclusivamente na capacitação de grandes produtores rurais. 
d) Reduzir a participação de jovens e adultos no setor rural. 
 
3 - Como o SENAR define metas para seus programas de ATeG? 
a) Através de decisões unilaterais do governo federal, sem envolvimento dos pro-
dutores. 
b) Por meio de metas específicas para produtores e técnicos, visando ao empreen-
dedorismo sustentável e à capacitação. 
c) Estabelecendo metas apenas para técnicos, sem considerar as necessidades 
dos produtores. 
d) Ignorando metas e focando apenas na distribuição de subsídios financeiros. 
 
4 - O que representa a metodologia PDCA na ATeG do SENAR? 
a) Uma técnica exclusivamente para avaliação financeira das propriedades. 
b) Um método para a gestão contínua e aprimoramento dos processos produtivos 
nas propriedades rurais. 
c) Um procedimento usado apenas na seleção de tecnologias agrícolas. 
d) Um modelo de capacitação profissional aplicado somente aos técnicos. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1) BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Política Nacional de Assistên-
cia Técnica e Extensão Rural. Brasília, 2007. 
2) ROMANIELLO, Marcelo Márcio; ASSIS, Thiago Rodrigo de Paula. Extensão Rural 
e Sustentabilidade: guia de estudos. Lavras: UFLA, 2015. 
3) SENAR; PRONATEC; Rede e-Tec Brasil. Curso técnico em agronegócio: 
assistência técnica e extensão rural. Brasília (DF): SENAR, 2016. Disponível em: 
https://sistemafamato.org.br/senarmt/wp-
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https://sistemafamato.org.br/senarmt/wp-content/uploads/sites/2/2022/05/Assistencia-Tecnica-e-Extensao-Rural.pdf
 
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content/uploads/sites/2/2022/05/Assistencia-Tecnica-e-Extensao-Rural.pdf. 
Acesso em: março 2024. 
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