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SISTEMA CARDIOVASCULAR - ELETROCARDIOGRAMA
· Eletrocardiograma: É o registro gráfico das correntes elétricas geradas pelo músculo cardíaco, é especialmente útil na identificação de arritmias e na detecção de lesão miocárdica. O padrão eletrocardiográfico consiste em ondas, intervalos, segmentos e complexos.
 
Onda P: Despolarização atrial.
Segmento PR: Representa a passagem do estímulo pelo nodo AV. 
Complexo QRS: Despolarização ventricular. 
Segmento ST: é o tempo entre o fim da despolarização e o início da repolarização dos ventrículos. 
Onda T: Repolarização ventricular.
Onda U: Repolarização das fibras de Purkinje.
Intervalo PR: Representa o tempo necessário para a estimulação do nodo sinoatrial, despolarização atrial e condução através do nodo AV. 
Intervalo QT: Representa o tempo total para a despolarização e repolarização ventriculares.
Obs: No gráfico do ECG cada quadrado pequeno representa 0,04s no eixo horizontal e 1mm ou 0,1 milivolt do eixo vertical.
Intervalo TP: É medido a partir do término da onda T até o início da onda P seguinte, um período isoelétrico 
Intervalo PP: É medido a partir do início de uma onda P até o início da próxima. Determina o ritmo e frequência atriais.
Intervalo RR: É medido a partir de um complexo QRS até o complexo QRS seguinte. Determina o ritmo e frequência ventriculares
TIPOS DE ARRITMIAS
As arritmias podem ser do tipo sinusal, atrial, juncional e ventriculares, e incluem várias subcategorias.
· Arritmias do nodo sinoatrial:
Bradicardia sinusal: ocorre quando o nodo sinoatrial cria um impulso em uma frequência mais lenta que o normal. 
Caracteristicas: 
Frequência ventricular e atrial: Abaixo de 60 no adulto. 
Ritmo ventricular e atrial: Regular.
Formato e duração do QRS: Geralmente normais, porém podem estar regularmente anormais. 
Onda P: Formato normal e consistente, sempre na frente do QRS. 
Taquicardia sinusal: ocorre quando o nodo sinoatrial cria um impulso em uma frequência mais rápida que o normal. 
Caracteristicas: 
Frequência ventricular e atrial: Maiores que 100 no adulto. 
Ritmo ventricular e atrial: Regular.
Formato e duração do QRS: Geralmente normais, porém podem estar regularmente anormais
Onda P: Formato normal e consistente, sempre na frente do QRS, mas pode estar oculta na onda T anterior. 
Arritmia sinusais: O corre quando o nodo sinoatrial cria um impulso em um ritmo irregular, frequência geralmente aumentada com a inspiração e diminui com a expiração. 
Obs: A arritmia sinusal não causa nenhum efeito hemodinâmico significativo e geralmente não é tratada. 
Arritmias atriais 
Complexo atrial prematuro (CAP) ou extrassístoles atrial: Ocorre quando um impulso elétrico começa no átrio antes do próximo impulso normal do nodo sinoatrial. 
Causa: Cafeína, álcool, nicotina, hipervolemia, ansiedade, hipopotassemia, gravidez, isquemia, lesão ou infarto.
Característica principal: Uma onda P precoce e diferente pode ser observada ou estar oculta na onda T e o intervalo P-R esta diminuído.
Pode haver um déficit de pulso (uma diferença entre as frequências apical e de pulso radial. Quando os CAPS são infrequentes, não há necessidade de tratamento. Quando eles são frequentes pode caracterizar um agravamento da doença ou o início de arritmias mais graves.
Flutter atrial: Ocorre em consequência de um defeito de condução no átrio e causa uma frequência atrial regular e rápida, geralmente de 250 e 400 vezes por minuto. Como a frequência atrial é mais rápida que o nodo AV consegui conduzir, nem todos os impulsos atriais são conduzidos para dentro do ventrículo, causando um bloqueio terapêutico no nodo AV. 
Ele o corre geralmente em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, doença valvar e tireotoxicose, bem como após cirurgia cardíaca aberta e reparo de defeitos congênitos. 
O flutter atrial pode causar sinais e sintomas graves, como dor torácica, dispneia e baixa pressão arterial. 
Característica principal: a onda P tem formato serrilhado, essas ondas são denominadas ondas F
Fibrilação atrial: É uma ativação elétrica atrial descoordenada que causa contração rápida, desorganizada e descoordenada da musculatura atrial. Ela esta ligada a um maior risco de acidente vascular cerebral e morte prematura. Os pacientes podem ser assintomáticos ou experimentarem colapso hemodinâmico significativo (hipotensão, dor torácica, edema pulmonar e nível de consciência alterado) 
Em geral a fibrilação atrial ocorre em pessoas de idade avançada com doença cardíaca estrutural, doença inflamatória (pericardite, miocardite), doença das artérias coronárias. 
Característica principal: Sem onda P discernível 
ARRITMIA JUNCIONAIS 
Ritmo juncional: Ocorre quando o nodo AV, no lugar do nodo sinoatrial, torna-se o marca-passo do coração 
Complexo juncional prematuro ou extrassístole atrioventricular: É o impulso que começa na área nodal AV antes que o próximo impulso do ritmo sinusal normal alcance o nodo AV. 
Característica principal: A onda P deve estar ausente seguido de complexos QRS
ARRITMIAS VENTRICULARES 
Complexo ventricular prematuro (CVP) ou extrassístole ventricular: É um impulso que começa em um ventrículo e é conduzido através dos ventrículos antes do próximo impulso sinusal normal. Ele pode ser causado por isquemia ou infarto cardíaco, insuficiência cardíaca, intoxicação digitálica, hipóxia, acidose ou distúrbios eletrolíticos. 
Característica principal: Ritmo ventricular e atrial são irregulares devido ao QRS prococe, criando um intervala RR que é mais curto que os outros, um complexo QRS alargado e uma onda T invertida. 
Taquicardia ventricular (TV) ou Taquicardia paroxística ventricular: É definida como três ou mais complexos ventriculares prematuros seguidos, acontecendo em uma frequência superior a 100 bpm (150 a 250 bpm) e o débito cardíaco diminui. A TV é uma emergência porque o paciente geralmente perde a consciência e não tem pulso. Com frequência é necessário realizar desfribrilação podendo evoluir para uma fibrilação ventricular 
Característica principal: O formato e a duração do QRS é igual ou superior a 0,12s e apresenta formato estranho, anormal. 
Fibrilação Ventricular: É a arritmia mais comum em pacientes com parada cardíaca, o ritmo ventricular desorganizado e rápido provoca um tremor ineficaz dos ventrículos. Nenhuma atividade atrial é registrada no ECG. A causa mais comum é a doença da artéria coronária e o IM agudo resultante; Outras causas incluem TV, amiocardiopatia, valvopatia cardíaca, anormalidades acidobásicas e eletróliticas e choque elétrico. 
Característica principal: Formato e duração do QRS são sinuosas, irregulares, sem complexo QRS reconhecível. 
Assistolia ventricular: Comumente chamada de linha plana, é caracterizada por complexos QRS ausentes, embora as ondas P possam ser aparentes durante um curto período. Não há batimento cardíaco, não há pulso palpável e não há respiração. Sem tratamento imediato, a assistolia ventricular é fatal. 
Anormalidades de condução 
O bloqueio cardíaco são distúrbios da via de condução que interferem na transmissão de impulsos do nodo SA, pelo nodo AV, até os ventrículos. 
O bloqueio cardíaco pode ser de 1° grau, 2° grau ou de 3° grau (também denominado de completo) 
No bloqueio cardíaco de primeiro e de segundo grau, o impulso é retardado. 
No bloqueio cardíaco de terceiro grau o impulso atrial nunca é transmitido e os ventrículos desenvolvem seu próprio ritmo independente do ritmo atrial.
Em geral, a frequência ventricular é baixa (30 – 40 batimentos por minuto)
A instalação de um marcapasso é o tratamento para o bloqueio cardíaco completo.
Bloqueio de 1° grau
O intervalo PR é maior do que 0,2s, a medida do intervalo é constante. 
Bloqueio de 2° grau
O intervalo PR torna-se mais longo a cada complexo QRS subsequente até que exista uma onda P não seguida por um complexo QRS.
 
Bloqueio de 3° grau
Ocorre quando nenhum impulso atrial é conduzido através do nodo AV para dentro dos ventrículos 
O intervalo PR é muito irregular
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