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TÓPICOS EM 
COMPUTAÇÃO I
Professor Me. Danillo Xavier Saes 
Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas 
Professor Esp. Rafael Alves Florindo 
Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso 
Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti
GRADUAÇÃO
Unicesumar
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação 
a Distância; SAES, Danillo Xavier; FREITAS, Janaína Aparecida 
de; FLORINDO, Rafael Alves; VANSO, Rafael Maltempe da; 
GASPAROTTI, Talita Tonsic.
TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO I. Danillo Xavier Saes; Janaína 
Aparecida de Freitas; Rafael Alves Florindo; Rafael Maltempe da 
Vanso; Talita Tonsic Gasparotti. 
Maringá - PR: Unicesumar, 2021. Reimpresso em 2024.
165 p.
“Graduação - EaD”.
1. Tópicos. 2. Computação. 3. EaD. I. Título.
CDD - 22 ed. 004
CIP - NBR 12899 - AACR/2
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário 
João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de EAD
Willian Victor Kendrick de Matos Silva
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Direção Operacional de Ensino
Kátia Coelho
Direção de Planejamento de Ensino
Fabrício Lazilha
Direção de Operações
Chrystiano Mincoff
Direção de Mercado
Hilton Pereira
Direção de Polos Próprios
James Prestes
Direção de Desenvolvimento
Dayane Almeida 
Direção de Relacionamento
Alessandra Baron
Head de Produção de Conteúdos
Rodolfo Encinas de Encarnação Pinelli
Gerência de Produção de Conteúdo
Gabriel Araújo
Supervisão do Núcleo de Produção de 
Materiais
Nádila de Almeida Toledo
Supervisão de Projetos Especiais
Daniel F. Hey
Coordenador de Conteúdo
Danillo Xavier Saes
Design Educacional
Isabela Agulhon Ventura
Iconografia
Amanda Peçanha dos Santos
Ana Carolina Martins Prado
Projeto Gráfico
Jaime de Marchi Junior
José Jhonny Coelho
Arte Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Victor Augusto Thomazini
Qualidade Textual
Hellyery Agda, Kaio Vinicius Cardoso Gomes, 
Yara Martins Dias
Ilustração
Marta Sayuri Kakitani
ISBN papel: 978-65-6137-382-1
ISBN digital: 978-65-6137-383-8
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um 
grande desafio para todos os cidadãos. A busca 
por tecnologia, informação, conhecimento de 
qualidade, novas habilidades para liderança e so-
lução de problemas com eficiência tornou-se uma 
questão de sobrevivência no mundo do trabalho.
Cada um de nós tem uma grande responsabilida-
de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos-
sos farão grande diferença no futuro.
Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar 
assume o compromisso de democratizar o conhe-
cimento por meio de alta tecnologia e contribuir 
para o futuro dos brasileiros.
No cumprimento de sua missão – “promover a 
educação de qualidade nas diferentes áreas do 
conhecimento, formando profissionais cidadãos 
que contribuam para o desenvolvimento de uma 
sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi-
tário Cesumar busca a integração do ensino-pes-
quisa-extensão com as demandas institucionais 
e sociais; a realização de uma prática acadêmica 
que contribua para o desenvolvimento da consci-
ência social e política e, por fim, a democratização 
do conhecimento acadêmico com a articulação e 
a integração com a sociedade.
Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al-
meja ser reconhecido como uma instituição uni-
versitária de referência regional e nacional pela 
qualidade e compromisso do corpo docente; 
aquisição de competências institucionais para 
o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con-
solidação da extensão universitária; qualidade 
da oferta dos ensinos presencial e a distância; 
bem-estar e satisfação da comunidade interna; 
qualidade da gestão acadêmica e administrati-
va; compromisso social de inclusão; processos de 
cooperação e parceria com o mundo do trabalho, 
como também pelo compromisso e relaciona-
mento permanente com os egressos, incentivan-
do a educação continuada.
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está 
iniciando um processo de transformação, pois quando 
investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou 
profissional, nos transformamos e, consequentemente, 
transformamos também a sociedade na qual estamos 
inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu-
nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de 
alcançar um nível de desenvolvimento compatível com 
os desafios que surgem no mundo contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de 
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens 
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica 
e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con-
tribuindo no processo educacional, complementando 
sua formação profissional, desenvolvendo competên-
cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em 
situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado 
de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal 
objetivo “provocar uma aproximação entre você e o 
conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento 
da autonomia em busca dos conhecimentos necessá-
rios para a sua formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cresci-
mento e construção do conhecimento deve ser apenas 
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos 
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou 
seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de 
Aprendizagem, interaja nos fóruns e enquetes, assista 
às aulas ao vivo e participe das discussões. Além dis-
so, lembre-se que existe uma equipe de professores 
e tutores que se encontra disponível para sanar suas 
dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendiza-
gem, possibilitando-lhe trilhar com tranquilidade e 
segurança sua trajetória acadêmica.
A
U
TO
RE
S
Professor Me. Danillo Xavier Saes
Mestrado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (2015). Mestrado 
como aluno especial em Ciências Sociais, pela Universidade Estadual de Maringá 
(UEM) na disciplina de Cultura de Consumo e Sociabilidade (2012). Pós-Graduado em 
Ambientes para Internet, pelo Centro Universitário de Maringá - Unicesumar (2002). 
Especialista em Gestão Empresarial pelo Instituto Paranaense de Ensino (2007). 
Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela Unicesumar de Maringá 
(2000). Coordenador de cursos no EAD Unicesumar desde fevereiro de 2012. 
Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas
Bacharel em Informática pela Universidade Estadual de Maringá (2010). Especialização 
em MBA em Teste de Software pela Universidade UNICEUMA, Brasil. (2012). 
Atualmente cursa Técnico em Qualidade na instituição Senac-PR e Licenciatura em 
Letras - Português/Inglês na UniCesumar. 
Professor Esp. Rafael Alves Florindo
Bacharel em Ciência da Computação pela Faculdades Adamantinenses Integradas 
FAI (2003), possui Especialização em Desenvolvimento de Sistemas Web pela 
Universidade Estadual de Maringá UEM (2008) e Formação Pedagógica - PARFOR 
pela Universidade Estadual de Maringá UEM (2012). Mestrando em Gestão do 
Conhecimento nas Organizações na linha de pesquisa Educação e Conhecimento 
pela (UniCesumar).
Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso
Bacharel em Ciência da Computação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 
de Mandaguari - FAFIMAN (2007), possui Especialização em Engenharia de Sistemas 
pela Escola Aberta do Brasil - ESAB (2010), formação complementar em Tecnologia 
em Telecomunicações e Gerência de Projetos, pela Escola Aberta do Brasil - ESAB 
(2010).
Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti
Graduada em Tecnologia em Processamento de Dados pela Unicesumar de 
Maringá (Unicesumar 2006), especialização em Gestão e Coordenação Escolar 
(Eficaz 2014), cursando Educação a Distância e as Tecnologias Educacionais 
(Unicesumar). 
Caro(a) Aluno(a), seja bem-vindo(a) à disciplina de Tópicos em Computação I. Este livro 
foi feito exatamente para você que gostahttp://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/
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GABARITO
1. D. F, V, F.
2. O conceito BYOD (Bring Your Own Device) vem sendoconfundido com o concei-
to de Consumerização, mas são considerados fenômenos diferentes. A diferença 
entre eles é a origem do dispositivo móvel usado. No BYOD, pertence ao usuário, 
ele o adquiriu e o levou para o trabalho. Na Consumerização, o dispositivo per-
tence a empresa que cede ao colaborador para que ele desempenhe as suas ta-
refas. Essa diferença ajuda na hora de administrar o dispositivo e oferecer acesso 
à rede da empresa ao colaborador que o utiliza.
3. O conceito é o Mobile Tagging, usado para indicar o processo de fornecimento 
de dados em dispositivos móveis, por meio do uso de dados em um código de 
barras bidimensional (2D). O fornecimento das informações é por meio da deco-
dificação e escaneamento por intermédio de um dispositivo móvel como celular 
ou smartphone. Um exemplo de Mobile Tagging é o QR Code. O QR Code é um 
código de barras em 2D, que nos permite gravar vários dados e informações em 
seus códigos e ele é considerado um Quick Response, um código de resposta 
rápida.
4. O foco é na mobilidade e nas características físicas dos dispositivos móveis, que 
podem ser o próprio aparelho físico ou suas qualidades, ou particularidades de 
uso, de comunicação e principalmente, a intimidade com o indivíduo. O Design 
nos dispositivos deve levar em conta a percepção dos usuários pela forma, as 
dimensões do espaço, cor, estilo e como ocorre a comunicação.
5. A. Somente as questões II, IV e V estão correta.
U
N
ID
A
D
E II
Professor Esp. Rafael Alves Florindo
MOBILIDADE E A NOVA ERA 
DIGITAL 
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Descrever os aspectos da tecnologia mobile identificando suas 
tendências futuras: tecnologia flexível, vestível, maior duração de 
baterias.
 ■ Especificar os conceitos básicos da mobilidade: portabilidade, 
usabilidade, funcionalidade, conectividade.
 ■ Fundamentar os conceitos sobre a mobilidade.
 ■ Entender a internet das coisas no mundo mobile.
 ■ Traçar os possíveis usos da tecnologia mobile para os diversos tipos 
de usuários, bem como seus possíveis contras: custo, privacidade, 
questões sociais, segurança e questões ambientais.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Mobilidade: a grande tendência do futuro
 ■ Tecnologia e mobilidade
 ■ Paradigma da mobilidade
 ■ Mobilidade e a nova era da “internet das coisas”
 ■ A mobilização na prática
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a), estamos cada vez mais integrados sobre mobilidade. Nesta uni-
dade, vamos fazer uma abordagem ainda mais interessante de assuntos correlatos 
à mobilidade. Esse tema tem sido utilizado amplamente para identificar os dispo-
sitivos eletrônicos que podem ser utilizados para acessar informações, que estão 
disponíveis mundialmente. Assim, será apresentada a tecnologia que envolve a 
mobilidade com tendência para o futuro.
A Mobilidade já se faz presente no cotidiano das pessoas e das empresas e 
também está adentrando de forma automática nas residências, escolas, órgãos 
públicos entre outros. Dessa forma, é imprescindível que você tome contato com 
as características que permeiam o universo da mobilidade devido a sua expan-
são ter herdado características da revolução industrial do século XXI. 
Essa evolução expandiu as duas grandes áreas que envolvem a informá-
tica e as telecomunicações: redes de computadores sem fio e os dispositivos de 
telecomunicação. A partir do avanço desses dispositivos, os usuários, indepen-
dentemente de seu local físico, podem acessar informações por meio das redes 
sem fio, ou sinais 3G, 4G.
Primeiramente iremos identificar as tendências futuras e atuais da tecnolo-
gia mobile, como elas podem ser flexíveis, serem aderentes ao corpo humano 
e podem ter uma maior duração de baterias, pois este é dos itens mais preocu-
pantes, tanto por parte dos desenvolvedores quanto dos usuários, pois, uma vez 
permitido que o usuário possa se comunicar a qualquer momento e em qual-
quer lugar, a mobilidade muda a forma dos seres humanos interagirem, afetando 
suas relações sociais, familiares, afetivas e profissionais (esse assunto será mais 
explanado nas UNIDADES 4 e 5).
Dando sequência, estudaremos a internet das coisas no mundo mobile e no 
que ela pode colaborar com esta tecnologia. Ela tem como objetivo conectar os 
mais diversos itens eletrônicos que permitam enviar e receber os dados. Estes 
dispositivos possuem tecnologia embarcada para se comunicar, captar sinais e 
interagir consigo mesmo. Desejamos a você um ótimo estudo!
Introdução
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45
MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E46
MOBILIDADE - A GRANDE TENDÊNCIA DO FUTURO
A sociedade atual está convivendo com constantes mudanças que impactaram e 
ainda impactam fortemente todas as áreas, principalmente a do conhecimento 
empregado em dispositivos móveis. Com isso, o diferencial desse conhecimento 
se articula cada vez mais com as tecnologias de informação e comunicação. Os 
serviços e produtos contêm mais e mais conhecimento tecnológico embutido.
Ao longo dos anos, a computação móvel está se tornando cada vez mais bené-
fica para a sociedade e para as empresas. Os dispositivos móveis estão ficando 
mais poderosos, principalmente com o advento de capacidades inteligentemente 
integrada de telefone (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). Com essa inteligência 
empregada, os dispositivos móveis deixaram de ser apenas “telefones celulares”, 
cuja principal função era realizar e receber chamadas. Essa funcionalidade básica 
passa a ser um item quase que sem importância no rol de ferramentas que o dis-
positivo dispõe (LAS CASAS, 2009).
As tecnologias empregadas de rede de comunicação melhoram a sua forma 
de propagação da internet para esses dispositivos, sendo capazes de transferir 
mídia em tempo real. Consequentemente o uso desses dispositivos móveis estão 
em todo o lugar, favorecendo o uso na vida social e profissional da sociedade.
De acordo com o site marketplace.br, o uso dos dispositivos móveis aumenta 
consideravelmente no mundo e o Brasil é um dos países que mais cresce no uso 
dos aparelhos mobiles. O aumento expansivo dos usuários de mobile versus 
usuários desktops, entre 2014 e 2015, pode ser visualizado no gráfico a seguir:
Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro
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47
Figura 1- Crescimento do uso dos dispositivos mobiles
Projeção Global de usuários de desktops vs. usuários
de intenet móvel
2000
1600
1200
800
400
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015U
su
ár
io
s 
de
 in
te
rn
et
usuários de internet móvel
usuários de desktop
Fonte: adaptado de Crescimento… (2016, on-line).
O crescimento analisado a partir do gráfico do site marketplace.br advém desde 
a revolução industrial1, com o surgimento e o aprimoramento de novas tecnolo-
gias da informação e comu nicação (TIC). Esse crescimento impôs à sociedade 
um novo ritmo, que, a cada dispositivo novo, repercute na forma de se comunicar.
O uso dos dispositivos móveis ganha destaque nos dias atuais, devido ao 
avanço da qualidade do sinal da internet móvel, que, por meio de novas tecno-
logias, têm avançado na disponibilização de funcionalidades. De acordo com o 
marketplace.br, o uso de dispositivos mobiles, principalmente os smartphones, 
tem crescido gradativamente, no qual 91% da população mundial possui um 
celular, sendo que 56% são smartphones. Dessa forma, os dispositivos portáteis 
podem ser comparados com um minicomputador com potencial extra, indo 
além de apenas realizar e receber chamadas (LEMOS; JOSGRILBERG, 2009).
Nesse contexto, a comunicação móvel auxilia no crescimento socioeconômico 
na sociedade, perfazendo transformações plausíveis na forma de secomuni-
car. Tomemos como exemplo o uso dos dispositivos móveis para vendedores 
freelancers, que podem ter escritórios móveis, ou repositores de estoques em 
supermercados, atualizando os produtos no estoque, ou ainda o uso de PDAs 
no censo populacional realizado pelo IBGE.
1 Revolução Industrial: é o nome que se dá ao conjunto de transformações na economia com grande 
desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação (BARBOSA; FREITAS, 2014, p. 78).
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Desde os primórdios da telefonia móvel, o 
celular passou por gerações até chegar aos dias 
atuais (esse tópico será melhor estudado na 
unidade IV). De acordo com site Techtudo2, o 
celular teve seu surgimento na década de 70 
com a invenção do Motorola Dynatac 8000X, 
medindo 25 cm de comprimento e 7 cm de 
largura, pesava em média 1 Kg e a sua bate-
ria durava “miseros” 20 minutos, isso porque sua única função era a de realizar 
e receber chamadas. Já no Brasil, os celulares chegaram com quase 3 décadas de 
atraso, ou seja, na década de 90 chegou o Motorola PT-550. E, desde então, eles 
evoluíram muito e se transformaram em um item essencial para o nosso dia a 
dia (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005).
Com o avanço das novas tecnologias, a internet vem colaborando com seus 
usuários em diversas atividades cotidianas, rompendo com as barreiras territo-
riais e temporais. De acordo com Batista e Freire (2014, p. 59),
com o acesso a informação a capacidade de produzí-la e difundí-la se 
ampliam. A mobilidade dos meios de comunicação entre os indivíduos 
torna-os mais livres das limitações de tempo e de espaço para serem 
emissores, receptores, falas, textos e imagens. Paradoxalmente, além da 
sensação de se ter cada vez menos tempo livre, os indivíduos estão mais 
expostos, tendo a sua privacidade como um valor moderno que se esfa-
cela. Pode-se levar o celular a todos os lugares. 
Essas barreiras são rompidas de acordo com a demanda de dispositivos móveis e 
aplicativos que vão surgindo a cada dia. Dessa forma, os dispositivos em conjunto 
com os aplicativos trazem, para as empresas, novas possibilidades de atualiza-
ção oferecendo diferenciais de grande importância ao cliente (SEBRAE, 2015).
Você sabia que as mudanças no universo mobile estão acontecendo cada vez mais 
rápido? Vamos conferir a pesquisa realizada pela empresa Quadro Treinamentos 
Empresariais LTDA. disponibilizada em seu Blog empresarial, no qual é possi-
vel visualizar que o Brasil é o terceiro país no mundo onde a população passa 
mais tempo na internet, além de termos mais celulares do que pessoas. Sendo 
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assim, temos 80% das navegações realizadas por smartphones ou tablet e 14% 
das navegações são realizadas para transações on-line. 
Os números que foram apresentados são resultados de tecnologias inovadoras, 
nas quais o design do dispositivo móvel sempre será um desafio para os pro-
gramadores, quanto ao layouts responsivos. Esse tipo de recurso tem chamado 
bastante atenção, principalmente por conta dos tablets e celulares de tama-
nhos e resoluções cada vez mais variadas (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). 
Consequentemente, uma boa interface de cliente móvel, melhora a experiência 
do usuário, quanto a emitir instruções (abrir aplicativos) e a receber informa-
ções das aplicações selecionadas (DARIVA, 2011).
Layout responsivo permite programar um site de forma que os elementos 
que o compõem adaptem automaticamente à largura de tela do dispositivo 
no qual ele está sendo visualizado. 
Fonte: Teixeira (2011, on-line)1.
“O mundo ideal seria desenvolver aplicativos para um sistema operacional 
que rodassem em todos os aparelhos com esse SO (Sistema Operacional). 
(Dariva).
“[...] se a velocidade da internet sempre foi algo surpreendente, qual seria a 
velocidade da mobilidade?” (Dariva).
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Segundo Freitas e Barbosa (2014, p.175): 
a produção de ciencia e de tecnologia tem proporcionado novas desco-
bertas que desencadeiam a substituição não só de ferramentas que se 
tornaram obsoletas, mas sobretudo, das diferentes representações que 
o homem construiu de si mesmo.
De acordo com The Future of Mobile Technology3, algumas tecnologias estão 
impactando o universo mobile, como as principais tendências tecnológicas para 
os anos vindouros, são elas: tecnologia flexível, tecnologia vestível e maior dura-
ção das baterias.
TECNOLOGIA FLEXÍVEL
A tecnologia flexível envolve equipamentos de última geração, que são construí-
dos a partir dos materiais que possuem a capacidade de se moldarem ao formato 
desejado. Sendo assim, esses dispositivos flexíveis permitem, cada vez mais, certa 
comodidade e usabilidade, atendendo à necessidade do usuário. 
Figura 2 - Tela flexível
De acordo com Sena (2013), essa tecnologia é construída pelo material de gra-
feno, que permite ser mais flexível e esticável, em decorrência de o seu material ser 
mais fino, mais leve, mais forte, mais transparente. Dessa forma, os equipamentos 
produzidos com esse material terão uma boa condução de calor e de eletricidade.
3 Disponível em: .
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Por sua vez, esses dispositivos possuem vários sensores, que realizam a lei-
tura como, por exemplo: avaliação de condições do meio em que está, bem 
como temperatura e condições de poluição atmosférica, em especial sensores 
que podem indicar problemas de saúde em dispositivos vestíveis (SENA, 2013).
TECNOLOGIA VESTÍVEL
Você já ouviu falar no “Apple Watch”, o relógio da Apple? Esse relógio foi qua-
lificado pelo presidente da Apple, Tim Cook, como “o mais avançado relógio 
criado até hoje”. Para quem ainda não conhece, esse relógio cumpre com o obje-
tivo principal, que é informar a hora, e, como recursos extras, pode responder a 
comandos de voz, medir o ritmo cardíaco, além de efetuar pagamentos de com-
pras como se estivesse utilizando o seu cartão de crédito, entre outras funções.
Figura 3 - Apple Watch
Este você deve ter ouvido falar com certeza: Google Glass. Ele é composto por 
óculos inteligentes com recursos de realidade aumentada, é capaz de tirar fotos 
a partir de comandos de voz, enviar mensagens instantâneas e realizar video-
conferências, e foi desenvolvido pela Google. 
Figura 4 - Google Glass
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A tecnologia vestível é corroborada pela internet das coisas, que tem por 
objetivo conectar aparelhos eletrônicos do dia a dia a máquinas industriais 
e meios de transporte por meio da Internet (SENA, 2013). Os dispositivos 
vestíveis têm como finalidade medir funções corporais, auxiliando a medi-
cina no controle dos problemas de saúdes, proporcionando um bem estar 
aos pacientes. 
De acordo com Sena (2013, p.143), esses aparelhos “são feitos de materiais 
tão evoluídos que terão a capacidade de se moldarem ao formato mais adequado, 
para atender à necessidade de seu usuário, “[...] bem como podem servir de 
complemento para outros dispositivos, como smartphones, por meio da ‘nano-
tecnologia’” (SENA, 2013).
MAIOR DURAÇÃO DAS BATERIAS
A maioria da população não olha para o quesito de bateria quando adquiri o seu 
dispositivo móvel. Esse é um erro fatal, pois a duração da bateria dos smartphones 
continua sendo um dos principais problemas atuaisdos aparelhos que compramos. 
Normalmente, devido à disponibilidade das tecnologias e dos aplicativos, ficamos 
a maior parte do dia conectado a ela, seja via 
dados, via wi-fi, ou “bluetooth”. 
Os dispositivos atuais têm necessitado 
cada vez mais de energia para dar suporte à 
execução dos aplicativos, que, por sua vez, 
chamam a atenção do usuário para várias 
funções. Dessa forma, o consumo de energia 
tem aumentado drasticamente, forçando os 
fabricantes a desenvolverem novas tecnolo-
gias que possibilitem uma maior mobilidade 
com os dispositivos móveis.
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De acordo com Sena (2013, p.132),
o aumento na produção de baterias está diretamente ligado ao consu-
mo de equipamentos eletroeletrônicos, pois ela tem a função de forne-
cer eletricidade para alimentar os equipamentos através da conversão 
de energia química em elétrica.
A tecnologia empregada na construção das baterias dos dispositivos móveis, 
avançou desde as primeiras baterias produzidas no surgimento dos celulares na 
década de 80, a famosa NICd (níquel-cádmo). Este tipo de bateria fazia com que 
o seu aparelho móvel, ficasse plugado mais tempo no carregador de energia, do 
que realmente utilizando (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007).
Essa tecnologia foi substituida pela Ni-MH (hidreto metálico de níquel) 
que era capaz de armazenar mais energia por um período maior de tempo, uti-
lizando menos peso e tamanho. Consequentemente, diminui o efeito do vício 
com relação a memória (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007).
Essa tecnologia também foi superada rapidamente pela tecnologia Li-Ion 
(íon de lítio), pelo fato ser um metal muito leve, com grande potencial energé-
tico e compacto. Esse tipo também foi responsável por eliminar os problemas 
do “vício”, eliminando os efeitos memória (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007).
A Apple desenvolveu uma tecnologia de bateria denominada de LiPo (polí-
mero de lítio), na qual possui a mesma matéria prima da Li-Ion, tendo como 
principal diferença, ser mais maleável e com maior duração de energia. Devido ao 
fato dessa tecnologia ser mais flexível, permite uma diminuição dos dispositivos 
com relação ao tamanho e ainda são mais finos, permitindo assim o surgimento 
de dispositivos flexíveis (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007).
Bluetooth: Bluetooth é uma arquitetura de camadas de protocolos para 
redes sem fio, com baixo alcance. Foi especificado, em 1998, por um consór-
cio, batizado de Bluetooth, e formado inicialmente pelas empresas Ericsson, 
IBM, Toshiba, Nokia e Intel. O objetivo era possibilitar o uso de diversos dis-
positivos como fones de ouvido sem fio, conexões com aparelhos de rádio 
automotivos para transmissão do som, rede sem fio entre aparelhos com a 
tecnologia embarcada.
Fonte: Sena (2013, p. 135).
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COMPUTAÇÃO UBÍQUA
De acordo com o estudo da unidade I deste livro, temos que a computação ubí-
qua utiliza duas grandes áreas: redes sem fio e dispositivos móveis. Sendo assim, 
o usuário pode acessar as mais diversas informações em qualquer lugar, inde-
pendentemente da sua localização física ou de sua mobilidade. Com toda essa 
evolução, a tecnologia possibilitou ao “mundo mobile” uma grande expanção 
de serviços computacionais a fim de resolver problemas de variadas espécies 
como “acessar informações em um site de notícias em um dispositivo móvel.”
Entretanto, como todas tecnologias apresentam suas barreiras, não seria dife-
rente com a computação ubíqua. Essa tecnologia busca constantemente reunir 
esforços para contornar alguns desafios impostos pela sociedade que a “consome”. 
Podemos visualizar alguns desses desafios da computação ubíqua, destinados aos 
dispositivos móvies (BARBOSA, FREITAS, 2014), no quadro a seguir:
Quadro 1 - Desafios da computação ubíqua
CARACTERÍSTICA MOTIVO
Mobilidade Acesso de qualquer lugar, em qualquer tempo.
Sensibilidade ao contexto Perceber contexto, inferir intenção e detectar 
mudanças.
Gerência de contexto Ajustar ambiente em resposta a uma informação 
percebida.
Interação transparente 
com o usuário
Fundir interface do usuário com o mundo real. 
Focar na interação.
Invisibilidade Permitir que computadores desapareçam no 
entorno.
Fonte: adaptado de Barbosa e Freitas (2014).
O que fazer com inúmeros tipos de produtos industrializados com a explo-
são do século XX, cujo o seu ciclo de vida, por conta das demandas de pro-
dução, se tornam obsoletas? (os autores).
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Os desafios acima relacionados, podem ser encontrados nos recursos e serviços 
disponibilizados para os usuários. Esses desafios, por sua vez, sofrem constantes 
atualizações, moldando-se ao longo do tempo. Outro grande problema encon-
trado está em relação ao hardware destes dispositivos, pois como são pequenos, 
podem possuir poucas capacidades computacionais, de energia e memória. 
Dessa forma, os sistemas operacionais produzidos para esses dispositivos, 
devem realizar um gerenciamento de recursos consistente, de maneira que pos-
sam prolongar o tempo de vida da aplicação e da bateria. Sendo assim, esse 
gerenciamento deve permitir que o usuário disponha de um bom aplicativo e de 
hardware suficiente e ágil, caso contrário, o usuário trocará de aparelho.
TECNOLOGIA E MOBILIDADE
A partir dos estudos realizados no tópico MOBILIDADE: A GRANDE 
TENDÊNCIA DO FUTURO, representamos as tendências atuais sobre a tec-
nologia mobile. Neste tópico, realizaremos a abordagem das tecnologias da 
Mobilidade nas quais um dispositivo móvel deve possuir determinadas caracte-
rísticas: mobilidade, portabilidade, conectividade, usabilidade e funcionalidade.
MOBILIDADE
A mobilidade aplicada em dispositivos móveis atuais vem impactando na tomada 
de decisão quanto à escolha de um dispositivo que possa ser movido com facilidade. 
Essa facilidade vem sendo permitida pelo poder da livre comunicação, incorporando 
mais funcionalidades e tornando-os mais parecidos com computadores.
Tomemos como exemplo a compra de um dispositivo móvel: os primeiros 
celulares foram considerados como “tijolos” com relação aos dispositivos atuais. 
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Esses dispositivos possuíam pouca portabilidade, em decorrência do seu peso e 
tamanho, assim, inviabilizava a sua locomoção. Já os dispositivos atuais denomina-
dos smartphones, além de fornecerem a função de telefonia, são pequenos, leves 
e fornecem vários serviços ao consumidor (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005).
Nos últimos anos, a evolução da tecnologia vem viabilizando os equipamentos 
móveis, pois estão cada vez menores e mais poderosos. O advento das tecnologias de 
comunicação sem fio (wirelles) permitiu aos equipamentos acessar diversos serviços 
disponíveis em qualquer lugar e a qualquer momento (BARBOSA; COSTA, 2014).
Os autores Lee, Schneider e Schell (2005, on-line) definem mobilidade em 
dispositivos móveis como “possibilidade de deslocar e ser deslocado com facili-
dade”. Contudo, para que esse deslocamento seja possível, os dispositivos devem 
ser portáteis funcionais e devem oferecer aos consumidores um conjunto de apli-
cativos, sendo capaz de conectar-se a redes de telecomunicação.
Os dispositivos móveis podem ser considerados como derivados da minia-
turização dos computadores, caracterizados pela expressão ubíqua com relação 
a sua conectividade (SILVA, 2009). A conectividade está ligada à comunicação 
sem fio que elimina a necessidade do usuário manter-se conectado à infraes-
trutura física (MATEUS; LOUREIRO, 1998).Dessa forma, os usuários podem 
acessar cada vez mais os serviços, independente de onde estejam localizados.
Para Mateus e Loureiro (1998), para haver a mobilidade em dispositivos, 
é necessário ter capacidade de comunicação ilimitada, com uma autonomia 
de energia, e limites físicos de hardware para garantia de portabilidade. Sendo 
assim, essa mobilidade completa as necessidades dos usuários de estar on-line o 
tempo todo, ficando contatável com qualquer dispositivo e poder também con-
tatar, de forma rápida, quem por ventura se procure.
A mobilidade é uma realidade necessária para a sociedade contemporânea, 
que tem a necessidade de uma locomoção e comunicação na velocidade da luz. 
Contudo a mobilidade está desconstruindo e construindo uma nova forma dos 
seres humanos se comunicarem ou interagirem, afetando, dessa forma, suas relações 
sociais, familiares, afetivas e profissionais, como já pontuamos na unidade anterior.
Mas, para que essa mobilidade aconteça em um dispositivo móvel, ele deve 
conter algumas características, tais como: portabilidade, usabilidade, funciona-
lidade e conectividade. Vamos estudar cada uma delas a seguir.
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PORTABILIDADE
Hoje em dia, devido ao avanço das Novas 
Tecnologias de Informação e Comunicações 
(NTICs), os dispositivos móveis ganharam 
mais espaço na área das telecomunicações 
com a miniaturização dos computadores 
em pequenos aparelhos que se podem car-
regar no bolso. Por sua vez estes aparelhos 
começam a incorporar mais funcionalidades, 
tornando-os mais parecidos com os compu-
tadores desktops.
Para Lee, Schneider e Schell (2005, p. 2), a portabilidade pode ser “definida 
como a capacidade de ser facilmente transportável”. Essa capacidade de ser facil-
mente transportável está ligada ao seu tamanho, peso, consumo de energia (peso 
da bateria) e a ergonomia. Contudo deve ser levado em conta o tamanho, nem 
muito grande nem muito pequeno, pois, quanto maior for o dispositivo, menor 
será a portabilidade, porém o usuário terá facilidade de uso. Agora, quanto menor 
for o aparelho, é maior a portabilidade, podendo dificultar o uso do dispositivo.
USABILIDADE
A usabilidade é um dos grandes fatores de sucesso da mobilidade de disposi-
tivos mobile, nos quais os fabricantes se preocupam quanto ao layout de sites, 
interfaces de aplicativos e de sistemas operacionais. Uma parte dos fabrican-
tes de dispositivos desktops não se preocuparam com a usabilidade de seus 
dispositivos, por diversos usuários em diversos ambientes. Agora, um dispo-
sitivo móvel, a mobilidade deve ser um fator de suma importância, pois os 
dispositivos devem ser utilizáveis por tipos de pessoas diferentes em diver-
sos ambientes.
Porém a usabilidade depende do layout correto, tanto físico quanto o layout das 
telas dos aplicativos. No desktop, o usuário, quando navega ou utiliza aplicativos, 
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tem a possibilidade de uma tela maior, pode minimizar janelas e abrí-las de forma 
facilitada. Já nos dispositivos móveis, esse tipo de atividade não é tão simples assim, 
tudo depende da usabilidade empregada nos dispositivos, pois, qualquer dificul-
dade encontrada, o usuário se remete automaticamente ao dispositivo desktop, 
pela facilidade de uso.
Uma das principais dificuldades encontradas está no teclado dos dispositi-
vos, pois, quanto menor for o dispositivo, mais juntas ficarão as teclas, e quem tem 
dedos mais grossos encontrará dificuldades em utilizar o dispositivo móvel. Além 
disso, temos a usabilidade quanto às características do ambiente em seu uso, pois 
dependendo do local e da condição de trabalho, será necessário um tipo de equipa-
mento. Por exemplo, se você é um trabalhador operacional, ou estudante, ou outros, 
porém permanece um longo período do dia sentado, digitando texto, utilizando 
aplicativos, então o dispositivo correto seria um computador desktop. Já se você for 
um vendedor, um taxista, office-boy, entre outros, que se locomove muito, precisa 
trocar mensagens, ver e-mails rápidos, o correto seria um tablet ou smartphone.
Um outro tipo de dificuldade que podemos citar é a velocidade de inicialização 
e a segurança dos dados pessoais do usuário estar comprometida. Os dispositivos 
devem proporcionar uma capacidade de armazenamento boa, que funcione tanto 
para aplicativos quanto para arquivos pessoais. A maioria dos fabricantes dos 
smartphones disponibilizam serviços em nuvem para seus usuários, evitando, dessa 
forma, a perda dos arquivos pessoais, caso algo ocorra com o aparelho.
PARADIGMA DA MOBILIDADE
A mobilidade é um dos fenômenos mais importantes da sociedade contemporânea, 
provocada pelo avanço tecnológico que permite inúmeras possibilidades com novas 
soluções. Dessa forma, a tecnologia mobile busca suprir as necessidades da socie-
dade com a troca de informação, facilitada pela evolução tecnológica. Sendo assim, 
a mobilidade permite o acesso a diversos meios, a partir de dispositivos como os 
Paradigma da Mobilidade
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smartphones e os tablets, e novos hábitos comunicacionais surgem na sociedade.
De acordo com Fé (2008, p. 63),
o termo mobilidade origina-se do latin mobilis, que abrange inúmeros 
significados, entre os quais, fácil de mover, livre, não fixo, não firme, 
flexível, ágil, rápido. Na atualidade, o conceito esta relacionado tam-
bém com o “trabalho móvel”, referente à possibilidade de indivíduo em 
movimento realizar trabalho a qualquer hora e em qualquer lugar, por 
meio de tecnologias móveis.
A computação móvel tem como base o aumento da capacidade de mover-se 
fisicamente com diversos serviços computacionais. Sendo assim, o computador 
tornou-se um dispositivo sempre presente e que expande a capacidade de um 
usuário utilizar os serviços que um computador oferece, independentemente de 
sua localização. Combinada com a capacidade de acesso, a computação móvel 
tem transformado a computação em uma atividade que pode ser carregada para 
qualquer lugar.
O crescimento do mobile só é possível graças a constante evolução e moder-
nização dos aparelhos. Lembra quando o primeiro telefone celular pesava 
aproximadamente 40 kg? Ele evoluiu e passou a pesar quase 1 kg. Hoje, temos 
uma diversidade de modelos e de tecnologia, permitindo que o uso do celular 
possa quebrar limites e paradigmas na sociedade.
A comunicação móvel vai além do celular, temos outros aparelhos que podem 
utilizar a rede celular ou redes sem fio para acessar a internet, tais como: leitores 
de livros digitais, como o iPad, os computadores de bolso (PDA) e as plataformas 
de jogos, como o PSP da Sony e o Nintendo DS. Temos também os tocadores 
de MP3 da Apple, o iPod Touch. Apesar desses dispositivos não serem telefones 
celulares, em especial o smartphone, eles têm capacidade de acessar a internet 
via Wi-Fi e rodar aplicativos e jogos.
O ser humano que está vivenciando a sociedade contemporânea vive num 
ritmo cada vez mais acelerado, mas, ao mesmo tempo, se depara com diversos 
e pequenos momentos em que não temos nada para fazer. Como, por exemplo: 
aeroporto, no salão de beleza ou fila do banco. E o que fazemos nessas situações? 
Agarramos o celular para passar o tempo navegando na web, jogando, participando 
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de redes sociais entre outros, ou mesmo apenas para ficar olhando o horário.
Com o crescimento desse mundo digital, milhões de internautas acessam 
a internet pelo celular, via dados ou via Wi-Fi, é preciso que os programadores 
sepreocupem com: responsabilidade. Os dispositivos móveis estão utilizando 
o recurso de responsividade, para permitir a visualização do mesmo conteudo 
para diversos dispositivos.
MOBILIDADE E A NOVA ERA DA “INTERNET DAS 
COISAS”
Constantemente somos bombardeados de dados e informações e, muitas vezes 
nem sabemos de onde vem e para onde vai. Os dispositivos móveis, por sua vez, 
têm uma grande facilidade em captar esses sinais devido a sua mobilidade, em 
locomoção, usabilidade e conectividade.
Lacerda e Marques (2015) afirmam que a atual tecnologia está sendo chamada por 
toda a comunidade de “A Internet das Coisas - Internet the Thinks” e “Computação 
Ubíqua - Ubiquitous Computing”. Ambas tecnologias têm como objetivo conectar os 
mais diversos dispositivos eletrônicos, tais como celulares, tablets, televisores, gela-
deiras entre outros, a dispositivos móveis que possibilitam o envio e o recebimento 
de dados. Por sua vez, esses dispositivos possuem tecnologia chamada de embar-
cada, que permite realizar, captar sinais e interagir consigo mesmo.
Você já se perguntou como funciona as smarts tvs? Ou então como funcio-
nam os computadores de bordo de um carro? Boa parte desses produtos utilizam 
softwares e para funcionar necessitam de um sistema operacional para ser execu-
tado em aparelhos que não são computadores. Assim, eles executam somente os 
softwares confiáveis para os produtos que foram produzidos. Tanto o sistema ope-
racional como o software a ser executado, estão salvos em uma memória ROM.
Para Zambarda (2014), são muitos os equipamentos que estão (ou estarão) 
Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas”
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conectados, como geladeiras, óculos, elevadores e carros. Dessa forma, configu-
ra-se que as informações podem fazer parte da atuação das pessoas no mundo.
Você concorda que, a partir desta interconexão entre os dispositivos está cada 
vez mais fácil procurar informações na internet, já que toda essa tecnologia está 
disponível a qualquer momento por meio de qualquer objeto que utilizamos fre-
quentemente? Assim, nosso cotidiano ficará muito mais produtivo, pois teremos 
várias facetas para obtermos uma notícia por meio de objetos mais próximos 
de forma mais simplificada e agradável. A reflexão a seguir permite pensarmos 
sobre este cenário que estamos vivendo:
Informações estão sendo incorporadas em objetos de uso comum em 
toda parte. Isto muda fundamentalmente a maneira de compreender a 
Arquitetura da Informação, a forma de lidar com suas questões científi-
cas e, definitivamente, a forma de praticá-la. (LACERDA; LIMA-MAR-
QUES apud RESMINI, 2014, p. 7).
Desde a criação da internet por Tim Berners Lee, ela vem tornando-se cada 
vez mais fundamental para a sociedade. Atzori et al. (2010) e Zambarda (2014) 
concordam que atualmente a Internet das Coisas vem ganhando grande des-
taque no cenário das telecomunicações. Esse cenário, por sua vez, está sendo 
Um sistema embarcado (ou sistema embutido) é um sistema microproces-
sado no qual o computador é completamente encapsulado ou dedicado ao 
dispositivo ou sistema que ele controla. Diferente de computadores de pro-
pósito geral, como o computador pessoal, um sistema embarcado realiza 
um conjunto de tarefas predefinidas, geralmente com requisitos específicos. 
Já que o sistema é dedicado a tarefas específicas, por meio de engenharia 
pode-se otimizar o projeto reduzindo tamanho, recursos computacionais e 
custo do produto.
Sistemas como PDAs são geralmente considerados sistemas embarcados 
pela natureza de seu hardware, apesar de serem muito mais flexíveis em ter-
mos de software. Fisicamente, os sistemas embarcados passam desde MP3 
players a semáforos.
Fonte: O que... (on-line)2.
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considerado a revolução tecnológica que pretende representar o futuro da com-
putação e comunicação.
De acordo com Lacerda e Marques (2015), o termo “coisas” pode ser defi-
nido como qualquer dispositivo físico, que tem condições de comunicar-se com 
o mundo externo. Essa comunicação depende do tipo de conexão que o disposi-
tivo possui em suas configurações de hardware e de software, a qual irá permitir 
que o dispositivo comunique-se com outro, com sinais de internet sem fio. Os dis-
positivos que possuem acessórios de rede devem possuir o seu próprio endereço 
IP ou identificador para poder conectar e enviar/receber dados por uma rede.
Com a popularidade dos dispositivos móveis, principalmente o Smartphone, podemos 
conectar esses dispositivos à rede wireless das mais diversas organizações. Quando 
saimos do local, automaticamente o smartphone perde o sinal wifi, terminando a 
conexão do dispositivo com a rede wireless do local. Nesse momento, pode iniciar 
uma nova conexão com a rede 3G/4G da operadora de serviços móveis. Sempre que 
há essa mudança de conexões à internet, ocorre a mudança de endereço IP do dispo-
sitivo móvel, consequentemente, gerando quebra (e até mesmo queda) de conexões.
Dessa forma, a partir da possibilidade dos dispositivos se comunicarem, a 
O Endereço IP (Internet Procotol) é a identificação de cada dispositivo liga-
do a uma rede que utiliza o protocolo de comunicação TCP/IP, seja ele um 
computador, notebook, smartphone ou tablet, todos eles possuem um en-
dereço diferente quando conectados a uma rede.
Fonte: Tanembaum (2011).
A Internet das coisas em dispositivos móveis se tornou-se parte fundamen-
tal da sociedade? (os autores).
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computação móvel ganha mercado a cada dia, pois com ela podemos realizar tare-
fas que não seriam possíveis com computadores pessoais comuns, os Desktops. 
Tomemos como exemplo uma locadora de filmes, com várias prateleiras, contendo 
diversos filmes, com um software apropriado e um tablet. Com essa tecnologia, 
é possível percorrer a locadora e atualizar o estoque, sem a necessidade de retor-
nar e alimentar o sistema no computador. Desta forma, teremos feito de forma 
automática e imediata a atualização.
A MOBILIZAÇÃO NA PRÁTICA
MARKETING DIGITAL
Esta é uma das grandes áreas que se pode encontrar a mobilidade. Tudo come-
çou quando surgiu os primeiros sinais de fumaça sobre o surgimento da Internet 
e as empresas começaram a marcar presença no âmbito virtual, buscando cons-
tante aprimoramento em formas de divulgação. O consumidor da sociedade atual 
está indo em busca do anunciante em vez de o anunciante ir em busca do con-
sumidor, dessa forma, as empresas tendem a se adiantar quanto a esses clientes.
O Marketing Digital - também conhecido como Marketing eletrônico, 
e-Marketing ou Marketing on-line - deve 
reunir todas as atividades virtuais ou ele-
trônicas que buscam facilitar a produção e 
comercialização de produtos. Por sua vez, 
foca-se em satisfazer as preferências e as 
necessidades do consumidor de forma cus-
tomizada. As empresas passaram a criar 
mecanismos que favorecessem um contato 
mais próximo com os clientes e, por isso, 
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desenvolveram-se as atividades de telemarketing e call centers (LA CASAS, 
2009).
MOBILIDADE NAS EMPRESAS
Voltando nossos olhares para o interior organizacional, devemos ir além do 
Marketing Digital, pois, nesse contexto, temos a mobilidade direta entre cliente e 
empresa. De acordo com Cunha, Kari e Klein (2014, p. 40), “o uso das Tecnologias 
da informação Móveis Sem fio (TIMS) trás consigo os diversos atributos da mobi-
lidade ao contexto empresarial”. 
A medida em que os dispositivos móveis foram amplamenteadotados pelos 
indivíduos, as organizações também começaram a aplicar esse tipo de tecnologia 
de diferentes formas. A aplicação dessas tecnologias pelas empresas vêm da neces-
sidade de ampliamento dos laços entre cliente e fornecedor. Consequentemente, 
isso garante o seu posicionamento no mercado empresarial, conquistando os 
clientes com tal facilidade.
TIMS (Tecnologias da Informação Móveis e sem Fio) têm se difundido 
rapidamente nos últimos anos. Com isso, organizações inteiras preci-
sam readaptar sua estrutura tecnológica, seus processos de negócios e 
seus recursos humanos, para se adequar a novos tipos de atividades e 
processos apoiados pelo uso de TIMS. (CAMAROTTO; KLEIN, 2014, 
p. 73).
As tecnologias móveis utili-
zadas nas empresas, buscam 
interagir com diferentes 
públicos alvos, tais como: 
clientes, fornecedores, acio-
nistas, e colaboradores. 
Esse laço visa aproveitar os 
recursos providos pela tec-
nologia de informação e 
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comunicação em dispositivos mobiles - smartphone, tablets entre outros. Dessa 
forma, a comunicação traz benefícios próprios, obtendo, assim, maior agili-
dade, possibilitada pela mobilidade espacial, temporal e contextual (FREITAS; 
MACHADO, 2014).
De acordo com Freitas e Machado (2014), a mobilidade espacial diz res-
peito à independência geográfica, uma vez que o indivíduo pode levar consigo 
incluso dentro de seu dispositivo móvel seus espaços de trabalhos ou de lazer 
com auxílio da tecnologia. Enquanto a mobilidade temporal envolve o impacto 
em aceleramento das atividades, aumentando a eficiência, economizando tempo, 
ou ainda, modificando o cronograma individual de tempo, permitindo a execu-
ção de atividades simultâneas. Já a mobilidade contextual refere-se à possibilidade 
de alternar contextos de interação com outro indivíduos.
M-LEARNING
O uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, está em todo o lugar, 
permeando nossa vida pessoal, profissional e educacional. O uso crescente da 
Tecnologia da Informação (TI) tem modificado substancialmente a vida dos 
estudantes com o uso dos dispositivos mobiles. O uso desses dispositivos se tor-
nou corriqueiro, devido à facilidade, quando conectado, a alguma rede, a qual 
lhe permite realizar consultas, acessar informações, bater papo e fazer posta-
gens em redes sociais.
Cada vez mais, jovens e adultos levam tecnologias para a sala de aula, pois 
esses dispositivos já assumiram o papel de cadernos e possibilitam o armazena-
mento de conteúdos trabalhados pelos professores em sala de aula. Por sua vez, 
os conteúdos podem ser compartilhados com os demais colegas de sala de aula 
de forma facilitada.
O ensino a distância é uma faceta do M-learning, pois fornece técnicas 
favoráveis e novas práticas educacionais que promovam maior interação entre 
professores e alunos. A partir do mobile, por meio do m-learning, o ensino e 
aprendizagem não se limita apenas à sala de aula. Dessa forma, possibilita rom-
per com as barreiras de tempo e de geolocalização, proporcionando aos alunos o 
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acesso às aulas a qualquer momento e em qualquer local, oportunizando ainda 
mais as novas dimensões e a interação entre alunos e professores.
MOBILIDADE RESIDENCIAL
Atualmente, o mercado de auto-
mação residencial tem crescido 
consideravelmente, pois é um 
ambiente que possui um grande 
número de equipamentos elétri-
cos e eletrônicos que podem ter a 
possibilidade de integração des-
ses equipamentos com a internet.
Além do conforto, proporcio-
nado por esse tipo de tecnologia, 
M-learning
A m-learning (mobile learning) é uma extensão do e-learning, é praticado 
por meio de dispositivos móveis, como celulares, smartphones, permitindo 
assim uma maior condição de acesso a recursos pedagógicos, independen-
te de tempo e lugar. [...] o processo não mais ocorre em locais fixos, e sim em 
qualquer lugar, no qual o aprendiz vai usar da tecnologia que tem em mãos 
para criar uma situação de aprendizagem. Tecnologias móveis na educação 
podem proporcionar benefícios tanto aos alunos quanto aos professores. 
Aos alunos é proporcionado uma maior flexibilidade na aprendizagem, 
sendo que o material está acessível por meio de seus dispositivos móveis, 
permitindo-lhes aprender como e quando for necessário, não importando 
onde estejam, mesmo que em movimento [...]. A aplicação de Tecnologias 
da Informação Móvel (Sem Fio) adotada para automação de atividades de 
trabalhadores móveis podem ser utilizadas também como ferramentas para 
aprendizagem em trabalho.
Fonte: Franciscato (2008, p. 2-3).
Considerações Finais
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pode também proporcionar proteção, agregando a essa integração dispositivos 
de segurança, como sensores de presença, streaming de câmeras de segurança, 
entre outros, sendo transmitida em tempo real para o seu smartphone. Temos 
aí as casas inteligentes.
Para tornar a casa inteligente, é preciso instalar um conjunto de sensores e 
atuadores, além de um software de controle, para que o morador envie comandos 
a partir do smartphone. Podemos nos imaginar, olhando o nosso smartphone e 
vendo imagens de nossas residências, em tempo real, e, dependendo das tecno-
logias que você tem em sua casa, poder ligar e desligar aparelhos, abrir portão 
da garagem, ligar o sistema de irrigação, ligar o sistema de iluminação. 
Dessa forma, possibilita-se maior liberdade ao usuário e deixa o ambiente 
com maior confiança e segurança, passando a ideia de que, mesmo longe, con-
seguirá manter-se atento a área. Sendo assim, esse tipo de automação pode 
propiciar um desempenho de alta performance, garantindo a eficiência no con-
sumo de energia. Essa eficiência, busca tornar os ambientes mais agradáveis e 
adequados às necessidades para cada situação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), chegamos ao final desta unidade, na qual subimos mais um 
degrau na escada da mobilidade. Nesta unidade, fizemos uma abordagem um 
pouco mais aprofundada sobre a mobilidade dos dispositivos eletrônicos que 
podem ser utilizados para acessar informações, que estão disponíveis mundial-
mente. Dessa forma, foi apresentada a tecnologia que envolve a mobilidade com 
tendência para o futuro.
Nesta etapa do nosso estudo, identificamos e discorremos sobre os conceitos 
de mobilidade, dando uma rápida passadinha por algumas características dos pri-
meiros aparelhos celulares. Também estudamos tendências da tecnologia mobile 
MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL 
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IIU N I D A D E68
da atualidade, tais como: flexível, vestível, maior duração de baterias. Devemos 
ter em mente que, a partir do avanço desses dispositivos, os usuários, indepen-
dentemente de seu local físico, podem acessar informações por meio das redes 
sem fio, ou sinais 3G, 4G.
E, tratando-se de internet, não podíamos deixar de falar sobre a internet 
das coisas e da computação ubíqua com seus desafios. Essas tecnologias têm 
como principal objetivo conectar os mais diversos itens eletrônicos que permi-
tam enviar e receber os dados. Muitos desses dispositivos possuem tecnologia 
embarcada, que funcionam nessa forma de comunicação para captar os sinais e 
interagir consigo mesmo.
Abordamos as principais características da tecnologia mobile, sendo que 
um dispositivo para ser mobile deve possibilitar o seu deslocamento com faci-
lidade, além do seu uso ser vantajoso e funcional para o usuário. Para que esse 
deslocamento seja possível, é necessário que o dispositivo disponha de alguns 
requisitos, tais como: portabilidade,conectividade, usabilidade e funcionalidade.
Para finalizarmos a unidade, estudamos algumas práticas que, aliadas à mobili-
dade, trazem sucesso às organizações: Marketing Digital, Mobilidade nas empresas 
e nas residências, pois por meio dos dispositivos móveis como smartphones, tablets 
entre outros, podemos estar presentes mesmo que distante.
69 
1. Esta capacidade de ser facilmente transportável está ligada ao seu tamanho, 
peso e consumo de energia (peso da bateria).
a. Portabilidade.
b. Conectividade.
c. Usabilidade .
d. Funcionalidade. 
e. Mobilidade.
2. Um veículo transitando em uma rodovia estadual ou federal, não precisa mais 
parar no pedágio, pois existe em seu interior um dispositivo que, ao se aproxi-
mar da cancela, transmite as informações do carro e de cobrança do motorista 
para o sistema de recepção instalado na guarita. Que tipo de recurso estamos 
falando?
a. Processamento.
b. GPS.
c. Computação Ubíqua.
d. Programação. 
e. Mobilidade.
3. À medida que aumentam o alcance de aplicativos móveis para os funcionários, 
as empresas devem avaliar os benefícios e os desafios associados ao suporte 
para essas iniciativas. Portanto, quais são os benefícios conquistados pelas 
unidades de negócios que implantam soluções móveis?
I – Aumento na velocidade de resposta dos funcionários.
II – Os clientes também se beneficiaram com a implementação das soluções de 
mobilidade.
III – Resolução mais rápida de problemas internos.
IV – Maior produtividade do funcionário.
Assinale a alternativa correta:
a. Apenas I e II estão corretas.
b. Apenas II e III estão corretas.
c. Apenas I está correta.
d. Apenas II, III e IV estão corretas.
e. Toda as alternativas estão corretas.
70 
4. Assinale V para verdadeiro e F para falso:
( ) A tecnologia embutida nos dispositivos móveis passou a ser um eficiente 
auxiliar na gestão empresarial.
( ) Disponibilidade e velocidade podem fazer a diferença seja na vida das 
pessoas ou nos processos produtivos, utilizando os dispositivos mobile.
( ) A mobilidade está modificando os hábitos de consumo e entretenimento, 
além da interação entre colaboradores de uma mesma companhia.
( ) Os serviços ou aplicativos da cloud computing (computação nas nuvens), 
não funcionam em dispositivos móveis
5. Em relação às tecnologias que estão impactando o universo mobile, como as 
principais tendências para a tecnologias para os anos vindouros, assinale V para 
verdadeiro e F para falso:
( ) Tecnologia Flexível.
( ) Tecnologia inflexível.
( ) Maior duração das baterias.
( ) A internet das coisas.
71 
OS PARADOXOS DE USO DA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO MÓVEL: A 
PERCEPÇÃO DE DOCENTES USUÁRIOS DE SMARTPHONES
2. A Tecnologia de Informação Móvel e seus Paradoxos
Com o uso de uma variedade de ferramentas portáveis, como telefones celulares, assis-
tentes pessoais digitais (PDA’s) e notebooks, os usuários de tecnologias móveis podem 
comunicar-se e colaborar uns com os outros em qualquer lugar, a qualquer momento, 
em um ambiente móvel dinâmico (ZHENG, YUAN, 2007). Essas tecnologias são portáveis 
e, em função disso estão sempre muito próximas do usuário. Nesse sentido, Sorensen 
(2011) assevera que em função da tecnologia móvel ter (e permanecer em) proximidade 
com o corpo humano, esse encurtamento da distância entre intenção e ação e a habili-
dade de conectar as pessoas remotamente, suscita fortes emoções com os usuários. A 
visão desse autor pode ser corroborada com a de Orlikowski (2007) ao assegurar que o 
entrelaçamento entre humano e tecnologia é concebido como uma relação um tanto 
complexa, paradoxal e conflitante, não havendo uma exclusiva harmonia entre ambos.
Ao analisar o termo “paradoxo”, verifica-se que é um termo conhecido há muito tempo, 
mas que merece ser resgatado quando se busca estudar as novas tecnologias de infor-
mação. O conceito de paradoxo remete à contradição, conflito, ambivalências, oposição 
entre duas ideias. Mick e Fournier (1998, p. 124), ao trazerem o conceito de paradoxo, 
defendem que esse “[...] sempre tem sido centrado em torno da ideia de que condições 
opostas e polares podem simultaneamente existir, ou pelo menos, podem ser potencia-
lizadas na mesma coisa”. Jarvenpaa e Lang (2005) definem paradoxo como uma situa-
ção, ato, ou comportamento que parece ter qualidades contraditórias ou inconsistentes. 
Esse é o entendimento que pressupõe as discussões seguintes sobre os paradoxos rela-
tivos à tecnologia e à tecnologia móvel, as quais são explorados na seção seguinte, em 
ordem cronológica de estudos.
2.1 Os paradoxos para produtos tecnológicos de Mick e Fournier (1998)
Mick e Fournier (1998) foram pioneiros no meio acadêmico em discutir os paradoxos 
tecnológicos, quando realizaram uma pesquisa nos Estados Unidos a fim de entender as 
perspectivas, os significados e comportamentos dos consumidores de produtos tecno-
lógicos (computadores, impressoras, televisores, entre outros). Por meio de entrevistas 
fenomenológicas, grupo de foco e posterior survey, os autores evidenciaram oito para-
doxos tecnológicos. O primeiro paradoxo, Controle X Caos, diz respeito ao fato de que os 
produtos tecnológicos, dos computadores às maquinas de lavar, serem frequentemente 
destacados por facilitar o controle e a ordem das atividades, mas também podem gerar 
desordem, causando revolta (MICK; FOURNIER, 1998).
O paradoxo da Liberdade X Escravidão se evidencia quando é possível verificar que a 
tecnologia permite uma independência ao usuário, reduzindo as limitações que o mes-
mo tem na realização de tarefas. Por outro lado, Mick e Fournier (1998) afirmam que essa 
mesma tecnologia pode provocar dependência ao ser eficiente para o usuário, e, assim, 
72 
gerar novas restrições. Novo X Obsoleto foi outro paradoxo verificado pelos autores, que 
remete ao fato de os consumidores ao adquirirem uma nova tecnologia, visualizarem 
os novos benefícios decorrentes do avanço do conhecimento, como também, em curto 
espaço de tempo entre a aquisição e o uso, esta tecnologia estar ultrapassada. O parado-
xo Engajamento X Desengajamento é potencialmente o mais abstrato de todos (MICK; 
FOURNIER, 1998), pois a tecnologia pode tanto facilitar o envolvimento e as atividades 
das pessoas, como também possibilita que o usuário, em função dela oferecer diversos 
benefícios, se acomode, se desconecte com o que estava sendo feito, e até mesmo fique 
passivo.
A Eficiência X Ineficiência é, segundo os autores, o paradoxo relacionado ao fato de os 
produtos tecnológicos não somente pouparem o tempo de quem os utiliza, otimizando 
suas tarefas, como também consumirem o tempo dos usuários ao exigir mais esforço e 
tempo em outras atividades e compromissos que até então eles não tinham. Ao apre-
sentar o paradoxo Satisfação X Criação de Necessidades, Mick e Fournier (1998) desta-
cam que a tecnologia pode suprir e satisfazer as necessidades e desejos dos consumi-
dores, mas por outro lado, ela cria nestes, novas necessidades e desejos até o momento 
não existentes.
Conforme Mick e Fournier (1998) o Paradoxo da Integração X Isolamento já vinha sendo 
referido por pesquisadores sociais e da história à relação do usuário com a televisão e o 
computador, sendo também um paradoxo um tanto abstrato. Na acepção dos autores, 
a tecnologia pode facilitar a interação entre pessoas e aproximá-las, como é nítido no 
caso das tecnologias de telecomunicações, porém pode, por outro lado, separá-las em 
função de tomarem lugar de outras atividades, gerando distanciamento entre os indiví-
duos. Por fim, a tensão gerada pelo paradoxo Competência X Incompetência diz respei-
to aos desafios que os consumidores enfrentam ao ter de ler manuais, operar, fazer atu-
alizações e manutenções de produtos tecnológicos, podendo provocar sentimentos de 
ignorância ou incompetência. Por outro lado, a nova tecnologia propicia aos mesmos, 
o exercício de novas competências, o qual possibilita fazer coisas que antes não faziam, 
trazendo o sentido de inteligência ou eficácia.Os autores asseguram que alguns paradoxos, como Controle X Caos, Liberdade X Es-
cravidão, Novo X Obsoleto, e Competência X Incompetência, podem ser mais notáveis 
dentre todos pois eles são muitas vezes experienciados com relação a uma gama de 
produtos tecnológicos que são difíceis de compreender, frequentemente se quebram 
e tornam-se rapidamente obsoletos. Mick e Fournier (1998) afirmam que os outros pa-
radoxos são mais sutis e mais abstratos, por isso menos saliente entre os consumidores. 
Destacam ainda que alguns paradoxos aparecem mais associados com certos tipos de 
produtos, como os paradoxos Competência X Incompetência e Novo X Obsoleto, que 
foram particularmente relacionados aos produtos eletrônicos e computacionais [...].
Fonte: Corso, Freitas e Behr (2012, on-line)3.
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Aplicações móveis: arquitetura, projeto e desenvolvimento
Valentin Lee; Heather Schneider
Editora: Pearson Education do Brasil
Sinopse: este é o guia definitivo para a construção de aplicações móveis 
bem-sucedidas. O texto cobre cada aspecto do desenvolvimento e da 
implantação, incluindo questões de negócios, arquitetura de projeto, 
integração com a Web e aplicações de legado, além do gerenciamento 
de projetos de desenvolvimento de aplicações móveis. O livro também 
apresenta três estudos de caso de aplicação em projetos reais. E mais: - 
“Mobilização” de arquiteturas de aplicação preexistentes - Construção de 
interface de usuário efetiva para aplicações móveis - cenários de cliente 
gordo e de cliente magro - Gerenciamento de transferência de dados 
cliente-servidor - Proteção de aplicações móveis: autenticação, criptografia 
e autodestruição de dados - Exemplos de códigos completos do Microsoft.
NET para telefones celulares, Pocket PCs e Tablet PCs.
Vamos assistir a um vídeo de uma casa inteligente, que possibilita, por meio de um dispositivo móvel, 
o controle de sua residência, presencial ou à distância.
Disponível em: . Acesso em 3 jun. 2016
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU
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dological approach. In: RESMINI, A. (Org.). Reframing Information Architecture. 
Human–Computer Interaction Series. Switzerland: Springer, 2014. Disponível em: 
. Acesso em: 3 
mar. 2016.
http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/
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http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/
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REFERÊNCIAS
75
LAS CASAS, A.L. Marketing Móvel: Tendências e Oportunidades no Marketing Ele-
trônico. São Paulo: Saint Paul, 2009.
LEE, V.; SCHNEIDER, H.; SCHELL, R. Aplicações móveis: arquitetura, projeto e de-
senvolvimento. Tradução: Amaury Bentes e Deborah Rudiger. Rev. Técnica: Renato 
Haddad. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005. MARIMOTO, C. E. H. O Guia 
Definitivo. (on-line). 2007. Disponível em: . Acesso em: 1 mar. 2012.
MATEUS, G. R.; LOUREIRO, A. A. F. Introdução à computação móvel. DCC/IM, CO-
PPE/UFRJ, 1998.
SENA, F. R. Evolução da Tecnologia Móvel Celular e o Impacto nos Resíduos de 
Eletroeletrônicos. Dissertação (mestrado) – Pontifícia Universidade Católica do Rio 
de Janeiro, Departamento de Engenharia Civil, 2013.
SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. ESTUDO DE 
TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS EM GOIÁS. São Paulo, 2015. Dis-
ponível em: . Acesso em: 10 maio 2016.
SILVA, F. F. Tecnologias Móveis como plataformas de produção no jornalismo. In: LE-
MOS, A.; JOSGRILBERG, F. (orgs.). Comunicação e mobilidade: aspectos sociocul-
turais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2009. 
p. 156. 
TANENBAUM, A. Redes de Computadores. São Paulo: Pearson, 2011.
TEIXEIRA, F. Blog de AI. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2016.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1 Em: . Acesso em: 24 maio 2016.
2 Em: . Acesso em: 3 jun. 2016.
3 Em: . Acesso em: 19 jul. 2016
GABARITO
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2. C.
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4. V, V, V, F.
5. V, F, V, V.
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Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas
Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti
POR QUE E COMO TORNAR-
SE MÓVEL?
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Compreender a importância e razão de tornar-se móvel e como 
fazê-lo.
 ■ Entender a dimensão dos aplicativos móveis e sua utilização.
 ■ Aprender os principais conceitos sobre redes convergentes e sua 
importância.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Por que se tornar móvel?
 ■ Como tornar-se Móvel?
 ■ Aplicativos Móveis.
 ■ Redes Convergentes.
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a)! Chegamos à unidade III do livro. Esta unidade tem por finalidade 
mostrar por que devemos nos tornar móveis e como vamos fazê-lo neste mundo 
da conectividade. Já pensaram que passamos mais de 15% do nosso tempo conec-
tados? Seja em aplicativos móveis ou em redes sociais? Estamos na mobilidade, 
a qual, hoje, se agrega a nossas vidas, misturando os espaços virtuais e reais, nos 
levando a era da conexão.
Vamos falar sobre as características chave que as novas aplicações móveis 
devem ter, por exemplo: riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso 
e facilidade de gerenciamento.
Estudaremos sobre os Aplicativos móveis, como eles são classificados como 
ferramentas de suporte à produtividade e à recuperação de informação, que inclui 
calendário, agenda telefônica, correio eletrônico, informações climáticas, entre 
outras, e seu desenvolvimento, seus processos, que, muitas vezes, são complexos.
Nesta unidade, veremos também a importância das Redes Convergentes 
e como elas agrupam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. 
Vamos entender como as Redes Convergentes estão mudando a vida cotidiana 
e profissional. Vamos estudar também algumas redes convergentes e ver como 
elas possuem uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, 
voz, imagens e vídeo.
Vamos aprender e entender o porquê migrar para redes de dados. Vamos 
analisar essa tendência, que é a convergência das redes tradicionais de telefonia, 
transmissão de imagens, áudio e dados e internet para uma única plataforma. 
Quando migramos, devemos ficar atentos que a migração possui algumas pre-
missas, como a transparência de serviços e interfaces para os usuários e, ainda, a 
preservação, das interconexões entre os elementos de rede (centrais telefônicas). 
Preparado(a) para entrarmos na era da conexão? Boa leitura e bons estudos!
Introdução
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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POR QUE SE TORNAR MÓVEL?
O conceito que temos sobre o computador, seja ele desktop ou até mesmo note-
book, já não são suficientes para as empresas na atualidade. 
Para nos tornarmos móveis, precisamos de informações em tempo real, de 
um dispositivo que seja flexível e, ao mesmo tempo, capaz de possibilitar acesso 
imediato a aplicações corporativas, que possibilitem a tomada de decisão a qual-
quer hora e em qualquer lugar.
Como já vimos nos capítulos anteriores, esses requisitos nos deixam com a 
certeza de que é necessário haver a mobilidade e tornar móveis as ferramentas 
corporativas, rompendo o ambiente de trabalho e infraestrutura, possibilitando 
que o trabalho seja realizado remotamente, a partir de qualquer ponto, sejam 
eles: escritórios, hotéis, salas de reuniões e centro de convenções, tudo em tempo 
real e em qualquer lugar que o indivíduo esteja.
Essa mobilidade faz parte de um ambiente de competitividade, indo além de 
apenas uma tendência do avanço tecnológico. Já pensaram que, à medida que os 
nossos dispositivos se tornam mais potentes, funcionais e baratos, também aumenta 
o nosso potencial de competitividade e conhecimento de modos inusitados?
As empresas se tornam habilitadas ao ambiente móvel quando realizam uma 
conexão entre indivíduos com a informação, por meio do uso de dispositivos 
móveis e conectividade sem fio em tempo real com suas atividades, permitindo 
e estimulando a captura e o compartilhamento de informações, coletando e visu-
alizando dados internos da empresa.
Segundo Dariva (2011, p. 2), sobre os dispositivos,
os dispositivos móveis são usados corporativamente há muito tempo, 
mas nos últimos três anos se tornaram o centro das atenções. (...) O 
que de fato esta acontecendo é uma substituição dos computadores por 
esses novos dispositivos e claro assim como o rádio não foi totalmente 
substituído pela televisão e nem esta pela internet, ambos continuarão 
vivendo no mercado corporativo. Na verdade, a movimentação sobre 
os aplicativos móveis, principalmente aqueles com foco no consumi-
dor, lembram muito o começo da internet, em que todas as empresas 
queriam ter um Website, hoje, todas querem ter um aplicativo móvel.
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Mas, para Jamil (2004, p. 26), 
O fenômeno de virtualização das empresas, com o surgimento das cha-
madas organizações virtuais, permite a adoção da prestação de servi-
ços à distância. Esse trabalho é geralmente realizado fora da sede da 
empresa, ou de uma de suas filiais, utilizando a estrutura doméstica ou 
de outro centro de trabalho, sem a presença física constante do traba-
lhador.
Com o uso da mobilidade, podemos ter uma redução de custos para a empresa, 
além do ganho de produtividade e praticidade que uma aplicação móvel pode 
trazer, pois nos permite realizar compras em diversos sites, utilizando o apare-
lho celular, por exemplo, nos quais os consumidores realizam previamente seu 
cadastro, informando dados pessoais, incluindo endereço de entrega, podendo 
também, informar a melhor forma de pagamento. Podemos, ainda, realizar com-
pra de passagens aéreas e realizar check-inde ficar antenado em tecnologia e principal-
mente em mobilidade. Mobilidade que, hoje, é tratada como fator indispensável em 
qualquer parte de nosso dia a dia.
Nesse sentido, procuramos abordar conteúdos interessantes e que lhe ajudarão a me-
lhor se posicionar no que diz respeito a essa “tal” mobilidade. Sendo assim, na unidade 
I, apresentaremos as tecnologias móveis, cenários e tendências de aplicações. Indicare-
mos como essas tecnologias são marcadas por computadores coletivos móveis, caracte-
rizada pela computação ubíqua. Conheceremos a Mobilidade Corporativa e o fenôme-
no BYOD, que está sendo cada vez mais utilizado pelas empresas. Serão apresentados os 
conceitos sobre Mobile Tagging para indicar o processo de fornecimento de dados em 
dispositivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional, 
em especial o QR Code. Ainda nessa unidade, veremos qual seria o foco do design em 
relação aos dispositivos móveis, sua aplicação e influências nas características físicas dos 
dispositivos móveis.
Na segunda unidade, preparamos um conteúdo com uma abordagem sobre os princi-
pais conceitos de mobilidade para os dispositivos móveis: mobilidade, portabilidade, 
flexibilidade e a usabilidade. De nada adianta ter um celular de última geração, se ele 
não lhe proporcionar essas características, pois hoje, o ser humano passa grande parte 
do dia em uso desse dispositivo. Também iremos identificar as tendências futuras e atu-
ais da tecnologia mobile, bem como a Internet das Coisas e o que ela pode colaborar 
com esta tecnologia. 
Na unidade III, trataremos a respeito da relevância de se tornar móvel hoje em dia, bem 
como entenderemos a dimensão dos aplicativos móveis e sua utilização. Além disso, 
será discutido sobre as redes convergentes e sua importância.
Com auxílio do conteúdo presente na unidade IV, você poderá compreender um pouco 
mais sobre a expansão do celular e sua mobilidade. Além disso, visualizaremos juntos 
as diferenças existentes das tecnologias móveis, bem como a forma como serviços de 
localização e o uso dos dispositivos móveis podem auxiliar no mundo dos negócios.
Por fim, na unidade V, vamos falar da mobilidade em um contexto mais sociológico. Nes-
sa etapa do estudo, você será provocado a refletir sobre o uso dessas tecnologias num 
mundo globalizado, bem como entenderá um pouco mais a respeito da evolução que 
temos presenciado nos tempos atuais.
Assim, nós te convidamos a entrar nessa jornada com empenho, dedicação e muita sede 
por conhecimento!
Boa leitura!
APRESENTAÇÃO
TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO I
SUMÁRIO
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UNIDADE I
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
15 Introdução
16 Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência 
19 Tendências de Evolução das Aplicações 
22 Tendências no Ambiente Corporativo 
24 BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização 
26 Mobile Tagging 
29 Arte e Design em Dispositivos Móveis 
30 Estudo de Caso 
32 Considerações Finais 
40 Referências 
42 Gabarito 
SUMÁRIO
10
UNIDADE II
MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL 
45 Introdução
46 Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro 
55 Tecnologia e Mobilidade 
58 Paradigma da Mobilidade 
60 Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas” 
63 A Mobilização na Prática 
67 Considerações Finais 
74 Referências 
76 Gabarito 
UNIDADE III
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
79 Introdução
80 Por que se Tornar Móvel? 
82 Como Tornar-se Móvel? 
86 Aplicativos Móveis 
88 Redes Convergentes 
92 Considerações Finais 
99 Referências 
100 Gabarito 
SUMÁRIO
11
UNIDADE IV
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
103 Introdução
104 A Expansão Explosiva do Celular 
106 Tipos de Tecnologia Móvel 
112 Alternativas de Acesso Móvel 
115 Serviços de Localização 
117 Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios 
120 Estudo de Caso 
123 Aplicativos (App) ou Negócio? 
126 Considerações Finais 
134 Referências 
136 Gabarito 
SUMÁRIO
12
UNIDADE V
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
139 Introdução
140 Tecnologia em Um Mundo Globalizado 
141 Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão! 
144 Um Pouco de História 
148 Cultura e Tecnologia 
153 Os Males da Tecnologia 
156 Considerações Finais 
163 Referências 
164 Gabarito 
165 CONCLUSÃO
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Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas
INTRODUÇÃO À 
TECNOLOGIA MÓVEL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Compreender os cenários e as tendências da tecnologia móvel.
 ■ Entender a dimensão da evolução das aplicações com o uso das 
tecnologias móveis.
 ■ Aprender as principais tendências móveis no ambiente corporativo.
 ■ Entender como a arte e o design entram no mundo dos dispositivos 
móveis. 
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Tecnologia Móvel: Cenário e Tendência
 ■ Tendências de Evolução das Aplicações
 ■ Tendências no ambiente corporativo
 ■ BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização
 ■ MOBILE TAGGING
 ■ Arte e Design em Dispositivos Móveis
 ■ Estudo de Caso
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a)! Este capítulo tem a finalidade de mostrar as tendências móveis e 
as tecnologias que nos cercam. Você já deve ter percebido que a internet, junta-
mente com todas as tecnologias ligadas a ela, está modificando e transformando 
as relações sociais e empresariais e como ela entra em nossas vidas, ocasionando 
uma mistura nos espaços virtuais e reais, nos levando ao campo da mobilidade.
Nesta primeira unidade, vamos discorrer sobre a era tecnológica, a era da 
informação e suas tendências, seus cenários, como elas evoluem, seja nos meios 
sociais ou no meio corporativo. Essa nova era da conexão é marcada por com-
putadores coletivos móveis, caracterizada pela computação ubíqua, pervasiva 
(“pervasive computing”) ou senciente.
Vamos comentar sobre computação vestível (wearable computing), um dos 
novos tipos de dispositivos móveis e sobre a Internet das Coisas (Internet of 
Things) que integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto 
estamos em movimento. Dissertaremos sobre “computação nômade”, na qual a 
capacidade de comunicação é capaz de atender às necessidades dos colabora-
dores que se movimentam.
Também veremos nesta unidade a Mobilidade Corporativa e como seria 
interessante para a empresa que o colaborador móvel utilizasse as tecnologias 
nas tarefas do seu dia a dia. Vamos discorrer sobre o fenômeno BYOD (“Bring 
Your Own Device”), ou seja, “traga seu próprio dispositivo” e como está sendo 
cada vez mais utilizado pelas empresas e a Consumerização. 
Aprenderemos sobre Mobile Tagging como um conceito usado para indicar 
o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis, por meio do uso 
de dados em um código de barras bidimensional (2D), em especial o QR Code. 
Ainda nesta unidade, veremos qual seria o foco do design em relação aos dispo-
sitivos móveis, sua aplicação e influências nas características físicas.
Preparado(a) para entrarmos na era da conexão? Boa leitura e bons estudos! 
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TECNOLOGIA MÓVEL - CENÁRIO E TENDÊNCIA
Caro aluno(a), atualmente, quando pensamos em sociedade globalizada e tecnoló-
gica, novos desafios são colocados para essa conjuntura. Esta nova era tecnológica, 
a era da informação, totalmente informatizada, entra em uma nova fase, a dos dis-
positivos móveis, que chamamos de a era da conexão (LEMOS, 2005). Você está 
preparado(a) para essa nova era? O desenvolvimento da computação sem fio, das 
novas tecnologias nômades1 (laptops, palms, celulares) que se popularizou com o 
uso dos telefones celulares, das redes de acesso à internet sem fio, como, por exem-
plo, “Wi-Fi” e “Wi-Max”2.
Segundo Lemos:
Trata-se da ampliação de formaspor meio do celular.
Atualmente é crescente o número de pessoas que estão utilizando os celu-
lares para transações bancárias/financeiras, pois serviços como esse são vistos 
como forma de fugir das filas dos bancos.
São esses fatores que impulsionam a internet móvel a se estruturar e crescer 
rapidamente adaptando-se às modernidades e necessidades dos usuários finais, 
bem como uso das organizações.
Nossos dispositivos móveis vêm sendo utilizados como uma extensão da memó-
ria: pois neles, armazenamos contatos e agenda com os nossos compromissos, além 
de termos acesso imediato ao conhecimento humano por meio de um aparelho 
com conexão à Internet, além da capacidade 
de dobrar tempo e espaço, podemos entrar 
em contato com qualquer pessoa a qualquer 
momento, pois temos a possibilidade de ligar-
mos para um amigo a qualquer instante e se ele 
não atender, podemos deixar uma mensagem 
ou um recado na sua página do Facebook. “Não 
é que estejamos conectados a todo mundo o 
tempo todo, mas podemos nos conectar com 
qualquer um a qualquer momento”. (TRONCO, 
2013, on-line).
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
Reprodução proibida. A
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Outro ponto que nos chama a atenção é que muitas pessoas pensam que 
mobilidade é só para quem está fora da empresa, e esse é o grande equívoco! As 
pessoas estão móveis o tempo todo, ou melhor, elas se movem sempre que não 
estão na frente do seu computador. A mobilidade é para todas as pessoas que 
passam até de 15% a mais do seu tempo a mais de um metro do seu computa-
dor, desde o momento em que acorda até a hora em que vão dormir.
Você passa mais de 15% do seu tempo conectado? Então você está móvel o 
tempo todo.
COMO TORNAR-SE MÓVEL?
Falamos nas razões que nos motivam a nos tornarmos móveis, mas já pensaram 
em como fazê-los? A resposta pode ser fácil: a telefonia celular. Hoje, ela é con-
siderada a killer application do mundo móvel.
Você deve estar pensando o que seria Killer application? Um aplicativo matador? 
No meio tecnológico, um Killer application serve para expressar que a “aplicação é 
matadora”, ou seja, uma aplicação que torna um produto vencedor, cobiçado, vito-
rioso ou altamente desejado pelos consumidores.
Para Newton (2016), um killer application é um sonho de muitas empresas 
de tecnologia, ter sua aplicação sendo cobiçada e desejada por milhares de pes-
soas. Você já cobiçou muito um aplicativo e acabou comprando o aparelho ou a 
máquina por causa dele? Imagine, há uns tempos, o mais famoso killer application 
foi, sem dúvida, o processador de texto ou uma planilha eletrônica, que muitas 
pessoas acabaram comprando o PC por causa deles. E a onda dos MP3? E, hoje, 
será que temos variados Killer application? Possivelmente a internet e suas diver-
sas possibilidades sejam altamentes cobiçadas pelos consumidores.
Como exemplo, pense nas chamadas de voz. Hoje, são consideradas e devem 
continuar sendo por muito tempo, a principal aplicação móvel corporativa. 
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CARACTERÍSTICAS-CHAVE DAS NOVAS APLICAÇÕES MÓVEIS
Já pensou em como vai ser o futuro? Possivelmente não teremos uma nova killer 
application, mas muitas aplicações móveis de sucesso deverão ter algumas caracte-
rísticas-chave comuns e, a partir disso, se constroem novos serviços e aplicações. 
As características-chave são: riqueza de informação, imediatismo, facilidade de 
uso e facilidade de gerenciamento. Vamos à explicação das características-chave:
Figura 1- Características-Chave das Novas Aplicações Móveis
Riqueza de
informação
Imediatismo
Facilidade
de uso
Facilidade de
gerenciamento
Fonte: adaptado de Mobilidade… (on-line). 
Riqueza de informação: tendência forte na evolução das aplicações móveis. 
Quanto mais as informações são enriquecidas, mais enriquecidas são as transações 
de negócio e mais sofisticadas a comunicação fica. O que seria uma informação 
rica, nesse contexto? É aquela informação que apresenta alguns atributos, como:
 ■ Multimídia: utilização combinada de recursos, como vídeo, áudio, imagens 
fotográficas, designers, imagens digitais e muitos outros tipos de arquivos.
 ■ Personalizada: utilização da informação customizada ou personalizada espe-
cificamente ao usuário, naquele momento em que ele acessa aquela informação 
ou quando ele faz modificações e adequações conforme suas preferências.
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 ■ Dependente de contexto: as informações, quando consultadas em tempo 
real, devem ser relevantes ao contexto (conjunto de momento, localiza-
ção, situação e usuário) em que é acessada.
Imediatismo: informação imediata em tempo real, acelerando as transações e a 
evolução das corporações, fazendo com que o ciclo de vida da informação for-
necida seja encurtado significativamente.
Já pensou em quantas vezes você precisou de alguma informação imediata 
de algum dispositivo móvel? Esse fato gera a necessidade do usuário ter acesso 
instantâneo à aplicação e às informações que são disponibilizadas, acessadas e 
processadas.
Agora vamos ver algumas estratégias complementares usadas no imediatismo:
 ■ Conectividade always on: uso de tecnologias de rede que possam nos 
manter conectados a aplicação a qualquer momento.
 ■ Informação sincronizada/acessível off-line: as informações manipuladas 
pelos usuários de forma que as aplicações sejam armazenadas localmente 
no dispositivo móvel.
 ■ Abordagem mista: uso de aplicações que trabalham off-line, mas que 
possam ser sincro nizadas remotamente, provavelmente por meio de uma 
solução de conectividade always on.
Facilidade de uso: quantas vezes você achou uma aplicação difícil de usar e 
com isso não usou mais? Uma característica importante é que as aplicações 
móveis devem ser simples e de uso intuitivo. As interfaces gráficas devem pos-
suir os padrões de usabilidade, ter suporte a comandos de voz e os dispositivos 
de entrada e saída que sejam adequados.
Facilidade de gerenciamento: para uma empresa, toda aplicação móvel cor-
porativa deve oferecer a sua equipe de TI algumas ferramentas para facilitar seu 
gerenciamento, como, por exemplo: 
 ■ Segurança e facilidade de auditoria: a aplicação móvel deve ter con-
trole de acesso, aplicação de políticas e permissões e ainda conta bilização/
registro para auditoria, ou seja, as tradicionais funcionalidades: AAA – 
Authentication, Authorization and Accounting.
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 ■ Gerenciamento remoto: a aplicação móvel deve permitir que seja atua-
lizado ou feito o diagnóstico remotamente, sem intervenção do usuário.
Preparado(a) para tornar-se móvel? E como tornar-se móvel? Como vimos, 
essa é a grande tendência do futuro. Então, vamos nos conectar a um disposi-
tivo móvel e continuar a leitura? 
Programação Móvel: nos próximos 15 anos, os alunos não só usarão seus 
aparelhos como apoio em tarefas de educação, como também aprenderão 
a programá-los pessoalmente para desenvolver, construir e customizar apli-
cativos móveis de acordo com suas necessidades e desejos pessoais. Duran-
te o processo, aprenderão sobre raciocínio computacional – os principais 
conceitos das abordagens da programação e da solução de problemas – e 
adquirirão habilidades fundamentais para participar na economia global 
[...]. Entre os sinais dessa tendência estão os laboratórios de desenvolvimen-
to móvel (ou tech hubs) que vêm surgindo na África subsaariana [...] e o 
esforço recente em aumentar o número de mulheres desenvolvedoras de 
software através de comunidades [...] no Quênia. Na Europa, a crescente po-
pularidade de aplicativosmóveis para mudar a sociedade, como os aplicati-
vos, projetos para ajudar os jovens a melhorar suas habilidades de escrever 
código como o CoderDojo (2012), e alternativas baratas de computação [...], 
evidenciam o aumento da programação móvel na educação.
Fonte: Unesco… (on-line)1.
“Há muitas nuances da mobilidade que só conhece quem vive isso todos os 
dias” (Dariva).
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
Reprodução proibida. A
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APLICATIVOS MÓVEIS
Os aplicativos móveis são softwares popularmente conhecidos como “APPs”, uma 
abreviação do termo “aplicação de software”.
Podem ser baixados por meio de lojas on-line, como Google Play, App Store 
ou Windows Phone Store. Uma grande parte dos aplicativos é gratuita, mas exis-
tem aplicativos pagos também.
Aplicativos móveis são classificados como ferramentas de suporte à produti-
vidade e à recuperação de informação, que inclui calendário, agenda telefônica, 
correio eletrônico, informações climáticas entre outras.
Seu desenvolvimento envolve processos complexos devido à variedade de 
plataformas e equipamentos disponíveis no mercado. Os desenvolvedores têm 
se deparado com uma difícil decisão: construir aplicativos que são direcionados 
para uma determinada plataforma ou construir aplicativos genéricos.
Existem atualmente quatro tipos de aplicativos encontrados, são eles:
 ■ Aplicativos para Serviços: têm o objetivo de nos fornecerem informações 
e conteúdo de modo simplificado e ágil, como aplicativos para previsões 
do tempo, navegação de mapas e até solicitar um resgate a seguradora 
do seu carro.
 ■ Aplicativos para Informações: disponibiliza-nos acesso a conteúdos atu-
alizados em tempo real ou que têm utilidade permanente, como guias de 
compras/lojas, telefones úteis, promoções, consulta de produtos, entre 
outros.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play
https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play
https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play
https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play
https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store
Aplicativos Móveis
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 ■ Aplicativos para Comunicação: permitem-nos a conexão entre pessoas, 
como Wattsapp, MSN ou aplicativos de integração com as redes sociais.
 ■ Aplicativos para Entretenimento: é destinado para diversão. A indústria 
de jogos é a que mais se destaca em faturamento entre todos os segmen-
tos do entretenimento. Esses aplicativos favorecem o crescimento, pois 
permitem uma integração perfeita com os jogos.
Conforme Burégio (2003, p. 23), sobre o desenvolvimento de aplicações móveis,
requer um cuidado especial, pois estes geralmente apresentam limita-
ções de memória, processamento e resolução que devem ser levadas em 
consideração no projeto destas aplicações. Além disso, a grande varie-
dade dos dispositivos existentes e a falta de ferramentas de desenvolvi-
mento adequadas e frameworks tem dificultado muito a construção de 
aplicações portáveis e que utilizem, de maneira otimizada, os recursos 
específicos de determinados equipamentos. Pode-se perceber clara-
mente que a maioria dos problemas acontece devido a fatores inerentes 
ao dispositivo em uso e que estes problemas são agravados atualmente 
pela ausência de ferramentas, técnicas e frameworks estruturados que 
permitam um desenvolvimento mais fácil das aplicações.
O surgimento de aplicações web móveis, segundo Burégio (2013), também tem 
gerado algumas questões que devem ser levadas em consideração no projeto das 
mesmas. Dentre elas, pode-se citar:
 ■ Variedade de dispositivos com diferentes capacidades.
 ■ Múltiplas linguagens de marcação de texto.
 ■ Múltiplas implementações de browsers.
 ■ Múltiplas implementações do padrão wap.
 ■ Variações na capacidade de processamento client-side1.
Mas, quando você for desenvolver aplicativos móveis, vale a pena estudar algumas 
das abordagens apresentadas, pois cada uma possui suas próprias características 
e nuances que devem ser analisadas e consideradas na construção de diferen-
tes tipos de aplicações.
1 Client-Side: no lado do cliente, ou seja, do usuário, a aplicação roda diretamente de seu computador. Como 
assim? O Lado do cliente dá a resposta na hora pra alguma interação que é feita no website.
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E88
REDES CONVERGENTES
Redes Convergentes agrupam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e 
dados. Prevendo as mudanças trazidas à vida cotidiana e profissional, as ope-
radoras tradicionais de telefonia encontram-se hoje em processo de migração 
para oferecer redes multimídia baseadas na convergência (CARVALHO, 2014).
Segundo Squirra (2005, on-line), a convergência deve ser entendida como,
a chegada de um vasto cenário de instrumentos, sobretudo digitais que 
desempenham - ou podem desempenhar - funções técnicas assemelha-
das ou complementares. Nascida na área tecnológica, logo recebeu am-
plitude com o linguajar deslumbrado e futurista dos tecnólogos comu-
nicacionais e das empresas midiáticas. Encontra-se hoje razoavelmente 
assimilada nos distintos cenários científicos e comerciais pela concor-
dância de que as tecnologias - sobretudo as da comunicação devem se 
enxergar possibilitar conexões e acoplagens e trocar dados entre si, per-
mitindo que os consumidores tenham pleno e fácil acesso aos enlaces 
digitais que passaram a ser disponibilizados. É entendida como a inte-
gração tecnológica em uma base comum, uma vez que apesar das formas 
da tecnologia serem diferentes, elas permitem um princípio básico que é 
a comunicação direta de um usuário com outro através de um conjunto 
invisível de conexões e sistemas de aberturas, interpretações e disponi-
bilização de dados. Assim, possibilitam trocas de gigantescos volumes 
de informação a partir de grande conjunto de interfaces que permitem 
o acesso à informação em tempo real e/ou aquela estocada nos circuitos 
informatizados dos equipamentos digitais.
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Quando não havia rede convergente, a rede de imagem e voz das empresas fun-
cionava de forma analógica, enquanto a rede de dados era tecnologia digital. 
Dessa forma, várias redes eram utilizadas ao mesmo tempo. Essa foi a Era do 
fio. Atualmente, a rede convergente opera por meio da tecnologia IP. Voz, dados, 
imagens, sensores etc. E, assim, tudo converge para uma rede física, só usando 
um protocolo básico/transporte igual (CARVALHO, 2014).
As vantagens de redes convergentes para Carvalho (2014, on-line):
Através de uma rede única e integrada de TI é possível integrar por 
meio de um sistema de cabos estruturados, um grande número de apli-
cações de automações e serviços de uma construção. O uso de uma 
rede única e integrada substitui a utilização de um grande número de 
redes separadas ou aplicações para cada um dos sistemas. O uso de uma 
rede única tem aumentado o número de stakeholders2 conscientes dos 
benefícios de contar com uma rede convergente para todos os serviços 
técnicos tradicionais. Consequentemente, a demanda por profissionais 
que busquem aplicar seu conhecimento com este conceito em mente 
também irá aumentar. Quem opta por uma rede convergente, contribui 
paraa preservação da natureza. Como é necessário menos cabeamento 
em uma rede convergente do que em uma instalação de redes indepen-
dentes, a quantidade de material usado e de lixo gerado é menor, o que 
reduz o impacto imediato no meio ambiente. O compromisso que há 
atualmente com a consciência verde leva a empresa que opta por redes 
convergentes, a uma política mais ética em relação ao gerenciamento 
responsável e à sustentabilidade.
CONVERGÊNCIA DE SERVIÇOS
Por meio de diferentes meios de comunicação, é disponibilizado um mesmo ser-
viço. O sistema bancário tem sido utilizado por essa modalidade como prestação 
de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual. Há cada vez mais opções para 
servir o cliente com simples operações, que originalmente só podiam ser reali-
zada por meio do caixa humano ou pelo caixa eletrônico, já está disponível na 
Internet, telefone fixo ou dispositivo móvel (CARVALHO, 2014).
2 Stakeholder é uma pessoa ou grupo que possui interesse (assim como participação, investimento ou ações) 
em um determinado negócio ou empresa. 
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E90
CONVERGÊNCIA DE TERMINAIS
Utilização de um único terminal para acesso a múltiplas redes e serviços diversos. 
Podemos citar como exemplo o iPhone, um smartphone da Apple apresentado 
como um “telefone revolucionário”. O objetivo das pesquisas que resultaram no 
iPhone foi a experimentação de telas sensíveis ao toque que, assim como o design 
e a facilidade de uso, é considerado um dos pontos fortes do aparelho. Por outro 
lado, além da comunicação por voz que se espera de qualquer telefone, o iPhone 
integra recursos multimídia, ligação à Internet por tecnologia EDGE com acesso 
à web, e-mails, ligação local por Wi-Fi e Bluetooth. Tais recursos conferem ao 
aparelho características de um terminal convergente (CARVALHO, 2014).
CONVERGÊNCIA REGULATÓRIA
Com o surgimento de serviços convergentes, temos um ponto de contato entre 
dois mercados: o da telefonia, tradicionalmente regulamentado, e o mercado de 
serviços de dados, sujeito a pouca ou nenhuma regulamentação sobre a presta-
ção dos serviços.
A manutenção de princípios como a defesa da justa competição no setor de 
telecomunicações e radiodifusão está entre os desafios a serem enfrentados pelos 
órgãos reguladores. Temos, como exemplo, a ligação utilizando o VoIP que é pos-
sível enquadrar-se na lacuna não regulamentada dos serviços de transmissão de 
dados que evita acordos internacionais e provê chamadas de voz mais baratas.
Segundo Carvalho (2014), os países ao redor do mundo estão em diferen-
tes estágios com relação à regulamentação, devido a inúmeros fatores, como 
as diferenças de preço e popularização de acesso em banda larga. A tendên-
cia mundial de liberalização da telefônia (com o fim dos monopólios) tornou 
necessária a regulação externa do mercado, principalmente nas áreas de interco-
nexão, acesso/serviço universal e gerenciamento de recursos limitados. Agora, 
as novas tecnologias fornecem novos serviços e modelos de prestação não pre-
vistos pela regulação existente e afetam a estrutura do mercado, com a mudança 
nos padrões de oferta e demanda.
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Acerca das redes convergentes estudadas, pode-se afirmar que possuem 
uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, voz, ima-
gens e vídeo. O processo de convergência está ocorrendo rapidamente e, assim, 
integrando serviços que, anteriormente, requeriam equipamentos, canais de 
comunicação e padrões independentes.
Primeiro Passo para o Futuro
A convergência, então, é a fusão da tecnologia de comutação por pacotes 
com a sinalização telefônica e a inteligência de processamento de chamada, 
permitindo às operadoras consolidar redes de voz e dados que tipicamente 
eram separados e prover um novo e diferenciado serviço integrado de co-
municações. A tecnologia convergente incluiu suporte total às característi-
cas do sistema de sinalização [...] e interfaces padrões de telefonia [...], além 
de uma completa interoperabilidade com a infraestrutura [...] existente, su-
portando todas as características de voz as quais os usuários estão acostu-
mados, assim como o tráfego de dados. Ela também pôde prover uma ponte 
para o acesso e desenvolvimento de novos serviços [...].
A arquitetura convergente pôde alavancar os investimentos existentes em 
infraestrutura, como em equipamentos tradicionais de comutação por cir-
cuito, enquanto suportava o crescimento do tráfego de dados. A arquitetura 
pode unificar a série de múltiplas redes sobrepostas necessárias para a co-
municação do momento.
Fonte: Funicelli (2007).
POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL?
Reprodução proibida. A
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IIIU N I D A D E92
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos por que devemos nos tornar móveis 
e como fazê-lo no mundo da conectividade. Vimos que a maioria das pessoas 
ficam mais de 15% do seu tempo conectados e que as pessoas estão móveis o 
tempo todo. Ou melhor, elas se movem sempre que não estão na frente do seu 
computador. Quanto tempo você fica conectado?
Vimos que estamos inseridos no contexto de mobilidade desde que acorda-
mos, até a hora de dormir. Estamos conectados de alguma maneira e não andamos 
mais sem posse de nossos celulares, nos quais nossos olhos ficam grudados nas 
telas, o que denota uma depedência desses dispositivos, seja por conta das redes 
sociais ou pelas empresas. Você sai de casa sem o seu celular?
Ouvimos falar sobre as características-chave que as novas aplicações móveis 
devem possuir quando são desenvolvidas, como, por exemplo: riqueza de infor-
mação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamento. Já pensou 
em algumas delas ao desenvolver um aplicativo móvel?
Estudamos sobre os aplicativos móveis, como eles são classificados como 
ferramentas de suporte à produtividade e à recuperação de informação, seu desen-
volvimento, seus processos e como eles são complexos e importantes nesse meio.
Aprendemos também a respeito das Redes Convergentes e como elas agru-
pam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Vimos como as 
Redes Convergentes estão mudando a vida cotidiana e profissional e como elas 
possuem uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, 
voz, imagens e vídeo.
Nesta unidade, aprendemos como é importante migrar para redes de dados 
e o que acontece quando migramos. Depois desta, com o conhecimento que já 
adquirido, podemos passar para a próxima unidade e nos aprofundarmos ainda 
mais na tecnologia móvel. Na próxima unidade vamos estudar sobre a expansão 
explosiva do celular. Preparado? Então vamos em frente!
93 
1. Acerca do processo de software, assinale as assertivas com V para verdadeiro e 
F para falso:
( ) A mobilidade não é um ambiente de competitividade e não é uma ten-
dência do avanço tecnológico.
( ) As empresas se tornam habilitadas ao ambiente móvel, quando realizam 
uma conexão entre indivíduos com a informação.
( ) Por meio do uso de dispositivos móveis e conectividade sem fio em tempo 
real com suas atividades, permitindo e estimulando a captura e o compartilha-
mento de informações, coletando e visualizando dados internos da empresa.
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. V, F, V.
b. F, V, V.
c. V, V, V.
d. F, V, F.
2. Muitas aplicações móveis de sucesso deverão ter algumas características-cha-
ve comuns e que, a partir disso, se constroem novos serviços e aplicações. Com 
base na informação, identifique as características-chave corretas:
a. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de cons-
trução.
b. Riqueza de gerenciamento, imediatismo, facilidade de manutenção e facili-
dade de gerenciamento.c. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de manutenção e facilidade 
de gerenciamento.
d. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de geren-
ciamento.
e. Riqueza de uso, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamen-
to.
94 
3. O desenvolvimento de aplicativos móveis envolve processos complexos devido 
à variedade de plataformas e equipamentos disponíveis no mercado, os desen-
volvedores têm se deparado com uma difícil decisão: construir aplicativos que 
são direcionados para uma determinada plataforma ou construir aplicativos ge-
néricos. Com base nisso, identifique os quatro tipos usados atualmente:
I. Aplicativos para serviços e aplicativos para informações.
II. Aplicativos para comunicação e aplicativos para novidades.
III. Aplicativos para entretenimento e aplicativos para avanço.
IV. Aplicativos para comunicação e aplicativos para entretenimento.
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. Somente as questões II, IV e V estão corretas.
b. Somente as questões I e IV estão corretas.
c. Somente a questão III está correta.
d. Somente a questão V está correta.
e. Todas estão corretas.
4. Atualmente, a Rede Convergente opera por meio da tecnologia IP, voz, dados, 
imagens, sensores etc. Com base nisso, assinale as assertivas com V para verda-
deiro e F para falso:
( ) Convergência de serviços: por meio de diferentes meios de comunicação, é 
disponibilizado um mesmo serviço. O sistema bancário tem sido utilizado por essa 
modalidade, como prestação de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual.
( ) Convergência de terminais: utilização de um único terminal para acesso a 
múltiplas redes e serviços diversos. Podemos citar como exemplo o iPhone, um 
smartphone da Apple apresentado como um “telefone revolucionário”.
( ) Convergência regulatória: com o surgimento de serviços convergentes, te-
mos um ponto de contato entre dois mercados: o da telefonia, tradicionalmente 
regulamentado, e o mercado de serviços de dados, sujeito a pouca ou nenhuma 
regulamentação sobre a prestação dos serviços.
( ) Convergência de serviço: utilização de um único terminal para acesso a 
múltiplas redes e serviços diversos. Podemos citar como exemplo o iPhone, um 
smartphone da Apple apresentado como um “telefone revolucionário”
( ) Convergência de terminais: por meio de diferentes meios de comunicação, 
é disponibilizado um mesmo serviço. O sistema bancário tem sido utilizado por 
essa modalidade como prestação de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual.
95 
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. V, F, V, F, V.
b. F, V, V, F, F.
c. V, V, V, F, F.
d. F, V, F, V, V.
5. O surgimento de aplicações web móveis, segundo Burégio (2013), também tem 
gerado algumas questões que devem ser levadas em consideração no projeto 
de tais aplicações. Com base nisso, identifique estas questões:
I. Múltiplas linguagens de marcação de texto e múltiplas implementações do 
padrão wap.
II. Múltiplas implementações contínuas e de entrega e variações na capacidade 
de processamento client-side.
III. Múltiplas implementações do padrão wap e variações na capacidade de pro-
cessamento client-side.
IV. Variações na capacidade de processamento client-side e não temos debug-
ging de aplicações web.
V. Falta de um ambiente sofisticado de desenvolvimento e debugging de aplica-
ções web e variedade de dispositivos com diferentes capacidades.
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. Somente as questões II, IV e V estão corretas.
b. Somente as questões I, III e V estão corretas.
c. Somente a questão III está correta.
d. Somente a questão V está correta.
e. Todas estão corretas.
96 
SHADOW IT (TI INVISÍVEL)
O fácil acesso a softwares e aplicações juntamente com o avanço de novas tecnologias 
e as novidades da Internet (Web 2.0) provocaram um impacto inusitado na informática 
corporativa. Apesar de todo o controle e padronização, a informática clandestina tem 
crescido assustadoramente e feito um alerta aos administradores de segurança de TI 
das organizações.
Shadow IT é o termo recentemente utilizado para descrever sistemas e soluções de TI 
desenvolvidos e utilizados dentro de uma organização, mas sem a aprovação da organi-
zação. A shadow IT é aquela feita fora do alcance das áreas centrais. As soluções Shadow 
IT frequentemente não estão alinhadas com as padronizações e requisições da organi-
zação quanto a controle, segurança e confiabilidade. Não se trata de uma descentraliza-
ção planejada, mas intencional ou não, a prática de Shadow IT se manifesta por meio da 
compra de pequenos equipamentos (ex. dispositivos móveis), de aplicativos específicos 
e outros. Com o surgimento em larga escala de serviços e utilitários de uso pessoal, o uso 
de TI Invisível tem invadido o mundo corporativo. Do uso pessoal para alguma utilidade 
de negócios é só um pulo, pois o acesso é muito simples e fácil para o usuário, basta uma 
conexão à rede e nada de infraestrutura, sem necessidade de acordo ou contratos, ou 
seja, à sombra de TI.
Pesquisas realizadas pela IDC para a Unisys, em maio de 2011, descobriu que 95 por 
cento dos profissionais da informação utilizam tecnologia pessoal no trabalho, ou seja, 
aproximadamente o dobro do que os executivos das mesmas empresas entrevistadas 
estimaram. A IDC prevê que o uso de smartphones de propriedade dos empregados no 
local de trabalho dobrará até 2014.
Alguns exemplos deste fluxo de dados irregulares (não autorizados) são drives USB, 
ou outro dispositivo portátil de armazenamento de dados, o MSN Messenger ou outro 
software similar de mensagens, Google Docs ou outro software on-line de comparti-
lhamento de documentos, e também desenvolvimento próprio de aplicações em Excel, 
Access, macros etc.
As razões para uso de Shadow IT são inúmeras, geralmente se acredita que os funcioná-
rios de uma organização procurem por um jeito mais fácil de se conseguir o que preci-
sam para finalizar seus trabalhos. Por exemplo, eles podem usar planilhas para análise 
de dados e por ter acesso livre à aplicação, podem trocar informação com qualquer um 
e ainda obter o resultado que precisam.
Um estudo confirma que 35% dos empregados sentem que precisam contornar as 
medidas de segurança ou protocolo, para serem capazes de realizar o seu trabalho de 
modo eficiente. E de 63% das pessoas empregadas, 10 enviam documentos do e-mail 
corporativo para o endereço de e-mail pessoal, para continuarem o trabalho de casa, 
mesmo quando estão cientes de que isso não seria permitido.
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As implicações dessas ações de Shadow IT, além dos riscos de segurança, também cau-
sam: lógica de negócios inconsistentes; perda de tempo; abordagem de negócio incon-
sistente; desperdício do investimento feito; Ineficiência, e por fim, a barreira do aprimo-
ramento do negócio ou tecnologia.
O Papel de TI e a Gestão de “Shadow It”.
O surgimento de Shadow IT e o uso crescente de dispositivos móveis dentro das or-
ganizações traz um desafio a área de TI: a segurança. Usuários têm acesso a inúmeras 
soluções que dispensam qualquer suporte especializado. Este cenário mostra como é 
importante posicionar o departamento de TI para essa nova realidade.
Nathan Clevenger, arquiteto chefe de software de dispositivos móveis da empresa de 
gestão ITR e autor do livro “iPad na empresa” (Wiley, 2011), diz que o iPhone e iPad são 
os catalisadores para o consumo de TI. Dessa maneira, departamentos de tecnologia 
podem permitir que eles sejam usados de forma segura ou assumir as conseqüências 
do risco. “É melhor que a TI suporte os dispositivos e as tecnologias demandadas pelos 
usuários, porque de qualquer modo eles usarão a tecnologia pessoal para fins comer-
ciais”, diz Clevenger.
Nesse novo cenário, os departamentos de TI estão aprendendo a conviver e lutar para 
gerenciar dados corporativos com segurança, mas ainda é preciso encontrar um meio 
termo entre manter a tecnologia de consumo fora do local de trabalho, mas também 
permitir o acesso irrestritoà rede, a partir de qualquer dispositivo. É necessário uma so-
lução de gestão que garanta a segurança da informação corporativa, mas que também 
permita gerir os custos com um impacto mínimo nas operações de TI e infraestrutura.
A TI encontra um dilema nos dias de hoje, precisa descobrir como tirar a Shadow IT do 
escuro e trazê-la para a luz, garantindo suporte e segurança, ou se arriscar à medida que 
líderes de negócio, cada vez mais familiarizados com tecnologia, tomem os processos 
de inovação em suas mãos.
Por fim, a TI deve tomar as seguintes iniciativas a seguir, a fim de melhorar o relacio-
namento com os colaboradores e, desse modo, ter um melhor controle dos sistemas e 
aplicações utilizados dentro da organização:
Procurar ser um parceiro de negócio melhor.
Oferecer opções de TI mais flexíveis.
Educar os usuários sobre os riscos e falta de segurança ao utilizar dispositivos e aplica-
ções não padronizadas pela organização.
Fonte: Silva (2011).
MATERIAL COMPLEMENTAR
Redes Convergentes
Lilian Campos Soares, Victor Araujo Freire 
Editora: Alta Books
Sinopse: baseado na pesquisa acadêmica sobre o tópico de redes 
convergentes, o conteúdo do livro foi estruturado de acordo com as 
necessidades do mercado nacional de redes e telecomunicações, buscando 
levar o conhecimento do assunto às instituições privadas, públicas e 
acadêmicas que desejam implementar em seus ambientes corporativos 
soluções de integração de dados e voz.
Redes convergentes têm por objetivo descrever as principais tecnologias de 
rede para unificação de serviços de dados e voz, como Frame Relay (VoFR), 
ATM (VoATM) e IP (VoIP).
Tudo o que você pode esperar da tecnologia até 2030 é um artigo que traz algumas previsões do 
que acontecerá, já que o futuro é algo impossível de ser controlado e o avanço da tecnologia 
é incrivelmente rápido. Já estamos acostumados a essa realidade e não nos deixamos mais 
assombrar com a quantidade de novidades que surgem a cada momento. Certo? Como anda a 
sua imaginação? Qual é o futuro da tecnologia que você espera para os próximos anos? Deixe a 
imaginação fluir e aproveite a leitura. Para saber mais, acesse o link disponível em: .
Artigo interessante que mostra alguns apps para Android. Temos um app oficial para a Copa 
América e também temos um app para gerenciar notificações e muito mais. Aproveitem e fiquem 
por dentro de algumas aplicações móveis disponíveis. Para saber mais, acesse o link disponível 
em: .
Artigo que aborda a Convergência em Telecomunicações, o agrupamento de tecnologias 
para unificar redes de voz e dados. Fala das operadoras tradicionais de telefonia móvel e 
suas mudanças. Para saber mais, acesse o link disponível em: 
A tecnologia das Aplicações para dispositivos móveis
Artigo muito interessante que discorre sobre as tecnologias das aplicações para dispositivos 
móveis. Aproveite e dê uma lida em outros artigos sobre Aplicativos para Android 
Smartphones e Tablets. Para saber mais, acesse o link disponível em: .
http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm
http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm
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http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm
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GABARITO
1. B. F, V, V.
2. D. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de geren-
ciamento.
3. B. Somente as questões I e IV estão corretas.
4. C. V, V, V, F, F.
5. B. Somente as questões I, III e V estão corretas.
U
N
ID
A
D
E IV
Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso
OS BENEFÍCIOS DA 
TECNOLOGIA MÓVEL NO 
MUNDO ATUAL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Compreender a expansão do celular e a sua modalidade.
 ■ Visualizar a diferença das tecnologias móveis existentes.
 ■ Estudar os serviços de localização e como eles podem ajudar 
empresas a melhorarem seus negócios.
 ■ Mencionar as alternativas de acesso móvel disponibilizados como 
forma de pontos de conexão.
 ■ Estudar o uso dos dispositivos móveis como forma de melhorar o 
faturamento dos negócios empresariais.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ A expansão explosiva do celular
 ■ Tipos de tecnologia móvel
 ■ Alternativas de acesso móvel
 ■ Serviços de localização
 ■ Uso dos dispositivos móveis nos negócios
 ■ Estudo de caso
 ■ Aplicativos (APP) ou negócio?
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a), em nossa terceira unidade, aprendemos um pouco mais sobre 
mobilidade. Por que se tornar móvel? É um dos questionamentos mais impor-
tantes que uma empresa deve se fazer nos dias atuais, já que a evolução está em 
grande crescente, realizando ações em tempo real. Podemos dizer que empre-
sas que buscam uma lucratividade final têm que se adequar e se atentar a esse 
novo tipo de tecnologia e novo tipo de comércio, já que ela permite a estimula-
ção e o compartilhamento de informações de sua marca.
Além disso, há a necessidade de realizar estudos e verificar como se tornar 
móvel, verificar nicho de mercado, a abrangência de redes móveis etc., já que é 
uma tendência de evolução das empresas, ter aplicações móveis.
Falamos também sobre efeitos da conectividade de um modo geral, como 
a população se comporta com cada tipo de tecnologia, abrangendo seus bene-
fícios e malefícios.
A partir dessa discussão, entramos em nosso capítulo IV, no qual falaremos 
sobre as diversas tecnologias utilizadas para a conexão dos aparelhos móveis, 
disponibilizados pelas operadoras de telefonia móvel.
Abordaremos também a importância dos serviços de localização ofereci-
dos, os quais são hoje uma das principais aplicações de um smartphone, já que a 
partir disso, pode-se localizar um aparelho em qualquer lugar, seja para o que-
sito comercial ou não.
Sabedores da importância de se estar conectado no mundo atual, neste capí-
tulo, abordaremos as duas alternativas que estão sendo bem utilizadas: Hotspot 
e Wi-max, tecnologias que estão “desafogando” as conexões móveis.
Por fim, vamos debater a respeito de como os dispositivos móveis auxiliam 
nos negócios. Entraremos em contato com o Mobile Marketing e o comércio ele-
trônico por meio de aplicações móveis. Mas e se sua empresa quiser um aplicativo 
móvel, o que fazer? Nesta unidade, também iremos realizar uma breve introdução 
de boas práticas para um bom aplicativo e a apresentação de algumas ferramen-
tas que ajudarão em sua confecção. Vamos dar continuidade a nossos estudos? 
Introdução
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103
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E104
A EXPANSÃO EXPLOSIVA DO CELULAR
Nas últimas décadas, lemos e ouvimos muito sobre o crescimento na aquisição 
de aparelhos celulares pela população em todo mundo. O “boom” se deu em 
decorrência de vários fatores, entre eles, pela expansão da internet móvel e pela 
necessidade das pessoas estarem conectadas cada vez mais e a maior parte do dia. 
Além disso, a popularização dos dispositivos móveis, atingindo as mais diversas 
classes sociais, também é um fator que impacta nesse crescimento.
Em várias regiões do Planeta o número de aparelhos celulares ultrapassou o 
número de habitantes. Num âmbito global, usuários que se utilizam da telefonia 
móvel já ultrapassou os usuários que preferem a telefônia fixa (SRIVASTAVA; 
KIRWAN; SILVER, 2006). No ano de 2007, tinhamos a proporção de 1 apare-
lho para cada 2 habitantes. Fazendo uma proporção, não é nada inimaginável o 
número de aparelhos superando o número de habitantes, não acham?
E isso está prestes a acontecer. A UIT (União Internacional de 
Telecomunicações) informou, em 2015, à Rádio ONU, que o número de celu-
lares no mundo já ultrapassou a marca de 7 bilhões de aparelhos. Fazendo um 
comparativo com a população mundial, que é de aproximadamente 7,4 bilhões de 
habitantes, há quase uma equiparação 1x1 entre habitantes e aparelhos celulares.
O primeiro telefone móvel chegou ao Brasil na década de 90 e utilizava a 
tecnologia analógica. Com o passar do tempo e o melhoramento da tecnologia, 
passando a ser digital, a venda de aparelhos teve uma grande crescente.
Figura 1 - Conectividade
A Expansão Explosiva do Celular
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105
Em 2003, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável 
por regulamentar o mercado de telefonia móvel no Brasil, informou que no país 
o número de celulares ultrapassou o número de telefones fixos, no qual eram 40 
milhões de aparelhos celulares ativos, contra 39 milhões de telefones fixos (FÉ,2008). Já em meados de 2007, a quantidade de celulares era aproximadamente 
de 106 milhões de aparelhos1.
Dados da Anatel ainda mostram 
que, em 2015, havia aproximadamente 
257 milhões de linhas celulares ativas 
no Brasil. Podemos observar alguns 
dados no gráfico ao lado, no qual 
constata-se o crescimento de linhas 
de celulares ativas. E, apesar de uma 
queda aparente com relação ao ano de 
2014, observa-se ainda o crescimento 
gradativo de linhas ativas, fechando, 
em fevereiro de 2016, na marca de 
258,06 milhões de linhas celulares, 
segundo as últimas informações da 
Anatel, ou seja, há mais celulares do 
que população no Brasil, já que a 
população brasileira está em torno 
de 206 milhões, segundo o IBGE.
Características como comunicação, interatividade, mobilidade e portabili-
dade são requisitos que estão influenciando nesse crescimento; no qual pessoas 
se utilizam de aparelhos inteligentes (smartphones) para realizar suas atividades, 
se conectar com o trabalho e com o mundo. Além disso, não podemos deixar 
de lado os investimentos realizados pelos fabricantes de aparelhos celulares, nos 
quais se utilizam de material pesado em ações de marketing, novas tecnologias 
e novos aparelhos.
1 Você pode se informar mais sobre o assunto e também verificar o gráfico de crescimento de aparelhos 
móveis no link disponível em: .
Li
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ce
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Anos
300
275
225
300
200
175
150
2010 2012,5 2015
Linhas
173
202
242
261
271
280
257
Figura 2 - Gráfico de crescimento de aparelhos móveis
Fonte: adaptado de Brasil... (2016, on-line). 
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OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
Reprodução proibida. A
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Dessa forma, segundo a Revista ComputerWorld (outubro/2013, p. 12), cons-
tatou-se que o crescimento da mobilidade no Brasil, entre outras coisas, se deu 
devido à necessidade de dar respostas rápidas aos negócios e alavancar empre-
sas. Hoje, é o acesso a telefonia móvel que liga a sociedade a informação, desde a 
agricultores instalados em locais distantes, até a população urbana num âmbito 
geral, atraindo todas as classes sociais.
Dizemos, dessa forma, que há uma democratização da tecnologia. Aliado a 
isso, você verá, no decorrer do capítulo, como a quarta geração auxilia no tra-
balho de expansão de aparelhos celulares.
Entretanto não foi somente essas tecnologias que auxiliaram no crescimento; 
a seguir, iremos estudar um pouco mais sobre os tipos de tecnologia móvel e 
sua evolução, que como um todo trouxe diversos benefícios aos usuários, sejam 
pessoais ou empresariais. Vamos dar continuidade a esse aprendizado?
TIPOS DE TECNOLOGIA MÓVEL
Tecnologia Móvel nada mais é do que a comunicação por dispositivos/equipa-
mentos, realizada por meio de redes sem fio. Dentre essas redes, podemos citar: 
redes locais sem fio (WLAN – Wireless Local Area Network), as redes de longa 
distância (WWAN – Wireless Wide Area Network) e as redes pessoais (WPAN 
– Wireless Personal Area Network).
Em uma breve descrição das redes pessoais, podemos dizer que permitem a 
conexão entre equipamentos de forma sem fio restrita a uma curta distância. A 
rede PAN mais conhecida e mais utilizada no mundo é a tecnologia Bluetooth, 
muito utilizada na conexão de dispositivos, periféricos e vários outros. Porém a 
A sorte é como o mercado, onde, muitas vezes, se você puder esperar um 
pouco, o preço cairá (Francis Bacon).
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conexão desse tipo de tecnologia chega somente a aproximadamente 10 metros 
de distância (BERNAL, 2002).
No quesito mobilidade, hoje, o bluetooth realiza conexões entre aparelhos 
celulares e vários outros dispositivos, como relógios, fones de ouvido e até mesmo 
realiza uma interação com nossos veículos.
Já em Redes Locais sem fio, que hoje em dia são muito utilizadas, há um 
alcance de aproximadamente 200 metros, e realiza a conexão de vários dispositivos/
equipamentos que suportam a tecnologia Wi-Fi, dentre eles celulares, notebooks, 
tablets, smart Tvs, entre outros. Essa tecnologia permite a conexões de alta velo-
cidade, porém obstáculos físicos, como paredes, interferem na cobertura do local 
onde está disponibilizada, por esse motivo há a limitação do alcance (FÉ, 2008).
Essa tecnologia, além de utilizada em residências, é muito utilizada em empresas 
e shoppings, auxiliando na propagação da informação e dados (no caso de empre-
sas) e utilizada como forma de marketing por shoppings.
Outra alternativa de tecnologia móvel e que está em grande usopela popu-
lação mundial é a REDE WWAN, mais conhecida como rede de telefonia celular 
móvel. Esta, por sua vez, teve início com a primeira geração (1G), que se utili-
zava do sistema analógico e quase não havia transmissão de dados, além do sinal 
de voz (ROSS; KUROSE, 2013).
Conforme as tecnologias avançaram, surgiu a segunda geração (2G). Essa 
tecnologia ainda é muito presente nas cidades brasileiras e utiliza-se do formato 
digital, também realizando serviços de voz de alta qualidade e sem ruídos. Além 
disso, foi a primeira tecnologia a suportar a navegação por dados móveis, tam-
bém conhecida como conexão WAP (Wireless Application Protocol), que permite 
a comunicação entre os aparelhos móveis (RAPPAPORT, 2009).
Com o mundo cada vez mais globalizado, houve a necessidade de, cada vez 
mais, evoluir os sistemas de telefonia móvel e a terceira geração (3G) veio para 
auxiliar isso. Na teoria, prometendo velocidades de até 7 Mbps, essa tecnologia 
originou-se na busca por agregar valor aos usuários e, para empresas, auxiliar 
na mobilidade da comunicação. Usuários podem trocar informações instantâ-
neas, recebendo/enviando mensagens e arquivos importantes através de seus 
smartphones. Na prática, no Brasil, a tecnologia 3G oferece velocidade pouco 
superior a 2 Mbps e já está presente na maioria das cidades brasileiras (FÉ, 2008).
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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Ainda no sistema de terceira geração, surgiu o 3G+. Como o sistema de 
telefonia móvel crescia cada vez mais e as conexões por aparelhos celulares teve 
um grande aumento, o 3G+ veio teoricamente para tentar aumentar a veloci-
dade das conexões, aliviando o sistema anterior. Prometia velocidades de até 21 
Mbps, porém, aluno(a), você que se utiliza desse sistema sabe muito bem que 
isso é mera teoria.
Estamos na era da quarta geração (4G), que, em tese, é a conexão mais rápida 
da internet móvel no momento. No Brasil, essa tecnologia ainda está em expan-
são, estando disposta na maioria das grandes cidades brasileiras.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que a quantida-
de de aparelhos celulares ativos no Brasil já é maior do que a quantidade da 
população Brasileira. 
Consequentemente, é fato que cada vez mais os brasileiros estão se conec-
tando à internet, seja para auxiliar no trabalho, ou, para acessar as diversas 
redes sociais existentes.
Consequência: o celular se tornou a principal forma de acesso à internet no 
Brasil, auxiliando na marca de 50% das casas brasileiras com acesso a inter-
net.
Você pode obter mais dados a título de curiosidade, acessando o link dispo-
nível em: .
Fonte: os autores.
http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil
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1ª Geração:
- Telefonia celular móvel. 
- Primeira geração (1G)
- Sistema analógico 
- sinal de voz
2ª Geração:
- Formato digital, 
- Serviços de voz de alta qualidade 
- Primeira tecnologia a suportar a navegação por dados móvel
- Conexão WAP (Wireless Application Protocol)
3ª Geração:
- Velocidades de até 7 Mbps
- Velocidade 3G
- Melhor mobilidade da comunicação
- Possibilidade de troca de informações instantâneas
4ª Geração:
- Tecnologia 4G
- Até o momento, a velocidade mais rápida da internet móvel
- Tecnologia em expansão
A tecnologia 4G presente no Brasil é a tecnologia LTE (Long Term Evolution) 
que é uma evolução da tecnologia de terceira geração (3G – HSDPA). O 4G é 
a primeira tecnologia a não diferenciar os canais de dados e de voz, realizando 
todas chamadas por VoIP. Teoricamente essa tecnologia atinge até 100 Mbps de 
download e 50 Mbps de upload, porém, na prática, não é o que as operadoras 
de telefonia oferecem (TANENBAUM; WETHERALL, 2011).
Mas o que a tecnologia 4G tem de diferencial com relação às outras? Nesse caso, 
o que faz a tecnologia conseguir altos índices de velocidade é a forma de comu-
nicação entre as torres, que ocorre por meio de fibras óticas. No Brasil, porém, 
essa tecnologia não consegue penetrar corretamente em lugares fechados ou com 
obstáculos. Isso se deve a frequência em que a mesma é executada (2.500 MHz).
Entretanto o plano de expansão dessa tecnologia se intensificará a partir de 
2018, quando acontecerá o desligamento das TV’s analógicas, desse modo, as 
operadoras de telefonia irão utilizar a frequência na faixa de 700 MHz que tem 
melhor propagação de sinal em ambientes fechados e com obstáculos.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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Em algumas cidades brasileiras, o desligamento das TV’s analógicas já ocor-
reu, é o caso da cidade de Rio Verde, no estado de Goiás. A partir desse fato, a 
empresa Claro de telefonia celular já começou um projeto piloto para trabalhar 
com a tecnologia 4,5G, que já opera na faixa de 700 MHz. Esse teste já traz uma 
experiência do que será possível fazer com a tecnologia 5G, a futura queridinhas 
das operadoras de telefonia e dos consumidores finais.
Contudo, apesar desses testes, para a tecnologia 5G estar presente entre nós, 
definitivamente ainda irá demorar para acontecer,com previsão para ser dis-
ponibilizada ao consumidor final em meados de 2020. Porém a evolução para 
essa tecnologia irá permitir atingir grandes velocidade finais para os dispositivos 
móveis; fazendo um comparativo, tecnicamente o 5G tem o objetivo de atingir 
10 vezes mais velocidade do que o 4G.
É imensurável que a tecnologia 5G trará muitos benefícios e um desses bene-
fícios é o futuro da Internet 
das Coisas (relembre no capí-
tulo II). A União Europeia, 
em um documento2, men-
ciona que a tecnologia irá 
conectar máquinas, disposi-
tivos e pessoas, facilitando a 
entrega de cuidados pessoais 
(como remédios personaliza-
dos), otimizando a logística e 
diversos outros setores.
2 Você pode obter mais informações sobre esse documento, no site da União Europeia, acessando o seguinte 
link: .
“A arquitetura do nosso futuro não está apenas inacabada; o andaime mal 
foi construído” (George Lamming).
http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine
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Outro ponto importante para essa tecnologia, e por isso os diversos estudos rea-
lizados, é que nela não pode haver interrupção de dados, como ocorre em outras 
tecnologias móveis. Necessita de uma confiança igual ou superior à conexão com 
fibra ótica, para que, no futuro, se possa colocar em prática a internet das coisas. 
Outro benefício é que essa tecnologia irá consumir menos bateria que as outras, 
já que, com a internet das coisas, alguns dispositivos exigirão uma duração maior.
Vimos até aqui algumas tecnologias móveis existentes que auxiliam na mobili-
dade. A seguir, iremos falar um pouco sobre algumas alternativas de acesso móvel 
que auxiliam no acesso a internet quando você não está conectado à alguma tec-
nologia disponibilizada pelas empresas de telefonia.
Sabemos hoje da importância das conexões móveis. Pelo fato de termos um 
grande número de aparelhos celulares ativos no mundo, quase ultrapassan-
do o número de habitantes, sentimos na “pele” o quão a velocidade das co-
nexões móveis caíra em relação a qualidade.
Nesse sentido, cada tecnologia surgida vem para auxiliar as demais e aliviar 
no sentido de velocidade de conexão. E com o 5G não é diferente, seu surgi-
mento irá ajudar as tecnologias mais velozes (3G e 4G) de forma a aumentar 
sua qualidade final.
Você pode saber mais sobre o assunto acessando o link disponível em:
.
Fonte: os autores.
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ALTERNATIVAS DE ACESSO MÓVEL
Aluno(a), você já chegou a algum lugar, um restaurante, por exemplo, e, quando 
foi verificar em seu celular, havia uma rede WI-FI disponível? Abrimos até um 
grande sorriso quando constatamos isso, não é? Pois bem, chamamos esse tipo 
de Wi-Fi disponível de Hotspot, que nada mais é do que uma rede sem fio que 
está disponível para ser utilizada.
Normalmente os Hotspotsde conexão entre homens e homens, 
máquinas e homens, e máquinas e máquinas motivadas pelo nomadismo 
tecnológico da cultura contemporânea e pelo desenvolvimento da compu-
tação ubíqua3 (3G, Wi-Fi), da computação senciente4 (RFID5, bluetooth) 
e da computação pervasiva, além da continuação natural de processos de 
emissão generalizada e de trabalhos cooperativos da primeira fase dos CC 
(blogs, fóruns, chats, software livres, peer to peer etc). (LEMOS, 2005, p. 2).
1 Nômade digital é um indivíduo que aproveita a tecnologia para realizar as tarefas de sua profissão de 
maneira remota e, ao não depender de uma base fixa para trabalhar, conduz seu estilo de vida de uma 
maneira nômade.
2 Wi-Fi e Wi-Max são padrões técnicos da IEEE para internet sem fio. A tecnologia Wi-Fi é utilizada na 
maioria das conexões da internet sem auxílio de fios. A tecnologia WiMax foi criada como uma solução 
para ambientes externos, cidades inteiras já estão sendo cobertas pela tecnologia.
3 Qualidade do que está em toda parte, do que é ubíquo.
4 “Computação senciente” refere-se à possibilidade de interconexão de computadores e objetos por meio de 
sensores que passam a se reconhecer de maneira autônoma e a trocar informações.
https://pt.wiktionary.org/wiki/ub%C3%ADquo
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Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência
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Quantas vezes você foi passear no shopping e, chegando lá, procurou quase que 
imediatamente a conexão com a internet Wi-Fi disponível? O fator tecnológico, 
na era da conexão em que vivemos, interfere e altera a vida das pessoas, o conví-
vio social e afetivo entre os grupos, assim como o tempo disponível, pois permite 
nos comunicarmos a qualquer momento e em qualquer lugar. 
Barbosa (2013, on-line), diz: “o mundo no bolso e o contexto na palma da 
mão”. O que você achou da frase? Muito interessante, certo? Pois, assim como os 
próprios parâmetros passados na frase, temos o bolso e a palma da mão, que nos 
remete a miniaturização que possibilita a portabilidade e a ubiquidade.
Nesse contexto, temos os dispositivos móveis e, em especial o celular, que tem 
se tornado o objeto que sempre temos no bolso e cabe na palma da mão e que, 
aos poucos, vem se tornando extremamente valorizado, principalmente pelos 
jovens, tanto em virtude do aumento das funcionalidades dos aparelhos como a 
quantidade de aplicativos disponíveis. Com isso, tornam-se verdadeiras centrais 
de entretenimento e diversão. Você se diverte nos celulares? Com certeza sim.
Sobre o telefone, Ribeiro (2009, p. 23) diz que
a utilização do telefone inseriu-se nos contextos mais diversos a par-
tir da portabilidade, o que desencadeou um processo de redimensio-
namento do dispositivo para situações não previstas. Inicialmente 
compartilhados publicamente, os telefones passaram para os espaços 
domésticos, ganharam mobilidade5 dentro dos carros e, atualmente, 
funcionam de modo muito particularizado, quase como uma exten-
são de cada indivíduo, acompanhando-o em todos os momentos e para 
qualquer lugar aonde este se dirija.
Assim, quando se permite que o indivíduo se comunique a qualquer momento e 
em qualquer lugar, a mobilidade pode mudar a forma como os indivíduos inte-
ragem, de modo a afetar suas relações sociais, familiares, afetivas e profissionais.
Você deve estar pensando: como é bom ter celulares que se transformaram 
em verdadeiros computadores portáteis que, além da comunicação com a fala, 
temos armazenados imagens, áudio, vídeo, jogos, agenda, despertador, calcula-
dora, GPS, compartilhamento etc. Sem contar que podemos estar permanente 
em contato com familiares, amigos e ainda localizar pessoas que há muito tempo 
5 Mobilidade é o termo utilizado para identificar dispositivos que podem ser operados à distância ou sem fio.
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
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não víamos ou que simplesmente estão distantes. Então, podemos dizer que esta-
mos conectados nas redes sociais e disponíveis para contato em tempo integral.
Mas vamos pensar: será que isso é bom? Muito se fala que a tecnologia 
pode afastar as pessoas. Será? Pois os meios tecnológicos podem acabar aju-
dando, quando despertam o interesse e proporcionam o conhecimento. Como 
foi falado, a partir de um objeto na palma da mão, como um dispositivo celular, 
iPad, Smartphone, é possível conectar-se ao mundo digital, se ligar às pessoas, 
clientes, parceiros de negócios, serviços, entretenimento e ainda conhecer luga-
res no mundo.
Falamos de tecnologias, mas o que seria Tecnologia Móvel? Vamos definir 
como a maneira de acessar a internet e outros recursos disponíveis, utilizando 
dispositivos móveis como: smartpads, celulares, notebooks, iPod, iPad, iPhone 
etc. E, no cenário da tecnologia móvel, a cada dia, há uma grande quantidade 
de usuários se conectando pelo mundo, trocando informações de forma rápida 
e a tendência é que essa estrutura cresça cada dia mais, seja pela necessidade 
de nos conectarmos a essa nova era digital ou simplesmente nos adaptarmos às 
novas modernidades disponíveis.
As tecnologias móveis de comunicação, sobretudo o celular, sofisticam-se e 
ampliam cada vez mais suas funcionalidades. Em paralelo, desenvolvem-se 
novas formas de experimentar as diversas situações sociais por meio desses 
equipamentos, principalmente entre os adolescentes. Nesse caso, o dispo-
sitivo funciona como forma de suprir demandas de comunicação cada vez 
mais imediatas e complexas, além de necessidades como entretenimento, 
segurança e controle por parte dos usuários e dos seus familiares. A conver-
gência e a mobilidade, enquanto características inerentes destes dispositi-
vos, surgem como pontos ideais para a estruturação das atividades contem-
porâneas nestes micros contextos, uma vez que facilitam a vivência cotidiana 
em conformidade com um ritmo acelerado de transformações e com os no-
vos comportamentos urbanos.
Fonte: Ribeiro (2009).
Tendências de Evolução das Aplicações
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TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO DAS APLICAÇÕES
Você, aluno(a), já parou para analisar a variedade de dispositivos móveis que são 
ofertados todos os dias? São muitos e estão ficando cada vez mais sofisticados, 
com acesso a WEB e também a outros atrativos. E a variedade de aplicativos dis-
poníveis? Cada dia surgem novos para diversas finalidades.
Segundo Kalakota (2002, p. 19),
gradativamente, mas implacavelmente, a estrutura está mudando. A 
revolução do acesso por múltiplos canais, casada com o desenvolvi-
mento da tecnologia móvel em suas diversas manifestações, terá um 
efeito profundo.
E o que falar do celular? Sobre o celular Lemos (2005, p. 45) pontua:
o celular passa a ser um “teletudo”, um equipamento que é ao mesmo 
tempo telefone, máquina fotográfica, televisão, cinema, receptor de infor-
mações jornalísticas, difusor de e-mails e SMS, atualizador de sites (mob-
logs), localizador por GPS, SMS, acrônimo de “short messages”, mensa-
gens curtas enviadas pelo celular para uma pessoa ou grupo de pessoas, 
tocador de música (MP3 e outros formatos), carteira eletrônica. Podemos 
agora falar, ver TV, pagar contas, interagir com outras pessoas por SMS, 
tirar fotos, ouvir música, pagar o estacionamento, comprar tickets para o 
cinema, entrar em uma festa e até organizar mobilizações políticas e/ou 
hedonistas (caso das smart e flash mobs). O celular expressa a radicaliza-
ção da convergência digital, transformando-se em um “teletudo” para a 
gestão móvel e informacional do quotidiano.
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
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Para Klein (2014), o telefone celularsão encontrados em locais públicos, como bares, 
cafeterias, restaurantes, shoppings e diversos outros estabelecimentos, e são ofe-
recidos ao usuário de forma gratuita, ou não, aceitando a conexão de diversos 
dispositivos portáteis. Para o acesso, ou é realizado o pagamento de uma taxa, 
como em aeroportos, ou então o usuário realiza o login na rede por meio de seu 
perfil de alguma rede social ou e-mail. Após isso, é só sair navegando e aprovei-
tando o que o mundo digital tem de melhor. Atualmente, vários smartphones 
podem exercer também essa função, assim, o usuário pode disponibilizar, caso 
queira, uma conexão móvel com algum amigo ou qualquer pessoa.
Porém deve-se ter cuidado com o acesso a esses Hotspots, pelo fato da segu-
rança do dispositivo, já que quem controla a rede Hotspot possui acesso a todo 
conteúdo de dispositivos conectados. Nesse sentido, é ideal ter um bom antiví-
rus para dispositivos móveis instalado em seu aparelho, evitar compras e realizar 
movimentações bancárias on-line.
Alternativas de Acesso Móvel
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Há também os Hotspots das operadoras de telefonia móvel, que se utilizam 
disso como uma alternativa para desafogar as conexões 3G e 4G. Um caso bem 
simples que você pode verificar a disponibilidade é chegar em um shopping e 
se deparar com um WI-FI com a denominação, por exemplo, de “TIM Wi-Fi”, 
ou de qualquer outra operadora ou provedor. Algumas operadoras disponibili-
zam de forma gratuita o acesso. 
Outro tipo de tecnologia que auxilia a mobilidade é o Wi-Max (Worldwide 
Interoperability for Microwave Access). Ela é uma versão atualizada do Wi-Fi e foi 
desenvolvida para ser utilizada em Redes MAN (Redes Metropolitanas) e opera a cerca 
de 50 quilômetros e uma velocidade de até 75 megabites por segundo (CASAS, 2009).
O Wi-Max utiliza-se de torres parecidas com as torres de telefonia celular e 
ajuda a chegar em diversas áreas que hoje não tem acesso a internet banda larga. 
Além disso, essa tecnologia é compatível com as antenas de telefonia, antenas inte-
ligentes que apontam constantemente para o receptor, mesmo em movimento, 
ou seja, o Wi-Max não é uma concorrente das tecnologias 3G e 4G, mas pode-
mos dizer que é uma tecnologia “irmã” que pode auxiliar na cobertura e aliviar 
as redes existentes. Um ponto positivo é que ela, teoricamente, gosta de cidades 
com muitos prédios e concreto. Um tanto quanto estranho isso não acham? Mas 
é isso mesmo, as modulação do sinal utiliza o concreto, o aço e o vidro para refle-
tir ainda mais o sinal, e enviá-lo a uma distância um pouco maior (FÉ, 2008).
É notável que as tecnologias móveis auxiliam cada vez mais na propagação da 
informação e da conectividade mundial. O 4G e o Wi-Max, num âmbito mun-
dial, transformam ainda mais o conceito de mobilidade, já que ambas dispo-
nibilizam teoricamente uma conexão mais rápida, possibilitando assim que 
empresas e usuários comuns possam trocar informações e realizar negócios.
Fonte: Piropo (2014, on-line)1.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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Fazendo uma análise bem rápida, percebemos que essa tecnologia auxilia e muito, 
pois você pode estar com seu celular ou algum dispositivo ou notebook e poderá 
acessar a internet de qualquer lugar. Isso se dá devido ao Wi-Max ter desenvol-
vido duas aplicações, tanto para estações fixas quanto para estações móvel.
O crescimento da banda larga no Brasil vem aumentando de uma maneira 
extraordinária, e sabemos que, em relação à mobilidade, somente as tecnologias 
3G e 4G não serão suficientes para “dar conta do recado” e conseguir atender a 
demanda de internet banda larga móvel. O mercado, assim, necessita de novas 
tecnologias que auxiliem o atendimento a essa demanda, por isso, experiências 
com tecnologias Wi-Max e o 5G são fundamentais para esse crescimento.
Quando houver uma grande demanda de internet móvel, os usuários e empre-
sas irão se beneficiar e muito. Podemos dizer que um desses benefícios é que 
empresas podem se utilizar mais de serviços de localização para angariar clien-
tes e aumentar sua renda posteriormente. Veremos um pouco mais sobre o que 
é e como os serviços de localização são utilizados a seguir. Vamos lá?
Se cada operadora de telefonia aqui no Brasil fizesse um plano de cresci-
mento para disponibilizar acesso a pontos Hotspot, o Brasil estaria cada vez 
mais conectado com o mundo e o acesso a informação seria cada vez me-
lhor. Não acham? (os autores).
Serviços de Localização 
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SERVIÇOS DE LOCALIZAÇÃO 
Você já parou para observar que você 
pode estar sendo observado pelo seu 
próprio aparelho celular? Pois bem, 
tecnicamente falando é o que acontece. 
Nossos dispositivos móveis possuem 
diversos serviços, e um deles é o ser-
viço de localização.
Os primeiros aparelhos a terem 
esse tipo de serviços utilizavam a tec-
nologia de localização de terminais 
móveis. As operadoras de telefonia 
móvel começaram a utilizar esse ser-
viço em 1996, permitindo a localização de qualquer ligação para o serviço público 
de emergência, tendo precisão de 100 metros em sua localização (BERNAL, 2002).
Hoje, a maioria dos aparelhos ativos apresenta essa tecnologia para os mais 
variados fins. Um grande exemplo de como utilizamos é quando necessitamos 
ir a determinado local e não sabemos como chegar. No caso de nosso exem-
plo, a tecnologia ajudou a substituir o tão velho e muito usado mapa impresso. 
Você já imaginou que teria que ter acesso a todos os mapas impressos de todas 
as cidades que você queira conhecer? Seria um tanto quanto trabalhoso desco-
brir a melhor rota para se chegar ao destino final, não acha?
Com a tecnologia, a maioria dos aparelhos modernos existentes possui um 
serviço de localização por meio do GPS (Global Positioning System). Você, caro(a) 
usuário(a), irá simplesmente ter que informar ao serviço onde quer ir, que ele 
traçará a melhor rota para levá-lo ao destino final.
Mas esse serviço é útil? Sabemos que sim! Porém serviços de localização 
devem ser tratados como prioridade no quesito segurança, pois esses serviços 
além de informarem a localização do usuário e serem úteis para as empresas 
ampliarem o tão bom conhecido marketing, também podem ser utilizados por 
pessoas erradas, como sequestradores e ladrões, já que esses serviços indicam a 
maioria das coisas que fizemos em nossa rotina diária.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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Segundo Bernal (2002), o serviço de localização possui categorias de servi-
ços, dispostos da seguinte forma:
 ■ Serviços de Informação: filtram as informações de acordo com a localiza-
ção e o perfil do usuário. Exemplo: localização de prestadores de serviço.
 ■ Tarifas baseadas na localização: dependendo de sua localização, empre-
sas de telefonia aplicam descontos ou tarifas diferenciadas.
 ■ Serviços de Emergência, públicos ou privados: utilizado para melhor loca-
lização com relação à triagem de problemas que podem ter acontecido, por 
exemplo, localizar uma ambulância que esteja mais perto de sua residência.
 ■ Rastreamento de veículos e pessoas: o veículo ou a pessoa são localiza-
dos mesmo que não haja sinal da operadora. É um serviço mais sensível 
que o utilizado pelo GPS (um exemplo, é o utilizado para localizar pes-
soas para o serviço público de emergência).
 ■ Comércio Móvel: permitem que empresas localizem seus consumidores 
por meio da análise do perfil de cada um. Nesse caso, encaminha men-
sagens de texto com promoções, atraindo clientes à loja.
 ■ Entretenimento e relacionamento: hojeé bem utilizado. Podemos citar os apli-
cativos sociais de relacionamento e até mesmo a própria rede social Facebook, 
informando quais amigos ou pessoas estão próximas de onde você está.
Observando essas categorias, percebemos o quão são utilizados os serviços de 
localização. Hoje, quaisquer aplicativos instalados em nossos celulares solicitam a 
permissão pelo usuário para utilização do serviço de localização, sejam em jogos, 
aplicativos comerciais, redes sociais, aplicativos de compras, de bancos e vários outros.
Alguns, além de se utilizar dos serviços para verificar sua localização, disponi-
bilizam linhas de marketing digital, oferecendo pacotes de propagandas a empresas, 
que no caso, transformam o aplicativo de terceiros como forma de veículo de 
comunicação de sua marca e como forma de alavancar as vendas em determinada 
região. A partir disso, podem encaminhar descontos especiais na tela dos aplicati-
vos, que, de uma forma ou outra, induzem o usuário à verificação de tal promoção.
Teremos uma melhor noção de como as empresas utilizam esse tipo de ser-
viço no próximo tópico, em que mostraremos exemplos de uso dos dispositivos 
móveis nos negócios das empresas.
Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios 
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USO DOS DISPOSITIVOS MÓVEIS NOS NEGÓCIOS 
No mundo atual, globalizado, cada vez mais empresas estão divulgando seus 
produtos utilizando as plataformas móveis. Mas como as empresas fazem isso? 
Algumas contratam empresas especializadas em marketing digital e outras divul-
gam por si só. Esse tipo de marketing digital recebe o nome de Mobile Marketing, 
que nada mais é do que se utilizar de táticas de marketing voltados à mobilidade.
A principal característica do marketing móvel é o acesso a informações pelos 
consumidores, por meio de equipamentos móveis a qualquer hora e em qualquer 
local, sem perder muito de seu tempo. É uma das formas mais baratas de comu-
nicação com o usuário; com apenas uma mensagem de texto, pode-se deixar o 
usuário a par de promoções, ou ainda apresentar a sua marca (CASAS, 2009).
O marketing mobile está presente em quase tudo hoje. O que começou 
somente com mensagens de texto, hoje, se expande por diversas formas, com 
marketing em redes sociais (Facebook, Twitter, SnapChat etc), sites de vídeos, 
aplicativos de celulares e outros.
É inegável a concorrência que cada produto tem e utilizar desses meios digi-
tais para um melhor marketing acaba sendo um diferencial que trará frutos e, 
consequentemente, consumidores a sua marca.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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A partir do crescimento do marketing móvel e de ter cada vez mais usuários 
realizando transações por aparelhos móveis, com praticidade e mobilidades, as 
empresas começaram a olhar também para o comércio móvel. Praticidade na 
compra dos produtos é um dos principais motivos para trazer ainda mais con-
sumidores e, por consequência, maior lucratividade final.
Podemos dizer então que o comércio eletrônico se juntou com a computação 
móvel e expandiu a produtividade, vendendo cada vez mais. Essa junção recebe o 
nome de m-commerce, surgida para os consumidores, que querem mais conteúdo, 
mais serviços e informações que possam ser acessadas em variados dispositivos 
e a qualquer momento. Será que uma empresa que tiver um aplicativo móvel 
para web terá vantagem sobre outras? Sim, comparado com as concorrentes, 
elas chamarão muito mais atenção do que outras que ainda não aderiram a esse 
novo tipo de comércio.
Kalakota e Robinson (2002) dizem que mobilidade é simplesmente uma 
tecnologia em busca de um problema de negócio e que é preciso encontrar solu-
ções para algum problema antigo e que possa ser realizado de forma prática no 
mundo atual. Para isso, toda empresa que se propõe a entrar no mundo da mobi-
lidade, necessita de um plano de negócio voltado para isso, analisando o mercado, 
encontrando soluções, tornando o mundo mais prático para seu consumidor.
As soluções móveis estão mudando de “brinquedos” para “ferramentas”. 
(Kalakota e Robinson).
Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios 
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Produtos e serviços podem ser oferecidos de qualquer parte do mundo. 
Um projeto de expansão on-line e que elimina custos com vendedores, instala-
ções e manutenção de ponto físico. A mobilidade de uma empresa pode estar 
em um site, otimizando-o para que seja possível a visualização dos produtos de 
forma adequada e possível a realização da compra, ou ainda por meio de aplica-
tivos confeccionados especificamente para dispositivos móveis (CASAS, 2009).
Esses aplicativos devem ser tratados com o maior cuidado pelas empresas, 
eles são totalmente diferentes dos aplicativos desktop. Deve-se levar em conta a 
experiência do usuário e devem, ainda, ser continuamente atualizados de acordo 
com a evolução do mundo móvel.
Um dos principais conceitos utilizados por empresas em seus aplicativos é 
a sincronização das redes sociais com o aplicativo, seja para login de acesso, ou 
simplesmente para obter informações necessárias de localização ou de interesses 
do cliente. A partir dessa sincronização, caso o cliente goste de algum produto, 
pode compartilhar por intermédio da rede social e isso, consequentemente, pos-
sibilita a conquista de mais clientes. Além das vendas, os aplicativos geram um 
marketing digital espontâneo e de graça.
Um forte relacionamento com o cliente ajuda a empresa a conseguir um 
dos principais objetivos ao adotar um aplicativo móvel, que é o fortalecimento 
de sua marca.
Hoje, há um grande crescimento em transações e vendas realizadas em apli-
cativos móveis, dessa forma, podemos dizer então, que o futuro do comércio 
eletrônico é cada vez mais móvel. Mas o que sua empresa precisa fazer para criar 
um aplicativo móvel? Falaremos um pouco mais sobre isso a seguir.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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IVU N I D A D E120
ESTUDO DE CASO
ESTUDO DE CASO UTILIZANDO MARKETING MÓVEL
A seguir, disponibilizamos alguns estudos de casos reais de empresas que se utiliza-
ram de ações de marketing mobile como forma de alavancar os lucros da empresa. 
Os estudos de caso foram retirados do livro Marketing Móvel – Tendências e 
Oportunidades no Marketing Eletrônico do escritor Alexandre Luzzi Las Casas.
Estudo de Caso 1: Burger King e ações de SMS opt-in
A rede de lanchonetes Burger King vem explorando a interatividade em sua comu-
nicação com o target. No início de 2007, por meio do mecanismo de acesso do 
YouTube, desenvolveu uma ação possibilitando que seu público criasse o pró-
prio filme publicitário para a marca.
A ideia era mostrar o jeito do consumidor no filme da empresa e, para isso, 
o filme escolhido poderia ser visto no site e, também, pelo período de uma 
semana, pela MV. Essa ideia faz parte do conceito adotado pela rede de lancho-
netes: “você faz do seu jeito”. Essa estratégia de proximidade e interação com seu 
público vem sendo construída ao longo dos últimos anos.
No finalzinho de 2005, a Burger King deparou-se com um grande desafio: 
divulgar a inauguração de quatro novos restaurantes da rede na capital paulista 
e na Grande São Paulo e criar uma política de relacionamento com esse público. 
Para isso, a empresa buscava uma ação mais segmentada do que simplesmente 
companhas em veículos de comunicação de massa. Mas também não pretendia 
optar por uma campanha de marketing direto usando o esquema opt-out, ou seja, 
um mailing não autorizado para o envio de e-mail marketing, mesmo que pro-
vido de mecanismo para que o destinatário possa se descredenciardesse mailing.
Dessa forma, a Burger King contratou a MPM3, que, juntamente com a 
M2Agency – empresa da Tellvox especializada em campanhas de cross media 
3 MPM Propaganda é uma tradicional agência de publicidade brasileira. .
Estudo de Caso
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que exploram a plataforma de telefonia móvel, desenvolveu o projeto Burger 
King Tour, constituído de pocket shows gratuitos, com o intuito de divulgar a 
inauguração dos restaurantes. Os shows tinham como atração o grupo de hip 
hop Motirô, liberado pelo rapper DJ Hum.
Foi desenvolvido, pelo MPM, um hotsite4 para o projeto, no qual os internau-
tas podiam baixar conteúdos exclusivos para o celular. A M2Agency desenvolveu 
wallpapers e ringtones exclusivos para os clientes do Burger King. Também era 
possível a quem acessasse o site obter informações sobre a agenda dos shows e 
fazer download do jingle composto pelo Mitirô especialmente para a campanha.
Além disso, a cada evento, eram disponibilizados na página da web da Burger 
King minivideoclipes e imagens da apresentação para download no celular. 
Durante a realização dos shows, diretamente no hotsite da campanha, os clien-
tes da Burger King podiam se cadastrar no canal de relacionamento via SMS 
desenvolvido para possibilitar maior proximidade com esse público: o Burger 
King SMS Club.
Com esse cadastro, a Burger King conseguiu capturar a sua base de clientes 
opt-in, ou seja, destinatários que, por meio de concordância prévia, aceitavam 
novas informações sobre o Burger King. Dessa forma, os materiais destina-
dos para o público no hotsite receberam cerca de 18 mil downloads, e a Burger 
pôde construir seu mailing, composto de jovens das classes sociais, para envio 
de notícias periódicas sobre promoções, lançamentos de produtos, inaugura-
ções de lojas, entre outros. Um dos projetos do Burger King é atuar com mobile 
coupon (cupom móvel), oferecendo descontos e brindes aos clientes na com-
pra de seus produtos.
O SMS já faz parte da cultura e do comportamento do jovem, que é bem 
mais ligado a inovações e adepto dos meios móveis. O SMS, mesmos sendo inte-
rativo, é considerado menos invasivo do que os serviços de telemarketing, já que 
os “torpedos” podem ser armazenados e lidos em momentos de maior disponibi-
lidade. Por isso, tem apresentado altos índices de leitura e de retorno em termos 
de recall. Além disso, o móbile marketing possibilita uma comunicação entre 
consumidor e branding bem mais próxima e personalizada (LAS CASAS, 2009). 
4 Disponível em: .
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
http://www.burgerkingtour.com.br
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
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PROMOÇÃO DÁ DÁ DÁ
Promoção Dá dá dá
Patricia Hullsen
No último ano, foram lançados no Brasil algumas promoções com o uso de apa-
relhos celular: a promoção da copa do Faustão, da Melita e a promoção da Pepsi, 
intitulada Dá dá dá.
A PepsiCo é a quinta maior empresa do segmento de bebidas e alimentos 
do mundo. Pepsi e Ruffles ofertaram um Ipod por hora, um carro por semana 
e meio milhão de reais no final da promoção. A promoção Dá dá dá utilizou o 
sistema de envio de códigos por SMS: o consumidor comprava uma lata do refri-
gerante ou um saquinho de salgadinho e podia participar pelo celular enviando 
uma mensagem de texto do celular com um código encontrado nas embalagens 
promocionais para o número 48000. Em seguida, o participante recebia uma 
mensagem confirmando o número que o consumidor iria concorrer. Os sor-
teios foram realizados pela Loteria Federal.
A promoção não fez restrições com relação às operadoras de telefonia celu-
lar, por isso, contemplou todas as pessoas que possuem um aparelho habilitado 
para envio de torpedos em todo território nacional.
Em uma promoção semelhante, intitulada “Se liga no celular”, lançada um ano 
antes pela Pepsi, a empresa registra que recebeu mais de seis milhões de mensa-
gens, com picos de 150 mil SMS por dia. A promoção teve uma forte propaganda, 
utilizando a exposição em web sites e veiculação de filmes publicitários em TV.
A Pepsi, disposta a interagir com o público jovem, já descobriu o canal celu-
lar e disponibiliza um web em wap sitepara divulgação desse tipo de ação. (LAS 
CASAS, 2009). 
Aplicativos (App) ou Negócio?
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APLICATIVOS (APP) OU NEGÓCIO?
Ter mais clientes e um pouco mais de rentabilidade nos negócios não é nada 
ruim, não acham? Os aplicativos móveis podem deixar você num mesmo pata-
mar, ou, caso dê certo, te levarem a ganhar muito dinheiro.
Você pode até ter uma ideia de um aplicativo, mas não tem nenhuma noção 
de como desenvolvê-lo, não é? Você tem opções de desenvolvedores, ou ainda 
você mesmo pode realizar esse projeto. Porém, para isso, você precisa realizar 
uma grande análise de mercado, dessa forma, você vai garantir se seu aplicativo 
é bom, ou se ele será deixado no “limbo” dos aplicativos do mercado.
Certifique-se que você se aprofundou na existência de aplicativos existentes, 
nesse caso, você terá que possuir um diferencial que chame a atenção dos usuá-
rios para o seu app. No caso de aplicativos específicos, de vendas ou transações, 
procure tornar o seu aplicativo estável e o mais simples possível, que faça o usuá-
rio navegar sem maiores problemas.
É importante que a comunicação e o objetivo de seu aplicativo sejam claros. 
Mas o que seria “claro”? Defina como ele irá funcionar; que tipo de problema ele 
irá resolver; se haverá cobranças por download; se será oferecido alguma versão 
limitada grátis; se haverá publicidade de outros setores embutidos em seu app 
e muitas outras situações.
Lendo esse texto, talvez você imagine: mas, se eu for contratar alguma empresa 
especializada, eles podem roubar minha ideia, não podem? Bom, você pode rea-
lizar um acordo de confidencialidade com o pessoal, mas é indispensável que 
você detalhe o máximo as funcionalidades de seu aplicativo.
Uma boa funcionalidade para o seu aplicativo é a utilização de recursos do 
aparelho celular e acessos a redes sociais. Mas você se pergunta: para que acesso 
a redes sociais? Bem, como dito neste capítulo, a rede social, hoje, é fundamen-
tal para a expansão de uma empresa, contudo, deve ser usada com cautela. Você 
pode utilizar registros em seu aplicativo através das redes sociais, que no caso, irão 
realizar o cadastro no aplicativo, por meio de dados contidos nas redes sociais.
Estes dados ainda podem ser usados para envio de promoções, informações 
sobre a empresa, dependendo do que o usuário mais acessa e mais tem interesse. 
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E124
Você pode ainda implementar 
nos aplicativos o compartilha-
mento de algum produto, ou 
alguma informação da empresa 
nas redes sociais, deixando a 
critério do usuário a realização 
deste compartilhamento ou não. 
Além do mais, você pode usar 
essas redes sociais como forma 
de marketing digital, para que 
demais usuários possam conhe-
cer sua ferramenta.
Já na parte de recursos dos smartphones, o que irá ajudar muito sua empresa, 
é o recurso de geolocalização, estudado no tópico Serviços de Localização. Outros 
recursos que podem ser explorados são os acessos multimídia, câmera e outros; 
todos dependendo exclusivamente de permissões a serem cedidas pelos usuários.
Já sabemos até aqui que devemos documentaro que queremos que nosso 
aplicativo faz, não é? Mas e agora? Para qual Sistema Operacional devo fazer meu 
aplicativo? Bem, cada sistema operacional necessita de algumas especificações 
diferentes, cabe a você, dono(a) do aplicativo, verificar qual nicho de mercado, 
e qual tipo de usuário você deseja atingir.
Há vários tipos de ambientes de desenvolvimento no mercado que criam 
aplicativos em várias linguagens. Uma das linguagens mais populares utilizada 
é o Java, no entanto fica a critério do desenvolvedor qual ferramenta irá utilizar. 
A seguir disponibilizamos uma lista de algumas ferramentas que podem ser uti-
lizadas para a elaboração de apps:
Aplicativos (App) ou Negócio?
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 ■ Appery.io: é um construtor de aplicativos móveis baseados na nuvem 
que você pode usar para criar aplicativos para Android, iOS e Windows 
Phone.
 ■ Mobile Roadie: é um criador de aplicativos que permite que qualquer 
pessoa crie e gerencie os seus próprios aplicativos para iOS ou Android. A 
plataforma suporta todos os tipos de mídia, com a importação automática 
de RSS, Twitter ou Google News e uma funcionalidade de autoatualiza-
ção por meio do qual os usuários podem conversar uns com os outros 
em tempo real.
 ■ Good Barber: fornece uma plataforma para criar aplicativos para iPhone 
e dispositivos com sistemas operacionais Android, permitindo-lhe assu-
mir o controle de todos os detalhes do seu aplicativo sem produzir uma 
única linha de código.
 ■ Appy Pie: é uma ferramenta de criação de aplicativos baseado na nuvem. 
A plataforma permite que usuários sem conhecimentos de programa-
ção criem um app para Windows, Android e iOS, e o publiquem para o 
Google Play ou iTunes.
Mas o que fazer após terminar de construir seu aplicativo? A maioria das lojas 
virtuais solicitam que você tenha um cadastro em sua loja on-line de distribui-
ção. No quesito apoio, na hora de construir um projeto no Android Developer 
você tem apoio desde a gerência da conta até o envio do aplicativo ao Google 
Play.
Mesmo assim, não é segredo o grande alcance que as redes sociais têm. Nesse 
sentido, para obter mais sucesso, espalhe uma divulgação sobre seu aplicativo 
nas diversas redes sociais. O sucesso do aplicativo depende do conjunto da obra: 
divulgação com aplicativo e funcionalidade.
OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E126
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos como se deu a expansão dos 
aparelhos celulares no Brasil e no mundo. Uma expansão que fez o número de 
aparelhos celulares ultrapassar o número de aparelhos fixos em várias regiões 
de nosso Planeta. 
Falamos também das tecnologias móveis, as formas com que a maioria dos 
celulares utilizam para se conectar, seja por voz, texto ou dados. Estudamos um 
pouco sobre o princípio dessa tecnologia, passando por todas as evoluções e suas 
principais características, até chegar a uma introdução a nossa futura tecnolo-
gia 5G, que nos trará ainda mais benefícios, como, por exemplo, a tão esperada 
Internet das Coisas.
Vimos ainda que o celular é muito mais do que um aparelho que somente 
realiza ligações, mensagens de texto e acessa a internet. Hoje, ele é utilizado para 
os mais diversos fins e com as mais diversas funcionalidades. E não podíamos 
deixar de comentar sobre os serviços de localização oferecidos, que passam além 
da utilização de mapas, sendo muito usados nos negócios para “descobrir” onde 
o cliente se encontra.
Além das tecnologias de conexão móvel estudadas, vimos também acessos 
alternativos que hoje estão cada vez mais presentes nos estabelecimentos e nas 
cidades. É o caso do Hotspot e do Wi-Max. Assim, usuários dessas tecnologias 
podem usufruir das conexões em qualquer parte de uma cidade ou região que 
ela abrange.
Por fim, estudamos como os dispositivos móveis ajudam as empresas a aumen-
tar sua lucratividade. Desde ao simples utilizar do aparelho para o acesso de sites, 
até a criação de aplicativos mobile para vendas de seus produtos.
Na próxima unidade, navegaremos um pouco mais no mundo da mobilidade. 
Veremos um pouco do contexto histórico e social que permeia nossa sociedade 
e como a mesma é influenciada por essa cultura de tecnologia que vivemos hoje 
em dia. Tal influência tecnológia proporciona benefícios e malefícios para as pes-
soas como um todo. Por isso, te convido a entrar na reta final de nossos estudos 
com a mesma motivação que você iniciou. Vamos lá? 
127 
1. Podemos dizer que a tecnologia móvel cresceu muito rápido em decorrência da 
necessidade das pessoas e empresas estarem conectadas a cada dia mais. Nesse 
intuito, cite os tipos de tecnologias móveis oferecidos por empresas de telefonia 
móvel e que auxiliaram nesse “boom” dos aparelhos celulares.
a. 2G, 3G, 4G.
b. Wi-fi, 4G.
c. App, 1G.
d. 4G, 5G, adsl.
e. Nenhuma das alternativas.
2. Leia as asserções:
I – Hotspot são pontos de conexão, como WI-FI, que são disponibilizados aos 
usuários em qualquer ponto comercial, ou até mesmo ao ar livre.
II – O Wi-max não é uma tecnologia móvel, pois ela é disponibilizada por meio 
de antenas fixas.
III – O Móbile Marketing está sendo muito utilizado para incrementar/aumentar 
o lucro das empresas, além de deixar o nome da empresa mais conhecido, pelo 
fato do marketing.
IV – Aplicativos estão sendo muito utilizados ultimamente pelas empresas, na 
qual podem realizar a venda de seus produtos e, ainda, utilizar para possível 
marketing por meio das redes sociais.
Assinale a alternativa correta:
a. Apenas I e II estão corretas.
b. Apenas I e III estão corretas.
c. Apenas I está correta.
d. Apenas I, III e IV estão corretas.
e. Nenhuma das alternativas está correta.
3. Existem questões essenciais em um aplicativo que devem ser levadas em conta 
para que ele não acabe no limbo dos aplicativos. Descreva alguns casos impor-
tantes a serem observados.
4. Os Serviços de Localização possuem algumas categorias de serviços que são es-
senciais para seu funcionamento. Cite e expique cada uma dessas categoriais.
128 
5. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I - Appery.io: não é um construtor de aplicativos móveis baseados na nuvem que 
você pode usar para criar aplicativos para Android, iOS e Windows Phone.
II - Tarifas baseadas na localização: dependendo de sua localização, empresas de 
telefonia não aplicam descontos ou tarifas diferenciadas.
III - Para a construção de aplicativo, não é importante que a comunicação e o 
objetivo de seu aplicativo seja claro.
IV - As tecnologias móveis hoje presentes nas cidades brasileiras são as tecnolo-
gias LMST e UTE.
a. I e II são verdadeiras.
b. I e IV são verdadeiras.
c. II e IV são verdadeiras.
d. II e III são verdadeiras.
e. Todas as alternativas são falsas.
129 
Hoje, a globalização é fundamental e, para um aluno de tecnologia, é fundamental que 
fique antenado em todo tipo de tecnologia e todo tipo de material publicado, seja arti-
gos, revistas e matérias disponíveis na Internet.
Você, caro(a) aluno(a), que deseja se especializar na programação móvel precisa disso 
mais ainda. Com vimos neste capítulo, é crescente o M-Business nos últimos anos, e há 
um investimento pesado em aplicativos móveis que auxiliam no cotidiano da popula-
ção Mundial. Nesse intuito, há uma matéria muito interessante sobre como tornar seu 
aplicativo móvel na página do ComputerWorld1. 
Em relação a como desenvolver aplicativos móveis mais atraentes, pode-se dizer que 
apps corporativos rodando em smartphones e tablets devem ser “user-friendly”. Mas o 
que isso significa realmente?
Muitos CIOs que investiram no desenvolvimento de aplicativos móveis para empresas 
têm ouvido a mesma crítica dos trabalhadores: seus apps são de baixa qualidade e con-
fusos, eesse é o principal argumento para muitos não usá-los. O mantra user-friendly 
iniciado por Apple _ “Simplesmente funciona!” _ tornou-se um pesadelo para os gesto-
res de TI.
Aplicativos móveis são um osso, na opinião de Martin Hudson, CTO da Mobile Data 
Systems, uma empresa de consultoria com sede em Londres frequentemente chamada 
quando um projeto de aplicativo móvel dá errado, quase sempre por falta de compro-
misso o público-alvo.
A verdade é que os CIOs frequentemente falham ao tentar desenvolver um aplicativo 
móvel. Eles querem ter uma abordagem simplista demais, por meio da conversão de 
um site móvel para um aplicativo, ou uma abordagem excessivamente complexa, que 
inclua a maioria das funcionalidades de um aplicativo de desktop. O resultado final, em 
ambos os casos, é uma aplicação móvel difícil de usar.
“Não é culpa do profissional de TI”, avalia Hudson, que adiciona: “eles querem fazer um 
bom trabalho, e isto, pra eles, quase sempre significa colocar tanta coisa que possamos 
fazer usando o app [...]”. 
Acontece que, em um dispositivo móvel, menos é mais. Compreender onde traçar a li-
nha divisória entre a boa funcionalidade e a funcionalidade excessiva requer um pouco 
de experiência.
Para o CIO, há muito em jogo. Um aplicativo móvel não pode levantar a ira dos diretores 
e colocar colocá-lo na berlinda. Afinal de contas, a diretoria fez um investimento alto ao 
contratá-lo, mas “você está tornando a empresa inepta”. 
1 Disponível em: .
http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes
http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes
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Por que os CIOs falham?
Todo mundo sabe que um aplicativo móvel, em grande parte, depende da sua facilidade 
de uso, o cartão de visitas do mundo de aplicativos móveis. A maioria dos CIOs, porém, 
não consegue definir o que é ser “user friendly”. Se você não pode definí-lo, seu projeto 
de aplicativo móvel estará provavelmente condenado.
Hudson tem uma definição que funciona bem: 80% dos usuários podem executar a ta-
refa mais importante em sua primeira tentativa.
A Mobile Data Systems inicia cada projeto de aplicativo móvel fazendo um protótipo da 
aplicação e apresentando-o a um grupo entre 10 a 15 pessoas que se encaixam no pú-
blico-alvo. Ao grupo é dada uma única tentativa para executar a tarefa mais importante, 
sem qualquer referência ou documentação.
Cada pessoa comenta o que está fazendo e pensando. A Mobile Data Systems registra a 
ação, especialmente quando os usuários tomam um rumo errado. Após o julgamento, a 
equipe da Mobile Data Systems ajusta a maquete e reúne um outro grupo de pessoas.
“No final do terceiro ciclo é que o índice de 80% começa a ser alcançado”, diz Hudson. 
Somente quando esse índice é atingido o projeto de aplicativo móvel segue em frente.
É assim que Hudson define facilidade de uso. Aqui estão três práticas que a sua empresa 
pode empregar para assegurar que aplicativos desenvolvidos no futuro atraiam a aten-
ção dos usuários.
1. Um aplicativo móvel deve resolver um problema apenas:
O app deve contar com uma funcionalidade importante, economizar tempo ou dinhei-
ro, entreter ou esclarecer. Em outras palavras, o sucesso de aplicativos móveis está em 
entregar benefícios úteis para o usuário.
A regra geral é que nem tudo que está na web precisa de um aplicativo. Por isso, não 
construa um aplicativo até que você tenha uma ideia sólida.
2. Concentre-se em algo e faça-o bem:
Essa é a recomendação mais importante. Brainstorming é muito bom, mas quando você 
estiver esgotado o processo, limite as melhores ideias em uma ou duas.
3. Teste:
Desenvolver aplicativos não quer dizer apenas escrever códigos, mas também testá-los, 
o que é essencial para uso interno e entre empresas (B2B). Avalie se você possui tempo 
e equipe suficientes para testar e resolver os bugs do software, especialmente ao desen-
volver para várias plataformas.
131 
Líderes de TI que tiveram sucesso no desenvolvimentos de apps móveis entenderam 
que, para serem realmente úteis, os aplicativos móveis têm de nascer como móveis e 
não meras adaptações de aplicativos prévios feitos para o Windows ou o Mac OS. Eles 
precisam ser desenvolvidos a partir do zero, não só para funcionar bem dentro dos li-
mites da dimensão das telas, memória e poder de computação dos dispositivos móveis, 
mas também tirar proveito de recursos que tradicionalmente não estão disponíveis em 
desktops, como múltiplas câmeras, telas sensíveis ao toque, animação e comunicação 
multimídia.
Criar uma aplicação desde o início para um dispositivo móvel, em vez de adaptar apli-
cativos de desktop para um smartphone, “é chegar a um novo paradigma que faz todo 
sentido”, diz William Clark, vice-presidente de pesquisas do Gartner.
Fonte: Considerações... (on-line)2.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Gerenciamento de Dispositivos Móveis e Serviços de Telecom – 
Estratégias de Marketing, mobilidade e comunicação.
Campus
Editora: Roberto Dariva
Sinopse: este livro aborda três grandes temas do novo mundo da 
tecnologia: “aplicativos móveis”, “gerenciamento de dispositivos móveis” 
e “gerenciamento de custos de telecom”. O autor, especialista no assunto 
é um dos pioneiros no país em desenvolvimento de aplicações para 
smartphones, vai ajudá-lo a profissionalizar a mobilidade e a gestão 
de serviços de telecomunicações de sua empresa. Estratégias para 
planejamento, desenvolvimento e distribuição de aplicativos móveis são 
abordadas e os pontos de atenção que todos devemos ter para evitar 
erros. Já o gerenciamento de dispositivos móveis apresenta soluções e 
táticas para gerenciar os diversos modelos de smartphones e tablets e seus 
sistemasoperacionais, enquanto a gestão de serviços de telecom mostra, principalmente, como 
reduzir os custos de telecomunicações, o grande vilão do mercado corporativo. Ao estudar os três 
temas detalhadamente abordados neste livro, os gestores de qualquer empresa estarão aptos a 
obter os melhores resultados na gestão das telecomunicações.
Conheça o Wi-Fi HaLow, o padrão de conexões para a Internet das Coisas, acessando o link 
disponível em: 
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Por que o Wi-Fi HaLow poderá impulsionar o mercado de Internet das Coisas? Você poderá ver 
mais sobre o assunto acessando link disponível em: 
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Sete abordagens simples para extrair mais valor da mobilidade. Veja acessando o link disponível em: 
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Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Dez ferramentas simples para desenvolver APP’s móveis rapidamente. Veja mais acessando o link 
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Em Nova Iorque, os orelhões da cidade começam a virar pontos de acesso Wi-Fi para que a 
população possa estar cada vez mais conectada com o mundo. Você pode visualizar mais sobre o 
assunto no link disponível em:
.
O vídeo mostra de forma interativa e clara, como aconteceu a evolução da tecnologia móvel e 
suas diversas siglas. EDGE, GPRS e LTE são alguns termos que na maioria das vezes não sabemos 
diferenciar, é sempre bom estar ligado nesse tipo de informação para saber o que temos 
ofertados no mercado de telefonia móvel. Para assistí-lo, acesse o link disponível em: 
.
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REFERÊNCIAS
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GABARITO
1. A) 2G, 3G, 4G.
2. D) Apenas I, III e IV estão corretas.
3. Certifique-se que você se aprofundou na existência de aplicativos existentes, 
nesse caso, você terá que ter um diferencial que chame a atenção dos usuários 
para o seu app. No caso de aplicativos específicos, de vendas, transações, pro-
cure tornar o seu aplicativo estável e o mais simples possível, que faça o usuário 
navegar sem maiores problemas. É importante que a comunicação e o objetivo 
de seu aplicativo seja claro. Mas o que seria “claro”? Defina como ele irá funcio-
nar; que tipo de problema ele irá resolver; se haverá cobranças por download; 
se será oferecido alguma versão limitada grátis; se haverá publicidade de outros 
setores embutidos em seu app e muitas outras situações.
4. Serviços de Informação: filtra as informações de acordo com a localização e 
o perfil do usuário. Exemplo: localização de prestadores de serviço. Tarifas ba-
seadas na localização: dependendo de sua localização, empresas de telefonia 
aplicam descontos ou tarifas diferenciadas. Serviços de Emergência, públicos 
ou privados: utilizado para melhor localização com relação a triagem de proble-
mas que podem ter acontecido como, por exemplo, localizar uma ambulância 
que esteja mais perto de sua residência. Rastreamento de veículos e pessoas: 
o veículo ou a pessoa é localizado mesmo que não haja sinal da operadora. É um 
serviço mais sensível que o utilizado pelo GPS. Comércio Móvel: permite que 
empresas localizem seus consumidores por meio da análise do perfil de cada um. 
Nesse caso, encaminha mensagens de texto com promoções, atraindo clientes 
a loja. Entretenimento e relacionamento: hoje é bem utilizado. Podemos citar 
os aplicativos sociais de relacionamento e até mesmo a própria rede social Face-
book, informando quais amigos ou pessoas estão próximas de onde você está.
5. E) Todas as alternativas são falsas.
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Professor Me. Danillo Xavier Saes
SOCIEDADE DA 
MOBILIDADE
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Abordar a respeito da tecnologia inserida no mundo globalizado.
 ■ Debater sobre a utilização de tecnologia móveis.
 ■ Discorrer a respeito da evolução da tecnologia em seu contexto 
histórico.
 ■ Traçar informações acerca da Cultura e Tecnologia.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Tecnologia em um Mundo Globalizado
 ■ Tecnologias móveis: usar ou não usar? Eis a questão!
 ■ Um pouco de História
 ■ Cultura e Tecnologia
 ■ Os males da tecnologia
INTRODUÇÃO
Olá, aluno(a)! Chegamos ao final de nossa jornada de estudos. O fato de ter 
mobilidade proporciona ao mundo diversas alterações de comportamento, for-
mas de trabalhar, modelos de gestão, vínculos de trabalho.
Hoje em dia, é muito comum pessoas trabalharem em formato Home Office, 
no qual não é necessário cumprir um horário específico no escritório, trabalha-
-se por projetos, em sua própria residência. Existem indivíduos que se adaptam 
com tranquilidade e outros que não conseguem desempenhar suas funções sem 
a pressão rotineira de uma empresa.
Outra realidade que é possível identificar está no fato de as pessoas esta-
rem ligadas em seus trabalhos praticamente todo o tempo. Isso se dá pelo fácil 
acesso à tecnologia móvel que temos, afinal, no seu smartphone, você coloca 
seus e-mails em dia enquanto está a espera do seu atendimento médico, checa 
seu saldo bancário dentro do metrô, a caminho do seu trabalho, ou até mesmo 
realiza negociações por meio de aplicativos de mensagens instantâneas. Ufa! 
Realmente estamos imersos na mobilidade.
Nesse exato momento, é possível que você esteja realizando a leitura desse 
material em seu dispositivo móvel. Isso é mobilidade. Sua atitude é algo que muda 
a forma de lidar com os estudos. Aproveitamos o tempo “ocioso” para nos man-
ter conectado com o mundo.
Mas queremos provocar uma reflexão: será mesmo que estamos aprovei-
tando melhor o tempo? A resposta para esse questionamento não podemos 
fornecer. Você deve buscá-la por si mesmo! O objetivo desse conteúdo é, justa-
mente, incomodar você de alguma maneira para que se questione, seja crítico, no 
sentido mais positivo da palavra e, então, afine suas ideias a respeito desse assunto.
No decorrer desta unidade, vamos trazerà tona algumas discussões a res-
peito de toda essa tecnologia no contexto de nossa sociedade. Desse modo, 
falaremos um pouco sobre os impactos que as tecnologias móveis realizam em 
nosso meio. Um ótimo estudo!
Introdução
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TECNOLOGIA EM UM MUNDO GLOBALIZADO
Inicialmente quero convidar você, aluno(a), a refletir: o que é Globalização? Esse 
termo é amplamente utilizado em diversas áreas de estudo como Sociologia, 
Política, Economia e também, é claro, Tecnologia.
Diversos autores abordam esse assunto. Assim, para simplificar, quero apre-
sentar um conceito de Globalização que julgo ser bem didático e, ao mesmo 
tempo, profundo. Esse conceito é proposto pelo sociólogo Anthony Giddens 
(2012, p. 102) quando explica que “a globalização refere-se ao fato de que esta-
mos cada vez mais vivendo em um mesmo mundo, de modo que os indivíduos, 
grupos e nações se tornaram cada vez mais interdependentes”.
O conceito de Globalização proposto por Giddens (2012) pode se relacionar 
ao conceito de Sistema, explicitado por diversos autores tanto da área de Gestão 
como de Tecnologia. Batista (2006), por exemplo, explica que sistema é um con-
junto de elementos interdependentes, mas que interagem entre si formando um 
todo organizado e complexo.
Percebam que a palavra “interdependência” faz parte dos dois conceitos. 
Assim, o mundo globalizado trata-se de um mundo cada vez mais sistêmico, 
ou seja, mesmo que se tenham elementos independentes, eles se relacionam de 
alguma forma, se tornando, então, interdependentes. É por isso que uma crise 
econômica na Europa pode afetar o Brasil.
Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão!
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Mas, talvez, você esteja se questionando: a mobilidade tecnológica, que tem 
sido discutida no decorrer desse livro, tem alguma relação com a Globalização? 
Sim! Total relação! O uso das novas tecnologias por pessoas e organizações reflete 
um impacto direto na forma de fazer negócios e de lidar com clientes. Visto que, 
como o próprio Giddens (2012, p. 102-104) afirma:
a globalização intensificada tem sido motivada, acima de tudo, pelo de-
senvolvimento das tecnologias das comunicações e da informação, que 
aumentaram a velocidade e o alcance das interações entre as pessoas 
por todo o mundo.
TECNOLOGIAS MÓVEIS: USAR OU NÃO USAR? EIS A 
QUESTÃO!
A inspiração tida por William Shakespeare, quando escreveu a Tragédia de 
Hamlet, príncipe da Dinamarca, iniciou com uma indagação que ainda ecoa nos 
dias de hoje: “ser ou não ser, eis a questão!”. Muitos de nós vivemos em busca 
da resposta para esse simples questionamento, contudo o objetivo de ter pon-
tuado essa reflexão é o de atualizarmos esse famoso verso Shakespereano com 
uma conotação mais moderna, que ressalta o título desse tópico: Tecnologias 
Móveis: usar ou não usar? Eis a questão?
Mesmo com toda modernidade que nos assola diariamente, existem milhões 
de pessoas espalhadas pelo mundo que nem sequer sabem o que é a Internet, ou 
ainda não fazem ideia das funcionalidades existentes em um smartphone. Parece 
absurdo? Mas não é. No Brasil, uma notícia veiculada na coluna de Economia 
do jornal Estadão, mostra que nosso país possui 98 milhões de pessoas sem 
acesso à Internet, sendo que somos o sétimo país do mundo com mais pes-
soas off-line. Se olharmos as estatísticas mundiais, os números chegam a 60% 
da população do planeta, em torno de 4,2 bilhões de pessoas, estão desconecta-
das (ESTADÃO, 2016).
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Por outro lado, mesmo que muitas pessoas ainda estejam alheias ao mundo 
digital, temos presenciado, cada vez mais, a inserção da tecnologia em nossas 
rotinas. Hoje em dia, é muito comum carros virem equipados com computa-
dores de bordo, televisores que possuem aplicativos para navegar na Internet, 
consoles de vídeo game que permitem jogar com pessoas em qualquer lugar do 
mundo, escolas que disponibilizam aulas por meio de metodologia de ensino 
à distância, como a Unicesumar, por exemplo. É a tecnologia fazendo parte de 
nossas atividades mais corriqueiras.
No contexto empresarial, isso também acontece, computadores, tablets, 
smartphones para acessar o e-mail e as mensagens instantâneas a qualquer hora 
do dia e em qualquer lugar em que você esteja. Todo esse aparato tecnológico é 
ofertado para nós com o intuito de gerar mais produtividade, competitividade, 
inserção no mercado e, consequentemente, mais lucro para as companhias.
Então, caro(a) aluno(a), vamos voltar a poetizar, como fez William Shakespeare, 
e, diante de todo esse contexto de modernidade de mobilidade que nosso mundo 
vivencia, eu te pergunto: Tecnologias Móveis: usar ou não usar? Eis a questão!
Essa indagação pode ser respondida individualmente. Temos empresas e pes-
soas que são adeptas ao uso extremo das novidades tecnológicas. Mas outras não 
fazem questão de ter o último modelo de smartphone, precisam apenas de um celular 
simples, que faça as ligações e seja funcional. Sem “frescuras”, como muitos dizem!
Diante do cenário de modernidade que temos presenciado, não é mais pos-
sível imaginar o mundo ausente do termo mobilidade. Cada vez mais as pessoas 
se tornam dependentes de dispositivos móveis para diversas finalidades. Algumas 
necessidades que até então não existiam passam a ser essenciais ao nosso dia a 
dia. E, é claro, as empresas que produzem tecnologia ficam atentas a esses sinais 
e acabam desenvolvendo possíveis soluções que satisfaçam uma demanda até 
então suprimida de nossas atividades corriqueiras, ou, até mesmo, “criam” uma 
necessidade que até então não existia.
Para exemplificar tal situação, podemos resgatar na memória os momentos 
recentes que, no Brasil, o aplicativo WhatsApp foi bloqueado judicialmente. Esse 
software, que é propriedade do Facebook, não é simplesmente um gerenciador de 
envio e recebimento de mensagens. Ele, mesmo podendo ser considerado como uma 
rede social, extrapola a barreira da conversação, interação e troca de diversas mídias. 
Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão!
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Empresas fecham negócios utilizando essa ferramenta. Lojas enviam novidades e 
promoções exclusivas para seus clientes por meio das mensagens instantâneas, com 
o intuito de potencializar suas vendas e alcance de suas metas.
Por isso, caro(a) aluno(a), uma decisão como essa, de bloquear um aplicativo, 
envolve diversas esferas da sociedade e proporciona impacto direto e indireto 
para inúmeras organizações e pessoas. Uma das vezes em que o WhatsApp foi 
bloqueado, em maio de 2016, tivemos relatos de empresas que, no dia da inter-
rupção do serviço do aplicativo, tiveram uma redução de 40% em suas vendas. 
Tendo coincidido com um momento de crise econômica em que o Brasil se 
encontrava, uma queda de vendas como essa representa um grande prejuízo 
para a empresa em questão.
Com tal situação, podemos perceber a dependência que temos dessas novas 
tecnologias. Tablets, Smartphones, SmartTV, SmartWatches, dentre outros dis-
positivos, já são realidade no cotidiano de muitas pessoas. Com isso, é preciso 
que as empresas se atentem a esse cenário, mas, também, que os usuários desses 
gadgets os utilizem com responsabilidade e, muitas vezes, até com moderação.
A tecnologia em si deve proporcionar facilidades e benefícios para nossa 
vida e não complicações. Porém a utilização incorreta e exageradatem sua utilização massiva e ocorre em 
diversos meios geográficos, grupos sociais, classes ou idade. Cada dia que passa, 
absorve mais capacidade de comunicação, evoluindo para dispositivos híbridos 
e incorporando diversos objetos as nossas vidas.
Com o crescimento das tecnologias, podemos acessar serviços em qualquer 
lugar e a qualquer momento, também vem gerando muitas oportunidades em 
diversas áreas do conhecimento, como a educação e os negócios.
Você já ouviu a expressão “vestidos” pelo usuário? Ou carputers? São os novos 
tipos de dispositivos móveis, assim como PDAs (Personal digital assistants) e 
PCs ultra portáveis (netbooks). Conforme Klein (2014, p. 14),
os chamados carputers, que representam um dispositivo móvel criado 
e modificado especificamente para um automóvel é a chamada compu-
tação vestível (wearable computing), na qual dispositivos eletrônicos 
minúsculos serão “vestidos” pelo usuários. 
O que acharam? Imaginem que a computação vestível se torne tendência e pode-
remos ter inúmeros dispositivos para que nos viabilizem informações sobre nossa 
temperatura, pressão, ambiente etc.
Agora vamos pensar: e se pudéssemos estar conectados em todo o lugar e não 
sermos percebidos? Isso é o que chamamos de Computação Pervasiva, que implica 
que o computador está embarcado no ambiente de forma invisível para o usuário. Ao 
considerarmos pervasividade, devemos pensar em ubiquidade (que veremos adiante), 
ou seja, estar em todo lugar, a todo momento. Dessa forma, o dispositivo usado tem 
a capacidade de obter informação do ambiente e, com isso, controlar, configurar e 
ajustar a aplicação, para melhor atender as necessidades do usuário. O ambiente 
também pode e deve ser capaz 
de detectar outros dispositi-
vos que venham a fazer parte 
dele. Dessa interação, surge a 
capacidade de computadores 
agirem de forma “inteli-
gente” no ambiente no qual 
nos movemos, um ambiente 
povoado por sensores e 
Tendências de Evolução das Aplicações
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serviços computacionais. No caso da computação perva-
siva, não é preciso fazer a famosa pergunta “você está 
pronto para a computação pervasiva?”, já que, quando 
ela chegar, nós sequer notaremos sua presença.
Mark Weiser criou o termo computação ubí-
qua (também chamada de ubicomp e em inglês: 
Ubiquitous Computing) que Weiser (1991, on-line) 
define: “acesso do usuário ao ambiente computacio-
nal, de todo o lugar e a todo momento, por meio de 
qualquer dispositivo, com interfaces naturais para a 
interação”. 
O objetivo da Computação Ubíqua é tornar mais agradável o uso do computa-
dor e que estejam disponíveis em todo ambiente físico, mas de forma invisível para 
o usuário (ROLINS, 2001). Imagine um mundo no qual podemos ter vários dispo-
sitivos, de todos os tipos, conectados entre si, com redes sem fio, a um custo bem 
baixo e em qualquer lugar? Isso é o que a computação ubíqua prevê e ainda sem 
precisar carregar mais nada, pois todas as informações estarão disponíveis em qual-
quer momento e em qualquer lugar.
Para Rolins (2001, p. 12-13), a computação ubíqua é:
Tal futuro vai trazer uma grande ajuda em relação ao atual problema 
de “sobrecarga de informação”. Ao invés das pessoas se preocuparem 
em lembrar as várias coisas de que necessitam, as coisas é que lembra-
riam as pessoas do que e quando teriam que ser executadas. Em outras 
palavras, uma pessoa poderia ser lembrada de que, já é hora para uma 
troca de óleo do seu carro, ou de que está faltando café em seu armário 
da cozinha, por exemplo. Ou mais além, por que não fazer com que a 
própria cozinha fizesse as compras dos itens necessários através de um 
simples envio de pedido a um supermercado? (ROLINS, 2001).
“À medida que a Internet móvel aumenta as expectativas do consumidor e 
impulsiona a concorrência, as empresas são obrigadas a descobrir que mui-
to rápido não é rápido o suficiente.” (Kalakota).
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
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IU N I D A D E22
E a infraestrutura da Computação Ubíqua, como ela será? Altamente sofisti-
cada para alcançar as metas e os objetivos propostos pela Computação Ubíqua. 
Para ter mobilidade, os usuários poderão escolher entre uma grande variedade 
de dispositivos que estarão disponíveis no mercado, principalmente dispositi-
vos pequenos, os quais estarão em comunicação constante uns com os outros.
Sobre Computação Ubíqua e Computação Pervasiva, surgem muitas pes-
quisas, trabalhos e vertentes sobre esse mesmo conceito, porém com outros 
nomes. A Internet das Coisas (Internet of Things) é a mais recente e ela nada 
mais é do que uma implementação que promove a pervasividade da computa-
ção, que integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto 
estamos em movimento.
Agora vamos entrar no universo Nômade. Você já ouviu falar em Tecnologias 
de Informação Nômades (nomadic)? Ou “Computação Nômade” (Nomadic 
Computing)? Quando falamos em um ambiente de informação “nômade”, dizemos 
que esse ambiente é a junção de dois ou mais elementos tecnológicos, sociais e orga-
nizacionais que estão interconectados e que possibilitam a mobilidade tanto dentro 
quanto fora das fronteiras. Difícil? Então vamos resumir, a “Computação Nômade” 
se refere à capacidade de comunicação computacional que são capazes de atender, de 
forma flexível e integrada, às necessidades dos colaboradores de se movimentarem.
Estamos entrando em redes inteligentes que irão conectar dispositivos, e o 
conjunto dessas diversas redes inteligentes formará entidades inteligentes espa-
lhadas pelo mundo. Você está preparado(a)? 
TENDÊNCIAS NO AMBIENTE CORPORATIVO
Vimos que o uso de dispositivos móveis permite nos manter conectado e nos 
possibilita a comunicação a qualquer momento e em qualquer lugar. E em rela-
ção a colaboradores em uma empresa? Será que é interessante para a empresa que 
seus colaboradores fiquem conectados a todo o momento e em qualquer lugar?
Tendências no Ambiente Corporativo
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Com certeza, seria interessante para a empresa, pois o colaborador móvel 
pode utilizar as tecnologias para aplicações de coleta de dados e visualização de 
dados e ainda manter-se atualizado, em tempo real, a respeito de indicadores 
referentes a sua atividade. A tecnologia móvel invadiu o mercado corporativo e 
ela ocupa lugar de destaque no ambiente das empresas. Cabe às empresas tirar 
proveito dessas tecnologias e usar os aplicativos disponíveis para auxiliar de 
forma mais inteligente o seu dia a dia.
Aluno(a), você já ouviu falar de Mobilidade Corporativa? Conforme Martins 
(2007, p. 28): 
se a pergunta for efetuada para o CEO da empresa, mobilidade é a pos-
sibilidade de responder e-mails enquanto estiver fora do escritório. Se 
for efetuada para um executivo de vendas, mobilidade é a possibilidade 
de acessar informações importantes durante uma visita a um cliente. Se 
for efetuada para um consultor de negócios, mobilidade é a possibili-
dade de estar em um seminário ou em um cliente e receber e responder 
questões urgentes de projetos em andamento.
Mobilidade Corporativa é a possibilidade de os colaboradores trabalharem 
remotamente realizando as suas funções para a empresa, sem necessariamente 
estarem presentes fisicamente nela. Os colaboradores realizam as suas atividades 
por meio dos dispositivos móveis e as empresas disponibilizam ferramentas que 
permitem a seus colaboradores se conectarem a elas estando em qualquer lugar.
A Mobilidade Corporativa é um conceito que ganha força a cada dia no 
mundo dos negócios e pode ser usada em qualquer ramo de negócio. As empresas 
estão fazendo uso da mobi-
lidade corporativa movidas 
pelo conceito da virtuali-
zação ede diversas 
ferramentas tecnológicas podem proporcionar malefícios às pessoas e também 
prejuízos às organizações. Afinal, se as empresas são compostas de pessoas e 
elas se prejudicam com o uso da tecnologia, o reflexo do prejuízo nas empresas 
acontecerá. É um efeito dominó!
Então, aluno(a), a resposta à pergunta que intitula esse tópico fica para você 
realizar. É uma decisão individual, pautada na necessidade e satisfação pessoal.
Uma provocação para você pensar: será que toda essa parafernália tecno-
lógica realmente otimiza nosso trabalho e nos faz ter mais tempo? Existem 
pessoas que dirão SIM e outros que dirão NÃO… Mas e você? De que lado 
está? É apenas uma provocação, para você pensar! (o autor).
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
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UM POUCO DE HISTÓRIA
O período da história que estamos presenciando atualmente é chamado por 
muitos de Era do Conhecimento. Um momento em que a quantidade de infor-
mações é absurdamente grande e sua disseminação, instantânea. Com isso, a 
informação passa a se tornar moeda de troca, possuindo grande valor para pes-
soas e empresas. Unido às informações geradas por diversas fontes e formas, as 
pessoas começam a construir suas experiências e vivências, seja por meio de um 
estudo formal, como uma faculdade, ou por experimentarem situações cotidia-
nas em seus trabalhos, tornando-as, assim, experientes. Essa união, informação 
e experiência, constrói o que chamamos de conhecimento.
Mas nem sempre esse precioso bem foi o centro das atenções. No período 
da História conhecido como a Primeira Revolução Industrial, que é associado 
ao século XVIII, a máquina a vapor foi considerada a protagonista da época. 
Com isso, as pessoas se transformaram em operadores de máquinas (mecâni-
cas, hidráulicas, vapor), sendo que, até então, eram elas que realizavam todo 
trabalho braçal existente. Mas, naquela transição, tais equipamentos propor-
cionavam a possibilidade de reduzir custos e ganhar agilidade de produção 
(FREIRE; BATISTA, 2014).
É possível observar que, nesse período da História, a sociedade como um 
todo sofreu impactos. As pessoas, até então acostumadas a realizar suas ativida-
des manuais, se depararam com máquinas que substituiam a força humana no 
desenvolvimento de algumas operações.
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Cronologicamente, as transformações da economia capitalista ocorridas na 
segunda metade do século XIX foram chamadas de Segunda Revolução Industrial. 
Nesse período, podemos relacionar os avanços protagonizados anteriormente, no 
século XVIII, unidos às mudanças em processos de produção, movimentação e 
consumo de produtos. Nessa mesma época, acontecem grandes transformações 
no setor de transporte e meios de comunicação. (FREIRE, BATISTA, 2014).
E HOJE?
O choque social causado naqueles momentos pode ser comparado com o choque 
tecnológico que vemos hoje. Atualmente, estamos presenciando uma enxurrada 
de avanços tecnológicos que são inseridos em nosso meio com a promessa de 
melhorar nossa vida, proporcionar mais produtividade para as empresas e tra-
zer mais conforto.
Unido a isso, vemos uma geração de pessoas que nascem em meio a todos 
esses dispositivos, não sendo necessário aprender a utilizá-los, afinal, as crian-
ças são geradas em um mundo digital. Elas nascem digitais. Crescem digitais. 
E, consequentemente, se tornam adultos digitais. Gerações anteriores, mas que 
ainda estão em nosso contexto social, tiveram que aprender a utilizar essas novi-
dades depois de adultos. Por isso, ainda existem inúmeros conflitos de opiniões 
a respeito dessas novas tecnologias.
Mas, caro(a) aluno(a), estamos navegando em um barco que vai para frente 
e, especialmente falando em Mundo dos Negócios, temos que acompanhar a 
onda que conduz tal embarcação. Toda essa evolução tem sido marcada, espe-
cialmente, por uma característica muito saliente: a velocidade. 
Cada vez mais temos presenciado o quão veloz as coisas mudam. Se olhar-
mos para algumas décadas atrás, os avanços científicos e tecnológicos levavam 
anos para serem efetivamente descobertos. Hoje, esse cenário é completamente 
diferente. O exemplo mais simples disso é você olhar para o smartphone que você 
tem hoje. É muito provável que, dentro de pouco tempo, ele estará ultrapassado 
e terá um modelo com mais capacidade.
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Nessa conjuntura, é pos-
sível refletir juntamente com 
Freire e Batista (2014, p. 43), 
quando pontuam de maneira 
enfática que as pessoas mui-
tas vezes se esquecem “que 
a tecnologia é um trabalho 
humano materializado e, 
cabe ao homem construir uma relação de velocidade maior ou menor com a 
tecnologia, que refletirá em sua evolução e obsolescência” (grifo nosso).
Neste momento, o que te convido a pensar é sobre a escolha. São as pessoas 
que escolhem usar ou não a tecnologia. O cenário atual mostra que a grande 
maioria das pessoas tem optado pela utilização das inovações tecnológicas exis-
tentes. Os indivíduos, especialmente os mais jovens, têm demonstrado cada vez 
mais sede por novidades.
Por isso, já não se fabricam mais aquela famosa geladeira igual a que minha 
avó tinha, que era extremamente eficiente e durava, praticamente, a vida toda. Eis 
a geração da obsolescência programada! As empresas desenvolvem seus produ-
tos para se tornarem obsoletos em um espaço de tempo mais curto. O motivo: 
estimular o consumo por seus lançamentos. O termo surgiu oficialmente em 
meio a grande crise americana de 1929, com o intuito de predeterminar uma 
validade para os produtos e, por consequência, tentar aquecer a economia por 
meio do consumo. Naquele momento, a ideia não teve êxito, mas anos depois o 
conceito passou a ser aplicado por diversas empresas. Assim, o design e a estra-
tégias de marketing começaram a fazer parte do contexto organizacional para 
promover o consumo ilimitado.
Um Pouco de História
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Com todo esse crescimento tecnológico que temos presenciado, mas também 
diante de diversas exigências de consumidores com relação a sustentabilidade, 
muitas empresas começam a dispensar atenção ao consumo sustentável. Ou seja, 
buscam o desenvolvimento de novos produtos a serem ofertados, mas, em con-
trapartida, desenvolvem políticas sociais e ambientes que tentam proporcionar 
um equilíbrio entre as partes.
Para você, aluno(a), refletir um pouco mais a respeito dessa temática, deixo 
minha recomendação para assistir ao documentário Comprar, Tirar, Comprar, 
cujo link está disponível no final desta unidade, nos Materiais Complementares. 
Agora, os próximos capítulos da história de todo desenvolvimento tecnológico, 
pautado em inovação, mas também em sustentabilidade, pode ser escrito por 
você. Fica o desafio!
Obsolescência Programada, também chamada de obsolescência plane-
jada, é quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou 
obsoleto em um período de tempo relativamente curto de forma proposital, 
ou seja, quando empresas lançam mercadorias para que sejam rapidamente 
descartadas e estimulam o consumidor a comprar novamente
Este pequeno texto mostra, de forma objetiva, o que é a Obsolescência Pro-
gramada. Para saber mais, acesse o link disponível em: .
Fonte: o autor.
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htmhttp://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm
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SOCIEDADE DA MOBILIDADE
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E148
CULTURA E TECNOLOGIA
A palavra Cultura faz parte do nosso dia a dia. Ouvimos essa expressão quando fala-
mos sobre Negócios, no quesito da cultura empresarial. Também é natural você viajar 
para um lugar diferente e observar que a cultura local é bem diferente daquela que 
você conhece na região onde reside. Ainda, também utilizamos o termo quando nos 
referimos aos hábitos culturais, como leitura, teatro, visita a museus, dentre outros.
Para esse nosso estudo, gostaríamos de enfatizar o termo “Cultura” no con-
texto de uma visão sociológica. Nessa área de estudo, cultura se relaciona a tudo 
que é o resultado da criação humana. Ideias, ferramentas, crenças, costumes, 
tudo que for adquirido por meio de um convívio social, é considerado Cultura. 
Dentro dessa mesma visão, os autores da Sociologia não consideram que exista 
uma cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim acreditam que exis-
tam diferentes culturas e formas de manifestá-la (CAMARGO, 2016).
A exemplo disso, podemos lembrar de países em que as mulheres devem 
se vestir de forma a cobrir todo o corpo, tendo apenas os olhos a mostra; paí-
ses em que determinados animais são sagrados e não podem ser consumidos 
como alimentos, ou até mesmo, regiões do próprio Brasil em que os costumes 
se diferenciam, como o churrasco no Rio Grande do Sul e o acarajé na Bahia.
Nesse contexto, a sociologia explica que a cultura tem por objetivo satisfazer 
as necessidades humanas por meio de limitações normativas, implicando, em 
algumas situações, em violações da condição natural do homem (CAMARGO, 
2016). Por exemplo, se vestir adequadamente para uma celebração de casamento, 
ou também adquirir um bem como símbolo de status social.
Cultura e Tecnologia
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Trazendo essas questões para as transformações que temos presenciado em 
nossa sociedade, Giddens (2012, p. 98) explica que “o mundo moderno se carac-
teriza por modos de vida e instituições sociais que são radicalmente diferentes 
mesmo dos de um passado recente”. Para o autor, temos vivenciado mudanças 
sociais velozes de forma que “cada dia é um novo dia; cada momento é um novo 
instante no tempo”
Giddens (2012) ainda ressalta que um dos fatores culturais que exerce impor-
tante influência no caráter e ritmo das mudanças são os sistemas de comunicação. 
“A invenção da escrita, por exemplo, permitiu ao homem manter registros, pos-
sibilitando um maior controle dos recursos materiais e o desenvolvimento de 
organizações de grande escala” (GIDDENS, 2012, p. 99). Evoluindo no sentido 
da comunicação, o autor ainda afirma que “com o advento da internet, a comu-
nicação se tornou muito mais rápida e, a distância um obstáculo muito menor. 
Ela gerou um senso mais efetivo de sociedade global”.
Com essas transformações que vemos em nossa sociedade, é possível obser-
var que, a cada dia mais, a tecnologia faz parte da nossa Cultura, no contexto 
sociológico, pois ela é uma criação humana e impacta diretamente nos costu-
mes de uma sociedade, satisfazendo a necessidade humana e também impondo 
regras para sua utilização.
Como exemplo disso, podemos nos atentar ao uso de telefones celulares. Esse 
aparelho tem se transformado com o passar do tempo, passando de um simples 
emissor e receptor de conversas de áudio para um poderoso e “esperto” (por isso 
o termo Smart) computador de bolso. Lemos (2009) enfoca o valor social de um 
celular. Para o autor, esse aparelho “assume valor social, como reforço do laço 
grupal e comunitário e, em muitos casos, ele é usado para compartilhar momen-
tos em determinados lugares” (LEMOS, 2009, p. 31). Essa transformação do 
uso de um telefone celular tem impactado diretamente a sociedade, os relacio-
namentos e também a maneira de fazer negócios no século XXI. A ferramenta 
que, até então, era utilizada apenas para comunicação, passa a ser utilizada para 
manter relações sociais, levando as pessoas a uma sensação de pertencimento a 
um determinado grupo.
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E150
A CULTURA DA MOBILIDADE
Há 10 anos, não era comum 
ver pessoas andando na 
rua digitando mensagens 
no celular. Hoje, apesar de 
perigoso, é normal. Ao aden-
trar em uma clínica médica, 
é difícil você ver alguém 
folheando uma revista. Os 
pacientes que estão a espera, 
aproveitam o tempo para ler 
um e-mail, acessar sua rede 
social ou passar o tempo 
com um jogo disponível em 
seu smartphone.
A tecnologia passa, cada vez mais, a fazer parte de nossa cultura. Mesmo que 
ainda existam regiões mais remotas, até mesmo no Brasil, que não possuem o 
mesmo acesso e nível de tecnologias que outras regiões, os objetos tecnológicos 
passam a ser desejados por muitos e também necessários para diversas atua-
ções profissionais. Diversas pessoas têm criado uma dependência tecnológica 
em suas atividades cotidianas, sejam pessoais ou de trabalho. A reflexão pro-
posta por Giddens (2012, p. 104) ilustra esse cenário:
o impacto desses sistemas de comunicação tem sido estarrecedor. Em 
países com infraestruturas de comunicações mais desenvolvidas, os 
lares e escritórios hoje têm várias conexões com o mundo externo, 
incluindo telefones [...], televisão digital, por satélite e a cabo, correio 
eletrônico e internet. A internet emergiu como o instrumento de co-
municação de crescimento mais rápido já desenvolvido.
A cultura da mobilidade é cada vez mais imperativa nos tempos modernos. 
As pessoas se locomovem e desejam, permanentemente, estarem conectadas. 
Executivos não querem ficar presos aos seus escritórios. Eles desejam realizar 
suas viagens, seja de férias ou de trabalho, e manter contato permanente com 
sua equipe, de forma a acompanhar suas atividades e projetos.
Cultura e Tecnologia
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Amigos desejam mostrar para os demais o que fizeram no final de semana, 
quais lugares visitaram, o que estão comendo, qual filme estão assistindo. O 
“agora” está cada vez mais inserido em nossa realidade. Tanto que, ao iniciar sua 
página no Facebook, a pergunta feita é: “O que você gostaria de escrever agora?”, 
como ilustrado na figura a seguir. Perceba que o atual momento é o que vale.
Figura 1 - Tela do Facebook
 
Fonte: arquivo pessoal.
Ao chegarem em uma lanchonete, restaurante, hotel ou outro lugar, as pessoas 
buscam rapidamente tomar conhecimento da senha de acesso ao Wi-Fi daquele 
local. O objetivo é não perder nenhum momento, estar o tempo todo conectado 
com o mundo virtual que os cercam, resumido em uma tela de poucas polegadas.
Essa busca frenética por mobilidade extrapola os limitesfísicos, proporcio-
nando às pessoas o compartilhamento rápido de diversas informações, sejam 
elas por meio de textos, imagens ou vídeos. Essa dinâmica tem levado diversos 
autores a pesquisar e estudar a respeito desse tipo de comportamento. Alguns 
estudioso chamam os indivíduos que se inserem nessa situação de nômades vir-
tuais, como proposto por Lemos (2009, p. 31):
os nômades virtuais buscam novos territórios, os territórios informacio-
nais. Eles passam de ponto a ponto em busca não de água, caça ou luga-
res sagrados, mas lugares de conexão. Não precisam carregar seus per-
tences nas costas já que tudo o que precisam está virtualmente na rede.
O autor explica que, mesmo que sejamos seres físicos, que dependemos e nos 
aproximamos de locais reais, nossa experiência tem se intensificado no sentido 
de unir o físico com o virtual. Para ele, “as mídias produzem sentidos de lugar” 
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
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VU N I D A D E152
(LEMOS, 2009, p. 31), pois, como percebemos o mundo de uma maneira em 
que nos relacionamos com outras pessoas, as mídias proporcionam a criação de 
“formas de conhecimento” e de “experiência local” (LEMOS, 2009, p. 31). Com 
isso, proporcionamos, mesmo que virtualmente, uma relação com outras pes-
soas que, consequentemente, criam uma determinada imagem de nós, ainda que 
seja de maneira subjetiva.
Para exemplificar e clarear um pouco suas ideias, convido você, neste exato 
momento, a fazer uma pequena pausa em sua leitura e entrar em uma de suas 
redes sociais, seja Facebook, Twitter, Instagram ou outra qualquer. Peguemos 
como exemplo o Facebook, que é a mais utilizada atualmente. Se você rolar um 
pouco sua timeline, perceberá que a grande maioria das postagens dos seus ami-
gos se relacionam a situações agradáveis e positivas. Você verá a foto de pessoas 
em uma festa, o prato de comida diferente que estão comendo, o passeio em 
família, uma nova conquista no trabalho, a notícia de que a esposa está grávida 
e poderíamos estender ainda mais este parágrafo com outros exemplos.
Em contrapartida, é difícil você se deparar com uma postagem pessoal de algo 
que esteja negativo na vida das pessoas. Claro que existem aqueles que comparti-
lham tudo, mas não são a maioria. Tanto que, para não gerar um sentimento de 
inferioridade ou até depressivo nos internautas, o Facebook não possui o botão 
“Não Curti”. Seria muito desagradável para o sentimento do autor de uma foto, 
em frente a uma bela praia, que amigos demonstrem publicamente que “não 
curtiram” o que ele está fazendo. É melhor apenas se omitir, pois causa menos 
impacto negativo.
Você consegue perceber a cultura que temos vivenciado com a inserção da 
tecnologia e da mobilidade em nossa sociedade? A intensidade que essa gera-
ção está vivendo de agilidade e conectividade é algo que as empresas devem se 
atentar, com toda certeza. Mas também é um ponto que gera preocupação para 
diversos estudiosos e pesquisadores, pois os excessos proporcionados por esse 
frenesi tecnológico pode gerar malefícios para os seres humanos. Esse é o assunto 
do próximo tópico. Então, agora você já pode fechar sua rede social e focar em 
nossa leitura. Vamos lá?
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OS MALES DA TECNOLOGIA
Quando o tema Tecnologia é abordado, creio que é importante refletirmos, mesmo 
que de forma breve, a respeito dos motivos que levaram uma determinada fer-
ramenta, equipamento ou aplicativo a ser desenvolvido. Eu fico imaginando 
aqueles nerds, entocados em uma garagem de uma casa no Vale do Silício, ten-
tando desenvolver produtos ou serviços que possam impactar a humanidade ou 
até mesmo transformar o comportamento de uma geração inteira. Com esse 
cenário, deixo a dica para você assisitr ao filme Jobs, indicado em nossos mate-
riais complementares ao final dessa unidade.
Pois bem! Mesmo imaginando os pensamentos de todas as pessoas que, de 
alguma forma, projetaram e construíram alguma tecnologia nova, fico me per-
guntando: “será que passou pela cabeça desses sujeitos que essa inovação poderia 
causar algum mal para seus usuários?”. Não quero aqui, caro(a) aluno(a), fazer 
papel de Advogado do Diabo. Pretendo apenas levantar esse questionamento 
que, honestamente, pensamos ser de uma difícil resposta. 
Por exemplo, quando a Motorola Corporation lançou seu primeiro telefone celu-
lar, no ano de 1983, uma década antes, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da 
empresa disse que era necessário construir um telefone celular portátil. O famoso 
“tijolão”, lançado naquele ano, teve um investimento de muitos anos de pesquisa e 
também 100 milhões de dólares, para que ficasse pronto para o uso (ARP, 2014). 
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
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VU N I D A D E154
Atualmente essa tecnologia evoluiu demasiadamente. Surgem questionamentos, 
mais uma vez: “será que eles imaginaram os impactos (positivos e negativos) que 
esse aparelho traria para a sociedade como um todo, mais de 30 anos depois?”.
A tecnologia nos proporciona inúmeros benefícios, com toda certeza. Ela 
agiliza muitas áreas de trabalho, proporciona eficiência em diversos processos, 
possibilita a conexão e comunicação entre pessoas em lugares afastados, tudo isso 
e muito mais. Entretanto, essa mesma tecnologia que traz facilidades para nossa 
vida, também pode proporcionar alguns prejuízos. Muitas vezes, podemos ficar 
reféns dos dispositivos tecnológicos que nos cercam. Tais aparelhos têm apri-
sionado pessoas que ficam isoladas a uma tela de poucas polegadas, esquecendo 
que existe uma imensidão a sua volta.
Tecnologia é bom? Sim! Com toda certeza! Somos fãs! Entretanto a palavra 
equilíbrio deve fazer parte de sua utilização.
PATOLOGIAS TECNOLÓGICAS
Na Medicina, a área de Patologia estuda as doenças existentes e as reações que essas 
podem provocar no organismo das pessoas. Trazendo para a realidade da Tecnologia, 
é possível observar a sua volta que os aparatos tecnológicos, além dos bônus que 
nos trazem, também fazem com que as pessoas sejam oneradas de alguma maneira.
É muito comum você ver pessoas em pânico, literalmente, porque esquece-
ram seu smartphone, ou pelo fato de terem ficado sem bateria, ou, ainda, porque 
não conseguem um sinal de Wi-Fi. Os dispositivos móveis, especialmente smar-
tphones, parecem estar incorporados ao indivíduo, como um “eu” estendido 
(extended self). O dispositivo não é algo “da pessoa”, mas sim ele “faz parte da 
pessoa”, conforme explica Freire e Batista (2014, p. 43), “reconhecemos os apa-
ratos tecnológicos como prolongamento dos nossos corpos e das nossas mentes, 
fazendo-os parte de nossas fantasias e desejos”.
Essa situação que presenciamos hoje em dia leva estudiosos, tanto da área 
de tecnologia como da área de saúde, a pesquisar a respeito do comportamento 
humano quando mergulhado na realidade tecnológica em que vivemos. O qua-
dro a seguir mostra dois termos acerca dessa realidade:
Os Males da Tecnologia
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Quadro 1 - Tecnofobia X Tecnofilia
Tecnofobia
• Familiarizar-se com novos avanços é algo ruim.
• Algo desagradável pode acontecer com o uso desses dispo-
sitivos.
• Não reconhecer a necessidade das novas tecnologias.
• Acreditar que esse é um processo de escravização do ho-
mem.
Tecnofilia
• Manifestada pela idolatria à tecnologia.
• A tecnologia é a salvação de tudo.
• Acreditar que a tecnologia só possui benefícios.
• Pessoa organizar sua rotina e relacionamentos somente ao 
redor de novas tecnologias.
• Acreditar que é impossível ter uma vida social de sucesso 
sem o uso de tecnologia.
Fonte: adaptado de Freire e Batista(2014, p. 43-44).
Nesse cenário de imersão tecnológica em que vivemos, estamos sempre diante 
de algum tipo de tela. Computador, smartphone, tablet, televisão, vídeo game 
dentre outros. A exposição excessiva aos reflexos luminosos que tais dispositivos 
geram também é grande, com isso, é muito comum observar pessoas que pos-
suem problemas de vista, ou dores na cervical por conta posição em que ficam 
ao utiliza o celular por muito tempo.
Todas essas situações têm desencadeado problemas físicos e até emocionais 
para os indivíduos dessa geração. A quantidade de informações geradas por 
meio dos dispositivos conectados à internet é gigantesca. Existem estudos que 
pontuam a dificuldade que nosso cérebro tem de lidar com essa quantidade de 
informações. Ainda estamos em fase de adaptação a tais situações.
Com isso, vemos pessoas estressadas e fadigadas diante de tanta informa-
ção gerada. Cada dia que passa, a tão sonhada mobilidade também tem gerado 
alguns problemas para os seres humanos. Não quero que você entenda que todos 
os males que temos presenciado são causados pela tecnologia. Longe disso, mas 
faço essa provocação para que você realmente reflita os impactos positivos e 
negativos que nossa geração tem recebido por meio de todo aparato tecnoló-
gico existente em nosso meio hoje em dia.
SOCIEDADE DA MOBILIDADE
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VU N I D A D E156
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), chegamos ao final da nossa última unidade. Neste ponto do 
nosso livro, tivemos o objetivo de trazer a tona algumas temáticas que uniram 
a tecnologia e mobilidade dentro de um contexto social. Com a discussão que 
foi proposta neste capítulo, foi possível você refletir a respeito do mundo glo-
balizado em que vivemos e a tecnologia inserida nessa conjuntura. Além disso, 
debatemos a respeito da utilização de tecnologias móveis, sendo que essas propor-
cionam inúmeras facilidades para as organizações e também para a vida pessoal.
Com o intuito de resgatar um pouco da história que interferiu diretamente 
na realidade que estamos presenciando atualmente, foi abordado no decorrer 
desta unidade assuntos que mostraram as rupturas que aconteceram com o pas-
sar do tempo e os impactos gerados na sociedade. Vimos que, desde o período 
da Primeira Revolução Industrial, as transformações nos modelos de produção 
e nas formas de realizar os trabalhos, impactaram no contexto social e, conse-
quentemente, foram evoluindo com o passar do tempo.
Hoje em dia, cada vez mais, presenciamos a busca pela velocidade e pelo ime-
diatismo. Essas duas característica dos tempos atuais fazem com que as empresas 
e pessoas estejam sempre diante de necessidades que, até então, não existiam. A 
necessidade de estar conectado, de dar respostas com agilidade, de estar infor-
mado sobre tudo, enfim, de estar, literalmente, ligado o tempo todo.
Assim, com toda essa fome por inovação e informações novas, a cultura da 
obsolescência programada tem se propagado com o passar dos anos. Os pro-
dutos são criados para se tornarem obsoletos, seja pelo fato de sua vida útil ser 
menor, ou pelo desejo dos indivíduos em adquirir um modelo mais novo de um 
determinado bem.
Essa cultura de uso da tecnologia também foi um assunto que abordamos 
nesta unidade. Vivemos o momento da mobilidade, com isso, hoje em dia, usar 
smartphones e estar em uma rede social, faz parte da cultura das pessoas. Sendo 
que essa cultura está cada vez mais inserida em nossa sociedade.
A principal reflexão, caro(a) aluno(a), está no uso equilibrado da tecnologia, 
de forma que não proporcione prejuízos a sua empresa e, principalmente, a você.
157 
1. Conforme estudamos nesta unidade, foi possível perceber que estamos cada 
vez mais globalizando as atividades que são desenvolvidas em nosso cotidiano. 
Diante desse cenário, DISCORRA a respeito dos motivos que levam a intensifica-
ção da globalização no mundo de hoje.
2. Estamos presenciando um momento de muitas transformações em nossa socie-
dade. Entretanto o mundo passou por momentos históricos que também exer-
ceram impacto social e, consequentemente, mudanças no comportamento das 
pessoas. A respeito da Primeira Revolução Industrial, analise as seguintes afirma-
ções:
I - Uma das invenções mais importantes desse período foi a Máquina a Vapor, 
que proporcionou grandes mudanças no contexto da época.
II - Máquinas começam a substituir a força humana. Isso causou grande impacto 
na época.
III - Nesse período, aconteceram diversas transformações no setor de transportes 
e, principalmente, nos meios de comunicação.
IV - A evolução que mais marcou essa fase da história foi realçada por avanços de 
velocidade na transmissão das informações e geração de novos produtos.
Após analisar as afirmações, podemos dizer que está correto o que se afir-
ma apenas em:
a. I e III.
b. I e II.
c. I, II e III.
d. I, III e IV.
e. I, II, III e IV.
158 
3. A discussão que fizemos no decorrer desta unidade nos proporcionou refletir a 
respeito dos impactos que a tecnologia causa em nossa sociedade. Tais impactos 
fazem com que as pessoas mudem suas formas de agir, pensar e interagir com 
o mundo. Isso pode ser considerado uma mudança cultural. Para compreender 
melhor essas transformações, expusemos nesta unidade algumas explicações 
sociológicas a respeito da cultura e a tecnologia. Assim, assinale a alternativa 
que representa os objetivos da cultura em um contexto social:
a. Proporcionar a satisfação de necessidades humanas por meio de normas que 
limitam tais necessidades.
b. Trabalhar de forma intensa o incentivo por tornar os bens de consumo obso-
letos, levando ao aumento do consumo e movimentação da economia.
c. Movimentar as pessoas de maneira a fazer uma reflexão momentânea do que 
se vive no presente, com base nas experiências já vivenciadas anteriormente.
d. Proporcionar a experiência positiva do uso da tecnologia no contexto atual 
de forma a disseminar a cultura da mobilidade.
e. Todas as afirmações estão corretas diante do solicitado.
4. Foi possível perceber em nosso estudo que a tecnologia, além de inúmeras van-
tagens, pode, na contramão, proporcionar alguns prejuízos. Essa situação pode 
ser presenciada em relação a possíveis doenças que podem ser causadas por 
conta do cenário tecnológico que estamos presenciando. Analise as seguintes 
opções abaixo:
I - Possuir a crença de que a tecnologia só proporciona benefícios.
II - Acreditar que apenas com o uso de tecnologia é possível ter vida social sau-
dável.
III - Dificuldade em se familiarizar com novas ferramentas tecnológicas.
IV - As novas tecnologias não são consideradas como algo totalmente necessário.
Após analisar as afirmações, assinale a alternativa correta:
a. Todas se relacionam com a Tecnofobia.
b. Todas se relacionam com a Tecnofilia.
c. As afirmações I e II se relacionam com a Tecnofobia e as afirmações III e IV se 
relacionam com a Tecnofilia.
d. As afirmações I e II se relacionam com a Tecnofilia e as afirmações III e IV se 
relacionam com a Tecnofobia.
e. As afirmações I e III se relacionam com a Tecnofobia e as afirmações II e IV se 
relacionam com a Tecnofilia.
159 
5. A mobilidade proporcionada pela tecnologia tem sido estudada por diversas 
áreas de pesquisa. É difícil pensar no mundo moderno sem associar aos aparatos 
tecnológicos e a velocidade que os dispositivos móveis proporcionam para nos-
sos afazeres. Essa busca intensa por se tornar cada vez mais móvel vai além dos 
limites físicos. Com isso, as pessoas são impactadas por diversas informações, 
nos mais variados formatos, de forma ágil e instantânea. Alguns autores chamam 
as pessoas que se enquadram nesse tipo de comportamento de:
a. Nativos digitais.
b. Tecno culturais.
c. Nômades virtuais.
d. Tecnofóbicos.
e. Obsoletos programados.
160 
UM MAL A SER COMBATIDO: A OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA
Em tempos de Rio+20, é imprescindível que dediquemos ao menos uma pequena parcela denosso tempo para expor alguns pontos chave sobre a tal da “Obsolescência Programada”. 
Um tema atualíssimo e de vasta amplitude, posto que afeta toda a coletividade.
Mas, afinal de contas, o que é essa “Obsolescência Programada”? Talvez muitos não te-
nham ouvido falar deste termo, é possível que mesmo os que já ouviram não tenham 
ligado o nome ao seu significado. O fato é que esse termo foi criado em decorrência do 
processo de “descartalização” criado, a partir dos idos de 1930, como uma grande jogada 
dos países capitalistas, a fim de movimentar a economia pós-crise dos anos 1920, tendo 
em vista o grande estoque de produtos que se encontrava totalmente parado nos por-
tos, fábricas e armazéns em decorrência da grande recessão econômica da época.
A medida tomada para promover a movimentação da economia, em um ato totalmente 
desesperado dos fabricantes da época, foi estrategicamente diminuir o ciclo de vida útil 
dos produtos, de modo a garantir um consumo contínuo por meio da insatisfação dos 
consumidores.
Essa prática, intitulada de Obsolescência Programada, basicamente se aplica toda vez 
que os fabricantes produzem um ou vários produtos que, artificialmente, tenham, de al-
guma forma, sua durabilidade diminuída do que originalmente se espera. Como efeito, 
os consumidores são obrigados a descartar os produtos adquiridos em um prazo muito 
menor e a substituí-los por novos, que provavelmente também tiveram sua durabilida-
de alterada.
Esse ciclo infinito de consumo acaba tornando-se um grave problema, e não apenas 
aos consumidores brasileiros. O aumento de lixo eletrônico e tóxico, bem como a falta 
de informações claras sobre como deve ser realizado o descarte desses produtos obso-
letos, tem provocado impactos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população 
mundial ao longo dos anos.
Atualmente a população mundial consome cerca de 30% a mais do que o planeta pode 
suportar e repor. Aliado a tal fato, há ainda a necessidade de se reduzir em mais de 40% 
a emissão dos gases provenientes do efeito estufa, a fim de que a temperatura global 
não aumente mais do que dois graus Celsius.
Ressalta-se, neste ponto, que a proteção ao meio ambiente é uma missão de toda cole-
tividade, sendo inclusive amparada por nossa Constituição Federal em seu artigo 225, 
caput, que dispõe que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibra-
do, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao 
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e 
futuras gerações.”.
161 
A Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sóli-
dos, criada com base no citado artigo 225 da Constituição Federal, também prevê prin-
cípios e objetivos básicos que tentam assegurar a proteção ao meio ambiente, inclusive 
reforçando em seus artigos 30 a 33 a responsabilidade compartilhada entre Poder Públi-
co, fornecedores de produtos e consumidores, sobre o ciclo de vida dos produtos, suas 
embalagens e a forma correta do descarte de pilhas, pneus, óleos, lâmpadas, produtos 
eletrônicos e demais componentes, a fim de evitar não só a Obsolescência Programada, 
mas também o manejo correto de todo o lixo e sua devida reciclagem.
Aliado ao aspecto ambiental, também encontramos amparo no Código de Defesa do 
Consumidor, que prevê, como um direito básico dos consumidores, o direito à educação 
e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços (art. 6º,II, CDC), bem 
como o direito a informação adequada e clara (art. 6º, III, CDC), a fim de garantir que os 
consumidores tenham plena ciência de todas as características do produto, inclusive 
sobre sua durabilidade e maneira correta de descarte, de forma a garantir a plena liber-
dade de escolha dos consumidores no ato da aquisição de tais produtos, equilibrando, 
ao final, a relação de consumo.
No entanto, caso o consumidor não seja amplamente informado de todas as caracterís-
ticas do produto e seja, de alguma forma, prejudicado pela prática abusiva da Obsoles-
cência Programada, poderá ele se valer do do Poder Judiciário, a fim de ver reparada sua 
insatisfação.
Um exemplo de como essa prática abusiva chega ao Judiciário seria o caso em que o 
consumidor adquire, de boa-fé, um produto e, dentro do prazo da garantia, este já apre-
senta defeitos, não atingindo o fim a que se destina. Porém, além de já ter um problema 
de consumo, muitas vezes o consumidor é informado pelo fornecedor que será impos-
sível realizar o reparo, pelo fato de que não há mais no mercado peças de reposição 
para o funcionamento adequado do produto, tornando-o totalmente inútil. O mal que 
a Obsolescência Programada traz à vida dos consumidores é demonstrado de forma 
cristalina nesses casos.
Diante desse quadro, é necessário que haja uma maior atuação estatal, no sentido de 
regular e criar políticas públicas que de fato garantam um meio ambiente equilibrado, 
mudando totalmente os atuais padrões de consumo, por meio de uma fiscalização mais 
rígida das empresas que praticam a Obsolescência Programada e não dão informações 
claras e precisas aos consumidores, além de melhor educá-los e informá-los sobre seus 
direitos e sobre os males trazidos ao meio ambiente pelo descarte irregular de resíduos 
sólidos.
Fonte: Printes (2012, on-line)1.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Sociologia
Anthony Giddens 
Editora: Penso
Sinopse: se você deseja compreender um pouco mais a respeito da visão 
sociológica das mudanças globais que têm acontecido, deixo o convite para 
realizar a leitura do capítulo 4 do livro Sociologia, de Anthony Giddens. Nesse 
capítulo, o autor aborda assuntos relacionados às mudanças sociais e suas 
influências, como também alguns fatores que contribuem para a globalização.
Veja um pouco mais de detalhes sobre o bloqueio do WhatsApp em maio de 2016. Essa 
reportagem do G1 mostra alguns casos reais de pessoas e empresas que foram impactados com 
a interrupção do serviço do aplicativo. Para saber mais, acesse o link disponível em: . 
O documentário Comprar, tirar, comprar retrata a respeito da obsolescência programada e seus 
impactos na sociedade. Para saber mais, acesse o link disponível em: . 
Jobs
Sinopse: a história da ascensão de Steve Jobs, de rejeitado no colégio até 
tornar-se um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia 
no século XX. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, 
pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos 
triunfos que transformaram sua vida adulta.
Comentário: o filme conta a história do revolucionário e visionário fundador 
da Apple, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Independente 
da sua opinião a respeito do comportamento de Steve Jobs (líder, grosseiro, 
gênio, copiador de ideias), vale a pena conhecer um pouco sobre sua trajetória, 
de um simples nerd de garagem até se transformar no próprietário de uma 
das marcas mais valiosas do planeta.
http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html
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REFERÊNCIAS
163
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te, 2014.
BATISTA, E. de O. Sistemas de Informação: O uso consciente da tecnologia para o 
gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.
CAMARGO, O. Cultura. Brasil Escola. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2016.
ESTADÃO. Brasil tem 98 milhões de pessoas sem acesso à internet. Disponível 
em: . Acesso em: 5 maio 2016.
FREIRE, E.; BATISTA, S. S. dos S. Sociedade e tecnologia na era digital. 1. ed. São 
Paulo: Érica, 2014.
GIDDENS, A. Sociologia. 6. ed. Porto Alegre: Penso, 2012.
LEMOS, A. Cultura e Mobilidade. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 40, p. 28-25, 
dez. 2009.
REFERÊNCIAS
GABARITO
1. O desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação, espe-
cialmente com os impactos da mobilidade, proporcionam, cada vez mais, a ne-
cessidade de se conectar com pessoas de diversas partes do mundo e em tem-
po real. A sensação de que tudo deve ser feito o mais rápido possível também 
proporcionam essa necessidade de se intensificar no contexto de um mundo 
globalizado.
2. B.
3. A.
4. D.
5. C.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1 Em: . Acesso em: 22 jun. 2016.
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http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada
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CONCLUSÃO
165
Caro(a) aluno(a), assim terminamos nossa jornada! Foram 5 unidades que passea-
ram por diversos temas importantes, os quais giram em torno da Tecnologia e Mo-
bilidade.
Inicialmente, na unidade I, discutimos sobre as tendências móveis e as tecnologias 
que nos cercam, como a computação ubíqua e pervasiva. Sem falar na computação 
vestível, computação nômade e a Internet das Coisas. Também pontuamos sobre o 
BYOD e a Consumerização, duas vertendes que têm sido utilizada pelas empresas. 
Na sequência, dentro da segunda Unidade do livro, realizamos uma abordagem so-
bre os principais conceitos de mobilidade para os dispositivos móveis. Tais disposi-
tivos precisam atender os requisitos de portabilidade, conectividade, usabilidade e 
funcionalidade, sendo fácil transportar e utilizar.
Passamos, então, para a unidade III, na qual discutimos “por que” e “como” nos tornar 
móveis no mundo da conectividade. Vimos que as pessoas estão móveis o tempo 
todo. Discutimos também sobre os Aplicativos móveis e suas classificações, desde 
ferramentas de suporte à produtividade até a recuperação de informação e seu de-
senvolvimento. Falamos sobre as Redes Convergentes e como elas agrupam o uso 
de tecnologias para unificar redes de voz e dados. 
Na unidade IV, foi abordado como se deu a expansão dos aparelhos celulares em 
todo mundo. Estudamos um pouco sobre as redes de telefonia móvel e suas gera-
ções. Estudamos ainda alternativas do acesso móvel, como Hotspots e Wi-Max que, 
além de deixar os usuários cada vez mais conectados, auxiliam de forma a desafogar 
as redes de telefonia móvel. 
Por fim, na última unidade, discutimos diversos assuntos que permeiam a tecno-
logia mergulhada na sociedade em que vivemos. Vimos que, desde o período da 
Primeira Revolução Industrial, passamos por transformações e evoluções. Por exem-
plo, a quantidade de informações geradas hoje em dia. Com essa quantidade de 
informações e acesso a dispositivos tecnológicos, também temos presenciado situ-
ações problemas com as pessoas, pontos também discutidos nessa unidade.
As reflexões que permearam nossos estudos tiveram por objetivo plantar uma pe-
quena semente de provocação em sua mente. Provocação é claro, no sentido posi-
tivo da palavra, ou seja, fazer você realmente exercitar o seu dom de pensar e não 
simplesmente aceitar apenas um dos lados da moeda.
Espero que as considerações debatidas no decorrer de toda sua leitura tenham sido 
válidas para a sua construção de conhecimento. Afinal, com o dinamismo que paira 
no conceito desta palavra tão disseminada hoje em dia, “Conhecimento”, as en-
grenagens do seu cérebro precisam ser lubrificadas constantemente. Assim, aquilo 
que você constrói agora pode servir de alicerce para outras construções de conhe-
cimento futuras!
Não pare por aqui! Vamos em frente!
Um abraço!
CONCLUSÃO
	h.mst4u5egnb78
	UNIDADE I
	INTRODUÇÃO A TECNOLOGIA MÓVEL
	Introdução
	Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência
	Tendências de Evolução das Aplicações
	Tendências no Ambiente Corporativo
	BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização
	Mobile Tagging
	Arte e Design em Dispositivos Móveis
	Estudo de Caso
	Considerações Finais
	Gabarito
	UNIDADE II
	MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL 
	Introdução
	Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro
	Tecnologia e Mobilidade
	Paradigma da Mobilidade
	Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas”
	A Mobilização na Prática
	Considerações Finais
	Gabarito
	UNIDADE III
	POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL
	Introdução
	Por que Tornar-se Móvel?
	Como Tornar-se Móvel? 
	Aplicativos Móveis
	Redes Convergentes
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	UNIDADE IV
	OS BENEFICIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL
	Introdução
	A Expansão Explosiva do Celular
	Tipos de Tecnologia Móvel
	Alternativas de Acesso Móvel
	Serviços de Localização 
	Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios 
	Estudo de Caso
	Aplicativos (App) ou Negócio?
	Considerações Finais
	Gabarito
	UNIDADE V
	SOCIEDADE DA MOBILIDADE
	Introdução
	Tecnologia em Um Mundo Globalizado
	Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão!
	Um Pouco de História
	Cultura e Tecnologia
	Os Males da Tecnologia
	Considerações Finais
	Referências
	Gabarito
	Conclusãotambém pela onda 
da computação em nuvem, 
possibilitando que seus cola-
boradores possam acessar as 
aplicações de qualquer lugar 
e a qualquer momento.
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E24
BYOD (BRING YOUR OWN DEVICE) E 
CONSUMERIZAÇÃO
Você já ouviu falar em BYOD? Quando se fala em Mobilidade Corporativa, surge 
este fenômeno “BYOD (Bring Your Own Device). Segundo Garanhani (2013), é um 
fenômeno global que envolve serviços, políticas e tecnologias e que propicia que os 
colaboradores de uma empresa venham a desempenhar atividades profissionais utili-
zando seus próprios equipamentos, como smartphones, tablets, notebooks etc. A sigla 
BYOD (Bring Your Own Device) , traduzida, significa “traga seu próprio dispositivo”.
Para muitos, hoje em dia, é difícil ficar sem um smartphone ou um tablet e, 
assim, o BYOD, que se trata do uso de aparelhos de colaboradores na empresa, 
vem para facilitar muito o desempenho das tarefas, funções e o ganho na pro-
dutividade. Mas, por outro lado, o grande problema é que, quando se começa a 
executar funções do trabalho no aparelho profissional, um dos maiores riscos que 
ocorre é em relação à segurança das informações da empresa, sendo que o cola-
borador pode perder esse aparelho ou até mesmo ser roubado. Nesse caso, como 
ficam as informações da empresa?
Como toda tecnologia é uma tendência, ela não pode ser deixada de lado pelas 
pessoas, principalmente pelos colaboradores da empresa. E a Consumerização? Já 
ouviram falar? Você sabe o que significa? Muitas vezes, esses conceitos são confun-
didos. Será que são diferentes ou são usados para conceituar o mesmo fenômeno? 
BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização
Re
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19
98
.
25
O conceito BYOD (Bring Your Own Device) vem sendo confundido com o con-
ceito de Consumerização, mas são considerados fenômenos diferentes.
De acordo com Teixeira (2013, p. 27), o conceito de Consumerização e BYOD:
o uso de smartphones, tablets, computadores pessoais e aplicações de 
terceiros no ambiente de trabalho, chamados de consumerização de 
TI e de BYOD (Bring Your Own Device) é uma realidade no ambiente 
organizacional atual. Enquanto o BYOD se relaciona simplesmente ao 
fato de o funcionário trazer seu próprio dispositivo móvel para tra-
balho [...]. Consumerização de TI retrata os trabalhadores que estão 
investindo recursos próprios para comprar, aprender e usar aplicações 
de computador e tecnologias de consumo popular para realizar tarefas 
no ambiente de trabalho.
Teixeira (2013), ainda coloca que, muito além do uso de equipamentos pesso-
ais para o trabalho, a Consumerização de TI, envolve o uso de aplicativos e de 
serviços de internet, aplicativos de mídia social e ferramentas de consumo e 
produtividade e, com isso, amplia a relação entre os colaboradores, clientes e 
parceiros da empresa. O autor ainda coloca 
que os colaboradores da empresa querem o BYOD para poder esco-
lher seus dispositivos e aplicativos e terem a capacidade de combinar 
suas vidas pessoais e profissionais. Não surpreendentemente, muitos 
funcionários preferem acessar os recursos corporativos, utilizando sua 
própria tecnologia, porque lhe é familiar, mais eficiente e já parte inte-
grante das suas vidas diária (TEIXEIRA, 2013, p. 22).
Conforme Garanhani (2013, p. 35) “esta liberdade tem seu lado positivo, mas 
também aspectos negativos. Do ponto de vista do colaborador, tudo é transpa-
rente, já para o ambiente corporativo um “quebra-cabeça” a montar”.
Aluno(a), você já trabalhou em uma empresa que fornece dispositivos móveis 
para uso? E, na empresa atual, você pode utilizar os seus próprios dispositivos?
“O ser humano é mobile por natureza, e essa mobilidade já carrega em si a 
ideia de constante mudança” (Gabriel).
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Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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MOBILE TAGGING
Mobile Tagging é um conceito usado para indicar o processo de fornecimento de 
dados em dispositivos móveis por meio do uso de dados em um código de bar-
ras bidimensional (2D). O fornecimento das informações ocorre por meio da 
decodificação e escaneamento por intermédio de um dispositivo móvel como 
celular ou smartphone.
Segundo Ishii, (2012, p. 45) sobre o Mobile Tagging:
a única exigência para que haja a leitura desse tipo de comunicação 
através dos dispositivos móveis é a necessidade de uma câmera fotográ-
fica integrada e um aplicativo de leitura que pode ser baixado por meio 
da internet. Assim, é só focalizar a câmera para o código desejado que o 
aplicativo escaneia e decodifica a informação ali contida, que pode ser 
um link de determinado site, um texto sms, uma propaganda, imagens, 
cartão de visita [...].
Um exemplo de Mobile Tagging é o QR Code. Ele é um código de barras em 2D, 
que nos permite gravar vários dados e informações em seus códigos e ele é conside-
rado um Quick Response, um código de resposta rápida. Segundo Ishii (2012, p. 52),
os QR Codes podem armazenar informações complexas fazendo uso 
de uma matriz de pequeno porte. Esse código faz a decodificação de 
informações de maneira rápida e sem grandes modificações ou restri-
ções na leitura, possuindo a capacidade de decodificar dados de textos 
alfanuméricos, além de URLs e outras informações que direcionem os 
usuários a sites específicos.
Mobile Tagging
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Você já deve ter visto ou usado um QR Code e pode estar se perguntando: como 
exatamente funciona? O Processo de leitura do QR Code funciona por meio de 
um aplicativo para celular que permite ao usuário apontar a câmera para a figura 
do QR Code, em que o aplicativo scaneia e faz a tradução das informações.
Figura 1- Processo de leitura QR Code
Abrir um leitor
de QR Code
Apontar a câmera
ao QR Code
O leitor descodi�ca
o QR Code
É levado para um
mobile website
Carregando...
www...
Fonte: adaptado de Ishii (2012, p. 50).
Conforme Ishii (2012, p. 50) “os tipos de informações contidas no QR Code 
podem ser as mais variadas, como mensagens de texto, links para sites, infor-
mações sobre o produto, imagens entre outros”.
Figura 2 - QR Code
Contato
Texto
URL
SMS Número de
telefone
Tweet
Fonte: adaptado de Ishii (2012, p. 50).
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IU N I D A D E28
O uso do Mobile Tagging nos permite criar mídias de informação, pois as tags 
além de terem o poder de interagir com as pessoas, ainda permitem que as mídias 
impressas, por exemplo, façam links para internet. O destaque para o QR Code 
é que ele desperta a curiosidade do consumidor. Você nunca teve a sua curiosi-
dade aguçada após ver um QR Code? Mesmo não comprando o produto e você 
podendo decodificá-lo e ver as informações disponíveis.
Um exemplo de uso do QR Code, que visa proporcionar maior praticidade e 
segurança aos clientes, é o check-in code, usado por algumas companhias aéreas. 
A intenção é acabar com as longas filas para o check-in nos aeroportos e diminuir 
a emissão de papel impresso com a confecção de bilhetes de embarque. Empresas 
como a Delta e a TAM, por exemplo, adotaram o QR Code em seus voos. Basta 
o cliente fazer o check-in on-line e escolher se prefere receber o cartão de embar-
que por e-mail ou SMS. Além disso, o código oferece informações sobre status de 
vôo, portão de embarque, atualizações meteorológicas entre outras. (ISHII 2012).
O mundo codificado
A comunicação humana é um processo artificial. Baseia-se em artifícios, des-
cobertas, ferramentas, instrumentos e em símbolos organizados em códigos. 
Os homens comunicam-se uns com os outrosde uma maneira não natural. Na 
fala, não são produzidos sons naturais, como, por exemplo, no canto dos pás-
saros, e a escrita não é um gesto natural, como a dança das abelhas. Por isso a 
teoria da comunicação não é uma ciência natural [...]. Com os avanços tecnoló-
gicos, a imagem surge como uma importante forma de interação. Por meio da 
televisão, do computador, da fotografia, do cinema e até mesmo dos celulares 
e tablets, o homem se vê diante de um momento histórico no qual as imagens 
produzidas por aparelhos invadem a sua vida como um todo. E este mundo co-
dificado encontra na comunicação publicitária voltada ao Marketing, um forte 
aliado, já que cada vez mais as empresas disputam o limitado tempo de inte-
ração das suas marcas com seus clientes/espectadores/consumidores. (Silva).
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ARTE E DESIGN EM DISPOSITIVOS MÓVEIS
Será que a arte e o design podem influenciar nos dispositivos móveis? O usu-
ário é influenciado pelo design das mídias digitais? Para Rodrigues (2012, p. 
61) influencia,
aproveitando-se do contexto oferecido pela mobilidade, a arte aden-
tra, na relação com a tecnologia, no cotidiano das pessoas. E mais, os 
dispositivos não só influenciam na recepção de dados como também 
podem ser vistos como matéria estruturante de trabalhos artísticos. Por 
intermédio de aplicativos, ambiente construído por computador e am-
biente real se aproximam. Por vezes, a intersecção entre os espaços cria 
um poder de ilusão que modifica a percepção humana sobre os am-
bientes. Assim, esse aumento da capacidade de iludir se relaciona com 
as técnicas de concepção dos ambientes construídos por computador.
Qual seria o foco do design em relação aos dispositivos móveis? 
O foco está na mobilidade e nas características físicas dos dis-
positivos móveis, que podem ser o próprio aparelho físico ou 
suas qualidades, ou particularidades de uso, de comunicação 
e principalmente, a intimidade com o indivíduo. O design 
nos dispositivos deve levar em conta a percepção dos usu-
ários pela forma, as dimensões do espaço, cor, estilo e 
como ocorre a comunicação.
Para entendermos melhor essa arte, o design 
e suas relações com os dispositivos móveis, 
vamos ver alguns estudos de caso que 
mostram os designs que podem 
ser produzidos a partir do uso dos 
dispositivos, acompanhe.
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ESTUDO DE CASO
ESTUDO DE CASO 1 – PROJETO: A MOSCA, DA SÉRIE PARASITAS 
URBANOS.
Gilberto Esparza é mexicano. Suas criações são elaboradas a partir de elementos 
eletrônicos simples, usados no dia a dia. Ele transforma um elemento cotidiano 
em outro que provoque estranhamento. Suas obras indagam a responsabili-
dade do homem na vida do planeta e no seu modo de viver em sociedade. O 
artista também possui um site no qual expõe, por vídeos e fotos, os seus proje-
tos. Na Bienal do Mercosul em 2009, o artista apresentou no Brasil seu trabalho 
criado em 2006, que consiste em pequenas “moscas - robôs” que invadiram o 
galpão da mostra de exposição. As pequenas moscas foram fabricadas a partir 
de um pequeno motor utilizado nos smartphones. A mosca voa em ambientes 
urbanos como um parasita, fazendo uma comparação do inseto com os dispo-
sitivos móveis usados no dia a dia. Os pequenos aparelhos smartphones, assim 
como as “moscas-robôs”, entram em todos os lugares e transformam as rotinas 
das pessoas, tornando-se muitas vezes inconvenientes. Embora os smartphones 
ganhem, entre seus usuários, um alto grau de importância, não deixam de ser 
apenas pequenas máquinas, assim como os robôs de Esparza.
Figura 3 – Mosca-Robô.
Fonte: Dando… (on-line). 
Estudo de Caso
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ESTUDO DE CASO II – EXPOSIÇÃO DA ARTE DE HOCKNEY EM 
IPADS
David Hockney é um designer britânico e artista consagrado em trabalhos com 
montagens fotográficas e pinturas. Aos seus 73 anos (2010), promoveu uma expo-
sição de desenhos inspirados em iPhones e iPads. Seus novos quadros são criados 
a partir de programas gráficos, baseados na luminosidade da tela. Nenhuma 
impressão ou pintura à tinta transmitiria o mesmo significado. Hockney com-
para a luminosidade da tela digital com a luminosidade da janela do seu quarto 
pela manhã, em um dia de sol. Em sua exposição em Paris, não havia moldu-
ras nas paredes, os desenhos foram expostos em Ipads espalhados pela sala. O 
diferencial desse trabalho é a utilização da tela digital exatamente da mesma 
maneira em que se utilizava a tela de pintura, mas valorizando as característi-
cas físicas do meio digital de visualização. O que chama atenção nesse projeto é 
a passagem da pintura em tela para a arte nos dispositivos móveis, de maneira 
a valorizar as qualidades físicas destes aparelhos. Nesse momento, Hockney faz 
com que a função principal do smartphone seja a exposição de sua arte e não 
mais a comunicação, por dados ou voz. Compreende-se também que esse pro-
jeto utiliza a tecnologia como continuidade dos outros meios e não como uma 
drástica ruptura entre o artefato e os dispositivos modernos. Esse designer traz 
a reflexão sobre as propriedades dos aparelhos e sua contribuição para a conti-
nuidade de um desenvolvimento tecnológico e social.
Figura 4 - Exposição da Arte de Hockney em Ipads
Fonte: Penido (2011, on-line).
INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL
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IU N I D A D E32
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos sobre a era tecnológica, sua 
importância, suas tendências e seus cenários nos meios sociais e corporativo. 
Vimos que não andamos mais sem nossos celulares, que nossos olhos ficam 
grudados nas telas e que somos dependentes desses dispositivos, seja nas redes 
sociais ou nas empresas. 
Também discutimos sobre a era da conexão, caracterizada pela computação 
ubíqua, pervasiva (“pervasive computing”) ou senciente. Sem falar na computa-
ção vestível (wearable computing), um dos novos tipos de dispositivos móveis e 
sobre a Internet das Coisas (Internet of Things) que integra a mobilidade de qual-
quer dispositivo computacional, enquanto estamos em movimento. Outro ponto 
abordado em nosso estudo tratou a respeito da “computação nômade”, no qual 
a capacidade de comunicação é capaz de atender as necessidades dos colabora-
dores de movimentação. Será que damos conta de tudo isso? Será que estamos 
preparados para a nova era? Fica a reflexão!
Projeto Via Invisível
No metrô da cidade de São Paulo, Fabio Fon e Soraya Braz instalaram um 
painel sensível à radiação dos smartphones como forma de alerta sobre o 
uso da radiação existente nos aparelhos e para a advertência da ONU de 
quanto isso pode ser prejudicial para a saúde. O resultado foi chamado de 
“Via Invisível”. Fabio Fon é web designer, observador de dispositivos tecno-
lógicos contemporâneos e doutor em artes pela Universidade de São Paulo 
(USP). As instalações formaram o conjunto de nove pontos do metrô da Ave-
nida Paulista, na cidade de São Paulo, e fizeram parte do Festival Internacio-
nal de Linguagem Eletrônica (FILE PAI) de 2011. Quem passava pelo metrô 
por uma das nove saídas da Linha 2 - Verde, encontrava uma instalação de 
leds, onde as luzes piscavam conforme o número de smartphones ativos ao 
redor. Os designers chamaram a atenção dos passageiros ao dar forma e cor 
para a radiação, tornaram visível algo oculto e fizeram os sujeitos pensarem 
sobre o uso dos dispositivos móveis.
Fonte: Nunes (on-line)1.
Considerações Finais
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Trabalhar usando nosso próprio dispositivo? Realmente isso já é realidade em 
diversas organizações, assunto que abordamos dentro da Mobilidade Corporativa. 
Para a empresa, é interessante que o colaborador móvel utilize as tecnologias nas 
tarefas do seu dia a dia. Além disso, o fenômeno BYOD e a Consumerização 
também foram tratados neste início de estudo. Aprendemos que por vezes esses 
conceitos se confundem, mas que possuem diferenças.
Caminhando para o final de nossa unidade, conhecemos o Mobile Tagging 
como um conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em 
dispositivos móveis por meio do uso de dados em um código de barras bidimen-
sional (2D), em especial o QR Code. 
E, finalizando nossa abordagem, foi possível perceber que, na atualidade, 
arte e design também estão ligados aos dispositivos móveis e a tecnologia.
Depois desta unidade, com o conhecimento que já adquirimos sobre as tec-
nologias móveis e suas tendências, podemos passar para a próxima unidade para 
que deste modo possamos nos aprofundar ainda mais na Mobilidade. Preparados? 
Então vamos em frente! Bons estudos!
34 
1. Marque com V a verdadeira e com F a falsa, sobre o processo de software:
( ) Os chamados carputers, que representam um dispositivo móvel criado e 
modificado especificamente para um avião, são chamados computação vestível 
(wearable computing), no qual dispositivos eletrônicos minúsculos serão “vesti-
dos” pelo usuários.
( ) Ao pensarmos em pervasividade, devemos pensar em ubiquidade que se-
ria estar em todo lugar, a todo momento.
( ) Ubiquitous Computing é considerado o acesso do usuário ao ambiente 
computacional, de um só lugar e não a todo momento, por meio de qualquer 
dispositivo, com interfaces naturais para a interação. 
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. V, F, V.
b. F, V, V.
c. V, V, V.
d. F, V, F.
2. Toda tecnologia é uma tendência, ela não pode ser deixada de lado pelos cola-
boradores da empresa. O uso de dispositivos pessoais dos próprios colaborado-
res para o trabalho, certamente aumenta a produtividade e, com isso, aumenta 
o uso de serviços e aplicativos de fornecedores independentes para a armaze-
nagem em nuvem e mídias sociais. Explique a diferença entre os conceitos de 
BOYD e Consumerização. 
3. Conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em disposi-
tivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional 
(2D). Que conceito é esse? Cite um exemplo.
4. Quando pensamos em arte e design em dispositivos móveis, estamos pensando 
em mobilidade. Qual seria o foco do design em relação aos dispositivos móveis?
35 
5. Computação Pervasiva implica que o computador está embarcado no ambiente 
de forma invisível para o usuário. Sobre Computação Pervasiva:
I. Ao pensarmos em pervasividade, devemos pensar em ubiquidade que seria 
não estar em todo lugar, a todo momento.
II. O ambiente também pode e deve ser capaz de detectar outros dispositivos 
que venham a fazer parte dele.
III. Dessa interação surge a capacidade de computadores agirem de forma “des-
controlada” no ambiente no qual nos movemos, um ambiente povoado por sen-
sores e serviços computacionais.
IV. A Internet das Coisas (Internet of Things) é a mais recente e ela nada mais é 
do que uma implementação que promove a pervasividade da computação, que 
integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto estamos 
em movimento.
V. Sobre Computação ubíqua e Computação Pervasiva surgem muitas pesqui-
sas e trabalhos, algumas vertentes têm surgido sobre esse mesmo conceito, mas 
com outros nomes.
Assinale a opção com a sequência CORRETA:
a. Somente as questões II, IV e V estão corretas.
b. Somente as questões I e II estão corretas.
c. Somente a questão III está correta.
d. Somente a questão V está correta.
e. Todas estão corretas. 
36 
UMA IMAGEM QUE VALE POR MIL PALAVRAS: QR CODE, CONCEITO E 
APLICABILIDADES.
O QR Code, para o planejamento estratégico de Relações Públicas apresenta inúmeras 
aplicações. A seguir, algumas delas:
1. Na área do entretenimento, seu uso pode facilitar o processo de relacionamento com 
o público-alvo na criação de sensações e experiências interessantes. Durante a Feira de 
Brinquedos de Nova Iorque (2012), a empresa The United States Playing Card Company 
apresentou uma nova maneira de jogar cartas, utilizando smartphones para tornar o 
jogo mais dinâmico. Ela lançou um novo estilo de jogos de cartas, em que algumas delas 
possuiam QR codes, que ao serem digitalizados, mudavam a regra do jogo, o que trouxe 
ao tradicional jogo de cartas um caráter mais criativo e interessante. O QR Code ao “atuar 
como um link físico para o mundo on-line digital [...] funciona também como um instru-
mento de ampliação da realidade” (GABRIEL, 2010, p. 176).
2. No serviço público, o QR code pode ser usado em diversos ambientes e ocasiões, 
como, por exemplo, em jardins botânicos, praias, placas, outdoor, ônibus, entre outros, 
para direcionar os usuários a informações de utilidade pública ou a campanhas de pre-
servação ou prevenção por exemplo. A partir dos códigos, dados como o uso medicinal 
ou valor alimentar dos espécimes botânicos em exibição, dados sobre o clima e solo 
predominante na região, horários e itinerários de linhas do transporte coletivo podem 
ser obtidos de maneira rápida e prática.
A praia de Santa Mônica na Califórnia, Estados Unidos, por exemplo, iniciou o uso de QR 
Codes em uma campanha para promover a limpeza e a conservação da área. A ONG Heal 
the Bay e a prefeitura de Santa Mônica distribuíram 500 latas de lixos com o QR Code im-
presso nelas. O código liberava mensagens sobre a condição do tempo, melhores ondas 
para surfar, entre outras informações.
3. Na área empresarial privada, existem diversas aplicações possíveis, desde as mais sim-
ples à mais elaboradas, que se beneficiem dos códigos bidimensionais.
As organizações podem, por meio do do QR Code, criar tags para serem usadas na fa-
chada de seus prédios, trazendo mais informações sobre o imóvel em questão (história, 
divulgação de um evento que esteja ocorrendo na ocasião...), e até mesmo criar ações 
que visem facilitar o dia a dia do seu cliente.
O Shopping Leblon, localizado no Rio de Janeiro, por exemplo, já adotou inúmeras ações 
mobile. Ele já possui um aplicativo que informa as lojas disponíveis, a programação de 
cinema, além de uma solução para ajudar frequentadores a localizar seus carros dentro 
do estabelecimento.
Dessa forma, no estacionamento, foram colocados QR Codes em cada pilastra, que in-
dicam o setor e a área das vagas ao redor. Para utilizar o serviço e não esquecer onde 
parou o carro, o usuário deve digitalizar o código mais próximo do automóvel, sen-
do direcionando para uma página que indica o setor e área da localização do veículo. 
37 
Outro serviço bastante interessante foi lançado, em 2011, pelo Banco do Brasil, a fim 
de aumentar a liberdade do cliente, facilitando o pagamento de boletos. O “BB Code”, 
nome dado ao novo serviço, substitui a senha eletrônica, que possibilita a confirma-
ção de transações feitas pelo computador, por um QR Code. O lançamento permite 
aos clientes a realização de transações em qualquer computador conectado a internet, 
utilizando seu smartphone cadastrado para digitalizar o código 2D exibido na tela do 
computador e confirmar a operação realizada no banco on-line.
4. Mobile tags, principalmente os QR Codes, tem sido usado também por pessoas em 
cintos, camisetas, tatuagens e cartões de visita. As tags produzem links para sites, infor-
mações pessoais ou encriptam informações de contato.
Um uso particular de mobile tags no Japão é sua aplicação em túmulos, o que demons-
tra que os QR Codes são bastante utilizados por lá. Lançada pela empresa Ishinokoe, o 
“Kuyou no mado”, cujo significado é “A voz das pedras”, é a campanha que consiste no 
uso de QR Codes em túmulos. Os túmulos das empresas tem QR Codes contendolinks 
para uma landing page que contém o perfil do falecido. Além disso, a partir do momento 
que o site é visitado, um recurso gera uma lista com o nome das pessoas que a visitaram 
e a data em que essa visita foi realizada. Outras possibilidades como a aplicação de QR 
Codes em cartões de visitas, contendo informações pessoais, estão se tornando bas-
tante populares. Por meio dele, é possível inserir dados pessoais, histórico profissional 
ou acadêmico de forma criativa e diferenciada, transformando o tradicional cartão de 
visitas em uma maneira prática de interagir com o público-alvo. Além disso, QR Code 
impresso em coleiras de cães e gatos, por exemplo, se tornam uma interessante alterna-
tiva para identificar nome, endereço, raça e outras informações do bicho de estimação.
5. Outra alternativa, ainda recente, está na aplicação dos códigos bidimensionais em 
campanhas eleitorais. Barack Obama, por exemplo, faz uso dessa tecnologia em sua es-
tratégia digital nas eleições americanas de 2012.
A ideia está sendo incorporada como estratégia também para as eleições brasileiras des-
se ano. Um exemplo regional é o candidato a vereador da cidade de Bauru- SP, Ton Peres, 
que resolveu utilizá-lo impresso em seu “santinho”.
6. No campo da educação, muitas possibilidades podem ser desenvolvidas desde a di-
vulgação de feiras, vestibulares ou exposições até a sua aplicação dentro de sala de aula, 
trazendo referências a conteúdos de maneira fácil e mais interessante aos alunos. Outra 
vantagem do uso didático desses códigos é a sua capacidade em proporcionar interati-
vidade para praticamente qualquer material. Eles podem ser inseridos em meio a con-
teúdos impressos, ambientes físicos (colados na parede ou em banner, por exemplo), 
websites, vídeos etc. Dadas as possibilidades, é possível afirmar que o uso de códigos 
QR envolve os alunos em uma experiência diferenciada de engajamento com o assunto 
tratado em aula.
Fonte: Ishii (2012, on-line)2.
MATERIAL COMPLEMENTAR
M-business: tecnologia móvel e estratégia de negócios
Ravi Kalakota
Editora: Bookman
Sinopse: Esta obra acaba com os mitos que levam as empresas a desperdiçar 
bilhões de dólares em soluções mal concebidas. Oferece um quadro 
completo do que está por trás do ciclo de inovação e uma discussão sobre 
como empresas diferentes estão desenvolvendo estratégias de mercado.
Comunicação Ubíqua
Lucia Santaella
Editora: Paulus Editora
Sinopse: Este livro examina sob variados ângulos, como, em função da 
hipermobilidade, tornamo-nos seres ubíquos, intermitentemente presentes-
ausentes, e quais os efeitos colaterais que tal condição acarreta.
Já Imaginou se fosse possivel transmitir o cheiro e o gosto de cada imagem que você vê, não se 
limitando a apenas comer com os olhos? Este interessante artigo mostra que em um futuro próximo, 
o que hoje parece surreal no ciberespaço, vai se transformar em uma experiência multisensorial 
capaz de compartilhar gostos, cheiros e toques pela web. A finalidade é expandir os sentidos para 
além do audiovisual e aproximar sensações virtuais. Achou interessante? Para saber mais, acesse o 
link disponível em: .
http://www.ciadoslivros.com.br/meta/autor/ravi-kalakota
http://www.ciadoslivros.com.br/meta/autor/ravi-kalakota
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http://www.ciadoslivros.com.br/meta/editora/bookman-grupo-a
http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=SANTAELLA%2C+LUCIA&Ntk=product.collaborator.name
http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=SANTAELLA%2C+LUCIA&Ntk=product.collaborator.name
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http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=PAULUS+EDITORA&Ntk=product.vendorName
http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/
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Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
O vídeo no qual o professor de Comunicação Digital da ECA-USP mostra que a mídia em tecnologia 
móvel ainda é pouco explorada. Aborda também a inovação aberta e de como a tecnologia viabilizou 
esse método. A entrevista foi concedida à jornalista Patricia Buneker durante o evento “Think Infinite”, 
realizado pelo Google com o apoio da HSM. Para saber mais acesse o link disponível em: .
A Cidade do Futuro: dispositivos móveis e a cidadania do futuro
Este vídeo muito interessante sobre a Computação Ubíqua e como ela mudou a ideia de cidadania de 
modo definitivo. A proposta desta palestra é demonstrar como isso se deu e quais são as consequências 
de longo prazo para o desenvolvimento das cidades e da vida urbana a partir da banalização da 
computação, em especial, dos dispositivos móveis. Para saber mais, acesse o link disponível em: 
.
https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU
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