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TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO I Professor Me. Danillo Xavier Saes Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas Professor Esp. Rafael Alves Florindo Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti GRADUAÇÃO Unicesumar C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SAES, Danillo Xavier; FREITAS, Janaína Aparecida de; FLORINDO, Rafael Alves; VANSO, Rafael Maltempe da; GASPAROTTI, Talita Tonsic. TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO I. Danillo Xavier Saes; Janaína Aparecida de Freitas; Rafael Alves Florindo; Rafael Maltempe da Vanso; Talita Tonsic Gasparotti. Maringá - PR: Unicesumar, 2021. Reimpresso em 2024. 165 p. “Graduação - EaD”. 1. Tópicos. 2. Computação. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 004 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de EAD Willian Victor Kendrick de Matos Silva Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD - Núcleo de Educação a Distância Direção Operacional de Ensino Kátia Coelho Direção de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha Direção de Operações Chrystiano Mincoff Direção de Mercado Hilton Pereira Direção de Polos Próprios James Prestes Direção de Desenvolvimento Dayane Almeida Direção de Relacionamento Alessandra Baron Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Encinas de Encarnação Pinelli Gerência de Produção de Conteúdo Gabriel Araújo Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey Coordenador de Conteúdo Danillo Xavier Saes Design Educacional Isabela Agulhon Ventura Iconografia Amanda Peçanha dos Santos Ana Carolina Martins Prado Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho Arte Capa Arthur Cantareli Silva Editoração Victor Augusto Thomazini Qualidade Textual Hellyery Agda, Kaio Vinicius Cardoso Gomes, Yara Martins Dias Ilustração Marta Sayuri Kakitani ISBN papel: 978-65-6137-382-1 ISBN digital: 978-65-6137-383-8 Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualidade, novas habilidades para liderança e so- lução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho. Cada um de nós tem uma grande responsabilida- de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos- sos farão grande diferença no futuro. Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar assume o compromisso de democratizar o conhe- cimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos brasileiros. No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi- tário Cesumar busca a integração do ensino-pes- quisa-extensão com as demandas institucionais e sociais; a realização de uma prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da consci- ência social e política e, por fim, a democratização do conhecimento acadêmico com a articulação e a integração com a sociedade. Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al- meja ser reconhecido como uma instituição uni- versitária de referência regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de competências institucionais para o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con- solidação da extensão universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrati- va; compromisso social de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada. Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quando investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequentemente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu- nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”. Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con- tribuindo no processo educacional, complementando sua formação profissional, desenvolvendo competên- cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessá- rios para a sua formação pessoal e profissional. Portanto, nossa distância nesse processo de cresci- mento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das discussões. Além dis- so, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendiza- gem, possibilitando-lhe trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória acadêmica. A U TO RE S Professor Me. Danillo Xavier Saes Mestrado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (2015). Mestrado como aluno especial em Ciências Sociais, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) na disciplina de Cultura de Consumo e Sociabilidade (2012). Pós-Graduado em Ambientes para Internet, pelo Centro Universitário de Maringá - Unicesumar (2002). Especialista em Gestão Empresarial pelo Instituto Paranaense de Ensino (2007). Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela Unicesumar de Maringá (2000). Coordenador de cursos no EAD Unicesumar desde fevereiro de 2012. Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas Bacharel em Informática pela Universidade Estadual de Maringá (2010). Especialização em MBA em Teste de Software pela Universidade UNICEUMA, Brasil. (2012). Atualmente cursa Técnico em Qualidade na instituição Senac-PR e Licenciatura em Letras - Português/Inglês na UniCesumar. Professor Esp. Rafael Alves Florindo Bacharel em Ciência da Computação pela Faculdades Adamantinenses Integradas FAI (2003), possui Especialização em Desenvolvimento de Sistemas Web pela Universidade Estadual de Maringá UEM (2008) e Formação Pedagógica - PARFOR pela Universidade Estadual de Maringá UEM (2012). Mestrando em Gestão do Conhecimento nas Organizações na linha de pesquisa Educação e Conhecimento pela (UniCesumar). Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso Bacharel em Ciência da Computação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari - FAFIMAN (2007), possui Especialização em Engenharia de Sistemas pela Escola Aberta do Brasil - ESAB (2010), formação complementar em Tecnologia em Telecomunicações e Gerência de Projetos, pela Escola Aberta do Brasil - ESAB (2010). Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti Graduada em Tecnologia em Processamento de Dados pela Unicesumar de Maringá (Unicesumar 2006), especialização em Gestão e Coordenação Escolar (Eficaz 2014), cursando Educação a Distância e as Tecnologias Educacionais (Unicesumar). Caro(a) Aluno(a), seja bem-vindo(a) à disciplina de Tópicos em Computação I. Este livro foi feito exatamente para você que gostahttp://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ http://thehypebr.com/2011/10/13/david-hockey-me-draw-on-ipad-exposicao-com-desenhos-feitos-usando-ipad-iphone/ 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http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119459/000726523.pdf?sequence=1 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D. F, V, F. 2. O conceito BYOD (Bring Your Own Device) vem sendoconfundido com o concei- to de Consumerização, mas são considerados fenômenos diferentes. A diferença entre eles é a origem do dispositivo móvel usado. No BYOD, pertence ao usuário, ele o adquiriu e o levou para o trabalho. Na Consumerização, o dispositivo per- tence a empresa que cede ao colaborador para que ele desempenhe as suas ta- refas. Essa diferença ajuda na hora de administrar o dispositivo e oferecer acesso à rede da empresa ao colaborador que o utiliza. 3. O conceito é o Mobile Tagging, usado para indicar o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional (2D). O fornecimento das informações é por meio da deco- dificação e escaneamento por intermédio de um dispositivo móvel como celular ou smartphone. Um exemplo de Mobile Tagging é o QR Code. O QR Code é um código de barras em 2D, que nos permite gravar vários dados e informações em seus códigos e ele é considerado um Quick Response, um código de resposta rápida. 4. O foco é na mobilidade e nas características físicas dos dispositivos móveis, que podem ser o próprio aparelho físico ou suas qualidades, ou particularidades de uso, de comunicação e principalmente, a intimidade com o indivíduo. O Design nos dispositivos deve levar em conta a percepção dos usuários pela forma, as dimensões do espaço, cor, estilo e como ocorre a comunicação. 5. A. Somente as questões II, IV e V estão correta. U N ID A D E II Professor Esp. Rafael Alves Florindo MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Objetivos de Aprendizagem ■ Descrever os aspectos da tecnologia mobile identificando suas tendências futuras: tecnologia flexível, vestível, maior duração de baterias. ■ Especificar os conceitos básicos da mobilidade: portabilidade, usabilidade, funcionalidade, conectividade. ■ Fundamentar os conceitos sobre a mobilidade. ■ Entender a internet das coisas no mundo mobile. ■ Traçar os possíveis usos da tecnologia mobile para os diversos tipos de usuários, bem como seus possíveis contras: custo, privacidade, questões sociais, segurança e questões ambientais. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Mobilidade: a grande tendência do futuro ■ Tecnologia e mobilidade ■ Paradigma da mobilidade ■ Mobilidade e a nova era da “internet das coisas” ■ A mobilização na prática INTRODUÇÃO Olá, aluno(a), estamos cada vez mais integrados sobre mobilidade. Nesta uni- dade, vamos fazer uma abordagem ainda mais interessante de assuntos correlatos à mobilidade. Esse tema tem sido utilizado amplamente para identificar os dispo- sitivos eletrônicos que podem ser utilizados para acessar informações, que estão disponíveis mundialmente. Assim, será apresentada a tecnologia que envolve a mobilidade com tendência para o futuro. A Mobilidade já se faz presente no cotidiano das pessoas e das empresas e também está adentrando de forma automática nas residências, escolas, órgãos públicos entre outros. Dessa forma, é imprescindível que você tome contato com as características que permeiam o universo da mobilidade devido a sua expan- são ter herdado características da revolução industrial do século XXI. Essa evolução expandiu as duas grandes áreas que envolvem a informá- tica e as telecomunicações: redes de computadores sem fio e os dispositivos de telecomunicação. A partir do avanço desses dispositivos, os usuários, indepen- dentemente de seu local físico, podem acessar informações por meio das redes sem fio, ou sinais 3G, 4G. Primeiramente iremos identificar as tendências futuras e atuais da tecnolo- gia mobile, como elas podem ser flexíveis, serem aderentes ao corpo humano e podem ter uma maior duração de baterias, pois este é dos itens mais preocu- pantes, tanto por parte dos desenvolvedores quanto dos usuários, pois, uma vez permitido que o usuário possa se comunicar a qualquer momento e em qual- quer lugar, a mobilidade muda a forma dos seres humanos interagirem, afetando suas relações sociais, familiares, afetivas e profissionais (esse assunto será mais explanado nas UNIDADES 4 e 5). Dando sequência, estudaremos a internet das coisas no mundo mobile e no que ela pode colaborar com esta tecnologia. Ela tem como objetivo conectar os mais diversos itens eletrônicos que permitam enviar e receber os dados. Estes dispositivos possuem tecnologia embarcada para se comunicar, captar sinais e interagir consigo mesmo. Desejamos a você um ótimo estudo! Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 45 MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E46 MOBILIDADE - A GRANDE TENDÊNCIA DO FUTURO A sociedade atual está convivendo com constantes mudanças que impactaram e ainda impactam fortemente todas as áreas, principalmente a do conhecimento empregado em dispositivos móveis. Com isso, o diferencial desse conhecimento se articula cada vez mais com as tecnologias de informação e comunicação. Os serviços e produtos contêm mais e mais conhecimento tecnológico embutido. Ao longo dos anos, a computação móvel está se tornando cada vez mais bené- fica para a sociedade e para as empresas. Os dispositivos móveis estão ficando mais poderosos, principalmente com o advento de capacidades inteligentemente integrada de telefone (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). Com essa inteligência empregada, os dispositivos móveis deixaram de ser apenas “telefones celulares”, cuja principal função era realizar e receber chamadas. Essa funcionalidade básica passa a ser um item quase que sem importância no rol de ferramentas que o dis- positivo dispõe (LAS CASAS, 2009). As tecnologias empregadas de rede de comunicação melhoram a sua forma de propagação da internet para esses dispositivos, sendo capazes de transferir mídia em tempo real. Consequentemente o uso desses dispositivos móveis estão em todo o lugar, favorecendo o uso na vida social e profissional da sociedade. De acordo com o site marketplace.br, o uso dos dispositivos móveis aumenta consideravelmente no mundo e o Brasil é um dos países que mais cresce no uso dos aparelhos mobiles. O aumento expansivo dos usuários de mobile versus usuários desktops, entre 2014 e 2015, pode ser visualizado no gráfico a seguir: Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 47 Figura 1- Crescimento do uso dos dispositivos mobiles Projeção Global de usuários de desktops vs. usuários de intenet móvel 2000 1600 1200 800 400 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015U su ár io s de in te rn et usuários de internet móvel usuários de desktop Fonte: adaptado de Crescimento… (2016, on-line). O crescimento analisado a partir do gráfico do site marketplace.br advém desde a revolução industrial1, com o surgimento e o aprimoramento de novas tecnolo- gias da informação e comu nicação (TIC). Esse crescimento impôs à sociedade um novo ritmo, que, a cada dispositivo novo, repercute na forma de se comunicar. O uso dos dispositivos móveis ganha destaque nos dias atuais, devido ao avanço da qualidade do sinal da internet móvel, que, por meio de novas tecno- logias, têm avançado na disponibilização de funcionalidades. De acordo com o marketplace.br, o uso de dispositivos mobiles, principalmente os smartphones, tem crescido gradativamente, no qual 91% da população mundial possui um celular, sendo que 56% são smartphones. Dessa forma, os dispositivos portáteis podem ser comparados com um minicomputador com potencial extra, indo além de apenas realizar e receber chamadas (LEMOS; JOSGRILBERG, 2009). Nesse contexto, a comunicação móvel auxilia no crescimento socioeconômico na sociedade, perfazendo transformações plausíveis na forma de secomuni- car. Tomemos como exemplo o uso dos dispositivos móveis para vendedores freelancers, que podem ter escritórios móveis, ou repositores de estoques em supermercados, atualizando os produtos no estoque, ou ainda o uso de PDAs no censo populacional realizado pelo IBGE. 1 Revolução Industrial: é o nome que se dá ao conjunto de transformações na economia com grande desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação (BARBOSA; FREITAS, 2014, p. 78). MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E48 Desde os primórdios da telefonia móvel, o celular passou por gerações até chegar aos dias atuais (esse tópico será melhor estudado na unidade IV). De acordo com site Techtudo2, o celular teve seu surgimento na década de 70 com a invenção do Motorola Dynatac 8000X, medindo 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, pesava em média 1 Kg e a sua bate- ria durava “miseros” 20 minutos, isso porque sua única função era a de realizar e receber chamadas. Já no Brasil, os celulares chegaram com quase 3 décadas de atraso, ou seja, na década de 90 chegou o Motorola PT-550. E, desde então, eles evoluíram muito e se transformaram em um item essencial para o nosso dia a dia (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). Com o avanço das novas tecnologias, a internet vem colaborando com seus usuários em diversas atividades cotidianas, rompendo com as barreiras territo- riais e temporais. De acordo com Batista e Freire (2014, p. 59), com o acesso a informação a capacidade de produzí-la e difundí-la se ampliam. A mobilidade dos meios de comunicação entre os indivíduos torna-os mais livres das limitações de tempo e de espaço para serem emissores, receptores, falas, textos e imagens. Paradoxalmente, além da sensação de se ter cada vez menos tempo livre, os indivíduos estão mais expostos, tendo a sua privacidade como um valor moderno que se esfa- cela. Pode-se levar o celular a todos os lugares. Essas barreiras são rompidas de acordo com a demanda de dispositivos móveis e aplicativos que vão surgindo a cada dia. Dessa forma, os dispositivos em conjunto com os aplicativos trazem, para as empresas, novas possibilidades de atualiza- ção oferecendo diferenciais de grande importância ao cliente (SEBRAE, 2015). Você sabia que as mudanças no universo mobile estão acontecendo cada vez mais rápido? Vamos conferir a pesquisa realizada pela empresa Quadro Treinamentos Empresariais LTDA. disponibilizada em seu Blog empresarial, no qual é possi- vel visualizar que o Brasil é o terceiro país no mundo onde a população passa mais tempo na internet, além de termos mais celulares do que pessoas. Sendo 2 Disponível em: . Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 49 assim, temos 80% das navegações realizadas por smartphones ou tablet e 14% das navegações são realizadas para transações on-line. Os números que foram apresentados são resultados de tecnologias inovadoras, nas quais o design do dispositivo móvel sempre será um desafio para os pro- gramadores, quanto ao layouts responsivos. Esse tipo de recurso tem chamado bastante atenção, principalmente por conta dos tablets e celulares de tama- nhos e resoluções cada vez mais variadas (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). Consequentemente, uma boa interface de cliente móvel, melhora a experiência do usuário, quanto a emitir instruções (abrir aplicativos) e a receber informa- ções das aplicações selecionadas (DARIVA, 2011). Layout responsivo permite programar um site de forma que os elementos que o compõem adaptem automaticamente à largura de tela do dispositivo no qual ele está sendo visualizado. Fonte: Teixeira (2011, on-line)1. “O mundo ideal seria desenvolver aplicativos para um sistema operacional que rodassem em todos os aparelhos com esse SO (Sistema Operacional). (Dariva). “[...] se a velocidade da internet sempre foi algo surpreendente, qual seria a velocidade da mobilidade?” (Dariva). MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E50 Segundo Freitas e Barbosa (2014, p.175): a produção de ciencia e de tecnologia tem proporcionado novas desco- bertas que desencadeiam a substituição não só de ferramentas que se tornaram obsoletas, mas sobretudo, das diferentes representações que o homem construiu de si mesmo. De acordo com The Future of Mobile Technology3, algumas tecnologias estão impactando o universo mobile, como as principais tendências tecnológicas para os anos vindouros, são elas: tecnologia flexível, tecnologia vestível e maior dura- ção das baterias. TECNOLOGIA FLEXÍVEL A tecnologia flexível envolve equipamentos de última geração, que são construí- dos a partir dos materiais que possuem a capacidade de se moldarem ao formato desejado. Sendo assim, esses dispositivos flexíveis permitem, cada vez mais, certa comodidade e usabilidade, atendendo à necessidade do usuário. Figura 2 - Tela flexível De acordo com Sena (2013), essa tecnologia é construída pelo material de gra- feno, que permite ser mais flexível e esticável, em decorrência de o seu material ser mais fino, mais leve, mais forte, mais transparente. Dessa forma, os equipamentos produzidos com esse material terão uma boa condução de calor e de eletricidade. 3 Disponível em: . Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 51 Por sua vez, esses dispositivos possuem vários sensores, que realizam a lei- tura como, por exemplo: avaliação de condições do meio em que está, bem como temperatura e condições de poluição atmosférica, em especial sensores que podem indicar problemas de saúde em dispositivos vestíveis (SENA, 2013). TECNOLOGIA VESTÍVEL Você já ouviu falar no “Apple Watch”, o relógio da Apple? Esse relógio foi qua- lificado pelo presidente da Apple, Tim Cook, como “o mais avançado relógio criado até hoje”. Para quem ainda não conhece, esse relógio cumpre com o obje- tivo principal, que é informar a hora, e, como recursos extras, pode responder a comandos de voz, medir o ritmo cardíaco, além de efetuar pagamentos de com- pras como se estivesse utilizando o seu cartão de crédito, entre outras funções. Figura 3 - Apple Watch Este você deve ter ouvido falar com certeza: Google Glass. Ele é composto por óculos inteligentes com recursos de realidade aumentada, é capaz de tirar fotos a partir de comandos de voz, enviar mensagens instantâneas e realizar video- conferências, e foi desenvolvido pela Google. Figura 4 - Google Glass MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E52 A tecnologia vestível é corroborada pela internet das coisas, que tem por objetivo conectar aparelhos eletrônicos do dia a dia a máquinas industriais e meios de transporte por meio da Internet (SENA, 2013). Os dispositivos vestíveis têm como finalidade medir funções corporais, auxiliando a medi- cina no controle dos problemas de saúdes, proporcionando um bem estar aos pacientes. De acordo com Sena (2013, p.143), esses aparelhos “são feitos de materiais tão evoluídos que terão a capacidade de se moldarem ao formato mais adequado, para atender à necessidade de seu usuário, “[...] bem como podem servir de complemento para outros dispositivos, como smartphones, por meio da ‘nano- tecnologia’” (SENA, 2013). MAIOR DURAÇÃO DAS BATERIAS A maioria da população não olha para o quesito de bateria quando adquiri o seu dispositivo móvel. Esse é um erro fatal, pois a duração da bateria dos smartphones continua sendo um dos principais problemas atuaisdos aparelhos que compramos. Normalmente, devido à disponibilidade das tecnologias e dos aplicativos, ficamos a maior parte do dia conectado a ela, seja via dados, via wi-fi, ou “bluetooth”. Os dispositivos atuais têm necessitado cada vez mais de energia para dar suporte à execução dos aplicativos, que, por sua vez, chamam a atenção do usuário para várias funções. Dessa forma, o consumo de energia tem aumentado drasticamente, forçando os fabricantes a desenvolverem novas tecnolo- gias que possibilitem uma maior mobilidade com os dispositivos móveis. Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 53 De acordo com Sena (2013, p.132), o aumento na produção de baterias está diretamente ligado ao consu- mo de equipamentos eletroeletrônicos, pois ela tem a função de forne- cer eletricidade para alimentar os equipamentos através da conversão de energia química em elétrica. A tecnologia empregada na construção das baterias dos dispositivos móveis, avançou desde as primeiras baterias produzidas no surgimento dos celulares na década de 80, a famosa NICd (níquel-cádmo). Este tipo de bateria fazia com que o seu aparelho móvel, ficasse plugado mais tempo no carregador de energia, do que realmente utilizando (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007). Essa tecnologia foi substituida pela Ni-MH (hidreto metálico de níquel) que era capaz de armazenar mais energia por um período maior de tempo, uti- lizando menos peso e tamanho. Consequentemente, diminui o efeito do vício com relação a memória (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007). Essa tecnologia também foi superada rapidamente pela tecnologia Li-Ion (íon de lítio), pelo fato ser um metal muito leve, com grande potencial energé- tico e compacto. Esse tipo também foi responsável por eliminar os problemas do “vício”, eliminando os efeitos memória (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007). A Apple desenvolveu uma tecnologia de bateria denominada de LiPo (polí- mero de lítio), na qual possui a mesma matéria prima da Li-Ion, tendo como principal diferença, ser mais maleável e com maior duração de energia. Devido ao fato dessa tecnologia ser mais flexível, permite uma diminuição dos dispositivos com relação ao tamanho e ainda são mais finos, permitindo assim o surgimento de dispositivos flexíveis (SENA, 2013; MARIMOTO, 2007). Bluetooth: Bluetooth é uma arquitetura de camadas de protocolos para redes sem fio, com baixo alcance. Foi especificado, em 1998, por um consór- cio, batizado de Bluetooth, e formado inicialmente pelas empresas Ericsson, IBM, Toshiba, Nokia e Intel. O objetivo era possibilitar o uso de diversos dis- positivos como fones de ouvido sem fio, conexões com aparelhos de rádio automotivos para transmissão do som, rede sem fio entre aparelhos com a tecnologia embarcada. Fonte: Sena (2013, p. 135). MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E54 COMPUTAÇÃO UBÍQUA De acordo com o estudo da unidade I deste livro, temos que a computação ubí- qua utiliza duas grandes áreas: redes sem fio e dispositivos móveis. Sendo assim, o usuário pode acessar as mais diversas informações em qualquer lugar, inde- pendentemente da sua localização física ou de sua mobilidade. Com toda essa evolução, a tecnologia possibilitou ao “mundo mobile” uma grande expanção de serviços computacionais a fim de resolver problemas de variadas espécies como “acessar informações em um site de notícias em um dispositivo móvel.” Entretanto, como todas tecnologias apresentam suas barreiras, não seria dife- rente com a computação ubíqua. Essa tecnologia busca constantemente reunir esforços para contornar alguns desafios impostos pela sociedade que a “consome”. Podemos visualizar alguns desses desafios da computação ubíqua, destinados aos dispositivos móvies (BARBOSA, FREITAS, 2014), no quadro a seguir: Quadro 1 - Desafios da computação ubíqua CARACTERÍSTICA MOTIVO Mobilidade Acesso de qualquer lugar, em qualquer tempo. Sensibilidade ao contexto Perceber contexto, inferir intenção e detectar mudanças. Gerência de contexto Ajustar ambiente em resposta a uma informação percebida. Interação transparente com o usuário Fundir interface do usuário com o mundo real. Focar na interação. Invisibilidade Permitir que computadores desapareçam no entorno. Fonte: adaptado de Barbosa e Freitas (2014). O que fazer com inúmeros tipos de produtos industrializados com a explo- são do século XX, cujo o seu ciclo de vida, por conta das demandas de pro- dução, se tornam obsoletas? (os autores). Tecnologia e Mobilidade Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 55 Os desafios acima relacionados, podem ser encontrados nos recursos e serviços disponibilizados para os usuários. Esses desafios, por sua vez, sofrem constantes atualizações, moldando-se ao longo do tempo. Outro grande problema encon- trado está em relação ao hardware destes dispositivos, pois como são pequenos, podem possuir poucas capacidades computacionais, de energia e memória. Dessa forma, os sistemas operacionais produzidos para esses dispositivos, devem realizar um gerenciamento de recursos consistente, de maneira que pos- sam prolongar o tempo de vida da aplicação e da bateria. Sendo assim, esse gerenciamento deve permitir que o usuário disponha de um bom aplicativo e de hardware suficiente e ágil, caso contrário, o usuário trocará de aparelho. TECNOLOGIA E MOBILIDADE A partir dos estudos realizados no tópico MOBILIDADE: A GRANDE TENDÊNCIA DO FUTURO, representamos as tendências atuais sobre a tec- nologia mobile. Neste tópico, realizaremos a abordagem das tecnologias da Mobilidade nas quais um dispositivo móvel deve possuir determinadas caracte- rísticas: mobilidade, portabilidade, conectividade, usabilidade e funcionalidade. MOBILIDADE A mobilidade aplicada em dispositivos móveis atuais vem impactando na tomada de decisão quanto à escolha de um dispositivo que possa ser movido com facilidade. Essa facilidade vem sendo permitida pelo poder da livre comunicação, incorporando mais funcionalidades e tornando-os mais parecidos com computadores. Tomemos como exemplo a compra de um dispositivo móvel: os primeiros celulares foram considerados como “tijolos” com relação aos dispositivos atuais. MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E56 Esses dispositivos possuíam pouca portabilidade, em decorrência do seu peso e tamanho, assim, inviabilizava a sua locomoção. Já os dispositivos atuais denomina- dos smartphones, além de fornecerem a função de telefonia, são pequenos, leves e fornecem vários serviços ao consumidor (LEE; SCHNEIDER; SCHELL, 2005). Nos últimos anos, a evolução da tecnologia vem viabilizando os equipamentos móveis, pois estão cada vez menores e mais poderosos. O advento das tecnologias de comunicação sem fio (wirelles) permitiu aos equipamentos acessar diversos serviços disponíveis em qualquer lugar e a qualquer momento (BARBOSA; COSTA, 2014). Os autores Lee, Schneider e Schell (2005, on-line) definem mobilidade em dispositivos móveis como “possibilidade de deslocar e ser deslocado com facili- dade”. Contudo, para que esse deslocamento seja possível, os dispositivos devem ser portáteis funcionais e devem oferecer aos consumidores um conjunto de apli- cativos, sendo capaz de conectar-se a redes de telecomunicação. Os dispositivos móveis podem ser considerados como derivados da minia- turização dos computadores, caracterizados pela expressão ubíqua com relação a sua conectividade (SILVA, 2009). A conectividade está ligada à comunicação sem fio que elimina a necessidade do usuário manter-se conectado à infraes- trutura física (MATEUS; LOUREIRO, 1998).Dessa forma, os usuários podem acessar cada vez mais os serviços, independente de onde estejam localizados. Para Mateus e Loureiro (1998), para haver a mobilidade em dispositivos, é necessário ter capacidade de comunicação ilimitada, com uma autonomia de energia, e limites físicos de hardware para garantia de portabilidade. Sendo assim, essa mobilidade completa as necessidades dos usuários de estar on-line o tempo todo, ficando contatável com qualquer dispositivo e poder também con- tatar, de forma rápida, quem por ventura se procure. A mobilidade é uma realidade necessária para a sociedade contemporânea, que tem a necessidade de uma locomoção e comunicação na velocidade da luz. Contudo a mobilidade está desconstruindo e construindo uma nova forma dos seres humanos se comunicarem ou interagirem, afetando, dessa forma, suas relações sociais, familiares, afetivas e profissionais, como já pontuamos na unidade anterior. Mas, para que essa mobilidade aconteça em um dispositivo móvel, ele deve conter algumas características, tais como: portabilidade, usabilidade, funciona- lidade e conectividade. Vamos estudar cada uma delas a seguir. Tecnologia e Mobilidade Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 57 PORTABILIDADE Hoje em dia, devido ao avanço das Novas Tecnologias de Informação e Comunicações (NTICs), os dispositivos móveis ganharam mais espaço na área das telecomunicações com a miniaturização dos computadores em pequenos aparelhos que se podem car- regar no bolso. Por sua vez estes aparelhos começam a incorporar mais funcionalidades, tornando-os mais parecidos com os compu- tadores desktops. Para Lee, Schneider e Schell (2005, p. 2), a portabilidade pode ser “definida como a capacidade de ser facilmente transportável”. Essa capacidade de ser facil- mente transportável está ligada ao seu tamanho, peso, consumo de energia (peso da bateria) e a ergonomia. Contudo deve ser levado em conta o tamanho, nem muito grande nem muito pequeno, pois, quanto maior for o dispositivo, menor será a portabilidade, porém o usuário terá facilidade de uso. Agora, quanto menor for o aparelho, é maior a portabilidade, podendo dificultar o uso do dispositivo. USABILIDADE A usabilidade é um dos grandes fatores de sucesso da mobilidade de disposi- tivos mobile, nos quais os fabricantes se preocupam quanto ao layout de sites, interfaces de aplicativos e de sistemas operacionais. Uma parte dos fabrican- tes de dispositivos desktops não se preocuparam com a usabilidade de seus dispositivos, por diversos usuários em diversos ambientes. Agora, um dispo- sitivo móvel, a mobilidade deve ser um fator de suma importância, pois os dispositivos devem ser utilizáveis por tipos de pessoas diferentes em diver- sos ambientes. Porém a usabilidade depende do layout correto, tanto físico quanto o layout das telas dos aplicativos. No desktop, o usuário, quando navega ou utiliza aplicativos, MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E58 tem a possibilidade de uma tela maior, pode minimizar janelas e abrí-las de forma facilitada. Já nos dispositivos móveis, esse tipo de atividade não é tão simples assim, tudo depende da usabilidade empregada nos dispositivos, pois, qualquer dificul- dade encontrada, o usuário se remete automaticamente ao dispositivo desktop, pela facilidade de uso. Uma das principais dificuldades encontradas está no teclado dos dispositi- vos, pois, quanto menor for o dispositivo, mais juntas ficarão as teclas, e quem tem dedos mais grossos encontrará dificuldades em utilizar o dispositivo móvel. Além disso, temos a usabilidade quanto às características do ambiente em seu uso, pois dependendo do local e da condição de trabalho, será necessário um tipo de equipa- mento. Por exemplo, se você é um trabalhador operacional, ou estudante, ou outros, porém permanece um longo período do dia sentado, digitando texto, utilizando aplicativos, então o dispositivo correto seria um computador desktop. Já se você for um vendedor, um taxista, office-boy, entre outros, que se locomove muito, precisa trocar mensagens, ver e-mails rápidos, o correto seria um tablet ou smartphone. Um outro tipo de dificuldade que podemos citar é a velocidade de inicialização e a segurança dos dados pessoais do usuário estar comprometida. Os dispositivos devem proporcionar uma capacidade de armazenamento boa, que funcione tanto para aplicativos quanto para arquivos pessoais. A maioria dos fabricantes dos smartphones disponibilizam serviços em nuvem para seus usuários, evitando, dessa forma, a perda dos arquivos pessoais, caso algo ocorra com o aparelho. PARADIGMA DA MOBILIDADE A mobilidade é um dos fenômenos mais importantes da sociedade contemporânea, provocada pelo avanço tecnológico que permite inúmeras possibilidades com novas soluções. Dessa forma, a tecnologia mobile busca suprir as necessidades da socie- dade com a troca de informação, facilitada pela evolução tecnológica. Sendo assim, a mobilidade permite o acesso a diversos meios, a partir de dispositivos como os Paradigma da Mobilidade Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 59 smartphones e os tablets, e novos hábitos comunicacionais surgem na sociedade. De acordo com Fé (2008, p. 63), o termo mobilidade origina-se do latin mobilis, que abrange inúmeros significados, entre os quais, fácil de mover, livre, não fixo, não firme, flexível, ágil, rápido. Na atualidade, o conceito esta relacionado tam- bém com o “trabalho móvel”, referente à possibilidade de indivíduo em movimento realizar trabalho a qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de tecnologias móveis. A computação móvel tem como base o aumento da capacidade de mover-se fisicamente com diversos serviços computacionais. Sendo assim, o computador tornou-se um dispositivo sempre presente e que expande a capacidade de um usuário utilizar os serviços que um computador oferece, independentemente de sua localização. Combinada com a capacidade de acesso, a computação móvel tem transformado a computação em uma atividade que pode ser carregada para qualquer lugar. O crescimento do mobile só é possível graças a constante evolução e moder- nização dos aparelhos. Lembra quando o primeiro telefone celular pesava aproximadamente 40 kg? Ele evoluiu e passou a pesar quase 1 kg. Hoje, temos uma diversidade de modelos e de tecnologia, permitindo que o uso do celular possa quebrar limites e paradigmas na sociedade. A comunicação móvel vai além do celular, temos outros aparelhos que podem utilizar a rede celular ou redes sem fio para acessar a internet, tais como: leitores de livros digitais, como o iPad, os computadores de bolso (PDA) e as plataformas de jogos, como o PSP da Sony e o Nintendo DS. Temos também os tocadores de MP3 da Apple, o iPod Touch. Apesar desses dispositivos não serem telefones celulares, em especial o smartphone, eles têm capacidade de acessar a internet via Wi-Fi e rodar aplicativos e jogos. O ser humano que está vivenciando a sociedade contemporânea vive num ritmo cada vez mais acelerado, mas, ao mesmo tempo, se depara com diversos e pequenos momentos em que não temos nada para fazer. Como, por exemplo: aeroporto, no salão de beleza ou fila do banco. E o que fazemos nessas situações? Agarramos o celular para passar o tempo navegando na web, jogando, participando MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E60 de redes sociais entre outros, ou mesmo apenas para ficar olhando o horário. Com o crescimento desse mundo digital, milhões de internautas acessam a internet pelo celular, via dados ou via Wi-Fi, é preciso que os programadores sepreocupem com: responsabilidade. Os dispositivos móveis estão utilizando o recurso de responsividade, para permitir a visualização do mesmo conteudo para diversos dispositivos. MOBILIDADE E A NOVA ERA DA “INTERNET DAS COISAS” Constantemente somos bombardeados de dados e informações e, muitas vezes nem sabemos de onde vem e para onde vai. Os dispositivos móveis, por sua vez, têm uma grande facilidade em captar esses sinais devido a sua mobilidade, em locomoção, usabilidade e conectividade. Lacerda e Marques (2015) afirmam que a atual tecnologia está sendo chamada por toda a comunidade de “A Internet das Coisas - Internet the Thinks” e “Computação Ubíqua - Ubiquitous Computing”. Ambas tecnologias têm como objetivo conectar os mais diversos dispositivos eletrônicos, tais como celulares, tablets, televisores, gela- deiras entre outros, a dispositivos móveis que possibilitam o envio e o recebimento de dados. Por sua vez, esses dispositivos possuem tecnologia chamada de embar- cada, que permite realizar, captar sinais e interagir consigo mesmo. Você já se perguntou como funciona as smarts tvs? Ou então como funcio- nam os computadores de bordo de um carro? Boa parte desses produtos utilizam softwares e para funcionar necessitam de um sistema operacional para ser execu- tado em aparelhos que não são computadores. Assim, eles executam somente os softwares confiáveis para os produtos que foram produzidos. Tanto o sistema ope- racional como o software a ser executado, estão salvos em uma memória ROM. Para Zambarda (2014), são muitos os equipamentos que estão (ou estarão) Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas” Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 61 conectados, como geladeiras, óculos, elevadores e carros. Dessa forma, configu- ra-se que as informações podem fazer parte da atuação das pessoas no mundo. Você concorda que, a partir desta interconexão entre os dispositivos está cada vez mais fácil procurar informações na internet, já que toda essa tecnologia está disponível a qualquer momento por meio de qualquer objeto que utilizamos fre- quentemente? Assim, nosso cotidiano ficará muito mais produtivo, pois teremos várias facetas para obtermos uma notícia por meio de objetos mais próximos de forma mais simplificada e agradável. A reflexão a seguir permite pensarmos sobre este cenário que estamos vivendo: Informações estão sendo incorporadas em objetos de uso comum em toda parte. Isto muda fundamentalmente a maneira de compreender a Arquitetura da Informação, a forma de lidar com suas questões científi- cas e, definitivamente, a forma de praticá-la. (LACERDA; LIMA-MAR- QUES apud RESMINI, 2014, p. 7). Desde a criação da internet por Tim Berners Lee, ela vem tornando-se cada vez mais fundamental para a sociedade. Atzori et al. (2010) e Zambarda (2014) concordam que atualmente a Internet das Coisas vem ganhando grande des- taque no cenário das telecomunicações. Esse cenário, por sua vez, está sendo Um sistema embarcado (ou sistema embutido) é um sistema microproces- sado no qual o computador é completamente encapsulado ou dedicado ao dispositivo ou sistema que ele controla. Diferente de computadores de pro- pósito geral, como o computador pessoal, um sistema embarcado realiza um conjunto de tarefas predefinidas, geralmente com requisitos específicos. Já que o sistema é dedicado a tarefas específicas, por meio de engenharia pode-se otimizar o projeto reduzindo tamanho, recursos computacionais e custo do produto. Sistemas como PDAs são geralmente considerados sistemas embarcados pela natureza de seu hardware, apesar de serem muito mais flexíveis em ter- mos de software. Fisicamente, os sistemas embarcados passam desde MP3 players a semáforos. Fonte: O que... (on-line)2. MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E62 considerado a revolução tecnológica que pretende representar o futuro da com- putação e comunicação. De acordo com Lacerda e Marques (2015), o termo “coisas” pode ser defi- nido como qualquer dispositivo físico, que tem condições de comunicar-se com o mundo externo. Essa comunicação depende do tipo de conexão que o disposi- tivo possui em suas configurações de hardware e de software, a qual irá permitir que o dispositivo comunique-se com outro, com sinais de internet sem fio. Os dis- positivos que possuem acessórios de rede devem possuir o seu próprio endereço IP ou identificador para poder conectar e enviar/receber dados por uma rede. Com a popularidade dos dispositivos móveis, principalmente o Smartphone, podemos conectar esses dispositivos à rede wireless das mais diversas organizações. Quando saimos do local, automaticamente o smartphone perde o sinal wifi, terminando a conexão do dispositivo com a rede wireless do local. Nesse momento, pode iniciar uma nova conexão com a rede 3G/4G da operadora de serviços móveis. Sempre que há essa mudança de conexões à internet, ocorre a mudança de endereço IP do dispo- sitivo móvel, consequentemente, gerando quebra (e até mesmo queda) de conexões. Dessa forma, a partir da possibilidade dos dispositivos se comunicarem, a O Endereço IP (Internet Procotol) é a identificação de cada dispositivo liga- do a uma rede que utiliza o protocolo de comunicação TCP/IP, seja ele um computador, notebook, smartphone ou tablet, todos eles possuem um en- dereço diferente quando conectados a uma rede. Fonte: Tanembaum (2011). A Internet das coisas em dispositivos móveis se tornou-se parte fundamen- tal da sociedade? (os autores). A Mobilização na Prática Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 63 computação móvel ganha mercado a cada dia, pois com ela podemos realizar tare- fas que não seriam possíveis com computadores pessoais comuns, os Desktops. Tomemos como exemplo uma locadora de filmes, com várias prateleiras, contendo diversos filmes, com um software apropriado e um tablet. Com essa tecnologia, é possível percorrer a locadora e atualizar o estoque, sem a necessidade de retor- nar e alimentar o sistema no computador. Desta forma, teremos feito de forma automática e imediata a atualização. A MOBILIZAÇÃO NA PRÁTICA MARKETING DIGITAL Esta é uma das grandes áreas que se pode encontrar a mobilidade. Tudo come- çou quando surgiu os primeiros sinais de fumaça sobre o surgimento da Internet e as empresas começaram a marcar presença no âmbito virtual, buscando cons- tante aprimoramento em formas de divulgação. O consumidor da sociedade atual está indo em busca do anunciante em vez de o anunciante ir em busca do con- sumidor, dessa forma, as empresas tendem a se adiantar quanto a esses clientes. O Marketing Digital - também conhecido como Marketing eletrônico, e-Marketing ou Marketing on-line - deve reunir todas as atividades virtuais ou ele- trônicas que buscam facilitar a produção e comercialização de produtos. Por sua vez, foca-se em satisfazer as preferências e as necessidades do consumidor de forma cus- tomizada. As empresas passaram a criar mecanismos que favorecessem um contato mais próximo com os clientes e, por isso, MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E64 desenvolveram-se as atividades de telemarketing e call centers (LA CASAS, 2009). MOBILIDADE NAS EMPRESAS Voltando nossos olhares para o interior organizacional, devemos ir além do Marketing Digital, pois, nesse contexto, temos a mobilidade direta entre cliente e empresa. De acordo com Cunha, Kari e Klein (2014, p. 40), “o uso das Tecnologias da informação Móveis Sem fio (TIMS) trás consigo os diversos atributos da mobi- lidade ao contexto empresarial”. A medida em que os dispositivos móveis foram amplamenteadotados pelos indivíduos, as organizações também começaram a aplicar esse tipo de tecnologia de diferentes formas. A aplicação dessas tecnologias pelas empresas vêm da neces- sidade de ampliamento dos laços entre cliente e fornecedor. Consequentemente, isso garante o seu posicionamento no mercado empresarial, conquistando os clientes com tal facilidade. TIMS (Tecnologias da Informação Móveis e sem Fio) têm se difundido rapidamente nos últimos anos. Com isso, organizações inteiras preci- sam readaptar sua estrutura tecnológica, seus processos de negócios e seus recursos humanos, para se adequar a novos tipos de atividades e processos apoiados pelo uso de TIMS. (CAMAROTTO; KLEIN, 2014, p. 73). As tecnologias móveis utili- zadas nas empresas, buscam interagir com diferentes públicos alvos, tais como: clientes, fornecedores, acio- nistas, e colaboradores. Esse laço visa aproveitar os recursos providos pela tec- nologia de informação e A Mobilização na Prática Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 65 comunicação em dispositivos mobiles - smartphone, tablets entre outros. Dessa forma, a comunicação traz benefícios próprios, obtendo, assim, maior agili- dade, possibilitada pela mobilidade espacial, temporal e contextual (FREITAS; MACHADO, 2014). De acordo com Freitas e Machado (2014), a mobilidade espacial diz res- peito à independência geográfica, uma vez que o indivíduo pode levar consigo incluso dentro de seu dispositivo móvel seus espaços de trabalhos ou de lazer com auxílio da tecnologia. Enquanto a mobilidade temporal envolve o impacto em aceleramento das atividades, aumentando a eficiência, economizando tempo, ou ainda, modificando o cronograma individual de tempo, permitindo a execu- ção de atividades simultâneas. Já a mobilidade contextual refere-se à possibilidade de alternar contextos de interação com outro indivíduos. M-LEARNING O uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, está em todo o lugar, permeando nossa vida pessoal, profissional e educacional. O uso crescente da Tecnologia da Informação (TI) tem modificado substancialmente a vida dos estudantes com o uso dos dispositivos mobiles. O uso desses dispositivos se tor- nou corriqueiro, devido à facilidade, quando conectado, a alguma rede, a qual lhe permite realizar consultas, acessar informações, bater papo e fazer posta- gens em redes sociais. Cada vez mais, jovens e adultos levam tecnologias para a sala de aula, pois esses dispositivos já assumiram o papel de cadernos e possibilitam o armazena- mento de conteúdos trabalhados pelos professores em sala de aula. Por sua vez, os conteúdos podem ser compartilhados com os demais colegas de sala de aula de forma facilitada. O ensino a distância é uma faceta do M-learning, pois fornece técnicas favoráveis e novas práticas educacionais que promovam maior interação entre professores e alunos. A partir do mobile, por meio do m-learning, o ensino e aprendizagem não se limita apenas à sala de aula. Dessa forma, possibilita rom- per com as barreiras de tempo e de geolocalização, proporcionando aos alunos o MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E66 acesso às aulas a qualquer momento e em qualquer local, oportunizando ainda mais as novas dimensões e a interação entre alunos e professores. MOBILIDADE RESIDENCIAL Atualmente, o mercado de auto- mação residencial tem crescido consideravelmente, pois é um ambiente que possui um grande número de equipamentos elétri- cos e eletrônicos que podem ter a possibilidade de integração des- ses equipamentos com a internet. Além do conforto, proporcio- nado por esse tipo de tecnologia, M-learning A m-learning (mobile learning) é uma extensão do e-learning, é praticado por meio de dispositivos móveis, como celulares, smartphones, permitindo assim uma maior condição de acesso a recursos pedagógicos, independen- te de tempo e lugar. [...] o processo não mais ocorre em locais fixos, e sim em qualquer lugar, no qual o aprendiz vai usar da tecnologia que tem em mãos para criar uma situação de aprendizagem. Tecnologias móveis na educação podem proporcionar benefícios tanto aos alunos quanto aos professores. Aos alunos é proporcionado uma maior flexibilidade na aprendizagem, sendo que o material está acessível por meio de seus dispositivos móveis, permitindo-lhes aprender como e quando for necessário, não importando onde estejam, mesmo que em movimento [...]. A aplicação de Tecnologias da Informação Móvel (Sem Fio) adotada para automação de atividades de trabalhadores móveis podem ser utilizadas também como ferramentas para aprendizagem em trabalho. Fonte: Franciscato (2008, p. 2-3). Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 67 pode também proporcionar proteção, agregando a essa integração dispositivos de segurança, como sensores de presença, streaming de câmeras de segurança, entre outros, sendo transmitida em tempo real para o seu smartphone. Temos aí as casas inteligentes. Para tornar a casa inteligente, é preciso instalar um conjunto de sensores e atuadores, além de um software de controle, para que o morador envie comandos a partir do smartphone. Podemos nos imaginar, olhando o nosso smartphone e vendo imagens de nossas residências, em tempo real, e, dependendo das tecno- logias que você tem em sua casa, poder ligar e desligar aparelhos, abrir portão da garagem, ligar o sistema de irrigação, ligar o sistema de iluminação. Dessa forma, possibilita-se maior liberdade ao usuário e deixa o ambiente com maior confiança e segurança, passando a ideia de que, mesmo longe, con- seguirá manter-se atento a área. Sendo assim, esse tipo de automação pode propiciar um desempenho de alta performance, garantindo a eficiência no con- sumo de energia. Essa eficiência, busca tornar os ambientes mais agradáveis e adequados às necessidades para cada situação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Caro(a) aluno(a), chegamos ao final desta unidade, na qual subimos mais um degrau na escada da mobilidade. Nesta unidade, fizemos uma abordagem um pouco mais aprofundada sobre a mobilidade dos dispositivos eletrônicos que podem ser utilizados para acessar informações, que estão disponíveis mundial- mente. Dessa forma, foi apresentada a tecnologia que envolve a mobilidade com tendência para o futuro. Nesta etapa do nosso estudo, identificamos e discorremos sobre os conceitos de mobilidade, dando uma rápida passadinha por algumas características dos pri- meiros aparelhos celulares. Também estudamos tendências da tecnologia mobile MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E68 da atualidade, tais como: flexível, vestível, maior duração de baterias. Devemos ter em mente que, a partir do avanço desses dispositivos, os usuários, indepen- dentemente de seu local físico, podem acessar informações por meio das redes sem fio, ou sinais 3G, 4G. E, tratando-se de internet, não podíamos deixar de falar sobre a internet das coisas e da computação ubíqua com seus desafios. Essas tecnologias têm como principal objetivo conectar os mais diversos itens eletrônicos que permi- tam enviar e receber os dados. Muitos desses dispositivos possuem tecnologia embarcada, que funcionam nessa forma de comunicação para captar os sinais e interagir consigo mesmo. Abordamos as principais características da tecnologia mobile, sendo que um dispositivo para ser mobile deve possibilitar o seu deslocamento com faci- lidade, além do seu uso ser vantajoso e funcional para o usuário. Para que esse deslocamento seja possível, é necessário que o dispositivo disponha de alguns requisitos, tais como: portabilidade,conectividade, usabilidade e funcionalidade. Para finalizarmos a unidade, estudamos algumas práticas que, aliadas à mobili- dade, trazem sucesso às organizações: Marketing Digital, Mobilidade nas empresas e nas residências, pois por meio dos dispositivos móveis como smartphones, tablets entre outros, podemos estar presentes mesmo que distante. 69 1. Esta capacidade de ser facilmente transportável está ligada ao seu tamanho, peso e consumo de energia (peso da bateria). a. Portabilidade. b. Conectividade. c. Usabilidade . d. Funcionalidade. e. Mobilidade. 2. Um veículo transitando em uma rodovia estadual ou federal, não precisa mais parar no pedágio, pois existe em seu interior um dispositivo que, ao se aproxi- mar da cancela, transmite as informações do carro e de cobrança do motorista para o sistema de recepção instalado na guarita. Que tipo de recurso estamos falando? a. Processamento. b. GPS. c. Computação Ubíqua. d. Programação. e. Mobilidade. 3. À medida que aumentam o alcance de aplicativos móveis para os funcionários, as empresas devem avaliar os benefícios e os desafios associados ao suporte para essas iniciativas. Portanto, quais são os benefícios conquistados pelas unidades de negócios que implantam soluções móveis? I – Aumento na velocidade de resposta dos funcionários. II – Os clientes também se beneficiaram com a implementação das soluções de mobilidade. III – Resolução mais rápida de problemas internos. IV – Maior produtividade do funcionário. Assinale a alternativa correta: a. Apenas I e II estão corretas. b. Apenas II e III estão corretas. c. Apenas I está correta. d. Apenas II, III e IV estão corretas. e. Toda as alternativas estão corretas. 70 4. Assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) A tecnologia embutida nos dispositivos móveis passou a ser um eficiente auxiliar na gestão empresarial. ( ) Disponibilidade e velocidade podem fazer a diferença seja na vida das pessoas ou nos processos produtivos, utilizando os dispositivos mobile. ( ) A mobilidade está modificando os hábitos de consumo e entretenimento, além da interação entre colaboradores de uma mesma companhia. ( ) Os serviços ou aplicativos da cloud computing (computação nas nuvens), não funcionam em dispositivos móveis 5. Em relação às tecnologias que estão impactando o universo mobile, como as principais tendências para a tecnologias para os anos vindouros, assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) Tecnologia Flexível. ( ) Tecnologia inflexível. ( ) Maior duração das baterias. ( ) A internet das coisas. 71 OS PARADOXOS DE USO DA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO MÓVEL: A PERCEPÇÃO DE DOCENTES USUÁRIOS DE SMARTPHONES 2. A Tecnologia de Informação Móvel e seus Paradoxos Com o uso de uma variedade de ferramentas portáveis, como telefones celulares, assis- tentes pessoais digitais (PDA’s) e notebooks, os usuários de tecnologias móveis podem comunicar-se e colaborar uns com os outros em qualquer lugar, a qualquer momento, em um ambiente móvel dinâmico (ZHENG, YUAN, 2007). Essas tecnologias são portáveis e, em função disso estão sempre muito próximas do usuário. Nesse sentido, Sorensen (2011) assevera que em função da tecnologia móvel ter (e permanecer em) proximidade com o corpo humano, esse encurtamento da distância entre intenção e ação e a habili- dade de conectar as pessoas remotamente, suscita fortes emoções com os usuários. A visão desse autor pode ser corroborada com a de Orlikowski (2007) ao assegurar que o entrelaçamento entre humano e tecnologia é concebido como uma relação um tanto complexa, paradoxal e conflitante, não havendo uma exclusiva harmonia entre ambos. Ao analisar o termo “paradoxo”, verifica-se que é um termo conhecido há muito tempo, mas que merece ser resgatado quando se busca estudar as novas tecnologias de infor- mação. O conceito de paradoxo remete à contradição, conflito, ambivalências, oposição entre duas ideias. Mick e Fournier (1998, p. 124), ao trazerem o conceito de paradoxo, defendem que esse “[...] sempre tem sido centrado em torno da ideia de que condições opostas e polares podem simultaneamente existir, ou pelo menos, podem ser potencia- lizadas na mesma coisa”. Jarvenpaa e Lang (2005) definem paradoxo como uma situa- ção, ato, ou comportamento que parece ter qualidades contraditórias ou inconsistentes. Esse é o entendimento que pressupõe as discussões seguintes sobre os paradoxos rela- tivos à tecnologia e à tecnologia móvel, as quais são explorados na seção seguinte, em ordem cronológica de estudos. 2.1 Os paradoxos para produtos tecnológicos de Mick e Fournier (1998) Mick e Fournier (1998) foram pioneiros no meio acadêmico em discutir os paradoxos tecnológicos, quando realizaram uma pesquisa nos Estados Unidos a fim de entender as perspectivas, os significados e comportamentos dos consumidores de produtos tecno- lógicos (computadores, impressoras, televisores, entre outros). Por meio de entrevistas fenomenológicas, grupo de foco e posterior survey, os autores evidenciaram oito para- doxos tecnológicos. O primeiro paradoxo, Controle X Caos, diz respeito ao fato de que os produtos tecnológicos, dos computadores às maquinas de lavar, serem frequentemente destacados por facilitar o controle e a ordem das atividades, mas também podem gerar desordem, causando revolta (MICK; FOURNIER, 1998). O paradoxo da Liberdade X Escravidão se evidencia quando é possível verificar que a tecnologia permite uma independência ao usuário, reduzindo as limitações que o mes- mo tem na realização de tarefas. Por outro lado, Mick e Fournier (1998) afirmam que essa mesma tecnologia pode provocar dependência ao ser eficiente para o usuário, e, assim, 72 gerar novas restrições. Novo X Obsoleto foi outro paradoxo verificado pelos autores, que remete ao fato de os consumidores ao adquirirem uma nova tecnologia, visualizarem os novos benefícios decorrentes do avanço do conhecimento, como também, em curto espaço de tempo entre a aquisição e o uso, esta tecnologia estar ultrapassada. O parado- xo Engajamento X Desengajamento é potencialmente o mais abstrato de todos (MICK; FOURNIER, 1998), pois a tecnologia pode tanto facilitar o envolvimento e as atividades das pessoas, como também possibilita que o usuário, em função dela oferecer diversos benefícios, se acomode, se desconecte com o que estava sendo feito, e até mesmo fique passivo. A Eficiência X Ineficiência é, segundo os autores, o paradoxo relacionado ao fato de os produtos tecnológicos não somente pouparem o tempo de quem os utiliza, otimizando suas tarefas, como também consumirem o tempo dos usuários ao exigir mais esforço e tempo em outras atividades e compromissos que até então eles não tinham. Ao apre- sentar o paradoxo Satisfação X Criação de Necessidades, Mick e Fournier (1998) desta- cam que a tecnologia pode suprir e satisfazer as necessidades e desejos dos consumi- dores, mas por outro lado, ela cria nestes, novas necessidades e desejos até o momento não existentes. Conforme Mick e Fournier (1998) o Paradoxo da Integração X Isolamento já vinha sendo referido por pesquisadores sociais e da história à relação do usuário com a televisão e o computador, sendo também um paradoxo um tanto abstrato. Na acepção dos autores, a tecnologia pode facilitar a interação entre pessoas e aproximá-las, como é nítido no caso das tecnologias de telecomunicações, porém pode, por outro lado, separá-las em função de tomarem lugar de outras atividades, gerando distanciamento entre os indiví- duos. Por fim, a tensão gerada pelo paradoxo Competência X Incompetência diz respei- to aos desafios que os consumidores enfrentam ao ter de ler manuais, operar, fazer atu- alizações e manutenções de produtos tecnológicos, podendo provocar sentimentos de ignorância ou incompetência. Por outro lado, a nova tecnologia propicia aos mesmos, o exercício de novas competências, o qual possibilita fazer coisas que antes não faziam, trazendo o sentido de inteligência ou eficácia.Os autores asseguram que alguns paradoxos, como Controle X Caos, Liberdade X Es- cravidão, Novo X Obsoleto, e Competência X Incompetência, podem ser mais notáveis dentre todos pois eles são muitas vezes experienciados com relação a uma gama de produtos tecnológicos que são difíceis de compreender, frequentemente se quebram e tornam-se rapidamente obsoletos. Mick e Fournier (1998) afirmam que os outros pa- radoxos são mais sutis e mais abstratos, por isso menos saliente entre os consumidores. Destacam ainda que alguns paradoxos aparecem mais associados com certos tipos de produtos, como os paradoxos Competência X Incompetência e Novo X Obsoleto, que foram particularmente relacionados aos produtos eletrônicos e computacionais [...]. Fonte: Corso, Freitas e Behr (2012, on-line)3. Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR Aplicações móveis: arquitetura, projeto e desenvolvimento Valentin Lee; Heather Schneider Editora: Pearson Education do Brasil Sinopse: este é o guia definitivo para a construção de aplicações móveis bem-sucedidas. O texto cobre cada aspecto do desenvolvimento e da implantação, incluindo questões de negócios, arquitetura de projeto, integração com a Web e aplicações de legado, além do gerenciamento de projetos de desenvolvimento de aplicações móveis. O livro também apresenta três estudos de caso de aplicação em projetos reais. E mais: - “Mobilização” de arquiteturas de aplicação preexistentes - Construção de interface de usuário efetiva para aplicações móveis - cenários de cliente gordo e de cliente magro - Gerenciamento de transferência de dados cliente-servidor - Proteção de aplicações móveis: autenticação, criptografia e autodestruição de dados - Exemplos de códigos completos do Microsoft. NET para telefones celulares, Pocket PCs e Tablet PCs. Vamos assistir a um vídeo de uma casa inteligente, que possibilita, por meio de um dispositivo móvel, o controle de sua residência, presencial ou à distância. Disponível em: . Acesso em 3 jun. 2016 https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU https://www.youtube.com/watch?v=KSfDtThcmXU REFERÊNCIAS ATZORI, L.; IERA, A.; MORABITO, G. The Internet of Things: A survey, 2010. Compu- ter Networks 54, 2010. p. 2787–2805. (on-line). Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2016. BATISTA, S. S. S. dos; FREIRE, E. Sociedade e Tecnologia na era digital. São Paulo: Érica, 2014. BARBOSA, J. L. V.; COSTA, C. A. Computação Móvel e Ubíqua: evolução e perspectivas futuras. In: FREITAS, H.; KLEIN, A. Z (org.). Mobilidade Empresarial: oportunidades e desafios do uso de tecnologias móveis para negócios no contexto brasileiro. São Paulo: Atlas, 2014. p. 11-39. CAMAROTTO, F. de S.; KLEIN, A. Z. A mobilidade empresarial e os profissionais de vendas: estudos de caso na indústria farmacêutica. In: FREITAS, H.; KLEIN, A. Z. (orgs.). Mobilidade Empresarial: oportunidades e desafios do uso de tecnologias móveis para negócios no contexto brasileiro. São Paulo: Atlas, 2014. p. 73-102. CRESCIMENTO. CNova Marketplace. 2016. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2016. DARIVA, R. Gerenciamento de dispositivos móveis e serviços Telecom: estraté- gias de marketing, mobilidade e comunicação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. FRANCISCATO, F. T.; MEDINA, R. D. 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Switzerland: Springer, 2014. Disponível em: . Acesso em: 3 mar. 2016. http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ http://marketplace.br.cnova.com/artigo/crescimento-do-mercado-mobile-no-brasil-e-no-mundo/ REFERÊNCIAS 75 LAS CASAS, A.L. Marketing Móvel: Tendências e Oportunidades no Marketing Ele- trônico. São Paulo: Saint Paul, 2009. LEE, V.; SCHNEIDER, H.; SCHELL, R. Aplicações móveis: arquitetura, projeto e de- senvolvimento. Tradução: Amaury Bentes e Deborah Rudiger. Rev. Técnica: Renato Haddad. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005. MARIMOTO, C. E. H. O Guia Definitivo. (on-line). 2007. Disponível em: . Acesso em: 1 mar. 2012. MATEUS, G. R.; LOUREIRO, A. A. F. Introdução à computação móvel. DCC/IM, CO- PPE/UFRJ, 1998. SENA, F. R. Evolução da Tecnologia Móvel Celular e o Impacto nos Resíduos de Eletroeletrônicos. Dissertação (mestrado) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Engenharia Civil, 2013. SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. ESTUDO DE TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS EM GOIÁS. São Paulo, 2015. Dis- ponível em: . Acesso em: 10 maio 2016. SILVA, F. F. Tecnologias Móveis como plataformas de produção no jornalismo. In: LE- MOS, A.; JOSGRILBERG, F. (orgs.). Comunicação e mobilidade: aspectos sociocul- turais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2009. p. 156. TANENBAUM, A. Redes de Computadores. São Paulo: Pearson, 2011. TEIXEIRA, F. Blog de AI. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2016. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: . Acesso em: 24 maio 2016. 2 Em: . Acesso em: 3 jun. 2016. 3 Em: . Acesso em: 19 jul. 2016 GABARITO 1. A. 2. C. 3. E. 4. V, V, V, F. 5. V, F, V, V. U N ID A D E III Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas Professora Esp. Talita Tonsic Gasparotti POR QUE E COMO TORNAR- SE MÓVEL? Objetivos de Aprendizagem ■ Compreender a importância e razão de tornar-se móvel e como fazê-lo. ■ Entender a dimensão dos aplicativos móveis e sua utilização. ■ Aprender os principais conceitos sobre redes convergentes e sua importância. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Por que se tornar móvel? ■ Como tornar-se Móvel? ■ Aplicativos Móveis. ■ Redes Convergentes. INTRODUÇÃO Olá, aluno(a)! Chegamos à unidade III do livro. Esta unidade tem por finalidade mostrar por que devemos nos tornar móveis e como vamos fazê-lo neste mundo da conectividade. Já pensaram que passamos mais de 15% do nosso tempo conec- tados? Seja em aplicativos móveis ou em redes sociais? Estamos na mobilidade, a qual, hoje, se agrega a nossas vidas, misturando os espaços virtuais e reais, nos levando a era da conexão. Vamos falar sobre as características chave que as novas aplicações móveis devem ter, por exemplo: riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamento. Estudaremos sobre os Aplicativos móveis, como eles são classificados como ferramentas de suporte à produtividade e à recuperação de informação, que inclui calendário, agenda telefônica, correio eletrônico, informações climáticas, entre outras, e seu desenvolvimento, seus processos, que, muitas vezes, são complexos. Nesta unidade, veremos também a importância das Redes Convergentes e como elas agrupam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Vamos entender como as Redes Convergentes estão mudando a vida cotidiana e profissional. Vamos estudar também algumas redes convergentes e ver como elas possuem uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, voz, imagens e vídeo. Vamos aprender e entender o porquê migrar para redes de dados. Vamos analisar essa tendência, que é a convergência das redes tradicionais de telefonia, transmissão de imagens, áudio e dados e internet para uma única plataforma. Quando migramos, devemos ficar atentos que a migração possui algumas pre- missas, como a transparência de serviços e interfaces para os usuários e, ainda, a preservação, das interconexões entre os elementos de rede (centrais telefônicas). Preparado(a) para entrarmos na era da conexão? Boa leitura e bons estudos! Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 79 POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E80 POR QUE SE TORNAR MÓVEL? O conceito que temos sobre o computador, seja ele desktop ou até mesmo note- book, já não são suficientes para as empresas na atualidade. Para nos tornarmos móveis, precisamos de informações em tempo real, de um dispositivo que seja flexível e, ao mesmo tempo, capaz de possibilitar acesso imediato a aplicações corporativas, que possibilitem a tomada de decisão a qual- quer hora e em qualquer lugar. Como já vimos nos capítulos anteriores, esses requisitos nos deixam com a certeza de que é necessário haver a mobilidade e tornar móveis as ferramentas corporativas, rompendo o ambiente de trabalho e infraestrutura, possibilitando que o trabalho seja realizado remotamente, a partir de qualquer ponto, sejam eles: escritórios, hotéis, salas de reuniões e centro de convenções, tudo em tempo real e em qualquer lugar que o indivíduo esteja. Essa mobilidade faz parte de um ambiente de competitividade, indo além de apenas uma tendência do avanço tecnológico. Já pensaram que, à medida que os nossos dispositivos se tornam mais potentes, funcionais e baratos, também aumenta o nosso potencial de competitividade e conhecimento de modos inusitados? As empresas se tornam habilitadas ao ambiente móvel quando realizam uma conexão entre indivíduos com a informação, por meio do uso de dispositivos móveis e conectividade sem fio em tempo real com suas atividades, permitindo e estimulando a captura e o compartilhamento de informações, coletando e visu- alizando dados internos da empresa. Segundo Dariva (2011, p. 2), sobre os dispositivos, os dispositivos móveis são usados corporativamente há muito tempo, mas nos últimos três anos se tornaram o centro das atenções. (...) O que de fato esta acontecendo é uma substituição dos computadores por esses novos dispositivos e claro assim como o rádio não foi totalmente substituído pela televisão e nem esta pela internet, ambos continuarão vivendo no mercado corporativo. Na verdade, a movimentação sobre os aplicativos móveis, principalmente aqueles com foco no consumi- dor, lembram muito o começo da internet, em que todas as empresas queriam ter um Website, hoje, todas querem ter um aplicativo móvel. Por que se Tornar Móvel? Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 81 Mas, para Jamil (2004, p. 26), O fenômeno de virtualização das empresas, com o surgimento das cha- madas organizações virtuais, permite a adoção da prestação de servi- ços à distância. Esse trabalho é geralmente realizado fora da sede da empresa, ou de uma de suas filiais, utilizando a estrutura doméstica ou de outro centro de trabalho, sem a presença física constante do traba- lhador. Com o uso da mobilidade, podemos ter uma redução de custos para a empresa, além do ganho de produtividade e praticidade que uma aplicação móvel pode trazer, pois nos permite realizar compras em diversos sites, utilizando o apare- lho celular, por exemplo, nos quais os consumidores realizam previamente seu cadastro, informando dados pessoais, incluindo endereço de entrega, podendo também, informar a melhor forma de pagamento. Podemos, ainda, realizar com- pra de passagens aéreas e realizar check-inde ficar antenado em tecnologia e principal- mente em mobilidade. Mobilidade que, hoje, é tratada como fator indispensável em qualquer parte de nosso dia a dia. Nesse sentido, procuramos abordar conteúdos interessantes e que lhe ajudarão a me- lhor se posicionar no que diz respeito a essa “tal” mobilidade. Sendo assim, na unidade I, apresentaremos as tecnologias móveis, cenários e tendências de aplicações. Indicare- mos como essas tecnologias são marcadas por computadores coletivos móveis, caracte- rizada pela computação ubíqua. Conheceremos a Mobilidade Corporativa e o fenôme- no BYOD, que está sendo cada vez mais utilizado pelas empresas. Serão apresentados os conceitos sobre Mobile Tagging para indicar o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional, em especial o QR Code. Ainda nessa unidade, veremos qual seria o foco do design em relação aos dispositivos móveis, sua aplicação e influências nas características físicas dos dispositivos móveis. Na segunda unidade, preparamos um conteúdo com uma abordagem sobre os princi- pais conceitos de mobilidade para os dispositivos móveis: mobilidade, portabilidade, flexibilidade e a usabilidade. De nada adianta ter um celular de última geração, se ele não lhe proporcionar essas características, pois hoje, o ser humano passa grande parte do dia em uso desse dispositivo. Também iremos identificar as tendências futuras e atu- ais da tecnologia mobile, bem como a Internet das Coisas e o que ela pode colaborar com esta tecnologia. Na unidade III, trataremos a respeito da relevância de se tornar móvel hoje em dia, bem como entenderemos a dimensão dos aplicativos móveis e sua utilização. Além disso, será discutido sobre as redes convergentes e sua importância. Com auxílio do conteúdo presente na unidade IV, você poderá compreender um pouco mais sobre a expansão do celular e sua mobilidade. Além disso, visualizaremos juntos as diferenças existentes das tecnologias móveis, bem como a forma como serviços de localização e o uso dos dispositivos móveis podem auxiliar no mundo dos negócios. Por fim, na unidade V, vamos falar da mobilidade em um contexto mais sociológico. Nes- sa etapa do estudo, você será provocado a refletir sobre o uso dessas tecnologias num mundo globalizado, bem como entenderá um pouco mais a respeito da evolução que temos presenciado nos tempos atuais. Assim, nós te convidamos a entrar nessa jornada com empenho, dedicação e muita sede por conhecimento! Boa leitura! APRESENTAÇÃO TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO I SUMÁRIO 09 UNIDADE I INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL 15 Introdução 16 Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência 19 Tendências de Evolução das Aplicações 22 Tendências no Ambiente Corporativo 24 BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização 26 Mobile Tagging 29 Arte e Design em Dispositivos Móveis 30 Estudo de Caso 32 Considerações Finais 40 Referências 42 Gabarito SUMÁRIO 10 UNIDADE II MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL 45 Introdução 46 Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro 55 Tecnologia e Mobilidade 58 Paradigma da Mobilidade 60 Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas” 63 A Mobilização na Prática 67 Considerações Finais 74 Referências 76 Gabarito UNIDADE III POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? 79 Introdução 80 Por que se Tornar Móvel? 82 Como Tornar-se Móvel? 86 Aplicativos Móveis 88 Redes Convergentes 92 Considerações Finais 99 Referências 100 Gabarito SUMÁRIO 11 UNIDADE IV OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL 103 Introdução 104 A Expansão Explosiva do Celular 106 Tipos de Tecnologia Móvel 112 Alternativas de Acesso Móvel 115 Serviços de Localização 117 Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios 120 Estudo de Caso 123 Aplicativos (App) ou Negócio? 126 Considerações Finais 134 Referências 136 Gabarito SUMÁRIO 12 UNIDADE V SOCIEDADE DA MOBILIDADE 139 Introdução 140 Tecnologia em Um Mundo Globalizado 141 Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão! 144 Um Pouco de História 148 Cultura e Tecnologia 153 Os Males da Tecnologia 156 Considerações Finais 163 Referências 164 Gabarito 165 CONCLUSÃO U N ID A D E I Professora Esp. Janaína Aparecida de Freitas INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Objetivos de Aprendizagem ■ Compreender os cenários e as tendências da tecnologia móvel. ■ Entender a dimensão da evolução das aplicações com o uso das tecnologias móveis. ■ Aprender as principais tendências móveis no ambiente corporativo. ■ Entender como a arte e o design entram no mundo dos dispositivos móveis. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Tecnologia Móvel: Cenário e Tendência ■ Tendências de Evolução das Aplicações ■ Tendências no ambiente corporativo ■ BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização ■ MOBILE TAGGING ■ Arte e Design em Dispositivos Móveis ■ Estudo de Caso INTRODUÇÃO Olá, aluno(a)! Este capítulo tem a finalidade de mostrar as tendências móveis e as tecnologias que nos cercam. Você já deve ter percebido que a internet, junta- mente com todas as tecnologias ligadas a ela, está modificando e transformando as relações sociais e empresariais e como ela entra em nossas vidas, ocasionando uma mistura nos espaços virtuais e reais, nos levando ao campo da mobilidade. Nesta primeira unidade, vamos discorrer sobre a era tecnológica, a era da informação e suas tendências, seus cenários, como elas evoluem, seja nos meios sociais ou no meio corporativo. Essa nova era da conexão é marcada por com- putadores coletivos móveis, caracterizada pela computação ubíqua, pervasiva (“pervasive computing”) ou senciente. Vamos comentar sobre computação vestível (wearable computing), um dos novos tipos de dispositivos móveis e sobre a Internet das Coisas (Internet of Things) que integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto estamos em movimento. Dissertaremos sobre “computação nômade”, na qual a capacidade de comunicação é capaz de atender às necessidades dos colabora- dores que se movimentam. Também veremos nesta unidade a Mobilidade Corporativa e como seria interessante para a empresa que o colaborador móvel utilizasse as tecnologias nas tarefas do seu dia a dia. Vamos discorrer sobre o fenômeno BYOD (“Bring Your Own Device”), ou seja, “traga seu próprio dispositivo” e como está sendo cada vez mais utilizado pelas empresas e a Consumerização. Aprenderemos sobre Mobile Tagging como um conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional (2D), em especial o QR Code. Ainda nesta unidade, veremos qual seria o foco do design em relação aos dispo- sitivos móveis, sua aplicação e influências nas características físicas. Preparado(a) para entrarmos na era da conexão? Boa leitura e bons estudos! Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 15 INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E16 TECNOLOGIA MÓVEL - CENÁRIO E TENDÊNCIA Caro aluno(a), atualmente, quando pensamos em sociedade globalizada e tecnoló- gica, novos desafios são colocados para essa conjuntura. Esta nova era tecnológica, a era da informação, totalmente informatizada, entra em uma nova fase, a dos dis- positivos móveis, que chamamos de a era da conexão (LEMOS, 2005). Você está preparado(a) para essa nova era? O desenvolvimento da computação sem fio, das novas tecnologias nômades1 (laptops, palms, celulares) que se popularizou com o uso dos telefones celulares, das redes de acesso à internet sem fio, como, por exem- plo, “Wi-Fi” e “Wi-Max”2. Segundo Lemos: Trata-se da ampliação de formaspor meio do celular. Atualmente é crescente o número de pessoas que estão utilizando os celu- lares para transações bancárias/financeiras, pois serviços como esse são vistos como forma de fugir das filas dos bancos. São esses fatores que impulsionam a internet móvel a se estruturar e crescer rapidamente adaptando-se às modernidades e necessidades dos usuários finais, bem como uso das organizações. Nossos dispositivos móveis vêm sendo utilizados como uma extensão da memó- ria: pois neles, armazenamos contatos e agenda com os nossos compromissos, além de termos acesso imediato ao conhecimento humano por meio de um aparelho com conexão à Internet, além da capacidade de dobrar tempo e espaço, podemos entrar em contato com qualquer pessoa a qualquer momento, pois temos a possibilidade de ligar- mos para um amigo a qualquer instante e se ele não atender, podemos deixar uma mensagem ou um recado na sua página do Facebook. “Não é que estejamos conectados a todo mundo o tempo todo, mas podemos nos conectar com qualquer um a qualquer momento”. (TRONCO, 2013, on-line). POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E82 Outro ponto que nos chama a atenção é que muitas pessoas pensam que mobilidade é só para quem está fora da empresa, e esse é o grande equívoco! As pessoas estão móveis o tempo todo, ou melhor, elas se movem sempre que não estão na frente do seu computador. A mobilidade é para todas as pessoas que passam até de 15% a mais do seu tempo a mais de um metro do seu computa- dor, desde o momento em que acorda até a hora em que vão dormir. Você passa mais de 15% do seu tempo conectado? Então você está móvel o tempo todo. COMO TORNAR-SE MÓVEL? Falamos nas razões que nos motivam a nos tornarmos móveis, mas já pensaram em como fazê-los? A resposta pode ser fácil: a telefonia celular. Hoje, ela é con- siderada a killer application do mundo móvel. Você deve estar pensando o que seria Killer application? Um aplicativo matador? No meio tecnológico, um Killer application serve para expressar que a “aplicação é matadora”, ou seja, uma aplicação que torna um produto vencedor, cobiçado, vito- rioso ou altamente desejado pelos consumidores. Para Newton (2016), um killer application é um sonho de muitas empresas de tecnologia, ter sua aplicação sendo cobiçada e desejada por milhares de pes- soas. Você já cobiçou muito um aplicativo e acabou comprando o aparelho ou a máquina por causa dele? Imagine, há uns tempos, o mais famoso killer application foi, sem dúvida, o processador de texto ou uma planilha eletrônica, que muitas pessoas acabaram comprando o PC por causa deles. E a onda dos MP3? E, hoje, será que temos variados Killer application? Possivelmente a internet e suas diver- sas possibilidades sejam altamentes cobiçadas pelos consumidores. Como exemplo, pense nas chamadas de voz. Hoje, são consideradas e devem continuar sendo por muito tempo, a principal aplicação móvel corporativa. Como Tornar-se Móvel? Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 83 CARACTERÍSTICAS-CHAVE DAS NOVAS APLICAÇÕES MÓVEIS Já pensou em como vai ser o futuro? Possivelmente não teremos uma nova killer application, mas muitas aplicações móveis de sucesso deverão ter algumas caracte- rísticas-chave comuns e, a partir disso, se constroem novos serviços e aplicações. As características-chave são: riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamento. Vamos à explicação das características-chave: Figura 1- Características-Chave das Novas Aplicações Móveis Riqueza de informação Imediatismo Facilidade de uso Facilidade de gerenciamento Fonte: adaptado de Mobilidade… (on-line). Riqueza de informação: tendência forte na evolução das aplicações móveis. Quanto mais as informações são enriquecidas, mais enriquecidas são as transações de negócio e mais sofisticadas a comunicação fica. O que seria uma informação rica, nesse contexto? É aquela informação que apresenta alguns atributos, como: ■ Multimídia: utilização combinada de recursos, como vídeo, áudio, imagens fotográficas, designers, imagens digitais e muitos outros tipos de arquivos. ■ Personalizada: utilização da informação customizada ou personalizada espe- cificamente ao usuário, naquele momento em que ele acessa aquela informação ou quando ele faz modificações e adequações conforme suas preferências. POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E84 ■ Dependente de contexto: as informações, quando consultadas em tempo real, devem ser relevantes ao contexto (conjunto de momento, localiza- ção, situação e usuário) em que é acessada. Imediatismo: informação imediata em tempo real, acelerando as transações e a evolução das corporações, fazendo com que o ciclo de vida da informação for- necida seja encurtado significativamente. Já pensou em quantas vezes você precisou de alguma informação imediata de algum dispositivo móvel? Esse fato gera a necessidade do usuário ter acesso instantâneo à aplicação e às informações que são disponibilizadas, acessadas e processadas. Agora vamos ver algumas estratégias complementares usadas no imediatismo: ■ Conectividade always on: uso de tecnologias de rede que possam nos manter conectados a aplicação a qualquer momento. ■ Informação sincronizada/acessível off-line: as informações manipuladas pelos usuários de forma que as aplicações sejam armazenadas localmente no dispositivo móvel. ■ Abordagem mista: uso de aplicações que trabalham off-line, mas que possam ser sincro nizadas remotamente, provavelmente por meio de uma solução de conectividade always on. Facilidade de uso: quantas vezes você achou uma aplicação difícil de usar e com isso não usou mais? Uma característica importante é que as aplicações móveis devem ser simples e de uso intuitivo. As interfaces gráficas devem pos- suir os padrões de usabilidade, ter suporte a comandos de voz e os dispositivos de entrada e saída que sejam adequados. Facilidade de gerenciamento: para uma empresa, toda aplicação móvel cor- porativa deve oferecer a sua equipe de TI algumas ferramentas para facilitar seu gerenciamento, como, por exemplo: ■ Segurança e facilidade de auditoria: a aplicação móvel deve ter con- trole de acesso, aplicação de políticas e permissões e ainda conta bilização/ registro para auditoria, ou seja, as tradicionais funcionalidades: AAA – Authentication, Authorization and Accounting. Como Tornar-se Móvel? Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 85 ■ Gerenciamento remoto: a aplicação móvel deve permitir que seja atua- lizado ou feito o diagnóstico remotamente, sem intervenção do usuário. Preparado(a) para tornar-se móvel? E como tornar-se móvel? Como vimos, essa é a grande tendência do futuro. Então, vamos nos conectar a um disposi- tivo móvel e continuar a leitura? Programação Móvel: nos próximos 15 anos, os alunos não só usarão seus aparelhos como apoio em tarefas de educação, como também aprenderão a programá-los pessoalmente para desenvolver, construir e customizar apli- cativos móveis de acordo com suas necessidades e desejos pessoais. Duran- te o processo, aprenderão sobre raciocínio computacional – os principais conceitos das abordagens da programação e da solução de problemas – e adquirirão habilidades fundamentais para participar na economia global [...]. Entre os sinais dessa tendência estão os laboratórios de desenvolvimen- to móvel (ou tech hubs) que vêm surgindo na África subsaariana [...] e o esforço recente em aumentar o número de mulheres desenvolvedoras de software através de comunidades [...] no Quênia. Na Europa, a crescente po- pularidade de aplicativosmóveis para mudar a sociedade, como os aplicati- vos, projetos para ajudar os jovens a melhorar suas habilidades de escrever código como o CoderDojo (2012), e alternativas baratas de computação [...], evidenciam o aumento da programação móvel na educação. Fonte: Unesco… (on-line)1. “Há muitas nuances da mobilidade que só conhece quem vive isso todos os dias” (Dariva). POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E86 APLICATIVOS MÓVEIS Os aplicativos móveis são softwares popularmente conhecidos como “APPs”, uma abreviação do termo “aplicação de software”. Podem ser baixados por meio de lojas on-line, como Google Play, App Store ou Windows Phone Store. Uma grande parte dos aplicativos é gratuita, mas exis- tem aplicativos pagos também. Aplicativos móveis são classificados como ferramentas de suporte à produti- vidade e à recuperação de informação, que inclui calendário, agenda telefônica, correio eletrônico, informações climáticas entre outras. Seu desenvolvimento envolve processos complexos devido à variedade de plataformas e equipamentos disponíveis no mercado. Os desenvolvedores têm se deparado com uma difícil decisão: construir aplicativos que são direcionados para uma determinada plataforma ou construir aplicativos genéricos. Existem atualmente quatro tipos de aplicativos encontrados, são eles: ■ Aplicativos para Serviços: têm o objetivo de nos fornecerem informações e conteúdo de modo simplificado e ágil, como aplicativos para previsões do tempo, navegação de mapas e até solicitar um resgate a seguradora do seu carro. ■ Aplicativos para Informações: disponibiliza-nos acesso a conteúdos atu- alizados em tempo real ou que têm utilidade permanente, como guias de compras/lojas, telefones úteis, promoções, consulta de produtos, entre outros. https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play https://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Play https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/App_Store_%28iOS%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_Phone_Store Aplicativos Móveis Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 87 ■ Aplicativos para Comunicação: permitem-nos a conexão entre pessoas, como Wattsapp, MSN ou aplicativos de integração com as redes sociais. ■ Aplicativos para Entretenimento: é destinado para diversão. A indústria de jogos é a que mais se destaca em faturamento entre todos os segmen- tos do entretenimento. Esses aplicativos favorecem o crescimento, pois permitem uma integração perfeita com os jogos. Conforme Burégio (2003, p. 23), sobre o desenvolvimento de aplicações móveis, requer um cuidado especial, pois estes geralmente apresentam limita- ções de memória, processamento e resolução que devem ser levadas em consideração no projeto destas aplicações. Além disso, a grande varie- dade dos dispositivos existentes e a falta de ferramentas de desenvolvi- mento adequadas e frameworks tem dificultado muito a construção de aplicações portáveis e que utilizem, de maneira otimizada, os recursos específicos de determinados equipamentos. Pode-se perceber clara- mente que a maioria dos problemas acontece devido a fatores inerentes ao dispositivo em uso e que estes problemas são agravados atualmente pela ausência de ferramentas, técnicas e frameworks estruturados que permitam um desenvolvimento mais fácil das aplicações. O surgimento de aplicações web móveis, segundo Burégio (2013), também tem gerado algumas questões que devem ser levadas em consideração no projeto das mesmas. Dentre elas, pode-se citar: ■ Variedade de dispositivos com diferentes capacidades. ■ Múltiplas linguagens de marcação de texto. ■ Múltiplas implementações de browsers. ■ Múltiplas implementações do padrão wap. ■ Variações na capacidade de processamento client-side1. Mas, quando você for desenvolver aplicativos móveis, vale a pena estudar algumas das abordagens apresentadas, pois cada uma possui suas próprias características e nuances que devem ser analisadas e consideradas na construção de diferen- tes tipos de aplicações. 1 Client-Side: no lado do cliente, ou seja, do usuário, a aplicação roda diretamente de seu computador. Como assim? O Lado do cliente dá a resposta na hora pra alguma interação que é feita no website. POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E88 REDES CONVERGENTES Redes Convergentes agrupam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Prevendo as mudanças trazidas à vida cotidiana e profissional, as ope- radoras tradicionais de telefonia encontram-se hoje em processo de migração para oferecer redes multimídia baseadas na convergência (CARVALHO, 2014). Segundo Squirra (2005, on-line), a convergência deve ser entendida como, a chegada de um vasto cenário de instrumentos, sobretudo digitais que desempenham - ou podem desempenhar - funções técnicas assemelha- das ou complementares. Nascida na área tecnológica, logo recebeu am- plitude com o linguajar deslumbrado e futurista dos tecnólogos comu- nicacionais e das empresas midiáticas. Encontra-se hoje razoavelmente assimilada nos distintos cenários científicos e comerciais pela concor- dância de que as tecnologias - sobretudo as da comunicação devem se enxergar possibilitar conexões e acoplagens e trocar dados entre si, per- mitindo que os consumidores tenham pleno e fácil acesso aos enlaces digitais que passaram a ser disponibilizados. É entendida como a inte- gração tecnológica em uma base comum, uma vez que apesar das formas da tecnologia serem diferentes, elas permitem um princípio básico que é a comunicação direta de um usuário com outro através de um conjunto invisível de conexões e sistemas de aberturas, interpretações e disponi- bilização de dados. Assim, possibilitam trocas de gigantescos volumes de informação a partir de grande conjunto de interfaces que permitem o acesso à informação em tempo real e/ou aquela estocada nos circuitos informatizados dos equipamentos digitais. Redes Convergentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 89 Quando não havia rede convergente, a rede de imagem e voz das empresas fun- cionava de forma analógica, enquanto a rede de dados era tecnologia digital. Dessa forma, várias redes eram utilizadas ao mesmo tempo. Essa foi a Era do fio. Atualmente, a rede convergente opera por meio da tecnologia IP. Voz, dados, imagens, sensores etc. E, assim, tudo converge para uma rede física, só usando um protocolo básico/transporte igual (CARVALHO, 2014). As vantagens de redes convergentes para Carvalho (2014, on-line): Através de uma rede única e integrada de TI é possível integrar por meio de um sistema de cabos estruturados, um grande número de apli- cações de automações e serviços de uma construção. O uso de uma rede única e integrada substitui a utilização de um grande número de redes separadas ou aplicações para cada um dos sistemas. O uso de uma rede única tem aumentado o número de stakeholders2 conscientes dos benefícios de contar com uma rede convergente para todos os serviços técnicos tradicionais. Consequentemente, a demanda por profissionais que busquem aplicar seu conhecimento com este conceito em mente também irá aumentar. Quem opta por uma rede convergente, contribui paraa preservação da natureza. Como é necessário menos cabeamento em uma rede convergente do que em uma instalação de redes indepen- dentes, a quantidade de material usado e de lixo gerado é menor, o que reduz o impacto imediato no meio ambiente. O compromisso que há atualmente com a consciência verde leva a empresa que opta por redes convergentes, a uma política mais ética em relação ao gerenciamento responsável e à sustentabilidade. CONVERGÊNCIA DE SERVIÇOS Por meio de diferentes meios de comunicação, é disponibilizado um mesmo ser- viço. O sistema bancário tem sido utilizado por essa modalidade como prestação de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual. Há cada vez mais opções para servir o cliente com simples operações, que originalmente só podiam ser reali- zada por meio do caixa humano ou pelo caixa eletrônico, já está disponível na Internet, telefone fixo ou dispositivo móvel (CARVALHO, 2014). 2 Stakeholder é uma pessoa ou grupo que possui interesse (assim como participação, investimento ou ações) em um determinado negócio ou empresa. POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E90 CONVERGÊNCIA DE TERMINAIS Utilização de um único terminal para acesso a múltiplas redes e serviços diversos. Podemos citar como exemplo o iPhone, um smartphone da Apple apresentado como um “telefone revolucionário”. O objetivo das pesquisas que resultaram no iPhone foi a experimentação de telas sensíveis ao toque que, assim como o design e a facilidade de uso, é considerado um dos pontos fortes do aparelho. Por outro lado, além da comunicação por voz que se espera de qualquer telefone, o iPhone integra recursos multimídia, ligação à Internet por tecnologia EDGE com acesso à web, e-mails, ligação local por Wi-Fi e Bluetooth. Tais recursos conferem ao aparelho características de um terminal convergente (CARVALHO, 2014). CONVERGÊNCIA REGULATÓRIA Com o surgimento de serviços convergentes, temos um ponto de contato entre dois mercados: o da telefonia, tradicionalmente regulamentado, e o mercado de serviços de dados, sujeito a pouca ou nenhuma regulamentação sobre a presta- ção dos serviços. A manutenção de princípios como a defesa da justa competição no setor de telecomunicações e radiodifusão está entre os desafios a serem enfrentados pelos órgãos reguladores. Temos, como exemplo, a ligação utilizando o VoIP que é pos- sível enquadrar-se na lacuna não regulamentada dos serviços de transmissão de dados que evita acordos internacionais e provê chamadas de voz mais baratas. Segundo Carvalho (2014), os países ao redor do mundo estão em diferen- tes estágios com relação à regulamentação, devido a inúmeros fatores, como as diferenças de preço e popularização de acesso em banda larga. A tendên- cia mundial de liberalização da telefônia (com o fim dos monopólios) tornou necessária a regulação externa do mercado, principalmente nas áreas de interco- nexão, acesso/serviço universal e gerenciamento de recursos limitados. Agora, as novas tecnologias fornecem novos serviços e modelos de prestação não pre- vistos pela regulação existente e afetam a estrutura do mercado, com a mudança nos padrões de oferta e demanda. Redes Convergentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 91 Acerca das redes convergentes estudadas, pode-se afirmar que possuem uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, voz, ima- gens e vídeo. O processo de convergência está ocorrendo rapidamente e, assim, integrando serviços que, anteriormente, requeriam equipamentos, canais de comunicação e padrões independentes. Primeiro Passo para o Futuro A convergência, então, é a fusão da tecnologia de comutação por pacotes com a sinalização telefônica e a inteligência de processamento de chamada, permitindo às operadoras consolidar redes de voz e dados que tipicamente eram separados e prover um novo e diferenciado serviço integrado de co- municações. A tecnologia convergente incluiu suporte total às característi- cas do sistema de sinalização [...] e interfaces padrões de telefonia [...], além de uma completa interoperabilidade com a infraestrutura [...] existente, su- portando todas as características de voz as quais os usuários estão acostu- mados, assim como o tráfego de dados. Ela também pôde prover uma ponte para o acesso e desenvolvimento de novos serviços [...]. A arquitetura convergente pôde alavancar os investimentos existentes em infraestrutura, como em equipamentos tradicionais de comutação por cir- cuito, enquanto suportava o crescimento do tráfego de dados. A arquitetura pode unificar a série de múltiplas redes sobrepostas necessárias para a co- municação do momento. Fonte: Funicelli (2007). POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL? Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E92 CONSIDERAÇÕES FINAIS Caro(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos por que devemos nos tornar móveis e como fazê-lo no mundo da conectividade. Vimos que a maioria das pessoas ficam mais de 15% do seu tempo conectados e que as pessoas estão móveis o tempo todo. Ou melhor, elas se movem sempre que não estão na frente do seu computador. Quanto tempo você fica conectado? Vimos que estamos inseridos no contexto de mobilidade desde que acorda- mos, até a hora de dormir. Estamos conectados de alguma maneira e não andamos mais sem posse de nossos celulares, nos quais nossos olhos ficam grudados nas telas, o que denota uma depedência desses dispositivos, seja por conta das redes sociais ou pelas empresas. Você sai de casa sem o seu celular? Ouvimos falar sobre as características-chave que as novas aplicações móveis devem possuir quando são desenvolvidas, como, por exemplo: riqueza de infor- mação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamento. Já pensou em algumas delas ao desenvolver um aplicativo móvel? Estudamos sobre os aplicativos móveis, como eles são classificados como ferramentas de suporte à produtividade e à recuperação de informação, seu desen- volvimento, seus processos e como eles são complexos e importantes nesse meio. Aprendemos também a respeito das Redes Convergentes e como elas agru- pam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Vimos como as Redes Convergentes estão mudando a vida cotidiana e profissional e como elas possuem uma infraestrutura comum para o transporte simultâneo de dados, voz, imagens e vídeo. Nesta unidade, aprendemos como é importante migrar para redes de dados e o que acontece quando migramos. Depois desta, com o conhecimento que já adquirido, podemos passar para a próxima unidade e nos aprofundarmos ainda mais na tecnologia móvel. Na próxima unidade vamos estudar sobre a expansão explosiva do celular. Preparado? Então vamos em frente! 93 1. Acerca do processo de software, assinale as assertivas com V para verdadeiro e F para falso: ( ) A mobilidade não é um ambiente de competitividade e não é uma ten- dência do avanço tecnológico. ( ) As empresas se tornam habilitadas ao ambiente móvel, quando realizam uma conexão entre indivíduos com a informação. ( ) Por meio do uso de dispositivos móveis e conectividade sem fio em tempo real com suas atividades, permitindo e estimulando a captura e o compartilha- mento de informações, coletando e visualizando dados internos da empresa. Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. V, F, V. b. F, V, V. c. V, V, V. d. F, V, F. 2. Muitas aplicações móveis de sucesso deverão ter algumas características-cha- ve comuns e que, a partir disso, se constroem novos serviços e aplicações. Com base na informação, identifique as características-chave corretas: a. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de cons- trução. b. Riqueza de gerenciamento, imediatismo, facilidade de manutenção e facili- dade de gerenciamento.c. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de manutenção e facilidade de gerenciamento. d. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de geren- ciamento. e. Riqueza de uso, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de gerenciamen- to. 94 3. O desenvolvimento de aplicativos móveis envolve processos complexos devido à variedade de plataformas e equipamentos disponíveis no mercado, os desen- volvedores têm se deparado com uma difícil decisão: construir aplicativos que são direcionados para uma determinada plataforma ou construir aplicativos ge- néricos. Com base nisso, identifique os quatro tipos usados atualmente: I. Aplicativos para serviços e aplicativos para informações. II. Aplicativos para comunicação e aplicativos para novidades. III. Aplicativos para entretenimento e aplicativos para avanço. IV. Aplicativos para comunicação e aplicativos para entretenimento. Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. Somente as questões II, IV e V estão corretas. b. Somente as questões I e IV estão corretas. c. Somente a questão III está correta. d. Somente a questão V está correta. e. Todas estão corretas. 4. Atualmente, a Rede Convergente opera por meio da tecnologia IP, voz, dados, imagens, sensores etc. Com base nisso, assinale as assertivas com V para verda- deiro e F para falso: ( ) Convergência de serviços: por meio de diferentes meios de comunicação, é disponibilizado um mesmo serviço. O sistema bancário tem sido utilizado por essa modalidade, como prestação de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual. ( ) Convergência de terminais: utilização de um único terminal para acesso a múltiplas redes e serviços diversos. Podemos citar como exemplo o iPhone, um smartphone da Apple apresentado como um “telefone revolucionário”. ( ) Convergência regulatória: com o surgimento de serviços convergentes, te- mos um ponto de contato entre dois mercados: o da telefonia, tradicionalmente regulamentado, e o mercado de serviços de dados, sujeito a pouca ou nenhuma regulamentação sobre a prestação dos serviços. ( ) Convergência de serviço: utilização de um único terminal para acesso a múltiplas redes e serviços diversos. Podemos citar como exemplo o iPhone, um smartphone da Apple apresentado como um “telefone revolucionário” ( ) Convergência de terminais: por meio de diferentes meios de comunicação, é disponibilizado um mesmo serviço. O sistema bancário tem sido utilizado por essa modalidade como prestação de serviços, traduzindo o uso do dinheiro virtual. 95 Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. V, F, V, F, V. b. F, V, V, F, F. c. V, V, V, F, F. d. F, V, F, V, V. 5. O surgimento de aplicações web móveis, segundo Burégio (2013), também tem gerado algumas questões que devem ser levadas em consideração no projeto de tais aplicações. Com base nisso, identifique estas questões: I. Múltiplas linguagens de marcação de texto e múltiplas implementações do padrão wap. II. Múltiplas implementações contínuas e de entrega e variações na capacidade de processamento client-side. III. Múltiplas implementações do padrão wap e variações na capacidade de pro- cessamento client-side. IV. Variações na capacidade de processamento client-side e não temos debug- ging de aplicações web. V. Falta de um ambiente sofisticado de desenvolvimento e debugging de aplica- ções web e variedade de dispositivos com diferentes capacidades. Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. Somente as questões II, IV e V estão corretas. b. Somente as questões I, III e V estão corretas. c. Somente a questão III está correta. d. Somente a questão V está correta. e. Todas estão corretas. 96 SHADOW IT (TI INVISÍVEL) O fácil acesso a softwares e aplicações juntamente com o avanço de novas tecnologias e as novidades da Internet (Web 2.0) provocaram um impacto inusitado na informática corporativa. Apesar de todo o controle e padronização, a informática clandestina tem crescido assustadoramente e feito um alerta aos administradores de segurança de TI das organizações. Shadow IT é o termo recentemente utilizado para descrever sistemas e soluções de TI desenvolvidos e utilizados dentro de uma organização, mas sem a aprovação da organi- zação. A shadow IT é aquela feita fora do alcance das áreas centrais. As soluções Shadow IT frequentemente não estão alinhadas com as padronizações e requisições da organi- zação quanto a controle, segurança e confiabilidade. Não se trata de uma descentraliza- ção planejada, mas intencional ou não, a prática de Shadow IT se manifesta por meio da compra de pequenos equipamentos (ex. dispositivos móveis), de aplicativos específicos e outros. Com o surgimento em larga escala de serviços e utilitários de uso pessoal, o uso de TI Invisível tem invadido o mundo corporativo. Do uso pessoal para alguma utilidade de negócios é só um pulo, pois o acesso é muito simples e fácil para o usuário, basta uma conexão à rede e nada de infraestrutura, sem necessidade de acordo ou contratos, ou seja, à sombra de TI. Pesquisas realizadas pela IDC para a Unisys, em maio de 2011, descobriu que 95 por cento dos profissionais da informação utilizam tecnologia pessoal no trabalho, ou seja, aproximadamente o dobro do que os executivos das mesmas empresas entrevistadas estimaram. A IDC prevê que o uso de smartphones de propriedade dos empregados no local de trabalho dobrará até 2014. Alguns exemplos deste fluxo de dados irregulares (não autorizados) são drives USB, ou outro dispositivo portátil de armazenamento de dados, o MSN Messenger ou outro software similar de mensagens, Google Docs ou outro software on-line de comparti- lhamento de documentos, e também desenvolvimento próprio de aplicações em Excel, Access, macros etc. As razões para uso de Shadow IT são inúmeras, geralmente se acredita que os funcioná- rios de uma organização procurem por um jeito mais fácil de se conseguir o que preci- sam para finalizar seus trabalhos. Por exemplo, eles podem usar planilhas para análise de dados e por ter acesso livre à aplicação, podem trocar informação com qualquer um e ainda obter o resultado que precisam. Um estudo confirma que 35% dos empregados sentem que precisam contornar as medidas de segurança ou protocolo, para serem capazes de realizar o seu trabalho de modo eficiente. E de 63% das pessoas empregadas, 10 enviam documentos do e-mail corporativo para o endereço de e-mail pessoal, para continuarem o trabalho de casa, mesmo quando estão cientes de que isso não seria permitido. 97 As implicações dessas ações de Shadow IT, além dos riscos de segurança, também cau- sam: lógica de negócios inconsistentes; perda de tempo; abordagem de negócio incon- sistente; desperdício do investimento feito; Ineficiência, e por fim, a barreira do aprimo- ramento do negócio ou tecnologia. O Papel de TI e a Gestão de “Shadow It”. O surgimento de Shadow IT e o uso crescente de dispositivos móveis dentro das or- ganizações traz um desafio a área de TI: a segurança. Usuários têm acesso a inúmeras soluções que dispensam qualquer suporte especializado. Este cenário mostra como é importante posicionar o departamento de TI para essa nova realidade. Nathan Clevenger, arquiteto chefe de software de dispositivos móveis da empresa de gestão ITR e autor do livro “iPad na empresa” (Wiley, 2011), diz que o iPhone e iPad são os catalisadores para o consumo de TI. Dessa maneira, departamentos de tecnologia podem permitir que eles sejam usados de forma segura ou assumir as conseqüências do risco. “É melhor que a TI suporte os dispositivos e as tecnologias demandadas pelos usuários, porque de qualquer modo eles usarão a tecnologia pessoal para fins comer- ciais”, diz Clevenger. Nesse novo cenário, os departamentos de TI estão aprendendo a conviver e lutar para gerenciar dados corporativos com segurança, mas ainda é preciso encontrar um meio termo entre manter a tecnologia de consumo fora do local de trabalho, mas também permitir o acesso irrestritoà rede, a partir de qualquer dispositivo. É necessário uma so- lução de gestão que garanta a segurança da informação corporativa, mas que também permita gerir os custos com um impacto mínimo nas operações de TI e infraestrutura. A TI encontra um dilema nos dias de hoje, precisa descobrir como tirar a Shadow IT do escuro e trazê-la para a luz, garantindo suporte e segurança, ou se arriscar à medida que líderes de negócio, cada vez mais familiarizados com tecnologia, tomem os processos de inovação em suas mãos. Por fim, a TI deve tomar as seguintes iniciativas a seguir, a fim de melhorar o relacio- namento com os colaboradores e, desse modo, ter um melhor controle dos sistemas e aplicações utilizados dentro da organização: Procurar ser um parceiro de negócio melhor. Oferecer opções de TI mais flexíveis. Educar os usuários sobre os riscos e falta de segurança ao utilizar dispositivos e aplica- ções não padronizadas pela organização. Fonte: Silva (2011). MATERIAL COMPLEMENTAR Redes Convergentes Lilian Campos Soares, Victor Araujo Freire Editora: Alta Books Sinopse: baseado na pesquisa acadêmica sobre o tópico de redes convergentes, o conteúdo do livro foi estruturado de acordo com as necessidades do mercado nacional de redes e telecomunicações, buscando levar o conhecimento do assunto às instituições privadas, públicas e acadêmicas que desejam implementar em seus ambientes corporativos soluções de integração de dados e voz. Redes convergentes têm por objetivo descrever as principais tecnologias de rede para unificação de serviços de dados e voz, como Frame Relay (VoFR), ATM (VoATM) e IP (VoIP). Tudo o que você pode esperar da tecnologia até 2030 é um artigo que traz algumas previsões do que acontecerá, já que o futuro é algo impossível de ser controlado e o avanço da tecnologia é incrivelmente rápido. Já estamos acostumados a essa realidade e não nos deixamos mais assombrar com a quantidade de novidades que surgem a cada momento. Certo? Como anda a sua imaginação? Qual é o futuro da tecnologia que você espera para os próximos anos? Deixe a imaginação fluir e aproveite a leitura. Para saber mais, acesse o link disponível em: . Artigo interessante que mostra alguns apps para Android. Temos um app oficial para a Copa América e também temos um app para gerenciar notificações e muito mais. Aproveitem e fiquem por dentro de algumas aplicações móveis disponíveis. Para saber mais, acesse o link disponível em: . Artigo que aborda a Convergência em Telecomunicações, o agrupamento de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Fala das operadoras tradicionais de telefonia móvel e suas mudanças. Para saber mais, acesse o link disponível em: A tecnologia das Aplicações para dispositivos móveis Artigo muito interessante que discorre sobre as tecnologias das aplicações para dispositivos móveis. Aproveite e dê uma lida em outros artigos sobre Aplicativos para Android Smartphones e Tablets. Para saber mais, acesse o link disponível em: . http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm http://www.tecmundo.com.br/previsoes/5085-tudo-o-que-voce-pode-esperar-da-tecnologia-ate-2030.htm 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B. F, V, V. 2. D. Riqueza de informação, imediatismo, facilidade de uso e facilidade de geren- ciamento. 3. B. Somente as questões I e IV estão corretas. 4. C. V, V, V, F, F. 5. B. Somente as questões I, III e V estão corretas. U N ID A D E IV Professor Esp. Rafael Maltempe da Vanso OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Objetivos de Aprendizagem ■ Compreender a expansão do celular e a sua modalidade. ■ Visualizar a diferença das tecnologias móveis existentes. ■ Estudar os serviços de localização e como eles podem ajudar empresas a melhorarem seus negócios. ■ Mencionar as alternativas de acesso móvel disponibilizados como forma de pontos de conexão. ■ Estudar o uso dos dispositivos móveis como forma de melhorar o faturamento dos negócios empresariais. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ A expansão explosiva do celular ■ Tipos de tecnologia móvel ■ Alternativas de acesso móvel ■ Serviços de localização ■ Uso dos dispositivos móveis nos negócios ■ Estudo de caso ■ Aplicativos (APP) ou negócio? INTRODUÇÃO Olá, aluno(a), em nossa terceira unidade, aprendemos um pouco mais sobre mobilidade. Por que se tornar móvel? É um dos questionamentos mais impor- tantes que uma empresa deve se fazer nos dias atuais, já que a evolução está em grande crescente, realizando ações em tempo real. Podemos dizer que empre- sas que buscam uma lucratividade final têm que se adequar e se atentar a esse novo tipo de tecnologia e novo tipo de comércio, já que ela permite a estimula- ção e o compartilhamento de informações de sua marca. Além disso, há a necessidade de realizar estudos e verificar como se tornar móvel, verificar nicho de mercado, a abrangência de redes móveis etc., já que é uma tendência de evolução das empresas, ter aplicações móveis. Falamos também sobre efeitos da conectividade de um modo geral, como a população se comporta com cada tipo de tecnologia, abrangendo seus bene- fícios e malefícios. A partir dessa discussão, entramos em nosso capítulo IV, no qual falaremos sobre as diversas tecnologias utilizadas para a conexão dos aparelhos móveis, disponibilizados pelas operadoras de telefonia móvel. Abordaremos também a importância dos serviços de localização ofereci- dos, os quais são hoje uma das principais aplicações de um smartphone, já que a partir disso, pode-se localizar um aparelho em qualquer lugar, seja para o que- sito comercial ou não. Sabedores da importância de se estar conectado no mundo atual, neste capí- tulo, abordaremos as duas alternativas que estão sendo bem utilizadas: Hotspot e Wi-max, tecnologias que estão “desafogando” as conexões móveis. Por fim, vamos debater a respeito de como os dispositivos móveis auxiliam nos negócios. Entraremos em contato com o Mobile Marketing e o comércio ele- trônico por meio de aplicações móveis. Mas e se sua empresa quiser um aplicativo móvel, o que fazer? Nesta unidade, também iremos realizar uma breve introdução de boas práticas para um bom aplicativo e a apresentação de algumas ferramen- tas que ajudarão em sua confecção. Vamos dar continuidade a nossos estudos? Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 103 OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E104 A EXPANSÃO EXPLOSIVA DO CELULAR Nas últimas décadas, lemos e ouvimos muito sobre o crescimento na aquisição de aparelhos celulares pela população em todo mundo. O “boom” se deu em decorrência de vários fatores, entre eles, pela expansão da internet móvel e pela necessidade das pessoas estarem conectadas cada vez mais e a maior parte do dia. Além disso, a popularização dos dispositivos móveis, atingindo as mais diversas classes sociais, também é um fator que impacta nesse crescimento. Em várias regiões do Planeta o número de aparelhos celulares ultrapassou o número de habitantes. Num âmbito global, usuários que se utilizam da telefonia móvel já ultrapassou os usuários que preferem a telefônia fixa (SRIVASTAVA; KIRWAN; SILVER, 2006). No ano de 2007, tinhamos a proporção de 1 apare- lho para cada 2 habitantes. Fazendo uma proporção, não é nada inimaginável o número de aparelhos superando o número de habitantes, não acham? E isso está prestes a acontecer. A UIT (União Internacional de Telecomunicações) informou, em 2015, à Rádio ONU, que o número de celu- lares no mundo já ultrapassou a marca de 7 bilhões de aparelhos. Fazendo um comparativo com a população mundial, que é de aproximadamente 7,4 bilhões de habitantes, há quase uma equiparação 1x1 entre habitantes e aparelhos celulares. O primeiro telefone móvel chegou ao Brasil na década de 90 e utilizava a tecnologia analógica. Com o passar do tempo e o melhoramento da tecnologia, passando a ser digital, a venda de aparelhos teve uma grande crescente. Figura 1 - Conectividade A Expansão Explosiva do Celular Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 105 Em 2003, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável por regulamentar o mercado de telefonia móvel no Brasil, informou que no país o número de celulares ultrapassou o número de telefones fixos, no qual eram 40 milhões de aparelhos celulares ativos, contra 39 milhões de telefones fixos (FÉ,2008). Já em meados de 2007, a quantidade de celulares era aproximadamente de 106 milhões de aparelhos1. Dados da Anatel ainda mostram que, em 2015, havia aproximadamente 257 milhões de linhas celulares ativas no Brasil. Podemos observar alguns dados no gráfico ao lado, no qual constata-se o crescimento de linhas de celulares ativas. E, apesar de uma queda aparente com relação ao ano de 2014, observa-se ainda o crescimento gradativo de linhas ativas, fechando, em fevereiro de 2016, na marca de 258,06 milhões de linhas celulares, segundo as últimas informações da Anatel, ou seja, há mais celulares do que população no Brasil, já que a população brasileira está em torno de 206 milhões, segundo o IBGE. Características como comunicação, interatividade, mobilidade e portabili- dade são requisitos que estão influenciando nesse crescimento; no qual pessoas se utilizam de aparelhos inteligentes (smartphones) para realizar suas atividades, se conectar com o trabalho e com o mundo. Além disso, não podemos deixar de lado os investimentos realizados pelos fabricantes de aparelhos celulares, nos quais se utilizam de material pesado em ações de marketing, novas tecnologias e novos aparelhos. 1 Você pode se informar mais sobre o assunto e também verificar o gráfico de crescimento de aparelhos móveis no link disponível em: . Li nh as d e ce lu la r ( em m ilh õe s) Anos 300 275 225 300 200 175 150 2010 2012,5 2015 Linhas 173 202 242 261 271 280 257 Figura 2 - Gráfico de crescimento de aparelhos móveis Fonte: adaptado de Brasil... (2016, on-line). http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/brasil-perde-229-milhoes-de-linhas-de-celular-em-2015.html OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E106 Dessa forma, segundo a Revista ComputerWorld (outubro/2013, p. 12), cons- tatou-se que o crescimento da mobilidade no Brasil, entre outras coisas, se deu devido à necessidade de dar respostas rápidas aos negócios e alavancar empre- sas. Hoje, é o acesso a telefonia móvel que liga a sociedade a informação, desde a agricultores instalados em locais distantes, até a população urbana num âmbito geral, atraindo todas as classes sociais. Dizemos, dessa forma, que há uma democratização da tecnologia. Aliado a isso, você verá, no decorrer do capítulo, como a quarta geração auxilia no tra- balho de expansão de aparelhos celulares. Entretanto não foi somente essas tecnologias que auxiliaram no crescimento; a seguir, iremos estudar um pouco mais sobre os tipos de tecnologia móvel e sua evolução, que como um todo trouxe diversos benefícios aos usuários, sejam pessoais ou empresariais. Vamos dar continuidade a esse aprendizado? TIPOS DE TECNOLOGIA MÓVEL Tecnologia Móvel nada mais é do que a comunicação por dispositivos/equipa- mentos, realizada por meio de redes sem fio. Dentre essas redes, podemos citar: redes locais sem fio (WLAN – Wireless Local Area Network), as redes de longa distância (WWAN – Wireless Wide Area Network) e as redes pessoais (WPAN – Wireless Personal Area Network). Em uma breve descrição das redes pessoais, podemos dizer que permitem a conexão entre equipamentos de forma sem fio restrita a uma curta distância. A rede PAN mais conhecida e mais utilizada no mundo é a tecnologia Bluetooth, muito utilizada na conexão de dispositivos, periféricos e vários outros. Porém a A sorte é como o mercado, onde, muitas vezes, se você puder esperar um pouco, o preço cairá (Francis Bacon). Tipos de Tecnologia Móvel Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 107 conexão desse tipo de tecnologia chega somente a aproximadamente 10 metros de distância (BERNAL, 2002). No quesito mobilidade, hoje, o bluetooth realiza conexões entre aparelhos celulares e vários outros dispositivos, como relógios, fones de ouvido e até mesmo realiza uma interação com nossos veículos. Já em Redes Locais sem fio, que hoje em dia são muito utilizadas, há um alcance de aproximadamente 200 metros, e realiza a conexão de vários dispositivos/ equipamentos que suportam a tecnologia Wi-Fi, dentre eles celulares, notebooks, tablets, smart Tvs, entre outros. Essa tecnologia permite a conexões de alta velo- cidade, porém obstáculos físicos, como paredes, interferem na cobertura do local onde está disponibilizada, por esse motivo há a limitação do alcance (FÉ, 2008). Essa tecnologia, além de utilizada em residências, é muito utilizada em empresas e shoppings, auxiliando na propagação da informação e dados (no caso de empre- sas) e utilizada como forma de marketing por shoppings. Outra alternativa de tecnologia móvel e que está em grande usopela popu- lação mundial é a REDE WWAN, mais conhecida como rede de telefonia celular móvel. Esta, por sua vez, teve início com a primeira geração (1G), que se utili- zava do sistema analógico e quase não havia transmissão de dados, além do sinal de voz (ROSS; KUROSE, 2013). Conforme as tecnologias avançaram, surgiu a segunda geração (2G). Essa tecnologia ainda é muito presente nas cidades brasileiras e utiliza-se do formato digital, também realizando serviços de voz de alta qualidade e sem ruídos. Além disso, foi a primeira tecnologia a suportar a navegação por dados móveis, tam- bém conhecida como conexão WAP (Wireless Application Protocol), que permite a comunicação entre os aparelhos móveis (RAPPAPORT, 2009). Com o mundo cada vez mais globalizado, houve a necessidade de, cada vez mais, evoluir os sistemas de telefonia móvel e a terceira geração (3G) veio para auxiliar isso. Na teoria, prometendo velocidades de até 7 Mbps, essa tecnologia originou-se na busca por agregar valor aos usuários e, para empresas, auxiliar na mobilidade da comunicação. Usuários podem trocar informações instantâ- neas, recebendo/enviando mensagens e arquivos importantes através de seus smartphones. Na prática, no Brasil, a tecnologia 3G oferece velocidade pouco superior a 2 Mbps e já está presente na maioria das cidades brasileiras (FÉ, 2008). OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E108 Ainda no sistema de terceira geração, surgiu o 3G+. Como o sistema de telefonia móvel crescia cada vez mais e as conexões por aparelhos celulares teve um grande aumento, o 3G+ veio teoricamente para tentar aumentar a veloci- dade das conexões, aliviando o sistema anterior. Prometia velocidades de até 21 Mbps, porém, aluno(a), você que se utiliza desse sistema sabe muito bem que isso é mera teoria. Estamos na era da quarta geração (4G), que, em tese, é a conexão mais rápida da internet móvel no momento. No Brasil, essa tecnologia ainda está em expan- são, estando disposta na maioria das grandes cidades brasileiras. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que a quantida- de de aparelhos celulares ativos no Brasil já é maior do que a quantidade da população Brasileira. Consequentemente, é fato que cada vez mais os brasileiros estão se conec- tando à internet, seja para auxiliar no trabalho, ou, para acessar as diversas redes sociais existentes. Consequência: o celular se tornou a principal forma de acesso à internet no Brasil, auxiliando na marca de 50% das casas brasileiras com acesso a inter- net. Você pode obter mais dados a título de curiosidade, acessando o link dispo- nível em: . Fonte: os autores. http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil http://computerworld.com.br/celular-ja-e-principal-forma-de-acesso-internet-no-brasil Tipos de Tecnologia Móvel Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 109 1ª Geração: - Telefonia celular móvel. - Primeira geração (1G) - Sistema analógico - sinal de voz 2ª Geração: - Formato digital, - Serviços de voz de alta qualidade - Primeira tecnologia a suportar a navegação por dados móvel - Conexão WAP (Wireless Application Protocol) 3ª Geração: - Velocidades de até 7 Mbps - Velocidade 3G - Melhor mobilidade da comunicação - Possibilidade de troca de informações instantâneas 4ª Geração: - Tecnologia 4G - Até o momento, a velocidade mais rápida da internet móvel - Tecnologia em expansão A tecnologia 4G presente no Brasil é a tecnologia LTE (Long Term Evolution) que é uma evolução da tecnologia de terceira geração (3G – HSDPA). O 4G é a primeira tecnologia a não diferenciar os canais de dados e de voz, realizando todas chamadas por VoIP. Teoricamente essa tecnologia atinge até 100 Mbps de download e 50 Mbps de upload, porém, na prática, não é o que as operadoras de telefonia oferecem (TANENBAUM; WETHERALL, 2011). Mas o que a tecnologia 4G tem de diferencial com relação às outras? Nesse caso, o que faz a tecnologia conseguir altos índices de velocidade é a forma de comu- nicação entre as torres, que ocorre por meio de fibras óticas. No Brasil, porém, essa tecnologia não consegue penetrar corretamente em lugares fechados ou com obstáculos. Isso se deve a frequência em que a mesma é executada (2.500 MHz). Entretanto o plano de expansão dessa tecnologia se intensificará a partir de 2018, quando acontecerá o desligamento das TV’s analógicas, desse modo, as operadoras de telefonia irão utilizar a frequência na faixa de 700 MHz que tem melhor propagação de sinal em ambientes fechados e com obstáculos. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E110 Em algumas cidades brasileiras, o desligamento das TV’s analógicas já ocor- reu, é o caso da cidade de Rio Verde, no estado de Goiás. A partir desse fato, a empresa Claro de telefonia celular já começou um projeto piloto para trabalhar com a tecnologia 4,5G, que já opera na faixa de 700 MHz. Esse teste já traz uma experiência do que será possível fazer com a tecnologia 5G, a futura queridinhas das operadoras de telefonia e dos consumidores finais. Contudo, apesar desses testes, para a tecnologia 5G estar presente entre nós, definitivamente ainda irá demorar para acontecer,com previsão para ser dis- ponibilizada ao consumidor final em meados de 2020. Porém a evolução para essa tecnologia irá permitir atingir grandes velocidade finais para os dispositivos móveis; fazendo um comparativo, tecnicamente o 5G tem o objetivo de atingir 10 vezes mais velocidade do que o 4G. É imensurável que a tecnologia 5G trará muitos benefícios e um desses bene- fícios é o futuro da Internet das Coisas (relembre no capí- tulo II). A União Europeia, em um documento2, men- ciona que a tecnologia irá conectar máquinas, disposi- tivos e pessoas, facilitando a entrega de cuidados pessoais (como remédios personaliza- dos), otimizando a logística e diversos outros setores. 2 Você pode obter mais informações sobre esse documento, no site da União Europeia, acessando o seguinte link: . “A arquitetura do nosso futuro não está apenas inacabada; o andaime mal foi construído” (George Lamming). http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/news/why-eu-betting-big-5g-researcheu-focus-magazine Tipos de Tecnologia Móvel Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 111 Outro ponto importante para essa tecnologia, e por isso os diversos estudos rea- lizados, é que nela não pode haver interrupção de dados, como ocorre em outras tecnologias móveis. Necessita de uma confiança igual ou superior à conexão com fibra ótica, para que, no futuro, se possa colocar em prática a internet das coisas. Outro benefício é que essa tecnologia irá consumir menos bateria que as outras, já que, com a internet das coisas, alguns dispositivos exigirão uma duração maior. Vimos até aqui algumas tecnologias móveis existentes que auxiliam na mobili- dade. A seguir, iremos falar um pouco sobre algumas alternativas de acesso móvel que auxiliam no acesso a internet quando você não está conectado à alguma tec- nologia disponibilizada pelas empresas de telefonia. Sabemos hoje da importância das conexões móveis. Pelo fato de termos um grande número de aparelhos celulares ativos no mundo, quase ultrapassan- do o número de habitantes, sentimos na “pele” o quão a velocidade das co- nexões móveis caíra em relação a qualidade. Nesse sentido, cada tecnologia surgida vem para auxiliar as demais e aliviar no sentido de velocidade de conexão. E com o 5G não é diferente, seu surgi- mento irá ajudar as tecnologias mais velozes (3G e 4G) de forma a aumentar sua qualidade final. Você pode saber mais sobre o assunto acessando o link disponível em: . Fonte: os autores. http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas http://computerworld.com.br/5g-tende-tornar-redes-3g-e-4g-mais-rapidas OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E112 ALTERNATIVAS DE ACESSO MÓVEL Aluno(a), você já chegou a algum lugar, um restaurante, por exemplo, e, quando foi verificar em seu celular, havia uma rede WI-FI disponível? Abrimos até um grande sorriso quando constatamos isso, não é? Pois bem, chamamos esse tipo de Wi-Fi disponível de Hotspot, que nada mais é do que uma rede sem fio que está disponível para ser utilizada. Normalmente os Hotspotsde conexão entre homens e homens, máquinas e homens, e máquinas e máquinas motivadas pelo nomadismo tecnológico da cultura contemporânea e pelo desenvolvimento da compu- tação ubíqua3 (3G, Wi-Fi), da computação senciente4 (RFID5, bluetooth) e da computação pervasiva, além da continuação natural de processos de emissão generalizada e de trabalhos cooperativos da primeira fase dos CC (blogs, fóruns, chats, software livres, peer to peer etc). (LEMOS, 2005, p. 2). 1 Nômade digital é um indivíduo que aproveita a tecnologia para realizar as tarefas de sua profissão de maneira remota e, ao não depender de uma base fixa para trabalhar, conduz seu estilo de vida de uma maneira nômade. 2 Wi-Fi e Wi-Max são padrões técnicos da IEEE para internet sem fio. A tecnologia Wi-Fi é utilizada na maioria das conexões da internet sem auxílio de fios. A tecnologia WiMax foi criada como uma solução para ambientes externos, cidades inteiras já estão sendo cobertas pela tecnologia. 3 Qualidade do que está em toda parte, do que é ubíquo. 4 “Computação senciente” refere-se à possibilidade de interconexão de computadores e objetos por meio de sensores que passam a se reconhecer de maneira autônoma e a trocar informações. https://pt.wiktionary.org/wiki/ub%C3%ADquo https://pt.wiktionary.org/wiki/ub%C3%ADquo Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 17 Quantas vezes você foi passear no shopping e, chegando lá, procurou quase que imediatamente a conexão com a internet Wi-Fi disponível? O fator tecnológico, na era da conexão em que vivemos, interfere e altera a vida das pessoas, o conví- vio social e afetivo entre os grupos, assim como o tempo disponível, pois permite nos comunicarmos a qualquer momento e em qualquer lugar. Barbosa (2013, on-line), diz: “o mundo no bolso e o contexto na palma da mão”. O que você achou da frase? Muito interessante, certo? Pois, assim como os próprios parâmetros passados na frase, temos o bolso e a palma da mão, que nos remete a miniaturização que possibilita a portabilidade e a ubiquidade. Nesse contexto, temos os dispositivos móveis e, em especial o celular, que tem se tornado o objeto que sempre temos no bolso e cabe na palma da mão e que, aos poucos, vem se tornando extremamente valorizado, principalmente pelos jovens, tanto em virtude do aumento das funcionalidades dos aparelhos como a quantidade de aplicativos disponíveis. Com isso, tornam-se verdadeiras centrais de entretenimento e diversão. Você se diverte nos celulares? Com certeza sim. Sobre o telefone, Ribeiro (2009, p. 23) diz que a utilização do telefone inseriu-se nos contextos mais diversos a par- tir da portabilidade, o que desencadeou um processo de redimensio- namento do dispositivo para situações não previstas. Inicialmente compartilhados publicamente, os telefones passaram para os espaços domésticos, ganharam mobilidade5 dentro dos carros e, atualmente, funcionam de modo muito particularizado, quase como uma exten- são de cada indivíduo, acompanhando-o em todos os momentos e para qualquer lugar aonde este se dirija. Assim, quando se permite que o indivíduo se comunique a qualquer momento e em qualquer lugar, a mobilidade pode mudar a forma como os indivíduos inte- ragem, de modo a afetar suas relações sociais, familiares, afetivas e profissionais. Você deve estar pensando: como é bom ter celulares que se transformaram em verdadeiros computadores portáteis que, além da comunicação com a fala, temos armazenados imagens, áudio, vídeo, jogos, agenda, despertador, calcula- dora, GPS, compartilhamento etc. Sem contar que podemos estar permanente em contato com familiares, amigos e ainda localizar pessoas que há muito tempo 5 Mobilidade é o termo utilizado para identificar dispositivos que podem ser operados à distância ou sem fio. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E18 não víamos ou que simplesmente estão distantes. Então, podemos dizer que esta- mos conectados nas redes sociais e disponíveis para contato em tempo integral. Mas vamos pensar: será que isso é bom? Muito se fala que a tecnologia pode afastar as pessoas. Será? Pois os meios tecnológicos podem acabar aju- dando, quando despertam o interesse e proporcionam o conhecimento. Como foi falado, a partir de um objeto na palma da mão, como um dispositivo celular, iPad, Smartphone, é possível conectar-se ao mundo digital, se ligar às pessoas, clientes, parceiros de negócios, serviços, entretenimento e ainda conhecer luga- res no mundo. Falamos de tecnologias, mas o que seria Tecnologia Móvel? Vamos definir como a maneira de acessar a internet e outros recursos disponíveis, utilizando dispositivos móveis como: smartpads, celulares, notebooks, iPod, iPad, iPhone etc. E, no cenário da tecnologia móvel, a cada dia, há uma grande quantidade de usuários se conectando pelo mundo, trocando informações de forma rápida e a tendência é que essa estrutura cresça cada dia mais, seja pela necessidade de nos conectarmos a essa nova era digital ou simplesmente nos adaptarmos às novas modernidades disponíveis. As tecnologias móveis de comunicação, sobretudo o celular, sofisticam-se e ampliam cada vez mais suas funcionalidades. Em paralelo, desenvolvem-se novas formas de experimentar as diversas situações sociais por meio desses equipamentos, principalmente entre os adolescentes. Nesse caso, o dispo- sitivo funciona como forma de suprir demandas de comunicação cada vez mais imediatas e complexas, além de necessidades como entretenimento, segurança e controle por parte dos usuários e dos seus familiares. A conver- gência e a mobilidade, enquanto características inerentes destes dispositi- vos, surgem como pontos ideais para a estruturação das atividades contem- porâneas nestes micros contextos, uma vez que facilitam a vivência cotidiana em conformidade com um ritmo acelerado de transformações e com os no- vos comportamentos urbanos. Fonte: Ribeiro (2009). Tendências de Evolução das Aplicações Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 19 TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO DAS APLICAÇÕES Você, aluno(a), já parou para analisar a variedade de dispositivos móveis que são ofertados todos os dias? São muitos e estão ficando cada vez mais sofisticados, com acesso a WEB e também a outros atrativos. E a variedade de aplicativos dis- poníveis? Cada dia surgem novos para diversas finalidades. Segundo Kalakota (2002, p. 19), gradativamente, mas implacavelmente, a estrutura está mudando. A revolução do acesso por múltiplos canais, casada com o desenvolvi- mento da tecnologia móvel em suas diversas manifestações, terá um efeito profundo. E o que falar do celular? Sobre o celular Lemos (2005, p. 45) pontua: o celular passa a ser um “teletudo”, um equipamento que é ao mesmo tempo telefone, máquina fotográfica, televisão, cinema, receptor de infor- mações jornalísticas, difusor de e-mails e SMS, atualizador de sites (mob- logs), localizador por GPS, SMS, acrônimo de “short messages”, mensa- gens curtas enviadas pelo celular para uma pessoa ou grupo de pessoas, tocador de música (MP3 e outros formatos), carteira eletrônica. Podemos agora falar, ver TV, pagar contas, interagir com outras pessoas por SMS, tirar fotos, ouvir música, pagar o estacionamento, comprar tickets para o cinema, entrar em uma festa e até organizar mobilizações políticas e/ou hedonistas (caso das smart e flash mobs). O celular expressa a radicaliza- ção da convergência digital, transformando-se em um “teletudo” para a gestão móvel e informacional do quotidiano. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E20 Para Klein (2014), o telefone celularsão encontrados em locais públicos, como bares, cafeterias, restaurantes, shoppings e diversos outros estabelecimentos, e são ofe- recidos ao usuário de forma gratuita, ou não, aceitando a conexão de diversos dispositivos portáteis. Para o acesso, ou é realizado o pagamento de uma taxa, como em aeroportos, ou então o usuário realiza o login na rede por meio de seu perfil de alguma rede social ou e-mail. Após isso, é só sair navegando e aprovei- tando o que o mundo digital tem de melhor. Atualmente, vários smartphones podem exercer também essa função, assim, o usuário pode disponibilizar, caso queira, uma conexão móvel com algum amigo ou qualquer pessoa. Porém deve-se ter cuidado com o acesso a esses Hotspots, pelo fato da segu- rança do dispositivo, já que quem controla a rede Hotspot possui acesso a todo conteúdo de dispositivos conectados. Nesse sentido, é ideal ter um bom antiví- rus para dispositivos móveis instalado em seu aparelho, evitar compras e realizar movimentações bancárias on-line. Alternativas de Acesso Móvel Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 113 Há também os Hotspots das operadoras de telefonia móvel, que se utilizam disso como uma alternativa para desafogar as conexões 3G e 4G. Um caso bem simples que você pode verificar a disponibilidade é chegar em um shopping e se deparar com um WI-FI com a denominação, por exemplo, de “TIM Wi-Fi”, ou de qualquer outra operadora ou provedor. Algumas operadoras disponibili- zam de forma gratuita o acesso. Outro tipo de tecnologia que auxilia a mobilidade é o Wi-Max (Worldwide Interoperability for Microwave Access). Ela é uma versão atualizada do Wi-Fi e foi desenvolvida para ser utilizada em Redes MAN (Redes Metropolitanas) e opera a cerca de 50 quilômetros e uma velocidade de até 75 megabites por segundo (CASAS, 2009). O Wi-Max utiliza-se de torres parecidas com as torres de telefonia celular e ajuda a chegar em diversas áreas que hoje não tem acesso a internet banda larga. Além disso, essa tecnologia é compatível com as antenas de telefonia, antenas inte- ligentes que apontam constantemente para o receptor, mesmo em movimento, ou seja, o Wi-Max não é uma concorrente das tecnologias 3G e 4G, mas pode- mos dizer que é uma tecnologia “irmã” que pode auxiliar na cobertura e aliviar as redes existentes. Um ponto positivo é que ela, teoricamente, gosta de cidades com muitos prédios e concreto. Um tanto quanto estranho isso não acham? Mas é isso mesmo, as modulação do sinal utiliza o concreto, o aço e o vidro para refle- tir ainda mais o sinal, e enviá-lo a uma distância um pouco maior (FÉ, 2008). É notável que as tecnologias móveis auxiliam cada vez mais na propagação da informação e da conectividade mundial. O 4G e o Wi-Max, num âmbito mun- dial, transformam ainda mais o conceito de mobilidade, já que ambas dispo- nibilizam teoricamente uma conexão mais rápida, possibilitando assim que empresas e usuários comuns possam trocar informações e realizar negócios. Fonte: Piropo (2014, on-line)1. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E114 Fazendo uma análise bem rápida, percebemos que essa tecnologia auxilia e muito, pois você pode estar com seu celular ou algum dispositivo ou notebook e poderá acessar a internet de qualquer lugar. Isso se dá devido ao Wi-Max ter desenvol- vido duas aplicações, tanto para estações fixas quanto para estações móvel. O crescimento da banda larga no Brasil vem aumentando de uma maneira extraordinária, e sabemos que, em relação à mobilidade, somente as tecnologias 3G e 4G não serão suficientes para “dar conta do recado” e conseguir atender a demanda de internet banda larga móvel. O mercado, assim, necessita de novas tecnologias que auxiliem o atendimento a essa demanda, por isso, experiências com tecnologias Wi-Max e o 5G são fundamentais para esse crescimento. Quando houver uma grande demanda de internet móvel, os usuários e empre- sas irão se beneficiar e muito. Podemos dizer que um desses benefícios é que empresas podem se utilizar mais de serviços de localização para angariar clien- tes e aumentar sua renda posteriormente. Veremos um pouco mais sobre o que é e como os serviços de localização são utilizados a seguir. Vamos lá? Se cada operadora de telefonia aqui no Brasil fizesse um plano de cresci- mento para disponibilizar acesso a pontos Hotspot, o Brasil estaria cada vez mais conectado com o mundo e o acesso a informação seria cada vez me- lhor. Não acham? (os autores). Serviços de Localização Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 115 SERVIÇOS DE LOCALIZAÇÃO Você já parou para observar que você pode estar sendo observado pelo seu próprio aparelho celular? Pois bem, tecnicamente falando é o que acontece. Nossos dispositivos móveis possuem diversos serviços, e um deles é o ser- viço de localização. Os primeiros aparelhos a terem esse tipo de serviços utilizavam a tec- nologia de localização de terminais móveis. As operadoras de telefonia móvel começaram a utilizar esse ser- viço em 1996, permitindo a localização de qualquer ligação para o serviço público de emergência, tendo precisão de 100 metros em sua localização (BERNAL, 2002). Hoje, a maioria dos aparelhos ativos apresenta essa tecnologia para os mais variados fins. Um grande exemplo de como utilizamos é quando necessitamos ir a determinado local e não sabemos como chegar. No caso de nosso exem- plo, a tecnologia ajudou a substituir o tão velho e muito usado mapa impresso. Você já imaginou que teria que ter acesso a todos os mapas impressos de todas as cidades que você queira conhecer? Seria um tanto quanto trabalhoso desco- brir a melhor rota para se chegar ao destino final, não acha? Com a tecnologia, a maioria dos aparelhos modernos existentes possui um serviço de localização por meio do GPS (Global Positioning System). Você, caro(a) usuário(a), irá simplesmente ter que informar ao serviço onde quer ir, que ele traçará a melhor rota para levá-lo ao destino final. Mas esse serviço é útil? Sabemos que sim! Porém serviços de localização devem ser tratados como prioridade no quesito segurança, pois esses serviços além de informarem a localização do usuário e serem úteis para as empresas ampliarem o tão bom conhecido marketing, também podem ser utilizados por pessoas erradas, como sequestradores e ladrões, já que esses serviços indicam a maioria das coisas que fizemos em nossa rotina diária. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E116 Segundo Bernal (2002), o serviço de localização possui categorias de servi- ços, dispostos da seguinte forma: ■ Serviços de Informação: filtram as informações de acordo com a localiza- ção e o perfil do usuário. Exemplo: localização de prestadores de serviço. ■ Tarifas baseadas na localização: dependendo de sua localização, empre- sas de telefonia aplicam descontos ou tarifas diferenciadas. ■ Serviços de Emergência, públicos ou privados: utilizado para melhor loca- lização com relação à triagem de problemas que podem ter acontecido, por exemplo, localizar uma ambulância que esteja mais perto de sua residência. ■ Rastreamento de veículos e pessoas: o veículo ou a pessoa são localiza- dos mesmo que não haja sinal da operadora. É um serviço mais sensível que o utilizado pelo GPS (um exemplo, é o utilizado para localizar pes- soas para o serviço público de emergência). ■ Comércio Móvel: permitem que empresas localizem seus consumidores por meio da análise do perfil de cada um. Nesse caso, encaminha men- sagens de texto com promoções, atraindo clientes à loja. ■ Entretenimento e relacionamento: hojeé bem utilizado. Podemos citar os apli- cativos sociais de relacionamento e até mesmo a própria rede social Facebook, informando quais amigos ou pessoas estão próximas de onde você está. Observando essas categorias, percebemos o quão são utilizados os serviços de localização. Hoje, quaisquer aplicativos instalados em nossos celulares solicitam a permissão pelo usuário para utilização do serviço de localização, sejam em jogos, aplicativos comerciais, redes sociais, aplicativos de compras, de bancos e vários outros. Alguns, além de se utilizar dos serviços para verificar sua localização, disponi- bilizam linhas de marketing digital, oferecendo pacotes de propagandas a empresas, que no caso, transformam o aplicativo de terceiros como forma de veículo de comunicação de sua marca e como forma de alavancar as vendas em determinada região. A partir disso, podem encaminhar descontos especiais na tela dos aplicati- vos, que, de uma forma ou outra, induzem o usuário à verificação de tal promoção. Teremos uma melhor noção de como as empresas utilizam esse tipo de ser- viço no próximo tópico, em que mostraremos exemplos de uso dos dispositivos móveis nos negócios das empresas. Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 117 USO DOS DISPOSITIVOS MÓVEIS NOS NEGÓCIOS No mundo atual, globalizado, cada vez mais empresas estão divulgando seus produtos utilizando as plataformas móveis. Mas como as empresas fazem isso? Algumas contratam empresas especializadas em marketing digital e outras divul- gam por si só. Esse tipo de marketing digital recebe o nome de Mobile Marketing, que nada mais é do que se utilizar de táticas de marketing voltados à mobilidade. A principal característica do marketing móvel é o acesso a informações pelos consumidores, por meio de equipamentos móveis a qualquer hora e em qualquer local, sem perder muito de seu tempo. É uma das formas mais baratas de comu- nicação com o usuário; com apenas uma mensagem de texto, pode-se deixar o usuário a par de promoções, ou ainda apresentar a sua marca (CASAS, 2009). O marketing mobile está presente em quase tudo hoje. O que começou somente com mensagens de texto, hoje, se expande por diversas formas, com marketing em redes sociais (Facebook, Twitter, SnapChat etc), sites de vídeos, aplicativos de celulares e outros. É inegável a concorrência que cada produto tem e utilizar desses meios digi- tais para um melhor marketing acaba sendo um diferencial que trará frutos e, consequentemente, consumidores a sua marca. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E118 A partir do crescimento do marketing móvel e de ter cada vez mais usuários realizando transações por aparelhos móveis, com praticidade e mobilidades, as empresas começaram a olhar também para o comércio móvel. Praticidade na compra dos produtos é um dos principais motivos para trazer ainda mais con- sumidores e, por consequência, maior lucratividade final. Podemos dizer então que o comércio eletrônico se juntou com a computação móvel e expandiu a produtividade, vendendo cada vez mais. Essa junção recebe o nome de m-commerce, surgida para os consumidores, que querem mais conteúdo, mais serviços e informações que possam ser acessadas em variados dispositivos e a qualquer momento. Será que uma empresa que tiver um aplicativo móvel para web terá vantagem sobre outras? Sim, comparado com as concorrentes, elas chamarão muito mais atenção do que outras que ainda não aderiram a esse novo tipo de comércio. Kalakota e Robinson (2002) dizem que mobilidade é simplesmente uma tecnologia em busca de um problema de negócio e que é preciso encontrar solu- ções para algum problema antigo e que possa ser realizado de forma prática no mundo atual. Para isso, toda empresa que se propõe a entrar no mundo da mobi- lidade, necessita de um plano de negócio voltado para isso, analisando o mercado, encontrando soluções, tornando o mundo mais prático para seu consumidor. As soluções móveis estão mudando de “brinquedos” para “ferramentas”. (Kalakota e Robinson). Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 119 Produtos e serviços podem ser oferecidos de qualquer parte do mundo. Um projeto de expansão on-line e que elimina custos com vendedores, instala- ções e manutenção de ponto físico. A mobilidade de uma empresa pode estar em um site, otimizando-o para que seja possível a visualização dos produtos de forma adequada e possível a realização da compra, ou ainda por meio de aplica- tivos confeccionados especificamente para dispositivos móveis (CASAS, 2009). Esses aplicativos devem ser tratados com o maior cuidado pelas empresas, eles são totalmente diferentes dos aplicativos desktop. Deve-se levar em conta a experiência do usuário e devem, ainda, ser continuamente atualizados de acordo com a evolução do mundo móvel. Um dos principais conceitos utilizados por empresas em seus aplicativos é a sincronização das redes sociais com o aplicativo, seja para login de acesso, ou simplesmente para obter informações necessárias de localização ou de interesses do cliente. A partir dessa sincronização, caso o cliente goste de algum produto, pode compartilhar por intermédio da rede social e isso, consequentemente, pos- sibilita a conquista de mais clientes. Além das vendas, os aplicativos geram um marketing digital espontâneo e de graça. Um forte relacionamento com o cliente ajuda a empresa a conseguir um dos principais objetivos ao adotar um aplicativo móvel, que é o fortalecimento de sua marca. Hoje, há um grande crescimento em transações e vendas realizadas em apli- cativos móveis, dessa forma, podemos dizer então, que o futuro do comércio eletrônico é cada vez mais móvel. Mas o que sua empresa precisa fazer para criar um aplicativo móvel? Falaremos um pouco mais sobre isso a seguir. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E120 ESTUDO DE CASO ESTUDO DE CASO UTILIZANDO MARKETING MÓVEL A seguir, disponibilizamos alguns estudos de casos reais de empresas que se utiliza- ram de ações de marketing mobile como forma de alavancar os lucros da empresa. Os estudos de caso foram retirados do livro Marketing Móvel – Tendências e Oportunidades no Marketing Eletrônico do escritor Alexandre Luzzi Las Casas. Estudo de Caso 1: Burger King e ações de SMS opt-in A rede de lanchonetes Burger King vem explorando a interatividade em sua comu- nicação com o target. No início de 2007, por meio do mecanismo de acesso do YouTube, desenvolveu uma ação possibilitando que seu público criasse o pró- prio filme publicitário para a marca. A ideia era mostrar o jeito do consumidor no filme da empresa e, para isso, o filme escolhido poderia ser visto no site e, também, pelo período de uma semana, pela MV. Essa ideia faz parte do conceito adotado pela rede de lancho- netes: “você faz do seu jeito”. Essa estratégia de proximidade e interação com seu público vem sendo construída ao longo dos últimos anos. No finalzinho de 2005, a Burger King deparou-se com um grande desafio: divulgar a inauguração de quatro novos restaurantes da rede na capital paulista e na Grande São Paulo e criar uma política de relacionamento com esse público. Para isso, a empresa buscava uma ação mais segmentada do que simplesmente companhas em veículos de comunicação de massa. Mas também não pretendia optar por uma campanha de marketing direto usando o esquema opt-out, ou seja, um mailing não autorizado para o envio de e-mail marketing, mesmo que pro- vido de mecanismo para que o destinatário possa se descredenciardesse mailing. Dessa forma, a Burger King contratou a MPM3, que, juntamente com a M2Agency – empresa da Tellvox especializada em campanhas de cross media 3 MPM Propaganda é uma tradicional agência de publicidade brasileira. . Estudo de Caso Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 121 que exploram a plataforma de telefonia móvel, desenvolveu o projeto Burger King Tour, constituído de pocket shows gratuitos, com o intuito de divulgar a inauguração dos restaurantes. Os shows tinham como atração o grupo de hip hop Motirô, liberado pelo rapper DJ Hum. Foi desenvolvido, pelo MPM, um hotsite4 para o projeto, no qual os internau- tas podiam baixar conteúdos exclusivos para o celular. A M2Agency desenvolveu wallpapers e ringtones exclusivos para os clientes do Burger King. Também era possível a quem acessasse o site obter informações sobre a agenda dos shows e fazer download do jingle composto pelo Mitirô especialmente para a campanha. Além disso, a cada evento, eram disponibilizados na página da web da Burger King minivideoclipes e imagens da apresentação para download no celular. Durante a realização dos shows, diretamente no hotsite da campanha, os clien- tes da Burger King podiam se cadastrar no canal de relacionamento via SMS desenvolvido para possibilitar maior proximidade com esse público: o Burger King SMS Club. Com esse cadastro, a Burger King conseguiu capturar a sua base de clientes opt-in, ou seja, destinatários que, por meio de concordância prévia, aceitavam novas informações sobre o Burger King. Dessa forma, os materiais destina- dos para o público no hotsite receberam cerca de 18 mil downloads, e a Burger pôde construir seu mailing, composto de jovens das classes sociais, para envio de notícias periódicas sobre promoções, lançamentos de produtos, inaugura- ções de lojas, entre outros. Um dos projetos do Burger King é atuar com mobile coupon (cupom móvel), oferecendo descontos e brindes aos clientes na com- pra de seus produtos. O SMS já faz parte da cultura e do comportamento do jovem, que é bem mais ligado a inovações e adepto dos meios móveis. O SMS, mesmos sendo inte- rativo, é considerado menos invasivo do que os serviços de telemarketing, já que os “torpedos” podem ser armazenados e lidos em momentos de maior disponibi- lidade. Por isso, tem apresentado altos índices de leitura e de retorno em termos de recall. Além disso, o móbile marketing possibilita uma comunicação entre consumidor e branding bem mais próxima e personalizada (LAS CASAS, 2009). 4 Disponível em: . http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br http://www.burgerkingtour.com.br OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E122 PROMOÇÃO DÁ DÁ DÁ Promoção Dá dá dá Patricia Hullsen No último ano, foram lançados no Brasil algumas promoções com o uso de apa- relhos celular: a promoção da copa do Faustão, da Melita e a promoção da Pepsi, intitulada Dá dá dá. A PepsiCo é a quinta maior empresa do segmento de bebidas e alimentos do mundo. Pepsi e Ruffles ofertaram um Ipod por hora, um carro por semana e meio milhão de reais no final da promoção. A promoção Dá dá dá utilizou o sistema de envio de códigos por SMS: o consumidor comprava uma lata do refri- gerante ou um saquinho de salgadinho e podia participar pelo celular enviando uma mensagem de texto do celular com um código encontrado nas embalagens promocionais para o número 48000. Em seguida, o participante recebia uma mensagem confirmando o número que o consumidor iria concorrer. Os sor- teios foram realizados pela Loteria Federal. A promoção não fez restrições com relação às operadoras de telefonia celu- lar, por isso, contemplou todas as pessoas que possuem um aparelho habilitado para envio de torpedos em todo território nacional. Em uma promoção semelhante, intitulada “Se liga no celular”, lançada um ano antes pela Pepsi, a empresa registra que recebeu mais de seis milhões de mensa- gens, com picos de 150 mil SMS por dia. A promoção teve uma forte propaganda, utilizando a exposição em web sites e veiculação de filmes publicitários em TV. A Pepsi, disposta a interagir com o público jovem, já descobriu o canal celu- lar e disponibiliza um web em wap sitepara divulgação desse tipo de ação. (LAS CASAS, 2009). Aplicativos (App) ou Negócio? Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 123 APLICATIVOS (APP) OU NEGÓCIO? Ter mais clientes e um pouco mais de rentabilidade nos negócios não é nada ruim, não acham? Os aplicativos móveis podem deixar você num mesmo pata- mar, ou, caso dê certo, te levarem a ganhar muito dinheiro. Você pode até ter uma ideia de um aplicativo, mas não tem nenhuma noção de como desenvolvê-lo, não é? Você tem opções de desenvolvedores, ou ainda você mesmo pode realizar esse projeto. Porém, para isso, você precisa realizar uma grande análise de mercado, dessa forma, você vai garantir se seu aplicativo é bom, ou se ele será deixado no “limbo” dos aplicativos do mercado. Certifique-se que você se aprofundou na existência de aplicativos existentes, nesse caso, você terá que possuir um diferencial que chame a atenção dos usuá- rios para o seu app. No caso de aplicativos específicos, de vendas ou transações, procure tornar o seu aplicativo estável e o mais simples possível, que faça o usuá- rio navegar sem maiores problemas. É importante que a comunicação e o objetivo de seu aplicativo sejam claros. Mas o que seria “claro”? Defina como ele irá funcionar; que tipo de problema ele irá resolver; se haverá cobranças por download; se será oferecido alguma versão limitada grátis; se haverá publicidade de outros setores embutidos em seu app e muitas outras situações. Lendo esse texto, talvez você imagine: mas, se eu for contratar alguma empresa especializada, eles podem roubar minha ideia, não podem? Bom, você pode rea- lizar um acordo de confidencialidade com o pessoal, mas é indispensável que você detalhe o máximo as funcionalidades de seu aplicativo. Uma boa funcionalidade para o seu aplicativo é a utilização de recursos do aparelho celular e acessos a redes sociais. Mas você se pergunta: para que acesso a redes sociais? Bem, como dito neste capítulo, a rede social, hoje, é fundamen- tal para a expansão de uma empresa, contudo, deve ser usada com cautela. Você pode utilizar registros em seu aplicativo através das redes sociais, que no caso, irão realizar o cadastro no aplicativo, por meio de dados contidos nas redes sociais. Estes dados ainda podem ser usados para envio de promoções, informações sobre a empresa, dependendo do que o usuário mais acessa e mais tem interesse. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E124 Você pode ainda implementar nos aplicativos o compartilha- mento de algum produto, ou alguma informação da empresa nas redes sociais, deixando a critério do usuário a realização deste compartilhamento ou não. Além do mais, você pode usar essas redes sociais como forma de marketing digital, para que demais usuários possam conhe- cer sua ferramenta. Já na parte de recursos dos smartphones, o que irá ajudar muito sua empresa, é o recurso de geolocalização, estudado no tópico Serviços de Localização. Outros recursos que podem ser explorados são os acessos multimídia, câmera e outros; todos dependendo exclusivamente de permissões a serem cedidas pelos usuários. Já sabemos até aqui que devemos documentaro que queremos que nosso aplicativo faz, não é? Mas e agora? Para qual Sistema Operacional devo fazer meu aplicativo? Bem, cada sistema operacional necessita de algumas especificações diferentes, cabe a você, dono(a) do aplicativo, verificar qual nicho de mercado, e qual tipo de usuário você deseja atingir. Há vários tipos de ambientes de desenvolvimento no mercado que criam aplicativos em várias linguagens. Uma das linguagens mais populares utilizada é o Java, no entanto fica a critério do desenvolvedor qual ferramenta irá utilizar. A seguir disponibilizamos uma lista de algumas ferramentas que podem ser uti- lizadas para a elaboração de apps: Aplicativos (App) ou Negócio? Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 125 ■ Appery.io: é um construtor de aplicativos móveis baseados na nuvem que você pode usar para criar aplicativos para Android, iOS e Windows Phone. ■ Mobile Roadie: é um criador de aplicativos que permite que qualquer pessoa crie e gerencie os seus próprios aplicativos para iOS ou Android. A plataforma suporta todos os tipos de mídia, com a importação automática de RSS, Twitter ou Google News e uma funcionalidade de autoatualiza- ção por meio do qual os usuários podem conversar uns com os outros em tempo real. ■ Good Barber: fornece uma plataforma para criar aplicativos para iPhone e dispositivos com sistemas operacionais Android, permitindo-lhe assu- mir o controle de todos os detalhes do seu aplicativo sem produzir uma única linha de código. ■ Appy Pie: é uma ferramenta de criação de aplicativos baseado na nuvem. A plataforma permite que usuários sem conhecimentos de programa- ção criem um app para Windows, Android e iOS, e o publiquem para o Google Play ou iTunes. Mas o que fazer após terminar de construir seu aplicativo? A maioria das lojas virtuais solicitam que você tenha um cadastro em sua loja on-line de distribui- ção. No quesito apoio, na hora de construir um projeto no Android Developer você tem apoio desde a gerência da conta até o envio do aplicativo ao Google Play. Mesmo assim, não é segredo o grande alcance que as redes sociais têm. Nesse sentido, para obter mais sucesso, espalhe uma divulgação sobre seu aplicativo nas diversas redes sociais. O sucesso do aplicativo depende do conjunto da obra: divulgação com aplicativo e funcionalidade. OS BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E126 CONSIDERAÇÕES FINAIS Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos como se deu a expansão dos aparelhos celulares no Brasil e no mundo. Uma expansão que fez o número de aparelhos celulares ultrapassar o número de aparelhos fixos em várias regiões de nosso Planeta. Falamos também das tecnologias móveis, as formas com que a maioria dos celulares utilizam para se conectar, seja por voz, texto ou dados. Estudamos um pouco sobre o princípio dessa tecnologia, passando por todas as evoluções e suas principais características, até chegar a uma introdução a nossa futura tecnolo- gia 5G, que nos trará ainda mais benefícios, como, por exemplo, a tão esperada Internet das Coisas. Vimos ainda que o celular é muito mais do que um aparelho que somente realiza ligações, mensagens de texto e acessa a internet. Hoje, ele é utilizado para os mais diversos fins e com as mais diversas funcionalidades. E não podíamos deixar de comentar sobre os serviços de localização oferecidos, que passam além da utilização de mapas, sendo muito usados nos negócios para “descobrir” onde o cliente se encontra. Além das tecnologias de conexão móvel estudadas, vimos também acessos alternativos que hoje estão cada vez mais presentes nos estabelecimentos e nas cidades. É o caso do Hotspot e do Wi-Max. Assim, usuários dessas tecnologias podem usufruir das conexões em qualquer parte de uma cidade ou região que ela abrange. Por fim, estudamos como os dispositivos móveis ajudam as empresas a aumen- tar sua lucratividade. Desde ao simples utilizar do aparelho para o acesso de sites, até a criação de aplicativos mobile para vendas de seus produtos. Na próxima unidade, navegaremos um pouco mais no mundo da mobilidade. Veremos um pouco do contexto histórico e social que permeia nossa sociedade e como a mesma é influenciada por essa cultura de tecnologia que vivemos hoje em dia. Tal influência tecnológia proporciona benefícios e malefícios para as pes- soas como um todo. Por isso, te convido a entrar na reta final de nossos estudos com a mesma motivação que você iniciou. Vamos lá? 127 1. Podemos dizer que a tecnologia móvel cresceu muito rápido em decorrência da necessidade das pessoas e empresas estarem conectadas a cada dia mais. Nesse intuito, cite os tipos de tecnologias móveis oferecidos por empresas de telefonia móvel e que auxiliaram nesse “boom” dos aparelhos celulares. a. 2G, 3G, 4G. b. Wi-fi, 4G. c. App, 1G. d. 4G, 5G, adsl. e. Nenhuma das alternativas. 2. Leia as asserções: I – Hotspot são pontos de conexão, como WI-FI, que são disponibilizados aos usuários em qualquer ponto comercial, ou até mesmo ao ar livre. II – O Wi-max não é uma tecnologia móvel, pois ela é disponibilizada por meio de antenas fixas. III – O Móbile Marketing está sendo muito utilizado para incrementar/aumentar o lucro das empresas, além de deixar o nome da empresa mais conhecido, pelo fato do marketing. IV – Aplicativos estão sendo muito utilizados ultimamente pelas empresas, na qual podem realizar a venda de seus produtos e, ainda, utilizar para possível marketing por meio das redes sociais. Assinale a alternativa correta: a. Apenas I e II estão corretas. b. Apenas I e III estão corretas. c. Apenas I está correta. d. Apenas I, III e IV estão corretas. e. Nenhuma das alternativas está correta. 3. Existem questões essenciais em um aplicativo que devem ser levadas em conta para que ele não acabe no limbo dos aplicativos. Descreva alguns casos impor- tantes a serem observados. 4. Os Serviços de Localização possuem algumas categorias de serviços que são es- senciais para seu funcionamento. Cite e expique cada uma dessas categoriais. 128 5. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: I - Appery.io: não é um construtor de aplicativos móveis baseados na nuvem que você pode usar para criar aplicativos para Android, iOS e Windows Phone. II - Tarifas baseadas na localização: dependendo de sua localização, empresas de telefonia não aplicam descontos ou tarifas diferenciadas. III - Para a construção de aplicativo, não é importante que a comunicação e o objetivo de seu aplicativo seja claro. IV - As tecnologias móveis hoje presentes nas cidades brasileiras são as tecnolo- gias LMST e UTE. a. I e II são verdadeiras. b. I e IV são verdadeiras. c. II e IV são verdadeiras. d. II e III são verdadeiras. e. Todas as alternativas são falsas. 129 Hoje, a globalização é fundamental e, para um aluno de tecnologia, é fundamental que fique antenado em todo tipo de tecnologia e todo tipo de material publicado, seja arti- gos, revistas e matérias disponíveis na Internet. Você, caro(a) aluno(a), que deseja se especializar na programação móvel precisa disso mais ainda. Com vimos neste capítulo, é crescente o M-Business nos últimos anos, e há um investimento pesado em aplicativos móveis que auxiliam no cotidiano da popula- ção Mundial. Nesse intuito, há uma matéria muito interessante sobre como tornar seu aplicativo móvel na página do ComputerWorld1. Em relação a como desenvolver aplicativos móveis mais atraentes, pode-se dizer que apps corporativos rodando em smartphones e tablets devem ser “user-friendly”. Mas o que isso significa realmente? Muitos CIOs que investiram no desenvolvimento de aplicativos móveis para empresas têm ouvido a mesma crítica dos trabalhadores: seus apps são de baixa qualidade e con- fusos, eesse é o principal argumento para muitos não usá-los. O mantra user-friendly iniciado por Apple _ “Simplesmente funciona!” _ tornou-se um pesadelo para os gesto- res de TI. Aplicativos móveis são um osso, na opinião de Martin Hudson, CTO da Mobile Data Systems, uma empresa de consultoria com sede em Londres frequentemente chamada quando um projeto de aplicativo móvel dá errado, quase sempre por falta de compro- misso o público-alvo. A verdade é que os CIOs frequentemente falham ao tentar desenvolver um aplicativo móvel. Eles querem ter uma abordagem simplista demais, por meio da conversão de um site móvel para um aplicativo, ou uma abordagem excessivamente complexa, que inclua a maioria das funcionalidades de um aplicativo de desktop. O resultado final, em ambos os casos, é uma aplicação móvel difícil de usar. “Não é culpa do profissional de TI”, avalia Hudson, que adiciona: “eles querem fazer um bom trabalho, e isto, pra eles, quase sempre significa colocar tanta coisa que possamos fazer usando o app [...]”. Acontece que, em um dispositivo móvel, menos é mais. Compreender onde traçar a li- nha divisória entre a boa funcionalidade e a funcionalidade excessiva requer um pouco de experiência. Para o CIO, há muito em jogo. Um aplicativo móvel não pode levantar a ira dos diretores e colocar colocá-lo na berlinda. Afinal de contas, a diretoria fez um investimento alto ao contratá-lo, mas “você está tornando a empresa inepta”. 1 Disponível em: . http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes 130 Por que os CIOs falham? Todo mundo sabe que um aplicativo móvel, em grande parte, depende da sua facilidade de uso, o cartão de visitas do mundo de aplicativos móveis. A maioria dos CIOs, porém, não consegue definir o que é ser “user friendly”. Se você não pode definí-lo, seu projeto de aplicativo móvel estará provavelmente condenado. Hudson tem uma definição que funciona bem: 80% dos usuários podem executar a ta- refa mais importante em sua primeira tentativa. A Mobile Data Systems inicia cada projeto de aplicativo móvel fazendo um protótipo da aplicação e apresentando-o a um grupo entre 10 a 15 pessoas que se encaixam no pú- blico-alvo. Ao grupo é dada uma única tentativa para executar a tarefa mais importante, sem qualquer referência ou documentação. Cada pessoa comenta o que está fazendo e pensando. A Mobile Data Systems registra a ação, especialmente quando os usuários tomam um rumo errado. Após o julgamento, a equipe da Mobile Data Systems ajusta a maquete e reúne um outro grupo de pessoas. “No final do terceiro ciclo é que o índice de 80% começa a ser alcançado”, diz Hudson. Somente quando esse índice é atingido o projeto de aplicativo móvel segue em frente. É assim que Hudson define facilidade de uso. Aqui estão três práticas que a sua empresa pode empregar para assegurar que aplicativos desenvolvidos no futuro atraiam a aten- ção dos usuários. 1. Um aplicativo móvel deve resolver um problema apenas: O app deve contar com uma funcionalidade importante, economizar tempo ou dinhei- ro, entreter ou esclarecer. Em outras palavras, o sucesso de aplicativos móveis está em entregar benefícios úteis para o usuário. A regra geral é que nem tudo que está na web precisa de um aplicativo. Por isso, não construa um aplicativo até que você tenha uma ideia sólida. 2. Concentre-se em algo e faça-o bem: Essa é a recomendação mais importante. Brainstorming é muito bom, mas quando você estiver esgotado o processo, limite as melhores ideias em uma ou duas. 3. Teste: Desenvolver aplicativos não quer dizer apenas escrever códigos, mas também testá-los, o que é essencial para uso interno e entre empresas (B2B). Avalie se você possui tempo e equipe suficientes para testar e resolver os bugs do software, especialmente ao desen- volver para várias plataformas. 131 Líderes de TI que tiveram sucesso no desenvolvimentos de apps móveis entenderam que, para serem realmente úteis, os aplicativos móveis têm de nascer como móveis e não meras adaptações de aplicativos prévios feitos para o Windows ou o Mac OS. Eles precisam ser desenvolvidos a partir do zero, não só para funcionar bem dentro dos li- mites da dimensão das telas, memória e poder de computação dos dispositivos móveis, mas também tirar proveito de recursos que tradicionalmente não estão disponíveis em desktops, como múltiplas câmeras, telas sensíveis ao toque, animação e comunicação multimídia. Criar uma aplicação desde o início para um dispositivo móvel, em vez de adaptar apli- cativos de desktop para um smartphone, “é chegar a um novo paradigma que faz todo sentido”, diz William Clark, vice-presidente de pesquisas do Gartner. Fonte: Considerações... (on-line)2. MATERIAL COMPLEMENTAR Gerenciamento de Dispositivos Móveis e Serviços de Telecom – Estratégias de Marketing, mobilidade e comunicação. Campus Editora: Roberto Dariva Sinopse: este livro aborda três grandes temas do novo mundo da tecnologia: “aplicativos móveis”, “gerenciamento de dispositivos móveis” e “gerenciamento de custos de telecom”. O autor, especialista no assunto é um dos pioneiros no país em desenvolvimento de aplicações para smartphones, vai ajudá-lo a profissionalizar a mobilidade e a gestão de serviços de telecomunicações de sua empresa. Estratégias para planejamento, desenvolvimento e distribuição de aplicativos móveis são abordadas e os pontos de atenção que todos devemos ter para evitar erros. Já o gerenciamento de dispositivos móveis apresenta soluções e táticas para gerenciar os diversos modelos de smartphones e tablets e seus sistemasoperacionais, enquanto a gestão de serviços de telecom mostra, principalmente, como reduzir os custos de telecomunicações, o grande vilão do mercado corporativo. Ao estudar os três temas detalhadamente abordados neste livro, os gestores de qualquer empresa estarão aptos a obter os melhores resultados na gestão das telecomunicações. Conheça o Wi-Fi HaLow, o padrão de conexões para a Internet das Coisas, acessando o link disponível em: . Por que o Wi-Fi HaLow poderá impulsionar o mercado de Internet das Coisas? Você poderá ver mais sobre o assunto acessando link disponível em: . Sete abordagens simples para extrair mais valor da mobilidade. Veja acessando o link disponível em: . http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas http://computerworld.com.br/conheca-o-wi-fi-halow-o-padrao-de-conexoes-para-internet-das-coisas 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Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR Dez ferramentas simples para desenvolver APP’s móveis rapidamente. Veja mais acessando o link disponível em: . Em Nova Iorque, os orelhões da cidade começam a virar pontos de acesso Wi-Fi para que a população possa estar cada vez mais conectada com o mundo. Você pode visualizar mais sobre o assunto no link disponível em: . O vídeo mostra de forma interativa e clara, como aconteceu a evolução da tecnologia móvel e suas diversas siglas. EDGE, GPRS e LTE são alguns termos que na maioria das vezes não sabemos diferenciar, é sempre bom estar ligado nesse tipo de informação para saber o que temos ofertados no mercado de telefonia móvel. Para assistí-lo, acesse o link disponível em: . http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente http://computerworld.com.br/dez-ferramentas-simples-para-desenvolver-apps-moveis-rapidamente 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Acesso em: 21 jul. 2016. http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://itforum365.com.br/blogs/post/113386/telefones-wimax-e-4g http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-como-desenvolver-aplicativos-moveis-mais-atraentes GABARITO 1. A) 2G, 3G, 4G. 2. D) Apenas I, III e IV estão corretas. 3. Certifique-se que você se aprofundou na existência de aplicativos existentes, nesse caso, você terá que ter um diferencial que chame a atenção dos usuários para o seu app. No caso de aplicativos específicos, de vendas, transações, pro- cure tornar o seu aplicativo estável e o mais simples possível, que faça o usuário navegar sem maiores problemas. É importante que a comunicação e o objetivo de seu aplicativo seja claro. Mas o que seria “claro”? Defina como ele irá funcio- nar; que tipo de problema ele irá resolver; se haverá cobranças por download; se será oferecido alguma versão limitada grátis; se haverá publicidade de outros setores embutidos em seu app e muitas outras situações. 4. Serviços de Informação: filtra as informações de acordo com a localização e o perfil do usuário. Exemplo: localização de prestadores de serviço. Tarifas ba- seadas na localização: dependendo de sua localização, empresas de telefonia aplicam descontos ou tarifas diferenciadas. Serviços de Emergência, públicos ou privados: utilizado para melhor localização com relação a triagem de proble- mas que podem ter acontecido como, por exemplo, localizar uma ambulância que esteja mais perto de sua residência. Rastreamento de veículos e pessoas: o veículo ou a pessoa é localizado mesmo que não haja sinal da operadora. É um serviço mais sensível que o utilizado pelo GPS. Comércio Móvel: permite que empresas localizem seus consumidores por meio da análise do perfil de cada um. Nesse caso, encaminha mensagens de texto com promoções, atraindo clientes a loja. Entretenimento e relacionamento: hoje é bem utilizado. Podemos citar os aplicativos sociais de relacionamento e até mesmo a própria rede social Face- book, informando quais amigos ou pessoas estão próximas de onde você está. 5. E) Todas as alternativas são falsas. U N ID A D E V Professor Me. Danillo Xavier Saes SOCIEDADE DA MOBILIDADE Objetivos de Aprendizagem ■ Abordar a respeito da tecnologia inserida no mundo globalizado. ■ Debater sobre a utilização de tecnologia móveis. ■ Discorrer a respeito da evolução da tecnologia em seu contexto histórico. ■ Traçar informações acerca da Cultura e Tecnologia. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Tecnologia em um Mundo Globalizado ■ Tecnologias móveis: usar ou não usar? Eis a questão! ■ Um pouco de História ■ Cultura e Tecnologia ■ Os males da tecnologia INTRODUÇÃO Olá, aluno(a)! Chegamos ao final de nossa jornada de estudos. O fato de ter mobilidade proporciona ao mundo diversas alterações de comportamento, for- mas de trabalhar, modelos de gestão, vínculos de trabalho. Hoje em dia, é muito comum pessoas trabalharem em formato Home Office, no qual não é necessário cumprir um horário específico no escritório, trabalha- -se por projetos, em sua própria residência. Existem indivíduos que se adaptam com tranquilidade e outros que não conseguem desempenhar suas funções sem a pressão rotineira de uma empresa. Outra realidade que é possível identificar está no fato de as pessoas esta- rem ligadas em seus trabalhos praticamente todo o tempo. Isso se dá pelo fácil acesso à tecnologia móvel que temos, afinal, no seu smartphone, você coloca seus e-mails em dia enquanto está a espera do seu atendimento médico, checa seu saldo bancário dentro do metrô, a caminho do seu trabalho, ou até mesmo realiza negociações por meio de aplicativos de mensagens instantâneas. Ufa! Realmente estamos imersos na mobilidade. Nesse exato momento, é possível que você esteja realizando a leitura desse material em seu dispositivo móvel. Isso é mobilidade. Sua atitude é algo que muda a forma de lidar com os estudos. Aproveitamos o tempo “ocioso” para nos man- ter conectado com o mundo. Mas queremos provocar uma reflexão: será mesmo que estamos aprovei- tando melhor o tempo? A resposta para esse questionamento não podemos fornecer. Você deve buscá-la por si mesmo! O objetivo desse conteúdo é, justa- mente, incomodar você de alguma maneira para que se questione, seja crítico, no sentido mais positivo da palavra e, então, afine suas ideias a respeito desse assunto. No decorrer desta unidade, vamos trazerà tona algumas discussões a res- peito de toda essa tecnologia no contexto de nossa sociedade. Desse modo, falaremos um pouco sobre os impactos que as tecnologias móveis realizam em nosso meio. Um ótimo estudo! Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 139 SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E140 TECNOLOGIA EM UM MUNDO GLOBALIZADO Inicialmente quero convidar você, aluno(a), a refletir: o que é Globalização? Esse termo é amplamente utilizado em diversas áreas de estudo como Sociologia, Política, Economia e também, é claro, Tecnologia. Diversos autores abordam esse assunto. Assim, para simplificar, quero apre- sentar um conceito de Globalização que julgo ser bem didático e, ao mesmo tempo, profundo. Esse conceito é proposto pelo sociólogo Anthony Giddens (2012, p. 102) quando explica que “a globalização refere-se ao fato de que esta- mos cada vez mais vivendo em um mesmo mundo, de modo que os indivíduos, grupos e nações se tornaram cada vez mais interdependentes”. O conceito de Globalização proposto por Giddens (2012) pode se relacionar ao conceito de Sistema, explicitado por diversos autores tanto da área de Gestão como de Tecnologia. Batista (2006), por exemplo, explica que sistema é um con- junto de elementos interdependentes, mas que interagem entre si formando um todo organizado e complexo. Percebam que a palavra “interdependência” faz parte dos dois conceitos. Assim, o mundo globalizado trata-se de um mundo cada vez mais sistêmico, ou seja, mesmo que se tenham elementos independentes, eles se relacionam de alguma forma, se tornando, então, interdependentes. É por isso que uma crise econômica na Europa pode afetar o Brasil. Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão! Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 141 Mas, talvez, você esteja se questionando: a mobilidade tecnológica, que tem sido discutida no decorrer desse livro, tem alguma relação com a Globalização? Sim! Total relação! O uso das novas tecnologias por pessoas e organizações reflete um impacto direto na forma de fazer negócios e de lidar com clientes. Visto que, como o próprio Giddens (2012, p. 102-104) afirma: a globalização intensificada tem sido motivada, acima de tudo, pelo de- senvolvimento das tecnologias das comunicações e da informação, que aumentaram a velocidade e o alcance das interações entre as pessoas por todo o mundo. TECNOLOGIAS MÓVEIS: USAR OU NÃO USAR? EIS A QUESTÃO! A inspiração tida por William Shakespeare, quando escreveu a Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, iniciou com uma indagação que ainda ecoa nos dias de hoje: “ser ou não ser, eis a questão!”. Muitos de nós vivemos em busca da resposta para esse simples questionamento, contudo o objetivo de ter pon- tuado essa reflexão é o de atualizarmos esse famoso verso Shakespereano com uma conotação mais moderna, que ressalta o título desse tópico: Tecnologias Móveis: usar ou não usar? Eis a questão? Mesmo com toda modernidade que nos assola diariamente, existem milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que nem sequer sabem o que é a Internet, ou ainda não fazem ideia das funcionalidades existentes em um smartphone. Parece absurdo? Mas não é. No Brasil, uma notícia veiculada na coluna de Economia do jornal Estadão, mostra que nosso país possui 98 milhões de pessoas sem acesso à Internet, sendo que somos o sétimo país do mundo com mais pes- soas off-line. Se olharmos as estatísticas mundiais, os números chegam a 60% da população do planeta, em torno de 4,2 bilhões de pessoas, estão desconecta- das (ESTADÃO, 2016). SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E142 Por outro lado, mesmo que muitas pessoas ainda estejam alheias ao mundo digital, temos presenciado, cada vez mais, a inserção da tecnologia em nossas rotinas. Hoje em dia, é muito comum carros virem equipados com computa- dores de bordo, televisores que possuem aplicativos para navegar na Internet, consoles de vídeo game que permitem jogar com pessoas em qualquer lugar do mundo, escolas que disponibilizam aulas por meio de metodologia de ensino à distância, como a Unicesumar, por exemplo. É a tecnologia fazendo parte de nossas atividades mais corriqueiras. No contexto empresarial, isso também acontece, computadores, tablets, smartphones para acessar o e-mail e as mensagens instantâneas a qualquer hora do dia e em qualquer lugar em que você esteja. Todo esse aparato tecnológico é ofertado para nós com o intuito de gerar mais produtividade, competitividade, inserção no mercado e, consequentemente, mais lucro para as companhias. Então, caro(a) aluno(a), vamos voltar a poetizar, como fez William Shakespeare, e, diante de todo esse contexto de modernidade de mobilidade que nosso mundo vivencia, eu te pergunto: Tecnologias Móveis: usar ou não usar? Eis a questão! Essa indagação pode ser respondida individualmente. Temos empresas e pes- soas que são adeptas ao uso extremo das novidades tecnológicas. Mas outras não fazem questão de ter o último modelo de smartphone, precisam apenas de um celular simples, que faça as ligações e seja funcional. Sem “frescuras”, como muitos dizem! Diante do cenário de modernidade que temos presenciado, não é mais pos- sível imaginar o mundo ausente do termo mobilidade. Cada vez mais as pessoas se tornam dependentes de dispositivos móveis para diversas finalidades. Algumas necessidades que até então não existiam passam a ser essenciais ao nosso dia a dia. E, é claro, as empresas que produzem tecnologia ficam atentas a esses sinais e acabam desenvolvendo possíveis soluções que satisfaçam uma demanda até então suprimida de nossas atividades corriqueiras, ou, até mesmo, “criam” uma necessidade que até então não existia. Para exemplificar tal situação, podemos resgatar na memória os momentos recentes que, no Brasil, o aplicativo WhatsApp foi bloqueado judicialmente. Esse software, que é propriedade do Facebook, não é simplesmente um gerenciador de envio e recebimento de mensagens. Ele, mesmo podendo ser considerado como uma rede social, extrapola a barreira da conversação, interação e troca de diversas mídias. Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão! Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 143 Empresas fecham negócios utilizando essa ferramenta. Lojas enviam novidades e promoções exclusivas para seus clientes por meio das mensagens instantâneas, com o intuito de potencializar suas vendas e alcance de suas metas. Por isso, caro(a) aluno(a), uma decisão como essa, de bloquear um aplicativo, envolve diversas esferas da sociedade e proporciona impacto direto e indireto para inúmeras organizações e pessoas. Uma das vezes em que o WhatsApp foi bloqueado, em maio de 2016, tivemos relatos de empresas que, no dia da inter- rupção do serviço do aplicativo, tiveram uma redução de 40% em suas vendas. Tendo coincidido com um momento de crise econômica em que o Brasil se encontrava, uma queda de vendas como essa representa um grande prejuízo para a empresa em questão. Com tal situação, podemos perceber a dependência que temos dessas novas tecnologias. Tablets, Smartphones, SmartTV, SmartWatches, dentre outros dis- positivos, já são realidade no cotidiano de muitas pessoas. Com isso, é preciso que as empresas se atentem a esse cenário, mas, também, que os usuários desses gadgets os utilizem com responsabilidade e, muitas vezes, até com moderação. A tecnologia em si deve proporcionar facilidades e benefícios para nossa vida e não complicações. Porém a utilização incorreta e exageradatem sua utilização massiva e ocorre em diversos meios geográficos, grupos sociais, classes ou idade. Cada dia que passa, absorve mais capacidade de comunicação, evoluindo para dispositivos híbridos e incorporando diversos objetos as nossas vidas. Com o crescimento das tecnologias, podemos acessar serviços em qualquer lugar e a qualquer momento, também vem gerando muitas oportunidades em diversas áreas do conhecimento, como a educação e os negócios. Você já ouviu a expressão “vestidos” pelo usuário? Ou carputers? São os novos tipos de dispositivos móveis, assim como PDAs (Personal digital assistants) e PCs ultra portáveis (netbooks). Conforme Klein (2014, p. 14), os chamados carputers, que representam um dispositivo móvel criado e modificado especificamente para um automóvel é a chamada compu- tação vestível (wearable computing), na qual dispositivos eletrônicos minúsculos serão “vestidos” pelo usuários. O que acharam? Imaginem que a computação vestível se torne tendência e pode- remos ter inúmeros dispositivos para que nos viabilizem informações sobre nossa temperatura, pressão, ambiente etc. Agora vamos pensar: e se pudéssemos estar conectados em todo o lugar e não sermos percebidos? Isso é o que chamamos de Computação Pervasiva, que implica que o computador está embarcado no ambiente de forma invisível para o usuário. Ao considerarmos pervasividade, devemos pensar em ubiquidade (que veremos adiante), ou seja, estar em todo lugar, a todo momento. Dessa forma, o dispositivo usado tem a capacidade de obter informação do ambiente e, com isso, controlar, configurar e ajustar a aplicação, para melhor atender as necessidades do usuário. O ambiente também pode e deve ser capaz de detectar outros dispositi- vos que venham a fazer parte dele. Dessa interação, surge a capacidade de computadores agirem de forma “inteli- gente” no ambiente no qual nos movemos, um ambiente povoado por sensores e Tendências de Evolução das Aplicações Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 21 serviços computacionais. No caso da computação perva- siva, não é preciso fazer a famosa pergunta “você está pronto para a computação pervasiva?”, já que, quando ela chegar, nós sequer notaremos sua presença. Mark Weiser criou o termo computação ubí- qua (também chamada de ubicomp e em inglês: Ubiquitous Computing) que Weiser (1991, on-line) define: “acesso do usuário ao ambiente computacio- nal, de todo o lugar e a todo momento, por meio de qualquer dispositivo, com interfaces naturais para a interação”. O objetivo da Computação Ubíqua é tornar mais agradável o uso do computa- dor e que estejam disponíveis em todo ambiente físico, mas de forma invisível para o usuário (ROLINS, 2001). Imagine um mundo no qual podemos ter vários dispo- sitivos, de todos os tipos, conectados entre si, com redes sem fio, a um custo bem baixo e em qualquer lugar? Isso é o que a computação ubíqua prevê e ainda sem precisar carregar mais nada, pois todas as informações estarão disponíveis em qual- quer momento e em qualquer lugar. Para Rolins (2001, p. 12-13), a computação ubíqua é: Tal futuro vai trazer uma grande ajuda em relação ao atual problema de “sobrecarga de informação”. Ao invés das pessoas se preocuparem em lembrar as várias coisas de que necessitam, as coisas é que lembra- riam as pessoas do que e quando teriam que ser executadas. Em outras palavras, uma pessoa poderia ser lembrada de que, já é hora para uma troca de óleo do seu carro, ou de que está faltando café em seu armário da cozinha, por exemplo. Ou mais além, por que não fazer com que a própria cozinha fizesse as compras dos itens necessários através de um simples envio de pedido a um supermercado? (ROLINS, 2001). “À medida que a Internet móvel aumenta as expectativas do consumidor e impulsiona a concorrência, as empresas são obrigadas a descobrir que mui- to rápido não é rápido o suficiente.” (Kalakota). INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E22 E a infraestrutura da Computação Ubíqua, como ela será? Altamente sofisti- cada para alcançar as metas e os objetivos propostos pela Computação Ubíqua. Para ter mobilidade, os usuários poderão escolher entre uma grande variedade de dispositivos que estarão disponíveis no mercado, principalmente dispositi- vos pequenos, os quais estarão em comunicação constante uns com os outros. Sobre Computação Ubíqua e Computação Pervasiva, surgem muitas pes- quisas, trabalhos e vertentes sobre esse mesmo conceito, porém com outros nomes. A Internet das Coisas (Internet of Things) é a mais recente e ela nada mais é do que uma implementação que promove a pervasividade da computa- ção, que integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto estamos em movimento. Agora vamos entrar no universo Nômade. Você já ouviu falar em Tecnologias de Informação Nômades (nomadic)? Ou “Computação Nômade” (Nomadic Computing)? Quando falamos em um ambiente de informação “nômade”, dizemos que esse ambiente é a junção de dois ou mais elementos tecnológicos, sociais e orga- nizacionais que estão interconectados e que possibilitam a mobilidade tanto dentro quanto fora das fronteiras. Difícil? Então vamos resumir, a “Computação Nômade” se refere à capacidade de comunicação computacional que são capazes de atender, de forma flexível e integrada, às necessidades dos colaboradores de se movimentarem. Estamos entrando em redes inteligentes que irão conectar dispositivos, e o conjunto dessas diversas redes inteligentes formará entidades inteligentes espa- lhadas pelo mundo. Você está preparado(a)? TENDÊNCIAS NO AMBIENTE CORPORATIVO Vimos que o uso de dispositivos móveis permite nos manter conectado e nos possibilita a comunicação a qualquer momento e em qualquer lugar. E em rela- ção a colaboradores em uma empresa? Será que é interessante para a empresa que seus colaboradores fiquem conectados a todo o momento e em qualquer lugar? Tendências no Ambiente Corporativo Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 23 Com certeza, seria interessante para a empresa, pois o colaborador móvel pode utilizar as tecnologias para aplicações de coleta de dados e visualização de dados e ainda manter-se atualizado, em tempo real, a respeito de indicadores referentes a sua atividade. A tecnologia móvel invadiu o mercado corporativo e ela ocupa lugar de destaque no ambiente das empresas. Cabe às empresas tirar proveito dessas tecnologias e usar os aplicativos disponíveis para auxiliar de forma mais inteligente o seu dia a dia. Aluno(a), você já ouviu falar de Mobilidade Corporativa? Conforme Martins (2007, p. 28): se a pergunta for efetuada para o CEO da empresa, mobilidade é a pos- sibilidade de responder e-mails enquanto estiver fora do escritório. Se for efetuada para um executivo de vendas, mobilidade é a possibilidade de acessar informações importantes durante uma visita a um cliente. Se for efetuada para um consultor de negócios, mobilidade é a possibili- dade de estar em um seminário ou em um cliente e receber e responder questões urgentes de projetos em andamento. Mobilidade Corporativa é a possibilidade de os colaboradores trabalharem remotamente realizando as suas funções para a empresa, sem necessariamente estarem presentes fisicamente nela. Os colaboradores realizam as suas atividades por meio dos dispositivos móveis e as empresas disponibilizam ferramentas que permitem a seus colaboradores se conectarem a elas estando em qualquer lugar. A Mobilidade Corporativa é um conceito que ganha força a cada dia no mundo dos negócios e pode ser usada em qualquer ramo de negócio. As empresas estão fazendo uso da mobi- lidade corporativa movidas pelo conceito da virtuali- zação ede diversas ferramentas tecnológicas podem proporcionar malefícios às pessoas e também prejuízos às organizações. Afinal, se as empresas são compostas de pessoas e elas se prejudicam com o uso da tecnologia, o reflexo do prejuízo nas empresas acontecerá. É um efeito dominó! Então, aluno(a), a resposta à pergunta que intitula esse tópico fica para você realizar. É uma decisão individual, pautada na necessidade e satisfação pessoal. Uma provocação para você pensar: será que toda essa parafernália tecno- lógica realmente otimiza nosso trabalho e nos faz ter mais tempo? Existem pessoas que dirão SIM e outros que dirão NÃO… Mas e você? De que lado está? É apenas uma provocação, para você pensar! (o autor). SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E144 UM POUCO DE HISTÓRIA O período da história que estamos presenciando atualmente é chamado por muitos de Era do Conhecimento. Um momento em que a quantidade de infor- mações é absurdamente grande e sua disseminação, instantânea. Com isso, a informação passa a se tornar moeda de troca, possuindo grande valor para pes- soas e empresas. Unido às informações geradas por diversas fontes e formas, as pessoas começam a construir suas experiências e vivências, seja por meio de um estudo formal, como uma faculdade, ou por experimentarem situações cotidia- nas em seus trabalhos, tornando-as, assim, experientes. Essa união, informação e experiência, constrói o que chamamos de conhecimento. Mas nem sempre esse precioso bem foi o centro das atenções. No período da História conhecido como a Primeira Revolução Industrial, que é associado ao século XVIII, a máquina a vapor foi considerada a protagonista da época. Com isso, as pessoas se transformaram em operadores de máquinas (mecâni- cas, hidráulicas, vapor), sendo que, até então, eram elas que realizavam todo trabalho braçal existente. Mas, naquela transição, tais equipamentos propor- cionavam a possibilidade de reduzir custos e ganhar agilidade de produção (FREIRE; BATISTA, 2014). É possível observar que, nesse período da História, a sociedade como um todo sofreu impactos. As pessoas, até então acostumadas a realizar suas ativida- des manuais, se depararam com máquinas que substituiam a força humana no desenvolvimento de algumas operações. Um Pouco de História Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 145 Cronologicamente, as transformações da economia capitalista ocorridas na segunda metade do século XIX foram chamadas de Segunda Revolução Industrial. Nesse período, podemos relacionar os avanços protagonizados anteriormente, no século XVIII, unidos às mudanças em processos de produção, movimentação e consumo de produtos. Nessa mesma época, acontecem grandes transformações no setor de transporte e meios de comunicação. (FREIRE, BATISTA, 2014). E HOJE? O choque social causado naqueles momentos pode ser comparado com o choque tecnológico que vemos hoje. Atualmente, estamos presenciando uma enxurrada de avanços tecnológicos que são inseridos em nosso meio com a promessa de melhorar nossa vida, proporcionar mais produtividade para as empresas e tra- zer mais conforto. Unido a isso, vemos uma geração de pessoas que nascem em meio a todos esses dispositivos, não sendo necessário aprender a utilizá-los, afinal, as crian- ças são geradas em um mundo digital. Elas nascem digitais. Crescem digitais. E, consequentemente, se tornam adultos digitais. Gerações anteriores, mas que ainda estão em nosso contexto social, tiveram que aprender a utilizar essas novi- dades depois de adultos. Por isso, ainda existem inúmeros conflitos de opiniões a respeito dessas novas tecnologias. Mas, caro(a) aluno(a), estamos navegando em um barco que vai para frente e, especialmente falando em Mundo dos Negócios, temos que acompanhar a onda que conduz tal embarcação. Toda essa evolução tem sido marcada, espe- cialmente, por uma característica muito saliente: a velocidade. Cada vez mais temos presenciado o quão veloz as coisas mudam. Se olhar- mos para algumas décadas atrás, os avanços científicos e tecnológicos levavam anos para serem efetivamente descobertos. Hoje, esse cenário é completamente diferente. O exemplo mais simples disso é você olhar para o smartphone que você tem hoje. É muito provável que, dentro de pouco tempo, ele estará ultrapassado e terá um modelo com mais capacidade. SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E146 Nessa conjuntura, é pos- sível refletir juntamente com Freire e Batista (2014, p. 43), quando pontuam de maneira enfática que as pessoas mui- tas vezes se esquecem “que a tecnologia é um trabalho humano materializado e, cabe ao homem construir uma relação de velocidade maior ou menor com a tecnologia, que refletirá em sua evolução e obsolescência” (grifo nosso). Neste momento, o que te convido a pensar é sobre a escolha. São as pessoas que escolhem usar ou não a tecnologia. O cenário atual mostra que a grande maioria das pessoas tem optado pela utilização das inovações tecnológicas exis- tentes. Os indivíduos, especialmente os mais jovens, têm demonstrado cada vez mais sede por novidades. Por isso, já não se fabricam mais aquela famosa geladeira igual a que minha avó tinha, que era extremamente eficiente e durava, praticamente, a vida toda. Eis a geração da obsolescência programada! As empresas desenvolvem seus produ- tos para se tornarem obsoletos em um espaço de tempo mais curto. O motivo: estimular o consumo por seus lançamentos. O termo surgiu oficialmente em meio a grande crise americana de 1929, com o intuito de predeterminar uma validade para os produtos e, por consequência, tentar aquecer a economia por meio do consumo. Naquele momento, a ideia não teve êxito, mas anos depois o conceito passou a ser aplicado por diversas empresas. Assim, o design e a estra- tégias de marketing começaram a fazer parte do contexto organizacional para promover o consumo ilimitado. Um Pouco de História Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 147 Com todo esse crescimento tecnológico que temos presenciado, mas também diante de diversas exigências de consumidores com relação a sustentabilidade, muitas empresas começam a dispensar atenção ao consumo sustentável. Ou seja, buscam o desenvolvimento de novos produtos a serem ofertados, mas, em con- trapartida, desenvolvem políticas sociais e ambientes que tentam proporcionar um equilíbrio entre as partes. Para você, aluno(a), refletir um pouco mais a respeito dessa temática, deixo minha recomendação para assistir ao documentário Comprar, Tirar, Comprar, cujo link está disponível no final desta unidade, nos Materiais Complementares. Agora, os próximos capítulos da história de todo desenvolvimento tecnológico, pautado em inovação, mas também em sustentabilidade, pode ser escrito por você. Fica o desafio! Obsolescência Programada, também chamada de obsolescência plane- jada, é quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou obsoleto em um período de tempo relativamente curto de forma proposital, ou seja, quando empresas lançam mercadorias para que sejam rapidamente descartadas e estimulam o consumidor a comprar novamente Este pequeno texto mostra, de forma objetiva, o que é a Obsolescência Pro- gramada. Para saber mais, acesse o link disponível em: . Fonte: o autor. http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htmhttp://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm http://brasilescola.uol.com.br/geografia/obsolescencia-programada.htm SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E148 CULTURA E TECNOLOGIA A palavra Cultura faz parte do nosso dia a dia. Ouvimos essa expressão quando fala- mos sobre Negócios, no quesito da cultura empresarial. Também é natural você viajar para um lugar diferente e observar que a cultura local é bem diferente daquela que você conhece na região onde reside. Ainda, também utilizamos o termo quando nos referimos aos hábitos culturais, como leitura, teatro, visita a museus, dentre outros. Para esse nosso estudo, gostaríamos de enfatizar o termo “Cultura” no con- texto de uma visão sociológica. Nessa área de estudo, cultura se relaciona a tudo que é o resultado da criação humana. Ideias, ferramentas, crenças, costumes, tudo que for adquirido por meio de um convívio social, é considerado Cultura. Dentro dessa mesma visão, os autores da Sociologia não consideram que exista uma cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim acreditam que exis- tam diferentes culturas e formas de manifestá-la (CAMARGO, 2016). A exemplo disso, podemos lembrar de países em que as mulheres devem se vestir de forma a cobrir todo o corpo, tendo apenas os olhos a mostra; paí- ses em que determinados animais são sagrados e não podem ser consumidos como alimentos, ou até mesmo, regiões do próprio Brasil em que os costumes se diferenciam, como o churrasco no Rio Grande do Sul e o acarajé na Bahia. Nesse contexto, a sociologia explica que a cultura tem por objetivo satisfazer as necessidades humanas por meio de limitações normativas, implicando, em algumas situações, em violações da condição natural do homem (CAMARGO, 2016). Por exemplo, se vestir adequadamente para uma celebração de casamento, ou também adquirir um bem como símbolo de status social. Cultura e Tecnologia Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 149 Trazendo essas questões para as transformações que temos presenciado em nossa sociedade, Giddens (2012, p. 98) explica que “o mundo moderno se carac- teriza por modos de vida e instituições sociais que são radicalmente diferentes mesmo dos de um passado recente”. Para o autor, temos vivenciado mudanças sociais velozes de forma que “cada dia é um novo dia; cada momento é um novo instante no tempo” Giddens (2012) ainda ressalta que um dos fatores culturais que exerce impor- tante influência no caráter e ritmo das mudanças são os sistemas de comunicação. “A invenção da escrita, por exemplo, permitiu ao homem manter registros, pos- sibilitando um maior controle dos recursos materiais e o desenvolvimento de organizações de grande escala” (GIDDENS, 2012, p. 99). Evoluindo no sentido da comunicação, o autor ainda afirma que “com o advento da internet, a comu- nicação se tornou muito mais rápida e, a distância um obstáculo muito menor. Ela gerou um senso mais efetivo de sociedade global”. Com essas transformações que vemos em nossa sociedade, é possível obser- var que, a cada dia mais, a tecnologia faz parte da nossa Cultura, no contexto sociológico, pois ela é uma criação humana e impacta diretamente nos costu- mes de uma sociedade, satisfazendo a necessidade humana e também impondo regras para sua utilização. Como exemplo disso, podemos nos atentar ao uso de telefones celulares. Esse aparelho tem se transformado com o passar do tempo, passando de um simples emissor e receptor de conversas de áudio para um poderoso e “esperto” (por isso o termo Smart) computador de bolso. Lemos (2009) enfoca o valor social de um celular. Para o autor, esse aparelho “assume valor social, como reforço do laço grupal e comunitário e, em muitos casos, ele é usado para compartilhar momen- tos em determinados lugares” (LEMOS, 2009, p. 31). Essa transformação do uso de um telefone celular tem impactado diretamente a sociedade, os relacio- namentos e também a maneira de fazer negócios no século XXI. A ferramenta que, até então, era utilizada apenas para comunicação, passa a ser utilizada para manter relações sociais, levando as pessoas a uma sensação de pertencimento a um determinado grupo. SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E150 A CULTURA DA MOBILIDADE Há 10 anos, não era comum ver pessoas andando na rua digitando mensagens no celular. Hoje, apesar de perigoso, é normal. Ao aden- trar em uma clínica médica, é difícil você ver alguém folheando uma revista. Os pacientes que estão a espera, aproveitam o tempo para ler um e-mail, acessar sua rede social ou passar o tempo com um jogo disponível em seu smartphone. A tecnologia passa, cada vez mais, a fazer parte de nossa cultura. Mesmo que ainda existam regiões mais remotas, até mesmo no Brasil, que não possuem o mesmo acesso e nível de tecnologias que outras regiões, os objetos tecnológicos passam a ser desejados por muitos e também necessários para diversas atua- ções profissionais. Diversas pessoas têm criado uma dependência tecnológica em suas atividades cotidianas, sejam pessoais ou de trabalho. A reflexão pro- posta por Giddens (2012, p. 104) ilustra esse cenário: o impacto desses sistemas de comunicação tem sido estarrecedor. Em países com infraestruturas de comunicações mais desenvolvidas, os lares e escritórios hoje têm várias conexões com o mundo externo, incluindo telefones [...], televisão digital, por satélite e a cabo, correio eletrônico e internet. A internet emergiu como o instrumento de co- municação de crescimento mais rápido já desenvolvido. A cultura da mobilidade é cada vez mais imperativa nos tempos modernos. As pessoas se locomovem e desejam, permanentemente, estarem conectadas. Executivos não querem ficar presos aos seus escritórios. Eles desejam realizar suas viagens, seja de férias ou de trabalho, e manter contato permanente com sua equipe, de forma a acompanhar suas atividades e projetos. Cultura e Tecnologia Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 151 Amigos desejam mostrar para os demais o que fizeram no final de semana, quais lugares visitaram, o que estão comendo, qual filme estão assistindo. O “agora” está cada vez mais inserido em nossa realidade. Tanto que, ao iniciar sua página no Facebook, a pergunta feita é: “O que você gostaria de escrever agora?”, como ilustrado na figura a seguir. Perceba que o atual momento é o que vale. Figura 1 - Tela do Facebook Fonte: arquivo pessoal. Ao chegarem em uma lanchonete, restaurante, hotel ou outro lugar, as pessoas buscam rapidamente tomar conhecimento da senha de acesso ao Wi-Fi daquele local. O objetivo é não perder nenhum momento, estar o tempo todo conectado com o mundo virtual que os cercam, resumido em uma tela de poucas polegadas. Essa busca frenética por mobilidade extrapola os limitesfísicos, proporcio- nando às pessoas o compartilhamento rápido de diversas informações, sejam elas por meio de textos, imagens ou vídeos. Essa dinâmica tem levado diversos autores a pesquisar e estudar a respeito desse tipo de comportamento. Alguns estudioso chamam os indivíduos que se inserem nessa situação de nômades vir- tuais, como proposto por Lemos (2009, p. 31): os nômades virtuais buscam novos territórios, os territórios informacio- nais. Eles passam de ponto a ponto em busca não de água, caça ou luga- res sagrados, mas lugares de conexão. Não precisam carregar seus per- tences nas costas já que tudo o que precisam está virtualmente na rede. O autor explica que, mesmo que sejamos seres físicos, que dependemos e nos aproximamos de locais reais, nossa experiência tem se intensificado no sentido de unir o físico com o virtual. Para ele, “as mídias produzem sentidos de lugar” SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E152 (LEMOS, 2009, p. 31), pois, como percebemos o mundo de uma maneira em que nos relacionamos com outras pessoas, as mídias proporcionam a criação de “formas de conhecimento” e de “experiência local” (LEMOS, 2009, p. 31). Com isso, proporcionamos, mesmo que virtualmente, uma relação com outras pes- soas que, consequentemente, criam uma determinada imagem de nós, ainda que seja de maneira subjetiva. Para exemplificar e clarear um pouco suas ideias, convido você, neste exato momento, a fazer uma pequena pausa em sua leitura e entrar em uma de suas redes sociais, seja Facebook, Twitter, Instagram ou outra qualquer. Peguemos como exemplo o Facebook, que é a mais utilizada atualmente. Se você rolar um pouco sua timeline, perceberá que a grande maioria das postagens dos seus ami- gos se relacionam a situações agradáveis e positivas. Você verá a foto de pessoas em uma festa, o prato de comida diferente que estão comendo, o passeio em família, uma nova conquista no trabalho, a notícia de que a esposa está grávida e poderíamos estender ainda mais este parágrafo com outros exemplos. Em contrapartida, é difícil você se deparar com uma postagem pessoal de algo que esteja negativo na vida das pessoas. Claro que existem aqueles que comparti- lham tudo, mas não são a maioria. Tanto que, para não gerar um sentimento de inferioridade ou até depressivo nos internautas, o Facebook não possui o botão “Não Curti”. Seria muito desagradável para o sentimento do autor de uma foto, em frente a uma bela praia, que amigos demonstrem publicamente que “não curtiram” o que ele está fazendo. É melhor apenas se omitir, pois causa menos impacto negativo. Você consegue perceber a cultura que temos vivenciado com a inserção da tecnologia e da mobilidade em nossa sociedade? A intensidade que essa gera- ção está vivendo de agilidade e conectividade é algo que as empresas devem se atentar, com toda certeza. Mas também é um ponto que gera preocupação para diversos estudiosos e pesquisadores, pois os excessos proporcionados por esse frenesi tecnológico pode gerar malefícios para os seres humanos. Esse é o assunto do próximo tópico. Então, agora você já pode fechar sua rede social e focar em nossa leitura. Vamos lá? Os Males da Tecnologia Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 153 OS MALES DA TECNOLOGIA Quando o tema Tecnologia é abordado, creio que é importante refletirmos, mesmo que de forma breve, a respeito dos motivos que levaram uma determinada fer- ramenta, equipamento ou aplicativo a ser desenvolvido. Eu fico imaginando aqueles nerds, entocados em uma garagem de uma casa no Vale do Silício, ten- tando desenvolver produtos ou serviços que possam impactar a humanidade ou até mesmo transformar o comportamento de uma geração inteira. Com esse cenário, deixo a dica para você assisitr ao filme Jobs, indicado em nossos mate- riais complementares ao final dessa unidade. Pois bem! Mesmo imaginando os pensamentos de todas as pessoas que, de alguma forma, projetaram e construíram alguma tecnologia nova, fico me per- guntando: “será que passou pela cabeça desses sujeitos que essa inovação poderia causar algum mal para seus usuários?”. Não quero aqui, caro(a) aluno(a), fazer papel de Advogado do Diabo. Pretendo apenas levantar esse questionamento que, honestamente, pensamos ser de uma difícil resposta. Por exemplo, quando a Motorola Corporation lançou seu primeiro telefone celu- lar, no ano de 1983, uma década antes, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da empresa disse que era necessário construir um telefone celular portátil. O famoso “tijolão”, lançado naquele ano, teve um investimento de muitos anos de pesquisa e também 100 milhões de dólares, para que ficasse pronto para o uso (ARP, 2014). SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E154 Atualmente essa tecnologia evoluiu demasiadamente. Surgem questionamentos, mais uma vez: “será que eles imaginaram os impactos (positivos e negativos) que esse aparelho traria para a sociedade como um todo, mais de 30 anos depois?”. A tecnologia nos proporciona inúmeros benefícios, com toda certeza. Ela agiliza muitas áreas de trabalho, proporciona eficiência em diversos processos, possibilita a conexão e comunicação entre pessoas em lugares afastados, tudo isso e muito mais. Entretanto, essa mesma tecnologia que traz facilidades para nossa vida, também pode proporcionar alguns prejuízos. Muitas vezes, podemos ficar reféns dos dispositivos tecnológicos que nos cercam. Tais aparelhos têm apri- sionado pessoas que ficam isoladas a uma tela de poucas polegadas, esquecendo que existe uma imensidão a sua volta. Tecnologia é bom? Sim! Com toda certeza! Somos fãs! Entretanto a palavra equilíbrio deve fazer parte de sua utilização. PATOLOGIAS TECNOLÓGICAS Na Medicina, a área de Patologia estuda as doenças existentes e as reações que essas podem provocar no organismo das pessoas. Trazendo para a realidade da Tecnologia, é possível observar a sua volta que os aparatos tecnológicos, além dos bônus que nos trazem, também fazem com que as pessoas sejam oneradas de alguma maneira. É muito comum você ver pessoas em pânico, literalmente, porque esquece- ram seu smartphone, ou pelo fato de terem ficado sem bateria, ou, ainda, porque não conseguem um sinal de Wi-Fi. Os dispositivos móveis, especialmente smar- tphones, parecem estar incorporados ao indivíduo, como um “eu” estendido (extended self). O dispositivo não é algo “da pessoa”, mas sim ele “faz parte da pessoa”, conforme explica Freire e Batista (2014, p. 43), “reconhecemos os apa- ratos tecnológicos como prolongamento dos nossos corpos e das nossas mentes, fazendo-os parte de nossas fantasias e desejos”. Essa situação que presenciamos hoje em dia leva estudiosos, tanto da área de tecnologia como da área de saúde, a pesquisar a respeito do comportamento humano quando mergulhado na realidade tecnológica em que vivemos. O qua- dro a seguir mostra dois termos acerca dessa realidade: Os Males da Tecnologia Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 155 Quadro 1 - Tecnofobia X Tecnofilia Tecnofobia • Familiarizar-se com novos avanços é algo ruim. • Algo desagradável pode acontecer com o uso desses dispo- sitivos. • Não reconhecer a necessidade das novas tecnologias. • Acreditar que esse é um processo de escravização do ho- mem. Tecnofilia • Manifestada pela idolatria à tecnologia. • A tecnologia é a salvação de tudo. • Acreditar que a tecnologia só possui benefícios. • Pessoa organizar sua rotina e relacionamentos somente ao redor de novas tecnologias. • Acreditar que é impossível ter uma vida social de sucesso sem o uso de tecnologia. Fonte: adaptado de Freire e Batista(2014, p. 43-44). Nesse cenário de imersão tecnológica em que vivemos, estamos sempre diante de algum tipo de tela. Computador, smartphone, tablet, televisão, vídeo game dentre outros. A exposição excessiva aos reflexos luminosos que tais dispositivos geram também é grande, com isso, é muito comum observar pessoas que pos- suem problemas de vista, ou dores na cervical por conta posição em que ficam ao utiliza o celular por muito tempo. Todas essas situações têm desencadeado problemas físicos e até emocionais para os indivíduos dessa geração. A quantidade de informações geradas por meio dos dispositivos conectados à internet é gigantesca. Existem estudos que pontuam a dificuldade que nosso cérebro tem de lidar com essa quantidade de informações. Ainda estamos em fase de adaptação a tais situações. Com isso, vemos pessoas estressadas e fadigadas diante de tanta informa- ção gerada. Cada dia que passa, a tão sonhada mobilidade também tem gerado alguns problemas para os seres humanos. Não quero que você entenda que todos os males que temos presenciado são causados pela tecnologia. Longe disso, mas faço essa provocação para que você realmente reflita os impactos positivos e negativos que nossa geração tem recebido por meio de todo aparato tecnoló- gico existente em nosso meio hoje em dia. SOCIEDADE DA MOBILIDADE Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E156 CONSIDERAÇÕES FINAIS Caro(a) aluno(a), chegamos ao final da nossa última unidade. Neste ponto do nosso livro, tivemos o objetivo de trazer a tona algumas temáticas que uniram a tecnologia e mobilidade dentro de um contexto social. Com a discussão que foi proposta neste capítulo, foi possível você refletir a respeito do mundo glo- balizado em que vivemos e a tecnologia inserida nessa conjuntura. Além disso, debatemos a respeito da utilização de tecnologias móveis, sendo que essas propor- cionam inúmeras facilidades para as organizações e também para a vida pessoal. Com o intuito de resgatar um pouco da história que interferiu diretamente na realidade que estamos presenciando atualmente, foi abordado no decorrer desta unidade assuntos que mostraram as rupturas que aconteceram com o pas- sar do tempo e os impactos gerados na sociedade. Vimos que, desde o período da Primeira Revolução Industrial, as transformações nos modelos de produção e nas formas de realizar os trabalhos, impactaram no contexto social e, conse- quentemente, foram evoluindo com o passar do tempo. Hoje em dia, cada vez mais, presenciamos a busca pela velocidade e pelo ime- diatismo. Essas duas característica dos tempos atuais fazem com que as empresas e pessoas estejam sempre diante de necessidades que, até então, não existiam. A necessidade de estar conectado, de dar respostas com agilidade, de estar infor- mado sobre tudo, enfim, de estar, literalmente, ligado o tempo todo. Assim, com toda essa fome por inovação e informações novas, a cultura da obsolescência programada tem se propagado com o passar dos anos. Os pro- dutos são criados para se tornarem obsoletos, seja pelo fato de sua vida útil ser menor, ou pelo desejo dos indivíduos em adquirir um modelo mais novo de um determinado bem. Essa cultura de uso da tecnologia também foi um assunto que abordamos nesta unidade. Vivemos o momento da mobilidade, com isso, hoje em dia, usar smartphones e estar em uma rede social, faz parte da cultura das pessoas. Sendo que essa cultura está cada vez mais inserida em nossa sociedade. A principal reflexão, caro(a) aluno(a), está no uso equilibrado da tecnologia, de forma que não proporcione prejuízos a sua empresa e, principalmente, a você. 157 1. Conforme estudamos nesta unidade, foi possível perceber que estamos cada vez mais globalizando as atividades que são desenvolvidas em nosso cotidiano. Diante desse cenário, DISCORRA a respeito dos motivos que levam a intensifica- ção da globalização no mundo de hoje. 2. Estamos presenciando um momento de muitas transformações em nossa socie- dade. Entretanto o mundo passou por momentos históricos que também exer- ceram impacto social e, consequentemente, mudanças no comportamento das pessoas. A respeito da Primeira Revolução Industrial, analise as seguintes afirma- ções: I - Uma das invenções mais importantes desse período foi a Máquina a Vapor, que proporcionou grandes mudanças no contexto da época. II - Máquinas começam a substituir a força humana. Isso causou grande impacto na época. III - Nesse período, aconteceram diversas transformações no setor de transportes e, principalmente, nos meios de comunicação. IV - A evolução que mais marcou essa fase da história foi realçada por avanços de velocidade na transmissão das informações e geração de novos produtos. Após analisar as afirmações, podemos dizer que está correto o que se afir- ma apenas em: a. I e III. b. I e II. c. I, II e III. d. I, III e IV. e. I, II, III e IV. 158 3. A discussão que fizemos no decorrer desta unidade nos proporcionou refletir a respeito dos impactos que a tecnologia causa em nossa sociedade. Tais impactos fazem com que as pessoas mudem suas formas de agir, pensar e interagir com o mundo. Isso pode ser considerado uma mudança cultural. Para compreender melhor essas transformações, expusemos nesta unidade algumas explicações sociológicas a respeito da cultura e a tecnologia. Assim, assinale a alternativa que representa os objetivos da cultura em um contexto social: a. Proporcionar a satisfação de necessidades humanas por meio de normas que limitam tais necessidades. b. Trabalhar de forma intensa o incentivo por tornar os bens de consumo obso- letos, levando ao aumento do consumo e movimentação da economia. c. Movimentar as pessoas de maneira a fazer uma reflexão momentânea do que se vive no presente, com base nas experiências já vivenciadas anteriormente. d. Proporcionar a experiência positiva do uso da tecnologia no contexto atual de forma a disseminar a cultura da mobilidade. e. Todas as afirmações estão corretas diante do solicitado. 4. Foi possível perceber em nosso estudo que a tecnologia, além de inúmeras van- tagens, pode, na contramão, proporcionar alguns prejuízos. Essa situação pode ser presenciada em relação a possíveis doenças que podem ser causadas por conta do cenário tecnológico que estamos presenciando. Analise as seguintes opções abaixo: I - Possuir a crença de que a tecnologia só proporciona benefícios. II - Acreditar que apenas com o uso de tecnologia é possível ter vida social sau- dável. III - Dificuldade em se familiarizar com novas ferramentas tecnológicas. IV - As novas tecnologias não são consideradas como algo totalmente necessário. Após analisar as afirmações, assinale a alternativa correta: a. Todas se relacionam com a Tecnofobia. b. Todas se relacionam com a Tecnofilia. c. As afirmações I e II se relacionam com a Tecnofobia e as afirmações III e IV se relacionam com a Tecnofilia. d. As afirmações I e II se relacionam com a Tecnofilia e as afirmações III e IV se relacionam com a Tecnofobia. e. As afirmações I e III se relacionam com a Tecnofobia e as afirmações II e IV se relacionam com a Tecnofilia. 159 5. A mobilidade proporcionada pela tecnologia tem sido estudada por diversas áreas de pesquisa. É difícil pensar no mundo moderno sem associar aos aparatos tecnológicos e a velocidade que os dispositivos móveis proporcionam para nos- sos afazeres. Essa busca intensa por se tornar cada vez mais móvel vai além dos limites físicos. Com isso, as pessoas são impactadas por diversas informações, nos mais variados formatos, de forma ágil e instantânea. Alguns autores chamam as pessoas que se enquadram nesse tipo de comportamento de: a. Nativos digitais. b. Tecno culturais. c. Nômades virtuais. d. Tecnofóbicos. e. Obsoletos programados. 160 UM MAL A SER COMBATIDO: A OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA Em tempos de Rio+20, é imprescindível que dediquemos ao menos uma pequena parcela denosso tempo para expor alguns pontos chave sobre a tal da “Obsolescência Programada”. Um tema atualíssimo e de vasta amplitude, posto que afeta toda a coletividade. Mas, afinal de contas, o que é essa “Obsolescência Programada”? Talvez muitos não te- nham ouvido falar deste termo, é possível que mesmo os que já ouviram não tenham ligado o nome ao seu significado. O fato é que esse termo foi criado em decorrência do processo de “descartalização” criado, a partir dos idos de 1930, como uma grande jogada dos países capitalistas, a fim de movimentar a economia pós-crise dos anos 1920, tendo em vista o grande estoque de produtos que se encontrava totalmente parado nos por- tos, fábricas e armazéns em decorrência da grande recessão econômica da época. A medida tomada para promover a movimentação da economia, em um ato totalmente desesperado dos fabricantes da época, foi estrategicamente diminuir o ciclo de vida útil dos produtos, de modo a garantir um consumo contínuo por meio da insatisfação dos consumidores. Essa prática, intitulada de Obsolescência Programada, basicamente se aplica toda vez que os fabricantes produzem um ou vários produtos que, artificialmente, tenham, de al- guma forma, sua durabilidade diminuída do que originalmente se espera. Como efeito, os consumidores são obrigados a descartar os produtos adquiridos em um prazo muito menor e a substituí-los por novos, que provavelmente também tiveram sua durabilida- de alterada. Esse ciclo infinito de consumo acaba tornando-se um grave problema, e não apenas aos consumidores brasileiros. O aumento de lixo eletrônico e tóxico, bem como a falta de informações claras sobre como deve ser realizado o descarte desses produtos obso- letos, tem provocado impactos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população mundial ao longo dos anos. Atualmente a população mundial consome cerca de 30% a mais do que o planeta pode suportar e repor. Aliado a tal fato, há ainda a necessidade de se reduzir em mais de 40% a emissão dos gases provenientes do efeito estufa, a fim de que a temperatura global não aumente mais do que dois graus Celsius. Ressalta-se, neste ponto, que a proteção ao meio ambiente é uma missão de toda cole- tividade, sendo inclusive amparada por nossa Constituição Federal em seu artigo 225, caput, que dispõe que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibra- do, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”. 161 A Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sóli- dos, criada com base no citado artigo 225 da Constituição Federal, também prevê prin- cípios e objetivos básicos que tentam assegurar a proteção ao meio ambiente, inclusive reforçando em seus artigos 30 a 33 a responsabilidade compartilhada entre Poder Públi- co, fornecedores de produtos e consumidores, sobre o ciclo de vida dos produtos, suas embalagens e a forma correta do descarte de pilhas, pneus, óleos, lâmpadas, produtos eletrônicos e demais componentes, a fim de evitar não só a Obsolescência Programada, mas também o manejo correto de todo o lixo e sua devida reciclagem. Aliado ao aspecto ambiental, também encontramos amparo no Código de Defesa do Consumidor, que prevê, como um direito básico dos consumidores, o direito à educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços (art. 6º,II, CDC), bem como o direito a informação adequada e clara (art. 6º, III, CDC), a fim de garantir que os consumidores tenham plena ciência de todas as características do produto, inclusive sobre sua durabilidade e maneira correta de descarte, de forma a garantir a plena liber- dade de escolha dos consumidores no ato da aquisição de tais produtos, equilibrando, ao final, a relação de consumo. No entanto, caso o consumidor não seja amplamente informado de todas as caracterís- ticas do produto e seja, de alguma forma, prejudicado pela prática abusiva da Obsoles- cência Programada, poderá ele se valer do do Poder Judiciário, a fim de ver reparada sua insatisfação. Um exemplo de como essa prática abusiva chega ao Judiciário seria o caso em que o consumidor adquire, de boa-fé, um produto e, dentro do prazo da garantia, este já apre- senta defeitos, não atingindo o fim a que se destina. Porém, além de já ter um problema de consumo, muitas vezes o consumidor é informado pelo fornecedor que será impos- sível realizar o reparo, pelo fato de que não há mais no mercado peças de reposição para o funcionamento adequado do produto, tornando-o totalmente inútil. O mal que a Obsolescência Programada traz à vida dos consumidores é demonstrado de forma cristalina nesses casos. Diante desse quadro, é necessário que haja uma maior atuação estatal, no sentido de regular e criar políticas públicas que de fato garantam um meio ambiente equilibrado, mudando totalmente os atuais padrões de consumo, por meio de uma fiscalização mais rígida das empresas que praticam a Obsolescência Programada e não dão informações claras e precisas aos consumidores, além de melhor educá-los e informá-los sobre seus direitos e sobre os males trazidos ao meio ambiente pelo descarte irregular de resíduos sólidos. Fonte: Printes (2012, on-line)1. MATERIAL COMPLEMENTAR Sociologia Anthony Giddens Editora: Penso Sinopse: se você deseja compreender um pouco mais a respeito da visão sociológica das mudanças globais que têm acontecido, deixo o convite para realizar a leitura do capítulo 4 do livro Sociologia, de Anthony Giddens. Nesse capítulo, o autor aborda assuntos relacionados às mudanças sociais e suas influências, como também alguns fatores que contribuem para a globalização. Veja um pouco mais de detalhes sobre o bloqueio do WhatsApp em maio de 2016. Essa reportagem do G1 mostra alguns casos reais de pessoas e empresas que foram impactados com a interrupção do serviço do aplicativo. Para saber mais, acesse o link disponível em: . O documentário Comprar, tirar, comprar retrata a respeito da obsolescência programada e seus impactos na sociedade. Para saber mais, acesse o link disponível em: . Jobs Sinopse: a história da ascensão de Steve Jobs, de rejeitado no colégio até tornar-se um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século XX. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta. Comentário: o filme conta a história do revolucionário e visionário fundador da Apple, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Independente da sua opinião a respeito do comportamento de Steve Jobs (líder, grosseiro, gênio, copiador de ideias), vale a pena conhecer um pouco sobre sua trajetória, de um simples nerd de garagem até se transformar no próprietário de uma das marcas mais valiosas do planeta. http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/05/prejuizo-e-plano-b-marcam-bloqueio-do-whatsapp-em-juiz-de-fora.html 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https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo https://www.youtube.com/watch?v=o0k7UhDpOAo REFERÊNCIAS 163 ARP, R. 1001 ideias que mudaram nossa forma de pensar. Rio de Janeiro: Sextan- te, 2014. BATISTA, E. de O. Sistemas de Informação: O uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006. CAMARGO, O. Cultura. Brasil Escola. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2016. ESTADÃO. Brasil tem 98 milhões de pessoas sem acesso à internet. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2016. FREIRE, E.; BATISTA, S. S. dos S. Sociedade e tecnologia na era digital. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. GIDDENS, A. Sociologia. 6. ed. Porto Alegre: Penso, 2012. LEMOS, A. Cultura e Mobilidade. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 40, p. 28-25, dez. 2009. REFERÊNCIAS GABARITO 1. O desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação, espe- cialmente com os impactos da mobilidade, proporcionam, cada vez mais, a ne- cessidade de se conectar com pessoas de diversas partes do mundo e em tem- po real. A sensação de que tudo deve ser feito o mais rápido possível também proporcionam essa necessidade de se intensificar no contexto de um mundo globalizado. 2. B. 3. A. 4. D. 5. C. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: . Acesso em: 22 jun. 2016. http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programadahttp://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/um-mal-a-ser-combatido-a-obsolescencia-programada CONCLUSÃO 165 Caro(a) aluno(a), assim terminamos nossa jornada! Foram 5 unidades que passea- ram por diversos temas importantes, os quais giram em torno da Tecnologia e Mo- bilidade. Inicialmente, na unidade I, discutimos sobre as tendências móveis e as tecnologias que nos cercam, como a computação ubíqua e pervasiva. Sem falar na computação vestível, computação nômade e a Internet das Coisas. Também pontuamos sobre o BYOD e a Consumerização, duas vertendes que têm sido utilizada pelas empresas. Na sequência, dentro da segunda Unidade do livro, realizamos uma abordagem so- bre os principais conceitos de mobilidade para os dispositivos móveis. Tais disposi- tivos precisam atender os requisitos de portabilidade, conectividade, usabilidade e funcionalidade, sendo fácil transportar e utilizar. Passamos, então, para a unidade III, na qual discutimos “por que” e “como” nos tornar móveis no mundo da conectividade. Vimos que as pessoas estão móveis o tempo todo. Discutimos também sobre os Aplicativos móveis e suas classificações, desde ferramentas de suporte à produtividade até a recuperação de informação e seu de- senvolvimento. Falamos sobre as Redes Convergentes e como elas agrupam o uso de tecnologias para unificar redes de voz e dados. Na unidade IV, foi abordado como se deu a expansão dos aparelhos celulares em todo mundo. Estudamos um pouco sobre as redes de telefonia móvel e suas gera- ções. Estudamos ainda alternativas do acesso móvel, como Hotspots e Wi-Max que, além de deixar os usuários cada vez mais conectados, auxiliam de forma a desafogar as redes de telefonia móvel. Por fim, na última unidade, discutimos diversos assuntos que permeiam a tecno- logia mergulhada na sociedade em que vivemos. Vimos que, desde o período da Primeira Revolução Industrial, passamos por transformações e evoluções. Por exem- plo, a quantidade de informações geradas hoje em dia. Com essa quantidade de informações e acesso a dispositivos tecnológicos, também temos presenciado situ- ações problemas com as pessoas, pontos também discutidos nessa unidade. As reflexões que permearam nossos estudos tiveram por objetivo plantar uma pe- quena semente de provocação em sua mente. Provocação é claro, no sentido posi- tivo da palavra, ou seja, fazer você realmente exercitar o seu dom de pensar e não simplesmente aceitar apenas um dos lados da moeda. Espero que as considerações debatidas no decorrer de toda sua leitura tenham sido válidas para a sua construção de conhecimento. Afinal, com o dinamismo que paira no conceito desta palavra tão disseminada hoje em dia, “Conhecimento”, as en- grenagens do seu cérebro precisam ser lubrificadas constantemente. Assim, aquilo que você constrói agora pode servir de alicerce para outras construções de conhe- cimento futuras! Não pare por aqui! Vamos em frente! Um abraço! CONCLUSÃO h.mst4u5egnb78 UNIDADE I INTRODUÇÃO A TECNOLOGIA MÓVEL Introdução Tecnologia Móvel - Cenário e Tendência Tendências de Evolução das Aplicações Tendências no Ambiente Corporativo BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização Mobile Tagging Arte e Design em Dispositivos Móveis Estudo de Caso Considerações Finais Gabarito UNIDADE II MOBILIDADE E A NOVA ERA DIGITAL Introdução Mobilidade - A Grande Tendência do Futuro Tecnologia e Mobilidade Paradigma da Mobilidade Mobilidade e a Nova Era da “Internet das Coisas” A Mobilização na Prática Considerações Finais Gabarito UNIDADE III POR QUE E COMO TORNAR-SE MÓVEL Introdução Por que Tornar-se Móvel? Como Tornar-se Móvel? Aplicativos Móveis Redes Convergentes Considerações Finais Referências Gabarito UNIDADE IV OS BENEFICIOS DA TECNOLOGIA MÓVEL NO MUNDO ATUAL Introdução A Expansão Explosiva do Celular Tipos de Tecnologia Móvel Alternativas de Acesso Móvel Serviços de Localização Uso dos Dispositivos Móveis nos Negócios Estudo de Caso Aplicativos (App) ou Negócio? Considerações Finais Gabarito UNIDADE V SOCIEDADE DA MOBILIDADE Introdução Tecnologia em Um Mundo Globalizado Tecnologias Móveis: Usar ou Não Usar? Eis a Questão! Um Pouco de História Cultura e Tecnologia Os Males da Tecnologia Considerações Finais Referências Gabarito Conclusãotambém pela onda da computação em nuvem, possibilitando que seus cola- boradores possam acessar as aplicações de qualquer lugar e a qualquer momento. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E24 BYOD (BRING YOUR OWN DEVICE) E CONSUMERIZAÇÃO Você já ouviu falar em BYOD? Quando se fala em Mobilidade Corporativa, surge este fenômeno “BYOD (Bring Your Own Device). Segundo Garanhani (2013), é um fenômeno global que envolve serviços, políticas e tecnologias e que propicia que os colaboradores de uma empresa venham a desempenhar atividades profissionais utili- zando seus próprios equipamentos, como smartphones, tablets, notebooks etc. A sigla BYOD (Bring Your Own Device) , traduzida, significa “traga seu próprio dispositivo”. Para muitos, hoje em dia, é difícil ficar sem um smartphone ou um tablet e, assim, o BYOD, que se trata do uso de aparelhos de colaboradores na empresa, vem para facilitar muito o desempenho das tarefas, funções e o ganho na pro- dutividade. Mas, por outro lado, o grande problema é que, quando se começa a executar funções do trabalho no aparelho profissional, um dos maiores riscos que ocorre é em relação à segurança das informações da empresa, sendo que o cola- borador pode perder esse aparelho ou até mesmo ser roubado. Nesse caso, como ficam as informações da empresa? Como toda tecnologia é uma tendência, ela não pode ser deixada de lado pelas pessoas, principalmente pelos colaboradores da empresa. E a Consumerização? Já ouviram falar? Você sabe o que significa? Muitas vezes, esses conceitos são confun- didos. Será que são diferentes ou são usados para conceituar o mesmo fenômeno? BYOD (Bring Your Own Device) e Consumerização Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 25 O conceito BYOD (Bring Your Own Device) vem sendo confundido com o con- ceito de Consumerização, mas são considerados fenômenos diferentes. De acordo com Teixeira (2013, p. 27), o conceito de Consumerização e BYOD: o uso de smartphones, tablets, computadores pessoais e aplicações de terceiros no ambiente de trabalho, chamados de consumerização de TI e de BYOD (Bring Your Own Device) é uma realidade no ambiente organizacional atual. Enquanto o BYOD se relaciona simplesmente ao fato de o funcionário trazer seu próprio dispositivo móvel para tra- balho [...]. Consumerização de TI retrata os trabalhadores que estão investindo recursos próprios para comprar, aprender e usar aplicações de computador e tecnologias de consumo popular para realizar tarefas no ambiente de trabalho. Teixeira (2013), ainda coloca que, muito além do uso de equipamentos pesso- ais para o trabalho, a Consumerização de TI, envolve o uso de aplicativos e de serviços de internet, aplicativos de mídia social e ferramentas de consumo e produtividade e, com isso, amplia a relação entre os colaboradores, clientes e parceiros da empresa. O autor ainda coloca que os colaboradores da empresa querem o BYOD para poder esco- lher seus dispositivos e aplicativos e terem a capacidade de combinar suas vidas pessoais e profissionais. Não surpreendentemente, muitos funcionários preferem acessar os recursos corporativos, utilizando sua própria tecnologia, porque lhe é familiar, mais eficiente e já parte inte- grante das suas vidas diária (TEIXEIRA, 2013, p. 22). Conforme Garanhani (2013, p. 35) “esta liberdade tem seu lado positivo, mas também aspectos negativos. Do ponto de vista do colaborador, tudo é transpa- rente, já para o ambiente corporativo um “quebra-cabeça” a montar”. Aluno(a), você já trabalhou em uma empresa que fornece dispositivos móveis para uso? E, na empresa atual, você pode utilizar os seus próprios dispositivos? “O ser humano é mobile por natureza, e essa mobilidade já carrega em si a ideia de constante mudança” (Gabriel). INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E26 MOBILE TAGGING Mobile Tagging é um conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis por meio do uso de dados em um código de bar- ras bidimensional (2D). O fornecimento das informações ocorre por meio da decodificação e escaneamento por intermédio de um dispositivo móvel como celular ou smartphone. Segundo Ishii, (2012, p. 45) sobre o Mobile Tagging: a única exigência para que haja a leitura desse tipo de comunicação através dos dispositivos móveis é a necessidade de uma câmera fotográ- fica integrada e um aplicativo de leitura que pode ser baixado por meio da internet. Assim, é só focalizar a câmera para o código desejado que o aplicativo escaneia e decodifica a informação ali contida, que pode ser um link de determinado site, um texto sms, uma propaganda, imagens, cartão de visita [...]. Um exemplo de Mobile Tagging é o QR Code. Ele é um código de barras em 2D, que nos permite gravar vários dados e informações em seus códigos e ele é conside- rado um Quick Response, um código de resposta rápida. Segundo Ishii (2012, p. 52), os QR Codes podem armazenar informações complexas fazendo uso de uma matriz de pequeno porte. Esse código faz a decodificação de informações de maneira rápida e sem grandes modificações ou restri- ções na leitura, possuindo a capacidade de decodificar dados de textos alfanuméricos, além de URLs e outras informações que direcionem os usuários a sites específicos. Mobile Tagging Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 27 Você já deve ter visto ou usado um QR Code e pode estar se perguntando: como exatamente funciona? O Processo de leitura do QR Code funciona por meio de um aplicativo para celular que permite ao usuário apontar a câmera para a figura do QR Code, em que o aplicativo scaneia e faz a tradução das informações. Figura 1- Processo de leitura QR Code Abrir um leitor de QR Code Apontar a câmera ao QR Code O leitor descodi�ca o QR Code É levado para um mobile website Carregando... www... Fonte: adaptado de Ishii (2012, p. 50). Conforme Ishii (2012, p. 50) “os tipos de informações contidas no QR Code podem ser as mais variadas, como mensagens de texto, links para sites, infor- mações sobre o produto, imagens entre outros”. Figura 2 - QR Code Contato Texto URL SMS Número de telefone Tweet Fonte: adaptado de Ishii (2012, p. 50). INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E28 O uso do Mobile Tagging nos permite criar mídias de informação, pois as tags além de terem o poder de interagir com as pessoas, ainda permitem que as mídias impressas, por exemplo, façam links para internet. O destaque para o QR Code é que ele desperta a curiosidade do consumidor. Você nunca teve a sua curiosi- dade aguçada após ver um QR Code? Mesmo não comprando o produto e você podendo decodificá-lo e ver as informações disponíveis. Um exemplo de uso do QR Code, que visa proporcionar maior praticidade e segurança aos clientes, é o check-in code, usado por algumas companhias aéreas. A intenção é acabar com as longas filas para o check-in nos aeroportos e diminuir a emissão de papel impresso com a confecção de bilhetes de embarque. Empresas como a Delta e a TAM, por exemplo, adotaram o QR Code em seus voos. Basta o cliente fazer o check-in on-line e escolher se prefere receber o cartão de embar- que por e-mail ou SMS. Além disso, o código oferece informações sobre status de vôo, portão de embarque, atualizações meteorológicas entre outras. (ISHII 2012). O mundo codificado A comunicação humana é um processo artificial. Baseia-se em artifícios, des- cobertas, ferramentas, instrumentos e em símbolos organizados em códigos. Os homens comunicam-se uns com os outrosde uma maneira não natural. Na fala, não são produzidos sons naturais, como, por exemplo, no canto dos pás- saros, e a escrita não é um gesto natural, como a dança das abelhas. Por isso a teoria da comunicação não é uma ciência natural [...]. Com os avanços tecnoló- gicos, a imagem surge como uma importante forma de interação. Por meio da televisão, do computador, da fotografia, do cinema e até mesmo dos celulares e tablets, o homem se vê diante de um momento histórico no qual as imagens produzidas por aparelhos invadem a sua vida como um todo. E este mundo co- dificado encontra na comunicação publicitária voltada ao Marketing, um forte aliado, já que cada vez mais as empresas disputam o limitado tempo de inte- ração das suas marcas com seus clientes/espectadores/consumidores. (Silva). Arte e Design em Dispositivos Móveis Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 29 ARTE E DESIGN EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Será que a arte e o design podem influenciar nos dispositivos móveis? O usu- ário é influenciado pelo design das mídias digitais? Para Rodrigues (2012, p. 61) influencia, aproveitando-se do contexto oferecido pela mobilidade, a arte aden- tra, na relação com a tecnologia, no cotidiano das pessoas. E mais, os dispositivos não só influenciam na recepção de dados como também podem ser vistos como matéria estruturante de trabalhos artísticos. Por intermédio de aplicativos, ambiente construído por computador e am- biente real se aproximam. Por vezes, a intersecção entre os espaços cria um poder de ilusão que modifica a percepção humana sobre os am- bientes. Assim, esse aumento da capacidade de iludir se relaciona com as técnicas de concepção dos ambientes construídos por computador. Qual seria o foco do design em relação aos dispositivos móveis? O foco está na mobilidade e nas características físicas dos dis- positivos móveis, que podem ser o próprio aparelho físico ou suas qualidades, ou particularidades de uso, de comunicação e principalmente, a intimidade com o indivíduo. O design nos dispositivos deve levar em conta a percepção dos usu- ários pela forma, as dimensões do espaço, cor, estilo e como ocorre a comunicação. Para entendermos melhor essa arte, o design e suas relações com os dispositivos móveis, vamos ver alguns estudos de caso que mostram os designs que podem ser produzidos a partir do uso dos dispositivos, acompanhe. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E30 ESTUDO DE CASO ESTUDO DE CASO 1 – PROJETO: A MOSCA, DA SÉRIE PARASITAS URBANOS. Gilberto Esparza é mexicano. Suas criações são elaboradas a partir de elementos eletrônicos simples, usados no dia a dia. Ele transforma um elemento cotidiano em outro que provoque estranhamento. Suas obras indagam a responsabili- dade do homem na vida do planeta e no seu modo de viver em sociedade. O artista também possui um site no qual expõe, por vídeos e fotos, os seus proje- tos. Na Bienal do Mercosul em 2009, o artista apresentou no Brasil seu trabalho criado em 2006, que consiste em pequenas “moscas - robôs” que invadiram o galpão da mostra de exposição. As pequenas moscas foram fabricadas a partir de um pequeno motor utilizado nos smartphones. A mosca voa em ambientes urbanos como um parasita, fazendo uma comparação do inseto com os dispo- sitivos móveis usados no dia a dia. Os pequenos aparelhos smartphones, assim como as “moscas-robôs”, entram em todos os lugares e transformam as rotinas das pessoas, tornando-se muitas vezes inconvenientes. Embora os smartphones ganhem, entre seus usuários, um alto grau de importância, não deixam de ser apenas pequenas máquinas, assim como os robôs de Esparza. Figura 3 – Mosca-Robô. Fonte: Dando… (on-line). Estudo de Caso Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 31 ESTUDO DE CASO II – EXPOSIÇÃO DA ARTE DE HOCKNEY EM IPADS David Hockney é um designer britânico e artista consagrado em trabalhos com montagens fotográficas e pinturas. Aos seus 73 anos (2010), promoveu uma expo- sição de desenhos inspirados em iPhones e iPads. Seus novos quadros são criados a partir de programas gráficos, baseados na luminosidade da tela. Nenhuma impressão ou pintura à tinta transmitiria o mesmo significado. Hockney com- para a luminosidade da tela digital com a luminosidade da janela do seu quarto pela manhã, em um dia de sol. Em sua exposição em Paris, não havia moldu- ras nas paredes, os desenhos foram expostos em Ipads espalhados pela sala. O diferencial desse trabalho é a utilização da tela digital exatamente da mesma maneira em que se utilizava a tela de pintura, mas valorizando as característi- cas físicas do meio digital de visualização. O que chama atenção nesse projeto é a passagem da pintura em tela para a arte nos dispositivos móveis, de maneira a valorizar as qualidades físicas destes aparelhos. Nesse momento, Hockney faz com que a função principal do smartphone seja a exposição de sua arte e não mais a comunicação, por dados ou voz. Compreende-se também que esse pro- jeto utiliza a tecnologia como continuidade dos outros meios e não como uma drástica ruptura entre o artefato e os dispositivos modernos. Esse designer traz a reflexão sobre as propriedades dos aparelhos e sua contribuição para a conti- nuidade de um desenvolvimento tecnológico e social. Figura 4 - Exposição da Arte de Hockney em Ipads Fonte: Penido (2011, on-line). INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA MÓVEL Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E32 CONSIDERAÇÕES FINAIS Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, aprendemos sobre a era tecnológica, sua importância, suas tendências e seus cenários nos meios sociais e corporativo. Vimos que não andamos mais sem nossos celulares, que nossos olhos ficam grudados nas telas e que somos dependentes desses dispositivos, seja nas redes sociais ou nas empresas. Também discutimos sobre a era da conexão, caracterizada pela computação ubíqua, pervasiva (“pervasive computing”) ou senciente. Sem falar na computa- ção vestível (wearable computing), um dos novos tipos de dispositivos móveis e sobre a Internet das Coisas (Internet of Things) que integra a mobilidade de qual- quer dispositivo computacional, enquanto estamos em movimento. Outro ponto abordado em nosso estudo tratou a respeito da “computação nômade”, no qual a capacidade de comunicação é capaz de atender as necessidades dos colabora- dores de movimentação. Será que damos conta de tudo isso? Será que estamos preparados para a nova era? Fica a reflexão! Projeto Via Invisível No metrô da cidade de São Paulo, Fabio Fon e Soraya Braz instalaram um painel sensível à radiação dos smartphones como forma de alerta sobre o uso da radiação existente nos aparelhos e para a advertência da ONU de quanto isso pode ser prejudicial para a saúde. O resultado foi chamado de “Via Invisível”. Fabio Fon é web designer, observador de dispositivos tecno- lógicos contemporâneos e doutor em artes pela Universidade de São Paulo (USP). As instalações formaram o conjunto de nove pontos do metrô da Ave- nida Paulista, na cidade de São Paulo, e fizeram parte do Festival Internacio- nal de Linguagem Eletrônica (FILE PAI) de 2011. Quem passava pelo metrô por uma das nove saídas da Linha 2 - Verde, encontrava uma instalação de leds, onde as luzes piscavam conforme o número de smartphones ativos ao redor. Os designers chamaram a atenção dos passageiros ao dar forma e cor para a radiação, tornaram visível algo oculto e fizeram os sujeitos pensarem sobre o uso dos dispositivos móveis. Fonte: Nunes (on-line)1. Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d efe ve re iro d e 19 98 . 33 Trabalhar usando nosso próprio dispositivo? Realmente isso já é realidade em diversas organizações, assunto que abordamos dentro da Mobilidade Corporativa. Para a empresa, é interessante que o colaborador móvel utilize as tecnologias nas tarefas do seu dia a dia. Além disso, o fenômeno BYOD e a Consumerização também foram tratados neste início de estudo. Aprendemos que por vezes esses conceitos se confundem, mas que possuem diferenças. Caminhando para o final de nossa unidade, conhecemos o Mobile Tagging como um conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em dispositivos móveis por meio do uso de dados em um código de barras bidimen- sional (2D), em especial o QR Code. E, finalizando nossa abordagem, foi possível perceber que, na atualidade, arte e design também estão ligados aos dispositivos móveis e a tecnologia. Depois desta unidade, com o conhecimento que já adquirimos sobre as tec- nologias móveis e suas tendências, podemos passar para a próxima unidade para que deste modo possamos nos aprofundar ainda mais na Mobilidade. Preparados? Então vamos em frente! Bons estudos! 34 1. Marque com V a verdadeira e com F a falsa, sobre o processo de software: ( ) Os chamados carputers, que representam um dispositivo móvel criado e modificado especificamente para um avião, são chamados computação vestível (wearable computing), no qual dispositivos eletrônicos minúsculos serão “vesti- dos” pelo usuários. ( ) Ao pensarmos em pervasividade, devemos pensar em ubiquidade que se- ria estar em todo lugar, a todo momento. ( ) Ubiquitous Computing é considerado o acesso do usuário ao ambiente computacional, de um só lugar e não a todo momento, por meio de qualquer dispositivo, com interfaces naturais para a interação. Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. V, F, V. b. F, V, V. c. V, V, V. d. F, V, F. 2. Toda tecnologia é uma tendência, ela não pode ser deixada de lado pelos cola- boradores da empresa. O uso de dispositivos pessoais dos próprios colaborado- res para o trabalho, certamente aumenta a produtividade e, com isso, aumenta o uso de serviços e aplicativos de fornecedores independentes para a armaze- nagem em nuvem e mídias sociais. Explique a diferença entre os conceitos de BOYD e Consumerização. 3. Conceito usado para indicar o processo de fornecimento de dados em disposi- tivos móveis, por meio do uso de dados em um código de barras bidimensional (2D). Que conceito é esse? Cite um exemplo. 4. Quando pensamos em arte e design em dispositivos móveis, estamos pensando em mobilidade. Qual seria o foco do design em relação aos dispositivos móveis? 35 5. Computação Pervasiva implica que o computador está embarcado no ambiente de forma invisível para o usuário. Sobre Computação Pervasiva: I. Ao pensarmos em pervasividade, devemos pensar em ubiquidade que seria não estar em todo lugar, a todo momento. II. O ambiente também pode e deve ser capaz de detectar outros dispositivos que venham a fazer parte dele. III. Dessa interação surge a capacidade de computadores agirem de forma “des- controlada” no ambiente no qual nos movemos, um ambiente povoado por sen- sores e serviços computacionais. IV. A Internet das Coisas (Internet of Things) é a mais recente e ela nada mais é do que uma implementação que promove a pervasividade da computação, que integra a mobilidade de qualquer dispositivo computacional, enquanto estamos em movimento. V. Sobre Computação ubíqua e Computação Pervasiva surgem muitas pesqui- sas e trabalhos, algumas vertentes têm surgido sobre esse mesmo conceito, mas com outros nomes. Assinale a opção com a sequência CORRETA: a. Somente as questões II, IV e V estão corretas. b. Somente as questões I e II estão corretas. c. Somente a questão III está correta. d. Somente a questão V está correta. e. Todas estão corretas. 36 UMA IMAGEM QUE VALE POR MIL PALAVRAS: QR CODE, CONCEITO E APLICABILIDADES. O QR Code, para o planejamento estratégico de Relações Públicas apresenta inúmeras aplicações. A seguir, algumas delas: 1. Na área do entretenimento, seu uso pode facilitar o processo de relacionamento com o público-alvo na criação de sensações e experiências interessantes. Durante a Feira de Brinquedos de Nova Iorque (2012), a empresa The United States Playing Card Company apresentou uma nova maneira de jogar cartas, utilizando smartphones para tornar o jogo mais dinâmico. Ela lançou um novo estilo de jogos de cartas, em que algumas delas possuiam QR codes, que ao serem digitalizados, mudavam a regra do jogo, o que trouxe ao tradicional jogo de cartas um caráter mais criativo e interessante. O QR Code ao “atuar como um link físico para o mundo on-line digital [...] funciona também como um instru- mento de ampliação da realidade” (GABRIEL, 2010, p. 176). 2. No serviço público, o QR code pode ser usado em diversos ambientes e ocasiões, como, por exemplo, em jardins botânicos, praias, placas, outdoor, ônibus, entre outros, para direcionar os usuários a informações de utilidade pública ou a campanhas de pre- servação ou prevenção por exemplo. A partir dos códigos, dados como o uso medicinal ou valor alimentar dos espécimes botânicos em exibição, dados sobre o clima e solo predominante na região, horários e itinerários de linhas do transporte coletivo podem ser obtidos de maneira rápida e prática. A praia de Santa Mônica na Califórnia, Estados Unidos, por exemplo, iniciou o uso de QR Codes em uma campanha para promover a limpeza e a conservação da área. A ONG Heal the Bay e a prefeitura de Santa Mônica distribuíram 500 latas de lixos com o QR Code im- presso nelas. O código liberava mensagens sobre a condição do tempo, melhores ondas para surfar, entre outras informações. 3. Na área empresarial privada, existem diversas aplicações possíveis, desde as mais sim- ples à mais elaboradas, que se beneficiem dos códigos bidimensionais. As organizações podem, por meio do do QR Code, criar tags para serem usadas na fa- chada de seus prédios, trazendo mais informações sobre o imóvel em questão (história, divulgação de um evento que esteja ocorrendo na ocasião...), e até mesmo criar ações que visem facilitar o dia a dia do seu cliente. O Shopping Leblon, localizado no Rio de Janeiro, por exemplo, já adotou inúmeras ações mobile. Ele já possui um aplicativo que informa as lojas disponíveis, a programação de cinema, além de uma solução para ajudar frequentadores a localizar seus carros dentro do estabelecimento. Dessa forma, no estacionamento, foram colocados QR Codes em cada pilastra, que in- dicam o setor e a área das vagas ao redor. Para utilizar o serviço e não esquecer onde parou o carro, o usuário deve digitalizar o código mais próximo do automóvel, sen- do direcionando para uma página que indica o setor e área da localização do veículo. 37 Outro serviço bastante interessante foi lançado, em 2011, pelo Banco do Brasil, a fim de aumentar a liberdade do cliente, facilitando o pagamento de boletos. O “BB Code”, nome dado ao novo serviço, substitui a senha eletrônica, que possibilita a confirma- ção de transações feitas pelo computador, por um QR Code. O lançamento permite aos clientes a realização de transações em qualquer computador conectado a internet, utilizando seu smartphone cadastrado para digitalizar o código 2D exibido na tela do computador e confirmar a operação realizada no banco on-line. 4. Mobile tags, principalmente os QR Codes, tem sido usado também por pessoas em cintos, camisetas, tatuagens e cartões de visita. As tags produzem links para sites, infor- mações pessoais ou encriptam informações de contato. Um uso particular de mobile tags no Japão é sua aplicação em túmulos, o que demons- tra que os QR Codes são bastante utilizados por lá. Lançada pela empresa Ishinokoe, o “Kuyou no mado”, cujo significado é “A voz das pedras”, é a campanha que consiste no uso de QR Codes em túmulos. Os túmulos das empresas tem QR Codes contendolinks para uma landing page que contém o perfil do falecido. Além disso, a partir do momento que o site é visitado, um recurso gera uma lista com o nome das pessoas que a visitaram e a data em que essa visita foi realizada. Outras possibilidades como a aplicação de QR Codes em cartões de visitas, contendo informações pessoais, estão se tornando bas- tante populares. Por meio dele, é possível inserir dados pessoais, histórico profissional ou acadêmico de forma criativa e diferenciada, transformando o tradicional cartão de visitas em uma maneira prática de interagir com o público-alvo. Além disso, QR Code impresso em coleiras de cães e gatos, por exemplo, se tornam uma interessante alterna- tiva para identificar nome, endereço, raça e outras informações do bicho de estimação. 5. Outra alternativa, ainda recente, está na aplicação dos códigos bidimensionais em campanhas eleitorais. Barack Obama, por exemplo, faz uso dessa tecnologia em sua es- tratégia digital nas eleições americanas de 2012. A ideia está sendo incorporada como estratégia também para as eleições brasileiras des- se ano. Um exemplo regional é o candidato a vereador da cidade de Bauru- SP, Ton Peres, que resolveu utilizá-lo impresso em seu “santinho”. 6. No campo da educação, muitas possibilidades podem ser desenvolvidas desde a di- vulgação de feiras, vestibulares ou exposições até a sua aplicação dentro de sala de aula, trazendo referências a conteúdos de maneira fácil e mais interessante aos alunos. Outra vantagem do uso didático desses códigos é a sua capacidade em proporcionar interati- vidade para praticamente qualquer material. Eles podem ser inseridos em meio a con- teúdos impressos, ambientes físicos (colados na parede ou em banner, por exemplo), websites, vídeos etc. Dadas as possibilidades, é possível afirmar que o uso de códigos QR envolve os alunos em uma experiência diferenciada de engajamento com o assunto tratado em aula. Fonte: Ishii (2012, on-line)2. MATERIAL COMPLEMENTAR M-business: tecnologia móvel e estratégia de negócios Ravi Kalakota Editora: Bookman Sinopse: Esta obra acaba com os mitos que levam as empresas a desperdiçar bilhões de dólares em soluções mal concebidas. Oferece um quadro completo do que está por trás do ciclo de inovação e uma discussão sobre como empresas diferentes estão desenvolvendo estratégias de mercado. Comunicação Ubíqua Lucia Santaella Editora: Paulus Editora Sinopse: Este livro examina sob variados ângulos, como, em função da hipermobilidade, tornamo-nos seres ubíquos, intermitentemente presentes- ausentes, e quais os efeitos colaterais que tal condição acarreta. Já Imaginou se fosse possivel transmitir o cheiro e o gosto de cada imagem que você vê, não se limitando a apenas comer com os olhos? Este interessante artigo mostra que em um futuro próximo, o que hoje parece surreal no ciberespaço, vai se transformar em uma experiência multisensorial capaz de compartilhar gostos, cheiros e toques pela web. A finalidade é expandir os sentidos para além do audiovisual e aproximar sensações virtuais. Achou interessante? Para saber mais, acesse o link disponível em: . http://www.ciadoslivros.com.br/meta/autor/ravi-kalakota http://www.ciadoslivros.com.br/meta/autor/ravi-kalakota http://www.ciadoslivros.com.br/meta/autor/ravi-kalakota http://www.ciadoslivros.com.br/meta/editora/bookman-grupo-a http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=SANTAELLA%2C+LUCIA&Ntk=product.collaborator.name http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=SANTAELLA%2C+LUCIA&Ntk=product.collaborator.name http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=PAULUS+EDITORA&Ntk=product.vendorName http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=PAULUS+EDITORA&Ntk=product.vendorName http://www.livrariacultura.com.br/busca?Ntt=PAULUS+EDITORA&Ntk=product.vendorName http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ http://comendocomosolhos.com/gosto-e-cheiro-via-web/ Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR O vídeo no qual o professor de Comunicação Digital da ECA-USP mostra que a mídia em tecnologia móvel ainda é pouco explorada. Aborda também a inovação aberta e de como a tecnologia viabilizou esse método. A entrevista foi concedida à jornalista Patricia Buneker durante o evento “Think Infinite”, realizado pelo Google com o apoio da HSM. Para saber mais acesse o link disponível em: . A Cidade do Futuro: dispositivos móveis e a cidadania do futuro Este vídeo muito interessante sobre a Computação Ubíqua e como ela mudou a ideia de cidadania de modo definitivo. A proposta desta palestra é demonstrar como isso se deu e quais são as consequências de longo prazo para o desenvolvimento das cidades e da vida urbana a partir da banalização da computação, em especial, dos dispositivos móveis. Para saber mais, acesse o link disponível em: . https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=m3gkl95SIOU https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo https://www.youtube.com/watch?v=QHuRNyRYXRo REFERÊNCIAS ALCANTARA, C. 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Aces- so em: 7 jun. 2016. http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://professordiovani.com.br/rw/monografia_araujo.pdf http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html http://losbois.blogspot.com.br/2009/12/cobertura-da-7-bienal-do-mercosul.html REFERÊNCIAS 41 MARTINS, J. 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