Prévia do material em texto
Sangue Conceito Valor semiológico 1 Hematopoiese Sangue – tecido líquido do organismo O sangue é o fluído vascular composto por células: Eritrócitos, Leucócitos (Granulócitos, agranulócitos), Plaquetas e plasma. 3 Objectivo do estudo Métodos de exame do sangue Conhecer locais de colheita Interpretação semiológica dos resultados 4 Métodos de Exame de sangue Hematológicos Bioquimicos Sorológicos (o tipo de exame determina o tipo de amostra) Com e sem anticoagulante 5 Tipo de Análise - Tipo de Amostra Bioquímica e Sorológica - Soro ou plasma Hematológica - Sangue total com EDTA Glicémica - Plasma com fluoreto de sódio Coagulação - Plasma com citrato de sódio Tampa amarela contém activador de coágulo – usado para bioquimica 7 8 Locais de colheita Veia marginal da orelha ( peq. quantidades) Veia jugular ( todas) veia coccigea média ( Bovinos 2˚ a 3 ˚ espaço intervertebral coccigeo) Veia radial ou safena ( cães e gatos) veia da orelha, coccigea média, cava anterior , amputação da ponta do rabo , saco venoso do fundo do olho(suinos) 9 Locais de colheita Locais de colheita Locais de colheita Locais de colheita Locais de colheita Cuidados a ter Agulhas secas Area de colheita seca ( hemólise) Frascos de recolha limpos e secos ( hemólise) Evitar excitação do animal ( alterações) Evitar garrote prolongado ( hemoconcentração) 15 TIPOS DE EXAME E PAINEIS 16 Principais parâmetros hematológicos Hematócrito Ht٪ (PCV) Hemoglobina Hb (gr/l) Contagem de Glóbulos Vermelhos (RBC) Contagem de Glóbulos Brancos (WBC) Contagem diferencial de Leucócitos Plaquetas ou trombócitos 17 O exame hematológico Resulta da análise dos Eritrócitos Leucócitos Plaquetas Soro 18 Eritrócitos Produção regulada pela eritropoetina Rim (resposta a hipóxia) Resposta adequado suplemento em proteína, ferro, cobre, cobalto e certas vitaminas. A deficiência baixa resposta eritrogénica. 19 Avaliação dos Eritrócitos Amostra de sangue c/ antic. avaliar: Contagem total dos eritrócitos A concentração de hemoglobina; O volume de células vermelhas na amostra ( hematócrito) Esfregaço ( tamanho, forma , parasitas) 20 Contagem Total de Eritrócitos Câmara hemocitométrica ou contadores celulares electrónicos Interpretação Semiológica Normoémia Anemia _ redução do número total de Eritrócitos Policitémia (pseudo) Desequilíbrio liquido ( ex. desidratação --> Ht ) Policitémia secundária Doenças que causam hipóxia histotóxica ex. insuficiência cardíaca, doenças respiratórias crónicas, neoplasias pulmonares Eritrócitos 21 Avaliação da Hemoglobina Amostra de sangue c/ antic. Shali e CUSo4( campo), sol. Drabkin, contadores electrónicos Nos animais varia entre 100 a 160- gr/litro valores abaixo indicam - Anemia. 22 Amostra de sangue c/ antic. macrohematócrito e microhematócrito Volume de Eritrócitos num volume total de sangue Interpretação Semiológica Anemia diminuição do PCV Policitémia ( pseudo) hemoconcentração Avaliação do Hematócrito (PCV) 23 Índices das Células Vermelhas Conçentração da hemoglobina+ contagem de Eritrócitos + Hematócrito. MCV MCH MCHC 24 MCV MCV = PCV (l/l) X1000_______ total RBC ( x1012 /l) Volume médio de eritrócitos num ml de sangue MCV normocitose MCV macrocitose MCV microcitose 25 MCV macrocitose Interpretação Semiológica Anemia regenerativa (reticulócitos) FEVL- anemia macrocitica não regenerativa Doença Mieloproliferativa Deficiência de Vit. B12 (maturação) Macrocitose familiar 26 FEVL – leucemia viral felina MCV Normocitose Interpretação Semiológica Estados iniciais de hemorragia 27 MCV microcitose Interpretação Semiológica Deficiência de Ferro (extra divisão) Microcitose familiar s/anemia- Akita 28 MCV Interpretação Semiológica Desvio “positivo “– indica subpopulação de eritrócitos largos como macrocitosis associada a resposta regenerativa Desvio “negativo”– subpopulação de eritrócitos pequenos como microcitosis associada a def. de ferro 29 MCH MCH (pg)= total de hemoglobina(gr/dl) x10 total RBC ( x 1012 /l) Quantidade médio de hemoglobina por célula Interpretação Semiológica Redução dá indicação de eminente def. ferro pois reduz antes do MCHC 30 MCHC MCHC ( gr/dl)= total hemoglobina (gr/dl) PCV (l/l) Concentração média de hemoglobina num dado volume de eritrócitos MCHC Normocromasia. MCHC Hipocromasia. MCHC Hipercromasia (artefactos) 31 MCHC Hipocromasia Interpretação Semiológica Anemias regenerativas ( cels largas temAnisocitosis – variação do tamanho reticulócitos ( gra) Micrócitos (peq) Poikilocitosis – variação de forma ( eritropoiesis deficiente) 35 Leucócitos Globulos Brancos do Sangue Unidades móveis do sistema protector Formados na medula óssea e tecido linfóide 36 Leucócitos Tipos de Leucócitos Polimorfonucleares- granulócitos ( neutrófilos , eosinófilos e basófilos) Agranulócitos ( Linfócitos e monócitos) Leucograma ( esfregaço) - informação relativa a células brancas em circulação Leucocitos 38 Leucócitos Leucocitose – aumento do número total de Leucócitos acima dos valores normais de cada espécie Interpretação Semiológica Leucocitosis fisiológica (stress, exercício fisíco, digestão, cio e gestação) Leucocitosis Patológica ( infecções bacterianas, virais, parasitas, alergenos etc..) Leucócitos Leucopenia – redução do número total de Leucócitos abaixo dos valores normais de cada espécie Interpretação Semiológica Estágios inicias de doença, Degeneração ( granulopoesis defeciente) Depressão da medula óssea ( granulopoiesis reduzida) Depleção/ exaustão da Medula óssea ( a demanda > que a produção) Neutrófilos Presentes nos tecidos em casos de inflamação e infecção Função Fagocitose de bactérias piogénicas 41 Neutrofilia Neutrófilos Neutrofilia Fisiológica Interpretação Semiológica Medo,excitação, exercício adrenalina fluxo sanguíneo Patológica Interpretação Semiológica Infecções bacterianas sistémicas infecções supurativas 42 NEUTROFILIA PATOLOGICA Presentes nos tecidos em casos de inflamação e infecção Função Fagocitose de bactérias piogénicas HEMATOLOGIA NA CLÍNICA DE PEQUENOS ANIMAIS LEUCOGRAMA NEUTRÓFILOS SEGMENTADOS BASTONETES Função: Combater inflamação/infecção Estoque Medular Vaso Sanguíneo Periférico 1 2 Neutrófilos Neutrofilos Neutrofilia Desvio à esquerda aumento de células imaturas em circulação Desvio à esquerda Regenerativo aumentadas imaturas+maturas Desvio à esquerda degenerativo ↑Imaturas + redução/ausência de maturas 45 Neutrófilos NEUTROFILIA Leucograma de Stress- dor, trauma, cirurgia, severa debilitaçãoglucocorticoides endógenos Neutrofilia + Linfopenia+ Eosinopenia Corticosteóides demarginação endotelial de neutrófilosNeutrofilia Corticosteroides Lise dos Linfócitos/ alteração da circulação Linfática Linfopenia corticosteróidessequestro e inibição da libertação de Eosinófilos Eosinopenia 47 Neutropenia Neutrófilos Inflamação hiperaguda demanda massiva pelos tecidos exaustão da medula desvio à esquerda degenerativo 48 Desvio esquerda degenerativo > células imaturas do que maturas Contagem neutrófilos normal ou reduzida Indicativo de situação desfavorável Medula não responde 50 Neutropenia/reduzida produção Falha da medula óssea Neutropenia s/ desvio à esquerda Ex: parvovirose canina, FVL, drogas como sulfas, phenilbutazona estrogénios, radiacões, desnutricão persistente 52 Linfocitose linfócitos Linfocitose fisiológica associada a excitação Forte estimulação imune ex: infecção crónica,virémia. Hipoadrenocorticismo; Pós-vacinação ↑ linfoblastos; Animais jovens; Leucemias 53 Linfopenia Linfócitos Terapia com glucocorticóides Hiperadrenocorticismo Fase aguda de infecção viral Septicémia/endotexémia 54 Eosinofilia Eosinófilos Parasitismo; Alergia; Neoplasias. 55 Eusinopenia Eosinófilos Condições de stress; Corticosteróides Septicémia/endotexémia 56 Monócitos Função nos tecidos fagocitose de células mortas, microorganismos e corpos estranhos 57 Monocitose Monócitos Inflamação crónica ( tuberculose, listeriosis) Necrose dos tecidos ex: grandes tumores c/ necrose Stress Tratamento com glucocorticoides hiperadrenocorticismo 58 Basófilos Basofilia ( aumento dos basófilos acima dos valores normais de cada espécie) Leucemias de tipo basofilico Dirofilariosis dos cães hiperlipoproteinémia Plaquetas Fragmentaçāo dos Megacariócitos Testes para defeitos de coagulacao Contagem de plaquetas Trombocitose Trombocitopenia 60 Orgãos hematopoieticos Medula óssea Linfonodos Baço Avaliação da Medula ASPIRAR Principais parâmetros diagnóstico bioquímico Enzimas Metabólitos Hormonas Eletrólitos 64 Enzimas plasma específicas. Enzimas não plasma específicas: Associadas ao metabolismo celular e contidas nas células. Libertadas quando a célula está danificada. Enzimas de secreção (amilase, lipase, fosfatases). Enzimas 65 LOCALIZAÇÃO DAS ENZIMAS NAS CÉLULAS Enzimas citoplasmáticas Enzimas mitocondriais Enzimas lisosomais Enzimas das membranas Estímulo para aumento de produção. 66 Localização das enzimas nas células 67 Distribuição celular de algumas enzimas usadas clinicamente Citoplasma ALT, AST1 (isoenzima citosólica) SD, CK (1-3) , LD (1-5) Mitocóndria AST2 (isoenzima mitocondrial) Retículo endoplasmático GGT Membrana ALP, GGT Gránulos intracitoplasmáticos (zimogéneo) AMILASE, LIPASE 68 Distribuição das enzimas mais comuns pelo corpo Enzimas Localização ALT (GPT) Fígado, músculos, rins Aldolase Músculos (esquelético e cardiaco) ALP Fígado, ossos, mucosa intestinal, placenta rins Amilase Pâncreas, gl. Salivares AST (GOT) Fígado, m.esquéletico, coração, rins, cérebro, pâncreas e eritrócitos ChE Sistema nervoso, fígado CK Músculos, cérebro GGT Fígado, rins, gl.mamária, leite, sémem LDH Fígado músculos, e quase todas tecidos 69 Continuação da tabela Lipase Pâncreas SDH Fígado Tripsina Pâncreas 70 Proteinas totais Sintetizadas no figado Albuminas ( 35 a 55% dePT) PROT.TOT e globulinas Função: Manutenção da pressão coloidosmótica; Transporte de substancias ex: ferritina,bil n conj. Etc.. Imunidade humoral 71 Hiperproteinémia Desidratação ou perda de líquidos Aumento de globulinas por infecções traumas doenças Amostra hemolisada Choque 72 Hipoproteinémia Malnutrição Doença hepática Glomerolonefritis, enteropatias ( sindrome de mal absorcão),queimaduras, hiperhidratação 73 Albumina Mais abundante 30 a 35% das Prot. Tot indicam patologias Hiperalbuminémia: desidratação Hipoalbuminémia: Sintese reduzida(d. Hepática, infecção crónica,malnutrição) Perda excessiva ( peritinites, glomerulonefritis, queimaduras peritonitis) 74 Glicose Os níveis são determinados pelo equilibrio entre a produção e o consumo O nível sanguíneo é controlado por hormonnas: epenifrina e glucagona e a insulina 75 Glicose Diabetes Melitus Pancreatitis aguda ou crónica Hipoinsulinismo Infusão de glicose Ingestão recente de alimentos desidratação 76 Glicose Lactação Hiperinsulinismo Malabsorção Necrose hepática malnutrição 77 Indicadores de doença hepática Os parâmetros clinicopatológicos dividem-se em: 1. Testes das enzimas séricas Célula danificada (ALT, AST, SD, GLDH) Aumento de produção (ALP, GGT) 78 Testes de função hepática Substâncias produzidas (albumina, urea, factores de coagulação, glicose. Substâncias dependentes de processos metabólicos ou excreção (bilirrubina, ácidos biliares , amónia, colesterol) 79 Alanina Aminotranferase (ALT) Encontrada nos Hepatócitos e tecido muscular de cães e gatos Bom indicador da lesão hepática ligeira – testar severidade AST Estados terminais valores podem baixar para normal ALT aumenta tb nos casos de lesão musculo esquelética – testar CK 80 ALT Doença hepatobiliar aguda ou crónica Cirrose hepática Obstrução dos ductos biliares Tóxicos Infecções parasitárias ( brucelose) Casos extremos de lesão muscular 81 ALT Def de vitamina B6 – desenvolve fígado gorduroso Estágios terminais de doença hepática 82 Aspartato Aminotrasferase Presente nas mitocôndrias e citoplasma do fígado assim como de outros tecidos Ajuda a determinar severidade da lesão Por não ser enzima específica, dever ser testado com outras ex: ALT para fígado e CK para musculos 83 AST Doença hepática severa ( infecciosa, tóxica, obstrução dos ductos biliares) Necrose do músculo esquelético, degeneração e lesão do tecido cerebral Def. De vitamina E selénio (provoca degeneração de cels musculares) Intenso exercício físico Injecção intramuscular Necrose do músculo cardíaco 84 AST Def. De vit. B6 – figado gorduroso Estágios terminais de doença hepática 85 Fosfatase alcalina ( ALP) Enzima associada a membrana celular e presente em quase todos os tecidos. Em maior quantidade nos ossos, fígado e túbulos renais Usado como indicador de doença hepática e dos ossos 86 ALP Doença hepática, hepatites, neoplasmas, colestasis ( principal local de síntese) Actividade osteoblástica - Fracuras de ossos, fase de crescimento de tumores, prenhez Hiperparatiroidismo ( tumor das gls. Parotídeas, provoca aumento de actividade osteoblástica, eleva a concentração de cálcio e leva a aumento da excreção de fosfatos) Doença renal Retenção da placenta Def. de vit. D – aumenta absorção intestinal de cálcio e fósforo – promove calcificação do osso 87 ALP Alta produção de leite Hipoparatiroidismo 88 GGT ( GLUTAMILTRANSFERASE) Enzima encontrada nas membranas celulares, e em células activas no metabolismo dos aminoácidos (rins, fígado e intestino) Encontra-se em grande quantidade no colostro Aumenta a actividade sérica como resultado de colestasis Indicador de doença hepática em grandes animais 89 GGT Doença hepática ( obstrução,hepatitis,cirrose, carcinoma) Em recém nascidos como indicador da toma de colostro 90 Testes da Função Hepática Bilirrubina Produto de degradação da hemoglobina. A bilirrubina não conjugada é transportada ao fígado ligada a albumina. Após sua conjugação, é excretada pelos canalículos biliares à bilis. O aumento de bilirrubina pode ser extrahepática, intrahepática ou préhepatica. 91 Colesterol Eliminado no fígado na forma de ácidos biliares. Hipercolesterolemia ocorre em pacientes com obstrução biliar extrahepática. Hipocolesterolemia ocorre secundária a anomalia vascular portal congénita. Amónia Produto de catabolismo de aminoácidos, removido pelo fígado e incorporado na urea para excreção renal. Encefalopatia Hepática. 92 Ácidos biliares Produzidos no fígado e excretados na bile. Reabsorvidos no ileun (circ.enterohepática). Ácidos biliares séricos são um teste muito mais fíável da função hépatica que a bilirrubina. Detectados mesmo antes de existir ictericia. 93 TESTES DA FUNÇÃO RENAL Urea Urea é sintetizada no fígado excretretada por filtração glomerular.- serve de indicador da função renal 94 ureia Depende de: excreção/produção Redução do fluxo sanguineo renal (falha cardíaca, choque, desidratação) Dieta rica em proteinas Obstrução do trato urinário 95 ureia Reduzida sintese ( insuficiência hepática) Malabsorção Dieta pobre em proteínas 96 Creatinina É exclusivamente filtrada pelos glomérulos. Concentação sérica de creatinina depende da massa muscular, fazendo-a um excelente marcador da função renal. Creatinina eleva-se somente quando 50% da capacidade de filtração glomerular está reduzida. 97 creatinina Redução do fluxo sanguineo renal (falha cardíaca, choque, desidratação) – redução da filtração glomerular Doença renal Obstrução do trato urinário Lesão muscular 98 creatinina A produção de creatinina depende da massa muscular Má condição corporal 99 TESTES DO SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO CREATINA KINASE Enzima usada para diagnóstico de doença muscular Altas concentrações no cérebro e miocárdio sobretudo no músculo esquelético. 100 CREATINA KINASE Necrosedo músculo cardíaco e esquelético. Miocardites Stress físico prolongado Imobilização prolongada Trauma, injecção IM miosites 101 102 TESTES ÀS ANORMALIDADES DO PÂNCREAS Amilase Alfa amilase é produzida no pâncreas, fígado, gl salivares e intestino delgado. Aumento de amilase no soro indica doença pancreática. Adicionalmente deve-se determinar lipase, para ajudar no diag dif. 103 Amilase Pancreatite aguda Obstrução intestinal Neoplasia do Pâncreas Obstrução das gls. salivares 104 Lipase Enzima digestiva produzida no pâncreas Uma lesão pancreática resulta na libertação da enzima 105 image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg