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CRIMINALÍSTICA E INVESTIGAÇÃO CRIMINAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 05 - A PERÍCIA 
MÉDICO-LEGAL 
Prezado(a) aluno(a), 
 
Seja bem-vindo(a) à nossa quinta aula! Continuando nossa jornada de 
estudos, neste módulo exploraremos um conjunto de temas essenciais em 
Medicina Legal: Perícia Médico-Legal no Direito Penal, Métodos Médico-Legais 
para Identificação das Vítimas e Procedimentos Periciais em Medicina Legal. 
Assim como nas aulas anteriores, avançaremos na compreensão de como 
a aplicação da lógica e da análise rigorosa são fundamentais na administração da 
justiça. Neste contexto, entenderemos como as perícias médico-legais 
desempenham um papel crucial na elucidação de fatos criminais, utilizando 
métodos específicos para identificação das vítimas e procedimentos periciais 
detalhados para coleta e análise de evidências. 
Estaremos focados em aprender como esses elementos contribuem para a 
construção de argumentos sólidos e para a comunicação precisa de resultados 
periciais que influenciam diretamente no desfecho de processos judiciais. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
5 INTRODUÇÃO 
A perícia, derivada do latim "peritia", é um exame realizado por médicos com o 
objetivo de auxiliar as autoridades que dependem de seus resultados para concluir 
investigações, como policiais, advogados, promotores de justiça e juízes. A perícia 
médica, em seu sentido mais amplo, é um ato exclusivo do médico, podendo ser 
realizada tanto por médicos civis quanto militares, desde que possuam a capacidade 
necessária. 
A perícia médico-legal é definida como um conjunto de procedimentos médicos 
e técnicos com a finalidade de esclarecer fatos de interesse da Justiça. Trata-se de 
um processo pelo qual a autoridade busca conhecer, por meios técnicos e científicos, 
a existência ou ausência de determinados eventos que possam influenciar a decisão 
em uma questão judicial relacionada à vida ou à saúde humana, ou a qualquer aspecto 
que a ela se refira. 
O Conselho Federal de Medicina, em parecer jurídico n. 163/1997, estabelece 
que o perito médico-legista deve seguir os preceitos éticos da medicina. O trabalho 
do médico legista é de natureza médico-pericial e não policial. 
Todo delito deixa vestígios. A ausência de vestígios equivale à afirmação de 
que não houve delito. As perícias são realizadas sobre esses vestígios, que 
constituem o corpo material do delito e, em conjunto, são denominados corpo de delito 
(CARDOSO, 2009). 
As perícias podem ser feitas em pessoas vivas, cadáveres, animais, 
substâncias e objetos. Em relação às pessoas, as perícias têm como objetivo 
determinar a identidade, idade, raça, sexo, altura; diagnosticar gravidez, parto e 
puerpério, lesões corporais, sociopatias, sedução e estupro, doenças venéreas; 
determinar exclusão de paternidade, doenças e retardamento mental, simulação de 
loucura; além de investigar envenenamentos e intoxicações, doenças profissionais e 
acidentes de trabalho (CROCE; CROCE, 2009). 
As perícias são sempre solicitadas por autoridades legalmente responsáveis 
pelo inquérito ou pela ação instaurada de direito público. No entanto, se a prova não 
for obrigatória, pode ser requerida pelas partes, incluindo a apresentação de quesitos 
antes da realização da diligência. 
 
 
 
O ambiente mais adequado para a realização das perícias são as instituições 
oficiais, para onde devem ser encaminhadas as pessoas e os objetos relacionados ao 
fato a ser esclarecido. Entretanto, em casos de exames no local, seja no âmbito penal 
ou civil, o perito deve se deslocar até lá para coletar elementos materiais que não 
podem ser removidos, bem como para compreender o conjunto da cena onde ocorreu 
o fato (GOMES, 2004). 
5.1 Perícia médico-legal no Direito Penal 
O Código de Processo Penal (CPP) de 1941, vigente até os dias atuais, 
estabelece que as perícias sejam realizadas apenas por peritos oficiais. A Associação 
Brasileira de Medicina Legal possui a seguinte visão: “Ser referência na atividade que 
une os fundamentos da ciência atinente ao Médico Perito com as necessidades da 
Justiça, esta, enquanto maior bem da sociedade” (ABMLPM, 2018). 
O Processo Penal Brasileiro prevê em seu Título VII, Capítulo I, a partir do artigo 
155, as espécies de prova que o magistrado deve considerar em determinada situação 
probatória. Assim, de acordo com o Decreto-Lei nº 3.689, de 1941, os artigos 
corroboram: 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de 
corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do 
acusado. 
Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por 
perito oficial, portador de diploma de curso superior (BRASIL, 1941). 
Segundo Greco e Douglas (2022, p. 30), a medicina médico-legal desempenha 
um papel fundamental no processo penal, contribuindo para a elucidação de mais de 
90% dos casos, dado que diversos crimes envolvem a aplicação dessa disciplina, 
como homicídio, infanticídio, lesão corporal, estupro, aborto, entorpecentes, entre 
outros. 
No Capítulo II do Processo Penal, são descritas diversas modalidades de 
provas periciais. A seguir, serão abordados sete tipos de perícias. 
 
 
 
 
5.2 Métodos Médico-Legais para identificação das vítimas 
Identificar vítimas ou cadáveres requer um olhar apurado do perito, que deve 
possuir conhecimentos aprofundados sobre os aspectos anátomo-fisiológicos da raça 
humana. É essencial analisar cuidadosamente os dados disponíveis e buscar as 
melhores evidências. 
Além disso, diversos fatores influenciam na identificação das vítimas, como o 
estado de decomposição do corpo, o acesso ao local do crime e o uso adequado de 
técnicas para coleta de amostras biológicas relevantes. 
A seguir, apresentamos quatro métodos essenciais para a identificação de 
indivíduos, destacando suas principais características. Acompanhe: 
 
Caracterização por raça 
 
A raça é uma classificação objetiva usada na avaliação de indivíduos. Neste 
contexto, não se discute superioridade entre elas, algo inexistente, mas sim as 
diferenças anatômicas resultantes da miscigenação étnica. 
Nesse sentido, são identificados cinco tipos de raças para fins de medicina 
legal: caucásio, mongólico, negroide, indiano e australoide. Cada uma dessas raças 
é analisada quanto ao formato do crânio, tipos de cabelo e perfil facial. 
O indivíduo caucásio apresenta pele branca e formato ovalado do rosto, 
podendo ter cabelos crespos ou lisos. O tipo mongólico tem pele amarelada e rosto 
achatado de frente para trás. O negroide possui cabelo crespo em cachos e pele 
escura, enquanto o indiano tem pele amarelada com tendência a avermelhada. Por 
fim, o australoide se destaca pela estatura alta e variados tipos de cabelo. 
 
Caracterização por sexo 
 
A determinação anatômica do sexo considera a presença dos órgãos genitais 
e é objeto de análise minuciosa em casos de pseudo-hermafroditismo ou quando o 
cadáver está em estágio avançado de decomposição. 
 
 
 
Outras características, como o formato do tórax, da bacia e a integridade dos 
órgãos internos, também são avaliadas para determinar o gênero. O tórax feminino 
tende a ter formato ovalado, diferente do masculino. 
A bacia feminina é mais delicada e tem um diâmetro transversal maior. Mesmo 
em estágios avançados de decomposição, é possível identificar o útero, que diferencia 
o corpo feminino do masculino. 
 
Caracterização por sinais profissionais 
 
Certas profissões deixam marcas corporais características relacionadas ao 
trabalho realizado. A identificação dessas pistas pode ser de suma importância para 
distinguir as vítimas. 
Por exemplo, fotógrafos podem apresentar modificações nas unhas, 
sopradores de vidro desenvolvem calosidades específicas, e trabalhadores rurais 
podem ter falhas digitais. Além disso, observações adicionais podemrevelar 
informações importantes a partir dos cadáveres. 
É possível identificar uma linha azulada na estrutura gengival de trabalhadores 
de indústrias insalubres ou a presença de asbestos em funcionários da indústria de 
amianto. 
A caracterização médico-legal desempenha um papel crucial na identificação 
de vítimas ou cadáveres em contextos criminais. Exames e observações precisos 
podem fornecer informações claras para identificar ou descartar suspeitas. Detalhes 
da cena do crime, tipo sanguíneo, presença de tatuagens e características 
psicológicas também são considerados, contribuindo para conclusões mais precisas 
e próximas da realidade. 
A identificação de vítimas ou cadáveres pode ser feita por análises 
microscópicas, exames laboratoriais, percepção aguçada do perito e tantas outras 
pistas que fornecerão peças para encaixar nesse quebra-cabeça da revelação do 
crime. Abaixo, descreveremos detalhadamente esses métodos e suas aplicações na 
prática forense. 
 
 
 
5.3 Procedimentos Periciais em Medicina Legal 
A Medicina Legal desempenha corrobora na administração da justiça, 
fornecendo expertise médica para esclarecer questões complexas em casos criminais 
e judiciais. Dentro desse campo, os procedimentos periciais são fundamentais para a 
coleta, análise e interpretação de evidências físicas que podem elucidar a verdade 
sobre eventos como crimes, acidentes e mortes suspeitas. A seguir, descreveremos 
esses procedimentos em detalhes. 
 
Exame de Corpo de Delito 
 
O exame de corpo de delito compreende o conjunto de vestígios deixados pelo 
crime, representando a materialidade do delito e abrangendo elementos perceptíveis 
pelos sentidos. Este exame pode ser realizado "sobre a vítima, sobre o local e sobre 
instrumentos e demais objetos relacionados ao crime" (BINA, 2009). 
O Código de Processo Penal aborda o exame de corpo de delito em cinco 
artigos específicos: artigo 6º, 158º, 161º, 167º e 168º, os quais serão discutidos nos 
parágrafos seguintes. 
Conforme o artigo 6º, inciso VII, assim que a autoridade policial tomar 
conhecimento da prática do crime, deverá ordenar, se necessário, a realização do 
exame de corpo de delito e de outras perícias. 
O artigo 158º estabelece que, nos casos em que o crime deixar vestígios, é 
indispensável a realização do exame de corpo de delito, direto ou indireto, sendo que 
a confissão do acusado não pode substituí-lo. Este exame pode ser conduzido em 
qualquer dia e horário, conforme mencionado no artigo 161º. 
Quanto ao artigo 167º, caso os vestígios do crime tenham desaparecido e não 
seja possível realizar o exame de corpo de delito, a prova testemunhal pode suprir 
essa falta. 
No que diz respeito a lesões corporais, o artigo 168º determina que, se o exame 
pericial inicial for incompleto, deve-se realizar um exame complementar por ordem da 
autoridade policial ou judicial, de ofício, ou mediante solicitação do Ministério Público, 
da vítima, do acusado ou de seu defensor. Os peritos devem utilizar o auto de corpo 
 
 
 
de delito inicial para corrigir deficiências ou complementar as informações 
necessárias. 
 
Exame Necroscópico 
 
A necropsia forense é conduzida por um médico legista e visa esclarecer os 
mecanismos, tempo, efeitos e causas que levaram à morte do indivíduo, sendo um 
dos elementos centrais na investigação criminal. Este procedimento inclui a análise 
das circunstâncias que antecederam e cercaram o falecimento, bem como a inspeção 
e coleta de evidências no local onde o corpo foi encontrado (FINKBEINER, 2006). 
O artigo 162 do Código de Processo Penal prevê o exame necroscópico, 
estabelecendo um prazo mínimo de seis horas para sua realização após o óbito, a 
menos que os sinais de morte sejam evidentes, permitindo que os peritos dispensem 
esse período. Essa medida visa "evitar equívocos na constatação da morte, como em 
casos de síncopes, catalepsia e outros eventos de morte aparente" (NICOLITT, 2010). 
 
Exumação para Exame Cadavérico 
 
O termo "exumar" refere-se ao ato de desenterrar um cadáver, em 
contraposição à "inumação", que significa o seu enterro ou sepultamento (NESTOR, 
2015). 
Conforme estipulado no artigo 163 do Código de Processo Penal, a exumação 
para exame cadavérico é realizada mediante agendamento prévio da autoridade 
competente, em dia e hora determinados, sendo registrado um relatório detalhado 
dessa diligência. 
Após a exumação e a confirmação da identidade do cadáver, os peritos 
procederão a um novo exame de corpo de delito para esclarecer as questões que 
motivaram a exumação e dissipar quaisquer dúvidas remanescentes (MORAIS, 1994). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exame Perinecroscópico 
 
Diferentemente da necropsia realizada sobre o corpo pelo médico legista, o 
exame perinecroscópico ocorre no local do crime e é conduzido por peritos criminais, 
sendo todos os procedimentos formalizados através de laudos (BINA, 2009). 
O Código de Processo Penal aborda a questão do exame nos artigos 164 e 
169, embora de maneira indireta, o que requer uma interpretação cuidadosa ao longo 
da leitura da norma (BINA, 2009). 
No artigo 164, estipula-se que os cadáveres devem ser fotografados na posição 
em que foram encontrados, registrando-se também todas as lesões externas e 
vestígios deixados no local do crime. Já o artigo 169 determina que, para o exame do 
local da infração, a autoridade deve garantir que o estado das evidências não seja 
alterado até a chegada dos peritos. Estes podem complementar seus laudos com 
fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos. No parágrafo único, especifica-se 
que os peritos devem registrar no laudo quaisquer mudanças no estado das 
evidências e discutir em seu relatório as consequências dessas alterações na 
dinâmica dos eventos. 
 
Exame do Local do Crime 
 
O artigo 173 do Código de Processo Penal estabelece que, no caso de 
incêndio, os peritos devem investigar a causa e o local de origem do fogo, os riscos 
resultantes para a vida ou propriedade de terceiros, a extensão dos danos e seu valor, 
além de outras circunstâncias relevantes para esclarecer o evento. O exame no local 
também é previsto pelo artigo 169, conforme mencionado anteriormente neste estudo. 
Conforme o artigo 6 e seu inciso I do mesmo Código, a autoridade policial deve 
dirigir-se imediatamente ao local assim que tiver conhecimento da prática do crime, 
garantindo que o estado e a conservação das evidências não sejam alterados até a 
chegada dos peritos criminais. 
 
 
 
 
 
 
 
Exames dos Instrumentos 
 
No artigo 175 do CPP, é determinado que os instrumentos utilizados na prática 
do crime devem ser submetidos a exame para verificar sua natureza e eficácia. Esse 
exame pode servir para testar a eficiência do instrumento ou para coletar vestígios 
deixados nele, como sangue e impressões digitais (BINA, 2009). 
O artigo 171 do CPP menciona que nos crimes que envolvem destruição de 
obstáculos para a subtração de bens ou escalada, os peritos devem descrever os 
vestígios encontrados e indicar os instrumentos, meios e época presumida da prática 
do crime. 
 
Exame Laboratorial 
 
As perícias frequentemente requerem o uso de laboratórios para realizar 
estudos experimentais ou práticos relacionados a diversos campos científicos. A 
complexidade de certos casos exige o uso de equipamentos sofisticados pela polícia 
técnica para identificar a natureza de substâncias, resistência de materiais e 
conformidade com normas técnicas na construção, entre outros aspectos (NESTOR, 
2015). 
De acordo com o artigo 170 do CPP, nos exames laboratoriais, os peritos 
devem reservar material suficiente para a eventual realização de uma nova perícia. 
Quando apropriado, os laudos devem incluir provas fotográficas, microfotográficas, 
desenhos ou esquemas. 
 
Formalização das Provas Periciais 
 
O laudo pericial é um documento elaborado pelos peritos e deve conter uma 
descriçãodetalhada do objeto examinado, respostas aos quesitos formulados e, 
sempre que possível, evidências visuais como fotografias ou esquemas. 
O artigo 160 do CPP estipula que os peritos são responsáveis por elaborar o 
laudo pericial, descrevendo minuciosamente todos os aspectos examinados e 
respondendo aos quesitos formulados. O laudo deve ser concluído dentro de um 
 
 
 
prazo máximo de 10 dias, podendo ser prorrogado em casos excepcionais mediante 
solicitação dos peritos. 
Um laudo pericial é composto por quatro partes: preâmbulo, corpo (que inclui 
histórico, descrição, discussão e conclusão), respostas aos quesitos e autenticação. 
Em suma, os procedimentos periciais em medicina legal não apenas envolvem 
a coleta e análise de evidências físicas, mas também requerem interpretação técnica 
para esclarecer os eventos em questão. Desde a realização de exames no local do 
crime até a análise detalhada em laboratório, cada fase é essencial para garantir a 
integridade e precisão das conclusões periciais apresentadas aos órgãos judiciais. A 
formalização adequada dos laudos periciais, conforme previsto pelo Código de 
Processo Penal, assegura que todas as informações pertinentes sejam documentadas 
de maneira clara e objetiva, contribuindo significativamente para a eficácia da 
administração da justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BINA, Ricardo. Medicina Legal. São Paulo: Saraiva, 2009. 
BRASIL. Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal 
Brasileiro. Disponível em: https://encurtador.com.br/0hUBx. Acesso em: 19 jun. 2024. 
CARDOSO, Luiz Magalhães. Medicina legal para o acadêmico de direito. edição 
revisada, ampliada e atualizada. Belo Horizonte: Del Rey, 2009. 
CROCE, Demócrito; CROCE JUNIOR, Demócrito. Manual de medicina legal. 6. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2009. 
FINKBEINER, Walter E.; URSELL, Steven; DAVIS, Richard L. Autopsia em 
patologia: Atlas e Texto. São Paulo: Roca, 2006. 
GRECO, Rogério; DOUGLAS, William. Medicina legal: à luz do direito penal e 
direito processual penal. 15ª edição. Niterói: Impetus, 2022. 
MORAIS, Pedro H.; LOPES, José B. Da prova penal. 2ª edição. Campinas, SP: 
Copola, 1994. 
NESTOR, Tiago; ALENCAR, Renato R. Curso de direito processual penal. 10ª 
edição. Salvador: JusPodivm, 2015. 
NICOLITT, André. Manual de Processo Penal. 2ª edição atualizada. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2010.

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