Prévia do material em texto
MANUAL DE REQUISIÇÃO DE PERÍCIAS CRIMINAIS MANUAL DE REQUISIÇÃO DE PERÍCIAS CRIMINAIS ORGANIZADORES Karine Coradini Vitor Fernandes Dias Lopes Suzyelaine Tamarindo Marques da Cruz 1ª edição - 2023 Anderson Queiroz de Oliveira Anne Caroline Leônidas Pereira Claudio Eduardo Fonseca Miranda Conrado Pinto Rebessi Diego Roberto Santos de Oliveira Diogo Cirne Nunes Eduardo Araujo Ramos Felipe Alexandre Seilonski Felipe Soares de Carvalho Pires Frankswell Mackson Soares de Moura Hugo Pereira da Silva João Freire de Medeiros Neto João Gabriel Bezerra Costa Jossérgio Soares Antas de Gouveia Karine Coradini Letícia Oliveira Brito Placido Luiz Antônio de Oliveira Matheus Emmanuel Pereira Fernandes Melissa Fernandes Marinho de Souza Micael Rodrigo de Oliveira Machado Moab Araujo Pedro Meira de Henrique de Andrade Porfírio Dantas Gomes Sheila Kaionara Ferreira do Rego Suzyelaine Tamarindo Marques da Cruz Vitor Fernandes Dias Lopes Heglayne Pereira Vital da Silva Bruno Toffano Seidel Calazans Érick Carvalho Méndez AUTORES Flavio Alexandre Santos de Azevedo Newton Mota Gurgel Filho Victoria M.A.S. Cedraz COLABORADORES APROVAÇÃO Diretor Geral Marcos José Brandão Guimarães 10 Instituto de Criminalística [84] 98137-2136 Rua Ferreira Chaves 137, Ribeira, Natal/RN institutodecriminalistica@itep.rn.gov.br [84] 98137-2147(Adm) ou [84] 98137-1444 (plantão) Rua Severiano Alves da Costa, SN, Samanaú, Caicó/RN itepregionalcaico@gmail.com [84] 3232.6937 Av. Duque de Caxias 97, Ribeira, Natal/RN iml.natal@rn.gov.br Instituto de Medicina Legal Instituto de Identificação [84] 98137-2135 Av. Duque de Caxias 80, Ribeira, Natal/RN institutodeidentificacao@itep.rn.gov.br Regional de Caicó [84] 98137-2144 (Adm) ou [84] 98137-2429 (plantão) Rua Vicente Fernandes, S/N, Aeroporto I., Mossoró/RN Itep.coordenacao.mossoro@rn.gov.br Regional de Mossoró Laboratório de Genética Forense [84] 98137-2134 Av. Interventor Mário Câmara 3532, Cidade da Esperança, Natal/RN lgfrn@itep.rn.gov.br ou dnacriminalrn@gmail.com [84] 981527490 BR 405 KM 151 - Bairro Manoel Domingos, Pau dos Ferros/RN iteprnpdf@gmail.com Regional de Pau dos Ferros [84] 98137.2130 Av. Duque de Caxias 97, Ribeira, Natal/RN direcaogeral@itep.rn.gov.br Direção Geral A competência para a realização das perícias criminais e dos serviços de identificação civil e criminal no Estado do Rio Grande do Norte é oficialmente atribuída ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), órgão sob regime especial, vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). São órgãos integrantes da estrutura organizacional do ITEP/RN a Diretoria-Geral e os Institutos, que são subdivididos em Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Identificação (II) e Instituto de Medicina Legal (IML), todos localizados em Natal. Além disso, o ITEP possui 03 unidades regionais, localizadas em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. Tendo em vista que todos os envolvidos na persecução penal devem ter um entendimento adequado do processo pericial criminal, desde seu papel em locais de crime até os serviços especializados prestados pelos setores e laboratórios especializados e, a fim de otimizar a integração entre o ITEP/RN e as instituições envolvidas na seara criminal, garantir maior celeridade e efetividade à persecução penal e fornecer respostas eficazes à sociedade, este manual tem como objetivos: 1) Prover orientações e informações a respeito dos diferentes exames realizados pelo ITEP/RN; 2) Informar sobre como requisitar a perícia criminal; 3) Sugerir quesitos básicos e orientar quais não são recomendados; e 4) Orientar quanto ao isolamento de local de crime e preservação dos vestígios. APRESENTAÇÃO O ITEP/RN não atua de ofício, sendo fundamental a requisição formal de exames por parte das autoridades competentes (Delegados de Polícia, Promotores, Defensores Públicos, Juízes de Direito, Oficiais Militares na presidência de inquérito penal militar, Presidentes de Comissão Parlamentar de inquérito, entre outros, de acordo com disposição legal), acompanhada, sempre que possível, da formulação de quesitos, conforme o art. 160 do Código de Processo Penal. Os quesitos, do latim quaesitum (pergunta ou questão), são manifestações em forma de consultas oficiais emanadas de uma autoridade competente e imbuída do dever de apurar fatos do mundo natural com reflexo no âmbito da justiça. De tal forma, constata-se que para maior eficiência das investigações e julgamentos das infrações penais, os quesitos elaborados pelas autoridades devem ter relação lógica (causa e efeito, nexo de causalidade) com o que é investigado. Ou seja, ao elaborar e solicitar resposta aos quesitos, a autoridade direciona os esforços dos peritos criminais que aplicarão de maneira técnico-científica, o melhor método, para respondê-los da melhor forma. Logo, haverá relação causal do que é perguntado e o que é respondido, de maneira que resultados periciais que carecem de orientação na forma de quesitos poderão afetar o poder elucidativo do próprio procedimento pericial. Desta forma, este manual se propõe a fomentar uma (re)aproximação da atividade Pericial Criminal da Polícia Judiciária e Justiça criminal, e deverá ser utilizado como referência padrão para os questionamentos, não devendo os quesitos sugeridos aqui serem tratados como rígidos, podendo ser modificados conforme o caso (concreto) em tela. No entanto, sugere-se que as autoridades requisitantes evitem quesitações genéricas, dissociadas com os fatos investigados, a perigo de receberem laudos meramente descritivos e de pouco poder conclusivo e elucidativo. Por fim, tendo em vista os avanços científicos e tecnológicos nas Ciências Forenses, é importante consignar que outros tipos de exames periciais poderão ser solicitados, mesmo que não se encontrem listados neste manual. Qualquer dúvida quanto à possibilidade de realização da perícia criminal, acionamento, quesitação ou preservação da prova material, recomendamos que se entre em contato com as Direções dos Institutos ou subcoordenadorias das unidades regionais. Em certas ocorrências, uma reunião prévia com o perito é recomendado para que este possa direcionar o exame à obtenção de conclusões mais pertinentes ao caso. SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................................................................................. 01 COMO REQUISITAR A PERÍCIA.................................................................................... 05 ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS.................................................... 09 RECOMENDAÇÕES ACERCA DO ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS...................................................................................................................... 10 EXEMPLOS DE VESTÍGIOS MATERIAIS POTENCIALMENTE PRESENTES NOS LOCAIS DE CRIME E SEU VALOR PROBATÓRIO........................................................ 12 INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA - IC/ITEP NÚCLEO DE PERÍCIAS INTERNAS - NPI...................................................................... 17 1. SETOR DE PERÍCIAS EM DOCUMENTOSCOPIA – SPD......................................... 18 1.1. Exame Documentoscópico....................................................................................... 18 1.2. Exame Grafoscópico................................................................................................. 19 2. SETOR DE IDENTIFICAÇÃO VEICULAR – SIV......................................................... 20 2.1. Exame Pericial Para Identificação Veicular.............................................................. 20 3. SETOR DE PERÍCIAS CONTÁBEIS – SPC............................................................... 21 3.1. Análise de Documentos Contábeis........................................................................... 21 3.2. Identificação de Lavagem de Dinheiro......................................................................transformar áudio em texto. 5.Quesitos que tratem, simplesmente, de cópia. 6.Quesitos que visem, simplesmente, melhoria de imagens. Isso é feito, implicitamente, no preparatório para os exames específicos, além de a melhoria ser aspecto discricionário que o perito considerar para facilitar o exame e/ou embasar os resultados esperados e/ou obtidos. 7.Quesitos que visem, simplesmente, melhoria de áudio. Se considerar necessário, o perito irá fazer, para facilitar a análise e como forma intermediária para os aspectos do exame. Além disso, é uma situação muito subjetiva. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 5.3. EXAME PERICIAL EM MATERIAL VIDEOFONOGRÁFICO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Exames em diversas mídias que envolvam material de produção artística, tais como DVD, VHS, CD etc., contendo músicas, filmes e outras produções videofonográficas. Visa identificar o crime conhecido popularmente por "pirataria" de material artístico. Obs.: "pirataria" de software (programa de computador) não é discutido/incluído neste tópico. 30 QUESITOS BÁSICOS 1.Há conteúdo gravado nas mídias examinadas? 2.Há indicação de conteúdo no material examinado? 3.O conteúdo contido nas mídias é o mesmo indicado em seu invólucro? 4.Quanto ao aspecto da mídia física, aparenta ser de boa qualidade? 5.Quanto ao aspecto do conteúdo, aparenta ser de boa qualidade? QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO 1.Quesitos que direcionem, diretamente, para o aspecto de ilegalidade (pirataria, cópia indevida, cópia não autorizada etc.). Isso é condição legal. 2.Quesitos que direcionem para o confronto do aspecto visual e a ilegalidade ou o uso indevido. 3.Quesitos que visem desqualificar a forma de comercialização, pois isso também tem condição legal. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 5.4. EXAME PERICIAL EM VESTÍGIO DIGITAL DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME São os exames que envolvem arquivos como mídia, excluídos os destinados a audiovisual, além de diversos outros, como análise de rede ou mesmo da internet (logs etc.), análises em sites/redessociais etc. Incluem-se, também, os exames realizados em ambientes remotos, tais como redes sociais, sistemas computacionais ativos locais e a própria internet em si. Obter informações decorrentes da análise de um arquivo ou conjunto de arquivos específicos, resultados em análises em rede/internet a outras formas, além de identificar situações em que práticas delituosas são realizadas remotamente ou mesmo localmente, em um ambiente de intranet. 1.Há sinais de uso indevido de conta [especificar] utilizada na [especificar]? (Obs.: quando analisando resultados de informações fornecidas por provedores etc.). 2.Há sinais de acesso não autorizado na conta [especificar]? (Obs.: idem anterior). 3.Há sinais de adulteração nos arquivos examinados? (Obs.: quando analisando arquivos específicos). 4.Os arquivos examinados possuem aspectos de alteração ou enxerto? (Obs.: idem anterior). 5.Verificar se informações constam em bases de dados. Analisar as bases de dados e verificar se determinada ação/ocorrência está registrado nela e/ou como parece ter sido registrada. 6. Há sinais de tráfego indevido no sistema examinado? 7. Há sinais de acesso não autorizado a sistemas no ambiente examinado? 8. Há sinais de tráfego gerado no ambiente e que tenha como alvo [especificar]? (Ex.: o alvo pode ser um computador, local ou remoto, uma conta em rede social etc.). Obs.: muitas das análise são feitas nos logs fornecidos pelos administradores dos sistemas computacionais investigados/examinados ou mesmo intermediários, tais como provedores, gerentes de rede, etc. QUESITOS BÁSICOS 31 9. Quesitos genéricos para transcrição de bases de dados de forma de relatório podem ser feitos. Porém, é recomendável que tenha vínculo para uma destinação de análise criminal. QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO 1.Quesitos que tratem, simplesmente, de cópia. 2.Quesitos que envolvam identificar se uma determina conta foi utilizada por algum IP (endereço de internet) ou autores externos. Essas informações são armazenadas, somente, no sistema da conta ou do provedor. PORÉM, a perícia computacional também é bastante útil no direcionamento da solicitação, na colaboração com a investigação e, no fim, na análise comportamental das informações fornecidas pelos provedores, quer de conteúdo, quer de acesso, para, enfim, elaborar resultados de exames (laudos etc.). 3.Quesitos, direcionados à computação, que envolvam outras áreas, tais como contabilidade (análise documental), local de crime (ambiente) etc. Obs.: a criminalística é multidisciplinar e, como tal, pode conter misturas de objetivos. Porém, deve-se atentar a(s) área(s)envolvida(s). QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 5.5. EXAME PERICIAL EM LOCAL DE CRIME ENVOLVENDO EQUIPAMENTOS COMPUTACIONAIS DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Exames realizados em locais em que envolvam sistemas computacionais. Um dos mais comuns, apesar de ser do Código de Contravenções e envolva um simples TCO, é o local de exploração de jogos eletrônicos, APESAR de conter aspectos que possam direcionar para crimes como estelionato, dentre outros. Porém, há outros locais onde há práticas delituosas diversas, tanto onde a computação é um simples meio quanto aspectos onde sistemas computacionais são utilizados objetivamente (ex.: invasões de sistemas, ativamente ou passivamente). Além desses, há crimes comuns onde possa existir algum sistema computacional no ambiente e que possa ter sinais da prática, como contatos, registros por câmeras, transmissões de informações etc. Identificar situações em que os sistemas computacionais são utilizados para práticas delituosas ou são vítimas delas, além de poder as ter registrado. Obs.: como agente, crimes diversos, incluindo cibercrimes; como passivo, cibercrimes especificamente; como registro, crimes comuns. 20 QUESITOS BÁSICOS 1. Conforme a natureza, tanto genérica (meio ou fim) quanto específica, pode-se ter inúmeras questões. 2. Os sistemas computacionais examinados são utilizados para exploração de jogos, com pagamentos de valores? 32 .3. Os sistemas computacionais examinados são utilizados para distribuição de material [especificar] (ex.: distribuição de canais pagos, como NetFlix, GloboPlay etc.; distribuição de jogos on-line)? 4. Os sistemas computacionais examinados foram utilizados para realizar [especificar]? 5. Os sistemas computacionais examinados foram [especificar alguma situação onde o sistema é vítima, tais como invasão, acesso indevido etc.]? 6. Os sistemas computacionais examinados registram [especificar]? QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO Quesitos sem objetivos para produção de provas ou outros aspectos do objetivo da própria investigação. Quesitos do tipo "descrever todo o material". Isso é informação natural e a perícia pode/deve selecionar os mais específicos e descrever os que considerar relevantes. Não é recomendável utilizar palavras para descrever, materialmente, o crime, visando quea resposta seja a classificação criminal. Utilizar aspectos que possam inferir a prática em si. 1. 2. 3. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS RECOMENDAÇÕES GERAIS Para a realização de operações conjuntas em situações de flagrante delito em busacas e apreensões, pode-se contatar previamente o Instituto de Criminalística para agendamento de dia e hora, para que a perícia acompanhe a operação policial. 33 Setor de Perícias em Local de Crime Contra a Vida (SCCV); Setor de Perícias em Local de Crime Contra o Patrimônio (SCCP); Setor de Perícias de Engenharia Legal e Meio Ambiente (SELMA); Setor de Perícias de Reprodução Simulada dos Fatos (SRSF). O Núcleo de Perícias Externas é composto por quatro setores: 1. 2. 3. 4. Horário de funcionamento: plantão 24 horas. NÚCLEO DE PERÍCIAS EXTERNAS - NPE 34 SEI: ITEP-IC-NPE O SCCV é um setor especializado no atendimento pericial dos locais de crime que resultaram em morte violenta (homicídio, suicídio ou acidente), suspeita ou que resultou em perigo de vida. Os exames objetivamreconhecer, fixar, analisar e coletar vestígios materiais produzidos pela perpetração do fato no local de crime que possam contribuir para a materialização do delito, de modo a estabelecer, quando possível, a dinâmica dos fatos, a causa jurídica da morte, a autoria, entre outros esclarecimentos de valor à investigação criminal. 6. SETOR DE PERÍCIAS EM LOCAL DE CRIME CONTRA A VIDA (SCCV) 35 Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer, isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial de natureza criminal. Ressalta-se que a segurança do local também se torna necessária, uma vez que a equipe pericial, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a diversos riscos. No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial competente no local do fato, conforme instruções no Item Como Requisitar a Perícia Oficial. Em caso de vítima socorrida, a autoridade policial pode proceder o acionamento da equipe pericial da mesma forma que nos itens anteriores, caso ainda haja outros vestígios de interesse criminalístico no local. No caso de morte aparentemente natural, uma vez que a autoridade policial compareceu ao local de crime e não constatou elementos de violência, recomenda-se acionar o Sistema Verificador de Óbitos (SVO). No caso de morte por afogamento, em que só haja o corpo no local, que este tenha sido removido do local do óbito e que não exista outros vestígios materiais extrínsecos, recomenda-se que a autoridade policial acione apenas a equipe do Instituto de Medicina Legal (IML). 1. 2. 3. 4. 5. RECOMENDAÇÕES GERAIS ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL Tratam-se de locais onde exista(m) cadáver(es) de pessoa(s). Contemplam periciais em casos de homicídio, suicídio, morte acidental, morte suspeita, cadáver encontrado. 6.1. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACHADO DE CADÁVER DESCRIÇÃO DO EXAME 1.No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos? 2.Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição, indicativo de ocultação)? 3.Quais fenômenos cadavéricos foram constatados na vítima? 4.Qual a natureza e a localização dos ferimentos constatados no cadáver? É possível indicar a cronologia dessas lesões? 5.Nos casos de lesões produzidas por arma de fogo, foram constatados elementos secundários? 6.Em se tratando de suicídio, é possível observar lesão que indique hesitação? Disparo de hesitação? Sinais de alívio? Possibilidade física de autolesão? 7.Quais e em que circunstâncias foram encontrados os elementos materiais (vestígios) produzidos no cometimento do fato? 8.É possível identificar o número de autores que participaram do evento? 9.É possível estabelecer a diagnose diferencial da morte (suicídio, homicídio ou acidente)? 10.Há vestígios que indiquem luta no ambiente e/ou na superfície do cadáver? Há lesões típicas de defesa por parte da vítima? 11.Pelas características das lesões encontradas no cadáver, é possível inferir o(s) instrumento(s) e objeto(s) empregado(s)? 12.É possível estabelecer a dinâmica do evento? 13.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? QUESITOS BÁSICOS 6.2 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACHADO DE OSSADA DESCRIÇÃO DO EXAME Exame em locais de corpos totalmente esqueletizados (ossadas). QUESITOS BÁSICOS 1.No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos? 2.Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição, indicativo de ocultação)? 3.Quais as características antropológicas do material examinado? 36 37 6.3 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ABORTO E/OU FETO ENCONTRADO DESCRIÇÃO DO EXAME O exame dos cadáveres que possuem características fetais ou embrionárias enseja tipologia criminal. Neste tipo de perícia é comum que o perito de local acione a equipe do Núcleo de Antropologia e Arqueologia Forense (NAAF) do IML, por se tratar de uma perícia especializada. O NAAF poderá atender a ocorrência no mesmo dia da solicitação ou agendar dia e hora com a autoridade policial. No último caso há de se pensar na preservação e isolamento do local bem como no apoio policial à segurança da equipe. Independete do NAAF ir ou não ao local, as ossadas encontradas e coletadas no local serão enviados a este setor que irá responder a alguns dos quesitos em laudo complementar. RECOMENDAÇÕES No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos? Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição, indicativo de ocultação)? Quais fenômenos cadavéricos foram constatados na vítima? Há elementos que indiquem que a morte foi precedida por provocação de aborto? No local há indicativos do meio/instrumento empregado para a provocação do aborto? Qual a natureza e a localização dos ferimentos constatados no cadáver? É possível indicar a cronologia dessas lesões? Havendo lesões, há vestígios que indiquem que no local dos exames ocorreu a ação violenta? Pelas características das lesões encontradas no cadáver, é possível inferir o(s) instrumento(s) e objeto(s) empregado(s)? É possível estabelecer a dinâmica do evento? Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. QUESITOS BÁSICOS 4. Há sinais de que a morte tenha sido violenta? 5. É possível estimar o tempo de morte? 6. É possível estabelecer a dinâmica do evento? 7. Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos? Quais e em que circunstâncias foram encontrados os elementos materiais (vestígios) produzidos no cometimento do fato? É possível identificar o número de autores que participaram do evento? Há vestígios de luta no ambiente? Existem vestígios que indiquem o emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel que possa resultar perigo comum? É possível estabelecer a dinâmica do evento? Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Exame pericial em locais onde houve ação violenta a qual possa ter resultado em perigo ou eliminação da vida do(s) ser(es) humano(s) e que o cadáver já tenha sido removido do local. 6.4 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE AÇÃO VIOLENTA DESCRIÇÃO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 04 Exame pericial em locais onde há suspeita de ter sido praticada ação violenta, com presença de sangue latente ou não. Tem o objetivo de detectar possíveis manchas de sangue humano e coletar para posterior análise em laboratório e eventual confronto genético. 6.5. EXAME PERICIAL PARA PESQUISA DE SANGUE LATENTE DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. Qual a natureza e localização do local examinado? 2. É possível encontrar áreas onde haja indícios de sangue humano? Caso seja possível, coletar amostras. 3. As amostras são de sangue humano? Caso positivo, armazenar. QUESITOS BÁSICOS - A depender do reagente utilizado, a reação química não é específica para o sangue humano, portanto pode causar falsos positivos. - Assim, o perito irá coletar amostras das áreas reagentes e realizar testes para sangue humano no local, quando conveniente, ou enviá-las para o laboratório. - Sendo positivo para sangue humano, a amostra ficará armazenada na Central de Custódia de Vestígios para eventuais solicitações de confronto genético. - Caso a autoridade solicitante possua suspeito para confronto genético, deve mencioná-lo no ofício e adicionar o seguinte quesito: É possível extrair perfil genético da amostra coletada? Se sim, comparar com o perfil genético da pessoa de nome XXX, RG XXX ou ao cadáver de NIC XXX. RECOMENDAÇÕES 38 Este setor visa atender com a maior celeridade possivel Locais de Crime em que tenhasido causado danos ao patrimônio público ou privado, garantindo a materialização do fato, de suas qualificadoras e buscar vestígios de autoria do delito. 7. SETOR DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (SCCP) 39 Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer, isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial de natureza criminal. Ressalta-se que o guarnecimento do local também se torna necessário, uma vez que o perito, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a diversos riscos. No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial competente no local do fato ou de um posterior envio do oficio ao Instituto de Crimalística, possibilitando a confeção do laudo pericial. É importante consignar que, como qualquer outro local de perícia externa, é importante o acionamento o mais breve possível da equipe pericial, em virtude da sensibilidade e fragilidade dos vestígios, que são facilmente perdidos com o tempo; e da manutenção do isolamento em locais que, na maioria das vezes, não podem ficar interditados por um longo período. Práticas em que as equipes de segurança pública estejam ausentes no local do crime ou que a vítima seja encaminhada ao ITEP/RN com o objeto/veículo a ser periciado sem estar acompanhada de uma equipe policial devem ser evitadas, pois quebra-se a cadeia de custódia dos vestígios, podendo causar a invalidação da prova. 1. 2. 3. 4. RECOMENDAÇÕES GERAIS ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL Houve destruição ou rompimento de obstáculos à subtração da coisa alheia? Qual foi esse obstáculo? Houve escalada? Qual foi o meio ou o instrumento empregado? Houve emprego de chave falsa? (Reposta justificada). É possível comprovar a subtração e quais bens foram subtraídos? É possível identificar a dinâmica da ocorrência? Se sim, descrever É possível encontrar e coletar material genético no local? Caso positivo, descrever e coletar. É possível encontrar e coletar material papiloscópico no local? Caso positivo, descrever e coletar. É possível encontrar e coletar marcas ou manchas relacionadas a supostos objetos/ferramentas relacionadas à prática criminosa no local? Descrever 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. O exame pericial visa determinar a dinâmica dos eventos, caracterizar os meios empregados, estabelecer a relação entre o fato, os instrumentos e os vestígios, bem como caracterizar os bens subtraídos com base nos vestígios deixados – onde houver subtração de coisa alheia. Ao analisar um local de furto, o perito deve inicialmente procurar vestígios que indiquem uma trajetória de entrada no imóvel, atentando-se para os elementos qualificadores do furto (destruição ou rompimento de obstáculo, escalada, emprego de chave falsa). 7.1 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE FURTO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 40 É um crime que, em algumas vezes, não deixa vestígios, em virtude da intimidação ou da grave ameaça ser verbal, embora com a exibição do instrumento intimidador. O exame pericial visa determinar a dinâmica dos eventos, caracterizar os meios empregados, estabelecer a relação entre o fato, os instrumentos e os vestígios, bem como caracterizar os bens subtraídos com base nos vestígios deixados – onde houver subtração de coisa alheia mediante grave ameaça, violência ou tornado impossível à resistência. 7.2 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ROUBO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 41 Qual a natureza do local examinado? É possível identificar a subtração de algum objeto? É possível identificar sinais indicativos de luta ou outro tipo de violência? É possível encontrar e coletar material genético ou papiloscópico que possam indicar a autoria do delito? Caso positivo, descrever e coletar. É possível encontrar e coletar marcas ou manchas relacionadas a supostos objetos/ferramentas relacionadas à prática criminosa no local? Descrever 1. 2. 3. 4. 5. QUESITOS BÁSICOS Houve destruição, inutilização ou deterioração da coisa submetida a exames? Descreva. Qual o meio ou instrumento empregado? Houve emprego de substância inflamável? O local/objeto é passível de ser reparado? É possível estipular o valor monetário para a reparação do dano? É possível encontrar vestígios de autoria do delito? Se sim, descrever e coletar. 1. 2. 3. 4. 5. 6. Nos exames periciais os peritos criminais caracterizam o objeto atingido, os meios empregados para viabilizar o objetivo, o tipo de dano causado e a sua intensidade e orientação. Aqui é importante a caracterização do dano em sua dimensão financeira, quando possível aferir, uma vez que o CPP exige o valor mínimo para sua reparação quando da fixação da sentença penal reparatória. 7.3 EXAME PERICIAL DE VERIFICAÇÃO DE DANOS DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 7.4 EXAME PERICIAL EM MÁQUINAS ELETRÔNICAS PROGRAMÁVEIS DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Exames realizados em locais de apreensão de máquinas caça-níqueis, de vídeobingo ou de videopôquer, ou com outro jogo de azar, visando a descrição, o mecanismo de programação e o funcionamento dos jogos. A depender da complexidade do caso, o perito que atender o local pode solicitar exame complementar ao Setor de Perícias de Informática e Audiovisual (SIA). 42 As máquinas são do tipo caça-níquel? É possível indicar como se desenvolve o jogo eletrônico e qual o objetivo a ser alcançado pelo jogador? é possível descrever se nas etapas do jogo o resultado final da aposta depende fundamentalmente da habilidade do apostador, ou depende exclusiva ou principalmente da sorte? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS Quesitos que solicitem julgamento por parte do Perito Criminal como: “Houve prática de alguma das condutas previstas no artigo XXX da Lei XXX?” Quesitos sobre percentual de retorno da máquina ou chances de vitória do apostador no jogo. Quesitos sobre valor de mercado das máquinas e componentes. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 7.5 EXAME PERICIAL MERCEOLÓGICO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Promover a avaliação dos objetos apresentados, levando em consideração a análise das características técnicas e comerciais destes, considerando suas características gerais, identificação, especificações, origem, estado de conservação, autenticidade, classificação fiscal, comercial e valor. Pode ser de forma direta, exames efetuados em todas as mercadorias questionadas ou em amostras com acesso direto aos materiais ou indireta realizados sobre documentos relacionados às mercadorias questionadas, tais como em requisições, notas fiscais ou qualquer outro documento que o determine, de forma inequívoca, as características técnicas e comerciais do mesmo. Também pode ser realizado Exames em produtos de Marca Registrada (Vestuário, Calçados, Bolsas, Uniforme, Camisetas), Produtos Alimentícios e Bebidas, Cigarros, entre outros. Os exames desse tipo são essencialmente comparativos e, em alguns casos, também é feita a apreciação de itens de segurança. Para viabilizar as análises, é imprescindível observar os preceitos legais quanto à comprovação dos registros vigentes das marcas referidas, encaminhar ao Instituto de Criminalística, juntamente com o ofício solicitante, padrão autêntico e similar, além das especificações das marcas nominativas, figurativa e/ou mista, devidamente registradas para fins de comparação com a peça questionada. 43 É possível avaliar o objeto de forma indireta? Quais os valores dos objetos acima mencionados no mercado? Caso não mais exista o referido objeto no mercado, qual o valor de um objeto assemelhado, com as mesmas características, do objeto em análise? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS ANÁLISE INDIRETA ANÁLISE DIRETA EXAME DE ORIGINALIDADE Confrontação entre a peça encaminhada como padrão e a peça questionada a fim de verificar se as características e peculiaridades apresentadas estão dentro dos padrões originais estabelecidos e registrados pelos titulares da marca; Verificação da autenticidade dos selosde Imposto sobre Produto Industrializado afixados nos produtos recebidos para exames; Verificações para constatar violação ou não dos lacres de produtos enviados para exames. Dentre os objetivos dos exames merceológicos, exemplificam- se: Qual a espécie, características e estado de conservação dos objetos submetidos a exame? O objeto encontra-se danificado? Houve destruição, inutilização ou deterioração da coisa submetida a exame? Caso o objeto encontre-se danificado, quais os instrumentos e meios foram empregados para causar tal dano? Quais os valores dos objetos acima mencionados no mercado? 1. 2. 3. 4. 5. As mercadorias encaminhadas apresentam as características dentro dos padrões originais estabelecidos ou são falsificadas? Outros dados julgados úteis. 1. 2. Este setor visa atender com a maior celeridade possivel locais de crime em que tenha ocorrido delito relacionado à engenharia legal ou ao meio ambiente. O setor também atende ocorrências relacionadas a cadáveres em que, devido à complexidade do fato, seja necessário um profissional especializado em um determinado assunto, como acidentes de trânsito, eletroplessão, precipitação, incêndios e explosões, entre outros. 8.SETOR DE ENGENHARIA LEGAL E MEIO AMBIENTE (SELMA) 44 Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer, isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial de natureza criminal. Ressalta-se que o guarnecimento do local também se torna necessário, uma vez que o perito, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a diversos riscos. No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial competente no local do fato ou de um posterior envio do oficio ao Instituto de Crimalística, possibilitando a confeção do laudo pericial. Como qualquer outro local de perícia externa, é importante o acionamento o mais breve possível da equipe pericial, em virtude da sensibilidade e fragilidade dos vestígios, que são facilmente peridos com o tempo; e da manutenção do isolamento em locais que, na maioria das vezes, não podem ficar interditados por um longo período. 1. 2. 3. RECOMENDAÇÕES GERAIS ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL 1.É possível indicar o lugar onde se iniciou o evento? 2.Qual a provável causa do incêndio? 3.Qual foi a extensão do dano causado? 4.Há como determinar se a ocorrência de fogo no local periciado resultou algum perigo para a integridade física, para a vida ou risco de dano ao patrimônio de terceiros? 5.Pode ser determinado o uso de substâncias químicas para o cometimento do evento? 6.Em caso de explosão, é possível determinar o tipo de explosivo associado ao evento? 7.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? Caso positivo, quais? 8.Caso tenha ocorrido em uma edificação, essa se enquadra na categoria de patrimônio histórico artístico ou cultural? 9.Houve acidente de trabalho? 10.Houve condição física insegura que propiciou o evento? 11.Em caso afirmativo, havia proteção para condição insegura? 12.Do estudo da ocorrência, pode-se configurar violação de práticas seguras? Objetivam verificar a causa e o lugar em que foi iniciado, o perigo que dele tiver resultado para a vida ou para o patrimônio alheio, a extensão do dano e o seu valor e as demais circunstâncias que interessarem à elucidação do fato. 8.1. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE INCÊNDIO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 45 O exame, em geral, abrange locais em que houve o uso de bombas, explosivos, artefatos explosivos improvisados, baterias de celular, fogões domésticos, alterações de limites ambientais. 8.2. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE EXPLOSÃO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 1.É possível identificar o epicentro da explosão? 2.Quais as características do objeto explodido? 3.É possível identificar o tipo de material explosivo? 4.O objeto é algum tipo de artefato militar, industrial ou artesanal? 5.É possível identificar o mecanismo de acionamento? 6.O objeto possui capacidade de expor ao perigo a vida, a integridade física e o patrimônio público? 7.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria? Caso positivo, quais? 8.Foi possível verificar a dinâmica do fato ocorrido? Houve acidente? Qual sua natureza? É possível descrever o modo como ocorreu e os motivos que o causaram? Quais as condições da pista e do tempo (localização, tipo de pavimento, inclinação, condições climáticas, entre outros)? Existem sinalizações verticais e horizontais na via? Qual(is) a(s) velocidade(s) desenvolvida(s) pelo(s) veículo(s). Quais as deformações sofridas pelo(s) veículos(s) em decorrência do acidente? É possível determinar a localização do sítio de colisão? Nos casos de evasão de veículo(s), existem vestígios que o(s) identifique(m)? Existem animais envolvidos (equinos, bovinos, ovinos etc.)? Os animais possuíam “marcas do proprietário"? O(s) veículo(s) reunia(m) condição(ões) para trafegar com segurança antes do acidente? O(s) veículo(s) possuía(m) tacógrafo? Foi coletado disco ou fita-diagrama? Nos casos de sinistros noturnos, é possível determinar se o farol do veículo estava aceso ou apagado no momento do acidente? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. Esse tipo de exame se restringe aos locais onde ocorreram acidentes de trânsito. Tem como objetivo a realização dos levantamentos de local onde tenha ocorrido um acidente de trânsito e nos veículos envolvidos, devendo o perito catalogar, registrar e analisar o conjunto de vestígios encontrados, com o intuito de sugerir a dinâmica do evento, sua causa determinante e de indicar sua autoria 8.3. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACIDENTE DE TRÁFEGO COM VÍTIMA FATAL OU GRAVE LESÃO CORPORAL DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 46 Quais as deformações sofridas pelo veículo em decorrência do acidente? Há impregnação de tinta automotiva de cor diversa do veículo vistoriado? Há resquícios de material biológico humano no veículo (sangue, sêmen, saliva, urina, fezes, suor, vômito, pelo)? Nos casos de sinistros noturnos, é possível determinar se o farol do veículo estava aceso ou apagado no momento do acidente? O veículo possuía tacógrafo? Foi coletado disco ou fita-diagrama? Quais informações é possível extrair da leitura deste dispositivo? Há vestígios de substância alcoólica ou entorpecente no veículo? O veículo reunia condições para trafegar com segurança antes do acidente? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Esse tipo de exame se restringe ao veículo envolvido em acidente de trânsito que causou vítima fatal ou gravemente ferida, devendo o perito determinar a sede e a orientação das avarias, as condições de funcionamento dos sistemas de segurança, a existência de transposição de tintas, a presença de materiais biológicos, entre outros sistemas de interesse. 8.4. VEÍCULOS ENVOLVIDOS EM OCORRÊNCIA DE TRÁFEGO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 47 Realizar exames em animais domésticos ou silvestres com sinais de maus-tratos, abuso ou negligência; animais cuja morte seja suspeita de envenenamento intencional, negligência, imprudência ou imperícia médica e animais silvestres com suspeita de tráfico. 8.5. MAUS TRATOS DE ANIMAIS DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 1.Há alguma marcação que identifique cada animal? 2.Caso haja animais mortos, é possível determinar a causa? 3.Há alguma característica específica que individualize cada animal? 4.Qual o instrumento, substância, método ou meio utilizado? 5.Os animais apresentavam marcas de propriedade? 6.Qual o seu valor de mercado? 7.Identificam-se alterações anatomopatológicas dignas de nota (ex. ferimentos, mutilações)? 8.Houve atos de abuso ou maus-tratos? No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos? Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição)? Há indícios da morte tersido causada por eletroplessão? Foi causada por tensão natural ou artificial? É possível identificar o instrumento causador? 1. 2. 3. 4. 5. Exames para determinar a causa do evento decorrente de contato inadvertido, ou não, com a rede elétrica de alta e baixa tensão, ou por fulguração, bem como cercas e instalações eletrificadas e sistemas de segurança de edificação. 8.6. LOCAIS DE MORTE POR ELETROPLESSÃO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 48 Há indícios de furto de energia? Qual a irregularidade apresentada? Qual a situação da irregularidade? (Se ativa ou desativada). Qual a eficiência da irregularidade? Houve destruição ou rompimento de obstáculos? Qual(is)? Houve escalada? Houve destreza? Houve fraude? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Exames para determinar a ocorrência de furto de energia, sua situação e eficiência, bem como as qualificadoras (destruição ou rompimento de obstáculo, escalada, mediante fraude, emprego de chave falsa). 8.7. LOCAIS DE FURTO DE ENERGIA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS RECOMENDAÇÕES GERAIS Nestes Exames é interessante que a autoridade solicitante entre em contato com o IC para agendameto da perícia, para deslocamento em conjunto ao local, tendo em vista o possível risco inerente a perícia sem a presença de equipe policial no local; e, além disso, porque pode haver a necessidade da concessionária de energia também estar presente no local. Qual a descrição e caracterização da área em questão? A área está localizada em terras públicas? Houve exploração de madeira, desmatamento, dano ou destruição da vegetação? Qual a dimensão da área degradada? A área degradada está inserida em Unidade de Conservação ou de espaço territorial especialmente protegido? Foram atingidas áreas de preservação permanente? Como foi feita a retirada ou interferência na vegetação? Quais os equipamentos utilizados? Quais os danos ambientais causados na área examinada? Dentre esses danos, houve impedimento ou dificuldades para que ocorresse ou ocorra a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação? Qual a quantidade e o valor monetário estimados dos recursos florestais extraídos? É possível valorar, para fins de reparação, o dano ambiental causado no local? Os danos ambientais ocorreram no período reprodutivo ou afetaram espécies raras ou ameaçadas de extinção? É possível precisar o período em que ocorreu o desmatamento? A exploração ou atividades ocorridas na área foram realizadas sem autorização do órgão competente ou em desacordo com ela? 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Remoção total ou de grande parte da vegetação florestal de um ambiente natural, causando alterações drásticas no ecossistema. Materiais e documentação comumente utilizados: nome da propriedade, nome do posseiro ou proprietário, localização com coordenadas geográficas, croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos administrativos expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo proprietário, termo de embargo e registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas (com a averbação da Reserva Legal, se houver). 8.8. LOCAIS DE DESMATAMENTO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 49 Observam-se animais moribundos ou mortos no local que tenham sido diretamente afetados em decorrência de alterações ambientais? Identificam-se as espécies afetadas? Há espécies endêmicas? Estão protegidas por lei? Há espécies indiretamente afetadas (decorrente de prejuízo de rotas de migração, abrigos e fontes de alimentação)? 1. 2. 3. 4. Remoção total ou de grande parte da vegetação florestal de um ambiente natural, causando alterações drásticas no ecossistema. Materiais e documentação comumente utilizados: nome da propriedade, nome do posseiro ou proprietário, localização com coordenadas geográficas, croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos administrativos expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo proprietário, termo de embargo e registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas (com a averbação da Reserva Legal, se houver). 8.9. LOCAIS DE DANOS À FAUNA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS 50 8.10. LOCAIS DE DANOS À FLORA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Exames realizados para determinar dano à flora nativa ou exótica. Utilizado nos casos em que não caiba desmatamento, como exploração seletiva e impedimento de regeneração. Locais e materiais comumente sob análise: nome da propriedade, nome do posseiro ou proprietário, localização (se possível com coordenadas geográficas), como chegar ao local com croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos administrativos expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo proprietário, termo de embargo, registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas (com a averbação da Reserva Legal, se houver). QUESITOS BÁSICOS 1.O local examinado se encontra em unidade de conservação federal, zona de amortecimento de unidades de conservação federal ou terras indígenas? 2.Foram atingidas áreas de preservação permanente - APP? 3.Houve danos à flora? 4.O que causou esses danos? 5.As espécies vegetais afetadas são raras ou ameaçadas de extinção? 6.É possível valorar, para fins de reparação, o dano ambiental causado no local? 7.É possível valorar os recursos ambientais explorados na área? 8.É possível precisar a data em que ocorreu o dano ambiental? 9.De acordo com os documentos apresentados previamente, o local questionado se encontra em terras públicas? 10.A área com danos ambientais se encontra no interior do imóvel, conforme memorial descritivo ou documentação anexada, pertencente à União? 11.O local dos danos poderia ser caracterizado como de nidificação, abrigo ou criadouro natural? 12.Houve modificação, danificação ou destruição de área de nidificação, abrigo ou criadouro natural? 51 QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO 8.11. LOCAIS DE SINISTRO EM OBRAS DE ENGENHARIA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Proceder exame de qualquer sinistro de obra de engenharia, relacionado a falhas de projeto ou procedimentos, cuja análise envolva conhecimentos específicos da área. QUESITOS BÁSICOS Qual foi a obra de engenharia examinada? Quais as condições de uso e conservação da obra examinada? O uso da obra de engenharia estava adequado aos fins para que foi projetada? Qual foi a causa do sinistro? A causa do sinistro está relacionada a falhas técnicas de projeto ou de execução? 1. 2. 3. 4. 5. 8.12. EXAME PARA CONSTATAÇÃO DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS NA EXECUÇÃO DE OBRA DE ENGENHARIA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME São exames realizados em diversas tipologias de obras, tais como edificações, estradas, abastecimento de água, drenagem, sistema de esgotamento sanitário, aterro sanitário, instalações prediais, obras de arte especial, pavimentação, terraplanagem, fundações, estruturas de contenção, dentre outras, que envolvam a realização de exame de local com a finalidade de identificar a ocorrência de desvio de recursos públicos na execução de obras públicas, sendo, a análise pericial, focada em aspectos de engenharia, como quantidade executada, qualidade e custos dos serviços analisados. QUESITOS BÁSICOS Descrever a obra (visa a individualizar o objeto e descrever as condições atuais de conservação consideradas na perícia) A obra foi executada de acordo com as Especificações e Projetos? Os quantitativos previstos correspondem aos serviços executados? Foi constatada a ocorrência de superfaturamento (ou dano ao Erário) por qualidade insuficiente ou quantidades medidas/pagas a mais que executadas? Em caso positivo, qual o montante? Foram constatadas outras incoerências ou discrepâncias técnicas na obra analisada, tendo em vista as práticas correntes de engenharia? 1. 2. 3. 4. 5. Outros Exames de Engenharia Legal e Meio Ambiente mais comuns. Nestes tipos de exames, há a necessidade de determinação do foco de investigação em casosque envolvam obras públicas ou serviços de engenharia, solicita-se que a autoridade policial responsável pela investigação realize contato com o gestor da unidade do ITEP/RN mais próxima, visando ao trabalho conjunto na definição da abordagem do caso concreto e elaboração de quesitos, com vista a otimizar o planejamento e esforços despendidos no sentido de fazer os melhores esclarecimentos e dar maior celeridade aos exames. Para demais exames que não estejam listados abaixo, a autoridade requisitante pode contatar o ITEP/RN para averiguar a possibilidade de realização da perícia. 8.13. OUTROS EXAMES 8.13.1. EXAME CARTOGRÁFICO Utilizado para casos em que se necessite concluir sobre os posicionamentos planialtimétricos de pontos, linhas e/ou áreas e seus relacionamentos espaciais com outros elementos, por análise de documentos cartográficos e/ou análise em campo. Laudos de exames de locais, imóveis e projetos de engenharia quanto à natureza de sua topografia e georreferenciamento expressos em mapas, cartas, plantas, memoriais descritivos e afins, analógicos ou digitais. 8.13.2. ANÁLISE DE MATERIAIS Exame de materiais que tenham sido questionados quanto à composição química, estrutura metalográfica ou resistência mecânica. Também atende a análise de qualquer material sob o qual exista suspeita de estar fora das suas especificações e, dessa forma, tenha dado origem ao dano investigado. Análises mais comuns: falhas em componentes mecânicos, metalografia, ensaios mecânicos e revelação de caracteres identificadores. 52 8.13.3. EXAME DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Exame de máquinas e/ou equipamentos, seja em itens unitários, em mais de um item ou em um sistema mecânico que realize determinada tarefa. O exame é realizado em qualquer máquina ou equipamento quando se questiona se o preço contratual corresponde ao de mercado, se a qualidade prevista em contrato foi atendida e se as quantidades contratuais foram instaladas. O quesito também pode ser elaborado objetivando elucidar as possíveis causas de algum acidente. Tipos de máquinas e equipamentos mais comumente examinados: sistema de transporte (elevadores, escadas rolantes), sistemas de ar condicionado e sistema industrial (sistemas mecânicos destinados à produção). 8.13.5. EXAME DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIMES Realizar a identificação taxonômica do espécime animal ou vegetal por meio de características morfológicas e/ou anatômicas, estabelecer se pertencem à fauna/flora brasileira ou exótica, como também averiguar se pertence(m) a(s) listas de espécies ameaçadas de extinção. Busca-se também determinar a ocorrência de matança, caça, posse, guarda ou utilização de espécimes da fauna silvestre ou migratória sem a devida permissão, licença ou autorização, ou em desacordo com as obtidas, incluindo vistorias em criadouros e mantenedores de animais. 8.13.6 LOCAIS DE CULTIVO DE MACONHA Exames de locais de plantio de maconha visando caracterizar o local e delimitar localização geográfica, os equipamentos constantes no local, o número estimado de plantas cultivadas, coletar amostras para análises e, se possível, buscar vestígios de autoria. 8.13.4. LOCAIS DE ACIDENTES DE TRABALHO Exames com atribuição para determinar a causa do evento, decorrente de fator pessoal de insegurança, de fator de risco, condições inseguras de trabalho ou ação insegura de terceiros. Tais exames são realizados com o escopo de atender ao preconizado nas leis, portarias e normas técnicas que regulamentam a matéria. 53 Exames realizados para colher dados que subsidiem comparações e análises com o objetivo de verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de determinado modo, indicando a dinâmica do fato em apuração, permitindo a realização de testes de hipótese, fortalecendo a prova material e facilitando a compreensão das conclusões periciais. Este exame também pode ser requerido assistido por computador, em que pode ser elaborada reprodução tridimensional de um crime através de cenários 3D por meio de softwares de computação gráfica. 9. SETOR DE REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS (SRSF) 54 Para solicitações de Reprodução Simulada dos Fatos, é importante que a autoridade solicitante envie um ofício com a descrição e os autos do processo investigativo ou judicial refernte ao caso. O perito criminal designado para proceder o Exame irá fazer uma avaliação prévia do caso baseado nos autos e irá informar ao Instituto de Criminalística os recurso humanos e materiais necessários para realização da reprodução. O Instituto de criminalística irá oficiar o solicitante para fornecimento do material de sua competencia, bem como agendar a data e hora para realização do Exame. Na data e hora marcada é importante que o solicitante esteja presente e o local esteja guarnecido, devido à segurança à equipe pericial e à boa condução do Exame pericial 1. 2. 3. 4. RECOMENDAÇÕES GERAIS QUESITOS BÁSICOS Solicitamos realização de REPRODUÇÃO SIMULADA, na forma do artigo 7º do Código de Processo Penal. Por oportuno, encaminhamos cópia do Inquérito Policial em curso. Setor de Química Forense (SQF) - Horário de funcionamento: plantão 24 horas; Setor de Toxicologia Forense (STF) - Horário de funcionamento: plantão 12 horas; Setor de Biologia Forense (SBIO) - Horário de funcionamento: expediente administrativo. O NLPF é composto pelos seguintes setores: 1. 2. 3. NÚCLEO DE LABORATÓRIO DE PERÍCIAS FORENSES - NLPF SEI: ITEP-IC-NLPF 55 10. SETOR DE QUÍMICA FORENSE - SQF O Setor de Química Forense destina–se à realização de análises em drogas de abuso, substâncias voláteis inalantes (solventes orgânicos), produtos farmacêuticos, combustíveis, bebidas alcóolicas, agrotóxicos, resíduos de incêndio e resíduos de disparo de arma de fogo, bem como em substâncias desconhecidas em material bruto e diverso com suspeita de conter produtos químicos. Utiliza, nas suas análises, testes colorimétricos e técnicas da química analítica, como Cromatografia em Camada Delgada, Espectroscopia Raman, Espectroscopia do Infravermelho e Cromatografia Gasosa Acoplada a Espectrometria de Massas. Pela sua natureza, o laudo de constatação não apresenta resposta aos quesitos e estes são devidamente respondidos em seu respectivo laudo químico definitivo. RECOMENDAÇÕES GERAIS O exame de constatação é realizado para fins de lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, em que se informa a natureza e quantidade da droga. Dessa forma, o laudo de constatação é um exame realizado especificamente em hipóteses nas quais se encontra presente o requisito da urgência, tendo em vista sua natureza provisória, para que seja utilizado como base probatória necessária que justifique a limitação do direito fundamental de liberdade, o qual será atingido em casos de prisão em flagrante. 10.1. EXAM E DE CONSTATAÇÃO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Nesse exame, o material suspeito apreendido é analisado utilizando testes rápidos de caráter preliminar, como exames colorimétricos para triagem de canabinóides, cocaína, solventes orgânicos, MDMA e micropontos (selos), com o intuito de identificar a natureza do material apreendido. O referido laudo irá conter a natureza e quantidade de droga. 56 Exame de caráter definitivo a fim de determinar massa líquida ou bruta e identificar a natureza de amostras de materiais suspeitos de conter Tetrahidrocanabinol (ervas, plantas, sementes, resinas ou haxixe e recargas de cigarros eletrônicos) e/ou Cocaína. Esse exame também pode ser realizado em objetos porventura utilizados na manipulação de tais substâncias, tais como balanças, pratos, facas, dichavadores, tábuas de corte, seringas, entre outros. 10.2. EXAME QUÍMICO DE THC E COCAÍNA DESCRIÇÃO DO EXAME Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido? Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo, fotografar o logo/marca. Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA?Se sim, em qual das listas? O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou psíquica? O material (balança, faca, prato, etc.) enviado apresenta resíduo ou resquícios de substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. 4. 5. 6. QUESITOS BÁSICOS É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar origem. Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração e refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como objetivo identificar a natureza de substância proscrita presente. 1. 2. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 10.3. EXAME QUÍMICO DE SUBSTÂNCIAS VOLÁTEIS DESCRIÇÃO DO EXAME Exame em caráter definitivo empregado em materiais líquidos desconhecidos acondicionados em diversos recipientes (garrafas PET, bombonas e recipientes de colírio, adoçante líquido, produtos de higiene pessoal, entre outros) que se suspeitem da presença de substâncias inalantes para uso recreativo, conhecidas popularmente como loló e lança-perfume. 57 Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido? Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo, fotografar o logo/marca. Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou psíquica? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. 4. 5. QUESITOS BÁSICOS É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar origem. Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração e refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como objetivo identificar a natureza de substância proscrita presente. 1. 2. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 10.4. EXAME QUÍMICO DE OUTRAS DROGAS DE ABUSO DESCRIÇÃO DO EXAME Exame de caráter definitivo a fim de determinar a massa líquida ou bruta e identificar a natureza de de materiais questionados que possam apresentar em sua composição substâncias controladas e/ou proscritas tais como micropontos (selos), comprimidos coloridos, cogumelos, estrelas, gomas, cristais, entre outros. Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido? Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo, fotografar o logo/marca. Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou psíquica? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. 4. 5. QUESITOS BÁSICOS 58 Exame de caráter definitivo para análise de materiais farmacêuticos nas formas de comprimidos, ampolas, cápsulas e líquidos que existam a suspeita da presença de substâncias anabolizantes ou medicamentos em sua composição, baseando-se nos seus rótulos quando presentes. Esse exame também pode ser realizado em objetos porventura utilizados na manipulação de tais substâncias, em especial, seringas. 10.5. EXAME QUÍMICO DE PRODUTO FARMACÊUTICO DESCRIÇÃO DO EXAME Qual a quantidade, massa/volume e acondicionamento do material apreendido? Os produtos farmacêuticos questionados podem ser utilizados para fins abusivos (por exemplo, como abortivo, anabolizante, emagrecedor etc.)? Na data de sua apreensão, os produtos farmacêuticos questionados estavam dentro de seu prazo de validade? Os produtos farmacêuticos questionados estão registrados na ANVISA? Eles podem ser importados ou comercializados no Brasil? Quais substâncias foram detectadas nas análises realizadas nos medicamentos questionados? Há evidências de que os produtos farmacêuticos sejam falsificados ou adulterados? Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou psíquica? O material (seringa, ampola, etc.) enviado apresenta resíduo ou resquícios de substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. QUESITOS BÁSICOS 1. É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar origem. 2. Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração e refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como objetivo identificar a natureza de substância proscrita presente. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 59 3. Qual a posologia indicada para os medicamentos questionados? Justificativa: esta informação não é relevante no contexto criminal. 4. Os medicamentos estão acompanhados de bula? Justificativa: Esta informação não é relevante no contexto criminal. 5. Qual o valor de comercialização dos medicamentos questionados no mercado clandestino? Justificativa: Só é possível estabelecer o valor do produto no comércio legal, não sendo o objetivo do exame pericial. 6. Os medicamentos questionados foram adquiridos em estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente? Justificativa: Não é possível determinar através das análises periciais. 7. Há redução do seu valor terapêutico ou atividade? Justificativa: Através das análises laboratoriais realizadas não é possível determinar valor terapêutico. 8. Possui as características de qualidade e identidade admitidas para sua comercialização? Justificativa: Não se trata do objetivo do exame pericial. 9. Os medicamentos podem causar algum efeito colateral? Justificativa: O questionamento não possui correlação com o exame pericial realizado. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS - CONTINUAÇÃO Exame para análise de materiais (sólidos e líquidos) em que existam a suspeita de tratarem-se ou de conterem produtos agrotóxicos em sua composição, baseando-se em seus rótulos quando presentes. 10.6. EXAME QUÍMICO DE AGROTÓXICOS DESCRIÇÃO DO EXAME Qual a quantidade, massa/volume, natureza e características do(s) material(is) encaminhado(s) a exame? Há na composição dos produtos substância agrotóxica? As substâncias encontradas nos produtos estão de acordo com o descrito nas embalagens? Os produtos examinados possuem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento? Os produtos podem ser comercializados, importados e utilizados em território nacional? Quais os danos ambientais e à saúde humana que o uso dos produtos pode acarretar? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. 4. 5. 6. QUESITOS BÁSICOS O produto corresponde ao descrito na embalagem quanto à composição química? Justificativa: Seria necessário análise quantitativa, o que não é rotina comum em exames da Química Forense. 1. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 60 Exame para análise de resíduos de incêndio em que exista a suspeita da presença de substâncias acelerantes e/ou combustíveis inflamáveis (álcoois, gasolina, diesel, querosene, coquetéis molotov, entre outros) em sua composição. 10.8. EXAME QUÍMICO DE RESÍDUOS DE INCÊNDIO DESCRIÇÃO DO EXAME Há, no material encaminhado, substância acelerante e/ou inflamáveis? Se sim, qual? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. QUESITOS BÁSICOS Exame de caráter definitivo para análise de materiais líquidosem que exista a suspeita de tratarem-se de substâncias acelerantes e/ou combustíveis inflamáveis (álcoois, gasolina, diesel, querosene, coquetéis molotov, etc.). 10.7. EXAME QUÍMICO DE COMBUSTÍVEIS DESCRIÇÃO DO EXAME Qual a quantidade, massa/volume e acondicionamento do material apreendido? Trata-se de substância acelerante e/ou inflamável? Se sim, qual? Outros esclarecimentos a critério do perito. 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS Qual a sua origem? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar origem. Quesitos relacionados ao local em que ocorreu a apreensão. Justificativa: As análises são realizadas exclusivamente no material encaminhado, não sendo possível correlacionar com o local de apreensão. Quesitos relacionados a apreensões de drogas e produtos farmacêuticos. Justificativa: Os questionamentos de drogas ilícitas e produtos farmacêuticos não se aplicam. 1. 2. 3. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 61 10.9. EXAME EM LOCAL DE TRÁFICO DE DROGAS - LABORATÓRIOS QUÍMICOS DESCRIÇÃO DO EXAME Após o imediato isolamento da área, a autoridade policial pode requisitar a perícia no local do laboratório químico. No local é possível avaliar a existência de diversos objetos destinados à manipulação da droga, como prensas industriais, balanças, fornos, formas, entre outros, além das próprias substâncias e insumos utilizados na produção. Muitas vezes os equipamentos encontrados possuem vestígios dessas substâncias. No caso da existência de prensas industriais, é possível avaliar os pinos de punção dos comprimidos, a fim de averiguar se as características do equipamento batem com outras drogas apreendidas no Estado. Dessa forma, será possível determinar se tais substâncias também tinham origem naquele laboratório. Neste tipo de perícia é importante destacar que uma equipe de peritos do Setor de Biometria e Papiloscopia aplicada poderá se deslocar em conjunto com os peritos do Setor de Química Forense para tentar localizar, no imóvel, fragmentos de digitais que, posteriormente, possam comprovar quem esteve no imóvel. QUESITOS BÁSICOS Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material encontrado no local? Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material? Caso positivo, fotografar o logo/marca. Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas? O(s) objeto(s) constante(s) no local apresenta(m) resíduo ou resquícios de substância? Qual? A substância porventura detectada no objeto examinado está relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? A(s) substância(s) identificada(s) no local é(são) capaz(es) de causar dependência física ou psíquica? Há impressões papiloscópicas no(s) objeto(s) pericado(s)? Em caso positivo, as impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos revelados e coletados apresentam condições técnicas para exames periciais de confronto? (Quesito a ser respondido pelo Setor de Biometria e Papiloscopia aplicada). Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos coletados em batimento com as impressões digitais constante no banco de dados? Em caso positivo, solicito pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em objeto/local de crime. (Quesito a ser respondido pelo Setor de Biometria e Papiloscopia aplicada). 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. (Os quesitos aqui apresentados não se aplicam a todas as situações, sendo necessário adequar a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao fato). 62 11. SETOR DE TOXICOLOGIA FORENSE - STF O Setor de Toxicologia Forense tem como finalidade detectar, identificar e/ou quantificar, em matrizes biológicas post mortem (ex.: sangue, urina, humor vítreo, vísceras, conteúdo estomacal) ou ante mortem (sangue e urina), substâncias químicas que podem apresentar efeitos nocivos ao organismo. A toxicologia forense é uma importante ferramenta na materialização do crime uma vez que através dos exames realizados pelo setor é possível constatar a presença de substâncias tóxicas que influenciarão na elucidação de eventos relacionados aos fatos investigados como, por exemplo, o desempenho de indivíduos que se envolveram em um acidente de trânsito, ou substâncias que tenham sido a causa de morte. O exame visa realizar análise quantitativa de etanol em amostras biológicas post-mortem e in vivo. As amostras recomendas para esta análise são sangue femoral (amostra post-mortem), humor vítreo (cadáver em decomposição) e sangue venoso (pessoas vivas). Tem como objetivo contribuir na elucidação de casos em que exista suspeita de intoxicação, em vítimas de acidentes de trânsito e em casos de condutor embriagado. Esses exames são solicitados por médicos legistas ou por delegado de polícia civil. 11.1. EXAME DE DOSAGEM ALCÓOLICA DESCRIÇÃO DO EXAME Há presença de etanol na(s) amostra(s)? Se sim, qual a(s) concentração(ões)? A concentração de álcool encontrada é capaz de causar efeitos psicoativos? 1. 2. QUESITOS BÁSICOS É possível determinar quando ocorreu a ingestão da substância? Justificativa: A análise visa informar a concentração detectada na amostra, não sendo possível determinar o momento de ingestão. 1. QUESITOS NÃO RECOMENDADO 63 O exame possui o objetivo de determinar a presença de drogas de abuso, fármacos ou praguicidas (venenos) em amostras biológicas de pessoas vivas, a fim de contribuir na elucidação de casos cujo consumo de substâncias tóxicas possa estar relacionado a fatos de interesse forense. Destaca-se neste exame a pesquisa de “drogas facilitadoras de crime” (DFC), que são substâncias químicas administradas à vítima, sem o seu consentimento, com o objetivo de alterar ou prejudicar o seu comportamento, incapacitando sua tomada de decisões, para realizar um crime, sendo os mais comuns o estupro ou outro ato sexual, roubo e extorsão de dinheiro. Esse golpe também é conhecido como "Boa noite, Cinderela". 11.2. EXAME TOXICOLÓGICO IN VIVO DESCRIÇÃO DO EXAME O tempo é um fator crucial no sucesso dos exames. É importante que a coleta das amostras biológicas seja feita o mais breve possível, sob a pena de se perder a prova do crime. Em casos de suspeita do uso de DFC's (benzodiazepínicos, cetamina, GHB, etc) recomendamos o envio da vítima ao ITEP a fim de proceder a coleta imediata de amostras para análise. As principais matrizes biológicas analisadas são sangue, para casos que envolvem suspeita de exposição recente (inferior a 12h) e urina, para casos com suspeita de exposição em até 05 dias. As coletas são realizadas no ITEP todos os dias da semana, sem restrição de dia e hora. Quais substâncias de interesse toxicológico foram encontradas no material biológico da vítima? Qual a natureza das substâncias encontradas? Quais efeitos tóxicos podem ser provocadas por essa substância? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS A determinação quantitativa de etanol em sangue é um exame toxicológico previsto no art. 306º do Código Brasileiro de Trânsito e obrigatório para as vítimas fatais de acidentes de trânsito, segundo o art. 11º da Resolução Nº 432 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), publicada em 23 de janeiro de 2013. É importante que haja especial atenção em situações nas quais os condutores envolvidos em acidentes de trânsito são socorridos para unidades hospitalares. Nesses casos, quanto maior a demora na obtenção de amostras biológicas, maior será a perda das substânicas de interesse toxicológico a serem identificadas em virtude de processos de metabolização e excreção. RECOMENDAÇÕES GERAIS 64 O exame visa pesquisar praguicidas em amostras biológicas coletadas pelo IML em investigação de crimes com vítimas fatais, onde há suspeita de que praguicidas (venenos) possam ter contribuído com a causa da morte do indivíduo. São exemplos de substâncias pesquisadas nestes exames: organofosforados, piretroides, carbamatos, entre outros. 11.4. EXAME TOXICOLÓGICO POST-MORTEM PARA PRAGUICIDAS DESCRIÇÃO DO EXAME O examevisa pesquisar drogas de abuso e/ou fármacos em amostras biológicas coletadas pelo IML em investigação de crimes com vítimas fatais, onde há suspeita de que substâncias possam ter contribuído com a causa da morte do indivíduo. Os exames também são utilizados para realizar pesquisa de drogas de abuso ou de medicamentos em vítimas de homicídio e morte acidental, pois pode haver correlação entre o consumo de drogas e as circunstâncias que causaram a morte. São exemplos de substâncias pesquisadas nestes exames: cocaína, anfetaminas, substâncias depressoras do sistema nervoso central, como opioides, antidepressivos e benzodiazepínicos, entre outras. 11.3. EXAME TOXICOLÓGICO POST-MORTEM PARA FÁRMACOS E DROGAS E ABUSO DESCRIÇÃO DO EXAME O exame tem como objetivo determinar a presença de drogas de abuso, fármacos ou praguicidas em amostras não biológicas. Pode-se citar como exemplos a análise de comprimidos em casos de suicídio; a detecção de vestígios de drogas ilicítas em materiais coletados em locais de crime; a pesquisa de substâncias químicas (venenos) em alimentos, em casos de suspeita de envenenamentos. 11.5. EXAME TOXICOLÓGICO EM ALIMENTOS E MATERIAIS DIVERSOS DESCRIÇÃO DO EXAME Quais substâncias de interesse toxicológico foram encontradas no material biológico da vítima? Qual a natureza das substâncias encontradas? Quais efeitos tóxicos podem ser provocadas por essa substância? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS COMUNS AOS EXAMES 12.3 A 12.4 65 12. SETOR DE BIOLOGIA FORENSE - SBIOF O setor de Biologia Forense destina-se à realização de perícias que envolvam a identificação de vestígios biológicos, como sangue e sêmen, em objetos e/ou materiais coletados no corpo da vítima, no(a) suspeito(a) ou em local de crime. O exame é destinado para Pesquisa Sangue Humano em vestígios biológicos e em suportes/objetos coletados em locais de crime pelo Núcleo de Perícias Externas do IC ou pelas Delegacias de Polícia Civil, visando subsidiar processos investigativos principalmente em que existam suspeitas da presença de sangue humano. Para o exame utilizam-se luzes forenses e teste imunocromatográfico, o qual determina a presença de hemoglobina humana (hHb). Quando solicitado, em caso de resultado positivo e quando houver material biológico de referência, a amostra é encaminhada para o Laboratório de Genética Forense para exame de confronto genético, visando identificar a quem pertence o sangue humano analisado. 12.1. EXAME DE PESQUISA DE SANGUE HUMANO DESCRIÇÃO DO EXAME O(s) material(is) encaminhado(s) para exame apresenta(m) vestígio(s) de sangue? É sangue humano? Caso positivo, é possível identificar algum perfil genético? O perfil genético encontrado é compatível com o da vítima(s) e/ou do suspeito(s)? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS QUESITOS NÃO RECOMENDADOS Em caso de positivo para sangue humano, qual o tipo sanguíneo e fator RH? Justificativa: Este setor não realiza exames de tipagem sanguínea e de determinação de fator Rh, tendo em vista que esse exame é pouco conclusivo. 1. 66 O exame é destinado à Pesquisa e Identificação de Sêmen em amostras coletadas de vítimas de crimes sexuais pelo Instituto de Medicina Legal, em suportes/objetos coletados em locais de crime pelo Núcleo de Perícias Externas do IC ou materiais encaminhados pelas Delegacias de Polícia Civil, visando subsidiar processos investigativos principalmente em que existam suspeitas de crimes sexuais. O exame é realizado por meio de luzes forenses, por teste imunocromatográfico para a detecção de antígeno prostático específico (PSA) e pesquisa de espermatozoide através de microscopia óptica. Quando solicitado, em caso de resultado positivo e quando houver material biológico de referência, a amostra é encaminhada para o Laboratório de Genética Forense para exame de confronto genético, visando identificar a quem pertence o sêmen detectado. 12.2. EXAME DE PESQUISA DE PSA E ESPERMATOZÓIDE DESCRIÇÃO DO EXAME O(s) material(is) encaminhado(s) apresenta(m) vestígios de espermatozóide e sêmen? Caso positivo, é possível identificar algum perfil genético? O perfil genético encontrado é compatível com o da vítima(s) e/ou do suspeito(s)? 1. 2. QUESITOS BÁSICOS O exame é destinado para Pesquisa do hormônio Gonadotrofina Coriônica (hCG) em amostras de sangue ou de urina coletadas de pessoas com suspeitas de gravidez. O exame deve ser solicitado através de Médico Legista ou Delegado de Polícia Civil, visando subsidiar processos investigativos em que o teste de gravidez possua relevância. 12.3. EXAME TESTE DE GRAVIDEZ (PESQUISA DE HCG) DESCRIÇÃO DO EXAME De acordo com o exame de gravidez, é possível afirmar se a vítima está grávida?1. QUESITOS BÁSICOS Em qual período da gestação se encontra? Justificativa: O exame possui caráter qualitativo, não sendo possível inferir a concentração do hormônio que se baseia para determinar período gestacional. 1. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 67 SEI: ITEP-LAB-DNA LABORATÓRIO DE GENÉTICA FORENSE 13. SETOR DE GENÉTICA FORENSE A genética forense desempenha um papel crucial na investigação criminal, fornecendo informações valiosas para a resolução de casos e ajudando a estabelecer a verdade em processos judiciais. Por meio da análise do DNA, a genética forense permite a identificação precisa de indivíduos, a conexão entre suspeitos e evidências, a determinação de relações familiares e até mesmo a reconstrução de eventos ocorridos em crimes. Com avanços tecnológicos, como a amplificação do DNA e a sequenciação genética, a genética forense alcançou uma precisão sem precedentes, aumentando a confiabilidade das evidências e a confiança na justiça. Sua importância na aplicação da lei e na resolução de crimes é inegável, tornando-a uma ferramenta indispensável para os profissionais da área e uma esperança para as vítimas e suas famílias em busca de justiça. Os exames realizados no Laboratório de Genética Forense que envolvem a análise de material genético podem ser divididos em dois grupos principais: Identificação Genética e Vínculo Genético. Na Identificação Genética, o objetivo é atribuir origem ao material genético contido em vestígios biológicos, auxiliando na materialização de delitos. Já no Vínculo Genético, busca-se determinar as relações familiares entre os indivíduos, bem como a identificação de pessoas desaparecidas ou vítimas de desastres e massa. 69 São exames genéticos comparativos nos quais é realizado confronto do perfil genético obtido do vestígio com o perfil genético obtido da(s) amostra(s) de referência. Esses exames são aplicáveis nos crimes contra a vida e o patrimônio, crimes de natureza sexual, crimes de tráfico de drogas, locais de crime, entre outros. Por se tratar de exame comparativo é de extrema relevância que o suspeito e/ou vítima seja encaminhado para levantamento de perfil genético e posterior confronto com os perfis obtidos das amostras questionadas (vestígios) enviadas para análises. Essa abordagem é denominada de “caso fechado”. São exames genéticos comparativos nos quais é realizado confronto do perfil genético obtido do vestígio com o perfil genético obtido da(s) amostra(s) de referência. 13.1. IDENTIFICAÇÃO GENÉTICA DESCRIÇÃO DO EXAME Esses exames são aplicáveis nos crimes contra a vida e o patrimônio, crimes de natureza sexual, crimes de tráfico de drogas, locais de crime, entre outros. Por se tratar de exame comparativo é de extrema relevância que o suspeito e/ou vítima seja encaminhado para levantamento de perfil genético e posterior confronto com os perfis obtidos das amostras questionadas (vestígios) enviadas para análises. Essa abordagem é denominada de “caso fechado”. O perfil genético obtido é passível de confronto? Caso positivo, é compatível com aquele obtido a partir do material de referência coletado de FULANO DE TAL? O(s) perfil(is) genético(s) eventualmente obtido(s) a partir do material questionado é(são) compatível(is) com algum dos demais perfis genéticos já cadastrados no Banco de Perfis Genéticos? (Os quesitos aqui apresentados nãose aplicam a todas as situações, sendo necessário adequar a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao fato). Quesitos para casos fechados (casos em que as amostras de referência são enviadas para que os perfis genéticos de seus fornecedores possam ser comparados com os perfis genéticos obtidos a partir de amostras questionadas) 1. Quesito para casos abertos (casos em que existem apenas amostras questionadas) 1. QUESITOS BÁSICOS Qual é o tipo sanguíneo e/ou fator Rh e/ou grupo sanguíneo do material encaminhado? Justificativa: Trata-se de um método obsoleto de baixo poder de discriminação entre indivíduos. Dispensável, dada a disponibilidade e as vantagens dos exames genéticos. É possível a determinação da feição, estatura, cor do cabelo, cor da pele etc.? Justificativa: A tecnologia de obtenção de informações genéticas difundida entre os laboratórios forenses não permite revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, genoma humano e dados genéticos. O perfil genético obtido é compatível com o de um parente de FULANO DE TAL? Justificativa: A tecnologia de obtenção de informações genéticas difundida entre os laboratórios forenses não permite inferir questões amplas de vínculo genético. É necessário que haja uma hipótese específica de qual vínculo genético ou de linhagem (matrilínea ou patrilínea) que se busca. 1. 2. 3. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 70 Exames genéticos que visam a vincular pessoa ou vestígios a outras pessoas relacionadas à questionada ou ao depositante do vestígio biológico. Utilizado, por exemplo, nos casos de paternidade, paternidade reversa, restos mortais de pessoas desaparecidas ou em acidentes e desastres de massa. 13.2. VÍNCULO GENÉTICO DESCRIÇÃO DO EXAME O perfil genético eventualmente obtido a partir do material de referência coletado de FULANO(A) é compatível com o de um(a) filho(a) biológico(a) de SICRANO e BELTRANA? O perfil genético eventualmente obtido a partir do material de referência coletado de FULANO(A) é compatível com o de um pai biológico OU de uma mãe biológica de SICRANO(A) e BELTRANO(A)? O(s) perfil(is) genético(s) eventualmente obtido(s) a partir do material questionado é(são) compatível(is) com o perfil do(a) (informar o suposto grau de parentesco, como suposto(a) filho(a), suposto pai, suposta mãe) biológico(a) de FULANO e/ou BELTRANO e/ou SICRANO e/ou (...)? (Os quesitos aqui apresentados não se aplicam a todas as situações, sendo necessário adequar a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao fato). Quesito para casos de determinação de paternidade: 1. Quesito para casos de determinação de paternidade reversa: 1. Quesito para casos de vínculos genéticos de restos mortais de pessoas desaparecidas (desaparecidos, acidentes e desastres de massa): 1. QUESITOS BÁSICOS O cadáver é de FULANO? Justificativa: Quando não é encaminhado para exames nenhum material de referência para a identificação, pois os exames genéticos são comparativos. 1. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 71 II/ITEP INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO Este setor é responsável por processar vestígios a fim de revelar e coletar impressões papiloscópicas em objetos relacionados a prática de delitos e comparar estas marcas com os bancos de dados de impressões padrões a fim de atestar a autoria das impressões. Destaca-se que o setor de Perícias de Biometria e Papiloscopia Aplicada é um setor vinculado ao Instituto de Identificação. No entanto, tendo em vista a relação com as áreas da criminalística, está sendo abordada neste manual. 14. SETOR DE PERÍCIAS DE BIOMETRIA E PAPILOSCOPIA APLICADA (SBPA) 73 Os vestígios de interesse papiloscópico merecem atenção especial em relação ao seu manuseio, de modo a preservar eventuais impressões papilares contidas no suporte. O primeiro passo no manuseio de vestígios de interesse papiloscópico é identificar a região de interesse do objeto (região do objeto onde o contato é mais comum durante o seu uso normal, aumentando a probabilidade de se encontrar impressões papilares). Com a região de interesse definida, deve-se manusear o vestígio com o auxílio de luvas e evitando o contato com a superfície previamente definida. O acondicionamento do vestígio deve ser feito de forma a minimizar o contato do invólucro com as superfícies do objeto, devendo ser encaminhado o mais rápido possível para o Setor de Perícias em Biometria e Papiloscopia Aplicadas (SBPA/NI/II/ITEP) para que o exame pericial seja realizado. RECOMENDAÇÕES SOBRE O MANUSEIO DOS VESTÍGIOS: Há impressões papiloscópicas no(s) objeto(s) pericado(s)? Em caso positivo, as impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos revelados e coletados apresentam condições técnicas para exames periciais de confronto? Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos coletados em batimento com as impressões digitais constante no banco de dados? Em caso positivo, solicito pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em objeto/local de crime. Há outros dados julgados úteis? 1. 2. 3. 14.1. EXAME DE LEVANTAMENTO PAPILOSCÓPICO 14.2. EXAME DE CONFRONTO PAPILOSCÓPICO QUESITOS BÁSICOS Descrição do Exame: Levantamento de impressões papiloscópicas latentes Objetivo: Revelar impressões latentes em vestígios coletados em local de crime ou provenientes de autoridade solicitante competente e fazer a pesquisa no sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System) das digitais levantadas pelos Peritos, a fim de determinar, de forma inequívoca, a identidade de quem as produziu. Descrição do Exame: Confronto papiloscópico entre material questionado e material padrão (a ser informado por autoridade) Objetivos: Fazer a pesquisa no AFIS (Automated Fingerprint Identification System) das digitais recebidas pelos Peritos, a fim de determinar, de forma inequívoca, a identidade de quem as produziu. As impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos encaminhados apresentam condições técnicas para confronto? Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos encaminhados com as impressões digitais do banco de dados? Em caso positivo, solicito pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em objeto/local de crime. As impressões digitais encaminhadas pertencem a [QUALIFICAÇÕES DOS INDIVÍDUOS - com maior quantidade de informações disponíveis]. Há outros dados julgados úteis? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS 14.3. PESQUISA FACIAL NO SISTEMA ABIS Descrição do Exame: Confronto biométrico entre a face questionada e a face padrão (a ser informada por autoridade). Objetivo: Fazer a pesquisa no ABIS (Automated Biometric Identification System) das faces recebidas pelos Peritos, a fim de determinar a identidade de quem as produziu. 74 75 O indivíduo cuja imagem de face está presente no(s) instante(s) XXX (s) do vídeo encaminhado é [QUALIFICAÇÃO DO INDIVÍDUO - com maior quantidade de informações disponíveis]? O indivíduo cuja imagem de face está presente na(s) fotografia(s) (se necessário, apontar a imagem da face na fotografia) encaminhada(s) a exame é [QUALIFICAÇÃO DO INDIVÍDUO - com maior quantidade de informações disponíveis]? As imagens de face presentes nas(s) fotografia(s) e no(s) instante(s) XXX do(s) vídeo(s) encaminhado (s) a exame são do mesmo indivíduo? As imagens de face presentes na(s) fotografia(s) encaminhada(s) a exame são do mesmo indivíduo? Há outros dados julgados úteis? 1. 2. 3. 4. 5. QUESITOS BÁSICOS As impressões papilares reveladas nos vestígios encaminhados ao SBPA ou em local de crime são fotografadas e submetidas ao processo de tratamento digital com auxílio de softwares próprios de edição de imagem com a finalidade de melhorar a visualização das cristas papilares presentes nas imagens. Essas imagens são inseridas no AFIS do ITEP, onde serão pesquisadas utilizando o22 4. SETOR DE BALÍSTICA FORENSE – SBF................................................................. 23 4.1. Exame de ca racterização em material balístico........................................................ 23 4.2. Exame de eficiê ncia em arma de fogo e/ou elementos de munição......................... 24 4.3. Exame de revelação de numeração......................................................................... 25 4.4. Exame de microcomparação balística...................................................................... 26 5. SETOR DE PERÍCIAS DE INFORMÁTICA E AUDIOVISUAIS - SIA......................... 28 5.1. Exame pericial de equipamento de informática........................................................ 28 5.2. Exame pericial em audiovisual.................................................................................. 29 SUMÁRIO 5.3. Exame peric ial em material videofonográfico.......................................................... 30 5.4. Exame pericial em vestígio digital............................................................................. 31 5.5. Exame pericial em local de crime envolvendo equipamentos computacionais......... 32 NÚCLEO DE PERÍCIAS EXTERNAS - NPE................................................................... 34 6. SETOR DE PERÍCIAS EM LOCAL DE CRIME CONTRA A VIDA (SCCV)................ 35 6.1. Exame pericial em locais de achado de cadáver...................................................... 36 6.2. Exame pericial em locais de achado de ossada....................................................... 36 6.3. Exame pericial em locais de aborto e/ou feto encontrado........................................ 37 6.4. Exame pericial em locais de ação violenta............................................................... 38 6.5. Exame pericial para pesquisa de sangue latente..................................................... 38 7. SETOR DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (SCCP).......................................... 39 7.1. Exame pericial em locais de furto............................................................................. 40 7.2. Exame pericial em locais de roubo........................................................................... 40 7.3. Exame pericial de verificação de danos.................................................................... 41 7.4. Exame pericial em máquinas eletrônicas programáveis........................................... 41 7.5. Exame pericial merceológico.................................................................................... 42 8. SETOR DE ENGENHARIA LEGAL E MEIO AMBIENTE (SELMA)........................... 44 8.1. Exame pericial em locais de incêndio....................................................................... 45 8.2. Exame pericial em locais de explosão...................................................................... 45 8.3. Exame pericial em locais de acidente de tráfego com vítima fatal ou grave lesão corporal............................................................................................................................ 46 8.4. Veículos envolvidos em ocorrência de tráfego......................................................... 47 8.5. Maus tratos de animais............................................................................................. 47 8.6. Locais de morte por eletroplessão............................................................................ 48 SUMÁRIO 8.7. Locais de furto de energia......................................................................................... 48 8.8. Locais de desmatamento.......................................................................................... 49 8.9. Locais de danos à fauna........................................................................................... 50 8.10. Locais de danos à flora........................................................................................... 50 8.11. Locais de sinistro em obras de engenharia............................................................ 51 8.12. Exame para constatação de desvio de recursos públicos na execução de obra de engenharia.................................................................................................................. 51 8.13. Outros exames........................................................................................................ 52 8.13.1. Exame cartográfico.............................................................................................. 52 8.13.2. Análise de materiais............................................................................................. 52 8.1 3.3. Exame de máquinas e equipamentos.................................................................. 53 8.13.4. Locais de acidentes de trabalho.......................................................................... 53 8.13.5. Exame de identificação de espécimes................................................................. 53 8.13.6. Locais de cultivo de maconha.............................................................................. 53 9. SETOR DE REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS (SRSF)................................. 54 NÚCLEO DE LABORATÓRIO DE PERÍCIAS FORENSES - NLPF............................... 55 10. SETOR DE QUÍMICA FORENSE - SQF................................................................... 56 10.1. Exam e de constatação............................................................................................ 56 10.2. Exame químico de THC e cocaína.......................................................................... 57 10.3. Exame químico de substâncias voláteis................................................................. 57 10.4. Exame químico de outras drogas de abu so........................................................... 58 10.5. Exame químico de produto farmacêutico............................................................... 59 10.6. Exame químico de agrotóxicos............................................................................... 60 10.7. Exame químico de combustíveis............................................................................. 61 SUMÁRIO 10.8. Exame químico de resíduos de incêndio................................................................. 61 10.9 E xame em local de tráfico de drogas - Laboratórios químicos................................ 62 11. SETOR DE TOXICOLOGIA FORENSE - STF.......................................................... 63 11.1. Exame de dosagem alcóolica................................................................................. 63 11.2. Exame toxico lógico in vivo...................................................................................... 64 11.3. Exame toxicológico post-mortem para fármacos e drogas e abuso....................... 65 11.4. Exame toxicológico post-mortem para praguicidas................................................ 65 11.5. Exame toxicológico em alimentos e materiais diversos.......................................... 65 12. SETOR DE BIOLOGIA FORENSE – SBIO............................................................... 66 12.1. Exame de pesquisa de sangue humano................................................................. 66 12.2. Exame de pesquisa de PSA e espermatozóide...................................................... 67 12.3. Exame teste de gravidez (pesquisa de HCG)......................................................... 67 LABORATÓRIO DE GENÉTICA FORENSE - LAB-DNA............................................... 68 13. SETOR DE GENÉTICA FORENSE........................................................................... 69 13.1 Identificação genética.............................................................................................. 69 13.2 Vínculo genético...................................................................................................... 71 INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO - II/ITEPbanco de dados civil (proveniente dos documentos de identificação civil do RN) e o banco de dados criminal (oriundo das solicitações de identificação criminal por autoridade competente) e apresentadas ao Perito Criminal para que seja feito o confronto e confirmação ou não da identificação da impressão digital. Os fragmentos não identificados são salvos no banco de dados do ITEP e são confrontados mediante novas inserções nos sistemas de identificação civil e criminal do Estado. Para impressões palmares, é necessário solicitação da autoridade policial para coleta do material padrão em suspeito indicado para posterior exame por Perito Criminal, visto que não existe banco de dados de impressões palmares no ITEP. INFORMAÇÕES SOBRE O SISTEMA AFIS (SISTEMA AUTOMATIZADO DE PESQUISA POR IMPRESSÕES DIGITAIS): O sistema ABIS é um sistema de biometria que utiliza tecnologia para comparar informações biométricas de indivíduos. Neste caso, mais especificamente é voltado para a comparação da face. Com a apresentação de uma face para confronto, o sistema retorna uma lista de possíveis candidatos de acordo com a pontuação gerada pelo algoritmo de reconhecimento facial. INFORMAÇÕES SOBRE O SISTEMA ABIS (AUTOMATED BIOMETRIC IDENTIFICATION SYSTEM) : IML/ITEP INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL Setor de Traumatologia Forense (STRF); Setor de Sexologia Forense (SSF); Setor de Tanatolologia Forense (STNF); Setor de Odontologia Forense (SOL). O NML é composto pelos seguintes setores: 1. 2. 3. 4. (Horário de funcionamento: plantão 24 horas). NÚCLEO DE MEDICINA LEGAL - NML SEI: ITEP-IML-NML 77 15. SETOR DE SEXOLOGIA FORENSE - SSF 78 CONCEITOS: Ato libidinoso consiste em toda ação destinada a obter prazer sexual ou relacionada à libido, inclusive a conjunção carnal. Ato libidinoso de interesse penal é aquele gerado sob violência física ou psíquica, lesando o direito de terceiros, em especial de vulneráveis. Conjunção carnal é o ato de penetrar parcial ou totalmente o pênis na vagina. 15.1 EXAME DE ATOS LIBIDINOSOS E CONJUNÇÃO CARNAL DESCRIÇÃO DO EXAME Através de exame clínico pericial minucioso e, muitas vezes com o auxílio de exames complementares, o exame tem como objetivo buscar vestígios para constatação de crimes contra a dignidade sexual e formular laudo pericial de acordo com a legislação vigente. Para tanto deve ser solicitado o Exame de Corpo de Delito - Atos Libidinosos, que abrange o Exame de Conjunção Carnal que se aplica a indivíduos do sexo genético feminino, e o exame de Ato Libidinoso Diverso de Conjunção Carnal que se aplica a indivíduos do sexo genético masculino. RECOMENDAÇÕES GERAIS A requisição de exame deve ser fundamentada pela autoridade competente, devidamente identificada e assinada, ou via Sistema Eletrônico de Informações - SEI com assinatura digital; Solicitar e explicitar na guia de requisição o exame de toxicológico in vivo em casos de suspeitas de intoxicação exógena da vítima; A vítima deve estar em posse de documento de identificação pessoal, se possível com foto e impressão digital. Na ausência de documentos, será realizada a identificação papiloscópica; Nos casos em que a vítima é menor de idade, esta deverá estar acompanhada por responsável maior de idade, conselheiro tutelar ou agente policial, munidos de documento de identificação ou documentação profissional; 79 A vítima deverá levar o Boletim de Ocorrência, se possível; Em caso de ter havido atendimento hospitalar, recomenda-se que a vítima leve uma cópia do prontuário médico. Orientar o periciando a procurar o IML o mais rapidamente possível porque as evidências das lesões e do ato libidinoso podem desaparecer em curto tempo, inviabilizando o exame. Há vestígios de ato libidinoso (em caso positivo, especificar); Há vestígios de violência, e, no caso afirmativo, qual o meio empregado; Da violência resultou para a vítima incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias, ou perigo de vida, ou debilidade permanente do membro, sentido ou função, ou aceleração do parto, ou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto (em caso positivo especificar); A vítima é alienada ou débil mental; Houve outro meio que tenha impedido ou dificultado a livre manifestação da vontade da vítima (em caso positivo, especificar). 1. 2. 3. 4. 5. QUESITOS BÁSICOS 16. SETOR DE TRAUMATOLOGIA FORENSE - STRF O exame de lesão corporal é realizado quando o dano a integridade física atinge o corpo do periciando, sendo importante relatar a natureza penal da lesão. Devendo ser requisitado por uma autoridade policial ou judicial, podendo ser realizado por metodologia direta (avaliação pericial na própria lesão) ou indireta (análise de registros médicos). Tomando como base o artigo 129 do Código Penal Brasileiro, tem como objetivo: 1. Caracterizar a presença de dano à integridade física do periciado; 2. Determinar o instrumento ou meio de ação empregado; 3. Estimar a cronologia aproximada da lesão; 4. Atingindo tais objetivos, fornecer prova material para instrução de inquéritos policiais ou processos criminais. Sugestão de indicação do exame: quando a infração deixar vestígios nas áreas de competência médico-legal ou a ela relacionadas. 16.1. EXAMES PERICIAIS EM VIVOS – LESÕES CORPORAIS 16.1.1. EXAME DE LESÃO CORPORAL DESCRIÇÃO DO EXAME Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do(a) periciando(a)? Qual o instrumento ou meio que a produziu? A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada). Resultou perigo de vida? Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias? Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto? (resposta especificada). Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta especificada). 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. QUESITOS BÁSICOS 80 Identificação do periciando através de documento oficial com foto. Na falta de documentos, realizar a identificação papiloscópica. Menores de 18 anos ou incapazes civilmente deverão ser acompanhados do representante legal, familiares ou designado pela autoridade policial. Requisição da autoridade competente, devidamente carimbada e assinada, ou via SEI (Sistema Eletrônico de Informações) com assinatura digital. Em casos de acompanhamento e tratamento médicos prévios, há necessidade de relatório (laudo médico) do médico assistente (aquele que acompanhou o periciado durante o tratamento e reabilitação) contemporâneo à data do exame, constando: cuidados prestados à vítima, evolução da doença e sequelas, se existentes. Apresentar cópia de prontuário médico, exames de imagem com laudo, declarações e/ou atestados emitidos pelo médico, dentista ou unidade de saúde/hospital que prestou o atendimento. DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA Quando o exame de lesão corporal inicial não puder ser concluído devido à evolução inerente ao objeto de análise ser essencial às elucidações da investigação criminal ou que o primeiro tenha sido deficiente (CPP – Art. 168, §1°), um exame complementar poderá ser realizado em 30 dias (CPP – Art. 168, §2°), a partir da data do crime. Este exame pode ser realizado mais de uma vez, à medida que seja necessária a complementação da pendência do exame anterior. Tem como objetivo concluir quanto ao tempo de afastamento e a presença de sequelas das lesões sofridas, quando estes quesitos não foram respondidos na realização do primeiro exame no IML (verificação da evolução lesional). Atingindo tais objetivos, fornecer prova materia para instrução de inquéritos policiais ou processos criminais. Sugestão do exame: Quando existir pendências do primeiro exame pericial, seja devido ao curso de evolução da lesão ser essencial à respostados quesitos, requisição de documentação para perícia indireta ou deficiência do primeiro laudo. Podendo ser requisitada por autoridade policial ou judiciária, de ofício do perito, requerimento do Ministério Público, ofendido ou do acusado, ou do seu defensor. 16.1.2. EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL DESCRIÇÃO DO EXAME Resultou perigo de vida? Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias? Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto? (resposta especificada). Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta especificada). 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS 81 Tem como objetivo atender às requisições das autoridades policiais (polícias civil, militar e federal) e judiciárias a fim de atestar a integridade física ou constatar lesões corporais que determinem violação da integridade física dos custodiados. Sugestão do exame: Há recomendação dos Ministérios Públicos (responsáveis pelo controle externo da atividade policial) para que sejam realizados exames “ad cautelam” nos custodiados que forem considerados suspeitos de ter sua integridade física violada. Não há determinação fundamentada em lei para realização de exames de corpo de delito “ad cautelam” em todos os custodiados. Conforme Resolução CFM n° 1635/2002: “é vedado ao médico realizar exames médico- periciais de corpo de delito em seres humanos no interior dos prédios e/ou dependências de delegacias, seccionais ou sucursais de Polícia, unidades militares, casas de detenção e presídios”. Em caso de suspeita de tortura, explicitar e enviar o periciando acompanhado de equipe policial diferente da que o escolta ou equipe diferente do presídio em que o apenado está alocado, no horário adequado para realização do protocolo de exame específico para tortura. 16.1.3. EXAME “AD CAUTELAM” DESCRIÇÃO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do(a) periciando(a)? Qual o instrumento ou meio que a produziu? 1. 2. 82 3. A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada). 4. Resultou perigo de vida? 5. Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias? 6. Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto? (resposta especificada). 7. Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta especificada). QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO Entrada dos custodiados no Instituto e acomodação no local prédefinido em cada unidade regional mantendo-os algemados; Entregar as requisições e vias de relatório de exame médico na portaria para providências administrativas; Em caso de sistema fora do ar, orienta-se a realização de exame com laudo sem numeração para posterior inserção no sistema - SIGEP; Aguardar o chamado do médico pelo nome do custodiado constante na requisição de exame; Não se ausentar das proximidades da cela em momento algum, até que o custodiado seja chamado; Acompanhar o custodiado até a sala de exame médico, retirando-lhe as algemas quando o médico legista assim achar necessário para a realização do exame; Conduzir um preso por vez para sala do atendimento médico; Posicionar-se de forma vigilante nas entradas e saídas do consultório médico; Atender às solicitações do médico durante a realização do exame, bem como obedecer aos procedimentos internos, com urbanidade e cooperação intersetorial. ORIENTAÇÕES QUANTO A CONDUTA DO AGENTE POLICIAL NAS DEPENDÊNCIAS DO IML: 83 17. SETOR DE TANATALOGIA FORENSE - STNF 17.1. EXAME NECROSCÓPICO DESCRIÇÃO DO EXAME Necrópsia médico-legal é o conjunto de operações com a finalidade de determinar a "causa mortis", o tempo decorrido da morte, além de fornecer subsídios para que fatos de interesse da justiça sejam revelados, tais como causa jurídica da morte, identificação do morto, etc. O exame tem como objetivo determinar a causa da morte violenta e elaborar de um laudo necroscópico,com qualidade técnica e científica, no qual se possa estabelecer um nexo causal, ou não, com o delito em apuração. Sugestão do exame: A obrigatoriedade e a necessidade de necrópsias nos casos de morte violenta estão disciplinados no artigo 162 do Código de Processo Penal (CPP) vigente. Art.162: “A autópsia deve ser feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto. Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal a apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante”. RECOMENDAÇÕES GERAIS Deverá ser encaminhado, junto ao cadáver, a requisição da autoridade judicial. A requisição deve caracterizar com detalhes o fato ocorrido, quando ocorreu e o que é necessário esclarecer. Caso o óbito tenha tido assistência médica, será necessário anexar os laudos, resultados de exames e relatórios dos médicos assistentes ou da internação. Houve morte? Qual a causa da morte? Qual o instrumento ou meio que produziu a morte? Foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura, ou por outro meio insidioso ou cruel? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS 84 18. SETOR DE ODONTOLOGIA LEGAL De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, a Odontologia Legal pode ser definida como: 85 Estabelecer a materialização do dano por meio da constatação da presença de vestígios que indiquem a ofensa à integridade física ou à saúde do periciando; Estabelecer o instrumento ou meio utilizado para a ofensa física; O exame de lesão corporal odontolegal é realizado quando o dano a integridade física atinge o complexo bucomaxilofacial, tais como a face, boca, dentes ou áreas que estiverem em relação com essa área de atuação, como, por exemplo, análise de marcas de mordida em outras regiões do corpo. Devendo ser requisitado por uma autoridade policial ou judicial, podendo ser realizado por metodologia direta (avaliação pericial na própria lesão) ou indireta (análise de registros médicos e/ou odontológicos). Objetivos do exame: tomando como base o artigo 129 do Código Penal Brasileiro, tem como objetivo a análise e descrição de lesões traumatológicas nas regiões de competência odontolegal, buscando: 18.1. EXAMES PERICIAIS EM VIVOS 18.1.1. EXAME DE LESÃO CORPORAL ODONTOLEGAL DESCRIÇÃO DO EXAME Art. 63. Odontologia Legal é a especialidade que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios, resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis. Parágrafo único. A atuação da Odontologia Legal restringe-se à análise, perícia e avaliação de eventos relacionados com a área de competência do cirurgião-dentista, podendo, se as circunstâncias o exigirem, estenderse a outras áreas, se disso depender a busca da verdade, no estrito interesse da justiça e da administração. O Setor de Odontologia Legal é responsável por exames periciais que envolvem vivos, cadáveres ou ossadas. Estabelecer o lapso temporal cronológico provável da lesão analisada; Analisar as repercussões funcionais, sejam estas transitórias ou permanentes, relacionadas aos sinais objeto do exame. Lesões que tenham atingido o complexo bucomaxilofacial; Exame de marcas de mordida ou qualquer outro evento relacionado à atuação odontolegal, mesmo quando estão em área diferente de sua competência. Sugestão de indicação do exame: quando a infração deixar vestígios nas áreas de competênciaodontolegal ou a ela relacionadas, podendo ser para: Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do(a) periciando(a)? Qual o instrumento ou meio que a produziu? A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada) Resultou perigo de vida? Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias? Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto? (resposta especificada) Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta especificada) 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. QUESITOS BÁSICOS 18.1.2. EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL ODONTOLEGAL DESCRIÇÃO DO EXAME Quando o exame de lesão corporal inicial não puder ser concluído devido à evolução inerente ao objeto de análise ser essencial às elucidações da investigação criminal ou que o primeiro tenha sido deficiente (CPP – Art. 168, §1°), um exame complementar poderá ser realizado em 30 dias (CPP – Art. 168, §2°), a partir da data do crime. Este exame pode ser realizado mais de uma vez, à medida que seja necessária a complementação da pendência do exame anterior. Objetivo do exame: Complementar as pendências existentes do primeiro exame pericial. Sugestão do exame: Quando existir pendências do primeiro exame pericial, seja devido ao curso de evolução da lesão ser essencial à resposta dos quesitos, requisição de documentação para perícia indireta ou deficiência do primeiro laudo. Podendo ser requisitada por autoridade policial ou judiciária, de ofício do perito, requerimento do Ministério Público, ofendido ou do acusado, ou do seu defensor. QUESITOS BÁSICOS Resultou perigo de vida? Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias? Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto? (resposta especificada) 1. 2. 3. 86 4. Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta especificada) 18.1.3. EXAME DE ESTIMATIVA DA IDADE DESCRIÇÃO DO EXAME Verificação do tipo de medida a ser aplicada em infrações penais (Estatuto da Criança e Adolescente) para indivíduos menores que 12 anos ou tenham entre 12 e 18 anos; Verificação da imputabilidade penal, se um indivíduo é maior ou menor que 18 anos; Casos de violência sexual para indivíduos maiores ou menores de 14 anos, para configuração da presunção de violência (estupro de vulnerável); Constatação de materialidade de crime de pornografia infantil por exame dental indireto; Indivíduos que não possuam ou nunca possuíram documentos comprobatórios da idade e que, por solicitação judiciária ou policial, seja necessário estimá-la. O exame de estimativa da idade é o processo que, por meio da aplicação de métodos científicos, busca avaliar a cronologia de evolução ou de involução de um indivíduo. A análise é realizada por meio de exame físico direto (geral e odontológico) e indireto (radiográfico – estágios de mineralização de dentes e ossos), que ofereçam subsídios necessários para estimar a idade de um indivíduo que não tenha documentos comprobatórios da sua idade real. Objetivo do exame: estimar a idade de indivíduos sem idade comprovada, chegando a uma faixa de idade mais provável ao indivíduo examinado. Sugestão do exame: o exame de estimativa de idade é sugerido à luz das necessidades existentes dentro do poder judiciário ou autoridade policial que necessitem conhecer a idade de uma determinada pessoa que não tenha comprovação documental. Podendo aplicar-se para: QUESITOS BÁSICOS É possível estimar a idade do periciando? É possível estimar se o periciando possui idade igual ou menor que 12 anos? É possível estimar se o periciando possui idade igual ou menor que 14 anos? É possível estimar se o periciando tem idade entre 16 anos completos e 18 anos incompletos? É possível estimar se o periciando possui 18 anos de idade? 1. 2. 3. 4. 5. Os referidos quesitos não são aplicados em sua totalidade, sendo escolhidos de acordo com o objetivo do exame. 18.2. EXAMES CADAVÉRICOS E/OU OSSADAS 18.2.1. EXAME NECRODONTOSCÓPICO DESCRIÇÃO DO EXAME O exame necrodontoscópico é realizado juntamente ao exame necroscópico médico-legal, por meio do registro de todas as características dentais/odontológicas do cadáver, identificar as prováveis lesões provocadas por marcas de mordida e coleta de material genético para identificação humana. 87 Objetivo do exame: coletar dados essenciais para identificação humana com qualidade técnica e científica, seja do cadáver ou de suspeitos de terem provocado as lesões relacionadas à área de competência da Odontologia Legal. Sugestão do exame: casos de mortes suspeitas e de causas externas. 18.2.2. EXAME DE IDENTIFICAÇÃO ODONTOLEGAL DESCRIÇÃO DO EXAME Por meio do confronto entre os dados coletados na necrópsia (post mortem) e dados fornecidos por meio de prontuários, radiografias e quaisquer outras documentações ante mortem que forneçam condições para a realização do cotejo e identificação do indivíduo questionado. Objetivo do exame: identificar um cadáver de identidade desconhecida por meio das características e sinais odontológicos. Sugestão do exame: casos em que, pelas condições do cadáver, a necropapiloscopia não pode ser aplicada. Deve-se solicitar juntamente a família do reclamante todas as informações odontológicas necessárias para a realização do exame. QUESITOS BÁSICOS Por meio do exame das características odontológicas e, frente ao material de referência apresentado, é possível determinar a identidade do falecido? 1. 18.2.3. DESASTRES EM MASSA DESCRIÇÃO DO EXAME De acordo com a INTERPOL, a identificação odontolegal é um método primário de identificação humana, o qual utiliza dados odontológicos e características que busquem individualizar um indivíduo. Dessa forma, em desastres em massa, o papel do Odontolegista é a identificação de vítimas, tendo papel fundamental dentro das equipes de local, ante mortem, post mortem e confronto, formalizando os dados coletados nos formulários preconizados pelo Guia de Desastre em Massa, elaborados pela INTERPOL. Objetivo do exame: identificação de vítimas em um evento de desastre em massa. Sugestão do exame: Atuação na identificação de vítimas dentro de um evento em que determinado local tem a sua capacidade de resposta superada em decorrência do número de vítimas ou pelas condições que os corpos oferecem. QUESITOS BÁSICOS Por meio do exame das características odontológicas e, frente ao material de referência apresentado, é possível determinar a identidade do falecido? 1. 88 18.3. EXAMES NO VIVO/MORTO 18.3.1. ANÁLISE DE MARCAS DE MORDIDA PARA IDENTIFICAÇÃO E COLETA DE MATERIAL GENÉTICO PARA CONFRONTO DESCRIÇÃO DO EXAME Este exame analisa marcas de mordida de forma física - descrição das características encontradas na lesão que possam ser utilizadas para identificação do suspeito - ou biológica - coleta de material para análise genética na própria lesão ou no objeto mordido. O registro do exame é realizado por meio de fotografias com escala milimetrada, descrição dos sinais e características encontradas, análise métricas das unidades dentais e quaisquer outras necessárias e essenciais ao confronto de identificação do suspeito. Objetivo do exame: identificar um suspeito de ter provocado a lesão de marca de mordida deixada em pele ou em um objeto por meio da análise odontológica, coleta de material genético deixado ou oferecer elementos da dinâmica do evento de acordo com a descrição da impressão da mordida. Casos de violência sexual; Casos de violência infantil; Casos de tortura; Agressões nas mais diversas situações; Diferenciar se as lesões são de ação humana, de ação animal, de defesa, autoprovocadas ou de qualqueroutra circunstância em que verse o objetivo do exame; Marcas de mordida em objetos inanimados em locais de crime. Sugestão do exame: Pode ser solicitado nos casos para identificar um suspeito e/ou compreender a dinâmica de um evento nos casos em que são deixadas impressões/sinais/características/material biológico, sejam na superfície da pele ou em objetos. Tais situações podem ocorrer comumente em: QUESITOS BÁSICOS Existem sinais ou características da marca de mordida ou impressões dentais no material objeto do exame? É possível identificar se a mordida é humana a partir da marca examinada? Os sinais ou características da marca de mordida ou impressões dentais são suficientes para a provável identificação do suspeito? É possível compreender a dinâmica do evento por meio das análises das marcas de mordida? 1. 2. 3. 4. 89 5. É possível indicar que o suspeito analisado é o autor da marca de mordida? 6. Pode-se coletar material biológico na lesão para possível análise genética? Os referidos quesitos não são aplicados em sua totalidade, sendo escolhidos de acordo com o objetivo do exame, além da inclusão dos quesitos oficiais de acordo com o código penal. Para coleta de material biológico na lesão, vide item 15.3.2. 18.3.2. COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO PARA EXAME DE DNA DESCRIÇÃO DO EXAME Cadáveres não identificados; Familiares de pessoas desaparecidas para compor banco genético; Coleta de material biológico em lesões de marca de mordida; Quaisquer outras situações que caiba a área de competência da Odontologia Legal dentro da coleta de material biológico. Este exame consiste na coleta de material biológico que, respeitando todos os requisitos da cadeia de custódia, será encaminhado ao Laboratório de Genética Forense. Essa coleta biológica pode ser realizada em cadáveres (material determinado de acordo com a conservação do cadáver), swabs em lesões de marca de mordida (vivo/morto), swab bucal no provável agressor da vítima/cadáver e swab bucal em familiares de pessoas desaparecidas. Objetivo do exame: proceder a coleta de material biológico com a finalidade de identificação humana. Sugestão do exame: Esse exame pode ser solicitado nas seguintes situações: QUESITOS BÁSICOS Por meio do exame genético proveniente do Laboratório de Genética Forense, é possível determinar compatibilidade da amostra referência e a amostra questionada? 1. O quesito recomendado pode ser adequado de acordo com a circunstância objeto do exame. 90 O NAAF é composto pelo Setor de Antropologia Forense e os Subsetores de Arqueologia Forense e Desaparecidos. NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA FORENSE- NAAF SEI: ITEP-IML-NAAF 91 19. SETOR ANTROPOLOGIA FORENSE 92 Exame realizado em ossada, semiesqueletizado, esqueletizado, carbonizado (sem visceras). Tem como objetivo identificar a causa da morte, a idade, o sexo e a etnia. 19.1. EXAME ANTROPOLÓGICO DESCRIÇÃO DO EXAME É possível a determinação do sexo da vítima através da ossada examinada? É possível estimar a idade da vítima através da ossada examinada? É possível estimar a estatura da vítima através da ossada examinada? É possível a identificação do corpo esqueletizado? A ossada em questão pode ser identificada como sendo o (a) senhor (a) X? Qual a causa da morte do esqueleto? 1. 2. 3. 4. 5. 6. QUESITOS BÁSICOS O Setor de Antropologia Forense realiza exames periciais na área da Antropologia em cadáveres esqueletizados, semi-esqueletizados, mumificados e carbonizados em sua totalidade e sem vísceras. Engloba o Subsetor de Arqueologia Forense, destinado a realizar perícias externas no âmbito dos trabalhos do ITEP, a partir da necessidade de prospecção, escavação e coleta dos vestígios forenses, com a técnica e metodologia adequadas a conservação do material desde o local de crime até os seus respectivos laboratórios na instituição, seguindo a cadeia de custódia. Também engloba o Subsetor de Desaparecidos que é responsável pelos cadáveres não identificados e não reclamados ingressados no IML/ITEP, procedendo os trâmites de inclusão no Cadastro Nacional de Desaparecidos, assim como, sua inumação e exumação administrativa. Recurso que permite o acesso a dados de corpos identificados, mas que não foram reclamados por nenhum familiar para a respectiva liberação. A iniciativa faz parte do Projeto Desaparecidos, promovido pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que começou em 2021. O projeto consiste na coleta de materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas, com o objetivo de realizar buscas no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Através do link http://www2.itep.rn.gov.br/sigep/public/listagem/desaparecidos, os usuários podem encontrar uma lista de corpos que já foram identificados e estão sob custódia do órgão há mais de 10 dias. São fornecidas as iniciais do nome da pessoa, idade, sexo, município onde ocorreu o desaparecimento, data do ocorrido e em qual unidade do Itep o corpo se encontra. O objetivo dessa iniciativa é permitir que os familiares de pessoas desaparecidas possam verificar as informações e, caso suspeitem que um desses corpos seja de um parente, possam se deslocar até a sede do Instituto para fazer o reconhecimento. Para maiores informações sobre o Projeto Desaparecidos, a população pode entrar em contato, em horário comercial, de segunda a sexta, através do (84) 99454-1091 (WhatsApp). PROJETO DESAPARECIDOS 93 NÚCLEO DE PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA FORENSE - NPPF SEI: ITEP-IML-NPqPF 94 Setor de Psiquiatria Forense (SPqF); Setor de Psicologia Forense (SPF); O NML é composto pelos seguintes setores: 1. 2. Horário de funcionamento: 07h às 19h. 20. SETOR DE PSIQUIATRIA FORENSE 95 Exame pericial psiquiátrico que instrui o incidente de insanidade mental. Objetivo do exame: avaliar retrospectivamente a imputabilidade, ou seja, as capacidades de entendimento e autodeterminação do indivíduo à época do delito que lhe é atribuído. Sugestão de indicação: quando houver indícios de que, ao tempo dos fatos, o acusado possa ter sido acometido por transtorno mental que guarde nexo de causalidade com o delito. 20.1. PERÍCIA DE IMPUTABILIDADE PENAL DESCRIÇÃO DO EXAME Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental, o periciando era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse entendimento Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental, o periciando era parcialmente capaz de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse entendimento? Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o transtorno mental em questão e qual é a sua classificação em termos legais? Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o tratamento recomendado? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS Descrição do exame: consiste na apuração da imputabilidade do agente que tenha cometido um delito em razão de dependência ou sob efeito de drogas. 20.2. PERÍCIAS NOS TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS (DEPENDÊNCIA QUÍMICA) DESCRIÇÃO DO EXAME Objetivo do exame: à semelhança da avaliação de imputabilidade penal, o perito deverá verificar a existência de transtorno mental (no caso, decorrente do uso de substância psicoativa), o nexo de causalidade entre o transtorno e o delito e realizar percuciente exame da capacidade de entendimento e da capacidade de determinação. É necessário que a condição de estar “sob o efeito [...] de droga” seja “proveniente de caso fortuito ou força maior” para o reconhecimento da inimputabilidade ou da semi-imputabilidade. Sugestão de indicação: quando houver indícios de que, ao tempo dos fatos, o acusado estivesse acometido por transtorno mental decorrente do uso de substância psicoativa que guarde nexo de causalidade com o delito. Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental decorrente do uso de substância psicoativa, o periciando era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse entendimento? Ao tempo dos fatos, em virtudede transtorno mental decorrente do uso de substância psicoativa, o periciando era parcialmente capaz de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse entendimento? Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual o transtorno mental em questão e qual é a sua classificação em termos legais? Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o tratamento recomendado? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS Consiste em avaliação pericial psiquiátrica que investiga surgimento de transtorno mental em um indivíduo após este ter praticado um ato criminoso. Objetivo do exame: realizar avaliação da saúde mental do indivíduo, buscando definir se foi acometido por algum transtorno mental após o delito, se necessita de tratamento ambulatorial ou hospitalar, e se essa condição prejudica suas capacidades de entendimento e autodeterminação em relação a pena imposta. Sugestão de indicação: quando o indivíduo apresentar alteração de comportamento que traga dúvidas a respeito de sua integridade mental e capacidades de entendimento e autodeterminação em relação a pena imposta. 20.3. EXAME DE SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL DESCRIÇÃO DO EXAME O periciando está acometido por transtorno mental? Se sim, qual é o transtorno mental em questão e qual é a sua classificação em termos legais? O periciando tem capacidades de entendimento e autodeterminação preservadas em relação a pena imposta? O periciando necessita ser submetido a tratamento psiquiátrico? Em caso positivo, ambulatorial ou hospitalar? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS 96 Consiste em avaliação pericial psiquiátrica aplicada em indivíduos que cumprem medida de segurança. Objetivo do exame: pesquisar a probabilidade de um indivíduo voltar a delinquir, concluindo pela cessação ou não de sua periculosidade. Sugestão de indicação: normalmente, este exame é solicitado ao fim do prazo mínimo de duração da medida de segurança. 20.4. EXAME DE VERIFICAÇÃO DE CESSAÇÃO DE PERICULOSIDADE (EVCP) DESCRIÇÃO DO EXAME Como ocorreu a evolução do periciando durante o tratamento? Qual é a probabilidade do periciando voltar a delinquir? Qual é o tratamento indicado na atual situação? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS Consiste em avaliação multidisciplinar (médico, psicológico, jurídico e social) aplicada ao indivíduo condenado, com o objetivo de auxiliar sua classificação em termos de antecedentes e personalidade, bem como individualizar a execução de sua pena. Objetivo do exame: avaliar a personalidade do apenado, sua periculosidade, o possível arrependimento e a possibilidade de cometer novos crimes. Sugestão de indicação: o juiz pode determinar sua realização quando considerar necessário para embasar sua decisão. 20.5. EXAME CRIMINOLÓGICO (EC) DESCRIÇÃO DO EXAME O periciando apresenta transtorno mental que aumenta sua probabilidade de voltar a delinquir? O periciando apresenta sinais de que voltará a delinquir? Quais? Tem o periciando consciência de que infringiu norma de conduta? Apresenta sinais de arrependimento? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS 97 21. SETOR DE PSICOLOGIA FORENSE 98 Constitui-se em uma Avaliação Psicológica que tem como objetivo compreender as possíveis sintomatologias desencadeadas pelos episódios abusivos. Essa avaliação destaca-se por proporcionar uma análise qualificada e embasada cientificamente do relato de crianças e adolescente que supostamente foram vítimas de abuso sexual, identificando elementos que possam contribuir para a elucidação do crime. Sugestão de indicação do exame: É indicado durante o curso da investigação criminal quando outras formas de prova não estão disponíveis ou são insuficientes. Além disso, é recomendado quando é necessária uma avaliação especializada do relato da vítima e das eventuais sintomatologias desencadeadas pela situação de violência. Outras possibilidades: A perícia psicológica também pode ser realizada em casos de suspeita de maus-tratos, com o objetivo de avaliar os possíveis efeitos psicológicos decorrentes dessas situações. Essa avaliação busca fornecer informações relevantes para a investigação e tomada de decisão quantos às medidas necessárias para a proteção da vítima. 21.1. PERÍCIA PSICOLÓGICA EM CASOS DE SUSPEITA DE VIOLÊNCIA SEXUAL – CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESCRIÇÃO DO EXAME Em que condições se encontra o estado de saúde mental do (a) periciando (a)? Há coerência e consistência no relato da vítima? Como se encontra a memória do (a) periciando (a)? Foram observadas condutas inadequadas e/ou mudanças de comportamento no (a) periciando (a), nos diversos âmbitos sociais que frequenta (família, escola, vizinhança, etc.) que demonstram ter relação com o caso investigado? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS 5. Há achados da avaliação psicológica que evidenciam a possibilidade de ocorrência de atos de violência sexual contra o (a) periciando (a)? Em caso afirmativo, especificar. 6. A avaliação da suposta vítima indicou a necessidade de tratamento médico e/ou psicológico? 7. É possível identificar fatores de risco de violência no contexto familiar e social da vítima? Conforme estabelecido pela LEI Nº 14.321, de 31 de março de 2021, é recomendado evitar a realização do exame quando já existirem outras provas suficientes para comprovar o crime. Essa medida visa evitar submeter a vítima a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, preservando seu bem- estar e evitando a revitimização. Quando a criança possuir idade inferior a 4 (quatro) anos, considerando que os aspectos do seu estágio de desenvolvimento podem interferir na precisão e na confiabilidade do seu relato. RECOMENDAÇÕES GERAIS Esse exame busca compreender e documentar os efeitos negativos e eventuais sintomas psicológicos que surgiram da exposição do (a) periciando (a) a eventos violentos, como agressões físicas, violência psicológica e abuso sexual, ressaltando-se, assim, uma possível relação causal. Sugestão de indicação do exame: Quando, no curso da investigação, faz-se necessário elucidar os possíveis impactos resultantes da experiência violenta para o esclarecimento da ocorrência do crime. Alguns exemplos comuns desses casos incluem agressões físicas, abuso sexual e violência doméstica. 21.2. AVALIAÇÃO DE DANO PSÍQUICO EM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DESCRIÇÃO DO EXAME Foram observados prejuízos emocionais na vítima decorrentes da violência sofrida? Foram observados fatores de resiliência e capacidade de enfrentamento da vítima diante do evento vivido? A avaliação da vítima indicou a necessidade de tratamento médico e/ou psicológico? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS 99 A pessoa falecida apresentava fatores de risco associados ao suicídio, como transtornos mentais, abuso de substâncias ou circunstâncias estressantes? Foram encontrados elementos ou características que possam indicar possível comportamento ou ideação suicida? Há elementos que indiquem intenção do falecido em tirar a própria vida? Essas intenções são recentes ou antigas? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS A autópsia psicológica é uma estratégia de avaliação retrospectiva, comumente utilizada no decorrer de uma investigação para auxiliar a determinar o modo de morte de um indivíduo, especificamente nos casos duvidosos. O processo avaliativo envolve entrevistas com terceiros e análise de documentos. Esse tipo de avaliação retrospectiva em específico possibilita averiguar sinais diretos e indiretos relacionados ao comportamento autodestrutivo, bem como identificar comunicações prévias da intenção de se matar do falecido. Busca, assim, reconstruir a biografia da pessoa falecida com vistas a avaliar a presença de intencionalidade do sujeito no ato de morte, e, consequentemente, sugerir ou rejeitar a possibilidade de morte por suicídio. Sugestão de indicação do exame: Quando se faz necessário, durante as investigações, distinguir mortes acidentais ou homicídios das mortes por suicídio. 21.3. AUTÓPSIA PSICOLÓGICA DESCRIÇÃO DO EXAME 100 REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Procedimento operacional padrão: períciacriminal / Secretaria Nacional de Segurança Pública. Brasília: Ministério da Justiça, 2013. BRASIL. Código de processo penal. Disponível em: . Acesso em: 29/05/2023. GUIA DE QUESITOS DA PERÍCIA OFICIAL. 1. Ed. SSP - SPTC – MA. 2017. Disponível em: . Acesso em: 29/05/2023. MANUAL DE ORIENTAÇÃO DE QUESITOS DA PERÍCIA CRIMINAL. Ministério da Justiça - Departamento de Polícia Federal - Instituto Nacional de Criminalística. 1. ed. 2012. Disponível em: . Acesso em: 29/05/2023. MANUAL DE REQUISIÇÕES DA PERÍCIA OFICIAL. COGERP/SSP. Aracaju - Sergipe. 1. ed. 2018. Disponível em: . Acesso 29/05/2023. SANTIAGO, Elizeu. CRIMINALÍSTICA COMENTADA – Exposição e comentários de temas periciais e assuntos correlatos - Questões Polêmicas – Temas Controvertidos. Millennium Editora. Campinas/SP, 2014. UNODC, 2010. Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense. ST/NAR/39, V.10-52209 – Abril 2010. VECHIA, Evandro Dalla. PERÍCIA DIGITAL – Da Investigação à Análise Forense. 2. ed. Millennium Editora, Campinas/SP, 2019. 101 MANUAL REQUISIÇÃO DE PERÍCIAS CRIMINAIS 1ª edição, 202314. SETOR DE PERÍCIAS DE BIOMETRIA E PAPILOSCOPIA APLICADA (SBPA)... 73 14.1 Exame de levantamento papiloscópico.................................................................... 74 14.2 Exame de confronto papiloscópico.......................................................................... 74 14.3 Pesquisa facial no sistema ABIS............................................................................. 74 INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL - IML/ITEP NÚCLEO DE MEDICINA LEGAL - NML......................................................................... 77 SUMÁRIO 15. SETOR DE SEXOLOGIA FORENSE - SSF.............................................................. 78 15.1 Exame de atos libidinosos e conjunção carnal........................................................ 78 16. SETOR DE TRAUMATOLOGIA FORENSE - STRF................................................. 80 16.1 Exames periciais em vivos - Lesões corporais........................................................ 80 16.1.1 Exame de lesão corporal...................................................................................... 80 16.1.2 Exame complementar de lesão corporal............................................................... 81 16.1.3 Exame "ad cautelam"............................................................................................ 82 17. SETOR DE TANATOLOGIA FORENSE - STNF....................................................... 84 17.1 Exame necroscópico................................................................................................ 84 18. SETOR DE ODONTOLOGIA LEGAL....................................................................... 85 18.1 Exames periciais em vivos....................................................................................... 85 18.1.1 Exame de lesão corporal odontolegal................................................................... 85 18.1.2 Exame complementar de lesão corporal odontolegal........................................... 86 18.1.3 Exame de estimativa de idade.............................................................................. 87 18.2 Exames cadavéricos e/ou ossadas.......................................................................... 87 18.2.1 Exame necrodontoscópico.................................................................................... 87 18.2.2 Exame de identificação odontolegal..................................................................... 88 18.2.3 Desastres em massa............................................................................................ 88 18.3 Exames no vivo/morto.............................................................................................. 89 18.3.1 Análise de marcas de mordida para identificação e coleta de material genético para confronto.................................................................................................................. 89 18.3.2 Coleta de material biológico para exame de DNA................................................ 90 NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA FORENSE - NAAF....................... 91 19. SETOR DE ANTROPOLOGIA FORENSE................................................................ 92 SUMÁRIO 19.1 Exame antropológico............................................................................................... 92 NUCLEO DE PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA FORENSE - NPPF.................................. 94 20. SETOR DE PSIQUIATRIA FORENSE...................................................................... 95 20.1 Perícia de imputabilidade penal............................................................................... 95 20.2 Perícias nos transtornos por uso de substâncias (dependência química)............... 95 20.3 Exame de superveniência de doença mental.......................................................... 96 20.4 Exame de verificação de cessação de periculosidade (EVCP)............................... 97 20.5 Exame criminológico (EC)........................................................................................ 97 21. SETOR DE PSICOLOGIA FORENSE....................................................................... 98 21.1 Perícia psicológica em casos de suspeita de violência sexual - crianças e adolescentes.................................................................................................................... 98 21.2 Avaliação de dano psíquico em vítimas de violência............................................... 99 21.3 Autópsia psicológica................................................................................................ 100 REFERÊNCIAS............................................................................................................... 101 INTRODUÇÃO O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), órgão sob regime especial, vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), é o responsável por exercer, com exclusividade, as atividades de perícia oficial de natureza criminal no âmbito do estado do Rio Grande do Norte. Atuando nas áreas da criminalística, medicina legal e identificação, exercendo um papel fundamental na produção de provas técnicas para elucidação de delitos e mantendo o arquivo de identificação civil e criminal da população São órgãos integrantes da estrutura organizacional do ITEP/RN a Diretoria-Geral e os Institutos, que são subdivididos em Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Medicina Legal (IML) e Instituto de Identificação (II), todos localizados em Natal. Ainda, o ITEP possui 03 unidades regionais, localizadas em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. O atendimento das demandas periciais nos municípios do RN é dividido por área de cobertura, conforme Figura 01. 01 REGIONAL DE NATAL REGIONAL DE MOSSORÓ REGIONAL DE CAICÓ REGIONAL DE PAU DOS FERROS Figura 01. Mapa do RN dividido por área de cobertura de atendimento das regionais do ITEP/RN. Fonte: Elaborado pelo autor. INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA - IC O Instituto de Criminalística (IC) é o órgão encarregado da supervisão e execução da atividade-fim pericial nas diferentes áreas da Criminalística. Para isto, dispõe de serviços periciais nas áreas de: crime contra a vida, contra o patrimônio, engenharia legal, meio ambiente, ocorrência de tráfego, reprodução simulada dos fatos, documentoscopia, identificação veicular, contabilidade, balística, informática e audiovisual, além das áreas de biologia, química e toxicologia. Também é responsável pela custódia dos vestígios coletados nos locais de crime e dos objetos suspeitos encaminhados pelas autoridades requisitantes até que eles possam ser devidamente examinados, devolvidos ou descartados, conforme a previsão de “Cadeia de Custódia” esculpido no ordenamento jurídico pátrio. As unidades regionais proporcionam parcela dos serviços institucionais nas diferentes regiões do estado, dispondo de recursos e estruturas reduzidas em comparação à sede em Natal, principalmente no tocante as perícias internas. Desta forma, em caso de dúvidas, recomenda- se que a autoridade requisitante entre em contato com o gestor da unidade regional para obter informações sobre os tipos de perícias que são disponibilizados na regional em questão. E, a depender da necessidade e especialidade, a regional irá solicitar apoio técnico-pericial à regional de Natal. 02 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO 03 INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO - II O II é o órgão responsável por realizar o processo de identificação civil e criminal no Estado. Suas atribuições estão relacionadas à emissão de documentos de identificação civil, coleta de dados biométricos e produção de perícias papiloscópicas e biométricas. Atualmente, o II se faz presente nas 27 Centrais do Cidadão e em mais de 140 Câmaras e Prefeituras conveniadas, além das ações móveis de cidadania realizadas em todo o Estado. Para emissão da carteira de identidade, o II realiza a coleta e o registro de dados biométricos dos cidadãos, como impressões digitais, fotografiae assinatura. Esses dados são fundamentais para garantir a identificação precisa e segura das pessoas, contribuindo para a prevenção de fraudes e falsificações. O processo de emissão das carteiras de identidade utiliza um sistema biométrico que permite identificar possíveis tentativas de fraude no documento de identificação civil. Por meio da biometria, quando um cidadão tenta solicitar uma nova primeira via no Estado utilizando informações pessoais diferentes das que já estão registradas na base de dados, o sistema detecta imediatamente a suspeita de fraude. Isso ocorre devido à verificação da convergência dos dados biométricos e da divergência dos dados biográficos. A tentativa de fraude é encaminhada para o setor de combate a fraudes que analisa o caso e encaminha para as autoridades interessadas. O II realiza, em regime de plantão, os serviços de confirmação de identidade e identificação criminal/infracional. Através de técnicas especializadas de papiloscopia, os agentes examinam as características das impressões, buscando padrões e detalhes que possam ser úteis para a identificação. O II também dispõe de serviços na área de Perícia Papiloscópica voltada para análise, classificação e comparação de impressões digitais coletadas em locais de crime com as impressões armazenadas em seu banco de dados, visando identificar suspeitos e contribuir para investigações criminais e processos judiciais. O II dispõe ainda da Perícia Biométrica que utiliza ferramenta de busca facial sobre a base de dados biométricos, permitindo comparar as características faciais de uma pessoa desconhecida com as imagens registradas em seu sistema. INTRODUÇÃO 04 INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL - IML O IML realiza exames médico-periciais de natureza criminal em pessoas vivas ou mortas. As perícias nos vivos englobam os exames de lesões corporais, lesões odontológicas e faciais, exames em vítimas de violência sexual, exames de integridade física de presos, além de perícias psicológicas e psiquiátricas, tanto de suspeitos quanto de vítimas. As perícias em cadáveres ou ossadas têm por objetivo descobrir as causas e circunstâncias da morte, além da identificação do indivíduo. Realiza o acolhimento multidisciplinar dos periciandos e/ou familiares, atendimento ao público interno e externo, prestando informações à população e seus usuários. O IML também realiza perícias externas no âmbito dos trabalhos do ITEP, a partir da necessidade de prospecção, escavação e coleta de ossadas, com a técnica e metodologia adequadas a conservação do material desde o local de crime até os seus respectivos laboratórios na instituição, seguindo a cadeia de custódia. É responsável pelos cadáveres não identificados e não reclamados ingressados no IML/ITEP, procedendo os trâmites de inclusão no Cadastro Nacional de Desaparecidos, assim como, sua inumação e exumação administrativa. COMO REQUISITAR A PERÍCIA OFICIAL As requisições de exames periciais devem seguir o preconizado pela Portaria nº 181/2023 – GDG/ITEP. Os Ofícios de Requisições de Exames Periciais deverão ser encaminhadas via SEI, conforme quadro abaixo: 05 TIPO DE EXAME SIGLA DESCRIÇÃO Exames de competência do Instituto de Criminalística ITEP-IC-NA-SPAP ITEP-IC-NLPF Setor de Protocolo e Atendimento ao Público (SPAP) Laboratório de Análises Forenses Exames papiloscópicos ITEP - II - NÚCLEO DE IDENTIFICAÇÃO Núcleo de Identificação Exames de competência do Instituto de Medicina Legal ITEP-IML-NML ITEP-IML-NAAF ITEP-IML-NPqPF Núcleo de Medicina Legal Núcleo de Antropologia e Arqueologia Forense Núcleo de Psiquiatria e Psicologia Forense Exames de competência da unidade regional de Mossoró ITEP - SUB - MOSSORO - Subcoordenadoria da regional de Mossoró Exames de competência da unidade regional de Caicó ITEP - SUB - CORD - CAICO Subcoordenadoria da regional de Caicó Exames de competência da unidade regional de Pau dos Ferros ITEP - SUB- PAUDOSFERROS Subcoordenadoria da regional de Pau dos Ferros Exame de genética forense ITEP-LAB-DNA Laboratório DNA Os ofícios de requisições de Exames Periciais deverão conter, obrigatoriamente, as seguintes informações para viabilizar o Exame Pericial e a manutenção da cadeia de custódia: I - Identificação da instituição requisitante; II - Data do documento; III - Número do Ofício; IV - Natureza e objetivo do exame pericial, indicando de forma clara a finalidade buscada com o exame solicitado; V - Número do procedimento de investigação, com fulcro no art. 158-B, VII, do CPP e conforme Recomendação nº 04/2019/19ªPmJ; VI - Tipo penal investigado; VII - Nome(s) do(s) indiciado(s) ou averiguado(s), nos casos de autoria conhecida, devendo indicar de forma clara a existência de menor(es) de idade envolvido(s); VIII - Local, data e hora da apreensão, quando se tratar de objeto/material apreendido; IX - Local, data e hora do suposto fato delituoso, quando aplicável; X - Data, hora e nome de quem realizou a coleta e o acondicionamento do vestígio, conforme art. 158-B, V, do CPP; XI - Descrição física e quantidade (em unidades) do(s) material(is) a ser(em) periciado(s); OBS.: O número do procedimento, previsto no item V, não será exigido quando a requisição de perícia estiver relacionada a locais de crime contra a vida e a exames solicitados em caráter emergencial, quando a autoridade policial se fizer presente no momento do acionamento da equipe pericial (art. 6º, I, CPP). Também não será exigência para exames de constatação de droga (art. 50, §1º, Lei 11.343/06), exames relacionados a crimes cometidos mediante violência doméstica e familiar contra a mulher (art. 12, Lei 11.340/06) e exames relacionados a atos infracionais cometidos por adolescentes (art. 173, Lei 8.069/90). Entende-se por caráter emergencial as situações em que exista risco iminente de destruição dos vestígios ou que tragam transtornos ou riscos à coletividade. a) Quando se tratar de perícia fora da sede do órgão pericial, informar o endereço no qual a perícia será realizada, além do contato telefônico da pessoa responsável pela guarda do objeto a ser periciado, para fins de ajustamento de horário para realização da perícia; b) No caso de armas de fogo, descrever marca, modelo, calibre nominal, número de série e informação sobre a presença ou não de carregador, além da comprovação da comunicação da apreensão da arma de fogo à Polícia Federal; c) No caso de munições, descrever a quantidade e o calibre nominal; d) Objetos de natureza distinta devem vir acondicionados em invólucros separados. XII - Número(s) do(s) lacre(s) presente(s) na(s) embalagem(s), quando houver; XIII - Cópia do boletim de ocorrência, procedimento de investigação ou breve descrição, na própria requisição, do histórico da ocorrência, quando necessário para a compreensão do caso e realização da perícia; XIV - Nome, cargo, matrícula e assinatura da autoridade requisitante; XV - Destino do laudo pericial. 06 TIPO DE VESTÍGIO LOCAL DE ENTREGA/ENCAMINHAMENTO HORÁRIO DE RECEBIMENTO/ ATENDIMENTO Natal BALÍSTICOS Setor de Balística Forense (SBF), localizado no prédio do IC 07h às 18h, de segunda a sexta- feira QUÍMICO- TOXICOLÓGICOS Núcleo de Laboratórios de Perícias Forenses (NLPF), localizado no prédio do IML 24 horas, todos os dias da semana DEMAIS VESTÍGIOS (OBJETOS) Setor de Protocolo e Atendimento ao Público - SPAP, localizado no prédio do IC 07h às 18h, todos os dias Cadáver para necrópsia Exame sexológico Lesão corporal PESSOAS Setor de atendimento, localizado no prédio do IML 24 horas, todos os dias da semana PESSOAS Exames setor de psicologia forense Rua Ferreira Chaves, n° 124. 1° andar. Bairro Ribeira, Natal 07h às 19h, de segunda a sexta- feira COLETA DE MATERIAL GENÉTICO DE INDIVÍDUOS VIVOS Laboratório de Genética Forense Av. Interventor Mario Câmara 3532, Cidade da Esperança, Natal 08h às 16h, de segunda a sexta- feira Interior TODOS OS TIPOS Recepção 07h às 18h, de segunda a sexta- feira Nas perícias em objetos e/ou pessoas, realizadasna sede do ITEP, os materiais ou indivíduos que serão periciados deverão ser entregues/encaminhados seguindo as observações abaixo: 07 Fica vedado o recebimento de objetos, materiais e/ou vestígios encaminhados ao ITEP por pessoas que não sejam agentes de segurança pública ou aqueles envolvidos na persecução penal, nos termos do art. 158- A, §§ 1º e 2º, do CPP. Na ausência de espaço físico ou local adequado para armazenamento no prédio do ITEP em função da quantidade, volume ou natureza do material apreendido, este não deverá ser encaminhado, devendo ficar na própria instituição requisitante ou em outro local apropriado, onde deverá ser oportunamente examinado por perito designado pela direção do Instituto pericial após terem sido requisitados os exames correspondentes. 08 Em todos os casos de solicitação de perícia fora da sede do órgão pericial, em qualquer lugar e horário, é imprescindível a presença de um Delegado de Polícia Civil para as providências de investigação policial cabíveis, inclusive solicitar os exames periciais pertinentes, conforme Recomendação Nº 07/2020 – 19ª PmJN. Nos casos de perícias solicitadas fora da sede do órgão pericial, o local ou objeto de perícia deverá ser isolado e preservado até a chegada dos peritos oficiais, nos termos do Código de Processo Penal, exigindo-se que, antes do acionamento da Perícia Criminal, a autoridade policial requisitante verifique a veracidade do fato ensejador e a efetiva necessidade de realização de perícia. 09 ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS Os vestígios desempenham um papel fundamental na persecução penal, pois são evidências físicas deixadas em uma cena de crime ou em qualquer outra situação investigativa. Eles são essenciais na perícia, pois a partir deles o perito produz a prova material, baseada em informações objetivas e cientificamente fundamentadas para apoiar investigações criminais e processos judiciais. Através da análise dos elementos materiais é possível estabelecer a dinâmica dos fatos e apontar indícios de autoria. A cadeia de custódia dos vestígios é de extrema importância em qualquer investigação ou processo forense. Refere-se ao registro e documentação detalhados de todos os procedimentos e indivíduos que tiveram acesso aos vestígios, desde o momento em que foram coletados até sua apresentação em tribunal, desempenhando um papel essencial na preservação, autenticidade e admissibilidade das evidências em um processo forense. Ela garante a integridade dos vestígios, rastreia sua movimentação, previne contaminação e assegura a responsabilização das pessoas envolvidas. Segundo o Art. 158-A do Código de Processo Penal (CPP), o início da cadeia de custódia se dá com a preservação do local de crime ou com procedimentos policiais ou periciais nos quais seja detectada a existência de vestígio e o AGENTE PÚBLICO que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação. Ex.: local de morte violenta, local de apreensão de drogas ilícitas, apreensão de veículos adulterados (a cadeia de custódia inicia nesta etapa). • Isolar e proteger a área para evitar a contaminação dos vestígios e preservar a cena como encontrada. Isso envolve a delimitação da área com fita de isolamento, barreiras físicas ou qualquer outro meio apropriado para evitar a entrada de pessoas não autorizadas, até a liberação pelos peritos criminais. • A simples colocação de barreiras físicas, sem uma sistemática pericial, não garante a preservação da cena do crime, principalmente quando se tratar de locais abertos e/ou suscetíveis a intempéries, bem como quando contiver vestígios fugazes, perigosos, insalubres, etc. • Conforme o tipo de local e a natureza dos vestígios, o isolamento deve ir além da simples colocação de faixas zebradas. Pode exigir outras providências, não só para evitar o acesso de estranhos ao local e garantir sua conservação, como também para impedir que a cena transcenda seus limites. • Ao perceber a necessidade de acondicionar algum vestígio antes da chegada do perito criminal, o agente de segurança deve atentar-se quanto ao manuseio, para não comprometer fragmentos de impressão digital ou material genético que possa estar presente no vestígio; deve atentar-se ao tipo de embalagem de armazenamento, pois o material acondicionado em embalagem inadequada poderá alterar seu estado original, comprometendo sua idoneidade ou possíveis exames complementares. • Se houver algum conflito entre a preservação dos vestígios e a possibilidade de salvar uma vida ou garantir a segurança humana, como a extinção de um incêndio ou a neutralização de um artefato explosivo, deve-se dar prioridade aos cuidados de emergência médica e de segurança. Nestas situações, as equipes de atendimento devem ter o cuidado para alterar o mínimo possível o estado das coisas. 1º PASSO - SEGURANÇA RECOMENDAÇÕES ACERCA DO ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS 2º PASSO - ISOLAR E PRESERVAR • Um local de crime inadequadamente isolado e preservado acarretará atividades desnecessárias, que poderão modificá-lo, contaminá-lo e comprometer irreversivelmente o local e suas evidências. • A falta de medidas de proteção pode resultar na destruição de vestígios importantes, e deste modo, desorientar e influenciar o resultado final da investigação. Ou pior, pode impedir a solução do caso ou resultar em uma conclusão errônea. • É necessário documentar as informações observadas. Essa documentação inicia-se com a chegada da primeira pessoa no local de crime (ex.: local de crime contra a vida, contra o patromônio, apreensão de drogas e veículos, entre outros). Pela utilização de meios adequados o local é registrado como fora encontrado pela primeira vez, incluindo, entre outras coisas, a hora da chegada, as condições das portas, de janelas e odores. Qualquer pessoa presente, que entre ou deixe o local, e quaisquer alterações resultantes da atividade desenvolvida ou observada também dever ser registradas. 3º PASSO - DOCUMENTAR 10 Figura 01. Ilustração de local de crime. A) Local isolado de maneira adequada, com preservação dos vestígios. B) Local inidôneo, com alteração e perda de vestígios. (Fonte: Ilustração elaborada pelo Setor de Foto, Vídeo e Desenho do Insituto de Criminalística IC/ITEP). A B 11 O QUE PODE ESTAR PRESENTE E SER DE IMPORTÂNCIA FORENSE EM UM LOCAL DE CRIME? INFORMAÇÕES QUE PODEM SER OBTIDAS A PARTIR DE ANÁLISES FORENSES EXEMPLOS DE CASOS ONDE OS VESTÍGIOS PODEM SER ENCONTRADOS OBSERVAÇÕES Cadáveres, ossos • Identificação do cadáver; • Causa e forma da morte; • Tempo decorrido após a morte; • Espécie de origem dos ossos; • Determinação do sexo e idade da vítima. • Morte acidental; • Morte natural; • Homicídio; • Suicídio; • Desastre em massa. - Fácil contaminação e degradação das amostras biológicas. Fragmentos papiloscópicos • Identificação da pessoa. • Todos os casos onde um objeto ou superfície pode ter sido manuseado pelo suspeito. Ex.: Impressões digitais em pacotes de drogas; Roubo; Homicídios. - Facilmente destruídas (muito frágeis); - Luvas podem evitar a deposição de fragmentos papiloscópicos do perito, mas não evitam a destruição de potenciais fragmentos papilares. Material biológico: Saliva; sangue; sêmen; cabelo; células epiteliais (DNA de contato) • Origem do material (ex.: humano x animal) • Identificação da pessoa. • Estupro; • Homicídio; • Crime contra o patrimônio. - Fácil contaminação ao manejar amostras biológicas; - Fácil degradação das amostras biológicas (acondicionamento e armazenamento são críticos). Material biológico: Sangue; Urina; Conteúdo Estomacal • Drogas e outros materiais suspeitos podem estar presentes em fluidos corporais (toxicologia forense). • Consumo de drogas; • Casos de envenenamento; • Intoxicação. - Fácil contaminação e degradação das amostras biológicas (tempo é fator limitante). Marcas de mordida • Identificação da pessoa (pode conter DNA)/animal que originou a marca. • Homicídio; • Assalto.- Fácil contaminação e degradação das amostras biológicas. EXEMPLOS DE VESTÍGIOS MATERIAIS POTENCIALMENTE PRESENTES NOS LOCAIS DE CRIME E SEU VALOR PROBATÓRIO A tabela a seguir exemplifica os principais tipos de vestígios que podem estar presentes em diferentes locais de crime, bem como quais informações que podem ser obtidas a partir deles após os exames laboratoriais. 12 O QUE PODE ESTAR PRESENTE E SER DE IMPORTÂNCIA FORENSE EM UM LOCAL DE CRIME? INFORMAÇÕES QUE PODEM SER OBTIDAS A PARTIR DE ANÁLISES FORENSES EXEMPLOS DE CASOS ONDE OS VESTÍGIOS PODEM SER ENCONTRADOS OBSERVAÇÕES Resíduos de disparo de arma de fogo nas mãos do atirador, em vestimentas e em torno dos orifícios de entrada • Estimativa da distância entre a saída do cano da arma e o alvo; • Identificação do tipo de partículas. • Homicídio/suicídio com arma de fogo; • Outros crimes onde uma arma de fogo foi disparada. - A lavagem de mãos e roupas pode remover as partículas; - Algemar as mãos do atirador pode perturbar o padrão de distribuição; - Importância de proteção das mãos do falecido de elementos externos; - Importância de coletar amostras tão cedo quanto possível após o incidente (considerando a rápida perda dos resíduos). Armas de fogo • Informações gravadas: fabricante, número de série, país ou local de fabricação, eficiência, etc. • Posso ou porte ilegal de arma de fogo; • Tráfico de armas; • Crime organizado; • Violência armada; • Homicídio. - Medidas de segurança quando coletar arma de fogo, tornando-a segura. Marcas de ferramentas; Marcas em componentes de munição; (qualquer impressão, corte, amolgamento ou abrasão causada por uma ferramenta, incluindo marcas em projéteis e estojos de cartuchos) • Tipo de ferramenta/ fabricante e modelo de uma arma de fogo; • Identificação da ferramenta/arma de fogo como fonte da marca. • Violência armada; • Vandalismo; • Roubo; • Homicídio/suicídio com armas de fogo ou outras ferramentas. - Muitos outros tipos de evidências materiais podem potencialmente estar presentes sobre ou nas marcas de ferramentas como tinta, vidro ou fragmentos. Pegadas; Marcas de pneu • Marca ou modelo de um calçado ou pneu; • Identificação de um calçado/pneu em particular como sendo a fonte da marca; • Estimativa da distância de frenagem (veículos); • Reprodução simulada (“reconstituição”) do acidente de trânsito. • Roubo; • Homicídio; • Acidente de trânsito; • Atropelamento e fuga. - Marcas expostas em ambiente externo podem ser destruídas pela chuva. 13 O QUE PODE ESTAR PRESENTE E SER DE IMPORTÂNCIA FORENSE EM UM LOCAL DE CRIME? INFORMAÇÕES QUE PODEM SER OBTIDAS A PARTIR DE ANÁLISES FORENSES EXEMPLOS DE CASOS ONDE OS VESTÍGIOS PODEM SER ENCONTRADOS OBSERVAÇÕES Pós; Pedras; Líquidos; Comprimidos; Plantas/materiais vegetais • Detecção e identificação de materiais suspeitos como drogas e precursores (ou substâncias tóxicas); • Produção de drogas, tráfico ou abuso. - Transporte e acondicionamento seguro para prevenir o desaparecimento de material apreendido suspeito de serem drogas ou substâncias tóxicas; - Medidas de segurança quando se coletam materiais suspeitos de serem drogas ilícitas ou precursores. Materiais detonados/ deflagrados (Incluem explosivos e resíduos de explosivos) • Origem e causa do fogo ou explosão; • Detecção ou identificação de explosivos. • Danos à propriedade; • Homicídio; • Explosão acidental. - Medidas de segurança quando se coletam materiais suspeitos de serem explosivos. Escombros de incêndios (incluem substratos que potencialmente podem conter resíduos de líquidos inflamáveis - acelerantes); Padrões de queima; Danos da explosão • Detecção ou identificação de resíduos de líquidos inflamáveis (acelerantes). • Desastres naturais; • Incêndio acidental; • Incêndio criminoso; • Homicídio. - Uso de embalagens/ recipientes específicos para evitar a perda de possíveis substâncias voláteis; - Importância da coleta de amostras-padrão; Importância de registros fotográficos dos padrões e danos; - Medidas de segurança: cuidados com armadilhas ou dispositivos explosivos secundários. Fibras têxteis, tecidos; Fragmentos de tinta; Fragmentos de vidro • Tipo e cores das roupas/tecidos/vidro; • Direcionar a identificação da fonte de tal evidência e o tipo de atividade que resultou na transferência do material; • Direção do impacto de uma fratura em um painel de vidro. • Veículo roubado (transferência cruzada entre roupas e o assento do carro); • Contato violento (transferência cruzada entre várias peças de roupas); • Atropelamento e fuga; • Acidente automobilístico; • Roubo (ex.: tinta na ferramenta usada para arrombar uma porta, carro etc.). - Necessário um isolamento, preservação e coleta adequados dos (micro) vestígios. 14 O QUE PODE ESTAR PRESENTE E SER DE IMPORTÂNCIA FORENSE EM UM LOCAL DE CRIME? INFORMAÇÕES QUE PODEM SER OBTIDAS A PARTIR DE ANÁLISES FORENSES EXEMPLOS DE CASOS ONDE OS VESTÍGIOS PODEM SER ENCONTRADOS OBSERVAÇÕES Equipamentos eletrônicos, como computadores, celulares, GPS • Recuperação de dados armazenados em discos rígidos ou outras mídias; • Recuperação de dados apagados; • Obter seqüência de ações em um computador; • Natureza das informações recuperadas (ex.: pornografia infantil); • Informação de localização a partir de dados de GPS. • Várias formas de tráfico; • Crimes cibernéticos; • Pornografia infantil. - Ligar ou desligar um equipamento eletrônico pode diminuir a chance de recuperar informações; - Muitos outros tipos de evidências materiais podem potencialmente estar presentes em equipamentos eletrônicos como marcas de dedos, material biológico, resíduos de drogas. Veículo adulterado • Verificação da adulteração de um ou mais dos sinais identificadores dos veículos. • Veículos roubados - O veículo deve ser apreendido até liberação dos peritos. Documentos de identidade/ passaportes; Documentos bancários; Outros documentos oficiais; Escritos à mão/datilografados; Documentos assinados • Autenticidade de um documento oficial; • Impressora fonte da informação; • Autor de textos manuscritos e assinaturas. • Carta suicida; • Testamento; • Fraude; Documentos oficiais com elementos de segurança: • Crime organizado transnacional (travessia ilegal de fronteiras); • Roubo de identidade; • Tráfico de pessoas / imigrantes ilegais; • Falsificação de moeda; • Falsificação de documentos alfandegários. - Muitos outros tipos de vestígios materiais podem potencialmente estar presentes em documentos, como marcas de dedos, material biológico (ex.: saliva), resíduos de drogas. Fonte: UNODC, 2010. Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense. ST/NAR/39, V.10-52209 – Abril 2010 (adaptado). 15 IC/ITEP INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA Setor de Perícias de Documentoscopia (SPD) Setor de Perícias de Identificação Veicular (SIV); Setor de Perícias Contábeis (SPC); Setor de Perícias de Balística Forense (SBF); Setor de Perícias de Informática e Audiovisuais (SIA). O Núcleo de Perícias Internas é composto pelos seguintes setores: 1. 2. 3. 4. 5. Horário de funcionamento: expediente administrativo. NÚCLEO DE PERÍCIAS INTERNAS - NPI 17 SEI: ITEP-IC-NPI Os exames periciais de competência do setor são essencialmente comparativos, isto é, requerem padrões que servirão ao confronto com as peças questionadas. Dentre os exames realizados pelo setor, citam-se as análises documentoscópicas e grafoscópicas, as quais visam atestar a autenticidade de documentos conforme a presença ou não de elementos de segurança, bem como determinar a autenticidade e autoria de grafismos questionados. 1. SETOR DE PERÍCIAS EM DOCUMENTOSCOPIA - SPD Para análise de autenticidade de documentos - Exame Documentoscópico (Ex: Cédula de Identidade, CNH, CRLV, CRV, Certificados, Diplomas, Selo, entre outros) devem ser enviados preferencialmente em sua forma física, evitando, assim, o envio de peças na forma de cópia reprográfica ou reproduzida digitalmente, exceto para os casos deimpossibilidade de obtenção dos documentos em forma física, o que deverá constar no ofício de solicitação. 18 O exame tem como objetivo a verificação da autenticidade de documentos (RG, CNH, CRLV, papel-moeda, carteiras profissionais, CTPS, Certificado de Dispensa e Incorporação – CDI e demais registros mecanográficos), considerando inclusive os dados variáveis e biométricos neles lançados. É realizado por meio de instrumentação óptica eletrônica, utilizando lentes de ampliação e luzes de comprimentos de onda nas faixas do visível, ultravioleta e infravermelho. 1.1. EXAME DOCUMENTOSCÓPICO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. O documento é autêntico? 2. O documento foi objeto de adulteração material? 3. Os dados inseridos no referido documento são verdadeiros? 4. Qual o tipo de falsificação/adulteração que foi/foram utilizados nos referidos? QUESITOS BÁSICOS RECOMENDAÇÕES GERAIS Exame realizado por meio de técnicas comparativas que analisam características próprias do gesto gráfico, com especial atenção para os caracteres genéricos e genéticos do grafismo, tendo como base os padrões de comparação fornecidos. Tem como objetivo a verificação de autenticidade, autoria, adulteração (subtração, adição, sobreposição) de grafismos. 1.2. EXAME GRAFOSCÓPICO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. A assinatura é autêntica? (partiu do punho escritor a quem a assinatura se refere?) 2. É possível atribuir a autoria do grafismo questionado ao(s) fornecedor(es) dos padrões apresentados? 3. Existem elementos de adulteração na assinatura? QUESITOS BÁSICOS Quanto à solicitação de Exames Grafoscópicos cuja demanda recaia sobre a autenticidade ou autoria de grafismos (assinaturas/textos) faz-se necessário o envio dos documentos questionados e padrões em meio físico original (não cópia), descrevendo na solicitação quais grafismos são questionados, os padrões de confronto que serão utilizados, os documentos em que se encontram, indicando a página, caso seja numerado, de modo a se evitar o emprego equivocado de peças no conteúdo do laudo. Em relação aos padrões primários (aqueles coligidos em termo de colheita de material para exame grafoscópico) devem conter assinaturas em modelo cursivo, em letra de fôrma e modelo rubrica, fornecidos pelo suposto autor (determinação da autenticidade), bem como por aqueles a quem se busca a autoria (determinação de autoria). O modelo de tal documento foi sugerido no Processo SEI nº 03910005.000733/2023-70. Outrossim, sugere-se também, nos casos de determinação de autenticidade/autoria de assinaturas, o envio de padrões alheios aos procedimentos de colheita de grafismo. Ou seja, recomenda-se o envio de padrões de assinaturas autênticos das pessoas envolvidas, lançados em documentos pessoais, documentos públicos: (Ex: assinaturas em cartões de autógrafos de bancos ou cartórios; assinaturas em contratos comerciais; assinaturas em documento RG, CTPS, entre outros). Na ocorrência de falecimento do suposto suspeito, a autoridade deve buscar, junto a órgãos públicos, instituições bancárias, de ensino, profissionais e congêneres, material gráfico autêntico, preferencialmente contemporâneo, na maior quantidade possível em original e não em cópia. O material enviado pelo solicitante, questionado e padrão, será previamente analisado pelos(as) peritos(as). Caso haja necessidade de nova remessa de material, bem como de outra colheita de padrão dos supostos autores e suspeitos, tais procedimentos serão informados à autoridade solicitante, podendo a nova tomada de padrão de grafismos ser realizada nas dependências do órgão pericial, sob a supervisão e responsabilidade dos(as) peritos(as) lotados(as) no setor. 1. 2. 3. 4. 5. RECOMENDAÇÕES GERAIS 19 É objetivo primordial da Perícia de Identificação Veicular o exame dos sinais de identificação do veículo previstos na legislação, examinando com equipamentos e procedimentos específicos: chassi, motor, câmbio, eixos, vidros, etiquetas destrutivas e placas de identificação deste veículo, inferindo sobre suas originalidades. Complementando e corroborando esta perícia, é realizada pesquisa do veículo junto a BIN (Base de Índice Nacional) e outros sistemas afins. Quando verificada a adulteração de um ou mais dos sinais identificadores dos veículos submetidos ao exame pericial, compete ao Perito Criminal designado, informar, sempre que possível, as codificações originais de cada um dos itens adulterados. 2.1. EXAME PERICIAL PARA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 2. SETOR DE IDENTIFICAÇÃO VEICULAR - SIV Sempre que requisitar o exame, informar as características do veículo, de forma a individualizá-lo frente aos demais, tais como: fabricante, modelo, cor, ano, placa, chassi e lacre; Fixar o lacre de segurança com numeração do ITEP em local visível. Informar a localização do veículo a ser periciado 20 1. Existe adulteração na codificação do chassi? Se sim, informar se houve: transplante, implante, eliminação com posterior regravação ou outra modalidade; 2. Foi revelada a codificação original do chassi? Caso positivo informar a codificação revelada; 3. Existe adulteração na codificação do motor? Se sim, informar se houve eliminação com posterior regravação ou outra modalidade? 4. Foi revelada a codificação original do motor? Caso positivo informar a codificação revelada; 5. Esclarecer qualquer outro fato relevante com relação à identificação. QUESITOS BÁSICOS Não é recomendado quesitos não relacionados a identificação do veículo ou agregados (motor, câmbio ou eixo), por exemplo, relacionados a danos, a coleta de materiais biológicos ou papiloscópicos, busca por drogas ou equipamentos de rastreamento, entre outros, visto que não se trata da competência do SIV e podem atrasar a entrega do resultado do exame. Caso necessário estes ou outros exames complementares, verificar a sessão do Núcleo de Perícias Externas. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS RECOMENDAÇÕES GERAIS 21 3. SETOR DE PERÍCIAS CONTÁBEIS - SPC O Setor de Perícias Contábeis realiza exames com o objetivo de promover esclarecimentos e análises de possíveis de fraudes, desvios de recursos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras em processos criminais. Entre os principais trabalhos realizados pelo setor, destacam-se a análise de documentos contábeis-financeiros; averiguação de registros patrimoniais; análise de movimentações financeiras; procedimentos analíticos em operações de valores; avaliação de processos licitatórios no que tange a competência contábil; apuração de conformidades legais na execução da receita e da despesa pública, entre outros. A análise documental financeira a exemplo balanços, livros contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamento e outros registros financeiros tem como função identificar indícios de fraudes, erros ou omissões intencionais. Esse exame possibilita encontrar irregularidades, como por exemplo, manipulação de resultados, ocultação de dívidas, confusão patrimonial, entre outras informações relevantes. 3.1. ANÁLISE DE DOCUMENTOS CONTÁBEIS DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Quais foram as movimentações financeiras da pessoa ou empresa no período analisado? Qual foi o valor total movimentado pela pessoa ou empresa no período analisado? Quais foram as principais fontes de receita da pessoa ou empresa no período analisado? Quais foram os principais gastos da pessoa ou empresa no período analisado? 1. 2. 3. 4. QUESITOS BÁSICOS Não são recomendados quesitos que extrapolam a competência do perito: É importante evitar quesitos que solicitem ao perito uma opinião ou conclusão sobre áreas que não estão dentro de sua especialidade. Serão pertinentes quesitos da área contábil e/ou financeira, portanto, questões relacionadas a outras áreas, como direito penal ou investigação policial, não deverão ser encaminhados. RECOMENDAÇÕES Analisa possíveis operações de lavagem de dinheiro por meio de transações financeiras envolvidas entre partes e de identificação de possíveis beneficiáriosde recursos. Exame de documentos, registro e dados relacionados a transações suspeitas, com o propósito de identificar possíveis padrões de comportamentos que indiquem a execução da lavagem. Nesse sentido, esse exame é realizado por meio de identificação de transações incompatíveis com atividades comuns, análise de fluxos de caixa, identificação de contas bancárias fictícias, por exemplo. 3.2. IDENTIFICAÇÃO DE LAVAGEM DE DINHEIRO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME As movimentações financeiras da pessoa ou empresa no período analisado são compatíveis com a atividade comercial desempenhada? O Variação Patrimonial da empresa ou pessoa é compatível com o lucro ou rendas no período analisado? Qual foi a destinação dos recursos obtidos pela empresa? 1. 2. 3. QUESITOS BÁSICOS Devido à complexidade dos crimes financeiros e consequente a sua investigação, a orientação é que antes da remessa da requisição pericial haja uma reunião prévia da equipe pericial com a autoridade requisitante. Na reunião, que poderá ser realizada de forma presencial ou online, deverão ser apresentadas as principais características da investigação a fim de que a perícia contábil entenda os itens passíveis de análise e também tenha compreenda os pontos que serão questionados. Os vestígios pertinentes ao setor deverão seguir preferencialmente em forma digital ou digitalizada, em regra via SEI, de forma compactada. Os arquivos digitais deverão ser acompanhados do respectivo código hash no documento de requisição; Caso não seja possível o envio dos vestígios via processo SEI devido ao volume de dados, será necessária a remessa dos dados via dispositivo de armazenamento a ser fornecido pelo setor de perícias contábeis; Não é recomendado o envio de vestígios em meio físico. Em casos excepcionais, quando não for possível o envio dos vestígios em meio digital, será necessário o encaminhamento dos documentos através de embalagem lacre ou envelope com lacre inviolável contendo código numerado e único, evidenciando o número do lacre no corpo do documento de requisição com o propósito de assegurar a cadeia de custódia dos vestígios. O setor de perícias contábeis se encontra à disposição para esclarecimento de dúvidas e orientações de segunda a sexta, das 08h às 14h, através do endereço eletrônico: spciteprn@gmail.com. RECOMENDAÇÕES GERAIS 22 23 A fim de evitar quebra da cadeia de custódia, prejuízo na apuração dos fatos e eventual recusa de recebimento de material para exame, recomenda-se cuidado e atenção na descrição dos objetos questionados, constante no ofício que o encaminha: Para armas de fogo: descrição genérica do tipo de armamento encaminhado, suas características visíveis e presentes no corpo da arma (marca, calibre, número de série, cor, entre outros), que auxilie na individualização do material, assegurando que o material a ser examinado é o mesmo que foi apreendido e encaminhado pela autoridade requisitante; Para elementos de munição: Cartuchos, projéteis, jaquetas (revestimento de projéteis), estojos, pólvoras, espoletas, buchas, entre outros componentes de munição, devem ser referidos quantificados e descritos de maneira genérica como “elementos de munição”, para que o perito criminal possa proceder a individualização do material e sua correta classificação.” O ofício deverá citar nominalmente o exame que deseja que seja realizado (identificação, microcomparação, revelação, teste de eficiência) e os quesitos devem ter relação com o exame solicitado, a perigo de um exame de identificação, por exemplo, conter um quesito de comparação balística e não ser realizado. a. b. É o setor responsável pelos exames e estudos de armas de fogo, elementos de munição e dos fenômenos e efeitos próprios dos tiros, no interesse das investigações das infrações penais. 4. SETOR DE BALÍSTICA FORENSE - SBF RECOMENDAÇÃO GERAL 4.1. EXAME DE CARACTERIZAÇÃO EM MATERIAL BALÍSTICO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Descrição direta das características das armas de fogo, cartuchos de munição, estojos, elementos de munição diversos, etc. 1. Quais as características da arma de fogo questionada? 2. A arma questionada sofreu algum tipo de adulteração em suas características originais? 3. Quais as características dos cartuchos de munição questionados? 4. A munição questionada é compatível com o calibre da arma de fogo enviada? 5. A cápsula de espoletamento encontra-se íntegra? Ou houve percussão? 6. Quais as características dos estojos de munição questionados? 7. Quais as características dos projéteis de arma de fogo questionados? 8. O projétil de arma de fogo questionado é compatível com que espécies de arma de fogo? 9. O projétil de arma de fogo apresenta elementos identificadores suficientes para um possível exame de comparação balística? Observação: Adequar a quesitação para o material que for encaminhado. QUESITOS BÁSICOS Verificação dos mecanismos da arma ou artefato para produzir tiro (trata-se, também, de potencialidade lesiva). 4.2. EXAME DE EFICIÊNCIA EM ARMA DE FOGO E/OU ELEMENTOS DE MUNIÇÃO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. A arma encaminhada é eficiente para produzir tiros? 2. A munição questionada é eficiente para produzir tiro? 3. Em caso de resultado negativo de eficiência, é possível indicar a(s) causa(s) da ineficiência observada? QUESITOS BÁSICOS 1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial. 2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui acesso ao sistema). QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 24 1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial. 2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui acesso ao sistema). QUESITOS NÃO RECOMENDADOS Nenhum conserto ou ajuste será feito no material recebido para ser periciado, de modo que o resultado do exame seja compatível com o estado em que se encontra o material no momento da perícia. Por exemplo: uma arma de fogo que chegou ao setor sem o percussor, portanto ineficiente para a produção de tiro(s), pode ter sido utilizada anteriormente de forma eficaz em um homicídio, e só após ter sido danificada (propositalmente ou não). No entanto, isto não se aplica a etapa de produção de projéteis para microcomparação balística, neste caso é impreterível o ajuste para a produção de padrões. INFORMAÇÃO O objetivo do exame é revelar o número de série e/ou elementos identificadores de armas de fogo que tenham sofrido algum tipo de supressão e/ou adulteração. 4.3. EXAME DE REVELAÇÃO DE NUMERAÇÃO DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. A arma encaminhada teve sua numeração suprimida/adulterada, total ou parcialmente? 2. É possível efetuar a revelação da numeração de série da arma, caso essa tenha sido suprimida ou adulterada? 3. É possível identificar o método utilizado na supressão/adulteração? QUESITOS BÁSICOS 1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial. 2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui acesso ao sistema). QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 25 entre uma arma de fogo e projéteis, para determinar se os projéteis foram expelidos pelo cano da referida arma; entre umaarma de fogo e estojos, para determinar se os estojos foram percutidos pelo mecanismo de disparo da referida arma; entre projéteis, para determinar se os projéteis foram expelidos pelo cano de uma mesma arma de fogo; entre estojos, para determinar se os estojos foram percutidos pelo mecanismo de disparo de uma mesma arma de fogo. O confronto microbalístico trata-se da comparação das marcas e micro-estriamentos deixados pelos canos e pelas culatras nos projéteis e nas cápsulas visando identificar a arma de fogo que os tenha deflagrado. Estas marcas analisadas assemelham-se a impressões digitais, isto é, cada cano produzirá um conjunto de micro-estriamentos que não serão reproduzidos por nenhuma outra arma. O exame tem como objetivo estabelecer a conexão entre armas de fogo, projéteis e estojos. A comparação balística pode ser realizada: 26 Entre projéteis e arma de fogo: 1.Os projéteis questionados foram expelidos pelo cano de uma mesma arma? 2.Os projéteis questionados foram expelidos pelo cano da arma questionada? 3. Os projéteis retirados do cadáver foram expelidos pelo cano da arma questionada? Entre estojos e arma de fogo: 1. Os estojos questionados foram percutidos pela arma questionada? 2.Os estojos questionados foram percutidos pela mesma arma questionada? Entre projéteis de arma de fogo: 1. Os projéteis de arma de fogo questionados foram expelidos pelo cano de uma mesma arma de fogo? 2. Em caso negativo, é possível determinar de quantos canos de armas de fogo distintos os projéteis questionados foram expelidos? Entre estojos de munição: 1. Os estojos de munição questionados foram percutidos e deflagrados por uma mesma arma de fogo? 2. Em caso negativo, é possível determinar quantas armas de fogo distintas foram utilizadas para percutir e deflagrar os estojos de munição questionados? 4.4. EXAME DE MICROCOMPARAÇÃO BALÍSTICA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME QUESITOS BÁSICOS Para elaboração da solicitação do exame, atender às informações expressas no Item 01 (Requisições de perícias). Adicionalmente, para exames de microcomparação em projéteis coletados de cadáver(es), é imprescindível indicar o nome(s) da(s) vítima(s) com CPF ou RG ou o Número de Identificação Cadavérica (NIC). Recomenda-se o envio imediato do material para análise. Evitar condições abrasivas (movimentação entre os itens, por exemplo), fazendo-se o acondicionamento de forma individual, notadamente elementos de munição, íntegros ou deflagrados, em embalagens que impeçam a fricção entre eles. Sempre que possível, enviar toda a munição apreendida, uma vez que o ideal é que o material padrão (utilizado para a realização do exame de microcomparação balística) seja o mais semelhante possível ao material questionado. É recomendável o encaminhamento de pelo menos 05 (cinco) munições de mesmo calibre nominal para cada arma apresentada. Dado o caráter comparativo do exame, é imperativo que a(s) arma(s), bem como todos os elementos de munição a serem comparados estejam na unidade do ITEP. A ausência de parte ou em todo do material a ser periciado resultará em “Exame Prejudicado”. 27 RECOMENDAÇÕES GERAIS A Informática Forense, ou Computação Forense, como também é chamada, tem como objetivo investigar equipamentos de informática para determinar autoria e materialidade de ilícitos, buscando evidências digitais para o esclarecimento de fatos que resultem na elucidação de crimes cometidos no meio virtual. 5. SETOR DE PERÍCIAS DE INFORMÁTICA E AUDIOVISUAIS - SIA 28 Consiste na análise de diversos dispositivos cuja natureza envolve, fisicamente, um artefato computacional e/ou eletrônico, tais como computadores, celulares, mídias digitais de armazenamento etc. Como são diversos, incluindo dispositivos eletrônicos feitos exclusivamente para alguma atividade específica, os objetivos também são diversos. Conforme a natureza, podemos ter equipamentos eletrônicos para clonagem de cartões de crédito, para rastreamento por geolocalização e os computadores pessoais. Como resultados, podemos ter análises de uso indevido de software (programa de computador), a denominada "pirataria", acessos indevidos, análises de invasões, vírus de computador, comportamentos suspeitos, tanto do computador em si como sua utilização por parte do usuário, tais como ser utilizado para práticas delituosas. 5.1. EXAME PERICIAL DE EQUIPAMENTO DE INFORMÁTICA DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME 1. O equipamento era utilizado para prática de [ação delituosa]? 2. O computador possui algum aspecto de ter sido utilizado remotamente e sem autorização? 3. O computador aparenta estar com comportamento estranho, por suspeita de invasão ou vírus? 4. O equipamento estava em funcionamento no período questionado? 5. Houve adulteração (troca de peças) no equipamento questionado? QUESITOS BÁSICOS 1. Quesitos que visem, somente, descrever o dispositivo e/ou seu funcionamento. 2. Quesitos que envolvam determinação de conduta ou o crime em si, visto também que são de natureza da análise criminal. 3. Quesitos que direcionam técnicas, pois isso é critério do examinador. 4. Quesitos que utilizem termos técnicos, pois pode limitar a atuação do perito. 5. Quesitos que visem, simplesmente, "extrair tudo", mesmo que com delimitação temporal, por tipo de arquivo(s) etc. 6. Quesitos que visem, simplesmente, copiar. A cópia é feita como demonstrações e como ilustrações de fatos que tenham sido analisados, caso tenham uma conclusão positiva, segundo os critérios do exame pedido e segundo o examinador. 7. Quesitos que visem identificar o usuário, uma vez que contas podem ser criadas com nomes diversos. 8. Quesitações elaboradas de forma genérica, ou sem um objetivo pericial, ou sem direcionamento para esclarecimentos investigativos, probatórios e/ou comprobatórios de atividades criminosas e sua materialização. QUESITOS NÃO RECOMENDADOS 29 5.2. EXAME PERICIAL EM AUDIOVISUAL DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME Exame em diversos tipos de arquivos que envolvam, digitalmente, mídias de imagens, vídeos e/ou áudio. Obs.: normalmente, são arquivos produzidos por algum dispositivo gravador, tais como câmeras digitais. Mas, também é possível exame em imagens produzidas por programas, tais como logomarcas, sintetizadores etc. Tem como objetivo identificar diversos aspectos que envolvam cenas e sons, além de condições do próprio arquivo. Não são recomendados o envio de mídias do tipo disco óptico contendo, somente, arquivos simples, uma vez que podem ter seus conteúdos verificados de forma também simples. As mídias óticas são excelentes para envio de arquivos questionados em si, tais como áudios para confronto, imagens para exames etc., uma vez que são mídias "não regraváveis", facilitando a custódia. Não são recomendadas análises documentais, busca por palavras chaves ou quaisquer outras atividades que sejam específicas de análise criminal. RECOMENDAÇÕES GERAIS 1.Qual o meio (físico e programa) que produziu o arquivo? 2.Quando o arquivo foi produzido? 3.Há adulteração no arquivo? 4.O arquivo possui sinais de adulteração? 5.O arquivo aparenta ser autêntico? 6.O arquivo possui sinais de enxerto? 7.Determinar a velocidade de veículos. 8.Quesitos que visem identificar pessoas e/ou coisas. Alguns exemplos: alturas de pessoas suspeitas, identificação de placas de veículos etc. QUESITOS BÁSICOS 1.Quesitos que envolvam transcrição, conteúdo do áudio, conteúdo do vídeo, conteúdo da imagem etc. A análise criminal pode, inclusive, enquadrar melhor condutas vistas em vídeos e imagens, uma vez que deve possuir mais elementos informativos gerais, tais como pessoas envolvidas no caso, sistemática da ocorrência e, inclusive, descartar fatos que não tenham relevância. O perito, por suspeição, não deve se envolver profundamente com aspectos gerais da investigação. 2.Quesitos que envolvam descrição simples de dinâmica. 3.Quesitos que visem, simplesmente, estabelecer, por escrito, o que é visto em imagens. 4.Quesitos que visem, simplesmente,