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MANUAL DE REQUISIÇÃO
DE PERÍCIAS CRIMINAIS
MANUAL DE REQUISIÇÃO DE PERÍCIAS CRIMINAIS 
ORGANIZADORES
Karine Coradini
Vitor Fernandes Dias Lopes
Suzyelaine Tamarindo Marques da Cruz
1ª edição - 2023
Anderson Queiroz de Oliveira
Anne Caroline Leônidas Pereira
Claudio Eduardo Fonseca Miranda
Conrado Pinto Rebessi
Diego Roberto Santos de Oliveira
Diogo Cirne Nunes
Eduardo Araujo Ramos
Felipe Alexandre Seilonski
Felipe Soares de Carvalho Pires
Frankswell Mackson Soares de Moura
Hugo Pereira da Silva
João Freire de Medeiros Neto
João Gabriel Bezerra Costa
Jossérgio Soares Antas de Gouveia
Karine Coradini
Letícia Oliveira Brito Placido
Luiz Antônio de Oliveira
Matheus Emmanuel Pereira Fernandes
Melissa Fernandes Marinho de Souza
Micael Rodrigo de Oliveira Machado
Moab Araujo
Pedro Meira de Henrique de Andrade
Porfírio Dantas Gomes
Sheila Kaionara Ferreira do Rego
Suzyelaine Tamarindo Marques da Cruz
Vitor Fernandes Dias Lopes
Heglayne Pereira Vital da Silva
Bruno Toffano Seidel Calazans
Érick Carvalho Méndez
AUTORES
Flavio Alexandre Santos de Azevedo
Newton Mota Gurgel Filho
Victoria M.A.S. Cedraz
COLABORADORES
APROVAÇÃO
Diretor Geral Marcos José Brandão Guimarães 
10
Instituto de Criminalística
[84] 98137-2136
Rua Ferreira Chaves 137, Ribeira, Natal/RN
institutodecriminalistica@itep.rn.gov.br
[84] 98137-2147(Adm) ou [84] 98137-1444 (plantão)
Rua Severiano Alves da Costa, SN, Samanaú, Caicó/RN
itepregionalcaico@gmail.com
[84] 3232.6937
Av. Duque de Caxias 97, Ribeira, Natal/RN
iml.natal@rn.gov.br
Instituto de Medicina Legal 
Instituto de Identificação 
[84] 98137-2135
Av. Duque de Caxias 80, Ribeira, Natal/RN
institutodeidentificacao@itep.rn.gov.br
Regional de Caicó
[84] 98137-2144 (Adm) ou [84] 98137-2429 (plantão)
Rua Vicente Fernandes, S/N, Aeroporto I., Mossoró/RN
Itep.coordenacao.mossoro@rn.gov.br 
Regional de Mossoró
Laboratório de Genética Forense
[84] 98137-2134
Av. Interventor Mário Câmara 3532, Cidade da Esperança, Natal/RN
lgfrn@itep.rn.gov.br ou dnacriminalrn@gmail.com 
[84] 981527490
BR 405 KM 151 - Bairro Manoel Domingos, Pau dos Ferros/RN
iteprnpdf@gmail.com
Regional de Pau dos Ferros
[84] 98137.2130
Av. Duque de Caxias 97, Ribeira, Natal/RN
direcaogeral@itep.rn.gov.br
Direção Geral
A competência para a realização das perícias
criminais e dos serviços de identificação civil e
criminal no Estado do Rio Grande do Norte é
oficialmente atribuída ao Instituto Técnico-Científico
de Perícia (ITEP), órgão sob regime especial,
vinculado à Secretaria de Estado da Segurança
Pública e da Defesa Social (SESED).
São órgãos integrantes da estrutura organizacional
do ITEP/RN a Diretoria-Geral e os Institutos, que
são subdivididos em Instituto de Criminalística (IC),
Instituto de Identificação (II) e Instituto de Medicina
Legal (IML), todos localizados em Natal. Além
disso, o ITEP possui 03 unidades regionais,
localizadas em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.
Tendo em vista que todos os envolvidos na
persecução penal devem ter um entendimento
adequado do processo pericial criminal, desde seu
papel em locais de crime até os serviços
especializados prestados pelos setores e
laboratórios especializados e, a fim de otimizar a
integração entre o ITEP/RN e as instituições
envolvidas na seara criminal, garantir maior
celeridade e efetividade à persecução penal e
fornecer respostas eficazes à sociedade, este
manual tem como objetivos:
1) Prover orientações e informações a respeito dos
diferentes exames realizados pelo ITEP/RN;
2) Informar sobre como requisitar a perícia criminal;
3) Sugerir quesitos básicos e orientar quais não são
recomendados; e
4) Orientar quanto ao isolamento de local de crime
e preservação dos vestígios.
APRESENTAÇÃO
O ITEP/RN não atua de ofício, sendo fundamental a requisição formal de exames por parte
das autoridades competentes (Delegados de Polícia, Promotores, Defensores Públicos,
Juízes de Direito, Oficiais Militares na presidência de inquérito penal militar, Presidentes de
Comissão Parlamentar de inquérito, entre outros, de acordo com disposição legal),
acompanhada, sempre que possível, da formulação de quesitos, conforme o art. 160 do
Código de Processo Penal. 
Os quesitos, do latim quaesitum (pergunta ou questão), são manifestações em forma de
consultas oficiais emanadas de uma autoridade competente e imbuída do dever de apurar
fatos do mundo natural com reflexo no âmbito da justiça. 
De tal forma, constata-se que para maior eficiência das investigações e julgamentos das
infrações penais, os quesitos elaborados pelas autoridades devem ter relação lógica (causa e
efeito, nexo de causalidade) com o que é investigado. Ou seja, ao elaborar e solicitar
resposta aos quesitos, a autoridade direciona os esforços dos peritos criminais que
aplicarão de maneira técnico-científica, o melhor método, para respondê-los da melhor
forma. Logo, haverá relação causal do que é perguntado e o que é respondido, de maneira
que resultados periciais que carecem de orientação na forma de quesitos poderão afetar o
poder elucidativo do próprio procedimento pericial. 
Desta forma, este manual se propõe a fomentar uma (re)aproximação da atividade Pericial
Criminal da Polícia Judiciária e Justiça criminal, e deverá ser utilizado como referência padrão
para os questionamentos, não devendo os quesitos sugeridos aqui serem tratados como
rígidos, podendo ser modificados conforme o caso (concreto) em tela. No entanto, sugere-se
que as autoridades requisitantes evitem quesitações genéricas, dissociadas com os fatos
investigados, a perigo de receberem laudos meramente descritivos e de pouco poder
conclusivo e elucidativo. 
Por fim, tendo em vista os avanços científicos e tecnológicos nas Ciências Forenses, é
importante consignar que outros tipos de exames periciais poderão ser solicitados, mesmo
que não se encontrem listados neste manual. 
Qualquer dúvida quanto à possibilidade de realização da perícia criminal,
acionamento, quesitação ou preservação da prova material, recomendamos
que se entre em contato com as Direções dos Institutos ou
subcoordenadorias das unidades regionais. Em certas ocorrências, uma
reunião prévia com o perito é recomendado para que este possa direcionar o
exame à obtenção de conclusões mais pertinentes ao caso.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO................................................................................................................. 01
COMO REQUISITAR A PERÍCIA.................................................................................... 05
ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS.................................................... 09
RECOMENDAÇÕES ACERCA DO ISOLAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS
VESTÍGIOS......................................................................................................................
10
EXEMPLOS DE VESTÍGIOS MATERIAIS POTENCIALMENTE PRESENTES NOS
LOCAIS DE CRIME E SEU VALOR PROBATÓRIO........................................................
12
INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA - IC/ITEP
NÚCLEO DE PERÍCIAS INTERNAS - NPI...................................................................... 17
1. SETOR DE PERÍCIAS EM DOCUMENTOSCOPIA – SPD......................................... 18
1.1. Exame Documentoscópico....................................................................................... 18
1.2. Exame Grafoscópico................................................................................................. 19
2. SETOR DE IDENTIFICAÇÃO VEICULAR – SIV......................................................... 20
2.1. Exame Pericial Para Identificação Veicular.............................................................. 20
3. SETOR DE PERÍCIAS CONTÁBEIS – SPC............................................................... 21
3.1. Análise de Documentos Contábeis........................................................................... 21
3.2. Identificação de Lavagem de Dinheiro......................................................................transformar áudio em texto.
5.Quesitos que tratem, simplesmente, de cópia.
6.Quesitos que visem, simplesmente, melhoria de imagens. Isso é feito, implicitamente, no
preparatório para os exames específicos, além de a melhoria ser aspecto discricionário que o
perito considerar para facilitar o exame e/ou embasar os resultados esperados e/ou obtidos.
7.Quesitos que visem, simplesmente, melhoria de áudio. Se considerar necessário, o perito
irá fazer, para facilitar a análise e como forma intermediária para os aspectos do exame.
Além disso, é uma situação muito subjetiva.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
5.3. EXAME PERICIAL EM MATERIAL VIDEOFONOGRÁFICO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Exames em diversas mídias que envolvam material de produção artística, tais como DVD,
VHS, CD etc., contendo músicas, filmes e outras produções videofonográficas. Visa
identificar o crime conhecido popularmente por "pirataria" de material artístico.
Obs.: "pirataria" de software (programa de computador) não é discutido/incluído neste tópico.
30
QUESITOS BÁSICOS
1.Há conteúdo gravado nas mídias examinadas?
2.Há indicação de conteúdo no material examinado?
3.O conteúdo contido nas mídias é o mesmo indicado em seu invólucro?
4.Quanto ao aspecto da mídia física, aparenta ser de boa qualidade?
5.Quanto ao aspecto do conteúdo, aparenta ser de boa qualidade?
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
1.Quesitos que direcionem, diretamente, para o aspecto de ilegalidade (pirataria, cópia
indevida, cópia não autorizada etc.). Isso é condição legal.
2.Quesitos que direcionem para o confronto do aspecto visual e a ilegalidade ou o uso
indevido.
3.Quesitos que visem desqualificar a forma de comercialização, pois isso também tem
condição legal.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
5.4. EXAME PERICIAL EM VESTÍGIO DIGITAL
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
São os exames que envolvem arquivos como mídia, excluídos os destinados a audiovisual,
além de diversos outros, como análise de rede ou mesmo da internet (logs etc.), análises em
sites/redessociais etc. Incluem-se, também, os exames realizados em ambientes remotos, tais
como redes sociais, sistemas computacionais ativos locais e a própria internet em si.
Obter informações decorrentes da análise de um arquivo ou conjunto de arquivos específicos,
resultados em análises em rede/internet a outras formas, além de identificar situações em que
práticas delituosas são realizadas remotamente ou mesmo localmente, em um ambiente de
intranet.
1.Há sinais de uso indevido de conta [especificar] utilizada na [especificar]? (Obs.: quando
analisando resultados de informações fornecidas por provedores etc.).
2.Há sinais de acesso não autorizado na conta [especificar]? (Obs.: idem anterior).
3.Há sinais de adulteração nos arquivos examinados? (Obs.: quando analisando arquivos
específicos).
4.Os arquivos examinados possuem aspectos de alteração ou enxerto? (Obs.: idem anterior).
5.Verificar se informações constam em bases de dados. Analisar as bases de dados e verificar
se determinada ação/ocorrência está registrado nela e/ou como parece ter sido registrada.
6. Há sinais de tráfego indevido no sistema examinado?
7. Há sinais de acesso não autorizado a sistemas no ambiente examinado?
8. Há sinais de tráfego gerado no ambiente e que tenha como alvo [especificar]? (Ex.: o alvo
pode ser um computador, local ou remoto, uma conta em rede social etc.).
Obs.: muitas das análise são feitas nos logs fornecidos pelos administradores dos sistemas
computacionais investigados/examinados ou mesmo intermediários, tais como provedores,
gerentes de rede, etc.
QUESITOS BÁSICOS
31
9. Quesitos genéricos para transcrição de bases de dados de forma de relatório podem ser
feitos. Porém, é recomendável que tenha vínculo para uma destinação de análise criminal.
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
1.Quesitos que tratem, simplesmente, de cópia.
2.Quesitos que envolvam identificar se uma determina conta foi utilizada por algum IP
(endereço de internet) ou autores externos. Essas informações são armazenadas, somente,
no sistema da conta ou do provedor. PORÉM, a perícia computacional também é bastante
útil no direcionamento da solicitação, na colaboração com a investigação e, no fim, na
análise comportamental das informações fornecidas pelos provedores, quer de conteúdo,
quer de acesso, para, enfim, elaborar resultados de exames (laudos etc.).
3.Quesitos, direcionados à computação, que envolvam outras áreas, tais como
contabilidade (análise documental), local de crime (ambiente) etc. 
Obs.: a criminalística é multidisciplinar e, como tal, pode conter misturas de objetivos.
Porém, deve-se atentar a(s) área(s)envolvida(s).
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
5.5. EXAME PERICIAL EM LOCAL DE CRIME ENVOLVENDO EQUIPAMENTOS
COMPUTACIONAIS
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Exames realizados em locais em que envolvam sistemas computacionais. Um dos mais
comuns, apesar de ser do Código de Contravenções e envolva um simples TCO, é o local
de exploração de jogos eletrônicos, APESAR de conter aspectos que possam direcionar
para crimes como estelionato, dentre outros. Porém, há outros locais onde há práticas
delituosas diversas, tanto onde a computação é um simples meio quanto aspectos onde
sistemas computacionais são utilizados objetivamente (ex.: invasões de sistemas,
ativamente ou passivamente).
Além desses, há crimes comuns onde possa existir algum sistema computacional no
ambiente e que possa ter sinais da prática, como contatos, registros por câmeras,
transmissões de informações etc.
Identificar situações em que os sistemas computacionais são utilizados para práticas
delituosas ou são vítimas delas, além de poder as ter registrado. 
Obs.: como agente, crimes diversos, incluindo cibercrimes; como passivo, cibercrimes
especificamente; como registro, crimes comuns.
20
QUESITOS BÁSICOS 
1. Conforme a natureza, tanto genérica (meio ou fim) quanto específica, pode-se ter
inúmeras questões.
2. Os sistemas computacionais examinados são utilizados para exploração de jogos, com
pagamentos de valores?
32
.3. Os sistemas computacionais examinados são utilizados para distribuição de material
[especificar] (ex.: distribuição de canais pagos, como NetFlix, GloboPlay etc.; distribuição de
jogos on-line)?
4. Os sistemas computacionais examinados foram utilizados para realizar [especificar]?
5. Os sistemas computacionais examinados foram [especificar alguma situação onde o
sistema é vítima, tais como invasão, acesso indevido etc.]?
6. Os sistemas computacionais examinados registram [especificar]?
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
Quesitos sem objetivos para produção de provas ou outros aspectos do objetivo da
própria investigação.
Quesitos do tipo "descrever todo o material". Isso é informação natural e a perícia
pode/deve selecionar os mais específicos e descrever os que considerar relevantes.
Não é recomendável utilizar palavras para descrever, materialmente, o crime, visando
quea resposta seja a classificação criminal. Utilizar aspectos que possam inferir a prática
em si.
1.
2.
3.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Para a realização de operações conjuntas em situações de flagrante delito em busacas
e apreensões, pode-se contatar previamente o Instituto de Criminalística para agendamento
de dia e hora, para que a perícia acompanhe a operação policial.
33
 Setor de Perícias em Local de Crime
Contra a Vida (SCCV); 
 Setor de Perícias em Local de Crime
Contra o Patrimônio (SCCP);
 Setor de Perícias de Engenharia Legal
e Meio Ambiente (SELMA); 
 Setor de Perícias de Reprodução
Simulada dos Fatos (SRSF).
O Núcleo de Perícias Externas é composto
por quatro setores:
1.
2.
3.
4.
Horário de funcionamento: plantão 24
horas.
NÚCLEO DE PERÍCIAS
EXTERNAS - NPE
34
SEI: ITEP-IC-NPE
O SCCV é um setor especializado no atendimento pericial dos locais de crime que resultaram
em morte violenta (homicídio, suicídio ou acidente), suspeita ou que resultou em perigo de
vida. Os exames objetivamreconhecer, fixar, analisar e coletar vestígios materiais produzidos
pela perpetração do fato no local de crime que possam contribuir para a materialização do
delito, de modo a estabelecer, quando possível, a dinâmica dos fatos, a causa jurídica da
morte, a autoria, entre outros esclarecimentos de valor à investigação criminal.
6. SETOR DE PERÍCIAS
EM LOCAL DE CRIME
CONTRA A VIDA (SCCV)
35
Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer,
isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial
de natureza criminal. Ressalta-se que a segurança do local também se torna necessária,
uma vez que a equipe pericial, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a diversos
riscos. 
No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário
a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial competente
no local do fato, conforme instruções no Item Como Requisitar a Perícia Oficial. 
Em caso de vítima socorrida, a autoridade policial pode proceder o acionamento da
equipe pericial da mesma forma que nos itens anteriores, caso ainda haja outros
vestígios de interesse criminalístico no local. 
No caso de morte aparentemente natural, uma vez que a autoridade policial compareceu
ao local de crime e não constatou elementos de violência, recomenda-se acionar o
Sistema Verificador de Óbitos (SVO).
No caso de morte por afogamento, em que só haja o corpo no local, que este tenha sido
removido do local do óbito e que não exista outros vestígios materiais extrínsecos,
recomenda-se que a autoridade policial acione apenas a equipe do Instituto de Medicina
Legal (IML).
1.
2.
3.
4.
5.
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL
Tratam-se de locais onde exista(m) cadáver(es) de pessoa(s). Contemplam periciais em
casos de homicídio, suicídio, morte acidental, morte suspeita, cadáver encontrado. 
6.1. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACHADO DE CADÁVER
DESCRIÇÃO DO EXAME
1.No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da
dinâmica dos fatos?
2.Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição, indicativo de ocultação)?
3.Quais fenômenos cadavéricos foram constatados na vítima?
4.Qual a natureza e a localização dos ferimentos constatados no cadáver? É possível indicar
a cronologia dessas lesões?
5.Nos casos de lesões produzidas por arma de fogo, foram constatados elementos
secundários?
6.Em se tratando de suicídio, é possível observar lesão que indique hesitação? Disparo de
hesitação? Sinais de alívio? Possibilidade física de autolesão?
7.Quais e em que circunstâncias foram encontrados os elementos materiais (vestígios)
produzidos no cometimento do fato?
8.É possível identificar o número de autores que participaram do evento?
9.É possível estabelecer a diagnose diferencial da morte (suicídio, homicídio ou acidente)?
10.Há vestígios que indiquem luta no ambiente e/ou na superfície do cadáver? Há lesões
típicas de defesa por parte da vítima?
11.Pelas características das lesões encontradas no cadáver, é possível inferir o(s)
instrumento(s) e objeto(s) empregado(s)?
12.É possível estabelecer a dinâmica do evento?
13.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito?
QUESITOS BÁSICOS
6.2 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACHADO DE
OSSADA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Exame em locais de corpos totalmente esqueletizados
(ossadas).
QUESITOS BÁSICOS
1.No local, houve alterações no estado das coisas de
modo a prejudicar a interpretação da dinâmica dos fatos?
2.Em que condições a vítima foi encontrada (localização,
posição, indicativo de ocultação)?
3.Quais as características antropológicas do material
examinado?
36
37
6.3 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ABORTO E/OU FETO ENCONTRADO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O exame dos cadáveres que possuem características fetais ou embrionárias enseja tipologia
criminal.
Neste tipo de perícia é comum que o perito de local acione a equipe do Núcleo de
Antropologia e Arqueologia Forense (NAAF) do IML, por se tratar de uma perícia
especializada.
O NAAF poderá atender a ocorrência no mesmo dia da solicitação ou agendar dia e hora
com a autoridade policial. No último caso há de se pensar na preservação e isolamento
do local bem como no apoio policial à segurança da equipe.
Independete do NAAF ir ou não ao local, as ossadas encontradas e coletadas no local
serão enviados a este setor que irá responder a alguns dos quesitos em laudo
complementar.
RECOMENDAÇÕES
No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da
dinâmica dos fatos?
Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição, indicativo de ocultação)?
Quais fenômenos cadavéricos foram constatados na vítima?
Há elementos que indiquem que a morte foi precedida por provocação de aborto?
No local há indicativos do meio/instrumento empregado para a provocação do aborto?
Qual a natureza e a localização dos ferimentos constatados no cadáver? É possível
indicar a cronologia dessas lesões?
Havendo lesões, há vestígios que indiquem que no local dos exames ocorreu a ação
violenta?
Pelas características das lesões encontradas no cadáver, é possível inferir o(s)
instrumento(s) e objeto(s) empregado(s)?
É possível estabelecer a dinâmica do evento?
Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
QUESITOS BÁSICOS
4. Há sinais de que a morte tenha sido violenta?
5. É possível estimar o tempo de morte?
6. É possível estabelecer a dinâmica do evento?
7. Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito?
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da
dinâmica dos fatos?
Quais e em que circunstâncias foram encontrados os elementos materiais (vestígios)
produzidos no cometimento do fato?
É possível identificar o número de autores que participaram do evento?
Há vestígios de luta no ambiente?
Existem vestígios que indiquem o emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou
outro meio insidioso ou cruel que possa resultar perigo comum?
É possível estabelecer a dinâmica do evento?
Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Exame pericial em locais onde houve ação violenta a qual possa ter resultado em perigo ou
eliminação da vida do(s) ser(es) humano(s) e que o cadáver já tenha sido removido do local. 
6.4 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE AÇÃO VIOLENTA
DESCRIÇÃO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
04
Exame pericial em locais onde há
suspeita de ter sido praticada ação
violenta, com presença de sangue
latente ou não. 
Tem o objetivo de detectar possíveis
manchas de sangue humano e
coletar para posterior análise em
laboratório e eventual confronto
genético. 
6.5. EXAME PERICIAL PARA PESQUISA DE SANGUE LATENTE 
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. Qual a natureza e localização do
local examinado?
2. É possível encontrar áreas onde
haja indícios de sangue humano?
Caso seja possível, coletar
amostras.
3. As amostras são de sangue
humano? Caso positivo, armazenar.
QUESITOS BÁSICOS
- A depender do reagente utilizado, a reação
química não é específica para o sangue
humano, portanto pode causar falsos
positivos.
- Assim, o perito irá coletar amostras das
áreas reagentes e realizar testes para sangue
humano no local, quando conveniente, ou
enviá-las para o laboratório. 
- Sendo positivo para sangue humano, a
amostra ficará armazenada na Central de
Custódia de Vestígios para eventuais
solicitações de confronto genético. 
- Caso a autoridade solicitante possua
suspeito para confronto genético, deve
mencioná-lo no ofício e adicionar o seguinte
quesito: É possível extrair perfil genético da
amostra coletada? Se sim, comparar com o
perfil genético da pessoa de nome XXX, RG
XXX ou ao cadáver de NIC XXX.
RECOMENDAÇÕES
38
Este setor visa atender com a maior celeridade possivel Locais de Crime em que tenhasido
causado danos ao patrimônio público ou privado, garantindo a materialização do fato, de suas
qualificadoras e buscar vestígios de autoria do delito. 
7. SETOR DE CRIMES
CONTRA O PATRIMÔNIO
(SCCP)
39
Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer,
isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial
de natureza criminal. Ressalta-se que o guarnecimento do local também se torna
necessário, uma vez que o perito, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a
diversos riscos. 
No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário
a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial competente
no local do fato ou de um posterior envio do oficio ao Instituto de Crimalística,
possibilitando a confeção do laudo pericial. 
É importante consignar que, como qualquer outro local de perícia externa, é importante o
acionamento o mais breve possível da equipe pericial, em virtude da sensibilidade e
fragilidade dos vestígios, que são facilmente perdidos com o tempo; e da manutenção do
isolamento em locais que, na maioria das vezes, não podem ficar interditados por um longo
período.
Práticas em que as equipes de segurança pública estejam ausentes no local do crime ou
que a vítima seja encaminhada ao ITEP/RN com o objeto/veículo a ser periciado sem estar
acompanhada de uma equipe policial devem ser evitadas, pois quebra-se a cadeia de
custódia dos vestígios, podendo causar a invalidação da prova.
1.
2.
3.
4.
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL
Houve destruição ou rompimento de obstáculos à subtração da coisa alheia?
Qual foi esse obstáculo?
Houve escalada?
Qual foi o meio ou o instrumento empregado?
Houve emprego de chave falsa? (Reposta justificada).
É possível comprovar a subtração e quais bens foram subtraídos?
É possível identificar a dinâmica da ocorrência? Se sim, descrever
É possível encontrar e coletar material genético no local? Caso positivo, descrever e
coletar.
É possível encontrar e coletar material papiloscópico no local? Caso positivo, descrever e
coletar.
É possível encontrar e coletar marcas ou manchas relacionadas a supostos
objetos/ferramentas relacionadas à prática criminosa no local? Descrever
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
O exame pericial visa determinar a dinâmica dos
eventos, caracterizar os meios empregados,
estabelecer a relação entre o fato, os instrumentos e
os vestígios, bem como caracterizar os bens
subtraídos com base nos vestígios deixados – onde
houver subtração de coisa alheia. Ao analisar um
local de furto, o perito deve inicialmente procurar
vestígios que indiquem uma trajetória de entrada no
imóvel, atentando-se para os elementos
qualificadores do furto (destruição ou rompimento de
obstáculo, escalada, emprego de chave falsa).
7.1 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE
FURTO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
40
É um crime que, em algumas vezes, não deixa vestígios, em virtude da intimidação ou da
grave ameaça ser verbal, embora com a exibição do instrumento intimidador. O exame pericial
visa determinar a dinâmica dos eventos, caracterizar os meios empregados, estabelecer a
relação entre o fato, os instrumentos e os vestígios, bem como caracterizar os bens subtraídos
com base nos vestígios deixados – onde houver subtração de coisa alheia mediante grave
ameaça, violência ou tornado impossível à resistência. 
7.2 EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ROUBO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
41
Qual a natureza do local examinado?
É possível identificar a subtração de algum objeto?
É possível identificar sinais indicativos de luta ou
outro tipo de violência?
É possível encontrar e coletar material genético ou
papiloscópico que possam indicar a autoria do
delito? Caso positivo, descrever e coletar.
É possível encontrar e coletar marcas ou manchas
relacionadas a supostos objetos/ferramentas
relacionadas à prática criminosa no local?
Descrever
1.
2.
3.
4.
5.
QUESITOS BÁSICOS
Houve destruição, inutilização ou deterioração da coisa submetida a exames? Descreva.
Qual o meio ou instrumento empregado?
Houve emprego de substância inflamável?
O local/objeto é passível de ser reparado?
É possível estipular o valor monetário para a reparação do dano?
É possível encontrar vestígios de autoria do delito? Se sim, descrever e coletar.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
Nos exames periciais os peritos criminais caracterizam o objeto atingido, os meios empregados
para viabilizar o objetivo, o tipo de dano causado e a sua intensidade e orientação. Aqui é
importante a caracterização do dano em sua dimensão financeira, quando possível aferir, uma
vez que o CPP exige o valor mínimo para sua reparação quando da fixação da sentença penal
reparatória. 
7.3 EXAME PERICIAL DE VERIFICAÇÃO DE DANOS
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
7.4 EXAME PERICIAL EM MÁQUINAS ELETRÔNICAS PROGRAMÁVEIS
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Exames realizados em locais de apreensão de máquinas caça-níqueis, de vídeobingo ou de
videopôquer, ou com outro jogo de azar, visando a descrição, o mecanismo de programação e
o funcionamento dos jogos. A depender da complexidade do caso, o perito que atender o local
pode solicitar exame complementar ao Setor de Perícias de Informática e Audiovisual (SIA). 
42
As máquinas são do tipo caça-níquel? 
 É possível indicar como se desenvolve o jogo
eletrônico e qual o objetivo a ser alcançado
pelo jogador? 
é possível descrever se nas etapas do jogo o
resultado final da aposta depende
fundamentalmente da habilidade do apostador,
ou depende exclusiva ou principalmente da
sorte?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
Quesitos que solicitem julgamento por parte do Perito Criminal como: “Houve prática de
alguma das condutas previstas no artigo XXX da Lei XXX?”
Quesitos sobre percentual de retorno da máquina ou chances de vitória do apostador no
jogo.
Quesitos sobre valor de mercado das máquinas e componentes.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
7.5 EXAME PERICIAL MERCEOLÓGICO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Promover a avaliação dos objetos apresentados,
levando em consideração a análise das
características técnicas e comerciais destes,
considerando suas características gerais,
identificação, especificações, origem, estado de
conservação, autenticidade, classificação fiscal,
comercial e valor. 
Pode ser de forma direta, exames efetuados em
todas as mercadorias questionadas ou em amostras
com acesso direto aos materiais ou indireta
realizados sobre documentos relacionados às
mercadorias questionadas, tais como em
requisições, notas fiscais ou qualquer outro
documento que o determine, de forma inequívoca,
as características técnicas e comerciais do mesmo.
Também pode ser realizado Exames em produtos
de Marca Registrada (Vestuário, Calçados, Bolsas,
Uniforme, Camisetas), Produtos Alimentícios e
Bebidas, Cigarros, entre outros.
Os exames desse tipo são essencialmente comparativos e, em alguns casos, também é
feita a apreciação de itens de segurança. Para viabilizar as análises, é imprescindível
observar os preceitos legais quanto à comprovação dos registros vigentes das marcas
referidas, encaminhar ao Instituto de Criminalística, juntamente com o ofício
solicitante, padrão autêntico e similar, além das especificações das marcas
nominativas, figurativa e/ou mista, devidamente registradas para fins de comparação
com a peça questionada.
43
É possível avaliar o objeto de forma indireta?
Quais os valores dos objetos acima mencionados no mercado?
Caso não mais exista o referido objeto no mercado, qual o valor de um objeto
assemelhado, com as mesmas características, do objeto em análise?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
ANÁLISE INDIRETA
ANÁLISE DIRETA
EXAME DE ORIGINALIDADE
Confrontação entre a peça encaminhada como padrão e a peça questionada a fim de
verificar se as características e peculiaridades apresentadas estão dentro dos padrões
originais estabelecidos e registrados pelos titulares da marca;
Verificação da autenticidade dos selosde Imposto sobre Produto Industrializado afixados
nos produtos recebidos para exames;
Verificações para constatar violação ou não dos lacres de produtos enviados para
exames.
Dentre os objetivos dos exames merceológicos, exemplificam- se:
Qual a espécie, características e estado de conservação dos objetos submetidos a
exame?
O objeto encontra-se danificado?
Houve destruição, inutilização ou deterioração da coisa submetida a exame?
Caso o objeto encontre-se danificado, quais os instrumentos e meios foram empregados
para causar tal dano?
Quais os valores dos objetos acima mencionados no mercado?
1.
2.
3.
4.
5.
As mercadorias encaminhadas apresentam as características dentro dos padrões
originais estabelecidos ou são falsificadas?
Outros dados julgados úteis.
1.
2.
Este setor visa atender com a maior celeridade possivel locais de crime em que tenha
ocorrido delito relacionado à engenharia legal ou ao meio ambiente. O setor também atende
ocorrências relacionadas a cadáveres em que, devido à complexidade do fato, seja
necessário um profissional especializado em um determinado assunto, como acidentes de
trânsito, eletroplessão, precipitação, incêndios e explosões, entre outros. 
8.SETOR DE ENGENHARIA
LEGAL E MEIO AMBIENTE
(SELMA)
44
Com base no Artigo 6º do CPP, entende-se que a autoridade policial deve comparecer,
isolar, preservar o local do crime/evento e, assim, requisitar a presença do perito oficial
de natureza criminal. Ressalta-se que o guarnecimento do local também se torna
necessário, uma vez que o perito, enquanto realiza os exames no local, expõe-se a
diversos riscos. 
No caso de acionamento imediato da equipe pericial a Locais de Crime, faz-se necessário
a emissão de Guia de Solicitação de Exame assinada por autoridade policial
competente no local do fato ou de um posterior envio do oficio ao Instituto de Crimalística,
possibilitando a confeção do laudo pericial. 
Como qualquer outro local de perícia externa, é importante o acionamento o mais breve
possível da equipe pericial, em virtude da sensibilidade e fragilidade dos vestígios, que
são facilmente peridos com o tempo; e da manutenção do isolamento em locais que, na
maioria das vezes, não podem ficar interditados por um longo período.
1.
2.
3.
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
ACIONAMENTO E ATENDIMENTO AO LOCAL
1.É possível indicar o lugar onde se iniciou o evento?
2.Qual a provável causa do incêndio? 
3.Qual foi a extensão do dano causado? 
4.Há como determinar se a ocorrência de fogo no local periciado resultou algum perigo para
a integridade física, para a vida ou risco de dano ao patrimônio de terceiros? 
5.Pode ser determinado o uso de substâncias químicas para o cometimento do evento? 
6.Em caso de explosão, é possível determinar o tipo de explosivo associado ao evento? 
7.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria do delito? Caso positivo, quais? 
8.Caso tenha ocorrido em uma edificação, essa se enquadra na categoria de patrimônio
histórico artístico ou cultural? 
9.Houve acidente de trabalho? 
10.Houve condição física insegura que propiciou o evento? 
11.Em caso afirmativo, havia proteção para condição insegura? 
12.Do estudo da ocorrência, pode-se configurar violação de práticas seguras?
Objetivam verificar a causa e o lugar em que foi iniciado, o perigo que dele tiver resultado
para a vida ou para o patrimônio alheio, a extensão do dano e o seu valor e as demais
circunstâncias que interessarem à elucidação do fato. 
8.1. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE INCÊNDIO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
45
O exame, em geral, abrange locais em que houve o uso de bombas, explosivos, artefatos
explosivos improvisados, baterias de celular, fogões domésticos, alterações de limites
ambientais. 
8.2. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE EXPLOSÃO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
1.É possível identificar o epicentro da explosão?
2.Quais as características do objeto explodido?
3.É possível identificar o tipo de material explosivo?
4.O objeto é algum tipo de artefato militar, industrial ou artesanal?
5.É possível identificar o mecanismo de acionamento?
6.O objeto possui capacidade de expor ao perigo a vida, a integridade física e o patrimônio
público?
7.Existem vestígios no local que possam indicar a autoria? Caso positivo, quais?
8.Foi possível verificar a dinâmica do fato ocorrido?
Houve acidente? Qual sua natureza? 
É possível descrever o modo como ocorreu e os motivos que o causaram?
Quais as condições da pista e do tempo (localização, tipo de pavimento, inclinação,
condições climáticas, entre outros)?
Existem sinalizações verticais e horizontais na via? 
Qual(is) a(s) velocidade(s) desenvolvida(s) pelo(s) veículo(s). 
Quais as deformações sofridas pelo(s) veículos(s) em decorrência do acidente? 
É possível determinar a localização do sítio de colisão?
Nos casos de evasão de veículo(s), existem vestígios que o(s) identifique(m)? 
Existem animais envolvidos (equinos, bovinos, ovinos etc.)? Os animais possuíam
“marcas do proprietário"? 
O(s) veículo(s) reunia(m) condição(ões) para trafegar com segurança antes do acidente? 
O(s) veículo(s) possuía(m) tacógrafo? Foi coletado disco ou fita-diagrama? 
Nos casos de sinistros noturnos, é possível determinar se o farol do veículo estava aceso
ou apagado no momento do acidente?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
Esse tipo de exame se restringe aos locais onde ocorreram acidentes de trânsito. Tem como
objetivo a realização dos levantamentos de local onde tenha ocorrido um acidente de trânsito
e nos veículos envolvidos, devendo o perito catalogar, registrar e analisar o conjunto de
vestígios encontrados, com o intuito de sugerir a dinâmica do evento, sua causa determinante
e de indicar sua autoria
8.3. EXAME PERICIAL EM LOCAIS DE ACIDENTE DE TRÁFEGO COM VÍTIMA FATAL OU
GRAVE LESÃO CORPORAL
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
46
Quais as deformações sofridas pelo veículo em decorrência do acidente? 
Há impregnação de tinta automotiva de cor diversa do veículo vistoriado? 
Há resquícios de material biológico humano no veículo (sangue, sêmen, saliva, urina, fezes,
suor, vômito, pelo)? 
Nos casos de sinistros noturnos, é possível determinar se o farol do veículo estava aceso
ou apagado no momento do acidente? 
O veículo possuía tacógrafo? Foi coletado disco ou fita-diagrama? Quais informações é
possível extrair da leitura deste dispositivo?
Há vestígios de substância alcoólica ou entorpecente no veículo? 
O veículo reunia condições para trafegar com segurança antes do acidente?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Esse tipo de exame se restringe ao veículo envolvido em acidente de trânsito que causou
vítima fatal ou gravemente ferida, devendo o perito determinar a sede e a orientação das
avarias, as condições de funcionamento dos sistemas de segurança, a existência de
transposição de tintas, a presença de materiais biológicos, entre outros sistemas de interesse.
8.4. VEÍCULOS ENVOLVIDOS EM OCORRÊNCIA DE TRÁFEGO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
47
Realizar exames em animais domésticos ou
silvestres com sinais de maus-tratos, abuso
ou negligência; animais cuja morte seja
suspeita de envenenamento intencional,
negligência, imprudência ou imperícia
médica e animais silvestres com suspeita
de tráfico.
8.5. MAUS TRATOS DE ANIMAIS
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
1.Há alguma marcação que identifique cada
animal? 
2.Caso haja animais mortos, é possível
determinar a causa? 
3.Há alguma característica específica que
individualize cada animal?
4.Qual o instrumento, substância, método ou
meio utilizado? 
5.Os animais apresentavam marcas de
propriedade? 
6.Qual o seu valor de mercado? 
7.Identificam-se alterações
anatomopatológicas dignas de nota (ex.
ferimentos, mutilações)? 
8.Houve atos de abuso ou maus-tratos? 
No local, houve alterações no estado das coisas de modo a prejudicar a interpretação da
dinâmica dos fatos?
Em que condições a vítima foi encontrada (localização, posição)?
Há indícios da morte tersido causada por eletroplessão?
Foi causada por tensão natural ou artificial?
É possível identificar o instrumento causador?
1.
2.
3.
4.
5.
Exames para determinar a causa do evento decorrente de contato inadvertido, ou não, com a
rede elétrica de alta e baixa tensão, ou por fulguração, bem como cercas e instalações
eletrificadas e sistemas de segurança de edificação. 
8.6. LOCAIS DE MORTE POR ELETROPLESSÃO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
48
Há indícios de furto de energia?
Qual a irregularidade apresentada?
Qual a situação da irregularidade? (Se ativa ou
desativada).
Qual a eficiência da irregularidade?
Houve destruição ou rompimento de obstáculos?
Qual(is)?
Houve escalada?
Houve destreza?
Houve fraude?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
Exames para determinar a ocorrência de furto de energia, sua situação e eficiência, bem
como as qualificadoras (destruição ou rompimento de obstáculo, escalada, mediante fraude,
emprego de chave falsa).
8.7. LOCAIS DE FURTO DE ENERGIA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Nestes Exames é interessante que a autoridade solicitante entre em contato com o IC para
agendameto da perícia, para deslocamento em conjunto ao local, tendo em vista o possível
risco inerente a perícia sem a presença de equipe policial no local; e, além disso, porque
pode haver a necessidade da concessionária de energia também estar presente no local.
Qual a descrição e caracterização da área em
questão? A área está localizada em terras públicas? 
Houve exploração de madeira, desmatamento, dano
ou destruição da vegetação? 
Qual a dimensão da área degradada? 
A área degradada está inserida em Unidade de
Conservação ou de espaço territorial especialmente
protegido? 
Foram atingidas áreas de preservação permanente? 
Como foi feita a retirada ou interferência na
vegetação?
 Quais os equipamentos utilizados? 
Quais os danos ambientais causados na área
examinada? Dentre esses danos, houve
impedimento ou dificuldades para que ocorresse ou
ocorra a regeneração natural de florestas e demais
formas de vegetação? 
Qual a quantidade e o valor monetário estimados dos
recursos florestais extraídos? 
É possível valorar, para fins de reparação, o dano
ambiental causado no local? 
Os danos ambientais ocorreram no período
reprodutivo ou afetaram espécies raras ou
ameaçadas de extinção? 
É possível precisar o período em que ocorreu o
desmatamento? 
A exploração ou atividades ocorridas na área foram
realizadas sem autorização do órgão competente ou
em desacordo com ela? 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
Remoção total ou de grande parte da vegetação florestal de um ambiente natural, causando
alterações drásticas no ecossistema. Materiais e documentação comumente utilizados: nome
da propriedade, nome do posseiro ou proprietário, localização com coordenadas geográficas,
croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos administrativos
expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo proprietário, termo de
embargo e registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas (com a averbação da
Reserva Legal, se houver).
8.8. LOCAIS DE DESMATAMENTO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
49
Observam-se animais moribundos ou mortos no local que tenham sido diretamente
afetados em decorrência de alterações ambientais? 
Identificam-se as espécies afetadas? 
Há espécies endêmicas? Estão protegidas por lei? 
Há espécies indiretamente afetadas (decorrente de prejuízo de rotas de migração,
abrigos e fontes de alimentação)? 
1.
2.
3.
4.
Remoção total ou de grande parte da vegetação florestal de um ambiente natural, causando
alterações drásticas no ecossistema. Materiais e documentação comumente utilizados: nome
da propriedade, nome do posseiro ou proprietário, localização com coordenadas geográficas,
croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos administrativos
expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo proprietário, termo de
embargo e registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas (com a averbação da
Reserva Legal, se houver).
8.9. LOCAIS DE DANOS À FAUNA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
50
8.10. LOCAIS DE DANOS À FLORA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Exames realizados para determinar dano à flora nativa ou exótica. Utilizado nos casos em
que não caiba desmatamento, como exploração seletiva e impedimento de regeneração.
Locais e materiais comumente sob análise: nome da propriedade, nome do posseiro ou
proprietário, localização (se possível com coordenadas geográficas), como chegar ao local
com croqui ou mapa, autos de infração, licenças ambientais ou outros documentos
administrativos expedidos por órgão competente para as ações desenvolvidas pelo
proprietário, termo de embargo, registro do imóvel com as delimitações georreferenciadas
(com a averbação da Reserva Legal, se houver). 
QUESITOS BÁSICOS
1.O local examinado se encontra em unidade de conservação federal, zona de
amortecimento de unidades de conservação federal ou terras indígenas? 
2.Foram atingidas áreas de preservação permanente - APP? 
3.Houve danos à flora? 
4.O que causou esses danos? 
5.As espécies vegetais afetadas são raras ou ameaçadas de extinção? 
6.É possível valorar, para fins de reparação, o dano ambiental causado no local? 
7.É possível valorar os recursos ambientais explorados na área? 
8.É possível precisar a data em que ocorreu o dano ambiental? 
9.De acordo com os documentos apresentados previamente, o local questionado se
encontra em terras públicas? 
10.A área com danos ambientais se encontra no interior do imóvel, conforme memorial
descritivo ou documentação anexada, pertencente à União? 
11.O local dos danos poderia ser caracterizado como de nidificação, abrigo ou criadouro
natural? 
12.Houve modificação, danificação ou destruição de área de nidificação, abrigo ou
criadouro natural? 
51
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
8.11. LOCAIS DE SINISTRO EM OBRAS DE ENGENHARIA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Proceder exame de qualquer sinistro de obra de engenharia, relacionado a falhas de
projeto ou procedimentos, cuja análise envolva conhecimentos específicos da área.
QUESITOS BÁSICOS
Qual foi a obra de engenharia examinada?
Quais as condições de uso e conservação da obra examinada?
O uso da obra de engenharia estava adequado aos fins para que foi projetada?
Qual foi a causa do sinistro?
A causa do sinistro está relacionada a falhas técnicas de projeto ou de execução?
1.
2.
3.
4.
5.
8.12. EXAME PARA CONSTATAÇÃO DE DESVIO DE
RECURSOS PÚBLICOS NA EXECUÇÃO DE OBRA
DE ENGENHARIA 
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
São exames realizados em diversas tipologias de obras,
tais como edificações, estradas, abastecimento de água,
drenagem, sistema de esgotamento sanitário, aterro
sanitário, instalações prediais, obras de arte especial,
pavimentação, terraplanagem, fundações, estruturas de
contenção, dentre outras, que envolvam a realização de
exame de local com a finalidade de identificar a ocorrência
de desvio de recursos públicos na execução de obras
públicas, sendo, a análise pericial, focada em aspectos de
engenharia, como quantidade executada, qualidade e
custos dos serviços analisados. 
QUESITOS BÁSICOS
Descrever a obra (visa a individualizar o objeto e descrever as condições atuais de
conservação consideradas na perícia) 
A obra foi executada de acordo com as Especificações e Projetos? 
Os quantitativos previstos correspondem aos serviços executados? 
Foi constatada a ocorrência de superfaturamento (ou dano ao Erário) por qualidade
insuficiente ou quantidades medidas/pagas a mais que executadas? Em caso positivo,
qual o montante?
Foram constatadas outras incoerências ou discrepâncias técnicas na obra analisada,
tendo em vista as práticas correntes de engenharia?
1.
2.
3.
4.
5.
Outros Exames de Engenharia Legal e Meio Ambiente mais comuns. Nestes tipos de
exames, há a necessidade de determinação do foco de investigação em casosque
envolvam obras públicas ou serviços de engenharia, solicita-se que a autoridade policial
responsável pela investigação realize contato com o gestor da unidade do ITEP/RN mais
próxima, visando ao trabalho conjunto na definição da abordagem do caso concreto e
elaboração de quesitos, com vista a otimizar o planejamento e esforços despendidos no
sentido de fazer os melhores esclarecimentos e dar maior celeridade aos exames.
Para demais exames que não estejam listados abaixo, a autoridade requisitante pode
contatar o ITEP/RN para averiguar a possibilidade de realização da perícia. 
8.13. OUTROS EXAMES 
8.13.1. EXAME CARTOGRÁFICO
Utilizado para casos em que se necessite concluir sobre os posicionamentos
planialtimétricos de pontos, linhas e/ou áreas e seus relacionamentos espaciais com outros
elementos, por análise de documentos cartográficos e/ou análise em campo. Laudos de
exames de locais, imóveis e projetos de engenharia quanto à natureza de sua topografia e
georreferenciamento expressos em mapas, cartas, plantas, memoriais descritivos e afins,
analógicos ou digitais.
8.13.2. ANÁLISE DE MATERIAIS
Exame de materiais que tenham sido questionados
quanto à composição química, estrutura
metalográfica ou resistência mecânica. Também
atende a análise de qualquer material sob o qual
exista suspeita de estar fora das suas
especificações e, dessa forma, tenha dado origem
ao dano investigado. Análises mais comuns: falhas
em componentes mecânicos, metalografia, ensaios
mecânicos e revelação de caracteres identificadores.
52
8.13.3. EXAME DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Exame de máquinas e/ou equipamentos, seja em itens unitários, em mais de um item ou
em um sistema mecânico que realize determinada tarefa. O exame é realizado em qualquer
máquina ou equipamento quando se questiona se o preço contratual corresponde ao de
mercado, se a qualidade prevista em contrato foi atendida e se as quantidades contratuais
foram instaladas. O quesito também pode ser elaborado objetivando elucidar as possíveis
causas de algum acidente. Tipos de máquinas e equipamentos mais comumente
examinados: sistema de transporte (elevadores, escadas rolantes), sistemas de ar
condicionado e sistema industrial (sistemas mecânicos destinados à produção).
8.13.5. EXAME DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIMES
Realizar a identificação taxonômica do espécime animal ou vegetal por meio de
características morfológicas e/ou anatômicas, estabelecer se pertencem à fauna/flora
brasileira ou exótica, como também averiguar se pertence(m) a(s) listas de espécies
ameaçadas de extinção. Busca-se também determinar a ocorrência de matança, caça,
posse, guarda ou utilização de espécimes da fauna silvestre ou migratória sem a devida
permissão, licença ou autorização, ou em desacordo com as obtidas, incluindo vistorias em
criadouros e mantenedores de animais.
8.13.6 LOCAIS DE CULTIVO DE MACONHA
Exames de locais de plantio de maconha
visando caracterizar o local e delimitar
localização geográfica, os equipamentos
constantes no local, o número estimado de
plantas cultivadas, coletar amostras para
análises e, se possível, buscar vestígios de
autoria. 
8.13.4. LOCAIS DE ACIDENTES DE TRABALHO
Exames com atribuição para determinar a causa do evento, decorrente de fator pessoal de
insegurança, de fator de risco, condições inseguras de trabalho ou ação insegura de
terceiros. Tais exames são realizados com o escopo de atender ao preconizado nas leis,
portarias e normas técnicas que regulamentam a matéria.
53
Exames realizados para colher dados que subsidiem comparações e análises com o objetivo
de verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de determinado modo, indicando
a dinâmica do fato em apuração, permitindo a realização de testes de hipótese, fortalecendo
a prova material e facilitando a compreensão das conclusões periciais.
Este exame também pode ser requerido assistido por computador, em que pode ser
elaborada reprodução tridimensional de um crime através de cenários 3D por meio de
softwares de computação gráfica.
9. SETOR DE REPRODUÇÃO
SIMULADA DOS FATOS
(SRSF)
54
Para solicitações de Reprodução Simulada dos Fatos, é importante que a autoridade
solicitante envie um ofício com a descrição e os autos do processo investigativo ou
judicial refernte ao caso. 
O perito criminal designado para proceder o Exame irá fazer uma avaliação prévia do
caso baseado nos autos e irá informar ao Instituto de Criminalística os recurso humanos
e materiais necessários para realização da reprodução.
O Instituto de criminalística irá oficiar o solicitante para fornecimento do material de sua
competencia, bem como agendar a data e hora para realização do Exame. 
Na data e hora marcada é importante que o solicitante esteja presente e o local esteja
guarnecido, devido à segurança à equipe pericial e à boa condução do Exame pericial
1.
2.
3.
4.
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
QUESITOS BÁSICOS 
Solicitamos realização de REPRODUÇÃO SIMULADA, na forma do artigo 7º do Código de
Processo Penal. Por oportuno, encaminhamos cópia do Inquérito Policial em curso.
 Setor de Química Forense (SQF) -
Horário de funcionamento: plantão 24
horas;
 Setor de Toxicologia Forense (STF) -
Horário de funcionamento: plantão 12
horas;
 Setor de Biologia Forense (SBIO) -
Horário de funcionamento:
expediente administrativo.
O NLPF é composto pelos seguintes
setores:
1.
2.
3.
NÚCLEO DE
LABORATÓRIO DE
PERÍCIAS FORENSES -
NLPF
SEI: ITEP-IC-NLPF
55
10. SETOR DE QUÍMICA FORENSE -
SQF
O Setor de Química Forense destina–se à realização de análises em drogas de abuso,
substâncias voláteis inalantes (solventes orgânicos), produtos farmacêuticos, combustíveis,
bebidas alcóolicas, agrotóxicos, resíduos de incêndio e resíduos de disparo de arma de fogo,
bem como em substâncias desconhecidas em material bruto e diverso com suspeita de conter
produtos químicos. Utiliza, nas suas análises, testes colorimétricos e técnicas da química
analítica, como Cromatografia em Camada Delgada, Espectroscopia Raman, Espectroscopia do
Infravermelho e Cromatografia Gasosa Acoplada a Espectrometria de Massas.
Pela sua natureza, o laudo de constatação não apresenta resposta aos quesitos e estes são
devidamente respondidos em seu respectivo laudo químico definitivo.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
O exame de constatação é realizado para fins de lavratura do
auto de prisão em flagrante e estabelecimento da
materialidade do delito, em que se informa a natureza e
quantidade da droga. Dessa forma, o laudo de constatação é
um exame realizado especificamente em hipóteses nas quais
se encontra presente o requisito da urgência, tendo em vista
sua natureza provisória, para que seja utilizado como base
probatória necessária que justifique a limitação do direito
fundamental de liberdade, o qual será atingido em casos de
prisão em flagrante.
10.1. EXAM E DE CONSTATAÇÃO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Nesse exame, o material suspeito apreendido é analisado utilizando testes rápidos de caráter
preliminar, como exames colorimétricos para triagem de canabinóides, cocaína, solventes
orgânicos, MDMA e micropontos (selos), com o intuito de identificar a natureza do material
apreendido. O referido laudo irá conter a natureza e quantidade de droga.
56
Exame de caráter definitivo a fim de determinar massa líquida ou bruta e identificar a natureza
de amostras de materiais suspeitos de conter Tetrahidrocanabinol (ervas, plantas, sementes,
resinas ou haxixe e recargas de cigarros eletrônicos) e/ou Cocaína. Esse exame também
pode ser realizado em objetos porventura utilizados na manipulação de tais substâncias, tais
como balanças, pratos, facas, dichavadores, tábuas de corte, seringas, entre outros. 
10.2. EXAME QUÍMICO DE THC E COCAÍNA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido?
Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo,
fotografar o logo/marca.
Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da
Portaria nº 344 da ANVISA?Se sim, em qual das listas?
O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou
psíquica?
O material (balança, faca, prato, etc.) enviado apresenta resíduo ou resquícios de
substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA?
Se sim, em qual das listas?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
QUESITOS BÁSICOS
É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises
empregadas, não é possível determinar origem.
Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração
e refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau
de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como
objetivo identificar a natureza de substância proscrita presente.
1.
2.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
10.3. EXAME QUÍMICO DE SUBSTÂNCIAS VOLÁTEIS
DESCRIÇÃO DO EXAME
Exame em caráter definitivo empregado em materiais
líquidos desconhecidos acondicionados em diversos
recipientes (garrafas PET, bombonas e recipientes de
colírio, adoçante líquido, produtos de higiene pessoal,
entre outros) que se suspeitem da presença de
substâncias inalantes para uso recreativo, conhecidas
popularmente como loló e lança-perfume. 57
Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido?
Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo,
fotografar o logo/marca.
Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria
nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas?
O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou
psíquica?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
4.
5.
QUESITOS BÁSICOS
É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises
empregadas, não é possível determinar origem.
Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração e
refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau de
pureza e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como objetivo
identificar a natureza de substância proscrita presente.
1.
2.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
10.4. EXAME QUÍMICO DE OUTRAS
DROGAS DE ABUSO
DESCRIÇÃO DO EXAME
Exame de caráter definitivo a fim de
determinar a massa líquida ou bruta e
identificar a natureza de de materiais
questionados que possam apresentar em
sua composição substâncias controladas
e/ou proscritas tais como micropontos
(selos), comprimidos coloridos, cogumelos,
estrelas, gomas, cristais, entre outros. 
Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material apreendido?
Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material apresentado? Caso positivo,
fotografar o logo/marca.
Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria
nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas?
O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou
psíquica?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
4.
5.
QUESITOS BÁSICOS
58
Exame de caráter definitivo para análise de materiais
farmacêuticos nas formas de comprimidos, ampolas,
cápsulas e líquidos que existam a suspeita da presença
de substâncias anabolizantes ou medicamentos em sua
composição, baseando-se nos seus rótulos quando
presentes. Esse exame também pode ser realizado em
objetos porventura utilizados na manipulação de tais
substâncias, em especial, seringas.
10.5. EXAME QUÍMICO DE PRODUTO FARMACÊUTICO
DESCRIÇÃO DO EXAME
Qual a quantidade, massa/volume e acondicionamento do material apreendido?
Os produtos farmacêuticos questionados podem ser utilizados para fins abusivos (por
exemplo, como abortivo, anabolizante, emagrecedor etc.)?
Na data de sua apreensão, os produtos farmacêuticos questionados estavam dentro de seu
prazo de validade?
Os produtos farmacêuticos questionados estão registrados na ANVISA? Eles podem ser
importados ou comercializados no Brasil?
Quais substâncias foram detectadas nas análises realizadas nos medicamentos
questionados?
Há evidências de que os produtos farmacêuticos sejam falsificados ou adulterados?
Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria
nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas?
O material apresentado possui alguma substância capaz de causar dependência física ou
psíquica?
O material (seringa, ampola, etc.) enviado apresenta resíduo ou resquícios de substância
relacionada na atualização vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em
qual das listas?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
QUESITOS BÁSICOS
1. É possível estabelecer a origem do objeto examinado? Justificativa: Através das análises
empregadas, não é possível determinar origem.
2. Qual o seu grau de pureza e os insumos químicos utilizados no processo de elaboração e
refino? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível determinar grau de pureza
e os insumos químicos utilizados no processo de refino. O exame tem como objetivo identificar a
natureza de substância proscrita presente.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
59
3. Qual a posologia indicada para os medicamentos questionados? Justificativa: esta informação
não é relevante no contexto criminal.
4. Os medicamentos estão acompanhados de bula? Justificativa: Esta informação não é
relevante no contexto criminal.
5. Qual o valor de comercialização dos medicamentos questionados no mercado clandestino?
Justificativa: Só é possível estabelecer o valor do produto no comércio legal, não sendo o objetivo
do exame pericial.
6. Os medicamentos questionados foram adquiridos em estabelecimento sem licença da
autoridade sanitária competente? Justificativa: Não é possível determinar através das análises
periciais.
7. Há redução do seu valor terapêutico ou atividade? Justificativa: Através das análises
laboratoriais realizadas não é possível determinar valor terapêutico.
8. Possui as características de qualidade e identidade admitidas para sua comercialização?
Justificativa: Não se trata do objetivo do exame pericial.
9. Os medicamentos podem causar algum efeito colateral? Justificativa: O questionamento não
possui correlação com o exame pericial realizado.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS - CONTINUAÇÃO
Exame para análise de materiais (sólidos e líquidos) em que existam a suspeita de tratarem-se
ou de conterem produtos agrotóxicos em sua composição, baseando-se em seus rótulos quando
presentes.
10.6. EXAME QUÍMICO DE AGROTÓXICOS
DESCRIÇÃO DO EXAME
Qual a quantidade, massa/volume, natureza e características do(s) material(is)
encaminhado(s) a exame?
Há na composição dos produtos substância agrotóxica?
As substâncias encontradas nos produtos estão de acordo com o descrito nas embalagens?
Os produtos examinados possuem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento? Os produtos podem ser comercializados, importados e utilizados em território
nacional?
Quais os danos ambientais e à saúde humana que o uso dos produtos pode acarretar?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
QUESITOS BÁSICOS
O produto corresponde ao descrito na embalagem quanto à composição química?
Justificativa: Seria necessário análise quantitativa, o que não é rotina comum em exames da
Química Forense.
1.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
60
Exame para análise de resíduos de incêndio em que exista a suspeita da presença de
substâncias acelerantes e/ou combustíveis inflamáveis (álcoois, gasolina, diesel, querosene,
coquetéis molotov, entre outros) em sua composição.
10.8. EXAME QUÍMICO DE RESÍDUOS DE INCÊNDIO
DESCRIÇÃO DO EXAME
Há, no material encaminhado, substância acelerante e/ou inflamáveis? Se sim, qual?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
QUESITOS BÁSICOS
Exame de caráter definitivo para análise de materiais
líquidosem que exista a suspeita de tratarem-se de
substâncias acelerantes e/ou combustíveis inflamáveis
(álcoois, gasolina, diesel, querosene, coquetéis
molotov, etc.).
10.7. EXAME QUÍMICO DE COMBUSTÍVEIS
DESCRIÇÃO DO EXAME
Qual a quantidade, massa/volume e
acondicionamento do material apreendido?
Trata-se de substância acelerante e/ou inflamável?
Se sim, qual?
Outros esclarecimentos a critério do perito.
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
Qual a sua origem? Justificativa: Através das análises empregadas, não é possível
determinar origem.
Quesitos relacionados ao local em que ocorreu a apreensão. Justificativa: As análises são
realizadas exclusivamente no material encaminhado, não sendo possível correlacionar
com o local de apreensão.
Quesitos relacionados a apreensões de drogas e produtos farmacêuticos. Justificativa: Os
questionamentos de drogas ilícitas e produtos farmacêuticos não se aplicam.
1.
2.
3.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
61
10.9. EXAME EM LOCAL DE TRÁFICO DE DROGAS - LABORATÓRIOS QUÍMICOS
DESCRIÇÃO DO EXAME
Após o imediato isolamento da área, a autoridade policial pode requisitar a perícia no local do
laboratório químico. No local é possível avaliar a existência de diversos objetos destinados à
manipulação da droga, como prensas industriais, balanças, fornos, formas, entre outros, além
das próprias substâncias e insumos utilizados na produção. Muitas vezes os equipamentos
encontrados possuem vestígios dessas substâncias. 
No caso da existência de prensas industriais, é possível avaliar os pinos de punção dos
comprimidos, a fim de averiguar se as características do equipamento batem com outras
drogas apreendidas no Estado. Dessa forma, será possível determinar se tais substâncias
também tinham origem naquele laboratório.
Neste tipo de perícia é importante destacar que uma equipe de peritos do Setor de Biometria
e Papiloscopia aplicada poderá se deslocar em conjunto com os peritos do Setor de Química
Forense para tentar localizar, no imóvel, fragmentos de digitais que, posteriormente, possam
comprovar quem esteve no imóvel.
QUESITOS BÁSICOS
Qual a quantidade, massa e acondicionamento do material encontrado no local?
Existem "logos" ou "marcas" que identifiquem o material? Caso positivo, fotografar o
logo/marca.
Foi detectada alguma substância relacionada na atualização vigente do Anexo I da
Portaria nº 344 da ANVISA? Se sim, em qual das listas?
O(s) objeto(s) constante(s) no local apresenta(m) resíduo ou resquícios de substância?
Qual?
A substância porventura detectada no objeto examinado está relacionada na atualização
vigente do Anexo I da Portaria nº 344 da ANVISA?
A(s) substância(s) identificada(s) no local é(são) capaz(es) de causar dependência física
ou psíquica?
Há impressões papiloscópicas no(s) objeto(s) pericado(s)? Em caso positivo, as
impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos revelados e coletados apresentam
condições técnicas para exames periciais de confronto? (Quesito a ser respondido pelo
Setor de Biometria e Papiloscopia aplicada).
Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos
coletados em batimento com as impressões digitais constante no banco de dados? Em
caso positivo, solicito pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em
objeto/local de crime. (Quesito a ser respondido pelo Setor de Biometria e Papiloscopia
aplicada).
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
(Os quesitos aqui apresentados não se aplicam a todas as situações, sendo necessário
adequar a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao
fato). 62
11. SETOR DE TOXICOLOGIA
FORENSE - STF
O Setor de Toxicologia Forense tem como finalidade detectar, identificar e/ou quantificar, em
matrizes biológicas post mortem (ex.: sangue, urina, humor vítreo, vísceras, conteúdo
estomacal) ou ante mortem (sangue e urina), substâncias químicas que podem apresentar
efeitos nocivos ao organismo. 
A toxicologia forense é uma importante ferramenta na materialização do crime uma vez que
através dos exames realizados pelo setor é possível constatar a presença de substâncias
tóxicas que influenciarão na elucidação de eventos relacionados aos fatos investigados como,
por exemplo, o desempenho de indivíduos que se envolveram em um acidente de trânsito, ou
substâncias que tenham sido a causa de morte.
O exame visa realizar análise quantitativa de etanol em amostras biológicas post-mortem e in
vivo. As amostras recomendas para esta análise são sangue femoral (amostra post-mortem),
humor vítreo (cadáver em decomposição) e sangue venoso (pessoas vivas).
Tem como objetivo contribuir na elucidação de casos em que exista suspeita de intoxicação,
em vítimas de acidentes de trânsito e em casos de condutor embriagado. Esses exames são
solicitados por médicos legistas ou por delegado de polícia civil.
11.1. EXAME DE DOSAGEM ALCÓOLICA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Há presença de etanol na(s) amostra(s)? Se sim, qual a(s) concentração(ões)?
A concentração de álcool encontrada é capaz de causar efeitos psicoativos?
1.
2.
QUESITOS BÁSICOS
É possível determinar quando ocorreu a ingestão da substância? Justificativa: A análise visa
informar a concentração detectada na amostra, não sendo possível determinar o momento
de ingestão.
1.
QUESITOS NÃO RECOMENDADO
63
O exame possui o objetivo de determinar a presença de
drogas de abuso, fármacos ou praguicidas (venenos)
em amostras biológicas de pessoas vivas, a fim de
contribuir na elucidação de casos cujo consumo de
substâncias tóxicas possa estar relacionado a fatos de
interesse forense.
Destaca-se neste exame a pesquisa de “drogas
facilitadoras de crime” (DFC), que são substâncias
químicas administradas à vítima, sem o seu
consentimento, com o objetivo de alterar ou prejudicar o
seu comportamento, incapacitando sua tomada de
decisões, para realizar um crime, sendo os mais
comuns o estupro ou outro ato sexual, roubo e extorsão
de dinheiro. Esse golpe também é conhecido como
"Boa noite, Cinderela".
11.2. EXAME TOXICOLÓGICO IN VIVO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O tempo é um fator crucial no sucesso dos exames. É importante que a coleta das amostras
biológicas seja feita o mais breve possível, sob a pena de se perder a prova do crime. Em casos de
suspeita do uso de DFC's (benzodiazepínicos, cetamina, GHB, etc) recomendamos o envio da
vítima ao ITEP a fim de proceder a coleta imediata de amostras para análise. As principais matrizes
biológicas analisadas são sangue, para casos que envolvem suspeita de exposição recente
(inferior a 12h) e urina, para casos com suspeita de exposição em até 05 dias. As coletas são
realizadas no ITEP todos os dias da semana, sem restrição de dia e hora.
Quais substâncias de interesse toxicológico foram encontradas no material biológico da vítima?
Qual a natureza das substâncias encontradas?
Quais efeitos tóxicos podem ser provocadas por essa substância?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
A determinação quantitativa de etanol em sangue é um exame toxicológico previsto no art. 306º do
Código Brasileiro de Trânsito e obrigatório para as vítimas fatais de acidentes de trânsito, segundo
o art. 11º da Resolução Nº 432 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), publicada em 23 de
janeiro de 2013.
É importante que haja especial atenção em situações nas quais os condutores envolvidos em
acidentes de trânsito são socorridos para unidades hospitalares. Nesses casos, quanto maior a
demora na obtenção de amostras biológicas, maior será a perda das substânicas de interesse
toxicológico a serem identificadas em virtude de processos de metabolização e excreção.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
64
O exame visa pesquisar praguicidas em amostras biológicas
coletadas pelo IML em investigação de crimes com vítimas
fatais, onde há suspeita de que praguicidas (venenos) possam
ter contribuído com a causa da morte do indivíduo. 
São exemplos de substâncias pesquisadas nestes exames:
organofosforados, piretroides, carbamatos, entre outros.
11.4. EXAME TOXICOLÓGICO POST-MORTEM PARA
PRAGUICIDAS
DESCRIÇÃO DO EXAME
O examevisa pesquisar drogas de abuso e/ou fármacos em amostras biológicas coletadas pelo
IML em investigação de crimes com vítimas fatais, onde há suspeita de que substâncias possam
ter contribuído com a causa da morte do indivíduo. Os exames também são utilizados para realizar
pesquisa de drogas de abuso ou de medicamentos em vítimas de homicídio e morte acidental, pois
pode haver correlação entre o consumo de drogas e as circunstâncias que causaram a morte. São
exemplos de substâncias pesquisadas nestes exames: cocaína, anfetaminas, substâncias
depressoras do sistema nervoso central, como opioides, antidepressivos e benzodiazepínicos,
entre outras.
11.3. EXAME TOXICOLÓGICO POST-MORTEM PARA FÁRMACOS E DROGAS E ABUSO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O exame tem como objetivo determinar a presença de drogas
de abuso, fármacos ou praguicidas em amostras não
biológicas. Pode-se citar como exemplos a análise de
comprimidos em casos de suicídio; a detecção de vestígios de
drogas ilicítas em materiais coletados em locais de crime; a
pesquisa de substâncias químicas (venenos) em alimentos,
em casos de suspeita de envenenamentos.
11.5. EXAME TOXICOLÓGICO EM ALIMENTOS E
MATERIAIS DIVERSOS
DESCRIÇÃO DO EXAME
Quais substâncias de interesse toxicológico foram
encontradas no material biológico da vítima?
Qual a natureza das substâncias encontradas?
Quais efeitos tóxicos podem ser provocadas por essa
substância?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS COMUNS AOS EXAMES 12.3 A 12.4
65
12. SETOR DE BIOLOGIA FORENSE -
SBIOF
O setor de Biologia Forense destina-se à realização de perícias que envolvam a identificação de
vestígios biológicos, como sangue e sêmen, em objetos e/ou materiais coletados no corpo da
vítima, no(a) suspeito(a) ou em local de crime. 
O exame é destinado para Pesquisa Sangue Humano em vestígios biológicos e em
suportes/objetos coletados em locais de crime pelo Núcleo de Perícias Externas do IC ou pelas
Delegacias de Polícia Civil, visando subsidiar processos investigativos principalmente em que
existam suspeitas da presença de sangue humano.
Para o exame utilizam-se luzes forenses e teste imunocromatográfico, o qual determina a presença
de hemoglobina humana (hHb). Quando solicitado, em caso de resultado positivo e quando houver
material biológico de referência, a amostra é encaminhada para o Laboratório de Genética Forense
para exame de confronto genético, visando identificar a quem pertence o sangue humano
analisado.
12.1. EXAME DE PESQUISA DE SANGUE HUMANO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O(s) material(is) encaminhado(s) para exame apresenta(m) vestígio(s) de sangue?
É sangue humano?
Caso positivo, é possível identificar algum perfil genético? O perfil genético encontrado é
compatível com o da vítima(s) e/ou do suspeito(s)?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
Em caso de positivo para sangue humano, qual o tipo sanguíneo e fator RH? Justificativa:
Este setor não realiza exames de tipagem sanguínea e de determinação de fator Rh, tendo
em vista que esse exame é pouco conclusivo.
1.
66
O exame é destinado à Pesquisa e Identificação de Sêmen em amostras coletadas de vítimas de
crimes sexuais pelo Instituto de Medicina Legal, em suportes/objetos coletados em locais de crime
pelo Núcleo de Perícias Externas do IC ou materiais encaminhados pelas Delegacias de Polícia
Civil, visando subsidiar processos investigativos principalmente em que existam suspeitas de
crimes sexuais. 
O exame é realizado por meio de luzes forenses, por teste imunocromatográfico para a detecção
de antígeno prostático específico (PSA) e pesquisa de espermatozoide através de microscopia
óptica. Quando solicitado, em caso de resultado positivo e quando houver material biológico de
referência, a amostra é encaminhada para o Laboratório de Genética Forense para exame de
confronto genético, visando identificar a quem pertence o sêmen detectado.
12.2. EXAME DE PESQUISA DE PSA E ESPERMATOZÓIDE
DESCRIÇÃO DO EXAME
O(s) material(is) encaminhado(s) apresenta(m)
vestígios de espermatozóide e sêmen?
Caso positivo, é possível identificar algum perfil
genético? O perfil genético encontrado é
compatível com o da vítima(s) e/ou do
suspeito(s)?
1.
2.
QUESITOS BÁSICOS
O exame é destinado para Pesquisa do hormônio Gonadotrofina Coriônica (hCG) em amostras de
sangue ou de urina coletadas de pessoas com suspeitas de gravidez. O exame deve ser solicitado
através de Médico Legista ou Delegado de Polícia Civil, visando subsidiar processos investigativos
em que o teste de gravidez possua relevância.
12.3. EXAME TESTE DE GRAVIDEZ (PESQUISA DE HCG)
DESCRIÇÃO DO EXAME
De acordo com o exame de gravidez, é possível afirmar se a vítima está grávida?1.
QUESITOS BÁSICOS
Em qual período da gestação se encontra? Justificativa: O exame possui caráter qualitativo,
não sendo possível inferir a concentração do hormônio que se baseia para determinar período
gestacional.
1.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
67
SEI: ITEP-LAB-DNA
LABORATÓRIO DE
GENÉTICA FORENSE
13. SETOR DE GENÉTICA FORENSE
A genética forense desempenha um papel crucial na investigação criminal, fornecendo
informações valiosas para a resolução de casos e ajudando a estabelecer a verdade em
processos judiciais. Por meio da análise do DNA, a genética forense permite a identificação
precisa de indivíduos, a conexão entre suspeitos e evidências, a determinação de
relações familiares e até mesmo a reconstrução de eventos ocorridos em crimes. Com
avanços tecnológicos, como a amplificação do DNA e a sequenciação genética, a genética
forense alcançou uma precisão sem precedentes, aumentando a confiabilidade das evidências e
a confiança na justiça. Sua importância na aplicação da lei e na resolução de crimes é inegável,
tornando-a uma ferramenta indispensável para os profissionais da área e uma esperança para
as vítimas e suas famílias em busca de justiça.
Os exames realizados no Laboratório de Genética Forense que envolvem a análise de material
genético podem ser divididos em dois grupos principais: Identificação Genética e Vínculo
Genético. Na Identificação Genética, o objetivo é atribuir origem ao material genético contido em
vestígios biológicos, auxiliando na materialização de delitos. Já no Vínculo Genético, busca-se
determinar as relações familiares entre os indivíduos, bem como a identificação de pessoas
desaparecidas ou vítimas de desastres e massa.
69
São exames genéticos comparativos nos quais é realizado confronto do perfil genético obtido do
vestígio com o perfil genético obtido da(s) amostra(s) de referência. Esses exames são
aplicáveis nos crimes contra a vida e o patrimônio, crimes de natureza sexual, crimes de tráfico
de drogas, locais de crime, entre outros.
Por se tratar de exame comparativo é de extrema relevância que o suspeito e/ou vítima seja
encaminhado para levantamento de perfil genético e posterior confronto com os perfis obtidos
das amostras questionadas (vestígios) enviadas para análises. Essa abordagem é denominada
de “caso fechado”. São exames genéticos comparativos nos quais é realizado confronto do perfil
genético obtido do vestígio com o perfil genético obtido da(s) amostra(s) de referência. 
13.1. IDENTIFICAÇÃO GENÉTICA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Esses exames são aplicáveis nos crimes
contra a vida e o patrimônio, crimes de
natureza sexual, crimes de tráfico de drogas,
locais de crime, entre outros. Por se tratar
de exame comparativo é de extrema
relevância que o suspeito e/ou vítima seja
encaminhado para levantamento de perfil
genético e posterior confronto com os perfis
obtidos das amostras questionadas
(vestígios) enviadas para análises. Essa
abordagem é denominada de “caso
fechado”.
O perfil genético obtido é passível de confronto? Caso positivo, é compatível com aquele
obtido a partir do material de referência coletado de FULANO DE TAL?
O(s) perfil(is) genético(s) eventualmente obtido(s) a partir do material questionado é(são)
compatível(is) com algum dos demais perfis genéticos já cadastrados no Banco de Perfis
Genéticos?
(Os quesitos aqui apresentados nãose aplicam a todas as situações, sendo necessário
adequar a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao
fato).
Quesitos para casos fechados (casos em que as amostras de referência são enviadas
para que os perfis genéticos de seus fornecedores possam ser comparados com os
perfis genéticos obtidos a partir de amostras questionadas)
1.
Quesito para casos abertos (casos em que existem apenas amostras questionadas)
1.
QUESITOS BÁSICOS
Qual é o tipo sanguíneo e/ou fator Rh e/ou grupo sanguíneo do material encaminhado?
Justificativa: Trata-se de um método obsoleto de baixo poder de discriminação entre
indivíduos. Dispensável, dada a disponibilidade e as vantagens dos exames genéticos.
É possível a determinação da feição, estatura, cor do cabelo, cor da pele etc.? Justificativa:
A tecnologia de obtenção de informações genéticas difundida entre os laboratórios forenses
não permite revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto
determinação genética de gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais
sobre direitos humanos, genoma humano e dados genéticos.
O perfil genético obtido é compatível com o de um parente de FULANO DE TAL?
Justificativa: A tecnologia de obtenção de informações genéticas difundida entre os
laboratórios forenses não permite inferir questões amplas de vínculo genético. É necessário
que haja uma hipótese específica de qual vínculo genético ou de linhagem (matrilínea ou
patrilínea) que se busca.
1.
2.
3.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
70
Exames genéticos que visam a vincular pessoa ou vestígios a outras pessoas relacionadas à
questionada ou ao depositante do vestígio biológico. Utilizado, por exemplo, nos casos de
paternidade, paternidade reversa, restos mortais de pessoas desaparecidas ou em acidentes e
desastres de massa.
13.2. VÍNCULO GENÉTICO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O perfil genético eventualmente obtido a partir do material de referência coletado de
FULANO(A) é compatível com o de um(a) filho(a) biológico(a) de SICRANO e BELTRANA?
O perfil genético eventualmente obtido a partir do material de referência coletado de
FULANO(A) é compatível com o de um pai biológico OU de uma mãe biológica de
SICRANO(A) e BELTRANO(A)?
O(s) perfil(is) genético(s) eventualmente obtido(s) a partir do material questionado é(são)
compatível(is) com o perfil do(a) (informar o suposto grau de parentesco, como suposto(a)
filho(a), suposto pai, suposta mãe) biológico(a) de FULANO e/ou BELTRANO e/ou SICRANO
e/ou (...)?
(Os quesitos aqui apresentados não se aplicam a todas as situações, sendo necessário adequar
a solicitação ao caso concreto, selecionando os quesitos realmente pertinentes ao fato).
Quesito para casos de determinação de paternidade:
1.
Quesito para casos de determinação de paternidade reversa:
1.
Quesito para casos de vínculos genéticos de restos mortais de pessoas desaparecidas
(desaparecidos, acidentes e desastres de massa):
1.
QUESITOS BÁSICOS
O cadáver é de FULANO? Justificativa: Quando não é encaminhado para exames nenhum
material de referência para a identificação, pois os exames genéticos são comparativos.
1.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
71
II/ITEP
INSTITUTO DE
IDENTIFICAÇÃO
Este setor é responsável por processar vestígios a fim de revelar e coletar impressões
papiloscópicas em objetos relacionados a prática de delitos e comparar estas marcas com os
bancos de dados de impressões padrões a fim de atestar a autoria das impressões.
Destaca-se que o setor de Perícias de Biometria e Papiloscopia Aplicada é um setor
vinculado ao Instituto de Identificação. No entanto, tendo em vista a relação com as áreas
da criminalística, está sendo abordada neste manual.
14. SETOR DE PERÍCIAS DE
BIOMETRIA E PAPILOSCOPIA
APLICADA (SBPA)
73
Os vestígios de interesse papiloscópico
merecem atenção especial em relação ao seu
manuseio, de modo a preservar eventuais
impressões papilares contidas no suporte.
O primeiro passo no manuseio de vestígios de
interesse papiloscópico é identificar a região de
interesse do objeto (região do objeto onde o
contato é mais comum durante o seu uso
normal, aumentando a probabilidade de se
encontrar impressões papilares). Com a região
de interesse definida, deve-se manusear o
vestígio com o auxílio de luvas e evitando o
contato com a superfície previamente definida.
O acondicionamento do vestígio deve ser feito
de forma a minimizar o contato do invólucro
com as superfícies do objeto, devendo ser
encaminhado o mais rápido possível para o
Setor de Perícias em Biometria e Papiloscopia
Aplicadas (SBPA/NI/II/ITEP) para que o exame
pericial seja realizado.
RECOMENDAÇÕES SOBRE O MANUSEIO
DOS VESTÍGIOS:
Há impressões papiloscópicas no(s) objeto(s) pericado(s)? Em caso positivo, as
impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos revelados e coletados apresentam
condições técnicas para exames periciais de confronto?
Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos
coletados em batimento com as impressões digitais constante no banco de dados? Em
caso positivo, solicito pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em
objeto/local de crime.
Há outros dados julgados úteis?
1.
2.
3.
14.1. EXAME DE LEVANTAMENTO PAPILOSCÓPICO 
14.2. EXAME DE CONFRONTO PAPILOSCÓPICO 
QUESITOS BÁSICOS 
Descrição do Exame: Levantamento de impressões papiloscópicas latentes
Objetivo: Revelar impressões latentes em vestígios coletados em local de crime ou
provenientes de autoridade solicitante competente e fazer a pesquisa no sistema AFIS
(Automated Fingerprint Identification System) das digitais levantadas pelos Peritos, a fim de
determinar, de forma inequívoca, a identidade de quem as produziu.
Descrição do Exame: Confronto papiloscópico entre material questionado e material padrão
(a ser informado por autoridade)
Objetivos: Fazer a pesquisa no AFIS (Automated Fingerprint Identification System) das
digitais recebidas pelos Peritos, a fim de determinar, de forma inequívoca, a identidade de
quem as produziu.
As impressões papilares ou fragmentos papiloscópicos encaminhados apresentam
condições técnicas para confronto?
 Há possibilidade de identificação de pessoas através das impressões ou fragmentos
encaminhados com as impressões digitais do banco de dados? Em caso positivo, solicito
pesquisa em AFIS das impressões papiloscópicas coletadas em objeto/local de crime.
As impressões digitais encaminhadas pertencem a [QUALIFICAÇÕES DOS INDIVÍDUOS
- com maior quantidade de informações disponíveis].
Há outros dados julgados úteis?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS 
14.3. PESQUISA FACIAL NO SISTEMA ABIS
Descrição do Exame: Confronto biométrico entre a face questionada e a face padrão (a ser
informada por autoridade).
Objetivo: Fazer a pesquisa no ABIS (Automated Biometric Identification System) das faces
recebidas pelos Peritos, a fim de determinar a identidade de quem as produziu.
74
75
O indivíduo cuja imagem de face está presente no(s) instante(s) XXX (s) do vídeo
encaminhado é [QUALIFICAÇÃO DO INDIVÍDUO - com maior quantidade de informações
disponíveis]?
O indivíduo cuja imagem de face está presente na(s) fotografia(s) (se necessário, apontar a
imagem da face na fotografia) encaminhada(s) a exame é [QUALIFICAÇÃO DO
INDIVÍDUO - com maior quantidade de informações disponíveis]?
As imagens de face presentes nas(s) fotografia(s) e no(s) instante(s) XXX do(s) vídeo(s)
encaminhado (s) a exame são do mesmo indivíduo?
As imagens de face presentes na(s) fotografia(s) encaminhada(s) a exame são do mesmo
indivíduo?
Há outros dados julgados úteis?
1.
2.
3.
4.
5.
QUESITOS BÁSICOS 
As impressões papilares reveladas nos vestígios encaminhados ao SBPA ou em local de crime
são fotografadas e submetidas ao processo de tratamento digital com auxílio de softwares
próprios de edição de imagem com a finalidade de melhorar a visualização das cristas papilares
presentes nas imagens. Essas imagens são inseridas no AFIS do ITEP, onde serão
pesquisadas utilizando o22
4. SETOR DE BALÍSTICA FORENSE – SBF................................................................. 23
4.1. Exame de ca racterização em material balístico........................................................ 23
4.2. Exame de eficiê ncia em arma de fogo e/ou elementos de munição......................... 24
4.3. Exame de revelação de numeração......................................................................... 25
4.4. Exame de microcomparação balística...................................................................... 26
5. SETOR DE PERÍCIAS DE INFORMÁTICA E AUDIOVISUAIS - SIA......................... 28
5.1. Exame pericial de equipamento de informática........................................................ 28
5.2. Exame pericial em audiovisual.................................................................................. 29
SUMÁRIO
5.3. Exame peric ial em material videofonográfico.......................................................... 30
5.4. Exame pericial em vestígio digital............................................................................. 31
5.5. Exame pericial em local de crime envolvendo equipamentos computacionais......... 32
NÚCLEO DE PERÍCIAS EXTERNAS - NPE................................................................... 34
6. SETOR DE PERÍCIAS EM LOCAL DE CRIME CONTRA A VIDA (SCCV)................ 35
6.1. Exame pericial em locais de achado de cadáver...................................................... 36
6.2. Exame pericial em locais de achado de ossada....................................................... 36
6.3. Exame pericial em locais de aborto e/ou feto encontrado........................................ 37
6.4. Exame pericial em locais de ação violenta............................................................... 38
6.5. Exame pericial para pesquisa de sangue latente..................................................... 38
7. SETOR DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (SCCP).......................................... 39
7.1. Exame pericial em locais de furto............................................................................. 40
7.2. Exame pericial em locais de roubo........................................................................... 40
7.3. Exame pericial de verificação de danos.................................................................... 41
7.4. Exame pericial em máquinas eletrônicas programáveis........................................... 41
7.5. Exame pericial merceológico.................................................................................... 42
8. SETOR DE ENGENHARIA LEGAL E MEIO AMBIENTE (SELMA)........................... 44
8.1. Exame pericial em locais de incêndio....................................................................... 45
8.2. Exame pericial em locais de explosão...................................................................... 45
8.3. Exame pericial em locais de acidente de tráfego com vítima fatal ou grave lesão
corporal............................................................................................................................
46
8.4. Veículos envolvidos em ocorrência de tráfego......................................................... 47
8.5. Maus tratos de animais............................................................................................. 47
8.6. Locais de morte por eletroplessão............................................................................ 48
SUMÁRIO
8.7. Locais de furto de energia......................................................................................... 48
8.8. Locais de desmatamento.......................................................................................... 49
8.9. Locais de danos à fauna........................................................................................... 50
8.10. Locais de danos à flora........................................................................................... 50
8.11. Locais de sinistro em obras de engenharia............................................................ 51
8.12. Exame para constatação de desvio de recursos públicos na execução de obra
de engenharia..................................................................................................................
51
8.13. Outros exames........................................................................................................ 52
8.13.1. Exame cartográfico.............................................................................................. 52
8.13.2. Análise de materiais............................................................................................. 52
8.1 3.3. Exame de máquinas e equipamentos.................................................................. 53
8.13.4. Locais de acidentes de trabalho.......................................................................... 53
8.13.5. Exame de identificação de espécimes................................................................. 53
8.13.6. Locais de cultivo de maconha.............................................................................. 53
9. SETOR DE REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS (SRSF)................................. 54
NÚCLEO DE LABORATÓRIO DE PERÍCIAS FORENSES - NLPF............................... 55
10. SETOR DE QUÍMICA FORENSE - SQF................................................................... 56
10.1. Exam e de constatação............................................................................................ 56
10.2. Exame químico de THC e cocaína.......................................................................... 57
10.3. Exame químico de substâncias voláteis................................................................. 57
10.4. Exame químico de outras drogas de abu so........................................................... 58
10.5. Exame químico de produto farmacêutico............................................................... 59
10.6. Exame químico de agrotóxicos............................................................................... 60
10.7. Exame químico de combustíveis............................................................................. 61
SUMÁRIO
10.8. Exame químico de resíduos de incêndio................................................................. 61
10.9 E xame em local de tráfico de drogas - Laboratórios químicos................................ 62
11. SETOR DE TOXICOLOGIA FORENSE - STF.......................................................... 63
11.1. Exame de dosagem alcóolica................................................................................. 63
11.2. Exame toxico lógico in vivo...................................................................................... 64
11.3. Exame toxicológico post-mortem para fármacos e drogas e abuso....................... 65
11.4. Exame toxicológico post-mortem para praguicidas................................................ 65
11.5. Exame toxicológico em alimentos e materiais diversos.......................................... 65
12. SETOR DE BIOLOGIA FORENSE – SBIO............................................................... 66
12.1. Exame de pesquisa de sangue humano................................................................. 66
12.2. Exame de pesquisa de PSA e espermatozóide...................................................... 67
12.3. Exame teste de gravidez (pesquisa de HCG)......................................................... 67
LABORATÓRIO DE GENÉTICA FORENSE - LAB-DNA............................................... 68
13. SETOR DE GENÉTICA FORENSE........................................................................... 69
13.1 Identificação genética.............................................................................................. 69
13.2 Vínculo genético...................................................................................................... 71
INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO - II/ITEPbanco de dados civil (proveniente dos documentos de identificação civil
do RN) e o banco de dados criminal (oriundo das solicitações de identificação criminal por
autoridade competente) e apresentadas ao Perito Criminal para que seja feito o confronto e
confirmação ou não da identificação da impressão digital. 
Os fragmentos não identificados são salvos no banco de dados do ITEP e são confrontados
mediante novas inserções nos sistemas de identificação civil e criminal do Estado.
Para impressões palmares, é necessário solicitação da autoridade policial para coleta do
material padrão em suspeito indicado para posterior exame por Perito Criminal, visto que não
existe banco de dados de impressões palmares no ITEP.
INFORMAÇÕES SOBRE O SISTEMA AFIS (SISTEMA AUTOMATIZADO DE PESQUISA
POR IMPRESSÕES DIGITAIS):
O sistema ABIS é um sistema de biometria que utiliza tecnologia para comparar informações
biométricas de indivíduos. Neste caso, mais especificamente é voltado para a comparação da
face. Com a apresentação de uma face para confronto, o sistema retorna uma lista de possíveis
candidatos de acordo com a pontuação gerada pelo algoritmo de reconhecimento facial.
INFORMAÇÕES SOBRE O SISTEMA ABIS (AUTOMATED BIOMETRIC IDENTIFICATION
SYSTEM) :
IML/ITEP
INSTITUTO DE
MEDICINA LEGAL
 Setor de Traumatologia Forense
(STRF); 
 Setor de Sexologia Forense (SSF);
 Setor de Tanatolologia Forense
(STNF);
 Setor de Odontologia Forense (SOL).
O NML é composto pelos seguintes setores:
1.
2.
3.
4.
(Horário de funcionamento: plantão 24
horas).
NÚCLEO DE MEDICINA
LEGAL - NML
SEI: ITEP-IML-NML
77
15. SETOR DE SEXOLOGIA FORENSE -
SSF
78
CONCEITOS: 
Ato libidinoso consiste em toda ação destinada a obter prazer sexual ou relacionada à libido,
inclusive a conjunção carnal. Ato libidinoso de interesse penal é aquele gerado sob violência
física ou psíquica, lesando o direito de terceiros, em especial de vulneráveis. 
Conjunção carnal é o ato de penetrar parcial ou totalmente o pênis na vagina.
15.1 EXAME DE ATOS LIBIDINOSOS E CONJUNÇÃO CARNAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Através de exame clínico pericial minucioso e, muitas vezes com o auxílio de exames
complementares, o exame tem como objetivo buscar vestígios para constatação de crimes
contra a dignidade sexual e formular laudo pericial de acordo com a legislação vigente.
Para tanto deve ser solicitado o Exame de Corpo de Delito - Atos Libidinosos, que abrange o
Exame de Conjunção Carnal que se aplica a indivíduos do sexo genético feminino, e o exame de
Ato Libidinoso Diverso de Conjunção Carnal que se aplica a indivíduos do sexo genético
masculino.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
A requisição de exame deve ser fundamentada pela autoridade competente, devidamente
identificada e assinada, ou via Sistema Eletrônico de Informações - SEI com assinatura
digital;
Solicitar e explicitar na guia de requisição o exame de toxicológico in vivo em casos de
suspeitas de intoxicação exógena da vítima;
A vítima deve estar em posse de documento de identificação pessoal, se possível com foto e
impressão digital. Na ausência de documentos, será realizada a identificação papiloscópica; 
Nos casos em que a vítima é menor de idade, esta deverá estar acompanhada por
responsável maior de idade, conselheiro tutelar ou agente policial, munidos de documento
de identificação ou documentação profissional;
79
A vítima deverá levar o Boletim de Ocorrência, se possível;
Em caso de ter havido atendimento hospitalar, recomenda-se que a vítima leve uma cópia do
prontuário médico.
Orientar o periciando a procurar o IML o mais rapidamente possível porque as evidências
das lesões e do ato libidinoso podem desaparecer em curto tempo, inviabilizando o exame.
Há vestígios de ato libidinoso (em caso positivo, especificar);
Há vestígios de violência, e, no caso afirmativo, qual o meio empregado;
Da violência resultou para a vítima incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30
(trinta) dias, ou perigo de vida, ou debilidade permanente do membro, sentido ou função, ou
aceleração do parto, ou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável,
perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto
(em caso positivo especificar);
A vítima é alienada ou débil mental;
Houve outro meio que tenha impedido ou dificultado a livre manifestação da vontade da
vítima (em caso positivo, especificar).
1.
2.
3.
4.
5.
QUESITOS BÁSICOS
16. SETOR DE TRAUMATOLOGIA
FORENSE - STRF
O exame de lesão corporal é realizado quando o dano a integridade física atinge o corpo do
periciando, sendo importante relatar a natureza penal da lesão. Devendo ser requisitado por
uma autoridade policial ou judicial, podendo ser realizado por metodologia direta (avaliação
pericial na própria lesão) ou indireta (análise de registros médicos).
Tomando como base o artigo 129 do Código Penal Brasileiro, tem como objetivo:
1. Caracterizar a presença de dano à integridade física do periciado;
2. Determinar o instrumento ou meio de ação empregado;
3. Estimar a cronologia aproximada da lesão;
4. Atingindo tais objetivos, fornecer prova material para instrução de inquéritos policiais ou
processos criminais.
Sugestão de indicação do exame: quando a infração deixar vestígios nas áreas de
competência médico-legal ou a ela relacionadas.
16.1. EXAMES PERICIAIS EM VIVOS – LESÕES CORPORAIS
16.1.1. EXAME DE LESÃO CORPORAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do(a) periciando(a)?
Qual o instrumento ou meio que a produziu?
A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio
insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada).
Resultou perigo de vida?
Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias?
Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto?
(resposta especificada).
Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou
inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto?
(resposta especificada).
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
QUESITOS BÁSICOS
80
Identificação do periciando através de documento oficial com foto. Na falta de documentos,
realizar a identificação papiloscópica.
Menores de 18 anos ou incapazes civilmente deverão ser acompanhados do representante
legal, familiares ou designado pela autoridade policial.
Requisição da autoridade competente, devidamente carimbada e assinada, ou via SEI
(Sistema Eletrônico de Informações) com assinatura digital.
Em casos de acompanhamento e tratamento médicos prévios, há necessidade de relatório
(laudo médico) do médico assistente (aquele que acompanhou o periciado durante o
tratamento e reabilitação) contemporâneo à data do exame, constando: cuidados prestados à
vítima, evolução da doença e sequelas, se existentes.
Apresentar cópia de prontuário médico, exames de imagem com laudo, declarações e/ou
atestados emitidos pelo médico, dentista ou unidade de saúde/hospital que prestou o
atendimento.
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
Quando o exame de lesão corporal inicial não puder ser concluído devido à evolução inerente ao
objeto de análise ser essencial às elucidações da investigação criminal ou que o primeiro tenha
sido deficiente (CPP – Art. 168, §1°), um exame complementar poderá ser realizado em 30 dias
(CPP – Art. 168, §2°), a partir da data do crime.
Este exame pode ser realizado mais de uma vez, à medida que seja necessária a
complementação da pendência do exame anterior.
Tem como objetivo concluir quanto ao tempo de afastamento e a presença de sequelas das
lesões sofridas, quando estes quesitos não foram respondidos na realização do primeiro exame
no IML (verificação da evolução lesional). Atingindo tais objetivos, fornecer prova materia para
instrução de inquéritos policiais ou processos criminais.
Sugestão do exame: Quando existir pendências do primeiro exame pericial, seja devido ao
curso de evolução da lesão ser essencial à respostados quesitos, requisição de documentação
para perícia indireta ou deficiência do primeiro laudo. Podendo ser requisitada por autoridade
policial ou judiciária, de ofício do perito, requerimento do Ministério Público, ofendido ou do
acusado, ou do seu defensor.
16.1.2. EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Resultou perigo de vida?
Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias?
Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto?
(resposta especificada).
Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou
inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto?
(resposta especificada).
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
81
Tem como objetivo atender às requisições
das autoridades policiais (polícias civil, militar
e federal) e judiciárias a fim de atestar a
integridade física ou constatar lesões
corporais que determinem violação da
integridade física dos custodiados.
Sugestão do exame: Há recomendação dos
Ministérios Públicos (responsáveis pelo
controle externo da atividade policial) para
que sejam realizados exames “ad cautelam”
nos custodiados que forem considerados
suspeitos de ter sua integridade física
violada. 
Não há determinação fundamentada em lei
para realização de exames de corpo de delito
“ad cautelam” em todos os custodiados.
Conforme Resolução CFM n° 1635/2002: “é
vedado ao médico realizar exames médico-
periciais de corpo de delito em seres
humanos no interior dos prédios e/ou
dependências de delegacias, seccionais ou
sucursais de Polícia, unidades militares,
casas de detenção e presídios”.
Em caso de suspeita de tortura, explicitar e
enviar o periciando acompanhado de equipe
policial diferente da que o escolta ou equipe
diferente do presídio em que o apenado está
alocado, no horário adequado para realização
do protocolo de exame específico para
tortura.
16.1.3. EXAME “AD CAUTELAM”
DESCRIÇÃO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
Há ofensa à integridade corporal ou à
saúde do(a) periciando(a)?
Qual o instrumento ou meio que a
produziu?
1.
2.
82
3. A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio
insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada).
4. Resultou perigo de vida?
5. Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias?
6. Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto?
(resposta especificada).
7. Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou
inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta
especificada).
QUESITOS BÁSICOS - CONTINUAÇÃO
Entrada dos custodiados no Instituto e acomodação no local prédefinido em cada unidade
regional mantendo-os algemados;
Entregar as requisições e vias de relatório de exame médico na portaria para providências
administrativas;
Em caso de sistema fora do ar, orienta-se a realização de exame com laudo sem numeração
para posterior inserção no sistema - SIGEP;
Aguardar o chamado do médico pelo nome do custodiado constante na requisição de
exame;
Não se ausentar das proximidades da cela em momento algum, até que o custodiado seja
chamado;
Acompanhar o custodiado até a sala de exame médico, retirando-lhe as algemas quando o
médico legista assim achar necessário para a realização do exame;
Conduzir um preso por vez para sala do atendimento médico;
Posicionar-se de forma vigilante nas entradas e saídas do consultório médico;
Atender às solicitações do médico durante a realização do exame, bem como obedecer aos
procedimentos internos, com urbanidade e cooperação intersetorial.
ORIENTAÇÕES QUANTO A CONDUTA DO AGENTE POLICIAL NAS DEPENDÊNCIAS DO
IML:
83
17. SETOR DE TANATALOGIA
FORENSE - STNF
17.1. EXAME NECROSCÓPICO
DESCRIÇÃO DO EXAME
Necrópsia médico-legal é o conjunto de operações com a finalidade de determinar a "causa
mortis", o tempo decorrido da morte, além de fornecer subsídios para que fatos de interesse da
justiça sejam revelados, tais como causa jurídica da morte, identificação do morto, etc.
O exame tem como objetivo determinar a causa da morte violenta e elaborar de um laudo
necroscópico,com qualidade técnica e científica, no qual se possa estabelecer um nexo causal,
ou não, com o delito em apuração.
Sugestão do exame: A obrigatoriedade e a necessidade de necrópsias nos casos de morte
violenta estão disciplinados no artigo 162 do Código de Processo Penal (CPP) vigente.
Art.162: “A autópsia deve ser feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos,
pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que
declararão no auto. Parágrafo único.
Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver
infração penal a apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e
não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante”.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Deverá ser encaminhado, junto ao cadáver, a requisição da autoridade judicial. A requisição
deve caracterizar com detalhes o fato ocorrido, quando ocorreu e o que é necessário
esclarecer. Caso o óbito tenha tido assistência médica, será necessário anexar os laudos,
resultados de exames e relatórios dos médicos assistentes ou da internação.
Houve morte?
Qual a causa da morte?
Qual o instrumento ou meio que produziu a morte?
Foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura, ou por outro meio
insidioso ou cruel?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
84
18. SETOR DE ODONTOLOGIA LEGAL
De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, a Odontologia Legal pode ser definida
como: 
85
Estabelecer a materialização do dano por meio da constatação da presença de vestígios que
indiquem a ofensa à integridade física ou à saúde do periciando; 
Estabelecer o instrumento ou meio utilizado para a ofensa física;
O exame de lesão corporal odontolegal é realizado quando o dano a integridade física atinge o
complexo bucomaxilofacial, tais como a face, boca, dentes ou áreas que estiverem em relação
com essa área de atuação, como, por exemplo, análise de marcas de mordida em outras
regiões do corpo. Devendo ser requisitado por uma autoridade policial ou judicial, podendo ser
realizado por metodologia direta (avaliação pericial na própria lesão) ou indireta (análise de
registros médicos e/ou odontológicos). 
Objetivos do exame: tomando como base o artigo 129 do Código Penal Brasileiro, tem como
objetivo a análise e descrição de lesões traumatológicas nas regiões de competência
odontolegal, buscando: 
18.1. EXAMES PERICIAIS EM VIVOS
18.1.1. EXAME DE LESÃO CORPORAL ODONTOLEGAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Art. 63. Odontologia Legal é a especialidade que tem como objetivo a pesquisa de
fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter
atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios,
resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis. Parágrafo único. A
atuação da Odontologia Legal restringe-se à análise, perícia e avaliação de
eventos relacionados com a área de competência do cirurgião-dentista, podendo,
se as circunstâncias o exigirem, estenderse a outras áreas, se disso depender a
busca da verdade, no estrito interesse da justiça e da administração. 
O Setor de Odontologia Legal é responsável por exames periciais que envolvem vivos,
cadáveres ou ossadas. 
Estabelecer o lapso temporal cronológico provável da lesão analisada;
Analisar as repercussões funcionais, sejam estas transitórias ou permanentes, relacionadas
aos sinais objeto do exame.
Lesões que tenham atingido o complexo bucomaxilofacial;
Exame de marcas de mordida ou qualquer outro evento relacionado à atuação odontolegal,
mesmo quando estão em área diferente de sua competência.
Sugestão de indicação do exame: quando a infração deixar vestígios nas áreas de
competênciaodontolegal ou a ela relacionadas, podendo ser para:
Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do(a) periciando(a)?
Qual o instrumento ou meio que a produziu?
A ofensa foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio
insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum? (resposta especificada)
Resultou perigo de vida?
Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias?
Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto?
(resposta especificada)
Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou
inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto?
(resposta especificada)
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
QUESITOS BÁSICOS
18.1.2. EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL ODONTOLEGAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Quando o exame de lesão corporal inicial não puder ser concluído devido à evolução inerente ao
objeto de análise ser essencial às elucidações da investigação criminal ou que o primeiro tenha
sido deficiente (CPP – Art. 168, §1°), um exame complementar poderá ser realizado em 30 dias
(CPP – Art. 168, §2°), a partir da data do crime. 
Este exame pode ser realizado mais de uma vez, à medida que seja necessária a
complementação da pendência do exame anterior. 
Objetivo do exame: Complementar as pendências existentes do primeiro exame pericial.
Sugestão do exame: Quando existir pendências do primeiro exame pericial, seja devido ao
curso de evolução da lesão ser essencial à resposta dos quesitos, requisição de documentação
para perícia indireta ou deficiência do primeiro laudo. Podendo ser requisitada por autoridade
policial ou judiciária, de ofício do perito, requerimento do Ministério Público, ofendido ou do
acusado, ou do seu defensor.
QUESITOS BÁSICOS
Resultou perigo de vida? 
Resultou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias?
Resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função, ou aceleração de parto?
(resposta especificada) 
1.
2.
3.
86
4. Resultou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou
inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente, ou aborto? (resposta
especificada) 
18.1.3. EXAME DE ESTIMATIVA DA IDADE
DESCRIÇÃO DO EXAME
Verificação do tipo de medida a ser aplicada em infrações penais (Estatuto da Criança e
Adolescente) para indivíduos menores que 12 anos ou tenham entre 12 e 18 anos; 
Verificação da imputabilidade penal, se um indivíduo é maior ou menor que 18 anos;
Casos de violência sexual para indivíduos maiores ou menores de 14 anos, para
configuração da presunção de violência (estupro de vulnerável);
Constatação de materialidade de crime de pornografia infantil por exame dental indireto;
Indivíduos que não possuam ou nunca possuíram documentos comprobatórios da idade e
que, por solicitação judiciária ou policial, seja necessário estimá-la.
O exame de estimativa da idade é o processo que, por meio da aplicação de métodos científicos,
busca avaliar a cronologia de evolução ou de involução de um indivíduo. A análise é realizada
por meio de exame físico direto (geral e odontológico) e indireto (radiográfico – estágios de
mineralização de dentes e ossos), que ofereçam subsídios necessários para estimar a idade de
um indivíduo que não tenha documentos comprobatórios da sua idade real.
Objetivo do exame: estimar a idade de indivíduos sem idade comprovada, chegando a uma
faixa de idade mais provável ao indivíduo examinado.
Sugestão do exame: o exame de estimativa de idade é sugerido à luz das necessidades
existentes dentro do poder judiciário ou autoridade policial que necessitem conhecer a idade de
uma determinada pessoa que não tenha comprovação documental. Podendo aplicar-se para:
QUESITOS BÁSICOS
É possível estimar a idade do periciando? 
É possível estimar se o periciando possui idade igual ou menor que 12 anos? 
É possível estimar se o periciando possui idade igual ou menor que 14 anos? 
É possível estimar se o periciando tem idade entre 16 anos completos e 18 anos
incompletos? 
É possível estimar se o periciando possui 18 anos de idade? 
1.
2.
3.
4.
5.
Os referidos quesitos não são aplicados em sua totalidade, sendo escolhidos de acordo com o
objetivo do exame.
18.2. EXAMES CADAVÉRICOS E/OU OSSADAS
18.2.1. EXAME NECRODONTOSCÓPICO
DESCRIÇÃO DO EXAME
O exame necrodontoscópico é realizado juntamente ao exame necroscópico médico-legal, por
meio do registro de todas as características dentais/odontológicas do cadáver, identificar as
prováveis lesões provocadas por marcas de mordida e coleta de material genético para
identificação humana. 87
Objetivo do exame: coletar dados essenciais para identificação humana com qualidade técnica
e científica, seja do cadáver ou de suspeitos de terem provocado as lesões relacionadas à área
de competência da Odontologia Legal.
Sugestão do exame: casos de mortes suspeitas e de causas externas.
18.2.2. EXAME DE IDENTIFICAÇÃO ODONTOLEGAL 
DESCRIÇÃO DO EXAME
Por meio do confronto entre os dados coletados na necrópsia (post mortem) e dados fornecidos
por meio de prontuários, radiografias e quaisquer outras documentações ante mortem que
forneçam condições para a realização do cotejo e identificação do indivíduo questionado. 
Objetivo do exame: identificar um cadáver de identidade desconhecida por meio das
características e sinais odontológicos. 
Sugestão do exame: casos em que, pelas condições do cadáver, a necropapiloscopia não pode
ser aplicada. Deve-se solicitar juntamente a família do reclamante todas as informações
odontológicas necessárias para a realização do exame. 
QUESITOS BÁSICOS
Por meio do exame das características odontológicas e, frente ao material de referência
apresentado, é possível determinar a identidade do falecido?
1.
18.2.3. DESASTRES EM MASSA
DESCRIÇÃO DO EXAME
De acordo com a INTERPOL, a identificação odontolegal é um
método primário de identificação humana, o qual utiliza dados
odontológicos e características que busquem individualizar um
indivíduo. Dessa forma, em desastres em massa, o papel do
Odontolegista é a identificação de vítimas, tendo papel fundamental
dentro das equipes de local, ante mortem, post mortem e confronto,
formalizando os dados coletados nos formulários preconizados pelo
Guia de Desastre em Massa, elaborados pela INTERPOL. 
Objetivo do exame: identificação de vítimas em um evento de
desastre em massa. 
Sugestão do exame: Atuação na identificação de vítimas dentro de
um evento em que determinado local tem a sua capacidade de
resposta superada em decorrência do número de vítimas ou pelas
condições que os corpos oferecem.
QUESITOS BÁSICOS
Por meio do exame das características odontológicas e, frente
ao material de referência apresentado, é possível determinar a
identidade do falecido?
1.
88
18.3. EXAMES NO VIVO/MORTO
18.3.1. ANÁLISE DE MARCAS DE MORDIDA PARA
IDENTIFICAÇÃO E COLETA DE MATERIAL
GENÉTICO PARA CONFRONTO
DESCRIÇÃO DO EXAME
Este exame analisa marcas de mordida de forma física -
descrição das características encontradas na lesão que
possam ser utilizadas para identificação do suspeito - ou
biológica - coleta de material para análise genética na
própria lesão ou no objeto mordido. O registro do exame
é realizado por meio de fotografias com escala
milimetrada, descrição dos sinais e características
encontradas, análise métricas das unidades dentais e
quaisquer outras necessárias e essenciais ao confronto
de identificação do suspeito. 
Objetivo do exame: identificar um suspeito de ter
provocado a lesão de marca de mordida deixada em
pele ou em um objeto por meio da análise odontológica,
coleta de material genético deixado ou oferecer
elementos da dinâmica do evento de acordo com a
descrição da impressão da mordida. 
Casos de violência sexual; 
Casos de violência infantil; 
Casos de tortura; 
Agressões nas mais diversas situações; 
Diferenciar se as lesões são de ação humana, de ação animal, de defesa, autoprovocadas
ou de qualqueroutra circunstância em que verse o objetivo do exame; 
Marcas de mordida em objetos inanimados em locais de crime.
Sugestão do exame: Pode ser solicitado nos casos para identificar um suspeito e/ou
compreender a dinâmica de um evento nos casos em que são deixadas
impressões/sinais/características/material biológico, sejam na superfície da pele ou em objetos.
Tais situações podem ocorrer comumente em:
QUESITOS BÁSICOS
Existem sinais ou características da marca de mordida ou impressões dentais no material
objeto do exame? 
É possível identificar se a mordida é humana a partir da marca examinada? 
Os sinais ou características da marca de mordida ou impressões dentais são suficientes para
a provável identificação do suspeito? 
É possível compreender a dinâmica do evento por meio das análises das marcas de
mordida? 
1.
2.
3.
4.
89
5. É possível indicar que o suspeito analisado é o autor da marca de mordida? 
6. Pode-se coletar material biológico na lesão para possível análise genética?
Os referidos quesitos não são aplicados em sua totalidade, sendo escolhidos de acordo com o
objetivo do exame, além da inclusão dos quesitos oficiais de acordo com o código penal. Para
coleta de material biológico na lesão, vide item 15.3.2. 
18.3.2. COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO PARA EXAME DE DNA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Cadáveres não identificados; 
Familiares de pessoas desaparecidas para compor banco genético;
Coleta de material biológico em lesões de marca de mordida; 
Quaisquer outras situações que caiba a área de competência da Odontologia Legal dentro
da coleta de material biológico. 
Este exame consiste na coleta de material biológico que, respeitando todos os requisitos da
cadeia de custódia, será encaminhado ao Laboratório de Genética Forense. Essa coleta
biológica pode ser realizada em cadáveres (material determinado de acordo com a conservação
do cadáver), swabs em lesões de marca de mordida (vivo/morto), swab bucal no provável
agressor da vítima/cadáver e swab bucal em familiares de pessoas desaparecidas. 
Objetivo do exame: proceder a coleta de material biológico com a finalidade de identificação
humana. 
Sugestão do exame: Esse exame pode ser solicitado nas seguintes situações: 
QUESITOS BÁSICOS
Por meio do exame genético proveniente do Laboratório de Genética Forense, é possível
determinar compatibilidade da amostra referência e a amostra questionada? 
1.
O quesito recomendado pode ser adequado de acordo com a circunstância objeto do exame.
90
O NAAF é composto pelo Setor de
Antropologia Forense e os Subsetores de
Arqueologia Forense e Desaparecidos.
NÚCLEO DE
ANTROPOLOGIA E
ARQUEOLOGIA
FORENSE- NAAF
SEI: ITEP-IML-NAAF
91
19. SETOR ANTROPOLOGIA FORENSE
92
Exame realizado em ossada, semiesqueletizado, esqueletizado, carbonizado (sem visceras).
Tem como objetivo identificar a causa da morte, a idade, o sexo e a etnia.
19.1. EXAME ANTROPOLÓGICO
DESCRIÇÃO DO EXAME
É possível a determinação do sexo da vítima através da ossada examinada?
É possível estimar a idade da vítima através da ossada examinada?
É possível estimar a estatura da vítima através da ossada examinada?
É possível a identificação do corpo esqueletizado?
A ossada em questão pode ser identificada como sendo o (a) senhor (a) X?
Qual a causa da morte do esqueleto?
1.
2.
3.
4.
5.
6.
QUESITOS BÁSICOS
O Setor de Antropologia Forense realiza exames periciais na área da Antropologia em
cadáveres esqueletizados, semi-esqueletizados, mumificados e carbonizados em sua totalidade
e sem vísceras. Engloba o Subsetor de Arqueologia Forense, destinado a realizar perícias
externas no âmbito dos trabalhos do ITEP, a partir da necessidade de prospecção, escavação e
coleta dos vestígios forenses, com a técnica e metodologia adequadas a conservação do
material desde o local de crime até os seus respectivos laboratórios na instituição, seguindo a
cadeia de custódia. Também engloba o Subsetor de Desaparecidos que é responsável pelos
cadáveres não identificados e não reclamados ingressados no IML/ITEP, procedendo os
trâmites de inclusão no Cadastro Nacional de Desaparecidos, assim como, sua inumação e
exumação administrativa. 
Recurso que permite o acesso a dados de corpos identificados, mas que não foram
reclamados por nenhum familiar para a respectiva liberação.
A iniciativa faz parte do Projeto Desaparecidos, promovido pelo Ministério da Justiça e da
Segurança Pública, que começou em 2021. O projeto consiste na coleta de materiais
biológicos de familiares de pessoas desaparecidas, com o objetivo de realizar buscas no
Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). 
Através do link http://www2.itep.rn.gov.br/sigep/public/listagem/desaparecidos, os usuários
podem encontrar uma lista de corpos que já foram identificados e estão sob custódia do órgão
há mais de 10 dias. São fornecidas as iniciais do nome da pessoa, idade, sexo, município
onde ocorreu o desaparecimento, data do ocorrido e em qual unidade do Itep o corpo se
encontra.
O objetivo dessa iniciativa é permitir que os familiares de pessoas desaparecidas possam
verificar as informações e, caso suspeitem que um desses corpos seja de um parente,
possam se deslocar até a sede do Instituto para fazer o reconhecimento.
Para maiores informações sobre o Projeto Desaparecidos, a população pode entrar em
contato, em horário comercial, de segunda a sexta, através do (84) 99454-1091 (WhatsApp).
PROJETO DESAPARECIDOS
93
NÚCLEO DE
PSIQUIATRIA E
PSICOLOGIA FORENSE -
NPPF
SEI: ITEP-IML-NPqPF
94
 Setor de Psiquiatria Forense (SPqF); 
 Setor de Psicologia Forense (SPF);
O NML é composto pelos seguintes setores:
1.
2.
Horário de funcionamento: 07h às 19h.
20. SETOR DE PSIQUIATRIA FORENSE
95
Exame pericial psiquiátrico que instrui o incidente de insanidade mental.
Objetivo do exame: avaliar retrospectivamente a imputabilidade, ou seja, as capacidades de
entendimento e autodeterminação do indivíduo à época do delito que lhe é atribuído.
Sugestão de indicação: quando houver indícios de que, ao tempo dos fatos, o acusado
possa ter sido acometido por transtorno mental que guarde nexo de causalidade com o delito.
20.1. PERÍCIA DE IMPUTABILIDADE PENAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental, o periciando era inteiramente
incapaz de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse
entendimento
Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental, o periciando era parcialmente capaz
de entender o caráter ilícito do delito ou de se determinar de acordo com esse
entendimento?
Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o transtorno mental em questão
e qual é a sua classificação em termos legais?
Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o tratamento recomendado?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
Descrição do exame: consiste na apuração da imputabilidade do agente que tenha cometido
um delito em razão de dependência ou sob efeito de drogas.
20.2. PERÍCIAS NOS TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS (DEPENDÊNCIA
QUÍMICA)
DESCRIÇÃO DO EXAME
Objetivo do exame: à semelhança da avaliação de imputabilidade penal, o perito deverá
verificar a existência de transtorno mental (no caso, decorrente do uso de substância
psicoativa), o nexo de causalidade entre o transtorno e o delito e realizar percuciente exame
da capacidade de entendimento e da capacidade de determinação.
É necessário que a condição de estar “sob o efeito [...] de droga” seja “proveniente de caso
fortuito ou força maior” para o reconhecimento da inimputabilidade ou da semi-imputabilidade.
Sugestão de indicação: quando houver indícios de que, ao tempo dos fatos, o acusado
estivesse acometido por transtorno mental decorrente do uso de substância psicoativa que
guarde nexo de causalidade com o delito.
Ao tempo dos fatos, em virtude de transtorno mental decorrente do uso de substância
psicoativa, o periciando era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do delito ou
de se determinar de acordo com esse entendimento?
Ao tempo dos fatos, em virtudede transtorno mental decorrente do uso de substância
psicoativa, o periciando era parcialmente capaz de entender o caráter ilícito do delito ou de
se determinar de acordo com esse entendimento?
Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual o transtorno mental em questão e
qual é a sua classificação em termos legais?
Em caso de resposta positiva aos quesitos a ou b, qual é o tratamento recomendado?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
Consiste em avaliação pericial psiquiátrica que investiga surgimento de transtorno mental em
um indivíduo após este ter praticado um ato criminoso.
Objetivo do exame: realizar avaliação da saúde mental do indivíduo, buscando definir se foi
acometido por algum transtorno mental após o delito, se necessita de tratamento ambulatorial
ou hospitalar, e se essa condição prejudica suas capacidades de entendimento e
autodeterminação em relação a pena imposta.
Sugestão de indicação: quando o indivíduo apresentar alteração de comportamento que
traga dúvidas a respeito de sua integridade mental e capacidades de entendimento e
autodeterminação em relação a pena imposta.
20.3. EXAME DE SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL
DESCRIÇÃO DO EXAME
O periciando está acometido por transtorno mental? Se sim, qual é o transtorno mental em
questão e qual é a sua classificação em termos legais?
O periciando tem capacidades de entendimento e autodeterminação preservadas em
relação a pena imposta?
O periciando necessita ser submetido a tratamento psiquiátrico? Em caso positivo,
ambulatorial ou hospitalar?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
96
Consiste em avaliação pericial psiquiátrica aplicada em indivíduos que cumprem medida de
segurança.
Objetivo do exame: pesquisar a probabilidade de um indivíduo voltar a delinquir, concluindo
pela cessação ou não de sua periculosidade.
Sugestão de indicação: normalmente, este exame é solicitado ao fim do prazo mínimo de
duração da medida de segurança.
20.4. EXAME DE VERIFICAÇÃO DE CESSAÇÃO DE PERICULOSIDADE (EVCP)
DESCRIÇÃO DO EXAME
Como ocorreu a evolução do periciando durante o tratamento?
Qual é a probabilidade do periciando voltar a delinquir?
Qual é o tratamento indicado na atual situação?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
Consiste em avaliação multidisciplinar (médico, psicológico, jurídico e social) aplicada ao
indivíduo condenado, com o objetivo de auxiliar sua classificação em termos de
antecedentes e personalidade, bem como individualizar a execução de sua pena.
Objetivo do exame: avaliar a personalidade do apenado, sua periculosidade, o possível
arrependimento e a possibilidade de cometer novos crimes.
Sugestão de indicação: o juiz pode determinar sua realização quando considerar
necessário para embasar sua decisão.
20.5. EXAME CRIMINOLÓGICO (EC)
DESCRIÇÃO DO EXAME
O periciando apresenta transtorno mental que aumenta sua probabilidade de voltar a
delinquir?
O periciando apresenta sinais de que voltará a delinquir? Quais?
Tem o periciando consciência de que infringiu norma de conduta? Apresenta sinais de
arrependimento?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
97
21. SETOR DE PSICOLOGIA FORENSE
98
Constitui-se em uma Avaliação Psicológica que tem como objetivo compreender as possíveis
sintomatologias desencadeadas pelos episódios abusivos. Essa avaliação destaca-se por
proporcionar uma análise qualificada e embasada cientificamente do relato de crianças e
adolescente que supostamente foram vítimas de abuso sexual, identificando elementos que
possam contribuir para a elucidação do crime.
Sugestão de indicação do exame:
É indicado durante o curso da investigação criminal quando outras formas de prova não estão
disponíveis ou são insuficientes. Além disso, é recomendado quando é necessária uma
avaliação especializada do relato da vítima e das eventuais sintomatologias desencadeadas pela
situação de violência.
Outras possibilidades:
A perícia psicológica também pode ser realizada em casos de suspeita de maus-tratos, com o
objetivo de avaliar os possíveis efeitos psicológicos decorrentes dessas situações. Essa
avaliação busca fornecer informações relevantes para a investigação e tomada de decisão
quantos às medidas necessárias para a proteção da vítima.
21.1. PERÍCIA PSICOLÓGICA EM CASOS DE SUSPEITA DE VIOLÊNCIA SEXUAL –
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
DESCRIÇÃO DO EXAME
Em que condições se encontra o estado de saúde mental do (a) periciando (a)?
Há coerência e consistência no relato da vítima?
Como se encontra a memória do (a) periciando (a)?
Foram observadas condutas inadequadas e/ou mudanças de comportamento no (a)
periciando (a), nos diversos âmbitos sociais que frequenta (família, escola, vizinhança, etc.)
que demonstram ter relação com o caso investigado?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
5. Há achados da avaliação psicológica que evidenciam a possibilidade de ocorrência de atos de
violência sexual contra o (a) periciando (a)? Em caso afirmativo, especificar.
6. A avaliação da suposta vítima indicou a necessidade de tratamento médico e/ou psicológico?
7. É possível identificar fatores de risco de violência no contexto familiar e social da vítima?
Conforme estabelecido pela LEI Nº 14.321, de 31 de março de
2021, é recomendado evitar a realização do exame quando já
existirem outras provas suficientes para comprovar o crime. Essa
medida visa evitar submeter a vítima a procedimentos
desnecessários, repetitivos ou invasivos, preservando seu bem-
estar e evitando a revitimização.
Quando a criança possuir idade inferior a 4 (quatro) anos,
considerando que os aspectos do seu estágio de desenvolvimento
podem interferir na precisão e na confiabilidade do seu relato.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Esse exame busca compreender e documentar os
efeitos negativos e eventuais sintomas psicológicos
que surgiram da exposição do (a) periciando (a) a
eventos violentos, como agressões físicas, violência
psicológica e abuso sexual, ressaltando-se, assim,
uma possível relação causal.
Sugestão de indicação do exame:
Quando, no curso da investigação, faz-se necessário
elucidar os possíveis impactos resultantes da
experiência violenta para o esclarecimento da
ocorrência do crime. Alguns exemplos comuns
desses casos incluem agressões físicas, abuso
sexual e violência doméstica.
21.2. AVALIAÇÃO DE DANO PSÍQUICO EM
VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
DESCRIÇÃO DO EXAME
Foram observados prejuízos emocionais na vítima decorrentes da violência sofrida?
Foram observados fatores de resiliência e capacidade de enfrentamento da vítima diante do
evento vivido?
A avaliação da vítima indicou a necessidade de tratamento médico e/ou psicológico?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
99
A pessoa falecida apresentava fatores de
risco associados ao suicídio, como
transtornos mentais, abuso de
substâncias ou circunstâncias
estressantes?
Foram encontrados elementos ou
características que possam indicar
possível comportamento ou ideação
suicida?
Há elementos que indiquem intenção do
falecido em tirar a própria vida? Essas
intenções são recentes ou antigas?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
A autópsia psicológica é uma estratégia de
avaliação retrospectiva, comumente utilizada
no decorrer de uma investigação para auxiliar
a determinar o modo de morte de um
indivíduo, especificamente nos casos
duvidosos. O processo avaliativo envolve
entrevistas com terceiros e análise de
documentos. Esse tipo de avaliação
retrospectiva em específico possibilita
averiguar sinais diretos e indiretos
relacionados ao comportamento
autodestrutivo, bem como identificar
comunicações prévias da intenção de se
matar do falecido. Busca, assim, reconstruir a
biografia da pessoa falecida com vistas a
avaliar a presença de intencionalidade do
sujeito no ato de morte, e,
consequentemente, sugerir ou rejeitar a
possibilidade de morte por suicídio.
Sugestão de indicação do exame:
Quando se faz necessário, durante as
investigações, distinguir mortes acidentais ou
homicídios das mortes por suicídio.
21.3. AUTÓPSIA PSICOLÓGICA
DESCRIÇÃO DO EXAME
100
REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Procedimento operacional padrão: períciacriminal / Secretaria Nacional de Segurança Pública. Brasília: Ministério da Justiça, 2013.
BRASIL. Código de processo penal. Disponível em:
. Acesso em: 29/05/2023.
GUIA DE QUESITOS DA PERÍCIA OFICIAL. 1. Ed. SSP - SPTC – MA. 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 29/05/2023.
MANUAL DE ORIENTAÇÃO DE QUESITOS DA PERÍCIA CRIMINAL. Ministério da Justiça -
Departamento de Polícia Federal - Instituto Nacional de Criminalística. 1. ed. 2012. Disponível
em: . Acesso em:
29/05/2023.
MANUAL DE REQUISIÇÕES DA PERÍCIA OFICIAL. COGERP/SSP. Aracaju - Sergipe. 1. ed.
2018. Disponível em:
. Acesso 29/05/2023.
SANTIAGO, Elizeu. CRIMINALÍSTICA COMENTADA – Exposição e comentários de temas
periciais e assuntos correlatos - Questões Polêmicas – Temas Controvertidos. Millennium
Editora. Campinas/SP, 2014.
UNODC, 2010. Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial
para pessoal não-forense. ST/NAR/39, V.10-52209 – Abril 2010.
VECHIA, Evandro Dalla. PERÍCIA DIGITAL – Da Investigação à Análise Forense. 2. ed.
Millennium Editora, Campinas/SP, 2019.
101
MANUAL REQUISIÇÃO DE PERÍCIAS CRIMINAIS
1ª edição, 202314. SETOR DE PERÍCIAS DE BIOMETRIA E PAPILOSCOPIA APLICADA (SBPA)... 73
14.1 Exame de levantamento papiloscópico.................................................................... 74
14.2 Exame de confronto papiloscópico.......................................................................... 74
14.3 Pesquisa facial no sistema ABIS............................................................................. 74
INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL - IML/ITEP
NÚCLEO DE MEDICINA LEGAL - NML......................................................................... 77
SUMÁRIO
15. SETOR DE SEXOLOGIA FORENSE - SSF.............................................................. 78
15.1 Exame de atos libidinosos e conjunção carnal........................................................ 78
16. SETOR DE TRAUMATOLOGIA FORENSE - STRF................................................. 80
16.1 Exames periciais em vivos - Lesões corporais........................................................ 80
16.1.1 Exame de lesão corporal...................................................................................... 80
16.1.2 Exame complementar de lesão corporal............................................................... 81
16.1.3 Exame "ad cautelam"............................................................................................ 82
17. SETOR DE TANATOLOGIA FORENSE - STNF....................................................... 84
17.1 Exame necroscópico................................................................................................ 84
18. SETOR DE ODONTOLOGIA LEGAL....................................................................... 85
18.1 Exames periciais em vivos....................................................................................... 85
18.1.1 Exame de lesão corporal odontolegal................................................................... 85
18.1.2 Exame complementar de lesão corporal odontolegal........................................... 86
18.1.3 Exame de estimativa de idade.............................................................................. 87
18.2 Exames cadavéricos e/ou ossadas.......................................................................... 87
18.2.1 Exame necrodontoscópico.................................................................................... 87
18.2.2 Exame de identificação odontolegal..................................................................... 88
18.2.3 Desastres em massa............................................................................................ 88
18.3 Exames no vivo/morto.............................................................................................. 89
18.3.1 Análise de marcas de mordida para identificação e coleta de material genético
para confronto..................................................................................................................
89
18.3.2 Coleta de material biológico para exame de DNA................................................ 90
NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA FORENSE - NAAF....................... 91
19. SETOR DE ANTROPOLOGIA FORENSE................................................................ 92
SUMÁRIO
19.1 Exame antropológico............................................................................................... 92
NUCLEO DE PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA FORENSE - NPPF.................................. 94
20. SETOR DE PSIQUIATRIA FORENSE...................................................................... 95
20.1 Perícia de imputabilidade penal............................................................................... 95
20.2 Perícias nos transtornos por uso de substâncias (dependência química)............... 95
20.3 Exame de superveniência de doença mental.......................................................... 96
20.4 Exame de verificação de cessação de periculosidade (EVCP)............................... 97
20.5 Exame criminológico (EC)........................................................................................ 97
21. SETOR DE PSICOLOGIA FORENSE....................................................................... 98
21.1 Perícia psicológica em casos de suspeita de violência sexual - crianças e
adolescentes....................................................................................................................
98
21.2 Avaliação de dano psíquico em vítimas de violência............................................... 99
21.3 Autópsia psicológica................................................................................................ 100
REFERÊNCIAS............................................................................................................... 101
INTRODUÇÃO
O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), órgão sob regime especial, vinculado à
Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), é o responsável por
exercer, com exclusividade, as atividades de perícia oficial de natureza criminal no âmbito do
estado do Rio Grande do Norte. Atuando nas áreas da criminalística, medicina legal e
identificação, exercendo um papel fundamental na produção de provas técnicas para elucidação
de delitos e mantendo o arquivo de identificação civil e criminal da população
São órgãos integrantes da estrutura organizacional do ITEP/RN a Diretoria-Geral e os Institutos,
que são subdivididos em Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Medicina Legal (IML) e
Instituto de Identificação (II), todos localizados em Natal. Ainda, o ITEP possui 03 unidades
regionais, localizadas em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.
O atendimento das demandas periciais nos municípios do RN é dividido por área de cobertura,
conforme Figura 01.
01
REGIONAL DE NATAL
REGIONAL DE MOSSORÓ
REGIONAL DE CAICÓ
REGIONAL DE PAU DOS FERROS
Figura 01. Mapa do RN dividido por área de cobertura de atendimento das regionais do
ITEP/RN.
Fonte: Elaborado pelo autor.
INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA - IC
O Instituto de Criminalística (IC) é o órgão encarregado da supervisão e execução da
atividade-fim pericial nas diferentes áreas da Criminalística. Para isto, dispõe de serviços
periciais nas áreas de: crime contra a vida, contra o patrimônio, engenharia legal, meio
ambiente, ocorrência de tráfego, reprodução simulada dos fatos, documentoscopia,
identificação veicular, contabilidade, balística, informática e audiovisual, além das áreas de
biologia, química e toxicologia. 
Também é responsável pela custódia dos vestígios coletados nos locais de crime e dos
objetos suspeitos encaminhados pelas autoridades requisitantes até que eles possam ser
devidamente examinados, devolvidos ou descartados, conforme a previsão de “Cadeia de
Custódia” esculpido no ordenamento jurídico pátrio. 
As unidades regionais proporcionam parcela dos serviços institucionais nas diferentes regiões
do estado, dispondo de recursos e estruturas reduzidas em comparação à sede em Natal,
principalmente no tocante as perícias internas. Desta forma, em caso de dúvidas, recomenda-
se que a autoridade requisitante entre em contato com o gestor da unidade regional para obter
informações sobre os tipos de perícias que são disponibilizados na regional em questão. E, a
depender da necessidade e especialidade, a regional irá solicitar apoio técnico-pericial à
regional de Natal.
02
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
03
INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO - II
O II é o órgão responsável por realizar o processo de identificação civil e
criminal no Estado. Suas atribuições estão relacionadas à emissão de
documentos de identificação civil, coleta de dados biométricos e
produção de perícias papiloscópicas e biométricas.
Atualmente, o II se faz presente nas 27 Centrais do Cidadão e em mais
de 140 Câmaras e Prefeituras conveniadas, além das ações móveis de
cidadania realizadas em todo o Estado. Para emissão da carteira de
identidade, o II realiza a coleta e o registro de dados biométricos dos
cidadãos, como impressões digitais, fotografiae assinatura. Esses
dados são fundamentais para garantir a identificação precisa e segura
das pessoas, contribuindo para a prevenção de fraudes e falsificações.
O processo de emissão das carteiras de identidade utiliza um sistema
biométrico que permite identificar possíveis tentativas de fraude no
documento de identificação civil. Por meio da biometria, quando um
cidadão tenta solicitar uma nova primeira via no Estado utilizando
informações pessoais diferentes das que já estão registradas na base
de dados, o sistema detecta imediatamente a suspeita de fraude. Isso
ocorre devido à verificação da convergência dos dados biométricos e da
divergência dos dados biográficos. A tentativa de fraude é encaminhada
para o setor de combate a fraudes que analisa o caso e encaminha para
as autoridades interessadas.
O II realiza, em regime de plantão, os serviços de confirmação de
identidade e identificação criminal/infracional. Através de técnicas
especializadas de papiloscopia, os agentes examinam as características
das impressões, buscando padrões e detalhes que possam ser úteis
para a identificação.
O II também dispõe de serviços na área de Perícia Papiloscópica
voltada para análise, classificação e comparação de impressões digitais
coletadas em locais de crime com as impressões armazenadas em seu
banco de dados, visando identificar suspeitos e contribuir para
investigações criminais e processos judiciais. O II dispõe ainda da
Perícia Biométrica que utiliza ferramenta de busca facial sobre a base
de dados biométricos, permitindo comparar as características faciais de
uma pessoa desconhecida com as imagens registradas em seu sistema.
INTRODUÇÃO
04
INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL - IML
O IML realiza exames médico-periciais de natureza criminal em pessoas vivas ou mortas. As
perícias nos vivos englobam os exames de lesões corporais, lesões odontológicas e faciais,
exames em vítimas de violência sexual, exames de integridade física de presos, além de
perícias psicológicas e psiquiátricas, tanto de suspeitos quanto de vítimas. As perícias em
cadáveres ou ossadas têm por objetivo descobrir as causas e circunstâncias da morte, além
da identificação do indivíduo. 
Realiza o acolhimento multidisciplinar dos periciandos e/ou familiares, atendimento ao público
interno e externo, prestando informações à população e seus usuários. 
O IML também realiza perícias externas no âmbito dos trabalhos do ITEP, a partir da
necessidade de prospecção, escavação e coleta de ossadas, com a técnica e metodologia
adequadas a conservação do material desde o local de crime até os seus respectivos
laboratórios na instituição, seguindo a cadeia de custódia. É responsável pelos cadáveres não
identificados e não reclamados ingressados no IML/ITEP, procedendo os trâmites de inclusão
no Cadastro Nacional de Desaparecidos, assim como, sua inumação e exumação
administrativa. 
COMO REQUISITAR A PERÍCIA OFICIAL
As requisições de exames periciais devem seguir o preconizado pela Portaria nº 181/2023 –
GDG/ITEP.
Os Ofícios de Requisições de Exames Periciais deverão ser encaminhadas via SEI, conforme
quadro abaixo:
05
TIPO DE EXAME SIGLA DESCRIÇÃO
Exames de competência do
Instituto de Criminalística
ITEP-IC-NA-SPAP
ITEP-IC-NLPF
Setor de Protocolo e
Atendimento ao Público
(SPAP)
Laboratório de Análises
Forenses
Exames papiloscópicos
ITEP - II - NÚCLEO
DE IDENTIFICAÇÃO
Núcleo de Identificação
Exames de competência do
Instituto de Medicina Legal
ITEP-IML-NML
ITEP-IML-NAAF
ITEP-IML-NPqPF 
Núcleo de Medicina Legal
Núcleo de Antropologia e
Arqueologia Forense
Núcleo de Psiquiatria e
Psicologia Forense
Exames de competência da
unidade regional de Mossoró
ITEP - SUB -
MOSSORO -
Subcoordenadoria da
regional de Mossoró
Exames de competência da
unidade regional de Caicó
ITEP - SUB - CORD -
CAICO
Subcoordenadoria da
regional de Caicó
Exames de competência da
unidade regional de Pau dos
Ferros
ITEP - SUB-
PAUDOSFERROS
Subcoordenadoria da
regional de Pau dos Ferros
Exame de genética forense ITEP-LAB-DNA Laboratório DNA
Os ofícios de requisições de Exames Periciais deverão conter, obrigatoriamente, as
seguintes informações para viabilizar o Exame Pericial e a manutenção da cadeia de
custódia:
I - Identificação da instituição requisitante;
II - Data do documento;
III - Número do Ofício;
IV - Natureza e objetivo do exame pericial, indicando de forma clara a finalidade buscada com o
exame solicitado;
V - Número do procedimento de investigação, com fulcro no art. 158-B, VII, do CPP e conforme
Recomendação nº 04/2019/19ªPmJ;
VI - Tipo penal investigado;
VII - Nome(s) do(s) indiciado(s) ou averiguado(s), nos casos de autoria conhecida, devendo
indicar de forma clara a existência de menor(es) de idade envolvido(s);
VIII - Local, data e hora da apreensão, quando se tratar de objeto/material apreendido;
IX - Local, data e hora do suposto fato delituoso, quando aplicável;
X - Data, hora e nome de quem realizou a coleta e o acondicionamento do vestígio, conforme
art. 158-B, V, do CPP;
XI - Descrição física e quantidade (em unidades) do(s) material(is) a ser(em) periciado(s); 
OBS.: O número do procedimento, previsto no item V, não será exigido quando
a requisição de perícia estiver relacionada a locais de crime contra a vida e a
exames solicitados em caráter emergencial, quando a autoridade policial se
fizer presente no momento do acionamento da equipe pericial (art. 6º, I, CPP).
Também não será exigência para exames de constatação de droga (art. 50,
§1º, Lei 11.343/06), exames relacionados a crimes cometidos mediante
violência doméstica e familiar contra a mulher (art. 12, Lei 11.340/06) e exames
relacionados a atos infracionais cometidos por adolescentes (art. 173, Lei
8.069/90).
Entende-se por caráter emergencial as situações em que exista risco
iminente de destruição dos vestígios ou que tragam transtornos ou riscos
à coletividade.
a) Quando se tratar de perícia fora da sede do órgão pericial, informar o endereço no qual a
perícia será realizada, além do contato telefônico da pessoa responsável pela guarda do
objeto a ser periciado, para fins de ajustamento de horário para realização da perícia;
b) No caso de armas de fogo, descrever marca, modelo, calibre nominal, número de série e
informação sobre a presença ou não de carregador, além da comprovação da comunicação
da apreensão da arma de fogo à Polícia Federal;
c) No caso de munições, descrever a quantidade e o calibre nominal;
d) Objetos de natureza distinta devem vir acondicionados em invólucros separados. 
XII - Número(s) do(s) lacre(s) presente(s) na(s) embalagem(s), quando houver;
XIII - Cópia do boletim de ocorrência, procedimento de investigação ou breve descrição, na
própria requisição, do histórico da ocorrência, quando necessário para a compreensão do caso e
realização da perícia;
XIV - Nome, cargo, matrícula e assinatura da autoridade requisitante;
XV - Destino do laudo pericial.
06
TIPO DE VESTÍGIO LOCAL DE
ENTREGA/ENCAMINHAMENTO
HORÁRIO DE
RECEBIMENTO/
ATENDIMENTO
Natal
BALÍSTICOS Setor de Balística Forense (SBF),
localizado no prédio do IC
07h às 18h, de
segunda a sexta-
feira
QUÍMICO-
TOXICOLÓGICOS
Núcleo de Laboratórios de
Perícias Forenses (NLPF),
localizado no prédio do IML
24 horas, todos
os dias da
semana
DEMAIS VESTÍGIOS
(OBJETOS) 
Setor de Protocolo e
Atendimento ao Público - SPAP,
localizado no prédio do IC
07h às 18h, todos
os dias
Cadáver para necrópsia
Exame sexológico
Lesão corporal
PESSOAS 
Setor de atendimento, localizado
no prédio do IML
24 horas, todos
os dias da
semana
PESSOAS
Exames setor de psicologia
forense
Rua Ferreira Chaves, n° 124. 1°
andar. Bairro Ribeira, Natal
07h às 19h, de
segunda a sexta-
feira
COLETA DE MATERIAL
GENÉTICO DE
INDIVÍDUOS VIVOS
Laboratório de Genética Forense
Av. Interventor Mario Câmara
3532, Cidade da Esperança,
Natal
08h às 16h, de
segunda a sexta-
feira
Interior TODOS OS TIPOS Recepção
07h às 18h, de
segunda a sexta-
feira
Nas perícias em objetos e/ou pessoas, realizadasna sede do ITEP, os materiais ou indivíduos
que serão periciados deverão ser entregues/encaminhados seguindo as observações abaixo:
07
Fica vedado o recebimento de objetos, materiais e/ou vestígios
encaminhados ao ITEP por pessoas que não sejam agentes de segurança
pública ou aqueles envolvidos na persecução penal, nos termos do art. 158-
A, §§ 1º e 2º, do CPP.
Na ausência de espaço físico ou local adequado para armazenamento no prédio do ITEP em
função da quantidade, volume ou natureza do material apreendido, este não deverá ser
encaminhado, devendo ficar na própria instituição requisitante ou em outro local apropriado,
onde deverá ser oportunamente examinado por perito designado pela direção do Instituto
pericial após terem sido requisitados os exames correspondentes.
08
Em todos os casos de solicitação de
perícia fora da sede do órgão pericial,
em qualquer lugar e horário, é
imprescindível a presença de um
Delegado de Polícia Civil para as
providências de investigação policial
cabíveis, inclusive solicitar os exames
periciais pertinentes, conforme
Recomendação Nº 07/2020 – 19ª
PmJN.
Nos casos de perícias solicitadas fora da sede do órgão pericial, o local ou objeto de perícia
deverá ser isolado e preservado até a chegada dos peritos oficiais, nos termos do Código
de Processo Penal, exigindo-se que, antes do acionamento da Perícia Criminal, a autoridade
policial requisitante verifique a veracidade do fato ensejador e a efetiva necessidade de
realização de perícia.
09
ISOLAMENTO E
PRESERVAÇÃO DOS
VESTÍGIOS
Os vestígios desempenham um papel fundamental na persecução penal, pois são evidências
físicas deixadas em uma cena de crime ou em qualquer outra situação investigativa. Eles são
essenciais na perícia, pois a partir deles o perito produz a prova material, baseada em
informações objetivas e cientificamente fundamentadas para apoiar investigações criminais e
processos judiciais. Através da análise dos elementos materiais é possível estabelecer a
dinâmica dos fatos e apontar indícios de autoria.
A cadeia de custódia dos vestígios é de extrema importância em qualquer investigação ou
processo forense. Refere-se ao registro e documentação detalhados de todos os procedimentos
e indivíduos que tiveram acesso aos vestígios, desde o momento em que foram coletados até
sua apresentação em tribunal, desempenhando um papel essencial na preservação,
autenticidade e admissibilidade das evidências em um processo forense. Ela garante a
integridade dos vestígios, rastreia sua movimentação, previne contaminação e assegura a
responsabilização das pessoas envolvidas. 
Segundo o Art. 158-A do Código de Processo Penal
(CPP), o início da cadeia de custódia se dá com a
preservação do local de crime ou com
procedimentos policiais ou periciais nos quais
seja detectada a existência de vestígio e o 
 AGENTE PÚBLICO que reconhecer um elemento
como de potencial interesse para a produção da
prova pericial fica responsável por sua
preservação. 
Ex.: local de morte violenta, local de apreensão de
drogas ilícitas, apreensão de veículos adulterados (a
cadeia de custódia inicia nesta etapa).
• Isolar e proteger a área para evitar a contaminação dos vestígios e preservar a cena
como encontrada. Isso envolve a delimitação da área com fita de isolamento, barreiras
físicas ou qualquer outro meio apropriado para evitar a entrada de pessoas não
autorizadas, até a liberação pelos peritos criminais.
• A simples colocação de barreiras físicas, sem uma sistemática pericial, não garante a
preservação da cena do crime, principalmente quando se tratar de locais abertos e/ou
suscetíveis a intempéries, bem como quando contiver vestígios fugazes, perigosos,
insalubres, etc.
• Conforme o tipo de local e a natureza dos vestígios, o isolamento deve ir além da simples
colocação de faixas zebradas. Pode exigir outras providências, não só para evitar o acesso
de estranhos ao local e garantir sua conservação, como também para impedir que a cena
transcenda seus limites.
• Ao perceber a necessidade de acondicionar algum vestígio antes da chegada do perito
criminal, o agente de segurança deve atentar-se quanto ao manuseio, para não
comprometer fragmentos de impressão digital ou material genético que possa estar
presente no vestígio; deve atentar-se ao tipo de embalagem de armazenamento, pois o
material acondicionado em embalagem inadequada poderá alterar seu estado original,
comprometendo sua idoneidade ou possíveis exames complementares.
• Se houver algum conflito entre a preservação dos vestígios e a possibilidade de salvar
uma vida ou garantir a segurança humana, como a extinção de um incêndio ou a
neutralização de um artefato explosivo, deve-se dar prioridade aos cuidados de emergência
médica e de segurança. Nestas situações, as equipes de atendimento devem ter o cuidado
para alterar o mínimo possível o estado das coisas.
1º PASSO - SEGURANÇA
RECOMENDAÇÕES ACERCA DO ISOLAMENTO E
PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS
2º PASSO - ISOLAR E PRESERVAR
• Um local de crime inadequadamente isolado e preservado acarretará
atividades desnecessárias, que poderão modificá-lo, contaminá-lo e
comprometer irreversivelmente o local e suas evidências.
• A falta de medidas de proteção pode resultar na destruição de
vestígios importantes, e deste modo, desorientar e influenciar o
resultado final da investigação. Ou pior, pode impedir a solução do
caso ou resultar em uma conclusão errônea.
• É necessário documentar as informações observadas. Essa documentação inicia-se com
a chegada da primeira pessoa no local de crime (ex.: local de crime contra a vida, contra o
patromônio, apreensão de drogas e veículos, entre outros). Pela utilização de meios
adequados o local é registrado como fora encontrado pela primeira vez, incluindo, entre
outras coisas, a hora da chegada, as condições das portas, de janelas e odores. Qualquer
pessoa presente, que entre ou deixe o local, e quaisquer alterações resultantes da
atividade desenvolvida ou observada também dever ser registradas.
3º PASSO - DOCUMENTAR
10
Figura 01. Ilustração de local de crime. A) Local isolado de maneira adequada, com
preservação dos vestígios. B) Local inidôneo, com alteração e perda de vestígios. 
(Fonte: Ilustração elaborada pelo Setor de Foto, Vídeo e Desenho do Insituto de Criminalística
IC/ITEP). 
A
B
11
O QUE PODE
ESTAR PRESENTE
E SER
DE IMPORTÂNCIA
FORENSE EM UM
LOCAL DE CRIME?
INFORMAÇÕES QUE
PODEM SER OBTIDAS
A PARTIR DE
ANÁLISES FORENSES
EXEMPLOS DE
CASOS
ONDE OS VESTÍGIOS
PODEM SER
ENCONTRADOS
OBSERVAÇÕES
Cadáveres, ossos
• Identificação do
cadáver;
• Causa e forma da
morte;
• Tempo decorrido após
a morte;
• Espécie de origem
dos ossos;
• Determinação do sexo
e idade da vítima.
• Morte acidental;
• Morte natural;
• Homicídio;
• Suicídio;
• Desastre em massa.
- Fácil contaminação
e degradação das
amostras biológicas.
Fragmentos
papiloscópicos
• Identificação da
pessoa.
• Todos os casos
onde um objeto ou
superfície pode ter
sido manuseado pelo
suspeito. Ex.:
Impressões digitais em
pacotes de drogas;
Roubo; Homicídios.
- Facilmente destruídas
(muito frágeis);
- Luvas podem evitar a
deposição de fragmentos
papiloscópicos do perito,
mas não evitam a
destruição de potenciais
fragmentos papilares.
Material biológico:
Saliva; sangue;
sêmen; cabelo;
células epiteliais
(DNA de contato)
• Origem do material
(ex.: humano x animal)
• Identificação da
pessoa.
• Estupro;
• Homicídio;
• Crime contra o
patrimônio.
- Fácil contaminação
ao manejar amostras
biológicas;
- Fácil degradação das
amostras biológicas
(acondicionamento
e armazenamento
são críticos).
Material biológico:
Sangue; Urina;
Conteúdo Estomacal 
• Drogas e outros
materiais suspeitos
podem estar presentes
em fluidos corporais
(toxicologia forense).
• Consumo de drogas;
• Casos de
envenenamento;
• Intoxicação.
- Fácil contaminação
e degradação das
amostras biológicas
(tempo é fator limitante).
Marcas de mordida
• Identificação da
pessoa (pode conter
DNA)/animal que
originou a marca.
• Homicídio;
• Assalto.- Fácil contaminação
e degradação das
amostras biológicas.
EXEMPLOS DE VESTÍGIOS MATERIAIS
POTENCIALMENTE PRESENTES NOS LOCAIS
DE CRIME E SEU VALOR PROBATÓRIO
A tabela a seguir exemplifica os principais tipos de vestígios que podem estar presentes em
diferentes locais de crime, bem como quais informações que podem ser obtidas a partir deles
após os exames laboratoriais. 
12
O QUE PODE ESTAR
PRESENTE E SER
DE IMPORTÂNCIA
FORENSE EM UM
LOCAL DE CRIME?
INFORMAÇÕES QUE
PODEM SER OBTIDAS
A PARTIR DE
ANÁLISES
FORENSES
EXEMPLOS DE
CASOS
ONDE OS VESTÍGIOS
PODEM SER
ENCONTRADOS
OBSERVAÇÕES
Resíduos de disparo de
arma de fogo nas mãos
do atirador, em
vestimentas e em torno
dos orifícios de entrada
• Estimativa da
distância entre a saída
do cano da arma e o
alvo;
• Identificação do tipo
de partículas.
• Homicídio/suicídio
com arma de fogo;
• Outros crimes onde
uma arma de fogo foi
disparada.
- A lavagem de mãos e
roupas pode remover as
partículas;
- Algemar as mãos do
atirador pode perturbar o
padrão de distribuição;
- Importância de
proteção das mãos do
falecido de elementos
externos;
- Importância de coletar
amostras tão cedo
quanto possível após o
incidente (considerando
a rápida perda dos
resíduos).
Armas de fogo
• Informações
gravadas: fabricante,
número de série, país
ou local de
fabricação, eficiência,
etc.
• Posso ou porte ilegal
de arma de fogo;
• Tráfico de armas;
• Crime organizado;
• Violência armada;
• Homicídio.
- Medidas de segurança
quando coletar arma
de fogo, tornando-a
segura.
Marcas de ferramentas;
Marcas em
componentes de
munição;
(qualquer impressão,
corte, amolgamento
ou abrasão causada
por uma ferramenta,
incluindo marcas em
projéteis e estojos
de cartuchos)
• Tipo de ferramenta/
fabricante e modelo de
uma arma de fogo;
• Identificação da
ferramenta/arma de
fogo como fonte da
marca.
• Violência armada;
• Vandalismo;
• Roubo;
• Homicídio/suicídio
com armas de fogo ou
outras ferramentas.
- Muitos outros tipos de
evidências materiais
podem potencialmente
estar presentes sobre ou
nas marcas de
ferramentas como tinta,
vidro ou fragmentos.
Pegadas;
Marcas de pneu
• Marca ou modelo de
um calçado ou pneu;
• Identificação de um
calçado/pneu em
particular como sendo a
fonte da marca;
• Estimativa da
distância de frenagem
(veículos);
• Reprodução simulada
(“reconstituição”) do
acidente de trânsito.
• Roubo;
• Homicídio;
• Acidente de trânsito;
• Atropelamento e
fuga.
- Marcas expostas em
ambiente externo podem
ser destruídas pela
chuva.
13
O QUE PODE
ESTAR PRESENTE
E SER
DE IMPORTÂNCIA
FORENSE EM UM
LOCAL DE CRIME?
INFORMAÇÕES QUE
PODEM SER OBTIDAS
A PARTIR DE
ANÁLISES FORENSES
EXEMPLOS DE CASOS
ONDE OS VESTÍGIOS
PODEM SER
ENCONTRADOS
OBSERVAÇÕES
Pós;
Pedras;
Líquidos;
Comprimidos;
Plantas/materiais
vegetais
• Detecção e
identificação de
materiais suspeitos
como drogas e
precursores (ou
substâncias tóxicas);
• Produção de drogas,
tráfico ou abuso.
- Transporte e
acondicionamento
seguro para prevenir o
desaparecimento de
material apreendido
suspeito de serem
drogas ou substâncias
tóxicas;
- Medidas de segurança
quando se coletam
materiais suspeitos de
serem drogas ilícitas ou
precursores.
Materiais detonados/
deflagrados
(Incluem explosivos
e resíduos de
explosivos)
• Origem e causa do
fogo ou explosão;
• Detecção ou
identificação de
explosivos.
• Danos à propriedade;
• Homicídio;
• Explosão acidental.
- Medidas de segurança
quando se coletam
materiais suspeitos de
serem explosivos.
Escombros de
incêndios (incluem
substratos que
potencialmente
podem conter
resíduos de líquidos
inflamáveis -
acelerantes);
Padrões de queima;
Danos da explosão
• Detecção ou
identificação de resíduos
de líquidos inflamáveis
(acelerantes).
• Desastres naturais;
• Incêndio acidental;
• Incêndio criminoso;
• Homicídio.
- Uso de embalagens/
recipientes específicos
para evitar a perda de
possíveis substâncias
voláteis;
- Importância da coleta
de amostras-padrão;
Importância de registros
fotográficos dos padrões
e danos;
- Medidas de segurança:
cuidados com
armadilhas ou
dispositivos explosivos
secundários.
Fibras têxteis,
tecidos; 
Fragmentos de tinta;
Fragmentos de vidro
• Tipo e cores das
roupas/tecidos/vidro;
• Direcionar a
identificação da fonte de
tal evidência e o tipo de
atividade que resultou
na transferência do
material;
• Direção do impacto de
uma fratura em um
painel de vidro.
• Veículo roubado
(transferência cruzada
entre roupas e o assento
do carro);
• Contato violento
(transferência cruzada
entre várias peças de
roupas);
• Atropelamento e fuga; 
• Acidente
automobilístico;
• Roubo (ex.: tinta na
ferramenta usada para
arrombar uma porta,
carro etc.).
- Necessário um
isolamento, preservação
e coleta adequados dos
(micro) vestígios. 
14
O QUE PODE
ESTAR PRESENTE
E SER
DE IMPORTÂNCIA
FORENSE EM UM
LOCAL DE CRIME?
INFORMAÇÕES QUE
PODEM SER OBTIDAS A
PARTIR DE ANÁLISES
FORENSES
EXEMPLOS DE
CASOS
ONDE OS VESTÍGIOS
PODEM SER
ENCONTRADOS
OBSERVAÇÕES
Equipamentos
eletrônicos, como
computadores,
celulares, GPS
• Recuperação de dados
armazenados em discos
rígidos ou outras mídias;
• Recuperação de dados
apagados;
• Obter seqüência de
ações em um computador;
• Natureza das
informações recuperadas
(ex.: pornografia infantil);
• Informação de
localização a partir de
dados de GPS.
• Várias formas de
tráfico;
• Crimes cibernéticos;
• Pornografia infantil.
- Ligar ou desligar um
equipamento eletrônico
pode diminuir a chance
de recuperar
informações;
- Muitos outros tipos de
evidências materiais
podem potencialmente
estar presentes em
equipamentos
eletrônicos como
marcas de dedos,
material biológico,
resíduos de drogas.
Veículo adulterado
• Verificação da
adulteração de um ou
mais dos sinais
identificadores dos
veículos.
• Veículos roubados
- O veículo deve ser
apreendido até liberação
dos peritos.
Documentos de
identidade/
passaportes;
Documentos
bancários;
Outros documentos
oficiais;
Escritos à
mão/datilografados;
Documentos
assinados
• Autenticidade de um
documento oficial;
• Impressora fonte da
informação;
• Autor de textos
manuscritos e
assinaturas.
• Carta suicida;
• Testamento;
• Fraude;
 
Documentos oficiais
com elementos de
segurança:
• Crime organizado
transnacional
(travessia
ilegal de fronteiras);
• Roubo de identidade;
• Tráfico de pessoas /
imigrantes ilegais;
• Falsificação de
moeda;
• Falsificação de
documentos
alfandegários.
- Muitos outros tipos de
vestígios materiais
podem potencialmente
estar presentes em
documentos, como
marcas de dedos,
material biológico (ex.:
saliva), resíduos de
drogas.
Fonte: UNODC, 2010. Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em
especial para pessoal não-forense. ST/NAR/39, V.10-52209 – Abril 2010 (adaptado).
15
IC/ITEP
INSTITUTO DE
CRIMINALÍSTICA
 Setor de Perícias de Documentoscopia
(SPD)
 Setor de Perícias de Identificação
Veicular (SIV);
 Setor de Perícias Contábeis (SPC);
 Setor de Perícias de Balística Forense
(SBF); 
Setor de Perícias de Informática e
Audiovisuais (SIA).
O Núcleo de Perícias Internas é composto
pelos seguintes setores:
1.
2.
3.
4.
5.
Horário de funcionamento: expediente
administrativo.
NÚCLEO DE PERÍCIAS
INTERNAS - NPI
17
SEI: ITEP-IC-NPI
Os exames periciais de competência do setor
são essencialmente comparativos, isto é,
requerem padrões que servirão ao confronto com
as peças questionadas. Dentre os exames
realizados pelo setor, citam-se as análises
documentoscópicas e grafoscópicas, as quais
visam atestar a autenticidade de documentos
conforme a presença ou não de elementos de
segurança, bem como determinar a autenticidade
e autoria de grafismos questionados.
1. SETOR DE PERÍCIAS EM
DOCUMENTOSCOPIA - SPD
Para análise de autenticidade de
documentos - Exame
Documentoscópico (Ex: Cédula de
Identidade, CNH, CRLV, CRV,
Certificados, Diplomas, Selo, entre
outros) devem ser enviados
preferencialmente em sua forma
física, evitando, assim, o envio de
peças na forma de cópia
reprográfica ou reproduzida
digitalmente, exceto para os casos
deimpossibilidade de obtenção dos
documentos em forma física, o que
deverá constar no ofício de
solicitação.
18
O exame tem como objetivo a verificação da
autenticidade de documentos (RG, CNH, CRLV,
papel-moeda, carteiras profissionais, CTPS,
Certificado de Dispensa e Incorporação – CDI e
demais registros mecanográficos),
considerando inclusive os dados variáveis e
biométricos neles lançados. É realizado por
meio de instrumentação óptica eletrônica,
utilizando lentes de ampliação e luzes de
comprimentos de onda nas faixas do visível,
ultravioleta e infravermelho.
1.1. EXAME DOCUMENTOSCÓPICO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. O documento é autêntico?
2. O documento foi objeto de
adulteração material?
3. Os dados inseridos no referido
documento são verdadeiros? 
4. Qual o tipo de
falsificação/adulteração que
foi/foram utilizados nos referidos?
QUESITOS BÁSICOS
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Exame realizado por meio de técnicas
comparativas que analisam características
próprias do gesto gráfico, com especial
atenção para os caracteres genéricos e
genéticos do grafismo, tendo como base os
padrões de comparação fornecidos. Tem
como objetivo a verificação de autenticidade,
autoria, adulteração (subtração, adição,
sobreposição) de grafismos.
1.2. EXAME GRAFOSCÓPICO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. A assinatura é autêntica? (partiu do punho
escritor a quem a assinatura se refere?)
2. É possível atribuir a autoria do grafismo
questionado ao(s) fornecedor(es) dos padrões
apresentados?
3. Existem elementos de adulteração na
assinatura?
QUESITOS BÁSICOS
Quanto à solicitação de Exames Grafoscópicos cuja demanda recaia sobre a autenticidade
ou autoria de grafismos (assinaturas/textos) faz-se necessário o envio dos documentos
questionados e padrões em meio físico original (não cópia), descrevendo na solicitação quais
grafismos são questionados, os padrões de confronto que serão utilizados, os documentos
em que se encontram, indicando a página, caso seja numerado, de modo a se evitar o
emprego equivocado de peças no conteúdo do laudo.
Em relação aos padrões primários (aqueles coligidos em termo de colheita de material para
exame grafoscópico) devem conter assinaturas em modelo cursivo, em letra de fôrma e
modelo rubrica, fornecidos pelo suposto autor (determinação da autenticidade), bem como
por aqueles a quem se busca a autoria (determinação de autoria). O modelo de tal
documento foi sugerido no Processo SEI nº 03910005.000733/2023-70.
Outrossim, sugere-se também, nos casos de determinação de autenticidade/autoria de
assinaturas, o envio de padrões alheios aos procedimentos de colheita de grafismo. Ou seja,
recomenda-se o envio de padrões de assinaturas autênticos das pessoas envolvidas,
lançados em documentos pessoais, documentos públicos: (Ex: assinaturas em cartões de
autógrafos de bancos ou cartórios; assinaturas em contratos comerciais; assinaturas em
documento RG, CTPS, entre outros).
Na ocorrência de falecimento do suposto suspeito, a autoridade deve buscar, junto a órgãos
públicos, instituições bancárias, de ensino, profissionais e congêneres, material gráfico
autêntico, preferencialmente contemporâneo, na maior quantidade possível em original e não
em cópia.
O material enviado pelo solicitante, questionado e padrão, será previamente analisado
pelos(as) peritos(as). Caso haja necessidade de nova remessa de material, bem como de
outra colheita de padrão dos supostos autores e suspeitos, tais procedimentos serão
informados à autoridade solicitante, podendo a nova tomada de padrão de grafismos ser
realizada nas dependências do órgão pericial, sob a supervisão e responsabilidade dos(as)
peritos(as) lotados(as) no setor.
1.
2.
3.
4.
5.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
19
É objetivo primordial da Perícia de Identificação Veicular o exame dos sinais de identificação do
veículo previstos na legislação, examinando com equipamentos e procedimentos específicos:
chassi, motor, câmbio, eixos, vidros, etiquetas destrutivas e placas de identificação deste veículo,
inferindo sobre suas originalidades. Complementando e corroborando esta perícia, é realizada
pesquisa do veículo junto a BIN (Base de Índice Nacional) e outros sistemas afins. Quando
verificada a adulteração de um ou mais dos sinais identificadores dos veículos submetidos ao
exame pericial, compete ao Perito Criminal designado, informar, sempre que possível, as
codificações originais de cada um dos itens adulterados.
2.1. EXAME PERICIAL PARA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
2. SETOR DE IDENTIFICAÇÃO
VEICULAR - SIV
Sempre que requisitar o exame, informar as características do veículo, de forma a
individualizá-lo frente aos demais, tais como: fabricante, modelo, cor, ano, placa, chassi e
lacre;
Fixar o lacre de segurança com numeração do ITEP em local visível.
Informar a localização do veículo a ser periciado 20
1. Existe adulteração na codificação do chassi? Se sim, informar se houve: transplante,
implante, eliminação com posterior regravação ou outra modalidade;
2. Foi revelada a codificação original do chassi? Caso positivo informar a codificação revelada;
3. Existe adulteração na codificação do motor? Se sim, informar se houve eliminação com
posterior regravação ou outra modalidade?
4. Foi revelada a codificação original do motor? Caso positivo informar a codificação revelada;
5. Esclarecer qualquer outro fato relevante com relação à identificação.
QUESITOS BÁSICOS
Não é recomendado quesitos não relacionados a identificação do veículo ou agregados
(motor, câmbio ou eixo), por exemplo, relacionados a danos, a coleta de materiais biológicos ou
papiloscópicos, busca por drogas ou equipamentos de rastreamento, entre outros, visto que não
se trata da competência do SIV e podem atrasar a entrega do resultado do exame. Caso
necessário estes ou outros exames complementares, verificar a sessão do Núcleo de Perícias
Externas.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
RECOMENDAÇÕES GERAIS
21
3. SETOR DE PERÍCIAS
CONTÁBEIS - SPC
O Setor de Perícias Contábeis realiza exames com o objetivo de promover esclarecimentos e
análises de possíveis de fraudes, desvios de recursos, lavagem de dinheiro e outras
irregularidades financeiras em processos criminais. Entre os principais trabalhos realizados pelo
setor, destacam-se a análise de documentos contábeis-financeiros; averiguação de registros
patrimoniais; análise de movimentações financeiras; procedimentos analíticos em operações de
valores; avaliação de processos licitatórios no que tange a competência contábil; apuração de
conformidades legais na execução da receita e da despesa pública, entre outros.
A análise documental financeira a exemplo balanços, livros contábeis, notas fiscais,
comprovantes de pagamento e outros registros financeiros tem como função identificar indícios
de fraudes, erros ou omissões intencionais. Esse exame possibilita encontrar irregularidades,
como por exemplo, manipulação de resultados, ocultação de dívidas, confusão patrimonial,
entre outras informações relevantes. 
3.1. ANÁLISE DE DOCUMENTOS CONTÁBEIS
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Quais foram as movimentações financeiras da pessoa ou empresa no período analisado?
Qual foi o valor total movimentado pela pessoa ou empresa no período analisado?
Quais foram as principais fontes de receita da pessoa ou empresa no período analisado?
Quais foram os principais gastos da pessoa ou empresa no período analisado?
1.
2.
3.
4.
QUESITOS BÁSICOS
Não são recomendados quesitos que extrapolam a competência do perito: É importante evitar
quesitos que solicitem ao perito uma opinião ou conclusão sobre áreas que não estão dentro de
sua especialidade. Serão pertinentes quesitos da área contábil e/ou financeira, portanto,
questões relacionadas a outras áreas, como direito penal ou investigação policial, não deverão
ser encaminhados.
RECOMENDAÇÕES
Analisa possíveis operações de lavagem de dinheiro por meio de transações financeiras
envolvidas entre partes e de identificação de possíveis beneficiáriosde recursos. Exame de
documentos, registro e dados relacionados a transações suspeitas, com o propósito de
identificar possíveis padrões de comportamentos que indiquem a execução da lavagem. Nesse
sentido, esse exame é realizado por meio de identificação de transações incompatíveis com
atividades comuns, análise de fluxos de caixa, identificação de contas bancárias fictícias, por
exemplo.
3.2. IDENTIFICAÇÃO DE LAVAGEM DE DINHEIRO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
As movimentações financeiras da pessoa ou empresa no período analisado são compatíveis
com a atividade comercial desempenhada?
O Variação Patrimonial da empresa ou pessoa é compatível com o lucro ou rendas no
período analisado? 
Qual foi a destinação dos recursos obtidos pela empresa?
1.
2.
3.
QUESITOS BÁSICOS
Devido à complexidade dos crimes financeiros e consequente a sua investigação, a
orientação é que antes da remessa da requisição pericial haja uma reunião prévia da equipe
pericial com a autoridade requisitante. Na reunião, que poderá ser realizada de forma
presencial ou online, deverão ser apresentadas as principais características da investigação
a fim de que a perícia contábil entenda os itens passíveis de análise e também tenha
compreenda os pontos que serão questionados.
Os vestígios pertinentes ao setor deverão seguir preferencialmente em forma digital ou
digitalizada, em regra via SEI, de forma compactada. Os arquivos digitais deverão ser
acompanhados do respectivo código hash no documento de requisição; 
Caso não seja possível o envio dos vestígios via processo SEI devido ao volume de dados,
será necessária a remessa dos dados via dispositivo de armazenamento a ser fornecido
pelo setor de perícias contábeis;
Não é recomendado o envio de vestígios em meio físico. Em casos excepcionais, quando
não for possível o envio dos vestígios em meio digital, será necessário o encaminhamento
dos documentos através de embalagem lacre ou envelope com lacre inviolável contendo
código numerado e único, evidenciando o número do lacre no corpo do documento de
requisição com o propósito de assegurar a cadeia de custódia dos vestígios.
O setor de perícias contábeis se encontra à disposição para esclarecimento de dúvidas e
orientações de segunda a sexta, das 08h às 14h, através do endereço eletrônico:
 spciteprn@gmail.com.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
22
23
A fim de evitar quebra da cadeia de custódia, prejuízo na apuração dos fatos e eventual
recusa de recebimento de material para exame, recomenda-se cuidado e atenção na
descrição dos objetos questionados, constante no ofício que o encaminha:
Para armas de fogo: descrição genérica do tipo de armamento encaminhado, suas
características visíveis e presentes no corpo da arma (marca, calibre, número de série,
cor, entre outros), que auxilie na individualização do material, assegurando que o
material a ser examinado é o mesmo que foi apreendido e encaminhado pela
autoridade requisitante; 
Para elementos de munição: Cartuchos, projéteis, jaquetas (revestimento de
projéteis), estojos, pólvoras, espoletas, buchas, entre outros componentes de munição,
devem ser referidos quantificados e descritos de maneira genérica como “elementos de
munição”, para que o perito criminal possa proceder a individualização do material e
sua correta classificação.”
O ofício deverá citar nominalmente o exame que deseja que seja realizado (identificação,
microcomparação, revelação, teste de eficiência) e os quesitos devem ter relação com o
exame solicitado, a perigo de um exame de identificação, por exemplo, conter um quesito
de comparação balística e não ser realizado.
a.
b.
É o setor responsável pelos exames e estudos de armas de fogo, elementos de munição e dos
fenômenos e efeitos próprios dos tiros, no interesse das investigações das infrações penais.
4. SETOR DE BALÍSTICA
FORENSE - SBF
RECOMENDAÇÃO GERAL
4.1. EXAME DE CARACTERIZAÇÃO EM MATERIAL BALÍSTICO 
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Descrição direta das características das armas de fogo, cartuchos de munição, estojos,
elementos de munição diversos, etc. 
1. Quais as características da arma de fogo questionada?
2. A arma questionada sofreu algum tipo de adulteração em suas características originais? 
3. Quais as características dos cartuchos de munição questionados?
4. A munição questionada é compatível com o calibre da arma de fogo enviada?
5. A cápsula de espoletamento encontra-se íntegra? Ou houve percussão?
6. Quais as características dos estojos de munição questionados?
7. Quais as características dos projéteis de arma de fogo questionados?
8. O projétil de arma de fogo questionado é compatível com que espécies de arma de fogo?
9. O projétil de arma de fogo apresenta elementos identificadores suficientes para um possível
exame de comparação balística?
Observação: Adequar a quesitação para o material que for encaminhado.
QUESITOS BÁSICOS
Verificação dos mecanismos da arma ou artefato para produzir tiro (trata-se, também, de
potencialidade lesiva). 
4.2. EXAME DE EFICIÊNCIA EM ARMA DE FOGO E/OU ELEMENTOS DE MUNIÇÃO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. A arma encaminhada é eficiente para produzir tiros?
2. A munição questionada é eficiente para produzir tiro?
3. Em caso de resultado negativo de eficiência, é possível indicar a(s) causa(s) da ineficiência
observada?
QUESITOS BÁSICOS
1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não
existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a
deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial.
2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao
Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui
acesso ao sistema).
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
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1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não
existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a
deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial.
2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao
Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui
acesso ao sistema).
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
Nenhum conserto ou ajuste será feito no material recebido para ser periciado, de modo que
o resultado do exame seja compatível com o estado em que se encontra o material no
momento da perícia. Por exemplo: uma arma de fogo que chegou ao setor sem o percussor,
portanto ineficiente para a produção de tiro(s), pode ter sido utilizada anteriormente de
forma eficaz em um homicídio, e só após ter sido danificada (propositalmente ou não).
No entanto, isto não se aplica a etapa de produção de projéteis para microcomparação
balística, neste caso é impreterível o ajuste para a produção de padrões.
INFORMAÇÃO
O objetivo do exame é revelar o número de série e/ou elementos identificadores de armas de
fogo que tenham sofrido algum tipo de supressão e/ou adulteração. 
4.3. EXAME DE REVELAÇÃO DE NUMERAÇÃO
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. A arma encaminhada teve sua numeração suprimida/adulterada, total ou parcialmente?
2. É possível efetuar a revelação da numeração de série da arma, caso essa tenha sido
suprimida ou adulterada?
3. É possível identificar o método utilizado na supressão/adulteração?
QUESITOS BÁSICOS
1. Foram realizados disparos recentes na arma de fogo questionada? (Justificativa: não
existem técnicas que permitam determinar o tempo decorrido entre a realização do tiro (e a
deposição dos resíduos de tiro na arma) e o exame pericial.
2. Há algum registro em desfavor da referida arma? (Justificativa: o ITEP não possui acesso ao
Sistema de Gerencimento Militar de Armas - SIGMA. Referente ao SINARM, a PCRN possui
acesso ao sistema).
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
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entre uma arma de fogo e projéteis, para determinar se os projéteis foram expelidos pelo
cano da referida arma;
entre umaarma de fogo e estojos, para determinar se os estojos foram percutidos pelo
mecanismo de disparo da referida arma;
entre projéteis, para determinar se os projéteis foram expelidos pelo cano de uma mesma
arma de fogo;
entre estojos, para determinar se os estojos foram percutidos pelo mecanismo de disparo
de uma mesma arma de fogo.
O confronto microbalístico trata-se da comparação das marcas e micro-estriamentos deixados
pelos canos e pelas culatras nos projéteis e nas cápsulas visando identificar a arma de fogo
que os tenha deflagrado. Estas marcas analisadas assemelham-se a impressões digitais, isto é,
cada cano produzirá um conjunto de micro-estriamentos que não serão reproduzidos por
nenhuma outra arma. 
O exame tem como objetivo estabelecer a conexão entre armas de fogo, projéteis e estojos. A
comparação balística pode ser realizada:
26
Entre projéteis e arma de fogo:
1.Os projéteis questionados foram expelidos pelo cano de uma mesma arma?
2.Os projéteis questionados foram expelidos pelo cano da arma questionada? 
3. Os projéteis retirados do cadáver foram expelidos pelo cano da arma questionada?
Entre estojos e arma de fogo:
1. Os estojos questionados foram percutidos pela arma questionada?
2.Os estojos questionados foram percutidos pela mesma arma questionada?
Entre projéteis de arma de fogo:
1. Os projéteis de arma de fogo questionados foram expelidos pelo cano de uma mesma arma
de fogo?
2. Em caso negativo, é possível determinar de quantos canos de armas de fogo distintos os
projéteis questionados foram expelidos?
Entre estojos de munição:
1. Os estojos de munição questionados foram percutidos e deflagrados por uma mesma arma
de fogo?
2. Em caso negativo, é possível determinar quantas armas de fogo distintas foram utilizadas
para percutir e deflagrar os estojos de munição questionados?
4.4. EXAME DE MICROCOMPARAÇÃO BALÍSTICA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
QUESITOS BÁSICOS
Para elaboração da solicitação do exame, atender às informações expressas no Item 01
(Requisições de perícias). Adicionalmente, para exames de microcomparação em
projéteis coletados de cadáver(es), é imprescindível indicar o nome(s) da(s)
vítima(s) com CPF ou RG ou o Número de Identificação Cadavérica (NIC). 
Recomenda-se o envio imediato do material para análise. Evitar condições abrasivas
(movimentação entre os itens, por exemplo), fazendo-se o acondicionamento de forma
individual, notadamente elementos de munição, íntegros ou deflagrados, em
embalagens que impeçam a fricção entre eles.
Sempre que possível, enviar toda a munição apreendida, uma vez que o ideal é que o
material padrão (utilizado para a realização do exame de microcomparação balística)
seja o mais semelhante possível ao material questionado.
É recomendável o encaminhamento de pelo menos 05 (cinco) munições de mesmo
calibre nominal para cada arma apresentada.
Dado o caráter comparativo do exame, é imperativo que a(s) arma(s), bem como todos
os elementos de munição a serem comparados estejam na unidade do ITEP. A
ausência de parte ou em todo do material a ser periciado resultará em “Exame
Prejudicado”.
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RECOMENDAÇÕES GERAIS
A Informática Forense, ou Computação Forense, como também é chamada, tem como objetivo
investigar equipamentos de informática para determinar autoria e materialidade de ilícitos,
buscando evidências digitais para o esclarecimento de fatos que resultem na elucidação de
crimes cometidos no meio virtual.
5. SETOR DE PERÍCIAS DE
INFORMÁTICA E
AUDIOVISUAIS - SIA 
28
Consiste na análise de diversos dispositivos cuja natureza envolve, fisicamente, um artefato
computacional e/ou eletrônico, tais como computadores, celulares, mídias digitais de
armazenamento etc.
Como são diversos, incluindo dispositivos eletrônicos feitos exclusivamente para alguma
atividade específica, os objetivos também são diversos.
Conforme a natureza, podemos ter equipamentos eletrônicos para clonagem de cartões de
crédito, para rastreamento por geolocalização e os computadores pessoais.
Como resultados, podemos ter análises de uso indevido de software (programa de
computador), a denominada "pirataria", acessos indevidos, análises de invasões, vírus de
computador, comportamentos suspeitos, tanto do computador em si como sua utilização por
parte do usuário, tais como ser utilizado para práticas delituosas.
5.1. EXAME PERICIAL DE EQUIPAMENTO DE INFORMÁTICA
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
1. O equipamento era utilizado para prática de [ação delituosa]?
2. O computador possui algum aspecto de ter sido utilizado remotamente e sem autorização? 
3. O computador aparenta estar com comportamento estranho, por suspeita de invasão ou
vírus?
4. O equipamento estava em funcionamento no período questionado?
5. Houve adulteração (troca de peças) no equipamento questionado?
QUESITOS BÁSICOS
1. Quesitos que visem, somente, descrever o dispositivo e/ou seu funcionamento.
2. Quesitos que envolvam determinação de conduta ou o crime em si, visto também que são
de natureza da análise criminal.
3. Quesitos que direcionam técnicas, pois isso é critério do examinador.
4. Quesitos que utilizem termos técnicos, pois pode limitar a atuação do perito.
5. Quesitos que visem, simplesmente, "extrair tudo", mesmo que com delimitação temporal,
por tipo de arquivo(s) etc.
6. Quesitos que visem, simplesmente, copiar. A cópia é feita como demonstrações e como
ilustrações de fatos que tenham sido analisados, caso tenham uma conclusão positiva,
segundo os critérios do exame pedido e segundo o examinador.
7. Quesitos que visem identificar o usuário, uma vez que contas podem ser criadas com
nomes diversos.
8. Quesitações elaboradas de forma genérica, ou sem um objetivo pericial, ou sem
direcionamento para esclarecimentos investigativos, probatórios e/ou comprobatórios de
atividades criminosas e sua materialização.
QUESITOS NÃO RECOMENDADOS
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5.2. EXAME PERICIAL EM AUDIOVISUAL
DESCRIÇÃO E OBJETIVO DO EXAME
Exame em diversos tipos de arquivos que
envolvam, digitalmente, mídias de imagens,
vídeos e/ou áudio.
Obs.: normalmente, são arquivos produzidos por
algum dispositivo gravador, tais como câmeras
digitais. Mas, também é possível exame em
imagens produzidas por programas, tais como
logomarcas, sintetizadores etc.
Tem como objetivo identificar diversos aspectos
que envolvam cenas e sons, além de condições
do próprio arquivo.
Não são recomendados o envio de mídias do tipo disco óptico contendo, somente,
arquivos simples, uma vez que podem ter seus conteúdos verificados de forma também
simples. As mídias óticas são excelentes para envio de arquivos questionados em si, tais
como áudios para confronto, imagens para exames etc., uma vez que são mídias "não
regraváveis", facilitando a custódia.
Não são recomendadas análises documentais, busca por palavras chaves ou quaisquer
outras atividades que sejam específicas de análise criminal.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
1.Qual o meio (físico e programa) que produziu o arquivo?
2.Quando o arquivo foi produzido?
3.Há adulteração no arquivo?
4.O arquivo possui sinais de adulteração?
5.O arquivo aparenta ser autêntico?
6.O arquivo possui sinais de enxerto?
7.Determinar a velocidade de veículos.
8.Quesitos que visem identificar pessoas e/ou coisas. Alguns exemplos: alturas de pessoas
suspeitas, identificação de placas de veículos etc.
QUESITOS BÁSICOS
1.Quesitos que envolvam transcrição, conteúdo do áudio, conteúdo do vídeo, conteúdo da
imagem etc. A análise criminal pode, inclusive, enquadrar melhor condutas vistas em vídeos
e imagens, uma vez que deve possuir mais elementos informativos gerais, tais como
pessoas envolvidas no caso, sistemática da ocorrência e, inclusive, descartar fatos que não
tenham relevância. O perito, por suspeição, não deve se envolver profundamente com
aspectos gerais da investigação.
2.Quesitos que envolvam descrição simples de dinâmica.
3.Quesitos que visem, simplesmente, estabelecer, por escrito, o que é visto em imagens.
4.Quesitos que visem, simplesmente,

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