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Resumo - Receptores de Antígenos dos Linfócitos T e B Este resumo reúne as principais informações sobre os receptores de antígenos dos linfócitos T e B, com base no livro 'Imunobiologia de Janeway' (7ª edição) e no material 'Receptores de Antígenos dos Linfócitos' da Prof. Patrícia Xander Batista (UNIFESP). 1. Como são os receptores de antígeno dos linfócitos T e B Os receptores de antígenos dos linfócitos são proteínas transmembrana específicas e altamente diversificadas, responsáveis por reconhecer moléculas estranhas (antígenos). O receptor dos linfócitos B (BCR) é uma imunoglobulina de membrana composta por duas cadeias pesadas e duas cadeias leves, ligadas por pontes dissulfeto. Suas regiões variáveis contêm as CDRs, responsáveis pelo reconhecimento direto de antígenos livres. O receptor dos linfócitos T (TCR) é formado por duas cadeias polipeptídicas, α e β, cada uma com regiões variáveis e constantes. Ele não reconhece antígenos livres, mas fragmentos peptídicos apresentados por moléculas do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC). Os linfócitos T CD4+ reconhecem antígenos apresentados por MHC classe II e os T CD8+ por MHC classe I. 2. O que esses receptores ligam/reconhecem O BCR reconhece diretamente antígenos nativos e tridimensionais que podem ser proteínas, lipídios, polissacarídeos ou outras moléculas. A ligação ocorre de forma específica, reversível e não covalente nas regiões hipervariáveis das cadeias leve e pesada. Já o TCR reconhece apenas fragmentos peptídicos derivados de antígenos processados, que são apresentados na superfície celular por moléculas do MHC. Esse reconhecimento é restrito ao MHC e garante a especificidade das respostas imunes celulares. 3. Como e onde são gerados os receptores de antígeno dos linfócitos T e B Os receptores de antígenos são gerados por um processo de recombinação somática dos segmentos gênicos V(D)J, que ocorre durante a maturação dos linfócitos. As enzimas RAG-1 e RAG-2 reconhecem as sequências de sinal de recombinação (RSS) e promovem o rearranjo dos segmentos gênicos, enquanto a enzima TdT adiciona nucleotídeos extras, criando diversidade juncional. Nos linfócitos B, esse processo ocorre na medula óssea, originando as cadeias pesada e leve das imunoglobulinas. Nos linfócitos T, ocorre no timo, onde são formadas as cadeias α e β do TCR. Durante a maturação tímica, há seleção positiva e negativa para garantir o reconhecimento do MHC próprio. Conclusão Geral Os receptores de antígenos dos linfócitos T e B são a base da especificidade e diversidade do sistema imune adaptativo. O BCR permite o reconhecimento direto de antígenos livres, enquanto o TCR reconhece fragmentos apresentados pelo MHC. Ambos são formados por recombinação gênica somática, conferindo um repertório imenso e único de reconhecimento. Esse mecanismo garante que o sistema imunológico possa identificar e responder a praticamente qualquer antígeno, mantendo a memória e a precisão das respostas imunes. Referências - Murphy, K. et al. (2010). Imunobiologia de Janeway. 7ª ed. Artmed. - Batista, P. X. Receptores de Antígenos de Linfócitos. UNIFESP.