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Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento 
Discutindo a importância da cariologia na prática odontológica 
 
o A cariologia é fundamental para nós, principalmente para a parte clínica, de agora e para sempre. Sendo 
assim, é muito importante saber diagnosticar, saber qual é o tratamento adequado para o paciente, 
porque as vezes não será nós que vamos fazer o tratamento, mas vamos poder encaminhar esse paciente 
para um profissional realizar o tratamento adequado nele. 
o A aula vai ser dividida em como funciona o processo carioso, o diagnostico e como e quando tratar a 
cárie dental. 
 
Elemento dental (estruturas e sua composição) 
 
- Sempre que formos estudar qualquer assunto na odontologia é importante sabermos quais são as 
estruturas que estão envolvidas, qual a composição, como o material que vai empregar vai interagir com a 
estrutura e porque o nosso tratamento vai ser bem-sucedido ou não. 
 
Esmalte 
o Acelular, altamente mineralizado, sólido poroso, solúvel e permeável 
o Composição: minerais (95%), água (3%) e matéria orgânica (2%) 
- Sendo a estrutura mais mineralizada que tem no nosso corpo. 
 
o Porção mineralizada é composta por fosfato de cálcio cristalino e apatita, 
sendo composto por hidroxi apatita, apatita carbonatada e apatita fluoretada, 
apatita carbonatada e apatita fluoretada. 
- Apesar dessa alta taxa de mineralização, o esmalte é uma estrutura 
semipermeável, ou seja, durante todo o tempo em que ele está ali na 
cavidade bucal vai acontecer alterações e trocas químicas com o meio que ele 
está inserido (saliva). 
- Sendo assim, tem que pensar que o esmalte está na cavidade bucal é mineralizado, mas sofre essas 
trocas de minerais, mas porque isso acontece? porque a sua estrutura permite que essas trocas 
aconteçam e com isso, tem que lembrar quais os minerais que compõe o dente, sendo um deles, a 
hidroxiapatita (HA). 
- Ou seja, durante o processo de formação da HA ela pode ser contaminada na barriga da mãe quando o 
bebê ainda é um feto e está em fase de desenvolvimento embrionário, com isso, nós vamos ter que essa 
HA pode ser contaminada por carbonatos que vão se formar a partir da HA carbonatada ou então pode 
ser contaminada por fluoretos. 
- Cada uma delas, quando está no meio bucal vai reagir de forma diferente com essa troca de minerais 
com o meio que está inserido. 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Ø Interação da hidroxiapatita (HA) com fluidos bucais 
ñ Hidroxiapatita biológica 
- Não é pura, sofre influência dos fluidos bucais e seus contaminantes (da troca de 
minerais com o meio). 
- Está presente na cavidade bucal. 
 
ñ Principais contaminantes 
- Carbonatos e fluoretos (muito importante saber). 
 
ñ Fluorapatita 
- Molécula mais organizada, mais estável e menos solúvel. 
- É a adição/ligação do flúor com os íons cálcio e fosfato que formam a molécula da HA, mas esse íon 
isolado faz com que todo o rearranjo bidimensional da estrutura da HA se torne mais resistente, menos 
solúvel, ou seja, quando acontece os desafios cariogênicos, os nossos dentes serão mais resistentes 
quando tem apenas a HA. 
 
o Organização microscópica: organização por meio de prismas (hidroxiapatita) e espaços interprismáticos 
e intercristalinos (proteínas e água) 
 
 
- O esmalte do dente não é estático, eles vão ter um rearranjo tridimensional tendo os primas de 
HA/fluorapatita/apatita contaminada por alguns dos principais contaminantes e vamos ter os espaços entre 
um prisma e outro, sendo os espaços interprismáticos. Além dos espaços interprismáticos tem uma porção 
bem pequena de 3% composta por água/proteínas (intercristalinos) que vão dar essa estrutura não 
totalmente sólida para o esmalte, por isso que é possível esse dinamismo do esmalte devido o seu rearranjo 
tridimensional que lhe permite algumas trocas com os fluidos bucais. 
- Ainda, vai ajudar a entender quando formos estudar sobre adesão, porque é muito importante a gente 
entender como que funciona a camada híbrida, como que o ácido atua na estrutura de esmalte e na 
estrutura da dentina. 
 
Ø Maturação pós eruptiva 
• Aumento longitudinal e lateral dos prismas 
• Diminuição do espaço interprismático e intercristalinos 
• Esmalte mais denso 
• Menos permeável 
 
- Cada paciente temos que avaliar individualmente porque eles vão se apresentar de maneira diferente, 
então, por exemplo: está atendendo uma criança de 6 anos e chegou com placa no primeiro molar 
permanente, vai ter a mesma conduta clínica de um adulto de 45 anos que vai ter placa no primeiro molar 
permanente? a condição clínica é a mesma, mas a nossa conduta clínica vai ser a mesma? A conduta vai ser 
diferente porque na criança, o dente acabou de irromper, ou seja, o que vai ter na composição estrutural 
dele? aquilo que foi formado na fase de germe dentário quando o dente estava em formação, ou seja, vai 
ter apatita carbonatada e apatita fluoretada. Mas a quantidade de carbonato presente na estrutura vai ser 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
muito grande e o dente vai ser mais permeável, sendo mais solúvel. Além disso, a criança de 6 anos, se a 
gente explicar, ela vai conseguir o mesmo controle de higienização de que um adulto de 45 anos? até isso 
tem que levar em consideração, ou seja, a estrutura do dente que vai ter mais contaminantes que tornam a 
estrutura do dente mais porosa que faz mais trocas com o meio. 
- Inicialmente vai ter os prismas/cristais de HA e um espaço muito grande 
entre eles, porque tem muito carbonato, vai ser mais permeável, mais 
poroso. depois que o paciente tem um dente na cavidade oral e já está 
acontecendo as trocas iônicas com a saliva, vai ter que o espaço entre um 
prisma e outro vai ficar reduzido e a quantidade de mineral presente no 
dente também vai ser maior. Por isso que os desafios cariogênicos no 
segundo paciente (45 anos) depois da maturação que o esmalte sofre após o rompimento vai ser mais 
facilmente revertido, a perda mineral vai ser menor e a remineralização vai conseguir ser total, sendo mais 
difícil de ter um desenvolvimento cariogênico. 
 
Dentina 
 
 
 
o Semipermeável e solúvel 
o Composição: minerais (75%), água (20%) e matéria orgânica (5%) 
o Cristais de hidroxiapatita menores e seu arranjo menos perfeito do que 
o que ocorre no esmalte, ou seja, tem grande quantidade de carbonato. 
 
 
 
 
 
- O esmalte a dentina, quando tem um processo carioso, eles vão se comportar da mesma maneira? por que 
não? A dentina é mais rica em carbonatos, a sua estrutura, por mais que ela tenha HA, o rearranjo é menos 
perfeito que no esmalte o que possibilita uma maior troca de minerais com o dente. 
 
Você já parou para pensar nisso? 
- Vai examinar o dente, aqui está a importância de fazer um exame completo, clinicamente fiz uma profilaxia 
e avaliei o dente do paciente de 45 anos. 
- Primeira coisa: Tem carie ou não? é difícil de responder, porque hoje nós temos a odontologia de mínima 
intervenção, então sempre que puder evitar acessar uma cavidade, eu vou evitar. 
- Realiza uma radiografia interproximal do dente do paciente para avaliar a extensão de lesão cariosa e 
proximidade com o tecido pulpar. Quando observa na radiografia tem uma extensão da lesão cariosa e 
clinicamente é uma lesão cariosa com perda de tecido, por que isso acontece? clinicamente só observa um 
ponto preto e quando olhamos radiograficamente, acessamos a cavidade, tem uma lesão tão ampla. Isso 
acontece porque no esmalte, essa lesão ela vai progredir mais lentamente do que na dentina, porque a 
estrutura do esmalte é mais mineralizada, mais impermeável e resistente e na dentina é mais permeável, 
então quando a carie já está em dentina é mais rápido o período de progressão. 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Progressão de cárie em superfíciesoclusais e proximais 
- A lesão na oclusal vai se desenvolver da mesma forma 
que na oclusal, tem diferença? as vezes parece muito 
grande na proximal e é rasa e na oclusal parece que é só 
um pontinho e quando vê é uma cavidade enorme. Isso 
se deve por conta da posição dos prismas, isso tem que 
entender para poder fazer o planejamento para saber o 
tipo de restauração que vamos realizar. 
 
 
 
 
 
Progressão de carie em dentes decíduos 
o Grande quantidade de carbonato 
o HO dificultada 
o Progressão acelerada 
 
 
- Tem alteração do dente decíduo para o dente permanente, a composição química e o rearranjo estrutural 
entre um e outro são diferentes. Isso se deve porque os dentes decíduos vão ter uma quantidade muito 
maior de carbonato e quando a gente vai fazer uma restauração, o tempo de condicionamento acido que 
vamos submeter o dente decíduo é diferente do dente permanente e isso está relacionado com a 
composição química. ou seja, a lesão cariosa em dente decíduo progride muito mais rapidamente e nós 
temos outros fatores como a criança conseguir higienizar bem (as vezes a criança escova, mas não consegue 
ter as técnicas adequadas de escovação para eliminar totalmente a placa) e o segundo motivo é a questão 
da alimentação (normalmente a criança tem mais tendência a ter uma alimentação com doces). 
- Então, por isso que o desenvolvimento de lesões cariosas em dentes decíduos é muito mais rápido e várias 
vezes vai ver que a criança não tem um único dente com lesão cariosa sendo vários dentes. 
- É bem importante saber que o comportamento da cárie em dente decíduo, por mais que a lesão cariosa 
vai ser maior, tem que entender que tem uma criança que tem um dente que está programado para 
cair/esfoliar com 9 anos, vai ter um processo de desenvolvimento pulpar, então se aquele mesmo tamanho 
de cavidade estivesse em um dente adulto, talvez a terapia que nós iriamos fazer seria uma terapia de 
proteção do complexo dentino pulpar ou uma restauração em resina composta, as vezes nos 
preocuparíamos com um tratamento de canal e as vezes na criança não. Por mais que a cavidade seja bem 
ampla, o volume pulpar também foi reduzido. 
 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Cárie dental 
o O que é? É um desequilíbrio no processo de desmineralização e remineralização do dente originando 
áreas permanentemente danificada. 
- O processo carioso se dá devido as trocas minerais que ocorrem, ou seja, a cárie é um desequilíbrio no 
processo de desmineralização e remineralização que acontece no dente em que há uma perda mineral 
e que durante o processo de remineralização não foi possível fazer a remineralização total do tecido 
perdido. 
 
o Como funciona o processo de desmineralização e remineralização? 
 
 
• Ação da saliva na manutenção da integridade dental 
- Primeiramente, vamos falar do processo de 
remineralização, como acontece? a gente acabou de 
escovar o dente, a saliva com a capacidade tampão 
fazendo com que o pH do meio ficasse elevado, acima 
de 5.5 e vão ter ambas as situações: 
1) paciente que escova super bem o dente com a 
gengiva sadia 
2) paciente que tem a gengiva inflamada com a 
presença de biofilme 
- Nesses dois casos acontece o processo de remineralização, ou seja, o cálcio e o fosfato que estão no meio 
vão ser precipitados na superfície dental na forma de HA. Mas qual é a diferença? quando a gente tem uma 
barreira mecânica (placa bacteriana), essa precipitação vai ser menor, porque primeiro os íons vão ser 
doados para a placa. Os íons que estão na placa vão ser doados para a estrutura do dente, sendo dificultado 
o processo. Mas, em ambos os casos acontece isso. 
 
• Solubilidade dos minerais após alimentação 
- O paciente se alimentou e o pH oscilou indo para 
baixo de 5.5, então, o que acontece? vamos 
lembrar do princípio da osmolaridade, quando tem 
uma estrutura com muito sal e outra com pouco 
sal, quando joga sal no sapo, por exemplo, vai ter a 
troca de íons fazendo com que o meio tenha muito 
sal, indo para a região que tem pouco sal. Quando 
o pH está abaixo de 5.5 o dente vai se encontrar em 
uma situação de supersaturação quando 
comparado com a saliva, tendo perda de HÁ por 
meio dos íons cálcio e fosfato tanto no dente bem escovado tanto no dente não bem escovado. Sendo assim, 
qual vai ser a diferença? para o paciente que escova bem, que não tem placa, vai ter a película adquirida no 
dente. 
- Logo que o biofilme é formado, não vai ser um biofilme com potencial cariogênico, isso é importante para 
explicarmos para o paciente. As vezes vamos ter um paciente que tem um monte de carie e o paciente 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
comenta contigo que só consegue escovar o dente 2x por dia, sendo assim, você consegue explicar para ele 
que é mais que o suficiente, porque o biofilme tem 24 horas para poder ter um potencial cariogênico porque 
todo esse ciclo de remineralização e desmineralização precisa acontecer. Então, o paciente tem o biofilme, 
ele vai lá e come, então vai ter alimento disponível para as bactérias fazerem a metabolização. E o que essa 
metabolização do carboidrato vai gerar no meio? ácido, fazendo com que o pH do meio diminua, além disso, 
faz com que o pH do dente fique mais supersaturado em relação a saliva, mudando o perfil de trocas iônicas, 
então, a troca que estava acontecendo de uma maneira mais lenta, ela passa a ser mais acelerada. 
- Os microrganismos que vão estar aderidos na placa vão ser de origem diferentes de acordo com o pH, se o 
pH for de um valor mais alto, as bactérias que vão estar ali vão ser bactérias com um menor potencial 
cariogênico, a partir do momento que o pH desce, o meio fica mais seletivo. então, as bactérias que vão 
estar presentes no biofilme serão aquelas com maior potencial cariogênico, ou seja, vão conseguir clivar 
mais rápido o carboidrato, vai acidificar mais o meio, por exemplo. 
 
• Ação do íon flúor no processo de trocas minerais 
- Dentro de um País que a doença carie é a mais 
frequente, como vou negligenciar se eu posso tornar a 
estrutura do dente do meu paciente mais resistente aos 
desafios cariogênicos sendo que eu sei que ele não tem 
acesso a água fluoretada, as vezes ele não tem condição 
de comprar fio dental ou escova de dente, por que vou 
negar para ele isso? 
- Quando tem o flúor, o que acontece? durante os 
desafios que estão entre 5.5 – 4.5 de pH, a HÁ do dente vai ser dissolvida do mesmo jeito em íons cálcio e 
fosfato. Mas no meio vai ter flúor livre e ele vai se ligar na molécula da HÁ + cálcio + fosfato e vai ser 
precipitado em forma de fluorapatita. No próximo desafio cariogênico, depois que o flúor já está na 
superfície do dente, o pH crítico que era 5.5, vai lá para 4.5 por quê? porque a fluorapatita é menos solúvel, 
menos permeável, então para acontecer carie que tem HÁ + fluorapatita é muito mais difícil. 
- Cada molécula de mineral vai ter um pH crítico, quando tem HÁ o pH vai ser de 5.5, mas agora para 
fluorapatita vai ser de 4.5, sendo uma coisa fixa. E quando isso vai acontecer? a HÁ está lá na saliva, quando 
tem o pH de 5.5 para baixo, a HA vai ficar supersaturado em relação a saliva, então a partir desse pH começa 
a ter perda de mineral da estrutura do dente e doação dos íons para a saliva, ou seja, quando tem a 
fluorapatita o valor desse pH vai ser de 4.5. 
 
*Resumindo: 
o Então, vocês acham que quando a estrutura do dente tem o contato com a fluorapatita é melhor ter 
fluorapatita precipitada na estrutura dental? sim, porque a fluorapatita é mais resistente, durante o 
processo de desmineralização, o pH abaixou vamos ter no dente que não tem a presença de flúor a 
dissolução de HÁ e uma dissolução máxima da estrutura dental, ou seja, uma perda maior de mineral do 
dente. Agora quando tem a presença de flúor está acontecendo a dissolução de HÁ, mas ao mesmo 
tempo tem a precipitação da HÁ, ou seja, essa perda mineral vai ser menor.Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
o Já na remineralização, quando nós temos a ausência de flúor, a precipitação de HA apenas ação da saliva 
e a remineralização parcial do tecido mineral perdido, enquanto quando tem a presença de flúor, além 
da precipitação de HA vai ter a precipitação de fluorapatita, então a reversão mineral vai ser muito maior. 
 
 
Cada paciente será único, vamos olhar de maneira individual, observando o meio que ele está inserido, a 
dieta, quais são os microrganismos que estão na cavidade bucal, qual a atividade e qualidade da saliva. 
 
o Quais fatores que determinam a incidência de cárie dental? 
• a cárie dental é uma doença multifatorial, infecciosa, transmissível e dieta dependente, que produz 
uma desmineralização das estruturas dentarias. 
 
*Você acha que a cárie é multifatorial? por quê? porque vai depender do 
hospedeiro, alimentação, do microrganismo que estiver no organismo 
dele, por exemplo. 
*você acha que a cárie é infecciosa? vai desestabilizar o organismo da 
pessoa. E a parte do transmissível? Dentro da microbiota normal de um 
recém-nascido, não tem S. mutans, sendo o principal causador da lesão 
cariosa, mas se a gente for analisar, depois de ‘’velho’’ todo mundo tem, 
sendo algo inevitável, tendo essa contaminação natural ao decorrer da vida. Diferente de um paciente 
que se for conversar sobre sífilis, até pela taxa de contaminação, essa parte de transmissível fica 
desatualizada. 
 
• Sendo assim, os fatores etiológicos da cárie foram divididos em diversos diagramas sendo eles: 
ñ Diagrama de Keyes 
- Considerava que a cárie era a associação com a dieta do hospedeiro e 
do microrganismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
ñ Diagrama de Keyes modificado por Newburn 
 
 
 
- Foi reformulado o diagrama e adicionou nessa soma o tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
ñ Diagrama adaptado de Manju & Fejerskov (fatores etiológicos + moduladores) 
 
- Os autores desse diagrama adicionaram fatores 
externos nessa soma, ou seja, qual seria a educação 
desse paciente, a classe social dele, qual a renda, qual 
o conhecimento, quais as atitudes, qual é o 
comportamento desse paciente. 
 
 
 Hospedeiro 
§ Idade 
- Dentes recém irrompidos, sendo que os períodos críticos são entre 19 e 31 meses e entre 6 
e 15 anos. 
- A idade do paciente faz com que ele responda diferente aos estímulos dos processos de 
desmineralização e remineralização? a carie acontece do mesmo jeito em um paciente que é 
criança e um paciente que é adulto? Não, porque o dente da criança é menos mineralizado 
por ter mais carbonetos e vai ser mais suscetível a degradação de bactérias, quanto que no 
adulto não, por ser mais mineralizado. Quando se tem uma lesão cariosa em um primeiro 
molar com 6 anos e o primeiro molar de um paciente de 45 anos é diferente, porque tem uma 
maturação pós eruptiva, quando ocorre a troca de mineiras acontece a estrutura do dente 
fica menos permeável. 
- Por exemplo, quando eu vou usar um selante? é a mesma indicação? não é a mesma 
indicação para todos os pacientes. 
- O pré-adolescente que está entrando na puberdade, a higiene oral vai ser igual? a gente sabe 
que não, porque tem um período que ocorre uma certa negligencia, uma preguica, por 
exemplo. 
 
§ Nível socioeconômico 
- Vulnerabilidade social, ou seja, acesso a informação e serviços de saúde 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
- o meio em que o paciente que está inserido, será que importa? o paciente não tem acesso 
aos serviços de saúde, paciente não tem condição de comprar escova e pasta de dente, ele 
não é mais suscetível de desenvolver uma lesão cariosa do que aquele paciente que tem 
condições e tem acesso aos serviços de saúde? 
- Além disso, a alimentação desses pacientes é diferente, optando por alimentos que são ricos 
em carboidratos para saciar a fome e isso faz com que o desafio cariogênico e até as 
consistências desses alimentos (sendo mais pegajoso) é importante. 
 
§ Atividade profissional 
- Tipo de atividade; paciente com uma vida muito corrida, como por exemplo médicos, 
acabam por muitas vezes negligenciando a higiene bucal. 
- Estresse, vai ter redução de fluxo salivar, sendo um fator importante pela capacidade 
tampão. 
 
§ Condições sistêmicas (doenças e alterações hormonais) 
- Doenças autoimunes 
- Síndrome de Sjogren 
- Diabetes 
- Desnutrição 
- Bulimia 
- Radioterapia 
- Gravidez, adolescência e senilidade 
- pacientes mais idosos acabam tendo mais xerostomia (redução do fluxo salivar) 
 
§ Uso de flúor 
- água de abastecimento publico fluoretada 
- Bochechos com soluções fluoretadas 
- Dentifrício fluoretado 
- Presença do íon flúor à interação com o cálcio e fosfato à precipitação de fluorapatita 
(mais resistente) 
- O flúor é importante porque deixa a estrutura mineralizada menos susceptível as alterações 
do pH ao meio. 
 
Microrganismo 
§ Tipo e quantidade 
 
- O biofilme, de acordo com a sua evolução e rearranjo tridimensional, ou seja, quanto mais 
tempo ele está na cavidade oral, diferentes microrganismos vão colonizar esse biofilme. 
Então, se a gente tem o S.mutans ele vai ser responsável pelo aparecimento dessas lesões 
cariosas, enquanto que o Lactobacillus vai fazer com que o pH do meio fique mais ácido e 
favorece o aparecimento de múltiplas lesões cariosas. 
 
Redução do fluxo salivar 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
 Saliva 
§ Quantidade e qualidade da saliva 
 - Normal, hiposalivação e hipersalivação 
- Capacidade tampão da saliva (alguns pacientes têm essa questão alterada, sendo importante 
porque as vezes a gente não consegue avaliar o porquê aquele paciente está tendo carie e vai 
voltar no histórico dele para ver o que está causando essa lesão cariosa) 
 
 Dieta 
§ Tipo de alimento (consistência) e frequência da ingestão 
- Nós temos que ter noção sobre quais os alimentos que o paciente come e que as vezes vão 
causar maior potencial no desenvolvimento de carie, então, alimentos ricos em carboidrato, 
sendo responsáveis por aqueles desequilíbrios do pH e a ingestão também é importante. Tem 
algo errado do ponto de vista odontológico quando essa ingestão é maior que 6x ao dia, 
porque os desafios cariogênicos vão acontecer muitas vezes e as vezes a capacidade tampão 
da saliva e o processo de remineralização não vão conseguir reverter toda a perda mineral 
que teve durante todo o dia. 
- Uma coisa muito importante é que as vezes vamos ter que pedir para o nosso paciente 
anotar tudo que ele comeu durante o dia e a hora que ele comeu durante o dia para a gente 
poder orientar e reduzir o risco a cárie. Sendo assim, do ponto de vista odontológico, é melhor 
que um paciente sente e coma uma caixa de bis de uma vez só, do que ele ficar comendo um 
bis durante a manhã inteira. Pensa, durante a manhã inteira vai ter o pH reduzido e a saliva 
não conseguiu estabilizar o pH, então, sempre vai estar tendo perda de mineral e nunca a 
remineralização/precipitação. 
 
 Características clínicas 
§ Biofilme dental 
- Presença de biofilme, podendo lançar mão da evidenciação de 
placa. 
 
 
- Fatores de retenção de biofilme, então, paciente que usa 
aparelho ou tem uma cavidade aberta (tinha uma restauração 
e ela caiu), tudo isso vai propiciar para a presença ou não de 
placa dental. 
 
 
§ Experiência anterior de cárie 
- Por que isso é importante? o paciente já teve carie, 
então, em algum momento da vida, algum dos controles 
para evitar que existisse que ocorresse esse processo 
falhou em algum momento e ele teve carie de novo? 
então, é um paciente que eu não posso confiar tanto. As 
vezes esse retorno dele vai ter que ser mais rápido para 
poder avaliar se isso está estabilizado, se o paciente tem 
um dente cariado ou se tem vários dentes cariados? tudo isso também faz diferença. 
 
Diagnóstico decárie (exercendo a prática clínica baseada em evidência) 
o Quais são os objetivos do diagnostico de lesões cariosas? 
• Detectar ou excluir presença de carie 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
• Avaliar o prognóstico 
• Contribuir para o plano de tratamento 
 
*A progressão da carie não tratada vai acometer tecido pulpar, vai causar uma pulpite reversível ou 
irreversível e isso vai chegar até o ápice do dente, dentro da raiz, onde fica os canais radiculares podendo 
causar uma infecção até generalizada do dente. Sendo assim, para isso temos que lançar mão de alguns 
recursos como o exame visual, tátil e radiográfico. 
 
o Exame visual 
• Dentes limpos, secos, livres de contaminantes e adequada iluminação 
- Ou seja, como a gente vai conseguir fazer um bom diagnostico se o dente do nosso paciente tem 
placa? eu vou conseguir realmente ver o que está debaixo da placa? e aliado a isso, estou confiando 
que a escovação do meu paciente em casa foi 100%. 
- As vezes você não ve que tem placa, as vezes está branco, está no sulco, então, isso te engana e é 
forçado a um diagnostico errado do paciente. 
 
• O que é necessário? Espelho, pinça e sonda clínica e uma boa iluminação artificial 
- O refletor tem que estar bom! 
- Tem que ter no mínimo 1 espelho de primeiro plano, porque essa noção de profundidade torna 
muito mais difícil para nós que estamos começando fazer um diagnostico correto. Com isso, uma 
das coisas importantes não é a sonda clínica, como estava escrito no slide, mas sim, uma sonda 
romba (sendo falado mais sobre isso no próximo tópico). 
 
- O que vamos avaliar? todas 
as faces do dente de maneira 
isolada, por exemplo, pela 
face livre, vão olhar dente por 
dente, isoladamente, todas 
as faces livres. 
- Secar bem o dente, se tem 
mancha branca, como ela 
está? ela está opaca ou 
brilhosa? já tem alguma cavitação? qual é a coloração? é muito importante saber na face livre, o diagnostico 
diferencial com fluorose, será que não é fluorose? qual é a região do dente que está acometida por essa 
mancha branca? geralmente, a região mais próxima da cervical, podendo ser até um pouquinho do terço 
médio, porque pode ser que o dente estava irrompendo e o paciente descaprichou na escovação, formou 
placa e formou aquela mancha branca, mas com o tempo ele escovou e remineralizou, então é uma mancha 
branca inativa. 
- Na superfície oclusal, geralmente, não é no fundo do sulco e sim, nas paredes laterais que vamos ter que 
avaliar porque é a região onde fica o acúmulo de placa, é uma mancha branca? está brilhosa ou opaca? se 
está opaca eu tenho que remineralizar, se não vai cavitar, indo com a sonda romba. Já tem cavidade? está 
em esmalte ou dentina? tudo isso tem que se perguntar todas as vezes para todos os dentes para poder 
definir qual tratamento vou intervir. 
- Entre um dente e outro, as vezes temos que lançar mão de outros recursos, porque não é fácil. 
 
o Exame tátil 
• Deve ser realizado com sonda de ponta romba em superfícies lisas e fio dental em superfícies 
interproximais 
• Por que não utilizar sonda clínica? quando a gente vai fazer a detecção de cárie, tem que ser uma 
sonda de ponta romba, vai sondar um sulco que teve perda de estrutura mineral, se usar uma sonda 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
de ponta pontiaguda e fica sondando, as vezes a minha sondagem faz cavitar, porque antes não 
estava cavitado, mas ao tentar realizar o diagnostico eu cavitei o dente do meu paciente. 
- Essa estrutura está tão frágil que as vezes só de pressionar ele quebra, sendo que antes disso 
poderia ser possível remineralizar aplicando um verniz, por exemplo e fazer a remineralização. 
 
o Exame radiográfico 
• Auxilia no diagnostico e plano de tratamento 
• Necessário conhecer técnicas radiográficas e suas indicações 
 
 
- Uma radiografia interproximal, pode ser utilizado o fio dental para auxiliar, as vezes vamos ficar na dúvida. 
Olhando clinicamente não vai dar para ver se está com lesão cariosa ou não, então podemos colocar uma 
borracha/afastar o dente do paciente (o ideal é 2/3 dias, mas não tem problema de voltar na outra semana, 
a gente remove a borrachinha e por uma visão indireta a gente vai conseguir identificar se é carie ou não). 
- Na dúvida, pode lançar mão da técnica do afastamento imediato e sempre presar para o menos invasivo 
para o nosso paciente. 
- O que a Poliana faz? ela pede uma radiografia panorâmica quase 100% dos pacientes dela, porque serve 
como um guia. Na radiografia panorâmica, as vezes, não consegue ver ou o paciente não relatou ou ele não 
sente dor, mas ele tem um abcesso nesse dente, ou seja, uma lesão periapical nesse dente. E com isso, ela 
vai avaliar e fazer uma radiografia periapical, porque faz essa radiografia em dentistica? quando estamos 
com dúvida se tem algo na região periapical 
- Mas se eu quero ver espaço interproximal, altura de crista, quero ver profundidade de lesão cariosa, 
proximidade com tecido periapical, vou fazer uma radiografia interproximal bem realizada com angulação 
boa. 
- Quando é uma carie incipiente, pequena e está localizada só em esmalte, isso gera dúvida, porque você 
olha pela oclusal, por vestibular, por lingual e não ve nada cavitado. 
- Quando aparecer na radiografia é porque essa lesão cariosa já está muito avançada, tem que ter uma perda 
mineral de cerca de 30%, até quando tem lesão periapical é cerca de 30% do tecido ósseo foi perdido para 
poder enxergar. 
- Clinicamente, a cárie vai deixar um aspecto mais acinzentado, fica diferente daquela estrutura hígida. E as 
vezes, aparece uma manchinha no esmalte, mesmo se tiver manchadinho e vi na radiografia e está somente 
em esmalte (como no caso do primeiro molar da imagem da radiografia), vai tentar remineralizar. Porque só 
vai usar a broca para cavitar o dente só quando tiver certeza de que aquele dente está cariado, na dúvida 
tenta remineralizar e vai ficar observando (vai controlando de 6 em 6 meses), porque depois que abriu não 
tem mais volta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Detecção e avaliação de carie através do ICDAS 
à Está caindo muito em concurso! 
 
 
o O que é necessário para a realização do Sistema internacional de detecção e avaliação de carie (ICDAS)? 
• Profilaxia prévia 
• Secar superfície do dente com jato de ar por 5 segundos 
• Avaliar por faces cada dente 
• Varia de 0 a 6 (7 scores) 
• Do melhor prognostico para o pior 
 
 
1) código 0 
- São aqueles dentes que depois que secar por 5 segundos não tem alteração alguma compatível com 
carie 
- É o que mais os concursos públicos induzem ao erro, porque eles colocam: não tem alteração 
nenhuma! 
- Mas um dente com fluorose, com hipoplasia, eles vão estar inclusos nesse grupo, ou seja, tem 
alteração visível, mas é incompatível com cárie. 
 
2) Código 1 
- Quando seca por 5 segundos e avalia a presença de mancha branca 
 
3) Código 2 
- São aquelas manchas brancas em que mesmo com a superfície do dente úmida consegue avaliar 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
4) Código 3 
- Quando há uma pequena cavitação em esmalte 
 
5) Código 4 
- São regiões em que podem ou não ter a cavitação de esmalte, fica um aspecto acinzentado na 
dentina 
 
6) Código 5 
- São lesões que já tem a cavitação em dentina 
 
7) Código 6 
- Já sabe que é uma cavitação ampla em dentina, nesse caso o procedimento é mais invasivo 
 
 
 
Teste sobre o ICDAS para quem quiser treinar! 
 
 
Odontologia de mínima intervenção (maior preservação de estrutura dental) 
o Extensão preventiva X preservar a extensão 
- Antigamente, estudamos em dentistica operatória, que de acordo com as classificações de Black tinha 
as intervenções preventivas, ou seja, o paciente pode ter cárie, vai fazer uma restauração para ele não 
ter. 
- Hoje, vai remover tecido cariado quenão é passível de remineralização, ou seja, quando essa 
danificação estrutural é tão grande que eu não posso manter na cavidade. 
 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
o Qual a diferença entre a odontologia minimamente invasiva e a odontologia de mínima intervenção? 
- O termo correto é odontologia de mínima intervenção de se falar. 
- ‘’Observa-se com frequência uma certa confusão entre “minimamente invasivo” e preparos cavitários 
“pequenos” ou uma associação entre “minimamente invasivo” com dentes decíduos. Esta é uma leitura 
equivocada, já que minimamente invasivo está relacionado à quantidade de tecido dentários que será́ 
removida e não com a extensão ou o tamanho original da cavidade. Sendo assim, preparos minimamente 
invasivos podem ser realizados em qualquer dente que requeira intervenção invasiva, independente deste 
ser decíduo ou permanente.” à Ela foi procurar o que significava o termo ‘’odontologia de mínima 
intervenção’’ e diz que a odontologia minimamente invasiva ele reflete a cavidades pequenas ou dente 
decíduo. a mínima intervenção as vezes vai ficar uma cavidade ampla, mas é a mínima intervenção 
possível para aquele caso que vai empregar e lançar mão. 
 
Odontologia de mínima intervenção 
o Anestesia por compressão nervosa; 
o Lentes de contato com menor desgaste da estrutura dental; 
o Câmeras intra-orais; 
- Auxílio no diagnostico para ser o mais conservador 
 
o Softwares de simulação de resultados; 
- Antes do paciente realizar o tratamento, vai mostrar uma prévia do resultado final. 
 
o Laserterapia. 
- Laser de alta intensidade usado para remover tecido cariado, tendo muito menos intervenção do que 
a broca, porque só vai remover o tecido mineral que tem essa alteração estrutural que não é possível 
manter na cavidade. 
 
o Remoção seletiva de tecido cariado 
 
- Infelizmente na graduação não vamos ter acesso a isso porque não 
vamos ter os materiais ideais, mas temos que entender que tem 
materiais que vamos manter no tecido cariado e não precisaremos 
fazer a proteção de complexo dentino pulpar por completo e vai 
com a resina por cima. Mas, eu posso fazer isso se tiver somente 
um adesivo convencional/simplificado? não posso. 
- O que é preconizado? vamos remover a dentina bem amolecida, 
as vezes vamos secar a cavidade e ela ainda vai estar um pouco 
opaca, não vai estar brilhosa igual a gente aprendeu 
convencionalmente, as margens do preparo cavitário sempre tem 
que estar limpa, porque a adesão nessa região tem que ser o mais eficaz possível. Mas lá na parede 
pulpar, eu vi que tem uma profundidade grande, se remover totalmente, até essa que está 
opaca/endurecida, vou expor o tecido pulpar. Nesses casos, faço uma remoção seletiva e faço a 
restauração. 
- Passível de remineralização, passa a cureta e está difícil de remover, essa dentina consegue 
remineralizar. O que não pode deixar é tecido amolecido. 
- Se tem contaminação, o pH é baixo, a primeira coisa para se fazer é lavar a cavidade para que os 
microrganismos que gostam do pH ácido, já falecem e vai colocar um material que vai remineralizar como 
hidróxido de Cálcio ou CIV. 
 
 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
o Diferentes materiais restauradores 
 
 
 
à Icon 
- A cárie está somente em esmalte, será que eu preciso acessa? 
- O icon é um infiltrante resinoso (é uma resina infiltrativa, tem o ácido próprio, o álcool 
próprio, parece aqueles fio dental que encomenda para criança e coloca na 
interproximal e a resina invagina no esmalte que está poroso e fortifica esse esmalte, 
por isso que é infiltrativo, essa resina permeia toda a estrutura de esmalte que está 
fragilizado e reforça. É a mesma coisa que passar um isofilme em um vidro que está 
trincado, vai fortalecer ele, sendo mais difícil de quebrar) é parecido com o verniz 
fluoretado, mas é umas 100x mais caro. Quando vamos usar? fiz a radiografia e vi que 
em esmalte exclusivamente estava em esmalte. Ao invés e acessar a lesão, faz o IACO 
e faz a aplicação, a cor dele é bem semelhante a cor do dente, não fica 
amarelado/alaranjado. Sendo uma possibilidade. 
- É um bom investimento para quem trabalha com prevenção. 
- Não pode ter contaminação com saliva, tem que estar com o campo bem seco! 
 
 
 
à Adesivo universal 
 - Na clínica, nós temos o adesivo simplificado, ou seja, está tudo dentro de um frasco. 
- ao invés de remover a smear layer com ácido na dentina, vamos incorporar a smear layer 
na camada híbrida, por isso que em cavidades bem profundas não vamos mais fazer 
proteção, isso de hidróxido de cálcio/CIV vai ser dispensável, vamos usar um adesivo 
universal onde vai fixionar bem na cavidade e depois vai fazer a restauração fazendo um 
condicionamento ácido seletivo apenas no esmalte 
 
à Condicionamento ácido seletivo 
- Faz apenas no esmalte e não em dentina, devido a porosidade presente na 
dentina, em uma cavidade muito profunda chegaria na polpa, poderia casar um 
grau de inflamação no tecido pulpar, as vezes irreversível, as vezes não, então para 
evitar que isso aconteça, a gente faz o condicionamento ácido somente em 
esmalte. 
 
Cariologia – da fisiologia e diagnóstico ao plano de tratamento – 29/09/22 
Referencias caso alguém queira ler! 
 
- Nas referencias tem um documento que tem um slide que conta sobre biofilme, sobre a formação, quais 
os microrganismos que vão compor isso.

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