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Apostila - Conceito, Princípios e Fontes

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1 de 10faculdade.grancursosonline.com.br
PROFESSOR(A): DANIELA LAGE
Introdução ao Direito Individual do Trabalho
Conceito, Princípios e Fontes
Objetivo da Aula
Compreender a extensão de aplicação do Direito do Trabalho, entender a relevância 
dos princípios específicos desse ramo na análise fática das relações estabelecidas entre 
empregado e empregador e conhecer as fontes materiais e formais do Direito do Trabalho, 
especificamente as fontes formais heterônomas e autônomas, estas últimas existentes 
somente neste ramo jurídico especializado.
Apresentação
As relações empregatícias são reguladas pelo Direito do Trabalho, um ramo jurídico 
especializado, dividido em Direito Individual e Direito Coletivo.
Em decorrência da mutação da organização do trabalho no panorama contemporâneo, 
novas formas de trabalho surgem, novas formas de trabalho surgem, sem que seja possível 
acompanhar imediatamente a legislação.
Neste contexto, os princípios adquirem importância destacada para a concretização dos 
direitos trabalhistas, possuindo uma função tríplice: orientação, interpretação e aplicação 
das normas já existentes.
Por outro lado, o estudo das fontes no Direito do Trabalho é imprescindível, na medida em 
que o ordenamento jurídico é composto por normas que se impõem e regulam a vida social de 
um povo em determinado momento, e que as fontes são os meios de revelação dessas normas.
Somente no Direito do Trabalho se encontra a fonte autônoma, em que os próprios 
destinatários da norma a elaboram.
1. Conceito
Na lição de Delgado (2024), o Direito do Trabalho é o:
(...) complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que regulam a relação empregatícia de 
trabalho e outras relações normativamente especificadas, englobando, também, os institutos, 
Livro Eletrônico
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Professor(a): Daniela Lage
regras e princípios jurídicos concernentes às relações coletivas entre trabalhadores e tomadores 
de serviços, em especial através de suas associações coletivas (Delgado, 2024, p. 49).
Embora este ramo jurídico especializado seja hoje conhecido como Direito do Trabalho, 
outras denominações foram cogitadas, como Direito Sindical, Direito Industrial, Direito 
Operário e Direito Social.
Contudo, nenhuma dessas denominações abarca a ideia de proteção de todo tipo de 
relação de emprego.
1.1. Campo de Aplicação
O Direito do Trabalho deve regular todas as relações surgidas da prestação do trabalho 
subordinado, sejam quais forem as condições em que se verifique.
A partir dessa ideia, surge a pergunta: a quem este direito se aplica?
A Consolidação da Legislação do Trabalho, principal diploma jurídico trabalhista, rege o 
empregado urbano como regra geral, excluindo o trabalhador rural e o doméstico, que são 
tutelados por leis próprias.
De acordo com o art. 7º, alíneas “a” e “b” da CLT:
Os preceitos constantes da presente Consolidação salvo quando for em cada caso, expressa-
mente determinado em contrário, não se aplicam:
a) aos empregados domésticos, assim considerados, de um modo geral, os que prestam serviços 
de natureza não econômica à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas;
b) aos trabalhadores rurais, assim considerados aqueles que, exercendo funções diretamente 
ligadas à agricultura e à pecuária, não sejam empregados em atividades que, pelos métodos de 
execução dos respectivos trabalhos ou pela finalidade de suas operações, se classifiquem como 
industriais ou comerciais (Brasil, 1943).
Nesse sentido, as relações domésticas de trabalho são reguladas pela Lei Complementar 
n. 150, de 1º de junho de 2015, e as relações rurais são regidas pela Lei n. 5.589/1973, de 
8 de junho de 1973.
É importante destacar que as regras contidas na CLT somente serão aplicáveis aos 
trabalhadores mencionados acima em caso de omissão das leis próprias.
Frisa-se, por outro lado, que servidores públicos, estagiários e autônomos não são 
tutelados pela CLT.
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distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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1.2. Natureza Jurídica
Na lição de Delgado (2024), a natureza jurídica de um instituto é:
(...) a atividade lógica de classificação pela qual se integra determinada figura jurídica no conjunto 
mais próximo de figuras existentes no universo do Direito, mediante a identificação e cotejo de 
seus elementos constitutivos fundamentais (Delgado, 2024, p. 83).
Nesse aspecto, para classificar um ramo jurídico entre público ou privado, é necessário 
avaliar o interesse prevalente no ramo jurídico.
Apesar de já ter sido inserido no Direito Público, a classificação atual coloca o Direito 
do Trabalho no Direito Privado, tendo em vista que os contratos celebrados ocorrem entre 
particulares, normalmente sujeitos a normas privadas.
Assim, o fato de o Direito do Trabalho conter normas irrenunciáveis, por serem de ordem 
pública, não é suficiente para deslocá-lo para o campo do Direito Público, embora o coloque 
na fronteira com essa zona, mas ainda em território de Direito Privado.
2. Princípios
Princípio significa início, começo, causa principal de algo e proposições fundamentais.
No Direito, os princípios se destinam a iluminar o legislador no momento de elaborar a 
norma e a iluminar o intérprete no momento de aplicar as normas ou sanar eventuais omissões.
Para Rodriguez (2002), princípios são:
(...) linhas diretrizes que informam algumas normas e inspiram direta ou indiretamente uma série 
de soluções, pelo que podem servir para promover e embasar a aprovação de novas normas, 
orientar a interpretação das existentes e resolver os casos não previstos (Rodriguez, 2002, p. 36).
Cabe, neste momento, estabelecer a diferença existente entre princípios e regras, 
podendo-se afirmar que norma é um gênero, do qual regras e princípios são espécies, com 
características específicas:
Quadro 1: Regras x princípios
Regras Princípios
Explícitas no ordenamento jurídico
Podem estar explícitos ou implícitos no ordenamento 
jurídico
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Conflito entre regras: perda da validade de uma 
delas em favor da outra
Conflito entre princípios: no princípio da ponderação, 
há a mitigação da aplicação de um princípio, mas 
não a sua perda de validade, para aplicar o outro 
princípio que será privilegiado.
São aplicados de forma absoluta, tudo ou nada Podem ser aplicados de forma relativa
Fonte: Elaboração própria (2024).
É importante, também, discorrer um pouco mais sobre a possibilidade de conflito 
entre princípios.
Na colisão de princípios, diferentemente do que ocorre com a colisão de regras, não há 
perda da validade dos princípios em análise. O intérprete deverá optar por aplicar aquele 
que, no caso concreto, atenda melhor às circunstâncias específicas do caso.
Este é o posicionamento de Barroso (2003):
Princípios contêm, normalmente uma maior carga valorativa, um fundamento ético, uma deci-
são política relevante, e indicam determinada direção a seguir. Ocorre que, em ordem pluralista, 
existem outros princípios que abrigam decisões, valores ou fundamentos diversos, por vezes 
contrapostos. A colisão de princípios, portanto, não só é só possível, como faz parte da lógica 
do sistema, que é dialético. Por isso a sua incidência não pode ser posta em termos de tudo ou 
nada, de validade ou importância. À vista dos elementos do caso concreto, o intérprete deverá 
fazer escolhas fundamentadas, quando se defronte com antagonismos inevitáveis,como os que 
existem entre a liberdade de expressão e privacidade, a livre iniciativa e a intervenção estatal, 
o direito de propriedade e a sua função social. A aplicação dos princípios se dá, predominante-
mente, mediante ponderação” (Barroso, 2003, p. 329).
2.1. Princípios do Direito do Trabalho
A base ideológica do Direito do Trabalho é a proteção ao trabalhador e, por isso, toda 
a sistemática deste ramo jurídico especializado tem como principal finalidade alcançar a 
igualdade substancial entre as partes — empregado e empregador — tendo em vista o 
desequilíbrio existente.
Neste contexto, em face de sua autonomia, o Direito do Trabalho possui princípios 
específicos para compensar a desproporção econômica desfavorável ao empregado, como 
será estudado a seguir.
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2.1.1. Princípio da Proteção
Este princípio informa que o Direito do Trabalho estrutura em seu interior uma teia 
de proteção à parte hipossuficiente na relação empregatícia — o empregado — visando 
atenuar, no plano jurídico, o desequilíbrio inerente ao plano fático do contrato de trabalho.
É considerado o princípio basilar do Direito do Trabalho e, segundo Rodriguez (1978, p. 
41), divide-se em princípio da norma mais favorável, princípio da condição mais benéfica 
e princípio in dubio pro operario.
2.1.2. Princípio da Norma Mais Favorável
Dispõe que o operador do Direito do Trabalho deve optar pela regra mais favorável ao 
obreiro em três situações distintas: no instante da elaboração da regra, quando houver 
confronto entre regras concorrentes hierarquicamente e no contexto de interpretação 
das regras jurídicas.
2.1.3. Princípio da Condição (ou Cláusula) Mais Benéfica
Ao longo do contrato, deve ser garantida a preservação da cláusula contratual mais 
vantajosa ao empregado, que se reveste do caráter de direito adquirido.
2.1.4. Princípio in Dubio Pro Operario
Quando existir uma norma jurídica com diversas possibilidades de interpretação, deve 
prevalecer a interpretação que for mais favorável ao empregado.
É necessário enfatizar, contudo, que tal princípio não se aplica ao Direito Processual do 
Trabalho, prevalecendo o critério do ônus da prova.
2.1.5. Princípio da Primazia da Realidade sobre a Forma
Chamado também de princípio do contrato realidade, o foco é a busca da verdade real 
na relação empregatícia, desprezando-se qualquer formulação escrita que traduza situação 
diversa da encontrada na realidade.
2.1.6. Princípio da Continuidade da Relação de Emprego
Informa que é de interesse do Direito do Trabalho a permanência do vínculo de emprego, 
sem limitação de vigência; ou seja, há a preferência pelos contratos por prazo indeterminado, 
e isso serve de embasamento ao instituto jurídico da sucessão de empregadores.
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Este princípio deu origem à Súmula n. 212 do TST, segundo a qual o ônus de comprovar 
a ruptura contratual, quando negada a dispensa, é do empregador.
2.1.7. Princípio da Irrenunciabilidade/Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas
O empregado, na sua condição de hipossuficiência, não pode renunciar, por sua simples 
manifestação de vontade, às vantagens e proteções que lhe asseguram a ordem jurídica e 
o contrato de trabalho.
2.1.8. Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva
Consagrado pelo art. 468 da CLT, este princípio orienta que não pode haver alterações 
lesivas no contrato de trabalho, ainda que com a anuência do empregado; a exceção seria 
a autorização legal.
2.1.9. Princípio da Imperatividade das Normas Trabalhistas
Por este princípio, prevalece a limitação à autonomia da vontade no contrato de trabalho, 
o que não ocorre na pactuação de contratos civis, em que prevalece a vontade das partes 
no ajuste das condições contratuais.
3. Fontes do Direito do Trabalho
No entendimento de Cassar (2014, p. 49), a fonte é o “meio pelo qual o Direito do 
Trabalho se forma, se origina e estabelece suas normas jurídicas”.
As fontes do Direito podem ser divididas entre fontes formais e materiais.
3.1. Fontes Materiais
As fontes materiais são anteriores às fontes formais, tendo em vista serem necessárias 
para a formação do Direito material.
São caracterizadas pelos fatores que envolvem questões sociais, econômicas, psicológicas 
e históricas que influenciam a criação da norma jurídica.
3.2. Fontes Formais
As fontes formais são comandos gerais, abstratos, cogentes e impessoais com força 
coercitiva. São normas positivas.
Essas normas positivas são divididas em fontes heterônomas e autônomas.
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3.2.1. Fontes Formais Heterônomas
São aquelas que emanam do Estado, impostas por um agente distinto daquele que será 
o destinatário da norma.
Exemplos:
• Constituição;
• Lei Complementar, Ordinária e Medida Provisória;
• Tratados e Convenções Internacionais;
• Regulamento Normativo – Decreto;
• Portarias, Avisos, Instruções e Circulares;
• Sentença Normativa – “corpo de sentença e alma de lei”.
3.2.2. Fontes Formais Autônomas
Elaboradas pelo destinatário das normas.
Exemplos:
• Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);
• Acordo Coletivo de Trabalho (ACT);
• Contrato Coletivo;
• Usos e Costumes.
3.2.3. Figuras Especiais
• Laudo Arbitral – Art. 114, parágrafo 2º, da CR/1988;
• Regulamento Empresário (Súmulas n.s 51 e 288 do TST);
• Jurisprudência (Súmulas n.s 191 e 331 do TST);
• Princípios Jurídicos;
• Doutrina;
• Equidade;
• Analogia (Súmula n. 346 do TST e art. 72 da CLT).
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3.3. Hierarquia entre as Fontes
O Direito do Trabalho possui hierarquia normativa específica, em que não prevalece o 
critério rígido e inflexível imperante no Direito comum.
De início, vale destacar que não apenas as leis em sentido material são consideradas, 
mas também as normas jurídicas autônomas.
A pirâmide normativa constrói-se de modo plástico e variável, elegendo para seu vértice 
dominante a norma mais favorável ao empregado.
Apesar da flexibilidade, o critério não prevalecerá ante as normas heterônomas estatais proibitivas.
Neste contexto, pode surgir a dúvida: mas como avaliar qual seria a fonte mais favorável 
no caso de normas coletivas?
A aferição da norma mais favorável é feita com base em três teorias:
3.3.1. Teoria da Acumulação
Propõe como procedimento de seleção, análise e classificação das normas cotejadas o 
fracionamento do conteúdo dos textos normativos, retirando-se os preceitos e institutos 
singulares de cada um que se destaquem por seu sentido mais favorável ao trabalhador.
Com isso, o aplicador formaria um terceiro diploma normativo, composto pelas partes 
mais benéficas dos instrumentos observados.
3.3.2. Teoria do Conglobamento
Segundo a proposta desta teoria, as fontes devem ser comparadas e aplicadas àquelas 
que, no seu conjunto de cláusulas, sejam mais favoráveis.3.3.3. Teoria do Conglobamento Orgânico, Conglobamento Mitigado ou Congloba-
mento por Instituto
Esta teoria propõe que as fontes sejam comparadas por institutos, ou seja, pelo conjunto 
de normas que tratam da mesma matéria.
Contudo, a reforma trabalhista inseriu no ordenamento jurídico trabalhista novos 
dispositivos que modificam a regra de hierarquia até então vigente.
Os citados dispositivos dispõem que o acordo coletivo de trabalho celebrado sempre 
prevalecerá sobre a convenção coletiva de trabalho, ainda que esta seja mais favorável.
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Considerações Finais da Aula
O Direito do Trabalho, assumindo sua condição de ramo autônomo, possui uma sistemática 
específica e única por apresentar princípios, fontes, teorias e condutas metodológicas próprias.
Possui natureza de direito privado, na medida em que o núcleo do seu objeto de estudo 
é a relação entre dois particulares: empregado e empregador.
Os princípios têm importância destacada no Direito do Trabalho.
Isso porque são imprescindíveis para a tutela e proteção do empregado, sendo esta a 
finalidade maior do Direito do Trabalho.
A fonte do Direito é o meio pelo qual nasce a norma jurídica. Podem ser divididas em 
fontes materiais e formais.
As fontes materiais são acontecimentos históricos, sociais, políticos e econômicos que 
inspiram o legislador na elaboração das leis.
Já as fontes formais são a exteriorização das normas e podem ser elaboradas pelo 
Estado (heterônomas) ou pelos próprios destinatários das normas (autônomas).
Para a análise da hierarquia das fontes no Direito do Trabalho, o critério é flexível. 
Isso porque a princípio o critério utilizado é a norma mais favorável ao empregado, 
que pode ser aferida pela aplicação das teorias da acumulação, do conglobamento ou 
conglobamento mitigado.
Material Complementar
 
Princípios do Direito do Trabalho
2004, Américo Plá Rodriguez, pp. 83–453.
Américo Plá Rodriguez é a maior referência no estudo dos princípios. O autor é o grande 
responsável pela ideia central do princípio da proteção como base para todos os demais 
princípios, em especial para os princípios da norma mais favorável, in dubio pro operario 
e da condição mais benéfica. Esta obra serviu de base para todas as obras trabalhistas 
que se sucederam.
Referências
BARROSO, L. R. Interpretação e aplicação da Constituição. São Paulo: Saraiva, 2003.
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Professor(a): Daniela Lage
BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. São Paulo: Saraiva, 2019.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidente 
da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicao.htm. Acesso em: 24 jun. 2024.
CASSAR, V. B. Direito do trabalho. Rio de Janeiro: Método, 2014.
DELGADO, M. G. Curso de direito do trabalho. São Paulo: Podivm, 2024.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
	Aspectos Históricos do Direito do Trabalho
	Conceito, Princípios e Fontes
	Relação de Trabalho e Relação de Emprego
	Empregado
	Empregador

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