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Indicadores de Bem-Estar e 
Manejo diário
Luciene Lomas Santiago
Indicadores para avaliar bem-estar
◼ Os indicadores de bem-estar animal: auxílio para
avaliar o grau do bem-estar dos animais.
- Animais: sinais individuais (físicos e comportamentais);
- Ambiente onde estão (instalações, alimentação e
manejos)
◼ Após avaliação ver onde necessita de mudanças.
◼ Quando deve ser avaliado? Na rotina diária e durante
procedimentos.
Tomada de decisão
◼ Indicadores individuais: imediatamente,
pois mostram quanto o animal já está
afetado
◼ Indicadores ambientais : podem aguardar
pelas melhorias, pois demonstram riscos
que podem afetar o bem-estar do animal
INDICADORES DIRETOS
◼ Condição corporal
◼ Estado de saúde
◼ Comportamento, expressão corporal e 
facial
Indicadores diretos
1. Condição corporal (1-9)
Extremamente magro (1)
◼ Sem tecido 
gorduroso.
◼ Estrutura 
óssea 
facilmente 
visível: 
cernelha, 
escápula, 
vértebras, 
costelas 
MODERADO (5)
◼ Costelas
palpáveis, mas
não percebidas
por inspeção
◼ Ombros e 
pescoço: maior 
deposição de 
gordura, em 
relação ao 
restante do 
corpo.
Extremamente Obeso
◼ Região lombar: 
muita gordura
◼ Costelas: gordura 
irregular aparente 
◼ Base da cauda, 
cernelha, codilho e 
pescoço: 
deposição de 
gordura.
◼ Flanco: nivela com 
o resto do corpo
Indicadores Diretos
2. Estado de Saúde:
Indicadores Diretos
2. Estado de Saúde:
◼ Avaliação da aparência física
• Pelo brilhante e sem falhas;
• Apetite e fezes; 
◼ Ausência de sintomas de doença: secreções; 
sintomas respiratórios; lesões; claudicação; febre ou 
apatia; mau hálito; sinal de dor; partes do corpo 
inchadas;
◼ Ausência de parasita externos (piolhos, carrapatos);
Laminite:
◼ https://www.youtube.com/watch?v=NURX
NelLndY
◼ Relação com cólica equina, sobrepeso,
falhas no manejo diário, ambientes
úmidos, pleuropneumonia, falhas no
casqueamento
https://www.youtube.com/watch?v=NURXNelLndY
Indicadores Diretos
3. Comportamento, expressão corporal e 
facial
◼ Avaliação sem interferência de humanos ou durante 
procedimentos. Espera-se:
• Mais curiosidade x menos medo frente a situações novas;
• Aproximação de pessoas e permitindo o toque
• Sem estereotipias
• Sem agressividade
• Sem reações defensivas, agressivas quando submetidos a 
práticas de manejo, preparo para montaria, embarque;
• Interação positiva com outros cavalos
Estereotipia; 
Medo e agressividade
Curiosidade
Liberdade de expressão
Apreensão
Indicadores Indiretos
◼ Manutenção e organização do ambiente
◼ Piquetes: sombra e cerca
◼ Água, alimentos e alimentação
◼ Armazenamento de insumos
◼ Equipamentos
◼ Manejo
INDICADORES INDIRETOS:
1. Manutenção e organização do
ambiente externo ou interno:
- Característica arquitetêonica da instalação e tempo de
permanência: baias amplas e bem arejadas
Cama limpa e seca
Piquetes ou Baias:
Amplos, seguros, pasto bem manejado
Cercas em bom estado de manutenção e 
construídas para evitar lesões nos animais
2. Sombra e cerca
3. Água e pastagem disponível
4. Disponibilidade de alimentos
◼ Variedade, qualidade e características nutricionais.
◼ Presença de pastagem com consórcio de forragens para
pastejo;
◼ Área de cultivo de capim para corte e fornecimento no
cocho;
◼ Cocho de sal em todos os locais onde se mantém
animais;
4. Disponibilidade de alimentos
◼ > 70% de volumoso
◼ Concentrado oferecido nos mesmos horários
◼ Espaço de cocho adequado
◼ Aumentar o total de horas que os animais passam se
alimentando
5. Armazenamento de Insumos
◼ Validade: alimento e medicamentos
◼ Condições de umidade e temperatura dos ambientes de 
armazenamento de insumos: local separado, seco, limpo e 
ventilado, sem a presença de insetos e roedores;
◼ Farmácia organizada, limpa;
◼ Procedimento apropriado para descarte de agulhas, seringas 
e medicamentos vencidos. 
LOCAL DE ARMAZENAMENTO
6. Equipamentos 
◼ Estar limpos e organizados;
◼ Em bom estado de conservação.
A fim de que não causem prejuízos para os 
animais
Sela e reações do cavalo:
◼ Vc faria uma atividade física com uma roupa te
machucando?
◼ Trabalho livre e com sela: se o cavalo muda de
atitude - murcha orelhas, estufa a barriga , tenta
morde quem aperta a sela avaliar o
equipamento, pontos de pressão sobre o cavalo
e os possíveis danos
Sinais físicos de dor pela sela
◼ Arremesso de cabeça, tropeços, problemas de
língua, malcriações e resistência
◼ Pêlos brancos, bolhas ou calos na área da cernelha
e atrofia muscular
◼ Coluna vertebral: lesões que demoram para
aparecer - danos nos nervos ou lesões da
cartilagem por selas mal ajustadas. Mas o cavalo
vai demonstrar sua insatisfação diariamente,
antecipando a dor da sela
7. Manejo
◼ Visa bem-estar e deve minimizar situações de 
estresse, medo e riscos de lesões e injúrias aos 
animais:
- Limitar o tempo diário de exercícios ou trabalho;
- Aumentar o tempo diário de liberdade;
- Utilizar medicamentos para controle de dor, em caso de 
procedimentos dolorosos;
- Inspecionar com frequência os animais;
- Manter frequência de inspeção dos cascos dos animais, 
casqueamento/ferrageamento;
Limpeza, casqueamento e 
ferrageamento
O que fazer?
◼ Quando se identificar comportamentos 
anormais, deve-se reavaliar o manejo, 
instalações e programa de treinamento.
MANEJO E BEM-ESTAR
◼ Rotina diária:
- animais SOLTOS: supervisionados 1 vez
ao dia.
- animais CONFINADOS: supervisionados
pelo menos 2 vezes ao dia
- Seguir trabalho nos horários programados
- Dieta: mudança gradual se necessário
Contenção para procedimentos
◼ Contenção prolongada. 
Evitar: cachimbo ou 
pito, torção da orelha e 
da pele da palheta, são 
extremamente 
dolorosas 
◼ Sempre que possível: 
evitadas e substituídas 
por sedativos 
Contenção Física
Nunca se deve usar instrumentos ou equipamentos que 
possam causar feridas, traumas, escoriações ou dores 
musculares nos cavalos.
Método de treinamento
◼ Devem ser baseados na recompensa aos
comportamentos adequados
◼ Nos tratamentos veterinários, em casos de
procedimentos que sabidamente causam dor, deve-se
realizar a sedação enquanto o cavalo ainda estiver
calmo, para que não haja traumas e rejeições a futuros
procedimentos semelhantes.
Método de treinamento
◼ Evitar métodos punitivos, baseados no medo ou na
dor.
◼ NÃO TREINAR CAVALOS COM MEDO, pois
prejudicará os próximos treinos
◼ Cavalos com medo aprendem menos do que
cavalos relaxados e curiosos
Treinamento e Descanso
◼ Evitar treinamentos > de 1 hora/dia
◼ Não treinar animais jovens intensamente
◼ Trabalhos leves: quando intenso (6 horas), com
intervalos de 10 -15 minutos/h, para descanso e
beber água
◼ Após o treinamento, trabalho ou manejo
aversivo: recompensar o cavalo com escovação,
ração, frutas ou deixar livre.
Comportamentos aversivos
◼ Medo: recuo, balançar forte da cauda,
olhos arregalados, respiração ofegante,
narinas dilatadas.
◼ Agressivos: coices, manotadas,
cabeçadas, mordidas, murchando as
orelhas para trás.
- Confinamento excessivo 
- Poucas oportunidades para exercícios 
- Pouco contato com outros animais 
- Frustração 
- Problemas físicos: mau desenvolvimento ósseo, 
problemas respiratórios 
-Problemas de comportamento: agressividade em 
garanhões 
Permanecer no mínimo 4 horas/d fora da baia 
Categoria animal:
◼ Garanhões em isolamento: baixo grau de bem-
estar. Introdução cautelosa a outros grupos de
animais
◼ Éguas: partos em local seguro e juntas com
seus potros até o desmame, todos juntos.
◼ Desmame precoce (são
removidas para outro piquete.
◼ Machos inteiros que permanecem juntos após o
desmame: acostumam com o manejo em grupo
e possuem maior grau de bem-estar que
cavalos mantidos isolados.
Dentição:
Importância:
- Determinar a idade
aproximada dos
cavalos sem registro
e que são
negociados de
acordo com a idade.
- Alimentação
- Cabresto
Dentição:
◼ O cavalo adulto possui 40 dentes e a égua 36, sendo:
- 12 incisivos (6 superiores 6 inferiores)
- 4 caninos (em geral ausentes na fêmea)
- 24 molares distribuídos igualmente nas duas arcadas.
Dentição:
◼ O potro (a) apresenta apenas 24 dentes: todos 
caducos - 12 incisivos 12 molares. 
◼ Os dentes de leite são menores e mais brancos que 
os dentes permanentes e possuem um colo ou linha 
de estrangulamento em seu terço médio.
Jovem x Adulto
Dentição:
◼ Com o desgaste, devido à mastigação, os
dentes mudam o arco incisivo que é
arredondado no animal jovem e vai se
tornando alongado à medida que o animal
envelhece.
Dentição: 1o período 
Pinças - até o fim da 1ª semana 
Médios - no fim do 1º mês 
Cantos - no 6º mês, alcançando o nível dos 
demais até o 10º mês 
Erupção dos caducos
Nascimento dos médios: 30 dias
Nascimento dos cantos: 6 meses
Dentição: 2o período
Rasamento dos caducos:
Pinças - com 1 ano 
Médios com 1 1/2 anos 
Cantos - com 2 anos 
*A partir dos 2 anos de idade: troca dos dentes de leite pelos
permanentes
Dentição: 3o período
◼ Mudas 
•Pinças - surgem aos 2 1/2 anos e estão crescidos aos 3 
•Médios - surgem aos 3 1/2 anos e estão crescidos aos 4 
•Cantos - surgem aos 4 1/2 anos e estão crescidos aos 5
Dentição: 4o Período
◼ Rasamento dos definitivos
- Pinças - aos 6 anos 
- Médios - aos 7 anos 
- Cantos - aos 8 anos
Cauda de andorinha
Dentição: 5o Período
◼ Arredondamentos
- Pinças - aos 9 anos 
- Médios - aos 10 anos 
- Cantos - entre 11 e 12 anos 
Dentição: 6o Período
◼ Triangularidade 
- Pinças - aos 14 anos 
- Médios - aos 15 anos 
- Cantos - entre 16 e 17 anos 
RASAMENTO DOS DENTES
RASAMENTO DOS DENTES
Defeitos graves de dentição