Prévia do material em texto
Aspectos Contrutivos dos Sistemas do Edifício Objetivos: Reconhecer instalações hidrossanitárias prediais e de combate ao incêndio. Identificar um sistema de instalação elétrica e empregar a domótica em obras residenciais. Distinguir as instalações especiais de elevadores, escadas rolantes e sistemas de ar-condicionado central. COMPONENTES DE UM SISTEMA PREDIAL SUBSISTEMA DE RESERVAÇÃO SUBSISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO INTERNA SUBSISTEMA DE ALIMENTAÇÃO CAVALETE / HIDRÔMENTRO ALIMENTADOR PREDIAL (RAMAL INTERNO) RAMAL PREDIAL OU RAMAL DE ENTRADA (RAMAL EXTERNO) RESERVATÓRIO INFERIOR ESTAÇÃO ELEVATÓRIA RESERVATÓRIO SUPERIOR BARRILETE COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO RAMAIS SUB RAMAIS INSTALAÇÕES PREDIAIS IMPORTANTE E IMPRESCINDÍVEL ETAPA DEVE SER IMPLANTADA NAS EDIFICAÇÕES INDEPENDENTEMENTE DE SEU PORTE, TIPO E DESTINO A MESMA DEVEM SER PROJETADAS E EXECUTADAS DE MANEIRA QUE ATENDAM AOS PRINCÍPIO GERAIS ESTABELECIDOS POR NORMAS. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA FRIA, QUENTE E GELADA; INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO; INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA PLUVIAL; INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE À INCENDIO; INSTALAÇÕES PREDIAIS DE GÁS (GLP); INSTALAÇÕES ELÉTRICAS; INSTALAÇÕES TELEFÔNICAS, REDE LÓGICA OU DADOS; INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNCDIO SPRINKLER ESTINTORES ROTAS DE FUGAS SIRENE OBJETIVO GERAL CRIAR DISPOSITIVOS CAPAZES DE DETECTAR, INFORMAR ONDE INICIOU E DEBELAR COM PRESTEZA UM INCÊNDIO ASSIM EVITAR DANOS MATERIAIS E PERDAS DE VIDAS Instalações Hidrossanitárias e de Combate ao Incêndio Quais são as instalações hidrossanitárias necessárias para uma edificação? COMPONENTES DE UM SISTEMA PREDIAL SUBSISTEMA DE ALIMENTAÇÃO SUBSISTEMA DE RESERVAÇÃO SUBSISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO INTERNA RAMAL DE ENTRADA PREDIAL (RAMAL EXTERNO) CAVALETE / HIDRÔMENTO O ALIMENTADOR PREDIAL (RAMAL INTERNO) RESERVATÓRIO INFERIOR ESTAÇÃO ELEVATÓRIA RESERVATÓRIO SUPERIOR BARRILETE COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO RAMAIS SUB-RAMAIS Instalações Hidrossanitárias e de Combate ao Incêndio Conceito gerais: As instalações prediais, como pode ser visto a seguir, representam uma importante e imprescindível etapa que deve ser implantada nas edificações, independentemente de seu porte, tipo e destino. As instalações devem ser projetadas e executadas de maneira que atendam aos princípios gerais estabelecidos pelas normas. Instalações prediais de água fria, quente e gelada; Instalações prediais de esgoto; Instalações prediais de água pluvial; Instalações de prevenção e combate ao incêndio; Instalações prediais de gás (GLP); Instalações elétricas; Instalações telefônicas, rede lógica ou dados. As instalações prediais de água fria e quente são regulamentadas pela ABNT NBR 5626:2020 — sistemas prediais de água fria e água quente — projeto, execução, operação e manutenção, que estabelece as mínimas exigências técnicas de higiene, segurança, economia e conforto dos usuários. Informações A não obediência dos princípios fundamentais da norma, como: o abastecimento público de água apresentar-se de modo ineficiente; a redução do custo da edificação sacrificando as instalações — seja com o emprego inadequado de certos materiais, seja com o subdimensionamento de encanamentos, peças e equipamentos, chegando até a não elaborar os projetos — pode causar sérios prejuízos. Veja o exemplo de um diagrama para um banheiro, projetado para água fria e quente: Projeto de água fria e quente. As instalações prediais de esgoto correspondem a um conjunto de tubulações, conexões e caixas destinado ao recolhimento das águas residuárias provenientes de edifícios residenciais, comerciais e industriais, para promover um tratamento adequado, como é possível observar a seguir. A NBR 8160:1999, confirmada em 2022, estabelece exigências pelas quais devem ser projetadas e executadas as instalações prediais de esgoto sanitário, de forma que satisfaçam as condições mínimas necessárias de higiene, conforto, economia e segurança. Detalhe de um projeto de esgoto. A NBR 10844:1988, confirmada em 2018, estabelece que o projeto de instalações de águas pluviais deve ser desenvolvido de forma a garantir a captação, a condução e a destinação ao local adequado das águas da chuva que precipitam sobre os edifícios. Sistema de águas pluviais. A água da chuva é um dos elementos mais danosos para a durabilidade e a boa aparência das construções, cabendo ao instalador projetar o seu escoamento, de modo que seja realizado pelo trajeto mais curto e no menor tempo possível. Atenção O código de obras das municipalidades, em geral, proíbe o caimento livre da água dos telhados de prédios de mais de um pavimento, bem como o caimento em terrenos vizinhos. Por isso, a água deve ser direcionada aos condutores de água pluvial, que a encaminha às caixas de areia e, então, aos coletores públicos de águas pluviais ou às sarjetas dos logradouros públicos. Por fim, tem-se as instalações de prevenção e combate ao incêndio. Existem diversas normas como as Normas de Segurança Contra Incêndios do CBSC (Corpo de Bombeiros de Santa Catarina) — Decreto n° 4909 de 18 -10 -94 publicado no Diário Oficial n° 15042 de 19/10/94, as normas técnicas de cada Estado e a NBR 13714:2000 sobre sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate ao incêndio. Instalações hidrossanitárias: Desde os primórdios, a água sempre foi preocupação de todos os povos, pois é um fator primordial para a sobrevivência humana. Curiosidade Desde a Antiguidade, as civilizações se fixaram próximas de cursos d’água, justamente pela necessidade do consumo e visando facilitar a sua captação. Diante disso, na época Leonardo da Vinci (1452-1519) definiu como “cidade ideal” aquela circundada por canais para abastecimento de água e rede de esgoto. Assim, o uso de água fria potável nos prédios é condição indispensável para atender às condições elementares de habitabilidade, higiene e conforto. Porém, o abastecimento pode apresentar-se de modo deficiente, insuficiente ou até inexistente. Isso ocorre porque algumas pessoas reduzem os custos das instalações, o que gera problemas futuros. Um projeto de instalação de água fria e/ou quente se divide em várias etapas. A primeira delas é a concepção do projeto. Nesse momento, é importante definir a finalidade do projeto, onde estará localizada a caixa-d’água, como será a distribuição dos cômodos que necessitam de abastecimento de água e rede de esgoto, se o sistema será de água fria e/ou quente e como ficará o sistema de abastecimento e distribuição das colunas. Veja uma concepção de projeto hidrossanitário. Tipo e ocupação do prédio; Capacidades atual e futura; Tipo de sistema de abastecimento; Pontos de utilização; Traçado do sistema de distribuição; Localização de reservatórios e aparelhos; Materiais a serem utilizados. O desenvolvimento do projeto das instalações prediais de água fria deve ser conduzido concomitantemente e com os projetos de arquitetura, de estruturas e de fundações do edifício, alcançando a mais perfeita harmonia entre todas as exigências técnico-econômicas envolvidas. O dimensionamento do projeto do sistema hidrossanitário deve ser dividido em etapas em função do sistema a ser adotado na edificação. Ou seja, o sistema de água fria tem um método de cálculo e o de água quente, outro. Assim como os sistemas de esgoto de águas pluviais. Confira a seguir um esquema das etapas de um projeto hidrossanitário. ETAPAS DE DIMENSIONAMENTO DE UM PROJETO HIDROSSANITÁRIO. Dimensionamen to do sistema de água fria DETERMINAÇÃO DE VAZÕES DERMINAÇÃO DE DIÂMETROS DE CANALIZAÇÕES E VOLUMES DE RESERVATÓRIOS VERIFICAÇÃO DE VELOCIDADES LIMITES (MÁXIMAS) VERIFICAÇÃO DE PRESSÕES LIMITES (MÁX E MIN) Dimensionamento do sistema de água fria ESCOLHA DOS AQUECEDORES DETERMINAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA QUENTE DETERMINAÇÃO DE DIÂMETRO DE CANALIZAÇÕES E VOLUMES DE RESERVATÓRIOS Dimensionamento do projeto de esgoto Dimensionamento do projeto de instalações pluviais CONDUTORES VERTICAIS ABACOS (NBR 10844)CALHAS MANNING-SRICKLER DETERMINAÇÃO DE DIÂMETRO DE CANALIZAÇÕES E VOLUMES DE RESERVATÓRIOS CAIXAS GORDURA E PASSAGEM E INSPESÃO COLUNA DE VENTILAÇÃO RAMAL DE VENTILAÇÃO SUSCOLETORES E COLETORES TUBO DE QUEDA RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO Os componentes do projeto de uma instalação hidrossanitária se dividem em: Memorial descritivo e justificativo; Memorial de cálculo; Normas de execução; Especificação dos materiais e equipamentos; Cortes, detalhes e vistas isométricas com dimensionamento e traçado das tubulações — escala: 1:20 ou 1:25; Planta baixa de cada pavimento e cobertura, com escalas — 1:50 e em alguns casos 1:100; Detalhes; Quantitativos. Na sequência, é apresentado um projeto isométrico referente a uma cozinha residencial com instalação dos sistemas de água quente e de água fria. Vista isométrica - Cozinha. Já na imagem seguinte, é apresentado um exemplo de projeto sanitário de esgoto e de águas pluviais do pavimento térreo de uma edificação residencial. Planta baixa do projeto sanitário. Nos detalhes a seguir, é mostrada a entrada de água (ramal predial), a localização do hidrômetro instalado dentro dos padrões da concessionária local, o ramal de entrada (alimentador predial) e a instalação de dreno de ar- condicionado. Detalhes De acordo com a norma, as instalações de água fria devem ser projetadas e construídas para garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade suficiente, com pressão e velocidade adequadas ao perfeito funcionamento das peças de utilização e dos sistemas de tubulações, para preservar rigorosamente a qualidade da água do sistema de abastecimento e para assegurar o máximo conforto dos usuários, incluindo a redução dos níveis de ruído. No caso do projeto de esgoto, primeiro é necessário entender que existe uma diferença entre esgoto doméstico e industrial. O esgoto doméstico é formado a partir do uso da água potável em nossos procedimentos de higienização e nossa produção alimentícia. Dessa forma, um projeto de esgoto sanitário tem como objetivos permitir o rápido escoamento dos esgotos, facilitar desobstruções, vedar a passagem de gases e animais das tubulações para o interior das edificações e impedir a poluição da água potável. TERMOS DE UM PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO ESGOTO SANITÁRIO: DESPEJO PROVENIENTE DO USO DA ÁGUA PARA FINS HIGIÊNICOS. APARELHO SANITÁRIO: APARELHO LIGADO À INSTALAÇÃO PREDIAL E DESTINADO AO USO DE ÁGUA PARA FINS HIGIÊNICOS OU PARA RECEBER DEJETOS OU ÁGUAS SERVIDAS. BACIA SANITÁRIA: APARELHO SANITÁRIO DESTINADO A RECEBER EXCLUSIVAMENTE DEJETOS HUMANOS. RAMAL DE DESCARGA: TUBULAÇÃO QUE RECEBE DIRETAMENTE OS EFLUENTES DE APARELHOS SANITÁRIOS (TUBULAÇÃO PRIMÁRIA). RAMAL DE ESGOTO: TUBULAÇÃO PRIMÁRIA QUE RECEBE OS EFLUENTES DOS RAMAIS DE DESCARGA DIRETAMENTE OU A PARTIR DE UM DESCONECTOR. TUBO DE QUEDA: TUBULAÇÃO VERTICAL QUE RECEBE EFLUENTES DE RAMAIS DE ESGOTO E RAMAIS DE DESCARGA. COLUNA DE VENTILAÇÃO: TUBO VENTILADOR VERTICAL QUE SE PROLONGA POR UM OU MAIS ANDARES E CUJA EXTREMIDADE SUPERIOR É ABERTA À ATMOSFERA. ESGOTO PRIMÁRIO: CONJUNTO DE TUBU- LAÇÕES E DISPOSITIVOS QUE TEM ACESSO AOS GASES PROVENIENTES DO COLETOR PÚ- BLICO OU DOS DISPOSITIVOS DE TRA- TAMENTO. ESGOTO SECUNDÁRIO: CONJUNTO DE TU- BULAÇÕES E DISPOSITIVOS QUE NÃO TEM ACESSO AOS GASES PROVENIENTES DO CO- LETOR PÚBLICO OU DOS DISPOSITIVOS DE TRATAMENTO. FECHO HÍDRICO: CAMADA LÍQUIDA, DE NÍVEL CONSTANTE, QUE VEDA A PASSAGEM DOS GASES EM UM DESCONECTOR. Partes constituintes de uma instalação de esgoto. Sabe-se que a água da chuva é um dos elementos mais danosos à durabilidade e à boa aparência das construções. As coberturas das edificações impedem que a água da chuva atinja áreas que devem ser protegidas. Esse volume de água deve ser convenientemente coletado e transportado à rede pública de drenagem. O projetista é o responsável por fazer com que o escoamento seja realizado pelo trajeto mais curto e no menor tempo possível. Para isso, é necessário elaborar um projeto de águas pluviais. Segundo a NBR 10844:1989 — instalações prediais de águas pluviais, confirmada em 2018, o projeto de drenagem deve atender aos seguintes requisitos. Os condutores de águas pluviais não podem ser usados para receber efluentes de esgotos sanitários; As superfícies horizontais de lajes devem ter uma declividade mínima de 0,5%, que garanta o escoamento das águas pluviais até os pontos de drenagem previstos; O diâmetro interno mínimo dos condutores verticais de seção circular é 75mm; Os condutores horizontais devem ser projetados, sempre que possível, com declividade uniforme com valor mínimo de 0,5%. Semelhante aos demais projetos, o projeto de instalações prediais de águas pluviais também possui alguns termos importantes. A TERMINOLOGIA DE INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS: DE A ATÉ H ALTURA PLUVIOMÉTRICA: É O VOLUME DE ÁGUA PRECIPITADA (EM MM) POR UNIDADE DE ÁREA HORIZONTAL, EXEMPLO: 1MM = 1 LITRO/M²; ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO: SOMA DAS ÁREAS DAS SUPERFÍCIES QUE, INTERCEPTANDO CHUVA, CONDUZEM A ÁGUA PARA DETERMINADO PONTO DA INSTALAÇÃO; ÁREA MOLHADA: ÁREA ÚTIL DE ESCOAMENTO EM UMA SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM CONDUTOR OU CALHA; CAIXA DE AREIA: CAIXA UTILIZADA NOS CONDUTORES HORIZONTAIS DESTINADOS A RECOLHER DETRITOS POR DEPOSIÇÃO; CALHA: CANAL QUE RECOLHE A ÁGUA DE COBERTURAS, TERRAÇOS E SIMILARES E A CONDUZ A UM PONTO DE DESTINO; CONDUTOR HORIZONTAL: CANAL OU TUBULAÇÃO HORIZONTAL DESTINADA A RECOLHER E A CONDUZIR ÁGUAS PLUVIAIS ATÉ LOCAIS PERMITIDOS PELOS DISPOSITIVOS LEGAIS; CONDUTOR VERTICAL: TUBULAÇÃO VERTICAL DESTINADA A RECOLHER ÁGUA DE CALHAS, COBERTURAS, TERRAÇOS E SIMILARES E CONDUZI-LA ATÉ A PARTE INFERIOR DO EDIFÍCIO; DURAÇÃO DE PRECIPITAÇÃO: INTERVALO DE TEMPO DE REFERÊNCIA PARA A DETERMINAÇÃO DE INTENSIDADES PLUVIOMÉTRICAS. DE I ATÉ Z INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA: É A ALTURA PLUVIOMÉTRICA POR UNIDADE DE TEMPO (MM/H); PERÍMETRO MOLHADO: LINHA QUE LIMITA A SEÇÃO MOLHADA JUNTO ÀS PAREDES E AO FUNDO DO CONDUTOR OU DA CALHA; PERÍODO DE RETORNO: NÚMERO MÉDIO DE ANOS EM QUE, PARA A MESMA DURAÇÃO DE PRECIPITAÇÃO, DETERMINADA INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA É IGUALADA OU ULTRAPASSADA APENAS UMA VEZ; RAIO HIDRÁULICO: É A RELAÇÃO ENTRE A ÁREA E O PERÍMETRO MOLHADO; RALO: CAIXA DOTADA DE GRELHA NA PARTE SUPERIOR, DESTINADA A RECEBER ÁGUAS PLUVIAIS; SUPERFÍCIES COLETORAS: CONSTITUÍDAS POR TELHADOS, PAREDES, COBERTURAS, PISOS EXTERNOS, TERRAÇOS E SIMILARES, QUE INTERCEPTAM A CHUVA; TEMPO DE CONCENTRAÇÃO: INTERVALO DE TEMPO DECORRIDO ENTRE O INÍCIO DA CHUVA E O MOMENTO EM QUE TODA A ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO PASSA A ESCOAR PARA DETERMINADA SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM CONDUTOR OU CALHA; VAZÃO DE PROJETO: VAZÃO DE REFERÊNCIA PARA O DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES E CALHAS. Componentes e características de um sistema predial: Um sistema predial de água fria possui algumas partes constituintes principais, como o ramal predial, o cavalete, o alimentador predial, o reservatório inferior, os conjuntos elevatórios, as tubulações de sucção e de recalque, o reservatório superior, o barrilete, as colunas e os ramais de distribuição. Componentes de um sistema predial. No subsistema de alimentação, tem-se o ramal predial ou ramal de entrada predial (ramal externo), formado pela tubulação entre a rede pública de abastecimento e a instalação predial. Ramal de entrada predial. A NBR 10925:2016 da ABNT confirmada em 2020 — cavalete de PVC DN 20 para ramais prediais — define cavalete como: conjunto de tubo, conexões e registros do ramal predial, destinado à instalação do hidrômetro e de seus respectivos tubetes, ou limitador de consumo, em posição afastada do piso. Detalhe do cavalete e hidrômetros. No hidrômetro digital, deve-se ler os algarismos pretos. Exemplo: a leitura do mostrador anterior é de 126m3. Já no hidrômetro analógico a leitura é feita pelos ponteiros - anotam-se os números indicados pelos quatro ponteiros pretos dos círculos menores, da esquerda para a direta. Exemplo: a leitura do mostrador exibido é de 1.485m3. O alimentadorpredial (ramal interno) é a tubulação entre o ramal predial e o reservatório. Já o reservatório faz parte do subsistema de reservação. O abastecimento pelo sistema indireto, com ou sem bombeamento, necessita de reservatórios para garantia da sua regularidade. Nas residências sem bombeamento (sistema mais comum), apenas o reservatório superior é necessário. Em função do volume necessário, podem ser adotadas várias unidades de reservatórios pré-fabricados, os quais devem ser divididos em câmaras que se comunicam. Reservatório de uma residência unifamiliar. Resumindo: O barrilete engloba o conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual partem as colunas de distribuição, compostas pelas tubulações derivadas do barrilete e destinadas a alimentar os ramais. Detalhe do barrilete. Os ramais são as tubulações derivadas das colunas de distribuição e destinadas a alimentar os sub-ramais, responsáveis por ligar os ramais aos pontos de utilização (pontos de utilização e aparelhos sanitários). Em caso de aparelhos passíveis de sofrer retrossifonagem (refluxo ou pressão negativa), a tomada de água do sub- ramal deve ser feita em um ponto da coluna a 0,40m, no mínimo acima da borda de transbordamento desse aparelho. Instalações de combate ao incêndio: As instalações de prevenção e combate ao incêndio têm como objetivo geral criar dispositivos capazes de detectar, informar onde iniciou e debelar com presteza um incêndio, evitando danos materiais e perdas de vidas. O incêndio é divido em cinco classes em função do tipo de material. Isso ocorre porque os materiais combustíveis têm características diferentes e, portanto, queimam de modos distintos. Classes de incêndio. CLASSES I II III IV V CLASSE A: REPRESENTA O INCÊNDIO EM MATERIAIS SÓLIDOS, COMO MADEIRA, PAPEL E TECIDO. ESSES MATERIAIS APRESENTAM DUAS PROPRIEDADES: DEIXAM RESÍDUOS QUANDO QUEIMADOS (BRASAS, CINZAS, CARVÃO), E QUEIMAM EM SUPERFÍCIES E EM PROFUNDIDADE. CLASSE B: CARACTERIZADA POR LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS, COMO ÓLEO, GASOLINA E QUEROSENE. ESSES MATERIAIS TAMBÉM APRESENTAM DUAS PROPRIEDADES: NÃO DEIXAM RESÍDUOS QUANDO QUEIMADOS, E QUEIMAM SOMENTE EM SUPERFÍCIE. CLASSE C: ENGLOBA OS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ENER- GIZADOS, COMO MÁQUINAS ELÉTRICAS E QUADROS DE FORÇA. NESSE CASO, QUANDO O CIRCUITO ELÉTRICO FOR DESLIGADO, O INCÊNDIO PASSA A SER DE CLASSE A. É IMPORTANTE NÃO JOGAR ÁGUA EM UM FOGO DE CLASSE C (MATERIAL ELÉTRICO ENERGIZADO), PORQUE A ÁGUA É BOA CONDUTORA DE ELETRICIDADE. CLASSE D: OS MATERIAIS SÃO OS METAIS QUE INFLAMAM FACILMENTE, COMO ALUMÍNIO EM PÓ, MAGNÉSIO E CAR- BONATO DE POTÁSSIO. NÃO JOGAR ÁGUA NESSE INCÊNDIO, POIS ESSES METAIS REAGEM DE FORMA VIOLENTA, NA PRESENÇA DA ÁGUA. CLASSE K: SÃO OS MATERIAIS COMO ÓLEO E GORDURA EM COZINHAS. GERALMENTE, OCORREM EM EQUIPAMENTOS COMO FRITADEIRAS, GRELHAS, ASSADEIRAS E FRIGIDEIRAS. A maioria dos incêndios começa com um pequeno foco, fácil de debelar. Conhecendo os métodos de extinção do fogo é possível evitar que um incêndio se transforme em uma catástrofe. Em todo incêndio ocorre uma reação de combustão, envolvendo quatro elementos: o combustível, o comburente, o calor e a reação em cadeia. Os métodos de extinção do fogo consistem em “atacar” cada um desses elementos. Tetraedro do fogo. O primeiro método de extinção do fogo é retirar o material, ou seja, retirar do local o material (combustível) que está pegando fogo e outros materiais que estejam próximos às chamas. A próxima alternativa para eliminar o fogo é o abafamento, ou seja, eliminar o oxigênio (comburente) da reação por meio do abafamento do fogo. Caso essa alternativa não consiga extinguir o incêndio, pode-se tentar o processo de resfriamento, que consiste em diminuir a temperatura (calor) do material em chamas. Comentario Além da classificação do incêndio quanto ao tipo de material, existe também a classificação das edificações no que diz respeito à ocupação, à altura e à carga de incêndio. Essas classificações são regidas por normas estaduais dos corpos de bombeiro de cada região. O conceito de prevenção é mais amplo que a simples ideia do combate. O combate é de fato uma reação após a ocorrência do incêndio. Já a prevenção busca evitar o início do fogo e a sua propagação. Assim, a prevenção é feita desde a concepção arquitetônica e pode ser dividida nos quatro grupos indicados. Proteção de concepção Meios de fuga Meios de combate ao incêndio Meios de alerta Proteção de concepção: Pode ser feita por meio de portas corta-fogo; paredes e platibandas (abas) de segurança; pisos, tetos e paredes incombustíveis; vidros resistentes a no mínimo 60 minutos ao fogo; compartimentação de áreas; e isolamento de risco (é a distância ou proteção, de tal forma que, para fins de previsão das exigências de medidas de segurança contra incêndio, uma edificação seja considerada independente em relação à adjacente). Meio de fuga: Podem ser escada de segurança, iluminação e sinalização de emergência, e elevador de segurança. Sinalização de emergência. Meio de combate ao incêndio: Englobam sistemas móveis como extintores manuais e sobre rodas, sistemas automáticos fixos, chuveiros automáticos (sprinklers) e sistema fixos sob comando, como hidrantes e mangotinhos. SprinklersSprinklers MangueirasMangueiras HidrantesHidrantes ExtintoresExtintores Os extintores de incêndio devem obedecer a estas diretrizes para a sua instalação: A altura máxima de fixação é de 1,60m, e a mínima é de 0,10m; Dependendo do risco (alto, médio e baixo), o percurso máximo para se atingir um extintor é de 10, 15 ou 20 metros; Os extintores devem estar desobstruídos e sinalizados; Obedecendo-se o percurso máximo, cada pavimento deve ser protegido no mínimo por duas unidades extintoras distintas, sendo uma para incêndios de classe A e outra para incêndios de classes B e C, ou duas unidades extintoras para classe ABC. Até 50m² de área no pavimento, é aceita a colocação de um extintor do tipo ABC. Observe nas imagens a seguir mais detalhes para a instalação dos extintores de incêndio: Diretrizes para instalação do extintor de incêndio. Os tipos de extintores de incêndio variam em função da classe do incêndio à qual serão destinados. Em outras palavras, o agente extintor varia de acordo com a classe do incêndio. Na sequência, vamos estudar cada um deles: Tipos de Extintores: INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES B E C. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO OCORRE POR ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO, E AGE EM MATERIAIS COMBUSTÍVEIS, LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS E CONTRA O FOGO ORIUNDO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS. O EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO B/C TAMBÉM É INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES B E C. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS. INDICADO PARA INCÊNDIOS DA CLASSE A. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É POR RESFRIAMENTO E AGE EM MATERIAIS COMO MADEIRAS, TECIDOS, PAPÉIS, BORRACHAS, PLÁSTICOS E FIBRAS ORGÂNICAS. É PROIBIDO USÁ-LO PARA INCÊNDIOS DE CLASSES B E C. INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES A, B E C. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS E ABAFAMENTO (PARA INCÊNDIOS DA CLASSE A) E PODE SER USADO PARA A CONTENÇÃO DE FOGO DE PRATICAMENTE QUALQUER NATUREZA. INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES A E B E SEU USO É PROIBIDO PARA INCÊNDIOS DE CLASSE C. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É POR MEIO DE ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO. água gás carbônico pó químico Espuma mecânica Instalações Elétricas e Domótica Você sabe o que é um sistema de intalação elétrica e domótica para obras residenciais? UNIDADE CONSUMIDORA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE UM CONSUMIDOR. CARGA INSTALADA: SOMA DAS POTÊ-NCIAS NOMINAIS [KW] DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DE UMA UNIDADE CONSUMIDORA. CAIXA DE MEDIÇÃO: CAIXA DESTINADA À INSTALAÇÃO DO MEDIDOR DE ENERGIA E SEUS ACESSÓRIOS. RAMAL DE LIGAÇÃO: CONJUNTO DE ELETRODUTOS, CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS A PARTIR DO PONTO DE ENTREGA ATÉ O MEDIDO. RAMAL DE ENTRADA: CONJUNTO DE ELETRODUTOS, CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS A PARTIR DO PONTO DE ENTREGAATÉ O MEDIDO. CIRCUITO ALIMENTADOR: CONDUTORES ISOLADOS, INSTALADOS ENTRE A PROTEÇÃO GERAL E O QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DA UNIDADE CONSUMIDORA. PADRÃO DE ENTRADA. INSTALAÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA É COMPOSTA POR: RAMAL DE ENTRADA POSTE PARTICULAR DE CONCRETO OU FERRO CAIXAS OU CONJUNTO DE CAIXAS QUE COMPORTAM O CENTRO DE MEDIÇÃO E DE PROTEÇÃO DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E ATERRAMENTO A NORMA BNR 5410 (2008) ESPECIFICA AS CORES DE FIOS E CABOS ELÉTRICOS QUE DEVEM SER UTILIZADAS PARA IDENTIFICAÇÃO PARA CONDUTORES NEUTROS COM ISOLAÇÃO FASE NEUTRO PROTEÇÃO RETORNO CABO AZUL CLARO PARA CONDUTORES DE PROTEÇÃO POPULARMENTE CONHECIDOS COMO “FIO TERRA” CABO VERDE OU COM AMARELO INDICADO PARA CONDUTORES FASE. CABO VERMELHO, PRETO OU MARROM OS FIOS PODEM SER USADOS DIRETAMENTE COMO CONDUTORES (COM OU SEM ISOLAÇÃO) OU NA FABRICAÇÃO DE CABOS. CABO É UM CONDUTOR ENCORDOADO CONSTITUÍDO POR UM CONJUNTO DE FIOS FINOS ENCORDOADOS. O TERMO “CABO” É MUITAS VEZES USADO PARA INDICAR, DE UM MODO GLOBAL, FIOS E CABOS (PROPRIAMENTE DITOS) EM EXPRESSÕES COM “CABOS ELÉTRICOS” CABOS DE BAIXA TENSÃO” Instalações Elétricas e Domótica Conceitos gerais: A importância da eletricidade em nossas vidas é inquestionável. Ela ilumina nossos lares, trabalhos, ruas e cidades, movimenta nossos eletrodomésticos, permite o funcionamento dos nossos aparelhos eletrônicos e aquece nosso banho. Quando mal empregada, a eletricidade traz alguns perigos como choques, às vezes fatais, e curtos-circuitos, causadores de tantos incêndios. Assim, a melhor forma de conviver harmonicamente com a eletricidade é conhecê- la, tirando-lhe o maior proveito, desfrutando de todo o seu conforto com a máxima segurança. Atenção As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela norma NBR 5410 (2008), da ABNT, e cada estado do país tem uma concessionária responsável pelo fornecimento de energia, com suas próprias diretrizes em relação a projetos para instalação em obras. As instalações elétricas cobertas pela NBR 5410 (2008) estão sujeitas também, naquilo que for pertinente, às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade. A instalação elétrica de determinado local dependerá de um projeto que envolve muitas etapas, desde a definição das cargas mínimas até a implementação física das ligações elétricas de fato, que garantirão o fornecimento de energia elétrica. Isso é válido para instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais. Seja em residências ou no comércio, as instalações elétricas são muito importantes, pois a energia elétrica é considerada um bem extremamente necessário na nossa sociedade atual, visto que fornece calor, luz, conforto, segurança e lazer. Porém, visto que a energia elétrica oferece risco de acidente e morte, é preciso muita atenção ao utilizá-la. Para entender como ocorre o processo de instalações elétricas prediais, é necessário conhecer as etapas que o antecedem — conceitos básicos de eletricidade: como ocorre a geração de eletricidade, o que são os transformadores, o que é o projeto luminotécnico. O projeto elétrico deve obedecer a algumas regras necessárias, como segurança, funcionalidade, capacidade de reserva, flexibilidade, acessibilidade e condições de funcionamento (continuidade) de energia elétrica. A ausência de um projeto elétrico pode acarretar diversos problemas durante a obra e no pós-obra, como: retrabalho durante a obra (falta de materiais, falta de pontos, por exemplo tomadas); desarme de dispositivos de proteção; aumento do consumo de energia; queima de componentes (lâmpadas); propensão de choque elétrico, curto-circuito e sobrecargas; aumento do custo de execução. Um projeto elétrico deve seguir várias etapas para sua concepção, como a análise inicial do local para o qual será fornecida a energia, avaliação de como ocorre o fornecimento de energia na região, quantificação da instalação, esquema básico da instalação, seleção, dimensionamento, especificações e contagem dos componentes. Para um projeto de instalações elétricas, a NBR 5410 (2008) define que devem existir plantas, esquemas unifilares, trefilares, detalhes de montagem, memorial descritivo da instalação, especificação dos componentes e parâmetros de projeto, podendo ainda incluir itens não obrigatórios, como memorial de cálculo e lista de material. O sistema elétrico de potência se divide em três etapas: a geração de energia, a transmissão e, por fim, a distribuição. A geração de energia ou produção da energia elétrica ocorre normalmente em centrais elétricas que convertem alguma forma de energia (cinética, calor) em energia elétrica. Existem as usinas hidrelétricas, as usinas termoelétricas, os parques eólicos, as centrais nuclear e os parques solares. Usina nuclear Parque solarParque eólico TermoelétricaHidroelétrica A transmissão de energia elétrica é a segunda etapa após o processo de produção da energia elétrica. Essa é a etapa que envolve o processo de transportar energia entre dois pontos. O transporte é realizado pelas denominadas linhas de transmissão de alta potência, geralmente usando corrente alternada, que de uma forma mais simples conecta uma usina ao consumidor. Sistema de distribuição de energia. A distribuição é a última etapa até a entrega da energia ao consumidor. As concessionárias de energia são as responsáveis por esse serviço, além de fornecerem energia para iluminação pública. Cada estado pode ter uma ou mais concessionárias que fazem esse serviço, e cada concessionária terá normas próprias de funcionamento. Sistema de distribuição de energia. Existem três tipos de categorias de atendimento, no que diz respeito à distribuição de energia pelas concessionárias. Entre elas, existem algumas restrições no atendimento: CATEGORIA “U” CATEGORIA “D” CATEGORIA “T” MONOFÁSICO: COMPOSTO POR DOIS FIOS (UMA FASE E UM NEUTRO). É APLICADA ÀS INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA ATÉ 9KW. BIFÁSICO: COMPOSTO POR TRÊS FIOS (DUAS FASES E UM NEUTRO). É APLICADA ÀS INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA ACIMA DE 9KW E ATÉ 15KW. TRIFÁSICO: COMPOSTO POR QUATRO FIOS (TRÊS FASES E UM NEUTRO). É APLICADA ÀS INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA ACIMA DE 15KW E ATÉ 75KW. A partir da potência instalada (potência ativa total) prevista para a residência é possível determinar: O tipo de fornecimento A tensão de alimentação O padrão de entrada A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários, devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito. Assim, a divisão da instalação em circuitos deve ser feita de modo a atender, entre outras, às seguintes exigências: De segurança Conservação de energia Funcionais De produção De manutenção Definições, terminologias e simbologia É necessário conhecer alguns termos, definições e símbolos que embasam e representam um projeto de instalações elétricas prediais. A respeito do fornecimento de energia elétrica em tensão secundária, existem as edificações individuais, em que são aplicadas as instalações com carga instalada de até 75kW, a serem ligadas nas redes aéreas de distribuição secundárias da concessionária; e as edificações coletivas, nas quais as instalações são de uso coletivo, a serem ligadas nas redes aéreas de distribuição secundárias. UNIDADE CONSUMIDORA: INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE UM CONSUMIDOR, CARACTERIZADAS PELA ENTREGA DE ENERGIA EM UM ÚNICO PONTO. CARGA INSTALADA SOMA DAS POTÊNCIAS NOMINAIS [KW] DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DE UMA UNIDADE CONSUMIDORA QUE ESTEJAM EM CONDIÇÕES DE ENTRAR EM FUNCIONAMENTO, DEPOIS DE CONCLUÍDOS OS TRABALHOS DE INSTALAÇÃO. CAIXA DE MEDIÇÃO CAIXA DESTINADA À INSTALAÇÃO DO MEDIDOR DE ENERGIA E DE SEUS ACESSÓRIOS, BEM COMO DO DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO. RAMAL DE LIGAÇÃO CONJUNTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS ENTRE A DERIVAÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DA CONCESSIO- NÁRIA E OPONTO DE ENTREGA. RAMAL DE ENTRADA CONJUNTO DE ELETRODUTOS, CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS A PARTIR DO PONTO DE ENTREGA ATÉ O MEDIDOR. CIRCUITO ALIMENTADOR CONDUTORES ISOLADOS, INSTALADOS ENTRE A PROTEÇÃO GERAL E O QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DA UNIDADE CONSUMIDORA. CIRCUITO ALIMENTADOR SUPORTE SITUADO NA EDIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR COM A FINALIDADE DE FIXAR E ELEVAR O RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO E INSTALAR O RAMAL DE ENTRADA INSTALAR O RAMAL DE ENTRADA. O último termo de um projeto de instalações elétricas prediais que precisamos conhecer é o Padrão de entrada. A instalação do padrão de entrada é de responsabilidade do consumidor e é composta por: ramal de entrada (confira o esquema na imagem a seguir); poste particular de concreto ou ferro; caixas ou conjunto de caixas que comportam o centro de medição e de proteção; dispositivos de proteção e aterramento. O ponto de entrega é o ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento. A norma NBR 5410 (2008) especifica as cores de fios e cabos elétricos que devem ser utilizadas para identificação. Ela se aplica às instalações elétricas de baixa tensão em edificações. Assim, de acordo com a norma, não é obrigatória a utilização da tabela de cores para identificar os cabos, mas, se a cor for utilizada como forma de identificação da função, deve seguir o padrão. Cores de fios e cabos elétricos. Apesar de existir uma norma específica para a padronização de fios e cabos elétricos, muitas instalações elétricas não seguem a coloração oficial — sobretudo em obras muito antigas ou irregulares. Por isso, não se deve confiar cegamente na cor do fio na hora de fazer novas conexões ou realizar manutenções. O ideal é sempre consultar detalhadamente os diagramas e os mapas da instalação, bem como medir a tensão presente em cada condutor. É importante conhecer também o esquema de ligações e simbologia de identificação. Por exemplo, em um projeto, como é possível identificar o que é fase, neutro, terra e retorno? Cada um desses cabos possui um símbolo representativo e uma sequência para ser representada no projeto. Símbolo representativo e uma sequência para ser representada no projeto. Elementos de uma instalação elétrica: Condutores elétricos são divididos em dois grupos, fios e cabos. FIO CABO É UM CONDUTOR ENCORDOADO CONSTITUÍDO POR UM CONJUNTO DE FIOS FINOS ENCOR-DOADOS. O TERMO “CABO” É MUITAS VEZES USA-DO PARA IN-DICAR, DE UM MODO GLOBAL, FIOS E CABOS (PROPRIAMENTE DITOS) EM EX- PRESSÕES COMO “CABOS ELÉTRI- COS”, “CABOS DE BAIXA TENSÃO” ETC. É UM PRODUTO METÁLICO MACIÇO E FLEXÍVEL, COM SEÇÃO TRANSVER- SAL INVARIÁVEL. PODEM SER USA- DOS DIRETAMENTE COMO CON- DUTORES (COM OU SEM ISOLAÇÃO) OU NA FABRICAÇÃO DE CABOS. Os cabos são caracterizados por sua seção nominal, grandeza referente ao condutor respectivo (ou aos condutores respectivos, no caso de um cabo com mais de um condutor). Acompanhe, na sequência, as demais características dos elementos de uma instalação elétrica: Condutores elétricos: Eletrodutos: Quadro de distribuição de circuitos: Caixas de derivação SÃO AS CANALIZAÇÕES DESTINADAS A CONTER CONDUTORES ELÉTRICOS. EXISTEM VÁRIOS TIPOS: ELETRODUTOS, CALHAS, MOLDURAS, CANALETAS, BANDEJAS, ESCA-DAS PARA CABOS, POÇOS E GALERIAS. PODEM SER METÁLICOS (AÇO, ALUMÍNIO) OU DE MATERIAL ISOLANTE (PVC, POLIE-TILENO). ALÉM DISSO, SÃO USADOS EM LINHAS ELÉTRICAS EM- BUTIDAS OU APARENTES. SUA FUNÇÃO PRIN- CIPAL É PROTE-GER OS CONDUTORES ELÉTRICOS CONTRA CERTAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS E PRO- TEGER O MEIO AMBIENTE CONTRA RISCOS DE INCÊNDIO E DE EXPLOSÃO RESULTANTES DE FALTAS ENVOLVENDO CONDU-TORES. LOCALIZADAS AO FINAL DO ELETRODUTO, ESSAS CAIXAS SÃO UTILIZADAS PARA PASSAGEM E/OU LIGAÇÕES DE CONDUTORES ENTRE SI E/OU A DISPOSITIVOS NELA INSTALADOS. É O ELEMENTO RESPONSÁVEL POR RECEBER ENERGIA ELÉTRICA POR MEIO DOS CONDUTO- RES ALIMENTADORES E DISTRIBUIRÁ A UM OU MAIS CIRCUITOS, CONTENDO ELEMENTOS DE PROTEÇÃO, SECCIONAMENTO, CONTROLE E MEDIÇÃO. O QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS (QDC) PODE RECEBER, TAMBÉM, O NOME DE QUADRO DE DISJUNTORES (QD). Nas residências, a proteção (disjuntores e DRs) é instalada no QD, de onde também saem os circuitos terminais, como pode ser visto a seguir. Recomenda-se que seu posicionamento seja em local discreto, desobstruído e na posição mais central possível em relação às cargas da instalação fora do banheiro e distante de pias e tanques. Quadro de distribuição de circuitos. Outro elemento muito importante em um projeto elétrico é a planta baixa. Nesse documento, o projetista representa graficamente a iluminação para a casa, os cabos e as tomadas. Com ele, o profissional responsável pelo projeto elétrico pode elaborar um diagrama contendo o traçado de todos os circuitos da residência. A representação de cada circuito deve considerar se eles são trifásicos, bifásicos ou monofásicos. Veja um exemplo de planta baixa. Para garantir a segurança dos projetos elétricos residenciais, é necessário o dimensionamento dos sistemas de proteção para os circuitos. Eles são formados por chaves ou disjuntores que compõem os quadros de distribuição. Sistema unifilar geral com sistema de proteção DR. De acordo com a norma, cada circuito terminal deve ter o dispositivo de proteção contra sobrecorrentes ou curtos-circuitos. Esses dispositivos devem seccionar todas as fases simultaneamente e, se houver algum incidente na rede, cortar toda a energia que estiver sendo transmitida. No mercado, é possível encontrar três tipos aplicáveis para as instalações: diferencial residual (DR), dispositivos de proteção de surto ou sobretensões (DPS) e disjuntor termomagnético (DTM). Cabe ressaltar que esses dispositivos podem ser usados em conjunto. O quadro de cargas de um projeto é composto pelo agrupamento de diversos cálculos, entre quantitativo de potências, cálculo de corrente, distribuição de circuitos e balanceamento de fases, identificação de fiação, fator de potência, indicação de entrada de energia, dentre outros detalhes que envolvem o quadro elétrico. Veja um exemplo de quadro de cargas a seguir. Quadro de cargas. Domótica: Uma casa inteligente traz sistemas integrados de automação para o controle de diversas funcionalidades, como iluminação, rega de jardim e sistemas de monitoramento. No Brasil, o conceito ainda tem um grande potencial a ser explorado e alguns desafios para se tornar mais popular e eficiente. No entanto, não há dúvida de que os sistemas automatizados trazem inúmeros benefícios para o conforto, a segurança, a acessibilidade e a sustentabilidade das residências. O novo conceito definido por domótica é uma tecnologia que permite gerenciar os recursos habitacionais como iluminação, climatização, segurança e home care. Para projetar uma casa com automação residencial é preciso considerar itens que até então não eram observados nos projetos tradicionais. Um deles é a tecnologia de informação, que abrange diversas atividades: organização dos sistemas de informática; gerenciamento dos sistemas de controle da residência; configuração das redes interna e externa de comunicações; integração dos novos serviços de valor agregado; adaptação da rede aos vários moradores; conexão aos serviços públicos de telecomunicações; possibilidade de grande flexibilidade nas mudanças; organização dos espaços interno e externo com a introdução de novos equipamentos e dispositivos. É importante considerar que o cliente não está acostumado com programações complexas. Assim, os sistemas utilizados em casas inteligentes devem ter interfaces amigáveis, de fácil manuseio e comandos simples. Exemplo É possível comandar diversas funções da casa com o seu próprio celular, tablet ou apenas com um controle remoto universal. O projetista e o instalador têm que ficar atentos às características de cada cliente, afinal, a automação residencial acompanha o estilode vida e as preferências de cada usuário. A integração deve ser uma das principais preocupações dos profissionais. Quando os equipamentos de um sistema de automação residencial trabalham sem comunicação entre si, o resultado é uma grande confusão operacional com dispêndio de recursos e similaridade de funções. Para isso, existe a figura do “integrador de sistemas”, profissional que tem o objetivo de projetar, instalar e compatibilizar os projetos, além de se comunicar com os profissionais envolvidos, buscando atingir todos os benefícios que a automação residencial pode oferecer. Atualmente, diversos fabricantes e entidades oferecem certificações para formar esses profissionais, pois essa nova função requer um conhecimento amplo e multidisciplinar. Resumindo Pode-se entender a domótica como um processo de automação residencial que se refere ao controle automático e eletrônico de diferentes recursos, atividades e eletrodomésticos que também são utilizados em casas, empresas e outros locais. Ou seja, é possível controlar de maneira simples e fácil os equipamentos e os recursos dos ambientes por meio da internet, tornando a vida mais confortável, prática e segura, e até mesmo economizando as contas do seu lar. A automação residencial cria uma casa totalmente inteligente, por meio de sistemas integrados e ativa diversas funcionalidades a partir da conexão à internet, com a utilização de alguns comandos, como o de voz. Uma das tecnologias mais importantes nesse processo é a IoT (Internet of Things, em português, Internet das Coisas), que já vem impactando o dia a dia de muitas pessoas. Internet of Things. A IoT tem como objetivo oferecer facilidade e praticidade para as residências, por meio do controle e do gerenciamento remoto, tudo pela tela do celular, tablet ou computador, precisando apenas de conexão com a internet. A automação residencial é uma rede de hardware, comunicação e interfaces eletrônicas, que trabalha para integrar dispositivos via internet, e na qual cada sistema tem um modo de funcionar. Atualmente, existem diversas tecnologias acessíveis que permitem a automação residencial a baixo custo. Dois dos sistemas que vêm ganhando espaço são: a Alexa, da Amazon, e o Google Assistant. Esses sistemas são limitados, pois permitem simplesmente uma automação de aparelhos, e não uma rotina do usuário. Porém, a grande maioria já os considera um diferencial nas residências. No caso da Alexa, o equipamento permite programações como controlar a iluminação. As lâmpadas, as fitas de LED, os plugs ou os interruptores inteligentes conectados à Alexa podem ser ativados por comando de voz ou com programação de horário. O equipamento também permite controlar a temperatura de um ambiente via comando de voz. Além disso, existem outros recursos não voltados para a automação, mas que agregam valor à ferramenta, como dar a previsão do tempo, tocar música, traduzir palavras e expressões, pedir comida e checar seu pedido, fazer contas e programar timers e alarmes. Elevadores, Escadas Rolantes e Ar- Condicionado Central Quais são denominada instalações es- peciais? NBR 16755:2019 — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO DE ELEVADORES — INSPEÇÕES E ENSAIOS — DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA AO FOGO DE PORTAS DE PAVIMENTO DE ELEVADORES ABNT NBR 16756:2019 — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO DE ELEVADORES — ALARME REMOTO EM ELEVADORES DE PASSAGEIROS E ELEVADORES DE PASSAGEIROS E CARGA ABNT NBR 14712:2013 — ELEVADORES ELÉTRICOS E HIDRÁULICOS — ELEVADORES DE CARGA, MONTACARGAS E ELEVADORES DE MACA — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO ELEVADORES ELÉTRICOS — TERMNOLOGIA NORMA NBR-5666 ELEVADORES ELÉTRICOS DE PASSAGEIROS — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO NORMA NBR NM-207 CÁLCULO DE TRÁFEGO NOS ELEVADORES — PROCEDIMENTO NORMA NBR- 5665 Elevadores, Escadas Rolantes e Ar- Condicionado Instalações especiais: Elevadores O elevador é um equipamento de transporte utilizado para mover bens ou pessoas verticalmente ou diagonalmente. É conhecido e considerado por muitos como o meio de transporte mais seguro que existe. Comentário A segurança existente dos elevadores provém da fabricação de equipamentos em conformidade com as normas técnicas vigentes da ABNT, entre as quais cabe destacar a ABNT NBR 16755:2019 — requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores — inspeções e ensaios — determinação da resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores; a ABNT NBR 16756:2019 — requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores — alarme remoto em elevadores de passageiros e elevadores de passageiros e carga; e a ABNT NBR 14712:2013 — elevadores elétricos e hidráulicos — elevadores de carga, monta-cargas e elevadores de maca — requisitos de segurança para construção e instalação. Para entender melhor sobre projetos de elevadores de passageiros, confira alguns dos termos usualmente empregados na instalação e as terminologias dos componentes; todos apresentados conforme as referências das normas citadas: Cabina — parte do elevador que transporta passageiros e objetos; Caixa — espaço no qual o carro e o contrapeso viajam. Esse espaço é limitado pelo fundo do poço, pelas paredes e pelo teto; Carga nominal — carga para a qual o equipamento foi construído; Contrapeso — conjunto formado por armação, pesos e acessórios destinados a contrabalançar o peso do carro e parte da carga nominal; Freio de segurança — dispositivo mecânico para parar e manter travado nas guias o carro do elevador ou o contrapeso, em caso de sobrevelocidade no sentido de descida ou de ruptura da suspensão; Gabinete da maquinaria — recinto externo à caixa do elevador, exclusivo para a instalação de toda a maquinaria do elevador, ou parte dela, ou parte de seus componentes, no qual as operações de manutenção, inspeções e ensaios somente podem ser realizadas pelo lado externo do gabinete por meio de porta(s). Não é permitido que uma pessoa entre nesse recinto; Limitador de velocidade — dispositivo que causa a parada do elevador ao atingir uma velocidade predeterminada e, se necessário, aciona o freio de segurança; Nivelamento — operação que proporciona precisão de parada nos pavimentos; Máquina — conjunto destinado a movimentar o carro, constituído principalmente de motor, polia de tração (ou tambor) e freio; Poço — parte da caixa situada abaixo do nível de parada mais baixo servido pelo elevador; Velocidade nominal — velocidade do carro, em metros por segundo (m/s), para a qual o equipamento foi construído; Atualmente, existem diversos tipos e modelos de elevadores disponíveis no mercado. Entretanto, os tipos mais utilizados em residência são os equipamentos hidráulicos e elétricos. Menos usuais, porém não desprezíveis, ainda existem os elevadores a vácuo. Os elevadores a vácuo, conforme pode ser visto a seguir, têm seu princípio de funcionamento baseado na sucção de ar para causar uma diferença de pressão, fazendo o equipamento subir, o que é similar ao princípio de funcionamento de uma seringa. Elevador a vácuo. Sua descida é controlada a partir do alívio na pressão do ar abaixo do carro. Porém, seu uso é limitado a pequenos tamanhos e baixas cargas. Somado a isso, ainda há o inconveniente de que o equipamento é ruidoso devido à atuação do compressor. Os elevadores hidráulicos são aqueles movidos por um pistão hidráulico que normalmente se situa abaixo do equipamento. Esse tipo de elevador já foi muito vantajoso, pois proporcionava a eliminação da casa de máquinas no telhado da casa e a possibilidade de descida controlada do equipamento por gravidade em caso de falha na alimentação. Elevador hidráulico. Além disso, os elevadores hidráulicos proporcionavam um maior conforto aos passageiros durante a viagem. Porém, algumas limitações importantes surgem a partir de sua aplicação, visto que os equipamentos hidráulicos costumam ser mais lentos e menos energeticamenteeficientes em relação aos elevadores elétricos. Outro problema é a utilização dos fluidos de trabalho, o que provoca prejuízos ambientais e sanitários resultantes de um possível vazamento de óleo e o custo de manutenção é mais elevado. Devido ao desenvolvimento e ao aprimoramento dos elevadores elétricos, esse superou o elevador hidráulico em conforto aos passageiros durante a viagem. As novas tecnologias permitiram a instalação de elevadores elétricos sem a casa de máquinas, possibilitando a sua aplicação mesmo em locais com espaço limitado. Elevador elétrico. Outra vantagem do equipamento elétrico é o menor ruído causado por seu funcionamento, porque os elevadores hidráulicos necessitam de um motor-bomba. Além disso, aliado a um menor custo de manutenção, esse tipo de equipamento também é mais eficiente energeticamente, características que são altamente desejáveis em uma instalação residencial. Observe algumas características importantes sobre os requisitos de segurança para a construção e a instalação de elevadores de passageiros conforme a NM 207 e a NM 313: Devem ser previstas aberturas de ventilação, na parte superior da caixa, com área total de no mínimo 1% da seção transversal da caixa. Se os espaços abaixo do carro ou do contrapeso forem acessíveis, a base do poço deve ser projetada para suportar uma carga de no mínimo 5000N/m². A cabina deve dispor de iluminação elétrica permanente assegurando uma intensidade de pelo menos 50lx ao nível do piso e nos dispositivos de controle. A distância horizontal entre a soleira do carro e a soleira de pavimento não deve exceder 0,035m. Em condições normais de funcionamento, a exatidão de parada da cabina do elevador em cada pavimento deve ser de ± 10mm e deve ser mantida uma exatidão de nivelamento de ± 20mm. Instalações especiais: escadas rolantes As escadas rolantes devem atender as diretrizes normativas da ABNT NBR 16734:2019 — escadas rolantes e esteiras rolantes — construção e instalação — requisitos de segurança. Além disso, existem algumas normas internacionais como a EN 115, a GB 16899, a HKCOP e a ANSI que trazem diretrizes sobre projeto, execução e manutenção de escadas rolantes. Comentário A escada rolante foi uma das invenções que mais exerceu influência sobre o hábito de fazer compras. Ao longo dos últimos anos, a escada rolante abriu um mundo totalmente novo como um simples meio de conectar diferentes andares. A escada rolante é capaz de criar um mundo ao redor do qual as pessoas se movimentam (giram) como uma consequência lógica. Assim, pode-se dizer que a escada rolante representou o elemento mais radical desse processo de mudança arquitetônica, e ainda hoje é a instalação mais popular de nossos ambientes de varejo. As escadas e as esteiras rolantes têm um importante papel no transporte de muitas pessoas, principalmente se comparadas com a capacidade dos elevadores. O planejamento correto de escadas e esteiras rolantes em shopping centers, por exemplo, é essencial para um bem-sucedido curso dos negócios e o fluxo ininterrupto de pessoas. Veja a seguir os principais componentes das escadas e das esteiras rolantes: OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES: De A a C CONJUNTO DE ACIONAMENTO: É COMPOSTO DE MOTOR, REDUTOR E FREIO, E É RESPONSÁVEL POR TODO O ACIONAMENTO MECÂNICO DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE; CONJUNTO PROPULSOR DO CORRI-MÃO: É RESPONSÁVEL POR TRANSMITIR O MOVIMENTO AOS CORRIMÃOS, POR MEIO DE FRICÇÃO, GARANTINDO UMA VELOCIDADE CONSTANTE; CONJUNTO ROLOS DA CURVA (GUIA FRONTAL COM ROLOS): ESTÁ POSICIONADO NAS CURVAS DOS EXTREMOS DOS GUARDA-CORPOS, TÊM A FUNÇÃO DE REDUZIR O ATRITO, MELHORANDO O DESEMPENHO E AUMENTANDO A VIDA ÚTIL DOS CORRIMÃOS; CONJUNTO TENSIONADOR: ESTÁ LOCALIZADO NA PARTE INTERNA NO EXTREMO INFERIOR DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE, PERMITE MANTER O PERFEITO TENSIONAMENTO DAS CORRENTES ACIONADORAS DOS DEGRAUS OU PALLETS, INDEPENDENTEMENTE DA VARIAÇÃO DE CARGA; CORRENTE DE ACIONAMENTO PRINCIPAL (MÁQUINA): É RESPONSÁVEL POR TRANSMITIR O TRABALHO DO CONJUNTO DE ACIONAMENTO E PRODUZIR O MOVIMENTO DOS CORRIMÃOS E DOS DEGRAUS OU PALLETS; CORRIMÃOS: SÃO PARTES MÓVEIS DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE, QUE SE MOVIMENTAM SIMULTANEAMENTE AOS DEGRAUS OU PALLETS E SERVEM DE APOIO AOS PASSAGEIROS. OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES: De D a I DEGRAUS SÃO PARTES MÓVEIS DA ESCADA ROLANTE, DESTINADAS PARA O TRANSPORTE DOS PASSAGEIROS; FECHAMENTO LATERAL É A PROTEÇÃO LATERAL DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE QUE IMPEDE A ENTRADA DE CORPOS ESTRANHOS; GUARDA- CORPO (OU BALAUSTRADA): É O CONJUNTO ESTRUTURAL LOCALIZADO ACIMA DOS DEGRAUS, DOS DOIS LADOS DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE, COM A FUNÇÃO DE PROTEGER OS PASSAGEIROS, LIMITANDO A LARGURA; ILUMINAÇÃO DE DEGRAUS (OPCIONAL PARA ESCADAS ROLANTE): É EMITIDA POR ENTRE OS VÃOS DOS DEGRAUS PRÓXIMOS ÀS SOLEIRAS E TEM A FUNÇÃO DE AUMENTAR A SEGURANÇA, INDICANDO O MOVIMENTO DOS DEGRAUS. SUA COLORAÇÃO É VERDE. ILUMINAÇÃO DE SOLEIRA (OPCIONAL): TEM A FUNÇÃO DE ALERTAR O PASSAGEIRO SOBRE A CHEGADA AOS PENTES DA SOLEIRA. OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES: De J a P PAINÉIS DE COMANDO (OU QUADRO SUPERIOR E INFERIOR): SÃO CENTRAIS DE COMANDO LOCALIZADAS SOB AS PLATAFORMAS, COM A FUNÇÃO DE GERENCIAR TODAS AS OPERAÇÕES DE CONTROLE E SEGURANÇA DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE; PALLETS: SÃO PARTES MÓVEIS DA ESTEIRA ROLANTE DESTINADAS PARA O TRANSPORTE DOS PASSAGEIROS E DE CARRINHOS APROPRIADOS; PENTES: SÃO COMPONENTES DE SEGURANÇA POSICIONADOS JUNTO ÀS ENTRADAS DOS DEGRAUS OU PALLETS, QUE, ENTROSADOS COM OS DEGRAUS, MINIMIZAM A POSSIBILIDADE DE APREENSÃO DE CORPOS ESTRANHOS; PLATAFORMAS (SUPERIOR E INFERIOR): SÃO COBERTURAS REMOVÍVEIS POSICIONADAS NOS EXTREMOS SUPERIOR E INFERIOR, QUE POSSIBILITAM O ACESSO À PARTE INTERNA DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE; PROTETORES DE ENTRADA DE CORRI- MÃOS: SÃO COMPONENTES DE SEGURANÇA, POSICIONADOS EM CADA UMA DAS ENTRADAS, QUE DIFICULTAM A ENTRADA DE CORPOS ESTRANHOS JUNTO COM OS CORRIMÃOS. Esquemático de uma escada rolante. As escadas rolantes possuem algumas recomendações de segurança para sua utilização, por exemplo: as escadas e as esteiras rolantes foram desenvolvidas para transportar pessoas em pé, por isso, a pessoa nunca deve se sentar ou deixar crianças se sentarem nos degraus ou nas esteiras. Atenção É importante ter atenção para sapatos que tenham salto fino ou cadarço, visto que, quando desamarrados, os cadarços podem ficar presos nos degraus, e o salto fino dificulta o equilíbrio. Além disso, recomenda-se manter os pés afastados dos rodapés, permanecendo no centro e em um único degrau. Semelhante a uma escada normal, é fundamental utilizar corrimãos nas escadas rolantes, já que eles foram feitos para assegurar o equilíbrio das pessoas. Existem outras recomendações que normalmente são indicadas na entrada das escadas rolantes, como uma maneira de sinalizar às pessoas qual é a melhor forma, e também a mais segura, de usar o meio de locomoção. Placas de sinalização de uma escada rolante. Instalações especiais: ar-condicionado central: As instalações de ar-condicionado no Brasil são regidas pela ABNT NBR 16401-1:2008 — instalações de ar- condicionado — sistemas centrais e unitários, confirmada em 2019. Essa norma estabelece as bases fundamentais para elaboração dos projetos, as especificações, os termos de garantia e a aceitação das instalações, e está dividida em três partes: projetos das instalações, parâmetros de conforto térmico e qualidade do ar interior. O efeito de condicionar o ar em um ambiente constitui submetê-lo a condições compatíveis com o objetivo da instalação, independentemente das características do ambiente exterior. O condicionamento do ar tem como objetivo controlar a temperatura, a umidade relativa, a velocidade e a pureza do ar ambiente. A fim de elaborar um projeto de condicionamento do ar, é necessário fazer a coleta inicial de dados e informações técnicaspara iniciar os estudos para implantação da obra. Cabe ao projetista executar as atividades e fornecer ao contratante os documentos de acordo com o estipulado, contendo informações como a concepção inicial da instalação, a definição das instalações, a identificação e a solução de interfaces, o projeto de detalhamento e o projeto legal. A NBR 16401-1:2008 apresenta recomendações que auxiliam a conservação e o uso consciente de energia para a seleção dos equipamentos e que devem ser avaliadas pelo projetista. Ou seja, o projetista deverá avaliar o ambiente e decidir qual modelo de condicionamento de ar melhor atenderá o local nos quesitos de conformidade, segurança e economia. Recomendação É importante usar componentes de alta eficiência em qualquer carga utilizada, instalação de sistemas de controle, utilização de vazão variável de distribuição de ar e água, refrigeração por absorção e recuperação do calor rejeitado no ciclo, uso do ar externo para resfriamento no período noturno, termoacumulação e aproveitamento da energia solar. Assim, será possível garantir o grau de confiabilidade do sistema e assegurar a qualidade e a confiabilidade dos componentes individuais, a redundância de partes do sistema e a instalação de componentes reservas. Os sistemas de condicionamento de ar podem ser divididos em dois grupos: os sistemas de expansão direta e os de expansão indireta. O sistema de expansão direta possui a particularidade de o refrigerante contido em uma serpentina, ao evaporar, resfriar diretamente o ar em contato com ela. Ar portátil Ar-condicionado de janela Split Já o sistema de expansão indireta é caracterizado pela utilização de um fluido refrigerante secundário para resfriamento do ar, em geral a água, que por sua vez é resfriada em um circuito de compressão a vapor ou absorção por um chiller, que é um resfriador de água. No geral, o sistema de instalação de ar-condicionado, quando o circuito de refrigeração está desligado, tem apenas uma instalação de ventilação simples, em que é possivel controlar a vazão e a pureza do ar. Os ventiladores podem ser parte integrante do equipamento de ar-condicionado, como nos equipamentos dos tipos self-contained e fan- coils. O sistema de ventilação pode ser com insuflamento de ar ou com exaustão de ar. Sistema de ventilação com insuflamento de ar. Sistema de ventilação com exaustão de ar. Os sistemas centrais de ar-condicionado são sistemas de expansão indireta. São constituídos por equipamentos de grande capacidade e porte, com necessidades específicas para ambientes comerciais, industriais e hospitalares. São sistemas cujo refrigerante resfria um líquido intermediário, que normalmente é a água gelada. Elementos de um ar-condicionado central. A torre de resfriamento é o equipamento responsável por fazer um tipo especial de trocador de calor. Nessas torres, ambos os fluidos, ar e água, estão fisicamente em contato. Assim, a troca acontece, principalmente, por evaporação. “Comentário” Os sistemas de ar-condicionado central são recomendáveis para ambientes comerciais, industriais, hospitalares e para climatização de muitos ambientes simultaneamente. Esse tipo de sistema tem custo maior de aquisição e não fica visível nas fachadas de prédios. O princípio de funcionamento é bastante simples: existe um ventilador no topo que provoca um fluxo ascendente de ar que encontra o fluxo descendente de água. Na prática, existem outros arranjos e recursos para maximizar o contato do ar com a água, como chapas, colmeias e outros. Nos sistemas centrais, a água é resfriada no chiller e, então, segue para os andares por meio de dutos isolados termicamente. Esse sistema pode ou não ser combinado a tanques de termoacumulação, complemento que permite a fabricação e o armazenamento de gelo nos horários em que as tarifas de energia são menores, e a sua utilização nos horários de pico, quando a eletricidade é mais cara. Existem também os condicionadores de ar self-contained. Equipamentos de custo mais elevado que normalmente demandam estudos de engenharia de relativa complexidade e mão de obra especializada. Esses condicionadores podem ser instalados na cobertura do prédio e demandam estudo sobre a base da estrutura do equipamento. No geral, têm menor custo, manutenção mais econômica, fabricação seriada com aprimoramentos técnicos constantes e garantia de desempenho por testes de fábrica. Os condicionadores de ar self-contained possuem manutenção e reposição de peças mais eficientes e maior rapidez de instalação. Além disso, têm grande versatilidade para projetos (zoneamentos, variações de demanda). Porém, não são produzidos para operar como bomba de calor, portanto, esses equipamentos são divididos e requerem procedimentos habituais de vácuo e carga de gás.