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Aspectos Contrutivos dos Sistemas do 
Edifício
Objetivos:
Reconhecer instalações hidrossanitárias prediais e de combate ao incêndio.
Identificar um sistema de instalação elétrica e empregar a domótica em obras residenciais.
Distinguir as instalações especiais de elevadores, escadas rolantes e sistemas de ar-condicionado central.
COMPONENTES
DE UM SISTEMA
PREDIAL
SUBSISTEMA DE
RESERVAÇÃO
SUBSISTEMA DE
DISTRIBUIÇÃO INTERNA
SUBSISTEMA DE
ALIMENTAÇÃO CAVALETE / HIDRÔMENTRO
ALIMENTADOR PREDIAL (RAMAL INTERNO)
RAMAL PREDIAL OU RAMAL DE ENTRADA
(RAMAL EXTERNO)
RESERVATÓRIO INFERIOR
ESTAÇÃO ELEVATÓRIA
RESERVATÓRIO SUPERIOR
BARRILETE
COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO
RAMAIS
SUB RAMAIS
INSTALAÇÕES PREDIAIS
IMPORTANTE E IMPRESCINDÍVEL ETAPA
DEVE SER IMPLANTADA NAS EDIFICAÇÕES INDEPENDENTEMENTE DE SEU
PORTE, TIPO E DESTINO
A MESMA DEVEM SER PROJETADAS E EXECUTADAS DE MANEIRA QUE
ATENDAM AOS PRINCÍPIO GERAIS ESTABELECIDOS POR NORMAS.
INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA FRIA, QUENTE E GELADA;
INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO;
INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA PLUVIAL;
INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE À INCENDIO;
INSTALAÇÕES PREDIAIS DE GÁS (GLP);
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS;
INSTALAÇÕES TELEFÔNICAS, REDE LÓGICA OU DADOS;
INSTALAÇÕES
DE PREVENÇÃO
E COMBATE AO
INCÊNCDIO
SPRINKLER
ESTINTORES
ROTAS DE
FUGAS
SIRENE
OBJETIVO GERAL CRIAR
DISPOSITIVOS CAPAZES
DE DETECTAR,
INFORMAR ONDE
INICIOU E DEBELAR COM
PRESTEZA UM INCÊNDIO
ASSIM EVITAR
DANOS
MATERIAIS E
PERDAS DE VIDAS
Instalações Hidrossanitárias e de 
Combate ao Incêndio
Quais são as instalações hidrossanitárias necessárias para uma 
edificação?
COMPONENTES DE UM
SISTEMA PREDIAL
SUBSISTEMA DE ALIMENTAÇÃO
SUBSISTEMA DE RESERVAÇÃO
SUBSISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO INTERNA
RAMAL DE ENTRADA PREDIAL (RAMAL EXTERNO)
CAVALETE / HIDRÔMENTO O ALIMENTADOR PREDIAL (RAMAL
INTERNO)
RESERVATÓRIO INFERIOR ESTAÇÃO ELEVATÓRIA 
RESERVATÓRIO SUPERIOR
BARRILETE
COLUNAS DE DISTRIBUIÇÃO 
RAMAIS
SUB-RAMAIS
Instalações Hidrossanitárias e de 
Combate ao Incêndio
Conceito gerais:
As instalações prediais, como pode ser visto a seguir, representam uma importante e imprescindível etapa que deve 
ser implantada nas edificações, independentemente de seu porte, tipo e destino. As instalações devem ser 
projetadas e executadas de maneira que atendam aos princípios gerais estabelecidos pelas normas.
Instalações prediais de água fria, quente e gelada;
Instalações prediais de esgoto;
Instalações prediais de água pluvial;
Instalações de prevenção e combate ao incêndio;
Instalações prediais de gás (GLP);
Instalações elétricas;
Instalações telefônicas, rede lógica ou dados.
As instalações prediais de água fria e quente são regulamentadas pela ABNT NBR 5626:2020 — sistemas prediais 
de água fria e água quente — projeto, execução, operação e manutenção, que estabelece as mínimas exigências 
técnicas de higiene, segurança, economia e conforto dos usuários.
Informações
A não obediência dos princípios fundamentais da norma, como: o abastecimento público de água 
apresentar-se de modo ineficiente; a redução do custo da edificação sacrificando as instalações — 
seja com o emprego inadequado de certos materiais, seja com o subdimensionamento de 
encanamentos, peças e equipamentos, chegando até a não elaborar os projetos — pode causar sérios 
prejuízos.
Veja o exemplo de um diagrama para um banheiro, projetado para água fria e quente:
Projeto de água fria e quente.
As instalações prediais de esgoto correspondem a um conjunto de tubulações, conexões e caixas destinado ao 
recolhimento das águas residuárias provenientes de edifícios residenciais, comerciais e industriais, para promover 
um tratamento adequado, como é possível observar a seguir. A NBR 8160:1999, confirmada em 2022, estabelece 
exigências pelas quais devem ser projetadas e executadas as instalações prediais de esgoto sanitário, de forma que 
satisfaçam as condições mínimas necessárias de higiene, conforto, economia e segurança. 
Detalhe de um projeto de esgoto.
A NBR 10844:1988, confirmada em 2018, estabelece que o projeto de instalações de águas pluviais deve ser 
desenvolvido de forma a garantir a captação, a condução e a destinação ao local adequado das águas da chuva que 
precipitam sobre os edifícios.
Sistema de águas pluviais.
A água da chuva é um dos elementos mais danosos para a durabilidade e a boa aparência das construções, cabendo 
ao instalador projetar o seu escoamento, de modo que seja realizado pelo trajeto mais curto e no menor tempo 
possível.
Atenção
O código de obras das municipalidades, em geral, proíbe o caimento livre da água dos telhados de 
prédios de mais de um pavimento, bem como o caimento em terrenos vizinhos. Por isso, a água deve 
ser direcionada aos condutores de água pluvial, que a encaminha às caixas de areia e, então, aos 
coletores públicos de águas pluviais ou às sarjetas dos logradouros públicos.
Por fim, tem-se as instalações de prevenção e combate ao incêndio. Existem diversas normas como as Normas de 
Segurança Contra Incêndios do CBSC (Corpo de Bombeiros de Santa Catarina) — Decreto n° 4909 de 18 -10 -94 
publicado no Diário Oficial n° 15042 de 19/10/94, as normas técnicas de cada Estado e a NBR 13714:2000 sobre 
sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate ao incêndio.
Instalações hidrossanitárias:
Desde os primórdios, a água sempre foi preocupação de todos os povos, pois é um fator primordial para a 
sobrevivência humana.
Curiosidade
Desde a Antiguidade, as civilizações se fixaram próximas de cursos d’água, justamente pela 
necessidade do consumo e visando facilitar a sua captação. Diante disso, na época Leonardo da Vinci 
(1452-1519) definiu como “cidade ideal” aquela circundada por canais para abastecimento de água e 
rede de esgoto.
Assim, o uso de água fria potável nos prédios é condição indispensável para atender às condições elementares de 
habitabilidade, higiene e conforto. Porém, o abastecimento pode apresentar-se de modo deficiente, insuficiente ou 
até inexistente. Isso ocorre porque algumas pessoas reduzem os custos das instalações, o que gera problemas 
futuros.
Um projeto de instalação de água fria e/ou quente se divide em várias etapas. A primeira delas é a concepção do 
projeto. Nesse momento, é importante definir a finalidade do projeto, onde estará localizada a caixa-d’água, como 
será a distribuição dos cômodos que necessitam de abastecimento de água e rede de esgoto, se o sistema será de 
água fria e/ou quente e como ficará o sistema de abastecimento e distribuição das colunas. Veja uma concepção de 
projeto hidrossanitário.
Tipo e ocupação do prédio;
Capacidades atual e futura;
Tipo de sistema de abastecimento;
Pontos de utilização;
Traçado do sistema de distribuição;
Localização de reservatórios e aparelhos;
Materiais a serem utilizados.
O desenvolvimento do projeto das instalações prediais de água fria deve ser conduzido concomitantemente e com 
os projetos de arquitetura, de estruturas e de fundações do edifício, alcançando a mais perfeita harmonia entre 
todas as exigências técnico-econômicas envolvidas.
O dimensionamento do projeto do sistema hidrossanitário deve ser dividido em etapas em 
função do sistema a ser adotado na edificação.
Ou seja, o sistema de água fria tem um método de cálculo e o de água quente, outro. Assim como os sistemas de 
esgoto de águas pluviais. Confira a seguir um esquema das etapas de um projeto hidrossanitário.
 
ETAPAS DE DIMENSIONAMENTO DE UM PROJETO
HIDROSSANITÁRIO.
Dimensionamen
to do sistema de
água fria
DETERMINAÇÃO DE VAZÕES
DERMINAÇÃO DE DIÂMETROS
DE CANALIZAÇÕES E VOLUMES
DE RESERVATÓRIOS
VERIFICAÇÃO DE
VELOCIDADES LIMITES
(MÁXIMAS)
VERIFICAÇÃO DE PRESSÕES
LIMITES (MÁX E MIN)
Dimensionamento do
sistema de água fria
ESCOLHA DOS
AQUECEDORES
DETERMINAÇÃO DO
CONSUMO DE ÁGUA
QUENTE
DETERMINAÇÃO DE DIÂMETRO DE
CANALIZAÇÕES E VOLUMES DE
RESERVATÓRIOS
Dimensionamento
do projeto de
esgoto
Dimensionamento do
projeto de instalações
pluviais
CONDUTORES VERTICAIS 
ABACOS (NBR 10844)CALHAS 
MANNING-SRICKLER
DETERMINAÇÃO DE DIÂMETRO DE CANALIZAÇÕES E
VOLUMES DE RESERVATÓRIOS
CAIXAS
GORDURA E PASSAGEM E INSPESÃO
COLUNA DE VENTILAÇÃO 
RAMAL DE VENTILAÇÃO
SUSCOLETORES E COLETORES
TUBO DE QUEDA
RAMAL DE DESCARGA E ESGOTO
Os componentes do projeto de uma instalação hidrossanitária se dividem em:
Memorial descritivo e justificativo;
Memorial de cálculo;
Normas de execução;
Especificação dos materiais e equipamentos;
Cortes, detalhes e vistas isométricas com dimensionamento e traçado das tubulações — escala: 1:20 ou 1:25;
Planta baixa de cada pavimento e cobertura, com escalas — 1:50 e em alguns casos 1:100;
Detalhes;
Quantitativos.
Na sequência, é apresentado um projeto isométrico referente a uma cozinha residencial com instalação dos 
sistemas de água quente e de água fria.
Vista isométrica - Cozinha.
Já na imagem seguinte, é apresentado um exemplo de projeto sanitário de esgoto e de águas pluviais do pavimento 
térreo de uma edificação residencial.
Planta baixa do projeto sanitário.
Nos detalhes a seguir, é mostrada a entrada de água (ramal predial), a localização do hidrômetro instalado dentro 
dos padrões da concessionária local, o ramal de entrada (alimentador predial) e a instalação de dreno de ar-
condicionado.
 Detalhes
De acordo com a norma, as instalações de água fria devem ser projetadas e construídas para garantir o 
fornecimento de água de forma contínua, em quantidade suficiente, com pressão e velocidade adequadas ao 
perfeito funcionamento das peças de utilização e dos sistemas de tubulações, para preservar rigorosamente a 
qualidade da água do sistema de abastecimento e para assegurar o máximo conforto dos usuários, incluindo a 
redução dos níveis de ruído.
No caso do projeto de esgoto, primeiro é necessário entender que existe uma diferença entre esgoto doméstico e 
industrial. O esgoto doméstico é formado a partir do uso da água potável em nossos procedimentos de higienização 
e nossa produção alimentícia. Dessa forma, um projeto de esgoto sanitário tem como objetivos permitir o rápido 
escoamento dos esgotos, facilitar desobstruções, vedar a passagem de gases e animais das tubulações para o 
interior das edificações e impedir a poluição da água potável.
TERMOS DE UM PROJETO
DE ESGOTO SANITÁRIO
ESGOTO SANITÁRIO: DESPEJO PROVENIENTE
DO USO DA ÁGUA PARA FINS HIGIÊNICOS.
APARELHO SANITÁRIO: APARELHO LIGADO À
INSTALAÇÃO PREDIAL E DESTINADO AO USO
DE ÁGUA PARA FINS HIGIÊNICOS OU PARA
RECEBER DEJETOS OU ÁGUAS SERVIDAS.
BACIA SANITÁRIA: APARELHO SANITÁRIO
DESTINADO A RECEBER EXCLUSIVAMENTE
DEJETOS HUMANOS.
RAMAL DE DESCARGA: TUBULAÇÃO QUE
RECEBE DIRETAMENTE OS EFLUENTES DE
APARELHOS SANITÁRIOS (TUBULAÇÃO
PRIMÁRIA).
RAMAL DE ESGOTO: TUBULAÇÃO PRIMÁRIA
QUE RECEBE OS EFLUENTES DOS RAMAIS DE
DESCARGA DIRETAMENTE OU A PARTIR DE
UM DESCONECTOR.
TUBO DE QUEDA: TUBULAÇÃO VERTICAL QUE
RECEBE EFLUENTES DE RAMAIS DE ESGOTO E
RAMAIS DE DESCARGA.
COLUNA DE VENTILAÇÃO: TUBO VENTILADOR
VERTICAL QUE SE PROLONGA POR UM OU
MAIS ANDARES E CUJA EXTREMIDADE
SUPERIOR É ABERTA À ATMOSFERA.
ESGOTO PRIMÁRIO: CONJUNTO DE TUBU-
LAÇÕES E DISPOSITIVOS QUE TEM ACESSO
AOS GASES PROVENIENTES DO COLETOR PÚ-
BLICO OU DOS DISPOSITIVOS DE TRA-
TAMENTO.
ESGOTO SECUNDÁRIO: CONJUNTO DE TU-
BULAÇÕES E DISPOSITIVOS QUE NÃO TEM
ACESSO AOS GASES PROVENIENTES DO CO-
LETOR PÚBLICO OU DOS DISPOSITIVOS DE
TRATAMENTO.
FECHO HÍDRICO: CAMADA LÍQUIDA, DE NÍVEL
CONSTANTE, QUE VEDA A PASSAGEM DOS
GASES EM UM DESCONECTOR.
Partes constituintes de uma instalação de esgoto.
Sabe-se que a água da chuva é um dos elementos mais danosos à durabilidade e à boa aparência das construções. As 
coberturas das edificações impedem que a água da chuva atinja áreas que devem ser protegidas. Esse volume de 
água deve ser convenientemente coletado e transportado à rede pública de drenagem.
O projetista é o responsável por fazer com que o escoamento seja realizado pelo trajeto mais 
curto e no menor tempo possível.
Para isso, é necessário elaborar um projeto de águas pluviais. Segundo a NBR 10844:1989 — instalações prediais de 
águas pluviais, confirmada em 2018, o projeto de drenagem deve atender aos seguintes requisitos.
Os condutores de águas pluviais não podem ser usados para receber efluentes de esgotos sanitários;
As superfícies horizontais de lajes devem ter uma declividade mínima de 0,5%, que garanta o escoamento das 
águas pluviais até os pontos de drenagem previstos;
O diâmetro interno mínimo dos condutores verticais de seção circular é 75mm;
Os condutores horizontais devem ser projetados, sempre que possível, com declividade uniforme com valor 
mínimo de 0,5%.
Semelhante aos demais projetos, o projeto de instalações prediais de águas pluviais também possui alguns termos 
importantes. 
 A TERMINOLOGIA DE INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS:
DE A ATÉ H
ALTURA PLUVIOMÉTRICA: É O VOLUME DE ÁGUA PRECIPITADA (EM MM) POR UNIDADE DE ÁREA
HORIZONTAL, EXEMPLO: 1MM = 1 LITRO/M²;
ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO: SOMA DAS ÁREAS DAS SUPERFÍCIES QUE, INTERCEPTANDO CHUVA,
CONDUZEM A ÁGUA PARA DETERMINADO PONTO DA INSTALAÇÃO;
ÁREA MOLHADA: ÁREA ÚTIL DE ESCOAMENTO EM UMA SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM CONDUTOR
OU CALHA;
CAIXA DE AREIA: CAIXA UTILIZADA NOS CONDUTORES HORIZONTAIS DESTINADOS A RECOLHER
DETRITOS POR DEPOSIÇÃO;
CALHA: CANAL QUE RECOLHE A ÁGUA DE COBERTURAS, TERRAÇOS E SIMILARES E A CONDUZ A
UM PONTO DE DESTINO;
CONDUTOR HORIZONTAL: CANAL OU TUBULAÇÃO HORIZONTAL DESTINADA A RECOLHER E A
CONDUZIR ÁGUAS PLUVIAIS ATÉ LOCAIS PERMITIDOS PELOS DISPOSITIVOS LEGAIS;
CONDUTOR VERTICAL: TUBULAÇÃO VERTICAL DESTINADA A RECOLHER ÁGUA DE CALHAS,
COBERTURAS, TERRAÇOS E SIMILARES E CONDUZI-LA ATÉ A PARTE INFERIOR DO EDIFÍCIO;
DURAÇÃO DE PRECIPITAÇÃO: INTERVALO DE TEMPO DE REFERÊNCIA PARA A DETERMINAÇÃO
DE INTENSIDADES PLUVIOMÉTRICAS.
DE I ATÉ Z
INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA: É A ALTURA PLUVIOMÉTRICA POR UNIDADE DE TEMPO (MM/H);
PERÍMETRO MOLHADO: LINHA QUE LIMITA A SEÇÃO MOLHADA JUNTO ÀS PAREDES E AO FUNDO
DO CONDUTOR OU DA CALHA;
PERÍODO DE RETORNO: NÚMERO MÉDIO DE ANOS EM QUE, PARA A MESMA DURAÇÃO DE
PRECIPITAÇÃO, DETERMINADA INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA É IGUALADA OU ULTRAPASSADA
APENAS UMA VEZ;
RAIO HIDRÁULICO: É A RELAÇÃO ENTRE A ÁREA E O PERÍMETRO MOLHADO;
RALO: CAIXA DOTADA DE GRELHA NA PARTE SUPERIOR, DESTINADA A RECEBER ÁGUAS
PLUVIAIS;
SUPERFÍCIES COLETORAS: CONSTITUÍDAS POR TELHADOS, PAREDES, COBERTURAS, PISOS
EXTERNOS, TERRAÇOS E SIMILARES, QUE INTERCEPTAM A CHUVA;
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO: INTERVALO DE TEMPO DECORRIDO ENTRE O INÍCIO DA CHUVA E O
MOMENTO EM QUE TODA A ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO PASSA A ESCOAR PARA DETERMINADA
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM CONDUTOR OU CALHA;
VAZÃO DE PROJETO: VAZÃO DE REFERÊNCIA PARA O DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES E
CALHAS.
Componentes e características de um sistema predial:
Um sistema predial de água fria possui algumas partes constituintes principais, como o ramal predial, o cavalete, o 
alimentador predial, o reservatório inferior, os conjuntos elevatórios, as tubulações de sucção e de recalque, o 
reservatório superior, o barrilete, as colunas e os ramais de distribuição. 
Componentes de um sistema predial.
No subsistema de alimentação, tem-se o ramal predial ou ramal de entrada predial (ramal externo), formado pela 
tubulação entre a rede pública de abastecimento e a instalação predial. 
 
Ramal de entrada predial.
A NBR 10925:2016 da ABNT confirmada em 2020 — cavalete de PVC DN 20 para ramais prediais — define cavalete 
como: conjunto de tubo, conexões e registros do ramal predial, destinado à instalação do hidrômetro e de seus 
respectivos tubetes, ou limitador de consumo, em posição afastada do piso. 
 
Detalhe do cavalete e hidrômetros.
No hidrômetro digital, deve-se ler os algarismos pretos. Exemplo: a leitura do mostrador anterior é de 126m3. Já 
no hidrômetro analógico a leitura é feita pelos ponteiros - anotam-se os números indicados pelos quatro ponteiros 
pretos dos círculos menores, da esquerda para a direta. Exemplo: a leitura do mostrador exibido é de 1.485m3.
O alimentadorpredial (ramal interno) é a tubulação entre o ramal predial e o reservatório. Já o reservatório faz 
parte do subsistema de reservação.
O abastecimento pelo sistema indireto, com ou sem bombeamento, necessita de reservatórios 
para garantia da sua regularidade.
Nas residências sem bombeamento (sistema mais comum), apenas o reservatório superior é necessário. Em função do 
volume necessário, podem ser adotadas várias unidades de reservatórios pré-fabricados, os quais devem ser 
divididos em câmaras que se comunicam.
 
Reservatório de uma residência unifamiliar.
Resumindo:
O barrilete engloba o conjunto de tubulações que se origina no 
reservatório e do qual partem as colunas de distribuição, compostas 
pelas tubulações derivadas do barrilete e destinadas a alimentar os 
ramais.
Detalhe do barrilete.
Os ramais são as tubulações derivadas das colunas de distribuição e destinadas a alimentar os sub-ramais, 
responsáveis por ligar os ramais aos pontos de utilização (pontos de utilização e aparelhos sanitários).
Em caso de aparelhos passíveis de sofrer retrossifonagem (refluxo ou pressão negativa), a tomada de água do sub-
ramal deve ser feita em um ponto da coluna a 0,40m, no mínimo acima da borda de transbordamento desse 
aparelho.
Instalações de combate ao incêndio:
As instalações de prevenção e combate ao incêndio têm como objetivo geral criar dispositivos capazes de detectar, 
informar onde iniciou e debelar com presteza um incêndio, evitando danos materiais e perdas de vidas.
O incêndio é divido em cinco classes em função do tipo de material. Isso ocorre porque os 
materiais combustíveis têm características diferentes e, portanto, queimam de modos distintos.
Classes de incêndio.
CLASSES 
I
II
III
IV
V
CLASSE A: REPRESENTA O INCÊNDIO EM MATERIAIS SÓLIDOS,
COMO MADEIRA, PAPEL E TECIDO. ESSES MATERIAIS
APRESENTAM DUAS PROPRIEDADES: DEIXAM RESÍDUOS
QUANDO QUEIMADOS (BRASAS, CINZAS, CARVÃO), E QUEIMAM
EM SUPERFÍCIES E EM PROFUNDIDADE.
CLASSE B: CARACTERIZADA POR LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS,
COMO ÓLEO, GASOLINA E QUEROSENE. ESSES MATERIAIS
TAMBÉM APRESENTAM DUAS PROPRIEDADES: NÃO DEIXAM
RESÍDUOS QUANDO QUEIMADOS, E QUEIMAM SOMENTE EM
SUPERFÍCIE.
CLASSE C: ENGLOBA OS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ENER-
GIZADOS, COMO MÁQUINAS ELÉTRICAS E QUADROS DE FORÇA.
NESSE CASO, QUANDO O CIRCUITO ELÉTRICO FOR DESLIGADO,
O INCÊNDIO PASSA A SER DE CLASSE A. É IMPORTANTE NÃO
JOGAR ÁGUA EM UM FOGO DE CLASSE C (MATERIAL ELÉTRICO
ENERGIZADO), PORQUE A ÁGUA É BOA CONDUTORA DE
ELETRICIDADE.
CLASSE D: OS MATERIAIS SÃO OS METAIS QUE INFLAMAM
FACILMENTE, COMO ALUMÍNIO EM PÓ, MAGNÉSIO E CAR-
BONATO DE POTÁSSIO. NÃO JOGAR ÁGUA NESSE INCÊNDIO,
POIS ESSES METAIS REAGEM DE FORMA VIOLENTA, NA
PRESENÇA DA ÁGUA.
CLASSE K: SÃO OS MATERIAIS COMO ÓLEO E GORDURA EM
COZINHAS. GERALMENTE, OCORREM EM EQUIPAMENTOS
COMO FRITADEIRAS, GRELHAS, ASSADEIRAS E FRIGIDEIRAS.
A maioria dos incêndios começa com um pequeno foco, fácil de debelar. Conhecendo os métodos de extinção do fogo 
é possível evitar que um incêndio se transforme em uma catástrofe.
Em todo incêndio ocorre uma reação de combustão, envolvendo quatro elementos: o combustível, o comburente, o 
calor e a reação em cadeia. Os métodos de extinção do fogo consistem em “atacar” cada um desses elementos.
Tetraedro do fogo.
O primeiro método de extinção do fogo é retirar o material, ou seja, retirar do local o material (combustível) que 
está pegando fogo e outros materiais que estejam próximos às chamas.
A próxima alternativa para eliminar o fogo é o abafamento, ou seja, eliminar o oxigênio (comburente) da reação 
por meio do abafamento do fogo. Caso essa alternativa não consiga extinguir o incêndio, pode-se tentar o processo 
de resfriamento, que consiste em diminuir a temperatura (calor) do material em chamas.
Comentario
Além da classificação do incêndio quanto ao tipo de material, existe também a 
classificação das edificações no que diz respeito à ocupação, à altura e à carga de 
incêndio. Essas classificações são regidas por normas estaduais dos corpos de 
bombeiro de cada região.
O conceito de prevenção é mais amplo que a simples ideia do combate. O combate é de fato uma reação após a 
ocorrência do incêndio. Já a prevenção busca evitar o início do fogo e a sua propagação. Assim, a prevenção é feita 
desde a concepção arquitetônica e pode ser dividida nos quatro grupos indicados.
Proteção de concepção
Meios de fuga
Meios de combate ao incêndio
Meios de alerta
Proteção de concepção:
Pode ser feita por meio de portas corta-fogo; paredes e platibandas (abas) de segurança; pisos, tetos e paredes 
incombustíveis; vidros resistentes a no mínimo 60 minutos ao fogo; compartimentação de áreas; e isolamento de 
risco (é a distância ou proteção, de tal forma que, para fins de previsão das exigências de medidas de segurança 
contra incêndio, uma edificação seja considerada independente em relação à adjacente).
Meio de fuga:
Podem ser escada de segurança, iluminação e sinalização de emergência, e elevador de segurança.
Sinalização de emergência.
Meio de combate ao incêndio:
Englobam sistemas móveis como extintores manuais e sobre rodas, sistemas automáticos fixos, chuveiros 
automáticos (sprinklers) e sistema fixos sob comando, como hidrantes e mangotinhos.
SprinklersSprinklers MangueirasMangueiras
HidrantesHidrantes ExtintoresExtintores
Os extintores de incêndio devem obedecer a estas diretrizes para a sua instalação:
A altura máxima de fixação é de 1,60m, e a mínima é de 0,10m;
Dependendo do risco (alto, médio e baixo), o percurso máximo para se atingir um extintor é de 10, 15 ou 20 
metros;
Os extintores devem estar desobstruídos e sinalizados;
Obedecendo-se o percurso máximo, cada pavimento deve ser protegido no mínimo por duas unidades 
extintoras distintas, sendo uma para incêndios de classe A e outra para incêndios de classes B e C, ou duas 
unidades extintoras para classe ABC. Até 50m² de área no pavimento, é aceita a colocação de um extintor do 
tipo ABC.
Observe nas imagens a seguir mais detalhes para a instalação dos extintores de incêndio:
Diretrizes para instalação do extintor de incêndio.
Os tipos de extintores de incêndio variam em função da classe do incêndio à qual serão destinados. Em outras 
palavras, o agente extintor varia de acordo com a classe do incêndio. Na sequência, vamos estudar cada um deles:
Tipos de Extintores:
INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES B E C. SEU PRINCÍPIO
DE EXTINÇÃO OCORRE POR ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO, E
AGE EM MATERIAIS COMBUSTÍVEIS, LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS E
CONTRA O FOGO ORIUNDO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS. O
EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO B/C TAMBÉM É INDICADO PARA
INCÊNDIOS DAS CLASSES B E C. SEU PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É
POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS.
INDICADO PARA INCÊNDIOS DA CLASSE A. SEU PRINCÍPIO DE
EXTINÇÃO É POR RESFRIAMENTO E AGE EM MATERIAIS COMO
MADEIRAS, TECIDOS, PAPÉIS, BORRACHAS, PLÁSTICOS E FIBRAS
ORGÂNICAS. É PROIBIDO USÁ-LO PARA INCÊNDIOS DE CLASSES
B E C.
INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES A, B E C. SEU
PRINCÍPIO DE EXTINÇÃO É POR MEIO DE REAÇÕES QUÍMICAS E
ABAFAMENTO (PARA INCÊNDIOS DA CLASSE A) E PODE SER
USADO PARA A CONTENÇÃO DE FOGO DE PRATICAMENTE
QUALQUER NATUREZA.
INDICADO PARA INCÊNDIOS DAS CLASSES A E B E SEU USO É
PROIBIDO PARA INCÊNDIOS DE CLASSE C. SEU PRINCÍPIO DE
EXTINÇÃO É POR MEIO DE ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO.
água
gás
carbônico
pó químico
Espuma
mecânica
Instalações Elétricas e Domótica
Você sabe o que é um sistema de 
intalação elétrica e domótica para obras 
residenciais?
UNIDADE CONSUMIDORA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE UM
CONSUMIDOR.
CARGA INSTALADA: SOMA DAS POTÊ-NCIAS NOMINAIS
[KW] DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DE UMA UNIDADE
CONSUMIDORA.
CAIXA DE MEDIÇÃO: CAIXA DESTINADA À INSTALAÇÃO DO
MEDIDOR DE ENERGIA E SEUS ACESSÓRIOS.
RAMAL DE LIGAÇÃO: CONJUNTO DE ELETRODUTOS,
CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS A
PARTIR DO PONTO DE ENTREGA ATÉ O MEDIDO.
RAMAL DE ENTRADA: CONJUNTO DE ELETRODUTOS,
CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS A
PARTIR DO PONTO DE ENTREGAATÉ O MEDIDO.
CIRCUITO ALIMENTADOR: CONDUTORES ISOLADOS,
INSTALADOS ENTRE A PROTEÇÃO GERAL E O QUADRO DE
DISTRIBUIÇÃO DA UNIDADE CONSUMIDORA.
PADRÃO DE ENTRADA.
INSTALAÇÃO DO PADRÃO DE
ENTRADA É COMPOSTA POR:
RAMAL DE ENTRADA
POSTE PARTICULAR DE CONCRETO
OU FERRO
CAIXAS OU CONJUNTO DE CAIXAS
QUE COMPORTAM O CENTRO DE
MEDIÇÃO E DE PROTEÇÃO
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E
ATERRAMENTO
A NORMA BNR 5410 (2008) ESPECIFICA AS CORES DE FIOS E CABOS
ELÉTRICOS QUE DEVEM SER UTILIZADAS PARA IDENTIFICAÇÃO
PARA CONDUTORES NEUTROS COM ISOLAÇÃO
FASE NEUTRO PROTEÇÃO RETORNO
CABO
AZUL
CLARO
PARA CONDUTORES DE PROTEÇÃO POPULARMENTE
CONHECIDOS COMO “FIO TERRA”
CABO
VERDE OU
COM
AMARELO
INDICADO PARA CONDUTORES FASE.
CABO
VERMELHO,
PRETO OU
MARROM
OS FIOS PODEM SER USADOS DIRETAMENTE COMO CONDUTORES
(COM OU SEM ISOLAÇÃO) OU NA FABRICAÇÃO DE CABOS.
CABO É UM CONDUTOR ENCORDOADO CONSTITUÍDO POR UM
CONJUNTO DE FIOS FINOS ENCORDOADOS.
O TERMO “CABO” É MUITAS VEZES USADO PARA INDICAR, DE
UM MODO GLOBAL, FIOS E CABOS (PROPRIAMENTE DITOS) EM
EXPRESSÕES COM “CABOS ELÉTRICOS” CABOS DE BAIXA
TENSÃO”
Instalações Elétricas e Domótica
Conceitos gerais:
A importância da eletricidade em nossas vidas é inquestionável. Ela ilumina nossos lares, trabalhos, ruas e cidades, 
movimenta nossos eletrodomésticos, permite o funcionamento dos nossos aparelhos eletrônicos e aquece nosso 
banho.
Quando mal empregada, a eletricidade traz alguns perigos como choques, às vezes fatais, e curtos-circuitos, 
causadores de tantos incêndios. Assim, a melhor forma de conviver harmonicamente com a eletricidade é conhecê-
la, tirando-lhe o maior proveito, desfrutando de todo o seu conforto com a máxima segurança.
Atenção
As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela norma NBR 5410 (2008), da ABNT, 
e cada estado do país tem uma concessionária responsável pelo fornecimento de energia, com suas 
próprias diretrizes em relação a projetos para instalação em obras.
As instalações elétricas cobertas pela NBR 5410 (2008) estão sujeitas também, naquilo que for pertinente, às 
normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras 
de eletricidade.
A instalação elétrica de determinado local dependerá de um projeto que envolve muitas etapas, desde a definição 
das cargas mínimas até a implementação física das ligações elétricas de fato, que garantirão o fornecimento de 
energia elétrica. Isso é válido para instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais.
Seja em residências ou no comércio, as instalações elétricas são muito importantes, pois a energia elétrica é 
considerada um bem extremamente necessário na nossa sociedade atual, visto que fornece calor, luz, conforto, 
segurança e lazer. Porém, visto que a energia elétrica oferece risco de acidente e morte, é preciso muita atenção 
ao utilizá-la.
Para entender como ocorre o processo de instalações elétricas prediais, é necessário conhecer as etapas que o 
antecedem — conceitos básicos de eletricidade: como ocorre a geração de eletricidade, o que são os 
transformadores, o que é o projeto luminotécnico.
O projeto elétrico deve obedecer a algumas regras necessárias, 
como segurança, funcionalidade, capacidade de reserva, 
flexibilidade, acessibilidade e condições de funcionamento 
(continuidade) de energia elétrica.
A ausência de um projeto elétrico pode acarretar diversos problemas durante a obra e no pós-obra, como:
retrabalho durante a obra (falta de materiais, falta de pontos, por exemplo tomadas);
desarme de dispositivos de proteção;
aumento do consumo de energia;
queima de componentes (lâmpadas);
propensão de choque elétrico, curto-circuito e sobrecargas;
aumento do custo de execução.
Um projeto elétrico deve seguir várias etapas para sua concepção, como a análise inicial do local para o qual será 
fornecida a energia, avaliação de como ocorre o fornecimento de energia na região, quantificação da instalação, 
esquema básico da instalação, seleção, dimensionamento, especificações e contagem dos componentes.
Para um projeto de instalações elétricas, a NBR 5410 (2008) define que devem existir plantas, esquemas unifilares, 
trefilares, detalhes de montagem, memorial descritivo da instalação, especificação dos componentes e parâmetros 
de projeto, podendo ainda incluir itens não obrigatórios, como memorial de cálculo e lista de material.
O sistema elétrico de potência se divide em três etapas: a 
geração de energia, a transmissão e, por fim, a distribuição.
A geração de energia ou produção da energia elétrica ocorre normalmente em centrais elétricas que convertem 
alguma forma de energia (cinética, calor) em energia elétrica.
Existem as usinas hidrelétricas, as usinas termoelétricas, os parques eólicos, as centrais nuclear e os parques 
solares.
Usina nuclear
Parque solarParque eólico
TermoelétricaHidroelétrica
A transmissão de energia elétrica é a segunda etapa após o processo de produção da energia elétrica. Essa é a 
etapa que envolve o processo de transportar energia entre dois pontos. O transporte é realizado pelas 
denominadas linhas de transmissão de alta potência, geralmente usando corrente alternada, que de uma forma 
mais simples conecta uma usina ao consumidor. 
Sistema de distribuição de energia.
A distribuição é a última etapa até a entrega da energia ao consumidor. As concessionárias de energia são as 
responsáveis por esse serviço, além de fornecerem energia para iluminação pública. Cada estado pode ter uma ou 
mais concessionárias que fazem esse serviço, e cada concessionária terá normas próprias de funcionamento.
Sistema de distribuição de energia.
Existem três tipos de categorias de atendimento, no que diz respeito à distribuição de energia pelas 
concessionárias. Entre elas, existem algumas restrições no atendimento:
CATEGORIA “U” CATEGORIA “D”
CATEGORIA “T”
MONOFÁSICO: COMPOSTO POR DOIS FIOS
(UMA FASE E UM NEUTRO). É APLICADA ÀS
INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA ATÉ
9KW.
BIFÁSICO: COMPOSTO POR TRÊS FIOS
(DUAS FASES E UM NEUTRO). É APLICADA
ÀS INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA
ACIMA DE 9KW E ATÉ 15KW.
TRIFÁSICO: COMPOSTO POR QUATRO FIOS (TRÊS FASES E UM NEUTRO). É APLICADA ÀS
INSTALAÇÕES COM CARGA INSTALADA ACIMA DE 15KW E ATÉ 75KW.
A partir da potência instalada (potência ativa total) prevista para a residência é possível determinar:
O tipo de fornecimento
A tensão de alimentação
O padrão de entrada
A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários, devendo cada circuito ser concebido 
de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito. Assim, a divisão 
da instalação em circuitos deve ser feita de modo a atender, entre outras, às seguintes exigências:
De segurança
Conservação de energia
Funcionais
De produção
De manutenção
 Definições, terminologias e simbologia
É necessário conhecer alguns termos, definições e símbolos que embasam e representam um projeto de instalações 
elétricas prediais. A respeito do fornecimento de energia elétrica em tensão secundária, existem as edificações 
individuais, em que são aplicadas as instalações com carga instalada de até 75kW, a serem ligadas nas redes aéreas 
de distribuição secundárias da concessionária; e as edificações coletivas, nas quais as instalações são de uso coletivo, 
a serem ligadas nas redes aéreas de distribuição secundárias. 
UNIDADE CONSUMIDORA: 
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE UM CONSUMIDOR, CARACTERIZADAS
PELA ENTREGA DE ENERGIA EM UM ÚNICO PONTO.
CARGA INSTALADA
SOMA DAS POTÊNCIAS NOMINAIS [KW] DOS EQUIPAMENTOS
ELÉTRICOS DE UMA UNIDADE CONSUMIDORA QUE ESTEJAM EM
CONDIÇÕES DE ENTRAR EM FUNCIONAMENTO, DEPOIS DE
CONCLUÍDOS OS TRABALHOS DE INSTALAÇÃO.
CAIXA DE MEDIÇÃO
CAIXA DESTINADA À INSTALAÇÃO DO MEDIDOR DE ENERGIA E DE
SEUS ACESSÓRIOS, BEM COMO DO DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO.
RAMAL DE LIGAÇÃO
CONJUNTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS E ACESSÓRIOS INSTALADOS
ENTRE A DERIVAÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DA CONCESSIO-
NÁRIA E OPONTO DE ENTREGA.
RAMAL DE ENTRADA
CONJUNTO DE ELETRODUTOS, CONDUTORES ELÉTRICOS E
ACESSÓRIOS INSTALADOS A PARTIR DO PONTO DE ENTREGA ATÉ O
MEDIDOR.
CIRCUITO ALIMENTADOR
CONDUTORES ISOLADOS, INSTALADOS ENTRE A PROTEÇÃO GERAL E
O QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DA UNIDADE CONSUMIDORA.
CIRCUITO ALIMENTADOR
SUPORTE SITUADO NA EDIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR COM A
FINALIDADE DE FIXAR E ELEVAR O RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO E
INSTALAR O RAMAL DE ENTRADA
INSTALAR O RAMAL DE ENTRADA.
O último termo de um projeto de instalações elétricas prediais que precisamos conhecer é o Padrão de entrada.
A instalação do padrão de entrada é de responsabilidade do consumidor e é composta por:
ramal de entrada (confira o esquema na imagem a seguir);
poste particular de concreto ou ferro;
caixas ou conjunto de caixas que comportam o centro de medição e de proteção;
dispositivos de proteção e aterramento.
O ponto de entrega é o ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da 
unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento.
A norma NBR 5410 (2008) especifica as cores de fios e cabos elétricos que devem ser utilizadas para identificação. 
Ela se aplica às instalações elétricas de baixa tensão em edificações. Assim, de acordo com a norma, não é 
obrigatória a utilização da tabela de cores para identificar os cabos, mas, se a cor for utilizada como forma de 
identificação da função, deve seguir o padrão.
Cores de fios e cabos elétricos.
Apesar de existir uma norma específica para a padronização de fios e cabos elétricos, muitas instalações elétricas 
não seguem a coloração oficial — sobretudo em obras muito antigas ou irregulares. Por isso, não se deve confiar 
cegamente na cor do fio na hora de fazer novas conexões ou realizar manutenções.
 
O ideal é sempre consultar detalhadamente os diagramas e os mapas da instalação, 
bem como medir a tensão presente em cada condutor.
É importante conhecer também o esquema de ligações e simbologia de identificação. Por exemplo, em um projeto, 
como é possível identificar o que é fase, neutro, terra e retorno? Cada um desses cabos possui um símbolo 
representativo e uma sequência para ser representada no projeto.
Símbolo representativo e uma sequência para ser representada no projeto.
Elementos de uma instalação elétrica:
Condutores elétricos são divididos em dois grupos, fios e cabos. 
FIO
CABO
É UM CONDUTOR ENCORDOADO
CONSTITUÍDO POR UM CONJUNTO
DE FIOS FINOS ENCOR-DOADOS. O
TERMO “CABO” É MUITAS VEZES
USA-DO PARA IN-DICAR, DE UM
MODO GLOBAL, FIOS E CABOS
(PROPRIAMENTE DITOS) EM EX-
PRESSÕES COMO “CABOS ELÉTRI-
COS”, “CABOS DE BAIXA TENSÃO”
ETC.
É UM PRODUTO METÁLICO MACIÇO
E FLEXÍVEL, COM SEÇÃO TRANSVER-
SAL INVARIÁVEL. PODEM SER USA-
DOS DIRETAMENTE COMO CON-
DUTORES (COM OU SEM ISOLAÇÃO)
OU NA FABRICAÇÃO DE CABOS.
Os cabos são caracterizados por sua seção nominal, grandeza referente ao condutor respectivo (ou aos condutores 
respectivos, no caso de um cabo com mais de um condutor).
 Acompanhe, na sequência, as demais características
dos elementos de uma instalação elétrica:
Condutores
elétricos:
Eletrodutos:
Quadro de
distribuição
de circuitos:
Caixas de
derivação 
SÃO AS CANALIZAÇÕES DESTINADAS A CONTER
CONDUTORES ELÉTRICOS. EXISTEM VÁRIOS
TIPOS: ELETRODUTOS, CALHAS, MOLDURAS,
CANALETAS, BANDEJAS, ESCA-DAS PARA CABOS,
POÇOS E GALERIAS.
PODEM SER METÁLICOS (AÇO, ALUMÍNIO) OU DE
MATERIAL ISOLANTE (PVC, POLIE-TILENO). ALÉM
DISSO, SÃO USADOS EM LINHAS ELÉTRICAS EM-
BUTIDAS OU APARENTES. SUA FUNÇÃO PRIN-
CIPAL É PROTE-GER OS CONDUTORES ELÉTRICOS
CONTRA CERTAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS E PRO-
TEGER O MEIO AMBIENTE CONTRA RISCOS DE
INCÊNDIO E DE EXPLOSÃO RESULTANTES DE
FALTAS ENVOLVENDO CONDU-TORES.
LOCALIZADAS AO FINAL DO ELETRODUTO, ESSAS
CAIXAS SÃO UTILIZADAS PARA PASSAGEM E/OU
LIGAÇÕES DE CONDUTORES ENTRE SI E/OU A
DISPOSITIVOS NELA INSTALADOS.
É O ELEMENTO RESPONSÁVEL POR RECEBER
ENERGIA ELÉTRICA POR MEIO DOS CONDUTO-
RES ALIMENTADORES E DISTRIBUIRÁ A UM OU
MAIS CIRCUITOS, CONTENDO ELEMENTOS DE
PROTEÇÃO, SECCIONAMENTO, CONTROLE E
MEDIÇÃO. O QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE
CIRCUITOS (QDC) PODE RECEBER, TAMBÉM, O
NOME DE QUADRO DE DISJUNTORES (QD).
Nas residências, a proteção (disjuntores e DRs) é instalada no QD, de onde também saem os circuitos terminais, como 
pode ser visto a seguir. Recomenda-se que seu posicionamento seja em local discreto, desobstruído e na posição 
mais central possível em relação às cargas da instalação fora do banheiro e distante de pias e tanques.
Quadro de distribuição de circuitos.
Outro elemento muito importante em um projeto elétrico é a planta baixa. Nesse documento, o projetista 
representa graficamente a iluminação para a casa, os cabos e as tomadas. Com ele, o profissional responsável pelo 
projeto elétrico pode elaborar um diagrama contendo o traçado de todos os circuitos da residência. A 
representação de cada circuito deve considerar se eles são trifásicos, bifásicos ou monofásicos. Veja um exemplo de 
planta baixa.
Para garantir a segurança dos projetos elétricos residenciais, é necessário o dimensionamento dos sistemas de 
proteção para os circuitos. Eles são formados por chaves ou disjuntores que compõem os quadros de distribuição.
Sistema unifilar geral com sistema de proteção DR.
De acordo com a norma, cada circuito terminal deve ter o dispositivo de proteção contra sobrecorrentes ou 
curtos-circuitos. Esses dispositivos devem seccionar todas as fases simultaneamente e, se houver algum incidente na 
rede, cortar toda a energia que estiver sendo transmitida.
No mercado, é possível encontrar três tipos aplicáveis para as instalações: diferencial residual (DR), dispositivos de 
proteção de surto ou sobretensões (DPS) e disjuntor termomagnético (DTM). Cabe ressaltar que esses dispositivos 
podem ser usados em conjunto.
O quadro de cargas de um projeto é composto pelo agrupamento de diversos 
cálculos, entre quantitativo de potências, cálculo de corrente, distribuição de 
circuitos e balanceamento de fases, identificação de fiação, fator de potência, 
indicação de entrada de energia, dentre outros detalhes que envolvem o quadro 
elétrico.
Veja um exemplo de quadro de cargas a seguir.
Quadro de cargas.
Domótica:
Uma casa inteligente traz sistemas integrados de automação para o controle de diversas funcionalidades, como 
iluminação, rega de jardim e sistemas de monitoramento. No Brasil, o conceito ainda tem um grande potencial a ser 
explorado e alguns desafios para se tornar mais popular e eficiente. No entanto, não há dúvida de que os sistemas 
automatizados trazem inúmeros benefícios para o conforto, a segurança, a acessibilidade e a sustentabilidade das 
residências.
O novo conceito definido por domótica é uma tecnologia que permite gerenciar os 
recursos habitacionais como iluminação, climatização, segurança e home care.
Para projetar uma casa com automação residencial é preciso considerar itens que até então não eram observados 
nos projetos tradicionais. Um deles é a tecnologia de informação, que abrange diversas atividades:
organização dos sistemas de informática;
gerenciamento dos sistemas de controle da residência;
configuração das redes interna e externa de comunicações;
integração dos novos serviços de valor agregado;
adaptação da rede aos vários moradores;
conexão aos serviços públicos de telecomunicações;
possibilidade de grande flexibilidade nas mudanças;
organização dos espaços interno e externo com a introdução de novos equipamentos e dispositivos.
É importante considerar que o cliente não está acostumado com programações complexas. Assim, os sistemas 
utilizados em casas inteligentes devem ter interfaces amigáveis, de fácil manuseio e comandos simples.
Exemplo
É possível comandar diversas funções da casa com o seu próprio celular, tablet ou apenas com um 
controle remoto universal. O projetista e o instalador têm que ficar atentos às características de 
cada cliente, afinal, a automação residencial acompanha o estilode vida e as preferências de cada 
usuário.
A integração deve ser uma das principais preocupações dos profissionais. Quando os equipamentos de um sistema de 
automação residencial trabalham sem comunicação entre si, o resultado é uma grande confusão operacional com 
dispêndio de recursos e similaridade de funções.
Para isso, existe a figura do “integrador de sistemas”, profissional que tem o objetivo de projetar, instalar e 
compatibilizar os projetos, além de se comunicar com os profissionais envolvidos, buscando atingir todos os 
benefícios que a automação residencial pode oferecer. Atualmente, diversos fabricantes e entidades oferecem 
certificações para formar esses profissionais, pois essa nova função requer um conhecimento amplo e 
multidisciplinar.
Resumindo
Pode-se entender a domótica como um processo de automação residencial que se refere ao controle 
automático e eletrônico de diferentes recursos, atividades e eletrodomésticos que também são 
utilizados em casas, empresas e outros locais. Ou seja, é possível controlar de maneira simples e fácil 
os equipamentos e os recursos dos ambientes por meio da internet, tornando a vida mais 
confortável, prática e segura, e até mesmo economizando as contas do seu lar.
A automação residencial cria uma casa totalmente inteligente, por meio de sistemas integrados e ativa diversas 
funcionalidades a partir da conexão à internet, com a utilização de alguns comandos, como o de voz. Uma das 
tecnologias mais importantes nesse processo é a IoT (Internet of Things, em português, Internet das Coisas), que já 
vem impactando o dia a dia de muitas pessoas.
Internet of Things.
A IoT tem como objetivo oferecer facilidade e praticidade para as residências, por meio do controle e do 
gerenciamento remoto, tudo pela tela do celular, tablet ou computador, precisando apenas de conexão com a 
internet.
A automação residencial é uma rede de hardware, comunicação e 
interfaces eletrônicas, que trabalha para integrar dispositivos via 
internet, e na qual cada sistema tem um modo de funcionar.
Atualmente, existem diversas tecnologias acessíveis que permitem a automação residencial a baixo custo. Dois dos 
sistemas que vêm ganhando espaço são: a Alexa, da Amazon, e o Google Assistant. Esses sistemas são limitados, pois 
permitem simplesmente uma automação de aparelhos, e não uma rotina do usuário. Porém, a grande maioria já os 
considera um diferencial nas residências.
No caso da Alexa, o equipamento permite programações como controlar a iluminação. As lâmpadas, as fitas de LED, 
os plugs ou os interruptores inteligentes conectados à Alexa podem ser ativados por comando de voz ou com 
programação de horário.
O equipamento também permite controlar a temperatura de um ambiente via comando de voz. Além disso, existem 
outros recursos não voltados para a automação, mas que agregam valor à ferramenta, como dar a previsão do 
tempo, tocar música, traduzir palavras e expressões, pedir comida e checar seu pedido, fazer contas e programar 
timers e alarmes.
Elevadores, Escadas Rolantes e Ar-
Condicionado Central
Quais são denominada instalações es-
peciais?
NBR 16755:2019 — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E
INSTALAÇÃO DE ELEVADORES — INSPEÇÕES E ENSAIOS — DETERMINAÇÃO
DA RESISTÊNCIA AO FOGO DE PORTAS DE PAVIMENTO DE ELEVADORES
ABNT NBR 16756:2019 — REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E
INSTALAÇÃO DE ELEVADORES — ALARME REMOTO EM ELEVADORES DE
PASSAGEIROS E ELEVADORES DE PASSAGEIROS E CARGA
ABNT NBR 14712:2013 — ELEVADORES ELÉTRICOS E HIDRÁULICOS —
ELEVADORES DE CARGA, MONTACARGAS E ELEVADORES DE MACA —
REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO
ELEVADORES ELÉTRICOS — TERMNOLOGIA NORMA NBR-5666
ELEVADORES ELÉTRICOS DE PASSAGEIROS — REQUISITOS DE SEGURANÇA
PARA CONSTRUÇÃO E INSTALAÇÃO NORMA NBR NM-207
CÁLCULO DE TRÁFEGO NOS ELEVADORES — PROCEDIMENTO NORMA NBR-
5665
Elevadores, Escadas Rolantes e Ar-
Condicionado
Instalações especiais: Elevadores
O elevador é um equipamento de transporte utilizado para mover bens ou pessoas verticalmente ou 
diagonalmente. É conhecido e considerado por muitos como o meio de transporte mais seguro que existe.
Comentário
 
A segurança existente dos elevadores provém da fabricação de equipamentos em conformidade com as
normas técnicas vigentes da ABNT, entre as quais cabe destacar a ABNT NBR 16755:2019 — requisitos
de segurança para construção e instalação de elevadores — inspeções e ensaios — determinação da
resistência ao fogo de portas de pavimento de elevadores; a ABNT NBR 16756:2019 — requisitos de
segurança para construção e instalação de elevadores — alarme remoto em elevadores de passageiros
e elevadores de passageiros e carga; e a ABNT NBR 14712:2013 — elevadores elétricos e hidráulicos —
elevadores de carga, monta-cargas e elevadores de maca — requisitos de segurança para construção e
instalação.
Para entender melhor sobre projetos de elevadores de passageiros, confira alguns dos termos usualmente 
empregados na instalação e as terminologias dos componentes; todos apresentados conforme as referências das 
normas citadas:
Cabina — parte do elevador que transporta passageiros e objetos;
Caixa — espaço no qual o carro e o contrapeso viajam. Esse espaço é limitado pelo fundo do poço, pelas paredes 
e pelo teto;
Carga nominal — carga para a qual o equipamento foi construído;
Contrapeso — conjunto formado por armação, pesos e acessórios destinados a contrabalançar o peso do carro 
e parte da carga nominal;
Freio de segurança — dispositivo mecânico para parar e manter travado nas guias o carro do elevador ou o 
contrapeso, em caso de sobrevelocidade no sentido de descida ou de ruptura da suspensão;
Gabinete da maquinaria — recinto externo à caixa do elevador, exclusivo para a instalação de toda a 
maquinaria do elevador, ou parte dela, ou parte de seus componentes, no qual as operações de manutenção, 
inspeções e ensaios somente podem ser realizadas pelo lado externo do gabinete por meio de porta(s). Não é 
permitido que uma pessoa entre nesse recinto;
Limitador de velocidade — dispositivo que causa a parada do elevador ao atingir uma velocidade 
predeterminada e, se necessário, aciona o freio de segurança;
Nivelamento — operação que proporciona precisão de parada nos pavimentos;
Máquina — conjunto destinado a movimentar o carro, constituído principalmente de motor, polia de tração (ou 
tambor) e freio;
Poço — parte da caixa situada abaixo do nível de parada mais baixo servido pelo elevador;
Velocidade nominal — velocidade do carro, em metros por segundo (m/s), para a qual o equipamento foi 
construído;
Atualmente, existem diversos tipos e modelos de elevadores disponíveis no mercado. Entretanto, os tipos mais 
utilizados em residência são os equipamentos hidráulicos e elétricos. Menos usuais, porém não desprezíveis, ainda 
existem os elevadores a vácuo.
Os elevadores a vácuo, conforme pode ser visto a seguir, têm seu princípio de funcionamento baseado na sucção de 
ar para causar uma diferença de pressão, fazendo o equipamento subir, o que é similar ao princípio de 
funcionamento de uma seringa.
Elevador a vácuo.
Sua descida é controlada a partir do alívio na pressão do ar abaixo do carro. Porém, seu uso é limitado a pequenos 
tamanhos e baixas cargas. Somado a isso, ainda há o inconveniente de que o equipamento é ruidoso devido à 
atuação do compressor.
Os elevadores hidráulicos são aqueles movidos por um pistão hidráulico que normalmente se situa abaixo do 
equipamento. Esse tipo de elevador já foi muito vantajoso, pois proporcionava a eliminação da casa de máquinas no 
telhado da casa e a possibilidade de descida controlada do equipamento por gravidade em caso de falha na 
alimentação.
Elevador hidráulico.
Além disso, os elevadores hidráulicos proporcionavam um maior conforto aos passageiros durante a viagem. Porém, 
algumas limitações importantes surgem a partir de sua aplicação, visto que os equipamentos hidráulicos costumam 
ser mais lentos e menos energeticamenteeficientes em relação aos elevadores elétricos. Outro problema é a 
utilização dos fluidos de trabalho, o que provoca prejuízos ambientais e sanitários resultantes de um possível 
vazamento de óleo e o custo de manutenção é mais elevado.
Devido ao desenvolvimento e ao aprimoramento dos elevadores elétricos, esse superou o elevador hidráulico em 
conforto aos passageiros durante a viagem. As novas tecnologias permitiram a instalação de elevadores elétricos 
sem a casa de máquinas, possibilitando a sua aplicação mesmo em locais com espaço limitado.
Elevador elétrico.
Outra vantagem do equipamento elétrico é o menor ruído causado por seu funcionamento, porque os elevadores 
hidráulicos necessitam de um motor-bomba. Além disso, aliado a um menor custo de manutenção, esse tipo de 
equipamento também é mais eficiente energeticamente, características que são altamente desejáveis em uma 
instalação residencial.
Observe algumas características importantes sobre os requisitos de segurança para a construção e a instalação de 
elevadores de passageiros conforme a NM 207 e a NM 313:
Devem ser previstas aberturas de ventilação, na parte superior da caixa, com área total de no mínimo 1% da 
seção transversal da caixa.
Se os espaços abaixo do carro ou do contrapeso forem acessíveis, a base do poço deve ser projetada para 
suportar uma carga de no mínimo 5000N/m².
A cabina deve dispor de iluminação elétrica permanente assegurando uma intensidade de pelo menos 50lx ao 
nível do piso e nos dispositivos de controle.
A distância horizontal entre a soleira do carro e a soleira de pavimento não deve exceder 0,035m.
Em condições normais de funcionamento, a exatidão de parada da cabina do elevador em cada pavimento deve 
ser de ± 10mm e deve ser mantida uma exatidão de nivelamento de ± 20mm.
Instalações especiais: escadas rolantes
As escadas rolantes devem atender as diretrizes normativas da ABNT NBR 16734:2019 — escadas rolantes e esteiras 
rolantes — construção e instalação — requisitos de segurança. Além disso, existem algumas normas internacionais 
como a EN 115, a GB 16899, a HKCOP e a ANSI que trazem diretrizes sobre projeto, execução e manutenção de 
escadas rolantes.
Comentário
A escada rolante foi uma das invenções que mais exerceu influência sobre o hábito de fazer 
compras. Ao longo dos últimos anos, a escada rolante abriu um mundo totalmente novo como um 
simples meio de conectar diferentes andares. A escada rolante é capaz de criar um mundo ao redor 
do qual as pessoas se movimentam (giram) como uma consequência lógica. Assim, pode-se dizer que a 
escada rolante representou o elemento mais radical desse processo de mudança arquitetônica, e 
ainda hoje é a instalação mais popular de nossos ambientes de varejo.
As escadas e as esteiras rolantes têm um importante papel no transporte de muitas pessoas, principalmente se 
comparadas com a capacidade dos elevadores. O planejamento correto de escadas e esteiras rolantes em shopping 
centers, por exemplo, é essencial para um bem-sucedido curso dos negócios e o fluxo ininterrupto de pessoas.
Veja a seguir os principais componentes das escadas e das esteiras rolantes:
OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS
ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES:
De A a C 
CONJUNTO DE ACIONAMENTO: 
É COMPOSTO DE MOTOR, REDUTOR E FREIO, E É RESPONSÁVEL POR TODO O
ACIONAMENTO MECÂNICO DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE;
CONJUNTO PROPULSOR DO CORRI-MÃO: 
É RESPONSÁVEL POR TRANSMITIR O MOVIMENTO AOS CORRIMÃOS, POR
MEIO DE FRICÇÃO, GARANTINDO UMA VELOCIDADE CONSTANTE;
CONJUNTO ROLOS DA CURVA (GUIA
FRONTAL COM ROLOS): 
ESTÁ POSICIONADO NAS CURVAS DOS EXTREMOS DOS GUARDA-CORPOS,
TÊM A FUNÇÃO DE REDUZIR O ATRITO, MELHORANDO O DESEMPENHO E
AUMENTANDO A VIDA ÚTIL DOS CORRIMÃOS;
CONJUNTO TENSIONADOR: 
ESTÁ LOCALIZADO NA PARTE INTERNA NO EXTREMO INFERIOR DA ESCADA OU
DA ESTEIRA ROLANTE, PERMITE MANTER O PERFEITO TENSIONAMENTO DAS
CORRENTES ACIONADORAS DOS DEGRAUS OU PALLETS,
INDEPENDENTEMENTE DA VARIAÇÃO DE CARGA;
CORRENTE DE ACIONAMENTO
PRINCIPAL (MÁQUINA): 
É RESPONSÁVEL POR TRANSMITIR O TRABALHO DO CONJUNTO DE
ACIONAMENTO E PRODUZIR O MOVIMENTO DOS CORRIMÃOS E DOS
DEGRAUS OU PALLETS;
CORRIMÃOS: 
SÃO PARTES MÓVEIS DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE, QUE SE
MOVIMENTAM SIMULTANEAMENTE AOS DEGRAUS OU PALLETS E SERVEM DE
APOIO AOS PASSAGEIROS.
OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS
ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES:
De D a I 
DEGRAUS
SÃO PARTES MÓVEIS DA ESCADA ROLANTE, DESTINADAS PARA O
TRANSPORTE DOS PASSAGEIROS;
FECHAMENTO LATERAL
É A PROTEÇÃO LATERAL DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE QUE IMPEDE A
ENTRADA DE CORPOS ESTRANHOS;
GUARDA- CORPO (OU BALAUSTRADA):
É O CONJUNTO ESTRUTURAL LOCALIZADO ACIMA DOS DEGRAUS, DOS DOIS
LADOS DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE, COM A FUNÇÃO DE PROTEGER
OS PASSAGEIROS, LIMITANDO A LARGURA;
ILUMINAÇÃO DE DEGRAUS (OPCIONAL
PARA ESCADAS ROLANTE):
É EMITIDA POR ENTRE OS VÃOS DOS DEGRAUS PRÓXIMOS ÀS SOLEIRAS E TEM
A FUNÇÃO DE AUMENTAR A SEGURANÇA, INDICANDO O MOVIMENTO DOS
DEGRAUS. SUA COLORAÇÃO É VERDE.
ILUMINAÇÃO DE SOLEIRA (OPCIONAL):
TEM A FUNÇÃO DE ALERTAR O PASSAGEIRO SOBRE A CHEGADA AOS PENTES
DA SOLEIRA.
OS PRINCIPAIS COMPONENTES DAS
ESCADAS E DAS ESTEIRAS ROLANTES:
De J a P 
PAINÉIS DE COMANDO (OU QUADRO
SUPERIOR E INFERIOR):
SÃO CENTRAIS DE COMANDO LOCALIZADAS SOB AS PLATAFORMAS, COM A
FUNÇÃO DE GERENCIAR TODAS AS OPERAÇÕES DE CONTROLE E SEGURANÇA
DA ESCADA OU DA ESTEIRA ROLANTE;
PALLETS:
SÃO PARTES MÓVEIS DA ESTEIRA ROLANTE DESTINADAS PARA O TRANSPORTE
DOS PASSAGEIROS E DE CARRINHOS APROPRIADOS;
PENTES:
SÃO COMPONENTES DE SEGURANÇA POSICIONADOS JUNTO ÀS ENTRADAS
DOS DEGRAUS OU PALLETS, QUE, ENTROSADOS COM OS DEGRAUS,
MINIMIZAM A POSSIBILIDADE DE APREENSÃO DE CORPOS ESTRANHOS;
PLATAFORMAS (SUPERIOR E INFERIOR):
SÃO COBERTURAS REMOVÍVEIS POSICIONADAS NOS EXTREMOS SUPERIOR E
INFERIOR, QUE POSSIBILITAM O ACESSO À PARTE INTERNA DA ESCADA OU DA
ESTEIRA ROLANTE;
PROTETORES DE ENTRADA DE CORRI-
MÃOS:
SÃO COMPONENTES DE SEGURANÇA, POSICIONADOS EM CADA UMA DAS
ENTRADAS, QUE DIFICULTAM A ENTRADA DE CORPOS ESTRANHOS JUNTO
COM OS CORRIMÃOS.
Esquemático de uma escada rolante.
As escadas rolantes possuem algumas recomendações de segurança para sua utilização, por exemplo: as escadas e as 
esteiras rolantes foram desenvolvidas para transportar pessoas em pé, por isso, a pessoa nunca deve se sentar ou 
deixar crianças se sentarem nos degraus ou nas esteiras.
 
Atenção
É importante ter atenção para sapatos que tenham salto fino ou cadarço, visto que, quando 
desamarrados, os cadarços podem ficar presos nos degraus, e o salto fino dificulta o equilíbrio. Além 
disso, recomenda-se manter os pés afastados dos rodapés, permanecendo no centro e em um único 
degrau.
Semelhante a uma escada normal, é fundamental utilizar corrimãos nas escadas rolantes, já que eles foram feitos 
para assegurar o equilíbrio das pessoas.
Existem outras recomendações que normalmente são indicadas na entrada das escadas rolantes, como uma maneira 
de sinalizar às pessoas qual é a melhor forma, e também a mais segura, de usar o meio de locomoção.
Placas de sinalização de uma escada rolante.
Instalações especiais: ar-condicionado central:
As instalações de ar-condicionado no Brasil são regidas pela ABNT NBR 16401-1:2008 — instalações de ar-
condicionado — sistemas centrais e unitários, confirmada em 2019. Essa norma estabelece as bases fundamentais 
para elaboração dos projetos, as especificações, os termos de garantia e a aceitação das instalações, e está dividida 
em três partes: projetos das instalações, parâmetros de conforto térmico e qualidade do ar interior.
O efeito de condicionar o ar em um ambiente constitui submetê-lo a condições compatíveis com o objetivo da 
instalação, independentemente das características do ambiente exterior. O condicionamento do ar tem como 
objetivo controlar a temperatura, a umidade relativa, a velocidade e a pureza do ar ambiente.
A fim de elaborar um projeto de condicionamento do ar, é necessário fazer a coleta inicial de dados 
e informações técnicaspara iniciar os estudos para implantação da obra. Cabe ao projetista 
executar as atividades e fornecer ao contratante os documentos de acordo com o estipulado, 
contendo informações como a concepção inicial da instalação, a definição das instalações, a 
identificação e a solução de interfaces, o projeto de detalhamento e o projeto legal.
A NBR 16401-1:2008 apresenta recomendações que auxiliam a conservação e o uso consciente de energia para a 
seleção dos equipamentos e que devem ser avaliadas pelo projetista. Ou seja, o projetista deverá avaliar o 
ambiente e decidir qual modelo de condicionamento de ar melhor atenderá o local nos quesitos de conformidade, 
segurança e economia.
Recomendação
É importante usar componentes de alta eficiência em qualquer carga utilizada, instalação de 
sistemas de controle, utilização de vazão variável de distribuição de ar e água, refrigeração por 
absorção e recuperação do calor rejeitado no ciclo, uso do ar externo para resfriamento no período 
noturno, termoacumulação e aproveitamento da energia solar.
Assim, será possível garantir o grau de confiabilidade do sistema e assegurar a qualidade e a confiabilidade dos 
componentes individuais, a redundância de partes do sistema e a instalação de componentes reservas.
Os sistemas de condicionamento de ar podem ser divididos em dois grupos: os sistemas de expansão direta e os de 
expansão indireta. O sistema de expansão direta possui a particularidade de o refrigerante contido em uma 
serpentina, ao evaporar, resfriar diretamente o ar em contato com ela.
Ar
portátil
Ar-condicionado
de janela
Split
Já o sistema de expansão indireta é caracterizado pela utilização de um fluido refrigerante secundário para 
resfriamento do ar, em geral a água, que por sua vez é resfriada em um circuito de compressão a vapor ou 
absorção por um chiller, que é um resfriador de água.
No geral, o sistema de instalação de ar-condicionado, quando o circuito de refrigeração está desligado, tem apenas 
uma instalação de ventilação simples, em que é possivel controlar a vazão e a pureza do ar. Os ventiladores podem 
ser parte integrante do equipamento de ar-condicionado, como nos equipamentos dos tipos self-contained e fan-
coils. O sistema de ventilação pode ser com insuflamento de ar ou com exaustão de ar.
Sistema de ventilação com insuflamento de ar.
Sistema de ventilação com exaustão de ar.
Os sistemas centrais de ar-condicionado são sistemas de expansão indireta. São constituídos por equipamentos de 
grande capacidade e porte, com necessidades específicas para ambientes comerciais, industriais e hospitalares. São 
sistemas cujo refrigerante resfria um líquido intermediário, que normalmente é a água gelada.
Elementos de um ar-condicionado central.
A torre de resfriamento é o equipamento responsável por fazer um tipo especial de trocador de calor. Nessas 
torres, ambos os fluidos, ar e água, estão fisicamente em contato. Assim, a troca acontece, principalmente, por 
evaporação.
“Comentário”
Os sistemas de ar-condicionado central são recomendáveis para ambientes comerciais, 
industriais, hospitalares e para climatização de muitos ambientes simultaneamente. Esse 
tipo de sistema tem custo maior de aquisição e não fica visível nas fachadas de prédios.
O princípio de funcionamento é bastante simples: existe um ventilador no topo que provoca um fluxo ascendente de 
ar que encontra o fluxo descendente de água. Na prática, existem outros arranjos e recursos para maximizar o 
contato do ar com a água, como chapas, colmeias e outros.
Nos sistemas centrais, a água é resfriada no chiller e, então, segue para os andares por meio de dutos isolados 
termicamente. Esse sistema pode ou não ser combinado a tanques de termoacumulação, complemento que permite a 
fabricação e o armazenamento de gelo nos horários em que as tarifas de energia são menores, e a sua utilização 
nos horários de pico, quando a eletricidade é mais cara.
Existem também os condicionadores de ar self-contained. Equipamentos de custo mais elevado que normalmente 
demandam estudos de engenharia de relativa complexidade e mão de obra especializada.
Esses condicionadores podem ser instalados na cobertura do prédio e demandam estudo sobre a base da estrutura 
do equipamento. No geral, têm menor custo, manutenção mais econômica, fabricação seriada com aprimoramentos 
técnicos constantes e garantia de desempenho por testes de fábrica.
Os condicionadores de ar self-contained possuem manutenção e reposição de peças mais eficientes e maior rapidez 
de instalação. Além disso, têm grande versatilidade para projetos (zoneamentos, variações de demanda). Porém, não 
são produzidos para operar como bomba de calor, portanto, esses equipamentos são divididos e requerem 
procedimentos habituais de vácuo e carga de gás.

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