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BIOSSEGURANÇA 
Juliana Cavalcante - Biomédica
Instrutora e RT Análises Clínicas SENAC-AL
Assessora Técnica de Biologia Médica – LACEN/AL
Auditora Interna NBR/ISO IEC 17025
Especialista em Análises Clínicas
Março 2025
BIOSSEGURANÇA
É o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades profissionais, garantindo um atendimento seguro e de qualidade ao cliente/paciente.
Regulamentação
Lei n. 8.080/90– Instituiu o Sistema Único de Saúde - SUS;
Lei n. 9.782/99– Criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA - finalidade descentralizar o controle federal, transferindo 
este controle aos Estados e Municípios;
As ações de biossegurança devem avaliar os riscos de contaminação e epidemiológicos dentro das prioridades locais, seguindo o determinado pelo Sistema Único de Saúde - SUS.
Quando não utilizar equipamentos devidamente esterilizados ou descartável, que possam causar transmissão de doenças como Aids, 
Hepatite B e C, Micoses e etc.
Risco Biológico: É considerado risco biológico qualquer microrganismo que apresente ameaça aos seres humanos, animais e meio ambiente, por exemplo: vírus, bactérias, parasitas (helmintos e protozoários), fungos e príons.
Vírus
São pequenos agentes infecciosos que apresentam um genoma constituído por DNA ou RNA. 
Fungos
São seres vivos, unicelulares ou pluricelulares, eucariontes que podem provocar doenças no homem, como por exemplo micoses. 
Parasitas
São organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. Podem ser unicelulares (Protozoários) ou pluricelulares (Helmintos).
Príons
São proteínas patogênicas (letais), que se encontram normalmente no sistema nervoso central, capazes de se replicarem no hospedeiro forçando as proteínas normais, do mesmo tipo, adotarem a forma aberrante (infecciosa).
Bactérias
São organismos microscópios unicelulares, procariontes (não possuem membrana nuclear). Podem ser encontradas na forma isolada ou em colônias.
Doenças provocadas por Microorganismos patogênicos (exemplos)
	Tipo	Agentes	Doenças
	Bactérias	Salmonella, 
Legionella pneumophila, Bacilo de Koch	Febre Tifóide/Gastroenterites Pneumonia, Tuberculose
	Vírus	VIH, Influenza, Hepatite B virus	Sida, Gripe, Hepatite B
	Fungos	Candida albicans, Trichophyton rubrum	Candidíase, pé de atleta
	Parasitas	Ascaris lumbricoides 	Ascaridíase (bicha solitária)
	Protozoários	Plasmodium, Toxoplasma gondii	Malária, Toxoplasmose
	Prions	Proteínas patogénicas	Creutzfeldt- Jakob, BSE
O Ministério da Saúde expediu a Portaria nº 1608/2007, que aprova a classificação de risco dos agentes biológicos, elaborada em 2004, atualizada em 2006 e 2010, pela Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS) do Ministério da Saúde.
Os agentes biológicos que afetam pessoas, animais e meio ambiente são classificados conforme se segue:
Classificação dos Agentes Patogénicos
(DL n.º 84/97, 16 de Abril)
CLASSE DE RISCO 1: baixo risco individual e coletivo. Inclui os agentes que não provocam doenças em humanos ou animais adultos sadios. 
Ex.: Lactobacillus spp, Bacillus subtilis, cepas não patogênicas de E. coli, dentre outros. 
CLASSE DE RISCO 2: moderado risco individual e limitado risco coletivo. 
	Inclui os agentes que podem provocar infecções e/ou doenças no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no ambiente é limitado, além de existirem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes. 
Ex.: Escherichia coli, Salmonella spp, Staphylococcus aureus, Treponema pallidum, Vibrio cholerae, Trypanosoma cruzi, Candida albicans, Schistosoma mansoni, HTLV*, HIV*, Hepatites virais, vírus da Dengue, Zika, vírus da Rubéola, Sarampo, Caxumba, Citomegalovírus, Herpes (HSV, HZV), Rotavírus, dentre outros. 
CLASSE DE RISCO 3: alto risco individual e moderado risco coletivo.
	Inclui os agentes biológicos que se transmitem por via respiratória e que causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas profiláticas e terapêuticas eficazes. Representam risco se disseminados na comunidade e no ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Ex.: Mycobacterium tuberculosis*, Bacillus anthracis, Clostridium botulinum, Escherichia coli enterohemorrágica, Shigella dysenteriae, Hantavírus, vírus da Febre Amarela, vírus da Chikungunya, Influenza A H5N1 e H1N1, dentre outros.
CLASSE DE RISCO 4: alto risco individual e coletivo. 
	Inclui os agentes biológicos que causam infecções e/ou doenças graves ao homem ou animais e representam um sério risco para os profissionais e para a coletividade. São agentes patogênicos altamente infecciosos, que se propagam com facilidade pela via respiratória ou de transmissão desconhecida (geralmente vírus). Podem causar a morte, pois, atualmente, não existem medidas profiláticas ou terapêuticas eficazes. Ex.: Ebola
Medidas de Prevenção aos Agentes Biológicos
Aplicação de medidas de proteção coletiva e individual, se a exposição não puder ser evitada por outros meios;
Utilização de meios de recolha, armazenagem e evacuação de resíduos, após tratamento adequado, incluindo o uso de recipientes seguros e identificáveis sempre que necessário.
NORMAS GERAIS DE SEGURANÇA
Manter cabelos longos presos; 
Usar exclusivamente sapatos fechados; 
O ideal é não usar lentes de contato. Se for indispensável usá-las, não podem ser manuseadas durante o trabalho e devem ser protegidas por óculos de segurança; 
Não aplicar cosméticos; 
Não usar piercing; 
Manter as unhas cortadas e limpas; 
Não usar acessórios e adornos durante as atividades.; 
Não colocar objetos à boca; 
Lavar as mãos com água e sabão, por meio de técnica adequada para a remoção mecânica de sujidades e a microbiota transitória da pele.
- Após a lavagem das mãos, aplicar antissépticos, preferencialmente álcool a 70% (glicerinado ou não);
 - O uso de luvas não substitui a necessidade da LAVAGEM DAS MÃOS porque elas podem ter pequenos orifícios inaparentes ou danificar-se durante o uso, podendo contaminar as mãos quando removidas;
Não fumar, beber ou se alimentar; 
Não armazenar alimentos e artigos de uso pessoal; 
Não segurar o telefone ou manipular qualquer outro objeto externo calçando luvas; 
Não usar equipamentos para aquecer e preparar alimentos; 
Não utilizar refrigeradores para armazenar alimentos ou bebidas; 
Imunização
Hepatite B (tomada em 3 doses)
Covid-19 (mínimo 2 doses/reforço anual)
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Dupla adulto – dT (difteria e tétano – reforço a cada 10 anos).
EPI’S
Equipamento de proteção individual (EPI'S): são equipamentos de proteção utilizados pelo profissional, pessoal auxiliar, paciente e equipamentos, a fim de evitar contaminação e acidentes (gorro, máscara, avental, luvas, óculos de proteção...).
Conceitos e Definições
Antissepsia: é o termo empregado para designar a desinfecção de tecidos vivos, como pele e mucosas, após a aplicação de agentes antimicrobianos.
Antisséptico: substância ou produto capaz de deter ou inibir a proliferação de microrganismos patogênicos, à temperatura ambiente, em tecidos vivos.
Desinfecção: processo onde se reduz o número de bactérias contaminantes a um nível razoável de segurança, ou seja, elimina a potencialidade infecciosa do objeto, superfície ou local tratado.
Limpeza: é o processo pelo qual são removidos materiais estranhos (matéria orgânica e sujidade) de superfícies e objetos – água e sabão ou detergente e ação mecânica
Assepsia: é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de M.O. num ambiente que logicamente não os tem, logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.
Esterilização: é o processo de destruição de todas as formas de vida presentes num mesmo material, ou seja, é a inativação total de todos os M.O. quanto à capacidade reprodutiva.A esterilização pode ser por meio físico (calor) ou químico (soluções esterilizantes).
Esterilizante: agente físico (estufa, autoclave) ou químico (glutaraldeído 2%, formaldeído 38%) capaz de destruir todas as formas de microrganismos, inclusive as esporuladas.
Material crítico
entra em contato com vasos sanguíneos ou tecidos livres de microorganismos
Ex: instrumental
Esterilização
Material semi-crítico
entra em contato com
mucosa ou pele não 
íntegra. Ex: inaladores 
Desinfecção
Material não crítico
entra em contato com
pele íntegra. Ex: estetoscópio
Limpeza
Classificação dos materiais
Mecanismos de Esterilização
1. Agentes físicos: calor, radiação e filtração
Calor: 
Calor seco: morte se dá pelo processo de oxidação.
Calor úmido: envolve desnaturação proteica, coagulação de proteínas e enzimas e fusão de lipídios da membrana celular.
Radiação: promove dupla quebra nas fitas do DNA dos M.O. impedindo sua regeneração e bloqueando sua replicação.
Ex.: Raios-x BETA, GAMA, UV
Desvantagem: pouco usada (alto custo)
Filtração: remove os M.O. viáveis. 
Emprego: esterilização de soros, solução de enzimas e vitaminas.
2. Agentes químicos e gases: compostos altamente reativos quando empregados em concentrações e quantidades adequadas. Agem dissolvendo lipídios da membrana celular ou por desnaturação proteica.
Ex.: óxido de etileno (gás mais usado), empregado na esterilização de plásticos;
hipoclorito de sódio 2% e álcool 70%
AUTOCLAVAGEM
Abrir a autoclave;
Grau cirúrgico devidamente vedado e parte plástica voltada para baixo; 
Adicionar a quantidade de água indicada na parte inferior na câmara de esterilização (350ml);
Fechar a tampa/início.
AUTOCLAVAGEM
FASE 1: Desaeração – remoção do ar residual presente na câmara
FASE 2: Saturação – pressurização e aquecimento (até atingir temperatura e pressão ideal)
FASE 3: Esterilização
FASE 4: Despressurização – expulsão do vapor e água residual 
FASE 5: Secagem – exposição ao calor seco
FASE 6: Resfriamento – aguardar o resfriamento para remoção do material.
Agentes Biológicos x Doenças Profissionais 
LEGISLAÇÃO:
Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho aprova a classificação dos agentes biológicos conforme estipulado no Decreto-Lei n.º 84/97, de 16 de Abril.
Portaria n.º 1036/98, de 15 de Dezembro veio alterar a lista dos agentes biológicos classificados para efeitos da prevenção de riscos profissionais, aprovada pela Portaria n.º405/98, de 11 de Julho.
Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de Maio, apresenta uma listagem de doenças profissionais (alterado pelo DR n.º 76/2007 de 17 de Julho).
Decreto-Lei n.º 84/97de 16 de Abril estabelece as regras de proteção dos trabalhadores contra os riscos de exposição a agentes biológicos durante o trabalho.
OBRIGADA!!!
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