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Por Daiane Bendia 
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Por Daiane Bendia 
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MICROBIOLOGIA MÉDICA 
Conteúdo Programado para P2 
 
MICROBIOTA NORMAL DO CORPO HUMANO 
 
Nossa microbiota são bactérias que vivem no nosso 
organismo, especialmente na pele e mucosas, 
ajudando a manter o equilíbrio do nosso 
metabolismo. São moduladoras da nossa resposta 
imunológica, nos sinalizando sempre que houver 
algum desequilíbrio. Portanto, a microbiota não nos 
infecta, ela coloniza o nosso corpo. 
A microbiota normal do corpo humano está presente 
na pele e em mucosas, como vagina, trato gastro 
intestinal e sistema geniturinário. São considerados 
locais de sítios não estéreis, enquanto locais estéreis, 
como ureter, útero e sangue, se em contato com 
microrganismos podem vir a adoecer. 
Veja, a microbiota intestinal é fonte produtora de 
vitamina K, responsável por grande parte da absorção 
do complexo B. Dentre elas, lactobacilos, E. coli e 
Clostridium atuam em equilíbrio. A microbiota 
urinária, com lactobacilos e Streptococos, que 
auxiliam na manutenção do pH e proteção contra 
agentes que possam se instalar ou favorecer o 
crescimento anormal, gerando patologias. 
Oportunismo: A microbiota tem que ser reservada 
aos seus ambientes naturais dentro do corpo 
humano, pois qualquer eventual reposicionamento 
desses microrganismos pode gerar um quadro 
oportunista e causar uma infecção. O corpo humano 
é repleto de regiões estéreis, e qualquer dessas 
regiões que recebe contato desses microrganismos é 
garantia de infecção. Considera muito a questão da 
imunidade do paciente. Em regiões que já possuem 
sua microbiota, ou seja, não são regiões estéreis, se 
há uma debilidade na imunidade, favorece o 
crescimento anormal de certas bactérias ou fungos, 
como alteração do pH vaginal, por exemplo, e 
desencadeia quadros de candidíase. Até mesmo a 
utilização de sabontes que promovem a eliminação 
de 99% de germes, não é tão indicado por, em alguns 
casos, desequilibrar a microbiota da pele por exemplo 
e oportunizar infecções por outros agentes 
patológicos. Assim como a utilização de outros 
produtos que agridem a pele ou água muito muito 
quente, pode fazer essa alteração. 
 O que causa o desequilíbrio da nossa microbiota são 
os antibióticos e antiparasitários, trazendo a uma 
disbiose. 
 
Disbiose: condição 
clínica que acontece 
quando a microbiota 
intestinal está 
sofrendo algum 
desequilíbrio por 
bactérias. Isto é, 
quando o número de bactérias patogênicas, que 
trazem danos ao organismo, é superior ao número de 
“bactérias do bem”. 
Ou seja, a microbiota normal do corpo tem Efeito 
ANTAGÔNICO, impede que microrganismos 
oportunistas se alojem, nos ajudando a manter o 
equilíbrio. Ou seja, indisponibiliza sítios para infecção 
ou substratos para a infecção. 
Caso clínico relacionado à disbiose: 
Uma das formas mais proeminentes da disbiose é a 
infecção por Clostridium dificile. Ela faz parte da 
microbiota, em percentual muito pequeno. Com o uso 
de antibióticos, a microbiota é reduzida e a 
Clostridium, como oportunista, começa a se 
proliferar, desencadeando uma infecação aguda, 
podendo se tornar crônica e dificultando a absorção 
de nutrientes, estando relacionada até mesmo com 
quadros de ansiedade e alteração comportamental 
por falta de matéria-prima para a sintetização 
hormonal, como testosterona. Quadros de colite, 
apresentam: diarreia, dor abdominal e febre. 
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O que fazer? Nesse caso, suspende-se o tratamento 
com o antibiótico para que a microbiota normal se 
restabeleça, lembrando que o tratamento com 
antibioticoterapia pode alterar permanentente a 
microbiota normal e esta não se reconstituir. 
Depende do tempo que foi administrado o antibiótico 
para o paciente e seu estado imunológico, 
nutricional. Em alguns casos, não será possível a 
retirada do antibiótico para qual o paciente faz o uso, 
sendo necessário, encontrar um tratamento que 
possua expecto contra o clostrídium. 
Pacientes que sofrem Disbiose na infância, podem ter 
quadros de inflamações intestinais no decorrer da 
vida, visto que essa microbiota intestinal pode ficar 
prejudicada. A microbiota é um potente sinalizador 
e ajustador de resposta imunológica. Pode 
apresentar quadros de hipersensibilidade à algum 
tipo de comida, gerando a resposta inflamatória, 
afeta a integridade da mucosa e prejudicando até 
mesmo a absorção de nutrientes, trazendo outros 
danos ao paciente. 
 
“Já ouviu falar em Transplante de Fezes?” 
Esse procedimento é realizado em crianças até os 
dois anos de idade, onde se faz o transplante de fezes, 
geralmente da mãe por ser muito compatível, a fim 
de restabelecer a microbiota intestinal, em casos que 
o recém-nascido passa por tratamentos de 
antibioticoterapia e tem alterações como disbiose 
com sintomatologia grave. 
 
 
PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS 
Prebióticos: é a nutrição que fortalece a nossa 
microbiota. De uma forma geral, alimentos que 
possuem origem vegetal tem esse poder, tubérculos 
em geral. 
Probióticos: toda leva de microrganismos que estão 
envolvidos com alimentos que a consumimos. 
Lactobacilos, levedos.. considerados microrganismos 
do Bem. 
 
Como fazer o controle dos microrganismos? 
Utilizando de práticas assépticas no contato com 
paciente, prevenindo a disseminação de patógenos 
para os pacientes e de contaminação própria. O 
método mais comum e mais simples, como lavagem 
das mãos corretamente, uso de EPI’s, cuidado 
antisséptico em todas as condutas. 
Esterilização: destruição de todas as formas de vida 
que possam contaminar materiais e objetos, 
principalmente por meios físicos. 
Desinfecção: Processo que promove a inibição, morte 
ou remoção de microrganismo de superfícies 
inanimadas, mediante a aplicação de agentes 
químicos ou físicos. 
Germicidas: produtos químicos que tem ação letal 
contra germes, (microrganismos, como batérias, vírus 
e fungos). 
Sanitização: conjunto de procedimentos higiênicos 
sanitários que visam realizar a limpeza de ambientes, 
equipamentos e superfícies de microrganismos 
patógenos. 
Anti-séptico: Produto que visa reduzir ou inibir o 
crescimento de microrganismos em tecidos, inibindo 
sua ação. 
Assepsia: higienização preventiva. É o contrário de 
sepse, ausência de germes que causam doenças. 
Para realizar o controle de microrganismos dos 
ambientes e de materiais utilizados, utizaremos a 
classificação desses métodos, que tanto são usados 
meios físicos (calor, calor úmido) como métodos 
químicos (produtos químicos). 
 
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Métodos químicos 
Utilizados para controlar com eficiência os 
microorganismos numa conduta mais focal, mais 
direcionada. Processos que desnaturam as proteínas 
dos microrganismos, solubiliza a membrana. Isso não 
quer dizer que não seja tão eficiente quanto o agente 
físico, mas dizer que é direcionado ao agente, 
eliminando ou reduzindo a sua população. 
São componentes orgânicos, halogênicos, metais 
pesados, piróxidos, ozônio, corantes, aldeídos, óxido 
de etilenos. 
Os corantes não são eficientes em micobactérias e 
micoplasmas, devido a sua membrana de colesterol. 
A escolha do agente químico depende: 
 Tamanho da população 
 Natureza da população 
 Concentração do agente 
 Tempo de exposição, geralmente, tem de ser 
superior a 30 min 
 Temperatura, normalmente temperaturas 
mais elevadas tornam o agente químico mais 
eficiente. 
 Condições do ambiente, pH, presença de 
matéria orgânica. 
Utiliza-se álcool, clorexidina, iodo. Glutaraldeído (alto 
nível, tem efeito residual), ácido piraxético (alto nível, 
baixo resíduos ambientais), óxido de etileno (faz 
ligações cruzadas pois essas moléculas se ligam à 
microrganismos e inviabiliza a atividade orgânica). 
Para utilização dos métodos com agentes químicos, 
deve-se observar a quantidade de microrganismos, 
qual sua morfologia, lembrando que pH e 
temperatura influenciam na ação dos agentes 
químicos, favorecendo ou desfavorecendo a ação.Refere-se: 
Alto Nível: elimina endosporos e micobactérias (que 
tem ácido micólico em sua parede). Efeito 
esterilizante. 
Nível Intermediário: superfícies, vírus livres, 
micobactéria no extracelular, não elimina endosporo 
nem vírus lento (dentro da célula). 
Baixo nível: só usado para locais com maior 
circulação, como recepções. 
 
Vamos a alguns exemplos de agentes químicos: 
ÁCIDO PERACÉTICO 
 Combinação de peróxidos com ácido acético 
concentrado 
 Positivo do ponto de vista ambiental, pois 
gera pouco resíduos 
 Poder esterilizante de alto nível 
GLUTARALDEÍDO 
 Do ponto de vista ambiental não é tão 
eficiente pois é muito tóxica, cancerígena e 
alergênico. 
 Poder esterilizante de alto nível 
 É um agente de ligação cruzada, parecido 
com a ação do óxido de etileno 
HALOGÊNICOS 
 Iodo 
 Precipita proteínas 
CLORO 
 Reage muito com matéria orgânica 
CLOREXIDINA 
 Nível intermediário no controle 
 Efeito solubilizador de membrana, 
desnaturante de proteínas 
METAIS PESADOS 
 Prata, mercúrio 
 Desnaturante de proteínas 
ÓXIDO DE ETILENO 
 É um gás, explosivo. Cuidado com excesso de 
temperatura no ambiente. 
 Poder esterilizante 
 Utilizado em materiais que não podem ser 
autoclavados, como fios de sutura. 
 Agente alquilante, se fixa na estrutura 
molecular orgânica e esta perde os sítios de 
ligação para microorganismos. 
ETANOL OU ISOPROPANOL 
 Solubiliza membrana, desnatura proteína 
 Solvente orgânico 
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 70% de alcool, 30% de água. Com essa 
porcentagem de água, aumenta o poder 
residual, aumento o tempo de evaporação. 
Métodos físicos 
 Os métodos físicos consistem num efeito mais global 
na destruição dos microrganismos. Utilizaremos aqui 
o Calor, Radiação e Filtração. Como exemplo, a 
incineração (oxidação CO2 e cinzas), autoclavagem 
(esterilidade por calor úmido) e estufa (calor seco). 
CALOR 
Quando uma população de bactérias são submetidas 
à ação do calor, as suas proteínas são desnaturadas e 
então perdem a sua capacidade de multiplicar de 
forma irreversível. Os parâmetros utilizados para esse 
método é: temperatura, tempo e grau de resistência 
da comunidade. O meio só é considerado estéril 
quando estamos trabalhando na faixa de 
probabilidade de 1/10(-6) (um para um milhão). 
Calor úmido 
a) Fervura 
O mecanismo de ação da fervura é a desnaturação de 
proteínas. Não é um método de esterilização, mas 
após cerca de 30 minutos de fervura pode matar uma 
grande quantidade de microrganismos, mas não é 
eficaz contra endósporos bacterianos e alguns vírus. 
Normalmente este método é utilizado em 
desinfecções caseiras, preparo de alimentos etc. 
b) Autoclavação 
O mecanismo de ação da autoclavação é a 
desnaturação de proteínas, por calor, umidade e 
pressão. Se os materiais a serem submetidos à 
autoclavação não forem deformados pelo calor ou 
umidade, este é o melhor método a ser empregado. 
A autoclave é um aparelho que trabalha com 
temperatura e pressão elevadas. Quando os 
microrganismos estão diretamente em contato com 
o vapor a esterilização é mais eficaz. Utiliza-se esse 
processo para esterilização de meios de cultura, 
soluções, utensílios e instrumentos. Geralmente a 
121ºC / 20 minutos. 
 
 
c) Pasteurização 
O mecanismo de ação da pasteurização também é a 
desnaturação de proteínas. Este método foi 
desenvolvido por Louis Pasteur em 1846. Consiste em 
aquecer o produto em uma determinada 
temperatura, por um certo tempo e logo após, 
resfriá-lo. Este processo reduz o número de 
microrganismos, mas não assegura sua esterilização. 
Muito utilizado na esterilização de leite, creme de 
leite, cerveja, vinho etc. 
Forma lenta: 62,8ºC/30min, utilizado em indústrias 
alimentícias 
Forma rápida: 71,7ºC/15seg 
 
UHT ou UAT: 141ºC/2seg (leite de caixinha) 
 
Calor Seco 
a) Flambagem (direto da chama) 
É um método simples, porém muito eficaz. Consiste 
em colocar a alça de platina diretamente sobre o 
fogo, oxidando todo o material. Utiliza o bico de 
Bunsen no laboratório. 
b) Incineração 
Também é muito eficaz, sem deixar vestígios. 
Utilizado para incinerar diversos tipos de materiais, 
como papéis, materiais hospitalares, carcaças de 
animais etc. Também oxida todo o material, até virar 
cinzas. O calor varia entre 900ºC a 1.200ºC para lixo 
hospitalar. 
c) Fornos 
Normalmente é utilizado para esterilizar vidrarias. 
Deve-se atentar bem à relação tempo x temperatura. 
d) Estufas esterilizantes 
As estufas de secagem e esterilização são essenciais 
em qualquer tipo de laboratório. 
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Ela é usada para secagem e esterilização de materiais 
laboratoriais, médicos, cirúrgicos e odontológicos, 
como por exemplo a secagem de vidrarias. 
O calor acumulado na câmara interna da estufa faz 
com que a água presente nos materiais evapore, 
secando os materiais. Este equipamento é ideal para 
secar instrumentos em inox. 
Além disso, por alcançar altas temperaturas (podem 
chegar até 300 °C) os possíveis micro-organismos que 
podem estar crescendo como contaminantes são 
eliminados, esterilizando todo material em seu 
interior. Este procedimento elimina agentes 
patogênicos como bactérias, vírus e outros 
microrganismos que podem nos causar doenças. 
O calor seco da estufa de secagem e esterilização 
causa a morte dos micro-organismos por oxidação e 
desidratação celular. 
É importante observar que a abertura da porta 
provoca oscilação da temperatura, podendo 
prejudicar o processo de esterilização. Por isso, o 
ideal é mantê-la fechada no período indicado para a 
esterilização de cada tipo de material. 
Alguns materiais não podem ser autoclavados, e, 
portanto, é imprescindível que sua esterilização seja 
realizada em uma estufa de esterilização, como por 
exemplo vidrarias de precisão, perfurocortantes, 
gases vaselinados, gases furacinados, óleos, pós, 
vaselina e caixas de instrumentos. 
 
 
 
FILTRAÇÃO 
A passagem de soluções ou gases através de filtros 
retém os microrganismos, então pode ser empregada 
na remoção de bactérias e fungos, entretanto, 
passarão a maioria dos vírus. Esse método é feito por 
membranas que funcionam como barreiras para 
conter os microrganismos, como o nucleopore. 
 
 
RADIAÇÕES 
Dependem do comprimento de onda, da intensidade, 
da duração e da distância da fonte para esterilizar. 
As radiações ultravioletas (não ionizantes): eliminam 
microrganismos em superfícies, danifica os ácidos 
nucléicos, alterado o DNA através da formação de 
dímeros. 
Ionizantes: é feito por máquinas que irradiam íons. 
Utilizam radiações gama, mas tem um custo elevado. 
Formam radicais superativos e destroem o DNA. 
Utilizado para esterilização de produtos cirúrgicos. 
 
Baixas temperaturas 
Não têm efeito esterilizante, apenas interrompem o 
crescimento bacteriano, preservando os 
microrganismos. 
Indicadores Biológicos 
Neste método, suspensões-padrão de esporos 
bacterianos são submetidos à esterilização 
juntamente com os materiais a serem esterilizados. 
Após o processo, os indicadores são colocados em 
meios de cultura adequados. Se não houver 
crescimento, é porque o processo de esterilização foi 
eficiente. É uma forma de testar a eficácia da 
esterilização. 
 
 
Recadinho pra você: NÃO SE DESESPERE, CONFIA E 
FAÇA SUA PARTE! VOCÊ É CAPAZ, OLHA AONDE JÁ 
CHEGOU?! EU ACREDITO EM VOCÊ!!! 
Por Daiane Bendia 
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PATOGENIA DOS MICRORGANISMOS 
Danos que os microrganismos podem causar no 
organismo durante uma infecção. 
BACTÉRIAS, VÍRUS E FUNGOS 
Patogenia bacteriana 
Invasão: ocorre por inalação, invasão tecidual (extra 
e intracelular), vetor, como picada de insetos 
(artrópode), oral-fecal, alimento contaminado, 
sondagem nasogástrica, nasoentérica, sondagem 
vesical de demora (SVD), acesso venoso. 
Por via intracelular: a bactéria vai produzir 
mecanismos de escape da fagocitose, impede a 
maturação lisossomal e a fusão com enzimas do 
complexo de golgi. 
Por via intercelular: abactéria vai produzir um 
conjunto de enzimas que comprometem a matriz 
extracelular (proteases). 
Por via iatrogênica: Consiste em um estado de 
doença, efeitos adversos ou alterações patológicas 
causadas ou resultantes de uma má prática médica. 
Ex.: sutura sem assepsia adequada, interações 
medicamentosas, utilização de antibióticos 
inadequadamente. Dessa forma, entendemos que 
muitas vezes, a patogenia por via iatrogênica, sem 
sempre é esperada ou pode ser controlada, algumas 
vezes é inevitável, como em caso de quimioterapia, 
onde o paciente tem perda de cabelos, náuseas.. 
Toxicidade: qualquer substância produzida pela 
bactéria secretada durante a infecção. Ex.: toxinas 
(efeito imunogênico, ativa uma resposta imune 
exagerada – imunopatogenicidade), quando a toxina 
está no sangue, causa toxicidade geral. Enzimas 
secretadas pela bactéria como enzimas líticas, 
lipases.. 
Endotoxinas: ALTO PODER IMUNOGÊNICO. 
Resultando em resposta imunológica agressiva 
(imunopatogênese). Gram negativa produz 
endotoxinas. Lembram do LPS? As Gram positivas 
produzem ácidos teicóicos e lipoteicóicos presentes 
na parede celular, são menos potente que o LPS, mas 
ainda sim ativa o sistema imune. 
Exotoxinas: todas substâncias produzidas 
diretamente com fins lesivos por parte do 
microrganismos. Dentre elas: 
 Toxina botulínica - paralisia 
 Tetanopasmina – bloqueia o ciclo 
desescitatório 
 Toxinas A e B 
TOXINAS A E B 
São geradas por bactérias que afetam a mucosa 
intestinal, pode bloquear a atividade ribossomal, com 
isso a célula entra em colapso, sendo destruída e 
gerando necrose. 
Uma cadeia A é uma cadeia de ataque, atuando de 
duas formas: paralisia de ribossomos ou reversão de 
bombas iônicas. 
Uma cadeia B se liga na superfície da célula do 
hospedeiro para que a cadeia A seja endocitada e 
causa dano na célula. Estimulando a produação de 
AMP cíclico. 
Exemplo de toxina AeB por infecção de C. dificile, 
infecções mais graves. 
 
 
Patogenia viral 
Tropismo: é a capacidade de um vírus infectar 
especificamente células de um organismo vivo e não 
outras. A adesão mediada por receptores. Formam 
sincícios para adentrar nas células e infectá-la. Por 
exemplo: vírus do HIV infectam os Linfócitos TCD4, 
porque essas células tem os receptores específicos 
ele se ligar. 
Citopatogênese e Imunopatogênese 
O dano relacionado à patogenia viral é estritamente 
CELULAR e IMUNOPATOGÊNICA, que se refere que a 
célula pode ser danificada por ação viral e gerar 
Por Daiane Bendia 
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resposta imunológica que pode ser tão prejudicial 
quanto o próprio dano celular. 
Citopatogênese: dano celular que os vírus causam, 
gerando colapso na célula e consequentemente 
apoptose. O vírus sofrem mais mutações, levando-o a 
proliferações malignas, como o HPV. Ocorre paralisia 
dos ribossomos e assim a célula não consegue fazer o 
processo de tradução. 
Imunopatogênese: inicia respostas citotóxicas na 
fase inata (NK natural Killer), ou imunidade específica 
nos linfócitos, e assim começam a produzir respostas 
imunes, porém, essa ação pode ser exacerbada, por 
ação de anticorpos neutralizantes, C3A, C5A, 
anafilatoxinas, macrófagos. Passando a ser um 
evento inflamatório sistêmico, produzindo febre, 
hipotensão, posteriomente formação de trombos 
que comprometem a perfusão e perda de função dos 
órgãos. 
INFECÇÕES PERSISTENTES 
Pode-se ter infecções persistentes que o sistema 
imunológico não consegue combater e nem ser 
tratado com medicamentos, portanto são 
consideradas crônicas, que sempre excreta vírus 
contaminando outras pessoas ou de forma latente, 
vírus sem atividade, ou seja, não secreta vírus e não 
gera a contaminação. 
Patogenia Fúngica 
Tem caráter oportunista primordial nas infecções, 
porque pacidentes saudáveis dificilmente terão 
infecções fúngicas. Pacientes de risco são os 
imunossuprimidos (tratamento quimioterápico, 
transplantes, doenças autoimunes) ou em contato 
prolongado com grandes carga fúngica. 
Uma infecção fúngica pode levar à uma sepse – 
fungos de fezes de morcego, por exemplo. Pode 
chegar a um quadro de meningite fúngica, 
dependendo da carga fúngica inalada ou por contato. 
Inoculação mecânica de fungos: por unhas de gato, 
acidente por enxada com fungos do solo. 
Dimorfismo: o fungo sai da sua condição prulicelular, 
passando a ser unicelular e leveduras. Ou seja, 
capacidade do fungo de crescer em duas formas 
distintas dependendo do ambiente (temperatura) e 
de fatores nutricionais. 
Toxicidez: os fungos têm uma 
toxicidez capaz de utilizar de 
suas enzimas secretolíticas em 
substratos que fazem 
decomposição e assim 
conseguirem aborver esses 
nutrientes e manterem sua existência. Como o fungo 
Aspergillus que era usado para decomposição de 
corpos no Egito. Já ouviu falar em Maldição do Faraó? 
Eis a resposta: 
 
Os fungos do gênero Aspergillus são encontrados em 
ambientes exteriores de janelas e portas de edifícios, 
ar condicionado, e sua inalação é a chave para ocorrer 
a inoculação na córnea, causando inicialmente reação 
alérgica, agrava asma e causa fibrose. Pode evoluir 
para pneumonia fúngica com febre, tosse irritativa 
com catarro amarelado e dor no peito ou sinusite 
fúngica. Em pacientes imunossuprimidos, o quadro se 
agrave pois pode invadir meninges cerebrais. 
São feitos testes alérgicos e sorologia para 
diagnóstico e diferenciação de infecções bacterianas. 
Temos uma grande dificuldade de encontrar 
fármacos para tratamento de infecção fúngica, e por 
isso, uma infecção fúngica pode se arrastar por meses 
ou anos, devido a falta de suporte. 
Processo séptico dos fungos 
O fungo encontra-se na sua forma de levedura, 
cápsula (mais imunogênica, gerando danos 
histológicos ao longo da evolução da doença). 
 
CURIOSIDADE 
 
Você sabia que a Penicilina (Benzetacil) é produzina 
por fungos do gênero Penicillium. É utilizado para 
tratar várias infecções bacterianas, e foi descoberta 
por Alexander Fleming, em 1928, de forma 
acidental. 
Por Daiane Bendia 
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Olá, querido aluno! 
Este material de estudo foi preparado 
com muito carinho e dedicação 
para que se tornasse uma ferramenta de 
estudos e auxílio na sua 
compreensão na disciplina de 
MICROBIOLOGIA. 
Contém uma linguagem clara e objetiva, 
possuindo imagens para facilitar a sua 
compreensão. 
 
 
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DIREITOS AUTORAIS, PORTANTO, 
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PELA LEI: INDENIZAÇÃO, MULTA E 
CUMPRIMENTO 
DA PENA QUE LHE FOR CABÍVEL. 
 
 
OBRIGADA PELA CONFIANÇA! 
28 99981 0109 
@daianebendia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que Deus te abençoe e sempre te 
ilumine! 
Nunca se esqueça do quão capaz você é 
E nunca duvide de onde pode chegar. 
Entrega Teus caminhos ao Senhor, Confia 
Nele. 
E o mais Ele fará. 
Um excelente período.

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