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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Gestão de Custos
SUMÁRIO
1 CUSTOS: CONCEITOS, 
ELEMENTOS E CLASSIFICAÇÃO
A questão do custo é inerente ao funcionamento de uma empresa. Nas Ciências Contá-
beis, organizam-se receitas e despesas; na Microeconomia, têm-se lançamentos de 
receitas e custos para a formação da taxa de lucro. Na Administração de Empresas, esses 
conceitos são, a seu modo, organizados de forma unificada, a fim de estimar as condi-
ções de crescimento de uma organização e viabilizar a sua sustentação a longo prazo.
No entanto, é preciso ir além da realidade mais comum aos custos da empresa, que 
é a necessidade de desembolsos para a sua cobertura. Um item de custo apresen-
ta informações importantes sobre o produto ou serviço que a empresa transaciona; 
esses custos são importantes para determinar o preço de venda, porém, a real condi-
ção de venda, ou seja, a possibilidade de a empresa vender o seu produto mediante 
o preço determinado, depende diretamente das condições gerais do mercado.
Desse modo, a apuração dos custos de produção viabiliza a tomada de decisões por 
parte da empresa e cria condições para o seu efetivo gerenciamento. Essa apuração 
faz parte de uma contabilidade de custos, de modo a avaliar corretamente os tipos 
de despesa que compõem indústrias, empresas comerciais e prestadoras de serviços, 
ou seja, em todos os ramos de atividade.
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
A Gestão de Custos é um dos temas das Ciências Sociais Aplicadas que encontra 
mais aderências entre a vida pessoal e a vida profissional de um estudante ou um 
gestor. De fato, o noticiário econômico menciona constantemente o aumento do 
custo de vida das famílias; os reajustes de tarifas públicas impactam diretamente 
no preço de venda de itens básicos, e acabam por forçar readequações na cesta de 
consumo; há diferentes itens de despesa na atualidade que eram incomuns há algu-
mas décadas atrás (como Planos de TV, internet e telefonia, planos de saúde privados, 
seguros automobilísticos, etc.).
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Todos esses itens de discussão podem ser unificados de acordo com pontos em 
comum. O primeiro deles é o fato de envolverem desembolsos, ou seja, implicam 
despesas que devem ser honradas pelos seus contratantes, a prazos definidos. Dessa 
forma, mediante as receitas esperadas, cada agente econômico (empresas, famílias, 
poder público) deve organizar-se a fim de fazer frente aos seus custos operacionais e 
evitar descapitalização ou, ainda pior, um endividamento progressivo, situação esta 
que afeta uma parcela importante das empresas e, em especial, das famílias, no 
contexto econômico atual.
A partir dessa apresentação geral, nesta unidade serão apresentados alguns itens e 
conceitos mais importantes, relativos à Gestão de Custos. Expressões como ‘custo’, 
‘despesa’, ‘perdas’, ‘desperdício’ e ‘desembolso’ serão desenvolvidas, para que você 
possa classificar, analisar, e operacionalizar, processos de formação de custos que 
impactam diretamente nas decisões de investimento de uma organização.
1.1 CUSTOS E OUTRAS IDENTIDADES: CONCEITOS 
BÁSICOS
Para entender o processo de Gestão de Custos e os seus desdobramentos teóricos, 
é preciso discutir algumas terminologias mais utilizadas no cotidiano das empresas; 
elas resumem os processos de formulação e gerenciamento dos custos. Desse modo, 
a distinção entre custos e despesas, por exemplo, é matéria obrigatória.
Realizando uma recapitulação histórica, encontramos uma referência interessante a 
respeito dessa dinâmica, no texto bíblico:
Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcu-
lar os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para 
que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o 
virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edifi-
car, mas não pode terminar. (Lc 14, 28-30)
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SUMÁRIO
1.1.1 CUSTOS
Um ‘custo’ corresponde ao montante de recursos que é utilizado durante o processo 
de produção/elaboração de um bem ou de um serviço; com essa utilização, a empre-
sa, ou o agente econômico, espera auferir (obter) algum tipo de utilidade ou benefí-
cio, seja no período imediato (produção/consumo), ou num momento futuro, após a 
conclusão das etapas produtivas e a venda desse bem (LINS; SILVA, 2017).
A utilidade é um conceito da Microeconomia, que mede (ainda que de modo 
abstrato) o grau de satisfação de um agente em relação a um bem ou servi-
ço. A maximização da utilidade (satisfação) é o objetivo constante do agente 
econômico.
Perceba que, embora possa parecer uma categoria abstrata – um ‘custo’ não é um 
produto, um bem, uma matéria-prima –, cada item consumido na produção de um 
bem representa um desembolso de recursos, logo, o custo assume expressão real a 
partir de cada um desses itens (que são denominados ‘itens de custo’).
Em uma empresa, um custo representa um certo investimento; trata-se de uma 
alocação de recursos da organização em alguma etapa do processo produtivo, a 
fim de gerar uma atividade transformadora, de criação de um novo bem ou serviço 
(CREPALDI; CREPALDI, 2018).
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A literatura econômica e administrativa denomina a indústria como o setor 
onde produtos e bens são, realmente, criados e transformados, mediante a 
conversão de matéria-prima em mercadorias acabadas. O setor de serviços, 
embora também ofereça soluções ao cliente, não realiza essa atividade trans-
formadora; no comércio, os bens são comprados e vendidos no mercado.
Um item de custo pode apresentar diferentes funções e atribuições ao longo do 
processo produtivo: em uma etapa, esses itens podem ser investimentos; e, em outra, 
determinam custos de produção.
No momento em que uma empresa realiza um investimento em matéria-
-prima, essa decisão é abrigada na contabilidade de custos como um custo 
de produção; contudo, o estoque de produtos acabados, gerado a partir da 
matéria-prima, irá se tornar fonte de receitas que, espera-se, sejam superio-
res aos custos de produção.
A decisão de produzir um bem e transacioná-lo envolve diferentes etapas, que em 
conjunto geram um ciclo operacional (HOJI, 2017). 
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Um ciclo operacional inicia-se, na indústria, pela compra de matérias-pri-
mas, que são estocadas para serem transformadas em mercadorias prontas. 
Uma vez vendidas, essas mercadorias são pagas mediante os prazos conce-
didos pela empresa. O ciclo operacional se encerra quando as receitas de 
venda são, finalmente, percebidas.
Ao longo desse ciclo, são consumidos recursos para gerar um produto a ser vendido 
por um valor superior (espera-se) ao montante que foi efetivamente ‘sacrificado’ nas 
fases de produção (SANTOS, 2017).
FIGURA 1 - EXPRESSÃO GRÁFICA DE UM CICLO OPERACIONAL
Ciclo operacional
Compra de matéria-prima Venda de mercadoria pronta
Estocagem de mercadorias
$ para 
fornecedores
$ para a 
empresa
Prazo de pagamento
Recebimento de receita de venda
Fonte: Elaborada pelo autor.
Esse valor deve ser suficiente para permitir que a empresa tenha lucros; no entanto, 
se houver outros concorrentes, é preciso manter custos baixos para sustentar posição 
no mercado.
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O conceito de‘concorrência’ pode abranger diversas classificações. Uma 
expressão desse conceito, no qual todas as empresas competem livremente, 
sem que uma empresa possa, sozinha, definir os preços de mercado, deno-
mina-se ‘concorrência perfeita’. Nesse modelo, as empresas não recebem 
lucros, uma vez que produzem itens iguais e com o mesmo preço, umas em 
relação às outras. 
Essa expressão é relativamente abstrata, uma vez que não há, como você 
pode imaginar, mercados no qual todas as empresas tenham as mesmas 
dimensões e práticas de negócio. 
O modelo que mais se aproximaria do ‘mundo real’ seria o de ‘concor-
rência monopolística’, onde as empresas produzem itens razoavelmente 
semelhantes dentro de um mesmo mercado, e cada empresa é responsá-
vel pela gestão da sua marca ou produto, de modo a auferir lucros com a 
sua atividade.
Assim sendo, todo item de custos envolve o uso de ativos que pertencem à empresa, 
sejam eles na forma de produtos (matérias-primas) ou recursos em espécie (dinhei-
ro), que são necessários à aquisição de outros bens e serviços de igual necessidade 
(CREPALDI; CREPALDI, 2018).
1.1.2 DESPESAS
Embora aparentemente semelhantes (e muitas empresas colocam-nos sob o mesmo 
‘guarda-chuva’ analítico), uma despesa distingue-se de um item de custo. Como apre-
sentado anteriormente, um custo diz respeito diretamente ao processo de produção.
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Uma despesa, por sua vez, ainda que seja um recurso que também é utilizado pela 
empresa para viabilizar suas atividades, não está relacionada diretamente com o 
processo produtivo (LINS; SILVA, 2017). 
Em outras palavras, uma despesa é um recurso consumido através da aquisição de 
bens e serviços, com o objetivo de gerar receitas futuras à empresa; no entanto, a 
despesa está relacionada com atividades paralelas à produção de bens, mas que 
fazem parte da rotina da empresa, como despesas com telefone, seguros, pagamen-
tos a entregadores, alimentação de funcionários, etc.
A distinção entre custo e despesa é inerente ao modelo da empresa e ao 
perfil do mercado em que ela atua. Desembolsos para o pagamento de liga-
ções telefônica podem consistir em despesas para uma oficina mecânica; no 
entanto, em uma empresa de telemarketing – onde o atendimento telefô-
nico é a sua atividade-fim – esses mesmos desembolsos constituem-se, na 
verdade, em custos.
Em geral, as empresas no Brasil (especialmente as micro e pequenas empresas, e 
ainda mais, os microempreendedores individuais, os MEIs) não efetuam uma distin-
ção objetiva entre despesas e custos. Na verdade, na falta de uma gestão administra-
tiva eficiente, é comum que um empresário aloque todos os elementos que geram 
gasto de recursos sob uma única categoria, seja ela na forma de custo, ou de despesa 
(LINS; SILVA, 2017). 
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FIGURA 2 - DIFERENCIAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS
Custos
Mão de obra
Matéria-prima
Lubrificantes e implementos
Encargos sobre produção
Encargos trabalhistas, etc.
Despesas
Servidor de internet
Manutenção predial
Aluguéis
Vigilância patrimonial
Fretes, etc.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Essa prática dificulta a identificação de eventuais ‘gargalos’ onde a empresa possa 
estar efetuando gastos acima da média, levando-a a tentar economizar em outros 
setores, muito mais importantes.
A imobiliária Irmãos Camarinha Ltda. está estabelecida no mercado há 
alguns anos e presta serviços de aluguel e venda de imóveis. No caso dessa 
organização, podemos perceber que sua estrutura de custos é formada, 
essencialmente, a partir do pagamento de seus funcionários (com encar-
gos e impostos em anexo). Outros itens de desembolso importantes, como 
o pagamento de aluguel do prédio, serviço de monitoramento de alarmes e 
internet, são enquadrados como despesas.
1.1.3 PERDAS
Uma perda corresponde ao consumo involuntário de um bem ou serviço dentro de 
uma empresa; não se trata, portanto, de um consumo que a firma deseje realizar, 
ainda que possa em alguns casos ser inevitável, de acordo com as características 
da produção.
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Há dois tipos de perdas em uma empresa, a saber (LINS; SILVA, 2017):
• Perdas normais: são inerentes ao funcionamento da organização e/ou ao 
processo de produção, tais como resíduos não aproveitados, sobras, rebarbas 
de material, etc. Tais perdas podem ser previstas e, em algumas situações, 
recuperadas pela empresa, ao menos em parte.
A operação de um torno, em uma ferramentaria, gera rebarbas de metal, que, 
embora sejam sucata (inaproveitáveis para a empresa), podem ser comer-
cializados junto a empresas de reciclagem, de modo a recuperar parte do 
prejuízo gerado pela não utilização (esperada) desses materiais. 
Situação semelhante ocorre em empresas de marcenaria, onde os resíduos 
de madeira (serragem) podem ser recolhidos para ser comercializados como 
substrato higiênico para roedores.
Na pecuária, as perdas com as partes menos nobres do boi (vísceras, ossos) 
são contabilizadas; no entanto, essas partes podem ser revendidas a empre-
sas fabricantes de ração animal.
• Perdas anormais: não são previstas pela empresa, tampouco desejadas pela 
mesma, como incêndios, inundações, raios, degradação de estoque e/ou de 
produtos vendidos, etc.
O cálculo das perdas deve ser repassado à formação do custo de produção. Se 
perda pode ser prevista, ela tem condições de ser quantificada, de modo que 
o produto final absorva os desembolsos realizados pelas perdas.
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Suponha que a empresa JKL, que fabrica panelas, recebe uma chapa de aço 
de 2,20 x 1,30m. Trata-se, portanto, de uma chapa retangular. Nessa chapa, 
são cortados discos para a fabricação do ‘fundo’ das panelas. Por mais que 
a empresa maximize o uso da chapa, haverá sobras, que são esperadas e, 
portanto, incorporadas ao custo de produção.
Se cada chapa custa R$ 700,00, e são produzidos vinte ‘fundos’ de panela 
com ela, já assomadas as perdas, cada ‘fundo’ tem um custo igual a 
700
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35 00=R$ ,
No entanto, se uma perda anormal for registrada, a empresa deve incorporá-
-las ao resultado do período como despesas; ainda que parte dessa despesa 
possa ser amortizada através de alguma recuperação (revenda de sucatas, 
etc.) (CREPALDI; CREPALDI, 2018).
Um defeito na usinagem das chapas de aço da empresa JKL fez com que 
adquirisse uma chapa inviável para comercialização, pois oxidava com faci-
lidade. Embora esse prejuízo, de R$ 700,00, seja uma despesa, a empresa 
conseguiu revender a chapa como sucata, ao preço de R$ 140,00. Esse valor, 
portanto, reduz em 20% o total dos prejuízos assumidos como despesa (uma 
vez que, deduzido o valor da venda, a despesa total seria igual a R$ 560,00).
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1.1.4 DESEMBOLSOS
Os desembolsos correspondem aos pagamentos em espécie (dinheiro) relacionados 
à aquisição de bens e serviços indispensáveis ao funcionamento da empresa. 
Há desembolsos, nesse sentido, que ocorrem antes do recebimento dos bens adqui-
ridos (como sinal para a compra de matéria-prima, por exemplo); outros que ocorrem 
durante a entrada dos produtos comprados (como no caso da prestação de serviços 
diretos, como fretes e entregas); e por fim, outros que se sucedem à compra desses 
mesmos bens (tais como impostos a serem pagos e comissões sobre vendas a serem 
creditados em folha,por exemplo) (LINS; SILVA, 2017).
1.1.5 PREÇO
A definição do preço, em cenários de livre concorrência, independe da vontade do 
produtor: na verdade, é o consumidor que definiria o preço que está disposto a pagar 
por uma mercadoria, a partir da utilidade que ela lhe representa (LINS; SILVA, 2017).
Retomando o modelo microeconômico de concorrência perfeita, a utilida-
de é determinante para saber o quanto o agente econômico está disposto 
a pagar por um bem. Se ele considera que ele irá maximizar sua utilidade, 
estará, inclusive, disposto a pagar mais do que o preço de mercado para 
poder tê-lo – este preço é denominado ‘preço de reserva’, e é muito utilizado 
no setor de entretenimento: os primeiros ingressos de um show são vendi-
dos a preços altos para captar os fãs, e depois sofrem reduções para abranger 
o restante do público.
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Nessas circunstâncias, as empresas teriam de definir o preço a praticarem a partir 
do volume de mercado que teriam condições de ocupar. Ou seja, de acordo com 
o seu potencial de competitividade: caso a empresa consiga produzir de modo a 
vender com um preço atrativo, ela será competitiva; se não, será fatalmente expulsa 
do mercado (SANTOS, 2017).
Para elaborar o preço de venda, uma forma simples é a abordagem do custo-meta, 
que abrange uma taxa de lucro esperada e os diferentes custos de produção (LINS; 
SILVA, 2017).
A empresa GHJ fabrica baterias de automóveis. É sabido que os custos totais 
com matéria-prima, funcionários, impostos e outros encargos, quando distri-
buídos pela produção, giram em torno de R$ 120,00 por unidade. A polí-
tica da empresa é arbitrar uma margem de lucro de 30% sobre os custos, 
logo essa margem corresponde a R$ 120,00*0,3=R$ 36,00. Somando essa 
margem aos custos, tem-se que o preço de venda de baterias deve ser igual 
a R$ 156,00.
Uma segunda empresa, a YUI, está entrando no mercado e ainda não tem 
uma noção precisa sobre as margens de lucro que pode arbitrar, sabe, no 
entanto, que o seu custo de fabricação é igual a R$ 135,00 e os clientes não 
estão dispostos a pagar mais do que R$ 162,00 por uma bateria (empresas 
que praticavam preços maiores faliram).
Logo, o maior valor de lucro possível seria igual a 162 – 135 = R$ 27,00. 
Esse valor corresponde à seguinte margem de lucro:
M emarg , %= = =
27
135
0 2 20
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Há dois itens intrinsecamente associados à formação de preços, quais sejam: quali-
dade e desperdício. Dentro do conceito de qualidade, abrigam-se as necessidades e 
expectativas dos clientes em relação a um determinado produto, em relação às suas 
características técnicas, condições de pagamento, políticas da empresa em relação a 
suporte pós-venda, etc. (PINHEIRO; CRIVELARO, 2014). 
Assim sendo, muitas empresas buscam implementar processos de melhoria de quali-
dade, a fim de evitar perdas na produção que gerem desembolsos desnecessários.
Dentre os fatores que podem ser geradores de perdas na produção e desembolsos, 
em decorrência de falta de qualidade, pode-se enfatizar:
• Manutenções corretivas decorrentes de mau uso ou imperícia.
• Trocas e devoluções.
• Geração de sucata e outros materiais inservíveis.
• Atendimento pós-venda ineficiente.
• Falhas geradoras de retrabalho, etc.
FIGURA 3 - PERDA DE QUALIDADE E DESEMBOLSOS INEFICIENTES
DESEMBOLSOSImperícia
Trocas e 
devoluções
Sucata e 
inservíveis
Ineficiência 
de pós-venda
Retrabalho
Fonte: Elaborada pelo autor.
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O segundo conceito, o de desperdício, remete diretamente aos gastos que a empresa 
realiza, e que não adicionam valor ao produto através de incrementos de qualidade. 
Justamente por esse fato, quando esses desembolsos são agregados ao preço final de 
venda de um produto, o encarecimento geral desse bem faz com que os consumido-
res potenciais afastem-se do produtor, gerando prejuízo ao mesmo.
Itens de desperdício, portanto, podem ser eliminados sem que a qualidade final do 
projeto seja alterada, mediante remanejamentos de alguns itens de custo e de orga-
nização interna da empresa (LINS; SILVA, 2017). Dentre eles, é possível mencionar:
• Gastos com auditorias externas independentes em função de falhas de gestão 
interna.
• Despesas com estocagem.
• Capacidade ociosa de equipamentos, etc.
FIGURA 4 - FATORES DE DESPERDÍCIO DE RECURSOS NA ORGANIZAÇÃO
Desembolsos/desperdício
Capacidade 
ociosa
Estocagem 
excessiva
Falhas de 
gestão
Fonte: Elaborada pelo autor.
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A capacidade ociosa é medida pela relação entre o volume efetivo de produ-
ção de um bem de capital (um produto direcionado à produção de outros 
bens, como máquinas e equipamentos industriais) e a capacidade instalada 
desse bem. Por exemplo, se uma máquina pode produzir oitocentos copos 
por hora, porém produz apenas seiscentos, há duzentos copos sem serem 
produzidos: a capacidade ociosa é igual a 200/800 = 25%.
Os desperdícios, assim como as perdas, oneram o processo produtivo, logo, as empre-
sas procuram reduzir a zero o montante desses desembolsos.
1.2 CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS
Como você pôde observar até o momento, os elementos geradores de custos têm 
diferentes origens, propostas e finalidades, e distribuem-se ao longo de toda a cadeia 
produtiva. É imperativo que a empresa realize uma taxonomia, ou seja, uma classi-
ficação das operações de desembolso costumeiramente efetuadas ao longo de seu 
ciclo operacional.
Essa classificação pode ser realizada tomando-se por base os objetos de custo ou o 
volume de produção. Neste tópico, discutiremos as formas pelas quais essa classifi-
cação é realizada, a partir de uma divisão entre custos diretos e indiretos, e também 
entre custos fixos e variáveis. Você poderá, desse modo, entender de que modo essas 
categorias representam os processos de desembolso de recurso nas empresas.
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1.2.1 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS
Os custos diretos e indiretos dizem respeito ao objeto de custo, ou seja, à forma pela 
qual se identificam esses custos nas etapas produtivas. Nesse sentido, um custo dire-
to é aquele que pode ser rápido e facilmente identificado, de acordo com uma medi-
da específica (horas de trabalho, quantidades de mercadoria ou matérias-primas, 
compra de materiais etc.).
Os custos indiretos, por sua vez, são aqueles que representam desembolsos para a 
organização, no entanto, sua identificação ao longo do ciclo operacional é mais difícil. 
Em outras palavras, todo custo que diga respeito às atividades da empresa, mas que 
não esteja ligado diretamente ao ciclo operacional (e, portanto, possa ser mensura-
do), corresponde a um custo indireto (SANTOS, 2017).
A elaboração de uma pizza tem custos diretos: lenha, horas de trabalho do 
pizzaiolo, ingredientes; todos esses itens podem ser quantificados em cada 
pizza produzida. No entanto, as despesas de telefone, aluguel do prédio, 
energia elétrica, embora associadas à produção, não têm condição viável de 
serem identificadas em relação a cada objeto produzido.
Uma solução para arbitrar um custo indireto é recorrer ao rateio, ou seja, fazer uma 
média ponderada dos desembolsos com esses custos indiretos em relação a cada 
atividade da organização.
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Para o caso da pizzaria mencionada no exemplo anterior, pode-se fazer um 
rateio em relação a cada área da empresa: se o setor de atendimento ao 
cliente ocupa 5% da área total do estabelecimento, então, 5% dos desem-
bolsos com aluguel estão associados a essa área. Embora muito subjetiva, 
é uma medida que permite alocar os custos de acordo com a realidade da 
produção.
Naturalmente, é necessário que o gestor recorra ao bom senso para arbitrar a exis-
tência de custos diretos e indiretos: há vários itens de custo que podem ser tomados 
como diretos, como, por exemplo, os gastos para o pagamento de tarifas de energia 
elétrica. Uma empresa tem conhecimento do consumo das suas principais máqui-
nas, e se organiza para isso na forma de custos diretos, através de padrões de energia 
próprios (LINS; SILVA, 2017).
No entanto, a tarefa paralela de alinhar cada lâmpada, carregador de celular, forno 
elétrico ou bebedouro de uma empresa, para avaliar a quantidade de energia consu-
mida em cada setor, pode ser tão complexa (e envolver vários investimentos adicio-
nais), que esse custo acaba sendo tomado como indireto, e inserido nos preços de 
venda segundo critérios que são inerentes a cada organização.
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O sistema de classificação de custos diretos e indiretos é aplicado em dife-
rentes empresas e organizações, nos setores público e privado. Um exem-
plo pode ser encontrado no artigo de Valderilio Azevedo et al., denomina-
do “Custos diretos e indiretos do tratamento de pacientes com espondilite 
anquilosante pelo sistema público de saúde brasileiro”. Nesse trabalho, são 
demonstrados os custos diretos (exames, procedimentos, etc.) e indiretos 
(gastos com aposentadorias e pensões) relativos aos pacientes que apresen-
tam a enfermidade.
1.2.2 CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS
Uma segunda classificação dos custos toma por referência o volume de produção e 
o perfil de gasto envolvido, a fim de determinar se o custo pode ser diluído ao longo 
da produção de bens ou incorporado individualmente em cada unidade produzida 
pela empresa. Nessa classificação, observa-se a existência de custos fixos e variáveis.
Os custos fixos são assim classificados quando os desembolsos totais para a sua 
cobertura não varia de forma proporcional ao volume de itens produzidos, ou seja, 
eles correspondem a um montante fixo, que é amortizado nos bens produzidos à 
medida que se desenvolvem os ciclos operacionais (CREPALDI; CREPALDI, 2018). 
Se a empresa adquire uma máquina que produz um item, ou 5.000 itens, o custo 
total será o mesmo; mas esse custo será dividido ao longo de todos os itens que 
forem produzidos.
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SUMÁRIO
Uma ‘frangueira’, isto é, uma máquina para assar frangos, tem condições 
de assar 70 frangos ao dia, em um ciclo de cinco horas de trabalho. Supo-
nha que o empreendedor pretende usar a máquina aos sábados e domin-
gos, durante cinquenta semanas, ao longo de quatro anos, e depois doar a 
máquina para uma instituição de caridade. O preço dessa máquina, à vista, é 
de R$ 2.800,00. Ou seja, tem-se:
70 frangos*2 dias*50 semanas=7.000 frangos por ano → 4 anos=28.000 frangos
Considerando que a máquina custa R$ 2.800,00 para ser adquirida, o custo 
fixo relativo a ela, para cada frango assado, é igual a: 
2 800
28 000
0 10.
.
$ ,=R
Ou seja, de acordo com a produção esperada de 28.000 frangos, observamos 
que cada frango assado deve incluir, no seu preço de venda, o valor de R$ 
0,10 para cobrir o custo da máquina, que é um custo fixo.
No entanto, se a produção for menor que a produção esperada, o custo da 
máquina deverá ser diluído da mesma forma, e, nesse caso, teremos um 
outro custo fixo, maior que o original: se, ao invés de produzir 28.000 frangos, 
o empreendedor assasse apenas 14.000, o custo fixo seria igual a: 
2 800
14 000
0 20.
.
$ ,=R
Ou seja, um volume menor de produção acaba implicando em custos fixos 
mais elevados.
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Observa-se, portanto, que o peso dos custos fixos, em cada unidade elaborada de um 
bem, acaba se reduzindo conforme a produção cresce. Caso haja uma alteração na 
capacidade instalada (uma mudança na capacidade de produção da empresa), os 
custos fixos acompanharão a mesma tendência, e devem ser reprogramados para a 
composição dos custos unitários de cada produto (SANTOS, 2017).
Os custos variáveis, como o nome indica, alteram-se à medida que o volume de 
produção também se altera, de modo que uma unidade a mais, ou a menos, que 
seja produzida, altera todo o custo de produção da empresa.
Nessa linha, um custo variável se observa quando a empresa necessita realizar desem-
bolsos para cada etapa do processo, agregando recursos à produção: esses recursos 
podem ser observados na forma de matérias-primas, pagamento de mão de obra, 
despesas com energia, etc. (PINHEIRO; CRIVELARO, 2014).
Observe que, em uma classificação, os desembolsos com energia elétrica 
representam um custo indireto. No entanto, o mesmo desembolso pode 
estar associado ao consumo de energia, ou seja, constitui-se como custo 
variável. Assim sendo, é imperativo que cada empresa eleja o método de 
classificação que lhe pareça mais conveniente.
Assim sendo, à medida que a produção aumenta, o montante de recursos consumi-
dos com a cobertura dos custos variáveis também irá aumentar.
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Gestão de Custos
SUMÁRIO
A máquina de assar frangos, destacada em exemplos anteriores, apresenta 
um ciclo de produção onde cada queimador consome 140 g de gás por hora 
de trabalho. Sabendo-se que há cinco queimadores na máquina, o consumo 
é de 700 g/hora, o que corresponde a 3,5 kg (3.500 g) de gás a cada cinco 
horas trabalhadas. 
Esse é um custo variável, que se altera na medida em que há produção efeti-
va. Em outras palavras, o custo do gás é variável, uma vez que o gás somente 
será usado no momento em que os frangos são assados; logo, seu consumo 
varia de acordo com a produção. Se o consumo em cinco horas é igual a 3,5 
kg de gás, serão consumidos 7 kg a cada dez horas, e assim por diante.
 Se podem ser produzidos 70 frangos em cinco horas, logo, são consumidos 
cerca de 50 g de gás a cada frango assado. 
Sabendo-se que um botijão de 13 kg (ou seja, com 13.000 gramas de gás) 
custa R$ 70,00, e sabendo-se que 50 g de gás correspondem a 0,38% desse 
botijão (uma vez que o resultado da divisão 50/13.000 é igual a 0,38%), logo, 
o custo do gás que deve ser alocado em cada frango é igual a:
R$ 70,00*0,38% ≌ R$ 0,27
Entenda, portanto, que o custo variável somente ocorre na presença de produção: o 
empresário somente desembolsa R$ 0,27 para assar um frango quando há produ-
ção de frangos. Essa é a diferença principal em relação aos custos fixos, que em geral 
remetem a itens de custo já contratados anteriormente à produção (na forma de 
compra de máquinas, pagamento de funcionários, etc.), e que precisam ser pagos, 
havendo produção ou não.
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Mediante o cômputo dos custos fixos e custos variáveis, a empresa pode estimar o 
custo total de um produto e, assim, arbitrando uma margem de lucro, obter seu 
preço de venda, conforme discutimos no início desta unidade (LINS; SILVA, 2017).
Suponha que, para produzir um frango assado, são necessários apenas três 
elementos: o próprio frango; uma máquina para assar; e gás de cozinha.O frango tem o custo unitário de R$ 12,00 para o empreendedor. O custo da 
máquina é igual a R$ 0,20 para um ciclo de produção de 14.000 frangos; o 
custo do gás é igual a R$ 0,27.
Logo, o custo total, por frango, é igual a R$ 12,00 + 0,20 + 0,27 = R$ 12,27
Se o empreendedor quer obter 50% de lucro, deverá acrescentar uma 
margem de 50% sobre o custo total, para obter o preço de venda:
Preço de venda=custo total+margem de lucro=12,27+(0,5*12,27) ≌ R$18,40
1.3 INVESTIMENTOS: UM RÁPIDO OLHAR
Em uma primeira aproximação, pode parecer confusa a ideia de elencar a categoria 
dos ‘investimentos’ em conjunto com custos ou despesas. Afinal, uma empresa inves-
te com o objetivo de gerar mais receita.
No entanto, é importante lembrar que um investimento, embora tenha realmente 
essa finalidade – gerar mais receita mediante a ampliação da capacidade produtiva 
da empresa – representa um gasto no primeiro momento, ou seja, um desembolso 
de recursos (e que, normalmente, é de um valor importante) que irá adquirir bens e 
serviços a serem utilizados durante toda uma vida útil desses produtos, ou seja, ao 
longo de diferentes ciclos operacionais (HOJI, 2017). 
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SUMÁRIO
FIGURA 5 - CICLO DE VIDA DE UM INVESTIMENTO
Vida útil
do investimento
Depreciação
Geração 
de receita
Criação 
de produto
Desembolso 
de capital
Decisão 
de investir
Fonte: Elaborada pelo autor.
Esses investimentos mencionados consistem, portanto, em investimentos produtivos: 
dizem respeito à ampliação da capacidade instalada de produção da empresa. 
Há uma outra categoria de investimento, ou seja, aquele que é realizado junto a insti-
tuições financeiras. Esse tem o objetivo de aumentar as reservas da empresa na forma 
de capital, de dinheiro, mediante aplicações em fundos de investimentos, ações, deri-
vativos e outras opções disponíveis no mercado financeiro.
O fator de arbítrio, ou seja, o fator que define se uma empresa realiza, ou não, uma 
decisão de investimento produtivo, é a taxa de juros praticada na economia. Se a taxa 
de juros que remunera investimentos financeiros for maior que os retornos esperados 
pela empresa, na forma de receitas geradas, a decisão de investimento mais acertada 
é aplicar o dinheiro no mercado financeiro (HOJI, 2017). 
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A taxa de juros é o fator de remuneração dos investimentos; no entanto, o 
agente econômico precisa estar atento à realidade do mercado e às suas 
características: juros altos simbolizam maior potencial de risco e de perdas 
mediante a decisão de investir.
O oposto ocorre quando as entradas de recursos esperadas são superiores à renta-
bilidade dos investimentos financeiros: nesse momento, é razoável que a empresa 
realize um investimento produtivo, em equipamentos e maquinário especializado.
Considere que uma empresa que produz fraldas descartáveis recebeu uma 
oferta para a compra de uma máquina que irá custar R$ 240.000,00. Com 
ela, a empresa espera fabricar (e vender) 100.000 fraldas mensais a R$ 0,70 
por unidade, com uma margem de lucro de 3% sobre cada fralda. A outra 
opção é investir o dinheiro da máquina no mercado financeiro a juros fixos 
de 1,2% ao mês.
Logo, a opção da compra da máquina trará um rendimento médio de:
100.000*0,70*0,03=R$ 2.100,00
E a opção de manter o investimento financeiro a juros de 1,2% a.m. gera um 
rendimento de:
240.000*0,012=R$2.880,00
Diante dessas opções, é coerente que a empresa mantenha o dinheiro apli-
cado em investimentos no mercado financeiro.
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SUMÁRIO
BIBLIOGRAFIA COMENTADA 
Veja, a seguir, algumas indicações de obras que complementarão seu conhecimento 
sobre os assuntos abordados na disciplina.
HOJI, Masakazu. Administração financeira e orçamentária: matemática financeira 
aplicada, estratégias financeiras, orçamento empresarial. Atlas, 2017. 
Essa obra realiza uma importante articulação entre ferramentas de gestão financeira, 
particularmente utilizadas no dia a dia de empresas de diferentes portes e perfis de 
atuação. Trata-se de um manual importante à administração de uma empresa, por 
meio da definição e apresentação de conceitos que resumem as interfaces financeira 
e administrativa das empresas. O autor apresenta, nesse sentido, a importância do 
planejamento financeiro como forma de garantia do crescimento das organizações, 
sobretudo, no tocante à articulação de recursos para a produção, dentro do conceito 
de ciclo operacional, que está descrito no tópico 1.3, denominado “Fluxo de opera-
ções e cálculo do ciclo operacional”.
BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens. Gestão de custos e formação de preços. 6. ed. 
São Paulo: Atlas, 2012.
Os autores realizam uma ponte importante entre conceitos teóricos e suas aplica-
ções práticas, sobretudo, mediante o uso de calculadoras financeiras. São descritos 
diferentes exercícios, em diferentes graus de dificuldade, para o cálculo dos procedi-
mentos de Gestão de Custos, com uma abordagem simplificada, a fim de gerar uma 
boa síntese sobre os processos de finanças das empresas. Analise o primeiro capítulo, 
porém, mais especialmente o tópico 1.4, “definições e conceitos”. 
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CONCLUSÃO 
Conforme as abordagens desta unidade temática, o conceito de ‘custo’ pode assumir 
múltiplos significados, sentidos e determinações, a depender do contexto em que é 
utilizado nas rotinas produtivas de uma organização. Há categorias de custos dire-
tos e indiretos; custos fixos e variáveis; despesas, perdas normais, perdas anormais, 
desembolsos e investimentos.
Todos esses referenciais analíticos, no entanto, convergem para um ponto em comum: 
a existência de gastos, de sacrifícios financeiros que obrigatoriamente têm de ser 
feitos pela empresa a fim de que a mesma possa financiar suas atividades. 
Vale destacar que, mesmo que certos desembolsos em princípio sejam absolutamen-
te indesejáveis (como no caso das perdas anormais e dos desperdícios), os mesmos 
podem se converter, de algum modo, em fontes de receita: a quebra de uma máqui-
na gera a necessidade de uma manutenção corretiva que, embora possa ter um custo 
significativo, recupera a sua capacidade produtiva, de modo a reduzir os custos de 
operação, especialmente os custos fixos, mediante a melhora da produtividade e a 
retomada da eficiência produtiva.
Portanto, é necessário que uma empresa apresente fórmulas de gestão que sejam 
eficazes, ou seja, que cumpram com seus objetivos, delineando adequadamente 
cada item de custo, a fim de determinar as margens de lucro e preços de venda 
que permitam que a empresa possa colocar seus produtos no mercado de forma 
competitiva.

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