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PDF SINTÉTICO
CONTABILIDADE 
INTERMEDIÁRIA
Estrutura Conceitual da Contabilidade – 
CPC 00 R2
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
CLAUDIO ZORZO
Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial, Docência 
para Nível Superior, Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor público do Executivo 
Federal – Ministério do Exército e ex-servidor público do Legislativo Federal – Assessor 
Parlamentar. Atualmente, é professor de Contabilidade e Auditoria Pública e Privada.
 
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Estrutura Conceitual da Contabilidade – CPC 00 R2 
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SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Estrutura Conceitual – CPC 00 R2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-
Financeiro – CPC 00 R2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Capítulo 1 — Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais . . . . . . . . . . 6
1.2. Capítulo 2 – As Características Qualitativas de Informações Financeiras 
Úteis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.3. Capítulo 3 – Demonstrações Contábeis e a Entidade que Reporta . . . . . . . 13
1.4. Capítulo 4 – Elementos das Demonstrações Contábeis . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1.5. Capítulo 5 – Reconhecimento e Desreconhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1.6. Capítulo 6 – Mensuração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.7. Capítulo 7 – Apresentação e Divulgação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
1.8. Capítulo 8 – Conceitos de Capital e Manutenção de Capital. . . . . . . . . . . . . 20
 
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APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Escrever um material de contabilidade é algo desafiador. Porém, escrever para o público 
concurseiro torna a tarefa ainda mais árdua.
Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções 
de áreas variadas.
No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso 
público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder!
Foi pensando nisso que esta obra nasceu.
Você tem em suas mãos um material de contabilidade sob medida!
Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De 
igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova 
e garantir a aprovação que tanto busca!
Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por 
exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições, 
contradições ou proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto, 
para assuntos que você deve saber.
Além disso, abusei de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos.
Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante 
muito tempo.
Para você me conhecer melhor, sou contador, com especialização em auditoria, perícia 
e análise das demonstrações contábeis; fui servidor público do Poder Executivo Federal, 
do Poder Legislativo Federal e do governo do Distrito Federal; sou professor de auditoria, 
contabilidade e mercado financeiro há mais de 23 anos; sendo que, em 2007, decidi me 
dedicar exclusivamente à docência para concursos públicos e à feitura de perícias contábeis.
Assim, usei toda essa experiência como concurseiro, professor e perito contábil para 
entregar um material que possa efetivamente te atender.
A Coleção Sob Medida era o material que faltava para a sua aprovação!
Desejo uma excelente aula para você.
 
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Estrutura Conceitual da Contabilidade – CPC 00 R2 
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ESTRUTURA CONCEITUAL – CPC 00 R2ESTRUTURA CONCEITUAL – CPC 00 R2
1 . ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E 1 . ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E 
DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO – CPC DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO – CPC 
00 R200 R2
Em dezembro de 2019, o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) apresentou 
e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) aprovou a 2ª revisão do Pronunciamento 
Técnico CPC 00 – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. Esta revisão trouxe alguns 
conceitos novos e apresentou pequenas variações nos conceitos antigos, tudo objetivando 
melhorar a qualidade da informação contábil que é apresentada pelas empresas, que, no 
pronunciamento, são denominadas de entidade que reporta.
O Pronunciamento Conceitual Básico CPC OO (R2) é o resultado da segunda revisão 
sobre o CPC 00, que apresenta conceitos-base para a elaboração das Demonstrações 
Contábeis e outros demonstrativos; ele é uma estrutura conceitual básica, ou seja, trata-se 
de um referencial teórico da contabilidade e dos conceitos que moldam a prática contábil, 
servindo de base para a elaboração dos demais pronunciamentos.
O complemento ao nome do pronunciamento “R2” informa quantas vezes o pronunciamento 
foi revisado e atualizado; a última atualização foi em novembro de 2019.
É importante destacar que a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico 
propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão 
particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Ela é o arcabouço conceitual para 
a elaboração dos demais pronunciamentos; devido a isso, é denominada de “CPC 00”.
Um pronunciamento técnico específico tem por objetivo definir conceitos doutrinários, 
estrutura técnica e procedimentos específicos que serão aplicados sobre um assunto, 
enquanto o pronunciamento básico dá subsídio conceitual para a elaboração dos demais 
pronunciamentos.
Quando for observado um conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento 
técnico, as exigências do pronunciamento técnico devem prevalecer sobre a estrutura 
conceitual. As bancas tentam enganar o aluno dizendo que o pronunciamento básico se 
sobrepõe aos demais pronunciamentos técnicos.
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Estrutura Conceitual da Contabilidade – CPC 00 R2 
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Guarde o seguinte: A estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente 
dito. Ela não é específica.
O CPC “00 R2” está dividido nos seguintes capítulos:
Capítulo 1- Objetivo do relatório financeiro para fins gerais;
Capítulo 2- As características qualitativas de informações financeiras úteis;
Capítulo 3- Demonstrações contábeis e a entidade que reporta;
Capítulo 4- Elementos das demonstrações contábeis;
Capítulo 5- Reconhecimento e desreconhecimento;
Capítulo 6- Mensuração;
Capítulo 7- Apresentação e divulgação;
Capítulo 8- Conceitos de capital e manutenção de capital.
1.1. CAPÍTULO 1 — OBJETIVO DO RELATÓRIO FINANCEIRO PARA FINS GERAIS1.1. CAPÍTULO 1 — OBJETIVO DO RELATÓRIO FINANCEIRO PARA FINS GERAIS
O objetivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informaçõesfinanceiras, 
sobre a entidade que reporta, que sejam úteis aos usuários externos em geral, como, por 
exemplo: para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e 
potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de seus recursos para a entidade.
Essas decisões envolvem decisões sobre:
a) comprar, vender ou manter instrumento de patrimônio e de dívida;
b) conceder ou liquidar empréstimos ou outras formas de crédito; ou
c) exercer direitos de votar ou de outro modo influenciar os atos da administração que 
afetam o uso dos recursos econômicos da entidade.
Segundo o CPC, o foco dos relatórios financeiros está nos usuários que aplicam dinheiro 
na empresa, ou seja, os fornecedores de capital e investidores (usuários externos primários); 
contudo, devemos entender que eles não são os únicos usuários, já que os clientes, os 
fornecedores, o governo, os sindicados representando os funcionários e a sociedade em 
geral (usuários externos secundários) utilizam as informações contábeis apresentadas 
para atender às suas necessidades específicas.
Agora, é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender 
a todas as informações de que estes usuários necessitam; por isso, eles precisam considerar 
informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais 
e expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria 
e para a entidade, evolução do mercado, concorrência etc.
É importante destacar que todas aos informações apresentadas nos relatórios contábeis são 
relevantes, mas nem todas as informações relevantes sobre a empresa estão nos relatórios.
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Outras partes, como reguladores, clientes, empregados, fornecedores e o público em 
geral, que não são investidores, bem como credores por empréstimos e outros credores, 
podem também considerar relatórios financeiros para fins gerais úteis. Contudo esses 
relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros grupos, que são denominados 
de usuários externos secundários.
1.2. CAPÍTULO 2 – AS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE INFORMAÇÕES 1.2. CAPÍTULO 2 – AS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE INFORMAÇÕES 
FINANCEIRAS ÚTEISFINANCEIRAS ÚTEIS
Vimos que o objetivo dos relatórios é apresentar informações úteis aos usuários 
externos — primariamente aos investidores, ou seja, ao mercado de capital, e aos credores 
financeiros.
Para entender a importância das caraterísticas das informações que são apresentadas 
nas demonstrações contábeis, devemos lembrar que os usuários externos dependem destas 
informações para tomar as suas decisões. Assim, se não houvesse uma padronização na 
qualidade das informações, cada administrador poderia decidir sobre o que e como divulgar 
uma informação, criando, dessa forma, uma assimetria informacional.
Para que as informações produzam benefícios, elas precisam ser apresentadas com 
transparência, com completude e de forma verdadeira, aumentando, assim, a credibilidade 
entre os usuários, ou seja, devem possuir algumas características básicas que as qualificam 
como úteis. De forma simples, as características qualitativas são os atributos, as condições 
que devem ser atendidas para que a informação seja proveitosa para os usuários; desse 
modo, representam as propriedades necessárias para dar utilidade às informações.
A estrutura básica inicial, o CPC 00, passou por algumas mudanças nas suas revisões 
“R1” e R2. Dentre as modificações estabelecidas destacam-se:
Revisão R1 Revisão R2
A característica da confiabilidade passou a ser 
denominada de “representação fidedigna”.
Alterou o nome da característica da verificabilidade 
para capacidade de verificação.
A característica da “essência sobre a forma” foi retirada 
de componente separado, por ser uma redundância.
A prudência foi reincluída como atributo complementar 
da neutralidade, na representação fidedigna.
A característica da prudência (ou conservadorismo) foi 
retirada na revisão, pois ela é considerada inconsistente 
com o atributo da neutralidade.
Após as revisões, as caraterísticas qualitativas ficaram divididas em fundamentais e de 
melhoria, da seguinte forma:
a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics 
– relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e
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b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – 
comparabilidade, capacidade de verificação, tempestividade e compreensibilidade), menos 
críticas, mas, ainda assim, altamente desejáveis.
A estrutura conceitual destaca que, para a informação ser útil, ela precisa ser relevante 
e representar com fidedignidade o que se propõe; ela deve representar adequadamente 
a “fotografia” da situação patrimonial e financeira da entidade, devendo ser confiável e 
sem vieses.
As características fundamentais são:
Informação relevante Representação fidedigna
Informação contábil-financeira relevante é 
aquela capaz de fazer diferença nas decisões 
que possam ser tomadas pelos usuários. Uma 
interpretação interessante para relevância é 
no sentido de que, se o usuário tivesse tido 
a informação em momento hábil, ele teria 
tomada uma decisão diferente.
Representar fidedignamente um evento econômico quer dizer 
que a informação deve ser fiel ao fato, de forma completa, 
neutra e sem um viés informacional; de forma mais simples, 
é falar a verdade, o que realmente acorreu.
Podemos entender que é relevante a 
informação que, se não for prestada ou se for 
prestada de forma equivocada, irá afetar a 
decisão dos usuários, mesmo que eles optem 
por não tirar vantagem delas ou já tenham 
conhecimento delas a partir de outras fontes.
A representação fidedigna, anteriormente denominada de 
“confiabilidade”, é definida como a qualidade da informação 
que garante aos usuários uma mensagem livre de erro e de 
viés e que represente fielmente o que se pretende informar.
A informação relevante deve trazer consigo 
a capacidade de ser confirmatória, preditiva 
ou ambas.
Conforme orientação normativa, a representação fidedigna 
deve priorizar a essência econômica da transação em detrimen-
to da forma legal, ou seja, os eventos devem ser apresentados 
de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não 
meramente pela sua forma legal. Disto podemos inferir que 
o controle sobre um bem ou direito suplanta a propriedade, 
quando da divulgação das informações.
Por valor confirmatório de uma informação, 
entende-se a condição de que o usuário, com 
a informação, possa verificar a efetividade 
das ações da administração, ou seja, se foram 
atingidos os objetivos estabelecidos.
Para ser representação fidedigna, a realidade retratada precisa 
ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de 
erro.
O valor preditivo de uma informação está 
relacionado com a condição de que ela irá 
servir de direcionador nas decisões que serão 
tomadas pelos usuários.
Completa: “deve incluir toda a informação necessária para que 
o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo 
todas as descrições, explicações necessárias e as informações 
complexas.
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Informação relevante Representação fidedigna
O valor confirmatório da informação tem 
relação com o passado, com o que foi feito; 
e o valor preditivo com o futuro, com o que 
está por vir; por isso, devem ser analisadas em 
conjunto de forma inter-relacionadas, pois 
a capacidade de fazer predições é efetivada 
a partir do momento da possibilidade de 
confirmar as predições feitas anteriormente.Neutra: informação com ausência de viés na seleção ou na 
apresentação da informação contábil-financeira.
A representação neutra não possui inclinações, não é parcial, 
não é enfatizada ou deixa de ser enfatizada, nem é, de outro 
modo, manipulada para aumentar a probabilidade de que as 
informações financeiras serão recebidas de forma favorável 
ou desfavorável pelos usuários.
Uma novidade na revisão R2 do CPC 00 foi a apresentação de 
que a neutralidade é apoiada pelo exercício da prudência. A 
prudência é o exercício de cautela ao fazer julgamentos sob 
condições de incerteza. O exercício de prudência significa que 
ativos e receitas não estão superavaliados e que passivos e 
despesas não estão subavaliados. Da mesma forma, o exercício 
de prudência não permite a subavaliação de ativos ou receitas 
ou a superavaliação de passivos ou despesas
O pronunciamento básico destaca também 
que a relevância da informação é afetada 
pela sua materialidade. A materialidade está 
relacionada com a mudança de uma decisão, 
pelo usuário, devido ao conhecimento de 
uma informação; por isso, tem relação com a 
natureza (qual informação) e/ou a magnitude 
(valor) do que está sendo informado.
Livre de erros: não pode haver erros ou omissões relevantes 
nas informações sobre o fenômeno contábil retratado.
Um retrato da realidade econômica livre de erros significa 
que não há erros ou omissões relevantes no processo sobre o 
fenômeno retratado, ou seja, o processo utilizado, para pro-
duzir a informação reportada, foi selecionado e foi aplicado 
livre de erros.
Assim, representação fidedigna não significa exatidão em todos 
os aspectos nem significa algo perfeitamente exato em todos 
os aspectos. Por exemplo, a estimativa de um valor não pode 
ser qualificada como sendo algo exato ou inexato.
A informação, para ser útil, precisa, concomitantemente, ser relevante e representar 
com fidedignidade a realidade reportada. Nem a representação fidedigna de fenômeno 
irrelevante, tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante auxiliam os 
usuários a tomarem boas decisões.
As características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics) são 
a comparabilidade, a capacidade de verificação, a tempestividade e a compreensibilidade; 
são menos críticas, mas, ainda assim, desejáveis.
É importante destacar que as características de melhoria são desejáveis, mas não 
essenciais, pois elas agregam valor e melhoram a qualidade da informação fundamental, 
servindo para auxiliar qual de duas alternativas de informação igualmente relevante e 
fidedigna deveria ser apresentada em relação a um fenômeno.
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O respeito às características de melhoria não torna a informação útil; se uma informação 
for irrelevante ou não tiver representação fidedigna, não importa ser comparável, verificável, 
tempestiva ou compreensível, ela não é uma informação útil.
As características se melhoria são:
Comparabilidade
Capacidade de 
verificação
Tempestividade Compreensibilidade
A comparabilidade 
é a característica 
qualitativa de melhoria 
que visa fazer com que 
os usuários identifiquem 
e compreendam as 
semelhanças e as 
diferenças entres 
as informações e 
dados apresentados e 
divulgados.
A capacidade de 
verificação ajuda a 
garantir aos usuários 
que as informações 
representem de forma 
fidedigna os fenômenos 
econômicos que 
pretendem representar.
Tempestividade 
significa ter informação 
disponível para 
tomadores de decisão 
a tempo de poder 
influenciá-los em suas 
decisões.
Compreensibilidade é 
uma das características 
que ajudam o usuário a 
assimilar o significado 
das informações. Assim, 
classificar, mensurar e 
apresentar a informação 
com clareza e concisão 
torna-a compreensível.
A COMPARABILIDADE 
tem como necessidade 
própria precisar de pelo 
menos dois itens para 
efetivar a comparação.
A capacidade de 
verificação significa que 
diferentes observadores 
bem-informados e 
independentes podem 
chegar ao consenso, 
embora não a acordo 
necessariamente 
completo, de que 
a representação 
específica é 
representação 
fidedigna. Tem 
relação com conseguir 
comprovar uma 
informação.
Tem relação direta com 
a oportunidade de uma 
informação; devido a 
isso, a informação tem 
que estar disponível 
para tomadores de 
decisão a tempo para 
poder influenciá-los em 
suas decisões.
A compreensibilidade 
presume que o 
usuário disponha de 
conhecimentos de 
Contabilidade e dos 
negócios e atividades 
da Entidade, em nível 
que o habilite ao 
entendimento das 
informações colocadas 
à sua disposição, desde 
que se proponha a 
analisá-las, pelo tempo 
e com a profundidade 
necessária, sendo 
que uma eventual 
dificuldade de 
entendimento suficiente 
das informações 
contábeis por algum 
usuário jamais será 
motivo para a sua não 
divulgação.
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Comparabilidade
Capacidade de 
verificação
Tempestividade Compreensibilidade
A informação acerca 
da entidade será 
mais útil caso possa 
ser comparada com 
informação similar 
sobre outras entidades 
e com informação 
similar sobre a mesma 
entidade para outro 
período ou para outra 
data.
A verificabilidade 
não é sinônimo de 
concordância entre 
as opiniões e decisões 
dos usuários; ela 
ajuda a assegurar 
aos usuários que a 
informação representa 
fidedignamente o 
fenômeno econômico 
que se propõe 
representar.
Em geral, a informação 
mais antiga é a que 
tem menos utilidade. 
Contudo certa 
informação pode 
ter o seu atributo 
tempestividade 
prolongado após o 
encerramento do 
período contábil, em 
decorrência de alguns 
usuários necessitarem 
identificar e avaliar 
tendências.
Alguns fenômenos 
são inerentemente 
complexos e pode não 
ser possível tornar 
a sua compreensão 
fácil. Excluir 
informações sobre 
esses fenômenos dos 
relatórios financeiros 
pode tornar mais fácil 
a compreensão das 
informações contidas 
nesses relatórios 
financeiros. Contudo 
esses relatórios 
seriam incompletos e, 
portanto, possivelmente 
distorcidos.
A comparabilidade não 
se confunde com o 
atributo da consistência 
ou de uniformidade.
A verificação pode 
ser direta ou indireta. 
Verificação direta 
significa verificar um 
montante ou outra 
representação por meio 
de observação direta, 
como, por exemplo, por 
meio da contagem de 
caixa a identificação 
física de bens do 
imobilizado.
Verificação indireta 
significa checar os dados 
de entrada do modelo, 
fórmula ou outra 
técnica e recalcular os 
resultados obtidos por 
meio da aplicação da 
mesma metodologia; 
está relacionada com 
exame documental.
A falta de 
tempestividade pode 
criar uma assimetria 
informacional entre os 
usuários. Por exemplo: 
os usuários internos 
(administradores) 
têm conhecimento 
de uma informação 
relevante, contudo não 
a divulgam para não 
afetar a negociação de 
um título da empresa 
no mercado de capital. 
Quando a informação 
for divulgada, após a 
negociação dos papéis 
ter sido efetivada, 
ela perdeu a sua 
oportunidade e, de 
certa forma, foi inútil 
naquele momento.
Então, para ser 
compreensível, a 
informação deve ser 
divulgada com clareza e 
completude; contudo, 
exige-se que o usuário 
saiba interpretar as 
informações, pois as 
informações sobre 
assuntos complexos 
que devam ser incluídas 
nas demonstrações 
contábeis, por causa 
da sua relevância para 
as necessidades de 
tomada de decisão pelos 
usuários, não devem ser 
excluídas meramente 
sob o pretexto de que 
seriam difíceis para 
certos usuários as 
entenderem.
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Comparabilidade
Capacidade de 
verificação
Tempestividade Compreensibilidade
Consistência,embora 
esteja relacionada com 
a comparabilidade, 
não significa o mesmo. 
Consistência refere-
se ao uso dos mesmos 
métodos para os 
mesmos itens, tanto 
de um período para 
outro, considerando a 
mesma entidade que 
reporta a informação, 
quanto para um único 
período entre entidades. 
Comparabilidade é a 
meta; a consistência 
auxilia a alcançar essa 
meta.
Comparabilidade 
também não significa 
uniformidade. Para 
que a informação 
seja comparável, 
coisas iguais precisam 
parecer iguais e coisas 
diferentes precisam 
parecer diferentes. A 
comparabilidade da 
informação contábil-
financeira não é 
aprimorada ao se 
fazer com que coisas 
diferentes pareçam 
iguais ou, ainda, ao fazer 
coisas iguais parecerem 
diferentes.
Na elaboração das informações a administração deverá analisar a relação custo-benefício 
do seu fornecimento, pois o custo é uma restrição generalizada sobre as informações que 
podem ser fornecidas pelo relatório financeiro.
Devido à subjetividade inerente, as avaliações de diferentes indivíduos sobre os custos 
e benefícios da apresentação de itens específicos de informações financeiras variam. 
Portanto, procura-se considerar custos e benefícios em relação ao relatório financeiro, de 
modo geral, e não apenas em relação a entidades individuais que reportam.
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Na prática, a aplicação das características de melhoria é um processo iterativo que não 
segue uma ordem preestabelecida — nem existe hierarquia entre os atributos.
Algumas vezes, uma característica qualitativa de melhoria pode ter que ser diminuída 
para maximização de outra característica qualitativa. Isto acontece, por exemplo, quando a 
empresa decide pela aplicação tempestiva de uma nova norma, que somente será obrigatória a 
partir do exercício seguinte. A aplicação dos novos critérios pode prejudicar a comparabilidade 
das informações com outras empresas que decidiram não aplicar antecipadamente a norma, 
contudo a inclusão dos novos critérios contábeis pode ser vantajosa para o aprimoramento 
da relevância ou da representação fidedigna no curto ou longo prazo.
1.3. CAPÍTULO 3 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E A ENTIDADE QUE REPORTA1.3. CAPÍTULO 3 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E A ENTIDADE QUE REPORTA
A estrutura conceitual destaca que as demonstrações contábeis fornecem informações 
sobre recursos econômicos (ativos) da entidade que reporta; reivindicações contra a entidade 
(obrigações) e alterações nesses recursos (receitas e despesas); devido a isso, elas têm o 
objetivo de fornecer informações financeiras sobre os ativos, passivos, patrimônio líquido, 
receitas e despesas que sejam úteis aos usuários das demonstrações contábeis na avaliação 
das perspectivas para futuros fluxos de entrada de caixa líquidos e na avaliação da gestão 
de recursos da administração sobre os recursos econômicos da entidade.
As informações são apresentadas no balanço patrimonial, ao reconhecer ativos, passivos 
e patrimônio líquido; na demonstração do resultado, ao reconhecer as receitas e despesas, e 
na demonstração do resultado abrangente, que apresenta as receitas e despesas abrangentes 
(contas apresentadas no Patrimônio Líquido na conta Ajuste da Avaliação Patrimonial); e 
em outras demonstrações e notas explicativas. Aqui temos uma novidade. O CPC 00 R2 
apresenta a necessidade da elaboração da DRA – Demonstração dos Resultados abrangentes.
Uma característica importante das estruturas desses relatórios contábeis é que os 
valores reconhecidos em uma demonstração estão incluídos nos totais e, se aplicável, nos 
subtotais que vinculam os itens reconhecidos na demonstração, ou seja, nos grupos e 
subgrupos de contas, considerando o plano de contas da empresa.
Dessa forma, as demonstrações devem retratar os efeitos patrimoniais e financeiros 
das transações e outros eventos, por meio do grupamento deles em classes amplas de 
acordo com as suas características econômicas (são os grupos e subgrupos de contas).
O CPC destaca que as informações sobre possíveis transações futuras e outros possíveis 
eventos futuros (informações abrangentes-prospectivas-contingências) são incluídas 
nas demonstrações contábeis, normalmente com uma nota explicativa, se se referirem a 
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ativos ou passivos da entidade — incluindo ativos ou passivos não reconhecidos — que 
existiam no final do período de relatório. Os ativos e passivos NÃO RECONHECIDOS são os 
considerados contingentes, que não aparecem no balanço patrimonial, mas são divulgados 
em notas explicativas.
Quanto à sua divulgação, no Brasil o período utilizado para a elaboração das demonstrações 
é o exercício social adotado pela empresa que, em regra, é o ano civil, de 01 de janeiro a 31 de 
dezembro, e, para ajudar os usuários a identificarem e a avaliarem mudanças e tendências 
(aplicação da comparabilidade), as demonstrações contábeis também fornecem informações 
comparativas de, pelo menos, um período de relatório anterior; isso faz com que sejam 
apresentadas aos usuários, no mínimo, as demonstrações correntes e as demonstrações 
do exercício anterior.
Outra inclusão na estrutura conceitual é a de que as demonstrações contábeis são 
normalmente elaboradas com base no pressuposto de que a entidade está em continuidade 
operacional e continuará em operação no futuro previsível.
Assim, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar 
em liquidação ou deixar de negociar. Se existir a intenção ou necessidade de acabar com as 
atividades, as demonstrações contábeis podem ter que ser elaboradas em base diferente. 
Em caso afirmativo, as demonstrações contábeis descrevem a base utilizada.
ENTIDADE QUE REPORTA
A entidade que reporta é a entidade que é obrigada a, ou decide, elaborar demonstrações 
contábeis; pode ser uma única entidade, ou parte da entidade, ou pode compreender mais 
de uma entidade. Em um grupo empresarial, cada empresa elabora individualmente as suas 
demonstrações contábeis, reportando sua situação patrimonial, financeira e econômica, e 
a empresa controladora (holding) elabora as demonstrações consolidadas, apresentando 
o grupo empresarial como se fosse uma única empresa.
Segundo o CPC existem 3 tipos de demonstrações contábeis, elas podem ser não 
consolidadas (individuais), consolidadas ou combinadas.
Tipo de demonstração O que apresenta
Demonstrações contábeis não 
consolidadas.
Destinam-se a fornecer informações sobre os ativos, passivos, patrimônio 
líquido, receitas e despesas da controladora.
Demonstrações consolidadas.
Fornecem informações sobre os ativos, passivos, patrimônio líquido, 
receitas e despesas tanto da controladora como de suas controladas 
como uma única entidade.
Demonstrações contábeis 
combinadas.
Quando a entidade que reporta compreende duas ou mais entidades que 
não são vinculadas pelo relacionamento controladora-controlada, como 
no caso de uma entidade controlada em conjunto ou joint venture.
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1.4. CAPÍTULO 4 – ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS1.4. CAPÍTULO 4 – ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Os elementos das demonstrações contábeis definidos na Estrutura Conceitual são 
apresentados pelas classes de contas que compõem os ativos, passivos e patrimônio líquido, 
que se referem à posição financeira da entidade que reporta; e receitas e despesas, que se 
referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta.
Elemento – classe de contas O que representa
Ativo
Recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de 
eventos passados.
Passivo
É uma obrigação presente da entidadede transferir um recurso econômico 
como resultado de eventos passados.
Patrimônio líquido
É a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos 
os seus passivos.
Receitas
São aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em 
aumentos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições 
de detentores de direitos sobre o patrimônio.
Despesas
São reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em 
reduções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições 
aos detentores de direitos sobre o patrimônio.
Os ativos, passivos e patrimônio líquido se referem à posição financeira da entidade 
que reporta, já as receitas e despesas se referem ao desempenho financeiro da entidade 
que reporta.
1.5. CAPÍTULO 5 – RECONHECIMENTO E DESRECONHECIMENTO1.5. CAPÍTULO 5 – RECONHECIMENTO E DESRECONHECIMENTO
Reconhecimento é o processo de captação para inclusão no balanço patrimonial ou 
na demonstração do resultado e na demonstração do resultado abrangente de item que 
atenda à definição de um dos elementos das demonstrações contábeis — ativo, passivo, 
patrimônio líquido, receita ou despesa.
O reconhecimento de um elemento envolve refletir o item em uma dessas demonstrações 
— seja isoladamente ou em conjunto com outros itens — em palavras e por meio do valor 
monetário, ou seja, incluir a conta ou o grupo de contas, e incluir esse valor em um ou mais 
totais nessa demonstração.
É importante destacar que somente itens que atendem à definição de ativo, passivo 
ou patrimônio líquido devem ser reconhecidos no balanço patrimonial e que somente itens 
que atendem à definição de receitas ou despesas devem ser reconhecidos na demonstração 
do resultado e na demonstração do resultado abrangente. Contudo nem todos os itens 
que atendem à definição de um desses elementos devem ser reconhecidos.
Para ser incluído nas demonstrações, o elemento deve satisfazer os critérios de ser 
provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a entidade 
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(ativo) ou flua da entidade (passivo); e o item deve ter custo ou valor que possa ser 
mensurado com confiabilidade.
Caraterísticas e critérios para que um elemento seja reconhecido:
Elemento Características Critérios
ATIVO
Recurso presente, controlado e oriundo de 
fato passado.
Provavelmente gerar benefício futuro e ser 
mensurado.
PASSIVO
Obrigação presente, transferir um recurso, 
oriunda de fato passado.
Provavelmente consumir um recurso e ser 
mensurada.
RECEITA
Aumentar o resultado, aumentar a SL, 
aumentar o ativo ou diminuir o passivo.
Possa ser mensurada com confiança e que 
o seu fato gerador ocorra no período social.
DESPESA
Diminuir o resultado, diminuir a SL, diminuir 
o ativo ou aumentar o passivo.
Possa ser mensurada com confiança e que 
o seu fato gerador ocorra no período social.
DESRECONHECIMENTO
Desreconhecimento é a retirada de parte ou da totalidade de ativo ou passivo reconhecido 
do balanço patrimonial da entidade, ou seja, consiste em dar baixa do componente patrimonial.
O desreconhecimento normalmente ocorre quando esse item não atende mais à definição 
de ativo ou passivo, sendo que, para o ativo, o desreconhecimento normalmente ocorre 
quando a entidade perde o controle da totalidade ou de parte do ativo reconhecido; e, para 
o passivo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade não possui mais 
uma obrigação presente pela totalidade ou parte do passivo reconhecido.
O desreconhecimento NÃO deve ser feito se a entidade aparentemente tiver transferido 
o ativo, mas mantiver exposição a significativas variações positivas ou negativas no valor dos 
benefícios econômicos que podem ser produzidos pelo ativo, ou seja, a entidade transferiu, 
mas ainda controla o recurso.
1.6. CAPÍTULO 6 – MENSURAÇÃO1.6. CAPÍTULO 6 – MENSURAÇÃO
Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários (Valor 
de um elemento) por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem 
ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado.
Para conseguir estabelecer o valor de um elemento nas demonstrações contábeis, a 
empresa deve selecionar uma base inicial de mensuração, ou seja, estabelecer o valor de 
entrada do item.
Após o reconhecimento do valor do bem, a empresa ajusta este valor ao seu VALOR ATUAL 
de acordo com a sua realização corrente (uso/perda/desvalorização etc.); dessa forma, no 
término do exercício, ao elaborar as demonstrações, a empresa deve apresentar o valor de 
saída do bem pelo valor mais próximo do atual possível; mesmo que por estimativa.
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Valores de entrada
Referem-se aos valores de obtenção dos elementos para seu primeiro registro 
nas demonstrações.
Valores de Saída
Refletem os valores que serão recebidos ou gastos pela firma, no 
desreconhecimento de um item.
Na contabilidade, existe um número variado de bases de mensuração, de forma que 
cada item terá um tratamento, de acordo com a sua natureza. Segundo o pronunciamento 
conceitual R2, são utilizadas as bases de mensuração do custo histórico, que deve ser ajustado 
ao seu custo atual, que pode ser pelo valor justo, valor em uso e valor de cumprimento ou 
custo corrente.
Bases de mensuração O que representam
Custo histórico
Custo histórico representa o valor de registro inicial de um ativo ou passivo. 
Os ativos são registrados pelos valores pagos ou pelo valor justo dos recursos 
que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são 
registrados pelos valores dos recursos que serão necessários para liquidar o 
passivo no curso normal das operações.
Valor justo
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de ativo ou que seria pago 
pela transferência de passivo em transação ordenada entre participantes do 
mercado na data de mensuração. O valor justo é determinado pela perspectiva 
dos participantes do mercado, e não pela perspectiva específica da entidade, 
ou seja, o valor justo é estabelecido em um mercado ativo.
Valor em uso (ativo)
O valor em uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa, ou outros 
benefícios econômicos, que a entidade espera obter do uso de ativo nas suas 
atividades ou de sua alienação final, considerando as receitas e despesas 
esperadas pela sua utilização.
Valor de cumprimento 
(passivo)
Apresenta o montante exigível de acabar com a obrigação. Fornece informações 
sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados necessários para liquidar 
um passivo.
Custo corrente
Representa os valores que teriam de ser pagos se um mesmo ativo fosse 
adquirido na data do balanço. O custo corrente do passivo é o montante 
da dívida com os juros embutidos (se for o caso), que se espera que seriam 
necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.
O custo corrente é conhecido como custo de reposição e normalmente é 
utilizado para tomadas de decisão interna.
A estrutura conceitual não determina os critérios para utilizar uma ou outra base; entretanto, 
destaca que, ao escolher a base de mensuração a ser utilizada, é necessário considerar a 
natureza das informações que a base de mensuração produzirá nas demonstrações. Ou 
seja, a seleção será feita com base no julgamento profissional.
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Na maioria dos casos, nenhum fator único determina qual base de mensuração deve 
ser escolhida. A importância relativa de cada fator depende de fatos e circunstâncias; 
assim, a base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração das 
demonstrações contábeisé o custo histórico. E depois ele é normalmente combinado com 
outras bases de mensuração.
Assim, o CPC destaca a necessidade da escolha da base de mensuração ser determinada 
considerando-se tanto a mensuração inicial como a mensuração subsequente, sempre de 
acordo com a relevância e a fidedignidade das informações apresentadas.
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1.7. CAPÍTULO 7 – APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO1.7. CAPÍTULO 7 – APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
Para entender este capítulo, é importante lembrar que a apresentação é nas 
demonstrações, como uma conta ou um grupo de contas, e a divulgação é feita nas 
notas explicativas.
Vimos que a entidade que reporta deve apresentar informações sobre seus ativos, 
passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas, pois a comunicação efetiva de informações 
nas demonstrações contábeis torna essas informações mais relevantes e contribui para 
uma representação fidedigna; além disso, aprimora a compreensibilidade e comparabilidade 
das informações nas demonstrações contábeis.
A comunicação efetiva de informações nas demonstrações contábeis requer que o 
responsável deva concentrar-se em princípios e objetivos da divulgação e apresentação, 
em vez de concentrar-se em regras ou formalidades (essência econômica sobre a forma 
jurídica), e também classificar informações de maneira a agrupar itens similares e separar 
itens diferentes.
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Classificação é a organização de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas 
com base em características compartilhadas para fins de divulgação e apresentação. 
Essas características incluem, entre outras, a natureza do item, seu papel (ou função) 
dentro das atividades de negócio conduzidas pela entidade e como ele é mensurado 
(identificação e valor).
Também é importante atentar que, ao agregar informações, elas não podem ser 
obscurecidas por detalhes desnecessários ou por agregação excessiva.
A agregação é a soma de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas que 
possuem características compartilhadas e que são incluídas na mesma classificação.
A agregação torna as informações mais úteis ao resumir grande quantidade de detalhes, 
já que é utilizada para sintetizar um conjunto de informações semelhantes, como a conta-
estoque (agrega mercadorias, insumos, material de expediente), a conta-máquina (agrega 
máquinas grandes, máquinas pequenas) e a conta-terrenos (agrega terrenos em uso, terrenos 
sem uso). Entretanto, a entidade deve atentar para a qualidade da informação, já que a 
agregação pode ocultar alguns detalhes importantes, por exemplo: se a entidade agregar 
no ativo investimento as participações societárias e as propriedades para investimento, 
dificultará a interpretação da informação pelo usuário, já que são aplicações de natureza 
diferente.
Portanto, deve-se observar um equilíbrio, de modo que as informações relevantes não 
sejam obscurecidas por grande quantidade de detalhes insignificantes ou por agregação 
excessiva.
1.8. CAPÍTULO 8 – CONCEITOS DE CAPITAL E MANUTENÇÃO DE CAPITAL.1.8. CAPÍTULO 8 – CONCEITOS DE CAPITAL E MANUTENÇÃO DE CAPITAL.
Nesta parte o pronunciamento procura conceituar o termo capital. Por capital se 
entende o montante aplicado na empresa pelos sócios; inicialmente tem uma relação 
direta com o capital social e, por fim, com o montante do Patrimônio Líquido, pois o “PL”, 
em última análise, representa o capital dos sócios na empresa.
De acordo com a Estrutura Conceitual, o capital de uma entidade pode ser definido 
como financeiro (monetário) ou físico (operacional).
Capital financeiro
É o montante em dinheiro investido ou o seu poder de compra investido; 
neste conceito, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido 
da entidade
Capital físico
Representa a capacidade operacional da empresa; neste conceito, o capital é 
considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, 
nas unidades de produção diária.
De acordo com o conceito apresentado, podemos inferir que o capital financeiro 
refere-se ao investimento realizado, ou seja, ao dinheiro colocado no negócio pelos sócios, 
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que foi ajustado pelos resultados oriundos das atividades correntes, representando, assim, 
o resíduo patrimonial, denominado de ativo líquido ou patrimônio líquido. Representa o 
valor patrimonial de uma empresa.
PL = ATIVO LÍQUIDO = CAPITAL PRÓPRIO = ATIVO (-) PASSIVO
O capital físico, por sua vez, diz respeito à capacidade produtiva ou operacional da 
entidade. Este conceito tem relação com a produção, por isto, é mais direcionado para as 
indústrias, que estabelecem o valor do seu capital (PL) pela sua capacidade de produção. 
É um bom parâmetro para se estabelecer o valor de mercado de uma empresa.
O pronunciamento prevê que a seleção do conceito de capital apropriado (financeiro ou 
físico) para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstrações 
contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das 
demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital 
nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal 
preocupação dos usuários for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de 
capital físico deve ser adotado.
No Brasil, as empresas divulgam suas demonstrações com base no conceito de capital 
financeiro.
Veja este mnemônico:
Conceito 
de capital
Financeiro Dinheiro 
Físico Produção
CONCEITO DE MANUTENÇÃO DE CAPITAL
O conceito de manutenção do capital está relacionado com a forma que a entidade 
define o capital que ela procura manter (PL final igual ou maior que o PL inicial); assim, tem 
relação direta com o capital financeiro ou capital físico.
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Manutenção do capital financeiro Manutenção do capital físico
De acordo com esse conceito, o lucro é considerado 
ganho somente se o montante financeiro (ou dinheiro) 
dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu 
montante financeiro (ou dinheiro) no começo do 
período, depois de excluídas quaisquer distribuições 
aos proprietários (dividendos pagos) e seus aportes 
de capital (aumento do capital social ou reservas de 
capital) durante o período.
De acordo com esse conceito, o lucro é considerado 
auferido somente se a capacidade física produtiva (ou 
capacidade operacional) da entidade (ou os recursos 
ou fundos necessários para atingir essa capacidade) no 
fim do período exceder a capacidade física produtiva 
no início do período, depois de excluídas quaisquer 
distribuições aos proprietários e seus aportes de 
capital durante o período.
A manutenção do capital financeiro não requer o uso 
de uma base específica de mensuração. A escolha 
da base depende do tipo de capital que a entidade 
procura manter, e o lucro representa o aumento do 
capital nominal no período.
A manutenção do capital físico requer a adoção do 
custo corrente como base de avaliação, e o lucro 
representa o aumento do capital físico no período.
A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento 
dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. No conceito 
financeiro, é considerado o valor monetário para mensurar o ativo e o passivo, enquanto, 
no conceito físico, o valor produtivo é levado em consideração para a mensuração.
Assim, em termos gerais, a entidade terá mantido seu capitalinvestido se ela tiver 
tanto capital (PL) no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das 
distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer 
valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro.
Note que a manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital 
e os conceitos de lucro, pois fornece o ponto de referência para medição do resultado 
apurado pela empresa, com base nos valores do ativo e do passivo ou no montante da 
produção esperada.
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	Sumário
	Apresentação
	Estrutura Conceitual – CPC 00 R2
	1. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro – CPC 00 R2
	1.1. Capítulo 1 — Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais
	1.2. Capítulo 2 – As Características Qualitativas de Informações Financeiras Úteis
	1.3. Capítulo 3 – Demonstrações Contábeis e a Entidade que Reporta
	1.4. Capítulo 4 – Elementos das Demonstrações Contábeis
	1.5. Capítulo 5 – Reconhecimento e Desreconhecimento
	1.6. Capítulo 6 – Mensuração
	1.7. Capítulo 7 – Apresentação e Divulgação
	1.8. Capítulo 8 – Conceitos de Capital e Manutenção de Capital.

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