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1 
 
 
 
 
Departamento de Desenvolvimento Profissional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IFRS PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS 
Luiz Alves 
Lalves01@gmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
Outubro de 2014 
_____________________________________________________________________________________________________ 
Rua 1º de Março, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20.010-000 
Telefone: (21) 2216-9544 e 2216-9545 cursos@crcrj.org.br – www.crc.org.br 
mailto:cursos@crcrj.org.br
http://www.crc.org.br/
 
 
2 
 
Curso: IFRS para Pequenas e Médias Empresas 
 
 
Programa: 
1 – A Convergência ao Padrão Internacional; 
2 – A Edição dos Novos Pronunciamentos Contábeis e do Pronunciamento para 
Pequenas e Médias Empresas; 
3 - A Quem se destina o Pronunciamento para Pequenas e Médias Empresas; 
4 –Demonstrações a serem Apresentadas pelas Pequenas e Médias Empresas 
 O Balanço Patrimonial 
 Demonstração do Resultado do Exercício 
 Demonstração dos Resultados Abrangentes 
 Demonstralção das Mutações do Patrimônio Líquido 
 Fluxos de Caixa 
 Notas Explicativas 
 Simplificações da ITG 1000 – Micro e Pequena Empresa alcançadas pela Lei 
Complementar no. 123/06 de suas posteriores alterações. 
 
5 – Aplicações Práticas das Novas Terminologias Inseridas no Pronunciamento para 
pequenas e médias empresas; 
 Revisão das Taxas do Imobilizado, Mep em Coligadas, Custo de Empréstimos e 
Outras Simplificações 
 Contabilização do Leasing Financeiro/Operacional 
 Contabilização do Ajuste a Valor Presente 
 Contabilização do Impairment 
 Construção das Principais Notas Explicativas 
 
6 – Modificações trazidas pela ITG – 1000 – Modelo Contábil para Microempresas e 
Empresa de Pequreno Porte – Aprovada pela Resolução CFC no. 1.418 – 
05/12/2012. 
 
Anexos: 
 I – Resolução CFC no. 1.418 / 2012 – Modelo Contábil para Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte – ITG 1.000; 
II – Resolução CFC no. 1.330 / 2011 – Escrituração Contábil – Normas Brasileira de 
Contabilidade – ITG 2.000; 
III – Resolução CFC no. 1.457 / 2013 – Obrigatoriedade do Contrato de Serviços 
Contábeis. 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
Considerações Iniciais 
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovou no dia 04/12/2009, os princípios de IFRS 
para pequenas e médias empresas. Que foi traduzido sob a forma do CPC PME. 
A resolução no. 1.255/09 do CFC aprova a NBC T 19.41 contabilidade para pequenas e médias 
empresas, entrando em vigor em 01.01.2010. 
As normas são resultado de cinco anos de processo de desenvolvimento com consulta às 
pequenas e médias empresas do mundo, possui cerca de 225 páginas e representa 
aproximadamente 10% do documento completo do IFRS. O principal fator dessa redução é em 
relação a não necessidade de utilização de certos pronunciamentos utilizados normalmente por 
companhias de capital aberto. 
Objetivo e Alcance 
Responder a uma demanda internacional na busca de maior comparabilidade para os usuários, 
preparação para entrar em mercados públicos de capitais e melhora da confiabilidade na 
contabilidade das pequenas e médias entidades, que, segundo estudos do IASB, representam 
mais de 95% das empresas mundiais. 
O pronunciamento estabelece regras para as entidades que não possuem a obrigatoriedade de 
divulgação de suas demonstrações contábeis, porém as utilizam para fins gerias como indicador 
de posição financeira ou de desempenho entre outros e objetivam facilitar a captação de 
recursos e concessão de créditos por instituições financeiras ( local e no exterior), preparação 
para atrair investidores internacionais e nível de complexidade de aplicação dos 
pronunciamentos menos rigorosa. 
A sua aplicação é estendida a todas as entidades que não sejam entidades públicas, como 
companhias de capital aberto, bancos, companhias de crédito, seguradoras, fundos mútuos, 
agências de avaliação de risco/crédito, bancos de investimentos e de grande porte perante a lei 
no. 11.638/07. 
No Brasil as sociedades por ações fechadas (sem negociação de suas ações ou outros 
instrumentos no mercado aberto), mesmo que obrigadas à publicação de suas demonstrações 
contábeis, são tidas, para fins deste pronunciamento, como pequenas e médias empresas, desde 
que não enquadradas pela lei no. 11.638/07, como sociedade de grande porte. O mesmo vale 
para as sociedades limitadas e sociedades comerciais. 
Algumas empresas podem possuir ativos fiduciários perante um grupo de terceiros, porém, se o 
fizer por motivos incidentais a um negócio principal, ou seja, é necessário possuir os ativos, mas 
a pose desses ativos não é o objetivo principal da empresa. Nesses casos, não é caracterizado 
que a empresa possui obrigação pública de prestação de contas. 
Exemplo: Agências de viagens que exigem um deposito nominal para viabilização de pacotes 
turísticos. Corretores de imóveis, Vendedores que recebem adiantamento e etc... 
São empresas pequenas ou médias, as que: 
 Não tem obrigação pública de prestação de contas; 
 
 
4 
 
 Publiquem demonstrativos financeiros para usuários externos; 
Uma empresa tem obrigação pública de prestação de contas se: 
 Possuir instrumentos de dívida ou patrimoniais negociados em mercado aberto; 
 Possuir ativos em condições fiduciárias perante um grande grupo de terceiros. Exemplo: 
Bancos, Companhias de Seguros, Corretoras de Seguros, Fundo mútuo e Bancos de 
Investimento. 
Desta forma, no Brasil as sociedades por ações fechadas (sem negociação de suas ações ou 
outros instrumentos patrimoniais ou de dívidas no mercado e que não possuam ativos em 
condição fiduciária perante um amplo grupo de terceiros), mesmo que obrigadas à publicação de 
suas demonstrações contábeis, são tidas, para fins deste Pronunciamento, como pequenas e 
médias empresas, desde que não enquadradas pela Lei no. 11.638/07 como sociedade de grande 
porte. 
PME x ME e EPP 
É de grande relevância observar que as Pequenas e Médias Empresas descritas para fins de 
aplicação das novas normas internacionais de contabilidade, nada tem a ver com a descrição das 
micros e pequenas empresas, utilizadas para fins fiscais. 
A Lei Complementar 123/2006 estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e 
favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos 
poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e esta não se confunde com 
a legislação contábil e os pronunciamentos do CPC para fins de adaptação à norma contábil 
internacional aceita. 
Na legislação fiscal, consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade 
empresária, a sociedade simples e o empresário a que se referre o art. 966 da Lei 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados no registro de empresas 
mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: 
a) No caso das microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, 
auferir, em cada ano cale3ndário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 
(trezentos e sessenta mil reais); 
b) No caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela 
equiparada, que auferir, em cada ano calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 
e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00. 
Essas empresas estão autorizadas a opção pelo Simples Nacional, o que não está 
necessariamente relacionado com a adoção resumida das práticas contábeis previstas pelo CPC e 
regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade. 
Assim, podemos afirmar que, devido aos limites de faturamento, previstos pela legislação fiscal, 
as sociedades optantes pelo regime simplificado de apuração do imposto são apenas uma 
pequena parte das sociedades consideradas PME´s. 
 
 
5 
 
Desta forma, podem ser consideradas PME – Pequenas e Médias Empresas, para fins deincorridos para trazer os estoques ao seu local e condição de consumo ou 
venda. 
 
16. O custo dos estoques deve ser calculado considerando os custos individuais dos itens, 
sempre que possível. Caso não seja possível, o custo dos estoques deve ser calculado por 
meio do uso do método “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai” (PEPS) ou o método do 
custo médio ponderado. A escolha entre o PEPS e o custo médio ponderado é uma política 
 
 
35 
 
contábil definida pela entidade e, portanto, esta deve ser aplicada consistentemente entre os 
períodos. 
 
17. Os estoques devem ser mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável 
líquido. Para estoques de produtos acabados, o valor realizável líquido corresponde ao valor 
estimado do preço de venda no curso normal dos negócios menos as despesas necessárias 
estimadas para a realização da venda. Para estoques de produtos em elaboração, o valor 
realizável líquido corresponde ao valor estimado do preço de venda no curso normal dos 
negócios menos os custos estimados para o término de sua produção e as despesas 
necessárias estimadas para a realização da venda. 
 
18. Um item do ativo imobilizado deve ser inicialmente mensurado pelo seu custo. O custo do 
ativo imobilizado compreende o seu preço de aquisição, incluindo impostos de importação e 
tributos não recuperáveis, além de quaisquer gastos incorridos diretamente atribuíveis ao 
esforço de trazê-lo para sua condição de operação. Quaisquer descontos ou abatimentos 
sobre o valor de aquisição devem ser deduzidos do custo do imobilizado. 
 
19. O valor depreciável (custo menos valor residual) do ativo imobilizado deve ser alocado ao 
resultado do período de uso, de modo uniforme ao longo de sua vida útil. É recomendável a 
adoção do método linear para cálculo da depreciação do imobilizado, por ser o método mais 
simples. 
 
20. Se um item do ativo imobilizado apresentar evidências de desvalorização, passando a ser 
improvável que gerará benefícios econômicos futuros ao longo de sua vida útil, o seu valor 
contábil deve ser reduzido ao valor recuperável, mediante o reconhecimento de perda por 
desvalorização ou por não recuperabilidade (impairment). 
 
21. São exemplos de indicadores da redução do valor recuperável, que requerem o 
reconhecimento de perda por desvalorização ou por não recuperabilidade: 
(a) declínio significativo no valor de mercado; 
(b) obsolescência; 
(c) quebra. 
 
22. Terreno geralmente possui vida útil indefinida e, portanto, não deve ser depreciado. 
Edificação possui vida útil limitada e, portanto, deve ser depreciado. 
 
 
 
36 
 
23. As receitas de venda de produtos, mercadorias e serviços da entidade devem ser 
apresentadas líquidas dos tributos sobre produtos, mercadorias e serviços, bem como dos 
abatimentos e devoluções, conforme exemplificado no Anexo 3 desta Interpretação. 
 
24. A receita de prestação de serviço deve ser reconhecida na proporção em que o serviço for 
prestado. 
 
25. Quando houver incerteza sobre o recebimento de valor a receber de clientes, deve ser feita 
uma estimativa da perda. A perda estimada com créditos de liquidação duvidosa deve ser 
reconhecida no resultado do período, com redução do valor a receber de clientes por meio de 
conta retificadora denominada “perda estimada com créditos de liquidação duvidosa”. 
 
Demonstrações contábeis 
 
26. A entidade deve elaborar o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado e as Notas 
Explicativas ao final de cada exercício social. Quando houver necessidade, a entidade deve 
elaborá-los em períodos intermediários. 
 
27. A elaboração do conjunto completo das Demonstrações Contábeis, incluindo além das 
previstas no item 26, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado 
Abrangente e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, apesar de não serem 
obrigatórias para as entidades alcançadas por esta Interpretação, é estimulada pelo Conselho 
Federal de Contabilidade. 
 
28. As Demonstrações Contábeis devem ser identificadas, no mínimo, com as seguintes 
informações: 
(a) a denominação da entidade; 
(b) a data de encerramento do período de divulgação e o período coberto; e 
(c) a apresentação dos valores do período encerrado na primeira coluna e na segunda, dos 
valores do período anterior. 
 
29. No Balanço Patrimonial, a entidade deve classificar os ativos como Ativo Circulante e Não 
Circulante e os passivos como Passivo Circulante e Não Circulante. 
 
 
 
37 
 
30. O Ativo deve ser classificado como Ativo Circulante quando se espera que seja realizado até 
12 meses da data de encerramento do balanço patrimonial. Nos casos em que o ciclo 
operacional for superior a 12 meses, prevalece o ciclo operacional. 
 
31. Todos os outros ativos devem ser classificados como Ativo Não Circulante. 
 
32. O Passivo deve ser classificado como Passivo Circulante quando se espera que seja exigido 
até 12 meses da data de encerramento do balanço patrimonial. Nos casos em que o ciclo 
operacional for superior a 12 meses, prevalece o ciclo operacional. 
 
33. Todos os outros passivos devem ser classificados como Passivo Não Circulante. 
 
34. No mínimo, o Balanço Patrimonial deve incluir e evidenciar os grupos de contas 
apresentados no Anexo 2 desta Interpretação. 
 
35. No mínimo, a Demonstração do Resultado deve incluir e evidenciar os grupos de contas 
apresentados no Anexo 3 desta Interpretação. 
 
36. Itens adicionais, nomes de grupos e subtotais devem ser apresentados no Balanço 
Patrimonial ou na Demonstração do Resultado se forem relevantes e materiais para a 
entidade. 
 
37. As despesas com tributos sobre o lucro devem ser evidenciadas na Demonstração do 
Resultado do período. 
 
38. Quaisquer ganhos ou perdas, quando significativos, por serem eventuais e não decorrerem da 
atividade principal e acessória da entidade, devem ser evidenciados na Demonstração do 
Resultado separadamente das demais receitas, despesas e custos do período. 
 
39. No mínimo, as Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis devem incluir: 
(a) declaração explícita e não reservada de conformidade com esta Interpretação; 
(b) descrição resumida das operações da entidade e suas principais atividades; 
 
 
38 
 
(c) referência às principais práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações 
contábeis; 
(d) descrição resumida das políticas contábeis significativas utilizadas pela entidade; 
(e) descrição resumida de contingências passivas, quando houver; e 
(f) qualquer outra informação relevante para a adequada compreensão das demonstrações 
contábeis. 
 
Plano de contas simplificado 
 40. O Plano de Contas, mesmo que simplificado, deve ser elaborado considerando-se as 
especificidades e natureza das operações realizadas, bem como deve contemplar as necessidades 
de controle de informações no que se refere aos aspectos fiscais e gerenciais. 
 
41. O Plano de Contas Simplificado, apresentado no Anexo 4 desta Interpretação, deve conter, 
no mínimo, 4 (quatro) níveis, conforme segue: 
 
Nível 1: Ativo; 
Passivo e Patrimônio Líquido; e 
Receitas, Custos e Despesas (Contas de Resultado). 
 
Nível 2: Ativo Circulante e Ativo Não Circulante. 
Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido. 
Receitas de Venda, Outras Receitas Operacionais, Custos e Despesas 
Operacionais. 
 
Nível 3: Contas sintéticas que representam o somatório das contas analíticas que recebem 
os lançamentos contábeis, como, por exemplo, Caixa e Equivalentes de Caixa. 
 
Nível 4: Contas analíticas que recebem os lançamentos contábeis, como, por exemplo, 
Bancos Conta Movimento. 
42. Uma exemplificação dos 4 (quatro) níveis descritos no item 41 é a seguinte: 
Nível 1 – Ativo 
 
 
39 
 
Nível 2 – Ativo Circulante 
Nível 3 – Caixa e Equivalentes de Caixa 
Nível 4 – Bancos Conta MovimentoANEXO 1 
CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 
 
Local e data 
À 
EMPRESA DE SERVIÇOS CONTÁBEIS XYZ 
CRC n.º XX: 
Endereço: 
Cidade e Estado: 
CEP: 
 
Prezados Senhores: 
Declaramos para os devidos fins, como administrador e responsável legal da empresa 
>, CNPJ xxxxxxx, que as informações relativas ao período base 
>, fornecidas a Vossas Senhorias para escrituração e elaboração das demonstrações 
contábeis, obrigações acessórias, apuração de impostos e arquivos eletrônicos exigidos pela 
fiscalização federal, estadual, municipal, trabalhista e previdenciária são fidedignas. 
Também declaramos: 
(a) que os controles internos adotados pela nossa empresa são de responsabilidade da 
administração e estão adequados ao tipo de atividade e volume de transações; 
(b) que não realizamos nenhum tipo de operação que possa ser considerada ilegal, frente à 
legislação vigente; 
(c) que todos os documentos que geramos e recebemos de nossos fornecedores estão revestidos 
de total idoneidade; 
(d) que os estoques registrados em conta própria foram por nós avaliados, contados e levantados 
fisicamente e perfazem a realidade do período encerrado em >; 
(e) que as informações registradas no sistema de gestão e controle interno, denominado 
>, são controladas e validadas com documentação suporte adequada, 
sendo de nossa inteira responsabilidade todo o conteúdo do banco de dados e arquivos 
eletrônicos gerados. 
Além disso, declaramos que não temos conhecimento de quaisquer fatos ocorridos no período 
base que possam afetar as demonstrações contábeis ou que as afetam até a data desta carta ou, 
ainda, que possam afetar a continuidade das operações da empresa. 
Também confirmamos que não houve: 
(a) fraude envolvendo administração ou empregados em cargos de responsabilidade ou 
confiança; 
(b) fraude envolvendo terceiros que poderiam ter efeito material nas demonstrações contábeis; 
 
 
40 
 
(c) violação ou possíveis violações de leis, normas ou regulamentos cujos efeitos deveriam ser 
considerados para divulgação nas demonstrações contábeis, ou mesmo dar origem ao registro 
de provisão para contingências passivas. 
 
Atenciosamente, 
 
 ......................................... 
Administrador da Empresa ABC 
Representante Legal 
 
 
41 
 
ANEXO2 
BALANÇO PATRIMONIAL 
em 31.12.x1 e 31.12.x0 
Expresso em R$ 
 31.12.X1 31.12.X0 31.12.X1 31.12.X0 
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO 
 
CIRCULANTE CIRCULANTE 
Caixa e Equivalentes de Caixa Fornecedores 
Contas a Receber Empréstimos e Financiamentos 
Estoques Obrigações Fiscais 
Outros Créditos Obrigações Trabalhistas e Sociais 
 Contas a Pagar 
 Provisões 
 
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE 
Contas a Receber Financiamentos 
Investimentos 
Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Intangível Capital Social 
 (-) Depreciação e Amortização 
Acumuladas 
 Reservas de Capital 
 Reservas de Lucros 
 Lucros Acumulados 
 (-) Prejuízos Acumulados 
 
TOTAL TOTAL 
 
 
 
42 
 
ANEXO 3 
 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 
em 31.12.x1 e 31.12.x0 
Expresso em R$ 
 
 31.12.x1 31.12.x0 
VENDAS DE PRODUTOS, MERCADORIAS E SERVIÇOS 
Vendas de Produtos, Mercadorias e Serviços 
(-) Deduções de Tributos, Abatimentos e Devoluções 
 
= RECEITA 
 
(-) CUSTO DAS VENDAS 
Custo dos Produtos, Mercadorias e Serviços 
 
= LUCRO BRUTO 
 
 (-) DESPESAS OPERACIONAIS 
Despesas Administrativas 
Despesas com Vendas 
Outras Despesas Gerais 
 
= RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO 
FINANCEIRO 
 
 
(+/-) RESULTADO FINANCEIRO 
 
 
43 
 
Receitas Financeiras 
(-) Despesas Financeiras 
 
(+/-) OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS 
 
= RESULTADO ANTES DAS DESPESAS COM TRIBUTOS 
SOBRE O LUCRO 
 
(-) Despesa com Contribuição Social (*) 
(-) Despesa com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (*) 
 
= RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 
 
(*) As entidades que estão enquadradas no Simples Nacional devem evidenciar os tributos na linha “Deduções de 
Tributos, Abatimentos e Devoluções”. Neste caso, devem desconsiderar essas contas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
ANEXO II 
 
RESOLUÇÃO CFC N.º 1.330/11 
 
Aprova a ITG 2000 – Escrituração Contábil. 
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas 
atribuições legais e regimentais, e com fundamento no disposto na alínea “f” do art. 6º do 
Decreto-Lei n.º 9.295/46, alterado pela Lei n.º 12.249/10, 
RESOLVE: 
Art. 1º Aprovar a ITG 2000 – Escrituração Contábil. 
 
Art. 2º Revogar as Resoluções CFC n.ºs 563/83, 596/85, 597/85, 612/85, 
684/90, 685/90, 790/95, 848/99 e 1.115/07, publicadas no D.O.U., Seção 1, de 30/12/83, 
29/7/85, 29/7/85, 21/1/86, 27/8/91, 27/8/91, 18/12/95, 12/7/99 e 19/12/07, respectivamente. 
 
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
Brasília, 18 de março de 2011. 
 
 
 
Contador Juarez Domingues Carneiro 
Presidente 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
Ata CFC n.º 948 
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE 
ITG 2000 – ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 
Índice Item 
OBJETIVO 1 
ALCANCE 2 
FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 3 – 36 
Livro diário e livro razão 14 – 19 
Escrituração contábil de filial 20 – 25 
Documentação contábil 26 – 28 
Contas de compensação 29 – 30 
Retificação de lançamento contábil 31 – 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
Objetivo 
1. Esta Interpretação estabelece critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade 
para a escrituração contábil de seus fatos patrimoniais, por meio de qualquer processo, 
bem como a guarda e a manutenção da documentação e de arquivos contábeis e a 
responsabilidade do profissional da contabilidade. 
 
Alcance 
2. Esta Interpretação deve ser adotada por todas as entidades, independente da natureza e 
do porte, na elaboração da escrituração contábil, observadas as exigências da legislação e 
de outras normas aplicáveis, se houver. 
 
Formalidades da escrituração contábil 
3. A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos Princípios de Contabilidade. 
4. O nível de detalhamento da escrituração contábil deve estar alinhado às necessidades de 
informação de seus usuários. Nesse sentido, esta Interpretação não estabelece o nível de 
detalhe ou mesmo sugere um plano de contas a ser observado. O detalhamento dos 
registros contábeis é diretamente proporcional à complexidade das operações da entidade 
e dos requisitos de informação a ela aplicáveis e, exceto nos casos em que uma autoridade 
reguladora assim o requeira, não devem necessariamente observar um padrão pré-
definido. 
5. A escrituração contábil deve ser executada: 
a) em idioma e em moeda corrente nacionais; 
b) em forma contábil; 
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano; 
d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou emendas; e 
e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em 
elementos que comprovem ou evidenciem fatos contábeis. 
6. A escrituração em forma contábil de que trata o item 5 deve conter, no mínimo: 
a) data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu; 
b) conta devedora; 
c) conta credora; 
d) histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de histórico 
padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro próprio; 
e) valor do registro contábil; 
f) informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram 
um mesmo lançamento contábil. 
7. O registro contábil deve conter o número de identificação do lançamento em ordem 
sequencial relacionado ao respectivo documento de origem externa ou interna ou, na sua 
falta, em elementosque comprovem ou evidenciem fatos contábeis. 
8. A terminologia utilizada no registro contábil deve expressar a essência econômica da 
transação. 
9. Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em forma não 
digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como: 
 
 
47 
 
a) serem encadernados; 
b) terem suas folhas numeradas sequencialmente; 
c) conterem termo de abertura e de encerramento assinados pelo titular ou 
representante legal da entidade e pelo profissional da contabilidade regularmente 
habilitado no Conselho Regional de Contabilidade. 
 
10. Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em forma digital, 
devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como: 
a) serem assinados digitalmente pela entidade e pelo profissional da contabilidade 
regularmente habilitado; 
b) serem autenticados no registro público competente. 
 
11. Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas, nos históricos dos lançamentos, desde que 
permanentes e uniformes, devendo constar o significado dos códigos e/ou abreviaturas no 
Livro Diário ou em registro especial revestido das formalidades extrínsecas de que tratam 
os itens 9 e 10. 
12. A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, demonstrativos e 
demonstrações contábeis são de atribuição e de responsabilidade exclusivas do 
profissional da contabilidade legalmente habilitado. 
13. As demonstrações contábeis devem ser transcritas no Livro Diário, completando-se com as 
assinaturas do titular ou de representante legal da entidade e do profissional da 
contabilidade legalmente habilitado. 
 
Livro diário e livro razão 
14. No Livro Diário devem ser lançadas, em ordem cronológica, com individualização, clareza e 
referência ao documento probante, todas as operações ocorridas, e quaisquer outros fatos 
que provoquem variações patrimoniais. 
15. Quando o Livro Diário e o Livro Razão forem gerados por processo que utilize fichas ou 
folhas soltas, deve ser adotado o registro “Balancetes Diários e Balanços”. 
16. No caso da entidade adotar processo eletrônico ou mecanizado para a sua escrituração 
contábil, os formulários de folhas soltas, devem ser numerados mecânica ou 
tipograficamente e encadernados em forma de livro. 
17. Em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e 
encadernação em forma de livro, porém o arquivo magnético autenticado pelo registro 
público competente deve ser mantido pela entidade. 
18. Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da 
escrituração contábil. 
19. A entidade é responsável pelo registro público de livros contábeis em órgão competente e 
por averbações exigidas pela legislação de recuperação judicial, sendo atribuição do 
profissional de contabilidade a comunicação formal dessas exigências à entidade. 
 
 
 
 
 
48 
 
Escrituração contábil de filial 
20. A entidade que tiver unidade operacional ou de negócios, quer como filial, agência, 
sucursal ou assemelhada, e que optar por sistema de escrituração descentralizado, deve 
ter registros contábeis que permitam a identificação das transações de cada uma dessas 
unidades. 
21. A escrituração de todas as unidades deve integrar um único sistema contábil. 
22. A opção por escrituração descentralizada fica a critério da entidade. 
23. Na escrituração descentralizada, deve ser observado o mesmo grau de detalhamento dos 
registros contábeis da matriz. 
24. As contas recíprocas relativas às transações entre matriz e unidades, bem como entre 
estas, devem ser eliminadas quando da elaboração das demonstrações contábeis da 
entidade. 
25. As despesas e as receitas que não possam ser atribuídas às unidades devem ser registradas 
na matriz e distribuídas para as unidades de acordo com critérios da administração da 
entidade. 
 
Documentação contábil 
26. Documentação contábil é aquela que comprova os fatos que originam lançamentos na 
escrituração da entidade e compreende todos os documentos, livros, papéis, registros e 
outras peças, de origem interna ou externa, que apoiam ou componham a escrituração. 
27. A documentação contábil é hábil quando revestida das características intrínsecas ou 
extrínsecas essenciais, definidas na legislação, na técnica-contábil ou aceitas pelos “usos e 
costumes”. 
28. Os documentos em papel podem ser digitalizados e armazenados em meio magnético, 
desde que assinados pelo responsável pela entidade e pelo profissional da contabilidade 
regularmente habilitado, devendo ser submetidos ao registro público competente. 
 
Contas de compensação 
29. Contas de compensação constituem sistema próprio para controle e registro dos fatos 
relevantes que resultam em assunção de direitos e obrigações da entidade cujos efeitos 
materializar-se-ão no futuro e que possam se traduzir em modificações no patrimônio da 
entidade. 
 
30. Exceto quando de uso mandatório por ato de órgão regulador, a escrituração das contas de 
compensação não é obrigatória. Nos casos em que não forem utilizadas, a entidade deve 
assegurar-se que possui outros mecanismos que permitam acumular as informações que 
de outra maneira estariam controladas nas contas de compensação. 
 
Retificação de lançamento contábil 
31. Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de registro realizado com erro 
na escrituração contábil da entidade e pode ser feito por meio de: 
 
 
49 
 
a) estorno; 
b) transferência; e 
c) complementação. 
32. Em qualquer das formas citadas no item 31, o histórico do lançamento deve precisar o 
motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem. 
33. O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, anulando-o 
totalmente. 
34. Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta 
indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do registro para a conta 
adequada. 
35. Lançamento de complementação é aquele que vem posteriormente complementar, 
aumentando ou reduzindo o valor anteriormente registrado. 
36. Os lançamentos realizados fora da época devida devem consignar, nos seus históricos, as 
datas efetivas das ocorrências e a razão do registro extemporâneo. 
 
 
 
Anexo III 
 
RESOLUÇÃO CFC Nº 1.457/13 
 
 
 
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas funções 
legais e regimentais, 
 
CONSIDERANDO que o inciso XIV do Art. 24 do Regulamento Geral dos 
Conselhos de Contabilidade de que trata a Resolução CFC n.º 960/03, substituída pela 
Resolução CFC n.º 1.370/11, declara que constitui infração deixar de apresentar prova de 
contratação dos serviços profissionais, quando exigida pelo Conselho Regional de 
Contabilidade; 
 
CONSIDERANDO que os Arts. 6º e 7º do Código de Ética Profissional do 
Contador impõem a fixação do valor dos serviços contábeis por escrito; 
 
CONSIDERANDO as disposições constantes do Código Civil aplicáveis à 
relação contratual de prestação de serviços contábeis, tal como o disposto nos Arts. 601, 1.177 
e 1.178 e demais dispositivos pertinentes; 
 
CONSIDERANDO que o contrato por escrito de prestação de serviços 
contábeis torna-se um instrumento necessário e indispensável à fiscalização do exercício 
profissional contábil, para definição dos serviços contratados e das obrigações assumidas; 
 
Altera a Resolução CFC n.° 987/03, que dispõe sobre a 
obrigatoriedade do contrato de prestação de serviços 
contábeis e dá outras providências. 
 
 
50 
 
CONSIDERANDO que os Arts. 1020 e 1.179 do Código Civil estabelece a 
responsabilidade do administrador pelos atos praticados nas empresas e é de sua obrigação o 
fornecimento ao profissional da Contabilidade de Carta de Responsabilidade da Administração, 
 
RESOLVE: 
 
Art. 1º O caput do Art. 1º da Resolução CFC n.º 987/03 passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
 
“Art. 1º. O profissional da Contabilidade ou a organização contábil deverá 
manter contratopor escrito de prestação de serviços.” 
Art. 2º Fica criada a alínea “i” do Art. 2º da Resolução CFC n.º 987/03, com a 
seguinte redação: 
 
“i) Obrigatoriedade do fornecimento de Carta de Responsabilidade da 
Administração;” 
 
Art. 3º Ficam criados os §§ 1º, 2º, 3º e 4º, do Art. 2º da Resolução CFC n.° 
987/03, com a seguinte redação: 
 
“Art. 2º 
[...] 
§ 1º Deverá ser obtida pelo profissional da Contabilidade, anualmente, a 
Carta de Responsabilidade da Administração para o encerramento do exercício contábil. 
 
§ 2º A assinatura das demonstrações contábeis fica vinculada à entrega da 
Carta de Responsabilidade da Administração. 
 
§ 3º O profissional deverá comunicar ao CRC de seu domicílio profissional a 
recusa da entrega da Carta de Responsabilidade da Administração por parte da empresa. 
 
§ 4º A exigência em contrato para entrega da Carta de Responsabilidade da 
Administração será obrigatória somente nos contratos de novos clientes, ou quando da 
renovação dos contratos antigos.” 
 
Art. 4º O § 3º do Art. 5 da Resolução CFC n.º 987/03 passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
 
“Art. 5º 
[...] 
§ 3º Para os fins do disposto nos parágrafos anteriores, o profissional da 
Contabilidade ou a organização contábil, quando da ação fiscalizadora, firmará Declaração 
com o propósito de provar o início da relação contratual, o valor dos honorários e os serviços 
contratados.” 
 
Art. 5º Fica criado o Art. 5ºA., e parágrafo único, da Resolução CFC n.º 
987/03, com a seguinte redação: 
 
 
 
51 
 
“Art. 5ºA. O rompimento do vínculo contratual implica na celebração de 
distrato entre as partes com a especificação da cessação das responsabilidades dos 
contratantes. 
 
Parágrafo Único. Na impossibilidade da celebração do distrato, deverá o 
profissional da Contabilidade notificar o cliente quanto ao fim da relação contratual com a 
especificação da cessação das responsabilidades dos contratantes.” 
 
Art. 6º Fica criado o Art. 5ºB. da Resolução CFC n.º 987/03, com a seguinte 
redação: 
 
“Art. 5ºB. Ficam instituídos, a título de sugestão, modelos de contrato de 
prestação de serviço, de distrato e da Carta de Responsabilidade da Administração, conforme 
anexos I, II e III.” 
 
Art. 7º O Art. 6º da Resolução CFC n.º 987/03 passa a vigorar com a seguinte 
redação: 
 
“Art. 6º A inobservância do disposto na presente Resolução constitui infração 
ao Art. 24, inciso XIV da Resolução CFC n.º 1370/11 (Regulamento Geral dos Conselhos de 
Contabilidade), e ao Art. 6º do Código de Ética Profissional do Contador, sujeitando-se o 
infrator às penalidades previstas no Art. 25 da referida Resolução CFC n.º 1370/11, no Art. 27, 
alínea “c”, do Decreto-Lei n.º 9.295/46 e no Art. 12 do CEPC (Resolução CFC n.º 803/96).” 
 
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-
se as disposições em contrário. 
 
Brasília, 11 de dezembro de 2013. 
 
 
Contador JUAREZ DOMINGUES CARNEIRO 
Presidente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
ANEXO I - Modelo Básico de Contrato de Prestação de Serviços Contábeis 
Contrato de Prestação de Serviços Profissionais 
Pelo presente instrumento particular de Contrato de Prestação de Serviços Contábeis, de um 
lado_____________________________ com sede na, _____________________________, 
inscrita no CNPJ (MF) sob n.°________________, doravante denominada CONTRATANTE, neste 
ato representada pelo seu sócio(a) titular__________________ , brasileiro(a), casado(a), 
empresário(a), residente e domiciliado(a) na 
_____________________________________________________, Cidade 
_______________________, Estado ___________________, carteira de identidade n.° 
__________________________, expedida pela____________________ e do CPF 
n.°______________, e o profissional da Contabilidade 
______________________________________________, com escritório na 
_____________________, Cidade ___________________, Estado _________________, inscrito 
CPF n.°____________, registrado no CRC/_____ n.°___________, Categoria __________, 
doravante CONTRATADO(A), mediante as cláusulas e condições seguintes, tem justo e 
contratado que se segue: 
CLÁUSULA PRIMEIRA. O profissional contratado obriga-se a prestar seus serviços profissionais ao 
contratante, nas seguintes áreas: 
(Descrição exemplificativa dos serviços – o contrato deverá conter a descrição detalhada de 
todos os serviços prestados, inclusive as obrigações acessórias) 
1. CONTABILIDADE 
1.1. Elaboração da Contabilidade de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade. 
1.2. Emissão de balancetes. 
1.3. Elaboração de Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Contábeis obrigatórias. 
 
2. OBRIGAÇÕES FISCAIS 
2.1. Orientação e controle de aplicação dos dispositivos legais vigentes, sejam federais, estaduais 
ou municipais. 
2.2. Elaboração dos registros fiscais obrigatórios, eletrônicos ou não, perante os órgãos 
municipais, estaduais e federais, bem como as demais obrigações que se fizerem necessárias. 
2.3. Atendimento às demais exigências previstas na legislação, bem como aos eventuais 
procedimentos fiscais. 
 
 
 
53 
 
3 . DEPARTAMENTO DE PESSOAL 
3.1. Registros de empregados e serviços correlatos. 
3.2. Elaboração da folha de pagamento dos empregados e de pró-labore, bem como das guias de 
recolhimento dos encargos sociais e tributos afins. 
3.3. Elaboração, orientação e controle da aplicação dos preceitos da Consolidação das Leis do 
Trabalho, bem como daqueles atinentes à Previdência Social e de outros aplicáveis às relações de 
trabalho mantidas pela contratante. 
CLÁUSULA SEGUNDA. O(A) contratado(a) assume inteira responsabilidade pelos serviços 
técnicos a que se obrigou, assim como pelas orientações que prestar. 
CLÁUSULA TERCEIRA. O(A) contratante se obriga a preparar, mensalmente, toda a 
documentação fisco-contábil e de pessoal, que deverá ser disponibilizada ao contratado(a) em 
tempo hábil, conforme cronograma pactuado entre as partes, a fim de que possa executar seus 
serviços na conformidade com o citado neste instrumento. 
PARÁGRAFO PRIMEIRO. Responsabilizar-se-á o(a) contratado(a) por todos os documentos a 
ele(a) entregue pelo(a) contratante, enquanto permanecerem sob sua guarda para a consecução 
dos serviços pactuados, salvo comprovados casos fortuitos e motivos de força maior. 
PARÁGRAFO SEGUNDO. O(A) Contratante tem ciência da Lei 9.613/98, alterada pela Lei 
12.683/2012, especificamente no que trata da lavagem de dinheiro, regulamentada pela 
Resolução CFC n.º 1.445/13 do Conselho Federal de Contabilidade. 
CLÁUSULA QUARTA. O(A) contratante(a) se obriga, antes do encerramento do exercício social, a 
fornecer ao contratado(a) a Carta de Responsabilidade da Administração. 
CLÁUSULA QUINTA. As orientações dadas pelo(a) contratado(a) deverão ser seguidas pela 
contratante, eximindo-se o(a) primeiro(a) das consequências da não observância do seu 
cumprimento. 
CLÁUSULA SEXTA. O(A) contratado(a) se obriga a entregar ao contratante, mediante protocolo, 
com tempo hábil, os balancetes, o Balanço Patrimonial e as demais demonstrações contábeis, 
documentos necessários para que este efetue os devidos pagamentos e recolhimentos 
obrigatórios, bem como comprovante de entrega das obrigações acessórias. 
PARÁGRAFO ÚNICO. As multas decorrentes da entrega fora do prazo contratado das obrigações 
previstas no caput deste artigo, ou que forem decorrentes da imperfeição ou inexecução dos 
serviços por parte do(a) contratado(a), serão de sua responsabilidade. 
 
CLÁUSULA SÉTIMA. O(A) contratante pagará ao contratado(a) pelos serviços prestados os 
honorários mensais de R$_________________(___________), com vencimento em ___/___/___. 
 
 
54 
 
(Alternativamente, os honorários poderão ser fixados separadamente para serviços contábeis, 
fiscais e de departamento de pessoal.) 
(Os honorários deverão ser estabelecidos em decorrência dos serviços a serem prestados, 
considerando os seguintes fatores: a relevância,o vulto, a complexidade e a dificuldade do 
serviço a executar; o tempo que será consumido para a realização do trabalho; a possibilidade de 
ficar impedido da realização de outros serviços; o resultado lícito favorável que para o 
contratante advirá com o serviço prestado; a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, 
habitual ou permanente; e o local em que o serviço será prestado.) 
PARÁGRAFO ÚNICO. Os honorários serão reajustados anualmente em comum acordo entre as 
partes ou quando houver aumento dos serviços contratados. 
CLÁUSULA OITAVA. No mês de dezembro de cada ano, será cobrado o equivalente a 1 (um) 
honorário mensal, a ser pago até o dia ____ daquele mês por conta do Encerramento do Balanço 
Patrimonial e demais obrigações anuais. 
CLÁUSULA NONA. Todos os serviços extraordinários não contratados que forem necessários ou 
solicitados pelo contratante serão cobrados à parte, com preços previamente convencionados. 
CLÁUSULA DÉCIMA. No caso de atraso no pagamento dos honorários, incidirá multa de 
___________. Persistindo o atraso, por período de 3 (três) meses, o contratado(a) poderá 
rescindir o contrato, por motivo justificado, eximindo-se de qualquer responsabilidade a partir da 
data da rescisão. 
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA. Este instrumento é feito por tempo indeterminado, iniciando-se 
em ___/___/___, podendo ser rescindido em qualquer época, por qualquer uma das partes, 
mediante Aviso Prévio de ______(_______) dias, por escrito. 
PARÁGRAFO PRIMEIRO. A parte que não comunicar por escrito a intenção de rescindir o 
contrato ou efetuá-la de forma sumária fica obrigada ao pagamento de multa compensatória no 
valor de uma parcela mensal dos honorários vigentes à época. 
PARÁGRAFO SEGUNDO. O rompimento do vínculo contratual obriga as partes à celebração de 
distrato com a especificação da cessação das responsabilidades dos contratantes. 
PARÁGRAFO TERCEIRO. O(A) contratado(a) obriga-se a entregar os documentos, Livros 
Contábeis e Fiscais e/ou arquivos eletrônicos ao contratante ou a outro profissional da 
Contabilidade por ele(a) indicado(a), após a assinatura do distrato entre as partes. 
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA. Os casos omissos serão resolvidos de comum acordo. 
PARÁGRAFO ÚNICO. Em caso de impasse, as partes submeterão a solução do conflito a 
procedimento arbitral nos termos da Lei n.º 9.307/96. 
(Alternativamente, poderá ser eleito o foro da comarca para o fim de dirimir qualquer ação 
oriunda do presente contrato.) 
 
 
55 
 
E, para firmeza e como prova de assim haverem contratado, firmam este instrumento particular, 
impresso em duas vias de igual teor e forma, assinado pelas partes contratantes e pelas 
testemunhas abaixo. 
 
Local, ____ de ________ de _____ 
 
_____________________ _____________________ 
CONTRATADA CONTRATANTE 
 
 
TESTEMUNHAS 
 
 
1- _________________________ 2- _________________________ 
 
 
 
ANEXO II - Modelo Básico de Distrato de Prestação de Serviços Contábeis 
 
Distrato de Prestação de Serviços Profissionais 
Pelo presente instrumento particular, de um lado_____________________________com a sede 
na, _____________________________, inscrita no CNPJ (MF) sob n.°________________, 
doravante denominada CONTRATANTE, neste ato representada pelo seu sócio(a) 
titular__________________ , brasileiro(a), casado(a), empresário(a), residente e domiciliado(a) 
na _____________________________________________________, Cidade 
_______________________, Estado ___________________, carteira de identidade 
n.°_____________________________, expedida pela____________________ e do CPF 
n.°______________, e o profissional da Contabilidade 
______________________________________________, com escritório na 
_____________________, Cidade ___________________, Estado _________________, inscrito 
CPF n.°____________, registrado no CRC n.°___________, Categoria __________, doravante 
CONTRATADO(A), mediante as cláusulas e condições seguintes, acordam: 
 
 
56 
 
CLÁUSULA PRIMEIRA. O(A) contratante e o(a) contratado(a), em ….. de ……………….. de ….., 
firmaram “Contrato de Prestação de Serviços Contábeis”, pelo qual a primeira confiou à segunda 
serviços como previsto na cláusula ……… do pacto sob distrato. 
CLÁUSULA SEGUNDA. O(A) contratante e o(a) contratado(a) decidem desistir da continuidade do 
contrato até agora vigente, restando acertado que, em razão dos serviços e atividades 
desenvolvidos até o momento, o(a) contratado(a) entregará, mediante protocolo, todos os 
serviços concluídos, bem como toda a documentação da empresa na data da assinatura deste 
distrato. 
(Toda a documentação entregue ao contratante deverá ser especificada.) 
CLÁUSULA TERCEIRA. O(A) contratado(a), por força do instrumento ora distratado, executou 
seus serviços até ……/……./……… 
CLÁUSULA QUARTA. O(A) contratante obriga-se a pagar ao(à) contratado(a) a quantia de R$ 
…….. (…………………………) a título de serviços prestados até a data da vigência do contrato ora 
rescindido. 
CLÁUSULA QUINTA. O(A) contratante outorga ao(à) contratado(a) plena, total e irrevogável 
quitação, para nada mais reclamar, a qualquer tempo e a que título for, em relação à avença 
distratada, bem como aos serviços profissionais prestados. 
CLÁUSULA SEXTA. O(A) contratado, após o recebimento dos honorários previstos, outorga ao(à) 
contratante plena, total e irrevogável quitação, para nada mais reclamar, a qualquer tempo e a 
que título for, em relação à avença distratada. 
CLÁUSULA SÉTIMA. O presente distrato é firmado em caráter irrevogável e irretratável, 
obrigando as partes, seus herdeiros e sucessores. 
CLÁUSULA OITAVA. Os casos omissos serão resolvidos de comum acordo. 
PARÁGRAFO ÚNICO. Em caso de impasse, as partes submeterão a solução do conflito a 
procedimento arbitral nos termos da Lei n.º 9.307/96. 
(Alternativamente, poderá ser eleito o foro da comarca para o fim de dirimir qualquer ação 
oriunda do presente contrato.) 
E, para firmeza e como prova de assim haverem rescindido o contrato, firmam este instrumento 
particular, impresso em duas vias de igual teor e forma, assinado pelas partes contratantes e 
pelas testemunhas abaixo. 
 
Local e data: 
_________________________ ________________________ 
 
 
57 
 
 CONTRATANTE CONTRATADA 
 
 
TESTEMUNHAS 
 
 
1- _________________________ 2- _________________________ 
 
ANEXO III - Modelo Básico de Carta de Responsabilidade da Administração 
 
Carta de Responsabilidade da Administração 
 
Local e data 
À 
EMPRESA DE SERVIÇOS CONTÁBEIS XYZ 
CRC n.º XX: 
Endereço: 
Cidade e Estado CEP 
 
Prezados Senhores: 
Declaramos para os devidos fins, como administrador e responsável legal da empresa 
>, CNPJ xxxxxxx, que as informações relativas ao período-base 
>, fornecidas a Vossas Senhorias para escrituração e elaboração das demonstrações 
contábeis, obrigações acessórias, apuração de tributos e arquivos eletrônicos exigidos pela 
fiscalização federal, estadual, municipal, trabalhista e previdenciária são fidedignas. 
Também declaramos: 
(f) que os controles internos adotados pela nossa empresa são de responsabilidade da 
administração e estão adequados ao tipo de atividade e volume de transações; 
 
 
58 
 
(g) que não realizamos nenhum tipo de operação que possa ser considerada ilegal, frente à 
legislação vigente; 
(h) que todos os documentos e/ou informações que geramos e recebemos de nossos 
fornecedores, encaminhados para a elaboração da escrituração contábil e demais serviços 
contratados, estão revestidos de total idoneidade; 
(i) que os estoques registrados em conta própria foram por nós contados e levantados 
fisicamente e avaliados de acordo com a política de mensuração de estoque determinada 
pela empresa e perfazem a realidade do período encerrado em >; 
(j) que asinformações registradas no sistema de gestão e controle interno, denominado 
>, são controladas e validadas com documentação suporte adequada, 
sendo de nossa inteira responsabilidade todo o conteúdo do banco de dados e arquivos 
eletrônicos gerados. 
Além disso, declaramos que não existem quaisquer fatos ocorridos no período base que afetam 
ou possam afetar as demonstrações contábeis ou, ainda, a continuidade das operações da 
empresa. 
Também confirmamos que não houve: 
(d) fraude envolvendo a administração ou empregados em cargos de responsabilidade ou 
confiança; 
(e) fraude envolvendo terceiros que poderiam ter efeito material nas demonstrações contábeis; 
(f) violação de leis, normas ou regulamentos cujos efeitos deveriam ser considerados para 
divulgação nas demonstrações contábeis, ou mesmo dar origem ao registro de provisão para 
contingências passivas. 
 
Atenciosamente, 
 
 
 
 
 ......................................... 
Administrador da Empresa ABC 
 
 
Representante Legalaplicação do Pronunciamento PME, as sociedades que: 
Receita Bruta Anual inferior a R$ 300.000.000,00 => Ativo Total inferior a R$ 
240.000.000,00 => Em Relação a Prestação de Contas não estão obrigadas =>Em 
relação a Situação do Ativos não possuem ativos em condições fiduciárias. 
Demonstrativos Contábeis e serem Apresentados 
O item 10 do Pronunciamento CPC 26, aprovado pelo CFC na Resolução 1.185/09, relacionas o 
que seria o conjunto completo de demonstrações contábeis como sendo: 
a) Balanço patrimonial ao final do período; 
É a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa 
determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade. 
No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da 
situação financeira da empresa. 
De acordo com o & 1º. Do artigo 176 da Lei. 6.404/76, as demonstrações de cada 
exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das 
demonstrações do exercício anterior. 
Estrutura Básica: 
Ativo Passivo 
Circulante Circulante 
Não Circulante Não Circulante 
 Patrimônio Líquido 
Total do Ativo Total do Passivo 
 
b) Demonstração do resultado do exercício; 
O art. 187 da Lei no. 6.404/76, de 15 de dezembro de 1976, (Lei das Sociedades por Ações) 
estipula a Demonstração do Resultado do Exercício. A Demonstração do Resultado do 
Exercício tem como objetivo principal apresentar de forma vertical resumida o resultado 
apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período, 
normalmente, de doze meses. 
 
De acordo com a legislação mencionada, as empresas deverão na Demonstração do 
Resultado do Exercício discriminar: 
 A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os 
impostos; 
 A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o 
lucro bruto; 
 
 
6 
 
 As despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas 
gerais e administrativas, e outras receitas operacionais; 
 O lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; 
 O resultado do exercício antes do IR/CS; 
 As participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, 
mesmo na forma de instrumento financeiro, e de instituições ou fundos de assistência ou 
previdência de empregados, que não se caracterizam como despesa; 
 O lucro ou prejuízo do exercício e o seu montante por ação do capital social. 
 
Em atendimento à normatização feita pela Lei. 11.941/09 e confirmada nos itens 136 e 137 da 
Oficio-Circular CVM 01/2009, não deverá mais ocorrer a segregação dos resultados em 
operacionais e não operacionais. Assim, no âmbito do processo de convergência com as 
normas internacionais, as entidades deverão apresentar as “outras receitas/despesas” no 
grupo operacional e não após a linha do “resultado operacional”. 
 
Estrutura Básica da DRE 
Demonstração do Resultado do Exercício 
Receita de Vendas 
(-) Deduções de Vendas = (Tributos( se no simples nacional), Abatimentos e 
Cancelamentos) 
= Receita Líquida de Vendas 
(-) Custo das Mercadorias / Serviços 
= Lucro Bruto 
= Resultado Operacional 
(-) Despesas com Vendas 
(-) Despesas Administrativas 
(-) Despesas Gerais 
=Resultado Operacional Antes do Resultado Financeiro 
(+) Receitas Financeiras 
(-) Despesas Financeiras 
 (+/-) Resultado Financeiro 
(+) Outras Receitas 
(-) Outras Despesas 
 (+/-) Outras Receitas e Despesas Operacionais 
=Resultado antes da Tributação Sobre p Lucro 
(-) Provisão IRPJ 
(-) Provisão CSLL 
=Resultado Líquido do Exercício 
Existem ainda, a possibilidade de demonstrar separadamente o resultado das operações 
descontinuadas da entidade, como a venda de ativo não circulante, o custo destes ativos e os 
resultados dos ajustes a valor justo, por exemplo: 
 
 
7 
 
Neste caso vale uma análise mais detalhada da abordagem oferecida no item 5.7 do 
Pronunciamento Técnico PME. 
c) Demonstração do resultado abrangente do período; 
De acordo com a Resolução CFC no. 1.185/09 e o CPC 26 a demonstração do resultado 
abrangente é obrigatória, mesmo não sendo prevista na Lei no. 6.404/76. 
O normativo internacional define o resultado abrangente como “uma alteração no patrimônio 
líquido de uma sociedade durante um período, decorrente de transações e outros eventos e 
circunstâncias não originadas dos sócios. Isso inclui todas as mudanças no patrimônio durante o 
período, exceto aquelas resultantes de investimentos dos sócios e distribuições aos sócios”. A 
demonstração do resultado abrangente é uma importante ferramenta de análise gerencial, pois, 
respeitando o principio de competência de exercícios, atualiza o capital próprio dos sócios, 
através do registro no patrimônio líquido (e não no resultado) das despesas e receitas incorridas, 
porém de realização financeira “incerta”, uma vez que decorrem de investimentos de longo 
prazo, sem data prevista de resgate ou outra forma de alienação. Na prática o resultado 
abrangente visa apresentar os ajustes efetuados no Patrimônio Líquido como se fosse um lucro 
da empresa, por exemplo, a conta ajuste de avaliação patrimonial, registra as modificações de 
ativos e passivos a valor justo, que pelo principio da competência não entram na DRE, no 
entanto, no lucro abrangente estas variações serão computadas, a fim de apresentar o lucro o 
mais próximo da realidade econômica da empresa. 
O Pronunciamento Técnico CPC 26, aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade estabelece 
que o lucro abrangente seja calculado a partir do lucro líquido apurado na DRE, assim a 
demonstração do resultado abrangente deve, no mínimo, incluir as seguintes rubricas: 
1 – Resultado Líquido do Período; 
2 – Cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza; 
3 – Parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do 
método de equivalência patrimonial; e 
4 – Resultado abrangente do período. 
 
Segundo o pronunciamento do CPC a apresentação do resultado abrangente deve ser feita 
separada da DRE. No entanto, considerando que no Brasil, a demonstração das mutações do 
patrimônio líquido é obrigatória para as companhias abertas, existe ainda, a possibilidade da 
apresentação da demonstração do resultado abrangente aparecer como parte da DMPL. 
A própria regulamentação emitida pelo CPC, autoriza tal publicação quando diz: “ A 
demonstração do resultado abrangente pode ser apresentada em quadro demonstrativo próprio 
ou dentro das mutações do patrimônio líquido”. Entretanto, a entidade deve divulgar o 
montante do efeito tributário relativo a cada componente dos outros resultados abrangentes, 
incluindo os ajustes de reclassificação na demonstração do resultado abrangente ou nas notas 
explicativas. 
 
 
8 
 
Assim, os componentes dos outros resultados abrangentes podem ser apresentados: 
 Líquido dos seus respectivos efeitos tributários; ou 
 Antes dos seus respectivos efeitos tributários, sendo apresentado em montante único o 
efeito tributário total relativo a esses componentes. 
A entidade deve divulgar em notas explicativas os ajustes de reclassificação relativos à 
componentes dos outros resultados abrangentes. No entanto, o texto legal aplicável às 
pequenas e médias empresas ainda fornece tratamento diferenciado para determinadas 
circunstâncias. São elas: 
a) Os efeitos de correção de erros e mudanças de políticas contábeis são apresentados 
como ajustes retrospectivos de períodos anteriores ao invés de como parte do resultado 
no período dm que surgiram; e 
b) Três tipos de outros resultados abrangentes são reconhecidos como parte do resultado 
abrangente, fora da demonstração do resultado, quando ocorrem: 
 Alguns ganhos ou perdas provenientes da conversãode demonstrações contábeis de 
operações no exterior; 
 Alguns ganhos e perdas atuariais; 
 Algumas mudanças nos valores justos de instrumentos de hedge. 
 
Estrutura Básica da DRA 
Em consonância com os textos legais e o descrito neste material, podemos exemplificar a 
Demonstração do Resultado Abrangente da seguinte forma: 
 Resultado Líquido do Exercício 
 Outros Resultados Abrangentes 
 Ajustes de Avaliação Patrimonial (Ativos Financeiros) 
 Ajustes de Avaliação Patrimonial (Instrumentos de Hedge) 
 Conversão das Demonstrações Contábeis 
 Planos de Pensão com Benefício Definido 
 Resultado Abrangente em Empresas Investidas 
 Resultado Abrangente do Período 
 Resultado Abrangente Atribuível aos Acionistas 
- Acionistas Controladores 
 - Acionistas não Controladores 
A Resolução do CFC e o Pronunciamento PME, afirmam que se a entidade não possuir nenhum 
item de outro resultado abrangente em nenhum dos períodos para os quais as demonstrações 
contábeis são apresentadas, ela pode apresentar apenas a demonstração do resultado do 
exercício. 
d) Demonstração das Mutações do patrimônio líquido; 
 
 
9 
 
A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é facultativa e, de 
acordo com o artigo 186, parágrafo 2º. Lei das S/A – Lei 6.404/76, a Demonstração dos Prejuízos 
Acumulados (DPA) poderá ser incluída nesta demonstração. A DMPL uma demonstração mais 
completa e abrangente, já que evidencia a movimentação de todas as conta do patrimônio 
líquido durante o exercício social, inclusive a formação e utilização das reservas não derivadas do 
lucro. 
A entidade deve apresentar a demonstração das mutações do patrimônio líquido contendo, para 
cada componente do patrimônio líquido, a conciliação entre o saldo no inicio e no final do 
período, evidenciando separadamente as alterações decorrentes: 
 Do resultado do Período; 
 De cada item dos outros resultados abrangentes; 
 Dos valores de investimentos realizados pelos proprietários, dividendos e outras 
distribuições para eles, de transações com ações ou quotas em tesouraria e de alterações 
nas participações em controladas que não resultem em perda de controle. 
 
 
Estrutura Básica do Demonstrativo 
Tecnicamente, a elaboração da DMPL é bastante simples e deta fzorma, poderemos elaborar o 
demonstrativo de acordo com o seguinte modelo resumido: 
 Capital 
Social 
Reservas 
Capital 
Reservas 
Lucros 
Resultado 
Acumulado 
 Resultado 
Abrangente 
Patrimônio 
Líquido 
Saldos 
Iniciais 
 
Aumento de 
Capital 
 
Dividendos 
Ajustes de 
Conversão 
 
Equivalência 
Patrimonial 
 
Saldos 
Finais 
 
 
e) Demonstração dos Fluxos de Caixa do período; 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela 
contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a 
R$ 2.000.000,00. Esta obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei. 11.638/2007, 
que formaliza mais um relatório para a tomada de decisões gerenciais. 
 
 
10 
 
 A Deliberação CVM 547/2008 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03, que trata da 
Demonstração dos Fluxos de Caixa, e agora o Pronunciamento Técnico PME e os normativos do 
Conselho Federal de Contabilidade trouxeram esta obrigatoriedade também às pequenas e 
médias empresas. 
De forma condensada, esta demonstração indica a origem de todo o dinheiro que entrou no 
caixa em determinado período e, ainda, o resultado do fluxo financeiro. Assim como a 
Demonstração do Resultado do Exercício, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está 
contida no balanço patrimonial. 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa irá indicar quais foram às saídas e entradas de dinheiro no 
caixa durante o período e o resultado desse fluxo. Desta forma, a entidade deverá apresentar a 
demonstração dos fluxos de caixa para o período de divulgação classificados em atividades 
operacionais, de investimentos e de financiamentos, ou seja, são três fluxos distintos dentro de 
um mesmo demonstrativo. 
 
 
Apresentação da DFC 
O Pronunciamento Técnico CPC 03, prevê as normas aplicáveis à Demonstração dos Fluxos de 
Caixa e menciona que a entidade deve apresentar os fluxos de caixa das atividades operacionais 
usando: 
a) O método indireto, segundo o qual o resultado é ajustado pelos efeitos das transações 
que não envolvem caixa, quaisquer diferimentos ou outros ajustes por competência 
sobre recebimentos ou pagamentos operacionais passados ou futuros, e itens de receita 
ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investimentos ou de 
financiamentos; ou 
b) O método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos de caixa e 
pagamentos brutos de caixa são divulgadas. 
 
Normalmente o método indireto dos fluxos de caixa é o escolhido pelas empresas, pela sua 
maior praticidade de preparação e leitura mais fácil. 
 
Estrutura Básica da DFC – Método Indireto 
 Atividades Operacionais 
- Lucro Liquido 
-(+) Depreciação 
-(+) Pagamento a funcionários 
-(+) Contas a Pagar 
-(+) Pagamento de Impostos 
-(+) Aumento de Fornecedores 
-(-) Aumento de Estoques 
-(-) Aumento de Clientes 
 
 
11 
 
 Atividades de Investimentos 
-Recebimento de venda de imobilizado 
-(-) Aquisição de imobilizado 
 Atividades de Financiamento 
-Empréstimos de curto prazo 
-Aumento de capital social 
-(-) Pagamento de empréstimos 
-(-) Pagamento de dividendos 
 Aumento/Redução no Caixa e Equivalentes Caixa 
 
 
f) Notas Explicativas - Compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e 
outras informações explanatórias 
As notas explicativas, contém informações adicionais àquelas apresentadas no balanço em todas 
as demonstrações contábeis apresentadas. As notas explicativas fornecem descrições narrativas 
e detalhes de itens apresentados nessas demonstrações e informações acerca de itens que não 
se qualificam para reconhecimento nessas demonstrações. 
Obs.: Cabe lembrar que os Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC, apresentam na sua 
maioria, a necessidade de divulgação com o objetivo de acrescentar mais informações aos 
valores registrados nas Demonstrações Contábeis. 
De acordo com a legislação contábil vigente, as notas explicativas devem: 
 Apresentar informações acerca das bases de elaboração das demonstrações contábeis e 
das práticas contábeis específicas utilizadas; 
 Divulgar as informações exigidas pelo Pronunciamento PME que não tenham sido 
apresentadas em outras partes das demonstrações contábeis; e 
 Prover informações que não tenham sido apresentadas em outras partes das 
demonstrações contábeis, mas que sejam relevantes para compreendê-las. 
A entidade deve, tanto quanto seja praticável, apresentar as notas explicativas de forma 
sistemática e ordenada, indicando em cada item das demonstrações contábeis e referência com 
a respectiva informação nas notas explicativas. Via de regra, a referência é realizada através de 
nota indicativa ao lado da conta a qual a nota explicativa fará referência. 
Em termos gerais, a entidade deverá apresentar as notas explicativas na seguinte ordem: 
a) Declaração explicita e sem ressalvas de que as demonstrações contábeis foram 
elaboradas em conformidade com as normas emanadas no Pronunciamento Técnico 
PME; 
b) Resumo das principais práticas contábeis utilizadas, contendo a base de mensuração e 
outras práticas adotadas; 
 
 
12 
 
c) Informações de auxilio aos itens apresentados nas demonstrações contábeis, na ordem 
em que cada demonstração é apresentada, e na ordem em que cada conta é apresentada 
na demonstração; e 
d) Quaisquer outras divulgações. 
Note que a entidade cujas demonstrações contábeis estiverem em conformidade com as 
normas, interpretações e comunicados técnicos do CFC devem declarar de forma explicita e sem 
reservas essa conformidade nas notas explicativas. É importantesalientar que a entidade não 
poderá descrever suas demonstrações contábeis como estando de acordo com essas normas a 
menos que cumpra todos os seus requisitos. 
 
Informações Relevantes 
O & 5º. Do art. 176 da Lei 6.404/76 menciona, sem esgotar o assunto, as bases gerais e as 
normas a serem inclusas nas demonstrações contábeis, no entanto, essa menção representa o 
conceito básico a ser seguido pelas empresas, podendo haver situações em que sejam 
necessárias notas explicativas adicionais, além das já previstas pela lei societária. 
As pequenas e médias empresas tratadas no Pronunciamento Técnico PME deverão 
obrigatoriamente elaborar suas notas explicativas a fim de complementar as demonstrações 
contábeis. 
A listagem a seguir não pretende esgotar o assunto nem limitar as notas explicativas. Torna-se 
necessário detalhar cada grupo de contas que tiver informações relevantes e que podem auxiliar 
na tomada de decisões gerenciais. 
 Nota 1 - Empresa 
Identificação da empresa, descrevendo o segmento de atuação, o contexto operacional e 
outras informações relevantes aos usuários. 
 Nota 2 – Declaração de Conformidade 
Declaração de que as demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com 
a NBCT 19.41 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, aprovada pela 
Resolução CFC no. 1.255/09. Quando não for possível aplicar a Resolução, tal fato 
também deverá ser explicitado e mencionado o procedimento aplicado. 
 Nota 3 – Práticas Contábeis 
Descrever as principais práticas e políticas contábeis utilizadas para a elaboração dos 
demonstrativos contábeis. 
-Aqui ficará explicitado com a Resolução aplicada na elaboração das demonstrações 
contábeis: Pesquisar entre as resoluções 1.255/09 ou 1.418/12. 
 Nota 4 – Continuidade 
Detalhar as fontes de incertezas e os pressupostos relativos ao futuro da entidade. 
 Nota 5 – Periodicidade 
 
 
13 
 
Detalhar a periodicidade de elaboração dos informes contábeis, quando diferentes de um 
ano. 
 Nota 6 – Uniformidade 
Detalhar os procedimentos e ajustes realizados para permitir a uniformidade dos 
demonstrativos contábeis. 
 Nota 7 – Consolidação dos Demonstrativos 
No caso de consolidação das demonstrações contábeis, informar a data, local e os 
critérios utilizados no processo de consolidação. 
 Nota 8 – Alteração nas Políticas Contábeis 
Se ocorreram alterações nas políticas contábeis adotadas de um exercício para o outro 
será necessário detalhar quais foram as alterações e como estas impactaram nos 
demonstrativos contábeis. 
 Nota 9 – Alteração nas Estimativas Contábeis 
Se ocorreram alterações nas estimativas contábeis adotadas de um exercício para o 
outro será necessário detalhar quais foram estas alterações e qual o reflexo nos 
demonstrativos contábeis. 
 Nota 10 – Ajustes em Exercícios Anteriores 
Os erros, omissões e falhas ocorridas em exercícios anteriores deverão ser apontados, 
detalhando a natureza e os valores antes e após os ajustes. 
 Nota 11 – Critérios de Avaliação 
Os ativos e passivos avaliados a valor justo deverão ser apontados, demonstrando os 
critérios aplicados a cada conta, assim como devem ser apontados os ativos e passivos 
avaliados pelo custo amortizado ou pelo custo menos a redução ao valor recuperável. 
 Nota 12 – Empréstimos e Financiamentos 
Detalhar as condições contratuais, as taxas de juros, prazos, garantias e demais tópicos 
que possam ser relevantes para terceiros, mesmo que estes empréstimos sejam 
realizados com empresas do mesmo grupo econômico. 
 
 Nota 13 – Estoques 
É relevante realizar a segregação dos estoques, separando o que é matéria prima, 
produtos em elaboração, produtos acabados, mercadorias para revenda, estoques em 
propriedade de terceiros e outras situações existentes. 
 Nota 14 – Investimentos 
Salientar as relações entre controladas e coligadas divulgando a política contábil, os 
valores dos investimentos, os dividendos recebidos e outras condições relevantes. Para as 
propriedades para investimentos é importante detalhar os métodos de avaliação; 
restrições; obrigações contratuais; ganhos, perdas e possíveis alienações, assim como 
demais pressupostos. 
 Nota 15 – Imobilizado 
No grupo imobilizado é relevante apresentar, para cada classe de ativos, as bases de 
mensuração do valor contábil, a depreciação, vida útil, baixas, reversões e alienações; 
comparando os dados no inicio e no fim do período. 
 
 
14 
 
 Nota 16 – Intangível 
Demonstrar a vida útil, os critérios e valores da amortização, as adições, baixas e demais 
informações relevantes para a tomada de decisões gerenciais. 
 Nota 17 – Combinação de Negócios 
É importante destacar o nome e a descrição das entidades ou negócios combinados, data, 
percentual com direito a voto, custos, valores ativados, passivos contingentes, ágio por 
expectativa de rentabilidade futura (goodwill), perdas por impairment e outros dados 
tidos como relevantes. 
 Nota 18 – Arrendamento Mercantil 
Para o arrendatário e preciso destacar o valor contábil líquido, o total de pagamentos 
futuros segregados por períodos e a descrição geral do arrendamento. Já para o 
arrendador é necessário destacar ainda a receita financeira não apropriada, os valores 
residuais, a provisão para recebíveis incobráveis e os pagamentos contingentes 
reconhecidos como receita. 
 Nota 19 – Provisões 
Nas provisões ativas e passivas é relevante demonstrar os valores no inicio e no final do 
período com as adições, reversões, incertezas e estimativas de seu efeito financeiro sobre 
o resultado da entidade. 
 Nota 20 – Tributos 
Detalhar a carga tributária da entidade segregando cada imposto e contribuição devida, 
demonstrando os aspectos relevantes de cada um deles. 
 Nota 21 – Evento Subsequente 
Detalhar os efeitos financeiros de combinação de negócios, alienação de controlada, 
descontinuidade, aquisições relevantes, eventos fortuitos, processos de reestruturação, 
emissões e recompra de investimentos, reflexos das taxas de câmbio, alteração nas 
alíquotas de tributos ou na sistemática de apuração tributária, litígios iniciados e demais 
aspectos que possam afetar os negócios e que tenham ocorrido após o encerramento dos 
informes contábeis. 
 Nota 22 – Partes Relacionadas 
Detalhar a remuneração dos administradores e transações com partes relacionadas. 
 
 
Em termos práticos, o Pronunciamento CPCPME eliminou uma boa parte das informações 
nas Notas Explicativas trazidas pelo CPC Full. Podemos resumir as principais alterações 
no tratamento contábil, nos exemplos dos itens abaixo relacionados: 
 
 Mudanças de vida útil e valor residual de imobilizado são revisados somente quando há 
indicadores de que houve alteração; 
 Custos com desenvolvimento não são reconhecidos como intangíveis; 
 Custos de empréstimos são sempre reconhecidos como despesa do período, não 
havendo capitalização; 
 
 
15 
 
 Todos intangíveis têm vida útil definida, inclusive ágio decorrente de expectativa de 
rentabilidade futura, cuja vida útil máxima é de 10 anos; e 
 Análise de redução ao valor recuperável (impairment) será realizada somente se houver 
indicadores de perda de valor. 
 
Nota: A Resolução CFC nº 1.319/10, dispensou para as demonstrações de 2010 a elaboração das 
informações comparativas do exercício de 2009 com os impactos do CPC PME, sendo permitida a 
divulgação dos saldos de 2009 de acordo com as práticas contábeis então vigentes. 
 
 
 Aplicações Práticas do Pronunciamento PME para as principais mudanças 
1) Revisão da vida útil do Imobilizado: 
Entre as muitas mudanças contábeis trazidas pelas novas normas contábeis, se encontra a 
obrigatoriedade da revisão anual da vida útil dos imobilizados, no caso das empresas que 
adotaram o modelo completo das normas, em geral empresas que atendem ao conceito de 
“Grande Porte” e as S/A de Capital Aberto. Para as empresas PME, esse procedimento não éobrigatório, a revisão deverá ocorrer sempre que houver evidências de fatos que levem ao 
comprometimento da vida útil do bem. 
3) Custos de Empréstimos: 
Custos de empréstimos são juros e outros custos em que a entidade incorre em conexão com o 
empréstimo de recursos. Os custos de empréstimos incluem: 
a) Encargos financeiros calculados com base no método da taxa efetiva de juros; 
b) Encargos financeiros relativos aos arrendamentos mercantis financeiros ; e 
c) Variações cambiais decorrentes de empréstimos em moeda estrangeira na medida em 
que elas são consideradas como ajustes, para mais ou para menos, do custo dos juros. 
Custos de empréstimos que são diretamente atribuíveis à aquisição, à construção ou à produção 
de ativo qualificável devem ser capitalizados como parte do custo do ativo quando for provável 
que eles resultarão em benefícios econômicos futuros para a entidade e que tais custos possam 
ser mensurados com segurança. 
Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial 
para ficar pronto para uso ou venda pretendidos e podem ser estoques, um ativo intangível, uma 
propriedade para investimentos e etc... 
O pronunciamento PME é breve em relação a esse tema e define claramente que a entidade 
deverá reconhecer todos os custos de empréstimos como despesa no resultado do período em 
que são incorridas. 
Reflexão sobre custo de empréstimo 
 
 
16 
 
Determinada empresa adquiriu um novo equipamento, através de um financiamento, onde 
pagará 24 prestações de $ 3.000,00. Desse valor pago mensalmente, $ 2.500,00 referem-se ao 
custo do equipamento e $ 500,00 referem-se aos juros do financiamento. Esse equipamento 
levou 3 meses para ser montado e mais 1 mês para testes, houve gastos com transporte e seguro 
para trazê-lo até ao local do adquirente nos valores de $1.000,00 e $4.500,00 para montar e por 
em operação o equipamento. Ainda para atender a montagem do equipamento, o adquirente 
comprou diversos materiais no valor de $ 1.250,00. Foi apurado que a área administrativa teve 
um gasto de $600,00 no processo burocrático de aquisição do equipamento e o adquirente 
gastou ainda $1.000,00 em gastos de marketing informando a aquisição desse novo 
equipamento ao público interno e externo. A vida útil econômica desse novo equipamento foi 
avaliada em 6 anos e seu valor residual foi estimado em 10% do seu valor total. No período de 
testes, o novo equipamento gerou um custo de $ 450,00. Apure o valor do equipamento a ser 
imobilizado e o valor da depreciação a ser aplicada ao equipamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4) Redução do Valor Recuperável de Ativos (Impairment) 
Imobilizado e Intangível - Impairment é uma palavra em inglês que significa, em sua tradução 
literal, deterioração. Tecnicamente trata-se de redução ao valor recuperável de um bem ativo. 
Na prática, quer dizer que as companhias terão que avaliar, periodicamente, os ativos que geram 
 
 
17 
 
resultados. Ca da vez que se verificar que um ativo esteja avaliado por valor não recuperável no 
futuro, ou seja, toda vez que houver uma projeção de geração de caixa em valor inferior ao 
montante pelo qual o ativo está registrado, a companhia terá que fazer a baixa contábil da 
diferença. 
Através da Resolução CFC 1.292/10, foi aprovada a NBC TG 01 que trata da redução ao Valor 
Recuperável de Ativos. Essa norma é de natureza geral e se aplica a todos os ativos relevantes 
relacionados às atividades industriais, comerciais, agropecuárias, minerais, financeiras, de 
serviços e outras. 
A norma contábil ainda menciona que a entidade deve avaliar, no mínimo ao fim de cada 
exercício social, se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Desta 
forma, se houver alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo. Este 
ajuste, com certeza irá alterar os dados dos balanços publicados ou emitidos pelas empresas, 
mas em contrapartida, contribui para a melhoria das políticas contábeis e aumenta a 
transparência dos demonstrativos. 
Exemplo: 
Períodos Futuros Fluxo de Caixa Estimado-$ Valor Presente em X0-$ 
2011 7.500,00 6.696,43 
2012 4.000,00 3.188,78 
2013 2.700,00 1.921,80 
2014 1.200,00 762,62 
2015 900,00 510,68 
Total 16.300,00 13.080,31 
Caso do item do imobilizado da empresa, responsável pelos fluxos de caixa acima demonstrados, 
tivesse seu valor contábil avaliado em R$ 15.210,00 e se sua vida útil fosse de mais 4 (quatro) 
anos, teríamos o seguinte ajuste a ser feito: 
Valor do item em X0 = 15.210,00 
Fluxos de caixa trazidos a valor presente em função da vida útil do bem = (12.539,63) (*) 
Impairment 2.670,37 
(*) Observe que o valor presente foi considerado entre 2011 e 2014, pois a vida útil 
remanescente do bem era só de quatro anos. 
Outras Reflexões sobre o assunto: 
1) Alfa detém em seu imobilizado uma linha de equipamentos que são responsáveis pela 
produção de seu único produto, os quais em 31.12.xo, estão com os seguintes valores contábeis: 
Maquina A - $ 37.920,00 e Maquina B - $ 36.360,00. Ambos os equipamentos remanescem de 
uma vida útil de 6 anos. Faça o teste de recuperabilidade desses ativos e identifique se será 
necessária a constituição de alguma provisão. Abaixo os resultados previstos para Alpha, para 
um período de 10 anos, onde foi utilizada uma taxa de crescimento de 3,2% para os primeiros 4 
anos e para os demais a taxa foi de 4,2%.: 
 
 
 
 
18 
 
X1 - $ 11.800,00 X4 - $ 13.500,00 X7 - $ 14.970,00 X10 - $ 16.450,00 
X2 - $ 12.600,00 X5 - $ 13.960,00 X8 - $ 15.460,00 
X3 - $ 12.900,00 X6 - $ 14.400,00 X9 - $ 15.850,00 
 
Valor Presente: VP = VF / ( 1 + i)n 
X1 em X0 = 
X2 em X0 = 
X3 em X0 = 
X4 em X0 = 
X5 em X0 = 
X6 em X0 = 
 
2) Uma determinada Sociedade atua no ramo de extração de minérios e explora várias minas 
localizadas em diversos municípios no Brasil. Um projeto situado no Estado do Pará, com custo 
do imobilizado em $ 700.000,00 e depreciação acumulada de $ 250.000,00, foi abandonado em 
função da baixa qualidade do minério. A administração da Sociedade é de opinião que essa mina 
é inviável economicamente, que o valor do imobilizado é nulo e que esse projeto só será 
retomado no futuro se houver aumento substancial no preço de venda do minério. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) A Sociedade adquiriu uma patente de um remédio de terceiros pelo valor de $ 500.000,00 e 
decidiu amortizá-la pelo prazo de cinco anos (5). Esse prazo foi estabelecido em função da 
expectativa de geração de receita do produto patenteado. 
Em 31-12-x1, a situação era a seguinte: 
 
 
19 
 
Intangível 
Custo da Patente - $ 500.000,00 
Amortização Acumulada $ (200.000,00) 
 Custo Contábil $ 300.000,00 
 
Outra indústria farmacêutica lançou no mercado um produto que gera os mesmos benefícios 
para os clientes e por um preço substancialmente inferior. A administração da Sociedade 
entende que deverá baixar o preço do seu produto, e, em função disso, acredita que 30% do 
saldo a amortizar da patente, através de estudo efetuado, não será recuperável via venda futura 
desse produto. 
 
 
 
 
Estoques – A entidade deve avaliar em cada data de publicação se seus quaisquer estoques estão 
desvalorizados. A avaliação deve ser feita por meio da comparação do valor contábil de cada item ou 
grupo do estoque com seu preço de venda menos os custos para completar a vender. 
Essa redução é uma perda por desvalorização e será reconhecida imediatamente no resultado. 
Se no exercício subsequente, quando a entidade avaliar seus estoques, as circunstâncias que 
originaram anteriormente a desvalorização dos estoques não existirem mais ou quandoexistir 
evidência clara de aumento de preço de venda menos custos para completar e vender em razão 
de mudanças nas circunstâncias econômicas, a entidade deverá proceder a reversão do valor ora 
baixado, isto é, a reversão é limitada ao valor da perda por desvalorização original, não podendo 
a empresa aumentar o valor destes ativos. 
Reflexão: 
Determinada entidade possui, em seu balanço patrimonial encerrado em 31/12/2010, estoques 
de mercadorias no valor de $ 40.000,00 e que o laudo de impairment, apontou os seguintes 
dados de recuperabilidade: 
Descrição Valor - $ 
Valor de venda dos estoques 35.000,00 
Custo da venda (comissão, por exemplo) -2.000,00 
Valor líquido de realização do ativo 33.000,00 
Portanto, conclui-se que será necessário um ajuste a valor recuperável de $ 7.000,00, 
contabilizável da seguinte forma: 
Débito – Perdas por Impairment – Estoques (resultado) 
Crédito – Perda Estimada – Valor não Recuperável de Estoques (redutora de ativo) 7.000,00 
 
5) Arrendamento Mercantil 
 
 
20 
 
Uma das premissas fundamentais da nova contabilidade reside no fato que a essência econômica 
das transações prevalece sobre a forma jurídica. Pois bem, o arrendamento mercantil é um caso 
clássico em que a substância econômica pode ser significativamente diferente da aparência 
formal do contrato. Nesse sentido, apresentamos aqui, o tratamento contábil previsto no 
Pronunciamento Técnico CPC 06 e na seção 20 do Pronunciamento PME. 
O contrato de arrendamento mercantil (leasing) pode ser classificado em dois tipos, 
arrendamento operacional (operating leasing) ou arrendamento financeiro (capital leasing). 
Enquanto o operacional tem características de aluguel, o financeiro tem características de 
compra financiada. 
Fazendo analogia a essas duas modalidades tradicionais de negócios (aluguel e compra 
financiada), é fácil perceber que o aluguel não transfere para o locatário (inquilino) o controle 
nem os riscos sobre o bem alugado e, de qualquer forma, não transfere todos os fluxos de 
benefícios futuros ao inquilino. Por outro lado, a compra financiada transfere, sim, ao locatário o 
controle, os riscos e os fluxos de benefícios futuros (se não todos, em grande parte) relativos ao 
bem adquirido. 
Mesmo que se queira dizer que o aluguel transfere ao locatário algum controle, risco e 
expectativa de benefícios futuros, o faz com baixíssima intensidade em comparação à compra 
financiada. 
Então, quando se tiver que contabilizar um contrato de arrendamento mercantil, o primeiro 
passo é identificar se estamos diante de um arrendamento operacional ou de um arrendamento 
financeiro. 
Em se tratando de um arrendamento operacional, as contraprestações devidas (e/ou pagas) mês 
a mês serão reconhecidas como despesa do período (direto na DRE). Em se tratando de um 
arrendamento financeiro, na data do recebimento do bem arrendado (data da assinatura do 
contrato), é necessário reconhecer a aplicação, no imobilizado, relativo ao valor de aquisição do 
bem numa transação a vista (fair value) e a dívida assumida, a valor presente, no passivo 
(origem). Periodicamente, o bem deve ser depreciado e, sobre o financiamento, os juros devem 
ser reconhecidos como despesa financeira. 
 
 
 
Reflexão: 
Consideremos para contabilização, a contratação de 2 (dois) contratos de leasing: Um contrato 
de leasing financeiro e outro contrato de leasing operacional. 
1) Contrato de Leasing financeiro: Prazo 48 meses; Valor da contraprestação mensal $ 
800,00; Valor de mercado do bem $ 30.875,00 e vida útil estimada em 3 anos. 
Despesa Financeira por ano: 
 
2009 – 2.525,30 
2010 - 1.930,20 
2011 – 1.681,25 
 
 
21 
 
2012 - 1.388,25 
Total 7.525,00 
 
2) Contrato de Leasing Operacional: Prazo 24 meses, Valor da contraprestação mensal $ 
250,00. 
5 - Ajuste a Valor Presente 
 A edição da Lei 11.638/07, que alterou os artigos 183 e 184 da Lei 6.404/76, estabelecendo que 
“os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustadas a valor 
presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante” (inc. VIII do artigo 183, Lei 
6.404/76 e que “as obrigações, encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo 
serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito 
relevante” (inc. VIII do artigo 184, Lei 6.404/76). 
Embora a Lei no. 11.638/07 não esclareça qual taxa de juros deva ser utilizada pra se descontar 
os fluxos futuros a valor presente, nem em que conta deva ser reconhecida a contrapartida de tal 
ajuste, faremos uma analogia ao disposto na revogada instrução CVM no. 192, uma vez que tal 
matéria ainda não foi regulada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 
A Instrução CVM no. 192 estabelece que a taxa de juros para cálculo do valor presente deveria 
ser a efetivamente contratada e, em sua falta, a taxa divulgada pela ANBID (Associação Nacional 
de Bancos de Investimentos). Para fins de fazermos prevalecer a essência sobre a forma, 
consideraremos que se a taxa de juros contratada não for observável, o ajuste a valor presente 
deverá ser feito no custo de capital da entidade. Já o esclarecimento quanto à conta em que a 
contrapartida do ajuste dos ativos e passivos a valor presente deve ser registrada ficou a cargo 
da Nota Explicativa à Instrução CVM 192, que assim estabelecia: “A apropriação dos ajustes a 
valor presente de créditos e obrigações deverá ser realizada nas contas de resultado a que se 
vinculam e a apropriação das reversões destes ajustes à conta de receitas ou despesas 
financeiras”. 
Reflexão: 
A empresa Modelo S/A., tem os seguintes saldos em seu contas a receber e a pagar: 
Contas a Receber: $ 160.000,00 taxa de financiamento de 1,5% e aberto da seguinte forma: 
 Valor Vencimentos 
A – 30.000,00 31/01/x1 
B – 50.000,00 29/02/x1 
C – 80.000,00 31/03/x1 
Contas a Pagar: $ 250.000,00 taxa de financiamento de 1,5% e aberto da seguinte forma: 
 Valor Vencimentos 
A – 150.000,00 31/01/x1 
B – 70.000,00 29/02/x1 
C – 30.000,00 31/03/x1 
Obs: Fornecedor A e B mercadorias já revendidas e C aquisição de material de consumo. 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 EMPRESA BRASILEIRA LTDA 
 BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31/12/2009 
 
ATIVO 
R$ PASSIVO R$ 
Circulante Circulante 
 Caixa 50.000,00 Fornecedores 45.000,00 
 Estoques 91.470,00 Salários a pagar 7.000,00 
 141.470,00 Impostos a recolher 23.930,00 
 Contr. Sociais- à recolher 3.000,00 
 78.930,00 
 Não Circulante 
 Contingências Trabalhistas 3.000,00 
 
 Patrimônio Líquido 
 Capital Social 42.000,00 
 Reserva de Lucros 17.540,00 
 Total do PL 59.540,00 
 
Total do Ativo 141.470,00 Total do Passivo 141.470,00 
 
 
 
 
 EMPRESA BRASILEIRA LTDA 
 Demonstração de Resultado em 31/12/2009 
Receita Bruta de Vendas 100.000,00 
(-) Impostos Indiretos (21.650,00) 
Receita Líquida 78.350,00 
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (30.000,00) 
Lucro Bruto 48.350,00 
Despesas Operacionais 
 Salários e encargos 12.930,00 
 Despesas de leasing 12.600,00 
 Provisão para Contingências 3.000,00 
 28.530,00 
Lucro Operacional 19.820,00 
 Imposto de Renda (1.200,00) 
 Contribuição Social (1.080,00) 
Lucro Líquido 17.540,00 
 
 
 
Durante 2010, seguiram-se as seguintes operações: 
a) Vendeu mercadorias auferindo receitas no valor de R$ 250.000,00, recebendo R$ 200.000,00 em 
dinheiro e R$ 50.000,00 para 30 dias. Incorreu no CMV dessa operação em R$ 45.000,00; 
b) Aplicação de r$ 4.000,00 em Ações disponíveis para a venda e atualização a valor justo, ao final doexercício, no valor de R$ 500,00; 
 
 
23 
 
c) Efetuou os seguintes pagamentos: Salários no valor de R$ 7.000,00, Fornecedores no valor de R$ 
45.000,00 e impostos no valor de R$ 23.930,00 e R$ 3.000,00 de Inss; 
d) Apropriou folha de pagamento: Salários no valor de R$ 20.000,00 e desconto de INSS no valor de 
R$ 3.000,00. Também apropriou, INSS da empresa no valor R$ 6.000,00; 
e) A empresa contratou a partir de 01/07/2010, seguro com cobertura total de um (1) ano para seu 
veículo do contrato de leasing no valor de R$ 2.400,00 e a mesma cobertura para um seguro de 
incêndio de suas instalações no valor de R$ 9.000,00. Esse seguro foi pago num prazo de 4 meses; 
f) Comprou mercadorias para revenda internamente no valor de R$ 60.000,00 dando tratamento 
adequado para os impostos indiretos embutidos; 
g) Reconheceu as contraprestações do leasing operacional contratado em janeiro de R$ 2009, bem 
como adotou todas as providencias relativas ao leasing financeiro em 2009; 
h) Apropriou impostos indiretos (Icms=18% e Pis/Cofins= 3,65%); 
i) Apurou também tributos diretos pela sistemática do Lucro Presumido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 EMPREAS BRASILEIRA LTDA 
 BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 – EM (R$) 
 Ativo 2010 2009 
Circulante 
 Caixa (nota 4) 83.070,00 50.000,00 
 
 
24 
 
 Estoques (nota 5) 95.670,00 91.470,00 
 Despesa antecipada (nota 6) 5.700,00 
 Clientes (nota 7) 50.000,00 
 Impostos - à recuperar (nota8) 10.800,00 
 245.240,00 141.470,00 
Não Circulante 
Realizável à Longo Prazo 
 Aplicações financeiras (nota 9) 4.500,00 0 
Imobilizado (nota 10) 
 Veículo 30.875,00 0 
 (-) Depreciação acumulada (20.583,34) 0 
 10.291,66 0 
 14.791,66 0 
 
Total do Ativo 260.031,66 141.470,00 
 
 
 EMPREAS BRASILEIRA LTDA 
 BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 – EM (R$) 
Passivo 2010 2009 
Circulante 
 Fornecedores (nota 11) 0 45.000,00 
 Salários a pagar (nota 12) 17.000,00 7.000,00 
 Obrigações tributárias (nota 13) 59.825,00 23.930,00 
 Contr. sociais – a recolher (nota 14) 9.000,00 3.000,00 
 Contratos de leasing (nota 15) 9.600,00 0 
 (-) Financeiras a apropriar (1.681,25) 0 
 93.743,75 78.930,00 
Não Circulante 
 Contingências 3.000,00 3.000,00 
 Contratos de leasing (nota 16) 9.600,00 0 
 (-) Financeiras a apropriar (1.388,25) 0 
 11.211,75 3.000,00 
Patrimônio Líquido (nota 17) 
 Capital social 42.000,00 42.000,00 
 Outros resultados abrangentes 500,00 0 
 Reserva de lucros 112.576,16 17.540,00 
 155.076,16 59.540,00 
 
Total do Passivo 260.031,66 141.470,00 
 
 
 EMPREAS BRASILEIRA LTDA 
 DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS 
 EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 – EM (R$) 
 2010 2009 
Receita Líquida (nota 18) 195.875,00 78.350,00 
 
 
25 
 
(-) Cmv (nota 19) (45.000,00) (30.000,00) 
Lucro Bruto 150.875,00 48.350,00 
Despesas Operacionais (nota 20) 
 Salários e encargos 26.000,00 12.930,00 
 Despesas de leasing 3.000,00 12.600,00 
 Despesas de seguros 5.700,00 - 
 Provisão para contingências - 3.000,00 
 Despesas de depreciação 10.291,67 0 
 Despesas financeiras de leasing 1.930,20 0 
 46.921,87 28.530,00 
Lucro Operacional 103.953,13 19.820,00 
 Imposto de renda 3.000,00 1.200,00 
 Contribuição social 2.700,00 1.080,00 
Lucro Líquido do Exercício 98.253,13 17.540,00 
 
 
 
 
 EMPREAS BRASILEIRA LTDA 
 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÕNIO LÍQUIDO 
 EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 – EM (R$) 
 
 Capital Social Reserva de Lucros Resultados 
abrangentes 
Total 
Saldo Inicial- 2009 42.000,00 17.540,00 - 59.540,00 
Ajuste – Valor 
Justo 
- - 500,00 500,00 
Resultado do 
Exercício 
- 98.253,13 - 98.253.13 
Ajuste Lei 
11.638/07 –
Leasing 
 (3.216,97) (3.216,97) 
Saldo Final – 2010 42.000,00 112.576,16 500,00 155.076,16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 EMPREAS BRASILEIRA LTDA 
 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA 
EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 EM (R$) 
 
 
 
 
26 
 
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 
Lucro Liquido do Exercício 98.253,13 
Ajustes: 
 (+) Depreciação 10.291,67 
 (+) Encargos contrato de leasing 4.930,20 
 113.475,00 
(-) Aumento estoques -4.200,00 
(-) Aumento de clientes -50.000,00 
(-) Aumento de despesa antecipada - 5.700,00 
(-) Impostos a recuperar -10.800,00 
(-) Diminuição de fornecedores -45.000,00 
(+) Aumento de salários a pagar +10.000,00 
(+) Aumento de obrigações tributárias +35.895,00 
(+) Aumento de Encargos sociais +6.000,00 
 49.670,00 
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos 
(-) Aplicação em papéis de empresas 4.000,00 
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos 
(-) Pagamento contratos de leasing 12.600,00 
Aumento Líquido do Caixa e Equivalentes Caixa 33.070,00 
 
Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes Caixa 50.000,00 
Saldo Final de Caixa e Equivalentes Caixa 83.070,00 
 Variação Positiva (Negativa) 33.070,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 DE DEZEMBRO DE 2010 e 2009 – Em R$ 
 
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 
 
Nota 1 - Contexto Operacional 
 
 
27 
 
Apresentar neste tópico as informações sobre a empresa, basicamente (nome, atividade), assim como 
breves informações sobre o ambiente onde a empresa funciona. Também importante abordar suas 
perspectivas. 
 
Nota 2 - Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis 
As demonstrações contábeis para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram elaboradas em 
conformidade com a Norma Brasileira de Contabilidade – NBCT 19.41 - Contabilidade para Pequenas e 
Médias Empresas. 
 
Nota 3 - Práticas Contábeis : 
 
Imobilizado 
Os itens do ativo imobilizado são inicialmente reconhecidos pelo custo de aquisição. Sua depreciação é 
reconhecida aplicando-se o método da linha reta e a vida útil econômica dos itens, é estimada pela 
Administração em função da utilização destes ativos ao longo de suas operações. Ao final do exercício, 
todos os itens, quando pertinentes, são avaliados ao seu valor recuperável. 
 
Apuração de Resultado 
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. As 
receitas e custossão reconhecidos na formação do resultado quando são incorridas. 
 
Instrumentos Financeiros 
A empresa não possui instrumentos financeiros complexos. A empresa possui instrumentos financeiros 
convencionais, dentre os quais existe uma aplicação, representada por aplicação em papéis disponíveis . 
 
Estoques 
As compras de mercadorias para revenda, são reconhecidas pelo custo segregado dos impostos indiretos 
recuperáveis e incorporados ao resultado pelo preço médio de aquisição, quando são vendidos. 
 
Seguros 
As apólices de seguro em vigor destinam-se à cobertura de: (1) Risco de incêndios das instalações; (2) 
Cobertura total de sinistros em veículos de leasing. 
 
Arrendamento Mercantil 
Os itens de arrendamento mercantil financeiro são reconhecidos no Ativo Imobilizado e a dívida no 
passivo circulante ou não circulante, em função dos seus vencimentos. Os arrendamentos mercantis 
operacionais são reconhecidos diretamente no resultado. 
A empresa assinou em janeiro de 2009 dois contratos de leasing, como se segue: 
 Um contrato de leasing operacional em 24 contraprestações mensais no valor de R$ 250,00 cada 
uma. As contraprestações desse contrato resultaram em um reconhecimento na conta de 
despesa de leasing no valor de R$ 3.000,00 em 2010 e R$ 3.000,00 em 2009. 
 Um contrato de leasing financeiro em 48 contraprestações mensais no valor de R$ 800,00 cada 
uma. Em 2009 as contraprestações desse contrato foram reconhecidas em resultado. Em 2010 
essa contabilização foi revista e o item do contrato foi reconhecido no imobilizado e a dívida com 
a empresa operadora do leasing foi inscrita no passivo da empresa. 
 
 
 
28 
 
 
Contingências 
A empresa registrou desde 2009, provisão para contingências trabalhistas, no valor R$ 3.000,00 de 
baseada na opinião de seus advogados, que asseguram que é remota a probabilidade de ganho pela 
empresa dessa demanda judicial. 
 
Apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social 
O Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição Social (CSLL) da empresa são apurados de acordo com a 
aplicação da metodologia do lucro presumido, adotando-se os percentuais de 8% sobre a receita de 
venda de mercadorias para a identificação da base tributável imposto de renda e 12% também sobre a 
receita de venda de mercadorias para a identificação da base tributável da contribuição social. 
 
Apuração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade 
Social (COFINS) são apurados adotando-se os critérios do regime cumulativo de tributação. Para o PIS é 
aplicado o percentual de 0,65% sobre as receitas e para a COFINS é aplicado o percentual de 3%. 
 
Nota 4 – Caixa 
 2010 2009 
 Caixa 83.070,00 50.000,00 
Esses saldos são mantidos no próprio caixa da empresa 
 
Nota 5 – Estoque 
 2010 2009 
 Mercadorias para revenda 95.670,00 91.470,00 
 
Nota 6 – Despesas antecipadas 
 2010 2009 
Seguro de Veículo (*) 1.200,00 - 
Seguro de Instalações (*) 4.500,00 - 
 
(*) Os prêmios de seguros são apropriados a resultado mensalmente a razão de 1/12 avos. 
 
Nota 7 – Clientes 
 2010 2009 
Por venda de mercadorias 95.670,00 91.470,00 
 
Nota 8 – Impostos – à Recuperar 
 2010 2009 
 Icms – à recuperar 10.800,00 - 
 
Nota 9 – Aplicações Financeiras 
 2010 2009 
 Ações mantidas para venda 4.500,00 - 
 
Nota 10 – Imobilizado 
 2010 
 
 
29 
 
 Custo Deprc. Acumulada Valor Líquido 
 Veículo 30.875,00 (20.583,34) 10.291,66 
 
Nota 11 – Fornecedores 
 2010 2009 
Fornecedores de mercadorias p/revenda - 45.000,00 
 
Nota 12 – Salários a Pagar 
 2010 2009 
Valor Liquida da Folha de Pagamento 17.000,00 7.000,00 
 
Nota 13 – Obrigações Tributárias 
 2010 2009 
Imposto de Renda 3.000,00 1.200,00 
Contribuição Social 2.700,00 1.080,00 
Icms 45.000,00 18.000,00 
Pis 1.625,00 650,00 
Cofins 7.500,00 3.000,00 
 59.825,00 23.930,00 
 
Nota 14 – Contribuições Sociais à Recolher 
 2010 2009 
Inss – à Recolher 9.000,00 3.000,00 
 
Nota 15 – Contra de Leasing e Financeiras 
 à Apropriar 
 2010 2009 
 Parcelas de curto prazo 9.600,00 - 
 (-) Financeiras a apropriar (1.681,25) - 
 7.918,75 - 
 
Nota 16 – Contra de Leasing e Financeiras 
 à Apropriar 
 2010 2009 
 Parcelas de longo prazo 9.600,00 - 
 (-) Financeiras a apropriar (1.681,25) - 
 7.918,75 - 
Nota 17 – Patrimônio Líquido 
 20102009 
 Capital Social 42.000,00 42.000,00 
 Representado por 42.000 cotas de valor 
 Unitário de R$ 1,00 em 2010 e 2009; 
 Outros Resultados Abrangentes 
 Registro de R$ 500,00 em Ajuste de 
 Avaliação Patrimonial de Aplicações em 
 Aplicações disponíveis para venda em 2010; 500,00 - 
 
 
30 
 
 
 Reserva de Lucros 
 Em 2009, composto da apuração do resultado e 
 em 2010, composto do resultado de 2010 e ajustes 
 Provenientes do reconhecimento retrospectivo 
 Do contrato de leasing. 112.576,16 17.540,00 
 155.076,16 59.540,00 
 
 
Nota 18 – Receita Líquida 
 2010 2009 
Receita Bruta de Vendas 250.000,00 100.000,00 
(-) Impostos Indiretos sobre Vendas (54.125,00) (21.650,00) 
Receita Líquida 195.875,00 78.350,00 
 
Nota 19 – Custo das Mercadorias Vendidas 
 2010 2009 
O custo de mercadorias vendidas foi reconhecido 
 no resultado, pelo confronto com a receita de vendas, 
 ou seja, pelo regime de competência. 45.000,00 30.000,00 
 
Nota 20 – Despesas por natureza 
 2010 2009 
Salários e encargos 26.000,00 12.390,00 
Despesas de leasing 3.000,00 12.600,00 
Despesas de seguros 5.700,00 - 
Provisão para contingências - 3.000,00 
Despesas de depreciação 10.291,67 0 
Despesas financeiras de leasing 1.930,20 0 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO I 
 
RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12 
 
 
Aprova a ITG 1000 – Modelo Contábil para 
Microempresa e Empresa de Pequeno 
Porte. 
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas 
atribuições legais e regimentais e com fundamento no disposto na alínea “f” do Art. 6º do Decreto-
Lei n.º 9.295/46, alterado pela Lei n.º 12.249/10, 
RESOLVE: 
Art. 1º Aprovar a ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e 
Empresa de Pequeno Porte. 
 
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-
se aos exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2012. 
 
 
Brasília, 5 de dezembro de 2012. 
 
 
 
Contador Juarez Domingues Carneiro 
Presidente 
 
 
 
 
32 
 
 
Ata CFC n.º 972 
 
 
 
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE 
ITG 1000 – MODELO CONTÁBIL PARA MICROEMPRESA E EMPRESA DE 
PEQUENO PORTE 
 
 
Índice Item 
ALCANCE 1 – 6 
DEFINIÇÕES 7 
ESCRITURAÇÃO 8 – 14 
CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS 15 – 25 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 26 – 39 
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 40 – 42 
ANEXO 1 – Carta de Responsabilidade da Administração 
ANEXO 2 – Balanço Patrimonial 
ANEXO 3 – Demonstração do Resultado do Período 
ANEXO 4 – Plano de Contas Simplificado 
 
 
Alcance 
 
1. Esta Interpretação estabelece critérios e procedimentos simplificados a serem observados 
pelas entidades definidas e abrangidas pela NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e 
Médias Empresas, que optarem pela adoção desta Interpretação, conforme estabelecido no 
item 2. 
 
2. Esta Interpretação é aplicável somente às entidades definidas como “Microempresa e 
Empresa de Pequeno Porte”, conforme definido no item 3. 
file://Cfcadpri/grupos/COTEC/2012/Grupos%20de%20Trabalho/Pequenas%20e%20Médias%20Empresas/Apresentação/Apêndice%20I.docx
file://Cfcadpri/grupos/COTEC/2012/Grupos%20de%20Trabalho/Pequenas%20e%20Médias%20Empresas/Apresentação/Apêndice%20II.docx
 
 
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3. Para fins desta Interpretação, entende-se como “Microempresa e Empresa de Pequeno Porte” 
a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade 
limitada ou o empresário a que se refere o Art. 966 da Lei n.º 10.406/02, que tenha auferido, 
no ano calendário anterior, receita bruta anual até os limites previstos nos incisos I e II do 
Art. 3º da Lei Complementar n.º 123/06. 
 
4. A adoção dessa Interpretação não desobriga a microempresa e a empresa de pequeno porte a 
manutenção de escrituração contábil uniforme dos seus atos e fatos administrativos que 
provocaram, ou possam vir a provocar, alteração do seu patrimônio. 
 
5. A microempresa e a empresa de pequeno porte que optarem pela adoção desta Interpretação 
devem avaliar as exigências requeridas de outras legislações que lhe sejam aplicáveis. 
 
6. A microempresa e a empresa de pequeno porte que não optaram pela adoção desta 
Interpretação devem continuar a adotar a NBC TG 1000 ou as Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas Gerais completas, quando aplicável. 
 
 
Definições 
 
7. As definições de termos utilizados nesta Interpretação constam no Glossário de Termos, 
incluído na NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, aprovado 
pela Resolução CFC n.º 1.285/10. 
 
Escrituração 
 
8. A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos Princípios de Contabilidade, 
aprovados pela Resolução CFC n.º 750/93, e em conformidade com as disposições contidas 
nesta Interpretação. 
 
9. As receitas, as despesas e os custos do período da entidade devem ser escriturados 
contabilmente, de acordo com o regime de competência. 
 
 
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10. Os lançamentos contábeis no Livro Diário devem ser feitos diariamente. É permitido, 
contudo, que os lançamentos sejam feitos ao final de cada mês, desde que tenham como 
suporte os livros ou outros registros auxiliares escriturados em conformidade com a ITG 
2000 – Escrituração Contábil, aprovada pela Resolução CFC n.º 1.330/11. 
 
11. Para transações ou eventos materiais que não estejam cobertos por esta Interpretação, a 
entidade deve utilizar como referência os requisitos apropriados estabelecidos na ITG 2000 
– Escrituração Contábil e na NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias 
Empresas. 
 
12. Para salvaguardar a sua responsabilidade, o profissional da Contabilidade deve obter Carta 
de Responsabilidade da administração da entidade para a qual presta serviços, podendo, para 
tanto, seguir o modelo sugerido no Anexo 1 desta Interpretação. 
 
13. A Carta de Responsabilidade deve ser obtida conjuntamente com o contrato de prestação de 
serviços contábeis de que trata a Resolução CFC n.º 987/03 e renovada ao término de cada 
exercício social. 
 
14. A Carta de Responsabilidade tem por objetivo salvaguardar o profissional da Contabilidade 
no que se refere a sua responsabilidade pela realização da escrituração contábil do período-
base encerrado, segregando-a e distinguindo-a das responsabilidades da administração da 
entidade, sobretudo no que se refere à manutenção dos controles internos e ao acesso às 
informações. 
 
Critérios e procedimentos contábeis 
 
15. O custo dos estoques deve compreender todos os custos de aquisição, transformação e 
outros custos

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