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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
MARCEL DA SILVA AMORIM
FUTEBOL: ESSÊNCIA E POTENCIAL PEDAGÓGICO
 
ARACAJU
2019
MARCEL DA SILVA AMORIM
FUTEBOL: ESSÊNCIA E POTENCIAL PEDAGÓGICO
Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe.
ORIENTADOR: Prof.º Dr. xxxxxxxxx
ARACAJU
2019
MARCEL DA SILVA AMORIM
FUTEBOL: ESSÊNCIA E POTENCIAL PEDAGÓGICO
Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe.
APROVADA EM
BANCA EXAMINADORA
_______________________________________________________
AVALIADOR: Prof.º - xxxxxxxxxxxxxx.
_______________________________________________________
AVALIADOR: Prof.º - xxxxxxxxxxxxxx.
_______________________________________________________
ORIENTADOR: Prof.º Dr. – xxxxxxxxxxxxxx.
RESUMO
Palavras-Chave.
ABSTRACT
LISTA DE FIGURAS
LISTA DE SIGLAS
LISTA DE SÍMBOLOS
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO	10
1.1 FUTEBOL: DEVANEIOS COTIDIANOS	10
2. INTRODUÇÃO	11
3. JUSTIFICATIVA	11
4. FUTEBOL NO BRASIL: ENTRE CULTURA DO ESPORTE E DO JOGO	13
4.1 FUTEBOL: EVOLUÇÃO DO FENÔMENO ESPORTIVO	14
4.2 FUTEBOL: UM JOGO	14
5. FUTEBOL: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA	15
6. METODOLOGIA	17
6.1 FENOMENOLOGIA	17
6.2 O CORPO PARA MERLEAU-PORTY	18
6.3 A ABORDAGEM FENÔMENO SITUADO	20
6.4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS	21
6.5 COMUNIDADES TRADICIONAIS DA FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO	21
6.5.1 QUILOMBO DA RESINA	21
6.5.2 POVOADO SARAMÉM	23
6.6 DIARIO DE CAMPO: OBSERVAÇÕES DO CONTEXTO (A)	24
6.7 FC (A1)	27
6.7.1 FC (A2)	29
6.8 PROJETO DE EXTENSÃO DEF/UFS: MODALIDADE FUTEBOL	30
6.8.1 DIARIO DE CAMPO: OBSERVAÇÕES DO CONTEXTO (B)	31
6.8.2 FC (B1)	31
6.8.3 FC (B2)	33
6.8.4 FC (B3)	35
6.9 ESCOLA ESTADUAL PROF. ARTUR FORTES	37
6.9.1 FC (C1)	38
6.9.2 FC (C2)	40
6.9.3 FC (C3)	43
7. CONCLUSÃO	45
8. REFERÊNCIAS	45
1. APRESENTAÇÃO
1.1 FUTEBOL: DEVANEIO COTIDIANO 
 O futebol é uma fábrica de sonhos que mexe com o imaginário de quem o vive. Amor ao clube ou simplesmente ao jogo, para uma grande parcela da sociedade brasileira o futebol tem um significado, tão intenso, que podemos relacionar a uma religiosidade. Nesses devaneios futebolísticos, possibilita-se que os sujeitos manifestem suas compreensões e sentimentos incorporados do mundo em conexão com fenômeno esportivo.
 Minhas primeiras sensações do inacreditável foram através do futebol. Desde menino percebia que havia algo diferente no jogo, capaz de eternizar momentos, sentimentos e vínculos. Tímido, as palavras não eram meu forte, porém tinha facilidade de me expressar perante ao grupo correndo atrás de uma bola. Compartilhava esses momentos com amigos e colegas que possuíam o mesmo amor pela “redonda”. Todavia, não imaginava que minha vida se entrelaçaria tanto com o futebol. 
 De brincadeira de criança à coisa séria! Em 1997 aos doze anos, saí de Três Passos, interior do Rio Grande do Sul, rumo a capital Porto Alegre em busca do sonho de ser jogador de futebol. No começo a adaptação foi penosa, cidade desconhecida, outra escola, pessoas diferentes. No Sport Club Internacional, além dos títulos, dentre o mais relevante o campeonato mundial sub-15, patrocinado pela marca esportiva Nike, tive a oportunidade de vivenciar os dois lados da moeda desse sonho durante quatro anos. Numa face, a honra de jogar pelo clube do coração, a felicidade de fazer aquilo que ama, amizades e glórias. Noutra, a árdua rotina de treinamentos, a competição pelo melhor rendimento e interesses de pessoas de má fé. Em 2001, dispensado pelo Internacional, fui jogar no extinto, RS Futebol Clube, no período presidido por Paulo César Carpegiani, figura ilustre do meio. Foi um ano difícil, poucos gols e muitas confusões. O clube ficava em Alvorada, cidade considerada na época a mais violenta do Estado. Estudava na Escola Estadual Julio César, no 1º ano do 2º grau, onde conheci pessoas com poucas oportunidades e marginalizadas. No ano seguinte, rumei para o Clube Esportivo Aimoré, onde jogou Luís Felipe Scolari. Entendo que foi o melhor ano da minha breve carreira, era o último ano de juvenil e consegui soltar meu jogo e incorporar a liderança técnica, além de ser artilheiro do time na temporada. Nos anos seguintes, desolado pela falta de oportunidades e com o ambiente imoral e corrupto do futebol, decidi encerrar essa trajetória na minha vida em meados de 2005. No futebol profissional, existem muitos interesses relacionados ao dinheiro entranhados desde as categorias de base. Desta maneira, se faz utopia considerar que, somente, o talento pode lhe render uma carreira. 
 Nos anos vivendo no meio do futebol, foi difícil conciliar a rotina de treinamentos com as tarefas escolares, aliás, característica comum entre a maioria dos jogadores. Contudo, mesmo não frequentando com afinco a escola, aprendi muito sobre a vida, pois, no mundo da bola, você mata um leão por dia. Em diversas ocasiões, o conhecimento que o futebol me proporcionou, serviu de suporte para ultrapassar as barreiras do caminho.
Durante a graduação, tive a oportunidade de me envolver com os desafios que o sistema público educacional atravessa no país. As políticas de governo que desvalorizaram a educação básica estabeleceram, possivelmente, um dos piores momentos da história do Brasil, no que se refere ao nível de conhecimento dos escolares e a falta de perspectiva de carreira dos professores.
Atuando nas aulas de educação física para a disciplina Estágio I, na Escola Estadual Prof. Artur Fortes, notou-se que os infantis praticam diversas atividades relacionadas aos jogos esportivos, principalmente, o futebol. No entanto, de maneira geral, os alunos não desfrutam de uma abordagem pedagógica que os auxiliem vislumbrar um discernimento crítico sobre as possibilidades culturais que o jogo oferece. 
2. INTRODUÇÃO
 A pesquisa tem como objetivo abordar o fenômeno Futebol em sua totalidade e posteriormente, sugerir a proposta pedagógica do jogo Futebol Callejero para as aulas de educação física nos ensinos fundamentais.
 
3. JUSTIFICATIVA
 
 O sonho de ser jogador de futebol é uma fantasia de crianças mundo afora. Sempre terá um menino correndo atrás de uma bola sentido o clímax ao marcar um gol. Alegrias, tristezas e a mistura dos movimentos fascinam. Praticado seja qual for a idade, o futebol desperta a paixão em milhares de pessoas, assim, possuindo um grande apelo popular.
O futebol, além, do meu apreço e como elemento de formação social, despertou meu interesse de análise cientifica. A priori, minhas atenções acadêmicas estavam voltadas para a cultura da comunidade quilombola da Resina, porém, depois de algumas visitas ao local me deparei com diversas incógnitas que transformaram minha pesquisa e o futebol revelou-se alicerce para tal.
 Na Escola de Ensino Fundamental Arthur Fortes, percebe-se que o futebol além de ser muito praticado, carrega um rogo entre os alunos, bem como, nas crianças ribeirinhas. No cenário esportivo, devido experiência própria, entendo que o futebol pode conduzir a caminhos de sucesso profissional ou frustrações, tanto quanto interferir em valores éticos e morais do sujeito. 
A fim de se certificar sobre a relevância da presente proposta, opta-se por realizar um levantamento panorâmico do tema em quatro diferentes âmbitos institucionais de nossa sociedade: acadêmico, social, governamental e legislativo.
O âmbito acadêmico pode ser representado pelos projetos de extensão das universidades do país, bem como pesquisas científicas referente ao tema “futebol e pedagogia”.
Nesse sentido, no que pese a relevância social, o interesse por estudos sobre o futebol se funda no reconhecimento de um dos fenômenos mais importantes da sociedade brasileira, praticado em diversos espaços urbanos ou rurais, tal qual o apelo midiático nos sistemas de comunicação.Em organizações não governamentais, com propostas de utilizar o futebol como ferramenta para o desenvolvimento social em comunidades socialmente vulneráveis. Modelo desse fato observa-se no Instituto “Bola pra Frente”, fundado pelo ex-jogador de futebol, Jorge de Amorim Campos, o Jorginho, que atende crianças e adolescentes, regularmente matriculados na rede pública de ensino, na zona norte do Rio de Janeiro.
No que tangem à relevância governamental, a constituição brasileira em seu Art. 216 informa que: “ Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
 I – as formas de expressão;
 II – os modos de criar, fazer e viver;
 III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
 IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticos-culturais; 
 Dessa maneira, configurando o futebol como patrimônio cultural e componente identificador do povo brasileiro. 
 O interesse sócio legislativo identifica-se na lei nº 9.981, de 14 de julho de 2000 que regulamenta no Art. 84-A “Todos os jogos das seleções brasileiras de futebol, em competições oficiais, deverão ser exibidos, pelo menos, em uma rede nacional de televisão aberta, com transmissão ao vivo, inclusive para cidades brasileiras nas quais os mesmos estejam sendo realizados”.
 Por fim, a pesquisa se dá valor nas possibilidades que a manifestação oferece para a evolução da sociedade brasileira. Conforme o ditado popular, vivemos no país do futebol. Então por que não utilizarmos desse instrumento em benefício duma melhor educação para nossas futuras gerações?
CAPITULO I
4. FUTEBOL NO BRASIL: entre a cultura do esporte e do jogo 
futebol profissional
futebol bricolagem
 A pré-disposição de amar algo concreto ou abstrato é inerente a essência dos homens. O jogo localiza-se na esfera do ilusório que possibilita que as linguagens do corpo se manifestem de forma plena e liberta, em paralelo, com a exploração de um meio ambiente ocioso, assim, sem trazer consequências reais para a vida, diferente do esporte que gera economia, por exemplo. Usufruindo de uma perspectiva fenomenológica (LAGRANGE citado por RAMOS, 1936, p. 67) diz que o jogo é a regulamentação mais ou menos metódica, dos movimentos instintivos que todo o ser vivo é levado a fazer, espontaneamente, quando impulsionado pela necessidade do exercício. 
 O “bába” da quadra dos bombeiros, conceituado na “quebrada” por apresentar traços competitivos, ocorre há anos na orla da Atalaia, em Aracaju/SE. Frequentadores assíduos, buscam diversão e entretenimento numa arena no qual o ápice do momento se nutri da rivalidade e transpiração. Contudo, após o jogo, as desavenças ocorridas em campo são deixadas de lado perante um clima de respeito e agradecimento entre os participantes.
 O jogo de futebol, se enquadra no campo dos jogos esportivos coletivos e possui características com facetas do desporto, como situações de competição. A experiência consiste em uma atividade prática desafiadora que de acordo com (NAZARETH, 2015) cuja lógica se mostra capaz de arrebatar todo o ser na forma de um ser jogador em uma ordem de atividade própria do mundo do jogo. O autor continua afirmando que esse “sujeito” organiza-se em relação à totalidade do desafio, em função do qual se estabelece um eixo espaço-temporal entre o ponto de partida e o objetivo, zona intermediada e organizada pelos meios lógicos possíveis, dentro das regras, de alcançá-lo, exigindo intensa mobilização de energia.
FUTEBOL COMUNITÁRIO
FUTEBOL ESCOLAR
CAPITULO II
5. FUTEBOL CALLEJERO: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA 
 
Desde a última Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) na qual a Educação Física obteve o status de componente curricular, no campo escolar, deixou de ser uma “atividade”, “um fazer pelo fazer”, “um exercitar-se”. Diante dessa realidade, os conteúdos disciplinares não são do âmbito da natureza, mas retirados de saberes sistematizados como os jogos; lutas; danças; ginásticas; esportes; conhecimentos sobre o corpo, isto é, universo denominado de Cultura Corporal do Movimento (CCM). Desta forma, é tarefa da educação física escolar tematizar estes conteúdos, potencializando os alunos a vivenciar estas expressões da cultura, estabelecendo com elas uma relação crítica e autônoma (FENSTESEIFER, 2012). No mesmo sentido, ofertar pedagógicas que buscam alcançar os objetivos educacionais que formam o comportamento, posicionamentos e capacidades a serem adquiridas pelos alunos. Ou seja, de acordo com (HILDEBRANDT-STRAMANN, p. 13, 2011) propósitos de aprendizagem para formar “pensamento crítico, mobilidade intelectual, abertura cultural, resistência, satisfação no trabalho, praticidade, capacidade de cooperação, sensibilidade social, responsabilidade consciente e capacidade para autorresponsabilidade”. 
 Em relação aos conteúdos esportivos, o autor propõe aos alunos: “dotá-los de condição de criar, no presente ou no futuro, individualmente ou em conjunto, situações esportivas de modo crítico, determinadas autonomamente ou em conjunto”.
 Ademais, efetiva-se através do diário oficial da união de 3/12/2001, Seção 1, p.9 o seguinte mérito:
 Deve-se diferenciar a Educação Física, entendida como conjunto de atividades relativas às dimensões ética, estética e lúdica, à mobilidade do corpo, à manutenção do tônus muscular, da coordenação motora, da higidez, etc, que constituem um conjunto de saberes e habilidades que configuram um componente curricular da escola básica, de outros tipos de atividades físicas, como as práticas desportivas. Embora não sejam mutuamente excludentes, deve-se lembrar que constituem conjunto distinto de atividades as práticas esportivas de tipo recreativo ou voltadas ao desempenho olímpico, de competição, do esporte amador ou profissional. O primeiro conjunto deve ser objeto de trabalho cotidiano nas escolas; o segundo, sem dúvida, exige condições especiais e profissionais especializados. (http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pceb16_01.pdf)
 Atualmente, de maneira geral, o futebol que se pratica nos pátios escolares, manifesta particularidades similares da modalidade esportiva futebol profissional/rendimento no que diz respeito aos comportamentos sociais inapropriados, como linguajar e ações desrespeitosas, excesso competitivo, separação de gênero e preconceitos. “Todos sabemos por nossas próprias experiências que a educação formal e o futebol vivem, historicamente uma relação conflituosa”. (http://www.efdeportes.com/ Revista Digital ­ Buenos Aires ­ Año 12 ­ N° 118 ­ Marzo de 2008).
 Em vista disso, o Futebol Callerejo apresenta-se como possibilidade para o enriquecimento da comunicação e interação entre crianças e jovens. Conforme o “Movimiento de Fútbol Callerejo” o jogo tem como missão construir cidadania, defender os direitos humanos, lutar por justiça, promover a educação inclusiva e reconhecer a diversidade cultural, étnico racial e de opções. O Movimento, também, compartilha valores com base, acima de tudo, no respeito por todos seres humanos, independente de nacionalidades, classe social, gêneros, religião, orientação sexual e opinião política. 
 O Futebol Callejero iniciou-se em meados de 1994, nas imediações de Moreno, província de Buenos Aires, Argentina. O jogo concebeu-se como uma resposta as crises que afetavam o “ser jovem” na américa latina. Segundo os autores do livro Fútbol Callejero: Juventud, Liderazgo y Participación, p. 12, deu-se o nome Callerejo, porque propõe voltar as raízes do futebol de “potrero”[footnoteRef:0] onde os participantes coincidem em levar adiante uma partida de futebol de modo autorregulado e, temporariamente, estabelecendo um marco de respeito. Originalmente, a propostafoi estabelecida para um espaço de protagonismo e diálogo entre os jovens, em comunidades de estruturas violentas com problemas nas relações entre familiares, escolas e bairro. Consequentemente, incorporou-se outras perspectivas, como a igualdade de gênero, promovendo a participação simultânea de homens e mulheres e a figura do mediador/a social que tem o papel de facilitador/a do diálogo e da percepção de valores como respeito, cooperação e solidariedade que balizam todas as ações nos três tempos da prática. [0: Espaço de terra utilizado como campo de futebol.] 
 	Metodologicamente, o jogo ocorre em três tempos: 
 1º Tempo: se estabelece as regras do jogo entre os participantes por meio do mediador social. 
 2º Tempo: os participantes jogam a partir das regras estipuladas;
 3º Tempo: Momento de reflexão, onde os participantes debatem sobre os fatos ocorridos no jogo, entrando em acordo ou não, pelo merecimento dos pontos. Logo após, anuncia-se o resultado final da partida. 
 Dessa maneira, em conformidade com (Varroto, 2015) o terceiro tempo é, então, o que efetivamente torna o Futebol Callejero uma prática dialógica, pois com o final do segundo tempo, todos e todas envolvidos/as conversam e refletem sobre os desafios, os contextos e a pluralidade do jogo. Isso geralmente não ocorre nos jogos de futebol, nos quais os/as propositores/as se organizam e sistematizam o espaço, regras e time, e, rapidamente rolam a bola, ao final, cada um/a segue, sem dialogar e refletir o que ali, naquele rolar de bola aconteceu.
 Atualmente, se pratica o Futebol Callerejo por diversas organizações em toda américa latina. O movimento articula ações conjuntas e anualmente realiza reuniões e encontros, almejando fortalecer-se para incidir na agenda pública e na definição de políticas em prol dos princípios mencionados, especialmente, o emprego do Futebol Callerejo como ferramenta educativa.
6. METODOLOGIA
6.1 FENOMENOLOGIA 
 
 A fenomenologia surgiu através do filósofo Edmund Husserl (1859-1983) a partir da obra Logische Untersuchungen (Investigações Lógicas), na qual apresentou tanto a exposição como o exemplo da nova possibilidade de se filosofar (GILES, 1975; PUGLIESI, 2001; REALE; ANTISERI, 2006 citado por...).
 
Fenomenologia, Phänomenologie em alemão, é uma palavra de origem grega, formada por duas partes: phenomenon e logos, ou seja, “fenômeno” e “-logia”. Fenômeno signifi cando aquilo que se mostra e –logia como pensamento e capacidade de se refletir. A fenomenologia, então, é a reflexão sobre um fenômeno ou sobre aquilo que se mostra (ALES BELLO, 2006)
 Em contrapondo a tendência positivista, que analisa os fatos sociais observando a objetividade, priorizando o todo sobre as partes e ignorando o conhecimento ligado a crenças e superstições, a Fenomenologia de Husserl, “pretende ser ciência de essências e não de dados de fato e seu objetivo é descrever os modos típicos com os quais os fenômenos se apresentam à consciência” (REALE; ANTISERI, 2006).
Na abordagem fenomenológica, compreende-se que o fenômeno só “se mostra como é” por meio daqueles que o experimentam nos seus mundos-vida, pela consciência, entendida enquanto intencionalidade ou capacidade humana de dirigir-se para, visar a alguma coisa, a qual está indissoluvelmente integrada com o fluxo temporal de vivências-no-mundo. (PIMENTEL, 2010, p.77).
 No mesmo sentido, 
O mundo fenomenológico é não o ser puro, mas o sentido que transparece na intersecção de minhas experiências, e na intersecção de minhas experiências com aquelas do outro, pela engrenagem de umas nas outras; ele é portanto inseparável da subjetividade e da intersubjetividade que formam sua unidade pela retomada de minhas experiências passadas em minhas experiências presentes, da experiência do outro na minha (MERLEAU-PONTY, 2006, p. 18).
6.2 O CORPO PARA MERLEAU-PORTY 
 O corpo é a totalidade de significados que absorvemos dos símbolos que o universo nos proporciona experimentar nas relações com o próximo. Indagações como: Quem somos? De onde viemos? Nos fazem pensar o sentido da nossa existência enquanto sujeitos que, de acordo com (ECHEVERRI, 2006), historicamente, concebe o corpo como um objeto de domesticação, consumo e produção.
 Segundo Merleau-Porty (1908-1961) é o sentido da percepção que nos faz compreender nossa representação física no mundo. Para o autor: “corpo inteiro não é para mim uma reunião de órgãos justapostos no espaço. Eu o tenho em uma posse indivisa e sei a posição de cada um de meus membros por um esquema corporal em que eles estão todos envolvidos”. (2006, p. 144) .
 E segue afirmando que: o corpo é tempo, espaço, fala e motricidade. (2006)
 Prosseguindo nessa linha, contextualizaremos, respectivamente, os termos supracitados:
Tempo: É entendido como “tempo vivido” – identificado pelos gregos como kairós, ou o tempo do humano na sua existencialidade, e não um “tempo cronológico”, do grego chronos, ou o tempo enquanto horas,
dias, meses (MARTINS, 1991)
Segundo (MERLEAU-PONTY, 2006, p. 443) O tempo não é “uma sucessão efetiva que eu limitaria em registrar. Ele nasce de minha relação com as coisas. Nas próprias coisas, o porvir e o passado estão em uma espécie de preexistência e de sobrevivência eternas [...]. Aquilo que para mim é passado ou futuro está presente no mundo” (MERLEAU-PONTY, 2006, p. 551).
Espaço: Para Merleau-Ponty (2006, p. 149): “longe de meu corpo ser para mim apenas um fragmento de espaço, para mim não haveria espaço se eu não tivesse corpo”. Trata-se não apenas de uma região física, mas de uma região ontológica, em que há o(s) ser(es) sendo, ou seja: existindo-aí-no-mundo. Mundo esse que também está sendo. É no espaço do mundo que o ser estabelece intersubjetividade, que conhece, reconhece, produz, reproduz, forma e transforma cultura.
Fala: De acordo com Merleau-Ponty (2006, p. 520), “a fala não pode ser considerada como uma simples veste do pensamento, nem a expressão como a tradução”. Contra isso, a experiência de linguagem testemunha. “É verdade que a comunicação pressupõe um sistema de correspondências tal como o que é dado pelo dicionário, mas ela vai além, e é a frase que dá seu sentido a cada palavra, é por ter sido empregada em diferentes contextos
que pouco a pouco a palavra se enche de um sentido” (MERLEAU-PONTY, 2006, p. 519).
Motricidade: Para Merleau-Ponty (2006), é intencionalidade original. Portanto, atributo exclusivo do humano, já que requer intencionalidade ou, nas palavras de Fiori (1986), trata-se de comportamento corpóreo-mundano (existencial), no qual se constitui e reconstitui o mundo significado, já que o encontro de consciência e mundo é a origem de ambos.
Para Merleau-Ponty (2006, p. 192-193), [...] O movimento não é o pensamento de um movimento, e o espaço corporal não é um espaço pensado ou representado. [...] a motricidade não é como uma serva da consciência, que transporta o corpo ao ponto do espaço que nós previamente nos representamos. Para que possamos mover nosso corpo em direção a um objeto, primeiramente é preciso que o objeto exista para ele.
6.3 A ABORDAGEM FENÔMENO SITUADO 
Percebemos, portanto, que a fenomenologia se justifica pela ideia de compreensão das características essências que compõem o acontecimento. De acordo com Merleau-Ponty (2006), “ compreender é experimentar o acordo entre aquilo a que visamos e aquilo que é dado, entre a intenção e a efetuação, alertando que o significado não está nas coisas, mas na compreensão do humano sobre as coisas”.
 Imaginemos uma criança com o sonho de se tornar jogador de futebol profissional. Mesmo o próprio já possuindo certo entendimento e destreza de jogo, oriunda do seu talento nato, ao integrar- se num clube profissional, vivenciaria novas situações como: peneiras, companheiros de trabalho, rotina de treinamentos, comissão técnica, dirigentes, pressão extracampo e bastidores. Com isso, sua concepção sobre futebol se modificaria em relação ao primeirocontato que teve com o jogo. Neste cenário, podemos realizar analogia com um dos princípios fundamentais da fenomenologia, proposto por Husserl (1988): “ir às coisas mesmas”. 
A “coisa” caracteriza-se pela perspectividade, inacabamento ou inesgotáveis possibilidades. A pesquisa fenomenológica, ao propor “ir à coisa mesma”, alude àqueles que experienciam a coisa e podem falar sobre ela, permitindo-se assim que, na variação eidética (do grego eidos, que significa essência), capte-se na perspectividade um sentido que permita alcançar na coisa uma essência. (PIMENTEL, 210, p.83)
6.4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS
 Metodologicamente se caracterizou como um estudo etnográfico através da proposta do Futebol Callejero (FC), tendo como plataformas de experimentos os seguintes contextos sociais: (A) Comunidades ribeirinhas da foz do Rio São Francisco; (B) Projeto UFS futebol; (C) Escola Estadual Prof. Artur Fortes. 
 Transcorreu-se um período de observação de campo e levantamento de informações dos locais. Consequentemente, foram efetuadas duas dinâmicas do Futebol Callejero no contexto A e três dinâmicas nos contextos B e C, sendo classificados como: A1; A2; B1; B2; B3; C1; C; e C3. 
 
6.5 COMUNIDADES TRADICIONAIS DA FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO
6.5.1 qUILOMBO DA rESINA 
 Meu passado é de zumbi, minha essência é daqui
De um lugar calmo e belo
Que no espelho do rio, o azul com amarelo
Ao entardecer do dia, se faz um quadro singelo. 
Povo batalhador eu vi, reis e rainhas de si 
Do pouco cria o muito, cria à cria 
Sedenta e faminta, cabocla feliz.
Natureza, quanta beleza! O verde é fortaleza
Que nos guarda e proteja, maloca feliz. 
Mas a ganância mora ao lado, vizinho indesejado 
Açoitando e ludibriando desde o passado
Seus senhores, horrores, brancos macabros.
Querem o lugar do meu sustento, mas só lamento 
Não são guerreiros, não fugiremos
Resistiremos e vingaremos, os nossos negros. 
 (Marcel da Silva Amorim, 2017)
 
 Os dados a seguir foram coletados com base na tese da Dra. Michele Amorim Becker, intitulada como “OPINIÃO PÚBLICA E COMUNICAÇÃO DOS RISCOS SOCIOAMBIENTAIS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANSCISCO EM COMUNIDADES TRADICIONAIS DE SERGIPE”.
A pesquisadora informa que: 
A comunidade Quilombola da Resina está situada no município de Brejo Grande, no extremo nordeste do estado de Sergipe, a 137 km de Aracaju. O município localiza-se às margens do rio São Francisco em zona de planície litorânea. A região denominada “Foz do São Francisco”, marco da divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas, é de característica estuarina. Devido à sua localização geográfica privilegiada, os ecossistemas da Foz são conhecidos como importantes criadouros de espécies e favorecem, principalmente, os peixes que habitam a costa e os que vivem durante todo o seu ciclo de vida, ou parte dele, em águas com baixa salinidade. (p.169)
 (FIGURA 1 – Quilombo da Resina/ Michele A. Becker)
Prossegue, que em sua pesquisa obteve depoimentos de anciões e que estes afirmaram “ o povoado Resina, existe há muito tempo e ultrapassa várias gerações Primeiro, foram os escravos das fazendas de engenho que ao fugirem mata adentro acabavam se instalando próximos do rio. Depois, como “meeiros” na plantação de arroz nas lagoas da região. (p.171) 
 Quanto a comunidade quilombola a pesquisadora diz que é composta por 42 famílias que se caracterizam: “ como sendo do tipo nuclear (pai, mãe e filhos) e numerosa (5 membros, em 37% das famílias) e vivem com uma renda de 1 a 3 salários mínimos” (p.176) 
 As festividades são de cunho religioso, como por exemplo a festa de Bom Jesus dos Navegantes, com realizações de oferendas ao santo. As recreações se evidenciam através das práticas de pesca, nado e o bába (sinônimo de futebol) ao entardecer com a baixa da maré. As crianças, também, se divertem com a caça de caranguejos, utilizando paus e garrafas pets, acumuladas com a poluição do rio. Outra forma de sustento da comunidade está relacionada ao turismo, com passeio de barco na foz do São Francisco e farol do cabeço.
 Conjuntamente, nota-se um clima de vigília e preocupação no povoado devido o conflito pelo direito de permanecerem em suas terras. Resistência está, que causou ocorrências policiais despertando atenção dos meios de comunicação gerando reportagens sobre o fato.
6.5.2 POVOADO SARAMÉM
 O Povoado Saramém está situado na cidade de Brejo Grande/SE, há 137 km de capital Aracaju, aproximadamente, 1km antes do Quilombo da Resina e constituiu-se pela migração dos antigos ribeirinhos do povoado do Cabeço que teve sua área submersa pelas águas do mar devido ao impacto ambiental do represamento do rio São Francisco com a construção da hidroelétrica de Xingó, em 1994. De acordo com relatos dos locais, também ocorreu, uma evasão de antigos habitantes do quilombo da Resina que não se declaram quilombolas e de pessoas que aceitaram ofertas financeiras de empreiteiros, para a mudança de território.
 (FIGURA 2 – POVOADO SARAMEM/ GOOGLE MAPS)
 Hoje, cerca de XX famílias residem no povoado e sustentam-se, basicamente, através da pesca e turismo. No local se encontra a Escola Estadual Manuel Alves Cavalcante, atualmente desativada, mas que possui uma quadra esportiva onde os moradores e, principalmente, as crianças usufruem para as recreações e que serviu de espaço para as dinâmicas do F.C.
6.6 DIARIO DE CAMPO: Observações do contexto (A)
 Dia 11/01/17
 Aceito um convite do meu cunhado, Dr. Evaldo Becker, para viajarmos a cidade de Brejo Grande/SE com propósito de resolver alguns problemas em relação há uma casa que adquiriu pela localidade. Chegando ao destino, nos hospedamos na residência do casal Chicão e Cida, amigos e anciões do vilarejo. 
Ao entardecer, acompanho Evaldo e Chicão para caminharmos pelo local. Na trilha que seguíamos até a comunidade quilombola da Resina, emergia uma linda paisagem do Rio São Francisco e natureza ao redor. Já na Resina, bebemos umas cervejas num bar à beira do rio e observamos os pescadores jogando futebol na areia da maré baixa. Entre um gole e outro, na roda de papo com outros frequentadores, surgiu um assunto que preocupava os locais. Falavam de uma luta que disputavam contra pessoas que queriam expulsa-los de suas terras. Interagindo no causo, soube que tais sujeitos são fazendeiros, membros de famílias tradicionais da região, bem como, os confrontos entre nativos e jagunços e o assédio de empreiteiras com intuito de desloca-los para a construção de resorts. 
Antes do retorno, nos deparamos com um pescador saindo do rio carregando um peixe nas mãos, assim, comprando o peixe fresco para o jantar. Chegando no pouso, dona Cida prepara a janta, enquanto Chicão lida com o fogo. Durante a refeição, proseamos novamente sobre os conflitos que ocorreram na comunidade e por quais meios legais os quilombolas poderiam se defender. Outra informação surpreendente, é que a iguaria que estávamos degustando, chegaria somente vinte dias depois ao mercado público da capital.
 Dia 12/01/17
Logo cedo, Evaldo e eu fomos resolver o imbróglio que nos levou até lá. Ao final da manhã, com tudo resolvido, banhamo-nos numa prainha que emergia com a baixa da maré do rio. Refletindo sobre o habitat e o clima tenso que o rodeia, cogitei na hipótese de ajudar a comunidade. Almoçamos com nossos anfitriões e partimos. Na volta, dialoguei com meu cunhado sobre como e quais as possibilidades que eu poderia servi-los.
 Dia 18/08/2017
 Depois de um longo tempo, retornei à comunidade do Quilombo da Resina com o objetivo de aplicar minha pesquisa. Desta vez, acompanhando o Professor Evaldo e sua esposa, minha irmã, Michele A. Becker, pesquisadora da região.
Ao chegarmos, fomos recebidos pelo Chicão, que estava capinando o quintal da casa do Evaldo e da Michele. Assentado, saí para caminhar pelo povoado, agora com o pensamentode compreender o habitat e suas características. 
Olhares atentos miram-se em mim 
Quem é esse cabra? O que quer, aqui?
Caminho com calma, escuto o passo
Pegadas no chão e meu embaraço 
Respiro profundo o cheiro do rio
Longe do meu lar e o bloquinho vazio. 
(Marcel Amorim)
 Dia 19/08/17
Acordei por volta das 7 horas e fui tomar café da manhã na casa do Chicão e Cida, no cardápio: Cuscuz, ovo e peixe frito. Na sequência matinal, brinquei com meu sobrinho Eduardo, 7 anos, que estava acompanhado de algumas crianças do povoado, que informaram que não frequentavam a escola, devido ao seu fechamento. Em seguida, acompanhei minha irmã e sua orientanda até o quilombo da Resina para averiguarmos se a associação dos moradores tinha condições de receber a reunião que tinham planejado anteriormente. Às 15 horas, retornamos ao quilombo para realizar o encontro que reuniu cerca de sete mulheres para uma sessão do documentário: Mulheres Invisíveis, produzido pela Sempreviva Organização Feminista (SOF) e posteriormente um debate com as participantes. 
No momento que ocorria a conversa, notei que as moradoras estavam desconfortáveis com a minha presença. Com isso, afastei-me da roda, porém ouvindo os relatos longinquamente, percebi que a separação de gênero é característica da comunidade. As mulheres exercem o papel de dona de casa, cuidam dos filhos e com raras exceções trabalham para ampliar a renda familiar na cooperativa da extração do óleo de cocô, formadas pelas próprias. Os homens, predominantemente, trabalham na pesca e roçado.
Às 20 horas, voltamos ao quilombo para outra sessão de vídeo e debate com os moradores. Antes da exibição do programa Caminhos da Reportagem, que abordava os defensores dos direitos humanos nas áreas de conflitos, no qual apareceria alguns locais da comunidade, fiz uma breve apresentação e explicação do motivo da minha visita, aproximadamente para cerca de 20 pessoas. 
No debate, líderes do quilombo reafirmavam a importância de manter vigilância na luta contra as oligarquias, mesmo que a situação esteja, aparentemente, em calmaria. Assim como, o apoio e compreensão ao movimento das mulheres na cooperativa da extração de óleo de coco.
 Mais tarde, no pouso, em companhia do Chicão e Cida, assamos um peixe na fogueira de chão e celebramos a amizade. 
 Dia 20/08/17
De manhã, refletindo sobre tudo que tinha ocorrido até o momento, nas conversas e manifestações dos nativos, conclui que não consegui aproximação suficiente para aborda-los e consequentemente, não haveria dados suficientes para responder o objetivo da pesquisa que era identificar e analisar práticas, projetos e vivências na comunidade quilombola da Resina que focassem a relação ser humano-natureza. Desolado, voltei para casa, depois do almoço, porem planejando outros meios de aproximação na comunidade.
 Dia 09/12/17
 Devido a maré cheia o jogo não pode ser feito à beira do rio. Deste modo, às 16:00h fui a quadra esportiva da escola Manuel Alves Cavalcante, onde haviam, aproximadamente, vinte meninos aguardando para realizar a primeira dinâmica do FC. Antes do jogo começar, apareceu um grupo de meninas querendo jogar no local, gerando uma breve discussão entre os locais. Com isso, fiz a sugestão de mesclar os times para que todos participassem mas recusaram a proposta, evidenciando, a princípio, um hábito de separação de gênero.
6.7 FC (A1)
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes foi organizada pelos próprios jogadores.
 REGRAS:
 Bola fora de jogo saindo nas linhas laterais e de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 FALTA = -1
 BOLA POR CIMA DA TELA = -1
 2º TEMPO: JOGO
 Bola rolando e percebo que os participantes possuem algumas técnicas dos fundamentos do jogo, além da cooperação com o toque de bola. Ao decorrer da partida, aflorou o nível de competitividade e faltas claramente cometidas, não eram assinaladas, com isso, jogadores deixando a quadra lesionados. 
 Os espectadores da arquibancada inflamando o ambiente e fazendo julgamentos de alguns jogadores que por sua vez retrucavam. Entretanto, sinto que apesar dos fatos que ocorridos, o grupo estava se divertindo com a atividade.
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	1
	 
	1
	GOL
	1
	 
	2
	FALTA
	0
	 
	-1
	BOLA POR CIMA DA TELA
	0
	 
	0
	RESULTADO FINAL
	2
	X
	2
 (FIGURA 3 - Futebol Callejero A1/ Marcel Amorim)
 Dia 26/01/18
 Voltei a comunidade ribeirinha com o intuito de finalizar os trabalhos de campo da pesquisa, mas recebo a informação que vários meninos do local foram viajar para disputar um campeonato de futebol. Por volta das 15:30h fui ao quilombo da Resina, mas não haviam crianças jogando futebol. Sem desanimar, alterei o plano e caminhei, novamente, para quadra esportiva da escola. Lá, 6 crianças, 4 meninos e 2 meninos estavam com uma bola. Com isso, propus o FC, recebendo o consentimento dos menores onde na sequência, para minha surpresa, apareceram mais algumas crianças para o jogo.
6.7.1 FC (A2)
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes foi organizada pelos próprios jogadores, ficando 5 para cada lado.
 REGRAS:
 Bola fora de jogo saindo nas linhas laterais e de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 No mínimo uma menina em cada equipe;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 2º TEMPO: JOGO
 No começo da prática sinto que as crianças estão um pouco tímidas pela minha presença, fazendo o jogo ficar mais tranquilo e respeitoso. Porém, instantes depois começaram as discussões e ofensas entre os participantes, aumentando o nível de competividade. Certo momento, parei o jogo para separar um desentendimento entre dois meninos. Apesar das atitudes agressivas, entendo que de maneira geral, o jogo promove um momento de brincadeira para o grupo.
 
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	1
	 
	1
	GOL
	1
	 
	2
	RESULTADO FINAL
	2
	X
	2
	 
 (FIGURA 4 – Futebol Callejero A2/ Marcel Amorim)
6.8 pROJETO de extensão def/ufs: modalidade FUTEBOL
 A Pró-Reitoria de Extensão em acordo com o Departamento de Educação Física estabeleceram uma parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Diomedes Santos Silva, para o desenvolvimento de atividades esportivas do DEF. A modalidade Futebol realizou-se entre o período de 13/09/17 à 14/03/18, dispondo do Prof. Matheus William Oliveira Santos e do estagiário: Marcel da Silva Amorim, havendo 50 alunos da faixa etária dos 7 aos 12 anos, fardamentos, materiais de treinamento e transporte escolar.
 (FIGURA 5 – Projeto de Extensão UFS/ Marcel Amorim) 
6.8.1 DIARIO DE CAMPO: Observações do contexto (B)
 O projeto social idealizou-se através do professor de educação física da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Diomedes Santos Silva, Marcelo XXXXXX que antes da docência, foi jogador profissional de futebol por times como o Vitória/BA. Atualmente, o Prof. Marcelo é presidente do Del Rey Esporte Clube, de Aracaju, (www.facebook.com/esporteclubedelrey) que atua como uma escola de futebol, cedendo os fardamentos e materiais para os treinamentos do projeto e vislumbrando possíveis talentos individuais. 
 A escola localiza-se no bairro Santa Maria, zona de expansão de Aracaju sendo uma comunidade de risco onde os alunos convivem com a violência urbana e doméstica, falta de infraestrutura básica e em certos casos, desnutrição. 
 	A princípio, os treinamentos tiveram foco para a parte disciplinar dos infantis, com orientações de comportamento e respeito perante aos treinadores. Após a “domesticação” dos menores, os treinamentos concentraram-separa a aprendizagem dos fundamentos básicos do futebol, como o domínio de bola, passes, chutes, dribles e movimentações técnicas/táticas com jogos.
6.8.2 FC (B1)
 Dia 13/12/17
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelo mediador, ficando 8 jogadores de colete e 9 s/colete.
 REGRAS:
 Bola fora de jogo saindo nas linhas laterais e de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 PONTUAÇÃO:
 Sugestão do mediador para que os princípios do jogo valessem 1 ponto cada. 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 DEFESA DO GOLEIRO = 1
 FALTA = -1
 2º TEMPO: JOGO
 Jogo de característica esportista, com certas noções dos fundamentos técnicos e das regras oficiais. Os comportamentos dos jogares, em sua grande maioria, é competitivo, extrapolando para ofensas e discussões e desorganização entre o grupo.
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	0
	 
	0
	GOL
	1
	 
	4
	DEFESA DO GOLEIRO
	1
	 
	2
	FALTA
	-1
	 
	-3
	RESULTADO FINAL
	1
	X
	3
 (FIGURA 5 – Futebol Callejero B1/ Marcel Amorim)
6.8.3 FC (B2)
 Dia 20/12/17
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelo mediador, ficando 6 jogadores de colete e 7 sem colete.
 REGRAS:
 Bola fora de jogo saindo nas linhas laterais e de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 GOL DE FALTA = 2
 DEFESA DO GOLEIRO = 1
 FALTA = -1
 2º TEMPO: JOGO
 Jogo com um nível médio de trocas de passes e cordial, mesmo com rispidez nas disputas. Ao decorrer da partida, discussões e xingamentos de fizeram presentes, além de cobranças individuais entre os jogadores por melhor rendimento. Apesar de certa hostilidade, nota-se uma alegria coletiva pela a atividade.
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	1
	 
	1
	COOPERAÇÃO
	1
	 
	1
	GOL
	4
	 
	2
	GOL DE FALTA
	0
	 
	0
	DEFESA DO GOLEIRO
	1
	 
	2
	FALTA
	-3
	 
	-3
	RESULTADO FINAL
	4
	X
	3
 (FIGURA 6 – Futebol Callejero B2/ Marcel Amorim)
	 (FIGURA 6 – Futebol Callejero B2/ Marcel Amorim)
6.8.4 FC (B3)
 Dia 17/01/18
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelo mediador, ficando 10 jogadores para cada lado.
 REGRAS:
 Bola fora de jogo saindo nas linhas laterais e de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 GOL DE CABEÇA = 1
 DEFESA DO GOLEIRO = 1
 FALTA = -1
 2º TEMPO: JOGO
 Jogo com de trocas de passes e jogadas individuais de bom nível. Porém com muitos xingamentos e discussões.
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	1
	 
	1
	GOL
	2
	 
	2
	GOL DE CABEÇA
	0
	 
	0
	DEFESA DO GOLEIRO
	2
	 
	5
	FALTA
	-1
	 
	-3
	RESULTADO FINAL
	4
	X
	5
 
 (FIGURA 7 – Futebol Callejero B3/ Marcel Amorim)
6.9 ESCOLA ESTADUAL PROF. ARTUR FORTES 
 As observações e informações do local foram retirados do relatório da disciplina: Estágio I.
 A primeira visita na Escola Estadual Prof. Artur Fortes ocorreu na segunda quinzena de junho/17 para a solicitar a autorização do estágio supervisionado. Com isso, conheço o diretor Alberto, que por sinal se formou pela universidade federal de Sergipe, assim, relembrando de alguns colegas da sua época que, atualmente, são docentes no DEF. Retornei à escola para iniciar os trabalhos de observação e o professor de educação física não se encontrava, então, permaneci pelo pátio interno enquanto ocorriam as aulas. Caminhei pelos recintos percebendo que se tratava de uma escola comunitária de pequeno porte que possuía um espaço físico com cinco salas de aula, sala dos professores, diretoria, escritório, biblioteca, cozinha, almoxarifado, duas salas auxiliares, de vídeo e reforço, pátio interno e externo, sendo ambientes simples, porém, bem conservados. Continuei as observações entre os dias 06 e 13 de julho, dessa maneira, adaptando-me com o ambiente escolar, alunos e funcionários. Nessa altura, já conhecendo o professor de educação física, Erinaldo.
 O olhar comparativo sobre o que é bom ou ruim, não cabe na observação, pois, consequentemente, utilizamos de experiências próprias como base de avaliação. Contudo, a realidade das pessoas e das épocas são diferentes. Para melhor compreensão das atitudes dos alunos, entendo que a rotina que vivenciam, interfere diretamente nas suas ações escolares.
 A escola fica no conjunto Jardim Esperança, vizinho ao bairro Inácio Barbosa. Ao todo, o bairro é composto pelos conjuntos, Inácio Barbosa, Jardim Esperança, Beira-rio, Pantanal e Parque dos Coqueiros. É um bairro arborizado, cuja a vocação boêmia serve a há anos como ponto de encontro para diversos artísticas e festas tradicionais como o carnaval e junina. Por outro ângulo, com famílias de diferentes padrões sociais, mas que em sua grande maioria, são pobres e negros, a violência se faz característica, principalmente, devido ao tráfico de drogas e furtos. O baixo nível de escolaridade da população, gera falta de oportunidades aos jovens, que veem no crime uma saída de sobrevivência, além da desigualdade de gênero e agressão a mulher. 
 Em vista disso, por vezes, na escola, surgem atitudes de desobediências, inquietudes e deferimento de palavras de baixo calão. Mesmo assim, os alunos possuem respeito e carinho pelos professores e funcionários. 
 Cenário habitual das periferias do país, a escola da comunidade, além de fazer o papel de promovedora de conhecimento, transforma-se em espaço de necessidades básicas, como alimentação e lazer.
6.9.1 FC (C1)
 Dia 14/12/17
 Aplicação da experiência para a turma do 5º ANO A.
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelos próprios alunos, ficando 4 para lado.
 REGRAS:
 Bola saindo de jogo ao bater no muro, subindo pela mureta e na linha de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 No mínimo uma menina por equipe;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 BOLA POR CIMA DO MURO = -1
 2º TEMPO: JOGO
 No começo do jogo os alunos mostraram cooperação e solidariedade com as meninas que estavam participando. Porém, ao passar o tempo o nível de competividade aumentou e por vezes, palavras de baixo calão foram proferidas durante a partida. Comportamentos de agressividade também foram percebidos.
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS 
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	1
	 
	1
	COOPERAÇÃO
	1
	 
	1
	GOL
	2
	 
	3
	BOLA POR CIMA DO MURO
	0
	 
	0
	RESULTADO FINAL
	4
	X
	5
 (FIGURA 8 – Futebol Callejero C1/ Marcel Amorim)
 6.9.2 FC (C2)
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelos próprios alunos, ficando 4 para lado.
 REGRAS:
 Bola saindo de jogo ao bater no muro, subindo pela mureta e na linha de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 No mínimo uma menina por equipe;
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 BOLA POR CIMA DO MURO = -1
 FALTA = -2 
 DEFESA DO GOLEIRO = 2
 2º TEMPO: JOGO
 De maneira geral um jogo competitivo com excesso de individualismo e agressividade. 
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	0
	 
	0
	GOL
	2
	 
	1
	BOLA POR CIMA DO MURO
	0
	 
	-2
	FALTA-2
	 
	0
	DEFESA DO GOLEIRO
	2
	 
	1
	RESULTADO FINAL
	2
	X
	0
 (FIGURA 9 – Futebol Callejero C2/ Marcel Amorim)
 Dia 15/12/17
 Aplicação da experiência para a turma do 4º ANO A.
6.9.3 FC (C3)
 1º TEMPO: MEDIAÇÃO
 Introdução dos princípios e diretrizes do jogo. A divisão das equipes organizada pelos próprios alunos, ficando 4 para lado.
 REGRAS:
 Bola saindo de jogo ao bater no muro, subindo pela mureta e na linha de fundo;
 Saída de jogo no meio de campo após o gol;
 No mínimo uma menina por equipe; 
 PONTUAÇÃO: 
 RESPEITO = 1
 SOLIDARIEDADE = 1
 COOPERAÇÃO = 1
 GOL = 1
 LAMBRETA = 1
 CANETA (bola passar no meio das pernas do adversário) = 1
 ELASTICO (drible) = 1
 XINGAMENTO = -1
 DEFESA DO GOLEIRO = 1
 2º TEMPO: JOGO
 Jogo com nível alto de disputa em certos momentos violento. Individualismo exacerbado e trocas de insultos. 
 3º TEMPO: CONTAGEM DOS PONTOS
	PONTOS
	EQUIPE A
	X
	EQUIPE B
	RESPEITO
	0
	 
	0
	SOLIDARIEDADE
	0
	 
	0
	COOPERAÇÃO
	0
	 
	0
	GOL
	3
	 
	6
	LAMBRETA
	0
	 
	1
	CANETA
	O
	 
	0
	ELASTICO 
	0
	 
	0
	XINGAMENTOS
	-1
	 
	-2
	DEFESA DO GOLEIRO
	2
	 
	1
	RESULTADO FINAL
	4
	X
	6
 (FIGURA 10 – Futebol Callejero C3/ Marcel Amorim)
7. Conclusão
8. referências
BECKER, Michele Amorim; OPINIÃO PÚBLICA E COMUNICAÇÃO DOS RISCOS SOCIOAMBIENTAIS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO EM COMUNIDADES TRADICIONAIS DE SERGIPE. Universidade Federal de Sergipe.
 BOAS, Franz, 1858-1942; ANTROPOLOGIA CULTURAL / Franz Boas; tradução Celso Castro – 4.ed. – Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2007.
 DAMATTA, Roberto. A bola corre mais que os homens. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.
 DAMATTA, Roberto e outros. Universo do Futebol: Esporte e Sociedade Brasileira. Rio de Janeiro, Pinakotheke, 1982.
 FÚTBOL CALLEJERO COMO METODOLOGÍA DE INSERCIÓN E INTERVENCIÓN TERRITORIAL. IMPLEMENTACIÓN Y PROYECCIONES; Felipe Michea; Santiago, 29 de Octubre de 2010
 FÚTBOL CALLEJERO: JUVENTUD, LIDERAZGO Y PARTICIPACIÓN TRAYECTORIAS JUVENILES EN ORGANIZACIONES SOCIALES DE AMÉRICA LATINA; Consultora EMETE, Luciano Rossini Esteban Serrani, Matías Weibel, Manuel Wainfeld
GUTTERMAN, Marcos. O futebol explica o brasil: uma história da maior expressão popular do país. São Paulo: Editora Contexto, 2010. 
(http://www.efdeportes.com/EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 17, Nº 175, Diciembre de 2012.)
(http://www.efdeportes.com/ Revista Digital ­ Buenos Aires ­ Año 12 ­ N° 118 ­ Marzo de 2008)
(http://www.mundialfutebolderua.org/mais-sobre-o-movimiento-de-futbol-callejero/)
MOTRICIDAD HUMANA: Cultura del cuerpo o cuerpo cultural; ECHEVERRI; Universidad del Cauca; Popayán – Colombia
TEORIAS DO LAZER / Giuliano Gomes de Assis Pimentel (organizador). -- Maringá : Eduem, 2010.
VAROTTO, Nathan R.; LEMOS, Fábio R. M. Compreensões sobre o processo de formação de mediadores/as no Fútbol Callejero. In: COLÓQUIO DE PESQUISA QUALITATIVA EM MOTRICIDADE HUMANA: ECOMOTRICIDADE E BEM VIVER / COLLOQUIUM ON QUALITATIVE RESEARCH IN HUMAN MOTRICITY: ECOMOTRICITY AND GOOD LIVING / COLOQUIO DE INVESTIGACIÓN CUALITATIVA EN MOTRICIDAD HUMANA: ECOMOTRICIDAD Y BUEN VIVIR, 7., 2017, Aracaju; São Cristóvão. Anais... / Annals... / Anales... São Carlos: SPQMH, 2017. p. 308-319.
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