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PROVA MODULAR 🩺 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 📍Definição Elevação sustentada da pressão arterial maior ou igual a 140 mmHg (PA sistólica) / 90 mmHg (PA diastólica) em medidas de consultório (ou maior que 130/80 mmHg em MAPA/MRPA). 📍Classificação Normal 120/80 mmHg Pré - Hipertensão 121–139 / 81–89 mmHg HAS Estágio 1 140–159 / 90–99 mmHg HAS Estágio 2 160–179/ 100–109 mmHg HAS Estágio 3 + 180 / + 110 mmHg HA sistólica isolada PAS ≥ 140 e PAD 300 mg/g (altamente aumentada). 🔑 Sempre classificar paciente por G + A → risco de progressão cardiovascular e renal. 📍Fisiopatologia • Lesão renal inicial → perda de néfrons funcionais. • Nefrópatas restantes sofrem hiperfiltraçãoadaptativa, o que gera esclerose glomerular progressiva. • Isso causa uma espiral de perda progressiva da função renal. 📍Principais causas • Diabetes Mellitus (nefropatia diabética) → causa + comum. • HAS. • Glomerulopatias 1º ou 2º. • Doenças hereditárias (ex.: rim policístico). • Nefrite intersticial crônica. • Uropatias obstrutivas. 📍Manifestações clínicas • Muitas vezes assintomática até estágios avançados. • Sintomas inespecíficos: o Fadiga; inapetência; náusea; prurido. • Sinais: o Edema, o Hipertensão de difícil controle o Anemia o Alterações ósseas. • Complicações: o Anemia da DRC o Distúrbio mineral e ósseo (hiperfosfatemia, hipocalcemia, hiperparatireoidismo secundário) o Acidose metabólica o Sobrecarga de volume. 📍Tratamento 1. Medidas gerais o Controle pressórico (meta 40 mEq/L Fração de excreção de sódio (FeNa%) 2% Osmolaridade urinária > 500 mOsm/kg o Clínica: tríade clássica → § Angina, § Síncope § Dispneia. o Exame: sopro sistólico ejetivo em foco aórtico, irradia para carótidas. o Conduta: troca valvar quando sintomática ou disfunção grave. • Insuficiência Aórtica (IA): o Comum em valva bicúspide, doenças do tecido conjuntivo (Marfan) e febre reumática. o Clínica: § Dispneia § Palpitações § Sinais periféricos de hiperdinâmica (pulsos amplos). o Exame: sopro diastólico em foco aórtico. 🔹 Valva Mitral • Estenose Mitral (EM): o Principalmente de origem reumática. o Mais prevalente em países em desenvolvimento. o Clínica: § Dispneia progressiva, § Hemoptise § Fibrilação atrial § Fenômenos embólicos. o Exame: sopro diastólico em ruflar, estalido de abertura, reforço pré-sistólico. o Conduta: valvotomia percutânea ou cirurgia em casos sintomáticos graves. • Insuficiência Mitral (IM): o + comum das valvopatias na prática geral. o Causas: febre reumática, degeneração mixomatosa, isquemia (pós-IAM), prolapso de valva mitral. o Clínica: § Dispneia § Fadiga § Palpitações (FA). o Exame: sopro holossistólico em foco mitral, irradia para axila. 🔹 Valva Tricúspide • Insuficiência Tricúspide (IT): o Geralmente secundária à hipertensão pulmonar ou dilatação de ventrículo direito. o Pode ser funcional (sem lesão anatômica). o Clínica: sinais de congestão sistêmica → § Edema § Ascite § Turgência jugular. o Exame: sopro holossistólico em foco tricúspide, aumenta com inspiração (sinal de Rivero- Carvallo). 🔹 Valva Pulmonar • Raras na prática clínica. • Estenose pulmonar geralmente congênita. • Insuficiência pulmonar pode aparecer em hipertensão pulmonar grave. Resumo para prova • Mais comum no mundo: Insuficiência Mitral. • Mais comum em países desenvolvidos: Estenose Aórtica degenerativa. • Mais comum em países em desenvolvimento: Estenose Mitral (reumática). • Mais comum do lado direito: Insuficiência Tricúspide (secundária). 🩺 INSUFICIÊNCIA CARDIACA (IC) 📍Definição Incapacidade dos ventrículos se encherem e esvaziarem de sangue de forma adequada. • IC com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER): FEVE ≤ 40%. • IC com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP): FEVE ≥ 50%, mas com sinais/sintomas de IC + disfunção diastólica. 📍Fatores de risco • Hipertensão arterial sistêmica; • Diabetes; • Dislipidemia; • Obesidade; • Envelhecimento. 📍Classificação 🔹 1. Estágios ACC/AHA (A a D) Baseado em risco, anatomia e sintomas: • Estágio A: o Alto risco de IC, mas sem doença estrutural e sem sintomas. o Conduta: prevenção → tratar comorbidades, estilo de vida. • Estágio B: o Doença estrutural cardíaca presente, mas sem sintomas de IC. o Conduta: IECA/ARNI, betabloqueador, estatina (se DAC). • Estágio C: o Doença estrutural + sinais e sintomas de IC (atuais ou prévios). o Conduta: tratamento completo (IECA/ARNI, BB, antagonista de aldosterona, iSGLT2, diurético). • Estágio D: o IC refratária, sintomas em repouso apesar de tratamento otimizado. o Conduta: medidas avançadas → suporte inotrópico contínuo, dispositivos, transplante cardíaco, cuidados paliativos. 🔹 2. Classificação pela Fração de Ejeção (FEVE) Critério morfologico/fisiopatológico: • IC com FE reduzida (ICFER): FEVE ≤ 40%. o Sistólica; Tem tratamento que aumenta sobrevida. • IC com FE levemente reduzida (ICFELR): FEVE 41–49%. o Perfil intermediário. • IC com FE preservada (ICFEP): FEVE ≥ 50%. o Diastólica; Tratamento limitado (controle de comorbidades e diurético para sintomas). 🔹 3. Classificação funcional (NYHA – sintomas) Baseada na tolerância ao esforço: • Classe I: doença estrutural, mas sem sintomas. • Classe II: sintomas leves, em atividades habituais. • Classe III: sintomas em atividades leves. • Classe IV: sintomas mesmo em repouso. Resumo prático • ACC/AHA (A–D): acompanha a progressão da doença → risco → estrutural → sintomas → refratária. • FEVE (ICFER x ICFEP): analisa a função ventricular. • NYHA: quantifica a limitação funcional. 👉 Prova costuma pedir: • Exemplo clínico → classificar no estágio ACC/AHA. • Eco mostrando FEVE → classificar em ICFER ou ICFEP. • Clínica de dispneia/limitação → classificar pela NYHA. 📍Fisiopatologia • ICFER: o Disfunção sistólica → o ventrículo esquerdo perde capacidade de contração. o Causas: infarto prévio (isquemia), miocardiopatias dilatadas, hipertensão grave. o Mecanismos: remodelamento ventricular, ativação neuro- hormonal (SRAA, SNS), retenção de Na+ e água. • ICFEP: o Disfunção diastólica → ventrículo rígido, relaxa mal → pressões de enchimento elevadas, mesmo com FE normal. o Causas: hipertensão arterial de longa data (hipertrofia VE), idade avançada, obesidade, diabetes, valvopatias. o Mecanismos: aumento da complacência reduzida, fibrose, inflamação. 📍Manifestações clínicas (comuns às duas) • Dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna. • Edema periférico, turgência jugular, hepatomegalia congestiva. • Fadiga, intolerância ao exercício. 👉 Diferenças: • ICFER: geralmente em pacientes mais jovens, história de IAM. • ICFEP: mais comum em idosos, mulheres, hipertensos, obesos, diabéticos. 📍Diagnóstico • Clínico + ecocardiograma (essencial para classificar). • ICFER: FEVE ≤ 40%. • ICFEP: FEVE ≥ 50% + sinais de disfunção diastólica (E/e’ aumentado, átrio esquerdo aumentado, HVE). • BNP/NT-proBNP: elevados em ambas. Geralmente, o diagnóstico da insuficiência cardíaca é clínico e pode ser dado através dos critérios de Framingham. 📍Tratamento Não Farmacológico 1. Educação e autocuidado 2. Controle hídrico e dietético 3. Estilo de vida 4. Manejo de comorbidades 5. Acompanhamento multidisciplinar 6. Vacinação 7. Evitar iatrogenia 📍Tratamento Farmacológico 🔹 ICFER (tem tratamento com drogas que aumentam sobrevida): • Pilares da terapia: o IECA ou BRA ou ARNI (sacubitril/valsartana). o Betabloqueadores (carvedilol, bisoprolol, metoprolol succinato). o Antagonista da aldosterona (espironolactona, eplerenona). o iSGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina). • Diuréticos: para controle de sintomas (não reduzem mortalidade). • Dispositivos: CDI, ressincronizador (em casos selecionados). 🔹 ICFEP (não há terapia comprovadamente eficaz para reduzir mortalidade): • Controle de sintomas com diuréticos. • Tratar fatores de risco: HAS, DM, obesidade, FA, DPOC, coronariopatia. • iSGLT2 (evidência mais recente: benefício em redução de hospitalizações). ✅ Resumo-chave de prova: • ICFER: tem tratamento específico que aumenta sobrevida. • ICFEP: foco é controlar comorbidades + diurético para sintomas. • BNP elevado em ambas, mas eco é quem define. • Sódio ↓, água ↓, peso diário, exercício regular, vacinas, cessar tabagismo, controlar comorbidades. • Sempre perguntar: paciente sabe reconhecer sinais de descompensação? Quadro comparativo – ICFER x ICFEP Característica ICFER ICFEP Fração de ejeção ≤ 40% ≥ 50% Mecanismo Disfunção sistólica (contração ruim) Disfunção diastólica (enchimento ruim) Perfil típico Homem, mais jovem, pós- IAM, miocardiopatia Mulher, idosa, HAS, DM, obesidade Sinais clínicos Dispneia, fadiga, edema Dispneia, intolerância ao exercício, edema Prognóstico Pior, mas tratamento eficaz (reduz mortalidade) Prognóstico variável, sem drogas específicas comprovadas Tratamento IECA/ARNI, BB, AAS, antagonista aldosterona, iSGLT2 Diuréticos + controle de comorbidades; iSGLT2 reduzem hospitalização 🩺 PERICARDITE AGUDA 📍Definição Inflamação aguda do pericárdio, geralmente com duração📍 Etiologia (principais causas) • Idiopática/viral (mais comum) → coxsackie, influenza, HIV. • Bacteriana (inclui TB): mais rara, mas grave. • Pós-IAM: síndrome de Dressler. • Autoimunes: LES, artrite reumatoide. • Uremia (DRC grave). • Neoplasias. • Pós-radioterapia, pós-cirurgia cardíaca. 📍Clínica • Dor torácica típica: o Aguda, pleurítica, piora em decúbito dorsal e melhora ao sentar-se e inclinar o tronco para frente. • Atrito pericárdico: som áspero, melhor auscultado em borda esternal esquerda, paciente inclinado para frente. • Febre baixa, mal-estar. • Pode evoluir para derrame pericárdico ou até tamponamento cardíaco. 📍ECG clássico em 4 fases • Elevação difusa do segmento ST (em concavidade superior, “em sorriso”). • Normalização do ST + inversão de onda T. • Onda T negativa difusa. • Normalização progressiva. 👉 Diferença do IAM: no pericardite, o ST elevado é difuso e sem onda Q patológica. 📍Exames complementares • ECG: típico em até 60% dos casos. • ECO: avalia derrame pericárdico. • Rx tórax: pode mostrar aumento da área cardíaca se derrame importante. • Laboratório: ↑ PCR, VHS, troponina (se miopericardite). 📍Tratamento • Medidas gerais: repouso relativo. • Fármacos: o AINEs (ibuprofeno, aspirina): primeira linha, por 1–2 semanas. o Colchicina: reduz recorrência, geralmente usada por 3 meses. o Corticoide: reservado para refratários, autoimunes ou contraindicação a AINEs (cuidado: ↑ risco de recorrência). • Tratar causa base: antibióticos se bacteriana, diálise se uremia etc. 📍Complicações • Derrame pericárdico. • Tamponamento cardíaco (choque obstrutivo → tríade de Beck: hipotensão, bulhas abafadas, turgência jugular). • Pericardite constritiva (crônica, fibrose do pericárdio). 📍Prognóstico • Maioria é benigna e autolimitada. • Recorrência em até 30%. • Pior prognóstico em: pericardite bacteriana, neoplásica, uremia e recorrente. ✅ Resumo de prova: • Dor torácica que melhora sentado e piora deitado. • ECG: ST elevado difuso + PR deprimido. • Atrito pericárdico é patognomônico. • Tratamento: AINE + colchicina; corticoide só em casos selecionados. 🩺 SÍNDROME CORONARIANA AGUDA (SCA) 📍Definição As síndromes coronarianas agudas (SCA) incluem 3 diferentes apresentações. Assim, temos: • Infarto agudo do miocárdio: o Sem elevação do segmento ST (IMSST) o Com elevação do segmento ST (IMCST) • Angina instável. Embora os tipos de SCA sejam diferentes, todas elas envolvem isquemia. A diferença entre elas são os sintomas, além dos resultados de exames e marcadores cardíacos. 1. Angina Estável • Definição: dor torácica por isquemia miocárdica transitória, desencadeada por esforço ou estresse, aliviada com repouso ou nitrato. • Fisiopatologia: obstrução coronariana fixa/estável (aterosclerose ≥ 70%). • Clínica: o Dor torácica típica, desencadeada por esforço/emocional, alívio em minutos. • ECG: geralmente normal em repouso; pode mostrar depressão de ST durante teste ergométrico. • Biomarcadores: negativos. • Tratamento: o Nitratos, betabloqueadores, BCC (controle de sintomas). o AAS e estatinas (reduzem eventos). o Controle de fatores de risco. o Revascularização (angioplastia ou CRM) em casos selecionados. 2. SCA sem supra de ST (Angina instável + IAM sem supra) • Definição: obstrução coronariana aguda por trombo não oclusivo (ou oclusivo transitório). • Fisiopatologia: ruptura/erosão de placa aterosclerótica instável → trombose parcial + isquemia miocárdica. • Clínica: o Dor torácica em repouso, prolongada ou de início recente, sem padrão fixo. • ECG: infradesnível do ST e/ou inversão de onda T (não há supra persistente). • Biomarcadores: o Angina instável: troponina normal. o IAM sem supra: troponina elevada (necrose miocárdica). • Tratamento: o Antiagregantes: AAS + inibidor P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor). o Anticoagulação (enoxaparina, fondaparinux). o Betabloqueador, estatina de alta potência, nitratos. o Estratificação de risco → angiografia precoce em alto risco. 3. SCA com supra de ST (IAM com supra) • Definição: obstrução total e persistente de uma artéria coronária. 🚨 IMPORTANTE É importante ter em mente que a trombólise não é realizada nos casos de IM Sem Supra de ST. Por outro lado, deve-se realizar um cateterismo e ofertar ao paciente: • Oxigenoterapia; • Ácido acetilsalicílico (AAS); • Clopidogrel; • Nitratos; • Morfina; • Inibidores de glicoproteínas IIb/IIa; • Betabloqueador; • Heparina; • Estatinas; • IECA; • Realização do controle glicêmico. • Fisiopatologia: ruptura de placa aterosclerótica + trombo oclusivo → necrose transmural. • Clínica: o Dor torácica intensa, súbita, > 20 min, não melhora com repouso/nitrato. Pode irradiar para mandíbula, ombro, dorso. • ECG: supra de ST ≥ 1 mm em ≥ 2 derivações contíguas OU bloqueio de ramo novo com clínica compatível. • Biomarcadores: troponina elevada (com curva ascendente/descendente). • Tratamento: reperfusão imediata: o ICP primária (ideal, até 90 min). o Trombolítico se ICP não disponível em até 120 min. o Além disso: AAS + P2Y12, anticoagulante, betabloqueador, estatina. Mas quais são as indicações para a realização da reperfusão precoce? • Infarto com supra de ST (IMCST); • Início dos sintomas 20min, não melhora ECG Normal ou isquemia induzida Infra de ST, T invertida Supra de ST Troponi na Negativa Negativa (AI) ou ↑ (IAMSSST) ↑↑ Condut a AAS, estatina, antianginoso s, revasculariz ação se indicado AAS + P2Y12 + anticoagula ção + estratifica ção invasiva Reperfusão imediata + AAS + P2Y12 + anticoagula ção 📍Perguntas frequentes 1. Quais são as SCA? o Angina instável, Infarto com supra de ST (IMCST) e infarto sem supra de ST (IMSST). 2. Das SCA’s, qual é a mais preocupante e deve ser tratada com urgência? o Infarto com supra de ST. 3. Quais exames complementares devem ser solicitados no paciente com SCA? o Troponina; o Eletrocardiograma; o Ecocardiograma; o Radiografia de tórax; o Ressonância magnética cardíaca. Mas quais são as indicações para a realização da reperfusão precoce? Infarto com supra de ST (IMCST); Início dos sintomas 45 anos e mulheres > 55 anos, mas risco aumenta muito após menopausa. • Maior incidência em pacientes com HAS, DM, DLP e tabagismo. 📍Fisiopatologia • Aterogênese: depósito de LDL- colesterol na íntima → inflamação → formação de placa aterosclerótica. • Com o tempo, a placa pode: o Crescer de forma estável → angina estável(estenose fixa). o Romper/ulcerar → trombose aguda → SCA (angina instável, IAMSSST, IAMCSST). • Isquemia miocárdica ocorre quando a oferta de O₂hipocapnia (alcalose respiratória). 📍Estratificação de risco • Baixo risco: estável hemodinamicamente, sem disfunção de VD. • Intermediário: estável, mas com disfunção de VD ou BNP/troponina ↑. • Alto risco (maciço): instabilidade hemodinâmica (PAS 80%. • Persistente leve: sintomas > 2x/semana, mas não diários. • Persistente moderada: sintomas diários, VEF1 60–80%. • Persistente grave: sintomas contínuos, VEF1 94%). o SABA inalatório repetido (salbutamol). o Ipratrópio inalatório (em crises moderadas/graves). o Corticoide sistêmico (prednisona VO ou metilprednisolona EV). o Sulfato de magnésio EV em casos graves refratários. o Internação/Uti se risco de insuficiência respiratória. 📍Resumo para prova • Asma = inflamação crônica + hiperresponsividade brônquica + sintomas variáveis e reversíveis. • Diagnóstico: clínica + espirometria (VEF1/CVF ↓, reversibilidade com BD). • Tratamento: ICS é a base; SABA só não é mais recomendado isoladamente. • Crise: O2 + SABA inalatório + corticoide sistêmico. 🩺 DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRONICA (DPOC) 📍Definição Doença comum, prevenível e tratável, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente progressiva, associada a resposta inflamatória crônica anormal dos pulmões a partículas nocivas ou gases. Inclui enfisema (destruição dos septos alveolares) e bronquite crônica (tosse produtiva ≥ 3 meses/ano por 2 anos consecutivos). 📍Epidemiologia • Prevalência mundial: ~10% dos adultos > 40 anos. • No Brasil, é a 4ª causa de morte por doença crônica. • Subdiagnosticada e frequentemente confundida com asma. 📍Fatores de risco • Tabagismo (principal, 80–90% dos casos). • Exposição ocupacional (poeira, fumaça). • Poluição do ar. • Deficiência de α1-antitripsina (raro, em jovens não fumantes). 📍Fisiopatologia • Inflamação crônica → remodelamento → estreitamento brônquico. • Desequilíbrio protease/antiprotease → destruição alveolar → enfisema. • Hipersecreção de muco → obstrução brônquica → bronquite crônica. • Consequências:o Aumento da resistência das vias aéreas. o Aprisionamento aéreo e hiperinsuflação. o Alteração na troca gasosa → hipoxemia crônica ± hipercapnia. 📍Manifestações clínicas • Tosse crônica. • Expectoração. • Dispneia progressiva, inicialmente aos esforços, depois em repouso. • Exacerbações frequentes (infecções). • Sinais avançados: o Tórax em barril (hiperinsuflação). o Uso de musculatura acessória. o Cor pulmonale (hipertensão pulmonar, turgência jugular, edema periférico). 📍Diagnóstico • Clínico + história de exposição (tabagismo). • Espirometria (padrão-ouro): o VEF1/CVF 40 anos, tabagismo Sintomas Variáveis, intermitentes Progressivos, persistentes História Atopia, alergia Tabagismo, ocupacional Reversibilidade Sim (VEF1 melhora com BD) Não completamente reversível Espirometria Obstrução variável, reversível Obstrução persistente (VEF1/CVF• ICFER: o 4 pilares → IECA/ARNI + BB + antagonista da aldosterona + iSGLT2. • ICFEP: o Diurético + tratar comorbidades; iSGLT2 ↓ internações. • Pericardite aguda: o AINE + colchicina. • DAC/Angina estável: o AAS + estatina + BB ± nitrato. • SCA sem supra (AI/IAMSSST): o AAS + P2Y12 + anticoagulação; estratificação invasiva. • IAM com supra: o Igual + reperfusão imediata (ICP/trombólise). • TVP: o Anticoagulação (heparina → varfarina/DOACs). • TEP: o Anticoagulação em todos; trombólise se instável. • Asma: o Corticoide Inalatório (base) ± LABA; crise: O₂ + SABA + corticoide sistêmico. • DPOC: o Cessar tabagismo; LABA/LAMA; ICS em casos selecionados; exacerbação → O₂ + SABA/SAMA + corticoide sistêmico ± antibiótico. 🩺 PEGADINHAS QUE PODEM CAIR HAS ❌ IECA + BRA nunca juntos ✔ Negros/idosos respondem melhor a tiazídico/BCC ✔ Tiazídico perde efeito se TFG