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GABARITO | Avaliação Final (Discursiva) - Individual
(Cod.:1523661)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 103024400
Qtd. de Questões 2
Nota 10,00
J.C.S., 56 anos, com sintomas gripais há 4 dias. Foi a um laboratório de análises clínicas e solicitou a 
realização do teste de sorologia IgG e IgM para Sars-Cov-2, este apresentou resultado não reagente. No dia 
seguinte, com sintomas mais intensos, procurou o pronto atendimento onde realizou a pesquisa de antígeno para 
Sars-CoV-2, no qual o resultado foi reagente. Disserte o motivo da discrepância dos resultados considerando a 
evolução clínica para detecção laboratorial.
Resposta esperada
*Conforme a evolução clínica da doença, a detecção laboratorial de IgG e IgM só seria possível após o 7°
dia após início dos sintomas, *por este motivo no primeiro teste temos o resultado não reagente. *A
discrepância ocorreu pelo erro na escolha do tipo de análise que iria ser realizada, visto que esses testes
podem ser solicitados e realizados sem prescrição médica.
Minha resposta
A discrepância entre os resultados dos exames do paciente J.C.S. está relacionada ao momento em que cada
teste foi realizado e ao tipo de exame escolhido. No 4º dia de sintomas, ele fez uma sorologia IgG e IgM, que
apresentou resultado não reagente. Esse resultado é esperado, pois a produção de anticorpos contra o SARS-
CoV-2 geralmente só atinge níveis detectáveis entre o 7º e o 10º dia após o início dos sintomas. Antes disso,
o organismo ainda está desenvolvendo a resposta imunológica, esse intervalo é conhecido como janela
imunológica. No dia seguinte, no 5º dia de sintomas, J.C.S. realizou um teste de antígeno, que teve resultado
“reagente”. Esse tipo de teste detecta proteínas virais e é mais eficaz justamente na fase aguda da infecção,
quando a carga viral é mais alta. Portanto, não houve erro nos exames em si, mas sim uma inadequação na
escolha do primeiro teste. A sorologia não é indicada para o diagnóstico nos primeiros dias da doença. Essa
discrepância é comum em situações em que os testes são solicitados sem a devida orientação médica.
Retorno da correção
Parabéns, acadêmico, sua resposta atingiu os objetivos da questão e você contemplou o esperado,
demonstrando a competência da análise e síntese do assunto abordado, apresentando excelentes argumentos
próprios, com base nos materiais disponibilizados.
[Laboratório Virtual - VDRL] A sífilis é uma doença de evolução lenta. Quando não é tratada, alterna períodos 
sintomáticos e assintomáticos, com características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas, divididas 
em três fases: sífilis primária, sífilis secundária e sífilis terciária. Atualmente, os exames para diagnóstico de 
sífilis se dividem em testes sorológicos treponêmicos e testes sorológicos não treponêmicos.
Explique por que o teste VDRL é considerado não treponêmico abordando também o objetivo de se realizar o 
teste qualitativo e semiquantitativo. 
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Resposta esperada
O VDRL é um teste de triagem não treponêmico para sífilis, isso significa que não avalia a presença de
anticorpos produzidos especificamente para combater a bactéria T. pallidum. Este teste avalia a presença de
anticorpos anticardiolipina (não treponêmicos) geralmente presentes na infecção sífilis. O teste qualitativo é
realizado a fim de detectar a presença ou ausência do anticorpo na amostra. No entanto, o teste
semiqualitativo, através de uma diluição seriada da amostra, proporciona uma estimativa da quantidade de
anticorpos presentes na amostra testada.
Minha resposta
O teste VDRL é considerado um exame não treponêmico porque não detecta anticorpos específicos contra o
Treponema pallidum, agente causador da sífilis. Em vez disso, identifica anticorpos anticardiolipina, também
chamados de reaginas, produzidos em resposta ao dano celular decorrente da infecção. Por não serem
exclusivos da sífilis, esses anticorpos podem estar presentes em outras condições clínicas, o que pode gerar
falsos positivos, tornando necessária a confirmação com testes treponêmicos. A aplicação do VDRL envolve
duas etapas: a qualitativa, que determina apenas se a amostra é reagente ou não, sendo útil como triagem; e a
semiquantitativa, que consiste na titulação seriada da amostra reagente. Esta segunda etapa permite estimar a
quantidade de anticorpos presentes, sendo fundamental para avaliar a atividade da infecção e monitorar a
resposta ao tratamento, por meio da observação da variação dos títulos ao longo do tempo.
Retorno da correção
Parabéns, acadêmico, sua resposta atingiu os objetivos da questão e você contemplou o esperado,
demonstrando a competência da análise e síntese do assunto abordado, apresentando excelentes argumentos
próprios, com base nos materiais disponibilizados.
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