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MONITORAÇÃO Frequência de monitoração = vigilância do anestesista Notas por anestesistas atentos Reduz incidência e gravidade de eventos adversos MORTALIDADE Cães= 0,17 Gatos: 0,24 Equinos: 1% QUANDO MONITORAR? Período pré-operatório Determinar a existência e magnitude de processos anormais que possam comprometer à resposta anestésica e o procedimento cirúrgico Período grana-operatório Garantir um plano anestésico adequado com comprometimento fisiológico mínimo Periodo pós operatório Garantir o completo retorno da anestesia e providenciar analgesia adequada, evitando complicações tardias. FICHA ANESTÉSICA Documento que permite avaliação dos parâmetros do paciente em intervalos regulares também serve para adequação do plano anestésico Respaldo para possíveis intercorrências Lembrar sempre de colocar a data, assinar e carimbar Se houver outras pessoas na anestesia, solicitar assinatura. MONITORAÇÃO A monitoração anestesica inicia muito antes da anestesia começar É necessario saber o que é normal e fisiológico para cada paciente e buscar as causas das possíveis alterações durante a anestesia. MONITORAÇÃO DA PROFUNDIDADE ANESTÉSICA Posição do globo ocular Depressão dos reflexos protetores Reflexo palpebral e da córnea Reflexo anal Miorrelaxamento Ausência de resposta ao estimulo doloroso EXISTEM DIVERSOS PARÂMETROS PARA SEREM MONITORADOS Frequência cardíaca Frequência respiratória e amplitude da caixa torácica Oxigenação/ventilação/capnografia Pressão arterial Hemogasometria Débito urinário Dor Glicemia Temperatura corporal Estado de consciência ECG FREQUÊNCIAS: Cardíacas e respiratórias Devem ser realizadas com estetoscópio antes do monitor ELETROCARDIOGRAMA Monitora a atividade elétrica do coração, detectando arritmias, distúrbios eletrolíticos e isquemias Alterações na frequência e no ritmo cardíaco são frequentes durante a anestesia, com uma incidência que varia entre 50 e 80% ECG(pré,trans e pós anestesico) Simples e eficiente Ritmo( condução do impulso elétrico no coração) Identificar e tratar alterações: BAV,arritmias Interferências Tremores,respiração,eletrocautério,bomba de infusão,mesa cirurgica Ausculta de tórax Palpação de pulso periférico Avaliação da coloracao das mucosas TPC MONITORAÇÃO FREQ. RESPIRATÓRIA TRANSPORTE DE OXIGÊNIO: DO É o delivery de oxigênio Necessita do débito cardíaco (volume sistólico e frequência cardíaca) hemoglobina, hemogasometria e saturação OXIGENAÇÃO/VENTILAÇÃO OXIMETRIA DE PULSO Oximetria: método não invasivo que permite avaliar a saturação de oxigênio arterial, com o objetivo de identificar episódios hipoxêmicos A oximetria de pulso é um método para mensuração da saturação arterial de oxigênio O seu uso pode alertar antecipadamente uma deterioração do sistema cardiopulmonar antes de ser clinicamente visivel, porém vale ressaltar que a oximetria de pulso pode sofrer interferência de varios fatores, dentre eles, a pigmentação e espessura da pele ou tecido, colocação do sensor. ALTURA DA ONDA Relacionada com a contratilidade cardíaca ONDA DICROTICA Fechamento da valvula aortica AUSÊNCIA DE ONDA DICRÓTICA Sugestivo de vasodilatação DISTÂNCIA DA BASE Relacionada com o volume sistólico CAPNOGRAFIA O monitoramento em tempo real da concentração ou pressão parcial de CO2 (dióxido de carbono) nos gases respiratórios expirados pelo paciente durante a ventilação pulmonar mecânica CAPNOGRAFIA Dividio em 4 fases Fase: 0 = inspiração Fase: 1,2 e 3 = expiração Fase: Platô alveolar Angulo alfa: estado V/Q — ventilação e perfusão pulmonar Angulo beta: inicio de inspiração PRESSÃO ARTERIAL Permite avaliar o plano anestésico, sendo um indicador precoce da função cardiovascular. Qualquer fator que altere o débito cardíaco ou a resistência vascular periferica altera a pressão sanguínea. PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA E NÃO INVASIVA REFERÊNCIAS PA sistolica: 90 a 150 (gatos 100 a 160 mmHg) PA média: 60-90 mmHg PA diastólica: 30 a 60 mmHg MÉTODO INVASIVO Cateterização de uma artéria.( pode estar acoplada a um sistema e a um monitor, ou em um manômetro) NÃO INVASIVOS Monitor oscilométrico ou Doppler ultrassônico MÉTODO INVASIVO Técnica padrão ouro — por minimizar os erros Monitoração continuada, facilidade para colher amostras sanguíneas para realização de hemogasometria Acessos mais comuns: artéria femoral, artéria podal dorsal, artéria auricular externa e a artéria sublingual; Consiste na colocação de um cateter venoso conectado a um transdutor de pressão por um tubo rigido e a obtenção dos valores da pressão sistólica, diastólica e média HEMOGASOMETRIA A hemogasometria e a mensuração de eletrólitos são exames laboratoriais importantes para caracterização e avaliação da intensidade dos desequilíbrios hidroeletroliticos e acido-base É possível analisar os gases sanguíneos Pressão parcial de oxigênio (po2) Pressao parcisl de dióxido de carbono Analise de bicarbonato e do Ph Coleta de sangue arterial: Para avaliação das desordens respiratórias primárias ou da função pulmonar Coleta de sangue venoso fornece informações acerca da perfusão tecidual e do estado ácido-base: acidose,alacalose…. MONITORAÇÃO DO DÉBITO URINÁRIO - MONITORAÇÃO DE DOR É considerada um dos 5 sinais vitais: pulso periferico, freq. Cardíaca, temperatura corporal, freq. Respiratoria e Dor! AVALIAR A TODO MOMENTO! GLICEMIA Importante monitoração em filhotes, idosos e diabéticos Glicemia ideal: 80-150 mg/dl TEMPERATURA CORPORAL HIPORTERMIA (Baixa temperatura) Arritmias, ausência de reflexos e resposta a dor, depressão do SNC e miocárdio, distúrbios de coagulação. Cães: 37,5-39,2 C Gatos: 37,8-39,2 Equinos: 37,5-38,5 Bovinos: 37,8-39,2 Temperatura retal é a mais fidedigna TEMPERATURA NA ANESTESIA Reduz atividade muscular, metabolismo e mecanismos termostaticos do hipotálamo. AUMENTA PERDA DE CALOR TEMPERATURA ATÉ 36 C Pouco prejudicial ao paciente, porém necessário monitoração continua até normalização 32C a 34 C Redução do requerimento anestésico e recuperação prolongada 28C a 30 Efeito depressor do SNC marcante e geralmente não há necessidade de agentes anestésicos. ESTADO DE CONSCIÊNCIA