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Curso de Farmácia 
Disciplina: Farmácia Homeopatica
Profa. Dra. Cláudia Cecílio Daher
Natal, 2025.2
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MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO:
ORIGEM E EXCIPIENTES UTILIZADOS
O QUE É MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO?
 “Medicamento homeopático é toda apresentação farmacêutica destinada a ser ministrada segundo o princípio da similitude, com finalidade preventiva e terapêutica, obtido pelo método de diluições seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas.”
 CARACTERÍSTICAS:
 Diluído / Dinamizado 
 Experimentado no homem sadio
 Utilizado de acordo com a Lei dos semelhantes
Capaz de ativar um complexo reativo natural
 Obter a cura ou prevenção das doenças.
CONSTITUIÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO
MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO = INSUMO ATIVO + INSUMO INERTE
 INSUMO ATIVO: é a droga ou fármaco que constitui o ponto de partida para a preparação de medicamento
 INSUMO INERTE: é a substância complementar de qualquer natureza, desprovida de propriedades farmacológicas ou terapêuticas e utilizada como veículos e excipientes de formas farmacêuticas. 
CONSTITUIÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO
 DROGA: Matéria prima de origem mineral, vegetal, animal ou biológica, utilizada para preparação do medicamento homeopático. 
 FÁRMACOS: Insumo ativo com finalidade terapêutica que, em contato ou introduzida em um sistema biológico, modifica uma ou mais de suas funções. 
 FORMAS FARMACÊUTICAS: são preparações resultantes da manipulação de insumos ativos e inertes
 TINTURA-MÃE: é o resultado da ação extrativa e/ou dissolvente por contato íntimo e prolongado, de um insumo inerte hidroalcoólico ou hidroglicerinado sobre determinada droga vegetal ou animal, fresca ou dessecada, por meio dos processos de maceração ou percolação.
NOSÓDIOS: medicamentos homeopáticos preparados a partir de produtos patológicos provenientes de animais e vegetais. 
SARCÓDIOS: medicamentos homeopáticos preparados a partir de produtos fisiológicos dos seres vivos em geral.
ORIGEM: REINO VEGETAL
 Planta inteira: 
Ex.: Belladonna
 Pulsatilla nigricans
 Hypericum perforatum 
Partes da planta:
Ex.: Allium cepa (bulbo)
 Ipecacuanha (raiz) 
 Nux vomica (sementes) 
 Tabacum (folhas) 
 Ruta graveolens (parte aéria) 
oRIGEM: REINO VEGETAL
 Produtos extrativos ou de transformação – sarcódios
Ex.: Terebenthina (óleo -resina ) 
 Opium (látex ) 
 Produtos patológicos – nosódios
Ex.: Ustilago maidis (doença de milho provocada por um fungo) 
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ORIGEM: REINO VEGETAL
Condições para coleta das plantas:
 Observar as condições climáticas e ambientais,
 Pela manhã, em dias ensolarados, livres de orvalho.
 Nunca colher em dias de chuva ou vento.
 Secar na sombra e em local ventilado.
 Preferir as plantas frescas às dissecadas.
 Preferir os vegetais silvestres aos cultivados
 Para a preparação das tinturas homeopáticas, o vegetal passa por uma seleção rigorosa em que são retiradas as partes deterioradas e as contaminações grosseiras.
 
ORIGEM: REINO VEGETAL
Condições para coleta das plantas:
Plantas inteiras: Floração
 Folhas: antes ou no início da floração
 Flores: imediatamente antes de desabrochar
 Frutos: início da maturação
 Sementes: total maturidade 
 Raízes, rizomas e bulbos: início do inverno – talos murchos, ou no início da primavera. 
 Lenho: início da primavera
 Cascas: período de desenvolvimento das folhas
 Caule: entre o desenvolvimento das folhas e a floração.
 
ORIGEM: REINO MINERAL
Minerais em estado natural: Ex.: Phosphorus, Chlorum, Sulphur, Aurum metalicum.
 Drogas de origem industrial: Ex.: Acidum phosphoricum, kalium sulfuricum, Sulfuricum
 Preparações especiais obtidas segundo fórmulas originais de Hahnemann: Ex.: Calcarea acética, Hepar sulphur. 
ORIGEM: REINO ANIMAL
Animal inteiro:
Ex.: Apis mellifica (abelha)
 Formica rufa (formiga)
 Aranea diadema (aranha porta cruz)
 Partes do animal:
Ex.: Thyroidinum (glândula tireóide)
 Carbo animalis (couro de boi carbonizado)
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ORIGEM: REINO ANIMAL
Produtos extrativos ou de transformação – sarcódios:
Ex.: Lachesis muta (veneno de cobra sururu)
 Calcarea carbonica (parte interna da concha da ostra)
 Produtos patológicos – nosódios:
Ex.: Medorrhinum (pus blenorrágico)
 Luesinum (raspado do cancro sifilítico) 
 Diphterinum (membrana diftérica) 
ORIGEM: REINO ANIMAL
Características do animal:
 Vivo (recém sacrificado)
 Morto (dessecado ou não)
 Sadio
 Adulto
 Utilizado na época de maior atividade biológica
 Época ideal coleta:Verão (metabolismo do animal aumentado) 
 Materiais isentos do vestígio de outras doenças.
ORIGEM: REINO FUNGI
São desprovidos de clorofila, celulose e tecidos verdadeiros.
 
 Fungos:
Ex.: Agaricus muscaricus (Agárico mosqueado)
 Lycoperdon bovista (Bovista)
ORIGEM: REINO MONERA
São constituídos por células que não apresentam o núcleo organizado (céls. procariontes )
 Bactérias:
Ex.: Streptococcinum (lisado de culturas do Streptococcus pyogenes) 
 Colibacilinum (lisado de culturas da E.coli)
 Toxinas:
Ex.: Tuberculinum (tuberculina bruta)
ORIGEM: REINO PROTISTA
Apresentam células com o núcleo organizado (cél. eucariontes)
Não especializadas como nos animais e vegetais.
 Protozoários:
Ex.: Giardinum (Giardia lamblia)
 Algas
Ex.: Fuccus vesiculosus
VEÍCULOS E EXCIPIENTES
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
ÁGUA
 Obtenção: Destilação, Bidestilação, Deionização com filtração esterilizante e Osmose reversa.
 Características: Estéril, límpida, incolor, inodora, isenta de impurezas (amônia, metais pesados, sulfatos e cloretos).
 Acondicionamento: recipientes bem fechados (barriletes de pvc ou de vidro).
 Validade: 24 horas
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
Álcool:
 Álcool etílico bidestilado
 Características: límpido, incolor, com odor característico, sabor ardente e livre de impurezas (aldeídos e álcoois superiores)
Acondicionamento: recipientes herméticos longe do fogo e do calor
 Utilização nas diversas graduações:
 Álcool a 20%: Triturações
 Álcool a 30%: Dispensação de medicamentos homeopáticos. 
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
Álcool:
 - Álcool a 70%: Dinamizações intermediárias, dinamizações utilizadas para impregnar formas farmacêuticas sólidas e moldagem dos tabletes. 
Álcool a 96%: Dinamização dos medicamentos na escala cinqüenta milesimal
 Outras graduações: utilizadas na preparação das tinturas –mãe, e na diluição de drogas solúveis, nas 3 primeiras dinamizações preparadas nas escalas CH e nas 6 primeiras da escala DH. 
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
GLICERINA
 Glicerina bidestilada
 Características: Clara, incolor, consistência de xarope, odor característico, sabor doce seguido de sensação de calor, isenta de contaminantes.
 Acondicionamento: recipientes bem fechados (vidro ou plástico).
 Utilização: tinturas-mãe preparadas a partir de órgãos e glândulas de animais superiores e alguns bioterápicos.
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
LACTOSE
 Obtenção: Leite de vaca
 Características: pó cristalino, branco, inodoro, leve sabor doce e livre de impurezas (amido, sacarose, glicose)
 Utilização: trituração, confecção de comprimidos e tabletes e impregnação de dinamizações líquidas para obtenção da forma farmacêutica sólida “papel”.
Acondicionamento: em recipientes bem fechados, pois absorve odores rapidamente.
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
SACAROSE
 Obtenção: cana-de-açucar
 Características: cristais incolores ou brancos ou pó cristalino branco com sabor bastante característico
 Acondicionamento: recipientes bem fechados
 Utilização: fabricação de glóbulos e microglóbulos
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
GLÓBULOS INERTES 
 Características: Grãos esféricos de sacarose cujos pesos variam entre 30mg e 70mg. São homogêneos, regulares, brancos, inodoros de sabor doce.
 Armazenamento: recipientes hermeticamente fechados
 Utilização: são impregnados com dinamizaçõeslíquidas, para a obtenção da f.f.sólida chamada glóbulos
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
MICROGLÓBULOS INERTES
 Características: pequeníssimas esferas compostas de sacarose e amido. São obtidos industrialmente com peso de 63mg para cada 100 microglóbulos. São homogêneos, brancos, regulares, inodoros e de sabor doce.
 Acondicionamento: fraso de vidro âmbar
 Utilização: preparação de medicamentos na escala cinquenta milesimal (LM).
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
COMPRIMIDOS INERTES
 Características: pequenos discos obtidos pela compressão de lactose ou mistura de lactose/sacarose. Pesam entre 100 e 300mg, são brancos, homogêneos, regulares, inodoros e de sabor levemente doce.
 Acondicionamento: recipiente bem fechado
 Utilização: são impregnados com dinamizações líquidas, para a obtençao da f.f.sólida chamada comprimidos
INSUMOS INERTES UTILIZADOS EM HOMEOPATIA
TABLETES INERTES
 Caracteristicas: são pequenos discos obtidos por moldagem da lactose em tableteiro cujo peso varia entre 100 e 300 mg. Saõ brancos, inodoros de sabor levemente adocicado. Não são tão homogêneos e regulares como os comprimidos.
 Acondicionamento: recipientes bem fechados
 Utilização: são impregnados com dinamizações líquidas, para a obtençao da f.f.sólida chamada tabletes
RECIPIENTES E ACESSÓRIOS
Preparação e estocagem de medicamentos: vidro incolor ou âmbar, classe hidrolítica I, II, III e NP.
Dispensação de medicamentos: 
Vidro: incolor ou âmbar, classe hidrolítica I, II, III e NP.
Plástico: branco leitoso de polietileno de alta densidade, polipropileno e policarbonato.
Papel: branco impermeável, tipo pérola branca.
Cápsulas: gelatinosas incolores nº 0.
Acessórios: tampas, batoques e gotejadores (polietileno ou polipropileno) . Cânulas (vidro), bulbos (látex ou silicone).
	Classe
hidrolítica	Características dos vidros
	 I	Vidro não alcalino,neutro,destinado a embalar medi-camentos p/ aplicações IV e uso parenteral. 
	 II	Vidro alcalino tipo III, que sofre tt/interno,tornando-se semineutro, utilizado p/ embalar produtos de uso parenteral(líquidos)q. não devem ter alterado seu pH
	 III	Vidro alcalino, em geral utilizado p/ preparações parenterais, exceto qdo ensaios de estabilidade adequados não recomendam sua utilização.
	 NP	Vidro não parenteral, alcalino, para embalagens de produtos para uso oral ou tópico.
LAVAGEM,SECAGEM E ESTERILIZAÇÃO
Vidros virgens/usados:
Lavar com água corrente;
Enxaguar duas vezes com água pura;
Escorrer
Esterilizar: autoclave 120°C, 1 atm, 30’ ou estufa 180°C, 30’/140°C, 60’
LAVAGEM,SECAGEM E ESTERILIZAÇÃO
2. Frascos plásticos e acessórios virgens:
Lavar com água corrente;
Enxaguar duas vezes com água pura;
Deixá-los imersos em álcool 70% por 2h.
Escorrer;
Secar a temperatura ambiente.
REFERÊNCIAS
FONTES, O.L. Farmácia Homeopática. 1ª edição. Editora Manole. São Paulo: 2001.
CORNILLOT, P. Tratado de Homeopatia. 1ª edição. Editora Artmed. São Paulo: 2005.
Farmacopéia Homeopática Brasileira. 3ª edição. 2011. 
Atividade
Obter 1.000 mL de álcool a 77°GL (v/v) a partir do álcool etílico 94,7°GL.
Atividade
Qual o reino de origem dos medicamentos homeopáticos abaixo:
Sanguinaria canadensis:
Lycoperdun bovista:
Opium:
Mercuris solubilis:
Causticum:
Giardinum: 
Hypophysinum:
Obrigada!
ccdaher@hotmail.com
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