Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
FUNÇÕES DO SIST. ESQUELÉTICO 
• Sustentação 
• Proteção 
• Armazenamento de sais minerais 
• Formação de células sanguíneas 
• Alavancagem 
COMPOSIÇÃO ÓSSEA 
Matriz óssea: 
• Orgânica (25 a 35% do peso) Colágeno 
Proteoglicanos e proteínas de adesão 
• Inorgânica (65 a 75% do peso) 
Principalmente, cálcio e fósforo : Ca3 
(PO4)2 + Ca(OH)2 = cristais de 
hidroxiapatita Outros minerais, como Mg, 
Na e K. 
CÉLULAS ESPECIALIZADAS 
Células óssea: responsáveis pelo 
metabolismo ósseo e capacidade de 
regeneração. 
• Osteoblasto que são as células responsáveis 
pela formação óssea; 
• Osteoclasto cuja função é a reabsorção 
óssea atuando na regeneração e 
remodelação óssea; 
• Osteócito que são células maduras derivadas 
dos osteoblastos. 
 
 
 
 
ESQUELETO AXIAL 
Sua função é proteger o Sistema Nervoso 
Central e alguns dos órgãos vitais localizados 
na região torácica. Por isso, o seu papel está 
relacionado com a proteção do organismo, 
sendo considerado o pilar central do sistema 
esquelético. 
 
ESQUELETO APENDICULAR 
O esqueleto apendicular compreende os 
ossos dos membros superiores e inferiores. 
Ele é responsável pela movimentação e 
sustentação do corpo. 
No total, o esqueleto apendicular é formado 
por 126 ossos, divididos na porção superior e 
inferior do corpo humano. 
Esqueleto apendicular superior 
O membro superior é formado pelo braço, 
antebraço, pulso e mão. Os ossos dos 
membros superiores são: 
• Clavícula: osso longo em formato de 
"s". 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
• Escápula ou omoplata: osso plano 
de forma triangular. 
• Úmero: articula o cotovelo com os 
ossos do antebraço. É o maior osso do 
membro superior. 
• Rádio: osso longo que constitui a 
porção lateral do antebraço. 
• Ulna: osso longo que constitui a 
porção medial do antebraço. 
• Ossos da mão e punho: constituídos 
por pequenos e maciços ossos 
chamados de carpos, metacarpos e 
falanges. Ao todo, correspondem a 27 
ossos que trabalham em conjunto. 
No esqueleto apendicular superior existe 
ainda a cintura escapular, constituída pela 
clavícula e escápula. A escápula liga-se ao 
esqueleto axial através de músculos. 
Esqueleto apendicular inferior 
O membro inferior é formado pela coxa, 
perna, tornozelo e pé. Eles são 
responsáveispela sustentação e locomoção 
do corpo. Os ossos dos membros inferiores 
são: 
• Ossos do quadril: representa a fusão 
de três ossos - ílio, ísquio e púbis. 
• Fêmur: osso mais longo do corpo, 
presente entre a extremidade do 
quadril até o joelho. 
• Patela: osso triangular chato, 
responsável pela proteção da 
articulação do joelho. 
• Tíbia: osso longo localizado entre os 
pés e joelhos, responsável pela 
sustentação do peso do corpo. É o 
segundo maior osso do corpo. 
• Fíbula: osso longo que faz parte da 
articulação do joelho e não possui 
função relacionada à sustentação do 
corpo. 
• Ossos do pé e tornozelo: os ossos do 
pé são divididos em tarsos, metatarsos 
e falanges, somando 26 ossos. O 
tornozelo é a articulação entre o pé e 
a perna, sendo formado pela tíbia, 
fíbula, e por um osso do pé, o tálus. 
 
 
 
Existe ainda a cintua pélvica, formada pelo 
osso ilíaco. Ela é responsável pela ligação 
entre os membros inferiores ao tronco, que 
corresponde a uma porção do esqueleto axial. 
https://www.todamateria.com.br/ossos-da-mao/
https://www.todamateria.com.br/membros-inferiores/
https://www.todamateria.com.br/esqueleto-axial/
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS 
OSSOS LONGOS 
• Tem o comprimento maior que a largura e 
são constituídos por um corpo e duas 
extremidades. 
• Apresenta 2 epífise e 1 diáfise Fêmur, 
úmero, rádio, ulna, fíbula, tíbia 
OSSOS PLANOS (LAMINARES) 
• Comprimento e largura equivalentes, 
predominando sobre a espessura. 
• Proteção e geram grandes áreas para 
inserção de músculos. 
• Ossos do crânio, escápula, íleo 
OSSOS CURTOS 
• São parecidos com um cubo, tendo seus 
comprimentos praticamente iguais às suas 
larguras. - Compostos por osso esponjoso, 
• Superfície - fina camada de tecido ósseo 
compacto. Ossos do carpo e tarso 
OSSOS PNEUMÁTICOS 
• São osso ocos, com numerosas cavidades 
cheias de ar, apresentando pequeno peso em 
relação ao seu volume. 
OSSOS IRREGULARES 
• Apresentam formas complexas e não podem 
ser agrupados em nenhuma das categorias 
prévias. 
• Eles tem quantidades variáveis de osso 
esponjoso e de osso compacto. - Vértebras. 
- Sesamóides 
- Ossos curtos que se desenvolvem no interior 
de tendões ou cartilagens e auxiliam no 
deslizamento desses tendões Patela, 
 
articulação metacarpo-falangiana e 
metatarsofalangiana 
- Alongados 
• São ossos longos, porém achatados e não 
apresentam canal medular. 
• Costelas e clavícula 
- Suturais 
São pequenos ossos localizados dentro de 
articulações, chamadas de suturas, entre 
alguns ossos do crânio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
CRÂNIO 
• Em uma série de ossos articulados entre si 
por junturas imóveis, com exceção da 
mandíbula, que se articula com o osso 
temporal por uma articulação móvel-
sinovial. 
• Tem a forma ovóide e em arco, sendo mais 
espesso anterior e posteriormente, e mais 
delgado na região temporal. Esse formato 
amortece forças de compressão ou 
impacto. 
 
PLANO ORBITOMEÁTICO (de Frankfurt) 
Esse plano corresponde à posição 
natural do crânio, com o indivíduo em posição 
anatômica. Ele passa pela borda superior do 
meato acústico externo e pela borda inferior 
da órbita esquerda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
Neurocrânio (8 ossos) - Ossos planos 
(maioria) 
1 Frontal 
2 Parietais 
3 Occipital 
4 temporais 
1 esfenoide 
1 etmóide 
 
Viscerocrânio (14 ossos) – Ossos irregulares 
2 zigomáticos 
2 maxilas 
2 nasais 
2 lacrimais 
1 mandíbula 
2 palatinos 
1 vômer 
2 conchas nasais inferiores 
 
 
Estrutura da calvária 
 
Díploe: É um tecido esponjoso que compõe 
a calota craniana. 
 
 
 
FUNÇÕES DO CRÂNIO: 
• Abrigar e proteger o cérebro e os órgãos 
da sensibilidade da cabeça; 
• Proteger os nervos e vasos sanguíneos; 
• Permitir a passagem de ar e alimentos 
através das aberturas existentes; 
• Atuar no processo de mastigação a partir 
da atuação do maxilar, mandíbula e 
dentes. 
 
DESENVOLVIMENTO E OSSIFICAÇÃO 
• Os ossos do crânio originam – se do 
mesênquima em torno do encéfalo 
embrionário. 
• A ossificação desses ossos se faz por via 
intramembranosa ou endocondral. Isso é 
uma característica exclusiva do crânio, 
visto que, com exceção da clavícula, todos 
os ossos do restante do organismo 
apresentam ossificação apenas 
endocondral. 
• Aqueles que apresentam ossificação 
intramembranosa são os ossos da calvária 
e uma pequena parte da base do crânio. 
São eles: o frontal, os parietais, a parte 
escamosa dos temporais, a parte superior 
da parte escamosa do occipital, o vômer, 
os lacrimais, nasais e palatinos, a maior 
parte dos processos pterigoides e as asas 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
do esfenoide, os zigomáticos, as maxilas e 
a mandíbula. 
• Já os ossos que apresentam ossificação 
endocondral constituem a maior parte da 
base do crânio e formam, precocemente, 
na vida fetal, o condrocrânio. Eles são: a 
maior parte do occipital, as partes petrosa 
e mastoide dos temporais, corpo e asas 
menores do esfenoide, etmoide e conchas 
nasais inferiores. 
• No crânio adulto, ainda restam 
remanescentes cartilagíneos do 
condrocrânio, a parte frontal do septo 
nasal e o forame lacerado. 
• Crânio grande em proporção a outras 
partes do esqueleto; 
• Face representa 1/8 do crânio neonato; 
• Ossos unilaminares com ausência de 
díploe 
• Ossificação endocondral na base do 
crânio; 
• Ao nascer, a criança possui praticamente 
todo o encéfalo, olhos e ouvido formados, 
eestes não irão crescer muito com o 
desenvolvimento normal. 
• Assim, o neurocrânio apresenta uma 
dimensão praticamente definida, em 
quanto o viscerocrânio ainda está pouco 
desenvolvido, tendo a seguinte proporção: 
• 7/8 (Neurocrânio) e 1/8 (Viscerocrânio). 
• Ossificação intramembranosa aos demais 
ossos 
• O neurocrânio cresce até os 2 anos de 
idade, aproximadamente, acompanhando 
o crescimento encefálico, depois disso 
cresce relativamente pouco. O 
viscerocrânio, por sua vez, cresce muito, 
em todas as fases da vida adulta. 
• O início das atividades respiratórias e 
digestivas exerce papel importante no 
crescimento inicial do Viscerocrânio. 
• A expansão dos seios paranasais e a 
erupção dos dentes, também produzem 
grandes surtos de crescimento. 
• Até 2 anos – surgimento dos dentes 
decíduos (de leite) 
 
Dos 6 a 12 anos – erupção dos dentes 
permanentes Puberdade – trações 
musculares 
OSSO HIOIDE 
• É um osso em “U”, localizado 
anteriormente no pescoço, entre a 
mandíbula, e a laringe e preso ao crânio 
pelo ligamento estilo-hióideo. 
• Trata-se, portanto, de um osso que não se 
articula diretamente com outro, estando 
disposto entre músculos e ligamentos no 
pescoço. 
• Apresenta um corpo anterior e em forma 
de arco, dois cornos maiores e dois cornos 
menores. 
• No corno menor, se fixa o ligamento estilo-
hióideo. 
• O osso hióide separa no pescoço dois 
grupos musculares: os músculos supra-
hiódeos e os infrahióideos. 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
COLUNA VERTEBRAL 
CURVATURAS 
- Primárias 
- Secundárias 
 
ATLAS (C I) Primeira vértebra cervical 
- Ausência de corpo vertebral 
- Arco vertebrais anterior e posterior, 
contendo um tubérculo anterior e posterior 
- Faces articulares superiores ovais e faces 
articulares inferiores circulares 
- Maior forame vertebral 
 
 
 
 
 
VÉRTEBRA CERVICAL ÁXIS (C II) 
Segunda vértebra cervical 
Dente do áxis ou processo odontóide 
 
VÉRTEBRA CERVICAL C3 – C6 Vértebra 
Cervical Típica 
(permite passagem da artéria vertebral) 
 
VÉRTEBRA CERVICAL C7 – Vértebra 
Proeminente (transicional) 
- Apresenta processo espinhoso longo e 
delgado 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
MAXILA E MANDÍBULA: 
ARQUITETURA E ANATOMIA 
FUNCIONAL 
ANATOMIA DESCRITIVA 
Descrição puramente morfológica dos ossos 
ANATOMIA FUNCIONAL 
Enfatiza aspectos funcionais, especificando 
áreas de resistência e de fragilidade dos 
ossos, também conhecida como estudo da 
arquitetura maxilomandibular 
ANATOMIA TOPOGRÁFICA ALVÉOLO-
DENTAL 
Relaciona cada dente da maxila e da 
mandíbula com as estruturas ósseas 
adjacentes. 
MAXILA 
O viscerocrânio apresenta duas maxilas 
(direita e esquerda), juntas são o segundo 
maior osso da face e formam junções com os 
ossos nasais, lacrimais, frontal, etmoide, 
esfenoide, zigomáticos, vômer, conchas 
nasais inferiores e palatinos. 
Cada maxila é constituída por um corpo, um 
seio paranasal e quatro processos, entrando 
na formação da órbita, da cavidade oral e 
nasal, do seio maxilar e das fossas 
infratemporal e pterigopalatina. 
ACIDENTES ÓSSEOS DA MAXILA: 
FACE ANTERIOR DA MAXILA 
 
CORPO DA MAXILA: 
Apresenta forma piramidal, com uma base 
medial voltada para a cavidade nasal e um 
ápice lateral voltado para o processo 
zigomático. 
Eminências alveolares: série de elevações 
causadas pelas raízes dos dentes superiores. 
Dentre elas, a eminência canina é a mais 
pronunciada, causada pelo dente canino. 
Fossa canina: depressão lateralmente à 
eminência canina, localizada acima dos 
ápices dos pré-molares. Local de origem do 
M. levantador do ângulo da boca.Forame 
infra-orbital: localizada acima da fossa 
canina, responsável pela passagem dos 
vasos e nervos infra-orbitais (2º ramo do 
nervo trigêmeo). 
Abertura piriforme: delimitada pela borda 
medial da face anterior da maxila. Permite a 
visão interna da cavidade nasal, do septo 
nasal e das conchas nasais inferior e média. 
Espinha nasal anterior: processo 
pontiagudo que representa a fusão com a 
maxila oposta, responsável pela fixação da 
cartilagem do septo nasal. 
 
ACIDENTES DA FACE INFRATEMPORAL E 
FACE ORBITAL DA MAXILA 
Tuberosidade da maxila: convexa nos 
sentido súpero-inferior e lateromedial, 
responsável pela formação da parede posterior 
do seio maxilar e parede anterior da fossa 
infratemporal. 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
Processo zigomático da maxila: projeção 
irregular que se dirige para o osso zigomático, 
nas quais as faces anterior, infratemporal e 
orbital da maxila se convergem. 
 
Foraminas alveolares: pequenos forames no 
centro da face infratemporal, que contém os 
vasos e ramos alveolares superiores 
posteriores. 
 
Túber da maxila (tubérculo alveolar): 
eminência arredondada na extremidade 
inferior e posterior da face infratemporal, 
responsável pela articulação ao processo 
piramidal do palatino e ao processo 
pterigoideo do esfenóide. 
 
Face orbital: formato liso e triangular, forma 
grande parte do soalho da órbita. 
 
Fossa para o saco lacrimal: depressão 
formada pelo osso lacrimal e a parte medial da 
borda inferior da órbita. Limitada 
anteriormente pela crista lacrimal anterior. 
 
Canal lacrimonasal: continua-se 
inferiormente entre a maxila e o osso lacrimal. 
 
Canal infra-orbital: percorre o soalho da 
órbita de trás para diante e termina na face 
anterior da maxila através do forame infra-
órbital. Estruturas responsáveis pela 
passagem dos vasos e nervos infra-orbitais. 
 
Hiato maxilar: grande abertura óssea do seio 
maxilar para a cavidade nasal. 
 
Crista conchal: crista na parte anterior da 
face nasal da maxila responsável pela 
articulação com a concha nasal inferior. 
 
Crista etmoidal: eminência em direção ao 
processo frontal da maxila, responsável pela 
fixação do osso etmoide. 
 
 
 
 
FACE NASAL DA MAXILA 
PROCESSOS DA MAXILA 
Processo zigomático: projeção irregular 
que se dirige para o osso zigomático, nas 
quais as faces anterior, infratemporal e orbital 
da maxila se convergem. 
Processo frontal: projeta-se superiormente 
entre o osso nasal e lacrimal e articula-se 
com o frontal, nasal, lacrimal e etmoide. Na 
face lateral encontra- se a crista lacrimal 
anterior – fixa-se parte do ligamento 
palpebral medial – e na face medial 
encontram-se a crista conchal e a crista 
etmoidal. 
Processo alveolar: parte inferior do corpo da 
mandíbula os quais alojam os alvéolos dos 
dentes superiores. Constituído de duas 
lâminas ósseas paralelas e irregulares. A 
lâmina óssea vestibular ou externa 
continua-se na faces anterior e infratemporal. 
Já a lâmina óssea lingual é contínua com o 
processo palatino. Sendo assim, o espaço 
entre as duas lâminas é dividido em alvéolos 
dentais pelos septos interalveolares e os 
septos intra-alveolares (em dentes 
multirradiculados). 
Processo palatino: dirige-se medialmente 
para se articular com o lado oposto, 
contribuindo para a formação do palato duro 
(teto da cavidade oral, soalho da cavidade 
nasal). 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
ARQUITETURA ÓSSEA DA MAXILA: 
• Juntamente com o esqueleto fixo da face, 
a maxila forma uma unidade presa à base 
do crânio. 
• Formada por uma estrutura complexa 
capaz de resistir suficientemente a 
recepção e transmissão de forças 
mastigatórias dos dentes até o crânio. 
• As partes da maxila que não transmitem 
essas forças, reabsorvem-se devido ao 
desuso, ou seja, a manutenção e 
distribuição do tecido ósseo dependem da 
sua função mecânica. 
ZONAS DE RESISTÊNCIA: 
PILARES DE SUSTENTAÇÃO DA 
MAXILA 
 
Pilar canino: inicia-se no alvéolo do canino e 
dirige-se superiormente pela borda lateral da 
abertura piriforme, continua pelo processo 
frontal da maxila e termina na borda supra-
orbital. Na região do seio maxilar e cavidade 
nasal, apresenta uma secção triangular, com 
lâminas ósseas compactase osso esponjoso 
interno. 
 
Pilar zigomático: inicia-se no álveolo do 
primeiro molar, passa pela crista 
infrazigomática, posteriormente pelo processo 
zigomático da maxila, pelo corpo do osso 
zigomático, terminando no osso frontal através 
do processo zigomático. 
 
Pilar pterigoideo: Inicia-se no alvéolo do 
terceiro molar, passa para o processo 
piramidal do palatino e pelo processo 
pterigoideo do esfenóide conectando-se à 
 
 
base do crânio. 
 
Vigas horizontais: pilares caninos unidos 
entre si por meio de reforços ósseos acima e 
abaixo da abertura piriforme, e ligados ao pilar 
zigomático por meio de da borda supra-orbital 
e borda infra-orbital. Já o pilar zigomático 
estabiliza-se através do arco zigomático. O 
palato duro é uma importante viga horizontal 
pois une entre si os três pilares da maxila. 
PONTOS CRANIOMETRICOS 
Maxila abriga dois pontos craniométricos: 
- Nasoespinhal: ponto mediano encontrado 
sobre uma linha que liga os pontos mais 
baixos de cada lado na abertura piriforme (na 
base da espinha nasal anterior. 
– Próstio: localizado no processo alveolar da 
maxila, entre os incisivos, na linha mediana 
anterior, que mais se projeta para baixo e para 
frente. 
 
IMAGEM DA MAXILA 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
MANDÍBULA 
Único osso móvel do esqueleto facial e o mais 
forte dos mesmos. Apresenta-se em forma de 
ferradura e situa-se inferiormente à face e 
junto com o osso hióide, forma o arcabouço 
de fixação dos músculos do soalho da boca. 
 
ACIDENTES ÓSSEOS: 
 
VISTA ANTERIOR DO CORPO DA MANDÍBULA 
 
Sínfise mentual: região mediana da 
mandíbula que representa a linha de fusão 
das duas metades do osso fetal. 
 
Protuberância mentual: elevação óssea em 
forma de triângulo inferiormente à sínfise 
mentual. 
 
Tubérculo mentual: pequena elevação 
formada pela união da borda inferior da 
mandíbula e da base triangular da 
protuberância mentual. 
 
Forame mentual: localizado entre a borda 
superior e inferior da mandíbula, entre os pré- 
molares inferiores, onde emergem os vasos e 
 
 
nervos mentuais (ramos do 3° par do nervo 
trigêmeo). 
VISTA INTERNA DA MANDÍBULA 
 
Espinha mentual: elevação irregular 
internamente na região da sínfise mentual. 
Esta pode apresentar um tubérculo superior e 
um tubérculo inferior, divididos em direito e 
esquerdo. Nestes se originam os músculos 
genioglosso (superior) e gênio-hióideo 
(inferior). 
 
Foramina lingual: pequeno forame acima da 
espinha mentual, responsável por atravessar 
um ramo da artéria sublingual. 
 
Linha milo-hióidea: cruza diagonalmente a 
face interna da mandíbula, iniciando-se 
abaixo da espinha mentual direcionando até a 
região do terceiro molar inferior. Linha 
responsável pela origem do m. milo-hióideo. 
 
Fóvea sublingual: acima e anterior à linha 
milo- hióidea, responsável por alojar a 
glândula sublingual. 
 
Fóvea submandibular: abaixo e posterior à 
linha milo-hióidea, responsável por alojar a 
glândula submandibular, localizada no 
pescoço. 
 
Fossa digástrica: depressão ao lado do 
plano mediano da base da mandíbula, 
responsável pela fixação dos ventres 
anteriores do m. digástrico. 
 
Processo alveolar da mandíbula: constitui a 
borda superior do corpo da mandíbula, 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
contendo os alvéolos dentais que alojam os 
dentes inferiores. 
 
Eminências alveolares: eminências na 
lâmina óssea vestibular causadas pelas raízes 
dos dentes inferiores, que vai desde os 
incisivos até os pré- molares. 
Trígono retromolar: pequena área 
triangular posteriormente ao terceiro molar, 
que representa a união das corticais do 
alvéolo desse dente. Responsável pela 
inserção da rafe pterigomandibular. 
Crista temporal: elevação a partir do 
trígono retromolar que se entende em 
direção ao processo coronóide, responsável 
pela inserção do tendão profundo do 
músculo temporal. 
Fossa retromolar: depressão localizada 
entre a borda anterior do ramo da mandíbula 
e a crista temporal. 
 
 
VISTA SÚPERO-MEDIAL DA 
MANDÍBULA 
 
Trígono retromolar: pequena área 
triangular posteriormente ao terceiro molar, 
que representa a união das corticais do 
alvéolo desse dente. Responsável pela 
inserção da rafe pterigomandibular. 
Crista temporal: elevação a partir do 
trígono retromolar que se entende em 
direção ao processo coronóide, responsável 
pela inserção do tendão profundo do 
músculo temporal. 
Fossa retromolar: depressão localizada 
entre a borda anterior do ramo da mandíbula 
e a crista temporal. 
 
RAMO DA MANDÍBULA 
VISTA LATERAL DA MANDÍBULA 
Tuberosidades massetéricas: pequenas 
saliências irregulares localizadas 
inferiormente na face externa do ramo da 
mandíbula, responsáveis pela inserção do m. 
masseter. 
 
Forame mandibular: localizado 
aproximadamente no centro da face interna do 
ramo da mandíbula. Representa a abertura do 
canal mandibular, que percorre internamente 
até o forame mentual. Canal e forame 
mandibular são percorridos pelos vasos e 
nervos alveolares inferiores (3° ramo do nervo 
trigêmio). 
 
Língula da mandíbula: pequena saliência no 
contorno anterior e medial do forame 
mandibular, responsável pela inserção do 
ligamento esfenomandibular. 
 
Sulco milo-hióideo: sulco que se dirige 
obliquamente e inferiormente a partir do 
forame mandibular, responsável por alojar o 
mervo milo- hióideo (3º ramo do trigêmeo). 
 
Tuberosidades pterigóideas: rugosidades 
próximas ao ângulo da mandíbula, 
responsáveis pela inserção do músculo 
pterigoideo medial. 
 
Ângulo da mandíbula: curvatura formada 
pela borda posterior do ramo da mandíbula e 
a base da mandíbula. 
 
Processo coronóide: achatado 
lateromedialmente e responsável pela 
inserção do tendão superficial do m. temporal. 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
Incisura da mandíbula: comunica a fossa 
infratemporal com a região massetérica e 
passam os nervos e vasos massetéricos (3º 
ramo do nervo trigêmeo). 
 
Processo condilar: 
 
Cabeça da mandíbula: saliência ovalada, 
mais alongada no sentido lateromedial, a qual 
faz parte da articulação temporomandibular 
(ATM). Mede cerca de 15 a 20 mm de largura 
e 8 a 10 mm de diâmetro ântero-posterior, 
formando um ângulo de 90º entre o seu longo 
eixo e o ramo da mandíbula. 
Colo da mandíbula: porção estreita 
localizada abaixo da cabeça da mandíbula, 
responsável pelo suporte da mesma. 
Apresenta uma depressão ântero-
medialmente, local de inserção do m. 
pterigoideo lateral. 
ARQUITETURA ÓSSEA DA 
MANDÍBULA: 
A mandíbula resiste à ação dos 
músculos da mastigação que se inserem nela 
e às forças mastigatórias oclusais, 
transmitindo-as para o crânio através da ATM. 
Para tanto, possui corticais ósseas espessas 
e esponjosa trabeculada orientada para 
distribuir tais forças. 
Zonas de resistência: 
TRAJETÓRIAS DE FORÇA NA MANDÍBULA 
Mento: região reforçada por corticais 
espessas e trabeculado denso. Responsável 
 
pela anulação de forças que tendem a dobrar 
a mandíbula entre si e forças de tração 
principalmente dos mm. Pterigoideos. 
Trajetória basilar: ocupa a parte inferior da 
mandíbula (base), desde a região do mento 
até a borda posterior do ramo, chegando ao 
côndilo. Responsável pela anulação de forças 
de compressão que atuam na mandíbula. 
Trajetória temporal: representada pelo 
espessamento ósseo da borda anterior da 
mandíbula e tem trajeto descendente a partir 
do processo coronóide até as linhas oblíqua e 
milo- hióidea, sendo causada pela tração do m. 
temporal. 
 
Trajetórias alveolares: 
 
Trajetória oblíqua: representada pela linha oblíqua 
da mandíbula, responsável pelas forças oclusais 
que passam pelos ligamentos periodontais 
chegando à linha oblíqua na face externa. 
 
Trajetória milo-hióidea: 
 
Responsável pelas forças oclusais que passam 
pelos ligamentos periodontais chegando à linha 
milo-hióideia na face interna. 
 
Ambas possuem trajeto posterior, cruzando a 
borda anterior do ramo e dirigindo-se para o 
côndilo.ZONAS DE FRAGILIDADE: 
Colo do côndilo; 
Região do corpo; 
Região de ângulo; 
Fraturas no ramo, processo coronóide e processo 
alveolar, em menores proporções. 
 
ZONAS DE FRAGILIDADE DA MANDÍBULA 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
ARTICULAÇÃO 
TEMPOROMANDIBULAR (ATM) 
 
Articulações sinoviais: 
 
As articulações sinoviais são junturas 
que permitem movimentos, que variam de 
pouco móveis até articulações mais móveis do 
corpo e se diferenciam das outras articulações 
do corpo principalmente por possuírem a 
cavidade articular, a qual é envolvida por uma 
cápsula articular que fixa os ossos da 
articulação. 
 
Histologicamente, a cápsula articular é 
constituída por uma membrana fibrosa 
externa – composta por tecido conjuntivo 
denso não modelado, principalmente fibras 
colágenas, que se fixa ao periósteo dos ossos 
da articulação - e uma membrana sinovial 
interna – composta por tecido conjuntivo 
elástico, responsável pela produção do 
líquido sinovial dentro da cavidade articular. 
 
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DA 
ATM: 
 
• ATM possui um disco articular que divide 
a articulação em duas (mandibulodiscal e 
temporodiscal) relacionadas aos ossos 
em que se articulam; 
• As duas ATMs estão conectadas entre si 
pela mandíbula e articulam o arco dental 
superior e inferior; 
• Possui revestimento de fibrocartilagem, 
dando maior capacidade de regeneração 
à ATM; 
• A cabeça da mandíbula cresce em 
superfície sem cartilagem epifisial; 
• Possui movimentos de rotação e 
translação associados, classificada como 
biaxial. 
 
Movimentos da ATM: 
ABERTURA: Afasta as arcadas uma da outra. 
OCLUSÃO: Fechamento da mandíbula. 
PROTUSÃO: Movimento em sentido anterior. 
 
 
RETRUSÃO: Movimento em sentido 
posterior. 
ROTAÇÃO: O côndilo gira dentro da cavidade 
articular. 
TRANSLAÇÃO: O côndilo desliza da 
cavidade articular até o tubérculo articular e 
retorna. LATERALIDADE: leve movimento da 
mandíbula de um lado para o outro 
PARTES ÓSSEAS ENVOLVIDAS: 
Côndilo mandibular (mandíbula) 
CÔNDILO DA MANDÍBULA 
 
O côndilo mandibular é uma saliência 
elipsoide convexa, localizada na porção 
póstero-superior do ramo da mandíbula e 
constitui a parte móvel da ATM. A parte da 
superfície posterior é rugosa e a superfície 
antero-superior é lisa e considerada a própria 
superfície articular. O côndilo é suportado 
pelo colo da mandíbula, o qual apresenta a 
fóvea pterigoidea (local de inserção do 
músculo pterigoideo lateral). 
 
Fossa Mandibular e Tubérculo 
Articular (Osso Temporal) 
 
Fossa mandibular (também conhecida como 
cavidade glenóide): depressão óssea 
posterior ao tubérculo articular, de forma 
elipsoide, localizada no osso temporal, onde 
se aloja o côndilo da mandíbula. Apresenta 
função passiva na dinâmica articular como 
receptáculo do côndilo da mandíbula. 
 
Tubérculo articular: eminência transversal 
que inicia a partir do tubérculo da raiz do 
zigoma e dirige-se medialmente na face 
inferior do temporal. Sendo o tubérculo 
articular juntamente com o côndilo da 
mandíbula os elementos ativos na dinâmica 
articular. 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
CARTILAGEM ARTICULAR 
Tecido conjuntivo fibroso, avascular, que 
recobre as superfícies ósseas da articulação, 
denominadas face articular temporal e face 
articular condilar. Responsável e apropriado 
para receber forças mastigatórias, sendo 
mais espessa nos pontos de maior atrito ou 
força e também possui maior capacidade de 
regeneração pela presença de fibrocartilagem 
(diferente da cartilagem hialina na maioria das 
articulações). 
 
DISCO ARTICULAR 
Constituído por um tecido fibrocartilaginoso, 
possui forma de S deitado e é responsável por 
estabilizar o côndilo mandibular na fossa 
temporal, devido a incongruência dessas 
superfícies ósseas. 
 
MEMBRANA SINOVIAL 
Tecido conjuntivo ricamente vascularizado, 
localizada no interior da ATM fora das áreas 
de atrito, responsável pela produção do 
líquido sinovial. Existem duas membranas 
sinoviais, uma para cada compartimento da 
ATM. 
 
LÍQUIDO SINOVIAL 
Líquido bastante viscoso, rico em ácido 
hialurônico, responsável pela lubrificação do 
interior da articulação, pela nutrição e 
proteção biológica da ATM. 
 
CÁPSULA ARTICULAR 
Cone de tecido fibroso, formada por feixes 
fibrosos verticais, sendo bastante delgada e 
frouxa e retém o líquido sinovial envolvendo 
toda a ATM. Essa disposição das fibras 
permite a amplitude considerável dos 
movimentos articulares. 
 
 
 
 
 
 
 
LIGAMENTOS 
LIGAMENTOS INTRA-ARTICULARES: 
Restringem o movimento do disco para fora 
do côndilo. 
 
Ligamento colateral lateral: estende-se do 
polo lateral do côndilo até a borda lateral do 
disco articular. 
 
Ligamento colateral medial: estende-se do 
polo medial do côndilo até a borda medial do 
disco articular. 
 
LIGAMENTOS EXTRA-ARTICULARES: 
 
Ligamento lateral da ATM: 
Feixe externo: estende-se do tubérculo 
articular e do processo zigomático até o colo 
do côndilo, impedindo a queda excessiva da 
mandíbula. 
 
Feixe interno: estende-se da superfície 
externa do tubérculo até o polo lateral do 
côndilo e parte posterior do disco articular, 
limitando o movimento posterior do côndilo e 
do disco. 
 
Ligamento medial da ATM: disposição 
medial, originando-se na espinha do esfenoide 
e descendo obliquamente até a porção 
póstero-medial do colo da mandíbula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
ZONAS DE RESISTÊNCIA E 
FRAGILIDADE 
 
• As zonas de fragilidade são geralmente 
perpendiculares às zonas de resistência). 
• Para derrubar um prédio,basta quebrar 
lateralmente seus pilares ou pilotis. 
• Para a maxila, o raciocínio é o mesmo, e 
suas linhas de fragilidade são 
predominantemente horizontais. 
• A maxila dificilmente se fratura 
isoladamente, visto que ela se relaciona 
intimamente com uma série de outros 
ossos da face. 
• Renné Le Fort (1901) estudou as fraturas 
da maxila em cadáveres, atirando-os ao 
solo e posteriormente dissecando-os. 
• Ele então classificou as zonas de 
fragilidade da maxila, e essa classificação 
ainda hoje é utilizada. Assim, descrevem-
se as fraturas tipo Le Port I, ll e III. 
 
Zonas de fragilidade da maxila 
 
Fratura Tipo Le Fort I (Horizontal ou 
Subapical) 
 
Esta linha de fratura ocorre imediatamente 
acima dos ápices dos dentes e estende-se 
posteriormente até a parte inferior do 
processo pterigóideo do esfenoide. Separa-
se assim o processo alveolar do corpo da 
maxila de cada lado e fraturam-se ainda o 
septo nasal ósseo (vômer), os dois palatinos 
e os dois processos pterigóideos. 
 
Ocorre, portanto, fratura dos três pilares de 
sustentação da maxila logo no seu início, 
 
 
próximo aos alvéolos. 
 
Fratura Tipo Le Fort II (Piramidal) 
 
A fratura é semelhante à do tipo Le Fort I na 
região lateral e posterior; contudo, na face 
anterior da maxila, ela se dirige 
superiormente, frarura a borda inferior da 
órbita, mantém íntegro o osso zigomático, 
passa pela borda medial da órbita e frarura o 
processo frontal da maxila e o osso nasal, 
próximo ao frontal. Dessa maneira, separa o 
viscerocrânio do neurocrânio na região da raiz 
do nariz. Internamente, há fratura alta do 
septo nasal, do osso etmóide e, 
ocasionalmente, frarura de sua lâmina 
cribriforme, podendo inclusive ocorrer 
rinorréia (perda de liquor pelo nariz). 
 
Os três pilares de sustentação da maxila são 
fraturados. Os pilares pterigóideo e 
zigomático são fraturados no mesmo ponto 
que na Le Fort I ou um pouco acima. 
 
O pilar canino é fraturado quando este 
alcança a base do crânio e ainda fratura-se a 
borda infra-orbital, a viga que une o pilar 
canino ao zigomático. 
 
Fratura Tipo Le Fort III (Disjunção Craniofacial) 
 
Esta é uma fratura mais alta, em que ocorre uma 
disjunção entre o viscerocrânio e o neurocrânio. 
Todos os pilares de sustentação da maxila sãofraturados na base do cranio. 
 
A fratura anteriormente é semelhante à do tipo Le 
Fort II, podendo também ocorrer rinorréia devido 
à frarura do etmóide. 
 
Ela continua-se pelas paredes medial e lateral da 
órbita, passando pela sutura frontozigomática. 
Fraruram-se ainda o arco zigomático e os 
processos pterigóideos e o septo nasal na base 
do crânio. 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
Zonas de fragilidade da mandíbula 
Colo da mandíbula 
 A principal zona de fragilidade da mandíbula 
é o colo da mandíbula, pois praticamente 
todas as trajetórias de força mandibulares 
chegam ao côndilo para serem dissipadas ao 
crânio através da ATM. 
 O colo da mandíbula, sendo uma estrutura 
frágil, tende a se fraturar, sobretudo nos 
traumas originados de impactos na região do 
mento. Como o mento é resistente e não se 
fratura facilmente, as forças aplicadas a ele 
são transmitidas em direção posterior, 
levando à fratura do colo da mandíbula 
Corpo da mandíbula 
As fraturas na região do corpo ocorrem 
sobretudo na região do canal e do forame 
mentuais, justamente devido à fragilidade que 
esses orifícios causam à integridade da 
região. Com menor frequência observam-se 
fraturas na região de molares, e menos ainda 
na região anterior do mento. 
 Região do Ângulo 
É uma área relativamente frágil, sobretudo na 
transição do segmento dental do corpo para o 
ramo da mandíbula. 
Outras Localizações 
Descrevem-se ainda fraturas no e no 
processo próprio ramo, no processo 
coronóide alveolar isoladamente. 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCIPAIS DIFERENÇAS SEXUAIS 
DA FACE 
A) A massa craniana masculina é mais 
quadrada e mais maciça, comparada com a 
das mulheres, que é mais arredondada e 
termina em ponta. 
B) Crista temporal – corre ao longo do lado de 
fora da parte superior do crânio, dando origem 
a forma quadrada da parte de cima da cabeça. 
Mais proeminente nos homens do que nas 
mulheres 
C) A margem supraorbital de uma mulher (a 
crista por cima dos olhos) é mais fina, 
enquanto dos homens é mais arredondada e 
achatada. 
D) O osso zigomático (a maçã do rosto, que 
está por baixo da crista inferior dos olhos) é 
mais pronunciado no crânio masculino. 
E) A mandíbula (maxilar inferior) de uma 
mulher é arredondada, enquanto a do homem 
é quadrada. 
F) O osso frontal – estrutura da testa que 
termina na sobrancelha. A testa do homem é 
mais baixa e mais inclinada. 
G) Os homens tem uma massa craniana mais 
comprida. 
H) O arco superciliar e grande e pronunciado 
no homem. 
I) O gônion de um homem (ponto inferior e 
mais posterior do ângulo da mandíbula) é 
mais virado para fora e tem um ângulo mais 
acentuado. 
J) Os dentes de um homem costumam ser 
maiores. 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
PRINCIPAIS DIFERENÇAS SEXUAIS 
DO CRÂNIO 
MASCULINO 
• Fronte mais inclinada para trás 
• Glabela e arcos superciliares salientes 
• Articulação fronto-nasal angulosa 
• Rebordas supraorbitárias rombas 
• Apófises mastoides proeminentes, 
servindo de pontos de apoio, tornando o 
crânio mais estável quando colocado 
sobre um plano 
• Peso – Crânio mais pesado 
• Mandíbula mais robusta, com cristas de 
inserções musculares mais acentuadas. 
Muito arqueada (peso médio80g) 
• Côndilos occipitais longos e estreitos 
• Apófises mastoides e estiloides maiores 
 
FEMININO 
 
• Fronte mais vertical 
• Glabela não saliente; continuação do perfil 
fronto-nasal 
• Articulação fronto-nasal curva. 
• Rebordas supraorbitárias cortantes 
• Apófises mastoides menos desenvolvidas. 
Quando o crânio é colocado sobre um 
plano, ele apoia-se no maxilar e no 
occipital, com menor estabilidade 
• Peso – Crânio mais leve 
• Mandíbula menos robusta,cristas de 
inserções musculares menos 
pronunciadas. Muito mais achatada (peso 
médio 63g). 
• Côndilos occipitais curtos e largos 
• Apófises mastoides e estiloides menores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
MÚSCULOS DA EXPRESSÃO FACIAL 
DIFERENÇAS DOS MÚSCULOS DO RESTO 
DO CORPO 
• Possuem origens e inserções em pontos 
ósseos 
• Tendão de inserção sempre maior que o 
de origem. 
• Fortes e longos. 
• Bem separados uns dos outros. 
• Todos possuem fáscia muscular. 
 
MÚSCULOS DA CABEÇA E PESCOÇO 
 
• Podem ter origens e inserções em outros 
músculos, na pele, na mucosa ou em 
ossos 
• Tendões muito pequenos, muitas vezes 
imperceptíveis e quase não há diferença 
entre os de origem e inserção. 
• Curtos e delicados 
• Suas fibras muitas vezes se entrelaçam. 
• Nem todos possuem fáscia muscular. 
 
OCCIPITOFRONTAL 
• ORIGEM Aponeurose epicrânica. 
• INSERÇÃO Pele do supercílio; Occipital. 
• FUNÇÃO Puxa a pele da fronte para cima. 
 
CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO 
• ORIGEM Margem supraorbital do osso 
frontal. 
• INSERÇÃO Pele da extremidade lateral do 
supercílio. 
• FUNÇÃO Puxa o supercílio medialmente. 
 
 
ORBICULAR DO OLHO 
• ORIGEM Quase todocutâneo; Ligamentos 
palpebrais, lacrimal e maxila. 
• INSERÇÃO Pálpebras e pele periorbital. 
• FUNÇÃO Fecha as pálpebras e as 
comprime contra o olho. 
 
PRÓCERO 
• ORIGEM Osso nasal. 
• INSERÇÃO Pele da glabela. 
• FUNÇÃO Puxa a pele da glabela para 
baixo 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
NASAL 
• ORIGEM Eminência canina; Narina. 
• INSERÇÃO Dorso do nariz. 
• FUNÇÃO Comprime e dilata a narina. 
 
ORBICULAR DA BOCA 
• ORIGEM Quase todo cutâneo; Fóveas 
incisivas da maxila e mandíbula. 
• INSERÇÃO Pele e mucosasdos lábios; 
Septo Nasal. 
• FUNÇÃO Comprime os lábios contra os 
dentes; Fecha a boca; Protrai os lábios. 
 
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA 
ASA DO NARIZ 
• ORIGEM Processo frontal da maxila. 
• INSERÇÃO Asa do nariz; Lábio superior. 
• FUNÇÃO Levanta o lábio superior e a asa 
do nariz; Dilata as narinas. 
 
 
 
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR 
• ORIGEM Margem infraorbital . 
• INSERÇÃO Lábio Superior. 
• FUNÇÃO Levanta o lábio superior. 
 
LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA 
• ORIGEM Fossa canina da maxila. 
• INSERÇÃO Ângulo da boca. 
• FUNÇÃO Levanta o ângulo da boca. 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
ZIGOMÁTICO MENOR 
• ORIGEM Osso zigomático. 
• INSERÇÃO Lábio superior. 
• FUNÇÃO Levanta o lábio superior. 
ZIGOMÁTICO MAIOR 
• ORIGEM Osso zigomático. 
• INSERÇÃO Ângulo da boca. 
• FUNÇÃO Levanta o ângulo da boca. 
 
RISÓRIO 
• ORIGEM 
Pele da 
bochecha e 
fáscia 
massetérica. 
• INSERÇÃO 
Ângulo da 
boca. 
• FUNÇÃO 
Retrai o ângulo 
da boca. 
 
ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA 
• ORIGEM Base da mandíbula (da região 
molar ao tubérculo mentoniano). 
• INSERÇÃO Ângulo da boca. 
• FUNÇÃO Abaixa o ângulo da boca. 
 
ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR 
• ORIGEM Base da mandíbula (acima do 
abaixador do ângulo da boca). 
• INSERÇÃO Lábio inferior. 
• FUNÇÃO Abaixa o lábio inferior. 
 
MENTONIANO 
• ORIGEM Fossa mentoniana, acima do 
tubérculo mentoniano. 
• INSERÇÃO Pele do mento. 
• FUNÇÃO Enruga a pele do mento; Everte 
o lábio inferior. 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
BUCINADOR 
• ORIGEM Processos alveolares da maxila 
e da mandíbula na região molar; 
Ligamento pterigomandibular. 
• INSERÇÃO Ângulo da boca. 
• FUNÇÃO Distende a bochecha e a 
comprime de encontro aos dentes; Retrai 
o ângulo da boca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO 
MÚSCULOS QUE ABAIXAM A MANDÍBULA 
DIGÁSTRICO 
• ORIGEM Incisura mastóidea. 
• INSERÇÃO Fossa digástrica. 
• FUNÇÃO Retrai e abaixa a mandíbula. 
PTERIGÓIDEO LATERAL 
• ORIGEM Face lateral da lâmina lateral do 
processo pterigoide; Superfície 
infratemporal da asa maior do osso 
esfenóide. 
• INSERÇÃO Fóvea pterigoidea e margem 
anterior do disco da ATM. 
• FUNÇÃO Protrai e abaixa a mandíbula 
pela contração bilateral; Movimenta a 
mandíbula para os lados pela contração 
unilateral; Estabilizao disco articular da 
ATM. 
MÚSCULOS QUE ELEVAM A MANDÍBULA 
MASSETER 
• ORIGEM Margem inferior do osso e do 
arco zigomático. 
• INSERÇÃO 2/3 da face lateral do ramo da 
mandíbula. 
• FUNÇÃO Levanta a mandíbula. 
TEMPORAL 
• ORIGEM Soalho dafossa temporal; 
Superfície medial da fáscia temporal. 
• INSERÇÃO Bordas e face medial do 
processo coronóide; Borda anterior do 
ramo da mandíbula. 
• FUNÇÃO Levanta e retrai a mandíbula. 
PTERIGÓIDEO MEDIAL 
• ORIGEM Fossa pterigóidea. 
• INSERÇÃO Tuberosidade pterigoidea. 
• FUNÇÃO Eleva a mandíbula; Age como 
sinergista do masseter 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
 
MÚSCULOS DA LÍNGUA 
GENIOGLOSSO 
• ORIGEM Espinha mentoniana superior. 
• INSERÇÃO Ápice, dorso e raiz da língua. 
• FUNÇÃO Abaixa e protrai a língua; Retrai 
a ponta da * língua. 
HIOGLOSSO 
• ORIGEM Corno maior e corpo do hioide. 
• INSERÇÃO Lateral da língua. 
• FUNÇÃO Abaixa e ajuda retrair a língua. 
ESTILOGLOSSO 
• ORIGEM Processo estilóide. 
• INSERÇÃO Região posterolateral da 
língua. 
• FUNÇÃO Retrai e levanta os lados da 
língua. 
MÚSCULOS DO PALATO 
PALATO FARÍNGEO 
• ORIGEM Aponeurose palatina. 
• INSERÇÃO Superfície póstero lateral da 
faringe. 
• FUNÇÃO Eleva a faringe; Estreita o istmo 
da garganta. 
 
PALATOGLOSSO 
• ORIGEM Aponeurose palatina. 
• INSERÇÃO Região posterolateral da 
língua. 
• FUNÇÃO Eleva a língua ou abaixa o 
palato; Ajuda estreitar o istmo da garganta. 
TENSOR DO VÉU PALATINO 
• ORIGEM Fossa escafóidea - 11 
• INSERÇÃO Ao redor do hámulo 
pterigoideo; Aponeurose palatina. 
• FUNÇÃO Tensionar o palato mole. 
LEVANTADOR DO VÉU PALATINO 
• ORIGEM Região inferior da parte petrosa 
do osso temporal. 
• INSERÇÃO Aponeurose palatina. 
• FUNÇÃO Eleva o palato mole. 
MÚSCULO DA ÚVULA 
• ORIGEM Espinha nasal posterior. 
• INSERÇÃO Mucosa da úvula. 
• FUNÇÃO Movimenta a úvula. 
MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEOS 
ESTILO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Processo estiloide. 
• INSERÇÃO Osso hioide. 
• FUNÇÃO Puxa o hiode para cima e para 
trás 
MILO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Linha milo-hioidea. 
• INSERÇÃO Rafe milo-hioidea e corpo do 
hioide. 
• FUNÇÃO Eleva o soalho da boca, osso 
hioide e a língua. 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
 
GÊNIO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Espinha mentonianainferior. 
• INSERÇÃO Corpo do hioide. 
• FUNÇÃO Protrai e retrai o hioide e auxilia 
abaixar a mandíbula. 
MÚSCULOS INFRA-HIÓIDEOS 
OMO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Escápula. 
• INSERÇÃO Hiode. 
• FUNÇÃO Fixa e abaixa o hiode. 
ESTERNO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Manúbrio do esterno. 
• INSERÇÃO Hiode. 
• FUNÇÃO Fixa e abaixa o hiode. 
ESTERNOTIREÓIDEO 
• ORIGEM Manúbrio do esterno. 
• INSERÇÃO Cartilagem tireóidea. 
• FUNÇÃO Fixa e abaixa o hiode. 
TÍREO-HIÓIDEO 
• ORIGEM Cartilagem tireóidea. 
• INSERÇÃO Hioide. 
• FUNÇÃO Fixa e abaixa o hiode.

Mais conteúdos dessa disciplina