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Maxil� � Mandíbul� @DESTRINCHANDO.A.ODONTOLOGIA ➔ Introduçã�: Em odontologia, é necessário fazer um estudo detalhado da maxila e da mandíbula, já que estas têm relações intrínsecas com os dentes e a cavidade oral. ➔ M�il�: Na face, as duas maxilas articuladas formam o maxilar, que, com exceção da mandíbula, é o maior osso da face viscerocrânio Elas estão unidas aos ossos nasais, lacrimais, frontal, etmoide, esfenoide, zigomáticos, vômer, conchas nasais inferiores e palatinos. • Cada maxila apresenta um corpo central com uma cavidade pneumática, o seio maxilar, e quatro processos zigomáticos, frontal, alveolar e palatino. • A maxila entra na formação da órbita, das cavidades oral e nasal, do seio maxilar e das fossas infratemporal e pterigopalatina. ● Corpo da maxila: • É piramidal, com uma base medial, voltada para a cavidade nasal (face nasal), e um ápice lateral, em direção ao zigomático. • Além da face nasal apresenta ainda três faces, que correspondem às paredes do seio maxilar, denominadas anterior, infratemporal e orbital. ● Face anterior: • Esta face está voltada para os tecidos moles da face Pode se notar nesta face várias elevações causadas pelas raízes dos dentes superiores, denominadas eminências alveolares. • Entre a eminência canina e o incisivo lateral, uma pequena depressão da qual se origina o músculo abaixador do septo nasal pode ser denominada fosseta incisiva (fosseta mirtiforme. ● Fossa canina: • Existe outra depressão larga e rasa, localizada acima dos ápices dos pré molares O músculo levantador do ângulo da boca origina-se na fossa canina. • Acima da fossa está o forame infraorbital O músculo levantador do lábio superior origina se acima do forame, na margem inferior da órbita. • A margem medial da face anterior da maxila delimita a abertura piriforme No ponto de encontro entre as duas maxilas, um processo pontiagudo é a espinha nasal anterior. ● Face posterior: • É uma superfície convexa que forma a parede posterior do seio maxilar e, ao mesmo tempo, a parede anterior das fossas infratemporal e pterigopalatina. ● Face superior: • Lisa e triangular, forma grande parte do assoalho da órbita Na parte posterior do assoalho da órbita, o sulco infraorbital marca o início do canal infraorbital, que tem um trajeto de trás para diante para terminar na face anterior da maxila por um forame infraorbital. ● Face medial: • Constitui a base da pirâmide voltada para o plano mediano e forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. • Em direção ao processo frontal da maxila, nota-se nesta face uma crista, a crista etmoidal, onde ocorre a junção com o osso etmoide. ● A maxila apresenta quatro processos: • zigomático; • frontal; • alveolar; • palatino; ● Processo zigomático: • É uma projeção irregular que se dirige para o osso zigomático A porção inferior do processo zigomático entra na formação da crista infrazigomática Esta é uma margem óssea, que desce até a região do primeiro ou segundo molares superiores e separa a face anterior da face posterior da maxila. ● Processo alveolar da maxila: • Da parte inferior do corpo da maxila, origina-se o processo alveolar da maxila, que aloja os alvéolos dentais superiores. • Ele é constituído de duas lâminas ósseas paralelas e irregulares, que se reúnem atrás do último dente em uma saliência arredondada, o túber da maxila. ● Processo alveolares: • O espaço entre as duas lâminas ósseas é ocupado pelos alvéolos dentais, separados entre sí pelos septos interalveolares Nos dentes multirradiculados os alvéolos são subdivididos por septos inter radiculares ou intra alveolares. • Os alvéolos variam em tamanho e profundidade, de acordo com o dente que alojam O conjunto dos alvéolos dentais com os dentes nas duas maxilas unidas forma o arco dental superior (arco dental maxilar). ● Processo palatino: • Dirige-se medialmente para se unir com o do lado oposto, contribuindo para a formação do palato duro. • A sutura que une esses processos é a sutura palatina mediana A sutura que une o osso palatino à maxila é a sutura palatina transversa. • Nas duas maxilas articuladas, posteriormente aos incisivos, encontra se o forame incisivo e deixam passar os vasos e nervos nasopalatinos • Nas regiões posterior e lateral do palato, encontra-se o forame palatino maior que dá passagem aos vasos e nervos palatinos maiores. ➔Mandíbul�: • É o osso mais forte e o único móvel do esqueleto da face, e junto com o temporal forma a articulação temporomandibular. • Situa-se inferiormente na face e, junto com o osso hióide, forma o arcabouço de fixação dos músculos do assoalho da boca. • Apresenta um corpo mediano e anterior e duas porções ascendentes e posteriores, os ramos da mandíbula. • O ângulo da mandíbula é a região de encontro entre os ramos e o corpo da mandíbula Ela é percorrida internamente por um canal neurovascular, o canal mandibular. ● Corpo: • Tem forma de ferradura, possuindo uma face externa e outra interna, limitadas pelas margens superior e inferior; • A região mediana, que representa a linha de fusão das duas metades do osso fetal, é a sínfise mentual. • Na face externa do corpo da mandíbula, a partir do primeiro molar, nota-se uma elevação que se continua com a margem anterior do ramo da mandíbula, denominada linha oblíqua. ● Face interna: • Margem superior; • Margem inferior; • Posteriormente ao terceiro molar, o processo alveolar apresenta a formação do trígono retromolar, pequena área triangular que representa a união das duas camadas corticais do alvéolo. ● Ramo da mandíbula: • A mandíbula apresenta dois ramos, direito e esquerdo, que constituem suas porções posterior e ascendente. • Cada ramo apresenta um formato retangular com duas faces (externa e interna), duas margens (anterior e posterior) e dois processos (condilar e coronóide). - Face externa e interna da mandíbula: • A face externa do ramo da mandíbula apresenta poucos acidentes anatômicos, sendo quase inteiramente lisa. • Inferiormente, sua superfície é irregular, surgindo pequenas saliências, as tuberosidades massetéricas, devidas à inserção do músculo masseter. • A principal estrutura da face interna é o forame mandibular. Ele representa a abertura do canal mandibular, que percorre a mandíbula internamente até a região do forame mentual. • O forame e o canal mandibular são percorridos pelos vasos e nervo alveolares inferiores. • No contorno anterior e medial do forame mandibular, nota se uma pequena saliência, a língula da mandíbula, onde se fixa o ligamento esfenomandibular. • A partir do forame mandibular, inicia se o sulco milo hióideo que se dirige obliquamente anterior e inferiormente. Este sulco aloja o nervo milo hióideo. • As rugosidades nesta face interna, próximas ao ângulo da mandíbula, são denominadas tuberosidades pterigóideas em virtude da inserção do músculo pterigóideo medial. • A margem posterior do ramo da mandíbula forma, com a base da mandíbula, o ângulo da mandíbula, que é palpável in vivo. • A margem posterior do ramo da mandíbula relaciona se com a glândula parótida, e nela se fixa mais inferiormente o ligamento estilomandibular. • A margem anterior do ramo da mandíbula é uma extensão da linha oblíqua, para cima, até o processo coronóide da mandíbula. • Essa margem é palpável, em grande extensão, por via intraoral, e nela se insere o tendão superficial do músculo temporal. ● Processo coronóide: • A margem superior do ramo da mandíbula apresenta dois processos, coronóide e condilar), separados por uma margem côncava, a incisura da mandíbula. • O processo coronóide é achatado lateromedialmente e nele se insere o tendão superficial do músculo temporal. • No processo condilar, temos côndilo mandibular (cabeça da mandíbula) e, abaixo, uma região estreitada, o colo da mandíbula O côndilo faz parte da ATM. • O colo é arredondado posteriormente e apresenta anteromedialmente uma depressão, a fóvea pterigóidea onde se insere o músculo pterigóideo lateral. REFERÊNCIAS TEIXEIRA, L.M.S. et al. Anatomia Aplicada à Odontologia, 3ªed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2020.