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MFC – Aula 3: Hemograma Introdução: Desvendando o Exame Mais Básico da Medicina Imagina o hemograma como um raio-X detalhado do seu sangue. Ele é um dos exames mais comuns e básicos que existem. É tão fundamental que, mesmo em lugares com poucos recursos, geralmente conseguimos pedir pelo menos um hemograma. A nossa conversa aqui é super direcionada para a Atenção Primária à Saúde (APS), ou seja, para o médico que atende no dia a dia, no postinho, no consultório. Não vamos entrar em detalhes muito profundos de um especialista em sangue (hematologista) ou de quem analisa as amostras (patologista), mas sim entender o que você, como futuro médico ou profissional de saúde, precisa saber para lidar com os resultados na prática. A ideia é: pegou um resultado de hemograma, o que você faz? Encaminha? Trata? Espera?. Como o hemograma é feito? É simples! Basta coletar uma amostra de sangue periférico, ou seja, aquele que pegamos geralmente da veia do braço. Com essa amostra, avaliamos três grandes "famílias" de componentes sanguíneos: 1. Série Vermelha (Eritrograma): Fala sobre as suas células vermelhas, as hemácias. 2. Série Branca (Leucograma): Fala sobre as suas células de defesa, os leucócitos. 3. Plaquetas: Falam sobre a coagulação do seu sangue. Quando Pedir um Hemograma? As Indicações! Saber quando pedir o exame é tão importante quanto saber interpretar! O hemograma tem duas grandes funções: 1. Como Método Diagnóstico (Para descobrir o que está acontecendo): · Quando você suspeita que a pessoa tem anemia (falta de sangue, como o pessoal diz) ou algum outro problema primário no sangue. · Para investigar doenças agudas ou crônicas que afetam o corpo todo e podem alterar o sangue. Pensa em situações como: · Hemorragias (perda de sangue). · Infecções (por bactérias, vírus, etc.). · Artrites (inflamações nas articulações). · Hepatites (inflamação do fígado). · Anorexia (distúrbio alimentar). 2. Como Método de Rastreamento (Para checar se está tudo bem): · Para gestantes: na primeira consulta do pré-natal e novamente com 28 semanas de gestação. Geralmente, a cada dois meses (bimestralmente). · Para bebês e crianças pequenas (lactentes): a partir do primeiro ano de vida. ATENÇÃO! Ponto Importante da Professora: "Quando um pai ou uma mãe chega com um bebê de 15 dias ou alguns meses e quer um hemograma completo, você precisa acalmar o coração deles". Não há necessidade de pedir hemograma para bebês muito novinhos (até o primeiro ano de idade), a menos que haja uma suspeita real de doença. O primeiro ano que se pede é a partir de um ano de idade! Composição do Sangue: O Que Tem Dentro de Você? O sangue não é só vermelho! Ele é uma mistura de vários elementos. Pense nele como um rio onde navegam muitos barquinhos e substâncias: · Plasma (o "rio"): É a maior parte líquida, responsável por 52% a 62% do sangue. Nele, circulam nutrientes, hormônios, etc. · Células Vermelhas (os "barquinhos"): São as hemácias, que transportam oxigênio. Elas representam de 38% a 48% do volume total. · Células Brancas e Plaquetas (os "passageiros" e "barqueiros de reparo"): São uma parte bem pequena, menos de 1% do sangue, mas essenciais para a defesa e para parar sangramentos. Série Vermelha (Eritrograma): Os Barquinhos que Levam Oxigênio O eritrograma nos conta tudo sobre as células vermelhas, as hemácias (também chamadas de eritrócitos). Ele mostra: · Hemácias (ou Eritrócitos): A quantidade total de barquinhos. · Hemoglobina (HB): A proteína dentro das hemácias que carrega o oxigênio. É como a "carga" principal dos barquinhos. · Hematócrito (HT): A porcentagem do volume total do sangue ocupada pelas hemácias. É o "quanto do rio está cheio de barquinhos". · VCM (Volume Corpuscular Médio): O tamanho médio de cada hemácia. · HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): A quantidade média de hemoglobina em cada hemácia. · CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média): A concentração média de hemoglobina dentro de cada hemácia. · RDW (Red Cell Distribution Width): A variação no tamanho das hemácias. Ponto de Atenção: Os valores de referência (o que é considerado "normal") podem variar um pouco de um laboratório para outro e também entre homens e mulheres. Fique sempre de olho na faixa de referência que vem no seu exame! Analogia do Professor para VCM, HCM, CHCM e RDW: Imagine que suas hemácias são caixas e a hemoglobina são as bolinhas dentro dessas caixas. · VCM: É o tamanho médio das caixas. · HCM: É o número médio de bolinhas dentro de cada caixa. · CHCM: É como se as caixas estão muito cheias ou muito vazias de bolinhas. · RDW: É a variação no tamanho das caixas (se todas têm o mesmo tamanho ou se há caixas grandes e pequenas misturadas). Com essas informações, podemos identificar e classificar as alterações! Alterações do Eritrograma: Anemia e Policitemia 1. Anemia: Quando Faltam Barquinhos ou Carga! A anemia é quando o corpo não tem hemoglobina ou hemácias suficientes para transportar oxigênio. É definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com valores de Hemoglobina (HB) abaixo de: · Homens: Menos que 13 g/dL. · Mulheres: Menos que 12 g/dL. · Gestantes: Menos que 11 g/dL. · Crianças: Varia com a idade: · De 6 meses a 5 anos: Menos que 11 g/dL. · De 6 a 11 anos: Menos que 11,5 g/dL. · De 12 a 14 anos: Menos que 12 g/dL. Classificação da Anemia (Para ajudar a descobrir a causa e o tratamento!): · Pelo Tamanho dos Eritrócitos (VCM - o tamanho das "caixas"): · Microcítica: Hemácias pequenas (VCM 100 fL). · Normocítica: Hemácias de tamanho normal (VCM entre 80 e 100 fL). · Pela Quantidade Média de Hemoglobina (HCM - o número de "bolinhas"): · Hipocrômica: Hemácias com pouca hemoglobina (HCM 34 pg). 2. Policitemia ou Eritrocitose: Barquinhos Demais! É quando há um aumento excessivo da massa de células vermelhas. Começamos a investigar quando os níveis de Hemoglobina (HB) estão acima de: · Mulheres: HB > 16 g/dL. · Homens: HB > 16,5 g/dL. Causas na APS (Atenção Primária à Saúde): · Hipóxia Crônica: Quando o corpo não recebe oxigênio suficiente por muito tempo (ex: doenças pulmonares crônicas). · Desidratação: Perde-se muito líquido, e o sangue fica mais "concentrado". · Uso de Diuréticos: Medicamentos que aumentam a eliminação de líquidos, levando à desidratação. · Uso de Álcool/Tabagismo: O tabagismo, em especial, estimula a produção de glóbulos vermelhos e contrai o volume de plasma. Um detalhe interessante da professora: se o paciente parar de fumar, o hematócrito (HT) pode diminuir em apenas uma semana! CUIDADO! Ponto de Atenção da Professora: "Às vezes, um exame vem muito alterado, tudo bagunçado, e pode ser um erro do laboratório ou até mesmo um erro na identificação do paciente (o nome errado na amostra)". Se o resultado for muito diferente do que você espera pelo estado clínico do paciente, repita o exame, talvez em outro laboratório, para ter certeza. Série Branca (Leucograma): Os Soldadinhos de Defesa do Corpo O leucograma nos fala sobre os leucócitos, que são os nossos "soldadinhos" de defesa contra invasores como vírus, bactérias, e até células doentes. O exame detalha vários tipos de leucócitos: · Leucócitos totais (a quantidade geral de soldadinhos). · Neutrófilos, Eosinófilos, Basófilos (são os granulócitos, com "grânulos" dentro, cada um com uma função específica). · Linfócitos e Monócitos (são os agranulócitos, sem grânulos visíveis, com outras funções de defesa). Curiosidade da Professora: O Padrão Muda com a Idade! A quantidade de cada tipo de soldadinho muda dependendo da idade: · Ao nascer: Predominam os Neutrófilos. · Até os 5 anos de idade: O padrão inverte! Predominam os Linfócitos (cerca de 60% Linfócitos e 40% Neutrófilos). · Em adultos: O padrão volta ao normal, com predomínio de Neutrófilos (cerca de 60% Neutrófilos e 40% Linfócitos). Alterações do Leucograma: Leucopenia e Leucocitose 1. Leucopenia: Soldadinhos de Menos! Équando a contagem total de leucócitos está baixa, inferior a 4.000/mm³. Dentro da leucopenia, um tipo muito importante é a Neutropenia, que significa poucos Neutrófilos. · Neutropenia: A contagem de Neutrófilos (bastonetes e segmentados) está abaixo de 1.500/mm³. Ela pode ser classificada em: · Leve: 1.000 a 1.500/mm³ · Moderada: 500 a 1.000/mm³ · Grave: Menos de 500/mm³ (nesse caso, o risco de infecção é muito alto!). Causas e Manejo na APS: · Infecções Virais: São uma causa comum de neutropenia e geralmente são autolimitadas, ou seja, o corpo se cura sozinho, e o tratamento é para aliviar os sintomas (ex: gripe, Covid). A professora enfatiza: muitas vezes, o paciente quer um antibiótico para uma dor de garganta viral, mas é preciso explicar que não é o caso. · Infecções Bacterianas: Normalmente, estão em um contexto mais grave, como sepse (infecção generalizada), e têm um prognóstico pior. · Neutropenia Congênita (rara): É quando a pessoa já nasce com poucos neutrófilos. Se a neutropenia for grave e com infecções severas e recorrentes, é preciso encaminhar para o hematologista e/ou geneticista. ALERTA MÁXIMO! Ponto CRUCIAL da Professora: · Neutropenia Grave Associada à Febre = NEUTROPENIA FEBRIL! · Isso é uma URGÊNCIA CLÍNICA com risco de sepse! · O paciente deve ser imediatamente encaminhado para o Pronto Socorro/Emergência! Provavelmente, ele precisará de hospitalização, coleta de culturas (para identificar o germe) e antibióticos fortes. NÃO SE ESQUEÇA: SEMPRE LEMBRAR QUE É UMA URGÊNCIA! 2. Leucocitose: Soldadinhos Demais! É quando a contagem total de leucócitos está alta, acima de 11.000/mm³. · Primeiro Passo: É fundamental identificar qual tipo de leucócito está em excesso fazendo a contagem diferencial (observando cada tipo de soldadinho) e, se necessário, um esfregaço sanguíneo (olhar a lâmina no microscópio) para descartar a possibilidade de leucemia aguda. Tipos de Leucocitose e suas Causas: · Neutrofilia (muitos Neutrófilos): · Infecções Bacterianas: Principal causa! Infecções graves podem causar "desvio à esquerda" (produção de células mais jovens, como metamielócitos, mielócitos, etc.). · Tratamento com esteroides. · Exercícios intensos. · Pós-operatório. · Esplenectomia (cirurgia para retirar o baço). · Dano ou necrose tecidual (como em queimaduras). · Vasculites sistêmicas. · Em resposta a carcinomas. · Uso de medicamentos: Se for a causa, o padrão pode persistir por até 3 meses. · Eosinofilia (muitos Eosinófilos): · Condições alérgicas como asma, rinite e eczema. (Raramente excede 1000/mm³). A professora se identifica como "extremamente alérgica"! · Infecções parasitárias (vermes). · Reações medicamentosas. · Alergias alimentares. · Vasculites. · Cânceres metastáticos. · Basofilia (muitos Basófilos): É rara e geralmente sugere leucemia basófila crônica. Nesses casos, é preciso fazer uma biópsia da medula óssea e encaminhar para o especialista. · Linfocitose (muitos Linfócitos): · Geralmente causada por infecções virais. É comum vir acompanhada de uma neutropenia leve e costuma ser autolimitada (o corpo se recupera sozinho). · Se for persistente e significativa (Linfócitos > 6.000/mm³), é importante encaminhar para o especialista. Plaquetas: Os Reparadores de Estradas! As plaquetas são como pequenos "pedreiros" ou "reparadores" que agem rapidamente para estancar sangramentos, formando um tampão. Alterações Plaquetárias: Trombocitopenia e Trombocitose 1. Trombocitopenia ou Plaquetopenia: Poucos Reparadores! É quando a contagem de plaquetas está baixa, inferior a 150.000/mm³. CUIDADO! Ponto MUITO Importante da Professora: "Muitas vezes, um exame vem com plaquetas baixas sem nenhuma causa aparente e o paciente não tem sintoma nenhum de sangramento ou histórico. Nesses casos, eu sempre peço outro exame para repetir!". Pode ser um achado acidental, ou o paciente pode ter tido uma infecção recente (como dengue ou COVID) que ele nem te contou, e as plaquetas ainda estão se recuperando. A professora costuma esperar um a dois meses e repete o exame. Causas: · Aumento de Consumo: As plaquetas estão sendo usadas mais rapidamente do que o normal. Exemplos: · Hipertensão portal (problema no fígado). · Trombocitopenia Imune Primária (o próprio corpo ataca as plaquetas). · CIVD (Coagulação Intravascular Disseminada). · Falência na Produção Medular: A medula óssea (onde as plaquetas são produzidas) não está funcionando bem. Exemplos: · Doenças hematológicas primárias. · Infiltração da medula óssea (por exemplo, por um câncer). · Fibrose na medula. · Carência de B12 ou folato. 2. Trombocitose ou Plaquetose: Reparadores em Excesso! É quando a contagem de plaquetas está alta, acima de 450.000/mm³. · Sempre investigar a associação com eventos trombóticos (formação de coágulos) e hemorrágicos. Pergunte ao paciente: está tendo algum sangramento (na urina, nas fezes)? As fezes estão mais escuras? Está aparecendo manchinhas na pele (hematomas, petéquias)?. Causas: · Primárias: São raras, geralmente disfunções da medula óssea. · Secundárias (as mais comuns): O corpo está produzindo mais plaquetas em resposta a alguma outra coisa: · Anemia ferropriva (anemia por falta de ferro). · Asplenia / Esplenectomia (ausência ou retirada do baço, que normalmente remove plaquetas velhas). · Hemorragias (o corpo tenta compensar a perda de sangue). · Hemólise (destruição de hemácias). · Infecções. · Inflamação crônica. · Neoplasia (câncer). · Dano tecidual. · Exemplo da professora: Uma idosa usando anti-inflamatório duas vezes ao dia por seis meses, que desenvolveu sangramentos e lesões na pele. A trombocitose pode vir com risco de sangramento ou de trombose. Quando Encaminhar? O Mapa da Referência! Esse é UM DOS PONTOS MAIS IMPORTANTES da aula, um slide que "tem que ficar na cabeça"! Saber para quem e quando mandar o paciente é fundamental para a segurança dele e para sua própria segurança como profissional. 1. Para o Pronto Socorro / Emergência (VALE LEVAR URGENTE!): Aqui, não dá para esperar! É caso de ambulância, de urgência! · Citopenias com critérios de gravidade (ou seja, quando falta algum componente do sangue e o paciente está MUITO mal): · Manifestações clínicas que sugerem leucemia aguda (um tipo grave de câncer no sangue): fadiga generalizada (cansaço extremo), fraqueza, palidez intensa, equimoses (manchas roxas grandes), petéquias (pontinhos vermelhos na pele), sangramentos recorrentes (que não param). · Linfonodomegalias (gânglios inchados) ou esplenomegalia (baço aumentado) que não podem ser explicadas por uma infecção aguda. · Bicitopenias (falta de dois componentes) ou Pancitopenia (falta de todos os componentes do sangue) com alterações hematológicas graves, como: · Hemoglobina (HB) menor que 7 g/dL (muito pouco oxigênio sendo transportado). A professora deu o exemplo de um idoso forte que ela visitou em casa, que estava só com fraqueza e HB de 6!. · Neutrófilos menores que 500 células/uL (o risco de infecção grave é altíssimo!). · Plaquetas menores que 50.000 células/mm³ (risco de sangramento grave). · Anemia sintomática e/ou com instabilidade hemodinâmica: O paciente está com muitos sintomas da anemia e/ou com a pressão arterial muito baixa, tontura grave, desmaios. · Doença Falciforme com crise álgica (de dor) ou outra gravidade. · Trombocitopenia (plaquetas baixas) com menos de 20.000 plaquetas/mm³ (risco de sangramento espontâneo e grave!). · Neutropenia Febril (como já vimos: neutropenia grave + febre). Ponto CRÍTICO da Professora: "Se o paciente ou a família se recusar a levar o paciente para o pronto-socorro mesmo com a sua orientação, você deve registrar tudo no prontuário, que o paciente evadiu, que ele estava ciente de todas as orientações. Isso é para sua defesa legal!". 2. Para o Hematologista (Ambulatorial, pode esperar um pouco): Aqui o encaminhamento é feito para o especialista, mas não é uma emergência. O paciente pode aguardar alguns meses. · Citopenias (falta de um componente do sangue) sem critérios de gravidade: Depois que você, na APS, tentou investigar e tratar as causas mais comuns,mas o paciente não melhorou ou a causa continua desconhecida. · Suspeita ou diagnóstico de Doença Falciforme, Talassemia, outras anemias hemolíticas ou anemia por causa desconhecida, após sua investigação inicial na APS ter sido inconclusiva. · IMPORTANTE: Você NÃO precisa encaminhar pacientes que têm apenas o traço falciforme ou traço talassêmico (que são portadores de um gene, mas não manifestam a doença). Nesses casos, você apenas acompanha na APS, pois não é uma doença, é apenas uma característica genética. · Suspeita de Policitemia Vera: Quando a Hemoglobina (HB) está acima de 16 g/dL em mulheres ou acima de 16,5 g/dL em homens, e você já descartou as causas mais comuns (como desidratação, tabagismo, etc.). · Trombocitopenia (plaquetas baixas) com contagem entre 20.000 e 50.000 plaquetas/mm³ em pacientes sintomáticos: Ou seja, as plaquetas estão baixas, mas não tão baixas a ponto de ser uma emergência, e o paciente tem alguns sintomas de sangramento. Você acompanha de perto ou encaminha para investigação. Para Solidificar o Entendimento (Analogia Final) Pense no seu corpo como uma cidade movimentada, e o sangue como o sistema de transporte e segurança dessa cidade: · Hemograma: É como um relatório completo do tráfego e da segurança da cidade. · Série Vermelha (Eritrograma): Os ônibus (hemácias) que levam os trabalhadores (oxigênio) para todos os cantos. O relatório dirá quantos ônibus há (hemácias), se estão cheios de passageiros (hemoglobina), se são grandes ou pequenos (VCM), e se são todos iguais (RDW). · Anemia: Poucos ônibus ou ônibus vazios, a cidade fica sem trabalhadores. · Policitemia: Ônibus demais, causando engarrafamentos e superpopulação de ônibus. · Série Branca (Leucograma): São os policiais e bombeiros (leucócitos) da cidade, defendendo contra criminosos (bactérias, vírus) e apagando incêndios (inflamações). O relatório dirá quantos policiais há e os tipos (neutrófilos, linfócitos, etc.). · Leucopenia/Neutropenia: Poucos policiais, a cidade fica vulnerável. · Neutropenia Febril: Poucos policiais e um grande incêndio acontecendo! ALERTA MÁXIMO! · Leucocitose: Excesso de policiais, talvez por uma ameaça grande (infecção) ou por uma situação de estresse. · Plaquetas: São os equipes de manutenção e reparo de estradas (plaquetas) que consertam rapidamente qualquer buraco (sangramento) nas ruas. · Trombocitopenia: Poucas equipes de reparo, pequenos buracos podem virar grandes problemas. · Trombocitose: Muitas equipes, talvez tentando consertar muitos buracos (sangramentos) ou com excesso de zelo, podendo até criar novos problemas (coágulos).