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<p>INTRODUÇÃO À MEDICINA</p><p>VETERINÁRIA</p><p>PROFA. MA. ELOISE CHAROLINE SENNA</p><p>REITORIA:</p><p>Dr. Roberto Cezar de Oliveira</p><p>PRÓ-REITORIA:</p><p>Profa. Ma. Gisele Colombari Gomes</p><p>DIRETORIA DE ENSINO:</p><p>Profa. Dra. Gisele Caroline Novakowski</p><p>EQUIPE DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS:</p><p>Diagramação</p><p>Revisão textual</p><p>Produção audiovisual</p><p>Gestão</p><p>WWW.UNINGA.BR</p><p>33WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>01</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................4</p><p>1. NASCIMENTO DA MEDICINA VETERINÁRIA .........................................................................................................5</p><p>1.1 PRIMEIROS REGISTROS VETERINÁRIOS .............................................................................................................5</p><p>2. MEDICINA VETERINÁRIA CONTEMPORÂNEA .....................................................................................................6</p><p>3. MEDICINA VETERINÁRIA NO BRASIL .................................................................................................................. 7</p><p>3.1 DIA DO MÉDICO VETERINÁRIO ............................................................................................................................ 10</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................... 11</p><p>HISTÓRIA DA MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>PROFA. ELOISE CHAROLINE SENNA</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>INTRODUÇÃO À MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>4WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Chama-se Medicina Veterinária a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças</p><p>dos animais. Conhecer a sua história e evolução é de suma importância, pois a domesticação</p><p>dos animais foi o berço da civilização e, graças a esse fato, podemos viver em harmonia com os</p><p>animais (ou, pelo menos, deveríamos).</p><p>As possibilidades de atuação dos médicos veterinários são cada vez mais amplas e vão</p><p>muito além dos cuidados com a saúde animal, estando intimamente ligadas à saúde humana e ao</p><p>nosso desenvolvimento como sociedade. A profissão vem evoluindo constantemente junto aos</p><p>avanços científicos e tecnológicos, tornando-se hoje um dos ofícios mais requisitados.</p><p>5WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. NASCIMENTO DA MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>A primeira relação estabelecida entre homem e animal foi exclusivamente de caça e</p><p>caçador, porém, a Medicina Veterinária nasceu quando o homem primitivo começou a domesticar</p><p>os animais. A domesticação começou em 4.000 a.C. e ocorreu com a captura, alimentação e</p><p>cuidados com os animais que conviviam no mesmo habitat que o homem.</p><p>1.1 Primeiros Registros Veterinários</p><p>Em 1890, no Egito, foi descoberto o Papiro de Kahoun, um importante achado arqueológico</p><p>que descreve fatos relacionados à arte de curar animais, ocorridos há 4.000 anos a.C., indicando</p><p>os primeiros métodos de diagnóstico, prognóstico, sintomas e tratamento de doenças de</p><p>diversas espécies, sendo considerado esse o primeiro tratado de veterinária. A remuneração e</p><p>as responsabilidades atribuídas aos “médicos dos animais” já eram mencionadas nos códigos de</p><p>Eshn Unna (1900 a.C.) e Hammurabi (1700 a.C.), ambos da Babilônia (LEAL, 2020).</p><p>Existem indícios de que a medicina dos animais já era praticada na Ásia, África,</p><p>Egito e Índia Oriental 2.000 anos a.C. Na Europa, os primeiros registros sobre a prática da</p><p>Medicina animal originam-se da Grécia, no século VI a.C. Em algumas cidades gregas, havia</p><p>cargos públicos para os que praticavam a cura dos animais. Tais profissionais eram chamados</p><p>de  hipiatras  ou  hippiatros.  Eles tratavam de cavalos e também de outras espécies domésticas</p><p>(LEAL, 2020).</p><p>Na metade do século VI, em Bizâncio, atual Istambul (Turquia), foi encontrado um</p><p>verdadeiro tratado enciclopédico chamado Hippiatrika, um compilado de diversos autores, que</p><p>tratava da criação de animais e suas doenças. O tratado era composto por 420 artigos, dos quais</p><p>121 eram escritos por Apsirtos, considerado o pai da Medicina Veterinária no mundo ocidental.</p><p>Dentre os assuntos descritos por Apsirtos, estava o mormo, enfisema pulmonar, tétano, cólicas,</p><p>fraturas, a sangria com suas indicações e modalidades, as beberagens e os unguentos.</p><p>Outra figura de destaque foi Aristóteles. Documentos produzidos por ele também</p><p>contribuíram para o nascimento da veterinária. Ele investigou as diferenças e similaridades</p><p>anatômicas entre espécies. Foi quem primeiro definiu e localizou os vasos sanguíneos e quem</p><p>utilizou a palavra aorta. Nomeou as partes do trato digestório e descreveu as quatro divisões</p><p>do estômago dos ruminantes. Estudou os envoltórios fetais dos mamíferos e as membranas do</p><p>embrião das galinhas. Mesmo sem microscópio, descreveu as vísceras e deu nomes aos tecidos do</p><p>corpo, relacionando a anatomia macroscópica com a embriologia. Descreveu os ossos cardíacos</p><p>dos bovinos e listou os animais que possuíam vesícula biliar. Deixou explicita sua condição de</p><p>naturalista e foi ele quem concebeu a primeira classificação do reino animal. Por tais feitos, possui</p><p>o crédito de fundador da Zoologia.</p><p>No fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea, os profissionais que exerciam</p><p>as atividades não tinham o preparo necessário para cuidar dos animais, que eram tratados com</p><p>descaso. Os centros de formação profissional careciam de base científica.</p><p>6WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2. MEDICINA VETERINÁRIA CONTEMPORÂNEA</p><p>A Medicina Veterinária contemporânea teve início com a criação da primeira escola de</p><p>veterinária do mundo, em 1761, em Lyon, França. A École pour les Maladies des Bestiaux (Escola</p><p>para Doenças de Animais) foi criada por Claude Bourgelat, um amante de cavalos e advogado</p><p>influente na corte do rei Luiz XV. Foi a partir da sua paixão pelos cavalos que Bougelat teve a ideia</p><p>da criação da escola, já que não estava satisfeito com os tratamentos empíricos e pouco eficientes</p><p>que eram utilizados em seus cavalos de raça. Usando a sua influência com o rei, Claude Bougelat</p><p>conseguiu o edito real em 4 de agosto de 1761 para fundar a primeira escola de veterinária.</p><p>A partir daí, estabelece-se a Medicina Veterinária científica com estímulo à racionalidade. As</p><p>atividades da escola se iniciaram no ano seguinte, em 1762, com 8 alunos (LEAL, 2020).</p><p>Já a segunda escola foi criada em 1766, também por Bougelat, em Paris, a École Nationale</p><p>Vétérinaire d’Alfort, que se encontra em funcionamento até hoje. Os profissionais formados</p><p>nas escolas francesas foram responsáveis por levar o ensino da veterinária aos outros países da</p><p>Europa. Daí em diante, começaram a surgir as outras escolas, totalizando 19 escolas de Medicina</p><p>Veterinária no final do século XVIII no continente europeu.</p><p>Claude Bourgelat faleceu em Paris em 1779, aos 67 anos de idade, como o pai da Medicina</p><p>Veterinária científica e patrono da Medicina Veterinária mundial.</p><p>Figura 1 - École pour les Maladies des Bestiaux. Fonte: Leal (2020).</p><p>Ars veterinária é a arte de curar animais, denominada na Roma Antiga. A palavra</p><p>“veterinário” surgiu em 1748, quando foi traduzido o Artis Veterinarie, um tratado</p><p>sobre cura dos animais, de Vegetius Renatus, escritor do Império Romano, no</p><p>século V a.C.</p><p>Até meados do século XVIII, as pessoas que trabalhavam com a cura animal</p><p>eram chamadas de marechais – ferradores – nos países latinos, de rossartz na</p><p>Alemanha e de ferries na Inglaterra.</p><p>7WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3. MEDICINA VETERINÁRIA NO BRASIL</p><p>Dom João VI e Dom Pedro II foram os primeiros entusiastas do ensino agrário no Brasil.</p><p>D. Pedro II foi o primeiro homem público</p><p>forma, a área</p><p>está intimamente ligada às vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental (DIAS et al., 2016).</p><p>São objetivos da VISAT:</p><p>a) A caracterização do território, perfil social, econômico e ambiental da</p><p>população trabalhadora.</p><p>A avaliação do processo, do ambiente e das condições em que o trabalho se</p><p>realiza, identificando seus aspectos tecnológicos, sociais, culturais e ambientais.</p><p>A caracterização dos perfis de morbidade e mortalidade e sua relação com</p><p>os ambientes e processos de trabalho, condicionantes ambientais e outros;</p><p>b) Intervir nos fatores determinantes dos riscos e agravos à saúde da população</p><p>trabalhadora, visando eliminá-los ou, na sua impossibilidade, atenuá-los e</p><p>controlá-los, considerando:</p><p>• A vigilância do processo, do ambiente e das condições em que o trabalho se</p><p>realiza, identificando situações de risco a saúde em potencial fazendo cumprir</p><p>a legislação e as normas técnicas nacionais e internacionais, no sentido da</p><p>promoção da saúde;</p><p>• A negociação coletiva em saúde do trabalhador, para a transformação do</p><p>processo do ambiente e das condições em que o trabalho se realiza no sentido da</p><p>promoção da saúde;</p><p>• A regulação do processo do ambiente e das condições em que o trabalho se</p><p>realiza quando relacionados a promoção da saúde do trabalhador.</p><p>39WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>• O sentido antecipatório das ações de VISAT, por meio das informações</p><p>referentes a implantações de novos processos produtivos e de serviços, pólos de</p><p>desenvolvimento.</p><p>• c) Avaliar o impacto das medidas adotadas para a eliminação, controle e</p><p>atenuação dos fatores determinantes dos riscos e agravos à saúde, para subsidiar</p><p>a tomada de decisões das instancias do SUS e dos órgãos competentes, nas três</p><p>esferas de governo, considerando:</p><p>• O estabelecimento de políticas públicas de promoção a saúde, contemplando a</p><p>relação entre o trabalho e a saúde;</p><p>• A interveniência, junto às instâncias de Estado e da sociedade, para o</p><p>aprimoramento das normas legais em defesa da saúde dos trabalhadores;</p><p>• O planejamento das ações de promoção da saúde e o estabelecimento de suas</p><p>estratégias;</p><p>• A participação na estruturação de serviços de atenção à saúde dos trabalhadores;</p><p>• A participação na formação continuada e educação permanente;</p><p>• O estabelecimento de políticas estratégicas de pesquisa e desenvolvimento</p><p>tecnológico.</p><p>• d) Utilizar os diversos sistemas de informação para a VISAT considerando:</p><p>• Os sistemas de informação do SUS e os demais de interesse da VISAT;</p><p>• A criação de bases de dados e a análise da informação comportando os registros</p><p>das ações de VISAT, incorporando informações oriundas do processo de</p><p>vigilância e as informações existentes;</p><p>• A divulgação sistemática das informações analisadas e consolidadas (RENAST,</p><p>2019, p. 12).</p><p>Uma das formas de participação dos médicos veterinários na VISAT é por meio das</p><p>Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA), obrigatórias para todas as empresas que</p><p>admitam trabalhadores como empregados. O objetivo das CIPAs é reduzir e prevenir acidentes e</p><p>doenças decorrentes do trabalho. Adicionalmente, a medicina veterinária é considerada uma das</p><p>profissões com maior risco ocupacional, levando-se em conta fatores como exposição a doenças,</p><p>à radiação, condições perigosas de trabalho e riscos de ferimentos (LÔBO, 2017). A melhor</p><p>maneira para prevenção dos acidentes de trabalho é por meio de medidas de proteção específicas</p><p>para cada área de atuação do profissional e educação permanente (LÔBO, 2017).</p><p>40WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>O Quadro 1 mostra, de forma resumida, todos os componentes da Vigilância em</p><p>Saúde discutidos nesta unidade.</p><p>Quadro 1 - Componentes da vigilância em saúde. Fonte: Dias et al. (2016).</p><p>41WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2. INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL</p><p>A inspeção de produtos de origem animal (POA) é a área de atuação em que o médico</p><p>veterinário tem por objetivo garantir que tais produtos sejam produzidos de acordo com os</p><p>regulamentos técnicos, de forma a evitar fraudes em alimentos ou a chance de ocasionarem o</p><p>surgimento de doenças na população. Tal campo de atuação está diretamente ligado à Saúde</p><p>Pública e à Vigilância em Saúde.</p><p>Segundo a Lei nº 7.889/89, é da competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e</p><p>dos Municípios a inspeção dos produtos de origem animal a seguir:</p><p>• Animais destinados à matança, seus produtos e subprodutos e matérias primas:</p><p>a prévia inspeção sanitária e industrial é feita nos estabelecimentos industriais</p><p>especializados e nas propriedades rurais com instalações adequadas para a</p><p>matança de animais e o seu preparo ou industrialização, sob qualquer forma,</p><p>para o consumo;</p><p>• Pescado e seus derivados: a prévia inspeção sanitária e industrial é feita nos</p><p>entrepostos de recebimento e distribuição do pescado e nas fábricas que</p><p>industrializarem;</p><p>•  Leite e seus derivados: a prévia inspeção sanitária e industrial é feita nas usinas</p><p>de beneficiamento do leite, nas fábricas de laticínios, nos postos de recebimento,</p><p>refrigeração e desnatagem do leite ou de recebimento, refrigeração e manipulação</p><p>dos seus derivados e nos respectivos entrepostos;</p><p>•   Ovos e seus derivados: a prévia inspeção sanitária e industrial é feita nos</p><p>entrepostos de ovos e nas fábricas de produtos derivados;</p><p>• Mel e cera de abelhas e seus derivados: a prévia inspeção sanitária e industrial é</p><p>feita nos estabelecimentos que produzem ou recebem mel e cera de abelhas, para</p><p>beneficiamento e distribuição (MAPA, 2016).</p><p>Os serviços de inspeção se dividem em municipais, estaduais e federais. O Serviço de</p><p>Inspeção Municipal (SIM) é realizado pelas Secretarias Municipais de Agricultura. Por sua vez, o</p><p>Serviço de Inspeção Estadual (SIE) é realizado pelas Secretarias Estaduais, enquanto o Ministério</p><p>da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é responsável pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).</p><p>Produtos com o selo SIM podem ser comercializados apenas dentro do município de origem.</p><p>Consequentemente, produtos com o selo SIE podem ser comercializados no Estado, e apenas</p><p>produtos com o selo SIF podem ser comercializados por todo o País (MANTILLA, 2022).</p><p>Os médicos veterinários atuam como fiscais agropecuários e devem verificar se os</p><p>produtos de origem animal estão de acordo com o RIISPOA, regulamento que contém as normas</p><p>de produção, desde o recebimento até o preparo. O RIISPOA mais recente foi publicado em 2017</p><p>(Decreto nº 9013).</p><p>42WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, estudamos a respeito das áreas de atuação Saúde Pública, Inspeção de</p><p>produtos de origem animal. Embora a inspeção seja um ramo da medicina veterinária bem</p><p>estabelecido, de extrema importância para a garantia da qualidade de nossos alimentos e</p><p>intimamente ligado à saúde humana, o mesmo não se pode dizer a respeito da saúde pública.</p><p>A saúde pública constitui um campo da saúde amplo e multidisciplinar. O trabalho</p><p>conjunto de profissionais da saúde e de outras áreas, incluindo os médicos veterinários, é essencial</p><p>para que todas as ações previstas pelo SUS (e, consequentemente, pelo NASF) tenham sucesso e</p><p>sejam eficazes.</p><p>A atuação do médico veterinário no NASF ainda é recente, no entanto, como vimos,</p><p>são várias as contribuições que tais profissionais podem trazer para a Atenção Primária e Saúde</p><p>Pública. Sua participação nas equipes do NASF depende de dados epidemiológicos do território-</p><p>área e das necessidades locais das equipes de saúde. No entanto, é importante e fundamental</p><p>divulgar o papel do médico veterinário na Saúde Pública, tanto para a população quanto para</p><p>os gestores de saúde, a fim de disseminar</p><p>a importância do profissional e seu campo de atuação.</p><p>4343WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>04</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................45</p><p>1. RESPONSABILIDADE TÉCNICA ..............................................................................................................................46</p><p>1.1 OBJETIVOS...............................................................................................................................................................47</p><p>1.2 ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA ..................................................................................................47</p><p>1.3 CARGA HORÁRIA ...................................................................................................................................................47</p><p>1.4 ÁREA DE ATUAÇÃO ................................................................................................................................................47</p><p>1.5 LIVRO DE REGISTRO DE OCORRÊNCIAS DO RT ................................................................................................48</p><p>1.6 IDENTIFICAÇÃO NA EMPRESA ............................................................................................................................48</p><p>2. PÓS-GRADUAÇÃO ...................................................................................................................................................48</p><p>2.1 PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSO ...........................................................................................................................48</p><p>2.1.1 RESIDÊNCIA MÉDICA E APRIMORAMENTO.....................................................................................................48</p><p>RESPONSABILIDADE TÉCNICA,</p><p>ESPECIALIZAÇÕES E TITULAÇÃO</p><p>PROFA. ELOISE CHAROLINE SENNA</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>INTRODUÇÃO À MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>4444WWW.UNINGA.BR</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2.2 PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSO ...................................................................................................................50</p><p>2.2.1 MESTRADO ..........................................................................................................................................................50</p><p>2.2.2 DOUTORADO.......................................................................................................................................................50</p><p>3. TÍTULO DE ESPECIALISTA ..................................................................................................................................... 51</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................53</p><p>45WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Como abordamos nas Unidades 2 e 3, o médico veterinário tem inúmeras áreas de</p><p>atuação, porém, para poder seguir com excelência em uma delas, é necessário que se aprofundem</p><p>os conhecimentos acerca da área desejada. Para tanto, buscar por uma especialização tem</p><p>sido um caminho natural para o profissional que quer se destacar na carreira e desenvolver</p><p>habilidades específicas em uma área com competências tão diversas. O mesmo vale para os</p><p>profissionais que pretendem seguir a carreira acadêmica e pesquisadores. As especializações em</p><p>geral permitem maior empregabilidade, diferenciação no mercado e ascensão na carreira. Nesta</p><p>unidade, iremos abordar as principais modalidades de especialização, além da responsabilidade</p><p>técnica que também é uma opção para nós, veterinários. Os médicos veterinários desempenham</p><p>funções importantes na Responsabilidade Técnica dentro das empresas, direcionando as atividades</p><p>relacionadas às suas competências profissionais. Isso garante produtos e serviços de qualidade e,</p><p>consequentemente, desenvolvimento da empresa.</p><p>46WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. RESPONSABILIDADE TÉCNICA</p><p>O Responsável Técnico (RT) é o profissional que responde técnica, ética e</p><p>legalmente pelas atividades desenvolvidas em uma determinada empresa. No caso dos médicos</p><p>veterinários, a responsabilidade técnica, prevista na Lei nº 5.517/68, que dispõe sobre o exercício</p><p>da profissão de médico veterinário, se destina à fiscalização de empresas que criem, manipulem,</p><p>prestem serviço ou comercializem animais, produtos de origem animal ou produtos destinados</p><p>aos animais.</p><p>Áreas de atuação do Responsável Técnico de Medicina Veterinária: estabelecimentos</p><p>apícolas e meliponários, estabelecimentos de aquicultura, associações de</p><p>criadores e entidades de registro genealógico, biotérios de animais de laboratório,</p><p>canis, gatis, pensões, hotéis, spa, escolas de adestramento, empresas de aluguel</p><p>de cães de guarda e seus congêneres, casas agropecuárias, pet shops, drogarias</p><p>veterinárias e estabelecimentos que comercializem e/ou distribuam produtos</p><p>veterinários, rações, sais minerais e animais, centro de controle de zoonoses</p><p>(unidade de controle de zoonoses e fatores biológicos de risco), chinchilicultura,</p><p>cunicultura, empresas da área de alimentos, indústrias de carne e derivados,</p><p>indústrias de leite e derivados, indústrias de pescados e derivados, indústrias de</p><p>mel e derivados, indústrias de ovos e derivados, estabelecimentos atacadistas e</p><p>varejistas de alimentos de origem animal, empresas de controle e combate às pragas</p><p>e vetores (empresas desinsetizadoras), empresas de produção animal (fazendas</p><p>e criadouros), entidades certificadoras, estabelecimentos avícolas, avozeiros e</p><p>matrizeiros, incubatórios, granjas de produção de ovos para consumo, produção</p><p>de frangos de corte, estabelecimentos de ensino superior de medicina veterinária</p><p>e de zootecnia, estabelecimentos de multiplicação animal, estabelecimentos que</p><p>industrializam rações, concentrados, ingredientes e sais minerais para alimentação</p><p>animal, estrutiocultura – criação de avestruz – criadouros, exposições, feiras,</p><p>leilões e outros eventos pecuários, gerenciamento dos resíduos dos serviços da</p><p>saúde, elaboração do plano de gerenciamento de resíduos de serviços da saúde</p><p>(pgrss), haras, jóqueis-clubes, centros de treinamento e outras entidades hípicas,</p><p>hospitais, clínicas, consultórios, ambulatórios e demais serviços veterinários,</p><p>eventos para controle cirúrgico de natalidade de cães e gatos comumente</p><p>denominados de campanhas ou mutirões de castração, laboratórios de patologia,</p><p>diagnóstico e análises de clínicas veterinárias, indústrias de peles e couros,</p><p>indústrias de produtos veterinários, minhocultura, planejamento, assistência</p><p>técnica e consultoria veterinária e zootécnica, produção de ovos e larvas de bicho</p><p>da seda (sericicultura), suinocultura, jardins zoológicos, parques nacionais e</p><p>criadouros de animais selvagens (CRMV-RJ, 2022).</p><p>47WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.1 Objetivos</p><p>O objetivo do responsável técnico é garantir a qualidade dos produtos e serviços prestados</p><p>pelos estabelecimentos citados anteriormente. Dessa forma, o responsável técnico atua como um</p><p>fiscal e, para tanto, é necessário que conheça a legislação que regulamenta a atividade que está</p><p>sendo fiscalizada.</p><p>O RT é o profissional que vai garantir à empresa contratante, bem como ao</p><p>consumidor, a qualidade do produto ou do serviço prestado, respondendo CIVIL</p><p>E PENALMENTE por possíveis danos que possam vir a ocorrer ao consumidor,</p><p>uma vez caracterizada sua culpa (por negligência, imprudência, imperícia ou</p><p>omissão). O RT não será responsabilizado pelas irregularidades praticadas pelas</p><p>empresas, desde que o profissional comprove ter agido em conformidade com</p><p>suas obrigações (CRMV-SP, 2014).</p><p>1.2 Anotação</p><p>de Responsabilidade Técnica</p><p>Para que um profissional desempenhe a função de responsável técnico, é necessária a</p><p>Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que se trata do registro profissional no Conselho</p><p>Regional do Estado em que irá atuar. Para tanto, o médico veterinário precisa estar inscrito no</p><p>Conselho, e sua situação deve estar regularizada. Adicionalmente, o mesmo deve participar de</p><p>cursos de RT, fornecidos pelos Conselhos regionais. A ART e sua renovação estão condicionadas ao</p><p>recolhimento de taxas anuais, com valores determinados pelo CFMV. O documento tem validade</p><p>máxima de 12 meses e, caso não seja renovado ao término desse período, é automaticamente</p><p>cancelado.</p><p>1.3 Carga Horária</p><p>A carga horária destinada ao cargo de responsável técnico deve ser de, no máximo, 48</p><p>horas semanais. O número de horas de permanência do RT no estabelecimento deve levar em</p><p>consideração o risco da atividade para a saúde pública, o tamanho do estabelecimento, o volume</p><p>de trabalho e a legislação específica para o ramo de atividade em questão.</p><p>1.4 Área de Atuação</p><p>Preconiza-se também que a área de atuação do RT deve ser em um raio de 100 (cem)</p><p>quilômetros da residência do profissional. Dessa forma, o CRMV de cada Estado pode, ou não,</p><p>conceder a ART em casos excepcionais.</p><p>Leia o Manual e Legislação de Responsabilidade Técnica,</p><p>disponível em https://www.crmv-pr.org.br/pagina/119_Manual-</p><p>de-Responsabilidade-Tecnica.html.</p><p>https://www.crmv-pr.org.br/pagina/119_Manual-de-Responsabilidade-Tecnica.html</p><p>https://www.crmv-pr.org.br/pagina/119_Manual-de-Responsabilidade-Tecnica.html</p><p>48WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.5 Livro de Registro de Ocorrências do RT</p><p>Todo RT deve possuir, na empresa em que presta serviço, um livro capa dura, com páginas</p><p>numeradas, para anotação das visitas, ocorrências, recomendações e orientações prestadas aos</p><p>funcionários, proprietários e clientes. Esse livro deve estar sempre à disposição dos órgãos de</p><p>fiscalização e dos fiscais do Conselho.</p><p>Caso o responsável pela empresa dificulte ou se negue a realizar a recomendação apontada</p><p>no livro, é dever do RT notificar ao CRMV do Estado para a tomada das devidas providências.</p><p>1.6 Identificação na Empresa</p><p>Todo estabelecimento que contar com serviço de RT deverá manter, em local visível,</p><p>placa com nome completo do profissional, número de registro no CRMV e datas e horários em</p><p>que estará presente no estabelecimento.</p><p>2. PÓS-GRADUAÇÃO</p><p>2.1 Pós-graduação Lato Senso</p><p>A expressão lato senso vem do Latim e quer dizer “sentido amplo”, ou seja, pode ser</p><p>interpretado como algo mais abrangente. A pós-graduação lato senso é um tipo de especialização</p><p>de nível superior, que tem o objetivo de proporcionar aos profissionais uma educação continuada</p><p>e aperfeiçoamento dos seus conhecimentos em determinada área de sua formação, atendendo às</p><p>necessidades do mercado de trabalho no geral (SILVA, 2019).</p><p>Os alunos que podem cursar uma pós lato senso são todos aqueles que possuem um</p><p>diploma de nível superior. Pode ser oferecida tanto presencial quanto remotamente, geralmente</p><p>tendo uma duração de dois anos ou 360 horas. São oferecidas por instituições de ensino superior,</p><p>reconhecidas pelo MEC. Ao final da especialização, o aluno obterá um certificado, e não diploma</p><p>(SILVA, 2019).</p><p>2.1.1 Residência médica e aprimoramento</p><p>A residência em Medicina Veterinária é uma modalidade de pós-graduação latu senso,</p><p>que se caracteriza por oferecer treinamento supervisionado em serviço aos médicos veterinários.</p><p>Os programas poderão ser oferecidos nas seguintes áreas atuação:</p><p>I - clínicas em todas as suas modalidades;</p><p>II – produção e reprodução animal;</p><p>III - patologia veterinária;</p><p>IV - inspeção de produtos de origem animal;</p><p>V – medicina veterinária preventiva e saúde pública.</p><p>Parágrafo único. Obedecidas as normas desta Resolução, os Programas podem</p><p>incluir subáreas dentre as áreas referidas neste artigo, que posteriormente</p><p>poderão ser objeto de nova avaliação para acreditação, devendo a nomenclatura</p><p>das subáreas atender as Resoluções do CFMV (CFMV, 2015).</p><p>49WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Os programas de residência devem ter uma duração de dois anos e carga horária mínima</p><p>de 5.760 horas, sendo, no máximo, 60 horas semanais, além dos critérios estabelecidos pelo MEC.</p><p>Os Programas de Aprimoramento seguem o mesmo modelo da residência médica, porém,</p><p>deverão ter a duração de um ano, com carga horária anual mínima de 1.760 horas. Os cursos</p><p>precisam ser reconhecidos e aprovados em Conselho de Ensino, Câmara de Pós-graduação, pró-</p><p>reitoria de pós-graduação ou órgão equivalente.</p><p>Regulamentada pelas Resoluções CFMV nº 1076/2014 e 1094/2015, a Acreditação dos</p><p>Programas de Residência e Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária tem como</p><p>objetivo reconhecer a qualidade e certificar os melhores Programas de Treinamento em Serviço</p><p>do País.</p><p>Ainda sobre a acreditação, os Programas recebem selos de classificação que seguem os</p><p>seguintes critérios:</p><p>I - Selo Ouro: concedido para os Programas que obtiverem pontuação mínima</p><p>de 85% (oitenta e cinco por cento) dos pontos possíveis do Instrumento de</p><p>Avaliação, com validade de 5 anos;</p><p>II - Selo Prata: concedido para os Programas que obtiverem pontuação mínima</p><p>de 75% (setenta e cinco por cento) dos pontos possíveis do Instrumento de</p><p>Avaliação, com validade de 2 anos (CFMV, 2015).</p><p>Ao final dos programas, residentes e aprimorandos recebem o certificado com validade</p><p>nacional, atestando a qualidade do treinamento em serviço recebido, de acordo com os padrões</p><p>estabelecidos pelo CFMV.</p><p>Resoluções CFMV nº 1076/2014 e 1094/2015, que dispõem sobre a regulamentação</p><p>da Acreditação dos Programas de Residência e Aprimoramento Profissional em</p><p>Medicina Veterinária.</p><p>Ambas estão disponíveis em</p><p>http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1094.pdf</p><p>e http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1076.pdf.</p><p>Assista a O que é a Residência na Medicina Veterinária?, disponível</p><p>em https://www.youtube.com/watch?v=soKlJcz0nwM.</p><p>http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1094.pdf</p><p>http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1076.pdf</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=soKlJcz0nwM</p><p>50WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2.2 Pós-graduação Stricto Senso</p><p>Stricto senso vem do Latim e quer dizer “sentido estrito”, sendo utilizado para se referir</p><p>às pós-graduações que englobam o Mestrado e o Doutorado e conferem ao estudante o título de</p><p>Mestre ou Doutor. Ao final do curso, os estudantes recebem um diploma, e o títulos possuem</p><p>validade nacional.</p><p>Ainda há uma ideia de que esse tipo de pós-graduação seja escolhida somente por aqueles</p><p>que desejam seguir a área acadêmica ou de pesquisa científica, porém, hoje, além dos Mestrados</p><p>e Doutorados acadêmicos, já existem regulamentadas pelo MEC as modalidades de mestrados</p><p>e doutorados profissionais, sendo novidade para o Doutorado, já que o Mestrado profissional já</p><p>existe desde 1990.</p><p>São objetivos do Mestrado e Doutorado profissional:</p><p>I - capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional</p><p>avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas</p><p>sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho;</p><p>II - transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas</p><p>e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou</p><p>local;</p><p>III - promover a articulação integrada da formação profissional com entidades</p><p>demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das</p><p>organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e</p><p>aplicação de processos de inovação apropriados;</p><p>IV - contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em</p><p>empresas, organizações públicas</p><p>e privadas (BRASIL, 2017).</p><p>2.2.1 Mestrado</p><p>O Mestrado é o primeiro degrau no stricto senso, isso porque a maioria das instituições</p><p>só aceita os alunos para o próximo passo (que é o Doutorado) após terem concluído o Mestrado.</p><p>Ademais, ter essa experiência conta muito para o currículo. Para ingressar no Mestrado, o aluno</p><p>não precisa ter feito qualquer tipo de especialização antes, basta ter o diploma de nível superior.</p><p>O Mestrado tem por objetivo:</p><p>• Formar professores competentes para a educação básica e superior;</p><p>• Estimular o desenvolvimento da pesquisa cientifica por meio da preparação adequada de</p><p>pesquisadores;</p><p>• Assegurar o treinamento eficaz de técnicos e trabalhadores intelectuais do mais ato</p><p>padrão para atender às necessidades de desenvolvimento nacional em todos os setores</p><p>(LOPES, 2017).</p><p>2.2.2 Doutorado</p><p>O Doutorado é o próximo passo no stricto senso e certifica a capacidade de uma pessoa</p><p>para desenvolver pesquisas em uma determinada área da ciência. O candidato deverá estudar</p><p>certo número de matérias relativas à sua área de concentração e ao domínio conexo, bem como</p><p>se submeter a exames parciais e gerais. No final, o doutorando deve apresentar uma tese inédita</p><p>que represente um avanço na sua área de estudo, recebendo, assim, o título de Doutor.</p><p>51WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3. TÍTULO DE ESPECIALISTA</p><p>O termo “especialista” na Medicina Veterinária é um título conferido pelo CFMV por</p><p>intermédio de entidades que cumprem os requisitos da Resolução nº 935/2009, que trata de</p><p>especialidades veterinárias (FERREIRA, 2019).</p><p>Para se obter o título, não basta fazer uma especialização, Mestrado ou Doutorado, mas</p><p>existem alguns critérios para os cursos realizados pelo candidato a especialista. Cursos esses que</p><p>diferem das especializações típicas, inclusive na carga horária, que deve ser mínima de 500 horas,</p><p>sendo 400 horas teórico-específicas e 100 horas práticas, cumpridas em, no máximo, 36 meses.</p><p>Esses cursos apresentam também uma grade curricular bem mais abrangente.</p><p>Para se submeter às provas elaboradas pela respectiva entidade, o profissional que busca</p><p>o título de especialista também deverá apresentar o seu memorial circunstanciado acerca da área</p><p>em que quer obter o título de, pelo menos, 5 anos. Há a possibilidade de candidatar-se à prova</p><p>de título para aquele profissional que não tenha realizado curso de especialização, desde que</p><p>comprove, em memorial documentado, 8 anos na área específica.</p><p>Atualmente, existem 20  entidades habilitadas à concessão de título nas seguintes</p><p>áreas: Nutrição e Nutrologia de cães e gatos; Clínica Médica de Pequenos Animais; Cirurgia</p><p>Veterinária; Homeopatia Veterinária; Patologia Veterinária; Nefrologia e Urologia Veterinárias;</p><p>Medicina Veterinária do Coletivo; Medicina de Animais Selvagens; Oncologia Veterinária;</p><p>Dermatologia Veterinária; Acupuntura Veterinária; Cardiologia Veterinária; Medicina Felina;</p><p>Medicina Veterinária Legal; Anestesiologia Veterinária; Oftalmologia Veterinária; Diagnóstico</p><p>por Imagem; Medicina Veterinária Intensiva; Endocrinologia Veterinária; Inspeção Higiênica,</p><p>Sanitária e Tecnológica de Produtos Animais; e Tecnologia de Produtos de Origem Animal e de</p><p>Saúde Pública.</p><p>Os médicos veterinários que não possuem o título de especialista devidamente registrado</p><p>no Sistema CFMV/CRMVs estão impedidos de se anunciarem como tal e podem sofrer sanções.</p><p>Leia a Resolução CFMV nº 935/2009, que dispõe sobre a</p><p>Acreditação e Registro de Título de Especialista em áreas da</p><p>Medicina Veterinária e da Zootecnia, no âmbito do Sistema CFMV/</p><p>CRMVs. O material está disponível em</p><p>https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=110867.</p><p>https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=110867</p><p>52WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Ao final de nossa graduação, ao colarmos grau, proferimos o juramento do</p><p>médico veterinário, a seguir, também presente no Código de Ética: “Sob a</p><p>proteção de Deus, PROMETO que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei</p><p>os dispositivos legais e normativos, com especial respeito ao Código de Ética da</p><p>profissão, sempre buscando uma harmonização entre ciência e arte e aplicando</p><p>os meus conhecimentos para o desenvolvimento científico e tecnológico em</p><p>benefício da sanidade e do bem-estar dos animais, da qualidade dos seus</p><p>produtos e da prevenção de zoonoses, tendo como compromisso a promoção</p><p>do desenvolvimento sustentado, a preservação da biodiversidade, a melhoria</p><p>da qualidade de vida e o progresso justo e equilibrado da sociedade humana.</p><p>E prometo tudo isso fazer, com o máximo respeito à ordem pública e aos bons</p><p>costumes. Assim o prometo”.</p><p>53WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Independentemente de qual área irá seguir, o recém-formado médico veterinário deve</p><p>sempre agir de forma ética, respeitando os animais e seres humanos. A natureza não só contribui</p><p>para nos tornar ótimos profissionais, mas também para a sobrevivência da humanidade. “Nosso</p><p>direito termina onde começa o direito do próximo”. Em uma sociedade com tanta atribulação,</p><p>uma simples gentileza faz toda a diferença, tanto em se tratando dos animais quanto de nossos</p><p>clientes e concorrentes. Busque a perfeição e o sucesso profissional, porém, sem nunca deixar de</p><p>lado as qualidades que nos definem como boas pessoas.</p><p>54WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALVES, M. Criação de suínos é uma das mais rentáveis para os brasileiros. In: Agro 2.0. 2020.</p><p>Disponível em: https://agro20.com.br/criacao-suinos/. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>Anvisa – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Anvisa completa 13 anos</p><p>de existência. 2012. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_</p><p>id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-</p><p>1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_</p><p>assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-</p><p>completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>BARROS, E. E. L. Ovinocultura e caprinocultura no contexto da agricultura familiar.</p><p>2019. Disponível em: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.</p><p>asp?id=22583&secao=Colunas%20e%20Artigos. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>BECK, C. A. C. Padronização das denominações de áreas e subáreas dos PRMV. CFMV. 2013.</p><p>Disponível em: https://docplayer.com.br/13586622-Padronizacao-das-denominacoes-de-areas-</p><p>e-subareas-dos-prmv-carlos-afonso-de-castro-beck-cnrmv.html. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>BEEFPOINT. Superovulação em bovinos. 2003. Disponível em: https://www.beefpoint.com.br/</p><p>superovulacao-em-bovinos-5062/. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para promoção,</p><p>proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes</p><p>e dá outras providências. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, [1990]. Disponível em: http://</p><p>www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8080-19-setembro-1990-365093-norma-pl.html.</p><p>Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>BRASIL. Portaria nº 389, de 23 de março de 2017. Dispõe sobre o mestrado e doutorado</p><p>profissional no âmbito da pós-graduação stricto sensu. Brasília, DF: Ministério da Educação,</p><p>[2017].</p><p>BRASIL. Vigilância ambiental em saúde. Brasília: FUNASA, 2002.</p><p>CAMPBELL, S. J. et al. Nutrição parenteral central e periférica. Revista Waltham Focus , 2007.</p><p>CFMV – CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. Núcleo de Apoio à Saúde</p><p>da Família (NASF). 2018. Disponível em: https://www.cfmv.gov.br/perguntas-e-respostas-sobre-</p><p>o-nucleo-de-apoio-a-saude-da-familia-nasf/transparencia/perguntas-frequentes/2018/10/29/.</p><p>Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>CFMV – CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. Resolução nº 1094, de 21 de</p><p>outubro de 2015. Cria o Sistema de Acreditação</p><p>dos Programas de Residência e Aprimoramento</p><p>Profissional em Medicina Veterinária e dá outras providências. 2015. Disponível em: http://</p><p>ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1094.pdf. Acesso em:23 ago. 2022.</p><p>https://agro20.com.br/criacao-suinos/.</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2668706&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=anvisa-completa-13-anos-de-existencia&inheritRedirect=true</p><p>http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8080-19-setembro-1990-365093-norma-pl.html</p><p>http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8080-19-setembro-1990-365093-norma-pl.html</p><p>http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1094.pdf</p><p>http://ts.cfmv.gov.br/manual/arquivos/resolucao/1094.pdf</p><p>55WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CRMV-DF – CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO DISTRITO</p><p>FEDERAL. Seres: Piscicultura é tema de um dos cursos exclusivos do Banco de Conhecimento.</p><p>2022. Disponível em: http://www.crmvdf.org.br/noticias/282-seres-piscicultura-e-tema-de-um-</p><p>dos-cursos-exclusivos-do-banco-de-conhecimento. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>CRMV-RJ – CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO RIO</p><p>DE JANEIRO. Responsabilidade Técnica. 2022. Disponível em: https://www.crmvrj.org.br/rt/.</p><p>Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>CRMV-SP – CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINARIA DO ESTADO DE SÃO</p><p>PAULO. História da Medicina Veterinária. 2022. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/historia-</p><p>da-medicina-veterinaria/. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>CRMV-SP – CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO</p><p>PAULO. Manual de responsabilidade técnica e legislação. 3. ed. 2014.</p><p>DIAS, E. C. et al. Diretrizes para o desenvolvimento de ações de Vigilância em Saúde do</p><p>Trabalhador pelas equipes da Atenção Básica/Saúde da Família. Belo Horizonte: UFMG, 2016.</p><p>FERREIRA, K. S. Especialidade x Especialização na Medicina-Veterinária. Jusbrasil. 2019.</p><p>Disponível em: https://thefollow.jusbrasil.com.br/artigos/773805702/especialidade-x-</p><p>especializacao-na-medicina-veterinaria. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>FIOCRUZ. Vigilância em saúde. 2022. Disponível em: https://pensesus.fiocruz.br/vigilancia-</p><p>em-saude. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>FREITAS, V. J. F. et al. Transgênese em Caprinos. Acta Veterinaria Brasilica, v. 8, 2014.</p><p>GERMINIANI, C. L. B. História da Medicina Veterinária. Curitiba: SINDIVET-PR, 2011.</p><p>GOMIDE, L. A.; RAMOS, E. M.; FONTES, P. R. Tecnologia de abate e tipificação de carcaças.</p><p>Viçosa: UFV, 2006.</p><p>HORTA, R. S. Oncologia em pequenos animais. Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia,</p><p>n. 70, 2013. Disponível em: https://vet.ufmg.br/ARQUIVOS/FCK/file/editora/caderno%20</p><p>tecnico%2070%20oncologia%20pequenos%20animais.pdf. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>ITO, F. H.; MEGID, J. Raiva. In: Doenças infecciosas em animais de produção e de companhia.</p><p>Rio de Janeiro: Roca, 2016.</p><p>LEAL, L. O. P. Como tudo começou. In: Animal Business Brasil. 2020. Disponível em: https://</p><p>animalbusiness.com.br/medicina-veterinaria/formacao-pratica/como-tudo-comecou/. Acesso</p><p>em: 22 ago. 2022.</p><p>https://crmvsp.gov.br/historia-da-medicina-veterinaria/</p><p>https://crmvsp.gov.br/historia-da-medicina-veterinaria/</p><p>https://thefollow.jusbrasil.com.br/artigos/773805702/especialidade-x-especializacao-na-medicina-veterinaria</p><p>https://thefollow.jusbrasil.com.br/artigos/773805702/especialidade-x-especializacao-na-medicina-veterinaria</p><p>https://pensesus.fiocruz.br/vigilancia-em-saude</p><p>https://pensesus.fiocruz.br/vigilancia-em-saude</p><p>56WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>LÔBO, F. Abril Verde: Médicos veterinário, como prevenir acidentes de trabalho? 2017.</p><p>Disponível em: https://www.crmvpb.org.br/abril-verde-medicos-veterinarios-como-prevenir-</p><p>acidentes-de-trabalho/#:~:text=Em%20resumo%2C%20a%20preven%C3%A7%C3%A3o%20</p><p>deve,necess%C3%A1rias%E2%80%9D%2C%20dizem%20os%20doutores. Acesso em: 23 ago.</p><p>2022.</p><p>LOPES, H. O que é Mestrado? Youtube. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=AVuT9yfhwfM&t=2s. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>MANTILLA, S. P. S. Fiscalização e inspeção de produtos de origem animal. In: InfoEscola.</p><p>2022. Disponível em: https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/fiscalizacao-e-inspecao-</p><p>de-produtos-de-origem-animal/. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>MAPA – MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Produtos</p><p>de Origem Animal. 2016. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/ouvidoria/perguntas-</p><p>frequentes/produtos-de-origem-animal. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>MEDITSCH, R. G. M. O médico veterinário na construção da saúde pública: um estudo sobre o</p><p>papel do profissional da clínica de pequenos animais em Florianópolis, Santa Catarina. Revista</p><p>CFMV, Brasília, v. 12, n. 38, 2006.</p><p>MELLO, R. R. C.; FERREIRA, J. E.; SOUSA, S. L. G. Produção in vitro (PIV) de embriões bovinos.</p><p>Rev. Bras. Reprod. 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Disponível</p><p>em: http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/diretrizes-implantacao-vigilancia-saude-</p><p>trabalhador-sus. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>REVISTA VETERINÁRIA. A importância da Anestesiologia Veterinária. 2019. Disponível em:</p><p>http://www.revistaveterinaria.com.br/a-importancia-da-anestesiologia-veterinaria/. Acesso em:</p><p>22 ago. 2022.</p><p>https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/fiscalizacao-e-inspecao-de-produtos-de-origem-animal/</p><p>https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/fiscalizacao-e-inspecao-de-produtos-de-origem-animal/</p><p>http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/diretrizes-implantacao-vigilancia-saude-trabalhador-sus</p><p>http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/diretrizes-implantacao-vigilancia-saude-trabalhador-sus</p><p>57WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>REVISTA VETERINÁRIA. Caprinocultura e ovinocultura brasileira. 2015. Disponível</p><p>em:</p><p>http://www.revistaveterinaria.com.br/caprinocultura-e-ovinocultura-brasileira/. Acesso em: 22</p><p>ago. 2022.</p><p>RIGUEIRA, M. Confinamento mais confortável ao gado desperta interesse de produtores de leite.</p><p>In: Canal Rural. 2016. Disponível em: https://www.canalrural.com.br/noticias/confinamento-</p><p>mais-confortavel-gado-desperta-interesse-produtores-leite-64839/. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>ROUQUAYROL, M. Z.; SILVA, M. G. C. Rouquayrol epidemiologia & saúde.  7. ed. Rio de</p><p>Janeiro: MedBook, 2013.</p><p>SABROZA, P. C. Saúde Pública: Procurando os Limites da Crise. Documento para debate. São</p><p>Paulo: ENSP/FIOCRUZ, 1994.</p><p>SILVA, G. O que é curso lato sensu?. In: Educa mais Brasil. 2019. Disponível em: https://www.</p><p>educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/o-que-e-curso-lato-sensu. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>SOUZA, N. Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. In: e-SANAR. 2017. Disponível</p><p>em: https://www.e-sanar.com.br/aluno/mural-post/652,sistema-nacional-de-vigilancia-</p><p>epidemiologica.html. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>TERRA. Cirurgia de animais silvestres (cirurgia reconstrutiva de bico quebrado em tucano).</p><p>2016. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/animais/tucano-com-bico-</p><p>quebrado-e-operado-em-brasilia,222bf57ddbef8535e98525e134e1aebbepwz47df.html. Acesso</p><p>em: 22 ago. 2022.</p><p>TRECENTI, A. S.; ZAPPA, V. Clonagem animal: Revisão de literatura. Rev. Cient. Elet. Med.</p><p>Vet., n. 20, 2013.</p><p>VARAGO, F. C.; MENDONÇA, L. F.; LAGARES, M. A. Produção in vitro de embriões bovinos:</p><p>estado da arte e perspectiva de uma técnica em constante evolução. Rev. Bras. Reprod. Anim.,</p><p>v. 32, 2008.</p><p>VETIMAGEM. Ultrassonografia abdominal em cão. 2022. Disponível em: https://vetimagem.</p><p>com.br/ultrassonografia.php. Acesso em: 22 ago. 2022.</p><p>VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Vigilância Sanitária. 2019.</p><p>Disponível em: http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/sample-sites-2/81-vigilancia-</p><p>sanitaria/121-vigilancia-sanitaria. Acesso em: 23 ago. 2022.</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Future Trends in Veterinary Public Health. Report of a</p><p>WHO Study Group. Geneva: WHO, 2002.</p><p>https://www.canalrural.com.br/noticias/confinamento-mais-confortavel-gado-desperta-interesse-produtores-leite-64839/.</p><p>https://www.canalrural.com.br/noticias/confinamento-mais-confortavel-gado-desperta-interesse-produtores-leite-64839/.</p><p>https://www.e-sanar.com.br/aluno/mural-post/652,sistema-nacional-de-vigilancia-epidemiologica.html</p><p>https://www.e-sanar.com.br/aluno/mural-post/652,sistema-nacional-de-vigilancia-epidemiologica.html</p><p>https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/animais/tucano-com-bico-quebrado-e-operado-em-brasilia,222bf57ddbef8535e98525e134e1aebbepwz47df.html.</p><p>https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/animais/tucano-com-bico-quebrado-e-operado-em-brasilia,222bf57ddbef8535e98525e134e1aebbepwz47df.html.</p><p>https://vetimagem.com.br/ultrassonografia.php.</p><p>https://vetimagem.com.br/ultrassonografia.php.</p><p>http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/sample-sites-2/81-vigilancia-sanitaria/121-vigilancia-sanitaria</p><p>http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/sample-sites-2/81-vigilancia-sanitaria/121-vigilancia-sanitaria</p><p>a reconhecer a importância da formação de médicos</p><p>veterinários qualificados e, portanto, a necessidade de uma organização de ensino científico sobre</p><p>a Medicina Veterinária, motivado por uma viagem à França, onde visitou a Escola Veterinária</p><p>de Alfort e se impressionou com a instituição e com uma conferência ministrada pelo médico</p><p>veterinário fisiologista Gabriel-Constant Colin.</p><p>São feitos importantes de médicos veterinários:</p><p>- A seringa para injeção hipodérmica, hoje de uso universal, foi desenvolvida</p><p>pelo médico veterinário francês François Tabourin (1818-1878), professor de</p><p>Farmacologia e Bioquímica na Escola Veterinária de Lyon, aperfeiçoando uma</p><p>seringa rudimentar idealizada por Charles Gabriel Pravaz (1791-1853).</p><p>- Os toxoides antidiftérico e antitetânico foram descobertos pelo francês Gaston</p><p>Ramon (1886-1963), veterinário do Instituto Pasteur, da França. Sua descoberta</p><p>forneceu os meios mais simples e eficazes para prevenção da difteria.</p><p>- Os micro-organismos causadores da nocardiose e da peripenumonia bovina foram</p><p>identificados pela primeira vez pelo médico veterinário Edmond Nocard (1850-</p><p>1903), também no Instituto Pasteur. A bactéria, batizada em sua homenagem,</p><p>pode causar doenças nos seres humanos, particularmente em pacientes</p><p>imunocomprometidos, como nos casos de AIDS.</p><p>- A descoberta das bactérias causadoras das salmoneloses (zoonoses) partiu</p><p>das experiências do veterinário patologista norte-americano Elmer Daniel Salmon</p><p>(1850-1914). Seu assistente, Theobald Smith, descobriu a bactéria, homenageando</p><p>o mestre com seu nome.</p><p>- Os nomes de Jean-Marie Camille Guérin (1872-1961), médico veterinário, e seu</p><p>parceiro de pesquisas, o médico bacteriologista Leon Charles Calmette (1863-</p><p>1933), estão indiscutivelmente ligados aos trabalhos visando à atenuação de</p><p>cepas de Mycobacterium, usadas na elaboração da vacina contra a tuberculose,</p><p>mundialmente conhecida como BCG (Bacilo de Calmette e Guérin).</p><p>- O rigor do médico veterinário Gabriel-Constant Colin (1825-1896), professor de</p><p>Fisiologia Animal na Escola Nacional Veterinária, de Maisons-Alfort, Paris, forçou</p><p>Pasteur e Nocard a esclarecerem seus protocolos, contribuindo para os avanços</p><p>de suas teorias. Dr. Colin deu também um passo significativo para a ciência, com</p><p>a invenção de um método de injeção de vasos linfáticos.</p><p>- No século XXI, a erradicação da peste bovina em todo o mundo, em 2011, passou</p><p>a ser considerada a maior conquista científica da Medicina Veterinária mundial.</p><p>8WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Apesar dos esforços de D. Pedro II, foi só no século XX que foram criadas as primeiras</p><p>escolas de veterinária, já sob o regime republicano. Em 1910, foram criadas a Escola de Veterinária</p><p>do Exército (fundada pelo Decreto nº 2.232, de 6 de janeiro, que, porém, só iniciou suas atividades</p><p>em 1914) e a Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (criada pelo Decreto nº 8.319,</p><p>de 20 de outubro, que iniciou as atividades em 1913), ambas na cidade do Rio de Janeiro. Nessa</p><p>época, eram precárias as condições sanitárias, e havia um número alto de mortes ocasionadas</p><p>pelo mormo, tanto de equinos quanto de pessoas em contato direto com os animais e, como o</p><p>número de cavalos do exército era grande, a situação se tornou extremamente preocupante. Foi</p><p>então que o médico militar sanitarista João Muniz Barreto de Aragão e outros oficiais da área</p><p>da saúde reuniram esforços para mostrar ao governo a importância do ensino da veterinária</p><p>(GERMINIANI, 2011).</p><p>Especificamente a Escola de Veterinária do Exército foi fundada por esforços do</p><p>capitão-médico João Muniz Barreto de Aragão e, por isso, é conhecido até os dias atuais como</p><p>o patrono da Veterinária militar. O Brasil deve a Muniz de Aragão uma série de realizações de</p><p>grande importância para a veterinária e a saúde pública. Como ainda faltavam profissionais</p><p>com conhecimento em algumas áreas, foram contratados profissionais europeus, indicados pelo</p><p>instituto Pasteur, para auxiliarem Muniz de Aragão a fundar o ensino da Medicina Veterinária</p><p>no Brasil.</p><p>Em 1911, foi fundada outra escola de veterinária em Olinda (PE), a Congregação Beneditina</p><p>Brasileira do Mosteiro de São Bento, através do Abade D. Pedro Roeser. Ele criou uma instituição</p><p>destinada ao ensino das ciências agrárias, ou seja, Agronomia e Veterinária. Eles utilizariam como</p><p>padrão de ensino as clássicas escolas agrícolas da Alemanha, as “Landwirtschaft Hochschule”. A</p><p>escola de São Bento construiu também o primeiro hospital veterinário do País em 1913. Apesar</p><p>de criada depois, a escola de Olinda formou ou primeiro médico veterinário brasileiro, o então</p><p>farmacêutico Dionysio Meilli. Sendo portador de outro diploma de curso superior, conseguiu</p><p>que a Congregação acatasse sua matrícula, conseguindo dispensa das disciplinas já cursadas e</p><p>oferecendo-lhe um professor particular para transmitir os conhecimentos necessários para a</p><p>obtenção do diploma antes dos quatro anos regimentares.</p><p>As primeiras turmas de médicos veterinários se formaram em 1917, sendo 6 profissionais</p><p>da Escola Veterinária de Agricultura, 4 da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária</p><p>e 4 veterinários da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária de São Bento, Olinda</p><p>(PE).</p><p>A primeira mulher formada médica veterinária no Brasil foi a Dra. Nair Eugenia Lobo,</p><p>na turma de 1929, pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária, atual Universidade Federal</p><p>Rural do Rio de Janeiro.</p><p>Segundo Germiniani (2011), a partir da década de 1970, houve, em nosso País, uma</p><p>proliferação de cursos de Medicina Veterinária. Atualmente, existem no Brasil mais de 150.000</p><p>veterinários ativos e mais de 400 cursos de Medicina Veterinária. É o país com mais escolas de</p><p>Veterinária do mundo.</p><p>9WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 2 - Mapa da Medicina Veterinária mundial. Fonte: CRMV-SP (2022).</p><p>10WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3.1 Dia do Médico Veterinário</p><p>O dia do médico veterinário, no Brasil, é comemorado em 9 de setembro. Foi escolhida</p><p>essa data, porque, no dia 9 de setembro de 1933, foi publicado o Decreto nº 23.133, que o então</p><p>Presidente da República, Getúlio Vargas, assinou, sendo a primeira regulamentação da Medicina</p><p>Veterinária, o que representou um marco na história da profissão. Por mais de três décadas, o</p><p>decreto estabeleceu as condições e os campos de atuação para o exercício da Medicina Veterinária.</p><p>Esse decreto estabeleceu, por exemplo, a obrigatoriedade do registro do diploma, o que começou</p><p>a ser feito em 1940.</p><p>Leia o Decreto nº 23.133, de 9 de setembro de 1933, que</p><p>regula o exercício da profissão veterinária no Brasil e dá outras</p><p>providências. O material está disponível em https://www2.</p><p>camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23133-9-</p><p>setembro-1933-515793-publicacaooriginal-1-pe.html.</p><p>Assista a História da Medicina Veterinária no Brasil, disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=OT7FD76dmRM.</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23133-9-setembro-1933-515793-publicacaooriginal-1-pe.html</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23133-9-setembro-1933-515793-publicacaooriginal-1-pe.html</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23133-9-setembro-1933-515793-publicacaooriginal-1-pe.html</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=OT7FD76dmRM</p><p>11WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>É certo que, em cada continente, o surgimento e a evolução da Medicina Veterinária têm</p><p>sua história, o que vem sendo aprimorado até os dias atuais, sempre na perspectiva de trazer</p><p>benefícios não só para os animais, o principal foco, mas também para os seres humanos. Fica claro</p><p>que as escolas</p><p>mais antigas resultaram de um trabalho idealista de estudiosos que compreenderam</p><p>a importância do ensino veterinário. Graças a esses profissionais, a civilização avançou e permitiu</p><p>que a humanidade mudasse a forma de ver o universo e todos os seus elementos, permitindo-nos</p><p>entender que os homens e os animais são partes do mesmo universo.</p><p>O conceito que vem sendo amplamente divulgado é o de “uma só medicina, uma única</p><p>saúde” ou “um só mundo, uma única saúde” (one world, one health). Dentro dessa concepção,</p><p>ficam ampliadas as atividades do médico veterinário e sua responsabilidade na manutenção da</p><p>saúde humana e animal.</p><p>1212WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>02</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................... 14</p><p>1. ÁREA DE CLÍNICAS MÉDICA E CIRÚRGICA VETERINÁRIA ................................................................................. 15</p><p>1.1 CLÍNICA MÉDICA VETERINÁRIA ........................................................................................................................... 15</p><p>1.2 CIRURGIA VETERINÁRIA ...................................................................................................................................... 17</p><p>1.3 ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA ........................................................................................................................ 18</p><p>1.4 IMAGENOLOGIA VETERINÁRIA ............................................................................................................................ 18</p><p>2. REPRODUÇÃO ANIMAL .......................................................................................................................................... 19</p><p>2.1 BIOTECNOLOGIA DA REPRODUÇÃO .................................................................................................................... 19</p><p>2.2 OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA VETERINÁRIA ..................................................................................................20</p><p>3. PATOLOGIA VETERINÁRIA ..................................................................................................................................... 21</p><p>ÁREAS DE ATUAÇÃO I</p><p>PROFA. ELOISE CHAROLINE SENNA</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>INTRODUÇÃO À MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>1313WWW.UNINGA.BR</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3.1 PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA .................................................................................................................... 21</p><p>3.2 ANATOMIA PATOLÓGICA VETERINÁRIA ............................................................................................................ 21</p><p>4. PRODUÇÃO ANIMAL ...............................................................................................................................................22</p><p>4.1 CRIAÇÃO ANIMAL ..................................................................................................................................................22</p><p>4.1.1 BOVINOCULTURA .................................................................................................................................................22</p><p>4.1.2 OVINOCULTURA E CAPRINOCULTURA .............................................................................................................23</p><p>4.1.3 SUINOCULTURA ..................................................................................................................................................24</p><p>4.1.4 AVICULTURA ........................................................................................................................................................25</p><p>4.1.5 PISCICULTURA ....................................................................................................................................................25</p><p>4.1.6 APICULTURA .......................................................................................................................................................26</p><p>4.2 GENÉTICA E MELHORAMENTO ANIMAL ...........................................................................................................27</p><p>5. ÁREA COMERCIAL E A MEDICINA VETERINÁRIA ...............................................................................................27</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................28</p><p>14WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A medicina veterinária abrange diversas áreas e, por isso, conta com muitas possibilidades</p><p>de carreira. Isso demonstra a grande importância dessa profissão.</p><p>Geralmente, a duração dos cursos de graduação de Medicina Veterinária no Brasil é de</p><p>cinco anos. É um curso difícil e longo, pois sua atuação é ampla e exige dos alunos matérias de</p><p>diferentes áreas (como anatomia, farmacologia, inspeção, dentre outras).</p><p>Com a concorrência no mercado de trabalho, é imprescindível que os estudos prossigam,</p><p>seja com a realização de especializações ou por meio de programas acadêmicos, como o Mestrado</p><p>e Doutorado. A escolha dependerá da aptidão e habilidade do profissional.</p><p>Com isso, é preciso ficar atento(a) ao desenvolvimento do mercado para suprir as</p><p>demandas nas áreas de relevância necessárias nos âmbitos regional, nacional e internacional.</p><p>As grandes áreas de conhecimento da Veterinária são: clínicas médica e cirúrgica</p><p>veterinária e suas subáreas; reprodução animal e suas subáreas; patologia veterinária; inspeção</p><p>sanitária de alimentos de origem animal; saúde animal; produção animal e saúde pública.</p><p>Para um futuro promissor na carreira, é imprescindível investir na qualificação para</p><p>melhorar a formação geral e específica; assim, é possível se preparar para o mercado de trabalho,</p><p>que cada vez está mais competitivo.</p><p>15WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. ÁREA DE CLÍNICAS MÉDICA E CIRÚRGICA VETERINÁRIA</p><p>Caracterizam-se por executarem atividades de rotina, específicas na elaboração de</p><p>diagnósticos e terapias.</p><p>Os profissionais dessas áreas podem atuar com pequenos animais (cães e gatos), animais</p><p>de produção e animais silvestres.</p><p>Essa grande área é desdobrada em subáreas, tais como: clínica médica; cirurgia;</p><p>anestesiologia; patologia clínica; imagenologia, dentre outras (como ornitopatologia, patologia</p><p>suína e animais silvestres).</p><p>1.1 Clínica Médica Veterinária</p><p>O campo na área de clínica médica veterinária é aquele que possui maior aproximação</p><p>com a medicina humana, sendo pautado no fundamento prático dos processos de morbidade no</p><p>organismo dos animais (PFUETZENREITER; ZYLBERSZTAJN, 2008).</p><p>Esse profissional atua especificamente no atendimento clínico dos pacientes, dispondo</p><p>de métodos de diagnóstico (exames físico e complementar) e procedimentos terapêuticos.</p><p>Adicionalmente, a clínica médica visa a trabalhar em prol do bem-estar único, considerando a</p><p>relação dos animais com a saúde humana, por meio da detecção e tratamento das zoonoses. A</p><p>orientação aos proprietários sobre a prevenção das enfermidades e notificação delas ao serviço de</p><p>vigilância é imprescindível (MEDITCSH, 2006).</p><p>Beck (2013) padronizou as denominações da clínica médica, contemplando os seguintes</p><p>estudos e especialidades:</p><p>• clínica médica de animais de companhia;</p><p>• clínica médica de grandes animais e animais de produção;</p><p>• clínica médica de animais silvestres;</p><p>• nutrição clínica;</p><p>• dermatologia;</p><p>• gastroenterologia;</p><p>• oncologia;</p><p>• doenças infectocontagiosas;</p><p>Para mais informações sobre as diversas áreas de atuação</p><p>dos médicos veterinários, acessar: CFMV. Áreas de Atuação –</p><p>Médicos Veterinários e Zootecnistas. Portal online do Conselho</p><p>Federal de Medicina Veterinária, 2013. Disponível em https://</p><p>www.cfmv.gov.br/areas-de-atuacao-do-medico-veterinario/</p><p>medicos-veterinarios/2020/01/29/.</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2488_21_10_2011.html</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2488_21_10_2011.html</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2488_21_10_2011.html</p><p>16WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>• cardiologia;</p><p>• nefrologia;</p><p>• neurologia;</p><p>• ortopedia;</p><p>• oftalmologia;</p><p>• toxicologia.</p><p>A expressão clínica geral é erroneamente utilizada para designar a área sem especialização.</p><p>Longe disso, a clínica médica é uma especialidade que engloba conteúdo das diversas bases da</p><p>medicina interna.</p><p>Com a evolução do conhecimento e a abertura de novas especialidades, o foco é preparar</p><p>profissionais cada vez mais qualificados para o mercado de trabalho.</p><p>A nutrição clínica é uma especialização crescente na Medicina Veterinária. O suporte</p><p>nutricional adequado é de suma importância, especialmente para os pacientes hospitalizados ou</p><p>em processo de recuperação devido a alguma deficiência orgânica (CAMPELL et al., 2007).</p><p>Atualmente, a dermatologia veterinária é uma das áreas mais relevantes dentro da clínica</p><p>médica. Os casos dermatológicos constituem, em média, 30% das consultas nas clínicas de</p><p>pequenos animais, sendo necessários constantes estudos na área.</p><p>O profissional especialista em gastroenterologia objetiva avaliar, diagnosticar e tratar as</p><p>afecções relacionadas ao sistema gastrointestinal. Muitas doenças podem alterar a fisiologia desse</p><p>sistema, evoluindo para lesões graves nos órgãos envolvidos e, até mesmo, à morte do animal. O</p><p>clínico geralmente se especializa também em procedimentos cirúrgicos relacionados ao sistema</p><p>gastrointestinal.</p><p>Com o aumento da expectativa de vida dos animais, a casuística na oncologia veterinária</p><p>vem aumentando na rotina clínica. O câncer acomete, com maior frequência, pacientes idosos.</p><p>É importante que o profissional tenha conhecimento das ciências de biologia celular e patologia</p><p>para a compreensão da doença (HORTA, 2013). O clínico geralmente se especializa também em</p><p>procedimentos cirúrgicos relacionados à oncologia.</p><p>As doenças infectocontagiosas são disseminadas por todo o Brasil e estão presentes todos</p><p>os dias na rotina clínica veterinária. Além de diagnosticar e tratar as enfermidades infeciosas</p><p>dos animais, realizar prevenção e controle, faz parte das principais atribuições do profissional</p><p>infectologista.</p><p>A área de cardiologia veterinária exige do profissional conhecimentos específicos e</p><p>conhecimentos relacionados a outras especialidades da clínica médica. Visa a diagnosticar as</p><p>enfermidades, estabelecer condutas terapêuticas em cada caso e realizar avaliações constantes do</p><p>paciente cardiopata.</p><p>O médico veterinário, que atua na área de nefrologia, se dedica às afecções relacionadas ao</p><p>sistema urinário, principalmente aos rins. As enfermidades renais são muito comuns nos animais</p><p>de pequeno porte e, muitas vezes, são silenciosas, o que exige profissionais altamente capacitados.</p><p>A neurologia veterinária é uma especialidade que estuda alterações do sistema nervoso</p><p>central e periférico dos animais. O profissional dessa área se dedica a recuperar pacientes</p><p>que tiveram o tecido nervoso danificado. O clínico geralmente se especializa também em</p><p>procedimentos cirúrgicos relacionados à neurologia.</p><p>17WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>O médico veterinário ortopedista avalia o aparelho locomotor, como ossos, músculos e</p><p>ligamentos. Ele se utiliza de métodos clínicos e cirúrgicos para tratar as enfermidades ortopédicas</p><p>dos animais. É uma área que se destaca no mercado de trabalho, mas exige que o profissional</p><p>sempre se atualize nos estudos. O clínico geralmente se especializa também em procedimentos</p><p>cirúrgicos relacionados à ortopedia.</p><p>O profissional atuante na oftalmologia veterinária é responsável por diagnosticar e tratar</p><p>as enfermidades oculares. Esses problemas oftálmicos afetam, principalmente, os pequenos</p><p>animais (cão e gato) e podem surgir devido a outras doenças sistêmicas, como a cinomose.</p><p>A toxicologia veterinária é fundamental na rotina clínica, pois o profissional age, de</p><p>forma efetiva e rápida, no diagnóstico e tratamento em casos emergenciais de intoxicação em</p><p>animais. Além disso, o médico veterinário toxicologista atua na saúde pública, provendo medidas</p><p>de educação e prevenção sobre os efeitos deletérios das substâncias tóxicas para os animais,</p><p>identificando também os riscos à saúde humana.</p><p>1.2 Cirurgia Veterinária</p><p>A cirurgia veterinária (Figura 1) é uma área com múltiplas especialidades, em que o</p><p>profissional se dedica a realizar o melhor tratamento cirúrgico para cada paciente.</p><p>Muitas enfermidades em animais dependem da cirurgia para sua cura. O médica</p><p>veterinário cirurgião deve sempre se atualizar em suas técnicas para proporcionar ao seu paciente</p><p>o melhor resultado.</p><p>As especialidades cirúrgicas englobam cirurgia de tecidos moles (castração), cirurgia</p><p>oncológica (retirada de tumores neoplásicos), cirurgia ortopédica (correções de fraturas),</p><p>neurocirurgia (descompressão medular), cirurgia oftalmológica (correção de catarata), dentre</p><p>outras.</p><p>Figura 1 - Cirurgia de animais silvestres (cirurgia reconstrutiva de bico quebrado em tucano). Fonte: Terra (2016).</p><p>18WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.3 Anestesiologia Veterinária</p><p>O profissional da área de Anestesiologia Veterinária se dedica ao estudo das anestesias,</p><p>ou seja, promove a inconsciência e o controle da dor de pacientes submetidos a procedimentos</p><p>clínicos e cirúrgicos.</p><p>O anestesista veterinário pode atuar na anestesia de pequenos animais, grandes animais</p><p>(preferencialmente equinos) e animais silvestres/exóticos, além de atuar em outras especialidades,</p><p>como as que envolvem cuidados intensivos.</p><p>A atenção ao paciente se dá antes, durante e após o procedimento cirúrgico, avaliando</p><p>constantemente os sinais vitais, como batimentos cardíacos, pressão arterial e frequência</p><p>respiratória (REVISTA VETERINÁRIA, 2019).</p><p>A anestesiologia veterinária é fundamental para garantir segurança e bem-estar aos</p><p>pacientes, pois, em todo procedimento anestésico-cirúrgico, existem riscos e complicações, sendo</p><p>que a capacidade e a experiência do profissional podem ser vitais nessas situações.</p><p>1.4 Imagenologia Veterinária</p><p>A imagenologia veterinária engloba os diversos segmentos do exame de imagem em</p><p>animais. Ou seja, é uma especialidade que envolve tecnologias para realização de diagnósticos,</p><p>tais como: radiologia, tomografia computadorizada, ultrassonografia (Figura 2) e ressonância</p><p>magnética. Ademais, esse profissional é o único capacitado a interpretar e emitir os laudos dos</p><p>resultados obtidos com as técnicas (Figura 3).</p><p>Figura 2 - Ultrassonografia abdominal em cão. Fonte: VetImagem (2022).</p><p>19WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 3 - Sala de Radiologia do Setor de Diagnóstico por Imagem da Clínica Veterinária Uningá, Maringá/PR.</p><p>Fonte: A autora.</p><p>2. REPRODUÇÃO ANIMAL</p><p>A área envolve reprodução bovina, reprodução equina, reprodução de pequenos animais</p><p>e reprodução de animais silvestres.</p><p>O profissional da área de reprodução animal se dedica a proporcionar aumento da eficiência</p><p>produtiva e melhoramento genético dos animais por meio de biotécnicas reprodutivas.</p><p>2.1 Biotecnologia da Reprodução</p><p>Trata-se do desenvolvimento de tecnologias relacionadas à reprodução animal, otimizando</p><p>os sistemas de produção. As biotecnologias são:</p><p>• Inseminação artificial (IA);</p><p>• Coleta e transferência de embriões (TE);</p><p>• Produção in vitro de embriões (PIV);</p><p>• Superovulação (SOV);</p><p>A ultrassonografia é um método diagnóstico não invasivo, essencial na</p><p>rotina médica veterinária. Determina aspectos</p><p>anátomo-sonográficos de uma</p><p>determinada estrutura interna ou órgão. O clínico pode solicitar esse exame</p><p>em diversas situações, tais como: gestação, falta de apetite, dores abdominais,</p><p>realização de biopsia de órgão, entre outras.</p><p>20WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>• Clonagem por transferência nuclear (TN);</p><p>• Transgenia.</p><p>A inseminação artificial (IA) consiste na deposição de sêmen no útero na fêmea por meio</p><p>de técnicas e materiais adequados, porém, a fecundação ocorre naturalmente. O profissional deve</p><p>ser treinado e capacitado, pois a técnica exige precisão e cuidados.</p><p>O médico veterinário que realiza a coleta e transferência de embriões (TE) visa a aumentar</p><p>o número de animais geneticamente superiores. A técnica compreende que, da mesma fêmea</p><p>doadora, podem ser realizadas muitas coletas de embriões, que serão transferidos para as fêmeas</p><p>receptoras como se fossem “barrigas de aluguel” (MELLO; FERREIRA; SOUSA, 2016).</p><p>A produção in vitro de embriões (PIV) envolve diversos processos de coleta, maturação,</p><p>fecundação e cultivo in vitro. O profissional especialista nessa biotecnologia se dedica a obter</p><p>embriões viáveis a partir de fêmeas selecionadas geneticamente. Ademais, é possível produzir</p><p>descendentes de fêmeas que não estão mais aptas à reprodução por métodos convencionais</p><p>(VARAGO; MENDONÇA; LAGARES, 2008).</p><p>A biotecnologia de superovulação (SOV) consiste em estimular, por meio de hormônios</p><p>específicos, altos números de folículos que irão ovular. Assim, o profissional pode proporcionar</p><p>elevadas taxas de gestação nas fêmeas receptoras desses embriões viáveis (BEEFPOINT, 2003).</p><p>A clonagem por transferência nuclear (TN) na medicina veterinária pode ser definida</p><p>como a produção de animais geneticamente idênticos (TRECENTI; ZAPPA, 2013).</p><p>O médico veterinário que atua na transgenia animal ajuda a produzir animais modificados</p><p>em laboratórios, utilizados em prol da produtividade com benefícios. Por exemplo, é possível</p><p>produzir vacas que são capazes de produzir leite com sua composição alterada, visando a</p><p>beneficiar pessoas alérgicas à proteína do leite (FREITAS et al., 2014).</p><p>2.2 Obstetrícia e Ginecologia Veterinária</p><p>O profissional que atua no setor de obstetrícia se dedica a estudar a fisiologia e patologia</p><p>relacionadas à reprodução de fêmeas de diferentes espécies, avaliando gestação, parto e puerpério</p><p>(pós-parto). É função do médico veterinário, especialista nessa área, fazer acompanhamento</p><p>gestacional, garantindo um diagnóstico precoce. Além de avaliar as condições do feto, também é</p><p>fundamental monitorar a saúde da fêmea gestante.</p><p>Na ginecologia veterinária, problemas relacionados aos ovários, útero, vagina, vulva e</p><p>algumas afeções mamárias são comuns na rotina clínica. Procedimentos cirúrgicos também</p><p>fazem parte dessa área, tais como: procedimentos de castração (ovário-histerectomia), cesariana,</p><p>vulvoplastia, mastectomia, entre outras.</p><p>A clonagem em animais no Brasil já é uma realidade. Desde a ovelha “Dolly”, a</p><p>procura pela clonagem em bovinos cresce a cada dia, pois os produtores visam</p><p>a manter, em seu rebanho, animais com características geneticamente valiosas.</p><p>21WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3. PATOLOGIA VETERINÁRIA</p><p>A área de Patologia Veterinária visa a estudar as alterações funcionais e estruturais das</p><p>células, tecidos e órgãos, das espécies animais.</p><p>Dessa forma, é possível fornecer informações importantes aos clínicos, principalmente,</p><p>sobre diagnóstico e evolução de afecções.</p><p>3.1 Patologia Clínica Veterinária</p><p>O profissional desse segmento atua em laboratórios clínicos veterinários realizando</p><p>os exames solicitados na rotina clínica. Podem ser exames de rotina, pré-operatórios ou mais</p><p>específicos, pensando em determinada patologia. Para tanto, é imprescindível que se dedique ao</p><p>conhecimento de hematologia (exame de sangue), análise das funções renal e hepática, urinálise</p><p>(exame de urina), citologia, pesquisa de hemoparasitas (como para diagnóstico de babesiose</p><p>canina), imunologia e endocrinologia.</p><p>É de suma importância que o patologista clínico seja capacitado a realizar técnicas</p><p>laboratoriais e interpretação de resultados, auxiliando na identificação de afecções dos casos</p><p>clínicos. Adicionalmente, o profissional deve conhecer as particularidades de cada espécie animal.</p><p>Figura 4 - Laboratório de Patologia Clínica da Clínica Veterinária Uningá, Maringá/PR.</p><p>Fonte: A autora.</p><p>3.2 Anatomia Patológica Veterinária</p><p>O médico veterinário atuante nesta área está apto a realizar necropsia, prática de</p><p>diagnóstico importante para confirmação de alterações orgânicas. A necropsia é um exame de</p><p>observação macroscópica de tecidos e órgãos em cadáver animal, tendo como objetivo estabelecer</p><p>a causa do óbito.</p><p>Outro ramo da anatomia patológica é a análise microscópica de células e tecidos, com</p><p>os exames de citologia e histopatologia. O exame citológico tem a vantagem de ser rápido e de</p><p>baixo custo, no entanto, pode haver um resultado inconclusivo da amostra, por exemplo, serve</p><p>para diferenciar células tumorais. Já o exame histopatológico promove o diagnóstico definitivo da</p><p>doença, por exemplo, serve para identificar exatamente o tumor que afeta o paciente.</p><p>22WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Os profissionais podem atuar em laboratórios de diagnóstico, instituições de ensino</p><p>e pesquisa, indústrias (indústrias de biotecnologias) e na saúde pública (vigilância sanitária),</p><p>além de auxiliarem outros profissionais a campo, com diagnósticos de afecções em animais de</p><p>produção.</p><p>4. PRODUÇÃO ANIMAL</p><p>Na área de produção animal, o médico veterinário pode desempenhar diversas atividades</p><p>relacionadas ao agronegócio. Além dos cuidados com a saúde dos animais de produção, o</p><p>profissional zela pela produção de alimentos de origem animal, garantindo produtos de qualidade.</p><p>Com o aumento das produções devido aos avanços tecnológicos (manejo sanitário,</p><p>genética e nutrição animal), juntamente com a conservação do meio ambiente e implantação dos</p><p>princípios de bem-estar animal (RAMOS; LANZA; AZEREDO, 2017), o médico veterinário se</p><p>destaca nesse setor.</p><p>4.1 Criação Animal</p><p>4.1.1 Bovinocultura</p><p>A criação bovina (Figura 5) no Brasil representa uma das atividades mais importantes no</p><p>setor agropecuário.</p><p>Na bovinocultura de leite, o profissional pode atuar e monitorar toda a produção, desde os</p><p>cuidados com os animais (início da cadeia produtiva) até a industrialização do produto, além de</p><p>fiscalizar o transporte, comércio e consumo desse produto, impedindo a contaminação do leite,</p><p>o que pode afetar a saúde humana (GOMIDE; RAMOS; FONTES, 2006). O médico veterinário</p><p>é o responsável por garantir que o leite esteja dentro dos padrões exigidos pela legislação do</p><p>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).</p><p>Os patologistas veterinários foram os pioneiros no reconhecimento do vírus do</p><p>Oeste do Nilo, o qual invadiu a América do Norte. A doença viral é transmitida por</p><p>mosquitos e é chamada de “Febre do Nilo Ocidental”. Esses profissionais são de</p><p>suma importância nos estudos relacionados a novas doenças que ameaçam a</p><p>saúde animal e a saúde humana.</p><p>23WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Na bovinocultura de corte, os bovinos são destinados à produção de carne, e o profissional</p><p>atuante nessa área se dedica a realizar atividades, tais como: reprodução, criação e terminação do</p><p>animal. A biossegurança é vital nesse setor, pois o médico veterinário realiza medidas preventivas</p><p>para evitar que doenças afetem os rebanhos. Ademais, o bovino de corte demanda uma nutrição</p><p>rigorosa para sua composição corporal, maximizando a produção de carne, além do manejo</p><p>reprodutivo e introdução</p><p>de princípios de bem-estar animal nas propriedades. Todas essas</p><p>atividades cabem ao médico veterinário exercer.</p><p>Figura 5 – Bovinos em sistema de confinamento. Fonte: Rigueira (2016).</p><p>4.1.2 Ovinocultura e caprinocultura</p><p>A criação de ovinos e caprinos no Brasil vem ganhando destaque, principalmente na</p><p>agricultura familiar, pois são espécies que não demandam investimentos iniciais tão altos e são</p><p>importantes produtores de alimentos, como carnes e o leite de cabra (BARROS, 2019). Além da</p><p>pele, utilizada pelas indústrias de calçados, e a lã, produzida pelos ovinos.</p><p>A maior parte do rebanho ovino está na região Nordeste e no estado do Rio Grande do</p><p>Sul. Já a caprinocultura (Figura 6) ocupa seu espaço na região Nordeste, principalmente nos</p><p>estados da Bahia, Piauí, Ceará e Pernambuco (REVISTA VETERINÁRIA, 2015).</p><p>O médico veterinário atua nesse cenário realizando técnicas de manejo, principalmente</p><p>no aspecto sanitário, devido às diversas enfermidades que podem acometer as espécies. A</p><p>atuação do profissional na reprodução de ovinos e caprinos vem crescendo também, provendo o</p><p>melhoramento genético dos animais.</p><p>24WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 6 – Criação de caprinos na região Nordeste. Fonte: EMBRAPA (2016).</p><p>4.1.3 Suinocultura</p><p>O trabalho veterinário nessa área consiste em criar medidas preventivas, principalmente</p><p>no que se refere à vacinação desses animais, além de estabelecer medidas curativas para as</p><p>enfermidades que acometem os suínos.</p><p>O especialista em suínos também desempenha o controle ambiental e de manejo das</p><p>granjas, não se preocupando somente com a questão sanitária, mas também com a sustentabilidade</p><p>e ecossistema.</p><p>O profissional se depara com exigências de tecnificação nas granjas, como o uso de</p><p>modelagem para nortear curvas de crescimento, novas técnicas laboratoriais de diagnósticos,</p><p>otimização e aprimoramento de recursos humanos, entre outras situações. Dessa forma, o</p><p>médico veterinário que deseja trabalhar na área de suinocultura (Figura 7) deve atender a todas</p><p>as demandas atuais e acompanhar o crescimento do agronegócio mundial.</p><p>Figura 7 - Criação de suínos. Fonte: Alves (2020).</p><p>25WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>4.1.4 Avicultura</p><p>A área de avicultura (Figura 8) consiste na criação de aves visando à produção de carnes e</p><p>ovos. No Brasil, essa cultura se destaca, sendo considerada dinâmica e uma das mais organizadas</p><p>no mundo. Dentro dessa área, é possível trabalhar com as espécies de frangos, patos, gansos,</p><p>codornas, avestruzes, entre outras.</p><p>O médico veterinário é responsável pela sanidade e manejo das aves, processamento</p><p>industrial e fiscalização de mercado dos produtos de origem animal.</p><p>Na produção de frango de corte, é de suma importância que o profissional busque</p><p>melhorar resultados em relação ao volume de abate e ao fator desempenho ambiental, econômico</p><p>e sanitário. Garantindo esses aspectos, os consumidores, que estão cada vez mais exigentes,</p><p>possuem maior segurança alimentar.</p><p>No estabelecimento avícola, é preconizada a medicina preventiva, ou seja, devem-se</p><p>prevenir doenças, como é feito com vacinações, por exemplo. Para tanto, é necessária a assistência</p><p>de um profissional capacitado.</p><p>Figura 8 - Criação de aves de corte. Fonte: Agronovas (2018).</p><p>4.1.5 Piscicultura</p><p>A criação de peixes (Figura 9) é expressiva atualmente no Brasil, principalmente na</p><p>Região Oeste.</p><p>O profissional interessado em atuar nessa área precisa ter os seguintes conhecimentos:</p><p>anatomia das espécies, boas práticas de cultivo, sanidade em peixes e biossegurança.</p><p>O Conselho Federal de Medicina Veterinária descreve a importância dos profissionais da</p><p>área:</p><p>O médico veterinário e o zootecnista são peças fundamentais nesse cenário</p><p>de expansão, pois são eles que auxiliam na orientação das melhores técnicas e</p><p>procedimentos que permitem o aumento dos índices de produtividade. Quando</p><p>o plantel é cultivado com o auxílio de um médico veterinário e de um zootecnista,</p><p>ele permanece saudável, e aumenta consideravelmente a rentabilidade da</p><p>produção (CRMV-DF, 2022).</p><p>26WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 9 - Piscicultura comercial. Fonte: Água (2013).</p><p>4.1.6 Apicultura</p><p>A apicultura é a criação de abelhas (Figura 10) para fins de produção de mel, própolis e</p><p>cera, principalmente.</p><p>É uma atividade emergente no Brasil, e o médico veterinário contribui com técnicas de</p><p>manejo, cuidados sanitários e inspeção das produções, além de atuar em laboratórios de análises</p><p>desses produtos de origem apícola.</p><p>Médicos veterinários e zootecnistas trabalham em prol da nutrição, bem-estar e</p><p>melhoramento genético das abelhas. Esses cuidados promovem um produto original e de alta</p><p>qualidade para o consumidor.</p><p>Figura 10 - Criação de abelhas no Estado de Santa Catarina. Fonte: Diário Cidade (2017).</p><p>27WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>4.2 Genética e Melhoramento Animal</p><p>O objetivo da área da Genética e Melhoramento Animal é selecionar animais com</p><p>potencial superior, seja produtivo ou reprodutivo. Tais indivíduos são valorizados no mercado,</p><p>sendo lucrativos por melhorarem os índices zootécnicos das propriedades.</p><p>O profissional dessa área se dedica a estudar genética animal, aplicando-a em</p><p>biotecnologias, dentre elas, a construção de mapas genéticos, isolamento de genes, características</p><p>de herança, seleção por marcadores (fertilidade e qualidade da carne), entre outras.</p><p>5. ÁREA COMERCIAL E A MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>Os profissionais que atuam nesta área possuem atribuições, como visitar clínicas e</p><p>hospitais veterinários para divulgar produtos ou serviços da empresa onde trabalham.</p><p>Atualizar-se em gestão comercial e marketing estratégico é um diferencial do médico</p><p>veterinário que pretende fidelizar clientes. O mercado atual possui consumidores exigentes, e o</p><p>profissional da área comercial precisa se adequar às mudanças, se diversificar.</p><p>Além de aperfeiçoar a capacidade de comunicação, essa atividade é bastante dinâmica,</p><p>permitindo interagir com outros profissionais e explorar diferentes localidades.</p><p>Para saber como as abelhas fazem o mel, assista ao vídeo</p><p>explicativo disponível em https://abelha.org.br/videocast-5-como-</p><p>as-abelhas-fazem-o-mel/.</p><p>https://abelha.org.br/videocast-5-como-as-abelhas-fazem-o-mel/</p><p>https://abelha.org.br/videocast-5-como-as-abelhas-fazem-o-mel/</p><p>28WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O profissional médico veterinário pode atuar em diversas áreas, como clínica de pequenos</p><p>ou grandes animais, saúde pública, inspeção de alimentos de origem animal, produção animal,</p><p>laboratórios clínicos e de alimentos, entre outras. É um curso com múltiplas possibilidades, além</p><p>das especializações que aprofundam ainda mais o conhecimento técnico em uma determinada</p><p>área.</p><p>A profissão desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do</p><p>País, principalmente em relação ao agronegócio. Com isso, contribui na produção de alimentos</p><p>de origem animal com qualidade e sustentabilidade, conservando o meio ambiente também.</p><p>Outra vertente da medicina veterinária é a carreira acadêmica, realizando Mestrado e</p><p>Doutorado para exercer a profissão de docente e pesquisador em instituições de ensino e/ou</p><p>pesquisa.</p><p>O importante é sempre buscar informações e se dedicar à profissão. Dessa forma, é</p><p>possível conquistar o tão esperado sucesso profissional.</p><p>2929WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>03</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................30</p><p>1. SAÚDE</p><p>PÚBLICA ...................................................................................................................................................... 31</p><p>1.1 O MÉDICO VETERINÁRIO E SEU PAPEL NO COMBATE ÀS ZOONOSES ........................................................... 31</p><p>1.2 A ATUAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO NO NASF .............................................................................................32</p><p>1.3 VIGILÂNCIA EM SAÚDE ........................................................................................................................................34</p><p>1.3.1 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ..........................................................................................................................34</p><p>1.3.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA .....................................................................................................................................36</p><p>1.3.3 VIGILÂNCIA AMBIENTAL ...................................................................................................................................37</p><p>1.3.4 VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR ....................................................................................................38</p><p>2. INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL................................................................................................. 41</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................42</p><p>ÁREAS DE ATUAÇÃO II</p><p>PROFA. ELOISE CHAROLINE SENNA</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>INTRODUÇÃO À MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>30WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Como vimos na unidade anterior, o médico veterinário pode atuar em diferentes áreas</p><p>(sendo elas mais de 80). Embora as funções relacionadas ao atendimento direto dos animais e à</p><p>manutenção de sua saúde sejam as mais conhecidas, áreas de atuação relacionadas ao cuidado da</p><p>saúde pública, com a produção de alimentos saudáveis e com a preservação do meio ambiente</p><p>têm ganhado destaque nos últimos anos e vale a pena serem discutidas.</p><p>Nesta unidade, abordaremos os principais pontos relacionados às áreas de atuação na</p><p>Saúde Pública, Inspeção de Produtos de Origem Animal.</p><p>31WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. SAÚDE PÚBLICA</p><p>A expressão Saúde Pública está relacionada às ações e medidas tomadas por órgãos</p><p>governamentais da saúde e à própria população para evitar, reduzir e/ou minimizar agravos à</p><p>saúde, de forma a assegurar condições para a manutenção da vida (SABROZA, 1994).</p><p>Os médicos veterinários atuam, primariamente, como promotores da saúde animal.</p><p>No entanto, uma vez que muitas doenças animais são transmitidas para os homens (zoonoses)</p><p>e somente os médicos veterinários sabem como realizar um diagnóstico seguro e estabelecer</p><p>formas de tratamento e controle, sua importância para a promoção da saúde pública passou a ser</p><p>indiscutível. Além disso, ações relacionadas às vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental</p><p>(como fiscalização da higiene de frigoríficos, matadouros e indústrias de produtos de origem</p><p>animal, mapeamento da distribuição de vetores (insetos ou animais responsáveis pela transmissão</p><p>de determinadas doenças, por exemplo, mosquitos, pernilongos, roedores) e controle de resíduos)</p><p>reforçam a importância dos médicos veterinários no controle da transmissão de doenças aos</p><p>homens. Dessa forma, a profissão, que já era reconhecida desde 1998 pelo Conselho Nacional</p><p>de Saúde (CNS) como da área da Saúde, passou a integrar o Núcleo de Apoio à Saúde da Família</p><p>(NASF), em 2011.</p><p>A seguir, discutiremos alguns pontos importantes quanto a esta área de atuação que, cada</p><p>vez mais, ganha destaque no mercado de trabalho.</p><p>1.1 O Médico Veterinário e seu Papel no Combate às Zoonoses</p><p>Zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre humanos e animais vertebrados.</p><p>O conceito pode ser subdividido em:</p><p>• Antropozoonose: doença que acomete primariamente os animais e que pode ser</p><p>transmitida aos humanos.</p><p>• Zooantroponose: doença que acomete primariamente os homens e que pode ser</p><p>transmitida aos animais.</p><p>Diversas zoonoses desempenham papéis importantes no cenário da saúde pública,</p><p>uma vez que podem apresentar ampla disseminação e contribuir para altas taxas de morbidade</p><p>(termo usado para indicar a quantidade de pessoas consideradas doentes em determinado local e</p><p>momento), mortalidade (representa a chance que uma pessoa na população apresenta de morrer</p><p>em decorrência de uma determinada doença) e/ou letalidade (representa a chance que uma</p><p>pessoa doente tem de morrer em relação aos outros indivíduos que também adquiriram a mesma</p><p>doença).</p><p>Assista ao vídeo CRMV mostra função do médico veterinário na</p><p>Saúde Pública, disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IjhdPr2oLKQ.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IjhdPr2oLKQ</p><p>32WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Como exemplos de zoonoses, citamos a seguir duas doenças bastante relevantes e algumas</p><p>de suas principais características.</p><p>I- Raiva: causada pelo vírus da raiva, a doença é caracterizada por encefalite (inflamação</p><p>do sistema nervoso central) aguda e letalidade de, aproximadamente, 100% (ITO; MEGID, 2016).</p><p>De acordo com os relatos, apenas oito pessoas conseguiram sobreviver à infecção até hoje. A</p><p>transmissão da doença ocorre por meio da inoculação do vírus presente na saliva dos animais</p><p>infectados, principalmente por meio de mordedura (ITO; MEGID, 2016). Todos os animais de</p><p>sangue quente são suscetíveis à infecção pelo vírus da raiva. No Brasil, o morcego é o principal</p><p>reservatório responsável pela manutenção da cadeia silvestre da doença. No ciclo urbano, o cão é</p><p>a principal fonte de infecção para os seres humanos.</p><p>II- Tuberculose: causada por bactérias do gênero Mycobacterium, a doença apresenta</p><p>caráter crônico e progressivo, sendo caracterizada principalmente por problemas respiratórios.</p><p>Embora seja uma doença curável (tratamento à base de antibióticos por, aproximadamente, seis</p><p>meses), em 2008 a tuberculose foi considerada a quarta causa de morte humana por doenças</p><p>infecciosas e a primeira causa de morte de humanos com AIDS. O principal agente da tuberculose</p><p>humana é o Mycobacterium tuberculosis, relacionado também com a infecção em cães, gatos,</p><p>suínos e bovinos, cuja doença tende a ser autolimitante (PAES; FRANCO, 2016). Mycobacterium</p><p>bovis é o agente causal da tuberculose bovina, podendo acometer também caprinos, cães, gatos e</p><p>humanos, constituindo grave zoonose (PAES; FRANCO, 2016).</p><p>Embora o médico veterinário não seja responsável pelo tratamento de seres humanos,</p><p>o profissional é o principal elo entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, tendo em</p><p>vista seus conhecimentos com relação às doenças nos animais e o papel destes na transmissão de</p><p>doenças para a população humana. Dessa forma, em conjunto com outros profissionais que atuam</p><p>no NASF, desempenhamos diversas funções que discutiremos a seguir, de forma a preservar o</p><p>bem-estar tanto dos animais quanto dos seres humanos.</p><p>1.2 A Atuação do Médico Veterinário no NASF</p><p>Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) são equipes formadas por profissionais</p><p>de diversas áreas, criadas em 2008 (Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008) pelo Ministério</p><p>da Saúde, com o objetivo de auxiliar na consolidação da Atenção Básica no Brasil por meio da</p><p>ampliação da rede de serviços e ações de saúde. Por sua vez, a Atenção Básica à Saúde (ABS),</p><p>também chamada de Atenção Primária à Saúde (APS), corresponde aos cuidados essenciais à</p><p>saúde, que devem estar o mais próximo possível da população, sendo a primeira forma de contato</p><p>o SUS (Sistema Nacional de Saúde). Para que isso seja possível, preconiza-se a instituição de</p><p>serviços locais de saúde,</p><p>centrados nas necessidades de saúde da população e fundados sob uma</p><p>perspectiva multidisciplinar (OMS, 1979).</p><p>Inicialmente, o NASF, criado em 2008, não incluía o médico veterinário como possível</p><p>profissional das equipes de Atenção Primária. Somente a partir da publicação da Portaria 2.488,</p><p>de 21 de outubro de 2011, fica aprovada a participação de profissionais da área nas equipes de</p><p>saúde.</p><p>Além de o médico veterinário estar sujeito e compartilhar as atribuições válidas para</p><p>todos os profissionais de saúde, algumas ações são específicas da área, tais como:</p><p>• Avaliação de fatores de risco à saúde, relativos à interação entre os humanos,</p><p>animais e o meio ambiente nos domicílios e áreas circunvizinhas em apoio as</p><p>equipes de SF.</p><p>• Prevenção, controle e diagnóstico situacional de riscos de doenças transmissíveis</p><p>por animais vertebrados e/ou invertebrados (raiva, leptospirose, brucelose,</p><p>tuberculose, leishmanioses, dengue, febre amarela, teníase/cisticercose, etc.), e</p><p>outros fatores determinantes do processo saúde e doença.</p><p>33WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>• Educação em saúde com foco na promoção da saúde e na prevenção e controle</p><p>de doenças de caráter antropozoonótico e demais riscos ambientais, incluindo</p><p>desastres naturais e provocados pelo homem.</p><p>• Desenvolver ações educativas e de mobilização contínua da comunidade,</p><p>relativas ao controle das doenças/agravos na área de abrangência, no uso e manejo</p><p>adequado do território com vistas à relação saúde/ambiente (desmatamentos,</p><p>uso indiscriminado de medicamentos veterinários entre outros).</p><p>• Estudos e pesquisa em saúde pública que favoreçam a territorialidade e a</p><p>qualificação da atenção.</p><p>• Orientações quanto a qualificação no manejo de resíduos.</p><p>• Ações de educação em saúde, nas escolas; divulgação nos meios de comunicação</p><p>e sensibilização às comunidades e sociedade organizada e não organizada.</p><p>• Prevenção e controle de doenças transmissíveis por alimentos.</p><p>• Dar respostas às emergências de saúde pública e eventos de potencial risco</p><p>sanitário nacional de forma articulada com os setores responsáveis.</p><p>• Identificação e orientações quanto a riscos de contaminação por substâncias</p><p>tóxicas (CFMV, 2018).</p><p>Adicionalmente, os médicos veterinários podem desenvolver funções de apoio às equipes</p><p>de saúde, tais como:</p><p>• Discussão de casos específicos: prevenção e controle de doenças transmissíveis</p><p>por alimentos, animais e alterações ambientais provocadas pelo homem e</p><p>desastres naturais.</p><p>• Visitas domiciliares sempre que relacionadas às casuísticas que envolvam</p><p>intersecções entre saúde animal e humano.</p><p>• Orientações de caráter preventivo e auxílio em casos de acidentes com animais</p><p>peçonhentos.</p><p>• Identificar emergências epidemiológicas de potencial zoonótico, de modo</p><p>contínuo e sistemático.</p><p>• Participação em conjunto com todos os componentes da equipe no</p><p>planejamento, monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas pelo</p><p>programa (CFMV, 2018).</p><p>Logo, são várias as funções que médicos veterinários podem desempenhar na Saúde</p><p>Pública, sendo que grande parte delas se enquadra em outra área de atuação, a Vigilância em</p><p>Saúde.</p><p>Veja o vídeo CRMV fala sobre os Núcleos de Apoio à Saúde da Família,</p><p>disponível em https://www.youtube.com/watch?v=mS-FISY2bpo.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=mS-FISY2bpo</p><p>34WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.3 Vigilância em Saúde</p><p>A vigilância em saúde pode ser resumida como o acompanhamento sistemático de</p><p>eventos adversos à saúde da população, ou seja, às práticas de atenção e promoção da saúde e os</p><p>mecanismos adotados para a prevenção de doenças (FIOCRUZ, 2022). Divide-se em: vigilância</p><p>epidemiológica, ambiental, sanitária e saúde do trabalhador.</p><p>1.3.1 Vigilância epidemiológica</p><p>Inicialmente (década de 1950), a expressão “vigilância epidemiológica” significava a</p><p>busca de casos (pessoas) suspeitos ou confirmados de doenças transmissíveis e seus contatos,</p><p>por meio de técnicas como o isolamento ou a quarentena, aplicadas de forma individual e não</p><p>coletiva. Na década de 1960, por meio do Programa de Erradicação da Varíola, o conceito passou</p><p>a ganhar mais abrangência com ações que tinham por objetivo detectar o surgimento precoce de</p><p>surtos e bloquear a transmissão da doença o mais rápido possível. Passava-se a agir pensando no</p><p>coletivo, com medidas de controle e prevenção das doenças. Adicionalmente, além das doenças</p><p>transmissíveis, a vigilância passava a atuar sobre outros problemas de saúde pública, como</p><p>malformações congênitas, leucemias, abortos, entre outros.</p><p>A vigilância epidemiológica passou a ser definida como:</p><p>O conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para</p><p>conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das</p><p>doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes,</p><p>com a finalidade de recomendar oportunamente, sobre bases firmes, as medidas</p><p>indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas</p><p>doenças (ROUQUAYROL; SILVA, 2013, p. 36).</p><p>Leia:</p><p>BRASIL. Portaria 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política</p><p>Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes</p><p>e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia</p><p>Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de</p><p>Saúde (PACS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2011].</p><p>A Portaria está disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/</p><p>saudelegis/gm/2011/prt2488_21_10_2011.html.</p><p>35WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Na Figura 1, podemos observar as funções (etapas) da vigilância epidemiológica.</p><p>Figura 1 - Funções da vigilância epidemiológica. Fonte: Souza (2017).</p><p>Logo, pensando em nosso exemplo anterior, vamos supor que um médico veterinário</p><p>notifique para o órgão responsável a suspeita de um caso de raiva em um cão de rua da cidade</p><p>onde vive. O papel da vigilância epidemiológica será investigar e coletar dados relevantes ao</p><p>caso para esclarecer a respeito da suspeita e fornecer as informações para que a doença não se</p><p>espalhe, caso seja confirmada. Serão coletadas informações a respeito do animal e outros possíveis</p><p>contactantes, como sinais clínicos, comportamento, local onde vive, presença de possíveis</p><p>fontes de infecção (por exemplo, morcegos), contato com seres humanos, presença de outros</p><p>animais com os mesmos sinais, taxas de mortalidade, morbidade, condições climáticas, culturais,</p><p>ecológicas etc. Posteriormente, os dados serão processados e analisados em busca de medidas</p><p>de controle e prevenção. Tais medidas serão divulgadas para os profissionais envolvidos e, após</p><p>serem adotadas, a vigilância epidemiológica realizará nova coleta de dados para verificação de</p><p>sua eficácia. O processo é minucioso e contínuo.</p><p>Após a 5ª Conferência Nacional de Saúde, em 1975, o Ministério da Saúde (MS)</p><p>criou o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), que instituiu o conjunto de</p><p>doenças transmissíveis, consideradas de maior relevância sanitária no País, e busca, ainda hoje,</p><p>desenvolver estratégias para o controle dessas doenças de forma nacional. Para isso, as funções</p><p>citadas anteriormente devem ser desenvolvidas de modo contínuo, permitindo o conhecimento</p><p>do comportamento das doenças a cada momento e, dessa forma, medidas de controle pertinentes.</p><p>Uma vez que os médicos veterinários possuem conhecimento a respeito da biologia</p><p>e epidemiologia de zoonoses, sua atuação na formulação de inquéritos epidemiológicos é</p><p>de extrema importância, podendo contribuir diretamente para o planejamento, execução e</p><p>avaliação de programas de controle, prevenção e erradicação de doenças (WORLD HEALTH</p><p>ORGANIZATION, 2002).</p><p>36WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.3.2 Vigilância</p><p>sanitária</p><p>As atividades ligadas à vigilância sanitária (VISA) datam desde o nascimento das</p><p>cidades, quando muitas doenças infecciosas se propagavam pelas populações com condições</p><p>de higiene precárias e cada vez mais numerosas. Embora não se conhecessem corretamente as</p><p>vias de transmissão e formas de disseminação e contaminação das principais doenças (peste,</p><p>varíola e cólera, por exemplo), sabia-se que a água e os alimentos poderiam estar envolvidos</p><p>nesses processos. Dessa forma, o estado se preocupava em manter estabelecimentos comerciais</p><p>limpos, evitar a venda de alimentos deteriorados ou adulterados e fiscalizar embarcações e áreas</p><p>de comércio de alimentos.</p><p>A partir da década de 1980, a atuação da VISA passou a ser mais abrangente e, atualmente,</p><p>após a publicação da Lei nº 8080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde, entende-se por</p><p>vigilância sanitária “(...) um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos</p><p>à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da</p><p>circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde” (BRASIL, 1990).</p><p>A VISA atua nos seguintes locais:</p><p>1. Nos locais de produção, transporte e comercialização de alimentos</p><p>Bares, restaurantes, mercados, frutarias, açougues, peixarias, frigoríficos,</p><p>indústrias e rotulagem de alimentos, transportadoras, embaladoras,</p><p>importadoras, exportadoras e armazenadoras de alimentos, etc.;</p><p>2. Nos locais de produção, distribuição, comercialização de medicamentos,</p><p>produtos de interesse para a saúde</p><p>Farmácias, drogarias, perfumarias, saneantes, produtos de higiene, produtos</p><p>hospitalares (indústria, comércio e rotulagem) importadora, exportadora,</p><p>distribuidora, transportadora, armazenadora de medicamentos, cosméticos e</p><p>saneantes.</p><p>3. Nos locais de serviços de saúde</p><p>Hospitais, clínicas médicas e odontológicas, laboratórios, asilos, presídios,</p><p>profissionais de saúde, etc.</p><p>4. No meio ambiente</p><p>Controla a qualidade da água, ar, solo, saneamento básico, calamidades públicas,</p><p>transporte de produtos perigosos, monitora os ambientes que causam danos à</p><p>saúde, entre outros.</p><p>5. Nos ambientes e processos do trabalho/saúde do trabalhador</p><p>Identificação e intervenção dos locais de trabalho das pessoas como lojas,</p><p>fábricas, transportes, escritórios, etc.</p><p>6. Na pós-comercialização</p><p>Investiga situações que envolvem reações adversas a medicamentos, sangue e</p><p>produtos para saúde, intoxicação por produtos químicos, etc.</p><p>7. Nos projetos de arquitetura</p><p>Analisa projetos de construção, reforma, adaptação ou ampliação no que interfere</p><p>na saúde das pessoas, em residências, hospitais, clínicas, fábricas, escolas, etc.</p><p>8. Em locais públicos</p><p>Shoppings, cinemas, clubes, óticas, postos da gasolina, estádios, piscinas, escolas,</p><p>cemitérios, salões de beleza, portos, aeroportos, áreas de fronteira, entre outros</p><p>(VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, 2019).</p><p>Todas as funções desempenhadas pela vigilância sanitária são controladas pela Agência</p><p>Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autarquia criada em 1999, pela Lei nº 9.782/99, cuja</p><p>missão é:</p><p>37WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Promover e proteger a saúde da população e intervir nos riscos decorrentes da</p><p>produção e do uso de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária, em ação</p><p>coordenada com os estados, os municípios e o Distrito Federal, de acordo com</p><p>os princípios do Sistema Único de Saúde, para a melhoria da qualidade de vida</p><p>da população brasileira (ANVISA, 2012).</p><p>Os agentes da VISA têm o chamado poder de polícia, ou seja, atuam na fiscalização dos</p><p>locais citados e podem aplicar intimações e multas, interditar estabelecimentos e apreender</p><p>produtos e equipamentos que não estejam de acordo com o preconizado. Adicionalmente,</p><p>os profissionais que trabalham na VISA também devem promover ações educacionais com o</p><p>objetivo de orientar a população a prevenir doenças e proteger a saúde.</p><p>1.3.3 Vigilância ambiental</p><p>A vigilância ambiental em saúde pode ser definida como um:</p><p>Conjunto de ações que proporciona o conhecimento e a detecção de qualquer</p><p>mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que</p><p>interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de</p><p>prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou</p><p>outros agravos à saúde (BRASIL, 2002).</p><p>Sua ação foi desenvolvendo-se ligada aos programas de controle de fatores ambientais,</p><p>como vetores e animais responsáveis pela transmissão de doenças, acidentes com animais</p><p>peçonhentos, consumo de água contaminada, entre outros. Posteriormente, a Fundação Nacional</p><p>da Saúde (FUNASA), órgão governamental responsável pelo gerenciamento do Sistema Nacional</p><p>de Vigilância Ambiental, fortaleceu o papel da vigilância ambiental com o desenvolvimento de</p><p>programas de prevenção e controle de doenças por meio do abastecimento de água e esgotamento</p><p>sanitário, destino adequado do lixo, drenagem e manejo ambiental para controle de vetores e</p><p>melhorias sanitárias e habitacionais para o controle de doenças (BRASIL, 2002).</p><p>São objetivos da vigilância ambiental em saúde:</p><p>a) produzir, integrar, processar e interpretar informações, visando a</p><p>disponibilizar ao SUS instrumentos para o planejamento e execução de ações</p><p>relativas às atividades de promoção da saúde e de prevenção e controle de</p><p>doenças relacionadas ao meio ambiente;</p><p>b) estabelecer os principais parâmetros, atribuições, procedimentos e</p><p>ações relacionadas à vigilância ambiental em saúde nas diversas</p><p>instâncias de competência;</p><p>c) identificar os riscos e divulgar as informações referentes aos fatores</p><p>ambientais condicionantes e determinantes das doenças e outros</p><p>CRMV aborda a atuação do médico veterinário na vigilância</p><p>sanitária, uma das inúmeras áreas de atuação do profissional. Veja</p><p>o vídeo em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=_QNUKCWqhis.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=_QNUKCWqhis</p><p>38WWW.UNINGA.BR</p><p>IN</p><p>TR</p><p>OD</p><p>UÇ</p><p>ÃO</p><p>À</p><p>M</p><p>ED</p><p>IC</p><p>IN</p><p>A</p><p>VE</p><p>TE</p><p>RI</p><p>NÁ</p><p>RI</p><p>A</p><p>| U</p><p>NI</p><p>DA</p><p>DE</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>agravos à saúde;</p><p>d) intervir com ações diretas de responsabilidade do setor ou demandando para</p><p>outros setores, com vistas a eliminar os principais fatores ambientais de riscos à</p><p>saúde humana;</p><p>e) promover, junto aos órgãos afins ações de proteção da saúde humana</p><p>relacionadas ao controle e recuperação do meio ambiente;</p><p>f) conhecer e estimular a interação entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento,</p><p>visando ao fortalecimento da participação da população na promoção da saúde e</p><p>qualidade de vida (BRASIL, 2002).</p><p>Mais uma vez, o conhecimento dos médicos veterinários a respeito da biologia e</p><p>epidemiologia das zoonoses se faz essencial para que os objetivos da vigilância ambiental sejam</p><p>atingidos de forma integral. Os profissionais da área podem atuar como educadores, na elaboração</p><p>de projetos para a área ambiental e produção animal, no levantamento de dados e pesquisa, na</p><p>gestão ambiental, em auditorias ambientais, em análises microbiológicas da água, entre outras</p><p>funções. Ademais, principalmente no campo da produção animal, médicos veterinários estão</p><p>envolvidos em uma série de atividades que, se não conduzidas da forma correta, podem acarretar</p><p>grandes prejuízos para o meio ambiente, a exemplo do controle de resíduos decorrentes da</p><p>produção animal, descarte de carcaças, desmatamento e utilização de antibióticos de forma</p><p>indiscriminada.</p><p>1.3.4 Vigilância em saúde do trabalhador</p><p>A vigilância em saúde do trabalhador (VISAT) visa à</p><p>(...) promoção da saúde e à redução da morbimortalidade da população</p><p>trabalhadora, por meio da integração de ações que intervenham nos agravos e</p><p>seus determinantes decorrentes dos modelos de desenvolvimento e processos</p><p>produtivos (RENAST, 2019, p. 7).</p><p>A VISAT apresenta dois componentes básicos: a vigilância dos agravos à saúde e doenças</p><p>relacionadas ao trabalho e vigilância dos ambientes e condições de trabalho. Dessa</p>